# Product Oversee > Colaboramos, experimentamos e provocamos a busca por novos pontos de vista, estimulando o pensamento crítico sobre gestão e liderança de produtos e serviços digitais. Public Ghost content for AI and LLM tooling. This file includes a bounded export of public pages first, then recent public posts. Append `.md` to any post or page URL to get the content in Markdown (for example, `/example-post.md`). ## Pages ### Sobre o Product Oversee URL: https://productoversee.com/sobre/ Last updated: 2024-04-07T15:36:02.000Z Em um momento em que as empresas de tecnologia impactam cada vez mais a economia e a sociedade, nós somos um grupo de pessoas atuantes na área de gestão de Produtos e Serviços Digitais, que **colaboram**, **experimentam** e **provocam** a busca por novos pontos de vista, **impulsionando o pensamento crítico** e a **maestria** das pessoas que gerem Produtos Digitais no Brasil. ![](https://productoversee.com/content/images/2022/04/sobre-oque-palavra.png) Nós queremos oferecer conteúdo de alta qualidade, produzido por profissionais mercado, para que gestores, líderes e times de produtos criem argumentos e fundamentem suas opiniões, quebrando o consenso e criando novos pontos de vista a partir da discussão coerente. [Inscreva-se na nossa Newsletter](https://productoversee.com/#/portal/signup) ## Somos Especialistas Acreditamos que a gestão de produtos encontra maneiras colaborativas, provocando novos pontos de vista, experimentando alternativas para uma nova realidade. Nós prezamos pelo **foco**, **profundidade** e **maestria**. Somos especialistas em construir produtos digitais, tendo a preocupação de conhecer os detalhes sobre o tema. Sabe aquela história de que pessoas que gerem produtos precisam ser generalistas? Mentira. Quem constrói produtos digitais, são pessoas especialistas em gerir, direcionar e liderar a construção de produtos que realmente impactem o negócio, a vida das pessoas e a sociedade. ## Somos Iconoclastas **Nós quebramos ídolos**. Nós desejamos que você construa seu próprio racional e seja seu próprio guia. Odiamos a tradição de métodos e técnicas ensinados e divulgados por influenciadores e/ou empresas para novos profissionais em um mercado que está se estabelecendo. Queremos fazer parte de uma comunidade que queira quebrar essa dinâmica passiva de construção de opinião. ## Somos desafiantes Para conquistarmos novos ambientes, precisamos romper com o que foi dado como certo anteriormente. Fomentamos e estimulamos a independência de opinião, facilitando a discussão para a criação de um racional individual. **Motivamos** o **questionamento**, **desafiando o consenso** e ajudando os profissionais a construírem **seu próprio pensamento crítico**. ## Somos Porta-vozes Assim mesmo, no plural. **Representamos opiniões diferentes**. Defendemos a exploração da formação da expressão individual, canalizando as vozes de profissionais que queiram formar um ambiente seguro de troca de ideias e argumentos, com o objetivo de estimular, provocar e interessar quem se dedica a ouvir e a participar dessa conversa. --- Nós estamos comprometidos a influenciar a evolução do mercado, nos dedicando à evolução individual. É isso. --- Agradecimento ao nosso designer predileto que nos guiou em toda a ideação da nossa personalidade e marca: [**Conrado Cotomacio**](https://www.behance.net/ConradoPoke?ref=productoversee.com). <3 ### Escreva conosco URL: https://productoversee.com/escreva-conosco/ Last updated: 2024-09-08T23:47:35.000Z **Nossa proposta é influenciar a evolução do mercado de produtos, nos dedicando à evolução individual**. Fazemos isso por diversos canais, mas um dos principais é a produção de conteúdo autoral. Somos porta-vozes. **Representamos opiniões diferentes**. *Defendemos a exploração da formação da expressão individual*, canalizando as vozes de profissionais que queiram formar um ambiente seguro de troca de ideias e argumentos, para estimular, provocar e interessar quem se dedica a ouvir e a participar dessa conversa. Por isso, sempre ficamos mais perto do nosso objetivo quando alguém quer contribuir para o projeto. **Navegação rápida:** - [Quem pode escrever?](#quem-pode-escrever) - [Como funciona?](#como-funciona) - [Qual a frequência ideal?](#qual-a-frequ%C3%AAncia-ideal) - [Quais assuntos?](#quais-assuntos) - [Uso de AI](#uso-de-ai) --- ## Quem pode escrever? **Qualquer pessoa pode escrever conosco, produzindo conteúdo alinhado com o nosso público e com a linha editorial do site**. Isso quer dizer que você pode ser PM, Designer, Dev, Data Scientist, Negócios, etc. Qualquer pessoa que trabalhe com tecnologia e esteja inserido no processo de entrega de alguma parte da jornada da construção de produtos digitais. 💡 O que queremos é realmente criar senso crítico de pensamento, questionando e dando outros pontos de vista de assuntos que podem parecer comuns e banais, para que nossos leitores e profissionais da área forme sua própria opinião. Se quiser saber mais um pouco sobre nosso objetivo, [leia aqui](https://productoversee.com/sobre/). [Submeta seu artigo!](https://bit.ly/form-artigo-po?ref=productoversee.com) ## Como funciona? Queremos aprender cada vez mais a prezar pela frequência, constância e qualidade das publicações. Por isso todos os textos que vão pro ar são editados pela nossa equipe. Funciona assim: - [Preencha o formulário](https://bit.ly/form-artigo-po?ref=productoversee.com), sem esquecer do link do seu texto. - Preferimos Google Docs, para facilitar comentários e revisões. NÃO ESQUEÇA DE DEIXAR LIBERADO PARA COMENTÁRIOS; - Quando você submeter o form, automaticamente você receberá um email de boas vindas e alguns links para o nosso grupo de WhatsApp e também pro nosso Trello, para você acompanhar sua publicação. É IMPORTANTE demais que você entre pelo menos no Trello para que possamos nos comunicar sobre s eu texto; - Uma ou mais autores e pessoas do nosso time irão ler e revisar seu texto, sugerindo mudanças, provocando um pouco o assunto e vendo gramática. Essa comunicação acontece pelo Trello, então, não esqueça de aceitar o convite; - Você aprovando essas mudanças, nós publicamos! :-) Não é obrigatório, mas é muito legal entrar no grupo de Whatsapp dos autores. Lá trocamos ideia sobre mercado, os nossos próprios artigos e assuntos. A criatividade rola solta lá. [Submeta seu artigo agora! Esqueça essa síndrome de impostor!](https://bit.ly/form-artigo-po?ref=productoversee.com) --- ## Qual a frequência ideal? Se você escrever apenas uma vez, não tem problema, mas queremos estimular escritoras e escritores tenham um relacionamento com os seus leitores, aí, manter a rotina de escrita (seja lá qual rotina e frequência você escolher), é um passo importante para entregar juntos nossa proposta de valor para os leitores. Sugerimos no mínimo uma vez por mês, mas é você que decide qual a sua cadência. Nossa dica é ter uma cadência confiável de publicação. Se você só consegue (seja lá qual for o motivo) publicar a cada três meses, tente manter essa cadência. Esse é o segredo: cadência. Dessa forma seus leitores conseguem se acostumar com sua cadência e esperam sem tanta ansiedade, mantendo o engajamento. [E aí? Vamos? Mande seu artigo agora.](https://bit.ly/form-artigo-po?ref=productoversee.com) --- ## Quais assuntos? Acreditamos que existem alguns pilares fundamentais na construção de produtos digitais e o conteúdo do site é dividido assim: - **Discovery, Experimentação e Testes:** Sobre como descobrir e aprender sobre nossos usuários e produtos, fazendo experimentações, criando hipóteses e testes nas jornadas de usuário. Entendimento de produto o processo de discovery, fase antes do delivery. - **Delivery:** Tudo sobre a gestão de produto no nível de execução e entrega. Relacionamento com times de desenvolvimento, Jira e outras ferramentas, formatos de entrega e report. - **Ops, Processos e Métodos:** Sobre aplicação de processos, utilização de métodos e disciplina de operação de produto. - **Estratégia e Negócio:** Vamos falar sobre estratégia de produto e de negócio. Nessa categoria vamos abordar assuntos que nos ajudam a entender melhor como o produto ajuda as empresas e os negócios a alcançarem seu posicionamento diferencial no mercado. - **Desenvolvimento:** Abordamos nessa categoria mais técnicos, de desenvolvimento e programação. Aqui temos assuntos altamente técnicos para programadores ou introduções para Product Managers e outras disciplinas relacionadas. - **Dados, Indicadores e análises:** Essa categoria aborda tudo sobre análise de dados e indicadores de produto, mostrando como podemos fazer gerir produtos data-driven. Também abordamos assuntos relacionados como web analytics, data science e machine learning. - **Liderança:** Tudo sobre liderança e gestão de pessoas. É um assunto mais aberto e maior, focado em liderança de times, mas também de empresas, cultura de líder e como ajudamos nossos times a alcançarem melhores resultados e as serem pessoas melhores. - **Design e UX:** Abordamos todos os assuntos, técnicos ou não, correlacionados à design e experiência de usuário. - **Growth, Engajamento e Retenção:** Tudo sobre comportamento de usuário e como podemos modificar esse comportamento para entregar valor para o negócio, enquanto beneficiamos o usuário. - **Mercado:** Tudo sobre notícias e o status atual do mercado de tecnologia, gestão de produtos, startups e empresas de produto. Abordamos movimentos de mercado e empresas. - **Carreira:** Falamos sobre o papel da pessoa que gere produtos e como essas pessoas podem galgar cargos e responsabilidades maiores no mercado, além de ajudar pessoas na migração de áreas. - **Product Marketing:** Assuntos relacionados à marketing, branding e qualquer assunto que relacione produtos a disciplina de marketing e produto. - **Ler, ver e ouvir:** Dicas de leituras, reviews de livros, coisas para assistir, podcasts e outros conteúdos para estudo. Tudo relacionado ao escopo do site. - **Opinião:** Artigos e conteúdos que expressam a opinião do autor sobre assuntos específicos. - **Inovação e Tecnologia:** Artigos e conteúdos sobre inovação e tecnologia que mudam o comportamento das pessoas e influenciam a transformação da sociedade e dos negócios. - **Produtos de Plataforma:** Sobre produtos de plataforma, usados para escalar empresas, diminuir custos e potencializar resultados dos produtos stream-aligned. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/04/image.png) Além desses pilares, nós queremos amplificar a opinião das pessoas que lideram, gerem e criam produtos e serviços no Brasil. Para isso, nós temos uma categoria especial chamada **Opinião**, dedicada para artigos autorais de opinião expressa do autor. ## Uso de AI Não somos contra usar AI como ferramenta para auxílio na escrita, porém, não aceitaremos textos gerados em sua grande maioria por qualquer ferramenta de inteligência artificial. Caso a gente encontre indícios de que o texto é gerado por AI, ele será recusado. Ainda não vimos um texto gerado por AI sequer, que fosse de muito boa qualidade. ## Será um prazer receber você Queremos construir uma comunidade forte e engajada. Embora aumentar o número de pageviews, visitas e etc seja ótimo para mostrar a progressão de crescimento do projeto, nós estamos mais interessados em ter autores e leitores engajados. Esperamos você! :-) [Submeta seu artigo!](https://bit.ly/form-artigo-po?ref=productoversee.com) ### Autores URL: https://productoversee.com/authors/ Last updated: 2022-03-30T02:23:09.000Z _No content available._ ### Todas as publicações URL: https://productoversee.com/todas-publicacoes/ Last updated: 2022-05-02T00:33:15.000Z _No content available._ ### Eventos e Meetups URL: https://productoversee.com/eventos/ Last updated: 2025-08-30T01:06:53.000Z _No content available._ ### Política de Privacidade URL: https://productoversee.com/politica-de-privacidade/ Last updated: 2022-09-13T16:33:31.000Z Sua privacidade é nossa prioridade. Por isso, queremos deixar claro a maneira como lidamos com seus dados aqui no Product Oversee. Essa política de privacidade explica como nós coletamos, usamos, divulgamos, transferimos e qualquer outro processo e tratamento dos seus dados. Ao acessar o nosso portal e aceitar receber nossa newsletter (PM Letter) ou interagindo com a gente em quaisquer nossos outros canais de comunicação, nós consideramos que você tenha lido, entendido e aceito nossa política de privacidade e a maneira como lidamos com os seus dados. ## Tipos de dados que nós coletamos e como nós os obtemos Ao utilizar nosso portal e receber nossa newsletter, nós obtemos os seguintes dados sobre você: - Seu nome e email quando você registra a sua conta. - Informações que você nos passe quando entra em contato com nosso suporte. - Suas informações de pagamento, quando você assina um de nossos planos e o histórico das transações que você realiza conosco. - Suas preferências de comunicação, o que incluem suas preferências sobre receber nossa newsletter e também sobre comunicações referentes a sua interação com os comentários do nosso portal. Nós também guardamos algumas informações técnicas do seu acesso aos nossos serviços: - Seu endereço de IP (Internet Protocol) - Seu histórico de utilização do portal e abertura das nossas newsletters. Nós também coletamos algumas informações técnicas de forma agregada de todos os nossos usuários: - tipo do browser e versão - tipo de dipositivo - time zone, país e cidade - sistema operacional e plataforma - informações demográficas e dados estatísticos - outros dados agregados sobre dispositivos e softwares usados para acessar nosso portal e nossa newsletter. ## Como utilizamos esses dados Nós só utilizamos seus dados pessoais onde a lei nos permite. Na maioria das vezes, nós usamos seus dados pessoais em cenários que indiquem o seu interesse próprio diretamente. Em nenhum outro cenário. Alguns desses cenários de seu interesse são : - fornecer suporte para qualquer problema que apareça - alterar dados de sua conta se assim for necessário - processar e gerenciar seus pagamentos e receber pelos pagamentos que você faz ao assinar um de nossos planos - enviar nossa newsletter se assim você escolher - responder à emails ou mensagens e qualquer canal de comunicação que nos pertença - gerenciar nossa relação, informando sobre mudanças em nossa política de privacidade e termos de uso Nós só usaremos seus dados pessoas para os propósitos descritos acima e que forem permitidos por lei. ## Propaganda Se você aceitou receber nossa newsletter, nós podemos em qualquer edição enviar propagandas e comunicados de nossos parceiros dentro do conteúdo do texto enviado. ## Informações técnicas agregadas Nós utilizamos softwares de análises agregadas para entender o comportamento dos nossos usuários dentro do nosso site e newsletter. Dessa forma, podemos continuar evoluindo nossa experiência, priorizando aquilo que irá mais trazer valor para você. Nenhum dado agregado permite que saibamos quem você é, nem mesmo combinando os dados de alguma maneira. ## Cookies Um cookie é uma pequena quantidade de dados, que geralmente inclui um identificador único anônimo, que é enviado ao seu navegador a partir dos computadores de um site e armazenado no disco rígido do seu computador. Os cookies são necessários para usar o serviço productoversee.com e nossa newsletter. Usamos cookies para registrar informações da sessão atual, mas não usamos cookies permanentes. Você deve fazer login novamente em sua conta do productoversee.com após um certo período de tempo para protegê-lo contra outros que acessem acidentalmente o conteúdo de sua conta. ## Como nós compartilhamos dados Nós só compartilhamos seus dados com o nosso provedor de pagamentos e por possíveis integrações de terceiros que utilizamos para analisar os dados do portal de forma agregada. O Product Oversee não comercializa em nenhum sentido os dados dos nossos usuários. ## Integrações de terceiros O Product Oversse pode vir a integrar com terceiros para oferecer a você uma experiência melhor. Caso você venha a usar uma dessas integrações, nós vamos compartilhar os dados necessários que forem precisos para que a integração funcione. ## Armazenamento dos dados Nossos serviços estão todos armazenados sob intermediação da Ghost Foundation, que é localizada em Amsterdam e está regida pela sua própria política de privacidade [https://ghost.org/privacy/](https://ghost.org/privacy/?ref=productoversee.com). ## Divulgações exigidas por lei Product Oversee pode compartilhar seus dados pessoais em cenários especiais, como em situações requeridas por algum órgão regulador jurídico ou pela justiça Brasileira. Isso também pode acontecer caso você viole os nossos Termos e condições. ## Revogar o seu consentimento Você pode retirar seu consentimento para o uso de seus dados pessoais a qualquer momento. No entanto, observe que coletamos dados pessoais onde acreditamos ser necessário para fornecer nossos serviços. Consequentemente, se você retirar seu consentimento para o uso de seus dados pessoais, talvez não possamos fornecer esses serviços a você. Por exemplo, se você retirar seu consentimento para o uso de suas informações de cobrança, não poderemos processar seus pagamentos. Consequentemente, não poderemos oferecer nossos serviços pagos e quaisquer serviços pagos que você tenha conosco serão cancelados. ## Acesso e correção dos seus dados pessoais É importante que os dados pessoais que mantemos sobre você sejam precisos e atuais. Por favor, mantenha-nos informados se os seus dados pessoais forem alterados durante a sua relação connosco. Você pode solicitar acesso aos seus dados pessoais e correção de dados pessoais incompletos ou imprecisos, a qualquer momento. ## Retenção de dados pessoais A Product Oversee retém seus dados pessoais (i) quando necessário para cumprir os propósitos para os quais os coletamos; (ii) quando necessário para fins comerciais ou legais; ou (iii) quando exigido ou permitido por lei. ## Links de terceiros Este site pode incluir links para sites, plug-ins e aplicativos de terceiros. Clicar nesses links ou habilitar essas conexões pode permitir que terceiros coletem ou compartilhem dados sobre você. Não controlamos esses sites de terceiros e não podemos ser responsáveis por seus produtos e serviços, informações, materiais e práticas, incluindo práticas de segurança. Se você acessar qualquer site, serviço ou conteúdo de terceiros, mesmo que seja por meio de um link do nosso site, você o fará por sua conta e risco. Recomendamos que você leia a política de privacidade de todos os sites que visitar. ## Mudanças Podemos atualizar periodicamente esta Política de Privacidade. Notificaremos você sobre mudanças significativas na forma como tratamos as informações pessoais enviando um aviso para o endereço de e-mail principal especificado nas informações do titular da conta principal do productoversee.com ou colocando um aviso em destaque em nosso site. ## Dúvidas Qualquer dúvida sobre nossa Política de Privacidade pode ser enviada para [faleconosco@productoversee.com](mailto:faleconosco@productoversee.com). ### Termos de uso URL: https://productoversee.com/termos-de-uso/ Last updated: 2022-09-13T20:10:18.000Z Estes Termos regem seu acesso e uso do productoversee.com, bem como todo o conteúdo e produtos e serviços da Product Oversee disponíveis em ou por meio desses sites (coletivamente, “Serviços”). Nossos Serviços são oferecidos sujeitos à sua aceitação, sem modificação, de todos os termos e condições aqui contidos e todas as outras regras operacionais, políticas (incluindo, sem limitação, a [Política de Privacidade da Product Oversee](https://productoversee.com/politica-de-privacidade/)) e procedimentos que podem ser publicados de tempos em tempos por Product Oversee (coletivamente, o “Contrato”). Você concorda que podemos atualizar automaticamente nossos Serviços e o Contrato se aplicará a quaisquer atualizações. Leia atentamente o Contrato antes de acessar ou usar nossos Serviços. Ao acessar ou usar qualquer parte de nossos Serviços, você concorda em ficar vinculado ao Contrato. Se você não concordar com todos os termos do Contrato, não poderá acessar ou usar nossos Serviços. ## 1\. Descritivos das partes Ao longo destes Termos, “você” se aplica a indivíduos e entidades que acessam ou usam nossos Serviços. Se você for um indivíduo usando nossos Serviços em nome de uma entidade, você declara e garante que tem autoridade para vincular essa entidade ao Contrato e que, ao usar nosso(s) Serviço(s), está aceitando o Contrato em nome dessa entidade . Usamos o termo “Países Designados” para nos referirmos à Brasil, Argentina, Colômbia, Estados Unidos e todos os países localizados no continente americano e Portugal. Seu contrato é com Pablo Henrique Antunes Silva 09421864603, com sede em São José do Rio Preto, Brasil. Nos referimos à Pablo Henrique Antunes Silva 09421864603 como “Product Oversee” ou “nós” ao longo destes Termos. ## 2\. Sua conta Quando o uso de nossos Serviços exigir uma conta, você concorda em nos fornecer informações completas e precisas ao se registrar para uma conta. Você será o único responsável por qualquer atividade que ocorra sob seu nome de usuário. Você é responsável por manter as informações de sua conta atualizadas e por manter seus dados de acesso seguros. Você é responsável por manter a segurança de sua conta e é totalmente responsável por todas as atividades que ocorram em sua conta e quaisquer outras ações tomadas em conexão com nossos Serviços. Você não deve compartilhar ou fazer uso indevido de suas credenciais de acesso. Você deve nos notificar imediatamente sobre qualquer uso não autorizado de sua conta ou qualquer outra violação de segurança. Não seremos responsáveis ​​por quaisquer atos ou omissões de sua parte, incluindo quaisquer danos de qualquer tipo incorridos como resultado de tais atos ou omissões. Quando você cria uma conta productoversee.com, consideramos que é uma consulta sobre nossos produtos e serviços, o que significa que podemos entrar em contato com você para compartilhar mais detalhes sobre o que temos a oferecer. Não se preocupe - se você não estiver interessado em saber mais, poderá optar por não receber a comunicação de marketing, seja um e-mail, telefonema ou mensagem de texto. ## 3\. Requisitos de idade mínima Nossos Serviços não são direcionados a crianças. O acesso e uso de nossos Serviços é apenas para maiores de 16 anos. Se você for mais jovem do que isso, não poderá se registrar ou usar nossos Serviços. Qualquer pessoa que se registre como usuário ou forneça suas informações pessoais aos nossos Serviços declara ter 16 anos de idade ou mais. ## 4\. Responsabilidade dos Visitantes e Usuários Não revisamos e não podemos revisar todo o conteúdo (como, mas não limitado a, texto, foto, vídeo, áudio, código, software de computador, itens à venda ou outros materiais) postados em nossos Serviços por usuários ou qualquer outra pessoa (“Conteúdo”) e não são responsáveis por qualquer uso ou efeito de tal Conteúdo. Assim, por exemplo: - Se você publicar Conteúdo, comentar em um site ou disponibilizar (ou permitir que terceiros disponibilizem) Conteúdo em nossos Serviços, você será inteiramente responsável pelo Conteúdo e por qualquer dano resultante desse Conteúdo ou de sua conduta. - Nós nos isentamos de qualquer responsabilidade por qualquer dano resultante do uso, compra ou download de Conteúdo por qualquer pessoa. Se você acessar ou usar qualquer Conteúdo, você é responsável por tomar as precauções necessárias para proteger você e seus sistemas de computador contra vírus, worms, cavalos de Tróia e outros conteúdos prejudiciais ou destrutivos. - Qualquer Conteúdo oferecido para venda por meio de qualquer um de nossos Serviços é de responsabilidade exclusiva do vendedor, e você concorda que procurará exclusivamente o vendedor por quaisquer danos resultantes de sua compra ou uso do Conteúdo. - Observe que os termos e condições adicionais de terceiros podem se aplicar ao download, cópia, compra ou uso do Conteúdo. Também não revisamos e não podemos revisar todo o material, incluindo software de computador, disponibilizado por meio dos sites e páginas da Web que vinculam ou são vinculados ao productoversee.com ou nossos outros Serviços. Por exemplo: - Não temos nenhum controle sobre esses sites e não somos responsáveis por seu conteúdo ou uso. - A existência de um link para ou de um de nossos Serviços não representa ou implica que endossamos tal site. - Você é responsável por tomar as precauções necessárias para proteger você e seus sistemas de computador contra vírus, worms, cavalos de Tróia e outros conteúdos prejudiciais ou destrutivos. - Nós nos isentamos de qualquer responsabilidade por qualquer dano resultante de sites que não sejam da Product Oversee. ## 5\. Taxas, Pagamento e Renovação **Taxas para Serviços Pagos**. Alguns de nossos Serviços são oferecidos por uma taxa, como planos productoversee.com e alguns Serviços de comércio eletrônico (coletivamente, “Serviços pagos”). Ao usar um Serviço Pago, você concorda em pagar as taxas especificadas (por exemplo, taxas do productoversee.com e taxas associadas a recursos específicos. Dependendo do Serviço Pago, pode haver uma taxa única, taxas recorrentes ou taxas baseadas no uso para taxas recorrentes, cobraremos ou cobraremos de você em intervalos regulares de renovação automática (como mensal, anual ou bienalmente), com pré-pagamento até o cancelamento, o que você pode fazer a qualquer momento diretamente da sua conta no portal. **Pagamentos.** Se o seu pagamento falhar ou se os Serviços Pagos não forem pagos ou pagos a tempo, podemos cancelar ou revogar imediatamente o seu acesso aos Serviços Pagos. Se você entrar em contato com seu banco ou operadora de cartão de crédito para recusar ou reverter a cobrança de taxas pelos Serviços Pagos, poderemos revogar seu acesso aos nossos Serviços em geral. **Renovação automática.** Para garantir um serviço ininterrupto, os Serviços Pagos recorrentes são renovados automaticamente. Isso significa que, a menos que você cancele um Serviço Pago antes do final do período de assinatura aplicável, ele será renovado automaticamente e você nos autoriza a faturar ou usar qualquer mecanismo de pagamento registrado para você cobrar a taxa de assinatura então aplicável ( bem como quaisquer impostos). Por padrão, seus Serviços Pagos serão renovados pelo mesmo intervalo de tempo do período de assinatura original. Por exemplo, se você adquirir um plano anual do productoversee.com, será cobrado anualmente pelo período de 12 meses seguinte. Podemos cobrar sua conta até um mês antes do final do período de assinatura. Não iremos lhe enviar um email de lembrete de renovação automática, é de sua responsabilidade entrar na sua conta e cancelar se assim desejar. A data da renovação automática é determinada automaticamente com base na data da compra original e não pode ser alterada. Você pode ver sua data de renovação visitando sua [conta](https://productoversee.com/#/portal/account). **Cancelando a renovação automática**. Você pode gerenciar e cancelar seus Serviços Pagos no respectivo site do Serviço. Por exemplo, você pode gerenciar todos os seus planos do productoversee.com por meio do Painel da Web do productoversee.com. Para cancelar um plano do productoversee.com, vá para a a sua [conta](https://productoversee.com/#/portal/account), clique no plano que deseja cancelar e siga as instruções para “cancelar a assinatura”. Você deve repetir este processo para cada assinatura que deseja cancelar. **Alterações de taxas**. Podemos alterar nossas taxas a qualquer momento ou começar a cobrar taxas por Serviços que antes eram gratuitos. Quando aplicável, podemos notificá-lo com antecedência sobre as alterações nas taxas. Se você não concordar com as alterações de taxas, deverá cancelar seu Serviço Pago. **Reembolsos**. Embora você possa cancelar um Serviço Pago a qualquer momento, os reembolsos são emitidos a nosso exclusivo critério, a menos que exigido de outra forma pela lei aplicável. ## 6\. Representação Geral e Garantia Você declara e garante que seu uso de nossos Serviços: - Estará em estrita conformidade com estes Termos; - Cumprirá todas as leis e regulamentos aplicáveis ​​(incluindo, sem limitação, todas as leis aplicáveis ​​relativas à conduta online e conteúdo aceitável, privacidade, proteção de dados e transmissão de dados técnicos exportados dos Brasil ou do país que você viva); - Não usará os Serviços para fins ilegais, para publicar conteúdo ilegal ou para promover atividades ilegais; - Não infringirá ou apropriará indevidamente os direitos de propriedade intelectual de terceiros; - Não divulgará informações pessoais confidenciais de outras pessoas; - Não compartilhará sua conta com outras pessoas, uma vez que ela é pessoal e intransferível. ## 7\. Termos de Serviço Específicos ### Contas no productoversee.com O productoversee.com permite que você acesse uma grande base de conteúdos sobre gestão de produto e tecnologia. Uma conta productoversee.com também permite que você entre em alguns de nossos Serviços. O serviço básico do productoversee.com é gratuito e oferecemos planos pagos para conteúdos exclusivos, aulas, materiais e grupos exclusivos. ## 8\. Propriedade intelectual O Contrato não transfere da Product Oversee para você qualquer propriedade intelectual da Product Oversee ou de terceiros, e todos os direitos, títulos e interesses em e para tal propriedade permanecerão (entre as partes) exclusivamente com a Product Oversee. Product Oversee, productoversee.com, o logotipo productoversee.com e todas as outras marcas comerciais, marcas de serviço, gráficos e logotipos usados em conexão com productoversee.com ou nossos Serviços são marcas comerciais ou marcas registradas da Product Oversee ou dos licenciadores da Product Oversee. Outras marcas registradas, marcas de serviço, gráficos e logotipos usados em conexão com nossos Serviços podem ser marcas registradas de terceiros. Seu uso de nossos Serviços não lhe concede nenhum direito ou licença para reproduzir ou usar qualquer Product Oversee ou marcas registradas de terceiros. ## 9\. Mudanças Estamos constantemente atualizando nossos Serviços e isso significa que às vezes temos que alterar os termos legais sob os quais nossos Serviços são oferecidos. Estes Termos só podem ser modificados por uma emenda por escrito assinada por um executivo autorizado da Product Oversee, ou pela publicação pela Product Oversee de uma versão revisada. Se fizermos alterações materiais, informaremos você postando em um de nossos blogs ou enviando um e-mail ou outra comunicação antes que as alterações entrem em vigor. O aviso designará um período de tempo razoável após o qual os novos termos entrarão em vigor. Se você discordar de nossas alterações, pare de usar nossos Serviços dentro do período de aviso designado ou quando as alterações entrarem em vigor. Seu uso continuado de nossos Serviços estará sujeito aos novos termos. No entanto, qualquer disputa que tenha surgido antes das alterações será regida pelos Termos (incluindo a cláusula de arbitragem individual vinculante) que estavam em vigor quando a disputa surgiu. ## 10\. Bloqueio e cancelamento de contas Podemos encerrar seu acesso a todos ou parte de nossos Serviços a qualquer momento, com ou sem justa causa, com ou sem aviso prévio, com efeito imediato. Temos o direito (mas não a obrigação) de, a nosso exclusivo critério, (i) recuperar seu nome de usuário, (ii) recusar ou remover qualquer conteúdo que, em nossa opinião razoável, viole qualquer política da Product Oversee ou é de alguma forma prejudicial ou censurável, (iii) encerrar ou negar o acesso e uso de qualquer um de nossos Serviços a qualquer indivíduo ou entidade por qualquer motivo. Não teremos nenhuma obrigação de fornecer um reembolso de quaisquer valores pagos anteriormente. Se desejar rescindir o Contrato ou sua conta productoversee.com, você pode simplesmente descontinuar o uso de nossos Serviços ou, se estiver usando um serviço pago, pode cancelar a qualquer momento, sujeito à seção Taxas, Pagamento e Renovação em estes Termos. Todas as disposições do Contrato que por sua natureza devem sobreviver à rescisão sobreviverão à rescisão, incluindo, sem limitação, disposições de propriedade, isenções de garantia, indenização e limitações de responsabilidade. ## 11\. Isenção de garantias Nossos Serviços são fornecidos “como estão” e “conforme disponíveis”. A Product Oversee e seus fornecedores e licenciadores renunciam a todas as garantias de qualquer tipo, expressas ou implícitas, incluindo, sem limitação, as garantias de comercialização, adequação a uma finalidade específica e não violação. Nem a Product Oversee, nem seus fornecedores e licenciadores, dão qualquer garantia de que nossos Serviços estarão livres de erros ou que o acesso a eles será contínuo ou ininterrupto. Você entende que baixa ou obtém conteúdo ou serviços por meio de nossos Serviços por sua própria conta e risco. ## 12\. Jurisdição e Lei Aplicável. Exceto na medida em que qualquer lei aplicável disponha de outra forma, o Contrato e qualquer acesso ou uso de nossos Serviços serão regidos pelas leis do Brasil, excluindo seu conflito de disposições legais. O foro adequado para quaisquer disputas decorrentes ou relacionadas ao Contrato e qualquer acesso ou uso de nossos Serviços serão os tribunais estaduais e federais localizados em São Paulo, Brasil. ## 13\. Limitação de responsabilidade Em nenhum caso a Product Oversee, ou seus fornecedores ou licenciadores, serão responsáveis em relação a qualquer assunto do Contrato sob qualquer contrato, negligência, responsabilidade estrita ou outra teoria legal ou equitativa por: (i) quaisquer danos especiais, incidentais ou consequentes; (ii) o custo de aquisição de produtos ou serviços substitutos; (iii) por interrupção de uso ou perda ou corrupção de dados; ou (iv) por quaisquer valores que excedam R$ 89 ou as taxas pagas por você à Product Oversee sob o Contrato durante o período de doze (12) meses antes da causa da ação, o que for maior. O Product Oversee não terá nenhuma responsabilidade por qualquer falha ou atraso devido a questões além de seu controle razoável. O precedente não se aplicará na medida proibida pela lei aplicável. ## 14\. Indenização Você concorda em indenizar e isentar a Product Oversee, seus contratados e licenciadores e seus respectivos diretores, executivos, funcionários e agentes de e contra todas e quaisquer perdas, responsabilidades, demandas, danos, custos, reivindicações e despesas, incluindo advogados ', decorrentes ou relacionadas ao seu uso de nossos Serviços, incluindo, mas não se limitando à violação do Contrato, Conteúdo que você publica e quaisquer atividades de comércio eletrônico que por ventura realizadas por você através dos nossos serviços. ## 15\. Tradução Estes Termos foram originalmente escritos em português (Brasil). Podemos traduzir estes termos para outros idiomas. Em caso de conflito entre uma versão traduzida destes Termos e a versão em Português, a versão em Português prevalecerá. ## 16\. Diversas O Contrato constitui o acordo integral entre a Product Oversee e você em relação ao assunto aqui tratado. Se qualquer parte do Contrato for considerada inválida ou inexequível, essa parte será interpretada para refletir a intenção original das partes, e as partes restantes permanecerão em pleno vigor e efeito. Uma renúncia por qualquer uma das partes de qualquer termo ou condição do Contrato ou qualquer violação do mesmo, em qualquer instância, não renunciará a tal termo ou condição ou qualquer violação subsequente. Você pode ceder seus direitos sob o Contrato a qualquer parte que concorde e concorde em ficar vinculado por seus termos e condições; A Product Oversee pode ceder seus direitos sob o Contrato sem condição. O Contrato será vinculativo e reverterá em benefício das partes, seus sucessores e cessionários permitidos. ### Segundo Cérebro do Product Oversee URL: https://productoversee.com/docs/ Last updated: 2026-01-05T14:37:17.000Z O Segundo Cérebro do Product Oversee é um repositório de conteúdos e materiais referenciais para quem faz gestão de produtos e projetos. O nosso objetivo é conseguir centralizar conteúdo ótimo, sendo ou não autoral, em um só lugar para que você não precise ficar perdendo material importante durante a sua carreira. ### Planos URL: https://productoversee.com/planos/ Last updated: 2023-03-20T19:00:57.000Z _No content available._ ### Livros recomendados URL: https://productoversee.com/livros-recomendados/ Last updated: 2024-02-05T02:32:53.000Z Estes são nossos livros recomendados sobre gestão de produtos, negócios, design, processos, dados e outros assuntos relacionados. *É interessante avisar: se você acabar clicando e comprando qualquer livro daqui, nós ganhamos uma pequena comissão de afiliados. Isso nos ajuda a manter o projeto.* 👍 ## Carreira - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=0984782818&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Cracking the PM Interview: How to Land a Product Manager Job in Technology](https://www.amazon.com.br/Cracking-PM-Interview-Product-Technology/dp/0984782818?keywords=cracking+the+pm+interview&qid=1688516586&sprefix=craking+the+pm+%2Caps%2C205&sr=8-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6121c6c4-c969-43ae-92f7-cc248fc6181d&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=fab22159924a925f1a4e0370106e57e7&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=0984782818) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=B08TQ89LKB&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Cracking the PM Career: The Skills, Frameworks, and Practices To Become a Great Product Manager](https://www.amazon.com.br/Cracking-Career-Frameworks-Practices-Interview-ebook/dp/B08TQ89LKB?keywords=cracking+the+pm+interview&qid=1688516635&sprefix=craking+the+pm+%2Caps%2C205&sr=8-2&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=a249faab7e575fba83d5d47da3e18f03&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=B08TQ89LKB) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=B071HFBGXR&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)The Product Book: How to Become a Great Product Manager](https://www.amazon.com.br/Product-Book-Become-Manager-English-ebook/dp/B071HFBGXR?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2SDQEWWRIOBB0&keywords=the+product+book&qid=1688516684&sprefix=the+product+boo%2Caps%2C199&sr=8-1&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=f2ee85a56aa55ba6a63f9fc8749f140a&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=B071HFBGXR) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=0399592520&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Dare to lead](https://www.amazon.com.br/Dare-Lead-Brave-Conversations-Hearts/dp/0399592520?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=3HT7MM7ELXNHQ&keywords=dare+to+lead&qid=1688516506&sprefix=dare+to+lea%2Caps%2C212&sr=8-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6d798eae-cadf-45de-946a-f477d47705b9&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=b0dfbe9d878980deab5666ddc2f129b6&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=0399592520) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=1523087463&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)The Influential Product Manager: How to Lead and Launch Successful Technology Products](https://www.amazon.com.br/Influential-Product-Manager-Essential-Management/dp/1523087463?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=11CMJ3MXMQHKD&keywords=The+Influential+Product+Manager&qid=1688576237&s=books&sprefix=escaping+the+build+trap%2Cstripbooks%2C223&sr=1-1&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=efa57d3064ee5c1c6fc6a5d4534400a0&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=1523087463) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=0578740583&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Product Management's Sacred Seven: The Skills Required to Crush Product Manager Interviews and be a World-Class PM](https://www.amazon.com.br/Product-Managements-Sacred-Seven-World-Class/dp/0578740583?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2KRLGA59NBDWI&keywords=Product+Management%27s+Sacred+Seven&qid=1688576303&s=books&sprefix=the+influential+product+manager%2Cstripbooks%2C225&sr=1-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.fcd6d665-32ba-4479-9f21-b774e276a678&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=8cb0a3d6e70940d76e05afed7b688fb8&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=0578740583) ## Gestão de Produtos - [ ![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=B087F4FJSY&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=productoversee-20&language=pt_BR)Gestão Moderna de Produtos Digitais: O Produto Digital como um meio de entregar valor para o usuário e para o negócio](https://www.amazon.com.br/Gest%C3%A3o-Moderna-Produtos-Digitais-entregar-ebook/dp/B087F4FJSY?keywords=gest%C3%A3o+moderna+de+produtos+digitais&qid=1684977148&sprefix=Gest%C3%A3o+moderna%2Caps%2C217&sr=8-2&linkCode=li3&tag=productoversee-20&linkId=81adbd4fb873d7a07a2804658eae7c70&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=productoversee-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=B087F4FJSY) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=B072MHLBH1&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=productoversee-20&language=pt_BR) Métricas Ágeis: Obtenha melhores resultados em sua equipe](https://www.amazon.com.br/M%C3%A9tricas-%C3%81geis-Obtenha-melhores-resultados-ebook/dp/B072MHLBH1?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2JEHDDGCTOOH7&keywords=m%C3%A9tricas+%C3%A1geis&qid=1684978329&s=digital-text&sprefix=m%C3%A9tricas+%C3%A1gei%2Cdigital-text%2C208&sr=1-1&linkCode=li3&tag=productoversee-20&linkId=22a712e6304807067c686ea3f85e1a4d&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=productoversee-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=B072MHLBH1) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=B08563B4Q2&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=productoversee-20&language=pt_BR) Plataforma: A Revolução da Estratégia](https://www.amazon.com.br/Plataforma-Revolu%C3%A7%C3%A3o-Estrat%C3%A9gia-Geoffrey-Parker-ebook/dp/B08563B4Q2?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=3N5SCK5EKHVVA&keywords=plataformas&qid=1684978228&s=digital-text&sprefix=plataformas%2Cdigital-text%2C206&sr=1-6&linkCode=li3&tag=productoversee-20&linkId=c75c42959f653bfe038153925e6bfdf1&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=productoversee-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=B08563B4Q2) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=B019NG6GG8&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=productoversee-20&language=pt_BR) Gestão de produtos de software: Como aumentar as chances de sucesso do seu software](https://www.amazon.com.br/Gest%C3%A3o-produtos-software-aumentar-chances-ebook/dp/B019NG6GG8?keywords=gest%C3%A3o+moderna+de+produtos+digitais&qid=1684978377&s=digital-text&sprefix=gest%C3%A3o+modern%2Cdigital-text%2C209&sr=1-4&linkCode=li3&tag=productoversee-20&linkId=110b8360ba578edd49af7940acb03b7d&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=productoversee-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=B019NG6GG8) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=B0916MNZCV&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=productoversee-20&language=pt_BR) Product Direction: How to build successful products at scale with Strategy, Roadmaps, and Objectives and Key Results (OKRs)](https://www.amazon.com.br/Product-Direction-successful-products-Objectives-ebook/dp/B0916MNZCV?keywords=product+direction&qid=1684977663&s=digital-text&sprefix=product+dire%2Cdigital-text%2C240&sr=1-1&linkCode=li3&tag=productoversee-20&linkId=96df4b6978f4c0f14a3ec5aadf4b42e9&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=productoversee-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=B0916MNZCV) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=1118960874&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)The Lean Product Playbook: How to Innovate with Minimum Viable Products and Rapid Customer Feedback](https://www.amazon.com.br/Lean-Product-Playbook-Innovate-Products/dp/1118960874?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&keywords=The+Lean+Product+Playbook&qid=1688516157&sr=8-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6121c6c4-c969-43ae-92f7-cc248fc6181d&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=bc5b14f78a8950d3f236a53907e14e59&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=1118960874) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=B06XPPS4JW&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Sprint: How to Solve Big Problems and Test New Ideas in Just Five Days](https://www.amazon.com.br/Sprint-Jake-Knapp-ebook/dp/B06XPPS4JW?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=EEX6665RXRFN&keywords=sprint&qid=1688516352&sprefix=sprin%2Caps%2C211&sr=8-1&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=73995477cd1820057471bec75618d952&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=B06XPPS4JW) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=8583394768&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Hooked: How to Build Habit-Forming Products](https://www.amazon.com.br/HOOKED-ENGAJADO-construir-produtos-formadores/dp/8583394768?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=1UFYTVUGU4BJA&keywords=hooked&qid=1688516436&sprefix=hooke%2Caps%2C228&sr=8-1&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=a4d29d831c070c48dfda89291e953cac&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=8583394768) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=149197172X&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Product Roadmaps Relaunched: How to Set Direction While Embracing Uncertainty](https://www.amazon.com.br/Product-Roadmaps-Relaunched-Todd-Lombardo/dp/149197172X?keywords=product+roadmap&qid=1688516960&s=books&sprefix=product+road%2Cstripbooks%2C201&sr=1-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6121c6c4-c969-43ae-92f7-cc248fc6181d&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=798a1878cb36ba6a23e6eac31cb16d96&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=149197172X) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=149197379X&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Escaping the Build Trap: How Effective Product Management Creates Real Value](https://www.amazon.com.br/Escaping-Build-Trap-Melissa-Perri/dp/149197379X?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=XR36C63Q4D6H&keywords=Escaping+the+Build+Trap&qid=1688576166&s=books&sprefix=escaping+the+build+trap%2Cstripbooks%2C209&sr=1-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6121c6c4-c969-43ae-92f7-cc248fc6181d&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=95778b3c3d0b02522c876898820f474f&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=149197379X) ## Estratégia e negócios - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=8535215263&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Estratégia Competitiva - Técnicas Para Análise de Indústrias e da Concorrência](https://www.amazon.com.br/Estrat%C3%A9gia-Competitiva-T%C3%A9cnicas-An%C3%A1lise-Ind%C3%BAstrias/dp/8535215263?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2G2NMQBIPCS7W&keywords=Estrat%C3%A9gia+Competitiva+%E2%80%94+Michael+Porter&qid=1692733045&sprefix=estrat%C3%A9gia+competitiva+michael+porter%2Caps%2C415&sr=8-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6121c6c4-c969-43ae-92f7-cc248fc6181d&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=05ff55d92fbbc3ec12235f8e83a4d848&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=8535215263) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=855717358X&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Gestão de Alta Performance: Tudo o que um gestor precisa saber para gerenciar equipes e manter o foco em resultados](https://www.amazon.com.br/Gest%C3%A3o-Alta-Performance-gerenciar-resultados/dp/855717358X?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=30YGFDBDSWQ69&keywords=Gest%C3%A3o+de+Alta+Performance+%E2%80%94+Andrew+Grove&qid=1692733617&sprefix=gest%C3%A3o+de+alta+performance+andrew+grove%2Caps%2C674&sr=8-1&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=d7951ad1c5e918a37c418b3e24ecea38&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=855717358X) - 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[![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=1119551447&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Testing Business Ideas: A Field Guide for Rapid Experimentation](https://www.amazon.com.br/Testing-Business-Ideas-David-Bland/dp/1119551447?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&keywords=Testing+Business+Ideas%3A+A+Field+Guide+for+Rapid+Experimentation&qid=1688517138&sr=8-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6121c6c4-c969-43ae-92f7-cc248fc6181d&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=c67b740b6244d59aa77204d22650ec6d&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=1119551447) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=1098108779&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Running Lean: Iterate from Plan A to a Plan That Works](https://www.amazon.com.br/Running-Lean-Iterate-Plan-Works/dp/1098108779?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&content-id=amzn1.sym.086bd8c4-d9e4-415a-8862-4106b70dc76c%3Aamzn1.sym.086bd8c4-d9e4-415a-8862-4106b70dc76c&cv%5Fct%5Fcx=Running+Lean&keywords=Running+Lean&pd%5Frd%5Fi=1098108779&pd%5Frd%5Fr=8459fd61-0594-4af6-81dc-3141b997eb29&pd%5Frd%5Fw=gzvUe&pd%5Frd%5Fwg=g92kk&pf%5Frd%5Fp=086bd8c4-d9e4-415a-8862-4106b70dc76c&pf%5Frd%5Fr=NBRMQF8TDC4A3BFVFPNK&qid=1688517237&sbo=RZvfv%2F%2FHxDF%2BO5021pAnSA%3D%3D&sr=1-1-f0029781-b79b-4b60-9cb0-eeda4dea34d6&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6a09f7ec-d911-4889-ad70-de8dd83c8a74&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=d4c6730d480ea302fc3b587f4af32970&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=1098108779) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=1093693460&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)O Teste da Mãe: Como conversar com clientes e descobrir se sua ideia é boa, mesmo com todos mentindo para você](https://www.amazon.com.br/Teste-M%C3%A3e-Conversar-Clientes-Descobrir/dp/1093693460?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2ORU7668UC5G1&keywords=o+teste+da+m%C3%A3e&qid=1688937874&s=books&sprefix=o+teste+da+m%C3%A3%2Cstripbooks%2C255&sr=1-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6d798eae-cadf-45de-946a-f477d47705b9&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=a08f8530f0c33c9307280a737446c575&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=1093693460) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=B09QHBZDDZ&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Amp It Up: Leading for Hypergrowth by Raising Expectations, Increasing Urgency, and Elevating Intensity](https://www.amazon.com.br/Amp-Hypergrowth-Expectations-Increasing-Elevating-ebook/dp/B09QHBZDDZ?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=AIMN0JNRI4L4&keywords=Frank+Slootman&qid=1688938232&s=books&sprefix=amp+it+up+leading+for+hypergrowth+by+raising+expectations+increasing+urgency+and+elevating+intensity%2Cstripbooks%2C212&sr=1-1&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=b55903744915cb68b451e8c9288d4d6c&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=B09QHBZDDZ) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=0062292986&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Crossing the Chasm: Marketing and Selling High-Tech Products to Mainstream Customers](https://www.amazon.com.br/Crossing-Chasm-3rd-Disruptive-Mainstream/dp/0062292986?keywords=crossing+the+chasm&qid=1692732770&sprefix=crossing+the+%2Caps%2C352&sr=8-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6d798eae-cadf-45de-946a-f477d47705b9&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=a67ff8f77c0712778513f234c5d87601&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=0062292986) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=1119240867&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Monetizing Innovation: How Smart Companies Design the Product Around the Price](https://www.amazon.com.br/Monetizing-Innovation-Companies-Design-Product/dp/1119240867?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=3KDAR9HPZYYI3&keywords=Monetizing+Innovation%3A+How+Smart+Companies+Design+the+Product+Around+the+Price&qid=1688938683&s=books&sprefix=crossing+the+chasm%2Cstripbooks%2C192&sr=1-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6d798eae-cadf-45de-946a-f477d47705b9&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=fe99b26d657d62707e66ed063d556ad8&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=1119240867) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=0998116319&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)7 Powers: The Foundations of Business Strategy](https://www.amazon.com.br/7-Powers-Foundations-Business-Strategy/dp/0998116319?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=1IFPWERV0RYCF&keywords=7+Powers%3A+The+Foundations+of+Business+Strategy&qid=1688941771&s=books&sprefix=7+powers+the+foundations+of+business+strategy%2Cstripbooks%2C227&sr=1-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6d798eae-cadf-45de-946a-f477d47705b9&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=98a568d841d63d25790a820c18e75852&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=0998116319) ## Dados - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=1118539273&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)How to Measure Anything](https://www.amazon.com.br/How-Measure-Anything-Intangibles-Business/dp/1118539273?content-id=amzn1.sym.086bd8c4-d9e4-415a-8862-4106b70dc76c%3Aamzn1.sym.086bd8c4-d9e4-415a-8862-4106b70dc76c&crid=6W5RDE6N1034&cv%5Fct%5Fcx=how+to+measure+anything&keywords=how+to+measure+anything&pd%5Frd%5Fi=1118539273&pd%5Frd%5Fr=5aca7b29-2320-4da6-a285-313756db9792&pd%5Frd%5Fw=hDN5E&pd%5Frd%5Fwg=fpJNx&pf%5Frd%5Fp=086bd8c4-d9e4-415a-8862-4106b70dc76c&pf%5Frd%5Fr=GKJ4NKCMYF3BBCZQRK1K&qid=1688516798&sbo=RZvfv%2F%2FHxDF%2BO5021pAnSA%3D%3D&sprefix=how+to+measure%2Caps%2C207&sr=1-1-f0029781-b79b-4b60-9cb0-eeda4dea34d6&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6121c6c4-c969-43ae-92f7-cc248fc6181d&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=84333be1892989878e76b61f8078f45d&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=1118539273) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=1694079724&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Statistical Methods in Online A/B Testing: Statistics for data-driven business decisions and risk management in e-commerce](https://www.amazon.com.br/Statistical-Methods-Online-Testing-commerce/dp/1694079724?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=MGAZK69GECSM&keywords=statistical+methods&qid=1688516880&s=books&sprefix=statitical+method%2Cstripbooks%2C191&sr=1-2&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.fcd6d665-32ba-4479-9f21-b774e276a678&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=32c7241088a09192ac02788f55eb3d80&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=1694079724) ## UX Design - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=B084P74NNT&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Universal Methods of Design Expanded, and Revised](https://www.amazon.com.br/Universal-Methods-Expanded-Revised-English-ebook/dp/B084P74NNT?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&keywords=Universal+Methods+of+Design&qid=1688575688&s=books&sr=1-1&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=1fbf41c1f4c6dfb99ce8afd687858b59&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=B084P74NNT) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=1933820187&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)The User Experience Team of One: A Research and Design Survival Guide](https://www.amazon.com.br/User-Experience-Team-One-Research/dp/1933820187?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2HYAD1LQZH5WW&keywords=The+User+Experience+Team+of+One&qid=1688575759&s=books&sprefix=designing+for+the+digital+age%2Cstripbooks%2C223&sr=1-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.fcd6d665-32ba-4479-9f21-b774e276a678&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=92e113df5fb1e1edf4b366813bbbae4d&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=1933820187) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=193382011X&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Interviewing Users: How to Uncover Compelling Insights](https://www.amazon.com.br/Interviewing-Users-Uncover-Compelling-Insights/dp/193382011X?pd%5Frd%5Fw=6QtQj&content-id=amzn1.sym.758f3509-df88-4265-806c-565a738dc05d&pf%5Frd%5Fp=758f3509-df88-4265-806c-565a738dc05d&pf%5Frd%5Fr=QWAJDMVYYVY6QX6BZ39J&pd%5Frd%5Fwg=bNgXv&pd%5Frd%5Fr=eb94f0a6-7919-4a80-8bcf-78b9270c4204&pd%5Frd%5Fi=193382011X&psc=1&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=84e9754808d1100ffc99ee998ca90c61&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=193382011X) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=6586057655&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Estratégia de UX: Técnicas de Estratégia de Produto Para Criar Soluções Digitais Inovadoras](https://www.amazon.com.br/Estrat%C3%A9gia-UX-T%C3%A9cnicas-Solu%C3%A7%C3%B5es-Inovadoras/dp/6586057655?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=143FVIQ26VCSN&keywords=ux+design&qid=1688575866&s=books&sprefix=ux+design%2Cstripbooks%2C207&sr=1-2&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=99a3722c1fa43d1184a1867804176b8b&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=6586057655) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=6586057256&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Leis da Psicologia Aplicadas a UX: Usando Psicologia Para Projetar Produtos e Serviços Melhores](https://www.amazon.com.br/Leis-Psicologia-Aplicadas-UX-Projetar/dp/6586057256?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=143FVIQ26VCSN&keywords=ux+design&qid=1688575866&s=books&sprefix=ux+design%2Cstripbooks%2C207&sr=1-1&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=7e9da05a0ed88da502f96da8675b5b8b&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=6586057256) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=8575223666&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Design Centrado no Usuário](https://www.amazon.com.br/Design-Centrado-Usu%C3%A1rio-Travis-Lowdermilk/dp/8575223666?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=BNG3JBPT4L7Y&keywords=Design+Centrado+no+Usu%C3%A1rio&qid=1688576008&s=books&sprefix=ux+designdesign+centrado+no+usu%C3%A1rio%2Cstripbooks%2C198&sr=1-1&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=c17ec632d9f9ff30fbbe5065523935c5&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=8575223666) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=8532520839&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)O design do dia a dia](https://www.amazon.com.br/Design-do-Dia/dp/8532520839?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=143FVIQ26VCSN&keywords=ux+design&qid=1688575866&s=books&sprefix=ux+design%2Cstripbooks%2C207&sr=1-7&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=0c7d7a74493b09fd836e7d74d636ca86&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=8532520839) - [![](//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&ASIN=6586057469&Format=_SL250_&ID=AsinImage&MarketPlace=BR&ServiceVersion=20070822&WS=1&tag=po0f2-20&language=pt_BR)Articulando Decisões de Design: Converse com os Stakeholders, Mantenha sua Sanidade e Crie a Melhor Experiência do Usuário](https://www.amazon.com.br/Articulando-Decis%C3%B5es-Design-Stakeholders-Experi%C3%AAncia/dp/6586057469?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=143FVIQ26VCSN&keywords=ux+design&qid=1688575866&s=books&sprefix=ux+design%2Cstripbooks%2C207&sr=1-8&linkCode=li3&tag=po0f2-20&linkId=f57d264a9735fadab1949b7b104db81f&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Fil&ref=productoversee.com)![](https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=po0f2-20&language=pt_BR&l=li3&o=33&a=6586057469) ### Informações para revisores URL: https://productoversee.com/informacoes-para-revisores/ Last updated: 2024-04-23T13:24:01.000Z Informações para revisores do Product Oversee, que ajudam autores a escreverem melhores conteúdos. _This page is for subscribers only._ ### Diretrizes para colunistas oficiais do Product Oversee URL: https://productoversee.com/diretrizes-para-colunistas-oficiais-do-product-oversee/ Last updated: 2024-02-21T12:34:39.000Z **Nossa proposta é influenciar a evolução do mercado de produtos, nos dedicando à evolução individual**. Fazemos isso por diversos canais, mas um dos principais é a produção de conteúdo autoral. Somos porta-vozes. **Representamos opiniões diferentes**. *Defendemos a exploração da formação da expressão individual*, canalizando as vozes de profissionais que queiram formar um ambiente seguro de troca de ideias e argumentos, para estimular, provocar e interessar quem se dedica a ouvir e a participar dessa conversa. Por isso, sempre ficamos mais perto do nosso objetivo quando alguém quer contribuir para o projeto. Queremos que as pessoas aprendam com nossos aprendizados práticos e com nossa vivência profissional e intelectual. Dessa maneira, nós queremos que nossos textos sigam uma linha editorial onde a escrita consiga de fato impactar o nosso leitor. Isso significa que não escrevemos textos rasos e de assuntos que só vivemos na teoria. > Não queremos quantidade, queremos qualidade! ## **Sobre pagamentos** Nossa proposta é pagar R$ 100,00 para cada texto aprovado pelos nossos revisores num limite de 4 textos por mês por cada colunista. ## **Processo de revisão e qualidade** Você pode até usar o ChatGPT ou outro LLM para te ajudar a sair do lugar, mas o seu texto não pode ser escrito em sua maioria pela IA. Todos os textos passarão por detector de IA, e se identificarmos textos escritos dessa maneira, serão barrados e o colunista não fará mais parte da nossa comunidade de autores. Os textos precisam ter um grau de profundidade que gere valor para os leitores, por isso, é fundamental que você realmente conheça sobre o assunto que está falando e que, sempre que possível, deixe exemplos práticos. Como dissemos, queremos qualidade e não quantidade. ## **Quais assuntos?** Acreditamos que existem alguns pilares fundamentais na construção de produtos digitais e o conteúdo do site é dividido assim: - **Discovery, Experimentação e Testes:** Sobre como descobrir e aprender sobre nossos usuários e produtos, fazendo experimentações, criando hipóteses e testes nas jornadas de usuário. Entendimento de produto o processo de discovery, fase antes do delivery. - **Delivery:** Tudo sobre a gestão de produto no nível de execução e entrega. Relacionamento com times de desenvolvimento, Jira e outras ferramentas, formatos de entrega e report. - **Ops, Processos e Métodos:** Sobre aplicação de processos, utilização de métodos e disciplina de operação de produto. - **Estratégia e Negócio:** Vamos falar sobre estratégia de produto e de negócio. Nessa categoria vamos abordar assuntos que nos ajudam a entender melhor como o produto ajuda as empresas e os negócios a alcançarem seu posicionamento diferencial no mercado. - **Desenvolvimento:** Abordamos nessa categoria mais técnicos, de desenvolvimento e programação. Aqui temos assuntos altamente técnicos para programadores ou introduções para Product Managers e outras disciplinas relacionadas. - **Dados, Indicadores e análises:** Essa categoria aborda tudo sobre análise de dados e indicadores de produto, mostrando como podemos fazer gerir produtos data-driven. Também abordamos assuntos relacionados como web analytics, data science e machine learning. - **Liderança:** Tudo sobre liderança e gestão de pessoas. É um assunto mais aberto e maior, focado em liderança de times, mas também de empresas, cultura de líder e como ajudamos nossos times a alcançarem melhores resultados e as serem pessoas melhores. - **Design e UX:** Abordamos todos os assuntos, técnicos ou não, correlacionados à design e experiência de usuário. - **Growth, Engajamento e Retenção:** Tudo sobre comportamento de usuário e como podemos modificar esse comportamento para entregar valor para o negócio, enquanto beneficiamos o usuário. - **Mercado:** Tudo sobre notícias e o status atual do mercado de tecnologia, gestão de produtos, startups e empresas de produto. Abordamos movimentos de mercado e empresas. - **Carreira:** Falamos sobre o papel da pessoa que gere produtos e como essas pessoas podem galgar cargos e responsabilidades maiores no mercado, além de ajudar pessoas na migração de áreas. - **Product Marketing:** Assuntos relacionados à marketing, branding e qualquer assunto que relacione produtos a disciplina de marketing e produto. - **Ler, ver e ouvir:** Dicas de leituras, reviews de livros, coisas para assistir, podcasts e outros conteúdos para estudo. Tudo relacionado ao escopo do site. - **Inovação e Tecnologia:** Artigos e conteúdos sobre inovação e tecnologia que mudam o comportamento das pessoas e influenciam a transformação da sociedade e dos negócios. - **Produtos de Plataforma:** Sobre produtos de plataforma, usados para escalar empresas, diminuir custos e potencializar resultados dos produtos stream-aligned. Além desses temas, nós queremos amplificar a **opinião** das pessoas que lideram, gerem e criam produtos e serviços no Brasil. Para isso, nós temos uma categoria especial chamada **Opinião**, dedicada para artigos autorais de opinião expressa do autor. Contudo, para escrever nessa categoria, é preciso pesquisa profunda sobre um tema e ser capaz de olhar para algo de maneira ampla, de fora de si mesmo. ### Blog URL: https://productoversee.com/blog/ Last updated: 2026-01-05T14:00:51.000Z _No content available._ ## Posts ### O que é um produto, uma solução e uma feature URL: https://productoversee.com/o-que-e-um-produto-uma-solucao-e-uma-feature/ Last updated: 2026-05-13T11:30:53.000Z Já conversei com muitos Product Managers na vida e percebi que poucos conseguem definir quais indicadores eles devem acompanhar e principalmente como esses indicadores se conectam diretamente com o negócio. É uma dúvida legítima mas que na minha opinião é uma dúvida sintoma. Por que de tanto responder essa dúvida de maneiras diferentes, eu notei outro padrão: poucos conseguiam definir o produto que trabalhavam. Então, sempre que pedia para a pessoa definir o que é o produto que ela cuida, a resposta vinha turva. Alguns confundiam o produto com a feature, outros com uma jornada... - "É a plataforma de pagamento." - "É o checkout." - "É a jornada de compra." - "São as ferramentas que a gente entrega para o vendedor." - "É o app." - "São os módulos do sistema." As duas primeiras respostas eu ouvi dentrp de uma mesma empresa. Eles cuidam do mesmo produto. Só que cada um descreve uma camada diferente, e nenhum dos dois consegue ancorar essa descrição em algo maior. Na minha visão, isso não é detalhe semântico. É a raiz de quase todos os problemas que esses times relatam depois: roadmap virou lista de features sem critério, ninguém sabe explicar para o board o que o produto move, e os indicadores que o time acompanha não conversam com os indicadores de negócio. Separar produto de feature, de solução e de jornada importa mais do que parece. E a partir dessa separação, é possível encontrar indicadores de produto que conversem com o negócio. ## Por que essa confusão é tão comum Antes de cair em cima dos PMs, quero dizer que entendo a confusão. Ela tem uma razão real. O tamanho do que se chama de "produto" varia muito. Uma feature numa empresa grande pode ser o produto inteiro de uma startup. O checkout do Mercado Livre é uma camada interna do produto Mercado Livre. Mas a Pagar.me, em outro contexto, vende exatamente checkout como o seu produto. Então a mesma coisa, dependendo do ângulo, vira uma feature dentro de um produto maior, ou um produto independente. Essa fluidez é real. Não é erro de quem define. Mas ela vira problema quando há confusão quando não se tem claramente domínios e limites entre times ou até mesmo como cada coisa se chama. E aí o time inteiro fica em loop discutindo se "isso é uma feature do produto X" ou "é o produto Y novo" ou pior: isso é meu e aquilo é seu? Na minha experiência, esse loop só termina quando alguém senta e desenha a cadeia de cima até embaixo. Da empresa até a feature. Não importa quem, ok? Pode ser o Diretor de Produto, o PM ou até mesmo a galera de Marketing, que precisa disso para saber exatamente como vender. E essa cadeia é o ponto do artigo. ## A hierarquia que você precisa enxergar Eu uso uma cadeia de sete camadas para destravar essa discussão com times. Ela vai do problema mais primário do negócio até a menor funcionalidade que o time entrega. Cada camada tem um nome, uma função, e responde uma pergunta diferente. A cadeia, na ordem: 1. **Problema primário** — qual problema essa empresa nasceu para resolver? Geralmente é a proposta de valor mais essencial, a razão de existir do negócio. 2. **Segmento de clientes e parceiros chave** — quem é afetado por esse problema, e quem vai pagar para que ele seja resolvido. 3. **Dores, desejos e objetivos** — o que esse segmento sente quando tenta resolver o problema sozinho hoje. 4. **Oferta** — qual o grande aspecto, narrativa, discurso que a empresa traz para o mercado para amenizar essa dor. 5. **Solução** — como a oferta é entregue: por software? por serviço? por uma combinação dos dois? A solução é o pacote, o tema, o momento, o grande assunto que precisa ser resolvido para a oferta acontecer. 6. **Produto** — o pedaço concreto de software (ou de serviço) que materializa parte de uma solução. Vários produtos podem compor uma mesma solução. Ou um produto é a solução completa. 7. **Feature** — a menor unidade do produto, executada pelo time, que entrega uma capacidade específica dentro de uma jornada do usuário. Veja bem: o produto é a camada **6**. Não é o ponto de partida (que é o problema) e não é o ponto de chegada (que é a feature). Produto é uma camada intermediária. Na minha visão, essa separação existe desde antes de frameworks modernos de PM formalizarem isso. ![](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--KekCvplH--/v1778119415/obsidian/l5udeu23t5uenrjh6pyw.jpg) *Esse desenho (e dezenas de outros) estão no meu Miro, que só que me assinante do Segundo Cérebro tem acesso.* Se você se interessar, veja aqui. Pensando no Spotify para deixar concreto. Para simplificar, podemos dizer que o problema primário do Spotify é "ouvir música em qualquer lugar" e "divulgar e monetizar música". Tem dois segmentos: ouvinte e artista (mais a gravadora, como parceiro chave - e que na verdade pode ser considerado como outro cliente, mas não quero complicar). - **A dor** do ouvinte é encontrar música e ter acesso. - **A oferta** para o ouvinte é disponibilizar música de vários artistas em um único lugar. - **A solução** é uma plataforma de streaming. - **O produto**, dentro dessa solução, pode ser quebrado em "Descoberta e Seleção", "Player de Música", "Assinatura de Acesso". - E cada um desses produtos tem **features**: search, playlists, categorização, recomendação. Outro exemplo, com Mercado Livre. - Mercado Livre atua no **mercado de varejo e comércio**. - O **segmento** macro é B2B. - O **sub-segmento** que importa aqui são lojistas profissionais. - A **jornada** que esses lojistas precisam executar é venda. - A **solução** que Mercado Livre oferece para essa jornada é uma loja personalizada. - E o **produto** que materializa essa solução tem features de busca e seleção: filtro, ordenação, categorização, recomendação. ![](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--wD8aRhM8--/v1778119503/obsidian/howef2ifjs9d5nhbiudl.jpg) *Esse desenho (e dezenas de outros) estão no meu Miro, que só que me assinante do Segundo Cérebro tem acesso.* Se você se interessar, veja aqui. Na minha visão, o exercício de quebrar dessa forma resolve metade dos problemas de definição que vejo nos times. O time consegue dizer com clareza onde o produto que ele cuida começa e onde termina. ## Solução, produto e feature: a fronteira que importa A parte mais escorregadia dessa cadeia é a fronteira entre **solução**, **produto** e **feature**. É aqui que mora a maior parte da confusão. Vamos por partes. **Solução** é o tema, o momento, o grande assunto que precisa ser resolvido para a oferta da empresa funcionar. "Plataforma de streaming" é uma solução. "Loja personalizada para lojistas profissionais" é uma solução. **Solução não é um software pronto.** Ela é o caminho que a empresa decidiu tomar para amenizar a dor do segmento. **Produto** é o pedaço de software (ou de serviço) que materializa parte de uma solução. O produto é o que o time constrói, mantém e evolui. Uma solução pode ser composta por vários produtos: a plataforma de streaming do Spotify é composta pelo produto de descoberta, pelo produto de player, pelo produto de assinatura, pelo produto de dados para o artista. Cada um tem seu PM, seu roadmap, seus indicadores. **Feature** é a menor unidade do produto. É a funcionalidade específica que o cliente interage. Search é uma feature do produto de descoberta. Filtro é uma feature da listagem. O Tim Herbig, num curso que fiz com ele, definiu de uma forma boa: "feature é a tarefa, ou a solução que você está criando com o time, de acordo com o segmento e o campo de jogo que a empresa e o produto escolheram atuar". ![https://herbig.co/product-strategy-patterns/](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--GJ65nZKe--/v1778119183/obsidian/ijewzf0onolwiftjfmyw.jpg) Ele separa estratégia da empresa, estratégia do produto, e estratégia da feature como três camadas distintas, e isso bate exatamente com o que estou descrevendo aqui. Mas o próprio Tim reconhece que entre *product strategy* e *feature strategy* existe um gap. A pergunta que fiz pra ele no curso foi essa: "não precisamos de algo no meio que justifique a feature? Tipo uma oportunidade ou um problema?". A resposta dele foi que esse gap se preenche com discovery. Eu concordo, mas só em parte. Na minha visão, antes do discovery preencher esse gap, o produto já preencheu metade dele. O produto é o que conecta o tema da solução com a tarefa do time. Sem essa camada explícita, discovery vira generalismo: você descobre coisas para o quê? Outra forma de enxergar: o Marty Cagan, fala sobre a diferença entre [feature team e product team](https://www.svpg.com/product-vs-feature-teams/?ref=productoversee.com). O feature team é medido pelo que entrega. O product team é medido pelo problema que resolve. Não é só uma diferença de mindset. Para o time virar product team, ele precisa saber qual o produto que cuida, separado das features. Senão, mesmo com discurso de outcome, o time vai continuar medindo o que entrega. ## Onde fica a jornada nessa cadeia Tem mais uma camada que confunde quase todo PM: a **jornada**. Já ouvi várias versões. "O nosso produto é a jornada de venda." "O nosso produto é a jornada do comprador." "Olha o nosso story map, esse é o produto." Não é. Jornada é como o cliente atravessa um momento dentro da solução. É a sequência de passos que o usuário executa para resolver alguma coisa. O story map mapeia jornada. O fluxo no Figma mapeia jornada. Tudo isso é representação do **uso**, não do **produto**. Por que essa confusão acontece? Porque jornada é fácil de visualizar. Você desenha o story map e tem ali, na parede, uma narrativa concreta: o usuário entra, busca, escolhe, finaliza. Produto, por outro lado, é mais abstrato. Você precisa nomear a fatia de software que está construindo, e essa fatia não tem desenho fácil de mostrar. O produto é formado por jornadas, faz sentido? Uma feature é uma jornada? Ou uma jornada tem várias features? Discute com a sua mente aí. Mas usar story map como definição de produto é confundir "como o usuário usa" com "o que estamos construindo". O usuário usa a jornada **através** do produto. O produto é o que existe; a jornada é o que acontece quando alguém interage com ele. Concretamente: o ouvinte do Spotify tem uma jornada de descoberta de música — ele abre o app, vê uma playlist sugerida, escuta, salva. Essa é uma jornada. Mas o produto que viabiliza essa jornada é a combinação do **player** com o **motor de recomendação** com a **busca**. Três produtos, uma jornada. E ainda assim, essa é só uma das jornadas de descoberta de música. Ele pode usar a busca. Ele pode receber um compartilhamento de amigo. Ele pode receber uma newsletter. Por isso que confundir os dois quebra a discussão de roadmap. Quando o PM diz "vou priorizar a jornada de descoberta", ele não está priorizando produto. Está priorizando uma sequência. E aí ele acaba mexendo em três times diferentes para mover uma jornada que ele não consegue medir, porque não há nenhum produto dono daquela jornada inteira (bom, depende de como os times estão estruturados e organizados... outro papo). ## O que se perde por não fazer essa separação Tudo o que falei até aqui pode parecer discussão de definição. Não é. Pelo menos três coisas concretas pioram quando o time não tem essa cadeia clara. **Primeira:** o roadmap pode virar lista de features sem critério. Sem produto definido, o PM não tem limite claro para decidir o que entra e o que não entra. Funciona? Sim, pode até funcionar. Mas cabe espaço para discussão entre domínios de times. Corre o risco de roadmap virar mural de demandas, e o time vira fábrica de feature. Essa é exatamente a definição de feature factory que o Cagan ataca. **Segunda:** o time não sabe responder de forma clara o que está construindo hoje e como isso vai ser evoluído amanhã. Já participei de várias rodadas de status com C-Levels onde a pergunta "o que esse time faz e quais os próximos passos dessa evolução?" recebia uma lista de features como resposta. "A gente tá entregando o filtro novo, o relatório de vendas e a integração com o sistema X." Isso não é resposta sobre produto. É resposta sobre output. **Terceira, e a mais cara:** os indicadores vão para o lugar errado. Sem produto definido, o PM acaba medindo features (taxa de uso da feature nova, adoção de funcionalidade) ou jornadas (taxa de conversão do funil). Não me leve a mal: essas coisas precisam que ser medidas... mas elas são **métricas**, que formam **indicadores**. Muito difícil uma métrica de produto conectar com indicadores de negócio. Indicador conecta com Indicador. Métrica fica dentro do indicador. Conversão de funil é meio, não é fim. Adoção de feature é *leading indicator*, não é resultado. Quando o PM tem clareza do que é o produto que cuida, ele consegue derivar três níveis de indicadores: indicador de feature, indicador de produto e indicador de negócio. Cada um responde uma pergunta diferente. Os três precisam estar conectados, mas não são a mesma coisa. Confundir os três é o equivalente, na operação, de confundir feature com produto na estratégia. É a mesma confusão, só que descendo a cadeia. ## O exercício que vale a pena fazer agora A minha dica para você seria: antes da próxima reunião de roadmap, desenha essa cadeia para o seu produto. Pega uma folha de papel, ou um Miro, e quebra: - Qual o problema primário da empresa onde você trabalha? - Quais segmentos a empresa atende? - Qual a oferta da empresa para esses segmentos? - Qual a solução que materializa essa oferta? - Quais produtos compõem essa solução? (Aqui você descobre quantos produtos a sua área tem de verdade.) - Quais features compõem o seu produto? - Quais jornadas atravessam esse produto? Você vai descobrir, sinceramente, que metade do que o seu time chama de produto é na verdade feature. E que a outra metade é jornada. E vai descobrir, também, que o produto que você cuida é menor do que parece, mas está conectado a uma cadeia muito maior do que o seu time consegue ver. Essa é a primeira limpeza. Qual camada da sua empresa ainda não tem nome? ## References and further reading - [Product vs Feature Teams — Marty Cagan, SVPG](https://www.svpg.com/product-vs-feature-teams/?ref=productoversee.com) — distinção entre time medido por output e time medido por outcome, e por que isso depende de saber qual produto o time cuida. - [Product Vision vs. Product Strategy — Tim Herbig](https://herbig.co/product-vision-vs-product-strategy/?ref=productoversee.com) — separação das três camadas de estratégia (company, product, feature) que serve de base para a cadeia descrita aqui. - [A estratégia de produto — Diego Eis (Gestão Tática e Estratégica de Produtos Digitais)](https://amzn.to/4eywA99?ref=productoversee.com) — capítulo do livro que aprofunda a derivação da estratégia de produto a partir da estratégia da empresa. - [What is product management — Lenny Rachitsky](https://www.lennysnewsletter.com/p/what-is-product-management?ref=productoversee.com) — definição operacional do papel do PM como entrega de impacto de negócio através do time, base que reforça a leitura de produto como meio. ### Como os PMs da Anthropic usam Claude URL: https://productoversee.com/blog/como-os-pms-da-anthropic-usam-claude/ Last updated: 2026-03-18T11:00:52.000Z A Anthropic divulgou recentemente dados internos sobre como seus próprios funcionários usam Claude no dia a dia. Os números chamam atenção: [cerca de 60% do trabalho envolve Claude de alguma forma](https://www.anthropic.com/research/how-ai-is-transforming-work-at-anthropic?ref=productoversee.com), com ganhos médios de produtividade perto de 50%. Mas o dado mais interessante está em *como* eles estruturam o uso. Enquanto a maioria dos PMs trata IA como "chatbot genérico para fazer resumos", os times da Anthropic criaram um sistema de [skills e plugins](https://platform.claude.com/docs/en/agents-and-tools/agent-skills/overview?ref=productoversee.com) que transformam tarefas repetitivas em comandos encapsulados. O resultado? Menos tempo fazendo prompts artesanais toda semana, mais tempo pensando em produto. **A diferença entre usar Claude "como todo mundo" e usar como a Anthropic usa está em encapsular workflows repetíveis em skills conectadas a ferramentas reais.** Você para de depender de "prompts melhores" e começa a ter processo repetível. ## O padrão de uso interno: delegação parcial Dentro da Anthropic, a [maior parte das pessoas ainda delega apenas 0-20% do trabalho totalmente](https://www.anthropic.com/research/how-ai-is-transforming-work-at-anthropic?ref=productoversee.com) para Claude. O resto é copiloto — Claude sugere, o humano revisa e decide. Isso aparece em contextos bem específicos de produto: discovery (sintetizar entrevistas), especificação (primeiro draft de PRDs), priorização (roadmap com frameworks), comunicação (adaptar narrativa por audiência) e análise de impacto (revisão de métricas). O padrão que se repete é simples. Em vez de pedir "resuma essa pesquisa" toda vez, um PM cria uma skill que sempre transforma entrevistas em jobs-to-be-done estruturados. A skill encapsula o processo — contexto necessário, passos, formato de saída, critérios de qualidade. Parece detalhe, mas elimina o "começar do zero" em cada conversa. Você para de gastar energia reexplicando contexto e começa a delegar com consistência. _This post is for subscribers only._ ### Como medir a maturidade do seu time de produto — e como fazer isso na prática URL: https://productoversee.com/por-que-medir-a-maturidade-do-seu-time-de-produto-e-como-fazer-isso-na-pratica/ Last updated: 2026-02-25T11:00:17.000Z Product management não é uma função estratégica — é uma função tática. A estratégia vem de cima: do board, do CEO, da liderança executiva. O trabalho de PM é traduzir essa estratégia em decisões de produto que gerem resultado para o negócio. E isso acontece através de entendimento de cliente, priorização inteligente e coordenação com engenharia, design e stakeholders. Mas aqui está o problema: a maioria dos times de produto opera no escuro sobre si mesma. Resolve o que aparece, apaga incêndio, entrega sprint, repete. É difícil responder perguntas sobre quais são as fraquezas e fortalezas do time atual ou quais os pontos de melhoria para aumentar nossos fatores de eficácia e eficiência. A resposta é aquele clássico "estamos evoluindo" ou é uma percepção da liderança, pura e simplesmente, que pode ser a realidade — mas não significa que pode ser provado. Como liderança, é comum você precisar entender a capacidade técnica de uma área para identificar quais os pontos de evolução são necessários para elevar o nível geral do time. Como líder, você deve entender que seu nunca terão conhecimentos em níveis iguais, por motivos óbvios. Por isso, é importante avaliar o todo. Você só avalia o individuo, quando em seus contextos específicos de atuação estão perdendo tração de performance e para conseguir identificar aspectos individuais de crescimento. Mas geralmente, minha recomendação é avaliação do todo quando você quiser a área performe. Do meu ponto de vista, medir maturidade não é exercício de consultoria para gerar slide bonito. É criar linguagem comum entre time e liderança sobre onde estamos, onde queremos chegar e o que precisa mudar para isso acontecer. É parar de achar e começar a saber. É evolução contínua. Geralmente aplicamos isso dentro dos times, para melhorar a cadência de entrega, e raramente fazemos isso especificamente no time de produto, para melhorar as nossas capacidades e habilidades como time. ## Por que medir maturidade importa Medir maturidade do time de produto resolve alguns problemas práticos que todo líder de produto enfrenta. **Clareza sobre gaps reais, não achismo.** Sem um método ou um framework estruturado, as conversas sobre "o que precisamos melhorar" viram sessões de opinião. Todo mundo tem uma percepção diferente. O PM acha que o problema é falta de dados. O designer acha que é falta de discovery. O tech lead acha que é falta de especificação. Um assessment estruturado coloca todo mundo olhando para o mesmo espelho — e aí a conversa muda de tom. **Base para conversas difíceis com stakeholders.** Quando você precisa justificar investimento em capacitação, ferramentas ou até headcount, ter um diagnóstico de maturidade muda o jogo. Você sai do "acho que precisamos melhorar nossa eficácia" para "estamos no nível 2 de 5 em tomada de decisão baseada em dados, e isso está impactando X". Liderança executiva entende números e gaps claros — não percepções. **Direcionamento de energia.** Times de produto têm mil coisas para melhorar: Senso de produto, processos, rituais, ferramentas, skills, documentação, indicadores. Tentar evoluir tudo ao mesmo tempo é receita para não evoluir nada. Um modelo de maturidade força você a priorizar: "nos próximos 6 meses, vamos focar em subir de nível nessas 2 dimensões". O resto espera. **Cultura de evolução contínua.** Quando o time sabe que vai ser avaliado periodicamente — não para punir, mas para calibrar — a mentalidade muda. Vira rotina perguntar "onde estamos?" e "o que precisa melhorar?". Isso é cultura de melhoria contínua na prática, não no discurso. ## Frameworks de mercado — um panorama _This post is for subscribers only._ ### Parte 1 - Como o método de construção de produto por Spec-Driven Development SDD URL: https://productoversee.com/parte-1-como-o-metodo-de-construcao-de-produto-esta-mudando-spec-driven-development-sdd/ Last updated: 2026-02-11T10:00:22.000Z Internet democratizou distribuição. Qualquer um publica música no Spotify, vende livro na Amazon, posta vídeo no YouTube. Gravadoras perderam controle sobre artistas. Editoras não ditam mais quem publica. Locadoras viraram Netflix. A internet destruiu barreiras de acesso ao mercado. Mas construir a plataforma? Isso sempre foi território de quem sabe código. Você pode ser criador de conteúdo facilmente — basta gravar e subir. Mas criar o YouTube, o Spotify, o Instagram? Isso exige time técnico, anos de desenvolvimento, investimento pesado. IA está mudando isso agora. E não é exagero. Uma menina de 6 anos [criou um app funcional usando Cursor](https://github.blog/ai-and-ml/generative-ai/spec-driven-development-with-ai-get-started-with-a-new-open-source-toolkit/?ref=productoversee.com), gravou o processo e postou no YouTube. Rackspace completou [52 semanas de modernização de software em 3 semanas usando Kiro](https://siliconangle.com/2025/07/16/agentic-aws-spec-driven-development-kiro-agentcore-aicloudleaders/?ref=productoversee.com), ferramenta de desenvolvimento guiada por especificação da AWS. Shopify e Google começaram a contratar PMs que fazem protótipos funcionais — não wireframes, mas código rodando. Se até uma criança consegue construir software com IA, quem já trabalha construindo produtos digitais precisa se transformar radicalmente. E a transformação não é "usar IA como copilot". É muito mais profunda: muda fundamentalmente onde PMs, Designers e Devs gastam seu tempo. Menos na execução. Mais no planejamento e especificação. ## Construção sempre foi a parte difícil — até agora Criar conteúdo é relativamente fácil. Você escreve um livro, grava uma música, filma um vídeo. Se tiver talento e sorte, distribui sem fricção. Mas criar a plataforma que distribui esse conteúdo? Totalmente diferente. YouTuber vs construir o YouTube. Músico independente vs construir o Spotify. Vendedor na Amazon vs construir a Amazon. São realidades opostas. Construir software sempre exigiu três coisas: conhecimento técnico profundo (desenvolvedores experientes, arquitetos, engenheiros), estrutura pesada (servidores, bancos de dados, infraestrutura de deploy), e processos complexos (metodologias ágeis, gestão de backlog, controle de qualidade). Mesmo com no-code e low-code crescendo nos últimos anos, essas ferramentas têm limitações óbvias. Você consegue fazer landing page e formulário simples, mas não consegue construir plataforma robusta com lógica de negócio complexa. ![Fluxo Discovery e Delivery - Internet revolucionou distribuição, IA revoluciona construção](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--anHqk7DA--/v1769959068/obsidian/hkouzdiicuwdyco1s3cw.jpg) IA muda isso completamente. Não é só automação de tarefas repetitivas. É construção guiada por especificação, onde você descreve o que quer e a IA gera implementação funcional. O caso da Rackspace não é isolado — é tendência. Empresas estão descobrindo que, com especificações bem escritas, IA consegue gerar código de qualidade em fração do tempo que um time levaria. Implicação direta: qualidade técnica vira commodity. O que qualquer pessoa consegue fazer rápido com IA deixa de ser diferencial. Escrever CRUD, scaffold de APIs REST, testes automatizados padrão — tudo isso será gerado. A velocidade de execução técnica deixa de ser gargalo. E se execução não é mais o gargalo, o que vira diferencial? Decisão. ## Eficácia mata eficiência — e sempre matou Empresas não morrem porque executam mal. Morrem porque decidem errado. Construir rápido o produto errado é desperdício de dinheiro. Entregar com qualidade algo que ninguém quer é fracasso eficiente. O [diagrama de Stacey](https://en.wikipedia.org/wiki/Cynefin%5Fframework?ref=productoversee.com) (ou Cynefin, se preferir) ilustra isso bem. Problemas vivem em quatro zonas: caótico (não sabemos o que não sabemos), complexo (vemos causa e efeito mas não conseguimos replicar), complicado (dá pra analisar e resolver com expertise), e óbvio (todo mundo concorda com a solução). A maior parte do trabalho de produto deveria acontecer na zona caótica e complexa — tirando decisões de lá e trazendo para o conhecido. Escolher qual problema resolver. Definir qual oportunidade explorar. Entender se vale a pena investir em determinada direção. Priorizar entre dez coisas urgentes e escolher a certa. Mas o que acontece na prática? Times gastam energia brutal na zona óbvia. Refinamento de backlog, escrita de histórias, reuniões intermináveis sobre estimativa de esforço. Transformação digital dos últimos anos focou nisso: como fazer melhor, como entregar mais rápido, como ter processo mais eficiente. Ninguém resolveu o problema de escolher certo. Frameworks ágeis ajudaram na eficiência (fazer certo), não na eficácia (decidir certo). E eficácia sempre foi mais importante. IA automatiza a zona óbvia. Geração de código, execução de testes, deploy automatizado — tudo isso vai ser cada vez mais rápido e confiável. O que não pode ser automatizado? Decisão sobre o que construir. Priorização de problemas. Escolha de oportunidades. Definição de solução que realmente entrega valor. E aqui entra mudança de papel das disciplinas. ## Valor acontece no uso — e isso muda tudo Produtos físicos transmitem valor de várias formas. Manufatura exclusiva (alumínio especial do iPhone que só a Apple consegue), distribuição diferenciada (experiência de compra na loja da Apple), posse como status (ter iPhone sempre foi statement social, menos hoje mas ainda existe). Empresas imbúem valor no produto através desses três vetores. Produto digital funciona diferente. Valor só é percebido durante experiência de uso. Não antes. Não na compra. Não na embalagem bonita. Quando usuário abre o app e consegue resolver o problema dele — aí acontece percepção de valor. Se não consegue, percebe que desperdiçou tempo. Essa diferença tem implicação direta: quem cuida da experiência de uso é quem realmente entrega valor em produto digital. E quem cuida disso? Designer. Não como decorador de interface, mas como pensador de solução. PM traz problema. Dev realiza tecnicamente. Mas quem pensa em como resolver o problema dado o contexto de produto, usuário, negócio e tecnologia? Designer. Quem define jornada, fluxos, causas e efeitos entre ações do usuário e comportamento do produto? Designer. Designers perderam muito tempo com burocratização de processo. Discovery de quatro meses, Design Thinking ritualizado, frameworks que viraram checklist. Mas agora, com IA automatizando execução visual e geração de código, designer volta ao que sempre deveria ter sido: dono da solução. PM também muda. E aqui mora polêmica necessária. PM não é estratégico. Não é executivo. É tático. E isso não é diminuição — é clareza de papel. ![](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--WKXE8BA5--/v1762430732/obsidian/xogfahain8lisjrp6hf3.jpg) Estratégia vem de C-level, diretoria, investidores. Eles decidem direção da empresa, mercados a atacar, problemas grandes a resolver. Se Petlove decide atender elefantes além de cachorros, essa decisão não nasce de PM. Nasce de visão estratégica de negócio. Execução vem do time — designers, devs, QA. Eles constroem, testam, entregam. Definem como implementar tecnicamente, quais bibliotecas usar, como estruturar código. PM fica no meio. Tático. Pega decisão estratégica e transforma em plano executável. Orquestra contexto entre áreas. Garante que o que foi construído se conecta com o objetivo de negócio. Prioriza backlog não sozinho, mas ajudando empresa a priorizar problemas certos. E aqui está a mudança crucial: PM não deveria escrever histórias de usuário. Soa radical, mas pense no fluxo. Para escrever história, PM precisa conversar com designer (entender jornada, fluxos, interface), conversar com tech lead (validar viabilidade técnica, entender esforço), escrever critérios de aceitação sem ser quem vai executar, e depois apresentar tudo isso em reunião de refinamento para o time validar. PM vira intermediário. Perde tempo escrevendo algo que quem vai executar terá que reinterpretar. Seria mais eficiente se designer + dev definissem solução e critérios juntos, e PM trouxesse apenas contexto: o que precisa ser resolvido e por quê. ![](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--TN-v_UNg--/v1762430816/obsidian/xhuypiofvcgepndzxzfr.jpg) PM define O QUÊ e POR QUÊ. Designer + Dev definem COMO. Essa separação não é nova — sempre foi o ideal. Mas agora, com IA acelerando execução, não dá mais para manter intermediação desnecessária. [PM precisa focar em orquestrar contexto, não em escrever histórias que outros vão executar](https://diegoeis.com/pms-escrevendo-user-stories-pode-estar-sabotando-a-eficiencia-do-seu-time/?ref=productoversee.com). E desenvolvedores? Também mudam. Devs que ficam só codando perdem espaço. **"Código é a documentação" vira passivo técnico quando IA precisa de contexto explícito.** Tech leads precisam documentar arquitetura, decisões técnicas, padrões obrigatórios. Não apenas para humanos lerem — mas para IA entender e seguir. Além disso, devs precisam virar "engenheiros de IA". Não apenas usar Copilot ou Cursor, mas entender profundamente como criar agentes, orquestrar contexto, validar outputs da IA. Empresas vão preferir ter agentes bem configurados do que contratar mais devs para tarefas repetitivas. E aqui entra o ponto mais importante de todos: se todos esses papéis estão mudando, o workflow também muda. ## Upstream vs Downstream — o novo equilíbrio de trabalho Processo clássico de produto tem dois grandes momentos. Upstream (discovery, planejamento, especificação) e downstream (construção, teste, deploy, monitoramento). Até agora, times gastavam 70% do tempo no downstream. Codificando, testando, corrigindo bugs, fazendo deploy, monitorando produção. IA está invertendo isso. Se downstream vai ser cada vez mais automatizado, onde o humano vai gastar tempo? Upstream. ![Equilíbrio no processo - IA diminui complexidade do Delivery, aumentando foco no Discovery](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--nhPaCkr6--/v1769959046/obsidian/lnal716vlonxaosnu36t.jpg) Mas atenção: upstream não é aquele discovery de três meses onde time fica em sala de reunião botando post-it na parede. Discovery virou termo banalizado. As pessoas acham que discovery serve para descobrir qual problema resolver. Não. Problema já vem definido — de uma camada superior, de negócio, de estratégia. > **Discovery serve para descobrir como resolver o problema e não descobrir qual é o problema.** Se o problema já veio, o que acontece no upstream? Planejamento de solução. Especificação de como o produto deve se comportar. Definição de arquitetura técnica. Quebra de épicos em histórias executáveis. Criação de contexto rico que alimenta IA durante execução. Ferramentas como Cursor, Windsurf e Claude Code já permitem que PMs façam protótipos funcionais. Não wireframe no Figma — código rodando, com backend mockado, jornada completa testável. Google e Shopify já contratam PMs que fazem isso. Por quê? Porque validação fica mais rápida. PM testa hipótese antes de envolver designer e dev. Se funciona, aí sim time entra para construir versão de produção. Esse movimento não é exceção. É tendência. E quem não se adaptar fica para trás. Mas tem um detalhe crítico que todo mundo esquece: IA não trabalha no vácuo. IA precisa de contexto. E contexto não surge do nada. ## Especificação volta porque IA precisa de contexto — e contexto precisa ser orquestrado Aqui está a tese central: IA só escala se tiver contexto histórico, presente e futuro. Sem contexto, IA alucina, gera código desconexo, cria bugs sutis que só aparecem em produção. Contexto tem três dimensões: - **Passado**: por que o produto foi construído dessa forma, quais decisões foram tomadas, quais alternativas foram descartadas - **Presente**: como o produto funciona agora, quais são as regras de negócio ativas, onde está cada funcionalidade - **Futuro**: o que vai ser construído, em qual ordem, por que essa priorização Problema: **contexto não pode ser tácito.** Não pode estar só na cabeça do tech lead, do PM, do designer. Conhecimento tácito não alimenta IA. Conversa de corredor não vira input para agente. Decisão tomada em Slack e esquecida não ajuda. Contexto precisa ser explícito, estruturado, versionado, atualizado. E tem um nome para isso: especificação. ## Especificação não é novidade — já foi protagonista antes IEEE 830, padrão de 1984 para Software Requirements Specification, era rigoroso. Cada requisito funcional, cada constraint de performance, cada interface externa documentada. A spec era contrato explícito entre o que deveria ser construído e o que seria entregue. Indústrias críticas — aviação, medicina, energia nuclear — não brincam em serviço. Documentavam tudo. Código tinha que provar compliance. Problema? Era waterfall puro. Meses especificando tudo antes de escrever primeira linha de código. Quando terminava spec, metade dos requisitos já tinha mudado. Estrutura era sólida (unambiguous, verifiable, traceable), mas processo era rígido demais. **Aí veio Agile e jogou bebê fora com água do banho. "Documentação é desperdício, prefira código funcionando." Funcionou para muita coisa. Equipes ficaram mais ágeis, entregas aceleraram. Mas com o tempo, outro problema foi gerado: conhecimento tácito. Tudo na cabeça do time. Onboarding demorado. Refactoring arriscado. Sem specs atualizadas, código que ninguém entendia direito.