Sobre meu processo de transição de carreira para Produto Digital

De publicitária a Product Manager: Como as nossas experiências anteriores, ao se conectarem, influenciam o nosso processo de migração de carreira.

Eu sempre curti muito tudo que envolve criatividade, por isso, me graduar em publicidade sempre fez tanto sentido. Curiosa, gostava de pesquisar sobre assuntos diversos e achava fantástico poder criar coisas para encantar consumidores (sim, eu sempre achei que a emoção era o melhor artifício de convencimento). Claro, nem tudo dá para usar dessa estratégia, mas, sempre que possível, tentava incluir isso de alguma forma.

Poder combinar assuntos diferentes, precisar ter repertórios de livros, filmes, etc. para pensar em campanhas, foi algo que sempre me motivou profissionalmente, e eu jamais conseguiria trabalhar em uma área que não me permitisse aprender constantemente, acho que por isso, atuar como Product Manager se tornou uma paixão ainda maior.

Eu fiquei cerca de 05 anos trabalhando com Publicidade e Marketing, mas, o começo da virada de chave veio em 2019, quando decidi que iria morar em São Paulo.

Comecei a pesquisar mais forte sobre o mercado, o que estava em alta, e as tendências apontavam para um caminho: dados.

O profissional de publicidade e marketing, precisava entender de dados. As decisões precisavam ser cada vez mais estruturadas em análises, e com isso, fiquei correndo atrás para entender mais sobre essa temática.

Investimento em cursos mais caros não dava, então tirei alguns certificados do Google gratuitos para entender sobre métricas e o universo da mídia digital paga. Ter um leve conhecimento sobre isso e ter praticado um pouco na última empresa que trabalhei em Natal/RN, colaborou para eu conseguir entrar em uma agência de Marketing Digital em São Paulo/SP.

Foi uma grande oportunidade de aprendizado. Nessa agência, eu tive acesso a entender na prática sobre: métricas de Google e Facebook, Testes A/B, indicadores chave de performance, como realizar tagueamentos para acompanhar métricas, como escolher métricas, ROI, tudo isso em diferentes canais.

De modo geral, foi meu primeiro contato com a área de tecnologia e como esse mindset me ajudaria posteriormente. Além disso, como era o primeiro ano de pandemia, as transformações digitais estavam cada vez mais aceleradas e eu precisava pensar de forma ágil para diversos segmentos, então foi basicamente uma incubadora, um aprendizado muito rápido.

Nesse meio tempo, uma amiga chamada: Luciana Koike, me apresentou sobre a área de produto e o curso de Digital Product Leadership da Tera. Acabei dando uma pesquisada sobre a ementa, buscando entender o que faz um Product Manager, me deixando cada vez mais interessada com a área.

Tudo isso, se conectava com fato de ter flertado com tecnologia através de alguns projetos de desenvolvimento de site na agência que eu trabalhava. Com isso, tinha contato com programadores e era interessante tentar relacionar pontos como: necessidades dos clientes com ferramentas dentro do site para auxiliar no aumento de conversão, etc.

Então, me matriculei no curso da Tera de Digital Product Leadership em novembro de 2020, para a primeira turma de 2021. Porém, minha transição não foi tão direta para área de produto. Tive um “hiatos” porque na época, acabou surgindo uma oportunidade de carreira mais interessante e saí do mercado de agência para trabalhar na Cyrela.

A ideia era aplicar os conhecimentos de growth, testes, etc., em produtos de alto padrão e luxo que ficavam em estoque. Eu fiquei trabalhando 06 meses, mas já via pouco propósito em estar atuando com marketing. Meu desejo de migrar para área de produto se tornou cada vez maior, por acreditar que a tecnologia transforma a vida das pessoas.

Comecei a me candidatar em alguns processos, assim que finalizei o curso de DPL em março de 2021. Eu estava apaixonada pela área pós-apresentação do projeto e ansiedade e desejo de migrar crescia diariamente.

Dentre as diversas vagas que existiam para produto, resolvi focar nas de Analista ou APM, isso por que, em razão da minha falta de experiência, a migração se tornaria mais difícil.

Então entendi que essa seria minha porta de entrada. O que deu muito certo! Participar dos processos seletivos com um nível de exigência menor me deu a oportunidade de montar cases e receber feedbacks que estava no caminho certo. Os estudos de caso, ajudam a estruturar sua visão de produto e quem tá avaliando consegue enxergar isso. Antes de enviar, é válido consultar algum amigo/colega que já está na área para pegar dicas (foi o que eu fiz!).

Assim, com essas avaliações de quem já vive o dia a dia de produto, você pode corrigir sua rota e aumentar as chances de migração.

Sendo assim, após participar de 04 processos seletivos, a tão sonhada migração de carreira aconteceu em junho de 2021, eu consegui entrar como Associate Product Manager na DASA.

Acredito, que tudo na vida envolve um pouco de sorte, e dentre as diversas vagas de APM que existiam, eu fui parar em um produto que encaixava perfeitamente com o meu momento de carreira. O Check-in é um produto que nasceu com o intuito de tirar o paciente do guichê, um autosserviço que permite o paciente realizar as etapas do atendimento direto do celular no conforto de sua casa. O produto estava na fase de growth. Dentro desse cenário, testes, validações eram constantes. Nesta fase, aprendi bastante sobre análises de dados, pensando na jornada do usuário completa e como isso ajuda a tomar decisões que escala o produto.

Espero que esse breve relato, possa ter contribuído um pouco para quem também está pensando em migrar de carreira :)


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