Mente sã para produtizar
Como o uso do mindfulness auxilia no dia a dia de uma pessoa de produtos …. ou qualquer outra área
Toda pessoa trabalhadora vive ou já viveu dias extremamente estressantes, dias com baixa concentração, com alta cobrança (interna ou externa), preocupado com o que há de vir. Por isso, quero trazer neste texto algo que me faz bem e me ajuda muito trabalhando com produtos digitais.
Diariamente uma pessoa de produtos precisa pensar e trabalhar para descobrir o melhor caminho para seu produto, entender como alcançar as metas, desenhar as estratégias para o futuro, identificar as necessidades dos usuários, acompanhar o roadmap, dar feedback para os stakeholders e por aí vai. Logo, se ver ansioso ou aflito por algo que pode acontecer é comum. Esbarrar em uma dificuldade para entregar determinado resultado é frustrante, cansativo e pode te deixar mais agitado.
UM CASO REAL
Bem, vou contar o meu momento antes de conhecer as técnicas de mindfulness: na época eu cuidava de um produto que estava sendo remodelado para o mercado. Portanto, uma das estratégia traçadas foi ter um cliente beta (daqueles clientes bem importantes) para pilotar o produto. Um dia, recebi uma ligação dizendo que uma pessoa da equipe de desenvolvimento precisava ir para o escritório do cliente acompanhar uns processos deste piloto com onboarding.
Entendi perfeitamente, providenciamos tudo o que esta pessoa precisaria para se deslocar e acompanhar o processo. No dia seguinte a sua ida ao cliente fui perguntar como foi, quais feedback’s o cliente tinha, se foi encontrado algum bug, e para minha surpresa a resposta foi: “não fiz nada o dia todo, fiquei apenas do lado deles, respondi duas perguntas que poderiam ser respondidas em uma ligação e só.”.
Neste momento, um alerta soou na minha cabeça: tem algo de errado que não está certo! Então, fui conversar com um dos stakeholders e informei o ocorrido, dizendo que precisávamos entender o real motivo do cliente querer uma pessoa de desenvolvimento do lado dela para não fazer nada, e não estava proveitoso para ninguém, e ouvi que era assim mesmo e que o cliente gostava. Ai minha sirene mental tocou novamente e, conversa-vai-conversa-vem, descobri que acontecia uma call diariamente entre os stakeholders (negócio) e o cliente, logo, pedi para participar.
Então diariamente, bem cedo, eu participava dessa call, que muitas vezes eram interessantes por trazer insumos do campo e, de forma mais objetiva me ajudar a conectar com as necessidades do produto e o que estávamos buscando para remodelar.
A questão problemática era dizer “Não”
A questão problemática era dizer “Não” ao cliente, e esses “nãos” eram embasados; era “nãos” porque não faz parte da estratégia ou ainda mais importante não é tecnicamente viável (quem conhece o mínimo de tecnologia sabe que temos quase o céu, mas algumas vezes ele tem algum limite). E várias vezes o cliente vinha com a solução pronta, e eu tinha o desafio de entender o problema real.
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