** User Stories tentaram equilibrar. "Como \[usuário\], eu quero \[funcionalidade\], para que \[objetivo\]." Era documentação leve, evolutiva, focada em valor. Mas ainda precisava de acceptance criteria detalhados. E esses critérios? São especificações. Só que espalhadas em histórias individuais em vez de documento centralizado. Enquanto isso, algumas áreas nunca abandonaram especificação. OpenAPI (ex-Swagger) virou padrão para APIs. Você define endpoints, schemas, autenticação, rate limits num arquivo YAML/JSON. A partir disso, gera documentação interativa, client SDKs, testes automáticos. É spec-as-source para APIs. O contrato é a spec. Código implementa. Se código divergir, ferramentas detectam. Infrastructure as Code (Terraform, CloudFormation) fez o mesmo para infraestrutura. Spec define estado desejado. Código é gerado e aplicado automaticamente. Você não edita servidor manualmente, edita spec e aplica. O que mudou agora? IA democratizou essa abordagem para código de aplicação inteira. Não só APIs. Não só infra. Qualquer feature pode ser especificada e ter código gerado. IA fecha o gap que sempre existiu entre "documentar intenção" e "gerar implementação". E não é buzzword. GitHub lançou [SpecKit](https://github.com/github/spec-kit?ref=productoversee.com), toolkit open source para spec-driven development. AWS lançou [Kiro](https://kiro.dev/?ref=productoversee.com), IDE agentica onde você escreve especificações estruturadas (requirements.md, design.md, tasks.md) e IA gera código a partir disso. O [caso da Rackspace](https://siliconangle.com/2025/07/16/agentic-aws-spec-driven-development-kiro-agentcore-aicloudleaders/?ref=productoversee.com) não foi vibe coding — foi spec-driven development. Eles escreveram especificações detalhadas e IA executou modernização em velocidade impossível para time humano. A diferença crítica: não é waterfall. Spec não é documento morto escrito no início e esquecido. É base de conhecimento viva, versionada, atualizada continuamente. Quando produto evolui, spec evolui. Quando decisão muda, spec reflete. IA consulta spec toda vez que gera código, toda vez que cria teste, toda vez que precisa entender comportamento esperado. Especificação vira fonte de verdade. Não "aquele Word perdido no Google Drive que ninguém abre há meses". Fonte de verdade ativa, consultada, mantida. E isso muda o que cada disciplina precisa entregar. ## Especificação não é burocracia — é investimento em autonomia Você já gasta tempo explicando contexto para dev novo, relembrando decisões de arquitetura, discutindo por que certas escolhas foram feitas. Esse conhecimento existe, só não está estruturado de forma útil. SDD reorganiza documentação para servir como input direto para IA. Sem especificação atualizada, IA não tem contexto. Gera código que ignora padrões, quebra convenções, força retrabalho manual. Com especificação estruturada — Constitution definindo regras imutáveis, PRD explicando visão, FRD detalhando comportamento, SAD documentando decisões técnicas — IA consulta tudo antes de gerar código. Resultado: código que segue padrões, respeita arquitetura, se conecta com contexto. Menos correção manual, mais autonomia para IA, mais tempo do time focando em decisão estratégica. Próximo artigo explica como estruturar esse sistema. Os três níveis de Spec-Driven Development (spec-first, spec-anchored, spec-as-source), componentes necessários (Constitution, PRDs, FRDs, SADs), frameworks disponíveis no mercado (SpecKit, Kiro, Agent-os), e como decidir qual abordagem faz sentido para seu time. E no terceiro, explico como criar ou modificar um para aplicação real no seu time. **Por enquanto, entenda:** especificação volta ao centro não como waterfall, mas como contexto vivo que alimenta IA. É a diferença entre ter IA como assistente burro e ter IA como colaborador informado. E essa diferença vale milhões. ## Referências **Frameworks e ferramentas:** - [SpecKit - GitHub](https://github.com/github/spec-kit?ref=productoversee.com) \- Toolkit open source para spec-driven development - [Diving Into Spec-Driven Development With GitHub Spec Kit](https://developer.microsoft.com/blog/spec-driven-development-spec-kit?ref=productoversee.com) \- Guia oficial da Microsoft - [Kiro: Agentic AI development](https://kiro.dev/?ref=productoversee.com) \- IDE agentica da AWS para SDD - [Tessl Docs](https://docs.tessl.io/?ref=productoversee.com) \- Plataforma de agent-enablement com contexto reutilizável - [OpenSpec](https://openspec.clanker.guru/?ref=productoversee.com) \- Framework leve para spec-driven development - [BMAD Method](https://github.com/bmad-code-org/BMAD-METHOD?ref=productoversee.com) \- Breakthrough Method for Agile AI Driven Development **Cases e dados:** - [Spec-driven development becomes real with AWS Kiro](https://siliconangle.com/2025/07/16/agentic-aws-spec-driven-development-kiro-agentcore-aicloudleaders/?ref=productoversee.com) \- Caso Rackspace e análise do Kiro - [Spec-driven development with AI - The GitHub Blog](https://github.blog/ai-and-ml/generative-ai/spec-driven-development-with-ai-get-started-with-a-new-open-source-toolkit/?ref=productoversee.com) \- Lançamento do SpecKit e visão do GitHub **Artigos complementares:** - [Spec-Driven Development: Como transformar agentes de IA em desenvolvedores seniores](https://chatgptbrasil.com.br/2025/07/24/spec-driven-development-como-transformar-agentes-de-ia-em-desenvolvedores-seniores-da-sua-equipe/?ref=productoversee.com) \- Visão prática sobre implementação - [Spec-Driven Development - AWS Kiro](https://linearb.io/dev-interrupted/podcast/spec-driven-development-aws-kiro?ref=productoversee.com) \- Podcast sobre implementação em times reais ### Estatística para PMs - Parte 4 URL: https://productoversee.com/blog/estatistica-para-pms-parte-4/ Last updated: 2026-01-30T17:33:30.000Z Nas três primeiras partes desta série, nós aprendemos a olhar para o passado. Calculamos a média do nosso app de delivery, entendemos a variância das entregas e desenhamos Boxplots para ver onde os usuários se encaixavam. Nós **descrevemos** a realidade de uma amostra. Mas a vida de um Product Manager não é feita apenas de descrever o que já aconteceu. Nós somos pagos para tomar decisões sobre o futuro. - "Se liberarmos essa feature para 1 milhão de usuários, ela vai se comportar do mesmo jeito que se comportou no teste com 1.000 pessoas?" - "O tempo de entrega caiu de 30 para 29 minutos. Isso é uma melhoria real ou foi pura sorte?" Aqui termina a Estatística Descritiva e começa a **Estatística Inferencial**. Hoje vamos entender a matemática que nos permite provar uma sopa inteira provando apenas uma colherada: o **Teorema do Limite Central** e os **Intervalos de Confiança**. ## O problema da sopa (População vs. Amostra) Imagine que você está cozinhando um caldeirão gigante de sopa para um batalhão. Você precisa saber se o sal está bom. Você não bebe o caldeirão inteiro (isso seria inviável). Você mistura bem, pega uma única colher e prova. Se aquela colher estiver no ponto, você **infere** que o caldeirão todo está no ponto. No nosso App de Delivery, é a mesma coisa: - **População (o caldeirão):** todos os milhões de pedidos que já aconteceram e vão acontecer. É impossível analisar tudo em tempo real. - **Amostra (a colher):** os 500 pedidos que analisamos no teste da semana passada. A Estatística Inferencial é a garantia matemática de que a sua "colherada" não pegou, por acaso, o único pedaço de batata que estava sem sal. ## A mágica matemática: Teorema do Limite Central (TLC) Este é o conceito mais importante para validar qualquer teste A/B. Lembra da **Parte 3**? Vimos que os dados de entrega não seguem uma curva normal bonita. Eles são caóticos: a maioria entrega em 30 min, mas tem uma cauda longa de gente que demora 2 horas. Se os dados são caóticos, como podemos usar estatística para prever algo? É aqui que o TLC entra. > **O teorema:** se você tirar várias amostras aleatórias da sua base (ex: pegar a média de entrega de 50 motoboys diferentes todo dia) e colocar essas médias num gráfico, **essas médias formarão uma distribuição normal** (curva em sino), mesmo que os dados originais sejam uma bagunça. ### **Exemplo prático no delivery** Imagine que os tempos individuais de entrega são uma loucura (`[10, 15, 90, 12, 120...]`). Se você pegar **amostras de 100 pedidos** e calcular a média delas repetidamente: - Amostra A: média 28 min. - Amostra B: média 31 min. - Amostra C: média 29 min. Ao plotar essas médias, elas magicamente se organizam em um sino perfeito. ![](https://productoversee.com/content/images/2026/01/Code_Generated_Image.png) *(A linha cinza pontilhada são os dados reais dos pedidos individualmente: caóticos. A linha roxa sólida são as médias das amostras: organizadas e previsíveis.)* **Por que isso é importante para o dia a dia do PM?** Graças ao TLC, nós podemos usar a matemática padrão para calcular riscos em testes A/B. Sem ele, não poderíamos confiar que a média de um teste com 1.000 usuários representa a realidade. ## Erro Padrão: a precisão da sua colherada Na Parte 2, calculamos o **Desvio Padrão** dos nossos pedidos e descobrimos que era de **2,1 minutos**. Isso media o quanto *um pedido individual* variava. Agora, precisamos do **Erro Padrão (SE)**. Ele mede a precisão da *média do seu teste*. A fórmula é: ![](https://productoversee.com/content/images/2026/01/Screenshot-2026-01-30-at-14.18.13.png) Vamos aplicar números reais do nosso app: - **Cenário A (Discovery Rápido):** Você analisou apenas **25 pedidos**. ![](https://productoversee.com/content/images/2026/01/Screenshot-2026-01-30-at-14.18.48.png) *A sua média tem uma margem de erro grande.* - **Cenário B (Teste A/B Robusto):** Você analisou **1.600 pedidos**. ![](https://productoversee.com/content/images/2026/01/Screenshot-2026-01-30-at-14.20.04.png) *O erro é minúsculo. Sua precisão é cirúrgica.* **Algo muito muito importante:** Quanto maior o seu **N** (tamanho da amostra), menor o seu erro. É por isso que não confiamos em testes A/B que rodaram apenas por 2 horas. ## Intervalo de Confiança: o fim das certezas absolutas Números exatos em estatística ("A média é 30") quase sempre estão "errados" porque ignoram o erro padrão que calculamos acima. O jeito certo de pensar é usando **Intervalos de confiança**. Geralmente usamos o intervalo de 95%, que é, grosseiramente falando: **Média ± 2x Erro Padrão**. **Aplicando ao nosso App de Delivery:** Você rodou um experimento para otimizar rotas. - Média da Amostra: **29 minutos**. - Erro Padrão (calculado acima): **0,5 minutos**. Seu Intervalo de Confiança é: 29 **± (2 X 0,5).** Ou seja: **\[28 a 30 minutos\]**. Você diz para o stakeholder: *"Com 95% de confiança, o tempo real de entrega está entre 28 e 30 minutos."* ### **A regra de ouro da sobreposição (teste A/B na prática)** Isso resolve 90% das discussões sobre resultados de experimentos. Imagine que você está comparando a versão atual do app com uma nova versão: - **Versão A (atual):** média 30 min. Intervalo: **\[29 a 31 min\]**. - **Versão B (nova):** média 29 min. Intervalo: **\[28 a 30 min\]**. O PM afoito diria: "A versão B é 1 minuto mais rápida! Sucesso! Vamos lançar!". O PM que sabe estatística plota os intervalos e vê isto: ![](https://productoversee.com/content/images/2026/01/Code_Generated_Image--1-.png) *(A zona vermelha é onde os intervalos se cruzam. Se existe cruzamento, existe a chance real de que as duas versões sejam iguais.)* O gráfico mostra que os intervalos se sobrepõem (o intervalo de 29 a 30 minutos existe nas duas versões). Isso é um e**mpate técnico**. Estatisticamente, você não pode afirmar que a versão B é melhor. A diferença pode ter sido mero acaso. Se você lançasse essa funcionalidade achando que ganhou 1 minuto, estaria apenas adicionando complexidade ao código sem ganho real para o usuário. --- Agora você já sabe descrever seus dados e sabe calcular a margem de erro deles. Mas resta a pergunta final, o "santo graal" das decisões de produto: *"Ok, os intervalos não se cruzam e eu tenho um vencedor. Mas como eu provo que foi a minha funcionalidade que causou a melhoria e não o clima, o marketing ou o acaso? Existe relação de causa e efeito?"* Na próxima (e última) parte falarei sobre: t**este de Hipótese, valor-P e a diferença real entre correlação e causalidade.** Até lá. ### Segundo Cérebro do Product Oversee - O repositório para Product managers URL: https://productoversee.com/blog/segundo-cerebro-do-product-oversee-o-repositorio-para-product-managers/ Last updated: 2026-01-22T16:39:21.000Z Já que a mudança a única constante que importa. Mudamos. Quando criamos o Product Oversee, nós tínhamos como objetivo ser o contraponto do mercado, em uma época que a romantização da disciplina de gestão e liderança de produtos era exageradamente ridícula. E conseguimos. Juntamos profissionais que queriam expor opiniões, ensinar, dizer seu ponto de vista. Criamos comunidades. Removemos comunidades (por motivos muito ridículos, motivos esses que refletiam o quão ridículo parte dos profissionais do mercado estavam). Agora, essa romantização diminuiu, embora não tenha acabado. Mas pelo menos estamos ouvindo menos besteiras em público. Fizemos a nossa parte. O problema que temos agora, é curadoria de conteúdo. Um dos nossos pilares na época era construir conteúdo de qualidade. E fizemos isso também. Durante bastante tempo conseguimos manter um grupo super engajado de autores que escreviam conteúdo de qualidade e principalmente, pensam como nós sobre o quão o mercado estava "doente". Obviamente, o dia a dia consome qualquer um. O volume matou a curadoria, alguns dos nossos pilares acabaram desmoronando e nós mesmos percebemos que o volume estava prejudicando a qualidade. Alguns autores já tinham desistido, e você sabe... escrever de forma recorrente e consistente é difícil. Não é ficar postando meme em rede social e crescer com piadinha. A gente sempre preferiu membros/assinantes que aderissem ao nosso conteúdo, na maior parte das vezes denso e longo, do que ter um volume muito grande de pessoas que querem consumir algo rápido. Outro ponto importante é que conteúdo "bom", você até acha, mas estruturado, organizado, direto ao ponto e que sirva de referência, é difícil. E quando você acha, é caro. O problema não é estar atrás de paywall, o problema é ser caro pro seu momento. Por isso, queremos continuar entregando conteúdo de alta qualidade, acessível, didático e sustentável. Por isso, estruturamos o [Segundo Cérebro do Product Oversee](https://productoversee.com/). [veja agora ](https://productoversee.com/) Ele ainda é um projeto que está crescendo, mas que já nasce com uma quantidade enorme de conteúdo que pode ser acessado agora. Além da newsletter, nós vamos manter esse repositório. Chamaremos especialistas do mercado para construir junto conosco, e queremos que isso se torne uma espécie de Guia do Mochileiro das Galáxias, mas para quem faz gestão de produtos e projetos. Esperamos que gostem. Esperamos que ajudem. ### Vídeo - Contexto de Estrutura de Times URL: https://productoversee.com/video-contexto-de-estrutura-de-times/ Last updated: 2026-01-20T13:30:32.000Z Dividir, distribuir e desenhar times em empresas de tecnologia, ou até mesmo dentro da área de produtos, é uma tarefa relativamente "simples", mas muito desdenhada pela liderança. Esse desenho de estrutura de times é essencial para que possamos escalar a empresa, evitar overlaps, dar mais visibilidade e ownership dos escopos para todos os times. Deixa claro exatamente qual o foco que cada grupo deveria seguir. Nessa aula tento abordar uma forma facilitada de quebra de times a partir de uma visão do negócio. ## Slides _This post is for subscribers on the Plano Unicorn tier only._ ### Vídeo - Contexto tático de Produto URL: https://productoversee.com/video-contexto-tatico-de-produto/ Last updated: 2026-01-20T13:28:45.000Z A priorização é a principal responsabilidade de Product Managers. Mas ela não é apenas escolher histórias que vão para o delivery, pelo contrário, ela começa muito antes, na exploração de produto, identificando oportunidades que poderão ser exploradas para resolver problemas. Quase duas horas de aula, com mais de 100 slides. ## Slides _This post is for subscribers on the Plano Unicorn tier only._ ### Estatística descritiva para product managers - Parte 3 URL: https://productoversee.com/blog/estatistica-descritiva-para-product-managers-parte-3/ Last updated: 2025-12-18T12:31:53.000Z Se você acompanhou a[ Parte 1](https://productoversee.com/estatistica-descritiva-para-pms-parte-1/) e a[ Parte 2](https://productoversee.com/estatistica-descritiva-para-product-managers-parte-2/), já entendeu que a média é "traiçoeira" e que o desvio padrão é quem nos conta a verdade sobre a consistência do nosso produto. No texto anterior, usamos o exemplo do tempo de checkout do nosso app de delivery: \[5, 7, 6, 8, 10, 5, 9, 8, 7, 12 minutos\]. Vimos que a média era 7,7 minutos, mas com uma variação importante. Agora, vamos elevar o nível. Para descrever dados com precisão, precisamos parar de olhar para o todo como uma massa única e começar a "fatiar" esses dados. Nessa parte 3, falaremos então de **posições**: percentis, quartis e o boxplot — conceitos que vão refinar a sua capacidade de leitura de dados e te ajudar a enxergar padrões que a média esconde. ## Percentis: onde a "mágica" (e o problema) se esconde A média tenta resumir tudo em um número. O percentil te diz exatamente onde cada usuário está na fila. O percentil é uma medida que divide a sua amostra ordenada (do menor para o maior) em 100 partes. Se dizemos que o **P90** (percentil 90) do nosso checkout é 10 minutos, significa que **90% dos usuários terminam a compra em 10 minutos ou menos**. Consequentemente, os outros 10% levam mais que isso. Visualmente, é assim que isso se parece em uma distribuição de dados real (note como os dados se esticam para a direita, criando uma "cauda"): ![Image of ](https://productoversee.com/content/images/2025/12/data-src-image-48a890f6-bc4c-4a20-9339-4db7a63ef2f3.jpeg) Representação gráfica de percentis Por que o mercado fala tanto de P95 e P99? Olhando para o gráfico acima, você pode pensar: "Se a grande montanha de usuários está segura à esquerda, por que me preocupar com o final da cauda (P99)?". A resposta é dinheiro e retenção. Em produtos digitais, o **P99** (o 1% com pior experiência) raramente é um usuário aleatório. Muitas vezes, esse 1% representa seus **usuários muito engajados** — clientes que têm carrinhos de compra gigantes, históricos de dados longos ou configurações complexas. _This post is for subscribers only._ ### Os três números que seu investidor precisa ver — e por quê você deveria estar obcecado por eles também URL: https://productoversee.com/blog/os-tres-numeros-que-seu-investidor-precisa-ver-e-por-que-voce-deveria-estar-obcecado-por-eles-tambem/ Last updated: 2025-12-03T03:35:59.000Z Receita, burn rate e runway. Esses três indicadores deveriam estar no topo de todo investor update e na cabeça de qualquer fundador que queira ter controle real sobre o negócio. Não são os únicos relevantes, mas são inegociáveis — porque dizem, sem filtro, se a empresa tem fundamento ou se está apenas queimando caixa até o próximo aporte. A questão é simples: você pode ter DAU crescendo, conversões melhorando, GMV subindo consistentemente. Mas se a receita está estagnada, o burn rate está alto demais e o runway mostra que você tem seis meses antes de quebrar, nada disso importa. E investidores sabem disso na primeira página do seu deck. ## Por que esses três são inegociáveis **Receita** é o indicador mais próximo da sustentação real do negócio. Não é GMV, não é transação processada, não é usuário ativo. É dinheiro entrando que sustenta a operação. [Empresas bootstrapped com receita recorrente de $3 milhões a $20 milhões que operam próximo do breakeven ou com lucro representam uma posição rara no mercado](https://www.saas-capital.com/blog-posts/benchmarking-metrics-for-bootstrapped-saas-companies/?ref=productoversee.com) — conseguir chegar nesse patamar sem capital externo significa ter encontrado product-market fit, construído um go-to-market eficiente e mantido disciplina de custos que muitas empresas financiadas por VC nunca precisam desenvolver. _This post is for paying subscribers only._ ### Você vale o custo da sua substituição URL: https://productoversee.com/blog/voce-vale-o-custo-da-sua-substituicao/ Last updated: 2025-11-19T11:00:57.000Z Eu estava estudando sobre AGI e futuro do trabalho esses dias e encontrei o paper do Restrepo (junto com várias outras fontes incríveis). Esse paper me ajudou a expandir um pouco o assunto e principalmente a gerar alguns cenários. Seu salário não é definido pelo que você produz. Nunca foi — mas na era da [Inteligência Artificial Geral (AGI)](https://www.openphilanthropy.org/research/how-much-computational-power-does-it-take-to-match-the-human-brain/?ref=productoversee.com), essa ilusão finalmente desaparece. Quando máquinas puderem replicar qualquer trabalho humano usando poder computacional, seu valor econômico será determinado por uma equação simples: quanto custa, em unidades de processamento, fazer exatamente o que você faz. A diferença entre ser substituído e ser replicável muda tudo. **Obsolescência é quando você deixa de ter utilidade. Replicabilidade é quando você continua útil, mas qualquer um — ou qualquer coisa — pode fazer o mesmo por um preço**. Na economia pré-AGI, trabalhadores especializados eram escassos e suas habilidades, insubstituíveis. Na economia pós-AGI, trabalho humano se torna abundante porque uma máquina pode reproduzi-lo a qualquer momento. Essa distinção não é semântica. Ela redefine a matemática dos salários, transforma a lógica da produtividade e expõe um cenário: você pode continuar trabalhando, mas sua contribuição para o crescimento econômico vai tender a zero. ![](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--9qllaNkw--/v1761591674/obsidian/ug3nuqcx6ulosgavdpou.jpg) [*Participação do trabalho no PIB*](https://ourworldindata.org/grapher/labor-share-of-gdp?ref=productoversee.com) *em economias avançadas caiu de 54% em 1980 para 50,5% em 2014\. Fonte:* [*Our World in Data*](https://ourworldindata.org/grapher/labor-share-of-gdp?time=latest&country=~BRA&mapSelect=~BRA&ref=productoversee.com) ### CEU: Sua Nova Medida de Valor _This post is for subscribers only._ ### O jogo da AI não é sobre tecnologia, é sobre distribuição URL: https://productoversee.com/blog/o-jogo-da-ai-nao-e-sobre-tecnologia-e-sobre-distribuicao/ Last updated: 2025-11-05T11:00:10.000Z Tem uma frase do Benedict Evans que resume perfeitamente o momento atual da inteligência artificial: “Distribuição e brand vencem benchmarks”. E isso deveria fazer todo mundo em produto parar e pensar por alguns minutos. ## A commodity que ninguém quer admitir Os modelos de AI estão virando commodity. E isso é feito de propósito. O Sam Altman [já dizia isso lá no início do hype](https://youtu.be/WHoWGNQRXb0?ref=productoversee.com): o verdadeiro valor está na camada de serviço e não na camada de modelo. Por que modelo não chega massivamente nos usuários. O ponto é que o valor não tá na interface de chat que vemos hoje para interagir com a "inteligência". ChatGPT não lidera porque é tecnicamente superior ao Claude ou ao Perplexy. Lidera porque chegou primeiro, construiu brand e conseguiu distribuição massiva. Está no topo da App Store enquanto modelos igualmente competentes mal aparecem fora da bolha do Vale do Silício. É o velho jogo se repetindo. ## O Google já ensinou essa lição Lembra quando todo mundo achava que o melhor mecanismo de busca ia dominar o mercado? O Google não venceu só por que tinha o melhor algoritmo. Venceu porque pagou bilhões para ser o padrão nos browsers, construiu um brand que virou verbo e perpetuou sua vantagem na economia de escala. Hoje a OpenAI está recebendo distribuição “gratuita” para centenas de milhões de usuários da Apple, por exemplo. Mas veja bem: sendo tratada como um plug-in intercambiável. Mesmo assim, tanto a OpenAI quanto Perplexity e até o Claude, já entenderam que o maior canal de distribuição hoje é o browser. Por isso que [Perplexity](https://perplexity.ai/browser/claim-invite/OWY3MTdlNTEtZjgxMS00ODY4LWEwNGYtNmUyZGY1OTU3Y2My?ref=productoversee.com) e [OpenAI](https://openai.com/index/introducing-chatgpt-atlas/?ref=productoversee.com) criaram um navegador e o Claude decidiu estar em todos os browsers ao mesmo tempo [criando uma extensão](https://support.claude.com/en/articles/12012173-getting-started-with-claude-for-chrome?ref=productoversee.com). É literalmente o mesmo modelo do Google que fez um browser e também entendeu que devia pagar $20 bilhões por ano para ser o search padrão nos browsers. ## O problema (temporário) da adoção Mas mesmo assim, as pessoas ainda não conseguem mapear as capacidades da AI para suas tarefas reais. Eu não estou falando de mim e de você. Estou falando das pessoas reais, que provavelmente não tem esse impacto influenciado pelo trabalho. Não é um problema de tecnologia. É um problema de produto. De experiência. De ajudar as pessoas a entenderem o que essa ferramenta pode fazer por elas no dia a dia. _This post is for paying subscribers only._ ### O teatro da transformação - Por que todo mundo gosta de uma sacanagem URL: https://productoversee.com/blog/o-teatro-da-transformacao-por-que-todo-mundo-gosta-de-uma-sacanagem/ Last updated: 2025-10-08T10:45:08.000Z Eu nunca participei de uma transformação digital de verdade. O que sempre vi foram empresas tentando colar uma etiqueta de "transformação digital" em mudanças superficiais – implementar um novo sistema, migrar para a nuvem, ou contratar uma consultoria para ensinar Scrum. SPONSORED Dia 15/10, às 20h, online, nós vamos fazer uma aula de 1h30 sobre Estratégia e Produtos Digitais. É gratuito para assinantes do plano Scale-up, que custa só R$29 por mês. Assine e participe conosco. [Garantir ingresso ](https://productoversee.com/eventos/) Essas iniciativas invariavelmente seguiam o mesmo roteiro: muito alarde no início, workshops motivacionais, apresentações com buzzwords, e depois... silêncio. Os mesmos problemas continuavam lá, só que agora disfarçados com vocabulário novo e mais reuniões no calendário. Os dados confirmam essa percepção: **70% das iniciativas de transformação digital falham completamente em atingir seus objetivos**, segundo [pesquisa da Boston Consulting Group](https://www.consulting.us/news/5575/study-of-900-digital-transformations-only-30-are-successful?ref=productoversee.com) com mais de 900 empresas. A McKinsey vai além: apenas **16% das organizações conseguem benefícios sustentáveis de longo prazo** com suas transformações. Estamos falando de [US$ 900 bilhões desperdiçados só em 2018](https://www.forbes.com/sites/forbestechcouncil/2018/03/13/why-digital-transformations-fail-closing-the-900-billion-hole-in-enterprise-strategy/?ref=productoversee.com), segundo Forbes e McKinsey. Ainda bem que essa moda passou. Quer dizer, mudou. Hoje em vez de falar "vamos fazer uma transformação digital" os líderes colocam como meta a "implementação de uma iniciativa de AI na empresa". ## Esse é o famoso teatrinho da transformação O teatro da transformação não é apenas ineficaz – é ativamente prejudicial. Quando organizações gastam meses fazendo teatro, criam uma falsa sensação de progresso que impede mudanças reais. As pessoas ficam frustradas porque estão fazendo tudo "certo" segundo os manuais, mas não veem resultados. A maioria das transformações falha não apenas porque as pessoas resistem à mudança, mas por que elas resistem à encenação. Elas resistem porque os líderes não lideram de fato durante as transformações. Eles delegam as partes difíceis, terceirizam o pensamento e tratam a mudança como um projeto ao invés de uma nova forma de operar. A maioria dessas empresas nem percebe que está falhando e a maioria dos líderes acha que está fazendo um ótimo trabalho. Você já deve ter visto algum desses cenários raros, mas que acontecem com frequência: - Alguém contrata um "Delivery Manager", mas que nunca vai olhar o processo, ele só vai ficar preso nos problema do dia a dia mesmo, fazendo o papel de Tech Lead Guru; - Contratar consultores que vão dar apresentações volumosas, mas que as sugestões nunca serão implementadas (mesmo se as respostas forem realmente relevantes); - Dar falsa autonomia para profissionais seniors, dando um belo de um desafio incrível, mas deixando ele sozinho com a desculpa de "precisamos de alguém mão na massa, nesse início, mas que nos ajude a escalar". Bom, a escala nunca acontece por causa do "budget", mas ele ainda precisa cuidar de tudo sozinho; - Não construir um produto pensando no amanhã, só no hoje, por que estamos em um momento de growth; - Não direcionar os times por meio de uma comunicação clara das escolhas estratégicas da empresa, deixando transparente as delimitações e os resultados esperados; - Implementar "metodologias ágeis", criar "squads" e "tribes", mudando títulos e cargos, mas que nunca trarão mudança real de comportamento e responsabilidades das pessoas; Isso aí é encenar uma transformação – um teatro corporativo sofisticado onde todos sabem suas falas (nem todos), mas ninguém entende realmente o roteiro. E eu to falando só de produto... Tem o nível geral da empresa que também entra no espetáculo. Você já participou de reuniões de "alinhamento estratégico" que duram horas mas nunca comunicam qual é o verdadeiro objetivo da empresa. As definições de OKRs e KPIs que nos próximos meses ninguém vai consultar. Pois é. Isso aí se chama "elefante branco no meio da sala". ## As cinco modalidades do teatro corporativo ### A ilusão dos cargos transformados Essa é modalidade mais comum e talvez a mais insidiosa. Empresas mudam títulos achando que isso vai mudar competências. Product Owners viram Product Managers, Designers viram Product Designers, UX viram Researchers e Devs especialistas viram Tech Leads. O problema não está nos títulos em si, mas no que não muda junto com eles. Aquele mesmo "Product Owner" que apenas traduzia demandas de negócio agora tem o título pomposo de "Product Manager", mas continua sem entender de descoberta de produto, validação de hipóteses ou indicadores de impacto. Pior: agora ele tem um título que sugere que deveria saber fazer essas coisas. Esse teatro de títulos e cargos é particularmente perigoso porque cria uma falsa sensação de progresso. A organização olha seu organograma e vê "Product Managers", "UX Designers" e "Tech Leads" e assume que tem competências de produto. Mas competência não se muda como se muda a descrição de cargos na carteira de trabalho (isso se você for CLT). ### O show das ideias que não chegam aos usuários Muitas organizações desistem de esperar inovação dos seus times de produto e criam "laboratórios de inovação" ou "times dedicados de inovação". A lógica parece sólida: se os times regulares estão ocupados mantendo o core business, vamos criar um time especial só para inovar. Quem nunca? O resultado é quase sempre o mesmo: duas classes de pessoas trabalhando em produto. Os "inovadores" que ficam em salas descoladas fazendo brainstorming e prototipando soluções revolucionárias, e os "executores" que ficam cuidando do produto real que os usuários de fato usam. O problema fundamental é que inovação isolada da execução raramente chega aos usuários. Esses times de inovação produzem insights interessantes, protótipos impressionantes e apresentações bonitas, mas suas descobertas morrem na transição para os times que realmente constroem e entregam produto. Inovação real acontece quando times empoderados têm liberdade para experimentar dentro do contexto do produto que estão construindo, não em laboratórios separados da realidade operacional. ### A encenação da descoberta Manja discovery? Aquele negócio que acontece quando times fingem fazer descoberta de produto, mas na verdade apenas fazem design e desenvolvimento das ideias que alguém já decidiu implementar. Ou, no pior dos casos, passam meses investigando algo óbvio, e se matando para tentar ter um cliente que topou ser entrevistado. _This post is for subscribers only._ ### Vídeo - Contexto de Carreira e Responsabilidade em gestão de produto URL: https://productoversee.com/video-contexto-de-carreira-e-responsabilidade-em-gestao-de-produto/ Last updated: 2025-10-01T11:45:36.000Z A aula percorre toda a evolução da disciplina de produto, partindo das diferenças fundamentais entre projeto e produto, passando pela estruturação de times e chegando até as responsabilidades específicas de cada nível hierárquico. Não é um conteúdo que oferece respostas prontas, mas sim uma base sólida para que você construa seu próprio entendimento sobre o papel de produto nas organizações. Abordamos vários assuntos, dentre eles: - **Evolução de projeto para produto** \- Como a visão tradicional de projetos se transformou na abordagem contínua de produtos digitais - **Transformação digital** \- Por que muitas empresas falharam na transição e o que isso ensina sobre cultura organizacional - **Estrutura hierárquica** \- Diferenças entre PM, APM, GPM, Head e as responsabilidades específicas de cada posição - **Contexto de impacto** \- Como o escopo de atuação muda conforme a experiência e o tamanho da empresa - **Avaliação de performance** \- Três pilares fundamentais para medir o trabalho de quem faz gestão de produtos - **Alinhamento e autonomia** \- A importância do equilíbrio entre direcionamento estratégico e liberdade de execução - **Papel tático do PM** \- Por que Product Managers ficam na camada tática, não na estratégica, e como isso maximiza o impacto Abaixo segue o texto, video e slides da aula. ## Video da Aula _This post is for subscribers on the Plano Unicorn and Plano Scale-up tiers only._ ### Será que PMs escrevendo histórias é o melhor cenário de eficiência? URL: https://productoversee.com/blog/sera-que-pms-escrevendo-historias-e-o-melhor-cenario-de-eficiencia/ Last updated: 2026-01-20T13:31:21.000Z Será que faz zero sentido econômico ou operacional ter alguém intermediando informações entre quem projeta a experiência e quem vai executá-la? A verdade é que os designers conhecem cada pixel, cada fluxo, cada fricção que o usuário vai enfrentar. Os QAs dominam os cenários de erro, entendem dos possíveis bugs e problemas de fluxos que podem acontecer. E os devs sabem exatamente o que é tecnicamente viável e o que não é. **Então por que diabos ainda temos que delegar para os PMs escreverem histórias para essas pessoas efetivamente executarem no final?** Vou tentar fazer um exercício de cenário idealista com você nesse texto. Só abre a mente para cutucarmos melhor nosso pensamento crítico. ## A história das histórias Antes de qualquer coisa, vamos entender como chegamos até aqui. As user stories nasceram no contexto ágil como uma forma de capturar requisitos de software de maneira mais humana e colaborativa. A ideia era criar uma ferramenta que fosse simples o suficiente para qualquer pessoa no time técnico ou de negócios contribuir, não um documento que apenas uma pessoa específica deveria escrever. O formato clássico "Como \[persona\], eu quero \[funcionalidade\] para que \[objetivo\]" foi pensado justamente para democratizar a criação de requisitos. Qualquer membro do time - product manager, designer UX, etc. - que entendesse o problema específico do usuário poderia contribuir com uma user story, sem precisar saber como a equipe de desenvolvimento iria codificar aquela solução. E aqui começa o problema: como isso iniciou nesse meandro de agilidade, o papel dessa escrita era de alguém chamado PO (Product Owner). Que, como todos já sabem, é um papel do Scrum, que é apenas uma fatia pequena do que o PM faz no dia a dia. _This post is for subscribers only._ ### Produto em ambientes regulados: o equilíbrio entre inovação e conformidade URL: https://productoversee.com/blog/produto-em-ambiente-regulados-o-equilibrio-entre-inovacao-e-conformidade/ Last updated: 2025-09-17T12:51:27.000Z ****TL;DR:** Inovar em setores regulados não é escolher entre velocidade e conformidade. É compreender que cada limite imposto por órgãos reguladores não apenas protege investidores, consumidores e pacientes, mas também estabelece a confiança mínima sem a qual nenhuma solução se sustenta. A regulação pode ser tanto barreira quanto catalisador. E o desafio do PM é transformar essa tensão em estratégia: usar os limites não como freio, mas como pista segura para acelerar. --- A velocidade sempre foi o mantra das empresas de tecnologia. Mover rápido, lançar primeiro, aprender no caminho. Só que, em alguns setores, não existe a opção de errar. O preço de uma falha pode ser muito maior do que um churn ou uma métrica que não reage: pode significar risco a milhares de pessoas, a saúde de um paciente ou a estabilidade de um sistema financeiro inteiro. É onde os times de produto aprendem a trabalhar sob regras que não são apenas guidelines internas, mas estruturas legais que delimitam até onde se pode ir. O dilema é claro, mas a resposta nem sempre: **como equilibrar a urgência de inovar com a obrigação de se manter em conformidade?** Para quem olha de fora, a regulação pode soar como um freio que atrasa o time, uma sucessão de camadas de burocracia que matam a agilidade. Mas, do lado de dentro, ela pode ser vista como a linha que força a robustez: documentar, validar, testar, repetir. A cada sprint, cada decisão de design ou arquitetura carrega em si esse balanço: **a tentação de acelerar versus a necessidade de garantir que nada escape pelos cantos.** Mais do que um detalhe operacional, esse equilíbrio é uma questão estratégica. Eu vivi isso no mercado financeiro, onde suitability e antifraude não são opcionais, mas condições mínimas para existir. E é fácil imaginar o mesmo em outros setores críticos: uma healthtech que depende da aprovação de um novo protocolo clínico, uma empresa de transporte que precisa provar a segurança de um veículo autônomo, ou até uma startup de energia que só pode operar dentro dos limites de regulação ambiental. > **O tempo de colocar um produto no ar não depende apenas da pressa de quem constrói, mas das condições e limites impostos por quem regula.** --- ### **O papel da regulação em produto** É comum que a regulação seja vista como antagonista da inovação. Nos corredores das startups, a palavra “compliance” quase sempre aparece associada a entraves, formulários infinitos, pareceres jurídicos que empurram entregas para o trimestre seguinte. Só que esse olhar perde de vista o motivo pelo qual os órgãos reguladores existem: **proteger**. Investidores que não podem correr riscos desproporcionais, consumidores que não podem ser expostos a fraudes, pacientes que não podem ser submetidos a tratamentos sem comprovação. > Agora, tire o chapéu de PM e volte duas casas para o papel de usuário. Você, embarcaria em um avião sem saber se a aeronave passou por inspeções mínimas de segurança? Ou aceitaria ser atendido em uma consulta remota sem nenhuma garantia de que o profissional está autorizado a exercer a medicina? Esses exemplos mostram que, quando estamos do outro lado da mesa, a regulação deixa de ser incômodo e passa a ser sinônimo de segurança mínima. Quando entendida desse jeito, a regulação deixa de ser uma barreira e passa a funcionar como um **sistema de orientação**. Não é sobre impedir que algo aconteça, mas sobre estabelecer quais condições precisam estar dadas para que uma inovação possa de fato chegar ao mercado. O que, à primeira vista, parece uma trava, é na verdade um filtro: separa soluções frágeis das que têm chance de durar. _This post is for subscribers only._ ### Mudanças de prioridade destroem mais times do que falta de metodologia URL: https://productoversee.com/blog/mudancas-de-prioridade-destroem-mais-times-do-que-falta-de-metodologia/ Last updated: 2025-09-10T19:26:07.000Z Quando foi a última vez que você viu um time de produto funcionando sem correria, sem mudança de prioridade no meio do sprint e sem aquela sensação de que todo mundo está sempre apagando incêndio? Se você não consegue lembrar, o problema não está no seu PM, no seu processo ágil ou na falta de uma ferramenta mais organizada. No dia 17 de Setembro, nós iremos fazer uma aula online sobre Carreira e Responsabilidades do papel do Product Managers. Essa aula é gratuita para assinante do Plano Scale-up (R$29). Assine e pegue seu ingresso agora! Se já for assinante, compareça! [Ver mais detalhes ](https://productoversee.com/eventos/) A questão é que a gente passou anos tentando resolver na ponta um problema que nasce lá em cima. Enquanto ficamos discutindo se scrum é melhor que kanban, se o PM deveria escrever histórias de usuário ou se o tech lead precisa ser mais "ágil", a alta liderança continua tomando decisões que desmoronam qualquer tentativa de organização que os times conseguem construir. E aí todo mundo fica se perguntando por que as entregas não fluem, por que sempre tem retrabalho e por que parece que nunca conseguimos medir direito o sucesso do que foi entregue. ## A raiz do problema está três níveis acima do seu backlog Vou ser direto: mudanças de prioridade que se tornam crônicas no nível da alta liderança criam um custo que vai muito além do retrabalho. Quando áreas e times já foram mobilizados para um determinado propósito e precisam mudar de direção, o preço é altíssimo. Empresas que lidam com software crítico não podem se dar ao luxo desse tipo de improviso. Na SpaceX, o software é projetado defensivamente, de forma que mesmo dentro de um componente, eles tentam isolar os efeitos de erros. ["Sempre verificamos códigos de erro e valores de retorno. Também temos a capacidade de operadores ou tripulação sobrescreverem diferentes aspectos do algoritmo"](https://stackoverflow.blog/2021/12/27/dont-push-that-button-exploring-the-software-that-flies-spacex-starships/?ref=productoversee.com), explica Steven Gerding, líder de desenvolvimento de software da Dragon. A diferença é que a SpaceX consegue velocidade porque suas mudanças de prioridade são baseadas em dados de telemetria e missões reais, não em "novas oportunidades" que alguém viu numa apresentação. [Na SpaceX, mudanças de software são executadas em ambiente simulado antes de serem movidas para testbeds hardware-in-the-loop](https://spacenews.com/spacex-alums-offer-telemetry-stack-through-startup-sift/?ref=productoversee.com). > "Em cada estágio, seja simulado ou um teste hardware-in-the-loop ou um teste vehicle-in-the-loop, você está coletando telemetria e revisando os dados para poder prosseguir para o próximo estágio." **Eles não mudam prioridade por impulso. Mudam baseado em evidências concretas e com um sistema preparado para absorver essas mudanças sem quebrar o fluxo.** ## Ninguém quer calcular o custo dessas mudanças de prioridade Vamos falar de números reais. [Pesquisas mostram que organizações implementando feedback contínuo tinham 2.5 vezes mais probabilidade de ver melhoria na performance geral](https://blogs.vorecol.com/blog-the-role-of-continuous-feedback-in-enhancing-employee-performance-182496?ref=productoversee.com) quando comparadas àquelas que fazem apenas avaliações anuais. Mas isso só funciona quando há estabilidade suficiente para que os times consigam implementar melhorias. _This post is for paying subscribers only._ ### A grande oportunidade do Design no mercado de Produtos URL: https://productoversee.com/blog/a-grande-oportunidade-perdida-do-design-no-mercado-de-produtos/ Last updated: 2025-08-27T11:00:25.000Z Quando foi a última vez que você viu um designer participar de uma reunião estratégica de verdade? E não estou falando daquelas reuniões onde chamam o designer para "fazer bonito" o que já foi decidido. Estou falando de sentar na mesa onde se decide **o que** a empresa vai construir, não apenas **como** vai ficar. A gente normalizou uma situação bizarra: o designer virou a pessoa que resolve a aparência depois que todo mundo já decidiu o problema e a solução. E eu acho isso irônico, sabe por quê? O usuário só percebe valor durante a experiência de uso. E quem controla essa experiência? O designer. Mas quem está decidindo o que e como o usuário vai experienciar? Todo mundo, menos o designer. Onde o designer deveria decidir, ele está só participando da execução. Infelizmente, na minha opinião, designers não conquistaram de forma unânime o assento estratégico na mesa em todas as empresas. O [design se perdeu em fragmentos em especializações técnicas](https://diegoeis.com/comentario-desnecessaria-fragmentacao-designer/?ref=productoversee.com), enquanto os gestores de produto - que deveriam ser seus parceiros táticos - se reduziram a coordenadores de cronogramas. O resultado pode ter sido uma oportunidade desperdiçada, mas no mínimo foi um atraso na conquista de um protagonismo que era para ter vindo anos atrás. ## Quando tudo parecia possível A primeira década dos anos 2000 (sou velho, foi mal) testemunhou o nascimento do design como disciplina fundamental no mundo digital. Livros fundamentais estabeleceram bases teóricas sólidas, e **2009 foi o marco** quando [Tim Brown oficializou o design thinking](https://www.amazon.com/Change-Design-Revised-Updated-Organizations/dp/0062856626?ref=productoversee.com) como metodologia empresarial na Harvard Business Review. A [Stanford criou um curso inteiro para poder ensinar o Design Thinking](https://online.stanford.edu/learn-design-thinking-straight-source?ref=productoversee.com) não apenas como processo, mas como mudança de comportamento. A [IDEO democratizou o Design Thinking](https://designthinking.ideo.com/?ref=productoversee.com) globalmente, e grandes empresas começaram a contratar posições executivas para direcionar o design. O período de 2005-2010 representou o auge do design tático e estratégico no negócio, marcando a participação ativa dos designers nas decisões de alto nível. Foi nos anos 2000 que os livros como o [Não Me Faça Pensar do Steve Krug](https://amzn.to/4mx0zPL?ref=productoversee.com) e e o [Designing Web Usability do Jakob Nielsen ](https://amzn.to/3HylSl4?ref=productoversee.com) (na verdade, o do Jakob saiu em 1999, se não me engano) ganharam o mercado e ajudaram a formar os fundamentos de como pensar de forma mais lógica a construção de software. **Observação importante:** *o Luli Radfahrer, um dos mais influentes designers brasileiros também tinha um livro na época, chamado Design/Web/Design. foi um dos primeiros livros lidos por mim, me ajudando a formar minha carreira e meus fundamentos.* Mas aqui está o que a gente costuma esquecer: naquela época, designers eram chamados de designers. É... pois é. Eles não eram só criadores de interfaces, eles eram os verdadeiros **responsáveis por estruturar e organizar soluções complexas do ponto de vista do negócio e do usuário, para entregar valor por meio da experiência de uso**. O designer começava entendendo o objetivo do negócio, os problemas que tentávamos resolver, e ainda acompanhavam a jornada para garantir que o resultado entregue pelos desenvolvedores estava fiel com o que foi proposto. **Presta atenção:** isso não acontecia por que um processo foi estabelecido e todos deveriam seguir à risca o *fucking double diamond*. O processo foi estabelecido DEPOIS, para ajudar a garantir que o "thinking" do *design thinking* fosse realmente absorvido no fluxo. Tudo estava indo bem. Essas mudanças foram essenciais para que o design assumisse uma posição de ascensão. Daí, as coisas começaram a degringolar. ## O modelo que ainda funciona (e ninguém copia) Para entender **o que o design poderia ter potencializado**, basta examinar as empresas que mantiveram a estratégia centrada no design. [**Airbnb, sob a liderança do CEO designer Brian Chesky**](https://www.figma.com/blog/config-brian-chesky-airbnb/?ref=productoversee.com)**, eliminou a função tradicional de gestor de produto** em favor de designers com autoridade igual ou superior. [**Linear é ainda mais radical**](https://www.lennysnewsletter.com/p/how-linear-builds-product?ref=productoversee.com): com apenas 1 gestor de produto para 50 pessoas, a empresa distribui responsabilidades entre engenharia e design. Sem testes A/B, sem metas numéricas obsessivas, sem objetivos trimestrais - apenas decisões baseadas em bom gosto e excelência técnica. O resultado é impressionante: mais dinheiro no banco do que levantaram em investimento. São lucrativos há mais de 2 anos, e apenas $35 mil gastos em marketing pago na história inteira da empresa. _This post is for subscribers only._ ### O primeiro Chief Design Officer dos Estados Unidos: quando o design vira política pública URL: https://productoversee.com/blog/o-primeiro-chief-design-officer-dos-estados-unidos-quando-o-design-vira-politica-publica/ Last updated: 2025-08-26T18:11:34.000Z Ao assumir o cargo de Chief Design Officer dos Estados Unidos, Joe Gebbia não herdou apenas 26 mil sites governamentais defasados. Herdou a oportunidade de provar que design não é cosmética — é infraestrutura. ![](https://productoversee.com/content/images/2025/08/image.png) A nomeação do cofundador do Airbnb para liderar a iniciativa "America by Design" representa um marco histórico: pela primeira vez, um governo federal coloca design no mesmo nível de prioridade estratégica que tecnologia, economia ou defesa. Não é mais sobre "deixar bonito". É sobre transformar a experiência de ser cidadão americano. > I’m honored to be appointed by President Trump as the first Chief Design Officer of the United States of America. (🧵)[https://t.co/PPq5nb9ok1](https://t.co/PPq5nb9ok1?ref=productoversee.com) > > — Joe Gebbia (@jgebbia) [August 23, 2025](https://twitter.com/jgebbia/status/1959375843458994193?ref%5Fsrc=twsrc%5Etfw&ref=productoversee.com) Os [números](https://www.foxbusiness.com/politics/white-house-taps-airbnb-co-founder-1st-government-design-head-lead-huge-web-overhaul?ref=productoversee.com): - 26.000 interfaces chegam nas expectativas de satisfação das necessidades públicas; - Apenas 6% dos sites tem score "bom" em performance mobile; - Mas 45% dos sites não são mobile-friendly; - Menos de 20% utilizam o design system do governo, o USWD. Para uma nação que se orgulha de liderar em inovação tecnológica, interagir com o governo americano ainda parece uma experiência dos anos 1990. Mas a questão real não é técnica — é cultural. A criação do primeiro Chief Design Officer federal sinaliza uma mudança de paradigma que vai muito além de interfaces: design como ferramenta de confiança pública, eficiência operacional e, fundamentalmente, cidadania moderna. ## O custo real do mau design governamental Os números do desastre do healthcare.gov em 2013 contam uma história devastadora sobre o custo do mau design. [O orçamento inicial de $93,7 milhões explodiu para $1,7 bilhão — algumas estimativas chegam a $2 bilhões](https://www.henricodolfing.com/2022/12/case-study-launch-failure-healthcare-gov.html?ref=productoversee.com). [No primeiro dia, quatro milhões de usuários visitaram o portal, mas apenas seis conseguiram se inscrever com sucesso](https://hackernoon.com/small-is-beautiful-the-launch-failure-of-healthcare-gov-5e60f20eb967?ref=productoversee.com). Não foram apenas falhas técnicas. [Um estudo de usabilidade detalhado](https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0740624X14001221?ref=productoversee.com) revelou que os problemas iam muito além da infraestrutura: usuários tinham dificuldade para encontrar informações sobre planos e custos, criar logins, navegar pelo site, e usar recursos básicos como chat. [A interface forçava múltiplos cliques para informações simples](https://www.nngroup.com/articles/affordable%5Fcare%5Fact%5Fusability%5Fissues/?ref=productoversee.com), e o sistema de autenticação — o primeiro passo crítico — criava um gargalo que amplificava todos os outros problemas. Mas healthcare.gov não é um caso isolado. [Pesquisas do Government Accountability Office mostram que 94% dos grandes projetos de TI federais são malsucedidos](https://d3.harvard.edu/platform-rctom/submission/the-failed-launch-of-www-healthcare-gov/?ref=productoversee.com), mais de 50% atrasam, estouram o orçamento ou não atendem expectativas, e 41,4% são considerados fracassos completos. O problema não está na tecnologia — está na abordagem. Sistemas governamentais tradicionalmente são projetados de dentro para fora, baseados em estruturas organizacionais internas, não em necessidades dos usuários. O resultado são interfaces que refletem a complexidade burocrática interna em vez de simplificar a experiência cidadã. Não é apenas ineficiência — é corrosão da confiança democrática. Quando interagir com o governo é frustrante, cidadãos perdem fé na capacidade do estado de servir efetivamente. Design ruim se torna política ruim. ## Precedentes internacionais: quando governos investem em design A iniciativa de Gebbia não surge no vácuo. Existe um movimento global de governos que reconheceram design como infraestrutura crítica. O [**Government Digital Service (GDS)**](https://gds.blog.gov.uk/?ref=productoversee.com) do Reino Unido, estabelecido em 2011, se tornou o padrão-ouro mundial para transformação digital governamental. Em uma década, consolidou milhares de sites governamentais fragmentados no [GOV.UK Design System](https://design-system.service.gov.uk/?ref=productoversee.com), [estimando economias anuais de bilhões de libras](https://dl.acm.org/doi/10.1145/3630024?ref=productoversee.com). [A Estônia tomou uma abordagem ainda mais radical](https://e-estonia.com/?ref=productoversee.com). Desde 1991, redesenhou completamente a experiência de cidadania: [100% dos estonianos têm identidade digital, 99% dos serviços públicos estão online 24/7](https://complexdiscovery.com/finally-100-digital-estonias-30-year-journey-from-the-ussr-to-e-estonia/?ref=productoversee.com), e [o ecossistema digital contribui com 4-7% do PIB anual](https://sciencemediahub.eu/2019/10/16/e-governance-the-estonian-case/?ref=productoversee.com). Estes exemplos demonstram que investimento em design governamental não é custo — é multiplicador econômico e ferramenta de legitimidade democrática. ## Estrutura e implementação: National Design Studio Mas existe um contexto técnico importante que antecede essa nomeação. Desde 2015, o governo americano já possui o [**U.S. Web Design System (USWDS)**](https://designsystem.digital.gov/?ref=productoversee.com), um sistema de design federal que oferece mais de 40 componentes acessíveis e mobile-friendly. [O USWDS já está sendo usado por mais de 100 sites governamentais](https://tech.gsa.gov/guides/us%5Fweb%5Fdesign%5Fsystem/?ref=productoversee.com) que atendem coletivamente mais de 26 milhões de usuários por mês. O problema não era falta de ferramentas — era falta de adoção sistemática e liderança estratégica. Menos de 20% dos sites federais usam os padrões do USWDS, criando experiências inconsistentes que corroem a confiança pública. A nomeação de Gebbia sinaliza que design deixou de ser opcional para se tornar obrigatório. O National Design Studio estabelecido [pela ordem executiva](https://www.whitehouse.gov/presidential-actions/2025/08/improving-our-nation-through-better-design/?ref=productoversee.com) é cuidadosamente estruturado para navegar pelas complexidades burocráticas federais. [Operando dentro do Executive Office of the President e reportando ao Chief of Staff](https://www.whitehouse.gov/presidential-actions/2025/08/improving-our-nation-through-better-design/?ref=productoversee.com), Gebbia possui autoridade suficiente para coordenar entre agências, mas flexibilidade para recrutar talentos do setor privado. A estrutura temporal é estratégica: três anos para estabelecer mudanças sistêmicas, com marco simbólico de 4 de julho de 2026 — o 250º aniversário dos Estados Unidos. Não é apenas uma data comemorativa; é uma declaração de que design é parte da identidade nacional americana. O prazo força priorização. Em vez de tentar reformar todos os 26 mil sites simultaneamente, a ordem executiva determina foco em ["sites e locais físicos que têm maior impacto na vida cotidiana dos americanos"](https://www.whitehouse.gov/presidential-actions/2025/08/improving-our-nation-through-better-design/?ref=productoversee.com). Isso significa priorizar interfaces que cidadãos usam frequentemente: IRS, Social Security, VA benefits, e outros pontos de atrito críticos. [Gebbia também recebeu autoridade para usar todos os mecanismos de contratação federal relevantes](https://www.whitehouse.gov/presidential-actions/2025/08/improving-our-nation-through-better-design/?ref=productoversee.com), incluindo o Intergovernmental Personnel Act, que permite contratação temporária de especialistas do setor privado. Isso é crucial porque talentos de design de alto nível raramente estão dispostos a navegar os processos burocráticos tradicionais de contratação governamental. O desafio real não é técnico — é cultural. Mudanças requerem coordenação entre dezenas de agências federais, cada uma com suas próprias culturas organizacionais, sistemas legados, e processos estabelecidos. ## Desafios e realidade da implementação Transformar 26 mil sites em três anos não é apenas ambicioso — é quase impossível sem mudanças estruturais fundamentais em como o governo opera. O primeiro obstáculo é **resistência burocrática**. Cada agência federal desenvolveu suas próprias convenções e culturas organizacionais ao longo de décadas. [Mudanças em interfaces muitas vezes requerem alterações em fluxos de trabalho internos, treinamento de funcionários, e até reestruturação departamental](https://www.sovra.com/blog/overcoming-common-challenges-in-public-procurement-modernization/?ref=productoversee.com). **Integração com sistemas legados** cria complexidade técnica significativa. [Muitas agências dependem de mainframes ou sistemas COBOL construídos nos anos 1970-80](https://blog.3disystems.com/government-software-modernization-addressing-the-challenges?ref=productoversee.com). Essas plataformas processam trilhões de dólares em transações anuais — qualquer interrupção pode ter consequências econômicas catastróficas. **Retenção de talentos** também é crítico. O National Design Studio precisa competir com Google, Apple, Facebook, e startups por designers excepcionais. [Salários governamentais, mesmo para posições seniores, raramente competem com pacotes de compensação do Vale do Silício](https://www.naspo.org/news/modernizing-elevating-public-procurement-embracing-technology-and-collaboration/?ref=productoversee.com). **Medição de sucesso** representa desafio único. No setor privado, métricas de sucesso são claras: receita, crescimento de usuários, retenção. Para serviços governamentais, definir sucesso é mais complexo. Satisfação do usuário? Tempo de processamento? Redução em chamadas para centrais de atendimento? **Sustentabilidade política** é talvez o maior risco. O National Design Studio é iniciativa executiva que pode ser revertida por futuras administrações. Para sobreviver mudanças políticas, Gebbia precisa demonstrar resultados tangíveis que beneficiem cidadãos independentemente de afiliação partidária. ## Conclusão: design como infraestrutura democrática A nomeação de Joe Gebbia como primeiro Chief Design Officer dos Estados Unidos marca mais que uma mudança administrativa — sinaliza o reconhecimento de design como capacidade crítica para democracias modernas. Em uma era onde a confiança em instituições públicas está em declínio globalmente, experiências bem projetadas podem ser a base para um renovado engajamento cívico. Se Gebbia conseguir demonstrar que design pode transformar como milhões de americanos interagem com seu governo, ele terá provado que design não é apenas nice-to-have, mas infraestrutura essencial para democracia contemporânea. Raramente o trabalho de designers carregou tamanha consequência histórica. --- **Para se aprofundar mais:** - [Executive Order: "Improving Our Nation Through Better Design"](https://www.whitehouse.gov/presidential-actions/2025/08/improving-our-nation-through-better-design/?ref=productoversee.com) - [GOV.UK Design System](https://design-system.service.gov.uk/?ref=productoversee.com) \- O modelo britânico de design governamental - [U.S. Web Design System (USWDS)](https://designsystem.digital.gov/?ref=productoversee.com) \- A base técnica da transformação americana - [e-Estonia](https://e-estonia.com/?ref=productoversee.com) \- O case study de digitalização governamental mais avançado do mundo - [Government Digital Service Blog](https://gds.blog.gov.uk/?ref=productoversee.com) \- Insights sobre transformação digital pública - [18F](https://18f.gsa.gov/?ref=productoversee.com) \- A digital services agency que precedeu a iniciativa de Gebbia ### Introdução à especificação e documentação de Produtos Digitais URL: https://productoversee.com/introducao-a-especificacao-e-documentacao-de-produtos-digitais/ Last updated: 2025-08-25T14:43:45.000Z Um produto digital não tem fim. Ele evolui todos os dias. Ele é direcionado para novas posições de mercado. O objetivo inicial pode ter sido transformado em algo maior do que o objetivo original. Com isso, é necessário dar visibilidade de onde estamos e para onde estamos indo, quais os próximos passos e qual o planejamento tático que vamos seguir para tentar alcançar os objetivos definidos. ## O problema da visibilidade Sem uma especificação, o produto se transforma em improviso. Embora o time tenha clareza dos objetivos da empresa e o PM saiba exatamente para onde o produto deve caminhar, pessoas entram e saem da empresa, mudanças de ideia, escopo, prioridades acontecem o tempo todo. Se não houver uma espécie de manual, que mostre os motivos das decisões e principalmente como isso será executado, você perde. Nos primórdios, a especificação do produto era feita diretamente no sistema de workflow que o time usava - geralmente o Jira (mal necessário). Isso fazia com que o único histórico que tínhamos eram histórias mal escritas, sem definição dos objetivos e dos verdadeiros motivos estratégicos pelos quais o time estava executando as tarefas. Tudo isso ficava perdido dentro de um Trello da vida, onde apenas o time tinha visibilidade. Só que apenas o time ter visibilidade gera um trabalho extra pegajoso para o Product Manager: gerir expectativas dos Stakeholders. Gerir expectativas é um trabalho ingrato. Se você estiver bem preparado, você vai ter respostas na ponta da língua, mas na grande parte das vezes não será o suficiente, levando o PM a passar horas criando apresentações de reports, repetindo sempre as mesmas coisas para refrescar a memória dos diretores sobre os motivos das decisões já tomadas anteriormente. Se o PM não estiver preparado, gerir expectativas se transforma em um trabalho de criação da melhor desculpa esfarrapada possível, torcendo para que os stakeholders sejam tão preguiçosos e displicentes quanto o PM, para não darem a devida atenção para o trabalho tático. Esse cenário é péssimo e só mostra que o trabalho mais básico do PM, que é conhecer o seu próprio produto, não está sendo feito com atenção. A visibilidade do Produto deve existir não apenas para o time ou para os stakeholders, mas para toda a empresa. Em empresas de tecnologia, o Produto Digital é a ponta da empresa que faz interface com o mundo. É por lá que o mercado tem o primeiro contato e a empresa tem a oportunidade única de mostrar e levar valor para as pessoas. Você, como PM, precisa dar visibilidade dos seguintes pontos para toda a empresa, de forma constante e fundamentada: - **Futuro:** Quais os problemas e KPIs vamos atacar em seguida, mostrando as hipóteses que estamos validando agora e testando com os usuários a fim de entender oportunidades de soluções. Basicamente aqui entramos no Upstream do Produto; - **Pré-presente:** O que já está validado pelos stakeholders e usuários, mas está aguardando priorização para ser construído. Também é necessário mostrar os objetivos e KPIs de negócio que se pretende alcançar; - **Presente:** O que já foi validado e estamos fazendo agora, lembrando por que isso está sendo feito, mostrando objetivos e KPIs de negócio que pretendemos alcançar; - **Passado:** Histórico do que foi colocado, bem como os indicadores e métricas de antes e depois dessa solução ser publicada, indicando se os objetivos pretendidos foram alcançados; Basicamente estamos falando de dar visibilidade do Upstream e do Downstream do produto, de forma que todos saibam impactos, esforço e tarefas que estão sendo ou que já foram construídas pelos times. Toda essa visibilidade é importante para que o time possa ser blindado e as demandas que surgem de última hora possam ser priorizadas de uma forma mais eficiente. Além disso, isso já gere as expectativas de áreas que demandam para você diretamente, além das outras áreas que acham que podem ter o direito de usar seu time para cumprir com os objetivos deles. Isso é normal. Existem várias áreas que precisam da sua ajuda para resolver problemas que estão impactando algum processo interno. Essas áreas, não sabendo qual o objetivo do time ou a qual carga de trabalho o time está submetido, se apropriam do direto de demandar diretamente para vocês essas tarefas improvisadas. Essa visibilidade exposta para a empresa inteira previne ou mitigue muito problemas como esse. ## Product Requirements Document O PRD é um documento feito pelos Product Managers para manter não um simples histórico do que foi feito do produto, mas para manter visível para o time e para os stakeholders o que o produto é e o que ele será. Não existe uma regra específica para escrevermos um PRD. Cada empresa e cada time tem suas próprias prioridades e necessidades. Mas um bom PRD cobrem os seguintes tópicos: _This post is for subscribers on the Plano Scale-up and Plano Unicorn tiers only._ ### Introdução a Métricas, Indicadores e Comportamento do usuário URL: https://productoversee.com/introducao-a-metricas-indicadores-e-comportamento-do-usuario/ Last updated: 2025-08-18T18:51:29.000Z O *cockpit* de um Product Manager é o seu dashboard de dados. É por lá que ele se certifica de que está impactando os usuários e mudando seus comportamentos. É por lá que ele entende se está gerando valor para o negócio. Lá também ele entende se o produto está funcionando normalmente, além dos efeitos do último deploy, do MVP que foi publicado, da funcionalidade divulgada. Ter os dados do produto é também se proteger com argumentos contra aqueles que só têm uma opinião, um pitaco, um achismo sobre para onde o produto deveria ir. Análises quantitativas combinadas com análises qualitativas são o escudo e a espada dos grandes Product Managers. Mas, para começar, é importante não cair em um erro simples e que ninguém percebe: confundir uma métrica com indicador. São duas coisas distintas e devem ser analisadas de formas diferentes. ## Métricas e indicadores: qual a diferença Uma das graças de se trabalhar com tecnologia, e principalmente web, é que tudo pode ser medido e analisado. Tirando todo o lado ruim que fere a os valores éticos, analisar dados do seu produto, que são captados da forma correta, é uma tarefa diária de UXers e Product Managers. Mas você sabe qual a diferença entre uma métrica e um indicador? Essa pergunta parece ser bastante básica, mas não é. Digamos que o indicador é formado pela junção de métricas. ![Um indicador é um conjunto de métricas.](https://diegoeis.com/content/images/2025/07/data-src-image-42fc329a-df05-4f44-989e-eb5fd3193145.png) Um indicador como o *Life Time Value (LTV)* é formado pelo Valor do Ticket Médio e Tempo de retenção do cliente. O LTV indica quanto os usuários gastam no produto durante o tempo que eles são clientes. Ou o Stickness, que mede a porcentagem de usuários mensais que retornam ao seu produto diariamente, é formado pelo *DAU (Daily Active Users)* e o *MAU (Monthly Active Users)*. ![Métricas formam os indicadores LTV e Stickness](https://diegoeis.com/content/images/2025/07/data-src-image-d610a561-4817-4df3-b1c8-60dba3bca9fb.png) Para usar uma analogia bem comum: imagine que seu corpo é um produto. Para entender se seu corpo está “bem”, você medir algumas características como pressão sanguínea, nível de glicose e temperatura. Tudo isso são métricas. Agora, se juntarmos algumas dessas métricas, você pode ter um indicador de que algo (ou nada) está acontecendo contigo. Mas para se ter certeza do que algo está acontecendo, você precisa de uma análise para saber o que acionou esse comportamento. Já que os indicadores são formados por métricas, vamos nos aprofundar em como as métricas são formadas. > *Mais importante do que ter indicadores e métricas, é saber o que foi feito para movimentar esses ponteiros.* Embora esses números indiquem que um determinado comportamento de usuário está acontecendo, eles não te dizem o motivo pelo qual determinado fenômeno está acontecendo. Daí, a necessidade de analisar esses dados. ### O comportamento do usuário gera métricas e indicadores Obviamente também existem os indicadores de negócio, mas, no meu modo de pensar, os indicadores de negócio são movidos por diversos fatores, o Produto Digital é só um deles. Se você estiver gerindo por exemplo um e-commerce, o mix de preço, frete, campanhas de marketing terá um impacto bem grande nos KPIs de negócio. Você terá problemas de filtrar se a melhora na conversão foi por causa do aumento do investimento em marketing ou se foram as suas iniciativas no Produto. Se seu produto for um Produto Digital "comum", o fator momento de mercado e possíveis sazonalidades poderão alterar também os indicadores de negócio mais do que o seu Produto. > *As métricas e os indicadores dizem que algo está acontecendo, mas elas não te dizem por que está acontecendo.* Nós vamos falar um pouco mais nisso no capítulo que falo sobre o mindset de produto e não produto digital, onde você trata o produto como um meio e não um fim. Mas, por ora, vamos nos ater aos indicadores e métricas exclusivamente do Produto. Só existem indicadores de produto por causa dos comportamentos dos usuários dentro do seu Produto. O comportamento do usuário cria métricas e indicadores que devem ser mensurados, analisados e que devem ser controlados pelo time e Product Manager. Se você não tem controle de uma métrica, você não deve perder tempo tentando modificá-la. No livro *Actionable Metrics Framework in Lean Software Product Development*, da Huong Ngo, ela passa o gabarito dos princípios básicos sobre métricas, dizendo que a métrica certa deve ser: 1. **Acionável.** Uma métrica acionável é aquela que é modificada por ações específicas e repetitivas; 2. **Auditável.** O dado e o cálculo que formam a métrica devem ser confiáveis; 3. **Acessível.** As métricas podem ser facilmente calculadas e não podemos gastar muito tempo e esforço para obter os dados para gerar a métrica. Além disso, as métricas devem ser visíveis e acessíveis para qualquer pessoa envolvida no projeto que precisam entender o status do negócio ou do produto; ### Engajamento e retenção: qual a diferença? Para que você entenda melhor meu pensamento sobre indicadores, métricas e comportamento de usuário, é importante que você saiba qual a diferença entre engajamento e retenção. Muita gente confunde esses dois fenômenos e a maioria os trata como uma mesma coisa, o que leva para um monte de erros ao fazer uma análise de comportamento do usuário. Retenção é sobre como fazer as pessoas voltarem a usar seu produto. Engajamento é sobre como fazer as pessoas interagirem mais e melhor com o seu produto. - **Engajamento:** Tempo de uso, ações executadas, amplitude de uso… O que se faz internamente; - **Retenção:** Taxa de retorno, tempo até o próximo retorno, frequência de retorno; Então o engajamento tem muito a ver com métricas como tempo de Permanência, quantidade de ações executadas, amplitude de uso do produto. Enquanto a retenção se foca mais no retorno daquele usuário à plataforma e o tempo de intervalo até esse retorno ![Fluxo de relação entre engajamento gerando Retenção](https://diegoeis.com/content/images/2025/07/data-src-image-0f908d93-2c45-41b2-b519-76a26266d471.png) Existem produtos bem específicos que têm usuários retidos, mas bem pouco engajados. Não há problema algum se esse for o seu caso. Quantas vezes você abre na semana ou no dia o app de Clima do seu celular? Provavelmente você deve usar o app padrão do seu sistema e deve abrir muito esporadicamente. Você é usuário retido, mas com pouquíssimo ou nenhum engajamento. Esse é um desafio para produtos como Seguro. Você tem usuários que são ativos, mas tem pouco engajamento (entram pouco ou muito pouco nas plataformas) mas tem retenção, mesmo que muito baixa (entram na plataforma de forma esporádica para acionar o seguro, renovar plano, consultar a apólice etc). _This post is for subscribers on the Plano Scale-up and Plano Unicorn tiers only._ ### Priorização: o nível mais essencial da responsabilidade de produto URL: https://productoversee.com/priorizacao-o-nivel-mais-essencial-da-responsabilidade-de-produto/ Last updated: 2025-08-18T18:49:32.000Z As grandes áreas de atuação na gestão de produtos são quase imutáveis. O que se modifica é o seu contexto de atuação. Se você trabalha com B2B, você vai se focar bastante em diminuição de custo, melhoria de operação, aumento de performance, inteligência de negócio, melhoria de processos e por aí vai. Já com B2C, você vai trabalhar com gatilhos de atração, comportamento e hábito por meio de engajamento, retenção e outros pontos. Mas, independente desses contextos de atuação, ou até a maturidade da empresa quanto a produto e tecnologia, quando você for contratado para fazer parte da gestão de produto, o seu principal trabalho sempre será **escolher certo**. Eu já trabalhei com PMs que não queriam sentar ao lado dos devs. Eu já ouvi PMs dizendo que *Product Managers* eram **gerentes**... só por causa do "manager" no nome. Eu já vi gente usando camisetas com frases como "Meu produto, minhas regras". Acredite: esse tipo de glamourização exagerada e irreal ajudou a criar uma geração de PMs com uma visão totalmente perturbada sobre o seu papel nas empresas de tecnologia. Conversei com dezenas de fundadores que sempre se queixavam sobre como *Product Managers* e *Designers* atravancavam o crescimento e construção das soluções por motivos banais de planejamento ou por excesso de burocracia. Histórias de fazer Discovery que duram 3 meses é comum na área. PMs se tornaram legalistas burocratas. Esse é o papel totalmente oposto do que se espera para alguém nessa cadeira. Uma atuação mais flexível, adaptativa, colaborativa e holística. Perdeu-se a criatividade e fundamento. Por isso que eu considero que, em muitos casos, os PMs são um bug do sistema, pelo fato de não entenderem que eles cumprem com um papel muito específico de conexão entre partes: unindo as diversas áreas da empresa, *stakeholders*, desenvolvedores e designers, com buscando uma equalização e alinhamento de ideias, preposições e fatos. Só assim é possível construir uma solução realmente viável para o negócio e desejado pelo usuário. E só podemos construir soluções realmente viáveis e disruptivas se decidirmos certo, criando um ambiente onde a eficácia é alta. E decidir certo se dá pelo processo de priorização. ## O que é priorizar? Priorizar é escolher certo. Eu gosto muito de me apegar aos conceitos mais básicos e fundamentais que aprendi durante minha carreira. Quando aprendi sobre processos ágeis, um dos primeiros conceitos que aprendi foi a relação e diferenças entre **eficiência** e **eficácia**. Eficiência é fazer certo. Eficácia é escolher certo. Essa é a resposta mais fácil e básica que todos podem dar sobre esse assunto. Inclusive, eles separam um pouco mais os papéis aqui dizendo que a eficiência está mais para o time de desenvolvimento e processos de software, enquanto a eficácia está mais para times de gestão. Eu concordo que os dois lados podem ter mais ou menos atuação em cada um dos contextos, mas dentro das suas respectivas disciplinas, eles também precisam escolher certo e fazer certo. _This post is for subscribers on the Plano Scale-up and Plano Unicorn tiers only._ ### Tático: planejando a estratégia URL: https://productoversee.com/tatico-planejando-a-estrategia/ Last updated: 2025-08-18T18:46:49.000Z Partindo do raciocínio que vimos sobre as quebras dos níveis da camada de estratégia, vamos falar sobre a camada tática. Para mim, essa é a camada que representa o início da realização da estratégia de produto (e do negócio), sendo o momento onde planejamos e priorizamos o que será executado. Aqui não estamos falando sobre Jira, escrita de histórias ou épicos. Estamos falando de uma fase antes. Quando falamos de escrever histórias ou até priorizar histórias, entendo que já estamos falando sobre execução, onde estamos priorizando quais itens serão feitos. Mas se estamos priorizando o que vai ser feito, nós já sabemos quais iniciativas nós iremos trabalhar. O time de produto é basicamente o responsável por algumas etapas importantes: ![Entender as oportunidades de produtos é um processo contínuo](https://diegoeis.com/content/images/2025/08/data-src-image-9cd366ee-2a6f-49f4-9291-a715786ad3e8.png) - **Identificar** problemas e oportunidades praticando pesquisas, entender os dados, analisar qualitativamente a opinião e percepção de usuários, procurar percepções dos *stakeholders* e outros times; - **Analisar**: a viabilidade técnica e de recursos da empresa. Procurar entender se há qualquer bloqueio nos próximos processos e entender se todas as habilidades e recursos estão dentro ou no alcance da empresa para executar o que deve ser feito; - **Planejar e priorizar** conectando todas as fases do projeto em entregas que contemplam impactar resultados de negócio. Relacione essas priorizações com as entregas de outros times para potencializar os resultados. Aqui você decide os tempos e movimentos da execução. Estamos falando da fase mais focada em projeto mesmo. Saber o que colocar colocar no roadmap é importante, mas entender a ordem das coisas e ser sensível ao que é mais importante poder ser mais importante ainda. Sempre faça isso garantindo que *stakeholders*, líderes e outras áreas estejam *onboarding* das decisões; - **Construir**, estruturar, desenvolver, garantir escopo, prazo e qualidade. Diminuir incertezas da execução, entender o que pode afetar qualidade, o que pode diminuir a velocidade; - **Evoluir e manter** o produto de forma que ele seja sustentável do ponto de vista técnico e principalmente do ponto de vista da adaptação e evolução da solução, garantindo que o produto continue entregando valor de forma constante; - **Medir** os resultados para continuar fazendo o ciclo de evolução e identificar novas oportunidades e iniciativas que podem ser exploradas como novas funcionalidades, soluções e evoluções. Você não cria primeiro uma feature e depois mede, você mede e aí prioriza; Se você acha que esses pontos são parecidos com os pontos de um PDCA, você está certo. Esse é um ciclo comum de evolução de software. Essas etapas **precisam se conectar com o posicionamento estratégico pretendido pelo negócio**. Não é uma opção. Se não soubermos claramente como um nível impacta o outro, estamos improvisando. Sei que é óbvio, mas ainda assim deve ser dito. Isso quer dizer que a priorização da empresa afeta diretamente nosso planejamento e construção de produto. Logo, não somos nós que definimos o que deve ser feito, mas o negócio. Mesmo que isso aconteça indiretamente. O negócio define o destino; planejamos a rota **em termos de produto**. Entendo que dizer diretamente que o negócio diz para onde precisamos ir, afeta o ego de alguns. Se isso acontecer, talvez você possa tratar esse sentimento direcionando sua carreira para sentar numa cadeira de negócio, de forma que você também tenha força de influência. ### Quem é o negócio? Principalmente profissionais ruins, não sabem responder quem afinal é o "negócio". Mas conseguem colocar esse "personagem" em frases como "o negócio faz *top down*", "o negócio decide errado", "o negócio não manja de estratégia". O "negócio" nada mais é do que um grupo de pessoas. Esse grupo muda muito de empresa para empresa. Geralmente, até mesmo os indivíduos desse grupo usam o termo "negócio" se referindo a um grupo de diversos níveis de alta liderança. Exceto se a empresa tenha um alto nível de maturidade de produto, entendendo que a direção da empresa é altamente impactada pela forma como oferecemos os serviços pelos canais digitais, e aí, sim, produtos consegue ter um alto impacto na decisão de o que fazer. E mesmo assim, nesses casos, o time de produto precisa ser 100% pró negócio. Isso quer dizer que os PMs precisam ser pessoas muito focadas no negócio, num nível onde não é possível definir se são PMs ou área de negócio da empresa. Mas os personagens ainda estarão lá, e pior, teoricamente eles devem manjar muito mais de produto e negócio do que PMs. Então, a única saída factível é ter um plano claro de carreira para se posicionar onde você entende que faz sentido para as suas habilidades. Ainda assim, quando você fizer parte desse grupo pequeno de pessoas (se esse for seu objetivo um dia), estando mais próximo da definição do **O QUE FAZER** do negócio, você perceberá que possivelmente há muitos níveis de decisores que se entrelaçam entre si. Podemos dizer que a entidade "negócio" é formado por uma série de disciplinas, como: - **Acionistas**: responsáveis por conseguir criar um grupo sinérgico (ou não), de negócios no seu portifólio, atendendo as demandas e oportunidades do mercado; - **C-Level e Board**: que pode atender total ou parcialmente as demandas vindas dos acionistas, mas atendem primordialmente o mercado e seus clientes; - **Clientes**: os quais são a interface entre o problema enfrentada e a solução que a gente cria. Entendendo o quão profundamente o problema está afetando os usuários, conseguimos construir soluções mais adequadas; - **Concorrência**: lembre-se que precisamos trazer resultados para a empresa, sobretudo financeiros, por isso entender os movimentos da concorrência, nos ajuda a se posicionar melhor; Esses grupos direcionam as áreas, de forma que devemos construir um produto, ouvindo as necessidades e percepções de todos esses níveis. Talvez, até mais do que ouvir o usuário. Porque se você estiver em uma empresa realmente com alto nível de maturidade de produto, essas pessoas com certeza já colocam o fator usuário nas suas suposições. ## A empresa existe pelo problema, não pelo usuário O usuário é um co-criador de valor em parceria com você e o time. Ele não deveria estar no centro, mas ao lado, entendendo e auxiliando a empresa a criar produtos mais valorosos para o mercado. _This post is for subscribers on the Plano Scale-up and Plano Unicorn tiers only._ ### O que é estratégia de Produto URL: https://productoversee.com/o-que-estrategia-de-produto/ Last updated: 2025-08-18T18:48:17.000Z Não existe uma diferença muito grande da definição entre o que é estratégia de negócio e estratégia de produto. Na verdade, elas compartilham dos mesmos fundamentos e têm grandes similaridades. Contudo, por estarmos falando de uma área que faz parte de um negócio, a estratégia de produto (assim como de outras áreas) tem um viés mais específico para o seu escopo de atuação, focando-se nas suas capacidades e recursos. ![Essa pirâmide é bonita, mas não faz o trabalho. Estratégia não inclui planos táticos ou criações de roadmap. Fonte: PLAN, P. **The Ultimate Guide to Product Strategy**. Disponível em: https://www.productplan.com/learn/guide-to-product-strategy/. Acesso em: 2 jul. 2024.](https://diegoeis.com/content/images/2025/08/data-src-image-d896fd86-dbd2-48e3-a416-02eae28b702f.png) A mesma confusão que o mercado traz sobre estratégia de negócio, existe também na estratégia de produto. Geralmente o mercado mistura várias definições, que geralmente são táticas, em uma definição estratégica de produto. ![Estratégia não inclui planos táticos ou criações de roadmap.](https://diegoeis.com/content/images/2025/08/data-src-image-686ddbcc-2a2d-497f-b04a-528c5e02f20c.png) O que chamamos de direcionadores de negócio como as que já mencionei aqui (Causa Justa, Missão e Visão), também fazem parte dos direcionadores de produto. Logo, produto também deve ter uma visão, missão e escolhas próprias, mas sendo um nível abaixo do negócio, se tornando mais específicas da área de produto. **Estratégia do produto é igual à estratégia da empresa?** Depende muito do tamanho da empresa e da responsabilidade que produto tem naquele momento da empresa. Para uma empresa de tecnologia, é muito comum que a estratégia de produto absorva quase que completamente as definições da estratégia da empresa, partindo da perspectiva de que o produto é onde o usuário irá formar a percepção de valor desejada. Contudo, na maior parte das vezes, na minha visão, não totalmente correta, é que a estratégia de produto está conectada com o tático da empresa, quando temos uma visão mais holística de empresa como um corpo maior do que só o produto. _This post is for paying subscribers only._ ### Progressão de carreira de Produto Managers URL: https://productoversee.com/progressao-de-carreira-de-produto-managers-2/ Last updated: 2025-08-18T18:41:18.000Z Minha percepção é que as profissões dentro do mercado de tecnologia evoluem muito mais rápido do que outras. Existem várias hipóteses para justificar isso, como evolução rápida da stack tecnológica e dos métodos e processos utilizados no mercado. Só isso já faz com que os profissionais precisem se atualizar numa velocidade maior que em outros mercados. A quebra em especializações é outro fator bem interessante que acontece com essas profissões. Se você percebe, todas as especialidades começaram aglutinando responsabilidades, depois tiveram alguns níveis de amadurecimento que criaram divisões e quebras de responsabilidades. Em alguns casos essa quebra faz sentido e foi bem benéfica, em outros casos, na minha opinião, prejudicou mais do que ajudou. Um dos exemplos benéficos é da área de programação. No início só existiam programadores e pronto. Não quero pegar a timeline histórica muito longa, mas antes só existiam programadores. Geralmente desenvolvedores de software offline ou de hardware. Com a vinda de novas tecnologias como a internet e depois a web, a gente viu os programadores web surgirem. Ainda no início eram só programadores, mas logo depois uma quebra surgiu, criando programadores back-end, depois front-end. E nessa também alguns já foram para área de arquitetura e infraestrutura. Hoje, programação está em toda parte que faz sentido. Mas não surgiu nenhum tipo de programador que só aperta um tipo de parafuso ou que faz só uma parte muito específica do processo que não pudesse ser feita dentro de um contexto completo. O que não é o caso de design. Design, para mim, é o exemplo que não houve tantos benefícios. Houve uma linha muito parecida com os programadores. No início eram designers "offline" por assim dizer. Arquitetos entram nessa também. Tudo muito atrelado ao mundo físico. Mesmo aqueles que trabalham com design gráfico. Se você separar por contextos, essas quebras fazem muito sentido. Quando a web veio, ainda continuou fazendo sentido com os designers dominando e controlando todo processo de design, desde sua descoberta, planejamento, aplicação, manutenção e evolução. Num passado recente isso se quebra em diversas micro-partes, onde seus contextos muito pequenos. Eu entendo que em alguns momentos existem necessidades de execuções muito específicas... mas o problema é que o mercado transformou disciplinas em contextos de execução. Isso vale para research, vale para writing e outros. Hoje, há um movimento de aglutinação dessas especialidades de novo, criando novamente um designer que entende do processo como um todo e sabe se adaptar à necessidade de cada projeto. Mas, esse é um assunto espinhoso, que nem todo mundo gosta de discutir com maturidade. Deixo para próxima. Essa evolução de maturidade também aconteceu com Gestão. E nem quero me alongar muito, puxando o histórico lá de trás com nomes como Taylor. Quero começar a discussão a partir de agora, da nossa vida mais conhecida e recente. A Gestão de Projetos evoluiu e sofreu disrupções interessantes até chegarmos onde estamos agora. ## A gestão de projeto se quebra Quando falamos sobre gestão de projetos, nós imaginamos ao famoso PMO, Project Management Office, que tinha como principal função garantir que o projeto fosse entregue dentro do tempo, com o escopo pedido e sem furar o budget. Para garantir isso, métodos e frameworks de processos são aplicados e uma série de rotinas de report são feitos para garantir que todos estão alinhados quanto aos principais pontos do projeto. Logo, quem gere projetos precisa ter uma visão clara sobre processos. Isso não quer dizer que se aplica apenas a software, pelo contrário. Se você pega a história do PMI ([**Project Management Institute**](https://www.pmi.org/about/learn-about-pmi/history-of-pmi?ref=productoversee.com)), você vai ver que eles fizeram um aeroporto. Eles participaram do programa Apollo. Eles participaram da criação do primeiro celular feito pela Nokia. Hoje a galera de produtos torce a boca quando fala sobre gestão de projetos, desdenhando de uma especialidade que eles não sabem fazer. ![](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--cxmBGG3M--/v1687872811/obsidian/r6oysyannvs7yghvqpoh.png) Gestão de produtos é uma derivação (não encaro como evolução) da gestão de projeto. Muitos PMs e líderes de produto não sabem gerir projetos, ou por falta de oportunidade, ou por que migraram de outras áreas, onde essa habilidade não era necessária. Talvez essa seja uma grande causa da síndrome da não entrega. Falta organização e processo. Mas essa é outra história. Com a vinda da internet e da web, a popularização do smartphone, a evolução da Web 2 e todas as alavancas que fizeram as pessoas ficarem cada vez mais conectadas e viciadas em software, fez com que essa profissão também amadurecesse. A gestão de software é complexa, porque faz parte de um ambiente complexo. Embora construir prédios seja perigoso e pode acontecer uma série de problemas durante o caminho, há um processo bem estabelecido que traz alta previsibilidade da entrega atrelada a alta qualidade. Isso por que embora sejam projetos grandiosos, são projetos que rodam na sua maioria das vezes na camada complicada. Diferente da camada de software, que geralmente está na camada complexa. A construção e desenvolvimento de software roda na camada complexa e caótica. Nosso esforço em gestão de produtos e gestão técnica é uma vigília constante para diminuir incertezas para tentar posicionar e manter o nosso produto na camada complicada. E muita gente se perde nesse ponto. Diferente de uma construção de prédio que o trabalho vai ficando progressivamente mais "simples" conforme as partes são construídas, o software vai ficando cada vez mais complexo. E isso se potencializa quando há pessoas usando. ![https://www.agilemindshift.com/blog/complexity-levels-closed-systems](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--p1u1tGh_--/v1687787234/obsidian/kuxonbword9zeysaxbpz.png) É aí que entram as metodologias ágeis. E quando as metodologias ágeis chegam, a gestão de projetos se quebra. Por que se antes a gestão de projeto cuidava da liderança do projeto cuidava da garantia de que as coisas fossem entregues no escopo, data e budget, agora ela precisa sustentar a continuidade das entregas, então, o budget que tinha um limite claramente estabelecido no projeto, agora precisa ter uma visão mais conectada à sustentação financeira do negócio. Não que o dinheiro é infinito, porque não é, vide os layoffs que temos ultimamente, mas é que nessa visão de produto, a [sustentação da continuidade para geração de resultado](https://diegoeis.com/projetos-produtos-digitais-continuidade/?ref=productoversee.com) é mais importante que a finalização do projeto. ### O Impacto do Agile Então, com a vinda do Agile, uma visão maior e estrutura de processo de entrega sustentada, com eficiência e qualidade, com frequência de entregas constantes, se criou na maneira com que criamos produto. Acontece que há um outro lado da gestão que não envolve apenas processos e métodos, mas geração de valor. A gestão de projeto tinha em mente a geração de valor para o negócio por meio da entrega do projeto. O único problema com isso, é que atualmente, projetos baseados em comportamento de usuário, que procuram entregar valor constante para seus usuários, não tem fim. E se não tem fim, cria-se um ciclo de entrega constante de valor para o usuário, que se reflete com valor no negócio. Então, não dá para entregar o projeto e pronto, tem que entregar, aprender, evoluir, testar e monitorar, para construir e entregar de novo. Daí que vem o [Dual Track Agile Discovery Delivery Cicle Hiper Blaster Master Beta Gama](https://www.jpattonassociates.com/dual-track-development/?ref=productoversee.com) que todo mundo fala. ![Dual Track Development is not Duel Track – We help you create successful product culture and process - https://jpattonassociates.com/dual-track-development/](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--eZ6uX4CH--/v1687872965/obsidian/doisefimxfr0dbznivc4.png) ### A derivação para a gestão de produto E quando esse ciclo acontece, a gestão de produto surge. Porque o trabalho de priorização que acontece na gestão de projetos tradicional, se torna um trabalho contínuo, então, a fase de entrega final não acontece. E essa gestão contínua, procurando a eficácia e a diminuição de incertezas, tentando posicionar e manter o software na camada "complicada", evitando que ele entre na área "complexa", enquanto gera valor pro negócio por meio da geração de valor para o usuário. Então, a gestão de projeto, na verdade, não morreu. Existem ainda projetos que acontecem cross empresa, que precisam de pessoas que façam a costura entre todas as áreas, inclusive a área de produtos, trazendo para mais perto de um objetivo comum. Isso nunca vai ter fim e o pensamento de gestão de produto não se encaixa nesse caso. E a gestão de produto entra como uma vertente desse tipo de gestão. Gestão de produtos precisa fazer gestão de projetos. Cada feature, cada entrega, cada previsão, roadmap, expectativa, é uma prática de gestão, que migrou da gestão de projeto. Quando falamos sobre a entrega continuada de valor, nós precisamos definir o contexto de impacto de cada uma das fases e níveis de maturidade de um profissional de produto. ## Nomenclatura, cargos e contextos de impactos Participar do contexto do seu nível de experiência faz parte da evolução da maturidade nessa profissão (e também de qualquer outra). Entender o contexto que você está inserido, também ajuda a não se preocupar com alçadas que você não controla. Isso quer dizer menos desperdício de energia, menos frustração, mais tempo para fazer seu trabalho com qualidade. Muita gente que entra na área fica preocupada com a sua atuação com um anseio de querer atuar em contextos maiores, mais "importantes". Existe uma percepção errada no mercado de que quanto mais próximo do negócio e do topo da pirâmide, mais importante e mais sucesso você tem. Esse é outro assunto, mas minha opinião sobre isso é que você precisa encontrar o equilíbrio entre conforto, evolução, dinheiro e saúde. Você precisa saber [**o que é suficiente para você**](https://diegoeis.com/felicidade-proposito-e-satisfacao-suficiente/?ref=productoversee.com). ![https://miro.com/app/board/uXjVM85WecU=/?moveToWidget=3458764557689099810&cot=14](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--8UWkEoFH--/v1687873151/obsidian/vnrdx7ijkbirrnifvhlu.png) _This post is for subscribers on the Plano Scale-up and Plano Unicorn tiers only._ ### Desdobramento os níveis de estratégia para o tático URL: https://productoversee.com/desdobramento-os-niveis-de-estrategia-para-o-tatico/ Last updated: 2026-01-05T14:33:07.000Z Empresas não são feitas apenas para gerar lucro, mas para alcançar um objetivo de impacto duradouro, em um contexto maior do que elas mesmas. As declarações de missão e visão são direcionadores que descrevem a empresa e sua essência. Descrevem os motivos e justificativas pelos quais a empresa faz o que faz, entregando seu serviço para o mercado. Esses direcionadores ajudam na construção e manutenção da cultura da empresa, definindo os princípios e valores pelos quais a empresa prefere atuar com seus funcionários, clientes, parceiros e o mercado. Tudo pode começar pela visão. ## A Visão Existe uma linha de raciocínio em que a **visão é a forma pela qual a empresa busca alcançar a sua missão**. É isso que o mercado faz até hoje e é isso que grande partes das empresas não revisitaram nos últimos anos. A visão descreve um futuro aspiracional, sintetizando o valor percebido, buscando ser drasticamente diferente do padrão estabelecido, por meio de novas soluções. Não quero ser redundante citando o exemplo da Patagonia, mas durante quatro décadas a missão deles era: "*Build the best product, cause no unnecessary harm, use business to inspire and implement solutions to the environmental crisis.*" Numa tradução livre: "Construir o melhor produto, causar nenhum dano desnecessário, usar os negócios para inspirar e implementar soluções para a crise ambiental". Contudo, para Yvon Chouinard[\[1\]](app://obsidian.md/index.html#fn-1-d8cb87b96b13f733), fundador da Patagonia, essa declaração de missão não era suficiente. Então, em Dezembro de 2018[\[2\]](app://obsidian.md/index.html#fn-2-d8cb87b96b13f733), ele informou aos funcionários que a declaração de missão da empresa mudaria para algo mais direto, urgente e cristalino. Traduzindo livremente: “A Patagônia está no negócio de salvar o nosso planeta natal”. O objetivo dessa mudança foi justamente confirmar que o aspecto de cuidar do meio ambiente e a forma como lidamos com os recursos naturais são urgentes para a empresa. Essa visão não está focada apenas nas mudanças climáticas, mas na **crise** que enfrentamos com o clima e outros aspectos da natureza e do meio em que vivemos[\[3\]](app://obsidian.md/index.html#fn-3-d8cb87b96b13f733). Já a visão da Patagonia, que existe para alcançar essa nova missão, é: *Utilização de todos os seus recursos para proteger a vida na Terra*.” Logo, a visão da Patagonia está totalmente conectada à missão, confirmando sua forma de pensar sobre como lidar com a natureza e o planeta. Eles "usam todos os recursos para proteger a vida na Terra" porque "a Patagonia está no negócio de salvar o nosso planeta natal". Outro exemplo é a Microsoft, que mudou sua missão durante a liderança de Ballmer e mudou novamente quando Satya Nadella iniciou sua presidência. As duas missões não são tão diferentes assim[\[4\]](app://obsidian.md/index.html#fn-4-d8cb87b96b13f733), mas a de Satya é certamente mais atual e com uma visão mais ampla de atuação. Contudo, ambas as visões diferem da visão de Bill Gates, que era "Um computador em cada mesa e em cada casa". Atualmente, a visão da Microsoft é: > Capacite cada pessoa e cada organização do planeta para alcançar mais. -- Declaração de **visão** da Microsoft[\[5\]](app://obsidian.md/index.html#fn-5-d8cb87b96b13f733) A partir desses contextos de missão e visão, e entendendo que há milhares de dúvidas e confusões sobre os significados desses conceitos, comecei a formar um pensamento bastante inspirado por Simon Sinek, em que precisamos explicitar a causa que estamos defendendo com o nosso negócio. A causa viria antes da missão e da visão. Isso me faz pensar de forma contrária ao que o mercado geralmente diz, colocando a missão e a visão como elementos que devem ser perseguidos, como se não fossem alcançáveis, como se fossem simples guias inspiracionais. A missão e a visão precisam estar ancoradas em algo maior. E elas precisam ser alcançadas em algum momento, mesmo que demore muito para que isso aconteça. Simon Sinek explica que as empresas devem se balizar em um tipo de propósito maior, que motive as pessoas a se engajarem e a se dedicarem a algo que vai além do interesse pessoal. Ele chama isso de Causa Justa, e embora se assemelhe muito à missão, ela é ainda mais ampla. Geralmente, quando você chega a uma empresa, a base estrutural já está montada. Exceto se você abrir sua própria empresa, é muito improvável que você mude pilares fundamentais que criam a identidade, valores e princípios de comportamento que norteiam a cultura da empresa. É necessário existir uma conexão clara das atividades que executamos todos os dias com os objetivos estratégicos da empresa. Esses objetivos precisam estar inteiramente conectados e direcionados para possibilitar o alcance da visão, definida lá atrás pelos fundadores. A missão da empresa deveria ser alcançada em algum momento da trajetória de vida do negócio. Podemos dizer que a empresa falhou quando não cumpre com a sua missão ou que trabalha numa mesma missão durante a vida inteira. Mas a missão é um objetivo de longuíssimo prazo. Para mim, algo em torno de 10 anos possa ser um bom parâmetro para "longuíssimo prazo". A Causa Justa fica acima dessa missão. Ela não é alcançada e nem esgotada pelo tempo. A Causa Justa pode ser definida em 5 características: 1. **Ela defende**: isso quer dizer que a Causa Justa expressa muito mais o que você e a empresa defende do que vocês enfrentam (concorrentes, desafios do negócio etc) ou atacam (segmentos, problemas etc). 