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A melhor definição de Gestão de Produto que eu vi por aí

Entendi que o meu trabalho como gestor de produto era mudar o mundo

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Me lembro quando comecei a fazer gestão de produto. Eu achava que o meu trabalho era criar histórias de usuário, gerenciar o backlog e retirar impedimentos das pessoas que escrevem código. Depois de uns dois anos que eu fui descobrir que a parte de retirar impedimentos das pessoas não fazia parte do meu escopo, mas escrever histórias de usuário e gerenciar o backlog eram parte importante do meu trabalho, só que não as mais importantes.

Com o passar dos anos e com a grande ajuda do Jeff Patton, eu finalmente entendi que o meu trabalho como gestor de produto era mudar o mundo. Tá, agora você deve estar pensando, lá vem ele com esses discursinhos, mas calma, não é bem assim. Eu não estou falando de acabar com a fome ou com a desigualdade social (apesar de que ainda possam existir empresas de tecnologia que consigam tal coisa), estou falando de mudanças no dia a dia da vida das pessoas. Para demonstrar o que eu quero dizer, vou usar o mesmo modelo mental que o Jeff usa no seu livro Story M apping, o qual teria facilitado muito as coisas se eu tivesse conhecido no começo da carreira.

O nosso trabalho é mudar o mundo

Como eu disse, nosso trabalho como gestoras de produto é de fato mudar o mundo. No livro e no vídeo de 10 minutos, Output vs Outc omes & Impact, Jeff começa mostrando essa imagem

O que ele explica é o seguinte: no agora temos pessoas no mundo que estão tristes, frustradas, chateadas, irritadas, com sono, apressadas, ansiosas e outras infinitas características que as fazem querer ou precisar fazer algo. Pode até ser que essas pessoas já consigam fazer o que elas querem ou precisam atualmente, mas de uma forma que elas não se sintam tão bem atendidas ou pode ser que elas não consigam fazer de maneira nenhuma. Onde existe muita gente que não consegue fazer algo ou faz com dor existem também oportunidades.

Então gestão de produto, basicamente é permitir que as pessoas façam o que elas querem ou precisam fazer e isso, é mudar o mundo! Tem empresas que impactam o mundo profundamente e tem outras que impactam uma pequena porção de pessoas, mas de fato, quando fazemos isso, estamos mudando o mundo em maior ou menor grau.

Quando identificamos os problemas que as pessoas têm em suas jornadas no agora e sugerimos ideias de produto que serão lançadas no depois, nós esperamos que esse produto - o qual Jeff denomina de output - gere mudanças de comportamento nas pessoas, que elas fiquem menos tristes, estressadas, com mais tempo, com mais dinheiro, etc… que é o que ele denomina de outcomes.

Não esqueça do negócio

Eu tomei como definição de gestão de produto o modelo mental do Jeff porque foi no dia que eu vi o vídeo dele que me caiu a ficha: eu esquecia de olhar para o negócio. Acontece que se não olharmos para o negócio, não vai ter empresa depois para causar impacto nenhum no mundo. Por isso, sempre que vejo alguém dizendo que o que importa é o sentimento que deixamos no usuário, só consigo pensar que essa pessoa está no mundo da fantasia.

No final das contas, o mais importante de tudo é o resultado que trazemos para o negócio. É o que vai pagar as contas no final do mês, que vai pagar o seu salário e o que vai permitir que a empresa consiga continuar mudando o mundo! O Jeff denomina o resultado que trazemos para o negócio de Impact, como ele mostra na imagem a seguir

O que ele fala com essa imagem é que do mesmo jeito que existem pessoas no mundo com necessidades específicas, dentro da empresa também existem pessoas que buscam resultados para o negócio e nós como gestoras de produto, temos a grande responsabilidade de garantir que tudo que vai para o ar ou traga o resultado esperado ou traga o aprendizado para causar a mudança necessária que vai nos fazer atingir os resultados mais adiante.

Menos é mais, haja clichê!

Além de garantir que o resultado chegue, algo bastante importante na gestão de produto, é garantir que ele chegue com a maior margem possível. Jeff também explica isso no seu vídeo com a seguinte imagem

Algo que ainda é bastante contra intuitivo, mas é de fato o que faz mais sentido, é diminuir a quantidade de itens que entregamos no mundo, entregando aquilo que irá de fato maximizar as outcomes e trazer então o maior impacto. Acredite, o melhor código é aquele que não é escrito! Mais código no ar, mais código para manter, mais funcionalidades no ar, mais clientes para dar suporte, mais custo operacional e assim vai. Inclusive, por vezes colocamos funcionalidades no ar que “pareciam” ideias sensacionais, mas que prejudicam mais os usuários do que os ajudam.

Lembre-se, no final nenhum impacto será causado e nenhuma mudança no mundo será feita sem que o negócio esteja saudável. É claro que a usuária é parte muito importante no processo, porque sempre será uma troca de valor entre pessoas e empresas. Por isso, ter uma cultura centrada  no usuário é fundamental para o sucesso de qualquer empresa, porque só assim é que de fato conseguiremos entender quais os reais problemas das pessoas que realmente trarão impacto para o negócio ao serem resolvidos.

Sabe aquela ideia mirabolante e sensacional que alguém teve? Ela muda o mundo das suas usuárias o suficiente para que elas deem o suado dinheirinho delas para a empresa? Não? Então não é uma boa ideia!

Significado de Gestão de Produto

Substantivo

  1. ato de permitir que as pessoas façam o que elas querem ou precisam fazer.
  2. ato de mudar o mundo.

Referências