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15 ideias de livros para ler em 2021

Ler é essencial para qualquer pessoa e na minha opinião, Product Managers deveriam ler muito mais do que qualquer um do time. Essas são minhas sugestões.

Imagem de destaque de 15 ideias de livros para ler em 2021

Todo mundo sabe que ler é importante. Ainda mais quando se trabalha em um mercado que muda muito todo dia. Como uma profissão bastante generalista, mas que em momentos é necessário entender um pouco mais profundamente de alguns assuntos, ler é essencial para Product Managers.

Essas são as minhas dicas de leitura para quem é Product Manager e líder de Produtos e que podem deixar você melhor. Alguns são diretamente ligados à produtos, outros são ligados a assuntos correlatos. Eu ainda acho que a principal leitura que Products Managers deveriam fazer seria sobre Estratégia e Negócio. Depois eu acho que pessoas que gerem produtos deveriam ter uma visão ampla de mecanismos que regem a economia e a sociedade. Não estou falando apenas de política, mas de como indivíduos interagem e os sistemas que influencia essas interações.

Abaixo segue minha lista de livros sugeridos. A ordem não é importante, mas ordenei os livros pelo meu interesse em cada um dos assuntos.

  1. Platform Scale, Sangeet Paul Choudary
  2. O Jogo Infinito, Simon Sinek
  3. Vencedoras por Opção, Jim Collins
  4. Quem manda no mundo, Noam Chomsky
  5. Arriscando a própria pele, Nassim Nicholas Taleb
  6. The Second Curve: Thoughts on Reinventing Society, Charles Handy
  7. Reinventando Organizações, Frederic Laloux
  8. Antifrágil, Nassim Nicholas Taleb
  9. Princípios, Ray Dalio
  10. Maestria, Robert Greene
  11. Range: Why Generalists Triumph in a Specialized World, David Epstein
  12. De zero a um, Peter Thiel
  13. Comece pelo Porquê, Simon Sinek
  14. Blitzscaling, Chris Yeh
  15. The Product Book, Gonzales de Villaumbrosia

Para citar apenas dois livros dessa lista segue abaixo um pequeno resumo de dois reviews.

Sobre o livro Platfrom Scale

É importante sabermos quais e como os mecanismos que regem os mercados funcionam, além dos sistemas dinâmicos que movimentam e influenciam a sua empresa. Você só consegue fazer isso tendo uma visão de como o seu produto faz parte de uma rede da rede de troca de valor. Essa rede é formada pelo seu produto, possibilitando a interação entre outros atores, que são empresas e pessoas (usuários). Essa deveria ser sua única responsabilidade de verdade: criar uma plataforma que facilite a interação entre as pontas da plataforma, orquestrando a geração e o consumo de valor que isso proporciona.

No livro Platform Scale , o Sangeet Paul Choudary explica, de forma muito detalhada, como o modelo de negócio baseado em plataforma funciona, além de como esse modelo impulsiona de maneira exponencial das empresas de tecnologia das últimas décadas. O Sangeet é o porta-voz do termo economia de plataforma, que remete a forma com que as empresas de tecnologia se estruturam e se organizam de forma a potencializar a entrega e facilitação de valor e a troca simbiótica de serviços entre empresas e usuários.

O livro poderia ter 100 páginas a menos. Em muitos momentos o autor é redundante nas suas citações e em diversos momentos me deu a impressão de já ter lido alguns trechos. Contudo, o livro é recheado de quotes importantes e estimulantes para quem gosta desse assunto.

Eu sou apaixonado por esse tema. Me ajudou muito a entender como conectar como mirar a entrega de valor parando usuário ao mesmo tempo que impacta o negócio. Product Managers, geralmente, tem uma visão muito micro, pensando apenas no usuário ou pensando apenas no negócio. Em nenhum desses casos se faz uma conexão de indicadores estratégicos com crescimento de negócio e entrega de valor, além de fortalecimento das conexões entre os atores que fazem possível a plataforma existir.

Leia o review completo aqui: Review do livro - Platform Scale do Sangeet Paul Choudary - Blog do Diego Eis

Sobre o livro O Jogo Infinito

Um conceito que o livro traz é a do Declínio Ético. Todas as atitudes das pessoas na empresa contam para fundamentar e enraizar uma cultura que enaltece a integridade pessoal, exalando a Causa Justa e a cultura empresarial, ou estimula atitudes que refletem um declínio moral.

Como os animais sociais que somos, reagimos ao ambiente em que estamos. Ponha uma pessoa boa num ambiente que sofre de declínio moral e essa pessoa ficará suscetível a lapsos éticos. — Sinek, Simon. O jogo infinito (p. 133). Sextante. Kindle Edition.

Todos nós sabemos o que é certo e o que é errado, e o que está na zona cinza. A zona cinza é perigosa. É uma onda onde nos sentimos estimulados a buscar vantagens próprias se escondendo atras de um véu de motivos duvidosos. É onde não precisamos dar muitas satisfações, porque algumas atitudes não são ilegais, por exemplo, contudo, não criam um estímulo progressivo de integridade clara e transparente, pelo contrário, abrem margem para um declínio ético sistemático que é incorporado no processo de funcionamento da empresa e também do conjunto moral das pessoas.

Nada disso é ilegal. Tudo isso é um pouco duvidoso. E quanto mais permitimos que decisões como essas sejam tomadas, mais esse comportamento se torna “normal” ou “o padrão da indústria”. — Sinek, Simon. O jogo infinito (pp. 128-129). Sextante. Kindle Edition.

Não apenas os atos, mas também as palavras podem nos fazer se distanciar da integridade que decidimos em algum momento da vida. A Zona Cinza pode estimular que as empresas cheguem mais perto dos seus objetivos, mas não pela forma mais ética ou transparente. No livro, o Sinek dá exemplos simples de termos que usamos em construção de serviços, que simplesmente vão contra essa “integridade”, que tentam se esconder por atrás desse véu duvidoso:

  • “Gamificação para incrementar a experiência do usuário” é mais fácil de engolir do que “Encontramos um modo de fazer as pessoas ficarem viciadas em nosso produto, para aumentar nossos resultados”.
  • Falamos sobre gerenciar “externalidades” em vez de falar diretamente sobre os “efeitos colaterais que nossas práticas industriais causam a pessoas que trabalham em nossas fábricas e ao meio ambiente”.
  • Depois do 11 de Setembro, “Interrogatório Incremental” entrou no lugar de Tortura, para amenizar a consciência dos americanos;

Nós encontramos diversas maneiras para racionalizar nossos atos, justificando-os com palavras que só fazem sentido quando estamos posicionados nessa área cinza. Essa racionalização nos direciona para esse declínio ético que mina a empresa inteira e fundamenta uma cultura ruim, que é disseminada a partir da liderança.

Leia o review completo aqui: Review O Jogo Infinito - Simon Sinek - Blog do Diego Eis

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