2. **É inclusiva**: a Causa Justa atrai pessoas com pensamentos diferentes, mas que queiram contribuir para uma mesma causa. Ela inspira todas as pessoas de qualquer especialidade da empresa, de forma que essas pessoas se sintam valorizadas. 3. **É orientada a serviço**: com o intuito de beneficiar não apenas a empresa, mas também os consumidores. Isso quer dizer que não faz sentido fazer algo que só tenha valor para empresa e que isso não se reflita em algo positivo para os clientes. 4. **É resiliente**: não deve ser baseada em algo frágil como uma regra, uma tecnologia ou uma cultura. Essas coisas podem sumir, mudar e se transformar com o tempo. A Causa Justa deve resistir às mudanças. 5. **É** **idealista**: a Causa Justa é um ideal que não pode ser resumido apenas para alcançar um determinado objetivo. Ela precisa ser algo nobre, que talvez possamos devotar nossos ideais pessoais e profissionais para persegui-la. Você não defende a empresa, mas a causa que a empresa escolheu defender. A empresa é menor que a causa. Se uma empresa deixa de defender uma causa que você acredita, você pode procurar outra mais alinhada com as suas expectativas. ### A conexão entre Causa Justa e Visão Veja bem: Causa Justa, Missão e Propósito, já estão decididas desde os primórdios da empresa. Muito dificilmente as pessoas que chegam depois conseguem mudar esses pontos. Elas precedem a estratégia. A estratégia deve seguir as delimitações definidas pela Causa Justa, Missão e Propósito. Caso contrário, o discurso será muito incoerente do ponto de vista de cultura empresarial e também de imagem e marca externa da empresa. Para falar a verdade, não terá tanta importância assim o nome que a sua empresa usou para definir as coisas... se é missão, visão, causa justa... tanto faz, contanto que ela defina declarações que sejam direcionadores claros. Aqui no livro estou usando a abordagem de missão e visão como sendo declarações de longo ou longuíssimo prazo e a Causa Justa como sendo algo infinito. A Causa Justa, a visão e a missão são aspectos sobre como a empresa pode ser melhor do que ela mesma **AGORA**, ou seja, melhor do que ela já foi, para potencializar a forma com que cria e executa seus negócios, sobre como ela lida com as pessoas e constrói modelos éticos, lucrativos e longevos. ![A Causa Justa vem ANTES da Visão e da Missão. Ela é o que dá significado cultural à empresa e suas iniciativas.](https://diegoeis.com/content/images/2025/08/data-src-image-7884be4e-2781-475b-a00a-8bd273cabbd8.png) A Causa Justa, juntamente com a Visão (missão ou propósito), definem a aspiração vencedora da empresa. Elas tentam detalhar os motivos pelo qual a empresa quer estar naquele mercado, tentando solucionar aqueles problemas específicos. Essas definições também ajudam a definir quais seriam os grandes objetivos e posicionamentos da empresa. Deveria ficar mais claro aqui, inclusive, quais seriam os direcionadores de cultura da empresa, ajudando os líderes a criarem uma unidade de comportamento entre as pessoas que fazem parte do grupo. ![Causa Justa, Visão, Missão e Propósito snao direcionadores que ajudam a definir cultura da empresa.](https://diegoeis.com/content/images/2025/08/data-src-image-b98a873d-f022-4d42-83b3-8c0993804778.png) Veja que você pode adotar mais do que um direcionador se achar que isso pode ajudar as pessoas a entenderem melhor as motivações do negócio. Mas não acho que seja necessário. Minha sugestão seria deixar claro o que é a **Causa Justa** da empresa e depois escolher adotar uma visão, missão ou propósito. Lembre-se que no final, todos eles são direcionadores para justificar nossas ações. ## Iniciando as quebras das camadas estratégicas: os níveis da estratégia na visão militar Dado que entendemos que causa justa, missão e visão vêm antes da estratégia e eles direcionam todas as camadas posteriores, facilitando as escolhas que a empresa faz para progredir o seu negócio, quero começar a detalhar os níveis que fazem parte da estratégia e como conectamos isso com a visão tática e operacional. Definimos a estratégia durante todo o início do livro como um **posicionamento único e sustentável da empresa perante o mercado e seus concorrentes, por meio da sinergia das suas atividades**. Mas a estratégia é formada por várias camadas além da própria estratégia. Fica fácil entender isso a partir da visão militar. O conceito de estratégia no âmbito militar é formado por vários níveis. Os nomes desses níveis irão diferir um pouco dos nomes usados na estratégia corporativa, mas a analogia é totalmente equivalente. Os quatro níveis na estratégia militar de guerra são: - **Política**: O nível mais alto, onde são arranjados acordos e relações nacionais e internacionais, onde se determina os motivos e as decisões de ir ou não para uma guerra. Carl Von Clausewitz, um general do Reino da Prússia, grande teórico sobre guerra, diz que **a guerra é uma continuação da política por outros meios**; - **Estratégia**: Dado que a decisão de ir para guerra foi afirmativa, nesse nível é onde acontece a condução e os direcionamentos mais macros da guerra. É aqui que se define objetivos que irão direcionar a vitória. Em outras palavras, é esse nível que define o "como ganharemos essa guerra"; - **Operação**: Neste nível é onde definimos o **como**, **quando**, **onde** e qual o **propósito** as forças militares atuarão em combate para arrasar o adversário. As operações definem basicamente quais missões e objetivos serão alcançados no campo de guerra. Aqui a analogia com o mundo corporativo pode causar confusão. No jargão militar, a **operação** é o que **link do tático com a estratégia**. No mundo corporativo, isso é basicamente o que chamamos de **tático** ou **execução**; - **Tática**: Esse é o nível da execução da guerra em si. É basicamente a realização do que foi planejado no nível de operação. É a batalha, onde os soldados se enfrentam. Geralmente essa fase começa 48 horas antes da realização do fato em si; ![Desdobramento da teoria da estratégia militar, incluindo a camada política que decide os motivos e as decisões de ir ou não ir para uma guerra. Fonte: Hybrid Warfare and Strategic Theory - https://behorizon.org/the-nature-of-war-and-strategic-theory](https://diegoeis.com/content/images/2025/08/data-src-image-b71a5a76-d043-4179-86a3-5d6ba911c503.png) É interessante notar que o nível operacional só foi oficialmente introduzido na disciplina de guerra na década de 1980[\[6\]](app://obsidian.md/index.html#fn-6-d8cb87b96b13f733). Sozinho, o nível **tático** não alcança os objetivos estratégicos e nem ganha a guerra. Os resultados das ações táticas são úteis apenas quando conectadas com o contexto desenhado pelo nível de estratégia e **orquestrado pelo nível operacional**. ### Os níveis de estratégia na visão corporativa Para ficar mais coerente para a nossa realidade, é necessário fazer uma mudança entre as analogias militar e corporativa, invertendo os níveis de Operacional e Tático, mantendo os significados e as responsabilidades dessas camadas. O nível da política não existe no conceito corporativo. Na verdade, ela é necessária quando as empresas tem um impacto ou são impactadas por regulações, regras e leis conectadas com o governo e a sociedade. Mas eu enxergo que ela faz parte da camada de estratégia. Logo, um desenho mais correto para a realidade corporativa que vivemos seria: ![](https://diegoeis.com/content/images/2025/08/data-src-image-cd018873-3ed9-4961-9a1c-e9262be9660d.png) O livro Exploring Strategy[\[7\]](app://obsidian.md/index.html#fn-7-d8cb87b96b13f733) quebra o desdobramento estratégico em três partes, sendo eles: _This post is for paying subscribers only._ ### Direcionando produtos por outcomes URL: https://productoversee.com/direcionando-produtos-por-outcomes/ Last updated: 2025-08-18T18:34:49.000Z Um produto digital não tem fim. Ele é o resultado de um trabalho constante de evolução do time de produto, do mercado, do negócio, das mudanças ocasionadas pelo comportamento do usuário e uma série de outros fatores que criam um ciclo contínuo de melhoria e adaptação. ## Continuous Improvement: Kaizen Uma das bases do Kanban é a melhoria contínua. Não que você não possa melhorar usando qualquer outra metodologia, longe disso, mas é que o Kanban incluiu isso como um dos fundamentos de prática. Não existe Kanban se não há melhoria contínua. Para contextualizar essa melhoria contínua, encapsulamos esse significado na palavra japonesa Kaizen, que remete a um significado de melhoria contínua. É uma palavra que expõe a necessidade e o estado de melhoria profissional e pessoal, de forma incrementada e sucessiva. ![Kanji do Kaizen](https://diegoeis.com/content/images/2025/01/data-src-image-d17b201d-7232-4138-a581-8ced42d5f03e.png) O contrário do Kaizen é o Kaikaku, que significa mudança radical. Diferente do Kaizen, que se foca em pequenas mudanças incrementais, o Kaikaku sugere uma quebra de paradigma, fazendo uma mudança drástica e dura, uma revolução. ![Kaizen: uma forma mais evolutiva e incremental. Kaikaku, uma visão de revolução. Fonte: https://blog.andrefaria.com/como-cultivar-uma-cultura-kaizen-por-rodrigoy](https://diegoeis.com/content/images/2025/01/data-src-image-d2881b12-9a8c-479a-9a2c-06ee236e2cd9.png) Pequenas mudanças evolucionárias são mais fáceis de dirigir e consequentemente mudar a empresa como um todo. As características principais dessas pequenas mudanças são: - Mudanças pequenas, objetivas e focadas; - Geração de menos resistência; - Resultados mais constantes e rápidos; - Mais engajamento de todos os níveis da empresa, já que não causa atrito; - Geração de confiança de todos os envolvidos, já que os resultados aparecem e são consistentes; Esses pequenos passos de evolução, geram aprendizados. Quando esses aprendizados são absorvidos, o nível de maturidade de todos aumenta e isso desbloqueia caminhos para a próxima pequena evolução. Essa abordagem não é diferente na construção de Produtos Digitais. Quando falamos sobre *Continuous Discovery* e *Continuous Delivery* (no caso de desenvolvimento), estamos falando de dois ciclos diferentes, mas complementares em suas atividades. A entrega de um complementa a do outro. O avião consegue voar se tiver apenas um dos motores funcionando, mas não terá a mesma potência, não será tão seguro e as pessoas ficarão mais receosas por voar em um avião com um motor só. Contudo, o avião ainda funciona, capenga, mas funciona. Por isso, é recomendado que haja os dois ciclos funcionando juntos. Se por um acaso o time de desenvolvimento não fizer algo como *Continuous Delivery* ou *Deployment*, quer dizer que as validações das descobertas do *Continuous Discovery* demorarão para acontecer e a evolução contínua do produto levará mais tempo para se completar. Contudo, ambos os ciclos de Discovery e Delivery são ciclos de **aprendizado e evolução** contínua. Neste caso, quero falar sobre um método de aprendizagem, que na minha opinião, pode ser a bala de prata fundamental teórica para outros métodos. Vamos tentar entender o porquê. ## PDSA - A bala de prata. Real e oficial. Quando você se torna um Product Manager (isso acontece também no mundo dos Agilistas), você se afoga em uma série de métodos e frameworks. Todo mundo quer apresentar aquele framework bala de prata com um nome bonito disjuntivo que saiu no último livro *best-seller* no The New York Times. Aqui mesmo neste livro mostro uma série de frameworks que eu uso ou usava para me ajudar na gestão do dia a dia de um Produto Digital. Mas, se eu tivesse que elencar um método, que talvez chegue mais perto da bala de prata que todos procuram, certamente esse método seria o PDCA. _This post is for subscribers on the Plano Scale-up and Plano Unicorn tiers only._ ### Agile básico para Product Managers URL: https://productoversee.com/agile-basico-para-product-managers/ Last updated: 2025-08-18T18:33:37.000Z Todo Product Manager precisa entender como os processos de desenvolvimento funcionam, não por que eles precisam se envolver ativamente, mas por que eles são responsáveis pelo fluxo do O QUE será desenvolvido. _This post is for subscribers on the Plano Scale-up and Plano Unicorn tiers only._ ### O papel do Product Manager URL: https://productoversee.com/o-papel-do-product-manager/ Last updated: 2025-08-18T18:29:09.000Z Quando se trabalha muito tempo com tecnologia (quando falo em tecnologia, quero que você pense sobre um contexto mais amplo do que só desenvolvimento e programação), você se acostuma a ver novas profissões e especialidades nascerem o tempo inteiro. Quando uma dessas profissões nasce, geralmente há uma migração natural de pessoas que compõem outras áreas para essa profissão nova. Foi assim com o Design, quando designers, principalmente de offline, migraram para fazer web. Foi assim com programadores, quando devs de software offline migraram para desenvolvimento de software para web. Foi assim com Data Science, SEO, Acessibilidade. E foi assim também com a gestão, quando PMOs e outros tipos de gestores migraram da gestão de projetos de software tradicional para a gestão de projetos para internet. É normal que profissionais que migraram de outras áreas tragam suas práticas, costumes, técnicas, métodos e frameworks da vida antiga para o novo ambiente. Como se trata de uma responsabilidade nova, o certo e o errado ainda precisam ser descobertos. A construção de qualquer tipo de software é algo complexo, principalmente quando incluímos os usuários reais no processo de idealização e construção, pois mudamos os planos de acordo com o comportamento e interação do usuário com o produto. Nós não esperamos o software ficar pronto para que o usuário o use, pelo contrário, cada vez que temos um pedaço funcional, nós o disponibilizamos o mais rápido possível para que possamos recolher dados e feedback do público. Isso deixa tudo muito mais complexo e imprevisível. Além disso, há uma variável que impacta bastante: a maturidade e a senioridade do time técnico. Em uma fábrica de carros, o nível técnico dos operários pode ser bem diferente, mas a qualidade dos carros não sofrerá porque há uma especificação muito clara e um controle da manutenção do nível de qualidade do processo. Alguém que acabou de chegar à fábrica, depois de dominar o processo e as máquinas, conseguirá ter o nível de performance mais ou menos igual ao de alguém que está lá há anos. Quando falamos de desenvolvimento de software, um dev junior vai resolver um problema com vinte linhas de código. Uma desenvolvedora sênior resolverá o mesmo problema com duas linhas. A qualidade final do software é altamente afetada se há uma variação muito grande entre o nível técnico do time ou se o time é formado por desenvolvedores com pouca experiência. Quando trabalhamos no mercado de execução de tecnologia, isso acontece em quase todas as áreas. Nesse cenário, a pessoa Product Manager precisa ter um perfil muito diferente da figura tradicional de Gestor de Projetos. São diferenças profundas em soft e hard skills. A maneira com que PM e PMO interagem com o time, com stakeholders, com usuários, com o negócio e com os problemas dos processos são diferentes, pois os ambientes e os contextos são diferentes. Atualmente o mercado costuma comparar os papéis do PMO *(Project Manager Office)*, do PO *(Product Owner)* e do PM *(Product Manager)*, mas são perfis totalmente diferentes – para o ambiente de construção de produtos e serviços digitais, as responsabilidades do PMO ou do PO não são suficientes. Antes de avançar para os próximos capítulos do livro, precisamos entender um pouco mais sobre o papel de cada um deles. ## Gestor(a) de Projetos _This post is for subscribers on the Plano Scale-up and Plano Unicorn tiers only._ ### Construindo um serviço, não um produto URL: https://productoversee.com/construindo-um-servico-nao-um-produto/ Last updated: 2025-08-18T18:26:31.000Z A visão de produto como plataforma que potencializa a troca e a facilitação de criação de valor entre usuários, empresas e mercado. _This post is for subscribers only._ ### Contextualizando melhor a questão de produtos versus projetos URL: https://productoversee.com/blog/contextualizando-melhor-a-questao-de-produtos-versus-projetos/ Last updated: 2025-08-20T18:20:36.000Z De acordo com o Cambridge Dictionary[\[1\]](about:blank#fn-1-c2712c4575168954), se traduzirmos a definição da palavra "projeto", temos: > *É um trabalho planejado ou uma atividade que é finalizada em um período que pretende atingir uma proposta particular.* Isso quer dizer que você pode fazer um projeto tanto para construir um prédio quanto um software. Para deixar mais tangível, geralmente um projeto tem três pontos cruciais: - **Escopo**: O escopo é tudo o que o projeto contempla. É o que deveria ser entregue ao final do deadline; - **Deadline**: O deadline é a data limite de finalização do projeto; - **Budget**: O budget é o limite financeiro para a execução desse projeto. Quando vamos fazer uma obra ou construir um novo modelo de carro, é importante nos atermos ao escopo definido, nos planejarmos para não estourarmos o *deadline* e, principalmente, manter o *budget* sob controle. Em projetos desse tipo, há um começo, um meio e um fim bem definidos. Você sabe quando um prédio fica pronto e também sabe quando um carro fica pronto. Mas, se levarmos isso para o mundo do software, a coisa fica mais complexa. Por quê? ## Causalidade Como seres humanos, nós acreditamos que as coisas sairão como planejamos, pois entendemos que podemos prever o que acontecerá no futuro com base em eventos que acontecem no presente ou que já aconteceram. E isso realmente faz sentido. A ciência funciona com base na causalidade como uma das regras para prever quais serão os próximos fenômenos, levando em consideração eventos e comportamentos passados da natureza. É assim que preveem tão corretamente quando o cometa Halley vai passar para dar um “Olá” ou qual será o próximo eclipse. Em desenvolvimento de software, isso também pode ser real. As equipes escrevem e mudam seus códigos porque entendem bem o ambiente em que o software ficará hospedado e sabem a quais processos e mecanismos esse código será submetido. A causalidade nos diz claramente o que poderá acontecer futuramente com base em coisas que aconteceram antes. Você sabe que algo pode dar certo ou errado porque você já experimentou ou porque aprendeu com a experiência de outra pessoa. Mas nem sempre podemos contar com a precisão da causalidade. Por exemplo: mesmo sabendo o histórico de rendimentos da bolsa, nós não conseguimos prever quando ou de quanto será a próxima onda de alta (ou quando virá um Coronavírus). Mesmo sabendo os possíveis eventos que podem ocasionar a alta, você não tem como saber quando esses eventos acontecerão. É quase imprevisível. Várias crises já foram previstas, mas ninguém pode provar que uma crise realmente acontecerá, até acontecer. Se você tem um produto, você não consegue prever quantos usuários passarão a usá-lo a partir do momento de publicação. Embora você e o time de Research tenham feito testes com usuários reais, a amostra sempre será muito pequena para saber se as pessoas usarão seu produto como o planejado. Mesmo com base em métricas e experiências de outras empresas e times de produto, não conseguimos saber com exatidão o que poderá vir a acontecer. ## Ambiente complexo Ao construir um software (e, sim, seu produto é um pedaço de software), estamos atuando em um ambiente complexo. As pessoas usam as palavras *complicado* e *complexo* como se fossem a mesma coisa, mas não são. Algo complicado pode ser difícil e demorado para se resolver, mas geralmente pode ser resolvido seguindo processos, regras, e entendendo as restrições. Embora alguns ambientes e projetos sejam complicados, você conhece todas as variáveis (e as que você não conhece são facilmente mapeadas) e a maioria dos problemas pode já ser conhecida por causa da sua experiência e da experiência do time. Por isso, podemos prevenir que muitos problemas aconteçam (ou, caso surjam, sejam facilmente resolvidos). Mas, quando falamos de ambientes complexos, nós não conhecemos todas as variáveis envolvidas e inter-relacionadas, de forma que os resultados dessas interações são imprevisíveis. Isso quer dizer que você não consegue prever o futuro com assertividade. Nesse ambiente, é difícil colocar métodos que trabalham com definições sem margem de replanejamento. > \_"Um sistema complexo é um sistema composto por partes interconectadas que, como um todo, exibem uma ou mais propriedades (comportamentos) não óbvios a partir das partes individuais." - Jurgen Appelo, 2010 Abaixo, seguem alguns exemplos de coisas que são complexas (ou seja, elas dependem da interação de várias partes responsáveis para que funcionem): - **Seu país ou cidade:** o lugar em que você mora só funciona por causa da interação política entre governo, entidades, legisladores, organizações independentes e população. Todos têm interesses em comum, mas há divergências na forma com que as ações podem transformar esses interesses em realidade; - **Empresas:** há interações entre as várias áreas das empresas, funcionários, clientes e fornecedores. Se a empresa não tem um objetivo claro, um direcionamento estratégico bem definido, surgem problemas que desviam as equipes do que realmente interessa; - **Mercados:** mercados, principalmente os financeiros, são sistemas complexos em que vários fatores combinados definem a interação entre os participantes; - **Tráfegos:** motoristas, regras de trânsito e localização fazem com que o tráfego se transforme em um ambiente complexo; - **Propagação de doenças:** pessoas contaminadas, mutações, viagens de pessoas infectadas, tempo de incubação — todos são exemplos de fatores que fazem a propagação de doenças algo imprevisível e difícil de controlar. Algo complexo é qualquer coisa que seja conectada intrinsecamente a outros elementos que, por suas vezes, trazem resultados imprevisíveis. Sistemas Adaptativos Complexos (SAC) são sistemas dinâmicos que sabem evoluir em ambientes de constante mudança. Um projeto, assim como um produto, faz parte de um ambiente complexo. Não estou me referindo apenas à peça de software, mas a todo o ecossistema: empresas, clientes, usuários, stakeholders, times, ferramentas etc. Todas essas variáveis fazem com que a construção de um produto digital se encaixe na categoria de coisas complexas. Um ponto importante é que não dá para comparar outros ambientes de projetos (em uma visão mais ampla da palavra) com o ambiente isolado de software. Em um ambiente onde o resultado do esforço é um pedaço de software, o nível técnico das pessoas faz muita diferença. Nossas mentes preferem muito mais a causalidade à complexidade. Isso é óbvio: causalidade nos dá mais segurança. Saber que eventos futuros podem não ser totalmente desconhecidos e que podemos exercer pelo menos um pouco de controle sobre eles é bem mais tranquilizador do que os efeitos imprevisíveis e não gerenciáveis que a complexidade nos proporciona. Contudo, embora exista um nível de previsibilidade e certeza em seu produto, as circunstâncias podem mudar e o ambiente se torna mais complexo, a ponto de você precisar lidar com situações que requerem uma variedade de decisões e respostas. ### Meios para tentar entender a complexidade Existem duas ferramentas que eu uso para entender melhor momentos de complexidade e que me permitem priorizar os problemas ou ter mais clareza sobre a situação. Ambas são usadas em diversas áreas de atuação, não são exclusivas do mundo da tecnologia. São elas: Diagrama de Stacey e Cynefin. Em um ambiente complicado, você pode e deve controlar os eventos. Em um ambiente complexo, você não controla os eventos, mas você pode influenciar o ambiente a fim de que os efeitos estejam mais próximos do que o que você e seu time conhecem. **Diagrama de Stacey** O Diagrama de Stacey foi criado por Ralph Stacey, teórico organizacional e professor de Gestão na Hertfordshire Business School, para ajudar a guiar empresas, times e líderes a gerir melhor as decisões em sistemas complexos adaptativos. Ele se baseia em níveis de **certeza** e **acordo** perante um determinado problema. ![The Spectrum of Process Complexity. Fonte: https://noop.nl/2008/08/simple-vs-complicated-vs-complex-vs-chaotic.html.](https://digitalpress.fra1.cdn.digitaloceanspaces.com/tja0cwt/2023/08/data-src-image-acd4df47-1b08-4881-8ec1-a71934a72ee4.jpeg) Nesse diagrama, as zonas são explicadas assim: - **Perto de acordo (agreement), perto da certeza (certainty)** significa que o grupo tem certeza do que precisa ser feito, quais são os entregáveis e como fará para chegar ao resultado esperado; - **Longe do acordo, perto da certeza** significa que o grupo tem certeza de como vai alcançar as tarefas, mas não concorda que essas são as tarefas corretas para se fazer. Falta equilíbrio entre eficiência e eficácia; - **Perto do acordo, longe da certeza** significa que todos concordam com os entregáveis, mas não têm certeza de como cumpri-los. Compartilhar missão e visão pode dar mais clareza para o time e parar os stakeholders pode funcionar; - **Longe do acordo, longe da certeza** significa que você está na área de anarquia, ou caos. Nesse lugar, você tem um alto grau de incerteza sobre o que deve ser feito e como deve ser feito. Todos discordam ainda das ideias, métodos, tarefas, objetivos, visão e missão. Ter um tempo maior de investigação, negociação e entendimento dos processos é bom para descobrir novos fatos relevantes para tentar dar mais certeza de como atacar o problema. - **Zona de complexidade (entre complicado e anarquia/caos)** é o lugar onde você encontrará a maioria dos problemas no que se refere a tecnologia e construção de produtos/serviços digitais. Mas as metodologias ágeis têm o objetivo de agir bem nesse local, para facilitar e transacionar os problemas para zonas mais confortáveis, além do pensamento de produtos digitais evolutivos, que diminui o risco e a mudanças de planos. Aqui você usa inovação, criatividade e organização para conseguir diminuir a incerteza e trazer mais acordo entre stakeholders, times, usuários e negócio. Esse diagrama, como dito, não é usado apenas na área de tecnologia, mas em qualquer situação que lide com problemas complexos e que dependem de decisões rápidas do time, dos stakeholders e também de você, como responsável pelo Produto. ![Temos mais controle nas zonas de complicado e simples; mas, na zona complexa, precisamos de improviso. Mudanças de planos são totalmente aceitáveis. Adaptado de: https://noop.nl/2008/08/simple-vs-complicated-vs-complex-vs-chaotic.html.](https://digitalpress.fra1.cdn.digitaloceanspaces.com/tja0cwt/2023/08/data-src-image-fe7f4cfb-cf1d-44cd-81a2-6547cd838a8e.png) No capítulo sobre priorização de backlog (que eu julgo ser uma das mais importantes tarefas, exatamente porque é onde podemos controlar o impacto rápido para o negócio e entrega de valor para o usuário), o Diagrama de Stacey pode ajudar muito ao posicionar as funcionalidades e tarefas que poderão ser implementadas no produto nas zonas em que elas mais se encaixam. Dessa forma, você consegue ter uma visão mais clara de quais ideias, oportunidades e funcionalidades ainda precisam ser investigadas melhor ou que têm uma grande quantidade de dúvidas para responder. **Cynefin: o ambiente de software é complexo? Não é bem assim.** Por causa da imprevisibilidade que a complexidade traz para o ambiente de construção de software, nós não temos certeza de que os padrões desenvolvidos no passado funcionarão da mesma forma ou terão resultados similares no futuro. Mas eu tenho que dizer uma coisa: embora eu tenha dito aqui várias vezes que o ambiente de desenvolvimento de software é complexo, na verdade ele pode navegar por outros domínios além do complexo. Para conseguir tomar decisões, priorizar problemas e seguir em frente com mais segurança, Dave Snowden (que foi diretor na IBM europeia) criou, em 1999, um framework chamado Cynefin. A palavra Cynefin é uma palavra galesa que se pronuncia “ku-nev-in”. Seu significado literal é **habitat** ou **lugar**, mas que significa alguma coisa similar a "algo que pertence a vários". Você é influenciado por várias coisas (religião, cultura, sociedade, ambiente etc.) que formam o que você é, porém você não pertence a apenas uma dessas coisas, mas a todas ao mesmo tempo; logo, são múltiplos os fatores que nos influenciam no ambiente, de forma que nunca vamos entendê-los completamente. Esse framework foi usado em diversas situações interessantes. Por exemplo, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos da América usou esse framework para combater o terrorismo[\[2\]](about:blank#fn-2-c2712c4575168954). ![Diagrama Cynefin.](https://digitalpress.fra1.cdn.digitaloceanspaces.com/tja0cwt/2023/08/data-src-image-a57d8907-c636-4b18-bc63-74f06096395c.png) O Cynefin é dividido em cinco domínios: - **Contexto claro:** esse contexto é caracterizado pela estabilidade e o conhecimento claro de causa e efeito, os quais podem ser facilmente identificados. Aqui as respostas aos problemas são inquestionáveis, pois todos sabem exatamente o que pode ser feito e compartilham dos mesmos conhecimentos, além de entenderem completamente os resultados gerados; - **Contexto complicado:** nesse contexto, não existe apenas uma decisão e a relação de causa e efeito não é tão óbvia para todos do grupo quanto no contexto claro. Aqui nós sabemos o que não sabemos. Nós entendemos exatamente como as causas e efeitos podem ser examinados e estudados. Embora possamos ter algumas respostas corretas, o todo ainda não está muito claro e não há tantas evidências diretas de correlações; - **Contexto complexo:** nesse contexto, sabemos que existe pelo menos uma resposta correta, mas essa resposta não pode ser encontrada facilmente. Uma analogia muito usada aqui é a do carro e da floresta. Um carro é algo complicado, as partes formam o todo. Um bom mecânico consegue entender bem todas as partes para consertar um problema. Já na floresta existem comportamentos independentes de diversos fatores: clima, fauna, flora, geografia, rios etc. O todo é muito maior, causando e sofrendo mais impacto do que a soma das suas partes. Aqui nós não sabemos o que não sabemos. - **Contexto caótico:** nesse contexto, é impossível encontrar a relação de causa e efeito, pois eles mudam sem aviso prévio e os padrões não são gerenciáveis. Aqui é o mundo das incógnitas. Nesse contexto, nós só conseguimos tentar estancar o sangramento. Em uma situação assim, nós devemos estabelecer um nível de organização e tentar entender os sintomas e efeitos colaterais para tratá-los, mas não vamos conseguir entender os motivos e quais os gatilhos que fizeram os eventos acontecerem. - **A/C:** esse é o contexto onde ficamos a maior parte do tempo. A/C significa Aporético e/ou Confuso. Ficamos a maior parte do tempo aqui, pois precisamos classificar em qual domínio o nosso problema se encaixa. Para isso, fazemos análises, conversamos, discutimos, investigamos. Quando descobrimos em qual domínio estamos, começamos a fazer o processo Cynefin para movimentar o problema pelos domínios até chegar ao **claro**. O lado direito do Cynefin inclui os lados complicado e claro. Esses são os dois lados ordenados. Já no lado esquerdo estão os domínios complexo e caótico, os lados desordenados. O grande segredo do Cynefin é: como identificamos em qual desses domínios o problema se encaixa para que façamos a transição de um domínio para o outro? Há uma ordem de movimento aí: você não consegue sair do domínio caótico e ir direto para o claro. Você precisa começar a conhecer o problema para diminuir incertezas (o que é diferente de aumentar as certezas) e o resultado disso será movimentar o problema para o domínio complexo. Depois que uma crise acontece e você aprende com os efeitos positivos e negativos, é possível caminhar para o complicado, pois agora você entende o que não sabia anteriormente e, assim, pode treinar o time e iniciar a prevenção com novas soluções e decisões para evitar que problemas similares aconteçam, transportando esses problemas para o domínio claro. Mas o perigo ainda não terminou: esse sucesso pode fazer com que o time e os líderes caiam em uma zona de conforto, onde a impressão é a de que não existe mais nada a se fazer e que todos aprenderam tudo o que poderia ser aprendido com os problemas anteriores e, por isso, podem respirar aliviados e partir para problemas menores. Quando chegamos a esse ponto, qualquer imprevisto que acontecer pode ser um motivo para sair do domínio **claro** e ir direto para o **caótico**. Há momentos em que não vamos conseguir identificar em qual dos quadrantes estamos e, consequentemente, não saberemos reagir ao problema. Isso quer dizer que estamos no centro, onde se localiza o A/C. É aqui que estamos na maior parte do tempo. Contudo, o desenvolvimento de software vive na transição entre os domínios **complexo** e **complicado**. Você nunca vai conseguir saber exatamente o que precisa ser feito ou prever exatamente quais os resultados negativos de determinada tarefa. São muitas variáveis para tentar controlar e por isso o seu time vai viver se movimentando por esses dois domínios. Conforme o tempo passa e o time adquire conhecimento ao trabalharem juntos em problemas difíceis, ao passarem mais tempo se conhecendo, adquirindo confiança um no outro, alguns dos problemas serão naturalmente movidos para o domínio **claro**. Geralmente, quando o(a) PM traz novas demandas para alcançar novos objetivos da empresa, faz o time transitar de novo entre **complexo** e **complicado**. Seu papel é tentar sempre diminuir as incertezas e mapear os resultados e processos o máximo possível, para que o time transite, no máximo, entre os domínios **complicado** e **claro**. É por isso que um trabalho *muito bem feito* no upstream, ou seja, na fase de Discovery, é essencial para que a execução seja simplificada. ## Evolução: a diferença básica entre produtos digitais e projetos De acordo com o Project Management Institute[\[3\]](about:blank#fn-3-c2712c4575168954) (PMI), a definição de projetos é: > *Projetos são temporários por que é definido um período de começo e de fim, com limitações de escopos e recursos.* Vamos encurtar a história: um gestor de projeto tem como objetivo gerenciar a entrega para que ela seja feita a tempo, dentro do budget e com o escopo combinado. De certa forma, o GP/PMO não precisa se preocupar se o projeto vai, de fato, **resolver o problema** do usuário, porque, no início do projeto, alguém ou um grupo de pessoas já elencou todos os objetivos que seriam cumpridos e decidiu que o projeto, feito nesse determinado escopo, alcançaria esses objetivos. Logo, a pessoa gestora deveria apenas seguir o plano e entregar na data e dentro do budget. Muitas vezes o *pós-projeto* não é planejado e geralmente a equipe que desenvolveu não é a mesma que manterá o projeto posteriormente. Um produto digital, diferente de um projeto, leva mais em consideração a evolução do produto como meio de solução para uma necessidade ou um problema do usuário do que a contemplação de um início, meio e fim, simplesmente porque não há fim. Um time de Produtos Digitais nunca vai parar de construir e melhorar o produto, seja do ponto de vista técnico ou de negócio. Pelo contrário, ele vai se adaptar, evoluir e se modificar de acordo com as mudanças de mercado, o comportamento dos usuários e o posicionamento do negócio. As regras de gestão de projeto NUNCA devem ser aplicadas na sua totalidade em um ambiente de desenvolvimento de serviços digitais. Por causa do fator de evolução dos serviços digitais, a gestão é forçada a ser mais maleável, levando mais em consideração o pensamento evolutivo e adaptável do que um pensamento de mudanças bruscas. Existem alguns pontos de atenção que mudam drasticamente a forma com que gerimos um produto/serviço contínuo em vez de um projeto com começo, meio e fim. A seguir, coloco o que eu julgo serem os pilares que marcam as diferenças entre os dois mundos: - Começamos a ter um pensamento mais amplo voltado a **serviço** digital em vez de **produto** digital; - Criar um produto/serviço baseado no **pensamento de plataforma**; - Usar o **efeito de rede para amplificar o valor** do produto/serviço; - **Decisões guiadas por dados e métricas** de engajamento e retenção do usuário; - **Foco para entrega de valor**, e não *deadline* ou quantidade de tarefas. Em um produto/serviço digital, o fator de evolução muda a forma com que lidamos com os resultados, com o planejamento e, principalmente, com a organização do time. Então, durante o processo de construção de um produto digital, nós entregamos valor para usuários reais de forma contínua, o que diminui o loop de feedback. Isso tira qualquer tipo de necessidade de planos de longo prazo, exatamente porque você descobre rápido novas informações e novos comportamentos dos usuários. Essa maneira de pensar também traz mais valor para o negócio, pois conseguimos agir e mudar de direção com mais facilidade e agilidade. ![Quanto mais rápido entregamos, mais rápido os usuários percebem valor.](https://digitalpress.fra1.cdn.digitaloceanspaces.com/tja0cwt/2023/08/data-src-image-5321ec16-c0b1-49c9-860f-d3e9dc823d33.jpeg) Obviamente existem similaridades: por exemplo, em projeto, nós temos um roadmap de entregas baseado em deadline; em serviços digitais, usamos um roadmap baseado em entregas de valor para o usuário e para o negócio. Enquanto a sequência em um roadmap de projeto é feita para chegarmos ao final sem grandes problemas ou mudanças no plano, o roadmap de um serviço/produto digital é planejado levando em consideração a **entrega de valor e o cumprimento de metas/KPIs.** Entendeu a diferença? Enquanto as entregas de um miram a completude do projeto, a do outro é o alcance de objetivos. Há um capítulo inteiro sobre *Continuous Discovery* e Evolução Contínua que aborda com mais detalhes essa característica, que diferencia drasticamente cultura de produtos e de projetos. ## O mindset ágil também influencia muito Metodologias ágeis e os valores do mindset ágil podem ser aplicados tanto no desenvolvimento de um projeto quanto na construção de um produto digital. Até aí, tudo bem. Mas o papel do mindset ágil em um contexto de projeto serve para aumentar a performance de entregas do time, ou seja, para fazer o time entregar mais tarefas, mais rápido. Já no contexto evolutivo de serviços digitais, o mindset ágil será focado para potencializar e adiantar a entrega de valor para o usuário. São duas formas muito diferentes de trabalhar: uma procura aumentar volume de entrega; a outra, qualidade e resolução de necessidades do usuário. Gerenciar um projeto com o objetivo de entregar valor para o usuário é estranho, porque o usuário só terá contato com o projeto quando ele estiver completo. Já em produtos digitais, a ideia é entregar pequenos pedaços que já trazem valor para o produto, que resolvem um problema para o usuário ou trazem valor para o negócio. > *Em um projeto, é muito melhor organizar as tarefas para dar aos stakeholders uma percepção de completude do projeto. Já em um serviço digital, com mindset contínuo, as entregas devem ser organizadas de acordo com o seu impacto de valor no usuário.* Na construção de projetos, a priorização é importante para adiantar a progressão de entrega. A priorização deve levar em consideração requisitos técnicos e, também, expectativas dos stakeholders. É muito comum alguém começar pela tarefa mais difícil e que leva mais tempo. Isso faz com que os stakeholders fiquem muito tempo sem perceber uma progressão, e aí a gestão de expectativa fica mais difícil. É importante atacar coisas pequenas, que geralmente são menos complexas e mostram, de alguma forma, uma progressão rápida de completude. Já a priorização de tarefas de produtos digitais deve levar em consideração o impacto para o negócio e solução para problemas do usuário. Isso quer dizer que tarefas que são pequenas, mas que trazem grande impacto, podem ser priorizadas antes. Contudo, nem sempre o maior impacto vem de tarefas pequenas. Nesse ponto, é importante que o time consiga, assim como em projetos, gerenciar as expectativas dos líderes e também dos usuários (dependendo do cenário). Devo lembrar aqui (sem muitos detalhes) alguns princípios importantes e essenciais vistos no pensamento Lean: - **Eliminar** o desperdício; - **Amplificar** o aprendizado; - **Decidir** o mais tarde possível; - **Entregar** o mais rápido possível; - **Empoderar** o time; - **Construir** integridade; - **Enxergar** o todo. Mais à frente, no capítulo 9, *Agile para Product Managers*, falarei mais profundamente sobre métodos ágeis, explicando qual a minha opinião sobre o papel do PM nesse cenário. ## Concluindo Presencio todos os dias gestores tentando aplicar as regras de projeto na construção de produtos digitais. Na maioria das vezes, eles fracassam miseravelmente. Em vez de mudarem a maneira de pensar, eles culpam a complexidade dos grandes projetos e, claro, o time, por errar estimativas e por não manter um ritmo de alta performance. Esse tipo de gestor mal consegue perceber que o problema é que ele está tentando jogar o jogo com as regras trocadas. Na minha experiência, planejar grandes projetos ou grandes entregas quase sempre dá errado. Tenha sempre em mente: **pequenas entregas de valor, monitoramento das mudanças de comportamento do usuário e ponteiros de negócios.** Esses pontos são essenciais e diferenciam a construção de produtos digitais da gestão de projetos tradicional. --- 1. [https://dictionary.cambridge.org/dictionary/english-portuguese/project](https://dictionary.cambridge.org/dictionary/english-portuguese/project?ref=productoversee.com) [↩︎](about:blank#fnref-1-c2712c4575168954) 2. BOONE, Mary E.; SNOWDEN, David J. A Leader’s Framework for Decision Making. *Harvard Business Review* , 2007\. Disponível em: [https://hbr.org/2007/11/a-leaders-framework-for-decision-making](https://hbr.org/2007/11/a-leaders-framework-for-decision-making?ref=productoversee.com) . Acesso em 22 set. 2022\. [↩︎](about:blank#fnref-2-c2712c4575168954) 3. WHAT is Project Management? *Project Management Institute* , c2022\. Disponível em: [https://www.pmi.org/about/learn-about-pmi/what-is-project-management](https://www.pmi.org/about/learn-about-pmi/what-is-project-management?ref=productoversee.com) . Acesso em 22 set. 2022 [↩︎](about:blank#fnref-3-c2712c4575168954) ### Produto como plataforma URL: https://productoversee.com/produto-como-plataforma/ Last updated: 2025-08-18T18:24:12.000Z Sejamos francos, existem duas épocas claramente distintas na humanidade: o antes e o depois do mp3. O mp3 é um formato de áudio digital desenvolvido na Alemanha no final de 1980\. A ideia era que as pessoas tivessem um formato que possibilitasse ouvir músicas em alta qualidade, mas com um arquivo digital muito pequeno, de forma que você pudesse ter todas as suas músicas no formato digital, em vez de milhares de pilhas de CDs. Depois que o mp3 surgiu, ele se transformou em um fenômeno. Aqui no Brasil (e no mundo), aparelhos que tocam mp3 começaram a surgir por todo o canto. ![Todo mundo tinha um aparelho desse tipo ou muito parecido. Imagem em domínio público.](https://diegoeis.com/content/images/2025/01/data-src-image-52837b4d-6784-43af-94b5-e32351af2672.png) "Ripar" CDs era um termo comum e praticamente um novo hobby para os aficcionados. Eu mesmo passava horas "queimando" meus CDs, organizando os nomes das músicas, organizando pastas, procurando na internet as imagens das capas (covers) e as letras das músicas. Todo mundo tinha seu Winamp bem configurado e personalizado. Essa facilidade do mp3 também abriu portas para a pirataria. Kazaa, Napster, eMule, Limewire e vários outros eram as portas de entrada para um mundo totalmente novo de acesso ao entretenimento musical (e outros assuntos). Pelo fato de o mp3 ser um arquivo tão pequeno, era muito fácil, até mesmo para conexões lentas, encontrar e baixar discografias inteiras de artistas na internet. Foi aí que a indústria fonográfica passou por sua maior crise. Com o alto preço dos CDs e praticamente nenhuma inovação tecnológica ou mudança drástica no modelo de distribuição e de negócio, o mp3 combinado com a pirataria passou o rolo compressor nessa indústria tradicional, forçando todo um setor a repensar a forma com que seus negócios eram feitos. Logo em 2001 uma série de processos legais partindo da indústria fonográfica juntamente vários artistas fecharam Napster, que na época, simbolizava todo esse movimento libertário e revolucionário que levou uma nova forma de lidar com nossas músicas prediletas. Neste mesmo ano, a Apple lançou a primeira versão do iTunes. O iTunes surgiu como uma alternativa para ouvir músicas de forma legal, real e oficial, ao mesmo tempo com o preço justo. Existe toda uma história interessante sobre as negociações que o Steve Jobs fazia com as gravadoras pessoalmente, mostrando como esse mercado era cabeça dura. Mas a distorção da realidade do Steve Jobs era maior que a teimosia do mercado e todos os arranjos foram feitos para que o iTunes pudesse ser um marco na história. Inicialmente o iTunes surgiu para ajudar a organizar as músicas digitais que você já tinha extraído dos seus CDs. Inclusive, ele até ajudava neste processo. No início, era moleza, mas depois, começou todo o processo de estabelecimento de DRMs e afins. Mas em 2003 a Apple lançou a iTunes Store, vendendo músicas por USD$ 0,99\. Aí o resto é história. O iTunes foi a fagulha inicial para o iPod e posteriormente para o iPhone. Eu seria muito injusto se não citasse aqui o Pandora. Em 2005 o Pandora foi talvez o primeiro serviço de streaming de música, que de certa forma inspirou todos os serviços que conhecemos hoje. O funcionamento era bastante simples: o Pandora funcionava como uma rádio personalizada, onde ele recomendava músicas de acordo com os gostos dos usuários. O MySpace apareceu, mas foi embora relativamente rápido. No linguajar de hoje, diríamos que o MySpace não soube encontrar o seu Product Market Fit. Alguns serviços bem legais (que uso até hoje) como o Last.fm, que embora existam até hoje, caíram no esquecimento geral, não sendo tão fortes ou úteis como antigamente. A única certeza é que desde então a indústria fonográfica, na minha opinião, não conseguiu retomar totalmente o domínio de antes. Todas essas iniciativas abriram portas para novas ideias que transferiram boa parte da autonomia que as grandes gravadoras controlavam para outras empresas e principalmente para os artistas. Ficou escancarado que esse mercado era controlado de forma abusiva pelas gravadoras. Toda a cadeia, desde a manufatura até a distribuição das músicas era controlado e bem arranjado pelas gravadoras que geralmente até detinham os direitos autorais das músicas distribuídas. Vendo todo esse movimento, diversos artistas começaram a tentar trabalhar longe desse controle autoritário das gravadoras, tendo em vista a grande possibilidade de estar mais próximo do seu público, sem intermediários. Vide Radiohead, que em 2008 liberou online o álbum In Rainbows no formato "pague o que quiser”. É no meio dessas reviravoltas que o Spotify surge em 2008\. Uma empresa baseada em Estocolmo começou com 50 milhões de faixas, no modelo freemium, onde você poderia ouvir músicas de graça, com propaganda e tudo fora de ordem. Mas foi só em 2011, com o lançamento nos Estados Unidos, que o Spotify virou um verdadeiro fenômeno. Mas por que ele e não outro serviço? Vários outros, como citamos, já faziam streaming de músicas, com funcionalidades, experiências e com um acervo de música tão bom quanto o do Spotify, mas que não perduraram e não evoluíram de forma estruturada. Vários motivos fizeram o Spotify ser o que ele é hoje, inclusive o bom timing de lançamento, toda a progressão de maturidade do mercado e a promessa desbloquear o potencial criativo humano dando a milhões de artistas a oportunidade de viver da sua arte, dando a oportunidade a bilhões de fãs de curtirem e se inspirarem. Nossa missão é liberar o potencial da criatividade humana, dando a um milhão de artistas criativos a oportunidade de viver de sua arte e bilhões de fãs a oportunidade de desfrutar e se inspirar por ela . – Texto do próprio Spotify sobre sua missão ([https://newsroom.spotify.com/company-info/](https://newsroom.spotify.com/company-info/?ref=productoversee.com)) Mas a sua progressão estrondosa só foi possível por causa da estruturação e visão de não apenas criar um app de streaming de música, mas uma plataforma que possibilitasse artistas a exporem seu trabalho e a fãs ouvirem esses trabalhos. ## Modelo linear tradicional No capítulo em que falamos sobre construir um produto com um fundamento de serviço, analisamos que o modelo de negócios padrão de construção e distribuição de produtos (seja físico ou digital) é bastante linear. Até pouco tempo, as empresas criavam um produto em uma ponta, e distribuíam para os consumidores (outras empresas ou pessoas) na outra ponta do processo. E durante esse processo, as empresas, com a ajuda do marketing, tentavam agregar valor ao produto de diversas formas. Esse tipo de modelo tem perdido sua força perante empresas que trabalham mais com o formato baseado em plataforma do que com o formato linear. Empresas como Airbnb, Twitter, Facebook, Spotify e Uber trabalham em um formato onde eles diminuem ao máximo os custos com estrutura, ao mesmo tempo que potencializam seus próprios caminhos se transformando no principal ponto de contato com a grande massa de usuários, impactando mercados e principalmente a sociedade. Quando empresas estão trabalhando no modelo de negócios linear, na maioria das vezes eles dependem de intermediários que diminuem a possibilidade de escala do mercado. Veja bem o mercado editorial: você não pode (podia) publicar um livro se não fosse por uma editora. As editoras, por sua vez, filtram uma série de propostas de livros e escolhem apenas aqueles têm alto potencial de rentabilidade. Até mesmo a análise para entender quais livros podem ter esse potencial de rentabilidade é bastante falho. Quando a Amazon entrou neste mercado com o Kindle, eles criaram para que qualquer um pudesse ter seu livro publicado e divulgado para o grande público. Foi daí que o Chris Anderson explica o termo termo *Long Tail*\[1\]. A Amazon por sua vez não precisa ter um best-seller como uma editora, ela só precisa vender muitos livros, não importa a qualidade, não importa se é de um autor conhecido ou desconhecido, ela só precisa vender milhões e milhões de livros. Se você facilita a busca das pessoas por produtos, em vez de canalizar e focar as buscas e os gostos das pessoas em poucas opções, você cria uma forma de distribuir produtos de forma mais pulverizada. Juntamente com algoritmos que recomendam livros baseados nas buscas, compras e navegação dos usuários, você consegue entender melhor quais livros e conteúdos têm mais potencial de venda, sendo ou não um best-seller. Isso cria uma distribuição menos concentrada de vendas, quando comparado com canais tradicionais. Aquela história de que 20% dos produto são responsáveis por 80% da rentabilidade vira mentira neste novo formato. > *"A maioria das pessoas adivinha 20%, e por um bom motivo: fomos treinados para pensar dessa maneira. A regra 80-20, também conhecida como princípio de Pareto (em homenagem a Vilfredo Pareto, um economista italiano que concebeu o conceito em 1906), está ao nosso redor. Apenas 20% dos grandes filmes de estúdio serão sucessos. O mesmo para programas de TV, jogos e livros de mercado de massa – 20% todos. As chances são ainda piores para os CDs de grandes gravadoras, onde menos de 10% são lucrativos, de acordo com a Recording Industry Association of America."* — Chris Anderson, em [https://www.wired.com/2004/10/tail/](https://www.wired.com/2004/10/tail/?ref=productoversee.com) Esse fenômeno é muito mais visível e exponencial em ambientes digitais. Exatamente por que é mais fácil de escalar e principalmente por que tem menos intermediários. A partir do momento em que não há alguém ou uma instituição filtrando e controlando o que pode ser ou não publicado, vendido, veiculado, temos a possibilidade de aumentar a escala e impactar mais pessoas. ![Curva clássica da Long tail](https://diegoeis.com/content/images/2025/01/data-src-image-645e5326-e154-44a5-822c-7ffdeef0404c.png) O impacto no Long Tail é menos centralizado e mais pulverizado. Nada como o modelo tradicional onde poucos produtos escolhidos impactam milhares de pessoas… mas milhares de produtos impactando milhares de pessoas. Isso quer dizer que embora para a empresa que distribui seja ótimo ter milhares de pessoas impactando outras milhares com seus produtos, para essas pessoas que produzem e disponibilizam seu trabalho, pode não ser tão bom assim. Digamos que um autor desconhecido publique seu livro na Amazon. Ao contrário de um autor de best-seller, ele venderá apenas alguns livros, que provavelmente não serão suficientes para que ele viva disso ou alcance um patamar tal que o motive a escrever um próximo livro, a não ser que ele esteja fazendo apenas para saciar um objetivo ou um desejo pessoal. Logo, muitas pessoas que fazem parte da Long Tail são muito pouco impactadas, tanto do ponto de vista financeiro quanto do ponto de vista de popularidade. Contudo, toda essa mudança de paradigma, saindo de um formato mais centralizado para um formato mais pulverizado, trouxe para os consumidores a possibilidade de escolher entre produtos que realmente atendam às suas necessidades, que geralmente não estavam atrás de uma grande marca ou empresa. Mas, a chance foi dada. Se antes, havia poucas empresas selecionando e filtrando o que poderia ser um potencial de rentabilidade, hoje tudo é mais democrático, jogando a responsabilidade de ser um Blockbuster no colo das próprias pessoas. ## O modelo de plataforma A palavra “plataforma” aplicada a produtos digitais ficou bastante comum na última década, quando livros e artigos começaram a explicar como as empresas de tecnologia estavam literalmente quebrando grandes empresas de indústrias totalmente estabelecidas nos seus mercados. Essas grandes empresas - que se comportavam como intermediários detratores e controladores dos seus respectivos mercados - ditavam regras e as pessoas ou outras empresas menores deviam seguir, não por serem obrigadas, mas por estarem do lado do processo que não tem poder para mudar ou influenciar as regras existentes. Quando nos referimos às empresas que trabalham no modelo de plataforma, estamos falando de empresas que têm um crescimento acelerado, por um motivo simples: elas são mais leves e usam a tecnologia para potencializar seu crescimento. A HBR (Harvard Business Review) tem uma análise muito interessante que mostra que existem 4 modelos de negócio\[2\]: - **Construção de Ativos:** Empresas que constroem, desenvolvem, distribuem e vendem ativos físicos. Exemplos incluem Ford, Wal-Mart e FedEx. - **Prestação de serviços:** Empresas que contratam funcionários que prestam serviços aos clientes ou faturam horas. Exemplos incluem Accenture, Jüssi, JP Morgan. - **Criadores de Tecnologia:** Empresas desenvolvem e vendem propriedade intelectual, como software, análises, produtos farmacêuticos e biotecnologia. Exemplos incluem Microsoft e Oracle. - **Orquestradores de rede:** Empresas que criam uma rede de parceiros na qual os participantes interagem e compartilham na criação de valor. Eles podem vender produtos ou serviços, criar relacionamentos, compartilhar informações, críticas, colaborar, cocriar e muito mais. Exemplos incluem eBay, Mercado Livre, Uber e Tripadvisor. Dos quatro tipos, o modelo **Orquestradores de Rede** supera os outros modelos de negócio em diversos pontos. Para descobrir isso, eles testaram os modelos de negócio usando dados das empresas que compõem o S&P 500, partindo de 1972 até 2014 (data da escrita da análise), para ver qual dos quatro modelos de negócio performaram melhor neste tempo. Foram vários fatores analisados: - Como a empresa se descreve nos reports anuais; - A receita gerada por diferentes unidades de negócio; - Alocação de capital; - Percepções do mercado, incluindo novos artigos e reportes de analistas; Além disso, para as empresas que se encaixam em mais de um modelo de negócio, eles classificaram a empresa no modelo que ela é predominante, por exemplo a Nike, que é classificada como uma Construtora de Ativos, embora tenha todo seu ecossistema digital Nike+. Quando criamos uma plataforma, nós não precisamos ser donos do fluxo inteiro de geração de negócio e de valor. Essas empresas têm apenas a responsabilidade de orquestrar a rede. Enquanto isso, as outras empresas, que não teriam expertise de tecnologia e produtos para construir essa rede por si só, trabalham entregando e consumindo serviços da plataforma… Então, a troca é justa. Pegue o exemplo da Airbnb, que, por não possuir nenhum hotel, não precisa perder tempo gerenciando imóveis. Nem a Uber, que, por não ter uma frota inteira de carros, não precisa se preocupar com depreciação, imposto, revenda. Essas empresas, embora possam ser tratadas como intermediárias no processo como um todo, se livraram do maior custo que as empresas tradicionais precisam lidar, ficando mais leves e usando a tecnologia para gerenciar o que realmente importa: o processo. Ao delegar a propriedade do carro ou do imóvel para seus respectivos proprietários, transformando-os em um ponto de uma rede que se forma, as empresas podem se concentrar em focar suas energias em se posicionar no processo como uma plataforma fundamental para a geração de negócios e integração de pessoas com outras instituições e serviços. Assim como citei no capítulo onde falamos sobre Produto como Serviço, onde apresentei o conceito do Service-Dominant Logic. É por isso que as empresas baseadas no modelo de plataforma, conseguem ter tempo para agregar mais valor ao serviço e para a rede que elas compõem, transformando-se em um elo importante, insubstituível, menos controlador, mas tendo em vista a busca do monopólio. Não é surpresa que todas as empresas buscam o monopólio para conseguirem liderar e controlar todo um mercado ou pelo menos uma parte significativa. A Amazon é um ótimo exemplo sobre como usar toda a cadeia de valor para gerar caixa e por sua vez usar esse caixa para subsidiar ainda mais o crescimento da empresa. ![Cadeia de Valor da Amazon para geração de caixa](https://diegoeis.com/content/images/2025/01/data-src-image-6c334952-095b-4fbb-89fd-ff85ccb876b1.png) Você encontra vários artigos na web explicando como a Amazon funciona. Basicamente e em resumo, tudo ser resumo ao fluxo de caixa operacional da empresa. A Amazon tem um crescimento exponencial que precisa ser mantido por meio de ciclo de reinvestimento, criando novos prédios de distribuição, investimento em tecnologia e maquinário, além de processos, pesquisa e inovação. Abaixo segue explicação completíssima do artigo da HBR escrito pelo Justin Fox\[3\]. Esta é uma tradução livre: > *A diferença entre as linhas de cima e a de baixo é principalmente sobre investimentos em construções, máquinas e outras coisas, que são registradas ao longo do tempo na demonstração de resultado, mas que são ignoradas no cálculo do fluxo de caixa operacional. O fluxo de caixa operacional é muito maior do que o lucro líquido de uma empresa que investe grandes quantias de dinheiro, pois ela se esforça para dominar o varejo global, embora o tamanho da diferença e a forte trajetória ascendente da linha de fluxo de caixa, ainda é impressionante.* ([https://hbr.org/2014/10/at-amazon-its-all-about-cash-flow](https://hbr.org/2014/10/at-amazon-its-all-about-cash-flow?ref=productoversee.com)) Empresas como WhatsApp, Airbnb, Uber e Alibaba foram negociadas e vendidas por valores estratosféricos que significavam muitas vezes maior que a sua receita. O Dropbox, por exemplo, recebeu algo em torno de USD$ 10 bilhões, o que significa umas 40 vezes a receita que ele faturava na época. O Airbnb teve um valuation de USD$ 10 bilhões também, significando 20 vezes sua receita na época. Uber teve seu valuation beirando os USD$ 30 bilhões, que foi estimado ser 15 vezes sua receita. Sim, estamos e estávamos vivendo uma bolha gigante de startups (vide os casos do WeWork e Uber depois dos investimentos estratosféricos da SoftBank), mas o valor dessas empresas não estão exatamente na tecnologia que elas criam, mas no potencial de crescimento e fluxo de pessoas que elas alavancam. ## O que é e como funciona uma plataforma A proposta do S-D Logic é ter uma visão centrada em serviços, que faz com que as empresas procurem relações de aprendizado não apenas com o cliente, mas com outros parceiros que possam trazer algum tipo de conhecimento ou skills para a rede como um todo, gerando mais valor para a cadeia e consequentemente para o cliente. Isso quer dizer que seu produto precisa trabalhar integrando lados de uma rede, de forma que não seu produto diretamente, mas todos envolvidos na rede, inclusive o Cliente, gerem valor. _This post is for subscribers on the Plano Scale-up and Plano Unicorn tiers only._ ### Baú de Referências para Product Managers URL: https://productoversee.com/bau-de-referencias-para-product-managers/ Last updated: 2025-08-18T16:52:41.000Z Esse é uma pasta aberta no Drive que contém uma série de materiais de referência e achados que separamos especialmente para product managers e pessoas que gerem produtos. _This post is for subscribers on the Plano Scale-up and Plano Unicorn tiers only._ ### Entre o dizer e o agir existe um abismo URL: https://productoversee.com/blog/entre-o-dizer-e-o-agir-ha-um-abismo/ Last updated: 2025-08-14T20:41:31.000Z Essa citação do Aakash é incrível: “Executive: ‘We need to be more innovative.’ Same executive: Still using Excel 2013 and can’t figure out Slack.” - [Aakash Gupta](https://www.linkedin.com/posts/aagupta%5Fproduct-management-is-easy-your-ceo-wants-activity-7301609663853178880-SZav?ref=productoversee.com) Se você trabalha em tecnologia ou gestão de produtos, já deve ter se deparado com essa situação: a alta liderança exige inovação, transformação digital e cultura ágil, mas ao mesmo tempo, resiste às ferramentas e processos básicos que viabilizam essa mudança. O problema? Um descompasso entre o discurso e a prática. ## A Inovação como slogan vs. a inovação como cultura Inovar não é um botão mágico que pode ser pressionado quando conveniente. Inovação é consequência de uma mentalidade aberta a novas abordagens, ferramentas e formas de trabalhar. Executivos que ainda se prendem a processos, tecnologias e formas de trabalho que não condizem com o discurso. Não que ficar pesquisando o dia inteiro sobre último modelo de LLMs, como AI está sendo integrado com robos humanóides ou quais modelos de negócio serão modificados por causa dos processadores quânticos daqui alguns anos... seja a obrigação. _This post is for subscribers only._ ### Estratégia de Negócio e Produto do Figma URL: https://productoversee.com/blog/estrategia-de-negocio-e-produto-do-figma/ Last updated: 2025-08-11T12:31:17.000Z Abaixo, você tem uma lista de outros artigos similares a este, onde tento aprender um pouco sobre a estratégia de negócio e de produto de empresas com produtos digitais que utilizamos todo dia. - [Estratégia de negócio e produto do Spotify](https://productoversee.com/estrategia-de-negocio-e-produto-do-spotify/) - [Estratégia de negócio e de produto do Slack](https://productoversee.com/estrategia-de-negocio-e-de-produto-do-slack/) - [Estratégia de Negócio e Produto do Roblox](https://productoversee.com/estrategia-de-produto-e-negocio-do-roblox/) E tem um pedaço mais polêmico depois do artigo principal. ## Introdução Eu não acho o Figma um produto inovador. Muitos dos seus fundamentos foram criados em softwares anteriores, como o Fireworks, que já tentava resolver problemas de design de interface conectados às necessidades técnicas de implementação. Esses softwares antes do Figma foram inovadores na época. Inclusive o Dreamweaver. Sim, torça a boca. Embora os puristas possam escrachar o Dreamweaver, eu quero e posso dizer que ele estava a frente do seu tempo. Mas como qualquer solução inovadora, se ela não é “inventada” no tempo certo, acaba desaparecendo. O Google Glass e o próprio Fireworks são exemplos disso. Produtos que querem inovar um mercado precisam ir com calma, porque o mercado pode não estar preparado para aquela inovação específica. ![https://www.uxtools.co/survey/interface-design/overview](https://diegoeis.com/content/images/2025/07/data-src-image-a01ca32a-2d32-417c-83b3-ed5564e989d5.png) *Gráfico da pesquisa* [*DESIGN TOOL SURVEY 2024*](https://www.uxtools.co/survey/interface-design/overview?ref=productoversee.com)*.* Nesse caso, quem faz o produto precisa direcionar as pessoas que formam aquele mercado, a enxergarem o que eles estão enxergando. É um processo lento e que precisa respeitar todas as fases dessa formação de maturidade. O Google Glass não conseguiu. Podemos enumerar vários problemas que fizeram o Google Glass desaparecer, mas citando apenas um como exemplo: privacidade ainda era um assunto difícil na época. Definitivamente ninguém estava preparado para lidar com pessoas com óculos sendo capazes de tirar fotos, filmar, gravar sem você saber... Pois é. Hoje, isso aí é praticamente comum. Na minha opinião, o Figma tem conseguido direcionar as pessoas e o mercado com muita maestria. Estão construindo uma plataforma que expõe cada vez mais os gaps e ineficiências existentes no fluxo de construção de produto, principalmente quando envolve todos os problemas dentro da fronteira entre os mundos do design e técnico. É por isso que ele conseguiu se tornar esse gigante. E não foi por causa do pitch que o Dylan Field fazia para os investidores, que é horrível, como mostrado no vídeo aí em cima. **O Figma se tornou grande por que eles começaram mudar o processo por meio do produto/plataforma que criaram.** ## Os números que impressionam ### Crescimento Exponencial - **Receita anual 2024**: US$ 749 milhões - [Fonte – TechCrunch](https://techcrunch.com/2025/07/01/figma-moves-closer-to-a-blockbuster-ipo-that-could-raise-1-5b/?ref=productoversee.com) - **Receita rolling 12 meses (R12M até Q1 2025)**: US$ 821 milhões - [Fonte – The Deep Dive](https://thedeepdive.ca/figma-files-for-up-to-1-5b-ipo-in-one-of-2025s-biggest-tech-listings/?ref=productoversee.com) - **Crescimento YoY 2024**: +48% - [Fonte – TechCrunch](https://techcrunch.com/2025/07/01/figma-moves-closer-to-a-blockbuster-ipo-that-could-raise-1-5b/?ref=productoversee.com) - **Crescimento Q1 2025 YoY**: +46% - [Fonte – Barron’s](https://www.barrons.com/articles/figma-files-plans-ipo-3c9f6eb0?ref=productoversee.com) - **Margem bruta**: 91% - [Fonte – OnlyCFO](https://www.onlycfo.io/p/figma-s-1-the-ipo-bar-is-high?ref=productoversee.com) - **Rule of 40**: 64% (46% de crescimento + 18% de margem operacional ajustada) - [Fonte – The Deep Dive](https://thedeepdive.ca/figma-files-for-up-to-1-5b-ipo-in-one-of-2025s-biggest-tech-listings/?ref=productoversee.com) ### IPO 2025: O grande momento IPO no segundo semestre de 2025 - **S-1 protocolado**: Julho de 2025 - [Fonte – SEC S-1 no Edgar](https://www.sec.gov/edgar/browse/?CIK=1730152&ref=productoversee.com) - [Fonte – Barron’s](https://www.barrons.com/articles/figma-files-plans-ipo-3c9f6eb0?ref=productoversee.com) - **Ticker**: "FIG" na NYSE - [Fonte – Renaissance Capital](https://www.renaissancecapital.com/IPO-Center/News/112260/Web-design-tool-Figma-sets-terms-for-%24979-million-IPO?ref=productoversee.com) - **Valuation em último tender offer (2024)**: US$ 12.5 bilhões - [Fonte – Forge Global](https://forgeglobal.com/insights/figma-upcoming-ipo-news/?ref=productoversee.com) - **Valuation esperado no IPO**: Entre US$ 13.7B e US$ 16.4B - [Fonte – Reuters](https://www.reuters.com/technology/figma-aims-137-billion-valuation-tech-ipos-bounce-back-2025-07-21/?ref=productoversee.com) - [Fonte – Financial Times](https://www.ft.com/content/e87afcc9-fb7b-4caa-a6b0-87783380ca58?ref=productoversee.com) - **Captação esperada**: até US$ 1.03 bilhão oficialmente, podendo chegar a US$ 1.5 bilhão em projeções otimistas - [Fonte – Renaissance Capital](https://www.renaissancecapital.com/IPO-Center/News/112260/Web-design-tool-Figma-sets-terms-for-%24979-million-IPO?ref=productoversee.com) - **Underwriters**: Morgan Stanley, Goldman Sachs, Allen & Co., J.P. Morgan - [Fonte – Renaissance Capital](https://www.renaissancecapital.com/IPO-Center/News/112260/Web-design-tool-Figma-sets-terms-for-%24979-million-IPO?ref=productoversee.com) ### Métricas Operacionais: O Freemium que funciona - **Base de usuários ativos**: mais de 13 milhões de MAUs (Monthly Active Users) - [Fonte – Mostly Metrics](https://www.mostlymetrics.com/p/figma-ipo-s1-breakdown?ref=productoversee.com) - [Fonte – Discussion Fool](https://discussion.fool.com/t/figma-nyse-fig-upcoming-ipo-writeup/120075?ref=productoversee.com) - **Clientes enterprise > US$ 1M ARR**: dezenas reportados, mas número exato de +1.000 > US$ 100K/ano **não foi confirmado publicamente** \- [Fonte – Discussion Fool](https://discussion.fool.com/t/figma-nyse-fig-upcoming-ipo-writeup/120075?ref=productoversee.com) - **Net Dollar Retention (NDR)**: 132% em Q1 2025 - [Fonte – Mostly Metrics](https://www.mostlymetrics.com/p/figma-ipo-s1-breakdown?ref=productoversee.com) - **Gross Margin**: 90%+ consistentemente - [Fonte – The Deep Dive](https://thedeepdive.ca/figma-files-for-up-to-1-5b-ipo-in-one-of-2025s-biggest-tech-listings/?ref=productoversee.com) ## Aspiração vencedora: democratizar o design O Figma trabalha em um mercado que por si só já é inspirador. Eles estão realmente ajudando o *product designer* a se tornar mais relevante. Product Design é uma disciplina que se perdeu durante um tempo no próprio reflexo (e nem foi por causa da Nêmesis). [Inventou tantos nomes e sobrenomes para tantas divisões e subdivisões](https://diegoeis.com/comentario-desnecessaria-fragmentacao-designer/?ref=productoversee.com), se perdendo demais do que eles poderiam ser. A aspiração vencedora do Figma é simples de entender, mas ambiciosa de executar: "[make design accessible to all](https://www.figma.com/five-years-of-figma/?ref=productoversee.com)". Não é só para quem tem diploma de design ou sabe usar Photoshop desde criança. Eles querem quebrar as barreiras entre quem cria e quem constrói produtos digitais. E não foi sempre assim - a visão original era ainda mais audaciosa: "[eliminate the gap between imagination and reality](https://www.figma.com/blog/a-new-collaboration-with-adobe/?ref=productoversee.com)". Dylan Field conta que essa era a visão inicial quando ele tentou explicar para investidores em 2013\. Era abstrato demais, confuso demais. Então eles mudaram para algo mais concreto, mas não menos impactante. > In today’s world full of inequality, the power to create digitally equals economic mobility. It’s imperative that we reduce barriers to creation so that more people can find opportunity and fulfillment. At Figma, our mission is to make design accessible to everyone — on any given day, you’ll often find us twisting ourselves in knots trying to give users more power while keeping our software simple. [Why I'm Leading Warp's Series A](https://www.linkedin.com/pulse/why-im-leading-warps-series-dylan-field/?ref=productoversee.com) O que o Figma fez foi pegar um processo que era exclusivo - exigia Mac caro, software proprietário, conhecimento técnico específico - e tornar acessível para qualquer pessoa com um browser. "Internet native software embodies values like collaboration, transparency, and access", [explica Dylan](https://www.figma.com/blog/meet-us-in-the-browser/?ref=productoversee.com). Daí que quando eles apostaram tudo no browser, não estavam só fazendo uma escolha técnica, estavam fazendo uma escolha lógica: a definição da experiência do produto não acontece apenas na tela do Photoshop e nem era responsabilidade exclusiva do designer, mas extrapolava para desenvolvedores e outros membros do time. Se validar a interface em si já é um processo terrível, imagina validar isso em conjunto com o funcionamento do produto? Quando tentamos fazer times de diferentes disciplinas trabalharem em conjunto, um processo que “obriga” a colaboração é importante. Mas só consegue ser eficiente se as ferramentas facilitarem esse fluxo. Não há processo de design que sobreviva quando o designer precisa salvar uma penca de JPGs e enviar por email/slack/whatsapp para aprovação. Deixar o design acessível não é uma visão ideológica, mas resolver uma ineficiência real e antiga do mercado. Embora não tenham sido os únicos a tentar isso no passado, foram os únicos que conseguiram dar uma resposta coerente dentro de um mesmo produto.​​​​​​​​​​​​​​​​ E é aí que entra onde o Figma resolveu jogar. ## Onde jogar: o caos que a gente chamava de processo Antes do Figma, o que chamávamos de "processo de design" era, na verdade, um festival de ineficiência disfarçado de metodologia. Imagina isso: Designer abre o Photoshop (ou Sketch, se fosse mais antenado na época), cria uma interface linda, salva um PNG, manda no Slack para o dev. O cara olha a imagem, tenta adivinhar as medidas, pergunta sobre estados de hover, não recebe resposta porque o designer já estava em outra, e implementa do jeito que dá. Resultado? Aquela briga clássica de "não era isso que eu desenhei" versus "você não especificou direito". E isso nos melhores dias, quando dava certo. ### O inferno da fragmentação de ferramentas Como conta Shawn Lan, Head of Design do Zoom: ["Para um único projeto, fazíamos revisões para várias ferramentas de 10 a 20 vezes e depois tínhamos que gerenciar reviews através de múltiplas ferramentas, versões e stakeholders"](https://www.figma.com/blog/zoom-case-study/?ref=productoversee.com). Era um ciclo vicioso: Sketch para design, InVision ou Framer para prototipagem, Zeplin para handoff de desenvolvimento. Cada mudança significava sincronizar arquivos entre todas essas ferramentas separadas. A equipe do Flipboard, [onde Dylan Field estagiou](https://open.substack.com/pub/aakashgupta/p/how-figma-grows?selection=d300f8c6-c793-4249-a000-a0e0f8647835), "gastava horas no controle de versão e arquivos — mas ainda assim tinha dificuldades com colaboração. Designers iam para seus próprios cantos por alguns dias e emergiam com novos designs, ao invés de trazer todo mundo junto. Era como lidar com arquivos do Microsoft Word na era do Google Docs" . O problema não era só técnico ou processual, era estrutural. **Você não conseguia ter um processo eficiente quando cada etapa exigia uma ferramenta diferente.** Era como tentar dirigir um carro onde o volante fica em uma cidade, o acelerador em outra, e o freio numa terceira. ### A guerra silenciosa entre design e desenvolvimento O drama real acontecia na fronteira entre design e código. ["Se você quisesse compartilhar um design que estava no Sketch, você fazia um screenshot e enviava, mas nesse ponto, estava fora de contexto"](https://www.figma.com/blog/zoom-case-study/?ref=productoversee.com#:~:text=%E2%80%9CIf%20you%20wanted,be%20very%20limited.%E2%80%9D), explica Lan. Era uma cadeia de degradação da informação. O designer criava uma interface no Photoshop com layers organizados de um jeito que só ele entendia (e era só ele mesmo, tá louco... tinha briga dentro do próprio time de design). Exportava algumas telas estáticas. O desenvolvedor recebia essas imagens e tentava deduzir: - Qual a margem exata entre os elementos? - Como fica o botão quando o usuário passa o mouse por cima? - E se o texto for maior que o esperado? - Qual a fonte exata e o tamanho? - Quais as cores em hexadecimal? E até o Sketch, que era o melhor software de design de produto da época, não conseguia resolver os problemas mais básicos do processo. [Com o Divar comentava](https://medium.com/design-at-divar/migrating-to-figma-the-why-the-how-the-challenges-e26fd6d1c8ca?ref=productoversee.com): _This post is for paying subscribers only._ ### Minimalismo na gestão de produto ou o problema do excesso URL: https://productoversee.com/blog/minimalismo-na-gestao-de-produto-ou-o-problema-do-excesso/ Last updated: 2025-07-16T11:45:55.000Z Esse acúmulo desmedido vai contra princípios fundamentais de eficiência e, paradoxalmente, reduz o valor que entregamos aos usuários. Como quem faz gestão ou liderança de produtos, estamos constantemente sob pressão para entregar mais, mais rápido. No entanto, essa mentalidade acaba criando produtos inchados, times sobrecarregados e estratégias confusas. Isso nos leva para uma execução descontrolada do plano, o que definitivamente acaba empurrando os times para um ciclo terrível que não é facilmente interrompido, de trazer soluções com o intuito apenas de ganhar tempo, e não em fazer a solução que realmente resolve o problema raíz. ![](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--FBR8I8lh--/v1745679198/obsidian/jxi6jiku4n6xq550nmdi.jpg) Esse problema é mais comum do que se imagina e você vai presencia-lo em diversos momentos da sua carreira. Eu espero que você presencie poucos momentos assim. ## O custo escondido da complexidade Cada nova funcionalidade, cada novo relatório, cada nova reunião tem um custo que vai muito além do tempo de desenvolvimento: - **Custo de manutenção**: Código adicional significa mais pontos de falha potenciais. - **Custo cognitivo**: Interfaces complexas exigem mais esforço mental dos usuários, e mais mudanças de prioridades exige mais esforço cognitivo do time. - **Custo organizacional**: Mais iniciativas significam atenção dividida e foco reduzido. Se fôssemos pensar como estoicos modernos da gestão de produtos, deveríamos reconhecer que esses custos invisíveis frequentemente superam os benefícios percebidos. É como a busca pelo prazer de satisfação momentânea. ### 1\. Foco no que se pode controlar Mas o estoicismo nos ensina a diferenciar entre o que está e o que não está sob nosso controle. Essa é basicamente a primeira regra do estoicismo aprendida em qualquer vídeo de três segundos de tiktok. Na gestão de produtos, isso significa: - **Focar nas métricas que realmente refletem o valor que entregamos**, não nas que impressionam stakeholders; - **Priorizar a resolução de problemas reais** dos usuários em vez de seguir tendências de mercado; - **Concentrar esforços em melhorar o que já existe** antes de construir algo novo; Veja bem: você vai ouvir em uma mesma reunião, o mesmo stakeholder - C-Level, investidor ou qualquer um que vive no Olimpo - dizer que “precisamos de resultado a todo custo e que não podemos desperdiçar um grande cliente”, e no momento seguinte, “devemos nos focar para resolver os puta que pariu que explodiram nossa operação no final de semana". Desculpe pelo meu "francês", mas duvido que você nunca tenha passado por algum cenário parecido. _This post is for subscribers only._ ### Aos meus mentores e líderes - com destaque à minha mãe, a melhor produteira (não sendo) que conheço URL: https://productoversee.com/blog/aos-meus-mentores-e-lideres-com-destaque-a-minha-mae-a-melhor-produteira-nao-sendo-que-conheco/ Last updated: 2025-08-14T20:42:25.000Z **1.** Penso que, se não tivesse encontrado dois ou três nomes na minha carreira, eu seria um profissional completamente pior, menos preocupado e atento. Penso que, se não tivesse encontrado quatro a seis nomes na minha trajetória acadêmica, meus estudos seriam mais solitários, menos prazerosos, mais duvidosos. Seria imprudente não pensar que, se esses quase dez nomes não tivessem me encontrado, eu seria um Enzo mais monótono. Esse pensamento surgiu diante de um comentário no post no Linkedin, que dizia mais ou menos assim: ‘*não consegui encontrar mentores de produtos que me ajudassem. Para mim, simplesmente não rolou’*. Felizmente, não consigo compartilhar desse sentimento. A minha caminhada tem como base artistas, professores, mentores e profissionais excelentes de diversas áreas. Inclusive, produteiros vocacionados. Se eu conseguisse mais dez minutos, mais trinta minutos, mais um dia com eles, eu certamente pediria, sem hesitar. Veio-me, para talvez me completar, um ensinamento. Clément Rosset, filósofo e escritor, trouxe à tona de que Harpagon, protagonista Molière, é avarento. Em outras palavras, a imagem de quem somos é (mesmo que não pareça) uma somatória infinita de outras pessoas que passaram por nós. Só conseguimos ver, no entanto, a última fotografia. E ela é a julgada, afinal. **2.** A frase no Linkedin angustiou-me muito. E talvez eu parta do equívoco de que faltou humildade, ou melhor, talvez imagine que as conversas não tenham sido tão agradáveis quanto deveriam. Ainda assim, ela serve para abrir a percepção e dimensionar, neste texto, uma gratidão exuberante que às vezes deixamos de lado. Dou-me conta de que, por não ter mentores ou ter aparentes mestres à frente, estamos fadados a um caminho mais turtuoso que o natural. É isso que eu quero dizer, como síntese. Vejo alguns colegas, alguns mais velhos que eu, patinando em dramas pessoais e existenciais, presos numa busca circular, como se o lugar onde estão agora comprometesse seus dias. Tentam, sozinhos, desafiar um desejo deflagrador até melhorarem ou, às vezes, apenas sofrem, acreditando que aquele trabalho penoso não é para eles. Sei que alguns, se tivessem mentores, poderiam simplesmente ter ideias mais claras e lidar com menos incerteza sobre os próprios caminhos. Ou: estariam expostos a mais caminhos possíveis, até então inimagináveis, e pensariam melhor para onde irão. Não pense que eu, como produteiro e ser humano, mesmo tendo mentores, não sofra, não hesite diante de um comentário, não tenha mais dúvidas que acertos, ou não me angustie nessa busca incansável por sentido. Mas eles, meus fiéis escudeiros, quando preciso, estão ali por mim e inevitavelmente deixam a trajetória mais leve. **3.** Pode parecer redundante, mas aqui vai um conselho elementar: observe os pais. Aprendi com a minha mãe a ter a humildade de estudar, a observar bem, a escutar muito bem. Como diria Adélia Prado: “*Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo*”. Ela faz parecer fácil o trabalho de um Product Manager, função que sou apaixonado. Lida com diversos problemas, como encanamento, a falta da bisnaguinha na mesa, o vestido apertado que a minha avó recebeu, realiza contas infinitas, prepara-se para o futuro com um protetor solar e com o pensamento, “*e se a minha filha não der conta de tudo isso, eu, como mãe, o que farei?*”. Ela ensinou-me backlog, roadmap e priorização em casa. Ensinou-me que, se deixasse a faca para o lado interno da mesa, eu teria menos risco de me cortar - e isso é design. Só, às vezes, ela senta e assiste uma novela coreana na Netflix - menos habitual quanto deveria. A minha mãe é, por excelência e vocação, a melhor Product Manager que conheci. Nós ficamos em casa com a sensação de que sempre temos um inédito caminho para a aceitação do inevitável. É inquieta, questionadora e observadora. A minha mãe é líder, é mentora, e a melhor PM que eu já conheci - e sinto uma pena imensa do mercado que não sabe ao menos quem ela é. **4.** Estamos todos diante de caminhos inextinguíveis e recentemente ouvi em uma conversa: ‘*o mais importante não é a jornada, Enzo, é justamente quem está contigo*”. A frase, por mais ingênua que seja, dissipa uma série de névoas que, vez por outra, nos escapa. É comum que nos perguntemos: *afinal, o que me diz este trabalho?* *Afinal, o que me diz essa área onde eu estou trabalhando?* A resposta é singular e depende de autoconhecimento e de muita sensibilidade. Afinal, o produto é feito por pessoas. A mentoria não foge disso também. **5.** Mentoria não é uma fórmula. É conversa. É presença. Não é performance. É legado. É impacto. Não aparece no slide final de uma apresentação nem se resume a uma fala bem colocada numa reunião. É algo que ecoa - aprende-se e apreende-se. A carreira, enganando ou não enganando, privilegia o encontro: duas pessoas, a sós, trocando ideias, tempo e atenção. Às vezes funciona. Outras, não. Mas vale sempre estar à procura dos seus próprios mentores, é isso que esse texto quer dizer. **6.** Quando um grande profissional segue sendo lembrado depois da sua despedida (de uma área ou mesmo da saída da empresa) e a sua qualidade humana foi irretocável, é impossível que seu legado não prevaleça. Ter mentores, independentemente da área, acrescenta a tudo isso a lucidez com que entendeu seu tempo além da humildade, mas com muita sabedoria, sabendo como transpor suas dificuldades para o bem simbólico por excelência, uma vida inteira. Vai por mim - ter um mentor não é pouco. Isso ninguém lhe tira. ### A taxa de conversão não diz muita coisa. Pelo menos não sozinha URL: https://productoversee.com/blog/a-taxa-de-conversao-nao-diz-muita-coisa-pelo-menos-nao-sozinha/ Last updated: 2025-07-12T01:54:43.000Z Taxa de conversão nunca deve ser analisada isoladamente. Mas isso você já deve saber. Na minha opinião, nem deveria se tornar um KR a ser acompanhado. Posso estar ofendendo metade do mundo agora e a outra metade vai parar de ler aqui, exatamente por que a primeira metade foi ofendida e é melhor não arriscar um pensamento diferente, certo? Mas o fato é que discutir que "nossa taxa de conversão saiu de 9% para 10%" é muito menos relevante do que dizer que "dobramos nossa base de compradores" ou "dobramos nossa receita". Falar que nossa conversão de análise de risco na Cybersource, Konduto, Clearsale ou qualquer outro tipo de serviço que você use é de 90%, não quer dizer absolutamente nada, se a conversão do cartão de crédito for de 50%. É contar metade da história. E é de se assustar o quanto gente C-Level bate palma quando vê só esse tipo de métrica de forma isolada. Por esse ponto de vista, taxa de conversão não deveria ser analisada sozinha. Ela sempre vai ser acompanhada de outros indicadores ou métricas de "guard rail" para justificar motivos pelo qual ela sobe ou desce. Indo pro básico: suponha que você tem um e-commerce com uma taxa de conversão de 10%. Ou seja: 1000 pessoas entram, 100 delas acabam comprando. Você decide trabalhar com o time de marketing em uma campanha maravilhosa atrai 10.000 pessoas. Sua audiência explodiu! A campanha foi um sucesso incrível. Sua taxa de conversão, nesse cenário, diminuiu ou aumentou? Resposta correta: depende. Muito provavelmente ela diminuiu ou ficou igual. Se ficou igual, você venceu. Se aumentou, devemos substutituir a estátua da liberdade pela sua. Mas eu aposto, que muito provavelmente, ela caiu. E isso não é ruim. Mas sempre tem qualquer pessoa que quer colocar a taxa de conversão como um KPI da empresa. Quer relacionar isso a metas, bonus... Que acha que UMA área é a responsável... ## Compradores absolutos **Por isso, eu prefiro monitorar a quantidade de compradores/leads únicos do que a taxa propriamente dita**. Prefiro ver os 100 compradores subindo para 1000, apesar da volatilidade da taxa e da audiência, do que me preocupar em explicar os motivos pelo qual a taxa saiu eles 10% para 1%. Se ela ficou igual, você teve sucesso? Obviamente sim. 10% de 10.000 é diferente de 10% de 1000\. Mas aí, não estamos olhando a taxa de conversão, estamos medindo **compradores absolutos**. Eis um número mais importante - na minha opinião - que taxa de conversão. Em um cenário onde a taxa tenha caído para 1% por causa do aumento de audiência. Vocês fizeram um mal trabalho? De novo a resposta correta é depende. 1% de 10.000 ainda continua sendo 100\. E isso quer dizer que você conseguiu manter a mesma quantidade de compradores únicos que estava tendo anteriormente, embora a audiência tenha aumentado. Essa é uma análise um pouco simplista, mas para exemplificar funciona. É muito difícil os compradores absolutos não aumentarem junto com o crescimento de audiência. Mas, é quase certeza que a taxa de conversão (a porcentagem propriamente dita) tenha caído. _This post is for paying subscribers only._ ### Sobre o acumulo de responsabilidades nas pessoas de produto URL: https://productoversee.com/blog/sobre-o-acumulo-de-responsabilidades-nas-pessoas-de-produto/ Last updated: 2025-07-21T18:54:58.000Z Staff PM, CPO, Head de Produto, GPM, PM, APM... são tantos nomes que a gente acaba se confundindo muito com as responsabilidades. Mas o problema real não está na nomenclatura. Está na tendência perigosa de empilhar responsabilidades em uma pessoa só até ela quebrar. PM nasceu originalmente como contribuidor individual. Ele NUNCA foi pensado para ser alguém que gere pessoas. Partindo desse princípio, a gente consegue entender exatamente para onde o mercado se direcionou na última década. E não foi por mal, foi por necessidade. ## O que funcionava (e ainda funciona em empresas pequenas) A hierarquia mais comum das coisas era basicamente essa: CPO/Diretor no topo, um Head de Produtos no meio, e três PMs na base. Simples, direto, eficiente. ![](https://diegoeis.com/content/images/2025/06/data-src-image-6a5bca44-4617-4865-ae26-edeca644d786.png) Nada de muitos problemas até aqui. Se levarmos em consideração esses três PMs, teoricamente onde cada PM conseguiria trabalhar com 2 times de tecnologia ao mesmo tempo (com escopos parecidos, obviamente... se não vira loucura), teríamos aí uns 6 times de tecnologia completos. Se tivermos umas 7 pessoas cada time (incluindo devs, QAs e designers), temos aí umas 40-45 pessoas. Esse número para mim já é uma área que conseguiria construir, monitorar, sustentar e evoluir um produto com qualidade razoável, em uma velocidade acelerada (não to falando de hyper growth). Obviamente com comunicação e processos eficazes. As vezes, o papel do Head e Diretor possam até ter muito overlap. Então, as vezes, os dois papéis não precisariam existir ao mesmo tempo nesse contexto. Talvez. ## Quando a coisa desanda Mas o que acontece é que as empresas crescem rápido - principalmente quando falamos de empresas de tecnologia. Há sempre aquele boom de sair de 10 pessoas para 50\. Depois de 50, ir para 100\. E quando a empresa se vê, está com 500 pessoas e a história sempre é a mesma: dores do crescimento fizeram a gente acelerar as entregas para tentar dar conta desse crescimento e cobrança de negócio. Daí, as coisas começam a degringolar. Uma saída comum que a maioria das empresas decidem é aumentar os times. Principalmente os times de produto e tecnologia. _This post is for subscribers only._ ### A mediocridade sistêmica dos profissionais de produtos: por que a maioria não consegue sair do piloto automático URL: https://productoversee.com/blog/a-mediocridade-sistemica-dos-profissionais-de-produtos-por-que-a-maioria-nao-consegue-sair-do-piloto-automatico/ Last updated: 2025-07-04T10:46:21.000Z Quando foi a última vez que você realmente se esforçou no trabalho? E não estou falando de ficar até tarde ou responder e-mail no fim de semana. Estou falando de colocar toda sua energia mental para entregar algo que realmente importe. Estou com a percepção de uns tempos para cá que os profissionais do nosso mercado estão trabalhando no piloto automático. E não parece ser por mal, talvez por necessidade - ou pelo menos é isso que a gente se convence. [Assisti um vídeo da Neuralink esses dias](https://youtu.be/FASMejN%5F5gs?si=WRR7aoOghMSa%5FeZA&ref=productoversee.com). Lá tem gente fazendo uma pessoa cega de nascença enxergar pela primeira vez na vida. Enquanto isso, tem gente que discute [280 horas alinhamento e cor do botão](https://www.youtube.com/watch?v=b00sgRR%5FVc0&t=128s&ref=productoversee.com). Cada um com seu glamour. E aí que bate aquele desconforto: será que só quem trabalha com "problemas nobres" deveria ter esse nível de dedicação? Ou perdemos completamente a noção do que significa trabalhar com qualidade? ## O piloto automático virou padrão A gente normalizou a mediocridade. Um PM que entrega no prazo já é considerado bom. Um dev que não quebra a aplicação já é senior. Um designer que segue o design system já é estratégico. [O mercado de tech viu 60% mais profissionais perdendo empregos em 2024 do que em 2023](https://www.techrepublic.com/article/dice-report-tech-lost-jobs-2024/?ref=productoversee.com), e mesmo assim continuamos fingindo que está tudo normal. [Empresas reclamam que candidatos não atendem aos requisitos - apenas 29,4% dos arquitetos de software realmente qualificam para as vagas](https://talando.com/blog/tech-labour-market-outlook-in-2024-2025/?ref=productoversee.com). Mas aqui está o plot twist: o problema não é falta de talento. É que criamos uma cultura onde "fazer o suficiente" virou sinônimo de excelência. Você já reparou como a gente se acostumou com coisas quebradas? App que trava, site que demora para carregar, funcionalidade que não funciona direito. A gente dá de ombros e fala "ah, é normal, todo software tem bug". Não, cara. Não é normal. É mediocridade sistêmica disfarçada de pragmatismo. [Mas esse comportamento é um convite para o efeito "sapo fervido"](https://no-kill-switch.ghost.io/boiling-frogs-about-lowering-your-standards-to-mediocrity/?ref=productoversee.com) \- você aceita um pequeno rebaixamento temporário nos seus padrões e, aos poucos, isso vira seu novo normal. De repente, você está fazendo coisas que jamais aceitaria alguns meses atrás. ## O que separa os excepcionais dos medíocres _This post is for paying subscribers only._ ### Você não é racional, e seus clientes também não URL: https://productoversee.com/blog/voce-nao-e-racional-e-seus-clientes-tambem-nao/ Last updated: 2025-08-14T20:44:04.000Z > Você não é racional, e seus clientes também não. A irracionalidade humana deve direcionar para a sua estratégia de marketing. Na tentativa de tomar decisões de maneira eficiente, o cérebro humano adota atalhos. Assim, seus clientes confiam em uma variedade de heurísticas e vieses cognitivos para decidir com rapidez. E eles nem percebem isso. A teoria utilitarista do comportamento econômico, proposta pelo filósofo do século XIX [*John Stuart Mill*](https://epd.edu.br/blog/john-stuart-mill-conheca-sua-biografia/?ref=productoversee.com), sugeria que todas as decisões econômicas eram racionais. Era um pensamento coerente na época, mas não levou em conta como o cérebro funciona em situações reais. Pessoas, inclusive consumidores, podemos incluir aqui, seus clientes, tendem a tomar decisões que nem sempre fazem sentido, sucumbindo frequentemente a vieses que estão abaixo da superfície. Como profissional de marketing, design de experiência ou produteiro, você pode exercer mais influência ao entender como o comportamento de seus clientes é guiado por vieses e processos psicológicos que levam a decisões não calculadas. Neste artigo, vamos explorar três conceitos da Ciência Comportamental que você pode usar para moldar a forma como os clientes percebem seu produto ou serviço ao interagirem com sua marca. ## Como traçar um paralelo entre comportamento humano e inteligência artificial? Não é inteligência, não é artificial. Pesquisas em economia comportamental e psicologia cognitiva demonstram que, ao contrário da suposição clássica de racionalidade, nossas decisões frequentemente se desviam da lógica estrita, refletindo padrões previsíveis de irracionalidade. Estudos apontam que viéses cognitivos estão tão enraizados em nosso processamento mental que podem, em alguns cenários, melhorar a eficiência ou até os resultados preditivos de uma decisão. Segundo dados de um painel da [*Psychology Today*](https://www.psychologytoday.com/us?ref=productoversee.com), a maioria das pessoas “segue regras de bolso (heurísticas) em mais de 50% das decisões”. Enquanto o cérebro humano opera por atalhos mentais, gerando intuição, empatia e emoções que informam (e muitas vezes distorcem) nossas escolha, a inteligência artificial baseia-se em algoritmos e grandes volumes de dados para “decidir” de forma consistente e escalável. Os modelos de IA aplicam funções matemáticas e redes neurais para mapear padrões observados em dados históricos, sem sentir ou intuir, o que lhes confere previsibilidade e o ser humano gosta disso, mas nem sempre está correto. O [*Viesmente*](https://viesmente.design/?ref=productoversee.com) explora esse encontro de conceitos para oferecer insights holísticos: ao combinar psicologia comportamental (para mapear como as pessoas escolhem) e auditoria de IA (para diagnosticar onde o modelo pode distorcer previsões), criando intervenções que corrigem erros reduzindo problemas indesejados e também, potencializando decisões alinhadas a metas organizacionais, entregando recomendações mais justas, eficazes e transparentes. > Inteligência artificial deve ser amplificadora, não substituta. **Vamos explorar três conceitos da Ciência Comportamental para entender como a irracionalidade impacta as decisões em negócios.** ## Conceito 01: Efeito de enquadramento *Você sabia que seus clientes podem escolher seu produto ou serviço com base em como você enquadra sua mensagem?* Em 1981, [*Amos Tversky*](https://maisretorno.com/portal/termos/a/amos-tversky?ref=productoversee.com) e [*Daniel Kahneman*](https://www.infomoney.com.br/perfil/daniel-kahneman/?ref=productoversee.com), dois psicólogos pioneiros que contribuíram para a economia comportamental, publicaram “[The Framing of Decisions and Psychology of Choice](https://scholar.google.com/citations?view%5Fop=view%5Fcitation&hl=en&user=ImhakoAAAAAJ&citation%5Ffor%5Fview=ImhakoAAAAAJ%3Ad1gkVwhDpl0C&ref=productoversee.com)”. No estudo, os participantes receberam um cenário hipotético de vida ou morte. Um vírus fatal se dirigia aos EUA e esperava-se que matasse 600 pessoas. A boa notícia: havia dois tratamentos disponíveis. A má notícia? Bem, uma doença potencialmente letal estava chegando. Dado o risco, como os pesquisadores enquadraram as opções de tratamento? O primeiro foi apresentado destacando o salvamento de 200 vidas, enquanto o segundo enfatizava uma probabilidade de 1/3 de que 600 pessoas seriam salvas e 2/3 de que todos pereceriam. Qual você escolheria? Se for como a maioria, selecionou o tratamento “salvar 200 vidas”. Mas percebeu algo curioso? Independentemente da opção, 200 pessoas provavelmente sobreviveriam e 400 morreriam (e apenas o primeiro tratamento, o que você escolheu, garantiria a morte de 400 pessoas). Apesar de oferecer “igual valor esperado”, segundo os autores, os participantes optaram pelo primeiro tratamento em 72% dos casos, contra 28% para o segundo. O impacto do efeito de enquadramento ficava evidente. Hoje o efeito de enquadramento está mais vivo do que nunca e os profissionais de marketing fazem bom uso dele. Em um mundo ainda sob a sombra da COVID-19, produtos de limpeza aproveitam esse viés. Durante a pandemia, a [Unilever antecipou lançamentos](https://www.meioemensagem.com.br/marketing/covid-fez-players-de-limpeza-anteciparem-lancamentos?ref=productoversee.com) de desinfetantes e lenços umedecidos sob a marca **OMO**, promovendo-os como “primeiros produtos do Brasil com eficácia comprovada pela Anvisa contra SARS-CoV-2” e “mata 99,9% dos germes e bactérias”. Será que você deixaria de comprar se a embalagem afirmasse "permite sobreviver 1 % dos germes"? Mas não se limite a desinfetantes. A [*Mission Foods*](https://www.missionfoods.com/?ref=productoversee.com), por exemplo, teve sucesso ao rotular suas grandes tortilhas como 95% livres de gordura. Muito mais atraente do que “5% de gordura”, não? E a Haleon, fabricante da Sensodyne? Combinando três vieses (prova social, autoridade e enquadramento), afirma que nove em cada dez dentistas recomendam Sensodyne. Mais persuasivo do que dizer que apenas um em dez não recomenda. Como você comunica seu valor? Lembre-se: seus clientes avaliam sua proposta com base em como você a enquadra. E não é preciso recorrer apenas a estatísticas: use o enquadramento ao redigir sua mensagem de acordo com o que importa ao seu público e observe os resultados. ## Conceito 02: Efeito isca *A isca está em toda parte e você talvez nem perceba. O mais interessante é que ela pode orientar a decisão do cliente no momento da compra.