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Ops, Processos e Métodos

Como os PMs da Anthropic usam Claude

A Anthropic usa Claude em 60% do trabalho interno. Mas o segredo não são prompts melhores — são workflows encapsulados em skills que qualquer PM pode copiar.

Diego Eis

A Anthropic divulgou recentemente dados internos sobre como seus próprios funcionários usam Claude no dia a dia. Os números chamam atenção: cerca de 60% do trabalho envolve Claude de alguma forma, com ganhos médios de produtividade perto de 50%.

Mas o dado mais interessante está em como eles estruturam o uso. Enquanto a maioria dos PMs trata IA como "chatbot genérico para fazer resumos", os times da Anthropic criaram um sistema de skills e plugins que transformam tarefas repetitivas em comandos encapsulados.

O resultado? Menos tempo fazendo prompts artesanais toda semana, mais tempo pensando em produto.

A diferença entre usar Claude "como todo mundo" e usar como a Anthropic usa está em encapsular workflows repetíveis em skills conectadas a ferramentas reais. Você para de depender de "prompts melhores" e começa a ter processo repetível.

O padrão de uso interno: delegação parcial

Dentro da Anthropic, a maior parte das pessoas ainda delega apenas 0-20% do trabalho totalmente para Claude. O resto é copiloto — Claude sugere, o humano revisa e decide.

Isso aparece em contextos bem específicos de produto: discovery (sintetizar entrevistas), especificação (primeiro draft de PRDs), priorização (roadmap com frameworks), comunicação (adaptar narrativa por audiência) e análise de impacto (revisão de métricas).

O padrão que se repete é simples. Em vez de pedir "resuma essa pesquisa" toda vez, um PM cria uma skill que sempre transforma entrevistas em jobs-to-be-done estruturados. A skill encapsula o processo — contexto necessário, passos, formato de saída, critérios de qualidade.

Parece detalhe, mas elimina o "começar do zero" em cada conversa. Você para de gastar energia reexplicando contexto e começa a delegar com consistência.