* Conhecido como dominação assimétrica, o efeito isca refere-se a uma oferta estrategicamente posicionada para aumentar a probabilidade de escolha de uma alternativa. A revista [*The Economist*](http://economist.com/?ref=productoversee.com) usou o efeito isca para impulsionar vendas de sua assinatura preferida. Veja as ofertas: - **Assinatura apenas digital:** $ 59, - **Assinatura digital + impresso:** $ 125, Para orientar compradores ao plano mais caro, a equipe adicionou outra opção: - **Assinatura apenas impresso:** 125 Sim, o preço era igual ao da versão combinada, mas sem acesso ao conteúdo digital. Essa opção não visava consideração real: era uma isca. O professor [*Dan Ariely*](https://danariely.com/?ref=productoversee.com), do MIT, curioso sobre essa estratégia, aplicou-a em seus alunos. Com as mesmas faixas de preço, 84% escolheram o pacote mais caro de $ 125, enquanto 16% ficaram apenas com o digital de $ 59\. Ao remover a isca, a adesão ao plano de $ 125 caiu de 84% para 32%. Fica claro que a presença da isca aumentou drasticamente a escolha pelo plano mais caro. ### Como criar uma isca no seu negócio? O preço da isca deve ficar próximo ao do item preferido, mas com recursos claramente inferiores. Ou seja, a isca é bem menos atrativa em funcionalidades, mas não muito mais cara do que a opção mais barata. Imagine um serviço de streaming definindo preços. Pesquisa indica que clientes topam pagar $ 10 mensais. Seu objetivo, porém, é deslocar parte deles a um plano de $ 14,99\. Comece com um plano introdutório de acesso limitado a filmes por $ 9,99\. Depois, crie o plano desejado de $ 14,99, com acesso a todos os filmes, documentários e podcasts. Por fim, inclua uma isca: acesso apenas a filmes por $ 13,99, sem documentários nem podcasts. Dessa forma, o cliente percebe o de $ 14,99 como “melhor negócio”, embora seja o mais caro. O objetivo é guiar escolhas comparando o item preferido à isca. Se houver grande diferença de valor e pequena diferença de preço, você terá mais clientes dispostos a pagar mais. ## Conceito 03: Viés de frequência *Já notou como, após descobrir que sua mulher está grávida, você a ver outras mulheres grávidas na rua?* O viés de frequência altera a percepção ao longo do tempo. Quando alguém conhece algo novo, uma palavra, slogan, ideia ou produto, passa a “ver” esse item com maior frequência. Segundo [*Anina Rich*](https://researchers.mq.edu.au/en/persons/anina-rich?ref=productoversee.com), professora na Escola de Ciências Psicológicas da Macquarie University (Austrália), o viés de frequência se relaciona a “captura de atenção pela memória de trabalho". Um processo em que estímulos ocupam espaço na mente abaixo do nível consciente, tornando-se mais salientes no ambiente. Como Rich afirma: > O que você pensa inconscientemente o guia para informações relevantes no ambiente. Esse viés é especialmente relevante em campanhas multicanal. Você tem um canal de alto engajamento para atrair atenção e, então, posiciona sua mensagem em outros pontos para explorar esse fenômeno subconsciente? Ao entender que a repetição aumenta a percepção, planeje seu mix de canais de modo a reforçar a exposição após o primeiro contato. --- **Conclusão** Os conceitos de Ciência Comportamental puxam as cordas das decisões na mente dos seus clientes. Você se enxerga como um “marionetista” do marketing? Ao construir sua estratégia, lembre-se de que nem sempre as pessoas agem de forma racional, e esse entendimento deve fazer parte do seu planejamento. --- **Referências** - [Amos Tversky; Daniel Kahneman. “The Framing of Decisions and Psychology of Choice”.](https://www.science.org/doi/10.1126/science.7455683?ref=productoversee.com) - [Anina Rich. “What Is the Baader Meinhof Phenomenon?”](https://lighthouse.mq.edu.au/article/july-2020/What-is-the-Baader-Meinhof-Phenomenon?ref=productoversee.com) ### Definindo e mensurando sucesso em produtos de IA URL: https://productoversee.com/blog/definindo-e-mensurando-sucesso-em-produtos-de-ia/ Last updated: 2025-05-09T10:46:17.000Z Produtos que utilizam inteligência artificial estão cada vez mais presentes e, quando [entregam valor real](https://www.linkedin.com/pulse/hype-n%C3%A3o-sustenta-produtos-como-utilizar-ia-para-resolver-duda-bona-vviff/?trackingId=aX6MFi1FRUOl%2FnGjS3LecQ%3D%3D&ref=productoversee.com) para o usuário, costumam ter bastante sucesso. Mas você sabe exatamente **como definir o que é sucesso para um produto de IA?** Não tem uma receita de bolo para isso - como para a maioria das coisas no universo de produtos (e na vida 😅). No entanto, vou trazer algumas perspectivas ao longo deste texto que podem te ajudar a avaliar se o seu produto está caminhando para a direção certa. **Disclaimer inicial:* alguns conceitos técnicos e suas aplicações foram simplificados - tanto para fins didáticos, quanto por eu não ter o conhecimento necessário para abordá-los de forma mais profunda. O objetivo continua sendo compartilhar o que venho aprendendo ao longo de mais de 5 anos trabalhando em produtos de IA, e trazer mais clareza sobre o tema para pessoas não-técnicas.* Talvez você já tenha me ouvido dizer que produtos de IA [não são tão diferentes](https://www.linkedin.com/pulse/liderando-produtos-na-era-da-ia-o-erro-improviso-e-aprendizado-bona-79vcf/?trackingId=Fjy2xwAMTr2ytnWX57olhA%3D%3D&ref=productoversee.com) de outros produtos digitais - e não são mesmo. Como product manager, você tem **muitas métricas clássicas que vão te ajudar a entender a performance do produto** como um todo - estou falando daqueles diversos frameworks que PMs estão super acostumados a utilizar no dia a dia e que medem KPIs como Ativação, Retenção, Aquisição, Receita, Engajamento etc. **Produto de IA ainda é produto!** Então, sim, essas medições são muito úteis e todo o resto que você estudou e já aplica no seu dia a dia como PM continua sendo valioso na hora de medir a performance e mensurar o sucesso de uma feature. No entanto, fica cada vez mais claro que **todo profissional vai começar a sentir a necessidade de adicionar mais uma caixinha de conhecimento dentro do seu arsenal**, especialmente aqueles que lidam diariamente com aplicações de IA. Dentro desse novo universo de informações, se estivermos falando de aplicações de inteligência artificial mais clássicas, antes da chegada dos LLMs e outros modelos generativos, você provavelmente vai precisar **entender como um modelo de machine learning funciona** e toma as suas decisões - pelo menos em alto nível. *👉 Escolhi deixar os generativos para um outro momento, uma vez que a avaliação da tomada de decisão é diferente, com suas próprias particularidades.* ## **O critério de avaliação e seu impacto na experiência do usuário** Quando pensamos em modelos de inteligência artificial que fazem **classificações**, um ponto importante é entender o que é considerado certo ou errado para o modelo - isso envolve definir claramente um **critério de avaliação.** Em outras palavras, precisamos estabelecer os parâmetros e métricas de sucesso que guiarão o aprendizado da inteligência artificial. No nosso contexto, esse **critério de avaliação vai dizer o que é considerado um resultado (ou uma previsão) bom ou ruim** e, a partir disso, orientar as próximas correções e ajustes. A forma com que esse critério de avaliação é definido influencia diretamente as ações da IA e, consequentemente, a **experiência do produto**. Se os parâmetros não estiverem bem estabelecidos, podemos encontrar comportamentos indesejados e previsões que vão totalmente na contramão das expectativas dos usuários, **diminuindo consideravelmente a percepção de valor;** por isso, mesmo que pareça algo muito técnico, é muito interessante que todas as especialidades de produto participem das discussões sobre como definir e configurar esses parâmetros, trazendo suas percepções a respeito do que realmente vai definir uma [boa experiência](http://linkedin.com/pulse/potencializando-experi%25C3%25AAncias-com-intelig%25C3%25AAncia-artificial-duda-bona-miq6f/?ref=productoversee.com) naquele cenário. De forma mais simplista e para deixar um pouco mais claro como as IAs podem acertar ou errar, vou trazer um exemplo de um modelo de classificação binária que, basicamente, tem o objetivo de **prever se um exemplo pertence ou não a uma determinada categoria**, com base em algumas regras. Quando esse tipo de modelo faz previsões, existem quatro outcomes possíveis a respeito do que foi previsto: - **Verdadeiro positivo:** quando o modelo faz uma classificação correta 👉 ele nos diz que banana **É** banana. - **Verdadeiro negativo:** quando o modelo classifica corretamente um exemplo como **NÃO** pertencendo a uma determinada categoria 👉 ele nos diz que banana **NÃO** é maçã. - **Falso positivo**: quando o modelo classifica incorretamente um exemplo 👉 ele nos diz que banana **É** maçã. - **Falso negativo:** quando o modelo classifica incorretamente como **NÃO** pertencendo a uma determinada categoria 👉 ele diz que banana **NÃO** é banana ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXekIegzi15RQocja1mOOrAzQIUUi59QdiUm6NRPhmU19BaRDw_p9k_DrY9soqWWiN1sDUy2BTz8T93xYkjy7YqpupWzMVT--7dYzK7niuQo_LS-qj8B2FeVXpnHXt4KXaHoR3YF?key=iXDIdrVwee4soh5j8CqQwUG1) Dependendo da natureza do seu produto, você vai querer **definir pesos diferentes para cada uma dessas previsões** \- isso é uma decisão muito crítica e fundamental que vai dizer sobre **a sua tolerância ao erro** e impactar diretamente a experiência do usuário. Talvez você esteja se perguntando *“por que não deixar todas com o mesmo peso?”* \- e é realmente um pensamento válido; mas essa decisão precisa ser tomada levando em consideração o negócio como todo e **o impacto que uma informação errada pode ter na experiência e, até, na vida dos seus usuários.** Por exemplo, em sistemas e produtos que tocam em temas sérios e sensíveis como saúde, segurança ou a vida financeira, um erro pode ter consequências graves - como um diagnóstico incorreto, uma falha na proteção de dados ou a aprovação indevida de uma transação fraudulenta. Nesses casos, **o critério de avaliação deve ser projetado com muito mais rigor** para minimizar riscos e garantir a melhor experiência e segurança para o usuário. Por outro lado, em produtos voltados para experiência e descoberta, como um aplicativo que recomenda bares e restaurantes para você conhecer, os erros tendem a ter impactos menos críticos: se a IA sugerir um restaurante que o usuário não gosta, ele pode simplesmente ignorar a recomendação ou escolher outro local. Nesse caso, **o critério de avaliação pode ser mais flexível, priorizando a variedade e a personalização** para incentivar a descoberta e exploração de novos lugares. Para tangibilizar um pouco mais, vamos imaginar que você é o PM de um produto da área da saúde, que usa um **modelo de classificação binária** para suportar o médico na hora do diagnóstico de uma determinada condição - vamos chamá-lo de *MedDiag*. Nesse contexto, teríamos quatro resultados possíveis ao classificar um paciente: - **Verdadeiro positivo (VP):** o modelo classifica corretamente o paciente como portador da condição - vamos supor que o modelo indica que o paciente tem determinada doença e isso é confirmado após exames clínicos. - **Consequência:** a decisão de tratamento é tomada de forma rápida e baseada em dados de confiança. Isso reforça a credibilidade do sistema, ajudando o profissional a agilizar o atendimento e o paciente a receber os cuidados que precisa o mais rápido possível. - *Essa classificação é “verdadeira” porque é *correta* e é “positiva” porque diz que *É* algo.* - **Verdadeiro negativo (VN):** o modelo acerta ao afirmar que o paciente não tem a condição - nesse caso, o modelo indica que o paciente **não tem** uma condição específica, o que é confirmado por exames posteriores. - **Consequência:** o usuário (médico) tem segurança para descartar hipóteses desnecessárias, evitando tratamentos ou exames adicionais. Da mesma forma, isso também reforça a confiança no sistema e até ajuda o médico a priorizar quais pacientes deveriam ter suas condições melhor investigadas. - *Essa classificação é “verdadeira” porque é *correta* e é “negativa” porque diz que *NÃO É* algo.* - **Falso positivo (FP):** o modelo indica, incorretamente, que o paciente tem uma determinada condição - aqui teríamos um “falso diagnóstico”, que seria desbancado por exames posteriores, sugerindo que o paciente está saudável e, na verdade, não possui a condição previamente diagnosticada. - **Consequência:** nesse caso, tanto o médico quanto o paciente vão ter algum estresse - seja por levar mais tempo para desconsiderar um diagnóstico, por ter que fazer exames desnecessários ou, até mesmo, pelo estresse de receber um diagnóstico que, posteriormente, será revogado. Esse cenário certamente diminui a confiança do usuário no produto por causa de uma má experiência. - *Essa classificação é “falsa” porque é *incorreta* e é “positiva” porque diz que *É* algo.* - **Falso negativo (FN) :** o modelo deixa de indicar que o paciente possui a condição quando, na verdade, deveria. - **Consequência:** esse é o cenário mais crítico, no contexto deste produto, uma vez que atrasar um diagnóstico ou deixar de indicar um tratamento, pode ter graves implicações clínicas. Nesse caso, a experiência é a pior possível, tanto para o médico, quanto para o paciente, levando a quebra de confiança no produto e, possivelmente, perda de usuários. - *Essa classificação é “falsa” porque é *incorreta* e é “negativa” porque diz que *NÃO É* algo.* No contexto do *MedDiag*, dependendo do **tipo de condição** que o produto auxilia a diagnosticar, o peso de cada erro (FP, FN) pode variar enormemente. Em muitos cenários de saúde, **o falso negativo é o mais perigoso**, pois ignorar um problema de saúde pode ocasionar complicações sérias ao paciente. Logo, é comum que o critério de avaliação seja desenhado para **minimizar os falsos negativos**. Por outro lado, um falso positivo pode não ser tão crítico em certas especialidades, resultando apenas em exames ou questionários adicionais. Entretanto, quando o volume de FPs é muito alto, o médico pode ficar sobrecarregado, desperdiçar recursos e passar a questionar a efetividade do sistema. Em outros contextos, no entanto, o peso de cada uma dessas métricas pode mudar, pois as consequências de uma classificação incorreta podem ser insignificantes frente aos benefícios de uma classificação correta. ## **Precisão e Recall: como medir a qualidade das classificações** Além dos quatro resultados possíveis em um modelo de classificação, existem duas métricas importantes para entender o desempenho do seu modelo: **precisão** e **Recall**. Eles nos ajudam a determinar como a inteligência artificial faz as suas classificações e, também, os tipos de erro que os usuários podem experienciar. _This post is for paying subscribers only._ ### O algoritmo da liderança URL: https://productoversee.com/blog/o-algoritmo-da-lideranca-personalizando-a-forma-como-voce-lidera-2/ Last updated: 2025-05-07T17:35:32.000Z Atualmente, vivemos em um mundo em que cada vez mais consumimos entretenimento ou compramos produtos desenvolvidos diretamente para nós. Nas plataformas de streaming, o algoritmo nos direciona conteúdos de acordo com o assunto que mais consumimos; nas redes sociais, são apresentadas promoções e feitas ações de marketing de acordo com o nosso perfil, e poderia citar muitos outros exemplos que confirmam isso. O poder do algoritmo é tão *fantástico*, que ele consegue identificar qual o perfil da pessoa que o está utilizando, analisando o padrão de uso de cada um naquele momento. Um exemplo prático e pessoal que posso compartilhar é sobre minhas duas filhas: elas compartilham um mesmo perfil no YouTube, mas em dispositivos diferentes e o YouTube já sabe apresentar conteúdos personalizados para cada uma delas em função do dispositivos que usam. O mesmo posso afirmar que acontece comigo, uma vez que na minha TV costumo assistir um tipo de conteúdo e no meu celular outro, e o algoritmo sabe identificar qual o dispositivo estou utilizando naquele momento e apresenta conteúdos diferentes em diferentes situações, apenas por entender meu perfil de utilização. **Mas você deve estar se perguntando agora: “OK, mas o que isso tem a ver com liderança?”.** Acredito que não seja necessário explicar em profundidade o quanto as pessoas diferem e são importantes para as empresas e que, sem as liderar efetivamente, nenhuma companhia terá sucesso. As empresas precisam de pessoas motivadas e comprometidas diariamente com o seu trabalho para que a companhia possa alcançar os resultados esperados para entregar valor naquilo a que se propõe. Neste contexto, o líder, como a camada que possui mais contato e influência sobre as pessoas, deve entender como liderar cada indivíduo e como a sua liderança pode exercer impacto na motivação e na performance de cada liderado. O líder pode utilizar algumas ferramentas, como as que o Management 3.0 propõe, mas se ele as utilizar sem conhecer o contexto em que está inserido, sem entender as pessoas e sem saber como trabalhar os resultados delas obtidos, pode acabar gerando um efeito oposto ao desejado. Isso acontece porque, em vez de motivação, pode gerar desmotivação e incredulidade dos liderados quanto a utilização destas ferramentas. ## **Entendendo a personalidade para entender a pessoa** Atualmente, muitas empresas já se utilizam de ferramentas para avaliação comportamental no processo de seleção. Hoje existem diversas delas no mercado para que os líderes possam utilizar, a fim de ter informações mais concretas e embasadas sobre sua equipe: - MBTI (Myers-Briggs Type Indicator): ferramenta que classifica pessoas em 16 tipos de personalidades diferentes, levando como base 4 dicotomias Extroversão (E) vs. Introversão (I); Sensação (S) vs. Intuição (N); Pensamento (T) vs. Sentimento (F); Julgamento (J) vs. Percepção (P). - DISC: talvez o mais famoso desta lista, classifica em 4 diferentes dimensões do comportamento. - PDA: Ferramenta de análise comportamental, baseada no DISC, que possui 17 perfis de comportamento. O que todas essas ferramentas têm em comum é o objetivo final, ou seja, trazer informações que vão auxiliar no entendimento sobre o que motiva uma pessoa daquele determinado perfil, quais os comportamentos padrões que podemos esperar de uma pessoa e também auxiliar na tomada de decisão a respeito de cada um dos perfis. ## **A importância do líder neste contexto** O tema liderança já vem sendo discutido há muito tempo. Hoje as pessoas não querem mais ter chefes, mas sim líderes. Cada dia mais, as pessoas procuram por líderes que se conectem com elas, que entendam elas e que, de certa forma, se moldem a elas. _This post is for subscribers only._ ### Nenhum plano sobrevive à execução URL: https://productoversee.com/blog/nenhum-plano-sobrevive-a-execucao/ Last updated: 2025-04-25T18:10:41.000Z Seria ótimo conseguirmos prever o futuro, não? Vontade não nos falta e tentativas também não. Ser humano que somos, trazemos conosco uma convicção nata e uma esperança demasiada de que o futuro será como gostaríamos que ele fosse. Esse é um dos nossos principais combustíveis da vida. Sonhar com o amanhã. É claro que para você, PM, o exercício da futurologia é parte importante do seu currículo diário. Afinal, que PM que nunca teve que responder quando algo ficaria pronto, que atire a primeira pedra. E não, isso não é uma crítica, é de fato a natureza dos negócios. A empresa precisa se planejar nos moldes da escola de administração do século XX que paira sobre nós atualmente. É a regra, é o senso comum. Não me entenda mal, você vai, sim, precisar trazer uma visão de futuro e uma timeline em que ela se concretizará. Lutar contra isso é inútil. O desafio maior está em equilibrar essa necessidade genuína de previsibilidade com a certeza de que a incerteza é a variável mais estável em nossas vidas. ## **Planos são importantes, mas não o mais importante** Você provavelmente já passou pela situação de criar um roadmap ou uma timeline com bastante esforço, atenção e discussões longas. Tudo parecia muito bem estruturado até o primeiro dia real de execução. A partir daí, o plano cuidadosamente montado começa a se desconstruir — atrasos surgem, dependências antes ocultas se revelam e decisões feitas meses atrás deixam de fazer sentido. Mas por que insistimos tanto em acreditar que o plano inicial será sempre um sucesso, mesmo sabendo que, no fundo, não temos controle absoluto sobre o futuro? A resposta talvez esteja na forma como aprendemos a planejar. Fomos condicionados a pensar que planejar é sinônimo de prever, de controlar. Essa é a essência do paradigma da administração tradicional, que ainda molda boa parte da cultura organizacional atual. Na prática, planos não são importantes apenas pelo que prometem, mas pelo contexto organizacional que sustentam. Uma timeline não é só um calendário de entregas; é um instrumento de coordenação essencial em ambientes corporativos complexos, especialmente em organizações que precisam alinhar múltiplas áreas simultaneamente. Marketing precisa do plano para estruturar campanhas estratégicas com antecedência suficiente. Vendas dependem dele para organizar metas e treinamentos, operações para dimensionar equipes e recursos corretamente. Áreas como financeiro, jurídico e compliance usam esses mesmos planos como referências para orçamentos, análises de risco e auditorias internas. Portanto, o plano é algo muito importante, mas não é a coisa mais importante. O mais importante é garantir que todas as partes envolvidas estejam alinhadas, que enxerguem qual a direção inicial que foi definida e que haja um comprometimento das pessoas em seguir o que foi estipulado. Todo plano deveria ser uma ferramenta de comunicação, alinhamento e, o mais importante, de aprendizado e não um mecanismo de controle e futurologia. ## **O valor real está na reflexão, não no documento** O grande valor de ter um plano alinhado é de fato trazer consciência para as pessoas de que a realidade à nossa volta irá dificilmente de encontro com o que planejamos e que, muito certamente, existe uma zona cinzenta ao nosso redor que não somos capazes de enxergar. Durante o processo de planejamento, surgem conversas fundamentais sobre riscos, dependências e hipóteses de negócio que geralmente não acontecem de maneira natural no dia a dia corrido da execução. Planejar força essas conversas difíceis, que nos levam a entender melhor as lacunas do que sabemos e do que ainda desconhecemos. _This post is for paying subscribers only._ ### Duolingo Handbook: um grande manifesto para gestão de produtos URL: https://productoversee.com/blog/duolingo-handbook-um-grande-manifesto-para-gestao-de-produtos/ Last updated: 2025-03-12T13:49:01.000Z *Prevejo que estamos diante de um manual que se tornará uma referência, à semelhança do Manifesto Ágil (2001), dos 16 Princípios de Liderança da Amazon (2002) e do Modelo Spotify (2012).* *Cada um desses marcos se consolidou em suas respectivas áreas, mas o Duolingo Handbook (2025) se destaca em fornecer um guia robusto e essencial para quem deseja gerenciar e criar produtos. Precisa estar embaixo do sovaco de qualquer produteiro.* ## 1. No meu primeiro ano de Unicamp, o professor de Engenharia de Software chegava à sala abrindo as janelas, conectava seu notebook à tomada e retirava um baralho. Silêncio total, mas eu o observava atentamente: o que ele iria propor dessa vez? Certa angústia era tomada com uma ansiedade previsível: então um bom dia compacto era dito e em seguida as cartas eram retiradas da sua mochila azulada e distribuídas uma a uma aos seus quarenta alunos, temerosos pelo desafio que, no máximo em uns 3 minutos, seria mostrado: construir um produto minimamente viável em 4 horas de aula. Loucura? Na época, a maior de todas. Hoje vejo a existência de uma loucura sábia. Cada grupo tinha um líder que, conscientemente, se referia a um Product Manager. Além dele, uns 4 a 5 desenvolvedores, 1 a 2 pessoas que ajudavam com testes e criação de diagramas de arquitetura, 1 a 2 pessoas que cuidavam da apresentação. Em números menores ou maiores de alunos, dadas as circunstâncias (às vezes até de desistência da disciplina), criavam-se times com objetivos em comum: levantar o desafio em uma solução. Quando, enfim, terminava, lembro de ser acossado por uma vontade de fazer mais. Porém, não mais naquela aula, não mais naquele dia. Ao longo do semestre, testamos algumas metodologias ágeis, como o Extreme Programming (XP), o Pair Programming (dois desenvolvedores alternando e revisando o mesmo código) e Scrum até o dia em que houve uma aula inesquecível: squads no modelo Spotify. Tribos, chapters e guildas eram conceitos novos, mas, conforme ele os explicou, só fui os entender assim que ingressei no Itaú em 2022\. Ainda de pé, o meu professor de engenharia de software em 2019 parece sussurrar suas sábias palavras: “*nos próximos anos, vocês construirão sistemas em squads/times*”. Não errou em nada. ## 2. Porém, é insuficiente apenas uma metodologia dentro de uma empresa. É necessária uma adoção cultural que seja evidenciada às pessoas que constroem produtos. O que quero dizer? Já chego lá, mas veja: o Duolingo surgiu em 2009, como uma ideia simples, mas revolucionária: democratizar o aprendizado de idiomas. De um projeto acadêmico entre professor e aluno, a plataforma se expandiu rapidamente, adotando a gamificação para manter os usuários engajados. Introduziu o Duolingo English Test, uma alternativa mais acessível aos tradicionais exames de proficiência. Até 2019, a empresa já contava com mais de 300 milhões de usuários e, com a pandemia, esse número disparou ainda mais. Sua capacidade de expandir não parou no ensino de idiomas; a plataforma começou a oferecer também Duolingo Math e Duolingo ABC, ferramentas educativas que atingem diferentes faixas etárias e necessidades. Em 2023, já contabilizava 80 milhões de usuários ativos mensais e se preparava para lançar novas inovações. Só em 2025, o Duolingo deu um passo significativo ao lançar o Duolingo Handbook – um marco na gestão de produtos, com a missão de oferecer a melhor educação do mundo e torná-la universalmente disponível. Por isso, sem pessoas, seria impossível ser o que o Duolingo é hoje. ## 3. _This post is for subscribers only._ ### Product Managers vão virar Product Builders? URL: https://productoversee.com/blog/product-managers-vao-virar-product-builders-2/ Last updated: 2025-02-26T10:46:01.000Z Product Managers vão desaparecer? Devo mudar minha headline do Linkedin para Product Builder? Vamos refletir? _This post is for subscribers only._ ### Hype não sustenta produtos: como utilizar IA para resolver problemas reais URL: https://productoversee.com/blog/hype-nao-sustenta-produtos-como-utilizar-ia-para-resolver-problemas-reais/ Last updated: 2025-02-21T10:45:48.000Z É a máxima do desenvolvimento de produtos e ela não muda só porque seu produto tem IA. Muito pelo contrário. Em um primeiro momento, o hype pode até funcionar e acabar atraindo muitos usuários para testar essa “nova inteligência artificial inovadora que vai mudar tudo”; depois de um tempo, se o valor entregue for inexistente ou, até mesmo, menor do que o seu concorrente entrega, você vai ver a sua base de usuários diminuir a cada dia. Colocar o usuário no centro não é novidade, afinal **os problemas a serem resolvidos são de natureza humana e para seres humanos.** Talvez um dia, quando robôs e humanos começarem a coexistir de forma mais intensa, a gente precise começar a pensar nos problemas que as máquinas enfrentam e como resolvê-los… mas, pensando bem, continuarão sendo problemas humanos, uma vez que **robôs estão ali para servir necessidades humanas**. Tipo o meu robô aspirador, que é alto demais para entrar debaixo do móvel da sala - é um problema dele, mas, em última instância, é um problema meu, que preciso ficar mudando a configuração toda vez que quero aspirar o cômodo. Voltando ao ponto central da discussão, construir produtos que colocam o usuário no centro demandam reflexões sobre: - Quem são meus usuários? - Quais valores eles possuem? - Quais problemas eu deveria resolver para eles? - Como eu devo resolver esses problemas? - O que vai determinar uma boa experiência ao resolver esses problemas? Para responder essas perguntas você, certamente, vai precisar dedicar algum tempo entendendo o problema, os usuários, seus comportamentos etc. Como em qualquer processo de descoberta, você vai precisar conversar com as pessoas, analisar os dados, observar os comportamentos e fazer um esforço consciente de colocar o humano no centro - quem nunca chegou com uma solução pronta acreditando que resolveria um problema que, na verdade, nem existia? Então, sim, estou dizendo que **primeiro você vai fazer o processo de descoberta do problema como em qualquer outro produto**, seja ele um produto de inteligência artificial ou não. E, sim, eu sei que é muito sedutor usar IA nos produtos, mas ainda vivemos em uma época em que inteligência artificial não é a melhor opção para resolver todo e qualquer problema. Pode ser que um dia cheguemos nesse patamar, em que essa tecnologia estará tão permeada na nossa vida, que qualquer produto (digital ou físico) terá seu componente de inteligência artificial; mas ainda não estamos lá. ## IA como ferramenta, não como ponto de partida Durante o processo de descoberta, é muito comum realizarmos um mapeamento de workflow dos usuários em uma determinada jornada - e aqui a gente já começa a identificar boas **oportunidades em que uma inteligência artificial poderia aprimorar um processo ou uma experiência**. Se tem uma coisa que a IA resolve com maestria é automatizar uma tarefa estruturada e repetitiva; essas tarefas começam a ficar mais aparentes no momento em que estamos entendendo a jornada do usuário e os pontos de fricção dentro dela. Uma vez que você tiver esses pontos mapeados, está na hora de se perguntar se uma inteligência artificial poderia ser utilizada para melhorar ou automatizar algum aspecto daquela experiência. ⚠️ Aqui é importante ter em mente que não é toda e qualquer ação que se beneficia de uma automação ou de uma influência da IA. Especialmente se for um ponto mais sensível da jornada, no qual o usuário não se sinta totalmente seguro ou prefira ter um controle maior sobre o que está acontecendo e as decisões que serão tomadas. Converse com Designers de experiências e outras especialidades técnicas para **avaliar criticamente como o uso da IA pode melhorar ou degradar a experiência do usuário.** Existe um [toolkit](https://aixdesign.gumroad.com/l/toolkit?ref=productoversee.com) muito interessante do pessoal da AI Meets Design que pode ser útil nesse momento mas, em resumo, algumas aplicações já são consolidadas como boas candidatas para o uso de IA: - **Recomendação de conteúdo para usuários.** Filmes, músicas, coisas para colocar no carrinho etc. - **Previsão de eventos futuros.** A probabilidade de um cliente cancelar um contrato baseado em comportamentos específicos. - **Personalização para melhoria de experiência.** Recomendações de exercícios em um app fitness baseado nas preferências dos usuários e marcadores de saúde. - **Entendimento de linguagem natural.** Filtros automatizados para e-mail, categorizando Spams e mensagens importantes a partir do conteúdo e contexto. Da mesma forma, já temos alguns aprendizados de quando usar a IA pode não ser a melhor opção: _This post is for paying subscribers only._ ### O que é Distância Cognitiva? URL: https://productoversee.com/blog/o-que-e-distancia-cognitiva/ Last updated: 2025-02-19T10:46:41.000Z Nos complexos sistemas digitais de hoje, os usuários frequentemente alternam entre diversos contextos—movendo-se de painéis para relatórios, de ferramentas de design para feedback de clientes, ou de catálogos de produtos para páginas de checkout. Cada vez que os usuários fazem essa troca, há um esforço mental envolvido em recordar ou transferir informações de um contexto para outro. É aqui que a **Distância Cognitiva**—um conceito criado pelo designer de produtos Izaias Cavalcanti—entra em cena. A Distância Cognitiva foca na redução do ônus mental que os usuários enfrentam ao precisar recordar dados de um contexto e usá-los em outro. Ao minimizar essa carga mental, podemos criar transições mais suaves entre contextos, permitindo que os usuários acessem, reconheçam e utilizem informações sem depender excessivamente da memória. ## Definindo a Distância Cognitiva A **Distância Cognitiva** refere-se ao esforço mental necessário para transferir ou recordar informações entre dois, ou mais contextos dentro de um sistema. Quanto maior a Distância Cognitiva, mais os usuários precisam confiar na memória para lembrar dados ou ações-chave de uma área da interface e aplicá-los em outra. Isso pode aumentar a carga cognitiva, levando a frustrações, erros e uma conclusão de tarefas mais lenta. Minimizar a Distância Cognitiva significa fornecer aos usuários acesso direto a todos os dados e informações relevantes de que precisam, sem exigir que memorizem detalhes de um contexto para aplicar em outro. Melhor ainda, os usuários devem ser capazes de interagir e criar novos dados dentro do contexto atual, eliminando a necessidade de alternar de volta e para frente. ## O Problema: Carga Mental na Mudança de Contexto Imagine um usuário trabalhando com uma ferramenta de design complexa. Eles acabaram de definir parâmetros para um elemento de design em uma visualização e agora precisam aplicar esses parâmetros em um contexto complementar, como exportar o design para outra ferramenta. _This post is for subscribers only._ ### Definindo e executando trabalho em produto: um padrão comum e opções de framework URL: https://productoversee.com/blog/definindo-e-executando-trabalho-em-produto-um-padrao-comum-e-opcoes-de-framework/ Last updated: 2025-02-15T10:46:30.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-21-at-2.59.56-PM.jpeg)](https://hubs.li/Q033n7JH0?ref=productoversee.com) --- A menos que você tenha estado em Marte, ou algo assim, acredito que concordaria comigo que não temos escassez de frameworks ou, em geral, qualquer tipo de técnica ou ferramenta que tenha por intenção nos ajudar a executar nosso trabalho (em produtos). Potencialmente, qualquer técnica ou ferramenta, desde que venha da experiência prática, tem seus méritos, elas geralmente não vêm do nada, e devem funcionar se tanto o contexto quanto a intenção para utilizá-las estiverem corretamente alinhados. Como o nome sugere, um framework é como uma lente que podemos usar para enquadrar algo, na esperança de encontrar alguma utilidade prática. Isso também sugere que é provável que diferentes frameworks possam ser nada mais do que formas ligeiramente diferentes, anuançadas de como podemos enxergar algo e, ao mesmo tempo, serem coerentes com algum padrão mais abrangente e genérico. Estou convencido de que é este o caso das tantas técnicas por aí, que são úteis em nos ajudar a direcionar o trabalho que fazemos (em nossos produtos), enquanto provêm tanto contexto quanto uma forma de quebrar problemas em pedaços mais "digeríveis". Posso nomear, por exemplo, três com os quais tenho mais familiaridade: - [Opportunity Solution](https://www.producttalk.org/opportunity-solution-tree/?ref=productoversee.com) Trees da Teresa Torres - O uso de [Impact Mapping](https://herbig.co/impact-mapping-product-discovery/?ref=productoversee.com) para *discovery* pelo Tim Herbig - [GIST (Goal - Idea - Steps - Tasks) framework](https://itamargilad.com/gist-framework/?ref=productoversee.com) do Itamar Gilad Obviamente, cada um deles têm suas nuances e especificidades, e a estrutura e linguagem pode diferir, mas ultimamente, e eu acredito que eles próprios concordariam comigo, há um padrão geral permeando os frameworks exemplificados. Onde sempre haverá (ao menos) três níveis relevantes: 1. O que importa no fim das contas: o que estamos tentando atingir como resultado? 2. Como acreditamos que podemos chegar lá: quais hipóteses temos e onde devemos focar? 3. O que efetivamente devemos construir: como podemos (com sorte) chegar o valor desejado. Veja que o padrão geral pode emergir em diferentes níveis de granularidade. Eu entendo este como sendo mais um exemplo de como as coisas acontecem de uma forma *fractal* (mesmo padrão que se repete em diferentes níveis). Por exemplo, uma forma de enquadrar o padrão pode ser do ponto de vista da organização como um todo, onde você primeiro define o que se quer capturar do mercado, como impacto (representando por um resultado de negócio, tipicamente um *lagging indicator*). Então, definir qual efeito (medida de mudança de comportamento) hipotetizamos como sendo um *leading indicator* do produto (em outras palavras, como pretendemos tentar medir a captura de valor no mercado de antemão) que influência do resultado de negócio do topo. E por último, alguma solução desenhada, que *features* ou experimentos podemos utilizar para executar a estratégia taticamente. ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXeMKahJ_-jo2qzx6LJ7pyc6BC8OEtALvVzg7LvFOV8XBL2y4Wqxje7zMWnHGDzpC_dKHoiaV5ruaaT3jYFjb3X1Xm8Nq8iPLkzho4qgG1QlgKEALsGXiAWgb7D0ofguHg6VvAcAayzxEu49wsM8BlFUcQYC?key=tY55cRXbuVYH9d7Kk18g6Q) O ponto aqui é que para entregar valor de produto com tal contexto e entendimento das conexões entre os diferentes níveis é onde o, tal do empoderamento acontece. É como se mantém a perspectiva do que realmente importa, como acreditamos que podemos chegar lá, e como isto se conecta com o que estamos construindo (agora). Também se pode pensar numa versão mais aproximada, que olha o produto de forma estrita (ou a captura de valor de mercado por uma organização), e então o padrão se manifesta de uma forma ligeiramente diferente (enquanto mantém a consistência com o padrão geral). _This post is for paying subscribers only._ ### O caminho do crescimento na carreira de UX: como se tornar um líder no futuro do design URL: https://productoversee.com/blog/o-caminho-do-crescimento-na-carreira-de-ux-como-se-tornar-um-lider-no-futuro-do-design-2/ Last updated: 2025-02-12T10:45:22.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-21-at-2.59.56-PM.jpeg)](https://hubs.li/Q033n7JH0?ref=productoversee.com) --- Você sabia que o mercado de UX cresce a passos largos, com uma demanda crescente por profissionais altamente qualificados? Se você está olhando para a carreira de UX, ou já está nela, eu tenho algo que pode mudar sua trajetória. Vamos falar sobre o futuro do UX, as habilidades que você precisa dominar, e como você pode se tornar um líder em um campo que está em constante evolução. Antes de mais nada, me deixe te dar um dado impressionante. Segundo a pesquisa da UX Design Institute, 70% das empresas estão investindo mais em experiências digitais agora do que há cinco anos. Isso significa que as oportunidades para os designers de UX estão apenas começando a crescer, e a demanda por profissionais qualificados está em alta. Mas aqui está o grande "mas": enquanto há muito espaço para crescer, há um número alarmante de designers que ficam estagnados. Eles atingem um certo nível, mas não conseguem avançar. Isso é um erro comum. O segredo está em entender como *você* pode se tornar um designer de impacto e como elevar sua carreira para o próximo nível. ## **Por que a carreira de UX está em alta?** Nos últimos anos, o design de experiência do usuário (UX) evoluiu de um campo técnico para um dos pilares mais importantes da inovação nos negócios. Se você pensar bem, todo produto de sucesso hoje tem um design impecável. E quem é o responsável por isso? Exatamente, nós, os UX designers! Mas, antes de continuar, preciso confessar uma coisa. Quando comecei, tinha uma ideia bem errada do que seria ser um UX designer. Eu imaginava que era apenas sobre cores e layout... Algo bem superficial. Mas, na realidade, UX é muito mais sobre *estratégia*, *empatia* e *impacto no negócio*. Eu cometi esse erro: acreditava que era só sobre saber usar as ferramentas. Mas, o grande truque da carreira de UX está em saber como *fazer a diferença* nos projetos, conectar os pontos entre design, negócios e, claro, os usuários. ## **Como você pode se tornar um líder em UX?** Eu sei o que você está pensando agora: "Ok, isso tudo é ótimo, mas como eu me destaco no meio de tantos outros designers?". Bem, aqui estão alguns caminhos que, na minha opinião, podem mudar a sua trajetória na carreira de UX. ### **1\. Entenda o produto, não só o design** UX é sobre entender o produto no nível mais profundo. Muitos designers cometem o erro de se focar apenas nas ferramentas ou nas telas. O segredo está em entender o produto como um todo — desde o problema do cliente até a visão estratégica do negócio. Eu, pessoalmente, passei a focar muito mais em como a experiência do usuário se encaixa na visão do produto. Quando você consegue conectar esses pontos, você passa a ser visto como um **estrategista de produto**, e não apenas como alguém que faz “belos designs”. Isso faz toda a diferença! ### **2\. Domine a comunicação** Ok, agora vem o ponto que mais me desafia: comunicação. Não estou falando só de se comunicar com o time de design, mas com **todas as áreas** da empresa. Como UX designer, você vai precisar vender sua visão para os stakeholders, convencer os desenvolvedores sobre a viabilidade das suas ideias, e até influenciar a equipe de produto. Isso não é fácil, mas quando você começa a dominar a arte de se comunicar de maneira clara e objetiva, sua carreira decola. **História real**: Eu lembro quando fui chamado para apresentar um projeto de redesign para um cliente importante. Estava nervoso, mas percebi que se eu não conseguisse explicar de forma estratégica o que eu tinha feito e o impacto que isso teria nos resultados, o projeto simplesmente não teria o valor que eu queria mostrar. Acredite, minha apresentação foi um ponto de virada! ### **3\. Aprenda a medir o sucesso** Quando você começa a trabalhar em projetos, é importante estabelecer KPIs (Key Performance Indicators) claros. **Como você sabe que fez um bom trabalho?** De que forma sua solução está gerando impacto para os usuários e para o negócio? É por isso que se tornar um designer de UX *estratégico* envolve saber **mensurar** o impacto do seu trabalho. Não basta apenas criar uma interface bonita. Você precisa provar, com dados, que o design contribuiu para o aumento de conversões, diminuição da taxa de churn, ou até melhoria no engajamento dos usuários. ### **4\. Fique por dentro das tendências do mercado** _This post is for subscribers only._ ### Suas perguntas também são avaliadas nas entrevistas URL: https://productoversee.com/blog/suas-perguntas-tambem-sao-avaliadas-nas-entrevistas/ Last updated: 2025-07-01T21:21:25.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-21-at-2.59.56-PM.jpeg)](https://hubs.li/Q033n7JH0?ref=productoversee.com) --- Você também é avaliado pelas perguntas que você faz nas entrevistas! Muito comum a gente tentar responder todas as perguntas de quem está conduzindo as entrevistas, mas não fazer pergunta nenhuma. As perguntas são importantes para você sair da zona do "achismo" e entender minimamente se a empresa que você está pleiteando uma vaga é de fato um lugar que você gostaria de trabalhar. Se você pergunta, você demonstra interesse e também consegue usar a resposta dessa sua pergunta, para montar cenários e os contextos que possivelmente a empresa tem nesse momento. Perguntar também demonstra maturidade com a sua carreira, de que você está realmente preocupado em alinhar seus interesses profissionais com os interesses da empresa, para entender se de fato você conseguirá atender as expectativas do negócio e o negócio lhe ajudar a caminhar para mais perto dos seus objetivos. Quando entrevistamos pessoas de produto, geralmente não dizemos todas as informações necessárias para que a pessoa responda nosso questionamento, exatamente para entender se ela consegue formular boas perguntas ou se ela vai tentar inferir uma resposta sem uma informação provavelmente essencial. Isso pode demonstrar exatamente como ela se comportaria no dia a dia, onde fazer perguntas para ganhar contexto e adquirir informações são recorrentes. Essa é uma habilidade fundamental para um Product Manager. Dentre as mais diversas perguntas que você pode fazer, algumas que mais esperamos ouvir são: ### Perguntas gerais sobre a empresa _This post is for subscribers only._ ### As coisas precisam ser fáceis, simples e usáveis URL: https://productoversee.com/blog/as-coisas-precisam-ser-faceis-simples-e-usaveis-2/ Last updated: 2025-02-05T16:47:59.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-21-at-2.59.56-PM.jpeg)](https://hubs.li/Q033n7JH0?ref=productoversee.com) --- Esses três conceitos são pilares para qualquer objeto e/ou produto, principalmente para os produtos digitais. Para ficar mais claro cada um deles vamos primeiro ao conceito de cada: ### **Facilidade** - Qualidade de fácil - Disposição para fazer alguma coisa sem grande trabalho, sem esforço - Aptidão ### **Simplicidade** - Qualidade do que é simples - Ingenuidade - Singeleza ### **Usabilidade** - Qualidade do que é usável - Característica do que é simples e fácil de usar - Capacidade de um objeto, programa de computador, página na internet, etc. satisfazer as necessidades do usuário de forma simples e eficiente. ![](https://miro.medium.com/v2/resize:fit:700/1*zCG7eKFvb9kPbDsPUiuVgw.jpeg) Pronto. Temos cada conceito esclarecido e podemos trabalhar com todos juntos nas coisas da vida. Se tratando de coisas tudo aquilo que faça sentido para você, que torne o seu dia mais simples, fácil e usual, mas em específico vamos falar do copo americano de vidro e o que ele pode te ensinar sobre usabilidade de produtos digitais. ![O copo americano, é produzido pela Nadir Figueiredo. Uma empresa 100% brasileira](https://miro.medium.com/v2/resize:fit:640/1*OQnKuuKksr8ng7_3pPH3iQ.jpeg) O copo americano, é produzido pela Nadir Figueiredo. Uma empresa 100% brasileira O copo americano é um modelo de copo desenvolvido e produzido pela empresa Nadir Figueiredo, muito utilizado em padarias (carinhosamente chamado de copo de pingado), bares e botecos do Brasil. O Copo Americano foi criado quando o empresário Nadir Dias de Figueiredo teve a ideia de produzir no Brasil copos de vidro, ainda nos anos 1940\. Ele se inspirou em copos que naquela época eram somente produzidos nos Estados Unidos e por isso o chamou de copo americano. Contudo, o modelo de Nadir Dias de Figueiredo foi completamente desenhado e desenvolvido para os costumes brasileiros. Pode-se dizer que é um ícone do Brasil e que faz parte da história do País. Um ícone do design brasileiro, que já participou do MoMa, museu de arte moderna de Nova York em 2009, ao lado de [Degas](https://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar%5FDegas?ref=productoversee.com), [Picasso](https://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo%5FPicasso?ref=productoversee.com), [Modigliani](https://pt.wikipedia.org/wiki/Amedeo%5FModigliani?ref=productoversee.com) e [Monet](https://pt.wikipedia.org/wiki/Claude%5FMonet?ref=productoversee.com). É referência para o órgão de saúde pública, quando se fala em soro caseiro. É medida para receita dos mais variados gourmets. É orgulho para a história da indústria nacional. É o copo de todos os brasileiros. > Um copo de vidro vai me ensinar sobre facilidade, simplicidade, e usabilidade nos produtos digitais? Como assim? ## **Facilidade** _This post is for subscribers only._ ### Pensamento sistêmico: a pedra angular do mindset de produto URL: https://productoversee.com/blog/pensamento-sistemico-a-pedra-angular-do-mindset-de-produto-2/ Last updated: 2025-02-02T21:17:53.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-21-at-2.59.56-PM.jpeg)](https://hubs.li/Q033n7JH0?ref=productoversee.com) --- Durante o meu período de estudos em um programa de MBA, me deparei com o livro "[*A Quinta Disciplina: A Arte e a Prática da Organização que Aprende*](https://amzn.to/4hqsnD1?ref=productoversee.com)", de Peter Senge ([assista e este vídeo com o próprio Peter](https://www.youtube.com/watch?v=eXdzKBWDraM&list=PLxRQR5u7p9sceSk8hpbpuwxGE2nEz96Lc&index=9&ref=productoversee.com) ). Considero esse livro um *game changer* para mim, a partir dos insights do livro eu pude compreender o mundo das organizações de uma maneira que jamais houvera compreendido antes. Trata-se de um clássico da Administração cujos fundamentos não só sobrevivem ao exame do tempo, como continuam mais atuais do que nunca, sobretudo no mercado de produtos de tecnologia. ## **Pensando de forma sistêmica em produto** > *“Quando colocadas em um mesmo sistema, as pessoas, mesmo com diferentes perfis, tendem a produzir resultados semelhantes” — Peter Senge (Livro A quinta disciplina, pág.91)* Guarde bem as palavras acima, pois elas representam a quintessência do pensamento sistêmico, o qual parte da premissa de que [o sistema causa o seu próprio comportamento](https://www.youtube.com/watch?v=GPW0j2Bo%5FeY&t=5s&ref=productoversee.com) (e não necessariamente o indivíduo). Para ilustrar bem os fundamentos dessa perspectiva, vamos criar uma situação fictícia, porém, baseada em acontecimentos reais. Não estou seguindo uma precisão minuciosa da cronologia dos fatos e pode ser que o Head de Produto na sua empresa não participe muito de tomadas de decisão como as que serão descritas a seguir, admito que tomei um pouco de liberdade. Imagine a seguinte situação, você é um Head de Produtos deuma FinTech cujo principal produto é uma exchange de criptomoedas, ou seja, você gerencia um aplicativo que permite aos usuários comprar, vender e investir em criptoativos. Com a pandemia, ocorre um **aumento explosivo** no interesse pelo mercado de criptos. Notícias de valorização astronômica de ativos como o Bitcoin, Ethereum e várias meme coins, todos começam a falar sobre Metaverso e apreciar as incríveis NFTs de macaquinho. Influenciadores de finanças começam a prometer ganhos astronômicos com ativos digitais e fazem o potencial público do seu app crescer absurdamente em um curto espaço de tempo. De repente, o número de novos usuários no seu app **cresce 300% em um mês**. Que incrível! Você e as lideranças da sua empresa ficam empolgados, começam a fazer projeções otimistas de crescimento, então solicitam a contratação de mais desenvolvedores para escalar a infraestrutura enquanto ampliam o suporte ao cliente para lidar com o crescimento dos tickets, é claro. Vocês investem de forma pesada em marketing para aproveitar a [*hype*](https://pt.wikipedia.org/wiki/Hype?ref=productoversee.com) e atrair ainda mais usuários para a o app. Você percebe que os resultados dessas decisões levam semanas para impactar sua operação. Quando o marketing começa a de fato aumentar as taxas de conversão e trazer mais usuários, sua infraestrutura já está chegando no limite, gerando alguns atrasos nas transações. É quando suas lideranças entram em ação novamente e resolvem dobrar os investimentos. > *“Por que deveríamos nos preocupar com problemas que não temos? Estamos crescendo absurdamente!” — C-levels da sua empresa* Com o crescimento da base de usuários e receitas, sua FinTech recebeu **aportes bem graúdos de venture capital**, tornando possível financiar uma expansão acelerada na aquisição de pessoal e no desenvolvimento de novos produtos. ## **O Impacto do Pós-Pico** A pandemia chega ao seu fim, começa a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e posteriormente aumentam as tensões no Oriente Médio, gerando um clima de incerteza global. A possibilidade de conflitos iminentes, como entre Irã e Israel elevam o nível de incerteza no cenário geopolítico, o capital migra para ativos mais conservadores, as taxas de juros globais aumentam e o mercado de criptomoedas desacelera. É quando o preço dos ativos cai; o público vai perdendo o interesse e o número de transações despenca. Agora, você, como liderança de Produto, se vê em apuros ao enfrentar um cenário de **churn elevado** e uma base de receitas cada vez mais reduzida; enquanto ainda mantém uma operação inchada, cheia de custos que foram ajustados para atender ao pico. Você está enfrentando algo semelhante ao [Efeito Chicote](https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito%5Fchicote?ref=productoversee.com#:~:text=O%20efeito%20chicote%20%C3%A9%20definido,das%20vendas%20para%20o%20comprador.). O que vocês fizeram de errado então? Só estavam sendo pró-ativos e correndo para não perder a oportunidade de ouro do momento, certo? Bom, podemos apontar três grandes falhas de sistema que resultaram nesse efeito: Durante o crescimento, você **subestimou o tempo de estabilização da demanda**. As lideranças da sua empresa focaram em iniciativas de curto prazo: capturar mais usuários e escalar a operação rapidamente para acompanhar a hype. Como a reação às mudanças de mercado é sempre retardada, provavelmente sua empresa ampliou a operação baseada em projeções que já estavam desatualizadas. Em seguida, quando o mercado esfriou, o impacto foi sentido mais tarde devido à sua **capacidade operacional excessiva**. Essa demora em ajustar a estrutura resultou em cortes abruptos (layoffs e redução de investimentos), afetando negativamente a moral da equipe e a reputação da sua FinTech. ## **Arquétipos de Sistemas: Compreendendo a Organização** Um [**arquétipo de sistema**](https://pt.wikipedia.org/wiki/Pensamento%5Fsist%C3%AAmico?ref=productoversee.com) é um modelo ou padrão recorrente que descreve as dinâmicas típicas de funcionamento de sistemas complexos. Ele ajuda a identificar estruturas subjacentes que levam a comportamentos previsíveis, muitas vezes independentes de um contexto específico e essa é uma **grande sacada quando se fala de gestão de produto.** Atualmente, no campo acadêmico, pesquisadores identificaram uma dúzia de arquétipos de sistema, não é o nosso objetivo aqui nos aprofundarmos nelas, mas quem quiser saber mais, pode procurar no velho google por: > *Equilíbrio com defasagem, Limites ao crescimento, Transferência de Responsabilidade, Metas Declinantes, Escalada, Sucesso para os bem-sucedidos, Tragédia dos comuns, Consertos que estragam, Crescimento e subinvestimento*. Todos os arquétipos possuem os seguintes alicerces básicos de um sistema: **processos de reforço, processos de equilíbrio e defasagens**. Voltando para o nosso exemplo fictício da FinTech de cripto, vamos recorrer a dois desses arquétipos para entender o que raios estava acontecendo ali. ## **Arquétipo 1: limites ao crescimento** _This post is for paying subscribers only._ ### Design Emocional e a ciência comportamental no sucesso dos negócios digitais URL: https://productoversee.com/blog/design-emocional-e-a-ciencia-comportamental-no-sucesso-dos-negocios-digitais/ Last updated: 2025-01-30T10:14:22.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-21-at-2.59.56-PM.jpeg)](https://hubs.li/Q033n7JH0?ref=productoversee.com) --- O design emocional ultrapassa a usabilidade ao fazer com que o usuário sinta prazer ao interagir com um produto digital. Em meu artigo [“Design Emocional: O produto deve despertar no usuário um prazer ao ser utilizado”](https://medium.com/ux-user-experience-design-em-portugues/design-emocional-o-produto-deve-despertar-no-usuario-um-prazer-ao-ser-utilizado-38a72fa8d709?sk=de58f78f62279788f80c711d14a39693&ref=productoversee.com), explorei como esse conceito é vital para criar experiências envolventes, capazes de conectar o usuário a um nível mais profundo. Mas há uma ciência comportamental específica que alavanca ainda mais o impacto emocional: a **aversão à perda**. Embora as big techs já apliquem essas estratégias de forma consistente, pequenas e médias empresas ainda podem explorar o poder da aversão à perda para gerar valor real e tangível para seus produtos. Abaixo, vamos ver como o design emocional e a aversão à perda formam uma combinação poderosa, explorando cenários reais e exemplos práticos, com insights para profissionais como Product Owners (POs), Designers e Product Managers (PMs). > As perdas pesam cerca de duas vezes mais que os ganhos de valor equivalente ## Aversão à perda em ação: cenários reais A aversão à perda baseia-se na premissa de que as pessoas tendem a evitar perdas com muito mais intensidade do que buscam ganhos equivalentes. Em outras palavras, perder algo gera uma dor emocional maior do que a alegria de ganhar o mesmo valor. No contexto do design, essa tendência pode ser usada para criar experiências que incentivem a tomada de decisão, promovam a retenção e aumentem a percepção de valor. --- ![LP Spotify Premium](https://cdn-images-1.medium.com/max/1600/1*DxeyaCAnGbAbWkPjrxWUBQ.png) LP Spotify Premium ### Exemplo: Spotify e a versão Premium O Spotify é um exemplo clássico de como a aversão à perda pode ser aplicada em um produto digital. Com sua versão gratuita limitada, ele oferece ao usuário um gostinho das funcionalidades premium, como ouvir músicas offline e pular faixas ilimitadamente. Ao criar uma sensação de “perda” ao limitar o uso dessas funções, o Spotify desperta no usuário uma necessidade de evitar essa perda, incentivando a conversão para a versão paga. Essa abordagem é altamente emocional: o usuário sente que perderá uma experiência completa e contínua de audição. ![Amazon Prime e as entregas exclusivas](https://cdn-images-1.medium.com/max/1600/1*SRI5lFYPZasfwH490xc9XQ.jpeg) Amazon Prime e as entregas exclusivas --- #### Exemplo: Amazon Prime e as entregas exclusivas Outro exemplo é o Amazon Prime, que oferece frete grátis e entrega rápida para seus assinantes. Ao apresentar o valor de uma entrega rápida e sem custo adicional, a Amazon incentiva o usuário a “evitar perder” essas vantagens ao se inscrever no Prime. Esse modelo de aversão à perda cria uma necessidade emocional de aproveitar o serviço, destacando benefícios que parecem essenciais, mas que se perdem para quem opta por não assinar. Esses exemplos são tão impactantes porque utilizam a aversão à perda para transformar a decisão de compra ou de assinatura em uma questão emocional. O usuário não sente apenas que está ganhando um recurso, mas que evitará perder algo significativo. ## Design emocional e aversão à perda: um paralelo estratégico _This post is for subscribers only._ ### Aspectos sobre como a visão não só inspira, mas direciona a ação URL: https://productoversee.com/blog/aspectos-sobre-como-a-visao-nao-so-inspira-mas-direciona-a-acao/ Last updated: 2025-01-24T10:46:23.000Z Mais do que um slogan ou uma ideia genérica, a visão precisa ser funcional e aplicável, caso contrário, é só uma visão. Uma miragem. Uma visão boa, na minha opinião, ajudam nos aspectos abaixo. ### 1\. Direção prática para decisões de produto e tecnologia A visão proporciona critérios objetivos para priorizar investimentos, sejam eles no desenvolvimento de novas funcionalidades, na substituição de sistemas ou na adoção de tecnologias emergentes. Ela elimina discussões baseadas em opiniões divergentes ou pressões externas de curto prazo, concentrando esforços em iniciativas que impulsionem a proposta de valor central da empresa. Isso é crucial para evitar desperdícios em projetos que parecem promissores isoladamente, mas que não contribuem para o panorama estratégico maior. Além disso, a uma boa visão ajuda a lidar com compromissos difíceis. Quando diferentes stakeholders têm demandas conflitantes, uma visão sólida serve como referência para justificar decisões e alinhar expectativas. Isso garante que a alocação de tempo, pessoas e dinheiro estejam em sintonia com o destino de longo prazo, protegendo a empresa contra a dispersão de esforços em múltiplas direções que não geram impacto significativo. ### 2\. Foco objetivo para equipes multidisciplinares Equipes compostas por profissionais de áreas diversas frequentemente enfrentam desafios na comunicação e no alinhamento. _This post is for paying subscribers only._ ### Benditas sejam as reuniões: um guia prático URL: https://productoversee.com/blog/benditas-sejam-as-reunioes-um-guia-pratico-2/ Last updated: 2025-08-14T16:49:54.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-21-at-2.59.56-PM.jpeg)](https://hubs.li/Q033n7JH0?ref=productoversee.com) --- Se você ocupa um cargo em gestão de produtos ou projetos, já deve ter percebido que boa parte do seu trabalho não acontece no silêncio de planilhas ou documentos, mas no dinamismo das reuniões, ora tediosas, acaloradas, cansativas ou até inspiradoras. Seja você um Product Manager experiente, um CEO ou um estagiário em início de carreira, conduzir reuniões produtivas fará sempre parte do seu cotidiano. Eu me lembro da primeira vez, quando eu havia saído de uma startup, que era bem mais informal e todos metiam a mão na parte mais técnica, e fui para uma *big company*. Acabei me deparando com um bombardeio de reuniões que eram uma fonte constante de cansaço mental. Passavam-se horas em conversas que pareciam girar em círculos, sem conclusões claras ou tomadas de decisões. Para mim, era bastante enfadonho sair de uma reunião já com outra agendada para resolver as pontas soltas da anterior e observar esse ciclo se repetir várias vezes sobre um mesmo tópico. Hoje, no meu entendimento, esse cenário é revelador de várias falhas sistêmicas e de design organizacional, mas isso é conversa para um outro artigo. Comunicação sempre foi e sempre vai ser uma das atividades mais desafiadoras em um ambiente corporativo. As dificuldades incluem diferenças de perspectivas, prioridades desalinhadas ou mesmo a simples falta de clareza no ato de comunicar. Seja na visão estratégica do produto ou na escrita do requisito no backlog, quando a comunicação falha, as decisões se atrasam, as equipes perdem o foco e o progresso do projeto é comprometido, ou o mais perigoso: todo mundo segue tocando o barco sem compreender o significado subjacente que norteia suas ações. Depois de ter sofrido na pele com a comunicação (ou falta dela) durante uma boa parte da minha experiência, resolvi elaborar este material sobre reuniões, compilei materiais de várias fontes e eu espero que isso lhe ajude a evitar que a sua empresa se torne uma Torre de Babel. ## **Prepare uma pauta** > *“Duas cabeças pensam melhor do que uma”* > *– Frase popular* Nem toda reunião exige uma preparação complexa, mas ter uma pauta bem definida pode te auxiliar muito. Ela ajuda você a organizar os pontos principais, manter o foco na discussão e, acima de tudo, avaliar se a reunião poderia ter sido uma troca de e-mails. Outra vantagem de ter uma pauta elaborada é poder trazer contexto com uma breve recapitulação: “Na última vez que nos reunimos, ficamos de decidir o orçamento para o projeto X…” Eis um exemplo de pauta: **Propósito:** Projeto Especial de Geração de Receita: distribuir cargas de trabalho **Objetivo:** Desenvolver um plano para tirar algumas responsabilidades dos ombros dos membros do time **Participantes:** Emilia, Bruna, Lucas, Ricardo e Raíssa **Local:** Sala de reuniões do 5º andar **Data e hora:** 14h-14h45, 20 de janeiro | Item da pauta | Encarregado | Tempo concedido | | -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ----------- | --------------- | | Abertura – revisão da importância do Projeto Especial de Geração de Receita e dos papéis dos principais membros do projeto | Emília | 5 minutos | | Revisão das responsabilidades dos membros da equipe | Bruna | 5 minutos | | Discussão sobre responsabilidades que podem transitar entre os colaboradores da equipe | Emília | 10 minutos | | Discussão sobre abordagens em potencial | Emília | 15 minutos | | Escolha de determinada abordagem | Lucas | 15 minutos | | Próximos passos | Emília | 5 minutos | ## **Gerencie os participantes** Embora não haja uma regra específica para isso, geralmente uma reunião menor é melhor para decidir ou realizar alguma coisa (até 8 pessoas). _This post is for subscribers only._ ### Gestão não é liderança URL: https://productoversee.com/blog/gestao-nao-e-lideranca-2/ Last updated: 2025-01-17T11:17:22.000Z Quando nascemos como profissionais, somos levados a achar que para crescer na carreira, nós precisamos nos tornar líderes em algum momento das nossas vidas. Esse pensamento é muito enviesado no ser humano: quanto mais perto do poder de decidir coisas que tenham impacto na cadeia da empresa, quanto mais poder de autoridade temos, mais sucesso alcançamos. É por isso que boa parte da sociedade, desavisada, procura alcançar altos cargos na diretoria, executivo, C-Level ou qualquer outro título que caiba na descrição de sucesso profissional reconhecida pela bolha em que se convive. Esse tipo de pensamento nos leva a confundir contextos do cotidiano como achar que gestão e liderança são a mesma coisa. Pelo contrário. Elas são totalmente diferentes, com atuações, comportamentos e escopos bastante diferentes. - **Erro 1**: As pessoas confundem os termos "gestão" e "liderança", usando frequentemente de forma intercambiável, indicando uma falta de compreensão em relação à diferença distinta entre esses dois conceitos e os papéis essenciais que cada um desempenha; - **Erro 2**: As pessoas frequentemente usam o termo "liderança" para se referir às pessoas que ocupam posições de destaque nas hierarquias organizacionais. Em seguida, chamam aqueles que estão em camadas inferiores da organização de "gestão", enquanto categorizam os demais indivíduos como trabalhadores, especialistas e contribuidores individuais; - **Erro 3**: Muitas pessoas costumam associar "liderança" a características de personalidade, geralmente referindo-se a ela como carisma. Como o carisma é uma qualidade rara, essa linha de pensamento leva logicamente à crença de que apenas um número limitado de pessoas pode exercer liderança; _This post is for paying subscribers only._ ### O papel dos PMs, Designers, Programadores está mudando e isso é incrível URL: https://productoversee.com/blog/o-papel-dos-pms-designers-programadores-esta-mudando-e-isso-e-incrivel/ Last updated: 2025-01-10T11:01:26.000Z Em todas as profissões existe um ciclo natural de mudança de atuação. Isso é normal e impulsionado com novas tecnologias (vide AI), mudanças externas como economia (vide layoffs e pandemia), mudanças internas (vide rodadas de investimento, aumento ou diminuição de pessoas) etc. Isso é completamente normal e sempre haverá. O ponto é que as pessoas costumam ver as mudanças em disciplinas de profissão de forma isolada, sem levar em consideração toda a cadeia. As profissões estão conectadas em um fluxo muito mais relacionado que movimentam cadeias enormes de entrega de produtos e serviços no mundo todo. Há também a mudança de processos, que afeta bastante a sinergia que acontece entre todos os profissionais da cadeia e então alguns trabalhos que são feitos no fluxo não precisam ser mais feitos ou precisam ser responsabilidade de outras pessoas (ou coisas). ![](https://diegoeis.com/content/images/2025/01/image-1.png) #### Novo Livro do Diego Eis: Gestão Tática Em produtos digitais Com o prefácio escrito pelo ****Joaquim Torres**, uma das maiores referências sobre gestão e liderança de produtos do país, e o posfácio escrito pelo empreendedor serial ****David Pires**, que construiu empresas de tecnologia que faturam alguns bilhões por ano, ****Diego Eis** mergulha profundamente nos problemas e desafios enfrentados por Product Managers e líderes de produtos no mercado de tecnologia ao tentarem decifrar qual é a estratégia escolhida pela empresa e como seria possível conectar com o trabalho tático de gestão de produto. [Compre agora](https://amzn.to/4gHgsjK?ref=productoversee.com) Isso acontece muito mais claramente quando falamos sobre tecnologia e seu fluxo de produção. Só fazemos a parte de arquitetura e server-side depois que termos um entendimento mínimo da possível solução. Solução essa que só pode começar a ser desenhada, apenas depois que compreendemos o problema que queremos resolver. Designers não começam antes dos PMs. Devs não começam plenamente seu trabalho antes de designers. Pode chamar do jeito que for, ok? Agile, Waterfall, sei lá. Não estou focando aqui nesse processo, que geralmente se dá já dentro de um sub-fluxo dentro do processo macro. Não é esse o propósito. Mas durma com essa: Agile é uma forma de gerenciar comunicação de projetos. E nunca um projeto será 100% não linear (como todo mundo prega que projetos Agile deveriam ser, porque não é esse o propósito de processos agile). Voltando... para resumir uma introdução longa: disciplinas mais essenciais num modelo de gestão e construção de produtos digitais mudam o tempo todo, e as pessoas não estão acostumadas com isso. Antes de entrar na toada de Product Managers e Designers, eu gostaria de começar dando exemplos muito claros e mais latentes do mundo dos desenvolvedores, que eu acho que é mais óbvio muito mais palpável nesse momento de transição. E por que, pelo que me parece (principalmente dos comentários dos haters nas redes), eles ainda estão sofrendo com a síndrome de Dunning-Krugger ou simplesmente passando por uma fase de negação. Não decidi no que acreditar ainda. Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta poderosa para a automação de tarefas no setor de tecnologia. Dois casos emblemáticos ilustram como empresas estão utilizando IA para substituir desenvolvedores e reestruturar processos operacionais: **Nubank** e **Gumroad**. ## Caso 1: Nubank e a Implementação do Devin AI _This post is for paying subscribers only._ ### Distância Cognitiva: Como ela sabota seu produto URL: https://productoversee.com/blog/distancia-cognitiva/ Last updated: 2025-01-01T10:46:56.000Z Você já tentou montar um móvel com instruções mal projetadas? Fica virando as páginas para lá e para cá, tentando combinar peças e passos, enquanto equilibra parafusos e partes. É frustrante, não é? Você perde o foco, desperdiça tempo e se sente sobrecarregado. Isso é bem parecido com o que acontece quando os usuários enfrentam a distância cognitiva—o esforço mental necessário para transitar entre contextos em um sistema digital. Quanto maior essa distância, maior o desgaste mental. Agora, imagine se as instruções fossem impressas diretamente em cada peça. Nada de folhear páginas ou tentar lembrar onde encaixa cada coisa. Tudo estaria ali, no contexto certo, facilitando o processo. Esse é o tipo de experiência ideal que devemos buscar em nossos produtos. Neste artigo, vamos explorar como a distância cognitiva impacta a experiência do usuário, por que é essencial enfrentá-la e, mais importante, como criar sistemas que permitam aos usuários transitar sem esforço entre tarefas, reduzindo ao máximo a carga mental. ### **O que exatamente é Distância Cognitiva?** Ao liderar equipes de design, percebi um padrão recorrente e comecei a pensar em como medir o esforço mental de transitar entre contextos. Foi assim que surgiu o conceito de Distância Cognitiva—o desgaste mental causado pela necessidade de transferir informações de um contexto para outro em sistemas digitais. Pense nisso como um pedágio. Cada troca de contexto é uma cabine onde o usuário paga com energia mental. Quanto mais longe ele precisa levar a informação, mais caro fica o pedágio. Nosso trabalho como designers é construir sistemas com menos cabines de pedágio e tarifas mais baixas. ### **Carga Cognitiva vs. Distância Cognitiva** Antes de mergulhar nas estratégias para reduzir a distância cognitiva, é importante diferenciá-la da carga cognitiva. A carga cognitiva é a quantidade total de esforço mental necessária para completar uma tarefa. Ela representa o peso sobre a memória de trabalho enquanto você realiza uma atividade. Alta carga cognitiva significa tarefas mais difíceis e maior chance de erros. A distância cognitiva, por outro lado, está relacionada à distância que as informações precisam percorrer entre contextos. Trata-se da energia mental gasta ao lembrar, referenciar ou transferir dados de um contexto para outro. Quanto maior a distância, maior o esforço. > Imagine carregar uma mala pesada de um lugar para outro: o peso da mala é a carga cognitiva, enquanto a distância que você precisa percorrer é a distância cognitiva. ### **Por que a Distância Cognitiva importa?** Reduzir a distância cognitiva é fundamental para criar experiências suaves e intuitivas. Quando a distância é alta, os usuários sentem-se sobrecarregados, o que pode levar à frustração e ao abandono de tarefas. Isso é especialmente problemático em fluxos complexos, onde é preciso gerenciar várias informações e contextos. Um exemplo: você está reservando uma passagem aérea e escolheu seu assento cuidadosamente. Ao finalizar a compra, percebe que precisa atualizar os dados de pagamento. O sistema exige que você saia da página de checkout e navegue até uma página separada para alterar as informações. Nesse cenário, você enfrenta carga cognitiva ao lembrar e editar as informações de pagamento, e distância cognitiva ao alternar entre páginas. Isso quebra o fluxo da tarefa e adiciona desgaste mental desnecessário. Num design ideal, você poderia editar as informações diretamente na página de checkout, sem precisar sair dali. Isso reduz a distância cognitiva e torna o processo mais intuitivo. ### **Princípios-chave para reduzir a Distância Cognitiva** _This post is for subscribers only._ ### Minha lista de livros para liderança de produto em 2025 URL: https://productoversee.com/blog/minha-lista-de-livros-para-lideranca-de-produto-em-2025/ Last updated: 2024-12-30T10:45:46.000Z Liderança não é um dom, é algo que se aprende. Liderança de produto também. Claro, antes de tudo, um líder de produto é um líder. Por isso, minhas indicações de livros são primeiro sobre inteligência emocional e comportamento humano. Depois sobre liderança em si e por último sobre negócio e estratégia. ## **Sobre inteligência emocional** Inteligência emocional, na minha visão, é o fator que determina um bom ou um mau líder. Quanto antes você entender que liderança é sobre os outros e não sobre você, mais cedo você se tornará um líder melhor. E se é sobre os outros, não há nenhuma chance de você conseguir lidar com as emoções dos outros se não souber lidar com as suas primeiro. Sem uma inteligência emocional alta, você irá projetar no outro aquilo que está doendo em você. Como muito bem diz Brené Brown: > "O ser humano vai fazer de tudo para não sentir dor, inclusive causar dor e abusar do poder.". Os livros que mais me ajudaram a entender sobre o tema foram esses: - Emotional Intelligence 2.0: [https://amzn.to/3ZIciki](https://amzn.to/3ZIciki?ref=productoversee.com) (Esse livro traz a teoria da inteligência emocional com uma linguagem mais simples) - Inteligência emocional: A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente:[**https://amzn.to/4guBqCg**](https://amzn.to/4guBqCg?ref=productoversee.com) (Esse livro traz a teoria da inteligência emocional com uma linguagem mais acadêmica) - Liminal Thinking: Create the Change You Want by Changing the Way You Think: [https://amzn.to/4fhMukR](https://amzn.to/4fhMukR?ref=productoversee.com) (Esse livro me ajudou a entender porque eu ficava irritado, nervoso, bravo, frustrado com várias coisas na vida) ## **Comportamento humano** Bom, se entendemos que liderança é sobre gente, então, se você não entende de gente, não entende de liderança. Esses foram os livros que mais me ajudaram a entender sobre ser humano: - **Pensamento eficaz: Como transformar situações cotidianas em resultados extraordinários:** [**https://amzn.to/3W5SWVF**](https://amzn.to/3W5SWVF?ref=productoversee.com) (Esse livro é fundamental para você entender como a gente pensa e conseguir olhar um pouco além da bolha que você vive). - **Dopamina: a molécula do desejo:** [**https://amzn.to/4ghLTBb**](https://amzn.to/4ghLTBb?ref=productoversee.com) (Esse livro me ajudou a entender alguns comportamentos humanos que eu não entendia e alguns dos meus comportamentos também) - **Rápido e devagar: Duas formas de pensar:** [https://amzn.to/3VGaIyp](https://amzn.to/3VGaIyp?ref=productoversee.com) (Esse livro é fundamental para entender como o ser humano funciona) - **Sapiens (Nova edição): Uma breve história da humanidade:** [https://amzn.to/4fnL34o](https://amzn.to/4fnL34o?ref=productoversee.com) (Esse livro me ajudou a entender mais sobre o mundo) ## **Liderança** Vou repetir, liderança não é um dom. Ela pode ser aprendida e aperfeiçoada. _This post is for subscribers only._ ### O paradoxo da disponibilidade URL: https://productoversee.com/blog/paradoxo-da-disponibilidade/ Last updated: 2024-12-20T10:45:07.000Z O Product Manager moderno opera em um paradoxo maluco: quanto mais responsivo ele é, menos tático se torna. Este não é apenas mais um argumento sobre equilíbrio trabalho-vida ou burnout - é uma análise estrutural de como a disponibilidade constante está fundamentalmente minando a capacidade dos PMs de fazer seu trabalho mais valioso. ![](https://productoversee.com/tja0cwt/2024/11/image-1.png) #### O livro do Diego Eis sobre desdobramento da estratégia do negócio para produto foi lançado, já leu? Quando foi a última vez que você trabalhou numa empresa com uma estratégia clara e alinhada, onde todas as áreas e times conseguiam planejar quais seriam as formas de impactar objetivos para gerar resultado? Se você perguntasse "qual é a estratégia da empresa" para três pessoas na empresa, elas responderiam coisas similares? [Compre físico ou digital](https://amzn.to/3ZrjQbb?ref=productoversee.com) A disponibilidade instantânea se transformou em uma virtude profissional quase inquestionável. Respondemos a mensagens em segundos, entramos em reuniões de última hora sem hesitar, e nos orgulhamos de nossa capacidade de "apagar incêndios" a qualquer momento. Esta cultura criou um ciclo vicioso que se auto-perpetua: quanto mais disponível você está, mais as pessoas esperam que você esteja disponível, e mais decisões dependem da sua presença imediata. Pesquisas da [University of California Irvine](https://www.ics.uci.edu/~gmark/chi08-mark.pdf?ref=productoversee.com) demonstram que leva em média 23 minutos para retornar completamente ao foco após uma interrupção. Para Product Managers, que enfrentam múltiplas interrupções ao longo do dia, isso representa um impacto significativo na capacidade de manter foco em trabalhos complexos (imagina como esse cenário afeta os Devs). O problema real não é apenas a sobrecarga de trabalho - é a destruição sistemática do pensamento tático e da performance. O estado de flow, crucial para trabalho estratégico e criativo, requer períodos ininterruptos substanciais para ser alcançado, conforme documentado por Mihaly Csikszentmihalyi em suas pesquisas. No ambiente atual de trabalho, esses períodos de concentração profunda tornaram-se cada vez mais raros. _This post is for paying subscribers only._ ### Devs, não digam que vocês são fullstack URL: https://productoversee.com/blog/devs-nao-digam-que-voces-sao-fullstack/ Last updated: 2024-12-18T10:45:58.000Z Devs, não digam que vocês são FULLSTACK. Vocês SEMPRE tem uma vertente que vocês são mais confortáveis ou que conhecem melhor. Então, fica muito melhor você dizer que é back-end ou front-end. Ou, digam que simplesmente são desenvolvedores. Mas eu só entraria nessa se você realmente manjar MUITO de front-end E back-end (além de outros pontos adjacentes como infra, banco, devops etc). Além disso, o termo fullstack já ficou tão banalizado que não quer dizer muita coisa hoje. Não adianta dizer que é fullstack e não conseguir avançar até o final com uma tarefa que envolve back-end + front-end. Se vai precisar pedir ajuda com CSS, ou se vai pedir ajuda para fazer coisas de banco de dados. E para os iniciantes: um dos motivos da baixa qualidade de profissionais de desenvolvimento hoje, é essa mania de tentar aprender tudo de tudo. No momento desse aprendizado, FOCO é tudo. Se foque em um assunto, em uma vertente, e extraia TUDO o que for necessário para você conseguir se rotular (ou te rotularem) como um SENIOR... Sim, isso vai levar tempo. Mas você precisa de tempo e foco para se tornar uma pessoa acima da média dali alguns anos. Se você tem 20 anos, relaxa. 5 anos focado em front-end e depois adicionando mais uns 5 de back-end, te transforma em um profissional de 10 anos acima da média. Muito mais valioso que o profissional de 10 anos, que tentou aprender 30% de tudo que via para dizer que é um fullstack. Tirando uma opinião de lado e levando mais para parte prática: falar que é fullstack, não se restringe apenas em front-end e back-end. Fazer CSS, com React e aprendendo Java, subindo infra na AWS... Um desenvolvedor Fullstack, é aquele que sabe realmente as entranhas de como as coisas funcionam. Nem sei quantos devs eu já entrevistei na vida, mas pouquíssimos deles, talvez eu conseguiria contar nos dedos de uma mão, conseguiam dizer com um certo nível de detalhes, pelo menos uma ordem coerente, o que acontece de forma técnica a partir do momento que o usuário digita a URL e aperta enter. O livro do Pothix, [Desconstruindo a Web](https://www.casadocodigo.com.br/products/livro-desconstruindo-web?%5Fpos=3&%5Fsid=d0c7efa5b&%5Fss=r&ref=productoversee.com) (se você fala que é fullstack e não leu, já tá errado), fala muito tecnicamente sobre isso. E não é só falar até o momento que a requisição bate no servidor e volta. Não é só dizer *handshake* e se achar o bruxão da computação. Pelo contrário. Além disso, há uma parte de softskill, que para mim, é pouco trabalhada ainda hoje nos devs. Eles acham que basta melhorar o relacionamento interpessoal, mas não é. É excepcionalmente raro encontrar devs capazes de se integrar instantaneamente a qualquer projeto em qualquer empresa, gerando valor imediato. Esses profissionais são extraordinários por que invariavelmente possuem algumas qualidades essenciais: - **Mentalidade de Engenharia**: A capacidade de decompor problemas complexos em componentes menores e abordá-los com uma metodologia sistemática e estruturada. Um dev fullstack, quer entender muito de tudo, porque ele é um detetive incansável em saber mais sobre o problema. Depois, ele usa o seu repertório vasto para construir uma solução. - **Fluência Interdisciplinar**: A habilidade de transitar confortavelmente entre diversos campos tecnológicos conforme necessário, geralmente baseada em uma sólida compreensão das ciências fundamentais, principalmente matemática. Eu sou ruim demais em matemática e lógica, nunca consegui de verdade desenvolver direito por causa disso. Talvez por que sempre pendi pro lado mais de design e gestão. - **Mentalidade de Crescimento**: A confiança para enfrentar tarefas desafiadoras combinada com a humildade para buscar ajuda quando necessário, reconhecendo cada experiência como uma oportunidade de aprimoramento. Desenvolvedores que reúnem esta rara combinação de habilidades são verdadeiros catalisadores de inovação e eficiência, capazes de agregar valor significativo em praticamente qualquer ambiente tecnológico. Deixe que as pessoas te rotulem como um dev fullstack, ou um dev de valor. Não você. Faz mais trabalhe como se isso fosse uma consequência e não o resultado. ### A Arte da Adaptabilidade: O Desafio dos Líderes de Produto URL: https://productoversee.com/blog/a-arte-da-adaptabilidade-o-desafio-dos-lideres-de-produto/ Last updated: 2025-07-01T21:21:52.000Z Como líderes de produto podem equilibrar contextos estratégicos e operacionais, mantendo eficiência e resultados sem perder o foco. _This post is for subscribers only._ ### Visibilidade com pouco esforço URL: https://productoversee.com/blog/visibilidade-com-pouco-esforco-2/ Last updated: 2024-12-11T10:46:26.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-10-at-6.27.55-PM.jpeg)](https://hubs.li/Q02%5F9Xmt0?ref=productoversee.com) --- Em uma ocasião, fui acionado para melhorar um produto que oferecia módulos extras para clientes que queriam um diferencial em suas soluções. Essa missão era particularmente importante para o negócio, pois esses módulos representavam uma fonte adicional de receita. No entanto, o engajamento era extremamente baixo, o que indicava uma oportunidade pouco explorada. A primeira pergunta que me veio foi: > Como posso tornar meus usuários mais conscientes dos serviços adicionais que oferecemos? Minha primeira ação foi entender o quão atrativos eram os módulos extras para nossos usuários. Descobri, com surpresa, que um grande número de usuários acessava a página de módulos, mas poucos finalizavam a solicitação. Isso levantou duas hipóteses: 1. Nossos usuários têm interesse em solicitar os módulos? 2. O processo de solicitação é claro e intuitivo? Conversando com o time de relacionamento com o cliente, percebemos que muitos clientes nem sabiam da existência de determinados módulos pagos que poderiam ser exatamente o que eles estavam procurando. O primeiro passo foi verificar se nosso sistema de analytics estava bem integrado e como poderíamos monitorar esse comportamento do usuário. Ter uma boa documentação de tracking é essencial. Eu gosto de definir o que monitorar com base nas perguntas que preciso responder. Monitorar tudo pode consumir muito esforço e não oferecer objetividade – o importante é ter clareza sobre as questões que queremos resolver como Product Manager. Em seguida, começamos a pensar em soluções e geramos várias hipóteses. Nesses momentos, é fundamental centralizar as informações de forma organizada, usando alguma ferramenta que funcione bem para o time – seja um documento, Miro, Notion, FigJam, ou qualquer outra que possibilite o acompanhamento e a colaboração. Esse aprendizado me ensinou a não subestimar a importância de fazer com que os usuários saibam das opções que estão disponíveis e garantir que o caminho para solicitar ou utilizar essas opções seja o mais simples e intuitivo possível. ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXc2H-xjbJUOoid_vwRJNpe7VtPsuaVUCtOLBQh2cnN9eb-MIs_uLS33e9u7Mzi7pO_fwgxJ7I7eAyCEMfPvE_3nqJbv5naTgl17cYJOk-Zte5wXhNA1fp_a-WWFc2bQ_V_9onsvNQ?key=WuQ4bxD5TKhhLKqpo2kA6UBR) ## Como definir a melhor solução: _This post is for subscribers only._ ### Gestão de Produtos Digitais: Lições de Hollywood URL: https://productoversee.com/blog/gestao-de-produtos-digitais-licoes-de-hollywood/ Last updated: 2024-12-04T10:45:54.000Z Quando pensamos em grandes diretores de cinema de Hollywood, visualizamos criadores à frente de blockbusters espetaculares, com orçamentos milionários e audiências globais. Essa imagem glamorosa, cheia de estrelas e tapetes vermelhos, não está tão distante da visão idealizada de um Product Manager no universo dos produtos digitais. Ambos, à sua maneira, sonham em liderar projetos que alcancem um sucesso estrondoso, transformando-se em referências em suas áreas. Mas, assim como no cinema, o mundo digital está repleto de nuances, desafios e aprendizados que vão muito além da busca pelo grande hit. Este artigo propõe uma reflexão divertida sobre o que a gestão de produtos digitais pode aprender com a indústria cinematográfica, especialmente no que tange à diversificação e ao profundo entendimento do público. ## **O Mito dos Blockbusters** Nos últimos anos, vimos exemplos notáveis de grandes apostas que não deram certo, como o filme "John Carter" (2012). Apesar de seu orçamento colossal, ele falhou em cativar o público e se tornou um dos maiores fracassos de bilheteria da história. Por outro lado, "Mad Max: Estrada da Fúria" (2015), um filme que revitalizou uma franquia com uma abordagem visual inovadora e uma narrativa poderosa, conseguiu sucesso crítico e comercial mesmo com orçamento limitado. Esses casos nos lembram que, mesmo com equipes talentosas e recursos quase ilimitados, não há garantias de sucesso. Filmes mais modestos como "Moonlight: Sob a Luz do Luar" (2016) e "O Homem Invisível" (2020) demonstram a importância de histórias que ressoam em um nível emocional profundo, independentemente do tamanho do orçamento, e atingir o que o público esperava. Projetos mais modestos são vitais para a saúde e a diversidade da indústria cinematográfica. Manter produtos com focos em vários nichos e tamanhos de maneira paralela nos parece uma das chaves do sucesso de Hollywood. _This post is for subscribers only._ ### Concierge de vendas: como a IA transformou o e-commerce da Leroy Merlin URL: https://productoversee.com/blog/concierge-de-vendas-como-a-ia-transformou-o-e-commerce-da-leroy-merlin/ Last updated: 2024-11-27T10:46:22.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-13-at-1.32.43-PM--1-.jpeg)](https://hubs.li/Q02Xppmx0?ref=productoversee.com) --- Sabe aquela sensação de que podemos fazer mais e melhor? Foi esse sentimento que nos motivou na Leroy Merlin a repensar a experiência dos nossos clientes no e-commerce. Apesar de sermos uma referência nas lojas físicas, percebemos que o ambiente online não estava atendendo às expectativas de quem busca praticidade e eficiência. E foi assim que embarcamos na aventura de criar o "Concierge de Vendas". ## **O desafio** No mundo acelerado de hoje, onde todo mundo quer tudo pra ontem, notamos que nossos clientes estavam enfrentando dificuldades ao navegar pelo site e encontrar os produtos que precisavam. Isso era ainda mais evidente para quem não é expert em termos técnicos. Imagina só: você quer trocar uma lâmpada em casa, mas se perde entre mil opções e especificações. Resultado? Carrinhos abandonados e clientes frustrados. Além disso, tínhamos o desafio interno de lidar com estoques descentralizados e preços que variavam entre lojas e regiões. Manter todas essas informações atualizadas online era uma missão e tanto! Sem contar que o suporte pós-venda precisava ser mais ágil e personalizado para atender às dúvidas e necessidades dos clientes. ## **Concepção da solução** Foi aí que **tivemos a ideia** de criar o "Concierge de Vendas". Queríamos desenvolver um assistente virtual inteligente, capaz de acompanhar o cliente em toda a jornada de compra, quase como aquele vendedor camarada que sempre tem uma boa dica. Nossa meta era: - **Facilitar a navegação** no site. - **Ajudar na busca por produtos**, mesmo que o cliente não soubesse exatamente o que procurar. - **Oferecer suporte personalizado**, tornando a experiência mais humana e agradável. - **Reforçar a imagem da Leroy Merlin** como uma empresa inovadora que utiliza IA para melhorar o atendimento. Para tornar essa ideia realidade, escolhemos o modelo **GPT-4-Turbo da OpenAI**, famoso por entender e responder em linguagem natural. Além disso, implementamos o modelo de **embeddings ADA** para melhorar a busca semântica, conectando as perguntas dos clientes ao nosso vasto catálogo de produtos. E claro, planejamos tudo de forma modular e escalável, pensando nos próximos passos. ## **Desenvolvimento e implementação** Dividimos o projeto em duas fases principais: primeiro, um **protótipo** para testar nossas ideias; depois, a **versão final**, onde implementamos todas as funcionalidades planejadas. ### **Fase 1: Protótipo** Na primeira fase, desenvolvemos um protótipo funcional focado exclusivamente na **Assistência na Escolha de Produtos**, oferecendo orientação por meio de categorias e subcategorias. O objetivo era simplificar a navegação e facilitar a busca por produtos, especialmente para clientes com menos conhecimento técnico. O protótipo apresentava uma interface intuitiva, onde os clientes podiam selecionar categorias principais como "Materiais de Construção", "Ferramentas", "Iluminação" e "Decoração". Ao clicar em uma categoria, o usuário era direcionado a subcategorias mais específicas, permitindo uma busca mais direcionada. Conduzimos testes de usabilidade com um grupo seleto de clientes e colegas internos. O feedback foi essencial para identificar pontos de melhoria na interface e na experiência do usuário. A galera curtiu a simplicidade e a clareza na navegação, mas também expressou o desejo por funcionalidades adicionais, como consultas de estoque em tempo real e suporte a dúvidas específicas. ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXdU7JOtw9RsHf8mo_VxhQ9lMBzIiWQGCgvT0yp_kwL_69h2_OwR9brgyqycgMk63oRpOZ14C8gToTPWkvdRX2ER0Oy6nMC1z3zLOz7SrP_45ieWl36x3bqsUXxDkL166F2tzIx6NDTCxvEQQl9cn_S9hOMt?key=rLzgzejHZfGwspxCfOTLPy3I) ### **Fase 2: Implementação gradual da versão final** Com base nos insights obtidos durante a fase de prototipagem, avançamos para a segunda fase, implementando gradualmente as demais funcionalidades planejadas para o Concierge. As principais adições e melhorias incluíram: - **Consultas de Estoque em Tempo Real**: Integramos o sistema de estoque da Leroy Merlin para fornecer informações atualizadas sobre a disponibilidade de produtos nas lojas e no e-commerce. Agora, o cliente sabia na hora se o produto estava disponível perto dele. - **Processamento de Linguagem Natural Avançado**: Utilizamos o modelo GPT-4-Turbo da OpenAI, permitindo que os clientes fizessem perguntas em linguagem natural e recebessem respostas precisas e contextuais. Era como conversar com um atendente real! - **Busca Semântica Otimizada**: Implementamos o modelo de embeddings ADA para melhorar a relevância dos resultados de busca, associando termos utilizados pelos clientes ao nosso catálogo de produtos. Isso fez toda a diferença na hora de encontrar exatamente o que o cliente procurava. - **Personalização de Recomendações**: Desenvolvemos algoritmos para oferecer sugestões de produtos baseadas no histórico de navegação e compras de cada cliente. É como se o site entendesse os gostos de cada um. Cada nova funcionalidade foi cuidadosamente testada em ambiente controlado antes de ser disponibilizada ao público. Esse processo gradual permitiu que monitorássemos o desempenho de cada componente e ajustássemos conforme necessário, garantindo uma experiência consistente e de alta qualidade. A integração com os sistemas internos foi aprofundada nesta fase, garantindo que o Concierge tivesse acesso a informações precisas sobre preços, promoções e disponibilidade de produtos. Medidas adicionais de segurança e conformidade com a LGPD foram implementadas, incluindo criptografia de dados, anonimização de informações pessoais e controles de acesso rigorosos. ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXe8Wt0dKlxI0nz4mgm8dpWhuyE-dVkQbagV-0dkEXkk3cm57ByZQB-bIzo2Zc5_VQahA-oz4mQ__hYy4DA3FA55ZQSucPjOrBJG66fZez7K1-JOLtxOyDyjjNa2zO31NVrsXCLaAtHjRCzkvGUOTbccNTs?key=rLzgzejHZfGwspxCfOTLPy3I) **Colaboração e iteração contínua**Durante todo o processo de desenvolvimento, a colaboração entre as equipes de desenvolvimento, UX, produto, marketing e atendimento ao cliente foi fundamental. Reuniões regulares e ferramentas de gestão ágil permitiram uma comunicação eficiente e a rápida resolução de desafios. Encorajamos o feedback contínuo dos usuários finais, utilizando pesquisas de satisfação e análises de interações. Essas informações orientaram ajustes finos na interface e nas funcionalidades, assegurando que o Concierge atendesse às reais necessidades dos clientes. ### **Lançamento e monitoramento** O lançamento das novas funcionalidades foi realizado de forma escalonada, começando por grupos específicos de usuários e expandindo gradualmente para toda a base de clientes. Essa estratégia nos permitiu monitorar cuidadosamente o impacto de cada funcionalidade e realizar melhorias em tempo real. Utilizamos ferramentas avançadas de análise e monitoramento para acompanhar métricas como engajamento, tempo de resposta, taxa de conversão e satisfação do cliente. Os dados coletados confirmaram a eficácia das implementações e orientaram planos futuros de desenvolvimento. ## **Resultados obtidos (dados de Outubro/24)** Os números de outubro mostraram o impacto positivo do Concierge: - **Aumento de 25% na taxa de conversão** entre usuários que interagiram com o assistente. - **Redução de 39% no tempo de navegação** até encontrar o produto desejado. - **CSAT (Customer Satisfaction Score) subiu para 67,3%**, com nota média de 4,0 em 369 avaliações. - **Redução de 30% nas consultas ao suporte humano**, liberando a equipe para casos mais complexos. ### **Engajamento e conversão** - **Taxa de conversão do Concierge**: 1,47%, quase o dobro da taxa geral do site (0,77%). - **Valor médio de conversão**: R$ 1.160,44. - **Duração média da sessão**: 43 segundos. ### **Uso do concierge** Principais motivos de interação em outubro: - Informações técnicas sobre produtos: 1.514 interações. - Problemas com pedidos e entregas: 798 interações. - Dúvidas relacionadas à compra: 298 interações. - Promoções e cupons: 153 interações. ### **Custos operacionais** - **Custo com OpenAI**: R$ 7.277,22 (aproximadamente US$ 1.455,44). ## **Análise dos resultados** ### **Retorno sobre o investimento (ROI)** Para avaliar o ROI, consideramos a receita gerada em relação ao custo operacional. - **Receita total em outubro**: R$ 281.986,92 (243 clientes x R$ 1.160,44). - **Custo operacional**: R$ 7.277,22. - **ROI**: Aproximadamente **3.775%**! Isso significa que, para cada real investido, tivemos um retorno de R$ 37,75\. Incrível, não é? ### **Engajamento** - **Duração média da sessão**: 43 segundos. Apesar do tempo curto, a alta taxa de conversão indica que o Concierge está direcionando os clientes de forma eficiente para a compra, fornecendo respostas rápidas e precisas. ### **Considerações** - **Eficiência operacional**: A diminuição nas consultas ao suporte humano mostra que o Concierge está cumprindo seu papel, permitindo que a equipe se concentre em questões mais complexas. - **Satisfação do cliente**: Embora o CSAT tenha melhorado, sabemos que podemos alcançar índices ainda maiores, mirando acima de 70%. - **Custos**: O baixo custo operacional em relação à receita gerada reforça a viabilidade econômica da solução. ## **Impacto estratégico** _This post is for subscribers only._ ### Padrão de versionamento de arquivos de design, utilizando o figma ou não URL: https://productoversee.com/blog/padrao-de-versionamento-de-arquivos-de-design-utilizando-o-figma-ou-nao/ Last updated: 2024-11-25T10:45:13.000Z O processo de criação de um design envolve uma série de etapas, desde a concepção até a finalização do produto. _This post is for subscribers only._ ### Organização: seria essa a habilidade mais negligenciada na vida de um PM? URL: https://productoversee.com/blog/organizacao-seria-essa-a-habilidade-mais-negligenciada-na-vida-de-um-pm/ Last updated: 2024-11-22T20:33:03.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/11/News-announcement---New-Products-model-16.png)](https://www.eventbrite.com.br/e/product-oversee-talks-12-tickets-1091099731669?ref=productoversee.com) --- Hoje em dia muito se fala sobre as habilidades de pessoas de Produto e usar IA (Inteligência Artificial). Falam também sobre o fim da posição de PM, da ascensão de posições de Product Marketing, mas, quais as habilidades são básicas para começar a pensar e atuar como Product Management?! Acredito que existem algumas habilidades (skills) basais para a área e, uma delas, vejo sendo pouco comentada ou até negligenciada no dia a dia. É a ORGANIZAÇÃO ou o SENSO DE ORGANIZAÇÃO, melhor dizendo. Vou contar um pouco como vejo essa habilidade no dia a dia. ## Reflexões sobre organização Desde a época do colégio, nunca fui um aluno muito organizado. Minha mente sempre operou, e ainda opera, de forma bastante caótica, com múltiplos pensamentos simultâneos e desconexos. No entanto, ao ingressar na área de Produtos, comecei a perceber que esse processo de pensamento caótico tinha seus pontos positivos e negativos. Pensar dessa forma é positivo porque me faz ter várias conexões poderosas, de vários assuntos e aspectos diferentes, quantitativos e qualitativos, me levando a tomar decisões com bons resultados. ## O impacto da organização no dia a dia O lado negativo se mostra no dia a dia, onde comecei a perceber os malefícios desse processo caótico de pensar, quando este gerava baixo senso de organização, dificultando minha comunicação e cadência de trabalho com time (squad) e stakeholders. Muitas das vezes, não nos damos conta do impacto disso no dia a dia. Uma simples ação ou atitude de gerir as informações e atividades. A partir dessas primeiras reflexões, nos meus primeiros meses como PM, comecei a notar essa habilidade - ou a falta dela - no meu dia a dia e, também, no dia a dia de colegas, sejam Product Manager ou Lideranças de Produto e Negócios. A partir dessas observações, comecei a perceber alguns padrões e reflexões, como por exemplo: - **Processo de Discovery** - Se durante o processo de discovery você irá investigar uma série de informações (das mais variadas fontes, formatos e canais), sendo qualitativas ou quantitativas, pergunto: Como organizar/ordenar essas informações para melhor utilizar posteriormente? - Se diariamente, toda a conversa, reunião ou leitura, você encontrar informações que te ajudem no processo de discovery da iniciativa que você está trabalhando, pergunto: Qual a forma de registrar, organizar e digerir essas informações você utiliza? - **Documentação/Conhecimento** - Se você gera documentação de produto de toda e qualquer espécie, para o time e para você, pergunto: Como organizar/ordenar essa documentação para uma fácil e simples consulta posterior? - **Agendas/Reuniões** - Se a agenda de uma pessoa de produto tem o padrão de ser tão caótica, sempre cheia de 1:1s, ritos com o time e conversas com o stakeholders, pergunto: Quais as formas de organizar sua comunicação síncrona e assíncrona? - **Incidentes e problemas do dia a dia com o time** - Se um PM está gerindo problemas e incidentes com o time no dia a dia do produto, como organizar e ordenar as ações de correção paliativas e definitivas, bem como comunicação com stakeholders? - **Dependências com outros times e áreas** - Se um PM geralmente está gerenciando iniciativas dependentes, com outros times e pessoas, pergunto: Como organizar o trabalho, acompanhar os próximos passos de todos os envolvidos e garantir que o problema seja resolvido? Estes são somente alguns exemplos de momentos no dia a dia em que o senso de organização é exigido. Imagino que a partir das perguntas/reflexões acima você já pode estar pensando em outros momentos do seu dia a dia onde essa habilidade é crucial. Além dessas observações, comecei a perceber como a Organização é comentada no mundo de Product Management. Como citei no início, muito se fala de que as principais habilidades de uma pessoa de Produto são: Comunicação, Liderança, Visão Estratégica, Tomada de Decisão, Negociação etc. Entretanto, o quanto essas habilidades são precedidas por um excelente Senso de Organização? ## **Por que a organização é subestimada?** _This post is for paying subscribers only._ ### A fórmula para aprender todas as coisas URL: https://productoversee.com/blog/a-formula-para-aprender-todas-as-coisas-toda-teoria-nasce-de-uma-pratica-lucas-henning-2/ Last updated: 2024-11-20T14:25:39.000Z Parece algo muito trivial e óbvio, mas se a gente parar para pensar, grande parte das teorias, correntes de pensamentos e estudos nascem de pessoas que tiveram experiências pregressas. E, muitas vezes, essas experiências são com pouco ou quase nenhum material de apoio, onde na base da tentativa obtiveram algum resultado e entenderam como funcionam alguns mecanismos. Após essa prática, foi gerada uma reflexão onde essa pessoa tenta refazer os passos, acertos / erros, e é criado por ela ou por outros um material a respeito daquele processo EMPÍRICO. E aí vem um termo interessante: EMPÍRICO, que por definição: *"... é um fato que se apoia somente em experiências vividas, na observação de coisas, e não em teorias e métodos científicos. Empírico é aquele conhecimento adquirido durante toda a vida, no dia-a-dia, que não tem comprovação científica nenhuma. ", segundo site "signicados.com.br"* Onde quero chegar? Às vezes quando precisamos começar em uma área nova ou um estudo novo, buscamos os top materiais daquele assunto, livros mais lidos, sites referência, influenciadores, vídeos, cursos, opções infinitas para então começar a desbravar aquele tema, e ficamos postergando o início da vivência prática daquilo em detrimento a essa grande preparação. Mas quem foi que instituiu que a ordem correta das coisas é TEORIA -> TEORIA -> TEORIA -> PRÁTICA? Se você usar como ponto de partida um material didático considerado "A bíblia da área X", o ápice que você consegue atingir com esse material enquanto consumidor dele é se tornar um especialista "Na bíblia da área X", que é diferente de ser um conhecedor da ÁREA X em si. Entendem a diferença? # Na prática, a teoria é outra O que você tem aqui é uma lente sendo aplicada em um determinado contexto. Existem várias outras vivências possíveis de pessoas que não registraram em materiais didáticos seus caminhos, entretanto, também obtiveram bons resultados, muitas vezes com base nessa tecnologia humana que chamamos de INTUIÇÃO. Mais que isso, esses caminhos podem estar sendo escritos do teu lado enquanto você está extremamente apegado a livros, ebooks coloridos, cursos, e teóricos. [*"Ah, esses caminhos que a gente não vê..." - Caminhos, JotaPê*](https://open.spotify.com/track/1cujFxeMZ5NyNtGfwge1z4?si=bb385cee3df94431&ref=productoversee.com) Essa reflexão surgiu hoje na minha aula de bateria, quando junto ao meu professor estávamos falando sobre aplicação de determinadas técnicas para tocar Jazz na bateria e chegamos numa reflexão parecida. _This post is for subscribers only._ ### Como Se Tornar Ágil - Sem o “Estigma” da Agilidade URL: https://productoversee.com/blog/como-se-tornar-agil-sem-o-estigma-da-agilidade/ Last updated: 2025-07-08T02:29:09.000Z Recentemente, li o artigo "How To Become Agile - Without The Agile Labels", escrito por Steve Denning. Em uma tradução livre, seria algo como "Como Se Tornar Ágil - Sem o ‘Estigma’ da Agilidade". O artigo é bastante crítico, e um dos trechos que mais me chamou a atenção foi: > *"Conferências sobre Agilidade, sistemas de certificação em Agilidade e consultorias em Agilidade também devem examinar atentamente seu modo de operar e seu futuro. Eles devem perceber que as metodologias Ágeis, apesar dos sucessos individuais das equipes, muitas vezes estão falhando em termos de gerar valor para o negócio. Eles deveriam aprender o porquê; e começar a entender e abraçar mentalidades, valores e culturas Ágeis e seu papel na condução das metodologias Ágeis e no sucesso empresarial. Uma iniciativa nesse sentido já está em andamento para reimaginar o Ágil."* Com base nesse trecho, elenquei cinco pontos, considerando valor e desafio estratégico. ## 1\. Alinhamento Estratégico com o Valor de Negócio - **Valor Estratégico:** A integração das práticas Ágeis com os objetivos de negócio assegura que cada iniciativa e esforço Ágil contribua diretamente para os resultados e o crescimento da organização. - **Desafio Estratégico:** Alinhar continuamente as operações Ágeis com as metas de negócio exige uma comunicação efetiva entre as equipes Ágeis e os decisores estratégicos, bem como mecanismos de feedback e ajuste rápido. ## 2\. Cultura e Mentalidade Ágeis como Diferenciais Competitivos - **Valor Estratégico:** Uma cultura organizacional que internaliza os valores e princípios Ágeis fomenta um ambiente de inovação contínua, adaptabilidade e colaboração, essenciais para manter a competitividade no mercado. - **Desafio Estratégico:** Transformar a cultura organizacional requer liderança visionária, programas de desenvolvimento e capacitação contínua, e o compromisso de todos os níveis da organização. ## 3\. Priorização de Princípios sobre Ferramentas - **Valor Estratégico:** A ênfase em princípios Ágeis sobre ferramentas específicas capacita as equipes a responderem de forma mais dinâmica e criativa aos desafios, promovendo soluções inovadoras que geram valor real. - **Desafio Estratégico:** Superar a tendência de depender de soluções "prontas" ou ferramentas específicas exige educação contínua e a promoção de uma mentalidade de crescimento, além do desenvolvimento de competências adaptativas. ## 4\. Inovação Contínua através da reimaginação do Ágil - **Valor Estratégico:** A disposição para revisitar e adaptar as práticas Ágeis garante que a abordagem permaneça relevante e eficaz diante das mudanças nas demandas do mercado e da tecnologia. - **Desafio Estratégico:** O processo de inovação contínua requer um ambiente que favoreça a experimentação, o aprendizado com falhas e o comprometimento organizacional com a melhoria contínua. ## 5\. Medição e Demonstração do Valor Empresarial - **Valor Estratégico:** A capacidade de quantificar e comunicar o impacto das práticas Ágeis no sucesso empresarial valida o investimento em Agilidade e incentiva a adoção em toda a organização. - **Desafio Estratégico:** Desenvolver e implementar sistemas de medição que capturem o valor gerado pelas práticas Ágeis de forma clara e convincente exige entendimento profundo dos indicadores de desempenho relevantes e alinhamento com as metas de negócio. **Em resumo**, o artigo "Como Se Tornar Ágil - Sem o ‘Estigma’ da Agilidade" e a discussão subsequente lançam luz sobre uma verdade fundamental: a agilidade transcende as etiquetas e os dogmas. A verdadeira agilidade é sobre adotar uma mentalidade que priorize a adaptabilidade, o aprendizado contínuo e o alinhamento estratégico para gerar valor sustentável. ### Mais liderança e menos chefia - Parte 2 URL: https://productoversee.com/blog/mais-lideranca-e-menos-chefia-parte-2/ Last updated: 2024-11-27T10:26:44.000Z ## **Sobre a série:** O estilo de liderança centralizador e pautado no comando e controle está cada vez mais no passado das perspectivas de trabalho. Ainda que algumas empresas busquem por estes estilos, a grande maioria - principalmente as que buscam se destacar em mercados digitais - tenta desconstruí-lo. Nesta série de artigos, discutiremos mudanças de hábitos, comportamentos e novas estratégias que, ao se somarem, ajudaram você a liderar times de maneira mais alinhada ao “novo mundo” que se apresenta. Estes episódios trazem pra você o que há de mais atual e relevante nos estudos, práticas e planos de desenvolvimento de empresas que são reconhecidas por suas práticas de gestão de pessoas, como Itaú Unibanco, Google, Dell e Magazine Luiza. ## **O que leremos hoje** No mundo B.I.N.A., inovação é um ativo mais que desejado. Isso é mais que claro, e semanalmente reforçado por stakeholders e suas demandas criativas que lotam o backlog dos times de produto. Em frente a pressões de negócio e limitações tecnológicas, muitas lideranças de produto se perguntam se existiria uma saída mais fácil - leia-se “um jeito criativo” - de trazer soluções que atendessem a demandas complexas. E a verdade é que, muitas vezes, até que há, e a sensação satisfatória de uma ideia inovadora (que pode ser simples) é impagável; enche não só a moral do nosso ego, mas também a consideração de nossos queridos stakies <3\. Neste sentido, muitas destas lideranças se perguntam qual é o verdadeiro segredo para desbloquear o potencial criativo, seu e de suas equipes. Enquanto ferramentas de gestão, tecnologia e estratégias ágeis pipocam como respostas primárias a esta questão, o artigo de hoje abordará um fator fundamental que é frequentemente subestimado: a segurança psicológica. Criar um ambiente em que as pessoas se sintam seguras para expressar ideias, cometer erros e experimentar novas abordagens não é apenas uma boa prática de gestão — é um verdadeiro motor da inovação. Neste artigo, vamos explorar por que a segurança psicológica é **base** para a criatividade, como ela impacta diretamente a inovação e por que você precisa começar a prestar atenção nisso agora. Não falaremos de assuntos como “o que é a inovação” ou “escuta ativa e CNV”. Por mais importantes que sejam, traremos conceitos mais avançados sobre o tema, compreendendo que você não parte do zero sobre o assunto, e aproveitando para conectá-lo com estratégias que vão te transformar em uma liderança mais estratégica e sênior. Confia. Vai valer a pena. ## **O que é a inovação** Brincadeira. kkkk ## **Os tipos de segurança psicológica** Sendo um ser humano, você deve saber dizer qual o valor da segurança psicológica nas nossas vidas. Faça um exercício rápido e relembre algum episódio, dentro ou fora do trabalho, em que não se sentiu visto ou incluído pelas pessoas do “grupo”. Agora tente lembrar como você reagiu naquele contexto. Quais estímulos você teve para trazer ideias novas ou debater questões que estavam sendo propostas? Agora pense em outro episódio, em que você até sentiu espaço para contribuir, mas percebeu que algumas ideias, suas ou de outras pessoas, eram menosprezadas ou, de alguma forma, retalhadas. Qual nível de inibição você experimentou nesse caso? Estes dois exercícios devem ser suficientes para você relembrar o quão bom é estar em um ambiente onde você sente segurança para expor, questionar e até confrontar ideias. E isso é um ambiente com segurança psicológica. Um dos principais pesquisadores e autores sobre o tema é [Timothy R. Clark](https://www.linkedin.com/in/timothyrclark?ref=productoversee.com), cientista social formado em Oxford e CEO da LeaderFactor. Um dos seus principais livros chama-se “Os 4 estágios para a Segurança Psicológica”, que são: 1. **Segurança de Inclusão;** 2. **Segurança de Aprendizagem;** 3. **Segurança de Contribuição, e** 4. **Segurança de Confronto.** Um dos diferenciais dessa teoria é que cada um destes estágios, por vezes aqui chamados de “degraus para a segurança psicológica”, atende a uma necessidade humana básica, fortalecendo o sentido e os benefícios de garantir cada um deles. ## **Segurança de Inclusão** Ao relembrar de uma situação em que você não se sentiu visto ou incluído em um grupo, você se conectou com um episódio onde, segundo Timothy, faltou a segurança de inclusão. Este é o primeiro degrau para construir um ambiente de segurança psicológica, pois atende a uma das necessidades humanas mais fundamentais: o desejo de conexão e pertencimento. Em contextos onde as pessoas temem a exclusão, o medo inibe a disposição para correr riscos, fazer perguntas ou sugerir novas abordagens. Segurança de inclusão envolve a experiência de ser acolhido por um grupo ou comunidade, permitindo que as pessoas interajam sem receio de serem rejeitadas, julgadas ou penalizadas por suas contribuições ou presença. ## **Como promover segurança de inclusão?** _This post is for subscribers only._ ### A lógica da Restrição Tripla: como lidar com ela? URL: https://productoversee.com/blog/a-logica-da-restricao-tripla-como-lidar-com-ela-2/ Last updated: 2026-01-05T14:15:40.000Z Quando estamos conduzindo a gestão de projetos de software, lidamos com o velho tripé de tempo, escopo e orçamento. De acordo com o célebre Uncle Bob (Robert C. Martin) em seu livro [Desenvolvimento Ágil Limpo](https://amzn.to/3YCGblP?ref=productoversee.com), um dos grandes motivos dos projetos fracassarem é a simples falta de compreensão de muitos gestores acerca da lógica fundamental que restringe o desenvolvimento de software a obedecer uma lei praticamente irrefutável: a lógica da restrição tripla. Essa lei propõe que ao gerenciar um projeto de software, você tem as seguintes opções: bom, rápido, barato e concluído… sendo que você só pode escolher três! Definitivamente você não pode ter os quatro, sob nenhuma hipótese, pois: **Se um projeto é bom, barato e concluído**, certamente **não será rápido**. Para alcançar qualidade e manter os custos baixos, um projeto simplesmente vai exigir mais tempo. Isso significa etapas mais longas de desenvolvimento, revisões e otimização de recursos, o que demanda tempo para ser feito. **Se um projeto é bom, rápido e concluído**, certamente **não será barato**. A combinação de alta qualidade com uma entrega rápida exige mais recursos e, muitas vezes, uma equipe maior ou mais experiente, logo, mais custosa. **Se um projeto é rápido, barato e concluído**, certamente **não será bom**. Quando o foco é entregar algo rapidamente e com baixo custo, a qualidade do produto geralmente sofre, levando a um resultado insatisfatório ou incompleto, a exemplo de falhas, débitos técnicos e códigos espaguete. **Se um projeto é rápido, bom e barato**, ele **não será concluído**. Essa combinação é insustentável, pois tentar manter velocidade, qualidade (o que já é bem difícil) e ainda baixo custo ao mesmo tempo vai gerar sobrecarga, falta de recursos e, no final, o projeto provavelmente não será concluído de forma adequada. ## **Afinal, o que faz um software ser ‘bom’?** > *"O que pode ser medido, pode ser melhorado."* — Peter Drucker Embora aparentemente o conceito de ‘bom’ ou ‘ruim’ possa ser subjetivo, podemos dizer que um bom software atende as necessidades reais dos clientes, possui uma navegabilidade intuitiva para seus usuários e é livre de erros. Isso quer dizer que qualidade demanda tempo e recursos. Para garantir um resultado de alta qualidade, o time muitas vezes precisa sacrificar prazos apertados ou aumentar os custos. Veja algumas métricas que permitem avaliar a qualidade de um software: ### **Qualidade de código** **Cobertura de Testes (Test Coverage)**: percentual de código que é coberto por testes automatizados (unitários, de integração e end-to-end). Uma cobertura maior geralmente indica um software de melhor qualidade e menos suscetível a bugs. **Taxa de Erros (Defect Rate)**: número de erros ou bugs detectados por mil linhas de código (KLOC). Uma taxa de erros baixa indica um código mais estável e confiável. **Débito Técnico (Technical Debt): m**edida da quantidade de retrabalho ou refatoração necessária para melhorar a qualidade do código existente. Pode ser calculada em termos de horas estimadas para "limpar" o código, story points ou outra forma de estimativa. **Complexidade Ciclomática**: métrica que avalia a complexidade do código com base no número de caminhos lógicos que ele pode seguir. Menos complexidade geralmente significa um código mais fácil de manter e de menor risco de erros. Essa métrica pode ser mensurada por meio de ferramentas como SonarQube, **PyLint** (Python) ou CodeClimate. **Índice de Qualidade de Código (Code Quality Index)**: avalia aspectos como estilo de código, duplicação, uso de práticas recomendadas, e pode ser medido por ferramentas como SonarQube, que atribuem uma "nota" à qualidade do código. **Velocidade de Resolução de Bugs**: mede o tempo que a equipe leva para resolver bugs críticos ou emergenciais. Uma resolução rápida indica um processo de correção eficaz e manutenção de alta qualidade. ### **Taxa de Sucesso (Success Rate)** Mede a porcentagem de usuários que conseguem completar uma tarefa com sucesso. Podemos calcular da seguinte forma: (Número de usuários que completaram a tarefa / Número total de usuários) \* 100. ### **Tempo para Completar Tarefa (Task Completion Time)** É o tempo que um usuário leva para concluir uma tarefa específica, desde o início até o final. Por exemplo, em um aplicativo de banco, seria quanto tempo os usuários demoram para realizar uma transferência bancária. ### **Taxa de Erros (Error Rate)** A quantidade de erros cometidos pelos usuários ao tentar completar uma tarefa. Podemos calcular da seguinte forma: (Número total de erros cometidos / Número total de tentativas de tarefa) \* 100. Por exemplo,se os usuários digitam incorretamente o número do cartão de crédito 15 vezes em 100 tentativas, a taxa de erros é 15%. ### **Tempo Médio para Recuperação de Erros (Error Recovery Time)** O tempo que um usuário leva para corrigir um erro depois de cometê-lo, por exemplo, em um formulário online, podemos medir em minutos ou segundos quanto tempo os usuários levam para corrigir um campo incorretamente preenchido. ### **Taxa de Abandono de Tarefa (Task Abandonment Rate)** Mede a porcentagem de usuários que desistem ou abandonam uma tarefa antes de completá-la. Podemos calcular da seguinte forma: (Número de usuários que abandonaram a tarefa / Número total de usuários) \* 100. Se 4 de 20 usuários desistem de um processo de checkout em um site de compras, a taxa de abandono é de 20%. ### **Número de Cliques ou Ações para Concluir Tarefa (Click/Action Count)** Quantidade de cliques ou ações necessárias para concluir uma tarefa. Por exemplo, no preenchimento de um formulário online, pode-se contar quantos cliques são necessários para concluir o envio. ### **Taxa de Retenção de Usuários (User Retention Rate)** Mede quantos usuários retornam ao sistema após um certo período de uso inicial. Forma de calcular: (Número de usuários retornando / Número total de usuários) \* 100. Se 30 de 50 novos usuários retornam a um app após a primeira semana de uso, a taxa de retenção é 60%. ### **Taxa de Eficiência (Efficiency Rate)** Mede o quão eficiente os usuários são em completar uma tarefa, considerando o tempo ideal esperado. Podemos calcular da seguinte forma: (Tempo ideal para completar a tarefa / Tempo real gasto pelos usuários) \* 100. Se o tempo ideal para finalizar uma busca em um site é de 2 minutos, mas os usuários demoram em média 4 minutos, a eficiência seria 50%. ## **Como saber se o desenvolvimento foi ‘rápido’?** _This post is for paying subscribers only._ ### Quer ver como uma empresa nasce do zero? - Parte 5 URL: https://productoversee.com/blog/untitled-2/ Last updated: 2024-11-06T18:14:25.000Z **Já experimentou chá de hortelã? Pois é, eu experimentei... prefiro leite com achocolatado.** E sabe o que isso tem a ver com gestão financeira? Absolutamente nada, mas é assim que a gente vai começando a encarar certas realidades: com uma dose de sinceridade e bom humor. Hoje, vou falar sobre o lado emocional do dinheiro, os desafios de adoção de novas soluções pelos empreendedores solos. Spoiler: pode não ser o que você está esperando! ## Casa de ferreiro, espeto de pau: a realidade de ser empreendedora solo Espero que vocês tenham sentido falta da continuidade desse Build in Public, mas o tempo está corrido! Recentemente, minha empresa de velas, Suisa Velas e Aromas (inclusive, dá uma olhadinha lá no Instagram @suisa.aromas), recebeu várias encomendas, e precisei focar na produção, afinal, o cliente vem sempre em primeiro lugar. Confesso que tenho um certo medo de perder prazos e acabar parando no Reclame Aqui. Recebo pedidos de lembrancinhas para momentos únicos, como maternidade, batizados e casamentos – eventos que não têm como ser adiados. Então, um atraso pode marcar negativamente a memória de alguém, e isso é algo que eu definitivamente quero evitar. Agora, o interessante é que minha rotina na Suisa tem se tornado uma espécie de laboratório. E, como muitos empreendedores solos por aí, quando estou focada na produção, todo o resto fica em segundo plano. O financeiro? Terceiro. Planejamento financeiro? Não sei nem onde foi parar! Recentemente, passei por alguns sustos quando percebi que meu estoque de cera e aromas tinha acabado. Comprei tudo às pressas, pagando fretes caríssimos e usando o cartão de crédito para resolver o que não estava planejado. Foi aí que um pequeno alerta começou a piscar na minha mente: “Cuidado com a bola de neve!” Entendam, eu não tenho capital de giro para essa empresa. A Suisa começou como um hobbie que acabou se tornando lucrativo, mas estruturar um negócio vai muito além de simplesmente abrir um CNPJ. E aqui vocês podem se perguntar: "Como é que ela quer desenvolver uma solução para gestão financeira se nem ela mesma tem esse controle?". Bem, meus caros, vocês acabaram de presenciar o clássico exemplo da **síndrome da Casa de Ferreiro, Espeto de Pau**. Primeiramente, vamos resolver um mistério: por que o espeto de pau? Afinal, se a casa é do ferreiro, não deveria ter algo relacionado a metal? Pois é, o ChatGPT me explicou que o ferreiro, ao priorizar os clientes, acaba deixando suas próprias necessidades de lado. E quando precisa de um espeto, em vez de fazer um de metal, ele improvisa com algo inferior ou mais prático. Parece familiar, né? Esse ditado popular resume bem a vida de muitos empreendedores, especialmente os solos. Nós priorizamos a produção – afinal, é o que mais amamos fazer, o motivo pelo qual começamos a empreender. E todo o resto? Bom, improvisamos e seguimos em frente. ## Explorando o contexto amplo do produto No último artigo, a parte 4, eu trouxe alguns números e desabafei sobre as famosas planilhas de projeção financeira. Agora, neste artigo, vou trazer alguns fatos. Já iniciei novamente as entrevistas com o perfil de quem acredito serem os adotantes iniciais desse projeto. A meta era entrevistar de 20 a 30 pessoas, ou de 5 a 8 por semana. Bem, entrevistei 7 pessoas nas últimas semanas. Não, eu não parei – estou apenas indo devagar, afinal, tenho alguns pratos para equilibrar. Mas, desta vez, estou muito mais empolgada. Fato! E as respostas estão me trazendo informações realmente interessantes. Segundo o Ash Maurya, o principal objetivo dessas entrevistas é entender o aspecto mais arriscado do seu negócio. E geralmente, isso não tem nada a ver com a parte técnica da solução. Como ele não cansa de repetir em seu livro, os recursos (features) vivem no contexto do produto, enquanto os resultados e as tarefas estão num contexto bem mais amplo. Agora, guarde essa informação: **"O e-mail e as planilhas eletrônicas mataram mais startups do que outras startups."** Abra a cabeça e coloque isso lá dentro: os seus potenciais clientes – ou até os atuais – não estão nem aí para a sua solução. Eles só querem resolver seus problemas, e como a água, vão buscar o caminho de menor resistência. Todo produto vive em dois contextos: o **contexto da solução** e o **contexto mais amplo**. O contexto da solução é onde estão os recursos e os benefícios do seu produto. O contexto mais amplo é onde estão os resultados que o seu cliente deseja alcançar. Agora vem a parte boa: é no contexto mais amplo que você encontra espaços para inovar. O truque está em encontrar o ponto certo entre o benefício funcional da sua solução e a capacidade de gerar clientes mais satisfeitos. Vamos trazer um exemplo prático: Imagine que uma pessoa precisa pendurar um quadro na parede. Ela vai fazer um buraco, afixar um parafuso e pendurar o quadro. Mas, no fundo, o que ela realmente quer? Um quadro na parede, claro. O buraco e o parafuso são só obstáculos indesejados para atingir o resultado. **Aí vem a 3M com suas fitas dupla face** – essa solução que não precisa de furo na parede… **filha de uma… INOVAÇÃO!** Agora, um exemplo mais próximo de nós: por que as pessoas querem empreender? Alerta! Vamos abrir um parêntese para falar de política por alguns momentos – mas, por favor, sem levar para o lado pessoal! ## A Realidade do Empreendedorismo no Brasil Após a confirmação do segundo turno, Guilherme Boulos, candidato à prefeitura de São Paulo, anunciou que iria incorporar três projetos da sua até então adversária e companheira de câmara em seu programa de governo. O primeiro, e talvez o mais simbólico, é o "Jovem Empreendedor", uma linha de crédito voltada para quem quer começar seu próprio negócio. Em resumo, a candidatura do Boulos entendeu que, para dialogar com a realidade atual, vai precisar lidar com uma palavra que não faz parte do vocabulário típico da esquerda: empreendedor. Aqui começa o dilema da esquerda brasileira. Em tese, ela sempre defendeu o povo, mas, quando olham um pouco mais de perto para quem realmente é esse povo, parece que surgem algumas contradições. A classe C representa um pouco mais da metade da sociedade brasileira, nenhum outro grupo demográfico é mais "povo brasileiro" do que a classe C. No entanto, o sonho da classe C, especialmente nos dias de hoje, parece não se alinhar tanto com os valores clássicos da esquerda. Talvez o Boulos, em sua campanha ideal, preferisse estar falando sobre ocupação de prédios para o povo sem moradia ou defendendo causas sociais mais tradicionais. Mas, a realidade o está forçando a abordar um tema que, até pouco tempo atrás, poderia soar estranho para ele: o empreendedorismo. Foi nesse ponto que algo ficou claro para mim, ao acompanhar análises como as do Pedro Doria, do Meio: por trás da palavra *empreendedor* está um conceito de Estado que vai diretamente na contramão do que a esquerda brasileira tradicionalmente defende. A ideia de se tornar empresário, de "subir na vida", é muitas vezes vista como uma ilusão vendida pelo capitalismo – uma promessa que, para eles, o sistema nunca vai realmente entregar. Mas a classe C, a mais próxima do que chamamos de "povo", não vê as coisas assim. Eles acreditam que o capitalismo, com todos os seus defeitos, ainda funciona de alguma maneira, e que o emprego tradicional de 9h às 17h, com carteira assinada, não vai fazer ninguém crescer de verdade. Eles não querem viver com uma aposentadoria de R$ 2 mil pelo INSS. Querem mais. Querem sair da periferia, comprar casa no bairro nobre, ter uma casa com piscina na serra ou na praia, carro importado. Querem trabalhar duro, construir algo e ficar ricos. E, sinceramente, quem não quer? A esquerda, por outro lado, enxerga essa ascensão como uma fantasia que só é possível com um grande crescimento econômico, via aumento do PIB, e para isso, acreditam que o Estado precisa injetar dinheiro em grandes empresas privadas, tornando-as competitivas no cenário internacional. Em resumo, a estratégia é facilitar para os grandes empresários de um lado, e não tocar na legislação trabalhista ou previdência de outro – mesmo que saibamos que a previdência enfrenta sérios problemas. O problema é que, ter um funcionário CLT custa muito caro para os pequenos empresários, e isso inviabiliza que eles possam contratar. Por outro lado, a esquerda desconfia de como as empresas funcionam, achando que deve criar mais regras e mais burocracia, e, portanto, uma máquina estatal para fiscalizar cada barbeiro de esquina. Além disso, o pequeno empresário ainda tem que pagar uma fatia generosa do que produz ao Estado. Afinal, se você quer ter uma empresa, vai ter que pagar imposto alto, porque o Estado precisa desse dinheiro para aplicar nas empresas que já são grandes (que, aliás, já possuem seus benefícios tributários). O objetivo seria fazer a economia crescer, porque empresa grande consegue pagar CLT. E, se tudo der muito certo, talvez dê até para pagar a conta da previdência no final. Resumindo, a classe C quer um tipo de Estado que facilite a vida dos pequenos empreendedores, enquanto a esquerda tradicional acha que a classe C precisa de outro tipo de apoio, que depende de um Estado forte para controlar e redistribuir a riqueza. É nesse ponto que surgem figuras como Pablo Nassau, entre outros que... E aí, você entendeu onde estou querendo chegar? Não?Empreender é como fazer o furo na parede – o que a classe C realmente quer é segurança financeira e ascensão social. A maneira de alcançar isso, segundo eles acreditam, é empreendendo, buscando autonomia e construindo uma vida melhor com as próprias mãos. O furo na parede? Bom, o importante mesmo é o quadro bem pendurado e a vida estabilizada. A classe C está disposta a eleger o prefeito de uma das maiores metrópoles do mundo, ou até o presidente do país, para conseguir o resultado esperado. Claro, poderiam buscar soluções menos complexas, como um app de gestão financeira, ou um curso no Sebrae, mas talvez, só talvez, levasse mais tempo. ## Entre Finanças e Audiobooks _This post is for subscribers only._ ### Mais liderança e menos chefia - Parte 1 URL: https://productoversee.com/blog/mais-lideranca-e-menos-chefia-parte-1/ Last updated: 2024-10-30T22:16:50.000Z ## **Sobre essa série** O estilo de liderança centralizador e pautado no comando e controle está cada vez mais no passado das perspectivas de trabalho. Ainda que algumas empresas busquem por estes estilos, a grande maioria - principalmente as que buscam se destacar em mercados digitais - tenta desconstruí-lo. Nesta série de artigos, discutiremos mudanças de hábitos, comportamentos e novas estratégias que, ao se somarem, ajudaram você a liderar times de maneira mais alinhada ao “novo mundo” que se apresenta. Estes episódios trazem pra você o que há de mais atual e relevante nos estudos, práticas e planos de desenvolvimento de empresas que são reconhecidas por suas práticas de gestão de pessoas, como Itaú Unibanco, Google, Dell e Magazine Luiza. **O que leremos hoje.** No cenário corporativo atual, caracterizado por rápidas transformações tecnológicas e econômicas, a agilidade organizacional tornou-se uma vantagem competitiva crucial. Em particular, a autonomia dos times emergiu como um fator-chave para responder de maneira ágil às demandas dos clientes e do mercado. Este artigo explora como a autonomia pode ser um motor para o desenvolvimento dos times, para a potencialização da inteligência coletiva e também para a liderança eficaz no futuro, além de apresentar um modelo prático para implementar a autonomia em squads, tribos e na empresa, como consequência. ## **A autonomia como motor de agilidade e inovação** A autonomia, quando bem implementada, pode transformar a capacidade de uma organização de responder rapidamente às mudanças e incertezas. Para os times, a autonomia proporciona um ambiente onde podem enfrentar desafios de forma prática, absorvendo aprendizados e gerando valor. Isso não apenas aumenta o engajamento e o sentimento de reconhecimento, mas também contribui para um senso mais profundo de responsabilidade, compromisso e comprometimento. ## **Autonomia só existe se houver diretrizes** A essa altura você já deve saber que autonomia não significa fazer o que der na telha. E também que minimamente soa estranho ouvir que é necessário seguir um passo a passo de como agir para ter autonomia. A verdade é que autonomia não é nem agir pelo impulso do vento, nem seguir uma fórmula única; ela deve ser adaptada ao contexto e à situação específica. Podemos olhar para essa adaptação como alguém que tenta afinar uma corda de violão. Colocar muitos limites no time é como tensionar muito a corda do violão; Não colocar nenhuma limitação é como afrouxar demais a corda do violão; Em ambos casos, aquela corda não vai soar em harmonia com o resto das cordas, e você não vai conseguir fazer o seu som ficar maroto (seu time não estará em sintonia com os demais times da empresa; ou nem mesmo entre si). Para encontrar o ponto de afinação perfeito, é preciso buscar um equilíbrio entre autonomia e diretrizes claras. Assim, os times têm liberdade para atuar dentro de contornos definidos, promovendo inovação enquanto mantêm responsabilidade. Esse, na prática, é um dos maiores desafios de qualquer liderança. O estudo do MIT Sloan Management Review, chamado "The New Leadership Playbook for the Digital Age" (2020), revelou que apenas 12% das lideranças globais acreditam ter o mindset necessário para enfrentar os desafios atuais, incluindo a construção de times empoderados e com autonomia. ## **E como fazer?** Autonomia não é um atributo solto. Quando buscamos por um fio condutor, achamos caminhos que a relacionam com outros comportamentos (uns causa; outros consequência) e que geram um ciclo onde a autonomia é constantemente reforçada. Antes de seguir com a leitura, faça um exercício prático e liste quais comportamentos fazem você se conectar com a autonomia e empoderamento. Algumas perguntas que podem te ajudar a encontrar estes comportamentos são: 1. *“O que eu posso fazer para gerar autonomia no meu time?”;* 2. *“O que eu já vi acontecer que quebrou a autonomia de um time?”;* 3. *“O que me traz segurança para agir com autonomia?”* Agora veja se alguma das palavras que você listou estão presentes nessa lista: 1. Autoconfiança 2. Capacitação 3. Competência 4. Flexibilidade 5. Motivação 6. Contornos 7. Aprendizagem 8. Autorresponsabilidade 9. Satisfação 10. Comunicação 11. Crescimento pessoal 12. Iniciativa 13. Criatividade 14. Coragem 15. Produtividade 16. Resiliência 17. Credibilidade 18. Realização 19. Bem-estar 20. Protagonismo 21. Responsabilidade social 22. Reconhecimento Os atributos acima se relacionam com o tema de forma não exaustiva e podemos usá-los para trabalhar várias estratégias customizadas com o fim de construir autonomia. A grande sacada é entender, dentro do seu time, quais são os ofensores da autonomia, e começar a trabalhar estas questões de forma interligada. Mas calma, você que gosta de uma solução mais objetiva, porque falaremos agora sobre os… ## **Pilares da Autonomia: Contorno, Confiança e Coragem** Existe sim uma maneira mais “assertiva” de construir autonomia em um time, principalmente se você nunca trabalhou isso antes. Para que a autonomia seja eficaz, é crucial apoiá-la em três pilares: contorno, confiança e coragem. ### *Contorno* O contorno se refere às diretrizes e limites dentro dos quais a autonomia é exercida. Existem dois tipos de contornos: *1\. Contorno Organizacional:* Inclui elementos como a estratégia de negócios, cultura organizacional e regras de compliance. Por mais que sejamos livres para propor soluções, devemos garantir que elas respeitem estes limites para serem factíveis. *2\. Contorno Situacional:* Relaciona-se às expectativas específicas de projetos ou atividades, como prazos, orçamento e governança. Define claramente os papéis e responsabilidades, permitindo que os times operem com mais liberdade dentro desses parâmetros. ### *Confiança* A confiança é fundamental para a autonomia, e deve ser construída de forma mútua entre líderes e times. As lideranças devem demonstrar confiança no desenvolvimento e na capacidade dos times, enquanto os times devem confiar na responsabilidade e no compromisso das lideranças. ### *Coragem* _This post is for subscribers only._ ### O paradoxo da disponibilidade URL: https://productoversee.com/blog/o-paradoxo-da-disponibilidade/ Last updated: 2024-10-25T10:45:52.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/10/Diego-Eis.png)](https://dpw.somostera.com/?utm%5Fsource=other&utm%5Fmedium=newsletter&utm%5Fcampaign=productoversee) --- O Product Manager moderno opera em um paradoxo maluco: quanto mais responsivo ele é, menos tático se torna. Este não é apenas mais um argumento sobre equilíbrio trabalho-vida ou burnout - é uma análise estrutural de como a disponibilidade constante está fundamentalmente minando a capacidade dos PMs de fazer seu trabalho mais valioso. A disponibilidade instantânea se transformou em uma virtude profissional quase inquestionável. Respondemos a mensagens em segundos, entramos em reuniões de última hora sem hesitar, e nos orgulhamos de nossa capacidade de "apagar incêndios" a qualquer momento. Esta cultura criou um ciclo vicioso que se auto-perpetua: quanto mais disponível você está, mais as pessoas esperam que você esteja disponível, e mais decisões dependem da sua presença imediata. Pesquisas da [University of California Irvine](https://www.ics.uci.edu/~gmark/chi08-mark.pdf?ref=productoversee.com) demonstram que leva em média 23 minutos para retornar completamente ao foco após uma interrupção. Para Product Managers, que enfrentam múltiplas interrupções ao longo do dia, isso representa um impacto significativo na capacidade de manter foco em trabalhos complexos (imagina como esse cenário afeta os Devs). O problema real não é apenas a sobrecarga de trabalho - é a destruição sistemática do pensamento tático e da performance. _This post is for paying subscribers only._ ### Tem 5 minutinhos aí? URL: https://productoversee.com/blog/tem-5-minutinhos-ai/ Last updated: 2024-10-23T10:45:43.000Z Estratégias para minimizar e evitar reuniões desnecessárias _This post is for subscribers only._ ### Opinião: As responsabilidades do PM estão distorcidas 2 URL: https://productoversee.com/blog/as-responsabilidades-do-pm-estao-distorcidas-2-2/ Last updated: 2024-10-20T21:29:50.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/10/post_B.png)](https://bit.ly/4esAw8B?ref=productoversee.com) --- Em 2020 escrevi o texto "[Opinião: As responsabilidades do PM estão distorcidas.](https://productoversee.com/opiniao-as-responsabilidades-do-pm-estao-distorcidas/)" onde deixei minha visão sobre o que exatamente são as responsabilidades um product manager. No texto (que você pode ler [aqui](https://productoversee.com/opiniao-as-responsabilidades-do-pm-estao-distorcidas/)), trago minha visão sobre algumas distorções que estava enxergando no mercado naquele ano depois de ter entrevistado dezenas de PMs. Pois bem, 4 anos mais tarde, resolvo escrever sobre o mesmo tema, trazendo minha visão agora de 2024, pós-bolha dos VCs. É interessante como ano vai, ano vem, continuo escutando as mesmas histórias nas entrevistas que faço e nos grupos que participo sobre quais são as responsabilidades dos gestores de produto. E vou te dizer, as distorções continuam as mesmas. É PM que é Scrum Master, que faz gestão dos devs, que faz gestão de outros PMs, que só estão no cargo para escreverem histórias do usuário e nada mais. Oras, passaram-se 4 anos e minha opinião também não mudou, continuo achando que se a empresa contrata alguém caro para assumir essas responsabilidades, ela está gastando um dinheiro muito mal gasto. Não uso mais a definição que trouxe no texto anterior do Marty Cagan sobre quais são as responsabilidades de um PM. A que uso hoje é: _This post is for subscribers only._ ### Product Analytics: um framework rápido para o sucesso na sua implementação URL: https://productoversee.com/blog/product-analytics-um-framework-rapido/ Last updated: 2024-10-15T16:13:46.000Z Como gerente de produto, frequentemente me deparei com desafios na implementação e utilização eficaz de dados de navegação (product analytics). Muitas empresas lutam para traduzir o Product Analytics em insights acionáveis devido à falta de organização estratégica de dados e alinhamento com os objetivos operacionais. Para abordar isso, desenvolvi um framework simples que se provou bem-sucedido em vários projetos. ## **O Problema com abordagens tradicionais** Muitas empresas abordam o Product Analytics com entusiasmo, mas sem um plano claro. Armadilhas comuns incluem: - **Mentalidade "Taguear Tudo":** 'Taguear' eventos excessivamente sem uma estratégia definida cria um pântano de dados, tornando a análise complexa e ineficiente. - **"Construir Primeiro, Analisar Depois":** Desenvolver um produto sem KPIs pré-definidos dificulta a medição do sucesso e do impacto. - **Inconsistência de Dados:** A falta de governança de dados e convenções de nomenclatura padronizadas levam a dados não confiáveis e inutilizáveis. **Um Framework Estruturado para o Sucesso:** Este framework foi aplicado a um app mobile para uma empresa para a qual trabalhei recentemente, que chamarei de empresa ‘A’ neste artigo, a empresa é do setor de fitness e bem estar e oferece uma gama grande de aulas e atividades em seus clubes físicos e o agendamento das atividades passará a ser realizado pelo aplicativo. Estruturei as seguintes etapas de forma a sistematizar o processo de Product Analytics desde a etapa de planejamento até a utilização dos dados. **1\. Objetivos de negócio:** - Defina as Perguntas que o negócio precisa responder: Identifique as principais perguntas que a empresa deseja responder sobre o produto e seus usuários. Quais insights são necessários para tomar decisões informadas? - Estruturar KPIs: Desenvolva um conjunto de Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs) que respondam diretamente às perguntas de negócios. Para definição de perguntas e KPI 's eu aconselho sempre ter um par de negócios que possa aportar nessas definições e que sejam validadas pelos tomadores de decisão ou times que consumiram essas informações. Um bom start point para definir as perguntas a serem respondidas por jornada do seu produto, ou para uma nova funcionalidade a ser lançada, é iniciar em um nível macro com business north stars e entender em qual (quais), cada funcionalidade tem maior impacto. Exemplo: 1. A empresa ‘A’ possuía quatro principais north star metrics que validaram o sucesso do app após o lançamento: 1. Crescimento de LTV estimulado pelo app; 2. Engajamento de membros do club fitness (engajamento neste caso é o número de atividades agendadas pelo membro através do aplicativo) 3. Crescimento de visitas ao clube estimuladas pelo app 4. Crescimento de receita por categoria de serviço estimulada pelo app 2. Um dos principais serviços oferecidos pelo app é o agendamento de aulas em grupo (pilates, spin, etc…). Sendo que o app possui uma *tab* específica com um extenso calendário de oferta de classes para agendamento dos usuários. 3. Sobre a jornada de agendamento de classes, que impacta de forma direta e indireta as 4 north star metrics, uma das perguntas levantadas pelo negócio foi a seguinte: 1. Qual é a taxa de conversão das classes de oferta gratuita no app por tipo de classe? _This post is for subscribers only._ ### Quer ver como uma empresa nasce do Zero? - Parte 4 URL: https://productoversee.com/blog/quer-ver-como-uma-empresa-nasce-do-zero-parte-4/ Last updated: 2024-10-09T11:00:28.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/10/post_B.png)](https://bit.ly/4esAw8B?ref=productoversee.com) --- **Prepare o café, que o chumbo vem grosso!** Vamos começar desmascarando aquelas planilhas de projeção financeira que a gente sabe que passam bem longe da realidade. Afinal, como disse James Clear, "vencedores e perdedores têm as mesmas metas". Vamos falar sobre como transformar uma ideia em algo real, com números, clientes e, quem sabe, um ARR milionário (spoiler: envolve jujubas) ## **Desconstruindo a ideia: de conceito a realidade** Na [**parte 3**](https://productoversee.com/quer-ver-como-uma-empresa-nasce-do-zero-parte-3/) desta série, apresentei o **Quadro Lean** e o **Quadro (mais) Lean**, que ajudaram a transformar minha ideia inicial em algo mais concreto. Esses quadros vieram da leitura do capítulo 2 do livro [*Comece Sua Startup Enxuta*](https://amzn.to/3zGnvt3?ref=productoversee.com), de **Ash Maurya**, intitulado "Teste a desejabilidade de sua ideia". Confesso que, ao ler o título, fiquei empolgada, achando que finalmente colocaria a mão na massa com entrevistas, MVPs e projeções (uhuuu). Porém, ao final do capítulo, fiquei confusa. Reli o texto várias vezes, tentando encontrar o tal teste de desejabilidade, até perceber que talvez ele seja sobre identificar **gatilhos de troca** (algo que expliquei na parte 3 da série). Mesmo insegura, segui em frente. O objetivo do **Quadro Lean** é desconstruir uma ideia inicial em uma história de modelo de negócio. Mas nós queremos mais do que uma história; queremos construir um produto real. E talvez uma história de modelo de negócio ainda não seja suficiente para fazer potenciais investidores ou stakeholders enxergarem o que você vê – **o potencial**. É importante que você veja sua ideia pelos olhos de um investidor, mesmo que não tenha intenção de buscar investimento externo. Afinal, você é o **Investidor nº 1** da sua ideia. Pode não estar investindo muito dinheiro, mas você está investindo seu tempo – e o tempo vale mais que dinheiro. **O tempo é seu recurso mais escasso**. Toda ideia, especialmente as boas, consomem anos da sua vida. Então, pare e se pergunte: **Você realmente quer passar os próximos três anos em uma ideia com a mentalidade "vamos ver no que vai dar?"** Bem, eu já tive minha cota dessa metodologia, e decidi que com esse projeto serei mais rigorosa. Quero resolver um problema **grande o suficiente** que justifique o investimento de tempo e energia. Agora, como saber se minha ideia tem potencial para se tornar **grande o suficiente**? ## **Repensando planilhas e projeções** Se você já fez planilhas de projeções financeiras, provavelmente entende o dilema. Eu mesma já fiz dezenas, e confesso, me diverti bastante com elas. Aquela procrastinação disfarçada de produtividade, sabe? O problema dessas planilhas é que, embora cheias de números, elas mascaram sorrateiramente suas suposições mais arriscadas sob camadas de mentiras e omissões. E o tiro, bem, o tiro sai pela culatra. Todos querem ver as projeções sendo executadas, quando, na verdade, o foco deveria estar no produto e no aprendizado. E não tem como aprender e agir rápido se você estiver preso a um plano fictício, tentando defendê-lo a todo custo. Mais uma vez, **Ash** foi brilhante ao trazer um teste rápido para o modelo de negócio baseado na: **Estimativa de Fermi**. Muito usada na física, essa estimativa faz cálculos rápidos de ordem de grandeza e nos ajuda a entender se o nosso modelo de negócio tem alguma chance de se sustentar. Mas o que é a **Estimativa de Fermi**? Em termos simples, é uma técnica que permite estimar valores desconhecidos com base em informações parciais ou incompletas, dividindo o problema em partes menores e mais gerenciáveis. Um exemplo clássico dessa técnica é tentar adivinhar quantas jujubas existem em um pote. Para fazer essa estimativa, você não precisa contar todas as jujubas uma por uma. Em vez disso, você pode fazer perguntas simples: *Qual o volume aproximado do pote? Qual o tamanho médio de uma jujuba?* Com essas informações, você pode calcular quantas jujubas caberiam no pote. Mesmo que as suposições não sejam exatas, essa abordagem lhe dá uma estimativa próxima da realidade sem precisar de dados precisos. Um dos grandes erros relacionado às planilhas de projeções financeiras na fase de planejamento do modelo de negócio, é o tempo excessivo que passamos na lógica do famoso **"se você conseguir capturar apenas 1% desse grande mercado"**. Afinal, 1% de um mercado bilionário continua sendo uma boa grana, certo? Só que esse pensamento apresenta algumas armadilhas: 1. **Falsa sensação de segurança**: não reflete a realidade de como o mercado funciona. 2. **Falta de estratégia**: não mostra como, de fato, conquistar esse 1%. 3. **Critério de sucesso equivocado**: esse 1% pode não ser o que realmente importa. O essencial é saber se seu produto resolve um problema significativo e se há mercado disposto a pagar por ele. ## **Tração: O Objetivo Principal** Para testar a viabilidade da minha ideia, vou seguir a abordagem de **Ash Maurya**, focando na métrica mais importante: **tração**. Enquanto métricas como receita e lucro mostram o desempenho passado, à tração traz **indicadores antecedentes** (ou leading indicators) que nos ajudam a prever o crescimento futuro do negócio e são centradas no cliente. Podemos definir tração como a taxa na qual um modelo de negócio captura valor monetizável de seus clientes. E atenção, **valor monetizável não é o mesmo que receita**; é um indicador de **futuro** potencial de receita. Como o objetivo é transformar usuários em clientes, podemos tornar essa definição de tração ainda mais concreta utilizando uma metáfora interessante: **"a fábrica de clientes."** ## **Bem-vindo à Fantástica Fábrica de Clientes** Esqueça o antigo funil de vendas, faz mais sentido pensar no negócio como uma **fábrica de clientes**, onde todas as áreas – marketing, vendas, atendimento, produto – trabalham juntas para gerar tração, que é a **produtividade** dessa fábrica. _This post is for subscribers only._ ### Como o dinheiro digital afeta o consumidor brasileiro? - Parte 2 URL: https://productoversee.com/blog/como-o-dinheiro-digital-afeta-o-consumidor-brasileiro-parte-2/ Last updated: 2024-10-04T10:39:13.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/10/post_B.png)](https://bit.ly/4esAw8B?ref=productoversee.com) --- > “A única coisa que sabemos do futuro é que ele será diferente” Peter Drucker (1909-2005) Com esta afirmação de que o futuro será de certo diferente, é preciso olhar através do presente quais são as tendências e caminhos que o futuro aponta.De acordo com Solomon (2002): "há pouca dúvida de que a Revolução Digital é uma das influências mais significativas sobre o comportamento do consumidor atualmente". E por isso é preciso ver como os meios de pagamentos eletrônicos estão se relacionando com os consumidores brasileiros e com o comércio, a fim de que indique como o Brasil está em relação à digitalização. Através da figura 6 verifica-se que a PEA - população economicamente ativa - em sua maioria ainda recebe seu salário em espécie, principalmente, os mais jovens e os menos favorecidos, mesmo com leve queda deste tipo de recebimento no ano de 2013\. Isto revela que ainda é preciso ampliar a quantidade de pessoas com acesso a sistemas formais da economia, sendo preciso mais acesso a contas e bancos (algo que mudou bastante durante a pandemia com o uso obrigatório do app Caixa Tem, assim benefícios e o auxílio emergencial chegavam com mais facilidade em diversos lugares e pessoas). **Figura 6 - Como a População Economicamente Ativa recebe seu salário** ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXfdiPKQGIZRBJiM7_kHp7e8yU8MAzi_7Caa_sVX39mibaRwM5N96orNJsKaI1X3AcOXWzBqodqNs3FCaFSXuRb6zDq-zw3Qb7IuWl08iHUohPP0kblALNBUGwvY0upX6GiHk6P4nmTdqrkBdvqueKE6UvIN?key=o3YwbRcKmq9166ERDfR_oQ) **Fonte: Banco Central (O brasileiro e sua relação com o dinheiro)* Diante do exposto, é preciso entender que o Brasil ainda é um país com diferentes realidades em cada uma de suas regiões, e que caminha para a inclusão financeira, e no Relatório de Inclusão Financeira - RIF - de 2015 feito pelo Banco Central do Brasil, vê-se que: "O conceito de inclusão financeira é multidimensional. O processo de inclusão financeira em um país envolve diferentes dimensões. Segundo Kempson e Whyley (1999), por exemplo, é possível identificar pelo menos cinco formas de exclusão financeira: exclusão de acesso, de condição, de preço, de mercado e auto-exclusão. De maneira geral, entretanto, as dimensões da inclusão financeira podem ser resumidas em três: acesso, uso e qualidade." (BACEN, 2015) Contudo, conforme o RIF mostra que a quantidade de acesso ao sistema bancário tem aumentado, em especial aos não presenciais, e os pontos de atendimento bancários também tem crescido, conforme imagens a seguir, o que contribui para aumentar a inclusão financeira. **Figura 7 - Quantidade de transações por canal de acesso** ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXcMk2hvwvYhd3eXZC7ZCU-70Y4_1b4Eo2Ncw55YIsK6WpXKsgLMJ1ngbYiQyGzCgOKwxziCWil4ZPM9ZYRygWA6QR8rlat6kWznvTzcTPANerjS7yYkWoG9c6hdMv9sxIhiiH4nnnJ5IRlkNVvCllGXMuk?key=o3YwbRcKmq9166ERDfR_oQ) **Fonte: BACEN - RIF 2015* **Figura 8 - Taxa de crescimento dos pontos de atendimento do segmento bancário por região** ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXe9Zqs7bDG6-RGCLmohjIKWHvp8KIwS_3W_iG-cnJ_N55AXPRhV9_Te92_GZvNrs0eHFhPx2Zs3ywq-MDMBplpbZZCoMNBU2nIxGUi1Xz5BWSXWZ7zC9jUGx0vaEBq5SJSMoSr4RlisfUYQ3v3XTxuy45az?key=o3YwbRcKmq9166ERDfR_oQ) **Fonte: BACEN - RIF 2015* "Em termos de instrumentos de pagamento, observa-se a evolução dos sistemas bancários eletrônicos no país. Os cartões de crédito e os de débitos continuam substituindo os cheques e os pagamentos em espécie no comércio. As instituições financeiras têm estimulado essa substituição nos últimos anos pela política de ampla emissão de cartões, especialmente os de débito". (BACEN, 2015) A inclusão financeira é primordial para mudar o comportamento dos consumidores, uma vez que ao estarem mais conectados a instrumentos financeiros, principalmente as famílias pobres, elas conseguem ter mais segurança para transportar, armazenar e receber dinheiro, além de ficarem mais protegidas em caso de emergência, visto que dispõe de soluções bancárias. E de acordo com Santos (2014): "a melhor maneira de reduzir os custos dos serviços financeiros para as pessoas pobres é investir na transferência da maioria de suas operações baseadas em papel moeda para o formato eletrônico/digital. Isso diminuiria a maior parte dos custos do sistema, permitindo esforços comerciais mais robustos". Outro ponto é que a tecnologia de comunicação oferece diversas maneiras inovadoras para realizar os pagamentos, como os telefones celulares, pulseiras, relógios entre outros. E conforme afirma Santos (2014) o dinheiro móvel (mobile money) têm capacidade de chegar às comunidades pobres e rurais mais rápido do que qualquer banco tradicional. E dados do Data Folha com parceria com a ABECS, na pesquisa Mercado de meios eletrônicos de pagamento - ano VI (2013), mostram um avanço dos brasileiros com relação a aceitação dos pagamentos através de meios eletrônicos, como pode ser visto nas imagens a seguir. Onde na figura 9 é perceptível que o comércio dá sinal de crescimento do aceite de meios eletrônicos de pagamento - considerados nestas pesquisas como os meios de pagamento eletrônicos aqueles efetuados por cartões de débito e de crédito - e decréscimo de alguns meios não eletrônicos, visto que a participação dos meios eletrônicos de pagamento é maior do que as dos não eletrônicos. Ainda de acordo com a pesquisa feita pelo Data Folha e ABECS, entre a população, a tendência de crescimento gradativo nos anos de 2008 a 2013 se manteve e a posse de meios eletrônicos de pagamento tem ligeiro crescimento, atingindo 76% da população, conforme figura 10\. Entre os meios de pagamento eletrônico o débito é o que tem maior preferência. **Figura 9 - Aceitação dos meios de pagamento - Evolutivo no Comércio** ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXeXzC7mztsiafU4JFF9aFlscpf3jNtjT6JKKe1xODwM4ZG5VVafFhpxgxH4h2lNeJBju8PKyyqc2Io_Z0mHFp69Z4EUvSNVodCJk0MWUZPPUHTrlQUEPkf4p27-zreqQ0lxowXBWjPzmaFeYyjnFEqZl3s?key=o3YwbRcKmq9166ERDfR_oQ) Fonte: Data Folha e ABECS **Figura 10 - Participação e Preferência nos meios de Pagamento - Comércio** ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXe4v2kpYYFhWB_fg6anfs75HMHCrq2TMPA1dbV_hdvDHY4gWD1ajZMXsLkTrPC3jD5FgvEgeh8CutaxoZpvjDWy8CPgJ3jpUufowtJcntFi9ob24y1T3Cl3j_m8Ho4n0EAIEirXbosv053QwxV4hlStkug?key=o3YwbRcKmq9166ERDfR_oQ) Fonte: Data Folha e Abecs Nesta mesma pesquisa, revelou que entre a população a participação dos meios eletrônicos de pagamento nos gastos mensais tendem a um aumento gradativo, e para os possuidores de meios eletrônicos de pagamento, a participação nos gastos totais é de 57% contra 43% dos meios não eletrônicos. **Figura 11 - Posse dos meios eletrônicos** ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXcKSRQoytTRSSy2gvGJrFd5mZLqflWVB0hhwWXRAeL4CgF6JUEFxBiuoai-fhWrz-wU-EjPhSam7RVViDoZFuov5j_3bHXG_To0r4bJgRm6-RfIMoC1aDDBmYShTIQrmJcz9mSS8jJuJxyk_jarvY9QCC0?key=o3YwbRcKmq9166ERDfR_oQ) Fonte: Data Folha e Abecs - 2013 E não apenas mais pessoas estão tendo acesso ao meios de pagamentos não eletrônicos, mais pessoas estão utilizando eles para pagamentos, conforme dados BACEN: **Figura 12 - Formas de pagamento utilizadas** ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXcTq6fjY5Ml4MiQO-1O5pY6wTXNZUamITcf0vkIgt7YrJ3dZ1Uhyrit2Faa49Biu29igzbbWYnhe7s8WOceWXwGBmEXoeTjHsnxixQz675K-hUQig6nzZ6fNohEyx-CJDVoGvjWETsfgHVcWIqJSmVDnS0?key=o3YwbRcKmq9166ERDfR_oQ) Fonte: BACEN (2013) E na pesquisa realizada pelo IDC (empresa de consultoria e inteligência de mercado para as indústrias de tecnologia da informação e telecomunicações), os meios de pagamento do tipo contactless estão disponíveis no Brasil e tem um mercado amplo para crescimento. "Os números da consultoria IDC mostram que as vendas de wearables (pulseira de plástico com tecnologia NFC) continuam a todo vapor, com crescimento de dois dígitos esperado até 2021\. As estimativas da consultoria apontam para um crescimento de 16,6% em relação a 2016, mas o ritmo vai aumentar até 2021, chegando aos 229,5 milhões de unidades vendidas e uma taxa de crescimento composta a cinco anos de 17,2%. O gadget é um espelho do cartão, pode ser utilizado nas maquininhas habilitadas da Cielo, Getnet e Rede e é 100% controlado via App Trigg." (IDC) Na pesquisa Mercado de meios eletrônicos de pagamento - ano VI (2013), mostrou que 34% dos entrevistados tinha interesse em pagamento via celular, contudo a maior parte dos interessados eram jovens das classes AB. E uma notícia que anima a possibilidade de expansão do mobile payment e do mobile money é que, a população brasileira está tendo mais acesso a parelhos móveis de telefone - de acordo com a imagem a seguir. E também há o reconhecimento pelo BACEN do potencial de desenvolvimento de modelos de mobile payment, considerando que o uso de aparelhos celulares é altamente propagado, inclusive nas classes de menor renda, nas quais fatias consideráveis da população não possuem conta bancária (SANTOS, 2014). **Figura 13 - Pessoas telefone móvel celular para uso pessoal - Brasil - 2005/2015** ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXdF9fH4rMJilH3lgnV4sOYzqgn6wMkV_yaz2sO80aRBIAul1-cXWXLYGQ1Ry_mmmOispLEkZV06NmEuN2TLm1aGLk3Xu2ATW33YZiXIqQ1WH5Ku3NNCcS9aCa1exPeHvhJ42oOmvDVfJg8bBJOr_I6YSo9M?key=o3YwbRcKmq9166ERDfR_oQ) Fonte: IBGE (2015) _This post is for paying subscribers only._ ### Gestão de plataforma e API: você sabe como fazer? URL: https://productoversee.com/blog/gestao-de-plataforma-e-api-voce-sabe-como-fazer/ Last updated: 2026-01-04T23:16:03.000Z Se sua resposta foi NÃO, provavelmente você está passando pelo mesmo que eu passei. Olhando para trás, percebi uma coisa… Sabe a diferença entre gestão de produto e gestão de plataforma? Nenhuma! A gestão “by the book”, “ipsis litteris”, a clássica… é a mesma. O que muda é o tipo de produto. E o "tipo" de produto transforma TUDO na gestão que estamos acostumados. ## Plataforma é diferente de produto A primeira lição que aprendi ao entrar no mundo da gestão de plataformas foi que, embora os princípios de gestão de produtos permaneçam os mesmos, as características únicas das plataformas mudam completamente a dinâmica de trabalho. Para ilustrar, lembro de uma tese de doutorado que estuda a DX 200 Platform, uma plataforma interna da Nokia Networks desenvolvida no final dos anos 1990\. Décadas se passaram, mas os problemas observados ainda estão presentes em ecossistemas complexos de plataformas. Veja alguns: - **Estratégias de curto prazo ganham prioridade:** Times de plataforma são pressionados a priorizar demandas urgentes, sacrificando o planejamento de longo prazo; - **Replanejamentos constantes:** Necessidades variadas e conflitantes exigem mudanças no plano de desenvolvimento da plataforma; - **Burocracia nas decisões:** Comitês para tomada de decisões tornam o processo ineficiente e oneroso, e até a alta gestão é envolvida; - **Priorização baseada em poder:** Produtos menores perdem espaço para os maiores no desenvolvimento da plataforma; - **Muitas dependências:** O desenvolvimento paralelo de plataformas e produtos derivados torna a gestão mais complexa e a pressão por prazos ainda mais intensa; - **Métricas desalinhadas:** Métricas costumam focar mais em projetos do que em resultados para o negócio; - **Tensão entre generalização e especialização:** Plataformas genéricas muitas vezes não atendem completamente os times de produto, ou se especializam demais, limitando que novos produtos a utilizem. Esses são apenas alguns dos desafios que você pode enfrentar. A gestão de plataformas exige novas habilidades e uma visão muito mais abrangente. ## Plataformize-se Adotar a mentalidade de plataforma é uma forma de lidar com os desafios típicos da gestão desse tipo de produto. Por exemplo: - **De interfaces visuais para capacidades:** APIs não são apenas interfaces, mas capacidades do negócio que podem ser reutilizadas em diversos contextos; - **De produto individual para ecossistema:** É preciso uma visão holística para entender como a sua plataforma se integra com outras plataformas, apps e produtos até chegar ao cliente final; - **De comunicação para comunicação intensificada:** A necessidade de comunicação entre equipes aumenta tanto em quantidade quanto em qualidade; o “techniquês” será cada vez mais parte do seu vocabulário, mas também será necessário traduzir isso para o negócio; - **De habilidades comuns para específicas:** PMs de plataforma precisam de um conhecimento técnico maior para entender problemas de escalabilidade e integração; - **De curto para longo prazo:** Ganhos rápidos podem prejudicar a longevidade da plataforma, e projetos de longo prazo, mesmo que essenciais, são mais difíceis de obter *buy-in*; - **De métricas de produto para de plataforma:** As métricas são outras e é preciso conhecer e acompanhar também métricas de saúde da plataforma. Incorporar a mentalidade de plataforma vai além de aprender coisas técnicas. Trata-se de desenvolver uma nova forma de pensar e agir. E isso não vale apenas para o PM, mas para a empresa como um todo. PMs podem atuar como agentes de mudança, “produtizando” plataformas em ambientes técnicos, bem como “plataformizando” áreas que ainda desconhecem determinados conceitos. Você deve estar se perguntando: "Como faço isso se a maioria dos conteúdos sobre plataformas é voltada para pessoas técnicas? Não têm livros para PMs." Não tinha… **agora tem!** O livro **“**[**Gestão de Plataformas e APIs: estratégia e discovery para product managers não técnicos**](https://amzn.to/4eDk8Su?ref=productoversee.com)**”** é um guia prático em que compartilho cases reais da minha experiência na gestão da plataforma de pedidos do iFood, onde apliquei o que aprendi como product designer, product manager e o que precisei dominar sobre questões técnicas. Se você quer descobrir o produto que existe na sua plataforma e como destravar o valor estratégico dela, esse livro certamente vai te ajudar! Adquira o seu em formato: - [Digital na Amazon](https://amzn.to/4eDk8Su?ref=productoversee.com). - [Impresso ou digital na Casa do Código.](https://www.casadocodigo.com.br/products/livro-gestao-de-plataformas-e-apis?ref=productoversee.com) ### Quer ver como uma empresa nasce do Zero? - Parte 3 URL: https://productoversee.com/blog/quer-ver-como-uma-empresa-nasce-do-zero-parte-3/ Last updated: 2024-09-25T10:46:18.000Z ### Gostaria de começar este artigo com uma pergunta central que persiste em nossas mentes: p**or que a galinha atravessou a estrada?** Brincadeira! Mas, falando sério: p**or que eu não conheci o livro do** [**Ash Maurya**](https://amzn.to/3ztSsjW?ref=productoversee.com) **antes?** Por que não conheci seus conceitos quando estava começando? Por que somos tão prepotentes quanto jovens? Ah, tantos "porquês"... Ao longo da minha jornada empreendedora, minha primeira empresa oficial foi uma marca chamada **Fiction Camisetas**, surgida durante a faculdade. Um dos meus sócios estudava administração e, junto com alguns colegas, iniciou um projeto para a incubadora de empresas da universidade. A ideia era criar um provador de roupas virtual, no boom da realidade aumentada lá por 2011\. Fui contratada como freelancer para ilustrar as estampas (sim, também sou ilustradora!). Mas, no fim, todos abandonaram o projeto, exceto meu sócio, que me convidou para entrar na sociedade, já que não tinha mais grana para pagar pelo meu trabalho. E eu, lógico, topei (risos). Apesar do entusiasmo inicial, decidimos fechar a Fiction Camisetas porque não conseguíamos competir com grandes concorrentes de outras regiões e com os fornecedores que tínhamos em Natal/RN. Isso não nos desmotivou. Nossa segunda empresa foi uma consultoria para ajudar outras empresas a criarem suas próprias grifes de camisetas estampadas. Afinal, agora sabíamos o que **não** fazer (risos). No entanto, uma parceria com uma Game House foi um desastre total. Ambas as empresas estavam mal das pernas e o processo de encerrar o CNPJ levou mais tempo do que operamos a empresa. Nem sequer fabricamos uma única camiseta! Depois disso, voltamos ao mercado em busca de mais experiência. Em 2014, começamos a trabalhar em uma agência de publicidade. Se você já trabalhou em agência, sabe o quão caótica pode ser a rotina. Foi então que decidimos criar um sistema para nos ajudar a lidar com o caos. Vimos um potencial enorme e fundamos a **AutoForce**, que hoje, com oito anos de atuação, detém quase 20% do share nacional no setor automotivo. E por que estou contando isso a vocês? Porque, há não muito tempo, criar uma nova empresa era feito na base da tentativa e erro. A concorrência era menor e isso nos permitia ouvir nossa prepotência por mais tempo. Lendo os capítulos 2 e 3 do livro do Ash Maurya, muitos filmes passaram pela minha cabeça, sobre como fazíamos as coisas – ou como **não** fazíamos. Pensei: **"Meu Deus, a gente realmente fez isso? Agora faz sentido porque não deu certo!"** Tem sido uma experiência surreal. Há muito tempo eu não me sentia tão estimulada e empolgada. Cara, como é bom aprender, né?! ## Onde Estou Agora? Como prometido no artigo anterior, foquei essa semana na construção do **Quadro Lean** para o projeto **Produto XYZ**. No artigo anterior, discutimos sobre o problema que eu gostaria de resolver, baseado em algumas pesquisas do **DataSebrae**. Se você não leu, o **Quadro Lean** é uma adaptação do **Business Model Canvas**, proposta por **Ash Maurya**. A ideia central do Quadro Lean é simplificar o processo de planejar um negócio, focando no que realmente importa: o problema a ser resolvido e a tração do cliente. Ao contrário de modelos tradicionais, ele nos incentiva a trabalhar com incertezas e a priorizar as partes mais arriscadas do negócio. A imagem abaixo mostra o Quadro Lean do **Produto XYZ**: _This post is for subscribers only._ ### Como o dinheiro digital afeta o consumidor brasileiro? - Parte 1 URL: https://productoversee.com/blog/como-o-dinheiro-digital-afeta-o-consumidor-brasileiro-parte-1/ Last updated: 2024-09-20T10:46:43.000Z *Este texto busca verificar os impactos da virtualização do dinheiro nas relações de consumo, com foco no consumidor brasileiro.* > "Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela Terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá você deseja voltar" > > Leonardo Da Vinci. O ser humano constrói suas relações baseado no seu ambiente e no que tem familiaridade, fazendo uma analogia com o texto de Da Vinci, uma vez que, o ser humano conhece ou experimenta outro tipo de ambiente que o agrada, dificilmente ele voltará ao ponto anterior. E como o uso do dinheiro não físico afeta relações de consumo? Será que teve alteração ou inclusão de novos aspectos e itens econômicos, tendo em vista que atualmente o brasileiro está inserido em um contexto financeiro não apenas físico, mas também virtual? Bem, espero trazer às respostas ao longo deste texto. ## Sociedade e consumo De acordo com Bauman (2008), a sociedade de consumidores é um conjunto peculiar que a maioria dos homens e mulheres abraçam a cultura consumista em vez de qualquer outra, e que na maior parte do tempo a obedeçam com máxima dedicação. Mas para existir uma relação de consumo, precisa-se de uma troca, no cenário atual (pelo menos na maioria dos lugares) esta troca é financeira. Logo, o poder econômico dita algumas regras.E atualmente temos mais tecnologia nos meios de pagamento, trazendo uma nova estrutura de consumo. Os consumidores dispõem de dinheiro físico, cartões de débito e crédito, cheques (sim, ainda não morreu!), aplicativos, e-payment e moedas digitais (criptomoeda). Com cenário tão diversificado de meios de pagamento, surge-se uma nova forma de comprar, influenciar e ser influenciado. ## Comportamento Muitos dos conceitos conhecidos sobre o comportamento de consumo são originados da Economia e da Psicologia, sendo estas ciências que tratam do comportamento humano, contudo se diferenciam em suas premissas e abordagens (LIMEIRA, 2016). Para Solomon (pag. 24, 2002), o comportamento do consumidor é um estudo dos processos que estão relacionados a um grupo ou indivíduo quando estes selecionam, compram, usam ou dispõem de produtos, serviços, ideias ou experiências para satisfazer necessidades e desejos. ![](https://productoversee.com/content/images/2024/09/Screenshot-2024-09-19-at-22.57.55.png) Fonte: (LIMEIRA, 2016) Outro ponto, é que o comportamento do consumidor é um processo contínuo, ou seja, ele não ocorre apenas no instante onde o consumidor entrega dinheiro ou apresenta um cartão de crédito para em troca receber um produto ou serviço (Solomon, 2002). Em uma visão mais ampla, há questões que influenciam o cliente antes, durante e depois da compra. ![](https://productoversee.com/content/images/2024/09/mock-livro.png) #### Livro: Gestão tática em produtos digitais ****Como PM, o seu papel não é priorizar o produto, mas ajudar a empresa a priorizar certo.** Mas para isso é necessário saber se guiar pelas decisões estratégicas da empresa, mesmo que essas decisões sejam desconhecidas pela maioria, inclusive por você. [Leia agora!](https://amzn.to/3zd0E7S?ref=productoversee.com) Além disso, este cliente, que é um indivíduo, grupo ou organização, pode desempenhar diferentes papéis ao longo do processo de compra e uso de produtos e serviços (LIMEIRA, 2016). ![](https://productoversee.com/content/images/2024/09/Screenshot-2024-09-19-at-23.05.04.png) Visto este cenário, percebe-se que o consumidor pode assumir diferentes papéis no processo de compra, e entender a motivação ou input que leva determinado cliente ou grupo de clientes a trocarem seus recursos por bens e serviços é importante, e de acordo com a teoria econômica, o cliente busca a maximização da utilidade, ou seja, busca atender o máximo de suas necessidades e desejo de acordo com sua restrição orçamentária. ## Formas de pagamento Partindo do cenário que o comprador é o responsável de fato por executar a compra, mas que nessa jogada ainda existe o papel do influenciador, será que o tipo de meio de pagamento pode alterar a compra? Temos ao menos quatro pontos, desde a revolução industrial que geram influência no processo de compra e na construção da sociedade do consumo, são eles: --- *"Para os estudiosos desse fenômeno sociocultural e econômico, quatro processos simultâneos contribuíram para a formação da sociedade de consumo:* *1) a produção industrial em larga escala, que possibilitou a expansão dos bens padronizados;* *2) a distribuição em massa de produtos industrializados, que garantiu o acesso da população aos diversos tipos de bens;* *3) a oferta de crédito ao consumidor, que viabilizou a aquisição dos bens de consumo;* *4) o consumo de produtos industrializados por parte da população, que foi motivada pelas mensagens publicitárias sobre os benefícios dos produtos vendidos nas lojas.* *\[...\] Desde essa época, o consumo torna-se uma dimensão central da vida social moderna, em que as aspirações consumistas são consideradas legítimas e a insaciabilidade dos desejos de compra e uso de produtos torna-se um fator importante para a manutenção do sistema econômico." (LIMEIRA, 2016)"* --- Focando no aspecto econômico do consumo, uma vez que só há aquisição de bens com a contrapartida de valores monetários. É preciso identificar o significado do dinheiro para o consumidor, de acordo com Solomon (2002) "o dinheiro tem uma variedade de complexos significados psicológicos: pode ser equiparado ao sucesso ou fracasso, aceitação social, segurança, amor ou liberdade" e "que a segurança é de longe o atributo mais intimamente ligado ao significado do dinheiro. Outras associações significativas incluem o conforto, capacidade de ajudar os filhos, liberdade e prazer". Sendo assim, um dinheiro que não seja físico (não tocável) pode gerar desconforto para seu uso? Ou a maximização da utilidade e do crédito falam mais alto? O que move um consumidor a usar outro tipo de dinheiro? ## Evolução dos meios de pagamento _This post is for paying subscribers only._ ### Quer ver como uma empresa nasce do Zero? - Parte 2 URL: https://productoversee.com/blog/quer-ver-como-uma-empresa-nasce-do-zero-parte-2/ Last updated: 2024-09-22T19:53:45.000Z ### [![](https://productoversee.com/content/images/2024/09/TPA.gif)](https://eventos.somostera.com/portas-abertas?utm%5Fsource=referral&utm%5Fmedium=productoversee&utm%5Fcampaign=pmletter) --- Iniciar um produto em público, o famoso Build in Public, foi uma das minhas melhores decisões até agora. Mas, confesso, essa jornada tem sido cheia de incertezas, desafios e aprendizados. Desde conectar com pessoas incríveis que me ajudam a estruturar minhas ideias, até lidar com a frustração de entrevistas com usuários que não saem como esperado. Neste artigo, vou compartilhar como estou lidando com a difícil tarefa de estruturar um modelo de negócio, validando hipóteses, entendendo o **problem fit** e tentando não ser paralisada pela perfeição (quem nunca?). Acompanhe o processo, aprenda com os meus erros e acertos. ## **Reflexões e Incertezas no Build in Public** Iniciar o Build in Public foi, sem dúvida, uma das melhores decisões que tomei até agora. Mesmo com todas as incertezas que acompanham as etapas iniciais de um novo projeto, essa foi uma iniciativa acertada. A conexão com novas pessoas por meio do LinkedIn, que leram meu primeiro artigo, tem sido extremamente valiosa. Trocas com profissionais como **Jairo César**, que me apresentou o livro[ *Comece Sua Startup Enxuta*](https://amzn.to/4drQ637?ref=productoversee.com) do **Ash Maurya**, me ajudaram a estruturar melhor minhas ideias. Além disso, conversas quase diárias com a **Isabela Rabello**, uma GMP que se tornou empreendedora, têm sido extremamente enriquecedoras. Brinco que o Build in Public é a única coisa de que tenho certeza nesse momento, muito por causa das incertezas inerentes ao processo de estruturar uma ideia em um plano funcional. Curiosamente, em uma de nossas conversas, o Jairo me fez uma pergunta que me pegou de surpresa: **"Por que você decidiu começar essa iniciativa de um produto e um Build in Public?"**. E minha resposta, em resumo, foi: **"Porque eu preciso me comprometer publicamente para não desistir"**. Veja bem, como mencionei no artigo anterior, tenho uma mente inquieta. Já iniciei vários projetos interessantes, mas muitos acabaram na gaveta. Conversando sobre isso com minha psicóloga, ela comentou que ter muitas opções pode nos paralisar, e minhas múltiplas habilidades acabam ampliando demais esse leque de possibilidades, logo a paralisia. Lembro-me também de uma frase dita por uma professora em um dos cursos que fiz: **"A perfeição anda de mãos dadas com a procrastinação"**. Isso me marcou profundamente. Se me perguntassem em uma entrevista de emprego qual seria meu defeito, provavelmente eu responderia o clássico **"sou muito perfeccionista"**. Essa busca pela perfeição, muitas vezes, me trava. ## **Onde Estou Agora?** Minha principal dificuldade estava sendo por onde começar, ou seja, sair da ideia inicial e estruturá-la em um plano que funcione. Como gosto de deixar bem claro, tenho várias habilidades. Já atuei como desenvolvedora, designer de produto, gerente de produto, liderei operações de sucesso do cliente, e agora, me vejo no papel de vendedora. O maior desafio tem sido determinar qual dessas vozes devo ouvir para dar meu primeiro passo. Estou quase como aquele personagem do **James McAvoy** no filme *Fragmentado*, mas depois de começar a ler *Comece Sua Startup Enxuta*, a voz da gerente de produto prevaleceu (PM wins!). Iniciei uma pesquisa com potenciais adotantes iniciais, em busca do **problem fit**. Agora, como empreendedora solo, sou a administradora, a vendedora, o marketing, a linha de produção e o financeiro. Essa sobrecarga me fez perceber a necessidade de buscar ajuda através de cursos rápidos sobre gestão de pequenas empresas. Assim como eu, muitos empreendedores solos também sentem esse mesmo peso. Por isso, abordei seguidores desses cursos para minha pesquisa, afinal, eles já estão cientes dos desafios que enfrentam e estão em busca de soluções. Abordei cerca de 30 pessoas, além de alguns conhecidos, e gostaria de dizer que foi um sucesso... mas não foi. É incrível como entrevistas com usuários podem ser frustrantes rapidamente. Apenas 2 pessoas me responderam das abordadas, além de 4 conhecidos. Isso me levou a pensar: **"Será que de fato preciso conversar com essas pessoas agora?"**. Muitos dos dados que eu preciso já foram levantados pelo Sebrae. Todo ano, eles divulgam um Atlas que deixa claro quem são os MEIs e MEs. No portal DataSebrae, encontro inúmeras informações, como: - Mais da metade dos MEIs não faz registro de suas retiradas pró-labora; - Metade dos entrevistados às vezes são pegos de surpresa e não sabem como pagar suas contas; - 77% nunca fizeram um curso de educação financeira; - 48% não registram os gastos do negócio, e 68% não têm previsão de saldo. - Quase 50% dos empresários registra todas as receitas no dia a dia em um caderno, de modo a fazer um controle sobre a entrada de dinheiro do negócio, 17% registra em um computador, e 39% não fazem o registro das receitas Uma das entrevistadas, que também é minha concorrente no ramo de velas, não usava nenhuma solução para gestão financeira e nunca havia passado pela cabeça dela buscar por uma. Após ser impactada por um anúncio de curso no Instagram, começou a usar um caderno. Isso me dá duas pistas importantes: o **canal de aquisição**, provavelmente o Instagram, e o perfil do adotante inicial. Apesar da minha insegurança em relação ao método de validação do problem fit, estou inclinada a focar no problema de **gestão financeira**, especialmente em **precificação**, pois tem sido um desafio na minha própria empresa de velas. As inúmeras planilhas de precificação que encontrei na internet parecem validar essa dor no mercado. Será que estou pulando etapas? Além dessa, surgem outras perguntas, como: _This post is for subscribers only._ ### BlackBerry: O Filme – Lições sobre gestão de produto e mercado de tecnologia URL: https://productoversee.com/blog/blackberry-o-filme-licoes-sobre-gestao-de-produto-e-mercado-de-tecnologia-2/ Last updated: 2024-09-12T10:31:30.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/09/TPA.gif)](https://eventos.somostera.com/portas-abertas?utm%5Fsource=referral&utm%5Fmedium=productoversee&utm%5Fcampaign=pmletter) --- Se você é mais jovem, talvez não saiba muita coisa sobre como era o mundo antes dos sistemas Android e iOS, mas o fato é que o BlackBerry foi uma grande revolução no mercado dos dispositivos móveis no início dos anos 2000\. Esses celulares eram tão populares que foram apelidados de "CrackBerries" e conquistaram principalmente profissionais que buscavam a liberdade de trabalhar fora do escritório naquela época, sendo um dos primeiros celulares a oferecer funcionalidades análogas às de um desktop. Recentemente assisti ao filme que narra detalhes sobre a ascensão e queda da RIM (Research in Motion), empresa por trás do BlackBerry, que saiu de uma startup quebrada e caótica de Waterloo para uma gigante global até ser engolida pelo primeiro iPhone com sua tela touch sem teclado físico que mudou para sempre a indústria da tecnologia. O filme "BlackBerry" oferece várias lições sobre o mercado de tecnologia e a Gestão de Produto, por isso, iremos discuti-las a seguir. ## **1\. Quando o Agile Falha** ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXfzHlYNt2h7i-npVKSS7fZKdHzewKfMCA_uJ3uUfhPAMvf9ZoqGaQUpEiDdl5E3KDzDUqo0eQoQyQLLqCAE4nhiafy8h1YPpXaQQdPON1FuBkfvxqc4qOM5ZaE0ws8-9EILBsM7A7ROqeq76Yxs742zVfw?key=YUpVDMvxdKgUGXLefZn4Eg) A primeira coisa que me chamou a atenção ao assistir ao filme foi a forma anárquica como a BlackBerry conduzia suas equipes. O CEO e fundador Mike Lazaridis falha constantemente em se impor como liderança, frequentemente permitindo que o Doug Fregin (co-fundador da RIM), ou qualquer outra pessoa fale por ele. Além disso, a cultura da BlackBerry é anti-agilidade em dois pontos centrais. O primeiro deles é que o Agile pressupõe que as equipes de desenvolvimento são auto-organizadas, com autonomia para tomar decisões e resolver problemas de maneira colaborativa. Isso requer um nível de maturidade e confiança que definitivamente não se encontra nos engenheiros da BlackBerry, que têm enormes dificuldades de se concentrar e vivem jogando DOOM e outros jogos ou assistindo a filmes e gritando no meio do expediente de trabalho. Nada contra fazer essas coisas de vez em quando, mas o que o filme mostra é uma falta generalizada de compromisso com os objetivos da empresa. O segundo ponto central de anti-agilidade da BlackBerry parte da recusa do Mike Lazaridis em utilizar protótipos e coletar feedbacks. Enquanto o Agile promove ciclos curtos de desenvolvimento, entregas incrementais e adaptabilidade às mudanças, os engenheiros da BlackBerry, sob a liderança de Mike, focaram em desenvolver um produto perfeito, buscando a máxima qualidade técnica antes de qualquer lançamento, mesmo que isso levasse bem mais tempo que o previsto. O que acabou se tornando cada vez mais insustentável na medida em que o lado do Business ampliava o número de vendas para fugir de uma possível aquisição hostil e o iPhone da Apple começava a entrar na jogada. Claro, precisamos dar um desconto para a RIM já que o manifesto ágil teve sua primeira publicação em fevereiro de 2001 e a empresa estava fora dos EUA; portanto, é natural que desenvolvimento incremental e iterativo não eram exatamente práticas tão conhecidas. ## **2\. Falta de Visão Compartilhada na Research in Motion** > *“Organizações aprendem apenas através de indivíduos que aprendem"* > > Peter Senge Em várias cenas os funcionários da RIM são representados como se fossem apenas um amontoado de pessoas produzindo tecnologia, não vemos organizações das equipes e sempre que alguma solicitação parte do *upstream* o time faz questionamentos do tipo: “por que estamos fazendo isso?” e recebem respostas vazias como “porque vocês trabalham no melhor celular do mundo”. A falta de visão estratégica e um objetivo comum se reflete numa apatia generalizada da equipe, que passa a fazer seu trabalho simplesmente por fazer, gerando desmotivação e dispersão de esforços. De acordo com o pensador sistêmico [Peter Senge](https://amzn.to/3AYoLYL?ref=productoversee.com), liderar exige a construção de um senso de compromisso e um futuro compartilhado dentro da organização, onde todos os membros se sintam engajados e motivados a trabalhar em direção a objetivos comuns. Essa visão compartilhada motiva as pessoas a aprenderem e a trabalharem juntas, coisa que definitivamente não acontecia na RIM de acordo com o filme. ## **3\. Em mar de Piratas, seja um Tubarão!** _This post is for subscribers only._ ### Quer ver como uma empresa nasce do Zero? - Parte 1 URL: https://productoversee.com/blog/quer-ver-como-uma-empresa-nasce-do-zero-parte-1/ Last updated: 2024-09-18T17:09:11.000Z --- --- E se você pudesse acompanhar, opinar e até influenciar a criação de uma empresa desde o zero? Pois é exatamente isso que eu quero fazer aqui. Decidi construir publicamente um produto, compartilhar cada etapa – do planejamento à validação, passando por vitórias e desafios – e trazer vocês para fazerem parte dessa jornada comigo. A ideia é simples: criar um produto para **MEIs e MEs**, resolver seus problemas reais e, quem sabe, fazer algo tão bom que consiga clientes pagantes, atinja um MRR interessante e, por que não, consiga até investimento! 🚀 Mas antes de entrar nos detalhes do projeto, deixa eu me apresentar… ## Quem sou eu e como cheguei até aqui? Oi, eu sou a Isa, e se tem uma coisa que você vai perceber rapidamente é que minha mente nunca para de empreender. Juro, já tentei de tudo para me desconectar, ter um hobby, relaxar um pouco… Tentei crochê, fiz velas aromáticas (que, por sinal, estão dando muito certo – já tenho uma renda extra e clientes fiéis em menos de um ano), mas minha cabeça sempre acaba criando um modelo de negócios. Por mais que eu tente, minha mente é inquieta, sempre buscando novas oportunidades e formas de transformar até o mais simples dos hobbies em algo maior. Sou formada em Ciências da Computação, sempre fui apaixonada por desenvolvimento, e, por mais que o caminho do empreendedorismo tenha me levado para a liderança, algo sempre me puxa de volta para o código. Acho que essa inquietude que sinto é justamente essa necessidade de retornar ao que me faz vibrar desde o começo: o desenvolvimento. ## O que eu estou fazendo agora? Como um laboratório para minhas ideias, voltei a estudar programação. Tirei as teias de aranha e, olha, eu tinha até esquecido como eu adoro e odeio programar ao mesmo tempo! 😂 Horas e horas quebrando a cabeça, mas aquele momento em que você finalmente resolve o problema? É quase uma relação sadomasoquista – dói, mas no fim, nossa, aquele êxtase é simplesmente relaxante. Vai entender! Nesses meus estudos, conheci o conceito de **Build in Public**, e fiquei fascinada. A ideia de compartilhar todo o processo, com todas as vitórias e perrengues, parecia perfeita. Mas logo pensei: "Ok, isso é muito voltado para o desenvolvimento de sistemas. E se eu aplicasse isso para o desenvolvimento de um produto completo?" Focando não só no código, mas em **produção, validação, market fit, problem fit**, e todas essas etapas cruciais? ## E agora? Vou confessar, sou uma pessoa muito ansiosa e estava com muita saudade de programar, então decidi construir a base do sistema logo de cara: a autenticação e a internacionalização. Afinal, todo sistema precisa de um usuário logando, certo? E sobre a internacionalização: por experiência própria, sei que é algo que muitas vezes não priorizamos no início de um projeto. Só que, quando finalmente decidimos seguir por esse caminho, o sistema já está complexo demais para ser uma mudança trivial. Melhor garantir que o sistema já nasça internacional. Talvez não tenha ficado claro, mas o objetivo aqui é realmente fazer com que esse produto tenha clientes pagantes, atinja um MRR interessante e, quem sabe, até consiga investimento, hahaha. Vamos construir uma empresa do zero, esse é o objetivo! Confesso que ainda não sei exatamente qual produto ou problema vou resolver, mas tenho algumas ideias. O que sei com certeza é qual público eu quero ajudar: **MEI e ME**. ## Por que MEI e ME? Agora você deve estar se perguntando: por que focar em MEI e ME? Vamos aos dados... e à minha experiência pessoal. Como mencionei, eu já tentei outros hobbies, sempre transformando em algo lucrativo. Quando comecei a comercializar velas aromáticas, fiz questão de abrir um CNPJ (não como MEI, pois já tenho outra empresa vinculada a mim – sim, sou inquieta!). Comecei do zero, como muitos empreendedores: criei um perfil no Instagram, configurei o WhatsApp Business, e comecei a divulgar e vender meu produto. Posso te dizer que é difícil. Não sei se você, leitor, já tentou isso alguma vez na vida, mas parece que, depois da casa própria, o outro grande sonho do brasileiro é ter o seu próprio negócio. E esse caminho é cheio de desafios. Ser uma empresa de uma pessoa só, lidar com a alta demanda do mercado, cuidar de tudo sozinho… é cansativo e estressante. O Sebrae tenta ajudar e tem seu valor, mas ainda há muita margem para melhorias. Quase 50% dos MEIs e MEs são mulheres, muitas delas chefes de família, e esse público precisa de suporte prático. A vontade de fazer algo com impacto social é algo que me move. Quero retribuir à sociedade de alguma forma, ajudando essas empreendedoras a gerirem seus negócios de maneira mais eficiente. Essas micro e pequenas empresas (MPEs), que incluem os MEIs, representam 90% de todas as empresas do planeta e são responsáveis por cerca de 70% dos empregos e do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. No Brasil, o cenário é ainda mais expressivo: das 20 milhões de empresas no país, cerca de 70% são pequenas ou médias, e quase metade da força de trabalho brasileira está empregada nesses negócios. Os microempreendedores geram um impacto econômico significativo, e a formalização pode aumentar sua renda em até 25%. No final de 2022, os MEIs movimentaram R$ 69,5 bilhões na economia brasileira. Porém, mesmo sendo uma categoria tão essencial, eles ainda enfrentam enormes desafios para sobreviver e crescer. Diante desse cenário, fica claro que ajudar esse público a melhorar sua gestão e aumentar suas chances de sucesso é uma oportunidade não apenas de negócio, mas de impacto social. ## E agora, o que vem a seguir? Se você chegou até aqui, já deve ter percebido que essa jornada está só começando. Estamos falando de construir algo do zero, em público, e com impacto real para milhares de microempreendedores. A próxima etapa? Definir o problema exato que queremos resolver e começar a validar ideias com o público. Nos próximos artigos, vou compartilhar mais sobre esse processo: as dores de cabeça, as soluções que estamos testando – eu e o ChatGPT, claro 😉 – e, como sempre, como você pode participar dessa construção. Afinal, construir uma empresa do zero é um desafio que fica muito mais interessante com você ao meu lado! Se você tem alguma ideia de problema que acha que vale a pena resolver, **comenta aqui embaixo**! Vou adorar ouvir suas sugestões. Fique de olho, e vamos juntos transformar essa ideia em realidade. 🚀 ### **Referências:** 1. Estadão, "Pequenas empresas, grandes desafios: Fórum Econômico Mundial aponta que 67% delas lutam pela sobrevivência."[ Link](https://www.estadao.com.br/pme/blog-do-empreendedor/pequenas-empresas-grandes-desafios-forum-economico-mundial-aponta-que-67-delas-lutam-pela-sobrevivencia/?ref=productoversee.com) 2. ID Blog, "Desafios das pequenas e médias empresas."[ Link](https://blog.idwall.co/desafios-das-pequenas-e-medias-empresas/?ref=productoversee.com) 3. Celero Blog, "Desafios das micro e pequenas empresas"[ Link](https://celero.com.br/blog/desafios-das-micro-e-pequenas-empresas/?ref=productoversee.com) 4. Agência Sebrae, "MEI gera um adicional na economia de até R$ 69,5 bilhões."[ Link](https://agenciasebrae.com.br/dados/mei-geram-ganho-adicional-na-economia-de-ate-r-695-bilhoes/?ref=productoversee.com#:~:text=Avalia%C3%A7%C3%A3o%20de%20impacto%20in%C3%A9dita%2C%20realizada,neg%C3%B3cios%20obt%C3%AAm%20ao%20se%20formalizarem.) 5. Celero Blog, "Micro e pequenas empresas geram 27% do PIB do Brasil."[ Link](https://celero.com.br/blog/impulsionar-a-economia-covid-19/?ref=productoversee.com) ### PMs são empreendedores URL: https://productoversee.com/blog/pms-sao-empreendedores/ Last updated: 2024-09-06T12:14:47.000Z Você já deve ter ouvido que [PMs não são CEOs](https://productoversee.com/pms-nao-sao-ceo-de-coisa-alguma/), e essa afirmação é verdadeira. No entanto, eles compartilham muitas semelhanças com empreendedores visionários, aqueles que moldam o futuro com suas ideias ousadas e execução impecável. Assim como empreendedores, PMs deveriam ser seres multidisciplinares por natureza. Eles devem transitam por diversos assuntos e áreas de conhecimento, absorvendo as informações **necessárias** para realizar sua visão de produto. Eles não precisam dominar todos os detalhes e meandros desses contextos, mas entendem o suficiente para orientar a criação de soluções transformadoras. ![](https://productoversee.com/content/images/2024/09/mock-livro.png) #### Livro: Gestão tática em produtos digitais ****Como PM, o seu papel não é priorizar o produto, mas ajudar a empresa a priorizar certo.** Mas para isso é necessário saber se guiar pelas decisões estratégicas da empresa, mesmo que essas decisões sejam desconhecidas pela maioria, inclusive por você. [Leia agora!](https://amzn.to/3zd0E7S?ref=productoversee.com) Empreendedores vivem no futuro, vislumbrando o desfecho da jornada antes de todos os outros. Eles enxergam claramente o caminho a ser percorrido para alcançar seus objetivos ambiciosos. E é aí que reside sua criatividade - a capacidade de compreender profundamente os problemas e conceber soluções inovadoras para resolvê-los. PMs deveriam trabalhar mais no futuro. Para empreendedores, o presente já é passado. Para PMs, esse senso também deveria existir. O presente serve para evitar buracos, erros de comunicação, direcionamento, aliviar o escopo. O passo só serve para monitorar, para que a evolução contínua aconteça num processo de aceleração e progresso contínuo. _This post is for subscribers only._ ### Série: É possível ser feliz no trabalho? Episódio 3 URL: https://productoversee.com/blog/serie-e-possivel-ser-feliz-no-trabalho-episodio-3/ Last updated: 2024-09-04T11:03:18.000Z A felicidade é um conceito vasto e multifacetado que tem sido objeto de estudo em diversas áreas, incluindo psicologia, filosofia, e economia. No campo do trabalho, cresce a busca por um ambiente onde as pessoas se sintam felizes e trabalhem com bem estar. É responsabilidade das empresas cultivar esses espaços. Em uma série de artigos, exploraremos diferentes perspectivas sobre a felicidade, abordando, por exemplo, como a comparação social, o julgamento, os tipos de amizade, e a busca por dinheiro e poder influenciam nosso bem-estar. Hoje falaremos sobre este último tema. Baseado em pesquisas acadêmicas, teorias científicas e cases referência, discutiremos não só como as pessoas podem navegar melhor esses aspectos para alcançar uma vida mais satisfatória e feliz, mas principalmente como as empresas, lideranças e RH podem impulsionar estes elementos em suas organizações, as transformando genuinamente em melhores lugares para se trabalhar. ## **A armadilha da busca por dinheiro, fama e poder** A busca pela felicidade no trabalho é um objetivo compartilhado por muitos, mas os caminhos escolhidos para alcançá-la nem sempre levam ao destino desejado. Dinheiro, fama e poder são frequentemente vistos como indicadores de sucesso e, por extensão, de felicidade. No entanto, embora esses objetivos possam oferecer prazeres momentâneos, eles raramente trazem a satisfação duradoura que buscamos. ## **Dinheiro não traz felicidade. Ele reduz infelicidades** As discussões sobre dinheiro trazer ou não felicidade apresentam argumentos de ambos lados. Aqui, neste artigo, eu trago a perspectiva de que, apesar de ser frequentemente percebido como uma fonte direta de felicidade pelo cotidiano popular, estudos mostram que, na verdade, o que o dinheiro faz é ajudar a reduzir fontes de infelicidade, como estresse financeiro, falta de segurança ou acesso limitado a serviços básicos. Apesar de ser obviamente importante, isso não nos permite dizer que, por si só, o dinheiro seja um gerador de felicidade. Observar esta perspectiva com clareza é importante para não correr o risco de enxergar o dinheiro como o caminho para a felicidade e, assim, mergulhar numa busca incessante e tóxica por mais riqueza que pode, e provavelmente vai, te trazer mais infelicidade do que qualquer coisa. Imagine um profissional que dedica longas horas ao trabalho, sacrificando tempo com a família e amigos, na esperança de que o aumento de salário trará mais felicidade. No entanto, o tempo perdido em experiências que realmente trazem alegria—como passar tempo com entes queridos—pode resultar em uma sensação de vazio, mesmo com a conta bancária cheia. ## **Antes de culpar a ganância, culpe a homeostase** O exemplo acima facilmente poderia ser descrito como um caso de ganância. Mas a verdade é que até pessoas que fogem do adjetivo podem se ver presas em um ciclo de desejar mais e mais, até quando já possuem uma vida maravilhosa. A psicologia e economia comportamental explicam isso através do conceito de “homeostase”, onde nossas emoções se adaptam a novas circunstâncias de vida, tornando o prazer de conquistas materiais temporário e insatisfatório a longo prazo. Essa adaptação é um mecanismo natural que nos ajuda a manter um equilíbrio interno, mas também pode ser um obstáculo quando falamos de felicidade. Quando experimentamos uma mudança significativa em nossas vidas, como um aumento salarial, uma promoção ou a conquista de um novo título, inicialmente sentimos um aumento de bem-estar. No entanto, com o tempo, nossos níveis emocionais retornam a um ponto de referência anterior, e a euforia inicial se dissipa. A promoção, que antes era uma fonte de grande alegria, se torna o novo normal, e a busca por outro objetivo começa, mantendo o ciclo de insatisfação e adaptação em movimento. A homeostase nos impede de sustentar a felicidade proveniente de conquistas materiais e de status. Por mais significativas que pareçam ser, conquistas envolvendo dinheiro, fama, poder e cargos têm um impacto limitado e temporário em nossa felicidade, Isso nos deixa constantemente em busca de novos objetivos, sem nunca realmente atingir uma satisfação duradoura. ## **Centralidade da aquisição: um efeito da homeostase** O conceito de “centralidade da aquisição” refere-se à ideia de que as pessoas são motivadas, consciente e inconscientemente, a adquirir bens materiais como indicador de sucesso e passo funcional para a felicidade. Esse conceito se relaciona com as discussões sobre “materialismo”, sendo inclusive uma correspondência direta de causa/consequência. O materialismo é definido pela atribuição de valor na posse de bens e riqueza, e um de seus pontos críticos é que ele pode, na verdade, reduzir o bem-estar em vez de aumentá-lo. Considere um executivo que mede seu sucesso pelo tamanho de sua casa ou pela marca de seu carro. Apesar de alcançar esses marcos, ele pode continuar insatisfeito, sentindo a necessidade constante de obter mais. Isso reflete a chamada "esteira hedônica", onde, independentemente de quão boas sejam nossas conquistas, nossos cérebros e emoções rapidamente se ajustam e movem a meta para mais longe, levando a uma busca interminável por algo mais. É como uma expressão prática da homeostase ignorada. ## **O efeito da esteira hedônica na busca por felicidade** Estudos da Economia Comportamental mostram que, independentemente do nível atual de riqueza ou bem-estar, as pessoas tendem a acreditar que o rendimento ideal é cerca de 40% maior do que o que ganham atualmente. Philip Brickman e Donald T. Campbell, na década de 1970, concluíram em pesquisas que colaboradores ganhando um salário confortável acreditavam que um aumento de 40% resolveria todos os seus problemas e traria felicidade plena. No entanto, ao atingir essa meta, os mesmos colaboradores definiam uma nova meta de 40%, perpetuando o ciclo de insatisfação. ## **Superando os limites da homeostase** Para superar os desafios impostos pela homeostase, é importante desenvolver uma compreensão profunda do que realmente traz felicidade duradoura. Estudos indicam que, ao invés de focar em ganhos materiais ou de status, devemos priorizar experiências que promovam o crescimento pessoal, os relacionamentos significativos e a contribuição para algo maior do que nós mesmos. Esses elementos tendem a gerar uma satisfação que não é facilmente superada pela adaptação emocional, fornecendo um senso de propósito e realização que resiste ao tempo. Por exemplo: Uma liderança que reconhece o impacto da homeostase em sua própria vida profissional pode escolher focar mais em desenvolver sua equipe e em construir um ambiente de trabalho colaborativo e de apoio. Ao invés de perseguir incessantemente mais poder ou prestígio, investe em relações e na criação de uma cultura organizacional positiva, o que traz uma satisfação mais duradoura e resistente à adaptação emocional. ## **Construindo hábitos que geram felicidade real** Em vez de focar na aquisição de mais dinheiro, fama ou poder, é mais produtivo concentrar-se na construção de hábitos que promovam a felicidade genuína. Segundo BJ Fogg, cientista comportamental de Stanford, a chave para alcançar objetivos é gerenciar as coisas que fazemos diariamente, ou seja, os hábitos. Para isso, é necessário dividir comportamentos em pequenas partes, implementá-los e celebrar cada pequena conquista, fortalecendo assim os circuitos de recompensa do cérebro. Para melhorar sua qualidade de vida, você pode começar por introduzir pequenas mudanças no seu dia a dia, como reservar cinco minutos para meditação ou caminhar durante o horário de almoço. Ao celebrar essas pequenas vitórias, você reforça comportamentos que trazem bem-estar real, em vez de depender de aquisições materiais para encontrar satisfação. ## **A Teoria da autodeterminação (Self-Determination Theory - SDT)** Edward Deci e Richard Ryan são dois renomados psicólogos que desenvolveram uma das teorias mais influentes em psicologia motivacional. A SDT oferece uma perspectiva sobre como diferentes tipos de motivação impactam nosso bem-estar e felicidade. Em sua base, ela distingue dois tipos principais de motivação: a motivação intrínseca, que é alimentada por interesses pessoais, prazer, e a satisfação em realizar uma atividade por si só; e a motivação extrínseca, que é direcionada por recompensas externas como dinheiro, fama ou poder. Em um estudo envolvendo mais de 200 universitários, Deci e Ryan descobriram que aqueles que priorizaram metas extrínsecas, como ganhos financeiros e status, relataram níveis mais baixos de bem-estar geral após a graduação, em comparação com seus colegas que priorizaram metas intrínsecas, como crescimento pessoal e desenvolvimento de relacionamentos. ## **A implicação para a felicidade no trabalho** No contexto do ambiente de trabalho, isso sugere que profissionais que se concentram em encontrar significado em suas tarefas, desenvolver habilidades e construir relações significativas estão mais propensos a experimentar uma felicidade duradoura. Por outro lado, aqueles que se fixam em atingir patamares de riqueza ou poder podem rapidamente perceber que essas conquistas, apesar de momentaneamente gratificantes, não oferecem uma felicidade sustentável. Ao aplicar a SDT, fica claro que o caminho para a verdadeira felicidade no trabalho não passa necessariamente pelo acúmulo de riqueza ou poder, mas sim pelo alinhamento das atividades diárias com as paixões e valores pessoais. ## **O que as empresas podem fazer?** _This post is for subscribers only._ ### Liderando produtos na era da IA URL: https://productoversee.com/blog/liderando-produtos-na-era-da-ia-2/ Last updated: 2024-09-04T10:51:19.000Z Tive a oportunidade de dar uma aula aberta na PUC-MG para o curso de especialização em Gestão de Produtos Digitais. Achei que seria legal consolidar em um texto o que abordei lá. Compartilhei com os alunos um pouco das diferenças entre um produto de IA e sem IA e, posteriormente, abordei o papel importante da liderança de criar um ambiente psicologicamente seguro para que os times floresçam em contextos cada vez mais rápidos e incertos. ## **Produto de IA é tão diferente assim?** Não quero começar trazendo uma definição formal do que seria “Inteligência Artificial”. Em vez disso, quero trazer algumas noções que sempre estarão presentes enquanto falamos de IA: - **Dados**: Os dados são a matéria prima da IA. É impossível ter sucesso com um produto de inteligência artificial, se você não tiver dados de qualidade. - **Automação**: A inteligência Artificial já se provou realmente muito eficiente ao automatizar tarefas específicas. Atualmente muitas decisões já são delegadas para uma IA. - **Expansão de capacidades**: Para além da automação, também pensamos em IA como uma ferramenta capaz de, inclusive, ultrapassar as capacidades humanas em algumas tarefas e, com isso, expandir as nossas capacidades de interação. - **Criação**: Mais recentemente, com a popularização dos [LLMs](https://www.youtube.com/watch?v=rOzeI7ojE9U&ref=productoversee.com) e outros modelos generativos, também começamos a relacionar a IA com a capacidade de *criação.* Pra começar a olhar para IA nos produtos, trouxe uma linha do tempo, que marca alguns paradigmas interessantes. ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXfjj4JABj8ZYUVxp1jguHXfGma73mYnGZ_scawNaDDZFl4rFyzP4_NhU4yyUmnLR88Xqw7myvscWMk3LXvkMZyukick6KrDiJHQDxSMzDeir00xNhd0rYS9FLt2zcwxCiG-V34moPLHABDYEeBANolvFRo?key=rWKHFHJ4BxJfMk8wYC89fw) **IBM Deep Blue:** Marcou um momento significativo na história da IA, demonstrando sua capacidade de desafiar habilidades humanas em tarefas específicas e complexas. **Roomba:** Usava IA para detecção de obstáculos, sujeira e outras tarefas mais triviais. A chegada dos eletrodomésticos inteligentes, como o Roomba, teve grande impacto nos produtos, marcando um paradigma de transição da IA, que saía da academia e chegava aos produtos de consumo. **TikTok**: O TikTok é um excelente exemplo do que chamamos de produto “AI First”, ou seja, um produto que é construído em volta de uma aplicação de IA. O que isso quer dizer? Vamos pensar que todo o produto TikTok só existe porque, por trás, existe uma inteligência artificial que decide qual é o próximo vídeo que ela vai te apresentar. Sem isso, o produto não entregaria o valor que ele se propõe. **ChatGPT**: O ChatGPT, ao democratizar o acesso aos grandes modelos de linguagem, veio também instaurar um novo paradigma: o das IAs generativas. O ChatGPT, além de ser um produto AI First, é também um produto que tem um LLM - um modelo generativo - no seu core e isso ampliou absurdamente os horizontes do que conseguimos fazer com os produtos. **O Sucesso do ChatGPT e as iterações de produto** Eu quero entrar brevemente um pouco mais no ChatGPT para levantar o ponto de que, sim, ele é um exemplo de um produto de IA que envelopou um algoritmo complexo e disponibilizou para toda a população. E ele fez muito sucesso, não só, mas também por dois fatores que eu quero enfatizar aqui. O primeiro é que, ao **democratizar o acesso à tecnologia**, ele impulsionou inovações. À medida em que as pessoa usavam o ChatGPT, elas começaram a pensar “o que mais consigo fazer com isso?”; “onde mais eu consigo aplicar essa tecnologia?” O segundo fator é que o ChatGPT trabalhou constantemente com iterações do produto a partir de feedback do usuário. Tanto o algoritmo por trás, quanto o produto em si, é aprimorado continuamente, num processo de feedback loop muito similar ao que já estamos acostumados no universo de desenvolvimento de produtos digitais. Mas já que estamos encontrando essas similaridades, onde está o pulo do gato? ## **O que devemos ter em mente ao usar IA nos produtos?** Vou começar respondendo essa pergunta, com uma outra pergunta: **o que querem os produtos?** Embora a tecnologia tenha mudado muito e já tenha automatizado grande parte do trabalho, a premissa básica da indústria criativa permanece a mesma: **continuaremos nos esforçando para entregar a melhor experiência do usuário.** Independente de ser um produto de IA ou não, a gente sempre vai querer entregar a melhor experiência pro usuário, porque assim, o sucesso do produto fica mais fácil. Mas, então, agora você pode estar se perguntando: **o que define boas experiências em produtos de IA?** Eu não tenho todas as respostas, obviamente, mas eu trouxe aqui 5 princípios que podem ser norteadores na hora de começar. E o curioso é que os fundamentos desses princípios estão comigo desde 2020, quando a gente ainda nem pensava em ter produtos de IA generativa de tão amplo acesso. E mesmo com esse novo paradigma das IAs generativas, são princípios tão fundamentais que, se vocês repararem bem, tenho certeza que vai ser muito familiar ao que já estão acostumados. ### **1\. Minimal input, maximum outcome** Esse não é um princípio desconhecido, muito pelo contrário. O termo "fadiga de decisão" foi popularizado pelo psicólogo social Roy F. Baumeister e pelo jornalista John Tierney em seu livro "Willpower: Rediscovering the Greatest Human Strength" ("Força de Vontade: Redescobrindo a Maior Força Humana", em tradução livre), publicado em 2011. Eles exploraram a ideia de que **a capacidade de tomar decisões é uma forma de energia mental finita**, que pode ser esgotada ao longo do tempo, levando à diminuição da qualidade das decisões e ao aumento da propensão a comportamentos impulsivos. A potência da Inteligência Artificial está em automatizar as tarefas possíveis, deixando que o usuário tome apenas as **decisões estritamente necessárias**. Como é feito hoje, por exemplo, no Gmail, ao recebermos sugestões de respostas para e-mails que acabamos de ler. Uma forma de exercitar o *Minimal input, maximum outcome* no dia a dia, você pode se desafiar a resolver problemas significativos do usuário esperando o mínimo de inputs, por exemplo. 😉 ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXdgU-HxfwdPqdlQ0p7xD_5DQjU7KfxH_V-4uM2lhHFKX6sOgWFHgCIoIxZ7XL68O_y8LKZAo-7OpBt1fb2X3Xla_rkMlaHAMCsaA0FeNXnlCkZ2dCIpPo-Nwh2GSOQjPS5bi4vrI6I2MI_BQ5e0ioAkTho?key=rWKHFHJ4BxJfMk8wYC89fw) ### **2\. Design for failure** (projete para o erro) Porque a IA certamente cometerá erros. E como uma pessoa que trabalha com produto, é muito importante manejar a expectativa do usuário quanto aos erros da IA. O ChatGPT, por exemplo, já traz um aviso em sua interface dizendo que ele pode cometer erros. Outra coisa interessante que ele faz e que, não apenas ele, mas muitos outros produtos, como a Netflix, também fazem, é permitir que o usuário classifique com 👎 ou 👍 o que ele acabou de receber (seja uma recomendação de filme ou uma resposta em texto). ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXfcV5Lg4_2r1rgYYE04v5mygyBB5f5HRfhH4VnsKMjuKLWUnRwwk_BaxSH7kXR6AZ8seM8yMckyVNTwgtcvPPfrcHcgJaicQeAd6BvXgH9_Gq1WFkIakNC-8NdyyuaqbX4aAe_HNLGmKqBwsNXh_GitwMA9?key=rWKHFHJ4BxJfMk8wYC89fw) ### **3\. Design for trust**: sem dados, sem melhoria de experiência Para aprimorar a experiência de qualquer produto, nós precisamos coletar os dados dos usuários, analisá-los e evoluir o produto a partir disso. Em produtos de IA, dados são igualmente fundamentais, uma vez que só vamos conseguir aprimorar não apenas a experiência, mas também os algoritmos de IA por trás, com dados reais. Construa o produto com base na confiança, garantindo transparência sobre o que sabemos sobre o usuário e como pretendemos utilizar essas informações. Idealmente, os usuários devem ter controle total sobre seus dados, podendo modificá-los conforme necessário. Para estabelecer confiança, é essencial criar uma dinâmica saudável, na qual **transparência e honestidade sejam os pilares fundamentais.** Dessa forma, além de deixar claro para os usuários como os dados estão sendo usados, é importante dizer qual é a contrapartida oferecida, ou seja, ele está te cedendo os dados e, com isso, você está entregando experiências mais personalizadas. ### **4\. Humanize experiences** _This post is for paying subscribers only._ ### Série: É possível ser feliz no trabalho? Episódio 2 URL: https://productoversee.com/blog/serie-e-possivel-ser-feliz-no-trabalho/ Last updated: 2024-09-04T10:57:38.000Z A felicidade é um conceito vasto e multifacetado que tem sido objeto de estudo em diversas áreas, incluindo psicologia, filosofia, e economia. No campo do trabalho, cresce a busca por um ambiente onde as pessoas se sintam felizes e trabalhem com bem estar. É responsabilidade das empresas cultivar esses espaços. Em uma série de artigos, exploraremos diferentes perspectivas sobre a felicidade, abordando, por exemplo, como a comparação social, o julgamento, os tipos de amizade, e a busca por dinheiro e poder influenciam nosso bem-estar. Baseado em pesquisas acadêmicas, teorias científicas e cases referência, discutiremos não só como as pessoas podem navegar melhor esses aspectos para alcançar uma vida mais satisfatória e feliz, mas principalmente como as empresas, lideranças e RH podem impulsionar estes elementos em suas organizações, as transformando genuinamente em melhores lugares para se trabalhar. O tema de hoje é Confiança. ## **Confiança no Ambiente de Trabalho: Um Pilar Essencial para a Felicidade** A felicidade no ambiente de trabalho é construída sobre diversos pilares, e um dos mais importantes é a confiança. Sem ela, a coesão e a produtividade do time são comprometidas, afetando diretamente o bem-estar dos colaboradores. Diferente do que muitos podem pensar à primeira vista, confiança não é um conceito abstrato; ela se materializa através de ações e comportamentos específicos, que podem ser agrupados em quatro características: sinceridade, competência, credibilidade e compromisso. ### **1ª característica: Sinceridade, a base da Confiança** A sinceridade é o alicerce da confiança. Ela envolve a transparência na comunicação, onde o que é dito entre as partes reflete o que é pensado por cada uma delas. Eu digo que em um processo de comunicação entre duas pessoas, existem 3 conversas acontecendo. Uma das conversas é entre as duas pessoas e existe também uma conversa para cada um dos interlocutores, com eles mesmos. Eu falo com você (1), enquanto eu falo comigo (2) e você fala com você mesmo (3). Diferenciamos estas conversas em conversas “públicas” - aquilo que é dito abertamente entre ambos -, e conversas “privadas” - aquela conversa que a gente tem com a nossa própria cabeça enquanto outra pessoa fala, fruto de interpretações, julgamentos e vieses. Quanto menor a diferença entre aquilo que é pensado e dito, mais sincera podemos considerar a conversa. Isso também vale para a segurança em admitir limites e verdades menos populares. Quando líderes e colegas conseguem admitir "não sei" ou "não consigo", ao invés de prometerem o que não podem cumprir, eles fortalecem a confiança. Essa honestidade cria um ambiente onde os colaboradores sentem-se seguros para expressar suas dificuldades, sabendo que isso não será usado contra eles. ### **2ª característica: Competência, a capacidade de entrega** A confiança também está ligada à competência, que se refere à capacidade de cumprir as promessas feitas. Quando uma equipe demonstra consistentemente que pode entregar resultados, a confiança se solidifica. A competência não é apenas sobre habilidade técnica, mas também sobre a capacidade de reconhecer limites e buscar ajuda quando necessário, mantendo o compromisso com a entrega. ### **3ª característica: Credibilidade, a soma das promessas cumpridas** _This post is for subscribers only._ ### Estatística descritiva para PMs - Parte 2 URL: https://productoversee.com/blog/estatistica-descritiva-para-product-managers-parte-2/ Last updated: 2024-09-08T23:08:49.000Z --- Para ver a parte 1 dessa série de textos, clique [aqui](https://productoversee.com/estatistica-descritiva-para-pms-parte-1/). --- Na primeira parte desta série, trouxe os conceitos mais básicos da estatística descritiva, mas que são conceitos fundamentais para entender as distribuições de dados e identificar tendências centrais. Como vocês viram, quando a gente olha para média e para mediana, por vezes, temos uma dispersão que não conseguimos enxergar tão facilmente, exceto se analisemos extremos dos conjuntos. E melhor do que olhar um conjunto número a número, é utilizar as técnicas da estatística que abordaremos aqui nesse texto e que vão nos ajudar a entender melhor a variabilidade e a dispersão dos nossos dados. Entender esses elementos é fundamental para que a gente não tome decisões erradas ou deixe de fora casos de uso importantes para o nosso produto. Vamos então a nossa primeira medida: a variância. ## Variância: a quantificação da dispersão Variância é uma medida estatística que quantifica o grau de dispersão dos valores de um conjunto de dados em relação à média. É dada pela fórmula: ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXc2DYADRw7KHehM4Z4pTtcO6Wlb0a3-29bcbK06mJO5-2Y4oHPg2BTvraeW4uXW0W9OPOgyGc01OW83QoQ7Ypz9-HF3qMt-FTmYRuP28oLMb1d1S75Ikl_bKOmPwzWdQxjBqnLAT-IboXnHq6xi5xU5vHL-?key=cmNFjkwPiBBx6oxf_DEPzQ) Onde: - N é o número de dados. - xi são os valores individuais no conjunto de dados. - é a média dos dados. - ∑ representa um somatório. Ela calcula a média das diferenças ao quadrado entre cada valor e a média, fornecendo uma visão sobre o quanto os dados estão espalhados ou concentrados. Quanto maior a variância, mais os dados variam em relação à média, o que para o nosso dia a dia de produto, pode indicar problemas em nossos produtos. Sim, eu sei que você pode estar meio perdido agora. Que raios significa "a média das diferenças ao quadrado dos dados em relação à média do conjunto"? Pois bem, vamos por partes. A diferença de um elemento do conjunto em relação à média nos mostra a distância que aquele elemento está da média. Por exemplo, se a média de um conjunto de dados é 7 e um dos valores é 5, a distância desse valor à média é 5 - 7 = -2\. Simples. A diferença ao quadrado é então (-2)2= 4. Mas por que elevar ao quadrado? _This post is for paying subscribers only._ ### Série: É possível ser feliz no trabalho? Episódio 1 URL: https://productoversee.com/blog/e-possivel-ser-feliz-no-trabalho-1/ Last updated: 2024-09-04T10:57:15.000Z A felicidade é um conceito vasto e multifacetado que tem sido objeto de estudo em diversas áreas, incluindo psicologia, filosofia, e economia. No campo do trabalho, cresce a busca por um ambiente onde as pessoas se sintam felizes e trabalhem com bem estar. É responsabilidade das empresas cultivar esses espaços. Em uma série de artigos, exploraremos diferentes perspectivas sobre a felicidade, abordando, por exemplo, como a comparação social, o julgamento, os tipos de amizade, e a busca por dinheiro e poder influenciam nosso bem-estar. Baseado em pesquisas acadêmicas, teorias científicas e cases referência, discutiremos não só como as pessoas podem navegar melhor esses aspectos para alcançar uma vida mais satisfatória e feliz, mas principalmente como as empresas, lideranças e RH podem impulsionar estes elementos em suas organizações, as transformando genuinamente em melhores lugares para se trabalhar. ## **Comparação Social e Felicidade** A comparação é uma parte inevitável da experiência humana e desempenha um papel significativo na nossa percepção de felicidade. Se você pedisse na terapia para ter uma daquelas sessões de regressão, tenha certeza que, desde ainda bebê, você esbarraria em exemplos onde se comparou ou onde alguém te comparou contra outras pessoas. Isso porque comparar é tão humano quanto respirar, e as ciências sociais já se dedicam a estudar esse assunto e como ele impacta o nosso bem estar e felicidade há algum tempo. Um fenômeno interessante é o "Momento da Medalha de Prata", onde estudos mostram que medalhistas olímpicos de prata frequentemente relatam menos felicidade do que medalhistas de bronze. Isso ocorre porque os medalhistas de prata tendem a se comparar com os vencedores da medalha de ouro, sentindo que "quase" conseguiram o primeiro lugar. Em contraste, os medalhistas de bronze frequentemente se comparam com aqueles que não ganharam nenhuma medalha, o que os faz valorizar mais sua conquista. ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXeHhP4wI5d98XfULaE-oH1HTFtuouSlcZ0PelRKlwaV9ColZA4iKzV6LhIcmKjjUY4VGkFAUPi45Y6ENxRrPQA182ewJZ2tYRgmokagaEjKkzizYUamunP_kHSCPyvCv8KOoquiqOQIYVa7a1UmqgmAxJe3?key=secwxQ_ASDvLIQgUjrEqBw) ### **Teoria da Comparação Social** A teoria da comparação social foi proposta por Leon Festinger em 1954 e sugere que, em um momento de autoavaliação, as pessoas tendem a comparar suas próprias capacidades e opiniões com as de outras pessoas em semelhantes contextos. Por exemplo, se você é uma pessoa de produto financeiro em um banco, pode já ter comparado o resultado do seu produto com o de outros produtos financeiros dentro da mesma empresa, ou a um produto igual ao seu em uma empresa concorrente. Segundo Leon, a comparação acontece com ainda mais peso em situações onde existem incertezas sobre o nosso domínio dos elementos e assuntos. Ou seja, se você é uma pessoa de produto em início de carreira, ou está lidando pela primeira vez com um produto desconhecido, provavelmente o critério da comparação vai pesar ainda mais na sua autoavaliação. A teoria explica que existem dois principais vetores para a comparação acontecer. 1. **Comparação Ascendente:** Quando nos comparamos com quem percebemos em uma posição melhor (em termos de salário, status, reconhecimento, etc.). Embora isso possa servir como motivação para melhorar, também pode gerar sentimentos de inveja, inadequação e insatisfação. 2. **Comparação Descendente:** Quando nos comparamos com quem percebemos estar em uma posição inferior. Isso pode aumentar a autoestima temporariamente, mas também pode levar a uma falsa sensação de segurança e complacência. Como podemos perceber, não existe um cenário 100% positivo em nenhum desses vetores. Nesse momento você pode estar pensando que “se eu olhar pela perspectiva certa, eu consigo usar a comparação para me inspirar (querer aprender) ou para melhorar minha autoestima.” E sim, a perspectiva é fundamental, mas traz o desafio de estarmos sempre confortáveis emocional e psiquicamente para garantir que esta perspectiva não seja afetada por vieses e agentes externos que geram contextos de insegurança psicológica. Nesse sentido, vale o convite para uma terceira perspectiva. Em vez de constantemente se medir contra outras pessoas, é mais produtivo focar nas próprias conquistas e no progresso pessoal. Tal perspectiva pode reduzir sentimentos de inveja e insegurança, e aumentar a satisfação com o que se tem, tudo ao mesmo tempo. ### **Driblando a comparação no trabalho** Para buscarmos a felicidade no trabalho, precisamos trabalhar os elementos que a afetam dentro do contexto organizacional. Quando falamos de comparação, RH’s e Lideranças podem adotar estratégias que incentivem suas pessoas a desconstruir os pilares de uma comparação tóxica, indo ao encontro da colaboração e autoestima, que gera empoderamento e maturidade nos produtos. 1. **Promoção de uma Cultura de Apoio e Colaboração:** Incentivar uma cultura onde o sucesso individual seja visto como parte do sucesso coletivo pode ajudar a reduzir comparações destrutivas. Programas de reconhecimento coletivo, por exemplo, podem reduzir o foco nas comparações individuais. Ei, Líder: você não precisa esperar reformularem todo o modelo de avaliação para implementar ações neste sentido. Ao oferecer feedback construtivo e apoiar o desenvolvimento profissional, as lideranças podem ajudar a transformar comparações sociais potencialmente negativas em oportunidades de crescimento. _This post is for subscribers only._ ### Como ser mais produtivo como Product Manager: uma abordagem prática URL: https://productoversee.com/blog/como-ser-mais-produtivo-como-product-manager-uma-abordagem-pratica-2/ Last updated: 2024-08-16T10:46:10.000Z --- [![](https://productoversee.com/content/images/2024/08/Banner-U-ltimas-Horas--1--1.png)](https://eventos.somostera.com/aniversario-8anos?ref=productoversee.com) --- Você já teve aquela sensação de que um dia inteiro se passou e você acha que não produziu nada importante? Já teve um dia cheio de reuniões com vários departamentos que parecem não avançar em nada? Você já chegou a pensar que a vida de desenvolvedor seria melhor porque pelo menos eles têm atividades mais focadas e escopo mais definido? Se sua resposta é, sim, para alguma dessas perguntas, você não está sozinho. Diferentemente de desenvolvedores e designers, as atividades das pessoas de produto possuem escopo menos definido, cheio de incertezas e ambiguidades. Pode ser que a gestão tenha expectativas X e você esteja indo para uma direção Y e esse é um perigo que as funções mais voltadas para o lado gerencial da coisa tendem a sofrer. Pensando nisso, busquei alguns artigos e ferramentas que me ajudassem a traçar um plano de produtividade pessoal e encontrei ideias interessantes nos [artigos de Harvard](https://amzn.to/46NikU2?ref=productoversee.com), elaborei um template no Miro, testei e realmente gostei dos resultados. Irei compartilhá-los aqui sem segredo. ## **Defina Objetivos** Tudo começa por aqui. É extremamente necessário identificar quais objetivos a gestão espera que você atenda. Pode ser melhorar uma habilidade, adquirir um conhecimento, desenvolver um novo produto, melhorar o alinhamento com stakeholders, garantir o lançamento de um produto na data estimada… São várias as formas de estabelecer objetivos, não irei falar sobre OKRs aqui porque demandaria praticamente um outro artigo à parte e também há vários materiais sobre isso, incluindo artigos. Recomendo o ótimo [Measure What Matters](https://amzn.to/46NrVua?ref=productoversee.com), de John Doerr. ## **Mapeie seus tipos de tarefa** O próximo passo é mapear os seus tipos de tarefa dividindo-as em categorias amplas, assim, você conseguirá agrupar suas atividades por grupos, em seguida, comece a anotar todas as suas atividades, incluindo as pausas para descanso. No começo isso pode parecer trabalhoso, mas bastam alguns minutos para que você tenha uma avaliação clara das suas atividades. Quanto mais você estiver consciente dos seus hábitos e suas entregas, mais fácil será elaborar planos para gerenciar o tempo que você se dedica a cada uma das tarefas. Você pode começar dividindo suas responsabilidades da seguinte forma: ### **Responsabilidades fundamentais** São as tarefas cotidianas que constituem a essência do seu trabalho como Product Manager. Se alguém lhe perguntasse como é o dia a dia no trabalho, o que você diria provavelmente as atividades citadas seriam suas responsabilidades fundamentais. Por mais que o escopo de atividades de um Product Manager ou Product Owner possa mudar significativamente de empresa para empresa, há algumas que são características, não pretendo entrar na discussão sobre como deveriam ser ambas ou se Product Owners deveriam também ser Product Managers. ### **Product Owner** - **Gerenciamento do backlog do produto: c**riar, priorizar, refinar e manter o backlog **Definição de Requisitos:** transformar necessidades e demandas em histórias de usuário. - **Participação nas cerimônias ágeis: p**articipar de cerimônias como Sprint Planning, Daily Standups, Sprint Review e Sprint Retrospective, fornecendo feedbacks e ajustes de direção durante as cerimônias. - **Tomada de decisões de prioridade: d**ecidir quais itens do backlog devem ser desenvolvidos primeiro com base no valor para o negócio. - **Facilitação de feedback contínuo: c**oletar feedback de usuários e stakeholders e incorporar melhorias no backlog. - **Apoio à equipe de desenvolvimento:** esclarecer dúvidas e fornecer orientações à equipe durante o desenvolvimento. - **Gestão de releases: p**lanejar e gerenciar as releases do produto, definindo escopo e datas, garantindo que as releases estejam alinhadas com as expectativas dos stakeholders. - **Acompanhamento de métricas de produto: m**onitorar e analisar métricas de desempenho para orientar futuras melhorias no produto. - **Documentação essencial: c**riar e manter a documentação necessária, como roadmap, release notes, e materiais de suporte. ### **Product Manager** - **Desenvolvimento da visão e estratégia do produto: d**efinir a visão de longo prazo do produto e alinhá-la com os objetivos estratégicos da empresa. - **Pesquisa de mercado e análise competitiva: c**onduzir pesquisas de mercado para entender as necessidades dos clientes e tendências da indústria. - **Definição do roadmap do produto: c**riar e comunicar o roadmap do produto, que define as prioridades e os marcos de desenvolvimento. - **Gestão de stakeholders: e**ngajar com stakeholders internos e externos para entender suas necessidades e expectativas. - **Go-to-Market: c**olaborar com equipes de marketing, vendas e suporte para desenvolver e executar planos de lançamento de produto. - **Gestão do ciclo de vida do produto: g**erenciar o ciclo de vida completo do produto, desde o desenvolvimento inicial até o fim de vida. - **Análise financeira e de retorno sobre o investimento (ROI): a**valiar o potencial financeiro do produto e o ROI de novas funcionalidades ou produtos. - **Definição de OKRs e KPIs: e**stabelecer objetivos e resultados-chave (OKRs) para medir o sucesso do produto. - **Alinhamento com a estratégia corporativa: a**ssegurar que o produto esteja alinhado com os objetivos estratégicos da empresa. - **Gerenciamento de parcerias e colaborações: i**dentificar e gerenciar parcerias estratégicas que podem aumentar o valor do produto. Você pode adaptar o agrupamento das suas atividades principais de acordo com a sua realidade como pessoa de produto. ## Desenvolvimento pessoal São as atividades e os projetos que você considera valiosos, significativos e recompensadores, mas que talvez não façam parte de suas responsabilidades cotidianas. Pode ser um grande projeto que você assumiu ou uma habilidade que gostaria de aprender. No mundo ideal, todo profissional dedicaria muito mais tempo, foco e energia a essas atividades; pois, são as que mais contribuem para a carreira e o desenvolvimento pessoal. Infelizmente, nem sempre é possível trazer essas atividades para uma rotina de trabalho. Algumas atividades de Desenvolvimento pessoal podem incluir: - Finalizar curso de Python - Participar de treinamentos de soft skills - Finalizar Bootcamp de Front End - Realizar cursos sobre o seu tipo de negócio - Terminar curso da Tera - Finalizar um dashboard que vai te ajudar a tomar decisões ## **Gestão de pessoas** Você tem subordinados diretos? Trabalhar em equipe? Lidera pessoas? Se a resposta for sim para uma dessas perguntas você deve registrar quanto tempo gasta gerenciando outros profissionais, a equipe, seus colegas e até seu superiores. Caso sinta que questões envolvendo outras pessoas estão consumindo grande parte do seu tempo, faça subdivisões dessa categoria como gestão de superiores, de pares e de subordinados diretos. ## **Atividades administrativas** São as obrigações que você executa todo dia: enviar e-mails, preencher planilhas, fazer relatórios, aprovar faturas, etc. ## **Crises incêndios** Interrupções urgentes reuniões não agendadas questões de última hora podem sabotar até os melhores planos de gestão do tempo, por isso é fundamental monitorá-las. Não é possível prever quando elas acontecerão, mas caso você consiga identificar determinados padrões – por exemplo, passa em média 5 horas por semana apagando incêndios – poderá se planejar de acordo com eles. ## **Tempo livre** Talvez não seja parte oficial de suas obrigações, mas todos precisam fazer pausas no trabalho: a hora do almoço, uma rápida caminhada, uma parada para o cafezinho, uma conversa com um colega, um e-mail pessoal, uma olhada na internet. Em pequenas doses essas interrupções podem descansar a mente e até aumentar a sua produtividade e sua capacidade de trabalhar em equipe, mas se não for cauteloso essas pausas breves podem acabar se acumulando. ## **Monitorando o tempo** Crie uma tabela com os dias da semana e mantenha o registro de todas as atividades. Você pode cronometrar o tempo de cada atividade ou dividi-las em blocos, eu particularmente tenho utilizado a segunda abordagem. _This post is for paying subscribers only._ ### Como se atualizar e avaliar novas tecnologias URL: https://productoversee.com/blog/como-se-atualizar-e-avaliar-novas-tecnologias/ Last updated: 2024-08-13T01:51:13.000Z --- Estar atualizado para quem trabalha no mercado de tecnologia já deixou de ser apenas algo legal e passou a ser uma necessidade nos últimos anos. Tecnologias surgem a cada dia, novas metodologias são criadas, novos problemas são resolvidos e novas oportunidades são geradas (a cada nova tecnologia que surge, são criados também vários novos problemas). Se você quer se destacar nesse cenário, precisa estar por dentro das tendências e das melhores práticas do seu segmento. Não que vá aplicar tudo o que surja de novo a cada dia, até porque isso seria loucura, mas sim saber o que de novo pode agregar a você como pessoa e profissional. Mas como fazer isso sem se perder em meio a tanta informação? Como filtrar o que é relevante e o que é ruído? Como se inspirar com as experiências e os aprendizados de outros profissionais e empresas? Neste texto, eu vou te dar algumas dicas de como se manter atualizado e inspirado com as melhores fontes de conteúdo sobre produto e tecnologia. Vamos lá? ## **Não seja um especialista em tudo** A primeira dica é: não tente ser um especialista em tudo. O mercado de tecnologia é muito amplo e diverso, e é impossível dominar todos os assuntos e ferramentas que existem. Por isso, é importante definir o seu foco e o seu objetivo de aprendizado. Você quer se aprofundar em uma área específica, como desenvolvimento, design, marketing ou gestão de produtos? Você quer aprender sobre um tema transversal, como inovação, agilidade ou cultura organizacional? Você quer se atualizar sobre as novidades do seu setor de atuação, como educação, saúde, finanças ou entretenimento? Dependendo da sua resposta, você precisará buscar fontes de conteúdo diferentes, que atendam às suas necessidades e expectativas. Não adianta consumir conteúdo sobre tudo e não aplicar nada na prática. Foque naquilo que é mais relevante para o seu contexto e para o seu crescimento profissional. ## **Espere as coisas se estabilizarem** _This post is for paying subscribers only._ ### 7 lições de Gestão de Produto que aprendi com a série Silicon Valley (HBO) URL: https://productoversee.com/blog/7-licoes-de-gestao-de-produto-que-aprendi-com-a-serie-silicon-valley/ Last updated: 2024-08-08T01:40:41.000Z --- --- Silicon Valley é uma das minhas séries preferidas. Já faz um bom tempo que a última temporada foi ao ar, mas ainda assim ela permanece bem atual quando se trata de startups. Na época em que eu acompanhei a série, encontrei inspiração na atmosfera startupeira inventiva que nós imergimos como espectadores ao acompanhar as desventuras de Richard e seus companheiros da Pied Piper em meio às excentricidades do Vale do Silício. A série possui muitos insights sobre gestão de produtos de software, por isso, separei aqui de forma não cronológica sete momentos memoráveis da série com insights sobre de gestão de produtos. Espero que você aprecie. ## 1\. Jared Dunn aplicando o Scrum na Pied Piper ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXd3fH8yp77sl-j1a1qCljzQUoS8d7G9nF0l04XD-vz2e7RCbrACHErepOmX4HguOE9K9M1uZ0nSLKpSHWo1KEPRJMqsiLGVcCzJ_VaizZxeKLkJe2XsEcaMBS1UPlO5rt4b8mfZ_x1cY02eu4UjKT-W-v8e?key=SxftiKk_J7aVBd11miMmMA) No episódio 5 da primeira temporada de Silicon Valley (Signaling Risk), a Pied Piper enfrenta uma série de desafios técnicos e gerenciais ao tentar avançar com o produto da plataforma de compressão de dados. Richard e sua equipe enfrentam a difícil tarefa de otimizar a velocidade do algoritmo e, enquanto eles se concentram em buscar uma solução sob o viés técnico, Jared Dunn, o então Diretor de Operações, demonstra a importância de adotar o framework Scrum para melhorar a eficiência do trabalho e a comunicação entre o time. Então Jared introduz os conceitos daquilo que é praticamente a base do Scrum, que é a colaboração e o gerenciamento iterativo de projetos, dividindo o trabalho em pequenas tarefas que podem ser entregues em ciclos curtos conhecidos como Sprints. Apesar da cena cômica, Jared demonstra como abordagens ágeis como o Scrum podem trazer benefícios até mesmo para a caótica Pied Piper por meio de seus princípios básicos: 1) Transparência: todos os membros da equipe tomam conhecimento do progresso do projeto, impedimentos e objetivos compartilhados. Isso ajuda a evitar mal-entendidos e melhora a comunicação na equipe. 2) Autogestão: de certa forma, a equipe (os competentes, porém problemáticos Dinesh e gilfoyle) a se tornar autogerenciável, com os membros assumindo responsabilidades e colaborando para alcançar os objetivos comuns. ## 2\. Richard Hendricks enviesando o Product Discovery ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXd5HqXAT-6s8lThxjfdZx_EJBfhQNRzd5MMYZ_NzZVLuJRU04D4FOjYj1bVItphO9ag9hCtbAvmL12qH9MdjfkHQg2T5OAIYMmVY329o1wAxGXFM4ocL1viKlN-mKNoRKPTDbc6Ee2ouzhHzb_RTbDeKZ_4?key=SxftiKk_J7aVBd11miMmMA) Essa é uma das minhas sacadas favoritas de produto da série. No episódio 9 da terceira temporada (Daily Active Users), Richard e sua equipe estão enfrentando um dilema clássico da gestão de produtos: após o lançamento de sua plataforma de compressão de dados o número de downloads cresceu exponencialmente; em contrapartida, o número de usuários ativos permaneceu extremamente ridículo. Ou seja, os usuários não estavam utilizando o aplicativo após os primeiros acessos (alguma semelhança com o[ Threads](https://olhardigital.com.br/2023/07/21/internet-e-redes-sociais/threads-numero-de-usuarios-ativos-continua-despencando-entenda/?ref=productoversee.com)?). Richard então passa a acreditar que o problema se trata apenas de um bug técnico. Após alguns diálogos com Mônica, Richard e Jared resolvem contratar uma agência especializada para fazer estudos com grupos focais. Durante a fase preliminar de testes beta, Richard havia enviado o MVP por e-mail apenas para engenheiros de softwares de sua network, que haviam lhe dado feedbacks muito bons; no entanto, para usuários comuns o produto se mostrou com usabilidade confusa e proposta de valor pouco percebida, ao ponto de Richard ter que elaborar palestras sobre como utilizar o produto e para que ele servia. Ao não considerar os vieses de seu teste preliminar, Richard permitiu que a sua confiança no desempenho técnico do produto o cegasse para a verdadeira percepção dos usuários finais. Essa falta de consciência de um produto *user centric* desencadeou resultados ruins na métrica de usuários ativos da Pied Piper. Uma baita lição para Product Managers sobre expectativas e necessidades dos usuários. ## 3\. Epifania de Richard e pivotagem para uma Web3.0 ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXeMdvEzpbTsfZdm8Vbu8N6cE70jpSQQowYepGehIQfQqV-_0C7NQK1PsBJVv-auzov9TBgoWvI9rVSepWPc_OLXa3H3mHN_G8CYm1gH9DK6InMiX2FZFzjN--jOKl6lLvfKp6jbu3b2y96Dq7M6ZOFcXvAu?key=SxftiKk_J7aVBd11miMmMA) No episódio 4 da quinta temporada (Tech Evangelist), Richard Hendricks e seu time enfrentam um dilema quando percebem que a sua proposta de valor com o algoritmo de compressão para streaming não está alcançando o sucesso esperado no mercado. Diante de tal problema, Richard, que aparentemente havia abandonado a sua ideia, resolve criar um novo produto a partir do algoritmo da Pied Piper. Após um momento de epifania solitária no muquifo/incubadora do Erlich Bachman, ele resolve adaptar a ideia de compressão de dados para a criação de uma internet totalmente descentralizada. Nesse aspecto, Richard demonstra a importância de ser flexível e adaptável, mesmo que você acredite firmemente em sua ideia inicial, já que para um Gestor de Produto é fundamental reconhecer quando as coisas não estão dando certo e estar disposto a mudar de direção para atender às necessidades do mercado. Pivotar não é apenas a resposta a uma falha; é também uma oportunidade para gerar inovação. Assim, Richard aproveita a mudança de direção para criar algo ainda mais ambicioso — uma internet descentralizada. Isso retrata a importância de se ter um mindset aberto para pivotar e como isso pode abrir novas possibilidades e oportunidades de crescimento. Uma grande sacada que podemos tirar desse episódio é que ao pivotar, Richard não desperdiça todo o aprendizado e trabalho feito no algoritmo de compressão. Na verdade, ele usa o conhecimento adquirido com o produto anterior para melhorar a abordagem do novo produto a ser desenvolvido. ## 4\. O Pitch fracassado de Richard a Peter Gregory ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXdd3vAlUfuugrnqC7qxCMMqhFrBQkk8AEJVVZgQ_dh68_eBJe_jYkXg15yJ97a7J0-qEFFi_vfTxOlpejJhWjZAJz8StQGN8iK1IIgb7n4pRmZgteWNi71jlCx3_XZnQxGXoaTwMRt1-edrGA3vYXAeT99K?key=SxftiKk_J7aVBd11miMmMA) _This post is for subscribers only._ ### Se contexto é rei, quem é a rainha? - Parte 2 URL: https://productoversee.com/blog/se-contexto-e-rei-quem-e-a-rainha-2/ Last updated: 2024-08-02T10:45:45.000Z --- --- ## Alavanca 1 da compreensão: pensamento ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXf2uCi69r15ZMCC-xoPTN7tN9mQDfKSfkqNdGotYR0G7aElQ9eUI2uYo5RrZMOaVqGQPcpr5geADhLCOkbNhs8k5gOPQYczHX8Fjmf2MgPUobexBITMZ7VY62UPnExk0SAo2mljbhqJn_hzgeI9cneF1kTt?key=gED8_6fC2aJeJ9qQvUG7iQ) Na imagem acima temos um esboço dos fatores que compõem o nosso comportamento. Conforme vimos no exemplo do impostor, nossos pensamentos influenciam nossas emoções e a partir disso agimos em função do que compreendemos como mais adequado e possível. A maioria dos pensamentos surge e desaparece sem que nos demos conta. Normalmente estamos tão envolvidos com o significado da situação que nem percebemos pensamentos automáticos, vamos direto para o significado que reforça o nosso viés. E a partir disso tomamos a decisão do que é mais adequado e agimos conforme sabemos. A boa notícia é que, agora que você está ciente, com instrução e prática, poderá identificar seus pensamentos e ter comportamentos mais intencionais e assertivos. A principal dica para agir sobre a alavanca 1 é criar um registro dos seus pensamentos automáticos. Existem muitas evidências em torno do automonitoramento como meio eficaz para aumentar nosso “self-awareness” e perceber suas reações automáticas. Estou deixando no link a seguir uma planilha com uma possível abordagem: _This post is for paying subscribers only._ ### Desvende a sua jornada com service blueprint URL: https://productoversee.com/blog/service-blueprint-o-feijao-com-arroz-que-funciona/ Last updated: 2024-08-08T01:42:17.000Z O feijão com arroz que funciona _This post is for subscribers only._ ### Se contexto é rei, quem é a rainha? - Parte 1 URL: https://productoversee.com/blog/se-contexto-e-rei-quem-e-a-rainha/ Last updated: 2024-07-26T23:06:19.000Z --- [![](https://productoversee.com/content/images/2024/07/Banner_Aniversa-rio.png)](https://meugrupo.vip/c/38808?ref=productoversee.com) --- Você provavelmente já percebeu a diferença entre o estado da arte teórico de produtos e a realidade vivida no dia a dia de trabalho. No fim do dia, há muitas razões pelas quais a realidade da sua empresa pode não atender às suas necessidades para “extrair os melhores resultados”, mas você terá que progredir e praticar sua arte de alguma forma. Recentemente fiz uma pergunta para colegas seniores de diferentes empresas: “Qual habilidade que você considera valiosa e que não se aprende com teoria?”. Entre diversas nuances, as respostas convergiram em torno de questões interpessoais, políticas e, sobretudo, humanas. Esse é o desafio que decidi abraçar nesse artigo. O rei contexto existe em função de sua rainha: compreensão. Você não será capaz de ser intencional sobre o que não é capaz de conceber e enxergar. ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXfhA9OJzy0-deYUt9DUjfmBfx6VyISskbIrkhEEAzTjNKnOvLeLmQJBW0w5vymwluBsztdT4echW7inRnPymi8yU7c9orcp6-6Lgzh8kv2GP233WLE35M5B4_hnqmwpRonuSlTIO6Q3zwfT9TbbYYf_xEmy?key=gED8_6fC2aJeJ9qQvUG7iQ) Nesse artigo, quero te ajudar a transformar o potencial do seu contexto em cases concretos de sucesso, mesclando conceitos da àrea de produtos com o ouro da ciência comportamental baseada em evidências científicas. ## O primeiro passo para alavancar a compreensão > ***“O primeiro princípio é que você não deve enganar a si mesmo, e você é a pessoa mais fácil de enganar.”* \- Richard Feynman** Se você está no mercado há algum tempo, provavelmente já ouviu sobre testes A/B em diversas ocasiões, mas quantas vezes você ouviu falar sobre a importância de um teste A/A? ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXcp-JXyGbD6NcI2WhymrDOc6MkpGd8rchGdP4aYGVyomDEYJE6FlBx0ywO7rdVX5aBi0LIJ-FCY43E3aDdun1bAOTRCWYJpGm145K6_v_j9e6aqsbhpVDtZ7GTz5Y0QtSmK78f_4qYfMigZg0_mJ6oeNTG4?key=gED8_6fC2aJeJ9qQvUG7iQ) **Contra hipótese simples para teste A/B é o teste A/B/A* Na maioria das vezes, ao realizar testes A/A, você observará resultados relativamente semelhantes aos do seu teste A/B, que aparentemente indicava sucesso. Como páginas iguais podem indicar diferença de 15% de conversão em relação ao controle? Existem algumas explicações para essa distinção, mas o ponto é: testes confiáveis exigem, dentre outros fatores, calcular o tamanho da amostra usando power fórmula com uma amostra grande o suficiente. Você não precisa necessariamente saber estatística para chegar nessa conclusão, mas é necessário encarar com intencionalidade uma postura de “integridade absoluta” como ponto de partida. Desenvolver confiança é essencial para efetividade interpessoal. Nesse sentido, a “integridade absoluta” vai além de simplesmente não mentir, mas se esforçar ao máximo para mostrar como até mesmo você possa estar errado. Esse é o primeiro passo para alavancar sua compreensão. ## Rei e Rainha em harmonia: contexto e compreensão Considere duas versões diferentes de um prédio: um deles é um desenho artístico do prédio, o outro é uma planta do prédio. Qual é o “desenho verdadeiro"? ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXcuouhIbdbhOQh46PzKgy_exRP4NdVuJ8rw55HoVFMsmnHyCaqvIrI7F4hkU7YM_wPvfhlc4pQIZarO3Htssn1IHet45DysplD18d6D1XAhSNHRKe3Bv_G-Qu5Radun43S_UnrygBUYYrDYaeBvU_hqea0i?key=gED8_6fC2aJeJ9qQvUG7iQ) Ambos são “representações”, e a perspectiva contextual sustenta não haver um “desenho verdadeiro” em um sentido objetivo. O desenho mais verdadeiro pode ser determinado somente no contexto dos objetivos e propósitos específicos que se aplicam. Se precisarmos de um desenho para identificar o prédio enquanto andamos pela rua, o desenho em perspectiva seria mais útil e, assim, o “mais verdadeiro” – no sentido de que ele é verdadeiro para esse propósito. O limite dessa perspectiva é a ética. Em contrapartida, se quiséssemos saber como remodelar o prédio com segurança, a planta provavelmente seria uma representação mais verdadeira. A linguagem cotidiana inclui essa noção de “verdade” – ela não é inteiramente estranha. Por exemplo, quando dizemos que uma flecha foi lançada de forma “certeira”, queremos dizer que ela foi lançada de uma maneira que a fez atingir o alvo. O cerne da maestria comportamental está na capacidade de compreender o contexto e seus elementos para combinar diferentes perspectivas. A maestria comportamental está em construir consensos em prol do alinhamento de interesses e resultados. ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXczYdwASpiBbOJZRk1Hi9DCpZIhwxKtWJB5y_wiwG6nlnpr6vSRLCkw_Sa6wOF0wYaj9kM3K8mw14rbAPYegBv0lt0pOn2sue6w2kJTOTFpYURxKu3jcc-uqJJ_Galppwp_JbSTAI9idDiM1y7dXUgwSvuY?key=gED8_6fC2aJeJ9qQvUG7iQ) **Ambiguidade e síntese* A dialética nos diz que dois pontos de vista opostos podem ser verdadeiros. Por isso, seja firme em suas evidências, mas também esteja aberto a ouvir o outro - e até fornecer hipóteses contrárias para praticar integridade absoluta. Por exemplo, em tempos de menor liquidez, há uma maior necessidade de buscar previsibilidade e lucros de curto prazo. Porém, focar na prisão de curto prazo gera também riscos. A síntese aqui envolve balancear necessidades imediatas com longo prazo. Atenha-se aos fatos que podem ser observados pelo grupo e busque dar voz e luz para o que ainda não é consenso e pode ser válido na síntese. É fazer o que funciona enquanto ousa fazer diferente. Em outras palavras, flexibilidade ao interpretar inputs e clareza no que será otimizado. ## O que não fazer "As pessoas vão esquecer o que você disse. As pessoas vão esquecer o que você fez. Mas elas nunca esquecerão como você as fez sentir." - Maya Angelou Todos os times e indivíduos têm pré-concepções de como as coisas funcionam e como o time de produto age. Mesmo antes de te conhecerem, já existe uma lente no olho de cada um que você não pode tirar (nem se pudesse deveria tentar, afinal de contas você não sabe o que não sabe sobre a história de cada um). Nosso sistema nervoso funciona por adição, não por subtração. Isso significa que se você despertou algum sentimento negativo em alguma interação, mesmo que não tenha intenção, aquilo não pode ser retirado biologicamente falando. É claro que uma interação não necessariamente determina um relacionamento, mas aqui vai outro fato muito importante: o cérebro humano tende a dar mais atenção a estímulos negativos do que a estímulos positivos. Para maximizar seu impacto é fundamental mitigar o risco da autossabotagem. ![](https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXfmCcebCVFSyH3nYssO28or46E5vwy7Hk-GdvPtY5uZlA11CFaHMYR3DB1uyuHIftrv9IXYzl9v6GJAgcMTipHe4bJuAj-W_Vf31gmI4etwYgScFAh4EtthORXsUgkTDIEk0eAfCowARINlDpND8WcPcAX4?key=gED8_6fC2aJeJ9qQvUG7iQ) **Sentimentos negativos normalmente parecem mais verdadeiros* Esse fenômeno é conhecido como viés de negatividade. Isso pode ser resultado da evolução, onde a atenção a ameaças potenciais era crucial para a sobrevivência. Ser feliz não garante a sobrevivência, mas ter medo, sim. No próximo tópico vamos usar psicologia científica com maior grau de evidência para tangibilizar com mais clareza alguns fatores que atuam limitando nossa capacidade de compreensão e como podemos alavancá-la. ## Introdução ao Behaviorismo para gestão de produtos A seguir uma imagem representando a hierarquia de confiança na ciência: _This post is for paying subscribers only._ ### Como lidar com frustrações nas entrevistas de produto URL: https://productoversee.com/blog/como-lidar-com-frustracoes-nas-entrevistas-de-produto/ Last updated: 2024-07-24T10:46:38.000Z Saiba que você não está sozinho _This post is for subscribers only._ ### Para tudo que eu quero descer! URL: https://productoversee.com/blog/para-tudo-que-eu-quero-descer/ Last updated: 2024-07-19T15:13:09.000Z --- --- Esse é um artigo sobre carreira feito para você, profissional de qualquer área, formação, mercado e cargo, que já se pegou pensando: **“E se eu mudasse de área?”** ## **O que esperar** A leitura trará perspectivas que geram reflexões e ações práticas que são ferramentas para esses momentos de dúvida. A soma destas duas coisas pode te ajudar. Vem comigo/ ## **O que é carreira?** Antes da gente avançar sobre o seu dilema pessoal, acho importante trazer alguns conceitos básicos sobre o “tecniquêz” de carreira. Afinal, carreira é uma ciência dinâmica, frequentemente estudada em áreas como psicologia organizacional, administração e sociologia, e tem mais coisa que podemos aprender sobre o tema do que você pode imaginar. Para definir carreira, podemos levar em consideração duas variáveis chave: **Recompensa e Tempo.** > *Carreira refere-se ao percurso individual de trabalho ao longo da vida, englobando uma sequência de empregos, cargos, e experiências profissionais.* > > *Greenhaus, J. H., Callanan, G. A., & Godshalk, V. M. (2010). Career Management. SAGE Publications.* ## **Perspectivas** ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXdU469fYNjQExVNl-L3z0Vul9s-8SoB9rXZOC7F2OXvN0XLddXv3e4tN1fHHsNYM1v--nI8re0bNoNH4c1Fzoc4SRQy8P-3x1k08SJ__dr8q39ljvA92C10-g98C_9vOX7oJqGc8W5PxaNeN6UeHVsoo-Wn?key=5niQgooQVi1PX1kPmy2SPA) Uma perspectiva mais tradicional sobre carreira apresenta um caminho claro e linear com garantias de aumento de remuneração e recompensas ao longo do tempo. Outras perspectivas, mais modernas, têm recompensas monetárias semelhantes, mas caminhos mais dinâmicos e flexíveis, refletindo a natureza mutável do mercado de trabalho. As perspectivas contemporâneas valorizam a mobilidade entre diferentes organizações e indústrias, o desenvolvimento contínuo de habilidades, e a capacidade de adaptação a novas oportunidades e desafios. Estudiosos organizaram alguns desses planos de carreira como lineares, especializados, espirais e transitórios. *Perspectivas mais tradicionais:* O “caminho linear” é como subir um lance de escadas: pequenos degraus, um após o outro, orientados em uma única direção. O “caminho do especialista” é muito parecido com plantar uma árvore: vão haver estações de crescimento acelerado e outras mais lento, mas o resultado é um compromisso enraizado e constante com um campo ou assunto/especialidade. *Perspectivas mais contemporâneas:* _This post is for paying subscribers only._ ### Como fazer seu produto ser o meio para alcançar objetivos de negócio através de uma boa estratégia URL: https://productoversee.com/blog/como-fazer-seu-produto-ser-o-meio-para-alcancar-objetivos-de-negocio-atraves-de-uma-boa-estrategia/ Last updated: 2024-07-17T10:45:56.000Z Companhias são desafiadas a todo momento usufruir recursos de forma consciente, seja tempo, dinheiro, pessoas ou eventos, isso se torna um desafio porque, na prática, não são decisões fáceis de se exercer, as decisões ganham mais complexidade e menos clareza quando não há uma estratégia definida, clara e disseminada entre os times. Para haver pessoas e times trabalhando de forma funcional em benefício dos objetivos do negócio, é preciso saber onde sua empresa está e para onde ela deseja ir. Conceitualmente estratégias são um conjunto de escolhas tomadas pela companhia, qual modelo de negócio deseja seguir, como monetizá-lo, qual público alvo, quais os diferenciais em relação ao mercado, qual posicionamento deseja adotar, qual lucro deseja obter ou o quanto deseja crescer, etc. Essas escolhas devem exercer um papel de destino, e como qualquer destino, ele deve ter um tempo de percurso e um objetivo a ser conquistado. Ao compreender qual o objetivo de negócio da companhia, é então possível conectá-la à sua estratégia de produto. Nesse momento, é importante ressaltar que objetivos de negócio não devem ser sua estratégia de produto. Nesse artigo, vamos apresentar alguns pilares para contribuir nessa construção: **Trace uma boa rota: reflita** sobre o objetivo do negócio e como seu produto pode ser o meio para alcançá-lo. Pergunte-se o que é o sucesso para seu produto, como essa definição, explique o que preciso acontecer para que seu produto alcance o sucesso, considere olhar para fatores competitivos de mercado, para elencar quais seus diferenciais. _This post is for subscribers only._ ### Do 0 à OKRs - Parte 5 URL: https://productoversee.com/blog/do-0-a-okrs-parte-4-2/ Last updated: 2024-07-14T21:10:02.000Z Eu sei que havia prometido que a parte 5 seria sobre os OKRs locais, mas essa edição traz uma novidade fresquinha para você que assina o Product Oversee: o lançamento do E-book: **OKRs - Um guia da teoria à prática.** ![](https://productoversee.com/content/images/2024/07/Screenshot-2024-07-14-at-18.03.03.png) Juntei toda a experiência que tive nesses mais de 8 anos trabalhando com OKRs e em parceria com a Tera criei esse e-book, que irá te ajudar a começar com OKRs na sua empresa do completo zero ou evoluir os processos que você já tem hoje. Para você que é nosso assinante, pode baixar hoje mesmo, no final dessa newsletter, onde trago os erros mais comuns que vi serem cometidos ao criar OKRs nas empresas e claro, é um pedacinho do e-book que tem 50 páginas. --- # Erros comuns ## Definir objetivos que não temos histórico das métricas Esse é o erro mais comum que vi em todos esses anos de gestão de OKRs. Criar uma métrica é relativamente simples na grande maioria das vezes. O problema é quando criamos objetivos que não tem um histórico de mensuração. Criar objetivos aos quais os KRs estão associados a métricas que não temos nenhum histórico tem grande chances de falhar no final do ciclo, simplesmente porque não sabemos a natureza de movimentação da métrica e pior, não temos clareza do tamanho do problema que está à nossa frente. Quando você começar a executar o ciclo, começará a ver que era muito mais fácil ou difícil do que você imaginava movimentar os KRs dos quais vocês não têm histórico nenhum. Além disso, as pessoas não vão querer ser aspiracionais o suficiente com algo que elas não conhecem a natureza. Se você não tem métricas para entender os seus problemas, esse é um sinal de que você tem um trabalho a fazer antes de gerir seu ciclo com OKRs, que é criar e medir os pontos cegos do seu produto/processo. Uma prática muito comum que vi nesses anos, para resolver o problema de ter poucos dados, é criar OKRs onde os KRs são mensurar o contexto à volta do que se quer atingir. Por exemplo: **Objetivo: Atingir excelência em Engenharia** KR: Medir o tempo de carregamento médio das páginas KR: Medir a quantidade de erros no servidor _This post is for paying subscribers only._ ### Essa tal Gen Z URL: https://productoversee.com/blog/essa-tal-gen-z/ Last updated: 2024-07-10T10:46:14.000Z Um ponto de referência para líderes _This post is for subscribers only._ ### Gestão não é liderança - duas habilidades que coexistem URL: https://productoversee.com/blog/gestao-nao-e-lideranca/ Last updated: 2024-07-05T10:45:47.000Z --- ![](https://productoversee.com/content/images/2024/06/thumb_aula_LDE-4.png) --- Quando nascemos como profissionais, somos levados a achar que para crescer na carreira, nós precisamos nos tornar líderes em algum momento das nossas vidas. Esse pensamento é muito enviesado no ser humano: quanto mais perto do poder de decidir coisas que tenham impacto na cadeia da empresa, quanto mais poder de autoridade temos, mais sucesso alcançamos. É por isso que boa parte da sociedade, desavisada, procura alcançar altos cargos na diretoria, executivo, C-Level ou qualquer outro título que caiba na descrição de sucesso profissional reconhecida pela bolha em que se convive. Esse tipo de pensamento nos leva a confundir contextos do cotidiano como achar que gestão e liderança são a mesma coisa. Pelo contrário. Elas são totalmente diferentes, com atuações, comportamentos e escopos bastante diferentes. - **Erro 1**: As pessoas confundem os termos "gestão" e "liderança", usando frequentemente de forma intercambiável, indicando uma falta de compreensão em relação à diferença distinta entre esses dois conceitos e os papéis essenciais que cada um desempenha; - **Erro 2**: As pessoas frequentemente usam o termo "liderança" para se referir às pessoas que ocupam posições de destaque nas hierarquias organizacionais. Em seguida, chamam aqueles que estão em camadas inferiores da organização de "gestão", enquanto categorizam os demais indivíduos como trabalhadores, especialistas e contribuidores individuais; - **Erro 3**: Muitas pessoas costumam associar "liderança" a características de personalidade, geralmente referindo-se a ela como carisma. Como o carisma é uma qualidade rara, essa linha de pensamento leva logicamente à crença de que apenas um número limitado de pessoas pode exercer liderança; _This post is for paying subscribers only._ ### One-pagers na gestão de produtos URL: https://productoversee.com/blog/one-pagers-na-gestao-de-produtos-melhorando-decisoes-e-a-colaboracao/ Last updated: 2024-06-29T22:11:50.000Z Comunicar sempre foi um grande desafio para mim enquanto desenvolvedor, gestor de engenharia, agilista, product manager e agora head de produto e engenharia. E não estou falando sobre a comunicação verbal e escrita em si (minha escrita não é perfeita, mas também não é incompreensível). Estou falando sobre conseguir comunicar de uma maneira que de fato gere alinhamento e que façam as decisões serem tomadas mais rapidamente. Entre as várias ferramentas de comunicação que já usei, os one-pagers têm me ajudado bastante a sintetizar informações complexas em um formato conciso e acessível. Os one-pagers foram derivados dos famosos [6-pagers da Amazon](https://blog.masterofproject.com/amazon-6-pager-fueling-innovation-aligning-your-pmp-toolkit/?ref=productoversee.com), que é uma ferramenta "forçada" pelo Jeff Bezos por lá para garantir uma compreensão profunda e uma tomada de decisão eficaz ao invés de ficar fazendo PPTs longos e bonitos que não servem para muita coisa. ## **O que são one-pagers?** Como é de se imaginar, os oner-pagers são documentos que foram feitos para terem uma página, de modo a resumir informações críticas sobre um projeto, produto ou decisão. Eles são projetados para fornecer uma visão geral clara e concisa, facilitando a comunicação rápida e eficiente entre diferentes partes interessadas. A própria Amazon evoluiu seus 6-pagers mais tarde para 1-pagers, porque os 6-pagers começaram a ficar grandes demais e pararam de servir ao seu propósito inicial de síntese. Aqui já adianto para vocês, que a maioria dos 1-pagers que eu vejo, tem mais de uma página, mas não são verdadeiros e-books, ou seja, chamar de 1-pager tem o efeito que se propunha ao evoluir os 6-pagers. ## **Como criar um one-pager eficaz** Criar um one-pager eficaz envolve seguir algumas práticas recomendadas: 1. **Identificação do problema:** - Comece identificando o problema ou a oportunidade que você deseja abordar. Utilize frameworks como o Opportunity Solution Tree de Teresa Torres para visualizar e estruturar suas ideias. 2. **Geração de ideias:** - Reúna ideias de toda a equipe e filtre-as com base no conhecimento profundo dos problemas dos clientes. Lembre-se de que boas ideias podem vir de qualquer lugar, mas é sua responsabilidade como PM decidir quais seguir. 3. **Planejamento e testes:** - Defina claramente como você testará suas hipóteses. Descreva os testes, métricas de sucesso e o valor esperado em termos claros e mensuráveis. 4. **Escrita clara e concisa:** - Escreva de forma clara e concisa, garantindo que qualquer pessoa possa entender o contexto e as decisões tomadas. Utilize templates para manter a consistência. 5. **Compartilhamento e feedback:** - Compartilhe o one-pager com sua equipe e stakeholders, solicitando feedbacks e sugestões. A colaboração é essencial para refinar e melhorar o documento. 6. **Iteração e aprendizado:** - Itere sobre o one-pager com base no feedback recebido e nos resultados dos testes. Utilize esses documentos como uma ferramenta viva, atualizando-os conforme necessário para refletir novos aprendizados e decisões. ## **Um template simples para seu one-pager** _This post is for subscribers only._ ### Engajamento de times: cultivando experiências significativas no trabalho URL: https://productoversee.com/blog/engajamento-de-times-cultivando-experiencias-significativas-no-trabalho/ Last updated: 2024-06-27T02:14:59.000Z Engajamento e motivação são coisas diferentes! _This post is for subscribers only._ ### Sustentabilidade e Essencialismo: a forma de atuar das Startups reais URL: https://productoversee.com/blog/sustentabilidade-e-essencialismo-a-forma-de-atuar-das-startups-reais/ Last updated: 2024-06-21T10:46:29.000Z Certamente você deve conhecer pelo menos uma das empresas abaixo: - Buffer - Gumroad - Basecamp - Mailchimp - Kickstarter - Todoist Essas empresas, na minha opinião, tem uma visão de modelo de negócio de tecnologia que é diferente do resto do mundo. Para mim, são as verdadeiras empresas de “produtos digitais”. Elas sustentam uma cultura “original” de startups. Se você perceber e olhar bem de perto essas empresas, elas tem aspectos muito semelhantes e embora cada uma tenha o seu estilo de modelo de gestão e liderança. E mesmo que suas culturas internas sejam diferentes, elas conseguem ter um mesmo “comportamento”. Provavelmente a mais famosa das empresas que listei acima é a Basecamp, [empresa criada](https://cult.honeypot.io/reads/ruby-on-rails-the-origin-story/?ref=productoversee.com) pelo [Jason Fried](https://world.hey.com/jason/?ref=productoversee.com) e [DHH](https://world.hey.com/dhh?ref=productoversee.com) (que criou o [Rails, do Ruby](https://bit.ly/3uaePYH?ref=productoversee.com)). A forma de gestão e liderança do Basecamp é muito popular principalmente por causa dos livros [ReWork](https://basecamp.com/books/rework?ref=productoversee.com) e o mais novo [ShapeUp](https://basecamp.com/books?ref=productoversee.com), ambos falando sobre seus modelos, mentalidades, formatos de trabalho e construção de produtos e tecnologia. Além do [Remote](https://basecamp.com/books/remote?ref=productoversee.com), que fala da cultura de trabalho remoto. Outra empresa interessante é a [Gumroad](https://gumroad.com/?ref=productoversee.com), uma plataforma de marketplace para creators venderem seus serviços e produtos. A Gumroad foi criada pelo [Sahil Lavingia](https://sahillavingia.com/?ref=productoversee.com), que foi o segundo funcionário, se não me engano, da Pinterest. O formato de trabalho e estrutura de empresa que o Sahil pratica na Gumroad é inusitada, pra dizer o mínimo. O Sahil mesmo diz que eles chegaram onde chegaram por “acidente”. _This post is for paying subscribers only._ ### O que sabemos hoje sobre o trabalho de amanhã? URL: https://productoversee.com/blog/o-que-sabemos-hoje-sobre-o-trabalho-de-amanha/ Last updated: 2024-06-19T18:54:12.000Z O relógio está contando _This post is for subscribers only._ ### Como validar Hipóteses por meio de Entrevistas com Usuários — Parte 2: O Método Running Lean URL: https://productoversee.com/blog/como-validar-hipoteses-por-meio-de-entrevistas-com-usuarios-parte-2-o-metodo-running-lean/ Last updated: 2024-06-14T10:46:48.000Z Na parte anterior, nos debruçamos sobre a elaboração de hipóteses, amostragens qualitativas e insights obtidos por meio de desk research sobre o app de encontros SoundMatch (elaborado com axílio do [designercize](https://designercize.com/?ref=productoversee.com)). Agora, iremos prosseguir com o exemplo prático de entrevistas com o método running lean. Espero que você goste! ## **Investigando as Hipóteses com O Lean Canvas** Ok, já vimos que nossa hipótese central se sustenta por estudos, no entanto, precisamos construir hipóteses refutáveis para cada elemento do Lean Canvas, uma versão adaptada do [Business Model Canvas](https://amzn.to/4dgrBqw?ref=productoversee.com) para o método Running [Lean](https://amzn.to/4b4MUtk?ref=productoversee.com) de Ash Maurya. ![](https://productoversee.com/content/images/2024/05/image-1.png) Lean Canvas (Ash Maurya) **Problema:** o Lean Canvas começa com o bloco “Problema”. Aqui, você deve refletir sobre qual problema sua empresa está resolvendo. Uma abordagem relacionada é considerar o “Job-to-be-done” ou a “Tarefa a ser realizada” pelos clientes. O que eles buscam realizar? Esse é o problema que sua solução deve abordar. _This post is for paying subscribers only._ ### Tá refletindo sobre sua vida, né? URL: https://productoversee.com/blog/ta-refletindo-sobre-sua-vida-ne/ Last updated: 2024-06-12T21:53:46.000Z **Eu aposto que sim.** Apesar de parecer algo muito óbvio, acredito que estamos vivendo um período no qual esse tipo de pensamento está mais presente, mais frequente nas suas reflexões diárias. Em todos os aspectos e por muitos motivos. Eu, por exemplo, não lembro de ficar nessa ansiedade há alguns anos. E não acho que seja apenas por causa da idade - e os sintomas da consciência da nossa finitude - mas também por causa do momento que atravessamos. E ao refletir sobre minhas reflexões (há!), listei alguns pontos que fazem parte de minha inquietude e que provavelmente fazem parte das suas também. *Aviso aos ansiosos de plantão: o texto é um pouco mais longo do que tinha planejado. Mas acho que vale a pena chegar até o final.* ***Sente, respire, beba uma água e venha comigo.*** ## **1\. Pandemia** *"Putz, Lau! Vai chover no molhado?"* Tá, eu sei que já se falou de tudo sobre a pandemia. Mas você já parou mesmo para pensar a extensão do impacto dela na sua vida até hoje? Óbvio que mudou o mundo, que mudou tudo e mais um pouco. Mas e em sua vida? Você só pensou nos aspectos negativos? Teve aspectos positivos? O que mudou em sua forma de pensar depois de março de 2020? Suas relações, suas perdas, sua maturidade, sua liberdade, suas prioridades, suas crenças, sua ideia de futuro? Será que a gente consegue ao menos medir o que esse desvio de rota causou no nosso psicológico? Quantos comportamentos novos (ou estranhos) você notou em você e nas pessoas de sua convivência? ## **2\. Falta de...propósito** Eu até uso bastante a palavra "propósito" mas ela já ficou bem clichê. Não dá para negar que ultimamente temos visto uma grande discussão em torno dele, principalmente no contexto de trabalho. Gurus, coachs, líderes, mestres, têm apresentado caminhos e metodologias para buscarmos o propósito, uma razão, um Ikigai. Sem ele a sua vida vai girar em torno da perdição e da infelicidade. O fato é que há uma grande propaganda em torno da "busca pelo que te faz feliz". Eu não sou contra isso mas o discurso parece sugerir que você tem que largar tudo o que te incomoda e identificar aquilo que só te traz prazer ao trabalhar. Gente, isso não existe. Pelo menos pra mim. Sempre vai ter problema, percalços, clientes sem noção, chefes beócios, sensação de tempo perdido, discordâncias. E tudo isso pode ser pelo simples fato de que você esteja medindo o mundo com a sua régua. Não tem como saber as motivações reais ou estratégias corporativas para algumas coisas acontecerem. E se a cada entrave você quiser "largar tudo" ou ficar pensando na megasena para mudar de vida... ***Muitas vezes não é "falta de propósito" e sim o apego ao discurso da felicidade constante.*** ## **3\. Fragmentação da atenção** A moeda mais valiosa do mundo atualmente é a sua atenção. As empresas fazem de tudo para que você, mesmo sem a consciência disso, entregue toda a atenção que puder para os seus produtos e serviços. É um verdadeiro bombardeio de estímulos desleais que sofremos a todo momento. E o pior é que acreditamos que o melhor lugar para se estar nessa guerra da atenção é no meio do tiroteio, ostentando com orgulho (mas sem consciência) a condecoração do FOMO (Fear of Missing Out - ou medo de estar desatualizado em tradução livre). Daí nossa atenção ser tão fragmentada e acharmos de verdade que somos multitarefas. E isso só é possível graças ao próximo tópico. --- *Uma pausa bem rápida na leitura da news, para te falar que uma turma grande de produto está organizando esse baita evento online que irá doar toda a arrecadação com o valor dos ingressos para as vítimas das enchentes do RS.* *É um baita lineup com um preço muito muito acessível! É só clicar na imagem para comprar seu ingresso e saber mais detalhes do evento!* [![](https://productoversee.com/content/images/2024/06/1718215179139.jpeg)](https://www.producttotherescue.com/?ref=productoversee.com) --- ## **4\. Hiperconexão** _This post is for subscribers only._ ### Como validar Hipóteses por meio de Entrevistas com Usuários — Parte 1: Hipóteses e Amostragem URL: https://productoversee.com/blog/como-validar-hipoteses-por-meio-de-entrevistas-com-usuarios/ Last updated: 2024-06-07T10:46:05.000Z Tudo é uma questão de aprendizado _This post is for paying subscribers only._ ### O que importa saber sobre a arte de influenciar URL: https://productoversee.com/blog/o-que-importa-saber-sobre-a-arte-de-influenciar/ Last updated: 2024-06-05T10:46:53.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/06/thumb_aula_LDE.png)](https://programas.somostera.com/inscricao-engaje-e-influencie-times-de-produto?utm%5Fsource=product%5Foversee&%3Butm%5Fmedium=pmletter&%3Butm%5Fid=junho) --- São mais de 10 anos que separam o meu primeiro dia de trabalho registrado do dia de hoje. E, em todo ano deste intervalão, em todas empresas e departamentos que eu passei, sempre escutei alguma frase do tipo > “É importante ser uma pessoa influente.” E, de fato, é. Esteja onde você estiver e sendo a sua função qual for, muitos dos seus resultados vão depender da sua capacidade de influenciar as pessoas ao seu redor. Mas se você trabalha fazendo a gestão de produtos digitais, com certeza já deve ter entendido isso. Fornecedores, pares, parceiros, lideranças, sponsors do projeto, times de produto que você gerencia. A lista de IS-TAiKE-RROL-DERS que demanda influência não acaba nunca. ## Direto ao ponto: Bullets poderosos sobre Como influenciar (de maneira ética) O estrategista de comunicação Mark Tawi traz 6 técnicas de comunicação influente que garantem fazer as pessoas não apenas ouvirem, mas escutarem ativamente aquilo que você diz: 1. **Fale “Nós”, e não “você/eu”.** A sua estratégia tem que ser relevante para todos, e não para apenas uma das partes; 2. **Seja confiante e específico**. Falar com confiança traz clareza e segurança. As pessoas levam a sério aquilo que você tem a dizer; 3. **Explique a transformação.** Declare os benefícios que afetarão as pessoas ao seguirem os seus argumentos/planos; 4. **Escassez da urgência.** Criar uma restrição de tempo ou necessidade real de algo faz com que as pessoas desejem este algo mais do que quando ele estiver em abundância; 5. **Cases de sucesso.** O comportamento do outro nos influencia. Se você conseguir trazer exemplos de aplicação da sua ideia que deram certo em outros momentos e com outras pessoas, você já tem um lastro maior de confiabilidade garantida; 6. **Dados e consistência**. Use dados e evidências em seus argumentos, sejam eles estudos acadêmicos, pesquisas, boas práticas ou até trechos de artigos e livros. ## Good or Bad influencer? _This post is for subscribers only._ ### Do 0 à OKRs - Parte 4 URL: https://productoversee.com/blog/do-0-a-okrs-parte-4/ Last updated: 2024-05-31T10:46:23.000Z # Na prática [![](https://productoversee.com/content/images/2024/05/Pense-como-Product-Manager.png)](https://conteudo.somostera.com/inscricao/curso-pense-como-product-manager?utm%5Fsource=product%5Foversee&utm%5Fmedium=pmletter&utm%5Fid=maio) --- Você pode ler as partes anteriores deste guia aqui: - [Do 0 à OKRs - Parte 1](https://productoversee.com/do-0-a-okrs-parte-1/) - [Do 0 à OKRs - Parte 2](https://productoversee.com/do-0-a-okrs-parte-2/) - [Do 0 à OKRs - Parte 3](https://productoversee.com/do-0-a-okrs-parte-3-2/) --- Agora que já temos a base teórica, entraremos na parte prática deste guia. Nos anos em que fui OKR Master, passei por várias fases de OKRs nas empresas, desde o completo zero até rodar diversos ciclos de OKRs, aprimorando cada vez mais a maneira como aplicávamos a metodologia no dia a dia das empresas. Como já mencionei algumas vezes, OKR é uma ferramenta de gestão de metas. Isso significa que, para criarmos bons OKRs globais, precisamos entender qual é o direcionamento da empresa para o próximo ano fiscal. Algumas empresas não utilizam OKRs em contextos globais, apenas localmente nos times. Globalmente, preferem trabalhar com outras metodologias, como o Balanced Score Card, por exemplo. Já vi isso funcionar também, apesar de eu ver que OKRs globais também fazem muito sentido, se bem utilizados. Para efeitos de exemplificação, nesta parte prática do guia, mostrarei tanto a criação de OKRs globais quanto locais, assim como garantir que eles estão conectados. Para isso, antes, falemos um pouco sobre o planejamento estratégico da Salada Rápida, empresa fictícia que usaremos aqui como nosso exemplo. A intenção deste guia não é ensinar como fazer um planejamento estratégico, mas sem esse contexto, mostrar como criar OKRs seria algo bastante difícil de entender. As intenções estratégicas aqui apresentadas não são exaustivas. ## A Salada Rápida A Salada Rápida é uma plataforma de negócio composta por dois atores: os pequenos produtores de verduras e legumes e os consumidores que querem receber frutas, legumes e verduras (FLV) saudáveis diretamente em suas casas. ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/GoYE47U4ltcBo-weAAsrEsVm1Oym8w8fMF_smfLmN3Xcoww473rySDEZ5j2L8-COvlWuEdWggEYW02V3Y-GQfbJkJ04Mi-14jO4HLmhWZDRLZw97NO3n2EM9Gu7XSx61IDbHh4j4tu0OHYD8uCdaUiY) Diferentemente de outras plataformas de delivery, a Salada Rápida tem uma operação de logística própria porque precisa garantir que as verduras cheguem fresquinhas na casa das pessoas. ### Visão e modelo de negócio A visão de longo prazo da empresa é a seguinte: ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/idd-DEkeqTahR4PJ7-KpotrIw7skl05jM_9Gx7x6YA9xn4KnU9TocIzc4ThRvngbBrgtsrKGxvD6WAW4SeONSMdfd_W1CiiNi2dWqxsAT3pTCvLBVkMy9dr1UtLj-E5-nqtqFIYvj7Io5hqXSuCQaL4) É uma visão bastante difícil de ser atingida, porque a empresa quer ter uma atuação global e tem que garantir que os alimentos que vende são, de fato, saudáveis, porque, senão, ela não irá trazer mais saúde para as pessoas do mundo. Outro fato importante é que a empresa faz parte do movimento do capitalismo consciente. Então, a ideia não é comprar os alimentos de grandes fornecedores, mas sim de pequenos produtores, para incentivar o crescimento das redes comunitárias na totalidade. Todo o planejamento estratégico de uma empresa considera a visão de longo prazo, porque a ideia é que a estratégia guie a empresa na direção de sua visão. Se a empresa não tem uma visão bem definida, o planejamento estratégico pode ser um pouco mais complicado de fazer. Outro elemento importante que impacta o planejamento estratégico de uma empresa é o seu modelo de negócio, ou, conforme conhecido no mundo das startups, seu Business Model. ### O BMC Uma ferramenta muito simples e ótima para visualizar o modelo de negócio de uma empresa é o Business Model Canvas (BMC). Vejamos o BMC da Salada Rápida: **Proposta de valor:** a Salada Rápida se posiciona como um fornecedor conveniente, rápido e confiável de saladas e legumes frescos. A empresa se compromete a fornecer produtos de alta qualidade, com uma grande variedade de opções, diretamente na porta do cliente. **Segmentos de clientes:** o foco são clientes que valorizam uma alimentação saudável, mas que podem não ter tempo ou acesso para comprar e preparar saladas e legumes frescos. Isso pode incluir profissionais ocupados, famílias, indivíduos preocupados com a saúde e qualquer pessoa que deseje consumir mais alimentos frescos e nutritivos em sua dieta. **Canais:** a Salada Rápida utiliza um aplicativo móvel e um website para receber pedidos dos clientes. A entrega é realizada por meio de uma rede de entregadores, que coletam os pedidos em centros de distribuição locais e entregam diretamente aos clientes. **Relacionamento com o cliente:** a Salada Rápida construirá um relacionamento forte com seus clientes por meio de um excelente serviço ao cliente, programas de fidelidade, ofertas personalizadas e feedback constante. **Fontes de receita:** a principal fonte de receita é a venda de saladas e legumes frescos. A empresa também pode gerar receita adicional por meio de parcerias com fornecedores, vendas de produtos relacionados (como molhos para salada, temperos e utensílios de cozinha) e taxas de entrega. **Recursos-chave:** a Salada Rápida depende de uma rede de fornecedores de alta qualidade, uma plataforma de pedidos eficiente, uma frota de entregadores e uma equipe de atendimento ao cliente responsiva. **Atividades-chave:** as principais atividades incluem a gestão de fornecedores, o processamento de pedidos, a entrega de produtos e a manutenção da qualidade e variedade dos produtos. **Parcerias-chave:** as parcerias são estabelecidas com pequenos produtores de legumes e verduras que garantem que os alimentos produzidos são saudáveis, e com empresas locais para promoções conjuntas ou patrocínios. **Estrutura de custos:** os principais custos incluem a compra de produtos dos fornecedores, o desenvolvimento e manutenção da plataforma de pedidos, os custos de entrega, o quadro de funcionários e o marketing. ### Planejamento estratégico ou Pré-Session Plan Global Agora que sabemos a visão de longo prazo e o modelo de negócios da empresa, analisemos o planejamento estratégico do ano fiscal 2024/2025, onde a diretoria se reuniu para definir os rumos do ano fiscal. Quando trazemos para o contexto dos OKRs, essa reunião da diretoria, é a que chamamos de Pré-Session Plan Global. No geral, ela acontece em mais de um dia, visto que a discussão sobre a estratégia da empresa, no geral, nunca é simples. Para que essa reunião seja efetiva, precisamos fazer um pré-work de levantar em dados como a empresa está, do ponto de vista do negócio. Para a Salada Rápida, os dados de negócio que eram necessários para uma boa discussão acontecer foram (não exaustivo): - Está presente em 70% dos municípios brasileiros. - Tem 80% de participação no mercado de delivery de FLV no Brasil. - A menor área de atuação está no Nordeste, ainda presente somente em 30% dos municípios. - A empresa tem uma base ativa de 20 milhões de clientes. - O churn está atualmente em 10%. - O LTV está atualmente em R$ 150,00. - O CAC está atualmente em R$ 25,00. - O custo unitário está em R$ 7,80 por pedido. - A empresa tem três linhas de receita atualmente: a venda de frutas orgânicas, de legumes orgânicos e de verduras orgânicas. Para a Salada Rápida, foi preciso realizar duas rodas da Pré-Session, para discutirmos profundamente o cenário atual do mercado, como estava a saúde da empresa e, baseado nos dados e na nossa inteligência de mercado, definir a direção estratégica para o próximo ano fiscal. Na Salada Rápida, o responsável pela reunião é o nosso próprio CEO. Em algumas empresas, se existir um chefe de estratégia, a reunião será geralmente tocada por ele. Existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas nessa reunião, como a SWOT ou o próprio BSC. Cada empresa tem seu jeito de planejar (não vamos nos aprofundar aqui, pois não é o objetivo desse guia). Depois de dois dias de discussão, os direcionais estratégicos definidos pela diretoria foram: _This post is for paying subscribers only._ ### Desvendando o risco de plataforma: uma análise crítica para empresas digitais URL: https://productoversee.com/blog/desvendando-o-risco-de-plataforma-uma-analise-critica-para-empresas-digitais/ Last updated: 2024-05-29T10:46:10.000Z ![](https://productoversee.com/content/images/2024/05/Pense-como-Product-Manager-1.png) --- No mundo de produtos digitais e startups, muito se fala em mitigação de riscos. Para quem estudou a disciplina de gestão de produtos, rapidamente vai se lembrar do famoso mestre de produtos do Vale do Silício, **Marty Cagan, e dos “4 grandes riscos”** a serem mitigados, sendo repetidos quase como um mantra nessa área: risco de valor, de usabilidade, de viabilidade técnica e de viabilidade de negócio. 🤓 Mas existe outro tipo que surge em algumas discussões por aí, e, na minha opinião, fica entre o de viabilidade técnica e de negócio, que é o **risco de plataforma**. ## Como assim? Acredito que esse tema seja mais forte em negócios ***Saas (software as a service)***, mas se aplica a diversos tipos. Fará sentido conforme o texto. Você e sua empresa entenderam que faz sentido para seu negócio criar um chatbot que resolve *alguma\_coisa\_importante* para seus clientes, e quando se fala em chatbot é impossível não lembrar do **maior app de mensageira do Brasil**, o Whatsapp. Então, você constrói seu produto utilizando algum fornecedor de bot de Whatsapp, ou até mesmo conectando diretamente com a API do Facebook/Meta. 🤖 Você já mitigou o risco de valor (já entendeu que isso vale muito para seus usuário) e o de usabilidade (seus usuários conseguem falar sobre o assunto via mensagens de texto), ótimo. Sabemos que **lançar produtos de sucesso não é uma ciência exata**, mas a princípio não tem mais nada grande pra se preocupar, não é?! Bom, mais ou menos. ## Como fica um Youtuber sem o Youtube? _This post is for subscribers only._ ### Velocidade de aprendizado para prever problemas URL: https://productoversee.com/blog/velocidade-de-aprendizado-para-prever-problemas/ Last updated: 2024-05-24T13:44:44.000Z Uma habilidade chave para lideres e Product Managers é a velocidade e a adaptação de aprendizado. A capacidade de aprender de forma rápida e eficaz a partir de várias experiências e situações, e aplicar o aprendizado a contextos novos e em mudança, deveria ser uma habilidade acima da comunicação. Dizem que comunicação seria a principal habilidade para Product Managers, mas eu não acho. Você precisa se comunicar bem (e você se engana se achar que se comunicar bem é só escrever e falar), por identificou um contexto de atuação antes. Você precisa conectar pontos. Trazer pessoas pra próximo. E para isso, você precisa identificar esses contextos, pra saber quando ativar suas outras habilidades. A agilidade do aprendizado ajuda os a se adaptarem a um ambiente dinâmico e incerto. Te ajuda a prever momentos difíceis, facilitando a decisão de como agir. Você identifica e entende melhor a como lidar com a complexidade e ambiguidade de contextos importantes. Contudo, pra adquirir velocidade de aprendizado, quer dizer que você precisa aprender a aprender. Ou seja: não adianta ter uma mentalidade de aprendizado continuo, aprendendo assuntos e contextos que não ajudarão a evitar ou detectar problemas futuros. _This post is for paying subscribers only._ ### Um guia para estudar empresas durante transições de carreira URL: https://productoversee.com/blog/um-guia-para-estudar-empresas-durante-transicoes-de-carreira/ Last updated: 2024-05-22T10:46:27.000Z Um auxílio essencial para aqueles em processo seletivo ou buscando oportunidades profissionais _This post is for subscribers only._ ### O mercado de PMs mudou? URL: https://productoversee.com/blog/o-mercado-de-pms-mudou/ Last updated: 2024-05-17T10:45:51.000Z Estava em uma conversa sobre como o mercado de produtos mudou desde a pandemia e os layoffs. Essa conversa é bastante recorrente, e há pessoas que me procuram para falar especificamente sobre isso e me pedir opinião sobre como se posicionar em um mercado que definitivamente mudou desde esses acontecimentos. Eu entendo que o mercado mudou, sim. Dois fatores principais: - Comportamento e interesse das pessoas no mercado de tecnologia, sobretudo na área de gestão de produtos; - As empresas estão mais criteriosas sobre a necessidade de contratar e como se estruturar. ## Comportamento dos Profissionais Todas as profissões, principalmente na área de tecnologia, que é um mercado muito disputado e desejado, passam por uma adaptação evolutiva para se adequar a novos contextos. Isso é normal. Hoje, dá para ver um movimento que acontece, por exemplo, nas áreas de finanças das empresas, onde é possível encontrar pessoas focadas em dados, e até mesmo quem só mexia em planilhas o dia inteiro, aprendendo R ou Python para facilitar o trabalho diário, seja no fechamento financeiro da empresa ou até para fazer outros tipos de trabalhos de "inteligência" que antes simplesmente não eram feitos. Quem nunca viu uma área de Business Intelligence, que geralmente nem ficava dentro da área financeira? Era uma área que atendia finanças e a área de estratégia, mas os profissionais quase nunca eram "originais" dessas áreas. Eram pessoas de dados, do time de dados. Hoje, isso já é diferente. Essa adaptação acontece, e é saudável. Quando falamos do mercado de tecnologia, essa mudança aconteceu com todas as disciplinas que eu conheço: seja QA, seja Desenvolvimento, seja Designer, dados e gestão de produtos. Todos os profissionais tiveram, em algum momento no percurso de evolução dessas disciplinas, que se adaptar às realidades e contextos. Com a gestão de produtos não foi diferente. Mas eu acho que o processo de mudança foi mais dolorido porque envolveu uma glamourização exacerbada que fez com que a mudança fosse mais complexa do que o normal. Como é uma área não técnica, a impressão das pessoas é que a barreira de entrada fosse mais baixa e fácil de ultrapassar. Não estavam errados: entrar é fácil, se sustentar nela é difícil. É mais fácil mostrar "valor" em uma cadeira mais técnica do que em uma cadeira de gestão. E qual é a parte técnica da cadeira de gestão? Processos. Por isso, começaram a surgir uma série de escolas ensinando processos, ferramentas, técnicas, métodos, frameworks e uma série de outras besteiras para todos os novos alunos que estavam buscando uma nova oportunidade, na promessa de ir para um mercado que estava em alta, com bons salários, com status e respeito. Todos devidamente iludidos e consequentemente preparados para a decepção futura. Processo em gestão serve para aumentar a sua eficiência na entrega. Mas entrega é só o resultado. Ninguém explica o que vem antes disso, que é exatamente a parte que é intangível, difícil de mostrar e aprender realmente o que é resultado. Isso vai depender muito de como a empresa e as pessoas nessa empresa enxergam o papel de gestão. Em gestão de produtos isso se amplifica porque ninguém sabe realmente o papel de quem faz gestão de produto. Tem empresa que acha que é o "batedor de bumbo" dos desenvolvedores. Tem gente que acha que é pombo-correio do time. Tem empresa que acha que é negócio. Vai depender muito da maturidade e conhecimento das pessoas e empresas. Não dá para contar com essa maturidade. _This post is for paying subscribers only._ ### Fluxo de Desenvolvimento de Software para Leigos URL: https://productoversee.com/blog/fluxo-de-desenvolvimento-de-software-para-leigos/ Last updated: 2024-05-15T10:46:02.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/05/Pense-como-Product-Manager--1--1.png)](https://programas.somostera.com/inscri%C3%A7%C3%A3o-pense-como-product-manager?utm%5Fsource=product%5Foversee&%3Butm%5Fmedium=pmletter&%3Butm%5Fid=maio) --- No dia-a-dia, vemos muitos textos e materiais falando sobre como melhorar processos, estudos sobre. Mas será que as pessoas realmente entendem como uma ideia se transforma em linhas de código que se tornam um programa? Bom, minha ideia aqui é passar pelos pontos mais importantes desse processo e explicar como tudo ocorre. O objetivo não é passar sobre pontos técnicos nem por ferramentas ou frameworks que são comumente utilizados nesses processos. Quero que, ao final deste texto, você entenda como funciona o fluxo do desenvolvimento de software como um todo. Vamos lá? ## Início Tudo se inicia com a equipe de negócios reunindo-se para delinear o que necessita ser construído. Neste estágio, definimos a solução em termos de negócios. As informações podem emergir de feedbacks dos usuários, requisitos específicos do produto ou até mesmo de um contrato recém-assinado. É neste ponto que decidimos o que será feito. Por exemplo, podemos decidir que vamos desenvolver um site que permita aos usuários compartilhar fotos entre si. Essa é a nossa premissa básica. Com essa visão inicial, as equipes de produto e engenharia fragmentam a grande ideia em tarefas menores ou histórias de usuários. Para materializar nosso site, por exemplo, precisaremos estabelecer a infraestrutura, desenvolver as APIs, projetar a interface do usuário e assim por diante. Essas tarefas são posteriormente priorizadas durante reuniões de planejamento, que são realizadas conforme a dinâmica de cada equipe. Algumas organizações optam por realizar esses encontros semanalmente, enquanto outras preferem um intervalo quinzenal, tudo depende da cultura e das lideranças da empresa. ## Desenvolvimento Depois que o trabalho é planejado e priorizado, os desenvolvedores começam a construir. Para iniciativas maiores, geralmente há um processo de design para alinhar a arquitetura a ser seguida e a técnica que teremos para o problema. Nesse ponto, os desenvolvedores começam a escrever o código e utilizam o Git para controle de versões e criam ramificações (branches) de recursos para desenvolver novas funcionalidades sem afetar a base de código principal. Assim, várias pessoas podem trabalhar em paralelo e seus códigos serão mesclados ao original de forma que conversem bem. ## Revisão de código Uma vez que o código está pronto, os desenvolvedores abrem uma solicitação pull para a equipe revisar. Esse processo ajuda a identificar problemas precocemente e a melhorar a abordagem utilizada pelo desenvolvedor que atuou nela. Problemas, como inserção de bugs ou interrupção do que pode estar funcionando, podem ser evitados nessa fase de revisão. Após a aprovação, o código é mesclado ('mergeado') na branch com o código principal. Nesse ponto, o que chamamos de pipelines de Integração Contínua/Entrega Contínua (CI/CD) são acionadas após a mesclagem. Esses pipelines vão pegar esse código e colocá-lo disponível para que o usuário ou membros do time possam testar em algum ambiente de desenvolvimento e, posteriormente, em produção. ## Validação Após a implementação das funcionalidades, entra em cena uma fase igualmente importante: os testes. Aqui, a qualidade do software é posta à prova, e eventuais falhas são identificadas e corrigidas. Os testes podem ser manuais ou automatizados e abrangem desde verificações unitárias de pequenos componentes até testes de integração que avaliam o sistema como um todo. Aqui avalia-se se nenhum efeito colateral foi causado e se a implementação está de acordo com os critérios de aceitação. O tráfego de informações ocorre como deveria? A necessidade do usuário foi resolvida? O bug deixou de ocorrer? ## Lançamento _This post is for subscribers only._ ### O mercado evolui de maneira não organizada URL: https://productoversee.com/blog/o-mercado-evolui-de-maneira-nao-organizada/ Last updated: 2024-05-10T10:46:24.000Z --- *Este é um pequeno trecho do meu próximo livro sobre desdobramento estratégico e tático de produto.* [*Quer ser avisado primeiro quando for lançado*](https://forms.gle/4XTu2nsRwWcBYKbx9?ref=productoversee.com)*? – Diego Eis* --- De certa forma, a percepção sobre o real papel do PM pode ter se perdido no meio do crescimento acelerado que a área de tecnologia teve nos últimos anos. Mesmo depois das grandes ondas de *layoffs*, a área ainda é desejada e busca novos viajantes. Na verdade, o papel de diversas disciplinas se modificou nos últimos anos e tiveram uma transformação de significados profunda. Se pegarmos os Agilistas, por exemplo, vemos um exemplo claro de mudança profunda da profissão, onde ficar próximo do processo não é mais suficiente. _This post is for paying subscribers only._ ### Os cinco níveis do produto de Philip Kotler URL: https://productoversee.com/blog/os-cinco-niveis-do-produto-de-philip-kotler/ Last updated: 2024-05-08T10:46:13.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/05/Pense-como-Product-Manager--1-.png)](https://conteudo.somostera.com/inscricao/curso-pense-como-product-manager?utm%5Fsource=product%5Foversee&utm%5Fmedium=pmletter&utm%5Fid=maio) --- Compreender os cinco níveis do produto é crucial para o Product Manager maximizar o valor oferecido ao cliente e impulsionar a inovação. Reconheço que meu grande gap na Gestão de Produtos é a área de Marketing, sem qualquer pretensão de ser um especialista, estou procurando me aprofundar no assunto. Um conceito que já conhecia, e revisitei recentemente, são os cinco níveis do produto criado por Philip Kotler. Neste artigo trago um resumo do conceito de Philip Kotler e a relação com o trabalho na Gestão de Produtos. ## Cinco Níveis do Produto Philip Kotler introduziu o conceito dos cinco níveis do produto, fornecendo uma estrutura essencial para entender o verdadeiro valor que um produto oferece aos consumidores. Esses níveis não apenas delineiam as camadas de um produto, mas também ajudam os Product Managers a entenderem a fundo as necessidades dos clientes e a desenvolverem estratégias de produto mais eficazes. ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXeA3pz-aBY5WAdtU__GVqG2iSLjHZngK2w0L8cJ5qjUHSAmuHUcTMQTbDEjrZkOgeyyI6FcYdhiWxHyEm7liejHdLfUV2bXZhOSOHxa5syAN4ZTu1BNvWzcEqv2Xnn1UKdKpcVNJIXRlhbKBEF4CiOdAXA?key=0NK7aGY2FjQSqblqHfVsJA) ### Benefício Central ou Núcleo Este nível representa a essência do produto, o benefício principal que atende à necessidade do cliente. Como Kotler destaca em seu livro "[Administração de Marketing](https://amzn.to/4afEH4Q?ref=productoversee.com)", este é o ponto focal em torno do qual todos os outros níveis são construídos. Por exemplo, um smartphone atende à necessidade de comunicação e acesso à informação. ### Produto Básico Aqui, o Product Manager identifica os elementos básicos do produto. Kotler menciona que é o nível onde o cliente considera se o produto atende às suas necessidades mínimas. No caso do smartphone, são suas características físicas e funcionalidades básicas. ### Produto Esperado Neste ponto, os clientes esperam certos atributos do produto. Segundo Kotler em "[Princípios de Marketing](https://amzn.to/3wtH8CI?ref=productoversee.com)", são as características que tornam o produto aceitável e competitivo no mercado. Por exemplo, no caso do smartphone, os clientes esperam uma boa qualidade de tela, desempenho rápido e uma variedade de aplicativos disponíveis. ### Produto Aumentado Aqui, o Product Manager pode diferenciar o produto ao oferecer benefícios adicionais que excedem as expectativas dos clientes. Kotler destaca que é onde a inovação pode ser aplicada para agregar valor ao produto. Por exemplo, um serviço excepcional ao cliente, garantia estendida ou acesso a conteúdo exclusivo através do smartphone. ### Produto Potencial Este nível abrange as futuras possibilidades e inovações do produto. Para Kotler, este é o espaço para a criatividade e a antecipação das necessidades futuras dos clientes. No caso do smartphone, poderia ser a incorporação de tecnologias emergentes, como realidade aumentada ou inteligência artificial mais avançada. ## Importância para o Product Manager _This post is for subscribers only._ ### PMs são empreendeores URL: https://productoversee.com/blog/pms-sao-empreendeores/ Last updated: 2024-05-03T10:45:37.000Z Você já deve ter ouvido que [PMs não são CEOs](https://productoversee.com/pms-nao-sao-ceo-de-coisa-alguma/), e essa afirmação é verdadeira. No entanto, eles compartilham muitas semelhanças com empreendedores visionários, aqueles que moldam o futuro com suas ideias ousadas e execução impecável. Assim como empreendedores, PMs deveriam ser seres multidisciplinares por natureza. Eles devem transitam por diversos assuntos e áreas de conhecimento, absorvendo as informações **necessárias** para realizar sua visão de produto. Eles não precisam dominar todos os detalhes e meandros desses contextos, mas entendem o suficiente para orientar a criação de soluções transformadoras. Empreendedores vivem no futuro, vislumbrando o desfecho da jornada antes de todos os outros. Eles enxergam claramente o caminho a ser percorrido para alcançar seus objetivos ambiciosos. E é aí que reside sua criatividade - a capacidade de compreender profundamente os problemas e conceber soluções inovadoras para resolvê-los. PMs deveria trabalhar mais no futuro. Para empreendedores, o presente já é passado. Para PMs, esse senso também deveria existir. O presente serve para evitar buracos, erros de comunicação, direcionamento, aliviar o escopo. O passo só serve para monitorar, para que a evolução contínua aconteça num processo de aceleração e progresso contínuo. _This post is for paying subscribers only._ ### Usuário ativo não é o mesmo que usuário engajado URL: https://productoversee.com/blog/usuario-engajado-nao-e-o-mesmo-que-usuario/ Last updated: 2024-04-26T10:46:40.000Z --- Um usuário ativo, ou até mesmo retido, nem sempre tem alto engajamento. E isso não é ruim. Quando um usuário começa a usar um novo produto, é comum que seu engajamento seja alto. Se você conhece hoje um novo produto de streaming de música, vai ser quase que natural você procurar pelos seus artistas prediletos, criar playlists, compartilhar com os amigos, ouvir música e fazer outras atividades que te caracterizam como um usuário engajado. Esse momento inicial engajamento, serve para converter o mais rápido possível um usuário não pagante em pagante. Depois que esse usuário começa a pagar pelo produto ou começa a usar o produto com mais frequência, esse usuário passa a ser alguém que podemos classificar como usuário ativo. Usando o exemplo da plataforma de streaming de música, depois que o usuário já criou todas as playlists que quis, adicionou todos os amigos que conhece, favoritou todas as músicas que gosta, vai ser natural que ele entre na plataforma, e vá direto no botão de tocar música e pronto. _This post is for paying subscribers only._ ### Os 10 animais perigosos da gestão de produto URL: https://productoversee.com/blog/os-10-animais-perigosos-da-gestao-de-produto/ Last updated: 2024-04-25T00:57:57.000Z Seja bem-vindo(a) à grande savana da gestão de produtos, onde os PMs lidam com diferentes espécimes de stakeholders enquanto enfrentam as intempéries dos débitos técnicos e dos enxames de bugs. A arte da sobrevivência a stakeholders ávidos por funcionalidades infinitas e os segredos por trás da influência sem autoridade começam pelo reconhecimento de situações desafiadoras para nós, PMs, e possíveis formas de solucioná-las. Por isso, para enfrentar essa selva, é necessário compreender bem a sua fauna e perigos. Aqui, tomamos emprestados os animais perigosos apresentados por [Dean Peters em um artigo clássico](https://www.deanondelivery.com/product%5Fmanagement/behold-the-product-management-prioritization-menagerie/?ref=productoversee.com) que depois se tornou uma série de conteúdos para o [Product Board](https://www.productboard.com/blog/dangerous-animals-video/?ref=productoversee.com). Tomei a liberdade de incrementá-los acrescentando possíveis formas de enfrentamento de cada um desses animais com base em leituras e algumas vivências. Espero que aprecie a leitura. ## Lobo (WoLF - Works on Latest Fire) > *“A tela de compras tá travando quando tento comprar…”* > — Avaliação do usuário na App Store Acontece quando product managers precisam abandonar suas atividades atuais para priorizar um problema urgente. O WoLF representa a necessidade de resolver problemas como questões de segurança, falhas críticas ou perda de dados, ao invés de construir novos recursos ou funcionalidades. **Por que o WoLF é perigoso:** O WoLF pode acabar levando a uma abordagem reativa, em que todos os esforços são direcionados para apagar incêndios, comprometendo a evolução estratégica do produto. **Como lidar com o WoLF:** É necessário identificar as reais causas do WoLF, ele tende a ser um sintoma de problemas como débitos técnicos, falta de boas práticas na gestão de QA ou problemas de comunicação internos. Após resolver as situações que estão gerando o WoLF, você deve levar os aprendizados para reuniões como post-mortem, retrospectiva e/ ou mesmo revisão de sprint, começar a mapear a frequência de situações do WoLF e elaborar um plano de gestão dessas ocorrências, buscando mitigá-las para ser possível avançar com a entrega de valor do seu produto. ## O RHiNO - Really High-value New Opportunity > *“Mas é só um botãozinho ali, em quanto tempo você entrega?”* > *— Stakeholder para o time de desenvolvimento* O RHiNO ocorre quando pessoas de fora da equipe de produto, como profissionais de vendas e marketing, estão motivadas por uma oportunidade de alto valor, como fechar uma grande venda ou conquistar um cliente. O RHiNO geralmente expressa a ideia de que a inclusão de um recurso específico (uma nova Feature X) pode ser a chave para fechar um negócio importante ou trazer mais receitas para a empresa. **Por que o RHiNO pode ser desafiador:** O RHiNO tende a ser impulsivo e focado em soluções pontuais, desviando a atenção da equipe de produto de problemas mais amplos e necessidades gerais dos usuários. Ao atender repetidamente às demandas do RHiNO sem considerar o impacto geral no produto, você corre o risco de comprometer a estratégia e a entrega de valor real. **Como lidar com o RHiNO**: É importante que você exerça empatia e reconheça as boas intenções por trás das solicitações do RHiNO. Em vez de abordar cada solicitação do RHiNO como uma solução isolada, você pode estabelecer um relacional de entrega e buscar justificativas que validam a necessidade de desenvolver aquela demanda. ## HiPPO - Highest Paid Person’s Opinion Certamente um dos animais mais difíceis dessa lista, sobretudo para PMs menos experientes. Refere-se à tendência de algumas empresas em dar maior peso às opiniões e decisões de líderes ou executivos mais bem remunerados. Até aí tudo bem, o problema é quando isso ocorre em detrimento de dados, evidências ou insights fundamentados, influenciando significativamente as direções estratégicas do produto, mesmo que as decisões tomadas pelo HiPPO não estejam necessariamente alinhadas com as necessidades do mercado. **Por que o HiPPO pode ser desafiador:** O HiPPO pode introduzir viés pessoal, preferências individuais e decisões baseadas em intuição em detrimento de uma abordagem mais orientada por dados. Ao priorizar as opiniões do HiPPO sem questionamento, você corre o risco de ignorar valiosos insights da equipe de produto, clientes ou dados de mercado. **Como lidar com o HiPPO:** Em vez de simplesmente discordar ou desconsiderar as opiniões do HiPPO, busque envolvê-lo no processo de tomada de decisão, apresentando argumentos embasados e evidências concretas. Você deve educá-lo sobre a importância da validação de ideias, promover testes e experimentação, e demonstrar os benefícios de uma abordagem orientada por dados. ## ZEbRA (Zero Evidence But Really Arrogant) ZEbRA é um tipo de pessoa que toma decisões com base em sua própria intuição ou opiniões, sem qualquer fundamentação em dados ou evidências. Os ZEbRAs tendem a nutrir uma confiança excessiva na sua própria experiência, desconsiderando tendências de comportamentos das user personas e análises objetivas. **Por que o ZEbRA pode ser desafiador:** Os ZEbRAs podem tomar decisões precipitadas e infundadas, levando a soluções que não atendem às necessidades reais dos clientes ou que não são sustentáveis no longo prazo. **Como lidar com o ZEbRA:** Similarmente ao HiPPO, em vez de confrontar diretamente a arrogância de uma ZEbRA, apresente argumentos embasados, demonstre a importância de fazer validações enquanto promove um diálogo construtivo. Pois é, ninguém disse que o trabalho de PM era fácil. ## Gestor Gaivota (Seagull Manager) _This post is for subscribers only._ ### Definindo Indicadores para times internos e de plataforma URL: https://productoversee.com/blog/definindo-indicadores-para-times-internos-e-de-plataforma/ Last updated: 2024-04-12T10:46:01.000Z ​É imprescindível que saibamos como a empresa ganha e perde dinheiro, pra facilitar a identificação de gatilhos e maneiras para impactar positivamente a empresa por meio do produto. Isso é óbvio. A maioria dos indicadores que usamos de exemplo são para times que cuidam de usuários externos. Geralmente é mais fácil traçar esses parâmetros para times B2C, porque geralmente há uma tarefa ou uma jornada fim muito clara. Traçar indicadores e métricas de engajamento e retenção, são relativamente mais simples assimilar, pois são resultados que estão sob o controle do time de produto. Mas medir retenção em um time interno não é tão comum. Isso não quer dizer que não exista… mas não é um indicador padrão como é para um time B2C. Usamos indicadores e métricas para medir o comportamento de uma audiência que atendemos. Times de produtos internos e de Plataforma também tem uma audiência bem definida, assim como times B2C. Em times de produtos internos, nossa audiência costuma fazer parte de times como de: - Marketing; - Vendas; - Atendimento; - Operação; - Financeiro; - Risco & e Antifraude; _This post is for paying subscribers only._ ### Pelos 7 mares do mundo de produtos URL: https://productoversee.com/blog/pelos-7-mares-do-mundo-de-produtos-2/ Last updated: 2024-04-10T10:45:17.000Z [![](https://ci3.googleusercontent.com/meips/ADKq_NbvMXAbEgxo0EsyGF1hgMdi5nlrx2v-bK3yPwGty-blJU1rR5EMMEmTfcFfDhSwGzgwtkUkoi-glFNC1R8QEu25-qlLmv0Y2B7hIVvLWFO53J4PMxLOsvRNlHrtJF8ztZrYynAlnJqbwkT9Qfi4hm24tO-85guT0yZAWXJlM5hF=s0-d-e1-ft#https://productoversee.com/content/images/2024/04/Screenshot-2024-04-03-at-22.48.05.png)](https://festival.somostera.com/inscricao?utm%5Fsource=product%5Foversee&utm%5Fmedium=pmletter&utm%5Fid=tera%5Ffestival) --- Não é de hoje a pergunta que afoga o pessoal de produtos em dúvidas: *e aí, será que o mercado melhora?* Desde o estouro da bolha nas carreiras digitais, o mercado tem, aos poucos, mostrado tentar um equilíbrio. Em meio a layoffs que ainda assombram aqui e acolá, algumas oportunidades têm, ainda que em um volume meio tímido, surgido para acalmar um pouco os ânimos e realocar tanta gente boa que está buscando a oportunidade certa por aí. Mas qual será que foi, de fato, o tamanho do estouro dessa bolha? Fiz uma pesquisa usando o LinkedIn Talents Solution para entender um pouco dos números. Considerando as pessoas que, em seu perfil, se declaram como profissionais de produto\*, temos uma volumetria bem expressiva de profissionais. São cerca de 95.000 pessoas cadastradas com a localização em “Brasil”, das quais 32.000 (34%) estão com o selo “open to work” ativo em seu perfil. ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/54tpNbkRY4CzJINA-I36nvmN4F4gexjlzWCyEYlL49pIUKO8b5E3cBueId0AZBjA1ZQBDxUNYhjDTCuSTeTPNy_CJGH-eKczZuSkJk86BgCY69SiI-TRij5kQD18MbM-XxSc5q7uYm1Kl9o0VgiGhQ) \*foram pesquisados os papéis de “*especialista de produto”; “product manager”; “product owner”; “associante product manager”; “group product manager”; “gerente de produto”; “growth product manager”; “product marketing manager”; “product ops”, e suas variações de cargo (como “product manager I”, “product manager II”, etc). A pesquisa ocorreu em 04/04/2024 e baseia todo o estudo.* Para ter uma comparação a nível global, quando tiramos o filtro de localização, o volume de pessoas cadastradas sobe para 3.7MM, das quais cerca de 1MM (27%) está com o selo *open to work* ativo. Considerando esta amostragem, podemos dizer que ***o volume de profissionais de produto localizados no Brasil buscando abertamente uma nova oportunidade é 8% maior que no restante do mundo.*** Os países que concentram o maior volume de pessoas de produto são Estados Unidos (950k), Inglaterra (300K), Canadá (200K) e Índia (190K). O Brasil fica em 7º lugar no ranking. ![No aniversário de Rubens Barrichello, relembre as melhores atuações na Fórmula 1 | f1 memória | ge](https://lh7-us.googleusercontent.com/O3KioVeLU0845ewUqu6ujwY_EdWz9D-o8xKW4c2XOvx_t2HAXooADS9mYM37B0WB0HvKc30dnzKm3rHe1WmWb7FgNqZEvfZFowoCZQBsMVO8p15glCjd_-J4E3Ko3XZ5iiqRNguHbcciYbf977dJ4A) ## **E onde trabalham?** Da amostragem selecionada na pesquisa, é possível inferir quais empresas possuem os maiores times de produto no mercado. _This post is for subscribers only._ ### Seu negócio > seu cliente > inteligência artificial URL: https://productoversee.com/blog/seu-negocio-seu-cliente-inteligencia-artificial/ Last updated: 2025-08-07T22:02:57.000Z **Cuidado com o H(AI)ype!** Quando os aplicativos começaram a se popularizar, diziam por aí que os sites iam acabar e tudo seria aplicativo. Pra que ter um site? **Toda empresa queria** fazer seu **app mobile**. Por volta de 2015, começou a aparecer o movimento dos *Progressive Web Apps*, que em resumo tem a proposta de transformar a experiência dos sites em algo mais parecido com a de aplicativos. Então, disseram que **apps não iriam mais existir**, pois ninguém mais baixaria apps. Uns 2 anos depois o Facebook tentou criar uma onda de chatbots, ainda pelo Messenger (alguém usa?). Ouvi entusiastas falarem que as **interfaces visuais iam desaparecer** e todas as interações dos humanos com as máquinas seriam por texto e/ou voz, no máximo botões. Dessa vez, **as empresas queriam seu chatbot**. Agora, você deve se lembrar dos últimos anos, quando começaram a aparecer as palavras *web3*, *blockchain*, *smart contracts*, *descentralização.* Ouvimos todas aquelas promessas de que a web que conhecemos não iria mais ser a mesma. Cansei de ler **notícias dizendo** que a startup A, B, C ia criar **um novo sistema utilizando blockchain**. Em 2022 foi lançado o GPT 3.5, e aí já sabe, né? IA é o futuro, sites não fazem mais sentido, agora todo mundo vai usar IA pra tudo, etc… Eu não sou maluco de dizer que essas tendências e tecnologias vão sumir ou que não devemos explorar as novas tendências. Não é isso. O que eu quero dizer para todos é **CALMA**! _This post is for subscribers only._ ### Fintechs: o que Product Managers precisam saber URL: https://productoversee.com/blog/fintechs-o-que-product-managers-precisam-saber/ Last updated: 2024-03-27T10:46:05.000Z Inovação e desafios no universo das FinTechs _This post is for subscribers only._ ### Escolhendo o problema certo pra resolver URL: https://productoversee.com/blog/escolhendo-o-problema-certo-pra-resolver/ Last updated: 2024-03-22T10:45:35.000Z Logo de início todas as empresas têm muito claro quais são os problemas que ela tentará explorar. Esses problemas podem ou não ser resolvidos usando software. Isso quer dizer que o produto precisa mapear todos os problemas que ele consegue resolver, direta e indiretamente. O [Tim Herbig tem um framework](https://herbig.co/okrs-product-management/?ref=productoversee.com) muito interessante para ajudar nesse mapeamento. Existem quatro intersecções importantes que nos ajudam a definir uma estratégia de produto relevante: 1. **Ideia**: onde você define os goals do produto e seus principais direcionadores. Esses pontos nos ajudam a criar posicionamento único de produto; 2. **Valor**: quais as motivações e os usuários que queremos entregar valor e solucionar problemas? Quais os problemas primários que precisam ser endereçados? 3. **Capacidades**: quais os nossos facilitadores, processos e métodos que devemos ter envolvidos para construir as ofertas que ofereceremos por meio do produto? 4. **Mercado**: Como distribuiremos para nossos consumidores comparando com as alternativas que encontramos no mercado hoje, sejam essas alternativas no mundo online ou offline; _This post is for paying subscribers only._ ### 12 Métodos para acabar com incertezas em produto — Parte 2 URL: https://productoversee.com/blog/12-metodos-para-acabar-com-incertezas-em-produto-parte-2/ Last updated: 2024-03-20T00:52:04.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2024/03/Screenshot-2024-03-19-at-09.50.11.png)](https://festival.somostera.com/inscricao?%5Fga=2.184035310.976275385.1710852580-1727414547.1709870316&ref=productoversee.com) --- Antes de começar a ler este artigo, recomendo que você leia o artigo [12 Métodos para acabar com incertezas em produto — Parte 1](https://productoversee.com/12-metodos-para-acabar-com-incertezas-em-produto-parte-1-2/). Na parte 1, havíamos mencionado a pesquisa de guerrilha, workshops com stakeholders, testes A/B, investigação contextual, etnografia e a validação de arquitetura da informação. Agora iremos nos debruçar sobre: estudos diários, entrevistas com usuários, surveys, card sorting, testes de conteúdo e testes de usabilidade como métodos para reduzir incertezas em produto, então vamos lá! ## **Estudos diários** Os estudos diários (também conhecidos como "diário do usuário" ) são usados ​​para registrar dados qualitativos durante um período definido de tempo. Nesse método, os participantes completam um diário por conta própria, recebendo materiais para registrar suas sensações ao interagirem em um produto em momentos específicos, como se fosse um diário mesmo. Trata-se de um método de baixo custo em termos de equipamento especializado; porém, há alto custo em termos de tempo para a coleta de dados e posteriores análises. Outro obstáculo pode ser encontrar usuários realmente dispostos a colaborarem com a pesquisa, dado que requer certo comprometimento por parte deles. Um ponto forte dos Estudos diários é que ao registrar suas experiências conforme elas ocorrem, os participantes são menos propensos a distorcer ou mesmo esquecer detalhes importantes. ### Situações em que os Estudos Diários são úteis - Novo conceito na indústria - O que precisamos saber sobre os usuários - Como os usuários realmente usam isso? - Como os usuários usam isso? - Precisamos começar de novo… - Mudar como trabalhamos ### Ferramentas para conduzir estudos diários - E-mail - Diários de papel; - Evernote ou outras ferramentas colaborativas; - Google Docs; - Google Drive para registros diários em vídeo e áudio; - Mensagens de WhatsApp diretas ou em grupos - Ferramentas de interação como Slack ou Discord - Questionários online ### A IDEO e o Laptop de 100 dólares Novamente a IDEO aparecendo como exemplo de pesquisas. Desta vez, a famosa consultoria foi contratada para fazer pesquisas de usabilidade para o primeiro laptop da One Laptop per Child (OLPC), também conhecido como o laptop de US$ 100. O projeto OLPC foi uma iniciativa liderada pelo professor Nicholas Negroponte, do MIT Media Lab, com o objetivo de criar um laptop de baixo custo para ser distribuído em países em desenvolvimento, visando fornecer acesso à educação e tecnologia para crianças em áreas carentes. Uma equipe da IDEO viajou para países como Nigéria, Bangladesh e Brasil, onde observaram crianças em comunidades, escolas e em casa durante semanas. Durante essas pesquisas, as crianças receberam laptops de teste e foram instruídas a usá-los diariamente em suas atividades e instruídas a registrarem suas experiências, desafios e descobertas nos pequenos diários fornecidos pela equipe da IDEO. Os resultados trouxeram insights para o design final do laptop, que acabou sendo projetado para lidar com a resistência à poeira, água (por conta das chuvas), e uma interface otimizada para aquelas crianças, pois não tinham familiaridade com o uso de tecnologias. O laptop resultante ficou conhecido como XO-1 e foi lançado em 2007 como parte do programa OLPC e teve um impacto significativo na educação em todo o mundo. ## Entrevistas com usuários Nesse método, são elaboradas perguntas visando obter explicações em profundidade e esclarecimento sobre o contexto de uso de um produto. A entrevista com usuários pode ser estruturada (com um roteiro pré-definido) semi-estruturada (parte roteirizada e parte livre) ou aberta (totalmente livre). É uma abordagem utilizada de forma proeminente nas ciências sociais, na pesquisa de mercado, pesquisa de usuários e no estudo das interações humano-computador. Podem ser realizadas tanto individualmente como na forma de grupos focais. São um método apropriado para identificar atitudes, preferências, comportamentos comuns e o contexto em que os usuários vivem e operam, e como eles pensam e fazem associações. As entrevistas **não são feitas para pedir detalhes sobre como criar uma solução ideal** ou pedir por sugestões de melhorias. Aqui vale aquela velha frase atribuída a Henry Ford: *“Se eu perguntasse às pessoas o que elas queriam, elas teriam dito: cavalos mais rápidos.”.* Logo, um dos principais objetivos das entrevistas é identificar problemas e não buscar por respostas prontas. > *“As entrevistas com os clientes têm o objetivo de explorar aquilo que você ainda não sabe que não sabe.”* > > Ash Maurya, no livro Running Lean ### Situações nas quais entrevistas com usuários são relevantes - Novo conceito na indústria - Stakeholders não concordam com… - O CEO teve uma ideia… - Por que XXX não está funcionando? - Quem são nossos usuários? - O que precisamos saber sobre os usuários? - Como os usuários realmente usam isso? - O que os usuários pensam disso? - O que os usuários estão experienciando? - PRecisamos começar de novo - Mudanças na forma como trabalhamos **Ferramentas para entrevistas:** - Seu roteiro de entrevista - Algo para fazer anotações - Termos de consentimento - NDA, caso necessário - Equipamento de gravação, caso necessário ### A Shimano e as Coasting Bikes Um caso mostrado por Tim Brown em seu aclamado [livro sobre Design Thinking](https://www.amazon.com.br/Design-Thinking-Metodologia-Poderosa-Decretar/dp/8550814369/ref=sr%5F1%5F1%5Fsspa?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=YQE20H4BKXRC&dib=eyJ2IjoiMSJ9.kGe4dD1yE6%5F50XeOgU8jSBwyTENYc2fb0Ww8-MXPsbJdC8ARpj-gcRuYtstUKEIvR6CPI-DgIsJlBnAG-Bk2-kHu1OmDyXTNH78FnZI8R30ZkqlQX%5FEH4X7nYh3e8Ll2zkU8urqXJi7rh%5F7YJO2NMURc9At2ITrAwf-wp8AjIQWTdcRBUUhbxmf4-5uYnVEWn93ZYfqzK9vCa48jAia9Z-%5FBPns86R1NXuJIBpwtMo0Ig%5FxVp1Qhp77u90zYNObLc%5F47AL4Pt5kYh9y6AQxF%5FpHMHiGLLt2-6FY2DzB5zM8.4DBbLGSFAiUxgyAhfApTKldo9IkJh79jFVsDHQQ1AJw&dib%5Ftag=se&keywords=design+thinking&qid=1710869719&sprefix=design+thinking%2Caps%2C220&sr=8-1-spons&sp%5Fcsd=d2lkZ2V0TmFtZT1zcF9hdGY&psc=1&ref=productoversee.com). Em 2004, a Shimano, fabricante japonesa líder de componentes de bicicleta, estava com seu crescimento estagnado em seus tradicionais segmentos de mountain bikes e bicicletas de corrida, então, contrataram a IDEO para desenvolver pesquisas de produto. Ao entrevistarem usuários adultos norte americanos, as equipes da IDEO identificaram os seguintes pontos: - 90% dos adultos norte americanos não andavam de bicicleta, mas o faziam quando crianças e tinham boas recordações daqueles tempos - Maioria dos adultos possuía estilo de vida sedentário e não se identificava com apelos de venda esportivos - Maioria não pertencia à base de clientes da shimano Após conduzirem entrevistas e outras pesquisas, desenvolveram o conceito de *coasting bikes*: bicicletas construídas mais para o prazer do que para os esportes, com visual retrô inspirado nas antigas bicicletas Schwinn (utilizada na infância de boa parte dos adultos entrevistados). Um ano após o lançamento da bicicleta, sete outros fabricantes haviam se candidatado para produzir coasting bikes. ## Surveys São pesquisas usadas comumente em pesquisas de mercado e de usuários. Elas têm algumas limitações, no entanto, têm uma execução barata e potencial para atingir números elevados de amostragem. As surveys são utilizadas para alcançar grande volume de pessoas e reunir dados quantitativos e estruturados. Os questionários quantitativos podem ser realizados tanto face a face ou por meio de questionários online. Estes questionários também podem incluir CSAT (Customer Satisfaction Score) e NPS (Net Promoter Score). ### Situações nas quais surveys são relevantes - Stakeholders não concordam com… - O CEO teve uma ideia… - Por que XXX não está funcionando? - Por que as conversões estão baixas? - Quem são os nossos usuários? - O que precisamos saber sobre nossos usuários? - Precisamos começar de novo… - Mudar a forma como trabalhamos ### Ferramentas para surveys - Optimal Workshop: [www.optimalworkshop.com/questions](http://www.optimalworkshop.com/questions?ref=productoversee.com) - Google Forms: [https://www.google.com/intl/pt-BR/forms/about/](https://www.google.com/intl/pt-BR/forms/about/?ref=productoversee.com) - Airtable: [https://www.airtable.com/v2](https://www.airtable.com/v2?ref=productoversee.com) - SurveyMonkey: [www.surveymonkey.co.uk](https://uk.surveymonkey.com/?ref=productoversee.com) - Alchemer: [www.surveygizmo.com](https://www.alchemer.com/?ref=productoversee.com) - Campaign Monitor: [www.campaignmonitor.com/appstore/getfeedback/](https://www.campaignmonitor.com/?ref=productoversee.com) - Key Survey: [www.keysurvey.co.uk/](https://app.keysurvey.co.uk/Member/UserAccount/UserLogin.action?ref=productoversee.com) ## Card sorting É um método utilizado para entender como as pessoas pensam sobre determinado produto digital por meio das associações que elas fazem entre cartões, agrupando itens que julgam estarem relacionados entre si. O objetivo é entender como os usuários agrupam, classificam e relacionam informações ou conceitos, permitindo que designers e desenvolvedores organizem o conteúdo de uma forma que reflita o pensamento e as expectativas desses usuários. _This post is for subscribers only._ ### Ninguém pensa que ter um plano de crescimento e estrutura de times é uma vantagem estratégica URL: https://productoversee.com/blog/ninguem-pensa-que-ter-um-plano-de-crescimento-e-estrutura-de-times-e-uma-vantagem-estrategica/ Last updated: 2024-03-15T10:46:38.000Z Habilidades técnicas são essenciais, mas não devem ser o único critério de contratação. Equipes de alta performance também exigem indivíduos com habilidades de liderança, capacidade de influenciar e mentalidade colaborativa. _This post is for paying subscribers only._ ### Estatística descritiva para PMs - Parte 1 URL: https://productoversee.com/blog/estatistica-descritiva-para-pms-parte-1/ Last updated: 2024-03-08T11:54:59.000Z --- Entender estatística descritiva certamente irá te dar uma grande vantagem em análise de dados em seu dia a dia como PM. Não é intenção desse texto o aprofundamento em termos avançados matemáticos, mas trarei alguns conceitos que me ajudaram a enxergar mais sentido nas análises. Como o próprio nome diz, a estatística descritiva permite descrever um conjunto de dados de uma forma que nos faça sentido. Imagine que você está trabalhando em uma empresa que fornece dados sobre o meio ambiente para o governo brasileiro e tem em mãos o desafio de fornecer para as agências do meio ambiente uma análise histórica sobre a temperatura de todas as capitais brasileiras. Você então resolve começar por São Paulo, buscando os dados das temperaturas diárias da grande metrópole para os últimos 20 anos, ou seja, as últimas 7200 temperaturas diárias. Você precisa responder, basicamente, se a temperatura tem subido historicamente e em quais regiões essa subida é mais acentuada. Se você for analisar temperatura a temperatura (ponto a ponto do conjunto), como você chegará a uma conclusão? Na trigésima temperatura é bem provável que você já não lembre muito bem das primeiras. Está claro que você precisa de uma ferramenta matemática que te ajude a descrever esse conjunto de temperaturas de uma forma que seja mais simples de identificar os padrões que você quer achar. A estatística descritiva é de fato a ferramenta que você está precisando. É claro que para pequenos conjuntos de dados você irá conseguir realizar essa análise sem ter que utilizar estatística, mas no mundo conectado que a gente vive, onde tudo vira dado, os conjuntos de dados dificilmente serão pequenos e os que forem, dificilmente serão úteis. Sendo assim, a estatística descritiva é ferramenta fundamental na vida de qualquer profissional que precisa analisar grandes conjuntos de dados para extrair informações e padrões e assim, conseguir contar uma história que faça sentido. Para o nosso exemplo, poderíamos calcular a média anual da temperatura em São Paulo para os últimos 20 anos e então traçar um gráfico de linha com as médias anuais que encontraríamos a tendência que estávamos buscando. Você certamente já calculou a média de algum conjunto e, provavelmente, também sabe que a média pode ter alguns problemas para descrever o seu conjunto de dados. Quem nunca ouviu a história de homens num bar com um salário mediano e de repente, chega um bilionário lá. O fato é, saber estatística descritiva, eu diria que com um bom entendimento (claro, não precisa ser um estatístico) vai te ajudar muito no seu dia a dia como PM, principalmente se você trabalhar numa empresa em que fazer análises para tomada de decisão é coisa da mais básica. Nessa série de textos, abordarei desde o básico até alguns conceitos mais avançados em estatística descritiva, depois passarei para um pouco de probabilidade e alguns outros conceitos matemáticos que tenho certeza que irá te ajudar a ter uma carreira de produto mais sólida. Comecemos, então, pelo mais básico dos conceitos: conjuntos de dados e a maneira como eles podem estar distribuídos. Vamos lá? # Distribuição de dados Certamente, se você estudou um pouco de matemática ou estatística, já deve ter ouvido falar em tipos de distribuição de dados, muito provavelmente, da distribuição normal. Distribuição de dados é exatamente o que o nome diz, é como um conjunto de dados está matematicamente distribuído. Na matemática temos o conceito de curvas, que nos ajudam a entender como um conjunto de dados se "materializa" no mundo real. Como sempre, um amontoado de dados não serve para muita coisa se não conseguimos entender o que eles significam. As curvas matemáticas nos ajudam nessa tarefa. Um conjunto de dados com uma distribuição normal, é aquele onde os pontos são simetricamente distribuídos em relação à média. Então, antes de falarmos com mais detalhes sobre a distribuição normal, falemos sobre as medidas de tendência central, sendo a média uma delas. # Medidas de tendência central Quando medimos algo no tempo, temos um conjunto de dados, que por sua vez, estão distribuídos aleatoriamente em relação às medições que foram feitas. Dados desorganizados não são muito úteis, exceto se estivermos querendo analisar dado a dado, o que se mostra inviável em grandes conjuntos de dados. No geral, estamos tentando encontrar tendências no meio desses dados desorganizados para que a gente consiga entendê-los melhor e então, conseguir extrair informações que ajudam em nossa tomada de decisão. As medidas de tendência central, incluindo a média, mediana e moda, são estatísticas sumárias que nos ajudam a compreender um conjunto de dados ao identificar um valor central ao redor do qual os dados tendem a se agrupar, daí o nome de medidas de tendência central. _This post is for subscribers only._ ### Reforma Tributária 2023: Esse rolê vai sobrar pra ti, PM! URL: https://productoversee.com/blog/reforma-tributaria-2023-esse-role-vai-sobrar-pra-ti-pm/ Last updated: 2024-03-07T10:45:51.000Z Todo mundo fala, todo mundo opina. A reforma tributária pode ter diferentes perspectivas e projeções, mas a verdade é que a vida do Product Manager tende a ficar mais emocionante. No texto a seguir entenda de forma breve e simples, como era, o que muda, as previsões e o impacto da nova reforma tributária promulgada no final de 2023. ## Depois de 38 anos... A reforma tributária foi promulgada como Emenda Constitucional pelo congresso nacional em 20 de dezembro de 2023 após um longo período de debate. A primeira comissão mista especial da reforma foi criada em 1985. Esse tema dominou o noticiário no último trimestre de 2023\. Com certeza é um dos problemas históricos mais impactantes e complexos desse país. O regime tributário brasileiro é considerado um dos mais ineficientes do mundo e não sou eu que estou dizendo, veja: [![](https://productoversee.com/content/images/2024/02/image-1.png)](https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2021/05/por-que-a-formula-de-cobranca-de-impostos-do-brasil-piora-a-desigualdade-social?ref=productoversee.com) [![](https://productoversee.com/content/images/2024/02/image-2.png)](https://www.estadao.com.br/economia/sistema-tributario-ineficiente-e-responsavel-por-50-dos-problemas-da-economia-diz-relator/?ref=productoversee.com) [![](https://productoversee.com/content/images/2024/02/image-3.png)](https://www.terra.com.br/economia/carga-tributaria-brasileira-e-alta-iniqua-e-ineficiente-leia-o-artigo,6c8dbf86d4d8865a82e49744dc2aa9f58du06x3y.html?ref=productoversee.com) E é extremamente ineficiente, pois onera altamente todas as etapas da cadeia produtiva, criando burocracias desnecessárias. Quer entender o porquê é complexo? Saca só! ## Complexidade do regime tributário brasileiro _This post is for subscribers only._ ### Product Manager, se você não comunicar, alguém o fara para você URL: https://productoversee.com/blog/product-manager-se-voce-nao-comunicar-alguem-o-fara-para-voce/ Last updated: 2024-03-05T03:56:05.000Z O ser humano é otimista. Ou é ingênuo. Ou vive numa ilusão constante dentro da sua bolha. Ou tem fé. Ou quer algo porque quer. Ou tudo isso junto e misturado. Stakeholder é um ser otimista por natureza. Veja bem, não estou aqui criticando ninguém, só flertando com a realidade mesmo. E, realmente acho, que eles ou elas, fazem o papel pagos para fazerem. É uma pressãozinha que ajuda a manter as coisas andando. Mas sim, são bastante otimistas em acreditar que tudo pode ser feito em uma semana (ou como diria o diretor da unidade de negócio que trabalho “um sprint e dois copos d'água”, claro, ele sempre está brincando, ou não). Ou será vontade de fazer acontecer? Ou mesmo impotência em não conseguir fazer as coisas andarem mais rápido? Ou somente não entender tecnologia de maneira profunda o suficiente? Mas também não acho que eles têm que saber! E acho que a gente tem que ter mais empatia. O problema é, como já dizia algum grande pensador por aí: > Expectativa é a mãe da frustração Por padrão, os stakeholders criarão suas próprias expectativas. E, se você não gerenciá-las bem, certamente, elas se tornarão frustração por definição (aqui me deem licença poética para usar "por definição" por favor!). Nesses anos todos vivendo a gestão de produto dia após dia, onde vi os product managers mais perderem créditos sociais com as pessoas a volta deles, foi de fato comunicando tardiamente as coisas ou pior, não comunicando. Era a expectativa em sua forma mais singela, não sendo gerenciada simplesmente porque algo tão básico como comunicar uma mudança ou um atraso não era feito em tempo hábil. E claro, ali começava a se esvair toda e qualquer confiança que os stakeholders tinham na pessoa que eles entendiam estar ali para de fato lidar com suas expectativas. Eu sempre repito para as pessoas que estão comigo: _This post is for paying subscribers only._ ### 12 Métodos para acabar com incertezas em produto — Parte 1 URL: https://productoversee.com/blog/12-metodos-para-acabar-com-incertezas-em-produto-parte-1-2/ Last updated: 2024-02-28T10:46:02.000Z Imagine a seguinte situação: você foi contratado(a) para trabalhar em uma startup que recebeu um grande aporte na fase de pré-seed. Existe uma hipótese de negócios estruturada, mas pouco se sabe sobre casos de uso para o produto, tampouco sobre as características e hábitos dos usuários. Para piorar a situação, você não tem designers à disposição para fazer pesquisas, o que você faria nessa situação? Como podemos lidar com cenários de extrema incerteza do ponto de vista da compreensão do usuário? Como podemos encontrar respostas possíveis para resultados insatisfatórios como, por exemplo, o crescimento da Churn Rate? Bom, começar a fazer pesquisas é sempre um bom ponto de partida e é nesse ponto que a gestão de produto encontra suporte na pesquisa de usabilidade, seja pela necessidade de elaborar estratégias de pesquisa junto ao time de design ou mesmo operacionalizar por conta própria a pesquisa em empresas menores. Há uns meses atrás eu publiquei um artigo acadêmico como resultado de um estudo de pós-graduação tecnológica na UTFPR, o artigo aborda Machine Learning aplicado a técnicas de usabilidade no Product Discovery ([confira aqui](https://www.researchgate.net/publication/360988852%5FUso%5Fda%5FComputacao%5FAfetiva%5Fpara%5FAnalise%5Fde%5FSentimentos%5Fde%5FParticipantes%5Fde%5Fuma%5FGamificacao%5Fpara%5FEnsino%5Fda%5FGestao%5Fdo%5FConhecimento?ref=productoversee.com)); embora o artigo tenha um viés mais técnico, enquanto eu revisava a literatura acadêmica eu pude compilar algumas das principais técnicas de pesquisa em usabilidade, é sobre elas que irei me debruçar aqui. Então vamos lá! ## **O que é Pesquisa de Usabilidade afinal?** A pesquisa de usabilidade é o estudo do comportamento e da motivação dos usuários, investigando suas necessidades diante de algum contexto específico, essas pesquisas buscam entender como as pessoas usam determinado produto em suas vidas. A pesquisa de usabilidade pode envolver a observação direta de usuários, coleta de feedbacks por meio de questionários ou entrevistas, análise de métricas de desempenho, entre outros métodos. Uma pesquisa de usabilidade é diferente de uma pesquisa de mercado, que visa descobrir quais são as preferências e desejos do consumidor e envolve informações sobre o mercado alvo, concorrentes, clientes potenciais e existentes, a indústria em geral e as condições econômicas que cercam um negócio (como, por exemplo, pesquisas de opinião, benchmarking, TAM, SAM, SOM, análises SWOT, 5 Forças de Porter, etc). Logo, pesquisas de mercado e de usabilidade têm diferentes propósitos. No livro [*User research: a practical guide to designing better products and services*](https://amzn.to/3P15r0S?ref=productoversee.com), Stephanie Marsh fornece uma classificação dos métodos de pesquisa em usabilidade. Tomarei essa classificação como referência a seguir. ## **Pesquisa de Guerrilha** Se você precisa de um método rápido, flexível e de baixo custo, a pesquisa de guerrilha oferece uma abordagem “apenas faça”. Trata-se de uma experimentação ousada em que se pode abordar pessoas solitárias em cafés e/ou espaços públicos para filmá-los enquanto usam um produto. Pode ser combinado com testes de usabilidade, etnografias curtas, entrevistas contextuais, MVPs do tipo Mágico de Oz e outras. - Vantagens: pesquisas inesperadas tendem a encorajar pessoas a serem mais abertas e honestas - Desvantagens: não apropriado para temas com dados sensíveis, a exemplo da área médica ou finanças. ### **Situações em que a Pesquisa de guerrilha é útil:** - Novo conceito na indústria - O CEO teve uma ideia… - Como os usuários realmente usam essa coisa? - Temos várias soluções? - O que os usuários pensam de X? - O que os usuários estão experienciando? - Precisamos começar de novo… **O caso da Zappos:** talvez você já tenha ouvido falar no MVP da Zappos. Antes de investir massivamente no seu negócio, o fundador Nick Swinmurn realizou uma espécie de pesquisa de guerrilha ao tirar fotos de sapatos em lojas locais, postá-las online e depois comprar os sapatos das lojas físicas para enviar aos clientes que fizessem os pedidos. Essa abordagem rápida e de baixo custo permitiu a ele validar a ideia de que as pessoas estariam dispostas a comprar sapatos pela internet, sem a necessidade de um grande investimento inicial em estoque. ## **Workshops com stakeholders** _This post is for subscribers only._ ### Muito errado definir o mesmo processo para times diferentes URL: https://productoversee.com/blog/processos-diferentes-equipes-diferentes/ Last updated: 2024-02-23T10:46:32.000Z Nunca vai funcionar definir os mesmos processos e maneiras de se comunicar para times com contextos e dinâmicas diferentes. Os agilistas fazem muito isso. Pelo menos faziam. Definem os mesmos processos, cerimonias, ferramentas, frameworks e métodos para os times de tecnologia e produto, numa tentativa de garantir homogeneidade e organização entre times. Mas cada time trabalha e deve se comportar de maneira diferente. Não só por que são pessoas diferentes, com senioridades diferentes, mas por que o contexto de trabalho e do problema que estão resolvendo são diferentes. _This post is for paying subscribers only._ ### Como desenvolver seus conhecimentos em engenharia de software URL: https://productoversee.com/blog/como-desenvolver-seus-conhecimentos-em-engenharia-de-software/ Last updated: 2024-02-21T11:03:27.000Z # O cenário da tecnologia muda a cada dia que passa. Estamos sempre presenciando o surgimento de novas ferramentas, novas formas de resolver problemas e, à medida que o tempo avança, soluções construídas há poucos anos estão gradualmente se tornando obsoletas. Nesse contexto, torna-se fundamental que as pessoas que trabalham nesse mercado estejam sempre se atualizando e aprendendo novas tecnologias à medida que estas vão surgindo. Estar atualizado permite compreender se novas ferramentas fazem sentido no seu contexto e de que forma podem ajudar a reduzir custos, aumentar receitas ou até mesmo criar uma nova solução. Observo que, para as pessoas que não ocupam cargos técnicos, como engenheiros de software em geral, acabam não se aprofundando em temas mais relacionados à engenharia e arquitetura. Neste texto, vamos abordar formas de estudar esses temas mais técnicos e os motivos para fazê-lo. #### **Por que se tornar mais técnico?** Há um tempo atrás, escrevi um artigo abordando[ até que ponto pessoas de negócio precisam saber sobre engenharia](https://thetechpm.substack.com/p/how-much-do-product-managers-need), e de maneira geral, é algo que depende do contexto de cada pessoa. Pessoas que trabalham com produtos core de engenharia precisarão desse nível de conhecimento mais aprofundado para conseguir realizar seus trabalhos. Imagine uma pessoa de produto que constrói soluções na AWS; ela deve entender tanto de engenharia quanto os próprios engenheiros. São produtos mais complexos, relacionados a infraestrutura que necessitam mais de contexto de engenharia. Por outro lado, pessoas que lidam com produtos menos core de engenharia podem não precisar tanto desse contexto. No entanto, isso não significa que pessoas que trabalham com esse tipo de produtos devam ignorar completamente a engenharia. Há muitas vantagens em se tornar mais técnico, independentemente do tipo de produto com o qual você trabalha. _This post is for subscribers only._ ### OpenAI Lança SORA, Uma Revolução na Geração de Vídeo AI URL: https://productoversee.com/blog/openai-lanca-sora-uma-revolucao-na-geracao-de-video-ai/ Last updated: 2024-02-16T19:37:41.000Z Em um movimento que promete transformar a maneira como criamos e interagimos com conteúdo digital, a OpenAI anunciou o lançamento de SORA, seu mais novo e avançado modelo de geração de vídeo baseado em inteligência artificial. Este lançamento marca um ponto de virada na evolução da mídia digital, oferecendo possibilidades antes consideradas ficção científica. O SORA representa o ápice do desenvolvimento em IA da OpenAI, uma organização conhecida por suas contribuições pioneiras ao campo da inteligência artificial. Ao contrário de seus predecessores, que se concentravam principalmente na geração e compreensão de texto, o SORA é capaz de criar vídeos altamente realistas e detalhados a partir de descrições textuais simples. ### Uma Nova Era para Criadores de Conteúdo Para profissionais de marketing, educadores e criadores de conteúdo, o SORA oferece uma ferramenta sem precedentes. "Estamos entrando em uma nova era de criatividade digital", afirma Dr. Alex Jensen, líder do projeto SORA na OpenAI. "O SORA pode gerar vídeos educativos, promocionais ou até de entretenimento em questão de minutos, algo que poderia levar dias ou até semanas para ser produzido tradicionalmente." > Prompt: “Beautiful, snowy Tokyo city is bustling. The camera moves through the bustling city street, following several people enjoying the beautiful snowy weather and shopping at nearby stalls. Gorgeous sakura petals are flying through the wind along with snowflakes.” 0:00 /0:17 1× ### Capacidades Inovadoras O que diferencia o SORA de outras ferramentas de IA é sua capacidade de compreender contextos complexos e gerar conteúdo visual que é não apenas convincente, mas também narrativamente coeso. Isso é alcançado através de um avançado entendimento de linguagem natural e algoritmos de aprendizado profundo, permitindo ao SORA interpretar instruções textuais e transformá-las em sequências de vídeo detalhadas e visualmente impressionantes. > Prompt: “Animated scene features a close-up of a short fluffy monster kneeling beside a melting red candle. the art style is 3d and realistic, with a focus on lighting and texture. the mood of the painting is one of wonder and curiosity, as the monster gazes at the flame with wide eyes and open mouth. its pose and expression convey a sense of innocence and playfulness, as if it is exploring the world around it for the first time. the use of warm colors and dramatic lighting further enhances the cozy atmosphere of the image.” 0:00 /0:08 1× ### Responsabilidade e Ética Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, e a OpenAI está bem ciente dos desafios éticos que a tecnologia SORA apresenta. "Estamos comprometidos em assegurar que o SORA seja usado de maneira responsável e ética", declara Jensen. A OpenAI implementou salvaguardas rigorosas para prevenir o uso indevido da tecnologia, incluindo restrições na geração de conteúdo enganoso ou prejudicial. ### Impacto no Mundo Real O potencial do SORA vai além do entretenimento e da educação. Ele tem aplicações significativas em áreas como planejamento urbano, treinamento médico e simulações de realidade virtual. Além disso, a capacidade do SORA de gerar visualizações de conceitos complexos pode ser uma ferramenta valiosa para a pesquisa científica e a visualização de dados. ### Olhando para o Futuro O lançamento do SORA pela OpenAI não é apenas um marco na história da inteligência artificial, mas também um vislumbre do futuro da produção de mídia digital. À medida que a tecnologia continua a evoluir, as possibilidades para sua aplicação parecem quase ilimitadas. O SORA não é apenas uma ferramenta para a criação de vídeos; é uma janela para o futuro da criatividade digital. ### PMs e PMMs: Definindo as áreas de responsabilidade nas etapas de aquisição e conversão URL: https://productoversee.com/blog/pmm-responsabilidade-growth-exercicio/ Last updated: 2024-02-16T10:45:49.000Z PMs de growth e B2C devem ser responsáveis por resultados de receita. Ativação e aquisição podem ser atribuídas ao marketing ou aos PMMs, mas é o produto que engaja os usuários e os converte. _This post is for subscribers only._ ### Um guia de Modelos de Negócios de Software para PMs URL: https://productoversee.com/blog/um-guia-de-modelos-de-negocios-de-software-para-pms/ Last updated: 2024-02-14T16:42:44.000Z Cara pessoa de Produto, neste artigo, iremos explorar características de diferentes tipos de modelos de negócios para produtos digitais. Destacamos seis modelos proeminentes: E-commerce, SaaS, aplicativos mobile grátis, sites de mídia, conteúdos gerados por usuários e plataformas multilaterais. Cada seção do artigo contém insights sobre métricas, desafios e exemplos práticos, servindo como um guia para PMs na elaboração de suas estratégias. Espero que você goste! > *“Os negócios são simples. Crie um produto melhor que a concorrência e as pessoas vão comprá-lo. — Richard Branson”* Na imagem que ilustra este artigo, da série The Tracklist (Som na Faixa), os membros do Spotify discutem sobre as possíveis estratégias de monetização para a então incerta startup. Um dos pilares da posição de Product Manager consiste na compreensão do Modelo de Negócios no qual o produto está inserido. É a partir dessa compreensão que são delineadas métricas e resultados-chave, bem como estratégias de priorização para o roadmap. Não é incomum Product Managers não terem a devida clareza do negócio quando estão migrando para trabalhar em um produto novo, principalmente quando não há familiaridade ou experiência prévia com tal produto, eu mesmo já passei por isso em minha trajetória profissional. Dessa forma, ao ler o excelente[ Lean Analytics](https://www.amazon.com.br/Lean-Analytics-Better-Startup-English-ebook/dp/B00AG66LTM/ref=sr%5F1%5F1?keywords=lean+analytics+portugues&qid=1690564135&sprefix=lean+anal%2Caps%2C169&sr=8-1&ref=productoversee.com), resolvi compilar os principais tipos de modelo de negócio neste artigo, espero que seja útil para você. Vamos começar pelo básico: o que seria um modelo de negócios afinal? De acordo com o livro[ Business Model Generation](https://www.amazon.com.br/Business-Model-Generation-Inova%C3%A7%C3%A3o-Neg%C3%B3cios/dp/857608550X/ref=sr%5F1%5F1%5Fsspa?keywords=business+model+generation&qid=1690564104&sprefix=business+model%2Caps%2C225&sr=8-1-spons&sp%5Fcsd=d2lkZ2V0TmFtZT1zcF9hdGY&psc=1&ref=productoversee.com): > *Um Modelo de Negócios descreve a lógica de criação , entrega e captura de valor por parte de uma organização.* Se, por um lado, um Modelo de Negócios é uma descrição da lógica de uma entrega de valor, um produto é uma oferta específica que a empresa coloca no mercado para atender às necessidades de seus respectivos clientes. Logo, um Modelo de Negócios abrange o modo como uma empresa cria valor para o cliente e opera para alcançar seus objetivos. Já um produto não é apenas um bem ou serviço que é comercializado; na verdade, é a mistura de serviço, marca, credibilidade, suporte, embalagem e uma miríade de outros fatores pelos quais o usuário está disposto a pagar para adquirir. Ao comprar um iPhone, por exemplo, você também ganha um pedacinho do personagem de Steve Jobs. Tenho visto muitas pessoas se referindo às dimensões de um modelo de negócios com sendo o próprio modelo de negócios em si — o que é uma perspectiva limitada; por exemplo, Freemium não é um modelo de negócios, é uma tática de monetização/marketing. Os anúncios em um site de mídia não são um modelo de negócios, são apenas uma forma de obter receita. Para compreendermos um Modelo de Negócio, devemos levar em consideração vários aspectos: o canal de aquisição, táticas de venda, fontes de receita, tipo de produto e modelo de entrega. Para ampliar a nossa compreensão sobre esse tema, seguem abaixo os 6 principais tipos de Modelo de Negócio apontados no Lean Analytics. ## **E-commerce** E-commerce, ou comércio eletrônico, é um tipo de negócio referente a compra e venda de bens e serviços por meio da internet. Em uma transação no e-commerce, um cliente compra um produto ou serviço de um varejista que opera na Web. O comércio eletrônico é uma indústria que tem se expandido consideravelmente ao longo dos últimos dez anos, com muitos varejistas tradicionais expandindo sua presença online para alcançar um público mais amplo (Americanas, Tok&Stok, Casas Bahia, etc), sem mencionar os grandes players da China como a Shein. No geral, empresas de comércio eletrônico podem gerar receita por meio de vários canais, como vendas diretas, assinaturas, publicidade e análise de dados. Para a pessoa Product Manager conseguir avaliar a performance de um produto de e-commerce, algumas métricas devem ser monitoradas, como: o CAC (ou Custo de Aquisição do Cliente), CVR (ou taxa de conversão: para[ e-commerce a média no Brasil é de 1,65%](https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/taxa-de-conversao-o-grande-desafio-do-e-commerce,0eec538981227410VgnVCM2000003c74010aRCRD?ref=productoversee.com#:~:text=Afinal%2C%20aumentar%20a%20taxa%20de,nos%20sites%20acaba%20comprando%20algo.), um pouco abaixo da média mundial, que é de 1,92%), LTV (valor da vida útil do cliente) e Bounce Rate (para e-commerces, considera-se uma média “aceitável” entre 20% e 45%). ## **SaaS — Software as a Service** O modelo de negócios SaaS (Software as a Service) é um tipo de negócio em que a empresa fornece software como um serviço, geralmente por meio de assinaturas mensais ou anuais, mas também podem cobrar valores por armazenamento de dados em nuvem, como nas descrições a seguir: _This post is for subscribers only._ ### Praticando a habilidade de ser o último a falar URL: https://productoversee.com/blog/fale-por-ultimo/ Last updated: 2024-02-09T12:05:40.000Z Sabe o que é difícil de fazer? Falar por último. Nós temos um impulso natural de querermos ser ouvidos. De querer que nossas opiniões ou ideias sejam validadas e aceitas pelos outros. Isso nos dá uma sensação e percepção de autoridade, respeito e aceitação social. Por isso que geralmente queremos falar primeiro. Queremos falar mais alto. Queremos falar melhor. Daí, algumas pessoas vem com outra proposta, dizendo que você precisa aprender a ouvir, em vez de falar primeiro. Que você precisa aprender a ser um bom ouvinte. Alguém que consegue ser aberto e que as pessoas se sentem confortáveis a falar com você, exatamente por que você não vai querer falar, mas ouvir. _This post is for paying subscribers only._ ### 2 lições valiosas que aprendi fazendo entrevistas URL: https://productoversee.com/blog/2-licoes-valiosas-que-aprendi-fazendo-entrevistas-2/ Last updated: 2024-02-07T10:45:55.000Z Os erros que vocês não precisam cometer _This post is for subscribers only._ ### Minha lista definitiva de livros para uma base sólida em Gestão de Produto URL: https://productoversee.com/blog/minha-lista-definitiva-de-livros-para-uma-base-solida-em-gestao-de-produto/ Last updated: 2024-02-06T10:50:29.000Z > Quais livros você recomenda para quem quer aprender sobre Gestão de Produto? Eu já respondi essa pergunta incontáveis vezes e fui percebendo que, no passar de quase três anos, mudei muito pouco minha resposta. Por isso, eu deixarei aqui a minha lista definitiva de livros que considero que se você ler, terá uma base muito sólida em gestão de produto. Não são muitos livros mesmo porque eu não acho que ninguém precise ficar lendo vários livros do mesmo assunto, porque o ganho que você terá será muito pequeno. O negócio é você conseguir colocar em prática de alguma forma, porque é assim que o cérebro irá consolidar o conhecimento: com repetição. E pontuando, essa lista está na ordem certa de leitura. Não pule os livros porque da maneira que eles estão, um irá complementar a teoria do outro e você extrairá mais de todos eles. Então vamos lá! ## Business Model Generation Comecemos com um livro sobre modelos de negócio. Não vejo uma forma melhor de entender sobre gestão de produto do que entendendo o básico sobre modelos de negócio. Um produto é vendido por uma empresa e, portanto, se você não entende como uma empresa funciona, não tem uma base sólida para gerir um produto que consiga levar a empresa aos resultados que ela espera atingir. O livro em que mais aprendi sobre o básico de um modelo de negócios foi o "[Business Model Generation: Inovação Em Modelos De Negócios](https://amzn.to/482CB6Y?ref=productoversee.com)" que é do Alex Osterwalder e faz parte da série [Strategyzer](https://www.amazon.com.br/s?k=strategyzer&i=stripbooks&crid=BZ5CUIIM86DC&sprefix=strate%2Cstripbooks%2C229&linkCode=sl2&tag=po0f2-20&linkId=cd54aee889984b6948d9d40aa8a0079e&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Ftl&ref=productoversee.com). É um livro que fica aqui na minha mesa e sempre revisito. Ele vai direto ao ponto ao falar sobre os elementos que constituem um modelo de negócio de uma maneira mais simples do que o que encontramos cheios de jargões e frases muito complicadas por aí. ## Jogar para vencer Uma vez entendendo o básico sobre um modelo de negócio, você precisa entender sobre estratégia de negócio. E quando falo entender, é ser capaz de ler uma estratégia e interpretá-la e não necessariamente criá-la. Deixo claro aqui, que o nível que você precisa aprender não é tão alto assim. As decisões que você toma no produto devem estar ligadas indiretamente com a estratégia do negócio. Se isso não acontece, o produto pode ser maravilhoso, mas não trazer o resultado que a empresa espera. É por isso que esse tema é tão importante para ter uma base sólida como product manager. Um dos livros que mais me ensinaram sobre estratégia é o "[Jogar para vencer: como a estratégia realmente funciona](https://amzn.to/49kYMGu?ref=productoversee.com)" do A. G. Lafley. Não é um livro grande e nem complicado de se entender. Traz a teoria de uma forma simples e com métodos que ajudam a assimilar mais facilmente o tema. Esse foi outro que li e reli algumas vezes. ## Muito além da sorte Com os dois livros anteriores você terá a base de negócio que você precisa para entender o contexto a sua volta e provavelmente desde o seu dia 01 como PM, você irá escutar a seguinte frase: > Precisamos gerar valor para o usuário. Bom, é aqui que entra o livro "[Muito Além da Sorte: Processos Inovadores para Entender o que os Clientes Querem](https://amzn.to/42rEs4n?ref=productoversee.com)" do Clayton Christensen. É nesse livro que se explica a teoria do Jobs To Be Done (JTBD), que vejo como um dos conceitos mais básicos se você quer aprender gestão de produto da maneira que na minha concepção é a ótima. Todos queremos ou precisamos fazer algo todos os dias. Esses são os nossos "jobs do be done". Entender bem essa teoria irá te ajudar a criar um a proposta de valor matadora para o seu produto. ## Value proposition design Depois de entender bem JTBD, é hora de entender como criar uma proposta de valor para o seu usuário e não enxergo livro melhor do que o "[Value Proposition Design](https://amzn.to/495XAar?ref=productoversee.com)", também do Alex Osterwalder. Lembrando que para ler esse livro, é preciso que você tenha lido os outros antes. É nesse livro que, na minha visão, foi criado um dos mais importantes canvas do mundo dos negócios: o "Value Proposition Canvas". Você pode ver uma foto dele à seguir: _This post is for subscribers only._ ### Como transformar empresas em organizações orientadas a dados URL: https://productoversee.com/blog/como-transformar-empresas-em-organizacoes-orientadas-a-dados/ Last updated: 2024-01-31T16:55:12.000Z --- Já faz alguns anos onde falamos que o recurso mais valioso do mundo não é mais o petróleo, mas sim os[ dados](https://www.economist.com/leaders/2017/05/06/the-worlds-most-valuable-resource-is-no-longer-oil-but-data?ref=productoversee.com), e isso vem suscitando uma discussão crucial sobre a tomada de decisões. Nesse contexto, a transição de uma empresa para uma abordagem orientada por dados não é mais uma escolha, mas uma necessidade para se manter relevante perante a competitividade do mercado. Empresas orientadas por dados são aquelas que empregam de maneira eficaz as informações para orientar suas estratégias e operações, transformando dados em insights acionáveis (features, melhorias, correções de fluxos…). Concorrentes estão analisando teras e mais teras de dados todos os dias, times de produto criam novas funcionalidades baseadas em números e a engenharia se torna mais eficiente através dos dados. Como competir com isso? Este artigo explora como conduzir a transformação de empresas em organizações orientadas por dados. ### **Mas por que fazer com que as empresas sejam orientadas a dados?** O cenário empresarial global passa por uma transformação com a ascensão do paradigma *data-driven* (tomar decisões baseadas em análise e interpretação de dados). Nessa era, os dados não são apenas um recurso, mas um meio essencial para o sucesso das estratégias do dia a dia. Para empresas de todos os setores, adotar uma abordagem data-driven implica uma transição para um modelo em que as decisões são fundamentadas em análises profundas de dados e insights, crucial para a sobrevivência e sucesso em um mercado competitivo. Deixamos de olhar apenas para o que acreditamos ser o caminho certo e passamos a ser guiados por informações analíticas.. **Um benefício ao tornar-se data-driven está na capacidade de tomar decisões embasadas em evidências, minimizando riscos e aprimorando a precisão, permitindo respostas ágeis às mudanças do mercado.** Além disso, a análise de dados viabiliza a personalização de produtos e serviços, atendendo de maneira direta e eficiente às necessidades dos clientes. No entanto, a jornada para se chegar ao data-driven enfrenta desafios, como integrar dados de diversas fontes e garantir segurança e privacidade, exigindo práticas rigorosas. O processo traz seus benefícios, mas gera um certo trabalho até o alcançá-lo. A resistência à mudança nas organizações é um obstáculo, especialmente em empresas com culturas tradicionais. Essas muitas vezes já possuem métodos e fluxos bem delineados e inserir um step de avaliação de dados pode ser algo que não estão muito abertos a fazer. Aqui, citarei algumas vantagens mas também desvantagens (nem tudo são flores) de uma empresa que possa querer adotar uma abordagem data-driven. #### **Vantagens:** 1. **Embasamento em Dados para Decisões:** Ao adotar uma abordagem impulsionada por dados, as decisões são respaldadas por análises sólidas, reduzindo incertezas e aprimorando a precisão. Deixamos de usar apenas o feeling e utilizamos de estatística. 2. **Customização de Produtos e Serviços:** A análise de dados permite uma compreensão mais profunda dos clientes, adaptando ofertas para atender às suas necessidades específicas. Aqui podemos pensar na construção de novas funcionalidades e correção de problemas que afetam nossos usuários. 3. **Aprimoramento de Processos:** A análise de dados identifica pontos de estrangulamento operacional, melhorando a eficiência e reduzindo despesas. 4. **Previsão de Tendências de Mercado:** A análise de dados permite identificar padrões e tendências emergentes no mercado, possibilitando que as empresas antecipem demandas futuras e ajustem suas estratégias de acordo. #### **Desafios:** 1. **Integração de Dados:** Agrupar informações de diversas fontes em um formato coeso e funcional representa um desafio técnico significativo. Construir uma infraestrutura de dados além de ter um custo gera um trabalho com a integração de diferentes fontes dos dados. 2. **Proteção e Confidencialidade de Dados:** Assegurar a segurança e respeitar a privacidade dos dados coletados é fundamental, mas apresenta desafios. 3. **Resistência à Mudança:** A mudança cultural em direção a uma abordagem baseada em dados pode enfrentar oposição interna, especialmente em organizações tradicionais. 4. **Custo Inicial e Investimento em Tecnologia:** A transição para uma abordagem orientada a dados muitas vezes requer investimentos substanciais em tecnologia, treinamento de pessoal e infraestrutura, o que pode representar uma barreira financeira inicial para algumas empresas, especialmente aquelas com recursos limitados. ### **Vantagem competitiva** A vantagem competitiva é notável para organizações orientadas por dados. Estas têm a habilidade de prever tendências, adaptar-se rapidamente a mudanças no mercado e inovar com base em percepções extraídas de dados, muitos dos pontos que mencionamos acima. A agilidade e inovação tornam-se cruciais para manter a competitividade em um ambiente de negócios instável. Principalmente no mercado de tecnologia, onde temos mudanças ocorrendo diariamente, os dados trazem uma segurança adicional para estar um passo à frente de tendências e necessidades dos clientes. Nesse contexto, a vantagem competitiva proveniente da abordagem data-driven é incontestável. Empresas que adotam essa estratégia conseguem antecipar tendências, inovar com embasamento em dados tangíveis e responder de forma ágil às transformações no mercado. Essa flexibilidade e a capacidade de inovação constante são essenciais para sustentar uma posição de liderança em um ambiente de negócios em constante evolução. ### **A importância dos profissionais em dados** Para efetivar essa transformação, é vital investir em profissionais qualificados na área de Dados. Indivíduos especializados são cruciais para extrair valor dos dados, aplicando técnicas analíticas, modelagem e interpretação. As empresas devem concentrar-se na contratação e formação desses profissionais, fomentando uma cultura que valorize a análise de dados e a tomada de decisões fundamentadas. Adicionalmente, é fundamental promover a alfabetização em dados em todos os níveis da organização, assegurando que todos os colaboradores compreendam a importância dos dados e como podem contribuir para uma abordagem mais orientada a dados em suas funções diárias. - **Cientista de Dados:** Responsável por desenvolver algoritmos e modelos preditivos para extrair insights valiosos dos dados. Sua importância reside em capacitar a empresa a tomar decisões estratégicas com base em análises avançadas, identificando padrões e tendências. - **Analista de Dados:** Encarregado de examinar conjuntos de dados, gerar relatórios e visualizações para oferecer insights acionáveis. Sua importância reside em fornecer informações tangíveis para apoiar decisões diárias, contribuindo para a eficácia operacional e estratégica da organização. - **Engenheiro de Dados:** Encarregado de gerenciar a infraestrutura de dados, garantindo a coleta e armazenamento eficientes das informações. Sua importância está em construir a base sólida necessária para análises, assegurando que os dados estejam acessíveis e prontos para serem processados. ### **Estratégias de implementação** _This post is for subscribers only._ ### Os bastidores de uma GPM URL: https://productoversee.com/blog/os-bastidores-de-uma-gpm/ Last updated: 2024-01-29T10:46:01.000Z No final de 2023, fui ao evento do Product Camp em que encontrei diversas pessoas relacionadas a produtos digitais, pessoas que ocupavam a cadeira de designer, Product Managers, CEOs de empresas de tecnologia, desenvolvedores buscando entender ainda mais o fluxo de trabalho e até mesmo pessoas em busca de migração de carreira. Em algumas palestras que pude estar presente, tive a sensação de que compartilhava de alguns sentimentos com aqueles que estavam lá, compreendia com detalhes os exemplos que os palestrantes davam, ao ponto de conseguir projetar uma cena muito semelhante vivida por mim. Em outras situações, chegava a dar um leve sorriso, olhar para quem estava ao meu lado e, quando nossos olhares se cruzavam, nossa reação era algo como “Não é mesmo?! Não é que é assim?!” Foi aí que me veio o pensamento de que as pessoas que ocupam a posição de Product Manager, ou em alguns lugares, como Product Owner, compartilham de alguns sentimentos muito associados aos obstáculos do dia a dia. Às vezes alguns mais voltados para a dificuldade de fazer gestão da expectativa dos stakeholders, outros de administrar as demandas do dia a dia e alguns mais em como colocar em produção alguma funcionalidade relevante para o usuário final em tão pouco tempo. Ao fim do dia, ao olhar esses acontecimentos, você já se fez a seguinte pergunta: será que vou dar conta dessa dinâmica? Será que vou conseguir garantir que todos estarão cientes da evolução de cada parte do projeto? Eu já! Em 2021, estava atuando como Product Manager de alguns projetos e em paralelo, quando possível, dava suporte na construção da área de Produtos da empresa em que trabalhava. Os dias foram passando, as necessidades aumentando e a estrutura pedia por uma pessoa que acompanhasse os PMs e POs, uma pessoa que desse direcionamento, sugerisse caminhos alternativos, que desse suporte na carreira, que pudesse estar mais próximo do tático de um projeto. E, foi assim que casou o momento com a oportunidade, e nasceu a minha primeira experiência como Group Product Manager. ## Aquela dúvida que bate A partir daí, eu só conseguia pensar numa coisa, que responsabilidade ser gestora de um grupo de pessoas! Será que eu vou dar conta? Bom, como GPM, era claro para mim que uma posição como essa, carregava grandes expectativas e um super comprometimento para fazer tudo isso acontecer. O meu desafio inicial foi acalmar a voz que eu ouvia internamente e dizia, como alcançar essas perspectivas? Será que eu vou dar conta? Instintivamente sempre gostei de ajudar pessoas, de acompanhar o dia, de poder dar sugestões de caminhos alternativos, de poder encorajar e guiar quando necessário. Eu não tinha claro para mim qual seria o meu perfil de liderança, como seria meu relacionamento com as pessoas, afinal, era a primeira vez com essa tarefa. Respirei fundo e pensei que a melhor maneira de viver, é tentar, então deixar fluir e aplicar na prática coisas boas que vi em meus líderes, evitar reproduzir coisas que não se encaixam com o meu perfil de pessoa, consequentemente, de liderança, parecia um bom jeito de começar. Os dias foram passando e além das experiências de vida, comecei a colecionar uma série de momentos que gostaria de repetir como líder, outros que gostaria que não acontecessem outra vez e alguns que eu queria aprofundar mais. Foi assim que busquei anotar e criar alguns lembretes, daqueles em que podemos escrever em um post-it, sabe? E por incrível que pareça eles me acompanharam por um ano e meio de gestão. No livro “[Eu sou as escolhas que eu faço](https://amzn.to/3UgoZSF?ref=productoversee.com)” da Elle Luna, ela traz uma reflexão de que “quando colocamos no papel, as palavras se tornam palpáveis, visíveis” e foi assim que cheguei às seguintes referências para a minha liderança: ⁃ **Liderança com representatividade**: inclua, represente e valorize seus liderados, é assim que eles se sentirão parte do seu time. ⁃ **Título de cargo não traz resultado**: ser GPM carrega sim uma expectativa, mas, no fim do dia, o que vale é ser você! Busque aplicar o que acredita para chegar aos resultados que você trabalhou para alcançar. ⁃ **Tenha trocas profundas e sinceras**: conheça seus liderados, entenda mais das suas dificuldades e alegrias para que juntos cheguem no lugar que tenham como objetivo. Ocupar um cargo de liderança exige comprometimento, parceria, responsabilidade e muita empatia. Se você escolheu seguir esse caminho, mantenha sua essência, alinhe expectativas com seu gestor e liderados, busque achar o seu tempo também para absorver as coisas e conversar com seus pares para trocar experiências. Carregue boas dicas, referências e lembretes com você, eles serão suas melhores companhias. ### Liderar não é confortável URL: https://productoversee.com/blog/liderar-nao-e-confortavel/ Last updated: 2024-01-26T22:22:49.000Z --- Eu não gosto de dizer que liderar é difícil. Eu realmente não acho que é das profissões mais difíceis que a gente tem. Esses dias chovia aqui em São Paulo, eram 9 da noite, e o caminhão do lixo estava ali, passando, como faz todos os dias, com três pessoas correndo na chuva e pegando o lixo, muitas vezes todo aberto no chão, para manter as ruas limpas. Não sei quanto cada uma dessas pessoas ganha, mas chuto que não é muito. Se alguém me perguntar, "Você acha o trabalho de um lixeiro difícil?". Bom, responderei de prontidão que sim. Bastante difícil, inclusive. Bom, poderia citar outros trabalhos aqui que considero muito mais difíceis que liderar, pois diria que a lista é bastante extensa. Agora, se você me perguntar "Você acha que liderar é algo confortável?". Certamente minha resposta se coincide com o título desse texto: "Liderar está longe de ser confortável, para as pessoas que realmente se dedicam a serem bons líderes.". O final da minha resposta é muito importante. Liderar de um jeito que faça as pessoas te enxergarem como alguém que vai de fato ajudá-las a crescer e causar um impacto verdadeiramente positivo em suas vidas, é das coisas mais desconfortáveis pelas quais já passei nesses 7 anos liderando pessoas. O líder/gestor que só manda e não escuta ninguém, que não está disposto a olhar por outras perspectivas, tem a vida fácil, mas não se importa com o impacto negativo que causa. O líder que é líder, que se importa com as pessoas, que as quer ver evoluindo, crescendo e conquistando objetivos, terá que gastar uma energia mental muito grande na grande maioria dos dias e é por isso que considero bastante desconfortável. Mas o trabalho, em si, não demanda que resolvamos equações quânticas ou que controlemos elementos nucleares. Não tem jeito, é a nossa formação cerebral. Gastar energia dói e nos coloca em perigo para um cérebro ainda primitivo, que acha que estamos na selva, arriscando sermos comidos por algum predador. Bom, mesmo assim, temos uma saída para driblar o nosso cérebro e de fato, conseguirmos gastar essa energia toda. O problema? Não estamos fazendo nem o básico para a nossa própria vida. ## Você está fazendo o básico? Tem uma cena de quando eu era criança que não sai da minha mente e vou narrá-las aqui para vocês: _This post is for paying subscribers only._ ### Designers líderes em inovação: arquitetando na era da Inteligência Artificial nas interfaces URL: https://productoversee.com/blog/designers-lideres-em-inovacao-arquitetando-na-era-da-inteligencia-artificial-nas-interfaces/ Last updated: 2024-01-24T10:45:34.000Z Fujam para as montanhas, é o fim das interfaces como conhecemos! Na era da transformação digital, a inteligência artificial (IA) emerge como uma força catalisadora, impulsionando a evolução de produtos e serviços em uma escala sem precedentes. Hoje quero explorar as novas fronteiras da inovação impulsionadas pela IA, destacando a quebra de paradigmas nas interfaces e a convergência de estratégias inovadoras na construção de produtos. Como já notamos, a IA transcendeu suas aplicações iniciais, integrando-se em diversas áreas e impulsionando a criação de produtos inovadores. Empresas agora desenvolvem soluções mais eficientes, adaptáveis e centradas no usuário, marcando uma revolução na forma como a tecnologia é percebida e utilizada. Interfaces baseadas em IA estão promovendo interações mais naturais e intuitivas, o que, certamente, resultará no declínio das interfaces convencionais. Observamos a transição de teclados e telas sensíveis ao toque para interfaces de voz, reconhecimento facial e gestual. Humane AI Pin e Rabbit1 são exemplos dessa evolução, permitindo comandos de voz e transformando a maneira como os usuários interagem com dispositivos. ## É a unificação das interfaces R1 é um exemplo que gosto bastante, a junção de inovação colaborando com novas propostas de interface. E note a pergunta que se equipe fez (por mais que pareça uma pergunta que o time de marketing escreveu). “Como podemos encontrar uma solução universal para realmente acionar nossos serviços, independentemente de ser um site, um aplicativo ou qualquer plataforma ou desktop?” Em espírito, é uma ideia semelhante à Alexa ou ao Google Assistant. O Rabbit OS pode controlar sua música, pedir um carro, comprar mantimentos, enviar mensagens e muito mais, tudo por meio de uma única interface. Sem equilibrar aplicativos e logins – basta pedir o que deseja e deixar o dispositivo atender. (Não vou nem comentar nada sobre privacidade). Ambos dispositivos representam avanços notáveis no cenário tecnológico, sinalizando o início de uma história empolgante para novos produtos. Esses dispositivos incorporam inovações significativas nas interfaces, com o R1 apresentando características revolucionárias e o Ai Pin I.A oferecendo comandos por voz e interações na palma da mão. O R1, com sua proposta intrigante, desafia os paradigmas convencionais ao proporcionar experiências únicas e disruptivas. Seu design inovador e funcionalidades avançadas abrem portas para um potencial significativo no desenvolvimento de novos produtos. ![](https://lh7-eu.googleusercontent.com/sIB0fxP9ET-VdC6u2hm1MxRY6ctDzSdiyhd8ozJ7LaH7S-_U-XbvLgLhybb2GXx7mcWPV98-YgopLhHuf4W2kjAEHG5qlQsO8Q8nshKxIl-6J_vRsFBjEfrNMXQd1cxiOBjNzzcLDfXgO8DyVAyeXec) [****Rabbit - R1** \- https://www.rabbit.tech/](https://www.rabbit.tech/?ref=productoversee.com) O mesmo se aplica ao Humane AI Pin, que redefine a interação por meio de comandos de voz e utiliza a inteligência artificial para aprimorar a usabilidade. ![](https://lh7-eu.googleusercontent.com/4jNtBe6O_lR2AtqdvwtM0vr3UZaTkCudQgIWDanHvQSkz4DceBoGcvx96P2_mhj1TW0__WKPly5sLhSEqigPSTIEfBJU-j4kRulaNSwO5LLvs0cA2wP4VbOfqUjGAROFrOTuBdtlyHjXNP8tfrqxUbY) [****Humane IA Pin** \- https://hu.ma.ne/aipin](https://hu.ma.ne/aipin?ref=productoversee.com) ## Será o fim dos smartphones? Mesmo com esses avanços notáveis, ambos os dispositivos ainda enfrentam limitações em comparação com a versatilidade e a potência de um telefone convencional. A substituição total do telefone exigiria um nível mais elevado de desempenho, especialmente em termos de capacidades de processamento, armazenamento, conectividade, privacidade e segurança. Além disso, a vasta gama de aplicativos e funcionalidades oferecidas por smartphones não é facilmente replicada por dispositivos mais especializados. O potencial para novos produtos baseados nessas inovações é imenso. Pode-se vislumbrar a integração de tecnologias semelhantes em dispositivos futuros, criando uma geração de produtos mais eficientes, centrados no usuário e adaptáveis. Contudo, a jornada rumo à substituição completa do telefone exigirá avanços tecnológicos adicionais e uma abordagem holística para atender às diversas necessidades dos usuários. A IA revoluciona a personalização de produtos, utilizando algoritmos avançados para analisar dados comportamentais e preferências. Desde recomendações de produtos até ajustes automáticos nas configurações, a IA transforma os produtos em parceiros inteligentes, adaptando-se e evoluindo com base nas necessidades do usuário. À medida que interfaces convencionais cedem lugar a sistemas autônomos e preditivos, surgem desafios éticos e preocupações com a privacidade. A gestão responsável do acesso a dados torna-se crucial, levantando questões sobre quem controla e protege essas informações. As empresas enfrentam o desafio de equilibrar inovação com responsabilidade ética, garantindo transparência e segurança dos dados dos usuários. ## A experiência do usuário como papel central Com a IA, a experiência do usuário assume papel central no design de produtos. A capacidade de compreensão contextual e adaptação contínua torna os produtos mais intuitivos e eficazes. A simplificação das interações e a eliminação de barreiras complexas resultam em experiências mais envolventes e acessíveis, redefinindo o padrão de excelência na interação humano-computador. _This post is for subscribers only._ ### A arte de fazer perguntas URL: https://productoversee.com/blog/a-arte-de-fazer-perguntas/ Last updated: 2024-01-23T10:46:28.000Z Saber perguntar. Esta é uma das maiores habilidades para quem trabalha com produtos. Uma boa pergunta derruba muros criativos, destrava loopings lógicos, define caminhos, ajuda a priorizar, e por aí vai! Vou citar 5 dicas que funcionam bem para mim: **Dica 1 - As pessoas nem sempre veem o óbvio.** Então, pergunte o óbvio primeiro. Nem que seja por “desencargo de consciência”. É melhor seguir com o óbvio sendo dito. **Dica 2 - Só passe para a próxima pergunta se tiver entendido a resposta da anterior.** Essa técnica funciona como se fosse um FLUXOGRAMA. Os caminhos são lógicos e previstos. Isso ajuda muito na hora do entendimento. **Dica 3 - Entendeu a resposta? Confirme!** Lembrem, isso é uma forma de comunicação. Logo, temos, no mínimo, EMISSOR e RECEPTOR. Nem sempre o receptor compreende o que o emissor quis dizer. Então confirmar se o entendimento está correto evita uma série de problemas. **Dica 4 - Pergunte sobre o processo que fez com que a pessoa chegasse àquela conclusão.** Entender a lógica por trás da resposta ajuda a compreender os insumos que foram usados. Normalmente, por conta própria, não temos todas as informações. **Dica 5 - Perguntas boas deixam um padrão perceptível em quem foi perguntado. Vejam se conseguem visualizar:** 1. Testa franzida; 2. Olhos voltados para cima e para o lado, como se estivesse procurando algo nos pensamentos; 3. Alguns segundos de pausa dramática; 4. Fala a frase: “Nunca tinha pensado nisso”; 5. Sensação de alívio após alguns segundos. Busquem perguntas que causem essa reação. ### Negócio para pessoas de produto: o que é um negócio? URL: https://productoversee.com/blog/negocio-para-pessoas-de-produto-o-que-e-um-negocio/ Last updated: 2024-01-19T15:44:20.000Z Qual é a definição mais precisa para o que é um negócio? Esse é o tipo de pergunta que se você fizer para 10 pessoas diferentes, todas elas irão responder de maneira diferente. Quando olhamos para a definição do dicionário > *uma ocupação, profissão ou comércio.a compra e venda de bens na tentativa de obter lucro.* A definição em si, não parece mais simples do que achamos que ela é? Já vi pessoas olhar para conhecimento de negócio como algo muito distante, algo que parece tão difícil que só em uma faculdade conseguirá aprender. Vejo que isso acontece, porque quando falamos sobre negócios, carregamos junto as mais variadas teorias, filosofias e sopa de letrinhas das mais variadas cores e tipos. É Drucker, Porter, Kotler, Collins e outras das pessoas que consideramos verdadeiras entidades do mundo dos negócios, que em suas perspectivas e filosofias, todos estão certos sobre o que é um negócio. Drucker, reconhecido como um dos pensadores mais influentes do século XX e até hoje impacta nossos dias profissionais, por exemplo, diz que > *Um negócio é uma organização social que difere das outras organizações sociais no sentido único que é a necessidade de ter clientes.* Faz muito sentido, não? Mas aí ele continua em seu livro "The Practice of Management"*É o cliente que determina o que é um negócio. O cliente é a base de um negócio e é o que mantém sua existência. Só ele é capaz de gerar emprego.* > *Um negócio deve estar focado de maneira completa e irrestrita no processo de captura e manutenção de clientes. Para isso, criar um ciclo que vai do entendimento profundo das suas necessidades, valores e comportamentos até o desenvolvimento, distribuição e melhoria das soluções que entreguem valor efetivo para os públicos, de maneira que viabilizem a capturem de valor para o negócio.* Não me entenda mal, eu gosto de ler livros antigos de filosofia (afinal, me considero um bom estoico) e de negócios, os quais são daqueles livros que você tem que ler algumas vezes para conseguir extrair alguma coisa, mas, para o nosso contexto de gestão de produto, eu não vejo necessidade nenhuma de filosofar profundamente no conceito. Então, quando alguém me pergunta sobre o que é um negócio, eu sempre respondo o mesmo: > *Um negócio é uma organização que visa vender algo com o objetivo de obter lucro e crescer.* Três palavras importantes que precisamos entender nessa definição são vender, lucro e crescer. Se queremos vender algo, precisamos vender algo à alguém (o famoso objeto direto que você estudou na oitava série). Dito isso, é óbvio que um negócio precisa de gente que queira comprar o que ele está vendendo. Para essas pessoas, a gente dá o nome de clientes. Quando falamos de lucro, falamos da diferença entre a quantidade de dinheiro que entra na empresa e a quantidade de dinheiro que ela gasta para produzir aquilo que ela vende. É a famosa estrutura de receita x custos. E, regidos pela regra do [Capital](https://amzn.to/3vIVO0h?ref=productoversee.com), uma empresa precisa crescer em seu mercado. Não há empresa que não visa crescer ano após ano. Você já viu alguma empresa cuja meta era abaixar o faturamento? E aqui, não se engane, crescer significa aumentar o lucro no passar do tempo. Se entendermos de maneira profunda sobre como convencer as pessoas a comprar o que queremos vender e como conseguimos gerar lucro continuadamente no tempo, então, teremos entendimento profundo sobre o que é um negócio. Convencer as pessoas a comprar é a famigerada geração de valor para os usuários que falamos o tempo todo no mundo da gestão de produto. Por isso, essa série de textos sobre negócios será focada em entender a segunda parte fundamental para uma companhia, a qual é sua estrutura de receita e custos, onde aqui, vou materializá-la através do conceito de modelo de negócio. # Modelos de negócio no século XXI O que realmente me fez entender e ter mais clareza sobre o que é uma empresa foi ter estudado sobre modelos de negócio. O título dessa seção traz destaque para o século XXI, porque mesmo que a estrutura base de uma companhia tenha praticamente não mudado (receita x custos), as disciplinas que envolvem um modelo de negócio evoluíram bastante. _This post is for paying subscribers only._ ### O primeiro celular com IA é da Samsung URL: https://productoversee.com/blog/o-primeiro-celular-com-ia-e-da-samsung/ Last updated: 2024-01-18T11:28:46.000Z A Samsung oficialmente revelou sua série Galaxy S24, ultrapassando os limites da tecnologia de smartphones com melhorias significativas na câmera e um conjunto de recursos de IA generativa. Aqui está um mergulho profundo nas características marcantes do Galaxy S24, S24 Plus e S24 Ultra. O The Verge fez um resumo em vídeo E nós, trazemos os principais pontos aqui. ### Tradução em Tempo Real de Chamadas A série Galaxy S24 introduz um recurso inovador: tradução em tempo real para chamadas de voz em 13 idiomas. Esta capacidade, impulsionada pela IA, está integrada ao aplicativo nativo de chamadas, oferecendo traduções de áudio e texto, garantindo uma comunicação sem barreiras linguísticas. O dispositivo lembra as preferências de idioma para cada contato, adicionando uma camada de personalização à experiência do usuário. ### Assistente de Chat e Estilos de Conversação O Assistente de Chat da Samsung utiliza IA para detectar e traduzir mensagens automaticamente em vários idiomas. Integrado ao Google Messages, permite aos usuários escolher entre diferentes tons de conversação - casual, animado, formal ou até shakespeariano - atendendo a diversas necessidades de comunicação. ### Sistema Avançado de Câmera A série Galaxy S24 possui um sistema de câmera telefoto quádrupla, incluindo uma nova lente óptica de 5x e um sensor de 50 megapixels. Esta configuração permite capturas de alta qualidade à distância, enquanto aprimoramentos de IA sugerem edições de fotos e removem reflexos e brilhos indesejados. O Pro Visual Engine do dispositivo também suporta recursos de IA generativa para edição de fotos, oferecendo aos usuários controle criativo sobre suas imagens. ### Sumarização de Mensagens no Android Auto Uma adição notável para motoristas é a capacidade do Android Auto de sumarizar automaticamente mensagens de grupo. Este recurso garante que os usuários possam permanecer conectados sem comprometer o foco na estrada. ### Gravação Inteligente de Voz O aplicativo de gravador de voz do Galaxy S24 agora distingue entre diferentes vozes falantes e oferece resumos concisos do conteúdo gravado. Este aprimoramento é particularmente útil para capturar a essência de reuniões e palestras. ### Samsung Notes com IA A integração de IA no Samsung Notes organiza e sumariza notas, transformando a caligrafia desorganizada em informações estruturadas e pontuadas. Este recurso aumenta significativamente a eficiência e a clareza na tomada de notas. ### Circle to Search O inovador recurso 'Circle to Search' permite aos usuários pesquisar informações em seus telefones Android usando gestos simples. Ao circular, destacar ou tocar em conteúdo na tela, os usuários podem acessar instantaneamente informações relevantes sem trocar de aplicativos. ### Preços e Disponibilidade O Galaxy S24 está disponível para pré-venda a partir de hoje, com o modelo base custando $799\. O S24 Plus e o S24 Ultra estão cotados a $999 e $1,299, respectivamente. Além disso, o Galaxy S23 FE está disponível a partir de $599, e o S23 começa em $699 nos EUA. A mais recente oferta da Samsung na série Galaxy S24 representa um salto significativo na tecnologia de smartphones, combinando capacidades avançadas de IA com recursos amigáveis ao usuário. Esses aprimoramentos não apenas melhoram a funcionalidade do dispositivo, mas também enriquecem a experiência geral do usuário, estabelecendo um novo padrão na indústria móvel. ### Produteiros, também somos CIENTISTAS. Posso provar! URL: https://productoversee.com/blog/produteiros-tambem-somos-cientistas-posso-provar/ Last updated: 2024-01-18T10:45:58.000Z Eu sempre fui um cara das ciências. No colégio, adorava biologia. Tinha o sonho de ser professor. Mas não qualquer tipo de professor. Queria ser daqueles que inspira. Daqueles que fica marcado para sempre na vida do aluno. Lembro de um que tive, chamado Sérgio. Quando a turma começava a bagunçar e a não prestar atenção, ele gritava: “Sai você!”. Todos paravam de conversar para ver com quem ele estava falando. Ele simplesmente continuava a dar a aula como se nada tivesse acontecido. Era hilário!!! Uma das minhas maiores frustrações foi não poder ter me tornado um professor como sonhara. Tive que abandonar a faculdade por uma série de motivos que não convém citar aqui. A vida acabou indo para outro caminho. Sai a biologia. Entra a Administração de Empresas. Por um tempo, me conformei que não seria mais um cara de ciências. Quando entrei na área de produtos, os meus olhos brilharam ao escutar: “Temos que testar essa hipótese”. Meus amigos, vocês não imaginam o que foi ouvir essa expressão novamente. Foi um novo sopro de esperança (talvez um pouco hiperbólico). ### Onde a gestão de produto se encontra com a ciência Conforme fui ficando mais experiente na área, não tive como não fazer correlação entre como lidamos atualmente com produtos e como aplicamos o famoso Método Científico. Duvida? Vamos para um pouco de “tecniquês”: 1\. Observação e Identificação de Problemas: Imaginemos um Product Manager em uma empresa de streaming de música, agindo como um analista meticuloso. Ele nota que os usuários enfrentam desafios para descobrir novas músicas com base em suas preferências. Identificando essa lacuna, ele direciona a estratégia de desenvolvimento para criar algoritmos mais precisos, proporcionando recomendações musicais personalizadas e elevando a satisfação do usuário e a relevância do serviço. 2\. Formulação de Hipóteses: Nesse contexto, o Product Manager propõe hipóteses para abordar as demandas identificadas. Por exemplo, ele sugere que a incorporação de um sistema de recomendação mais avançado, baseado em preferências musicais específicas, pode aprimorar significativamente a descoberta de novas músicas pelos usuários. Essas hipóteses podem envolver adições de recursos, ajustes na interface do usuário ou melhorias no design para otimizar a usabilidade do produto. 3\. Experimentação e Desenvolvimento de Produtos: Seguindo uma abordagem mais formal, o Product Manager implementa mudanças controladas no produto, lançando uma versão beta com o novo sistema de recomendação aprimorado. Além disso, realiza testes A/B para comparar a recepção entre os usuários que experimentam as novidades e aqueles que permanecem com a versão anterior. Essa abordagem experimental visa avaliar a eficácia das alterações e coletar dados para validar ou refinar as hipóteses formuladas anteriormente. 4\. Coleta e Análise de Dados: Métricas como taxas de interação com as recomendações, feedback dos usuários e padrões de uso são meticulosamente coletadas. A análise cuidadosa desses dados é crucial para avaliar o impacto das mudanças implementadas, como o novo sistema de recomendação, embasando decisões informadas sobre o direcionamento futuro do produto. 5\. Refinamento Contínuo: Após analisar os resultados, o Product Manager realiza um refinamento contínuo das estratégias. Isso pode envolver melhorias incrementais no sistema de recomendação, revisões mais amplas na experiência do usuário ou, em casos extremos, a adoção de uma abordagem completamente diferente. Esse processo iterativo de refinamento é essencial para garantir que o produto evolua alinhado às necessidades e preferências em constante mudança dos usuários. 6\. Comunicação Efetiva: A comunicação clara em outras áreas é tão crucial quanto na ciência. O Product Manager precisa comunicar de maneira transparente as decisões tomadas, os resultados obtidos com o novo sistema de recomendação e as próximas etapas para a equipe. Essa comunicação eficaz é essencial para garantir que todos estejam alinhados e colaborando de forma eficiente. ### Conclusão Ao aplicar o método científico na gestão de produtos, como exemplificado na otimização do sistema de recomendação em streaming de música, os Product Owners e Product Managers estabelecem uma abordagem fundamentada e estruturada. Isso se traduz na criação de produtos inovadores, alinhados às necessidades dos usuários, capazes de evoluir continuamente para enfrentar os desafios em um ambiente de mercado dinâmico. Essa abordagem orientada por dados e aprendizado contínuo contribui para o sucesso e relevância constante do produto. Vai me dizer que Gestão de Produtos e Método Científico não estão completamente entrelaçados? ### Aprendizados com o livro “O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas” de Daniel Goleman URL: https://productoversee.com/blog/aprendizados-que-tive-com-o-livro-o-cerebro-e-a-inteligencia-emocional-novas-perspectivas-de-daniel-goleman/ Last updated: 2024-01-17T13:58:53.000Z Assuntos relacionados à mente humana despertaram muito o meu interesse nos últimos anos. Sou Geofísica de formação e trabalho com TI há 9 anos, o olhar “lógico” e “racional” para as coisas sempre foi algo muito forte em mim. Já fui do tipo de pessoa que olha desconfiada para coisas relacionadas a “assuntos da mente humana”. A desconfiança de fato é válida, seja nesse ou em tantos outros assuntos, encontramos informações confiáveis, mas também encontramos muitas informações incorretas, sem validações e que valem a desconfiança. Decidi procurar mais sobre o assunto de Inteligência Emocional, buscando informação através de publicações e artigos científicos, além dos artigos, também busquei livros de autores acadêmicos. Nessa jornada, logo descobri que o nome mais popularmente encontrado é o Daniel Goleman. Goleman é um psicólogo Ph.D. formado por Harvard e que possui muitos livros e artigos na área. Dito isso, vamos de fato ao assunto deste texto. Um dos conteúdos que li de Goleman foi o livro “[O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas](https://amzn.to/47wOUIp?ref=productoversee.com)”. Apresento aqui alguns relatos do que observei e aprendi com essa leitura. Foi muito útil para mim e espero que possa ser útil para vocês também. Vamos a leitura? Os aprendizados que tive com o livro “O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas” de Daniel Goleman estão relacionados a: - Inteligência Emocional (ah vá, cê jura?! rs) - Bom humor e mau humor - Criatividade e Inovação - Autodomínio - Cérebro social - Empatia - Desenvolvendo a Inteligência Emocional. ## **Inteligência Emocional** Segundo Goleman: > “A inteligência emocional é um poderoso modelo para a educação na forma de aprendizado social/emocional, e é reconhecida como um ingrediente fundamental de liderança destacada, assim como um agente vivo numa vida plena.” A Inteligência Emocional é muito importante para os indivíduos em todos os aspectos, incluindo na liderança. Caso você tenha interesse em se aprofundar sobre a questão de liderança e inteligência emocional, recomendo a leitura do conteúdo “[A inteligência emocional de fato contribui para os líderes no ambiente de trabalho?](https://productoversee.com/a-inteligencia-emocional-de-fato-contribui-para-os-lideres-no-ambiente-de-trabalho/)”. ## **Bom humor e mau-humor** No que diz respeito à eficácia pessoal, Goleman afirma que é necessário estar no melhor estado interior para a realização de uma tarefa. Segundo o autor, pesquisas mostram que existem vantagens em se estar de bom humor, essas vantagens são de que “somos mais criativos, melhores na resolução de problemas, temos melhor flexibilidade mental e podemos ser mais eficientes na tomada de decisões de muitas maneiras.” _This post is for subscribers only._ ### Inovação disruptiva. Quem, como, onde, quando? URL: https://productoversee.com/blog/inovacao-disruptiva-quem-como-onde-quando/ Last updated: 2024-01-16T10:46:00.000Z Basta rolar o feed do LinkedIn e veremos muita inovação e disrupção por aí. Workshops de inovação, cursos, posts, palestras, profissionais, teorias, fórmulas, do's and don’ts… Mas produtos e serviços realmente inovadores, quase não tenho visto! A inovação já é uma buzzword antiga, e claro, não é algo simples, fácil ou rápido de ser feito, além de que não existe a fórmula mágica para fazer isso, e o sucesso é relativo. *“Inovação é a introdução de algo novo, seja um produto, serviço, processo ou ideia. É importante para o crescimento econômico e social, pois ajuda a criar novos empregos, aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida.“* \- Fonte: Google Bard *“Inovação é o processo de introduzir melhorias por meio de novas ideias, tecnologias ou métodos, impulsionando o crescimento e a competitividade em diversos setores. Vai além da criação, envolvendo a efetiva implementação de mudanças.”* \- Fonte: ChatGPT Além das definições básicas, existe uma divisão entre tipos de inovação: [incremental, radical e disruptiva](https://distrito.me/blog/inovacao-disruptiva-radical-e-incremental-qual-a-diferenca/?ref=productoversee.com). Existem diferentes visões e materiais sobre o tema e eu acredito que essa definição não é um consenso universal (assim como o termo startup), mas de certa forma todas as definições direcionam para algo próximo com características semelhantes. Mas, independente do que é inovação no detalhe, qual foi o último produto e/ou startup realmente inovador que você viu? Provavelmente, você pensou em ChatGPT e LLMs, certo? Bom, eu também 😅. Mas saindo do mundo da IA, o que mais? ## Quais empresas são realmente inovadoras? **Uber** \- Bom, carros com motoristas particulares já existiam. E eu também já podia solicitar um desses a distância (telefone). Talvez a grande jogada foi usar um modelo de negócio de plataforma (que também já existia). Mas, então, o quanto que o Uber foi realmente uma inovação? Foi uma inovação radical, ou apenas incremental? Outra coisa: o Uber já tem mais de 10 anos desde sua fundação. **Airbnb** \- Será que ninguém nunca tinha alugado um quarto para um amigo de um amigo? Classificados online já não existiam? Sem dúvida uma startup genial, mas, de 0 a 10, quão inovador isso foi? E pensando em Brasil, fica um pouco mais difícil, mas vamos pensar no caso mais óbvio: **Nubank** \- Um banco. Ok, o cartão roxo foi novidade, pedir por aplicativo também. Mas bancos e cartões de crédito já existiam, a cor roxa também. Um ótimo atendimento ao cliente infelizmente é raríssimo, mas existe. Talvez o fato de “não ter agências” tenha sido o fator mais inovador. Ok, é válido! Não tenho dúvidas sobre a qualidade, impacto e excelência de todas essas empresas listadas acima. Mas minha provocação é: onde está a inovação disruptiva que vai mudar o mundo? Principalmente olhando para o Brasil. ## Alguém conhece um verdadeiro inovador? Onde estão as Tesla, Neuralink, OpenAI brasileiras? Ou pelo menos com essa ambição? Onde estão os “Ricky e Morty”, “Dr. Emmet Brown “ (de volta para o futuro), Henry Ford, onde fica o “Laboratório de Dexter“? Por que “mais uma fintech” está entre as 6237 (digite seu número) mais inovadoras do país? A gente precisa mesmo de mais um banco? Blockchain de novo, pra resolver o que mesmo? Será que inovação virou sinônimo de lucro? Qualquer startup que usa uma buzzword na descrição é inovadora? Eu acredito que, normalmente, os inovadores são realmente aqueles com as ideias mais malucas e improváveis, você tem visto isso por aí? Bom, e você aí? Tem conseguido contribuir para algo minimamente inovador, ou está preso em mais do mesmo? Ok, se pesquisarmos com mais afinco encontraremos startups incríveis com propostas inovadoras. Porém são poucas e não ganham tanta visibilidade. Minha provocação final é: que nos próximos anos o ecossistema abrigue **mais inovadores** e **menos holofotes**. ### Robôs domésticos estão logo ali URL: https://productoversee.com/blog/robos-domesticos-estao-logo-ali/ Last updated: 2024-01-15T10:46:54.000Z A startup norueguesa de robótica e inteligência artificial, [1X Technologies](https://www.1x.tech/?ref=productoversee.com), anunciou recentemente uma nova rodada de financiamento, arrecadando impressionantes $100 milhões. Esse investimento significativo vem na sequência de uma rodada Série A de $23,5 milhões em março do ano passado, liderada pelo OpenAI Startup Fund I LP. A 1X Technologies, conhecida por suas inovações no campo da robótica, tem planos ambiciosos para introduzir seu novo robô, destinado ao uso doméstico, 'em breve'. O primeiro android da empresa, chamado EVE, é um modelo de duas rodas que já realiza funções em fábricas e atua como patrulha de segurança. No entanto, o novo modelo chamado NEO, projetado para andar e se mover como um ser humano, promete ser um divisor de águas no mercado de robótica. Este último modelo é destinado a auxiliar nas tarefas domésticas, representando um passo significativo na integração da robótica na vida cotidiana. A expectativa é que o NEO seja exatamente como a imagem abaixo: ![Image](https://pbs.twimg.com/media/F2BKv9cWUAEbhhz?format=jpg&name=large) Reprodução 1X tech - x.com Enquanto o NEO não é lançado, é possível ver como eles usaram o EVE como uma espécie de protótipo do NEO. É possível ver vídeos do EVE fazendo tarefas rotineiras de uma casa, como, por exemplo, pegar a bagunça espalhada: E até, incrivelmente, fazer cookies: Recentemente, o vice-presidente de IA da 1X publicou (e posteriormente deletou) um tweet indicando que os modelos NEO estariam disponíveis para compra 'em breve' para uso doméstico. Esta notícia gerou grande expectativa no mercado, aumentando o hype em torno da robótica humanóide. A importância dessa inovação não pode ser subestimada. À medida que o entusiasmo cresce e a concorrência se intensifica, parece cada vez mais provável que os robôs humanóides se tornarão uma parte significativa de nossas vidas, mais cedo do que imaginávamos. Eles têm o potencial de revolucionar não apenas nossas casas, mas também nossos locais de trabalho, redefinindo como interagimos com a tecnologia em nosso dia a dia. A entrada da 1X Technologies neste mercado altamente competitivo é vista como um grande passo para a indústria. Especialistas acreditam que a disponibilização de robôs humanóides para uso doméstico poderá transformar significativamente a maneira como realizamos tarefas domésticas, além de oferecer companhia e assistência para pessoas que vivem sozinhas ou que necessitam de cuidados especiais. Com a promessa de lançar o modelo NEO em breve, a 1X Technologies se posiciona na vanguarda de um campo emergente e extremamente promissor. A expectativa é que esses avanços tragam não apenas conveniência e eficiência para os lares, mas também impulsionem novas discussões e reflexões sobre a interação entre humanos e máquinas inteligentes. Resta aguardar para ver como esses robôs inovadores serão recebidos pelo público e qual será o impacto de sua chegada no cotidiano das pessoas. ### A miopia de marketing e a defensibilidade do negócio URL: https://productoversee.com/blog/a-miopia-de-marketing-e-a-defensibilidade-do-negocio/ Last updated: 2024-01-12T10:45:35.000Z A miopia de marketing é um conceito importante para entender porque alguns negócios falham e outros têm muito sucesso. Ela se dá basicamente pela visão estreita ou limitada que muitas empresas têm ao definir seu mercado-alvo e desenvolver estratégias de marketing. Isso ocorre quando as empresas se concentram apenas em vender seus produtos ou serviços existentes, sem considerar a mudança de comportamento que os seus usuários têm no tempo. Quer ver um dos exemplos mais famosos? Você certamente já ouviu falar dessa frase: > "O cliente não quer uma furadeira, ele quer um buraco na parede." Bom, vejo que podemos atualizá-la para os dias atuais: > "O cliente não quer uma furadeira e nem um buraco na parede, ele quer colocar algo na parede." Foi exatamente isso que a 3M entendeu com os usuários dos mercados de furadeiras, parafusos, buchas para parafusos e prestadores de serviços, criando suas fitas de dupla face e ganchos que conseguem aguentar itens de até 5 quilos na parede sem ter que fazer um único furo na parede e sem deixar nenhum pó no chão. Pois bem, a 3M entendeu que existia uma necessidade dos usuários, que ficou muito evidente na pandemia, de querer pendurar coisas na parede e que elas não tinham uma furadeira ou não poderiam chamar um prestador de serviço. O impacto que isso tem no mercado é muito grande, tanto para o mercado de furadeiras, parafusos e buchas para parafusos, bem como para prestadores de serviço. Não é estranho que quem criou essa solução não foi uma empresa de furadeiras, como, por exemplo, a Makita e a Bosch? Elas certamente tem recursos para criar uma tecnologia dessas que a 3M criou e mais, elas são especialistas em criar produtos que conseguem furar uma parede, ou seja, elas sabem muito bem a necessidade que as pessoas têm nesse sentido. Elas certamente estão míopes. É claro que o mercado de furadeiras não deve deixar de existir na construção civil e para coisas mais pesadas, mas essas empresas e os prestadores de serviço perderam uma porção significativa do mercado, o que acaba deixando esses modelos de negócios mais frágeis. E é aí que está o principal problema de uma empresa ser míope, pois, ela acaba não conseguindo perceber que um tsunami pode estar por vir e não defende o seu modelo de negócio, que pode ficar frágil, ao ponto de ele deixar mesmo de existir. A Blockbuster está aí para não nos deixar mentir. # Entendendo a miopia de marketing _This post is for paying subscribers only._ ### Estudo mostra como melhorar as respostas do ChatGPT em 50% URL: https://productoversee.com/blog/estudo-mostra-como-melhorar-as-respostas-do-chatgpt-em-50/ Last updated: 2024-01-11T10:45:29.000Z Em um [artigo inovador](https://arxiv.org/pdf/2312.16171v1.pdf?utm%5Fsource=www.superhuman.ai&utm%5Fmedium=newsletter&utm%5Fcampaign=the-chatgpt-moment-for-robotics) lançado em 26 de dezembro de 2023, pesquisadores do VILA Lab da Universidade Mohamed bin Zayed de IA revelaram um conjunto de 26 princípios projetados para revolucionar a forma como os usuários interagem com grandes modelos de linguagem (LLMs), incluindo LLaMA-1/2 e GPT-3.5/4\. Este estudo, intitulado "Princípios Orientadores São Tudo o Que Você Precisa para Questionar LLaMA-1/2 GPT-3.5/4," oferece uma estrutura única para otimizar a maneira como as perguntas são feitas a esses sistemas avançados de IA. Os princípios, desenvolvidos por meio de extensos experimentos, concentram-se em melhorar a clareza e a estrutura dos prompts, garantindo que os usuários possam extrair informações precisas e relevantes de forma mais eficaz desses modelos sofisticados. Uma percepção chave da pesquisa é a adaptabilidade de modelos maiores a prompts mais específicos e detalhados. Essa adaptabilidade destaca a notável capacidade de simulação e precisão dos modelos. Ela também sublinha a necessidade dos usuários formularem cuidadosamente suas consultas para aproveitar todo o potencial desses sistemas de IA. Os pesquisadores encontraram que utilizando as 26 estratégias de prompts a seguir, a performance do LLM (aka ChatGPT) pode melhorar em até 50%: ![](https://ci3.googleusercontent.com/meips/ADKq_NbZQoFV5WqFgD9S1o2ItpxwY1hNUWRZieTm82p5bUTZn-2syn_aNMA4k9Ul7N5dkBDEI-vpZ4-t05cyg7XAY0OJpOXdFsB9SFlPyHnmxhoU7qepAbIEy9mWwXamNIcSgp-AQtZlr_KNUtFKjLUJtlUJCbgM1n51Yyx_fzI-HCf03yPukR3d-OzRoUoib9tIoRCQSL7I5VbBIpRDimiGY7Kiudk4vIum2G7iv35dJYlbn0m5Osub5kdugu52hWHut85jTl3-n73cGeWaVDFJirEZijSyOwZHjTmV6w4btzmZQWY=s0-d-e1-ft#https://media.beehiiv.com/cdn-cgi/image/fit=scale-down,format=auto,onerror=redirect,quality=80/uploads/asset/file/48302eb0-100a-47e6-a3e0-2e95a5529d9f/Screenshot_2024-01-08_at_2.50.44_PM.jpg?t=1704711094) É claro que para cada necessidade você usará uma estratégia diferente, você não precisa utilizar todos para conseguir o ganho de performance. Vá adaptando ao seu contexto e compondo o prompt para ter ganhos maiores. Este trabalho marca um avanço significativo no campo da inteligência artificial, prometendo tornar os modelos avançados de linguagem mais acessíveis e fáceis de usar para uma gama mais ampla de aplicações. À medida que a IA continua a evoluir e se integrar em vários aspectos de nossas vidas, pesquisas como essa são cruciais para moldar um futuro onde tecnologia e interação humana estejam alinhadas de maneira perfeita. ### Hey Produteiro! Precisamos falar sobre Burnout URL: https://productoversee.com/blog/hey-produteiro-precisamos-falar-sobre-burnout/ Last updated: 2024-01-11T00:42:14.000Z ## **Por que estamos falando disso?** Tenho me assustado com a quantidade de relatos que ouvi ultimamente de pessoas de produto passando por situações de estresse extremo e esgotamento mental. Isso despertou minha curiosidade para entender mais sobre o assunto. Uma[ pesquisa](https://hbr.org/2019/12/burnout-is-about-your-workplace-not-your-people?ref=productoversee.com) realizada pela Universidade de Stanford (2019) buscou entender a correlação entre estresse no ambiente de trabalho e custos ao sistema de saúde americano. A conclusão foi de que todos os anos são gastos cerca de U$ 190 bilhões para tratar doenças originadas pelas condições de trabalho estressantes. Fica ainda mais preocupante quando vemos, de acordo com a mesma pesquisa, que foram registradas 120 mil mortes anuais com causa relacionada ao estresse no trabalho. São números que dão força à importância de falarmos com seriedade sobre este assunto. Trabalhar com produtos significa lidar com ambientes que têm mais incertezas do que certezas, por muitas vezes com altas expectativas e pressão constante por resultados. Mas é preciso refletir sobre onde termina a cobrança saudável de um ambiente desafiador que nos leva ao crescimento e onde começa um ciclo tóxico de adoecimento que leva à retração da nossa capacidade de entrega. ## **Mas o que é o burnout?** De acordo com o Ministério da Saúde, a [Síndrome de Burnout](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout?ref=productoversee.com#:~:text=S%C3%ADndrome%20de%20Burnout%20ou%20S%C3%ADndrome,justamente%20o%20excesso%20de%20trabalho) é “um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade”. ## **Como isso afeta as pessoas de produto?** Há muitas maneiras que nós, pessoas de produto, podemos ser afetados por essa síndrome, principalmente quando os objetivos pautados parecem fora da realidade ou muito além da nossa capacidade, dadas as inúmeras dependências e questões políticas que estão fora da esfera de controle de um PM. ## **Principais causas e sintomas** _This post is for subscribers only._ ### Repensando o Sucesso: Uma Perspectiva Criativa com a Teoria da Relatividade do Sucesso URL: https://productoversee.com/blog/repensando-o-sucesso-uma-perspectiva-criativa-com-a-teoria-da-relatividade-do-sucesso/ Last updated: 2024-01-09T10:46:17.000Z Quando falamos de sucesso, muitos de nós imaginamos um cenário digno de um episódio clássico do Pica-pau, onde o gato, em um devaneio materialista, com a possibilidade de ganhar 100 mil dólares ao denunciar o Pica-pau, enumera seus sonhos de “mulheres, automóveis, mulheres, iates, mulheres, mansões, mulheres”. As palavras fluem enquanto as imagens daquilo que ele considera ser o auge do sucesso dançam sobre sua cabeça. Embora caricatural, esta visão não está tão distante daquela pintada pela nossa sociedade: uma série de conquistas tangíveis, aplaudidas e aspiradas. Contrastando com essa imagem, Albert Einstein nos ofereceu uma lente diferente para examinar a realidade. Sua Teoria da Relatividade desafiou a noção de absolutos no espaço e no tempo, colocando o observador no coração da percepção da realidade. O que se revelaria se aplicássemos essa abordagem revolucionária ao conceito de sucesso? Talvez descobríssemos que o sucesso, assim como o tempo e o espaço, não é um padrão fixo, mas uma entidade profundamente pessoal e intrinsecamente relativa. Neste artigo, eu divido com vocês um lampejo de inspiração: a “Teoria da Relatividade do Sucesso". Originada num momento de reflexão casual, essa ideia não foi forjada nas profundezas de uma pesquisa acadêmica, mas sim na simplicidade de um pensamento espontâneo. Com isso em mente, eu os convido a considerar uma perspectiva onde o sucesso é tão individual quanto o nosso lugar no contínuo do espaço-tempo, influenciado pelas escolhas que fazemos, o esforço que dedicamos e o valor que atribuímos ao nosso tempo. A relatividade restrita de Einstein nos ensinou que as percepções de tempo podem variar com a velocidade — para o viajante a altas velocidades, o tempo passa mais lentamente. Na equação E=mc², ele nos mostra que a energia e a massa são duas formas do mesmo fenômeno. Essa relação é uma poderosa metáfora para a interconversão entre nossos sonhos e esforços — nossa “massa" de valores e a “energia” que aplicamos para torná-los realidade. Da mesma forma, a Relatividade Geral nos fala sobre a gravidade como a curvatura do espaço-tempo causada pela massa e energia. No universo social do sucesso, os 'corpos massivos' — sejam eles figuras públicas, influenciadores ou ideais sociais — curvam a percepção do espaço ao nosso redor, influenciando o caminho que acreditamos levar ao sucesso. As redes sociais são o observador contemporâneo, moldando nossa visão do sucesso de maneira sem precedentes. Elas não são apenas um palco; são um amplificador que, às vezes, distorce a realidade, promovendo uma versão performática do sucesso baseada em visibilidade e validação externa. E à medida que influenciadores digitais ascendem, essas representações de sucesso se tornam cada vez mais engrandecidas e onipresentes. Apesar de reconhecermos que essa tendência das redes sociais pode não desacelerar tão cedo — com a atual e as futuras gerações cada vez mais imersas nessa nova definição de sucesso —, devemos nos perguntar: estamos permitindo que esses 'observadores' digitais determinem o valor de nossas próprias conquistas? A verdadeira substância do sucesso ainda deve ser encontrada nas realizações que ressoam com nossos valores e propósitos individuais, e não apenas nas métricas efêmeras de popularidade. Portanto, enquanto navegamos neste novo espaço-tempo social, é essencial manter um olhar crítico e reconhecer que o sucesso real transcende a esfera digital. É uma tarefa de cada um discernir entre a imagem construída e a experiência vivida do sucesso. Que tal, então, começarmos a definir sucesso por nós mesmos? A relatividade nos ensina que nossa percepção é subjetiva. Se adotarmos essa visão, podemos começar a valorizar o sucesso não pela quantidade de aplausos que recebemos, mas pela autenticidade e satisfação pessoal que nossas realizações trazem. É um convite para cada um de nós: olhe além da imagem projetada e encontre o que realmente importa para você. ## Apêndice: A Equação da Relatividade do Sucesso _This post is for subscribers only._ ### O Poder da Linguagem dos Dados - Estratégias Avançadas de Product Analytics URL: https://productoversee.com/blog/o-poder-da-linguagem-dos-dados/ Last updated: 2024-01-08T10:45:11.000Z Bem, sabemos que todo material para ser entendido facilmente e por várias pessoas deve seguir alguma padronização, um guia de estilo. Isso também acontece quando queremos mapear em nossa ferramenta da análise as páginas eventos de nosso produto. Por isso é importante dedicar algum tempo para estabelecer uma nomenclatura para seu esforço de Product Analytics. Isso permitirá que você aproveite ao máximo os dados que você vier a capturar. E ter uma abordagem pré-definida permitirá que você ou outras pessoas que se envolverem nesta etapa do processo sigam essas práticas. Caso contrário, pedir para alguém rastrear um clique num botão de “cancelar” sem um direcionamento de nomenclatura pode virar um verdadeiro caos por todo seu produto, dificultando sua análise e até mesmo do que se trata. Vamos fazer um exercício rápido. Vamos pensar nas possíveis variações no processo de criação de conta: sign up, signed up, created, registration, registered, account, user, username. Agora imagine você trabalhando no Brasil, e termos comuns em inglês se misturando com o Português. De novo: caos! Mas calma! Se você nunca pensou nisso, você não está sozinho. Essa confusão é super comum. Mas com uma abordagem correta, você verá que tudo se resolverá antes mesmo do primeiro evento ser inserido em sua plataforma de Product Analytics. Para evitar transtornos futuros, você precisará definir como seus eventos e propriedades deverão ser nomeados e replicar esse padrão, se possível, em toda sua organização. Isso permitirá que não apenas o produto que você esteja implementando tenha consistência, conveniência e clareza em seus dados, mas também que um evento de “formulário submetido” seja igualmente interpretado em qualquer outro produto, ou que features em relatórios para a gerência sejam facilmente comparadas. Dados mais claros e fáceis de encontrar permitem que qualquer um consiga acessar, analisar e extrair insights básicos sem a necessidade do “dono do Analytics”. Outro benefício claro para uma estrutura de nomenclatura é que o que você estiver capturando hoje no seu MVP poderá crescer para muito mais páginas e funcionalidades no futuro. E posso te garantir que você desejará que, além de todos os campos de “endereço de email” tenham a mesma nomenclatura, novos rastreamentos sejam feitos mais rapidamente por desenvolvedores. Pense de uma forma mais estratégica na hora de estabelecer a convenção que deseja utilizar, podendo inclusive contemplar a visão de produto na mesma antes mesmo que algo esteja desenvolvido. E uma vez definida, fique com ela. Pois mudar o que foi ingerido por sua ferramenta de Analytics pode ser algo bem doloroso. **Próximos Passos** Padronizar a nomenclatura dos eventos e propriedades em Product Analytics é essencial para evitar confusões e garantir consistência nos dados. Ao estabelecer uma abordagem estratégica desde o início, evitam-se problemas de interpretação, especialmente em ambientes multilíngues. Contudo, para uma implementação eficaz desse framework de nomenclatura, é crucial seguir passos específicos e melhores práticas. Para orientações detalhadas sobre como executar esse processo, confira meu próximo post, que oferecerá insights práticos e estratégias para uma padronização bem-sucedida. Não deixe de acessar [AQUI](https://productoversee.com/explorando-o-framework-objeto-acao-na-nomenclatura-de-dados) o post para otimizar seu processo de Product Analytics e evitar contratempos futuros. **Nota**: Neste exato momento, acabei de criar todos os elementos que desejo acompanhar do meu novo produto e percebi que foram tantos que acabei fazendo uma grande confusão em entendê-los. Como ainda estou na etapa de mapeamento em um ambiente que não é de produção, dedicar-me-ei a fazer uma padronização nos termos para me ajudar na hora de interpretar as análises que virão quando a ferramenta de análise de dados estiver disponível oficialmente. E essa foi minha motivação para escrever este post. ### Comece 2024 de uma maneira diferente URL: https://productoversee.com/blog/comece-2024-de-uma-maneira-diferente-meus-aprendizados-em-organizacao-e-planejamento-pessoal/ Last updated: 2024-01-05T21:27:18.000Z --- O início de um novo ano é sempre uma oportunidade porque é um momento onde nosso primitivo cérebro se inunda com uma onda de motivação e empolgação. É aquele famoso pensamento "2024 vai ser diferente!" e vou te falar, pode ser diferente sim. Mas só será diferente se você ou fizer coisas diferentes, ou as pessoas, a sua volta, que tem algum impacto em você, fizerem diferente. Não tem muito segredo, como já dizia o poeta "É loucura esperar resultados diferentes fazendo a mesma coisa!". Faz sentido, não é mesmo? É claro que nesse texto vou trazer as minhas práticas e métodos que me ajudam a ser mais organizado, a terminar mais coisas e a avançar mais no meu dia a dia, mas antes, gostaria de alinhar as expectativas com você, querida pessoa que me lê. Esse texto pode não servir para o seu contexto de vida e em nenhum momento quero desmerecer nenhum aspecto da sua vida, blz? Sim, eu sei que você pode ter muito menos tempo disponível que eu, condições financeiras de vida diferentes, doenças que eu não tenho ou só ver a vida de maneira diferente mesmo. Nenhum texto que escrevo tem a pretensão de transparecer uma verdade absoluta e nem impor nada em ninguém. Se as dicas que eu deixar aqui te ajudarem, maravilha, senão, segue o baile e tamojunto! Agora, vamos lá! # Definir objetivos de longo e curto prazo ## O longo prazo importa, e muito! Todo ano, a primeira coisa que eu faço é revisar meus objetivos de longo prazo. Objetivos de longo prazo te ajudam a direcionar os objetivos de curto prazo. O que fui percebendo ao longo dos anos é que parecia que eu não estava conseguindo avançar para canto nenhum. O ano terminava e a sensação, pelo menos para mim, não era de dever cumprindo, pelo contrário, por vezes era de que o ano havia passado e eu não havia conquistado nada. E vou te falar, eram anos que eu tinha trabalhado pra caramba. O que entendi foi que eu não tinha uma direção maior para seguir a caminhada, então, os anos acabavam não se somando na conquista de objetivos maiores e o sentimento era ruim. Desde então, tenho definido objetivos que são grandes e difíceis de conquistar, com alvos que não me vejo conquistando com menos de 5 a 10 anos, mas que quando eu conquistá-los, terão um impacto gigante na minha vida como um todo. **Por isso, minha primeira dica aqui é: tenha objetivos de longo prazo.** Isso vai te estimular a pensar com um pouco mais de ambição e abrir sua mente para talvez querer ir mais longe ou conquistar coisas maiores na sua vida. Pelo menos pra mim, fez uma grande diferença, principalmente escrevendo e visualizando o meu futuro. ## Visualize o seu futuro todos os dias Há muitos anos, quando estava estudando sobre o cérebro e comportamento humano, acabei lendo esse [texto](https://www.tonyrobbins.com/how-to-focus/goal-visualization/?ref=productoversee.com) do Tony Robbins que é sobre uma técnica de visualização que pode te ajudar a conquistar seus objetivos. Confesso que não sou fã de coach, mas muita coisa que o Tony ensina, ajudou muito em eu conseguir organizar melhor a minha vida. E, aprender a visualizar o meu futuro, me ajuda todos os dias a me motivar e a me manter no caminho que quero chegar. Com o passar dos anos, acabei estudando bastante sobre neurologia e entendi do ponto de vista científico o porquê visualizar é algo tão importante, principalmente se você quer fazer de algo um hábito e uma rotina. O processo de imaginar o futuro acontece numa região do nosso cérebro que o Daniel Kahneman intitula de Sistema 2 em seu livro [Rápido e Devagar: duas formas de pensar](https://amzn.to/47jZGSs?ref=productoversee.com). O sistema 2 é composto por partes do nosso cérebro que são mais lentas e que são as responsáveis por tomar decisões complexas e que demandam muita energia do nosso raciocínio. Já o sistema 1, toma decisões automáticas e que demandam muito pouca energia do nosso cérebro. O cérebro funciona dessa forma porque se tivéssemos que pensar para respirar, provavelmente passaríamos nossa vida em paralisados em posição fetal, somente usando energia o tempo todo para pensar em como respirar. Isso significa que, se não conseguimos automatizar coisas da nossa vida no sistema 1, para o nosso cérebro, qualquer coisa que use o sistema 2, passa a ser algo que o coloca em risco e, naturalmente, ele rejeita. Visualizar todos os dias aquilo que você quer conquistar, para o longo prazo, vai te dar mais chances de o seu cérebro não rejeitar isso sem mesmo que você consiga perceber. Sabe quando você desiste de algo porque parecia muito difícil? Pois é, você não visualizou o suficiente para transcender a barreira de dor do seu cérebro. Ter aprendido mais sobre o cérebro me deu uma vantagem muito grande na vida. Depois que aprendi que ele não quer gastar energia e, portanto, vai querer me sabotar o tempo todo, consegui mudar a maneira como faço as coisas e o ambiente a minha volta para que eu conseguisse enganá-lo. Visualizar meus objetivos todos os dias, fazem com que o meu cérebro não se assuste com o quão difícil eles podem ser e não me sabote. Um exemplo de visualização pra gente sair da teoria: _This post is for paying subscribers only._ ### O cemitério de bicicletas URL: https://productoversee.com/blog/o-cemiterio-de-bicicletas/ Last updated: 2024-01-04T10:46:46.000Z Você já ouviu falar de um cemitério de bicicletas? Pois é, eu também não tinha. Mas recentemente fui impactado com o tema lendo um post no instagram da [revista trip](https://www.instagram.com/reel/C0cltyCLXfI/?igshid=NTYzOWQzNmJjMA%3D%3D&ref=productoversee.com), e ele disserta sobre como as empresas de locomoção, ou startups que viram na questão da mobilidade uma ótima oportunidade de empreendimento, se depararam com várias dificuldades não planejadas e acabaram fechando as portas. Mas antes de chegarmos no cemitério. Vamos navegar por um caminho que debate o que é e como se valida uma boa ideia. Então, debatendo o que é ou não uma boa ideia, acredito que podemos estabelecer alguns critérios para isso: - Ela soluciona algum problema? - Ela é rentável? - As pessoas querem consumir ou usar esse serviço? - É escalável? Se você está pensando em empreender e quer saber se sua ideia é boa ou não, tente ver se ela responde essas quatro perguntinhas. Se sim, provavelmente ela é. Se ela responde apenas algumas, ela talvez seja uma boa ideia e se ela não responde nenhuma, provavelmente não é uma boa ideia. E a ideia de bicicletas alugadas para locomoção parecia ser uma ideia ótima. Veja bem, ela ajuda a solucionar o problema da mobilidade dos grandes centros urbanos, que se veem apinhados de carros, ônibus e metrôs (quase sempre lotados). Se tivermos mais pessoas andando de bicicleta, teremos menos pessoas utilizando esses outros meios de transporte. Além de contribuirmos para o meio ambiente, emitindo muito menos gases poluentes para atmosfera já que as bicicletas não emitem monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos. É uma ideia rentável, pois, os usuários pagam por aluguel, quilometragem ou pelo tempo de uso. Então, quanto mais pessoas utilizando por mais tempo, mais grana no bolso das empresas e dos investidores. Desde o boom das redes sociais e perfis de criadores de conteúdo do mundo fitness e do mundo da saúde, é notável que a sociedade passou a querer cuidar mais da saúde e se preocupar mais, tanto com o próprio corpo quanto com o meio ambiente. Então sim, havia demanda! Muita gente insatisfeita com a má qualidade de vida no trânsito passando horas em engarrafamentos dentro do carro, ou apertados nos transportes públicos iriam querer usar e até passaram a utilizar esses meios de transporte alternativos. E sim, era um modelo muito escalável! Pois, produzir bicicletas tinham um baixo custo, e expandir de bairros para centros urbanos, e de centros urbanos para capitais e grandes metrópoles e depois para outros países, não era fácil, mas era possível. Então, respondendo as quatro perguntas pré estabelecidas, conseguimos afirmar que uma empresa focada em mobilidade de aluguel de bicicleta tinha uma ideia maravilhosa no colo, bastava um pouco de investimento para comprar ou produzir as bicicletas (e aqui podemos aplicar a mesma lógica para os patinetes) e a tecnologia por trás do método de pagamento e do aluguel do veículo, pronto, a empresa poderia rodar um mvp e em 6 meses ou 1 ano ser a mais nova unicórnio do momento. Porém, algumas coisas não estão sendo pensadas quando paramos para analisar os detalhes desse assunto. A primeira delas, são as leis de trânsito e a infraestrutura das cidades para terem tantas bicicletas (ou patinetes) circulando por aí. Outra é a questão dos roubos e áreas de atuação em zonas de risco. Acidentes envolvendo ciclistas e o valor das tarifas também podem ser um problema. MAS o maior de todos veio em 2020\. E se chamava: Pandemia. Se ninguém sair de casa, se ninguém for trabalhar ou ao mercado, não há mobilidade. E sem mobilidade, não há utilidade para bicicletas e patinetes. E aqui voltamos nos cemitérios. O desejo de produzir mais, de salvar o planeta e ajudar as pessoas em situação de estresse, ansiedade e com baixa qualidade de vida, se transforma curiosamente muito rápido no seu oposto. Por conta de todos esses fatores não pensados pelas startups de mobilidade, as empresas foram ruindo, falindo, e saindo do mercado. Investimentos quebrados, pessoas demitidas, marcas destruídas e nomes machados. Mas o que ficou foram, adivinha só, as bicicletas! Centenas de milhares delas espalhadas pelas cidades, jogadas ou “largadas” em qualquer lugar. Na China, o governo recolheu esses veículos, e os colocou num único local. Foi batizado de “cemitério de bicicletas”. Esse monte de aço, ferro e borracha entulhados num único lugar sem a menor ideia do que fazer com tudo isso. ### E aí eu trago a reflexão: Estamos refletindo sobre os produtos que estamos criando? Estamos pensando no impacto social ou ambiental negativo que nossos produtos estão gerando? Normalmente, tentamos pensar apenas nos pontos positivos, e em como nossa ideia é incrível e como ela vai mudar o mundo e principalmente, encher o nosso bolso de dinheiro. MAS, e o que sobra? E o que fica? E daqui 100 anos quando você, eu, e mais ninguém que você conhece estiver aqui? Onde estarão os nossos produtos? O que será deles? E é um caminho sem saída, porque se construirmos produtos ou serviços descartáveis, eles logo trarão poluição de alguma forma por conta do descarte a curto prazo. Mas se formos para outro lado e criarmos produtos sólidos, duradouros e longínquos, como minimizar esses impactos negativos desses produtos que estamos criando hoje e que perpetuarão aí por dezenas ou até centenas de anos? As respostas dessas perguntas não existem, as a reflexão para chegar nelas sim, e eu estou te convidando a refletir comigo: será que o produto ou serviço que eu estou criando, vai de fato mudar a vida das pessoas hoje e no futuro, ou eu to só criando um próximo ou contribuindo para a construção de um cemitério de bicicletas? ### Product Backlog Items: Um guia prático para comunicação com Times Ágeis URL: https://productoversee.com/blog/product-backlog-items-um-guia-pratico-para-comunicacao-com-times-ageis/ Last updated: 2024-01-03T10:45:41.000Z Nos grupos de discussão de gestão de produtos dos quais eu participo, muitas pessoas compartilham suas dores a respeito da comunicação entre times de negócios e tecnologia em dois pontos centrais: o primeiro deles se refere à **falta de clareza dos requisitos de negócio**; o segundo é sobre a **dificuldade de transmissão desses requisitos** para times de desenvolvimento por meio de User Stories. O primeiro depende da colaboração entre Product Manager e Stakeholders para o entendimento das necessidades do negócio, e isso realmente pode ser um problema às vezes, não porque os Stakeholders não querem ajudar, mas pode ser que eles estejam tão presos às suas rotinas operacionais que criem silos (recomendo a leitura do artigo sobre [zumbificação de times](https://productoversee.com/seu-time-agil-esta-virando-zumbi-veja-4-sinais/)). Para lidar com esse primeiro problema, se faz necessário entender bem o fluxo informacional entre agentes da organização, boas práticas incluem documentações com mapas de processos com o uso de ferramentas visuais como [BPMN](https://www.lucidchart.com/pages/pt/o-que-e-bpmn?ref=productoversee.com), [Value Stream Mapping](https://www.lucidchart.com/pages/landing/vsm-software?utm%5Fsource=google&utm%5Fmedium=cpc&utm%5Fcampaign=%5Fchart%5Fen%5Ftier3%5Fdesktop%5Fsearch%5Fnb%5Fexact%5F&km%5FCPC%5FCampaignId=2083826535&km%5FCPC%5FAdGroupID=76733731157&km%5FCPC%5FKeyword=value+stream+mapping&km%5FCPC%5FMatchType=e&km%5FCPC%5FExtensionID=&km%5FCPC%5FNetwork=g&km%5FCPC%5FAdPosition=&km%5FCPC%5FCreative=416945965846&km%5FCPC%5FTargetID=kwd-117943629&km%5FCPC%5FCountry=1001773&km%5FCPC%5FDevice=c&km%5FCPC%5Fplacement=&km%5FCPC%5Ftarget=&gclid=Cj0KCQjw%5F5unBhCMARIsACZyzS1CLdwM9OtRkYv7qKBfq4sfohXX6PUu3pmnZjvurXrZMXQdDJuW-r0aAmxlEALw%5FwcB), Blueprint de Serviços, Mapas da Jornada do Cliente, Diagramas do Modelo Mental e outras. Vale a pena conferir o livro [Mapeamento de Experiências](https://www.amazon.com.br/Mapeamento-experi%C3%AAncia-alinhamento-blueprints-diagramas/dp/6555208597/ref=sr%5F1%5F1?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=ZW7Y1BN6H5MR&keywords=Mapeamento+de+Experi%C3%AAncias&qid=1692929031&sprefix=mapeamento+de+experi%C3%AAncias%2Caps%2C730&sr=8-1&ref=productoversee.com), de Jim Kalbach. Já o segundo ponto é sobre a clareza dos requisitos transmitidos pelas **User Stories**. No próprio Product Oversee nós temos artigos que apontam formas de escrita para User Stories; no entanto, neste artigo iremos um pouco além disso e vamos nos aprofundar oferecendo templates e tipologias para Product Backlog Items (PBIs). Ao longo deste artigo eu irei compartilhar algumas práticas que se baseiam em vários materiais sobre o assunto e conversas com agile masters de várias empresas pelas quais passei. Eu mesmo já utilizei essas práticas e posso dizer que elas trouxeram bons ganhos em termos de eficiência interna do time. ## **Tipificando os PBIs para gerenciar o Backlog** De acordo com o livro Scrum: [A Arte de Fazer o Dobro do Trabalho na Metade do Tempo](https://www.amazon.com.br/SCRUM-fazer-dobro-trabalho-metade/dp/8543107164/ref=sr%5F1%5F1?crid=2JR9PRT0KP4OG&keywords=scrum+a+arte+de+fazer+o+dobro+do+trabalho&qid=1692929572&sprefix=scrum+a+ar%2Caps%2C743&sr=8-1&ref=productoversee.com), de Jeff Sutherland, o Product Backlog é definido como uma lista dinâmica e priorizada de todas as funcionalidades, melhorias, correções e itens de trabalho necessários para desenvolver um produto. Trata-se de um artefato ágil que ajuda a capturar e gerenciar os requisitos em constante evolução de um produto. Dito isso, lidamos frequentemente com duas dimensões do backlog: o backlog do produto e o backlog da Sprint. O backlog do produto consiste basicamente na sistematização de todas as funcionalidades e dependências que foram pensadas para fazer parte do produto. Já o Backlog da Sprint se refere à lista de requisitos que foram pensados para ser desenvolvidos naquela Sprint. O backlog da sprint é configurado de acordo com a ideia de incremento e do objetivo da Sprint. É interessante que essa ideia de incremento tenha passado por algum racional de priorização; para isso, podem ser usadas ferramentas como Matriz RICE, MoSCoW, Valor X Esforço, Matriz CSD e outras. Não irei falar aqui sobre elas porque há um vasto material sobre isso na internet e em livros. Passemos para a parte de confecção de artefatos ágeis então. ## **Estabelecendo uma tipologia** _This post is for subscribers only._ ### A Black Friday foi um fracasso e a culpa pode ter sido sua, PM! URL: https://productoversee.com/blog/a-black-friday-foi-um-fracasso-e-a-culpa-pode-ter-sido-sua-pm/ Last updated: 2024-01-02T12:12:09.000Z Com recordes negativos históricos a Black Friday de 2023 trouxe não só decepções, mas também movimentos de mercado inesperados e contraintuitivos para o varejo brasileiro. _This post is for subscribers only._ ### O que esperar em 2024 em Product Management? URL: https://productoversee.com/blog/o-que-esperar-em-2024-em-product-management/ Last updated: 2023-12-31T22:01:13.000Z Em 2023 no cenário econômico mundial oscilou muito, com sinais positivos sobre o controle da inflação nos mercados globais, mas com as economias crescendo pouco e muitas delas flertando com a recessão. É certo que num cenário instável como esse, teremos muito menos apetite de risco por conta dos investidores de capital de risco (VCs) e isso impacta diretamente a grande maioria das startups de tecnologia no globo, fazendo com que tenham que buscar lucratividade a qualquer custo. Por conta disso, tivemos um cenário bastante conturbado no Brasil e no mundo, principalmente nos EUA, com muitas demissões em massa, que impactaram diretamente o mercado de tecnologia e claro, da gestão de produto. O meu sentimento (é só um sentimento porque não tenho dados para comprovar) é de que o mercado de gestão de produto retraiu e em algumas empresas, o papel do PM passou por transformações profundas. Todo mundo lembra do borburinho do [Brian Chesky](https://www.figma.com/blog/config-brian-chesky-airbnb/?ref=productoversee.com) na Config do Figma neste ano, não? E, por fim, tivemos a explosão da Inteligência Artificial, personificada no ChatGPT, que traz várias incertezas para o mercado e para diversas profissões, inclusive a do Product Manager (PM). Para 2024, o cenário não parece entrar em águas calmas, na verdade, pode vir mais tempestade por aí. É fato, o PM de palco, aquele que leu Martin Cagan e fez um curso de 20 horas e já achou que era especialista (muito por culpa do mercado permitir isso), terá sérios problemas em navegar no próximo ano. O que vejo como essencial é o PM buscar entender melhor como cenário está e se adaptar as mudanças que acontecerem, buscando ganhar novas habilidades que forem necessárias para não ficar para trás na tempestade. Falando em tempestade, vejamos um pouco do panorama do mercado. # Panorama da economia, vagas e salários _This post is for subscribers only._ ### Pipeline de Dados para Pessoas Não-Técnicas URL: https://productoversee.com/blog/pipeline-de-dados-para-pessoas-nao-tecnicas/ Last updated: 2023-12-28T10:46:04.000Z Recentemente, tenho me aprofundado no estudo da engenharia de dados, um campo que confesso apreciar bastante e que sempre despertou minha curiosidade. O mundo está gerando volumes de dados gradativa e constantemente buscamos analisá-los, criar modelos de IA e manter uma posição competitiva com base nessas informações. Contudo, para que tudo isso ocorra, é fundamental **desenvolver infraestruturas que forneçam às empresas esses dados de maneira eficiente**, garantindo que estejam prontos para serem utilizados por cientistas e analista de dados. Neste artigo, abordarei o conceito de pipeline de dados de forma mais abrangente e acessível, evitando jargões técnicos. A ideia é explorar os principais conceitos e oferecer uma compreensão do processo para pessoas que não estão familiarizadas com o contexto. ### **O que é um Pipeline de Dados?** Um pipeline de dados é a espinha dorsal que permite a transferência eficiente de informações de uma fonte para um destino, como uma base de dados. Durante esse processo, ocorrem modificações meticulosas nos dados para adaptá-los às nossas necessidades, seja através de agregação, organização ou movimentação. O objetivo é alcançar um estado em que esses dados se metamorfoseiem em informações prontas para serem analisadas, fornecendo insights valiosos para impulsionar estratégias de negócio. ### **Elementos Principais do Processo de Tratamento de um Pipeline de Dados** _This post is for subscribers only._ ### Pelo amor de Deus, apenas limite o WIP! URL: https://productoversee.com/blog/pelo-amor-de-deus-apenas-limite-o-wip/ Last updated: 2023-12-27T10:45:58.000Z Eu escrevi o seguinte outro dia, na minha página do LinkedIn: ***"Pelo amor de Deus, apenas limite o WIP!"*** ***Às vezes eu penso que deveria imprimir isto como um meme engraçado, em várias camisetas e suéteres, e isso que eu usaria sempre no trabalho. 😅*** ***É tão fácil ter uma sensação de progresso por começar algo. Você faz seu planejamento trimestral, mensal, ou com qualquer cadência que se utilize, e você se sente bem pelo que está iniciando.*** ***Mas você refletiu sobre o que aconteceu no último ciclo? O quanto realmente finalizou, e com qual padrão de lead time? Como isso se compara com o que é esperado?*** ***Eis um exercício simples sugerindo por*** [***John Cutler***](https://www.linkedin.com/in/ACoAAABkgVcByXwZ4Zke2hKjaekv4qJxDWQeqsY?ref=productoversee.com)***:*** ***"Imagine que você não inicie nenhum trabalho novo… Quando você começaria a se sentir como se não tivesse nada mais a fazer?"*** ***Não é sobre o que se inicia. Mas o que se finaliza.*** ***O*** [***David Anderson***](https://www.linkedin.com/in/ACoAAAADm6MBl%5F2E506ijZijmlffyCr8X32MmnI?ref=productoversee.com) ***(criador do método Kanban) nos presenteou com um filtro de decisão bem simples e empoderador neste sentido: "Pare de começar. Comece a finalizar."*** Acontece que eu descobri que o meme "perfeito", sim, existe (infelizmente, não tenho certeza da autoria, então não posso dar o devido crédito): ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/649JY_feD5-YDFBSuKEskrYgyhxJ8dVcGaJk8yakvVqPNJ6PZfWZAbgs-0OiwK5U21_P1PwnqYpC_U5-exB1gLbhFGUmSW3roOEOtDkHnn5ZR7d_QdeAV18cBrsfDiOThA6KZx-BQe9u6NDLv-Le_N0) E quanto mais eu penso a respeito, mais eu me convenço de que este pode ser o conselho mais simples e sobrevalorizado de todos os tempos para organizações do trabalho do conhecimento (como desenvolver produtos de software)! É uma lição há muito já aprendida pelo mundo da manufatura física, que começa por visualizar e gerenciar o inventário, mas o trabalho do conhecimento é invisível, então é mais difícil realizar o mesmo. É um factível, no entanto, e de fato, todo um corpo do conhecimento evoluiu em torno destas ideais simples: o método Kanban, com suas seis práticas gerais: _This post is for subscribers only._ ### A inteligência emocional de fato contribui para os líderes no ambiente de trabalho? URL: https://productoversee.com/blog/a-inteligencia-emocional-de-fato-contribui-para-os-lideres-no-ambiente-de-trabalho/ Last updated: 2023-12-26T10:45:52.000Z Até aqui, 0 novidades, não é mesmo? Mas vamos ser práticos? Quais são de fato as principais contribuições da inteligência emocional para os líderes? Para concluir um MBA em 2022 quis explorar alguns aspectos relacionados a inteligência emocional e liderança, para isso utilizei como metodologia a Revisão Sistemática da literatura, analisando artigos científicos publicados entre 2017 e 2022 com o objetivo de "*identificar a contribuição da inteligência emocional para os líderes no ambiente de trabalho*". O conteúdo que será apresentado aqui corresponde a um resumo desse trabalho. Caso queira consultar o trabalho na íntegra, me coloco à disposição, podem me procurar através do linkedin: [https://br.linkedin.com/in/productmanagergestaoagil](https://br.linkedin.com/in/productmanagergestaoagil?ref=productoversee.com) Esse material vai apresentar alguns aspectos e respostas relacionadas a: - De onde vem o termo “Inteligência emocional”? - Qual a relação da inteligência emocional com a liderança? - Cenários em que os líderes estão inseridos e liderança atual x liderança que era feita no passado - Emoções e liderança - Desenvolvimento da inteligência emocional - Contribuição da inteligência emocional para os líderes no ambiente de trabalho - Considerações finais ## De forma resumida, o que é inteligência emocional? _This post is for subscribers only._ ### Identificando oportunidades através da análise de dados URL: https://productoversee.com/blog/identificando-oportunidades-atraves-da-analise-de-dados/ Last updated: 2023-12-25T10:45:45.000Z Desvendando o Papel Vital da Análise de Dados no Sucesso de Produtos _This post is for subscribers only._ ### Do 0 à OKRs - Parte 3 URL: https://productoversee.com/blog/do-0-a-okrs-parte-3-2/ Last updated: 2024-05-26T23:11:46.000Z --- Você pode ler as partes anteriores deste guia aqui: - [Do 0 à OKRs - Parte 1](https://productoversee.com/do-0-a-okrs-parte-1/) - [Do 0 à OKRs - Parte 2](https://productoversee.com/do-0-a-okrs-parte-2/) --- # Objetivos Globais x Objetivos Locais ## Objetivos globais OKRs Globais (também conhecidos como OKRs da Empresa) são os principais objetivos estratégicos da organização como um todo. Eles são, no geral, definidos pela diretoria e têm um impacto direto na direção geral da empresa. OKRs globais geralmente são metas de alto nível que se aplicam a toda a organização e são destinados a direcionar todos os esforços em direção a uma visão comum. Além disso, OKRs globais normalmente são anuais, definidos no início do ano fiscal da empresa. Por exemplo, um OKR global para uma empresa de tecnologia pode ser: **Objetivo:** Tornar-se a principal plataforma de software para pequenas empresas **Key Results:** KR1: Aumentar de 1k para 5k a base de usuários KR2: Aumentar de 80 para 95 pontos a satisfação dos usuários KR3: Expandir para 3 novos mercados Nesse exemplo notamos que para se tornar a principal plataforma de software para pequenas empresas, a empresa entendeu que precisava crescer sua base para 5k de usuários, aumentar para 95 pontos a satisfação dos usuários e expandir para 3 novos mercados de atuação. Nesse momento você pode estar se perguntando: "Mas só atingir esses KRs tornarão essa empresa a principal plataforma de software para pequenas empresas?". Pois bem, como OKRs globais são sempre amplos, é possível que a empresa precise de mais de um ano para conseguir atingir esse objetivo. O ideal aqui é que, caso o objetivo seja realmente desafiador, os KRs sejam quebrados em mais de um ciclo. Isso significa que pode ser que ela precise expandir para 8 mercados para se tornar a principal plataforma para pequenas empresas, mas nesse ano fiscal, a diretoria entendeu que visto o investimento disponível, ela só conseguiria expandir para 3\. No próximo ano fiscal, então, traria novamente esse objetivo, mas mudando o alvo dos KRs ou inclusive trazendo novos. A Netflix tinha um objetivo global de diminuir o Churn dos seus clientes em que ela colocou como objetivo global por muitos anos fiscais, até que ela, de fato, tivesse controlado o churn da maneira como ela gostaria. Não há limites para que um objetivo volte, desde que você não esteja só falhando ciclo após ciclo, aí o ideal é revisar mais cuidadosamente. Por fim, pode existir objetivos globais que são bastantes cross, como, por exemplo, objetivos do RH (Recursos Humanos) e outros que vão impactar somente uma ou duas diretorias, como, por exemplo, objetivos da diretoria de Marketing que também impactam a diretoria de Produto. ## Objetivos Locais OKRs Locais (também conhecidos como OKRs de time) são definidos por equipes individuais dentro da organização e estão diretamente alinhados com os OKRs globais. Eles são mais específicos e diretamente relacionados às responsabilidades e tarefas das equipes. A principal diferença entre OKRs globais e locais é justamente o nível de aplicação: OKRs globais aplicam-se à organização inteira e refletem a estratégia de alto nível, enquanto OKRs locais aplicam-se a equipes específicas e refletem objetivos mais táticos e imediatos. No geral, OKRs Locais tem durações de *quarters* (trimestres), ou seja, em um ano, definiremos OKRs Locais quatro vezes. Por isso, eles têm a natureza de serem mais próximo do tático e claro, menos desafiadores do que um OKR Global. Por exemplo, um OKR local para a equipe de desenvolvimento de produto da empresa de tecnologia do exemplo da seção anterior pode ser: _This post is for paying subscribers only._ ### Explorando o Framework Objeto-Ação na Nomenclatura de Dados URL: https://productoversee.com/blog/explorando-o-framework-objeto-acao-na-nomenclatura-de-dados/ Last updated: 2024-01-10T15:42:00.000Z Quando se trata de nomear seus eventos de análise, buscar consistência é fundamental. Idealmente, você deve decidir sobre as convenções de nomenclatura antes de começar a rastrear quaisquer eventos. O motivo é que, quando você começa a rastrear um evento com um nome, a maioria dos serviços de análise não permite renomeá-lo. Você pode renomear o evento para enviar o serviço de análise, mas acaba perdendo as tendências históricas com o nome antigo. Por causa disso, normalmente você acabará ficando com o nome original, mesmo que mais tarde queira alterá-lo. Uma das maneiras mais fáceis de fazer a padronização de nomenclatura em Product Analytics é utilizando uma formatação conhecida como **Objeto-Ação**. O conceito é muito simples. Comece listando todos os **objetos** que você deseja acompanhar (ex: vídeo, PDF, formulário, carrinho de compra, conta…). Depois, defina as **ações** que seus usuários poderão executar em seu produto (ex: reproduzido, baixado, enviado, paga, criada…). Uma vez mapeados e marcados todos os objetos e possíveis ações com essa formatação, suas análises mostrarão de uma forma amigável o evento que você deseja acompanhar (ex: `Vídeo Reproduzido`). Estas podem ser listas longas e não tem problema nenhum. Elas devem refletir o que de mais importante acontece em seu produto. Ao utilizar o framework Objeto-Ação, você estará também facilitando a busca por eventos específicos e permitindo que profissionais envolvidos com seu produto possam acessar dados de performance sem dúvidas de interpretação de eventos devido à nomenclatura. # **Passo-a-passo** Usaremos a Netflix como exemplo para simplificar o entendimento das etapas a serem seguidas. **Defina os objetos de seu produto** _This post is for subscribers only._ ### [Parte 1 e 2] API para Product Managers URL: https://productoversee.com/blog/api-para-product-managers/ Last updated: 2024-01-06T19:51:45.000Z Descubra o papel e os conhecimentos necessários para ser um Gerente de Produto de APIs. Aprenda sobre as etapas de descoberta, documentação, versionamento e comunicação. Explore a importância da observabilidade, da experiência do desenvolvedor e da análise de impacto no negócio. _This post is for subscribers only._ ### AI para Product Managers (parte 1): machine learning para iniciantes URL: https://productoversee.com/blog/ai-para-product-managers-parte-1-machine-learning-para-iniciantes/ Last updated: 2023-12-19T10:46:08.000Z Desde que o ChatGPT foi lançado no final de 2022, o mundo ficou em polvorosa com o potencial da inteligência artificial. Natural que Product Managers tenham receio, afinal, trata-se de uma tecnologia que, em um primeiro momento, parece exigir muito conhecimento técnico e capacidade computacional - o que, em alguns casos, é verdade. Com o propósito de introduzir os PMs neste mundo, vou compilar uma série de artigos sobre inteligência artificial, resumindo conceitos e, quando possível, trazendo exemplos práticos. Embarque nessa jornada! ## Antes de tudo: o que é *machine learning* Indo direto ao ponto, *machine learning*, ou aprendizado de máquina, permite que uma plataforma ou serviço seja exposto a uma grande quantidade de informações, o suficiente para que possa concluir uma ou mais tarefas sem receber nenhum tipo de instrução humana. Por si só, o sistema deveria descobrir os padrões ou regras para, ao receber um *input,* devolver com o *output* mais adequado, de acordo com os padrões de informações/dados coletados. *Softwares* também podem gerar *outputs*, sem o aprendizado de máquina. Para isso, porém, o *input* é um pouco diferente: as regras precisam ser delimitadas logo no início. Já com o aprendizado de máquina, o conceito é um pouco diferente: um modelo tem a capacidade de aprender sozinho a partir de um conjunto de *outputs.* ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/p4nIxp_pPdb9faL12n39U856hOgZ0FCqh_46irRyZwAfS-CrBRFkozovVbTLhbziUeieGqsclQEW_zzvg59XZtGqS4BK7mom9v3pZkecvVPUnOpybjk9crL1Q5Je8bQ_fcyiwwW5l2C8DA998zsAuBI) Fonte: Duke University (Coursera) Um exemplo prático de como um *software* pode ajudar com predição: digamos que você trabalhe com um produto responsável pela precificação no marketplace. O time interno de coordenadores da área utiliza o seu sistema para precificar, tendo como base todo o histórico de vendas: margem, maior volume, sazonalidade etc. Se o produto for maduro o suficiente, ele traria um ‘farol’: quando o coordenador aplicar o preço mais adequado, o sistema mostrará que a margem é positiva, que há um bom indicador de vendas com esse preço, enfim, uma série de *outputs* que vão **ajudar** o usuário a tomar a melhor decisão possível. Se este mesmo produto tivesse um modelo de aprendizagem de máquina, poderia muito bem aplicar o preço automaticamente para cada produto com base no histórico. Claro que, para isso, precisa ser feito um trabalho bastante complexo por trás. Embora esse modelo tenha um potencial muito grande de automatizar tarefas, poupar tempo (e dinheiro), nós, como Product Managers, precisamos ter ciência do **custo** para a construção de um modelo desse tipo. E, por mais que os times que trabalham com modelos de aprendizagem de máquina tenham algumas semelhanças com times de *software*, alguns processos podem ser mais complexos e demorados. Vamos deixar esses detalhes para outro artigo, ok? ## O que AI tem a ver com machine learning? _This post is for subscribers only._ ### Como produto tem me ajudado a correr! URL: https://productoversee.com/blog/como-produto-tem-me-ajudado-a-correr/ Last updated: 2023-12-18T10:46:02.000Z Bom, vocês já sabem né?! Eu gosto muito de relacionar coisas e olhar para elas com um olhar diferente, tentando entender como eu consigo mesclar minhas paixões e utilizar conceitos de umas nas outras. Para quem não sabe eu sou produteiro faz mais ou menos 3 anos e desde que entrei na área me apaixonei. Já trabalhei em várias startups e com diversos tipos de produtos diferentes. De gigantes do mercado, até pequenas estruturas se iniciaram para abalar seus respectivos mercados. De áreas completamente formadas e estruturadas até ser o único de produto da empresa. Fato é que eu amo isso e pretendo seguir nesse caminho por mais algum tempo. E como comentei acima, comecei a pensar em como eu relaciono essa paixão com as outras que também já tinha. Uma das formas que encontrei, é estar aqui, isso mesmo aqui, falando ou escrevendo para você. Desta forma, eu consigo falar sobre o produto que eu amo, e consigo escrever, que eu também gostei e venho voltando à prática nos últimos meses. Mas nesse artigo, trago um desafio: escrever sobre como uma paixão se relaciona com algo que eu não gosto. Sim, e se você leu o título, deve pensar que sou um amante das corridas. **Pelo contrário**. Já vou explicar como a corrida entrou na minha vida. Mas antes deixa só eu te contar, não é que eu odeie correr, eu só não sou apaixonado como a maioria das pessoas. Eu entendo essa paixão, e parte do processo de começar a correr veio de buscar entender os motivos das pessoas serem apaixonadas por isso. Minha história com a corrida é antiga, começou na época da faculdade em 2016 e a verdade é que mesmo tendo um “*bodytrainer”* e tendo a infraestrutura necessária que a universidade fornecia não consegui engatar. Ao longo dos anos vim tentando e tentando, durante a pandemia busquei correr quase todos os dias, e apenas uma pergunta não saia da minha cabeça: “como as pessoas podem gostar disso?” Pois bem, o ano de 2023 começou e eu tinha acabado de passar por um *layoff*. Estava desempregado fazia alguns meses e as contas estavam apertando. Porém, eu via que estava muito estressado com a rotina de procurar emprego, fazer entrevistas e receber feedbacks, além de ter um filho pequeno em casa e passar por todo processo de desmame, várias noites sem dormir e etc. Então pensei comigo “preciso aliviar esse estresse de alguma forma” e a corrida voltou na minha mente, pois era o único esporte que eu poderia praticar sem precisar de nada, só por um tênis no pé e começar a correr. E lá fui eu, mas voltando a falar do produto eu meio que estabeleci meus *OKRs*, minhas metas de cada 3 meses. A ideia era correr pelo menos 3 vezes na semana todas as semanas do ano. Com isso meu *MVP* seria fazer 5 km (coisa que eu nunca tinha conseguido fazer) e as próximas metas seriam 10, 15 e 21 km. Então saindo do zero, meu objetivo era finalizar o ano correndo meia maratona. Criei um *roadmap* de que a cada *quarter* (3 meses) eu deveria dar um salto nessa distância e passar para o próximo objetivo. Eu estava muito motivado e comecei inclusive a gravar esses treinos e esse processo e documentá-lo nas minhas redes sociais (caso você tenha interesse em acompanhar, meu Instagram é [@tiago\_lilli](https://www.instagram.com/tiago%5Flilli/?ref=productoversee.com). Os primeiros três meses de *mvp* foram uma beleza, fiz um *“discovery”* pesquisando planilhas de treinos e tentando entender a quantidade de km que eu deveria correr por dia e por semana para preparar meu corpo para chegar nos meus objetivos. Meu planejamento foi, o primeiro mês inteiro de caminhadas, pro corpo ir se acostumando com a distância e entender que ele deveria voltar a se movimentar e os dois próximos meses foram de corrida. Trabalho duro e intenso, mas em abril de 23 consegui bater minha meta e fiz meus tão sonhados 5 km. Feliz demais com meus resultados, era hora de seguir o planejamento e ir para o próximo desafio. Discovery novamente buscando treinos e planilhas até entender que o primeiro treino para 10 km seria correr 7km. Coisa que eu não fazia ideia de como conseguir, pois os 5 já tinham sido sofridos demais. Então resolvi voltar pro básico, eu tomei a decisão de refazer todo o treino necessário para correr 5km e depois fazer o de 10 para ganhar mais condicionamento físico. E aqui começaram os desafios e problemas. Eu consegui um emprego, que me pagava as contas agora mas me obrigava e me obriga até hoje a ir duas vezes por semana ao escritório. E com isso a rotina de treinos passou a ficar comprometida. Fora que refazer um desafio que você já conquistou, mais me desanimou do que motivou a continuar, então somando as duas coisas os treinos passaram a falhar. Para ajudar, esse ano eu peguei covid, junto de minha esposa e filho, o que nos tomou longas 3 semanas de agosto. Então com treinos comprometidos e o time doente, obviamente os prazos deixaram de ser seguidos e tudo começou a atrasar. Fora que, correr 10 km pode parecer fácil para uns, mas é um desafio enorme para quem está começando do zero. E sigo nesse desafio até hoje. Nunca consegui correr esses 10… Mas não desisti não, esse final de semana corri uma prova de 7.5 km e me senti muito bem, senti que dá para ir mais longe. Mas preciso repriorizar algumas coisas e mudar minha estratégia. O sonho de correr meia maratona esse ano, já ficou pro ano que vem, assim como os 15 km também ficaram, mas foi graças a todo esse tempo persistindo o sonho dos 10, que percebi que agora não é só simplesmente “correr”. Se eu quiser ir mais longe vou precisar de ferramentas melhores para conquistar meus objetivos. Tênis de corrida de fato, condicionamento físico com uma academia ou personal e principalmente buscar entender sobre correr. Postura, passada, pisada, gasto e conservação de energia e principalmente respiração e alimentação. Esses são meus backlogs para o ano que vem! Eu ainda não desisti dos 10, nem dos 15 e menos ainda dos 21\. Só estou mudando a estratégia e as formas como eu encaro esses desafios para tentar vencê-los de uma maneira mais prática e menos dolorida. Por que o básico de você criar um produto é isso, entender onde está acertando e errando e buscar continuamente melhorar para que seus objetivos finais venham de alguma maneira. No caso de Produto, a gente tem um prazo, uma deadline, mas na corrida não, minha deadline é minha vida, e seguirei tentando enquanto isso fizer sentido para mim. Eu não amo correr, mas sei que é necessário para minha saúde: mental e física. Por isso continuo, todos os dias. ### As utopias do mundo do produto URL: https://productoversee.com/blog/as-utopias-do-mundo-do-produto/ Last updated: 2023-12-15T10:45:44.000Z Há algum tempo eu venho pensando sobre os muitos memes "expectativa versus realidade" que vejo nas redes sociais e percebo uma semelhança muito grande na vida de uma pessoa no mundo de produto. Me lembro de várias conversas informais, cafés online e 1:1s estruturados tanto com meus gestores ou com meus liderados sobre um ponto muito importante em qualquer relacionamento seja profissional ou pessoal que é a quebra da expectativa. Em uma conversa que tive em um Happy Hour com um coordenador de time de Design, lembro de falar que, apesar de deixar muito claro para meus liderados o que era possível de ser feito, o que não era possível e aquilo que poderíamos defender juntos para uma alçada maior, ainda sim, a projeção que alguns criavam os decepcionavam - e isso me frustrava. A expectativa é algo realmente muito particular, cada um cria a sua dentro dos fatores e o ambiente que está inserido, mas o que é utopia para cada um? Quatro grandes temas vieram rapidamente à minha cabeça enquanto pensava sobre esse assunto do mundo ideal e quero compartilhar com vocês a minha visão sobre elas. ## **Utopia 1: Discovery para tudo** Vou começar com a mais polêmica: realmente precisamos fazer Discovery para tudo que queremos lançar? Vamos pensar juntos: se olharmos de maneira mais ampla existem lançamentos de produto que são inovação, outros são funcionalidades extremamente importantes que entram para mitigar algum buraco porque o produto que estamos trabalhando e o concorrente lançou mais rápido e outros são pequenos testes para validar de maneira mais rápida um comportamento ou resultado. Pense na sua resposta rapidamente. A minha resposta é: não, não precisamos fazer Discovery para tudo (e aí chega a decepção de quem quer fazer bons produtos digitais). Nessa conversa com o coordenador de Design, comentei meu ponto de vista e refletimos juntos: ele compartilhou uma reflexão que ficou pulsando na minha cabeça "em nenhum curso, nenhum livro, nenhuma formação alguém fala que esses processos maiores não são práticos de serem aplicados no dia a dia" e isso me fez concluir que a expectativa de quem entra no mercado de produto, sedento para aplicar tudo que aprendeu em um workshop depois de investir talvez milhares de reais, é literalmente esse emoji 🫠. Livros, cursos, livros, workshops e trocas com outros profissionais são extremamente importantes, mas tudo isso é complementar à sua rotina de trabalho e ela é a mais essencial, é ela que te dá bagagem. Explico: um curso te mostra exemplos práticos de tudo que deu certo e só nisso já existe um problema: e o que deu errado? Eu fui convidada para compartilhar um case de produto que trabalhei no Product Stars em 2021, mostrei todo processo de construção, desde o Discovery até a etapa de documentação final, foram 33 slides e em apenas um deles apresentei as lições aprendidas. A expectativa é algo realmente muito particular, cada um cria a sua dentro dos fatores e o ambiente que está inserido, mas o que é utopia para cada um? Ali foi um recorte mais generalista de um trabalho de três meses com muitas idas e vindas, conversas com stakeholders, inúmeras interações com time de desenvolvimento para entender o que cabia no MVP até chegarmos no modelo final. Erramos muito mas aprendemos tanto quanto, principalmente que todo esse processo não era **escalável**. O ano tem 12 meses, se fizéssemos Discovery para tudo teríamos lançado 4 grandes produtos no ano. Faz sentido para os clientes? Faz sentido para o negócio? Isso gera valor? Tudo bem, mas o que é esperado então? Eu acredito muito em habilidades comportamentais e na capacidade de adaptação. As famosas "soft-skills" precisam andar lado a lado com suas habilidades técnicas, é essencial conseguir fazer uma avaliação do cenário no qual você está inserido e entender o que você **quer** e aquilo que você **consegue** aplicar, isso torna qualquer profissional mais maduro. Avalie sempre três vertentes para chegar a essa conclusão: o que o usuário precisa, o momento da empresa e a capacidade que a tecnologia tem hoje de entregar aquilo que será proposto. O equilíbrio aqui é fundamental, existem funcionalidades que o mercado em si já validou (por exemplo: contas digitais que rendem 100% do CDI), precisamos investir nosso tempo em validar isso novamente? ## **Utopia 2: A teoria dos livros** _This post is for paying subscribers only._ ### Conectando os pontos: usando o Diagrama de Ishikawa para compreender problemas URL: https://productoversee.com/blog/conectando-os-pontos-usando-o-diagrama-de-ishikawa-para-compreender-problemas/ Last updated: 2023-12-13T10:45:32.000Z # Entender de maneira profunda os problemas dos usuários e suas causas é uma das principais responsabilidades de um Product Manager. No artigo de hoje compartilho uma ferramenta clássica para se aprofundar nas causas de um problema. ### **Declarando o problema** Pode parecer até bobo, mas o primeiro passo é definir bem o problema. E um dos erros mais cometidos nessa etapa é embutir no seu “problem statement" umastatement uma possível solução. Exemplo: o elevador é lento. A lentidão do elevador, só pode ser resolvida tornando-o mais rápido, o que envolve alterações mecânicas que podem custar uma nota. Enquadrar incorretamente o problema restringe as possíveis soluções. O problema, no caso citado acima, não é a lentidão, mas sim a espera. E isso muda tudo. A definição que mais gosto de problema, é a necessidade de ir de A para B, ou seja, sair de um estado/situação A para um estado/situação B. ### **Olhando para diferentes aspectos** Com o problema declarado corretamente, “A espera pelo elevador é desagradável”, o próximo passo é recortar possíveis causas para esse problema considerando diferentes aspectos. Podemos pensar, por exemplo, no equipamento, que aí, sim, envolveria o elevador em si. Então uma possível causa poderia ser a velocidade daquele modelo específicoespecifico de elevador. Mas também podemos pensar no ambiente, já que, no nosso exemplo, não existe nada na sala de espera que diminua a sensação de que o tempo não passa (estou abstraindo o uso do celular aqui). O elevador fica colado com a recepção, que nem sempre está ocupada, será que a equipe não poderia puxar um papo e aproveitar para conhecer mais o pessoal que frequenta o prédio? Acho que já deu para entender onde quero chegar, certo? A ideia é fazer um exercício de olhar para diferentes contextos do mesmo problema. Lembre-se, que aqui estamos falando de possíveis causas. Validar se essas causas são de fato as chamadas “causa raiz” exigem experimentação de hipóteses, teste e erro, etc. É outra história para outro artigo. ### **Diagrama de Ishikawa** O que acabei de apresentar para vocês nada mais é do que o Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Espinha de peixe ou ainda Diagrama de Causa e efeito. ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/MMxw9OGTM0GDjqenJHJO5d0xMJi0oxzyA2zq9Etu7tv09DLruzzIpsRl5USSWOtVhJwa-GNMDcn2opUq525z2NLVDHC91wMRHE6J6bOPdAqYXCo1x3dZJ-izzqB24UkegkEoj57RQ3PwC-Di2GTTUBo) Por padrão, o Ishikawa é visualizada a partir do 6M: - Máquina - são os equipamentos/ferramentas envolvidos - Materiais - são os materiais utilizados - Mão de obra - são as pessoas - Meio ambiente - é o ambiente onde acontece o problema - Método - são os processos envolvidos - Medidas - são os indicadores Ou seja, esses são 6 contextos “padrão”, prescritos pela ferramenta, mas uma dica valiosa é que nada impede você de utilizar outros aspectos. Se você tem um problema técnico, poderia separar em FrontEnd, BackEnd, infraestrutura, etc. Aqui na empresafirma, usamos os 6M mesmo e tratamos muitasmuita vezes a “Máquina”o Máquina como sendo o produto. Como nosso produto envolve implantação e etc, faz sentido o produto ser apenas uma das possíveis causas, mas sinta-se livre para usar os contextos que quiser, o importante é usar mais do que um. O que importa é que usamos essa ferramenta para mapear possíveis causas dos problemas identificados e planejar ações a partir daí, sempre considerando múltiplos contextos. Então, em resumo, o que você precisa fazer é gastar uma boa dose de tempo definindo seu problema, depois, recortar possíveis causas considerando diferentes contextos e partir para a exploração de cada uma dessas possíveis causas, ou pelo menos, das que parecerem mais promissoras. ### Demita o seu DevOps agora! URL: https://productoversee.com/blog/demita-o-seu-devops-agora/ Last updated: 2023-12-12T11:58:40.000Z Como Product Manager, você é capaz de contribuir e apoiar seu time nos desafios de uma arquitetura cloud? _This post is for subscribers only._ ### Maximizando o Potencial das Ferramentas de Monitoramento na Gestão de Produtos URL: https://productoversee.com/blog/maximizando-o-potencial-das-ferramentas-de-monitoramento-na-gestao-de-produtos/ Last updated: 2023-12-11T10:46:20.000Z A gestão de produtos é o alicerce de toda a jornada de um produto ou serviço, abrangendo desde a concepção até a maturidade. Essa prática engloba o planejamento estratégico, desenvolvimento, introdução e manutenção contínua de produtos no mercado. Nesse contexto, as ferramentas de monitoramento desempenham um papel fundamental e indispensável, fornecendo às organizações informações valiosas para tomadas de decisão informadas e impactantes sobre suas ofertas de produtos. Neste artigo, exploraremos a importância dessas ferramentas de monitoramento e sua contribuição essencial para o sucesso na gestão de produtos. ## Avaliação em Tempo Real do Produto 🏴󠁰󠁴 As ferramentas de monitoramento capacitam os gestores de produtos a avaliar o desempenho em tempo real, permitindo respostas rápidas a problemas e oportunidades. Considere, por exemplo, um aplicativo de compartilhamento de carros, como o Uber 🚗. Essas ferramentas rastreiam constantemente métricas-chave, como o tempo de resposta do aplicativo, interações do usuário e disponibilidade de motoristas. Diante de uma súbita alta demanda ou problemas técnicos, essas ferramentas alertam imediatamente a equipe técnica. Essas informações em tempo real possibilitam ações ágeis, como alocação de mais motoristas ou resolução de problemas técnicos, garantindo uma experiência do usuário contínua. ## Análise de Dados As ferramentas de monitoramento representam verdadeiros depósitos de dados, e suas capacidades avançadas de análise proporcionam insights valiosos. Vamos utilizar o exemplo de uma plataforma de comércio eletrônico. Com o auxílio das ferramentas de monitoramento, essa plataforma pode coletar dados sobre o comportamento do usuário, incluindo taxas de cliques, visualizações de produtos e taxas de conversão. A análise de dados pode revelar que os usuários frequentemente abandonam seus carrinhos de compras durante o processo de pagamento. Com base nesse insight, a equipe de produtos pode concentrar seus esforços na otimização da experiência de pagamento, potencialmente resultando em um aumento nas vendas e na satisfação do cliente. ## Melhoria Contínua A gestão de produtos se beneficia da melhoria contínua, e as ferramentas de monitoramento são fundamentais nesse processo iterativo. Imagine uma ferramenta de gerenciamento de projetos de software como serviço (SaaS). Após o lançamento de um novo recurso, as ferramentas de monitoramento rastreiam o engajamento do usuário e quaisquer problemas relatados 📈. Se os dados de uso indicarem que o novo recurso está subutilizado ou que os usuários estão encontrando dificuldades, a equipe de produtos pode iterar e aprimorá-lo rapidamente. Essa abordagem iterativa assegura que cada melhoria atenda às necessidades do usuário, resultando em um produto mais valioso. ## Satisfação do Cliente 🤖 A satisfação do cliente é primordial, e as ferramentas de monitoramento oferecem os meios para avaliá-la de maneira abrangente. Considere uma plataforma de mídia social, como o Twitter 🐦‍⬛. Essas ferramentas não apenas rastreiam o envolvimento e a atividade do usuário, mas também analisam o sentimento por meio do processamento de linguagem natural. Se for detectado um aumento repentino no sentimento negativo, a plataforma pode investigar prontamente a causa, seja uma falha no sistema ou uma mudança controversa nas políticas. Ao abordar esses problemas imediatamente, a plataforma pode mitigar a insatisfação do usuário e manter uma experiência positiva. ## Ser Mais Competitivo Em um mercado acirrado, manter-se à frente da concorrência é crucial. As ferramentas de monitoramento oferecem uma vantagem competitiva, fornecendo insights sobre tendências de mercado e ações dos concorrentes. Por exemplo, um fabricante de smartphones pode utilizar ferramentas de monitoramento para rastrear avaliações e comentários de clientes nas redes sociais sobre seus produtos 📱. Se perceber que os concorrentes são consistentemente elogiados pela qualidade da câmera, pode priorizar melhorias na câmera em seu próximo lançamento. Essa abordagem proativa auxilia a empresa a manter-se competitiva, atendendo ou superando as expectativas do cliente. ## Confiabilidade Garantir a disponibilidade do produto é uma função essencial das ferramentas de monitoramento. Através delas, é possível assegurar que o produto esteja funcionando para os clientes (ninguém em nossa equipe precisa verificar o site a cada minuto para ver se está funcionando 🤡). Por exemplo, um serviço de e-mail baseado em nuvem depende das ferramentas de monitoramento para rastrear o tempo de atividade do servidor, as taxas de entrega de e-mail e os tempos de resposta. Se surgir um problema, como uma interrupção do servidor, as ferramentas de monitoramento alertam instantaneamente a equipe de operações. A resolução rápida é crucial para minimizar interrupções para os usuários e manter a disponibilidade do serviço.disponibilidade do serviço. ## Implementação de Ferramentas de Monitoramento As ferramentas de monitoramento podem ter um aspecto mais técnico, como o Grafana, ou um foco mais orientado para negócios, como o Metabase, por exemplo. A escolha das ferramentas dependerá das informações específicas que desejamos obter e da urgência dessas informações. Em uma empresa de tecnologia, é esperado que um produto seja monitorado tanto do ponto de vista técnico, avaliando a disponibilidade da aplicação e os tempos de resposta do banco de dados, quanto do ponto de vista de produtos, incluindo métricas como receita e taxas de interação, entre outros. Durante o processo de implementação, esforce-se para entender: - Quais informações você deseja coletar e monitorar? - Quão em tempo real essas informações precisam ser? - Quem deve ser informado sobre os dados obtidos? - Quais fontes e métodos são usados para coletar esses dados? Se você precisa saber quando algo acontece ou se uma ação está demorando muito para ser executada, a utilização de alertas pode proporcionar resultados melhores. Isso ocorre porque os alertas serão acionados e enviados a você quando essas ações ocorrerem. ## Conclusão As ferramentas de monitoramento são ativos indispensáveis na gestão de produtos moderna, auxiliando na tomada de decisões em tempo real, melhorias orientadas por dados e entrega consistente de produtos para atender às necessidades dos clientes. Ao considerar esses insights, pense em: - Como sua organização pode aproveitar de forma mais eficaz as ferramentas de monitoramento para aprimorar a gestão de produtos? - Que estratégias podem ser implementadas para garantir a segurança dos dados e a conformidade ao usar ferramentas de monitoramento? - Como as tecnologias emergentes, como inteligência artificial e aprendizado de máquina, podem aprimorar ainda mais as capacidades das ferramentas de monitoramento na gestão de produtos? Além disso, considere como as ferramentas de monitoramento podem auxiliar no planejamento de produtos, fornecendo um valioso contexto de engenharia para um planejamento abrangente de produtos. Colabore com suas equipes de engenharia, qualidade e dados para identificar quais ferramentas são mais relevantes para o contexto de seu produto e implementá-las de forma coesa. Dessa forma, você obterá mais dados e contexto sobre seu produto, permitindo que você tome decisões melhores sobre seu futuro geral. ### Saber conduzir conversas é tão importante quanto saber o que está dizendo URL: https://productoversee.com/blog/saber-conduzir-conversas-e-tao-importante-quanto-saber-o-que-esta-dizendo/ Last updated: 2023-12-08T10:46:02.000Z _This post is for subscribers only._ ### Por que parei de ler livros profissionais? URL: https://productoversee.com/blog/por-que-parei-de-ler-livros-profissionais/ Last updated: 2023-12-07T10:45:56.000Z \*\*Calma, calma, eu sei que a comunidade produtora adora um livrinho, vem comigo que você vai entender! Fiz um processo de mentoria esses dias atrás e o meu mentor sugeriu de ler um livro chamado Extreme Ownership. Eu obviamente, peguei e li. Mas quantos livros profissionais você já teve que ler? E quantos ainda faltam na sua lista? Fato é que os livros sim, ensinam muito coisa, e principalmente trazem uma base teórica que dificilmente vamos encontrar em outro lugar. Além de trazer algumas experiências que podemos ou não utilizar no nosso dia a dia. Porém, se você parar para pensar, assim como na última temporada da série Black Mirror, durante o episódio chamado Loch Harry uma personagem fala sobre como dramatizar mais a história real, torná-la mais atrativa para quem for consumi-la. Penso que: ninguém escreve histórias e biografias sobre pessoas comuns. Normalmente isso fica a cargo de grandes nomes como Bill Gates, Jeff Bezus, Elon Musk e Steve Jobs. E aí, felizmente esses livros acabam vendendo mais, justamente por você ter acesso a informações, metodologias e história desses grandes nomes. Mas infelizmente, nós, acredite você ou não, não somos e nem estamos perto de sermos eles. Então ouvir a história de como o Elon Musk foi genial em criar e vender o Paypal ou de como o famoso Jeff Sutherland criou o Scrum, pouco me ajuda no dia a dia a resolver meus problemas na gestão de produtos. Tirando o fator curiosidade, os livros pouco me ajudaram a resolver problemas, raramente os autores dos livros passaram por problemas ou dificuldades que eu estava enfrentando no dia a dia, eles contêm sim, algo valioso: informação. Mas ela por si só não basta, acredito que tem momento certo para livro certo. Numa empresa em que trabalhei, a cada novo time que eu assumia ou fazia parte, um novo livro virava a lei e entrava na pilha da cabeceira da cama: do Inspired a Empowered, Startup Enxuta a Great at Work, Continuous Discovery e Viral Loop, Arte da Guerra e Hard things about Hard things,são livros incríveis com dicas e soluções mágicas imperdíveis que irão mudar a sua vida e que podem ser aplicadas para qualquer time em qualquer contexto. Parece meio estranho né? Veja bem, reforçando, não é que ler esses livros não te tragam nenhum conhecimento, muito pelo contrário, o problema é que eles não são nem a única fonte de informação e menos ainda a maior fonte dela. Pensando no sistema de aprendizagem [70:20:10](https://blog.impulseup.com/modelo-de-aprendizagem/?ref=productoversee.com) desenvolvido pela dupla Michael Lombardo e [Robert Eichinger](https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Robert%5FEichinger&action=edit&redlink=1&ref=productoversee.com), somente 10% da nossa capacidade de aprendizagem vem da leitura ou do estudo. Os outros 90% estão divididos entre ensinar e colocar em prática (20% e 70% respectivamente). Então, surgia um problema, me falavam para resolvê-lo lendo livros. Fui atrás de um e nada, passa para o próximo, próximo e sempre alguém muito empolgado por ter descoberto um livro novo vinha e falava de como aquele livro era incrível e mudaria minha vida após lê-lo. Não funcionou. Para mim, acabou rolando por outros métodos de aprendizagem mais alternativos. Como: Podcasts, rodas de conversas, mentoria e eventos específicos para tratar sobre assuntos específicos. Acabaram funcionando bem mais para trocar experiência e ter algum aprendizado. Afinal de contas, essas pessoas, as pessoas reais, pessoas comuns estavam passando ou já tinham passado pelas mesmas situações que eu estava enfrentando. Ao passo que os problemas que o Eric Reis ou Ben Horowitz tinham no contexto deles, eu não chegaria nem perto. ## Por isso parei de ler livros! Tá, não parei, mas diminui muito o meu tempo e energia gastos em ler esses livros que contam essas histórias surreais sobre a exceção da exceção do capitalismo. O cara que supostamente começou com uma ideia brilhante numa garagem e de repente criou o Airbnb. E passei a procurar e gastar essa energia em histórias reais, de pessoas reais, com problemas reais. Essa prática, além de aproximar mais de outras pessoas, construir um networking, ainda se mostrou mais rápida e eficaz na hora de achar uma solução ou um caminho para eu seguir. Mas essa é a minha visão! Não estou dizendo aqui que você também deveria parar de ler. Minha ideia com esse texto foi te provocar a buscar outras fontes de informação, não só os livros. Eu AMO ler, mas vou gastar minha leitura com a Terra Média ou Westeros, e não com metodologias para trabalhar somente 4 horas por semana e folgar o resto. Porque apesar do título e do texto parecer genial, quanto vemos na prática, elas podem não valer de muita ajuda. Vou deixar aqui uma lista de links que podem ajudar você que está interessado em expandir sua forma de consumir conteúdo e conhecimento, espero que goste: - [Podcast Product BackStage](https://open.spotify.com/show/3sYHAEEYA9GL6ofW7ZM430?si=9f3b838e38dc4cb2&ref=productoversee.com); - [Podcast Product Guru’s](https://open.spotify.com/show/7uRmxP1l3m9kwrsTYxnIMA?si=7eae1cc362a542e9&ref=productoversee.com); - [Product Latam meetup](https://lu.ma/0oazvjwe?ref=productoversee.com); - [Start-se Eventos](https://www.startse.com/eventos/?ref=productoversee.com); - [Lean Coffe SP](https://www.meetup.com/pt-BR/Lean-Coffee-Sao-Paulo/?ref=productoversee.com); ### Testes A/B: a chave para validação rápida de hipóteses URL: https://productoversee.com/blog/testes-a-b-a-chave-para-validacao-rapida-de-hipoteses-2/ Last updated: 2023-12-06T10:45:50.000Z Saiba como usar testes A/B de forma eficaz para tomar decisões informadas e melhorar seu produto rapidamente. Todo Product Manager já passou pelo desafio de validar uma hipótese em tempo recorde. Talvez seu Discovery tenha demorado mais que o esperado ou você precise levantar alguma métrica para planejar o próximo *release*. Independente da situação, o fato é que o mantra de uma pessoa de produto para **validar hipóteses** sempre é “fale com seus usuários”, correto? Bem, como em 99% das questões relacionadas à gestão de produtos, a resposta é: **depende**. Entrevistar usuários é uma prática essencial para o trabalho de uma pessoa de produto mas, melhor do que perguntar efetivamente ao usuário o que ele *faria* em determinada situação, é observar de fato o que ele *faz*. Por isso, os **testes A/B** podem ser muito úteis para o seu momento de **validação**. ### **Teste A/B** O teste A/B consiste em dividir **duas amostras** de uma mesma página para validar qual tem a melhor performance: a versão original (A) ou uma versão alterada dela (B). A ideia é realizar uma alteração **única** na versão B que vá validar a sua hipótese inicial e, assim, te ajudar a tomar as decisões que precisa para seu produto. 💡 **Importante**: o teste A/B valida apenas uma hipótese por vez. Caso contrário, o indicado é um teste multivariável. ### **Colocando em prática** Digamos que você seja Product Manager de um site de laboratório médico. O objetivo principal da página inicial do seu produto é levar os usuários para o agendamento de exames de forma rápida. Analisando os dados de comportamento, você percebe que os usuários abrem **vários itens** da barra de menu antes mesmo de clicar no botão de agendamento - que fica posicionado em destaque em outros pontos estratégicos da mesma página. ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/co5n982BhSmf0r2kVgS-eSHaFqKwBZG0bHzzUxqeybm_Z0VL616bQURQWsEtTSQYavA2e6VkqOC7i3uER5dEeEmd13XWY5gZfC_Oi5YdYD-1ur6_ZpCDMla-0L1LS-2Qqlesw3VpIb8N9g9HJOApzXA) Exemplo de amostra de controle de um Teste A/B. Sua **hipótese** então é que os usuários ficam alguns segundos perdidos antes de encontrar o agendamento de exames propriamente. Mais especificamente, você desconfia que os calls-to-action do seu site não são eficientes: seja pela interface do site ou por uma prática de produtos similares, talvez eles esperassem que o agendamento estivesse logo na barra de menu. _This post is for subscribers only._ ### Desvendando o modelo Hooked: A ciência por trás do hábito e como aplicá-lo para atrair a atenção dos usuários URL: https://productoversee.com/blog/voce-tem-3-minutos/ Last updated: 2023-12-05T10:46:44.000Z Tornar alguma atividade em um hábito, leva tempo. Alguns hábitos são desenvolvidos desde a infância, como a rotina de escovar os dentes antes de dormir, enquanto outros são adotados por necessidade, como frequentar uma academia. Existem hábitos que adquirimos sem perceber e que nem sempre são benéficos para nós, como por exemplo, verificar mais de uma vez as redes sociais antes de dormir. Em seu livro Hooked, Nir Eyal diz: “**nós fomos fisgados pelos nossos smartphones”**. E, de fato, fomos. Nós, brasileiros, [passamos em média cerca de 5 horas por dia no celular.](https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2022/01/12/brasileiros-sao-os-que-passam-mais-tempo-por-dia-no-celular-diz-levantamento.ghtml?ref=productoversee.com) Estamos sempre acessando algum aplicativo, seja youtube, linkedin, instagram, tiktok, gmail ou mesmo que apenas passando o dedo e deixando passar uma infinidade de conteúdo dessas redes sociais. Os psicólogos chamam de “comportamentos automáticos desencadeados por estímulos situacionais” esse comportamento pouco consciente ou totalmente inconsciente de reagir a um estímulo. Os estímulos situacionais podem ser diversos: um vídeo que dá play sozinho, outro conteúdo logo abaixo deste vídeo que começa a rodar, as curtidas, as notificações… E assim por diante. Quanto mais tempo passamos nessas redes, mais elas ganham. É ruim? Em certa medida, sim, afinal deixamos de estar presentes em algumas situações, perdemos a capacidade de observar a vida fora das telas. E os aplicativos até tentam ajudar, criando aqueles alertas de “você chegou ao limite de minutos que você estipulou diariamente, que tal fazer outra coisa?”. A apple também desenvolveu um relatório no qual você tem acesso a quantas horas ficou no telefone e com que tipo de tarefa gastou mais tempo ou menos tempo. Mas, falando de negócios e design: **Como, com tantas informações e tantas redes sociais, atrair a atenção de alguém para o nosso serviço, informação ou aplicativo?** Com a força do hábito. Porque nem tudo é ruim. Exemplo disso é o Duolingo que me manda um lembrete, todos os dias, para eu manter a minha ofensiva de 209 dias estudando espanhol. E eu continuo com o hábito de entrar no aplicativo e fazer, pelo menos, uma tarefa. E para criar o hábito de alguém utilizar o seu produto, você pode utilizar gatilhos internos, vieses e, claro, ter **um produto que resolva um problema real**. Em Hooked, Eyal apresenta um modelo de quatro etapas para a criação de produtos e serviços que formam hábitos. O apelidado Hook Model funciona assim: 1. Gatilho: criação de um estímulo que dispara o hábito. Pode ser interno, como um sentimento, ou externo, como uma notificação ou anúncio. 2. Ação: acontece quando o usuário interage com o produto. Vale dizer que: quanto mais fácil for a ação, melhor, e ofereça uma recompensa imediata. 3. Recompensa: A recompensa é o que motiva o nosso usuário a repetir o hábito. Ela pode ser tangível, como um novo nível ou conquista, ou intangível, como um sentimento de realização ou satisfação. Por exemplo: o jogo League of Legends criou um sistema de “honra” que dava aos jogadores a possibilidade de dar e receber pontos. Isso foi o gatilho que gerou a ação de jogadores serem mais positivos durante a partida para ganhar a recompensa no final. 1. Investimento: Acontece quando o usuário investe tempo, recursos ou esforço no produto. Aqui ele pode criar um senso de propriedade que aumenta o seu engajamento e comprometimento. Outro exemplo: uma loja de móveis sueca chamada IKEA vende móveis residenciais prontos para montar. Sim, você compra e você mesmo monta. Ao investir esforço físico e mental na montagem do produto, você começa a valorizar mais esse objeto. Esse fenômeno é chamado de “efeito IKEA”. **Tudo é questão de equilíbrio.** O próprio Eyal diz que teve receio que, ao compartilhar o conhecimento da criação desse modelo, fossem criados produtos que levassem a hábitos ruins. A criação de um hábito é uma ferramenta poderosa. Para criar produtos ou serviços que formem hábitos, o modelo apresentado por Eyal é um excelente caminho. No entanto, é importante lembrar que esses princípios só funcionam se o produto **resolver um problema real do usuário**. Qual a dor que o Duolingo resolve? As pessoas querem aprender um idioma e não tem tempo, não tem dinheiro, não quer gastar… No duolingo, elas só precisam de **3 minutos** por dia. Um produto que não resolve um problema, por mais que use os 4 princípios do modelo, não será capaz de criar um hábito duradouro. O usuário, após ter recebido a recompensa inicial, perderá a motivação de continuar usando o produto ou serviço. E bom, para que o produto resolva um problema real é preciso de **pesquisa**. E muita, mas muita, empresa não faz. Mas isso é papo para outro artigo. ### Como a gestão de fluxo resolve dores de gestores de produtos URL: https://productoversee.com/blog/como-a-gestao-de-fluxo-resolve-dores-de-gestores-de-produtos/ Last updated: 2023-12-04T10:46:38.000Z Sobre eficiência e como controlar melhor as demandas no fluxo de trabalho. _This post is for subscribers only._ ### Cultivando uma cultura de equipe de alto desempenho URL: https://productoversee.com/blog/cultivando-uma-cultura-de-equipe-de-alto-desempenho/ Last updated: 2023-12-01T10:46:19.000Z 📑 ****TL;DR:** Neste artigo, aprofundamos como a pessoa Product Manager (PM) desempenha um papel fundamental na criação de um ambiente de equipe seguro e engajado. Discutiremos os elementos-chave, incluindo a importância e o fortalecimento do sentimento de coletividade e a prática de feedback constante. Esses fatores desempenham um papel vital na construção de uma equipe de alto desempenho, e o PM desempenha um papel crucial na promoção desses elementos para garantir o sucesso da equipe. Muitos Product Managers desejam trabalhar com uma equipe de pessoas talentosas e dedicadas que compartilham sua visão e são capazes de trabalhar de forma eficaz para atingir seus objetivos. Mas poucos fazem isso se tornar uma realidade no seu dia a dia. Todos aqui já devem ter visto a imagem sobre a tríade do papel da pessoa de produto e suas variações: ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/2TYbX2higyxhtL_YmVTg_SvYwD6N3BiBFIEuRD7WLFBpvd_gP4-GslwS1KEmrQ4to-5uxf_TUMAdrx36a5_q1ypxzuunWbvW5tslRPgQE9WnjoIi-IuRcjTW44sw3oVW3_Ugqd__nBJb80ljYg_oLHc) **fonte: Martin Eriksson** Se você fica bem no centro, você tem uma capacidade genuína de unir as informações de todos os lugares e fazer acontecer. Aqui, não digo que somos 100% responsáveis por isso, e existem milhares de fatores internos (seus) e externos (equipe) que podem influenciar. Além, dos papéis e responsabilidades que foram definidos na sua empresa e principalmente a senioridade do time. Mas, como o famoso clichê: Se passamos mais tempo com as pessoas do nosso trabalho do que com nossos familiares, porque não investir um tempo da sua rotina para criar um ambiente confortável para todos, que façam todos se sentirem bem e engajados no seu dia a dia? ### **Mas, afinal: “O que é uma equipe engajada?”** Isso pode variar muito de empresa para empresa, mas vou reunir o que eu acredito serem pilares importantes: _This post is for paying subscribers only._ ### Explorando o processo de migração de carreira URL: https://productoversee.com/blog/explorando-um-pouco-o-processo-de-migracao-de-carreira/ Last updated: 2023-11-30T10:46:13.000Z Para quem quer entrar no mercado de tecnologia ou migrar de área _This post is for subscribers only._ ### Product Journey: Como navegar em águas turbulentas? URL: https://productoversee.com/blog/product-journey-como-navegar-em-aguas-turbulentas/ Last updated: 2023-11-29T10:46:07.000Z Quando se fala de gestão da inovação, essas empresas buscam por ferramentas metodológicas para reduzir riscos. Assim como os piratas! _This post is for subscribers only._ ### O que não te contaram sobre liderança matricial URL: https://productoversee.com/blog/o-que-nao-te-contaram-sobre-lideranca-matricial/ Last updated: 2023-11-28T10:46:01.000Z Como detalhes organizacionais podem acelerar ou desacelerar iniciativas disruptivas. Certa vez, Pedro foi encontrar seu líder em uma sessão de feedback e ouviu o seguinte: “A estratégia do produto que você elaborou está perfeita, **porém está te faltando gestão de stakeholder para avançar com a iniciativa**”. Pedro era expert em gestão de produtos, com muitas certificações e formações internacionais, e bastante data-driven em todas suas atividades. Para surpresa de muitas pessoas na empresa, a proposta de Pedro realmente não foi para frente, apesar de haver dados que justificassem, uma explicação bastante coerente e passos muito estruturados. Aparentemente a empresa estava perdendo uma oportunidade que iria se arrepender futuramente. Pedro e a empresa são ficcionais, **mas certamente eu e você encontramos muitos Pedros por aí, não é mesmo? Por que isso acontece?** Hoje em dia, quase todas formações de produto, projetos ou estratégia abordam a importância da Gestão de Stakeholders e apesar de tanto conteúdo acadêmico, falham diversas vezes em tentar prover uma abordagem prática para o tema. Entre conversas com experts e amigos da profissão, geralmente encontro o sentimento de incompletude dos materiais em trazerem fatores que sejam mais realistas com as discussões dentro das empresas. Neste artigo, procurei oferecer **quatro principais ferramentas que podem acelerar ou desacelerar (caso ignoradas) iniciativas quando se está em posição de liderança**, ou sendo uma liderança matricial, que requer maior influência sobre outras áreas e níveis da empresa. Espero que estas ferramentas a seguir possam funcionar para você como novos filtros, ampliando sua compreensão de situações invisíveis, e possam ajudá-lo a criar novas alternativas de prosperar com iniciativas de alto potencial. 1. **Conciliar metas organizacionais e sistema de bonificação** Criar e desenvolver um sistema de gestão é uma tarefa árdua e de olhar detalhes. Não é incomum, encontrar organizações que na intenção de extrair o melhor potencial das pessoas e de suas estruturas funcionais, busquem por metas que aumentem a eficiência operacional individual de cada área, sem refletir como elas se conectam. ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/BT5-L7Maqeg6Do-bO9nuXzCJvspQdkEnt__ZQV23Md5XaqCVOOL_Xt8JE9BZ_OsOfmzVqtTJP-BPWhALpfM4zmT7tD1Fy8CSYVHj_oDEkGW7k04YAKRIYB7CBLbO4IAAGNwwMvbAjxAE34klY29Ev1g) Um exemplo disso acontece em organizações tradicionais que buscam inovar, e geralmente criam times de produtos/inovação separados da estrutura principal da empresa, para focar na descoberta e refinamento do produto, com processos mais ágeis. Entretanto, muitas vezes essa estrutura está conectada a uma área de vendas da estrutura principal para conseguir oferecer seus produtos em larga escala, assim como o marketing, finance, people, e por aí vai. Naturalmente, essas áreas do core business ou HQ não tem metas conectadas com a estratégia da estrutura menor, o que joga fortemente contra qualquer iniciativa e velocidade de crescimento de algo novo. O que faria uma área de vendas oferecer um produto ainda não muito bem testado, e que não tem a mesma grande rentabilidade e facilidade de oferecer o produto do core business? **“Tão importante quanto construir produtos matadores e bem sucedidos, é entender como ele se conecta na ‘nave mãe’ e possa ser incorporado adequadamente”.** Pensar nisso é tão ou mais importante que ter uma ideia boa em mãos. Pode ser que o caminho seja integrar metas, ou analisar como o produto pode ajudar outras áreas, ou como evitar essas dependências, de toda maneira, pensar e planejar isso é fundamental. **Não basta ter uma boa ideia, a execução é essencial.** 1. **Identifique e converse com os “consiglieres”** ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/xR_dg0g6CceTclpV7AZH_YaoLEQgcIranh466-JOeZxxl1_aSDrU-HYGXkolRF_KdczkZZgc6Ds8lovz58mb67CAzx1BPbmjo0baEU6AmngOMF6RhgsKoyvaySpcM4UjQxjOdqyjz7UuuCPPVAQACUU) Se você já assistiu Godfather (O poderoso chefão), possivelmente já ouviu falar em Consigliere, e o vínculo dela com as máfias italianas. Popularizado nos anos 70, esse termo ficou muito apropriado aos conselheiros das máfias, que tinham um importante papel ao lado das lideranças oferecendo conselhos adicionais e segundas opiniões sobre temas importantes. Nos tempos atuais e nas organizações, **existe um mito de que os organogramas representam integralmente a estrutura funcional da empresa**. O que é bastante impreciso. Na prática, você vai sempre encontrar pessoas, sejam elas especialistas ou líderes, que são fontes importantes de conselhos, dados, ou até mesmo formadores de opiniões dentro da organização e que carregam papel importante na cultura e forma de trabalhar, embora isso não esteja escrito no seu crachá. Identificar elas geralmente não é um trabalho árduo dado que elas recorrentemente participam de pautas que não estão no básico do job description e recorrentemente são abordadas para darem suas opiniões. Conversar com elas previamente é uma ferramenta valiosa de aprender sobre como a organização pensa e interpreta, e também se antecipar a várias questões que futuramente podem vir. **Criar conexões genuínas e de troca de valor podem ser muito positivas.** 1. **Conecte-se com a sua audiência antes dos eventos principais** É muito comum a preocupação absoluta em ter um deck que possa responder todas as perguntas possíveis, de todos os níveis, e sobre diferentes fases da mesma iniciativa. **Tanto tempo dedicado em responder perguntas da audiência que geralmente nem sabemos se elas são somente nossas.** Uma forma muito ágil de validar as hipóteses é conversar com as pessoas que você acredita terem a maior chance de contribuição com dicas valiosas, e as pessoas que geralmente tem maior capacidade de influência em uma tomada de decisão. Isso agiliza **MUITO**. Consultores experientes geralmente dizem que os cafés trazem informações mais valiosas que horas de reunião. ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/Vhpbr7WIDOp0htId6f1bBJ--YGHQ1-dSlUwnSrfeXuzlyy1iiEhVx8c8YibbFVfafmlhiHLUIAFjDwGI0IJD0Sqe41yHpyZ57MxiqT5p3L6MsmA3cY3HGdJ_mJXULnIDfmMmcL3hftTUu51kX3P71Z8) Um erro muito recorrente, é preparar um encontro com várias pessoas ao mesmo tempo e um conteúdo extenso, a ser visto por todos pela primeira vez. Geralmente é fatal. Dezenas de dúvidas, falta de entendimento dos dados, desconforto para decidir, tédio, ou um mix de tudo isso é bem frequente em pautas formatadas assim. É bastante sábio antecipar essas dúvidas, materiais, dados, insights, e construir ao longo do tempo, antes de um encontro que requeira uma decisão maior. Isso permite um tempo valioso de refinamento, entender melhor a extensão de conteúdo que se precisa construir, e se realmente você está pronto para propor uma decisão ou iniciativa nova. Costumo fazer a analogia de que é similar a passar um projeto no congresso, existe muita discussão nos bastidores antes de ir para votação na plenária. 1. **Crie radares informais de informação** Em organizações maiores, geralmente estarão disponíveis reports, encontros recorrentes, analytics, dashboards entre outros, visando potencializar os times com uso da informação e dos dados. Iniciativas maiores têm agendas com pessoas bem definidas, períodos de encontro e canais de comunicação bem acordados - **ainda assim, sempre faltará informação.** ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/YnGwfYM3c1npSLG6tuko2jBNOyN3ieIzxS1WCrCG1HZfmIXjuByfiqg-2s9NgAgLj_sOAc3qeex0mI6mAUBGUvJkla9527bCa_RtLCw08jt9D5iMxM05GZ3vzpw4cLL_soBDf7q0KPdHmJfU12q-5SU) O que acontece no dia a dia dos times ou na alta liderança, nem sempre tem a mesma velocidade de percorrer a organização e informar todas pessoas necessárias. Às vezes isso decorre por falta da sensibilidade que aquela informação é valiosa em outros níveis, outras vezes pela incerteza de que ela é verdadeira, ou eventualmente pela sensibilidade que ela pode conter e ainda não ter sido tratada. **Conectar-se com pessoas que não estão necessariamente no seu contexto de atuação é fundamental para aprender mais sobre a empresa, os desafios, as oportunidades, e antecipar várias situações que podem ocorrer ao longo do caminho**. Também é bastante valioso compartilhar informações com essas mesmas pessoas, para ouvir sobre o que elas pensam, eventualmente também contribuirá com elas em atividades que você não tinha visibilidade prévia. Pessoas que têm hábito de criar conexões, geralmente encontram projetos duplicados pela empresa quando passam por esse roteiro. Muitas informações acabam ganhando forma na empresa com o tempo, e ter seus próprios radares, com conexões genuínas, conexões de confiança, é muito importante para que você possa refinar suas iniciativas ao melhor benefício para empresa, ou até mesmo caso não seja mais relevante continuar, você possa perceber o mais rápido possível. Entendo que tenham outras oportunidades que mereçam ser destacadas, e procurei trazer os principais que tenho notado ao longo dos anos como de maior potencial. Também recomendo para quem quiser se aprofundar em mais oportunidades, o livro Execução do especialista em liderança, Ram Charan. ### Alavancando a performance do produto por meio da colaboração entre Produto, Tech e Design URL: https://productoversee.com/blog/alavancando-a-performance-do-produto-por-meio-da-colaboracao-entre-produto-tech-e-design/ Last updated: 2023-11-27T10:45:55.000Z Recentemente, li um artigo do Diego Eis aqui no Product Oversee intitulado “[PM é um ser tático, não estratégico, nem de execução](https://productoversee.com/pm-e-um-ser-tatico-nao-estrategico-nem-de-execucao/)” e o conteúdo ficou martelando na minha cabeça, o que me fez dedicar um tempo para escrever este texto, possivelmente complementar ao do Diego, com alguns insights do meu dia a dia como um profissional de produto. Pretendo explorar aqui a minha visão sobre a importância da colaboração entre produto, tecnologia e design. Acredito que essa triangulação é essencial para garantir que os produtos sejam bem-sucedidos e vi na prática esta relação acontecer. Quando eu falo de colaboração ou triangulação entre estes três atores, estou me referindo ao processo deles trabalharem juntos para criar produtos que atendam às necessidade de seus usuários e da organização. ## **Produtos de sucesso, começam com o básico: Trabalho em equipe** Essa colaboração envolve a comunicação e a troca de ideias entre os três pilares e é fundamental que todos os envolvidos entendam as perspectivas uns dos outros e trabalhem juntos para chegarem a consensos (ou ao famoso ‘disagree and commit’ que tanto usamos no dia a dia de times de tecnologia) e é importante por vários motivos, como: _This post is for subscribers only._ ### 6 dicas valiosas que aprendi assistindo a série "The Bear" URL: https://productoversee.com/blog/6-dicas-valiosas-que-aprendi-assistindo-a-serie-the-bear/ Last updated: 2023-11-24T10:45:38.000Z [The Bear](https://www.starplus.com/pt-br/series/o-urso/52m6nx7HoP5F?ref=productoversee.com) talvez seja uma das coisas mais incríveis que vi nos últimos tempos. Uma série original da FX e que foi distribuída pela Star+ . Atualmente possui duas temporadas e deixou os telespectadores ansiosos pela confirmação da terceira. Ela conta a história de Carmen ou Carmy (pros íntimos), o melhor chef de cozinha do melhor restaurante dos Estados Unidos. Que recebe a lanchonete do seu irmão mais velho como herança. Então ele tem o difícil desafio de manter aquele lugar em pé e seguir com o sonho do irmão de fazer o negócio da família dar certo. ## Sign up for Product Oversee Colaboramos, experimentamos e provocamos a busca por novos pontos de vista, estimulando o pensamento crítico sobre gestão e liderança de produtos e serviços digitais. Subscribe Email sent! Check your inbox to complete your signup. No spam. Unsubscribe anytime. A série se destacou por roteiro, fotografia, utilização das cores, trilha sonora, atuação e filmagens. Mas o grande destaque mesmo, veio por conta da verossimidade com a realidade de se trabalhar na cozinha de um restaurante. Assistindo a série não pude deixar de refletir sobre os personagens, a história e em como ela mexe com a gente. E foi refletindo sobre ela que pensei em escrever esse texto. Separei aqui 6 dicas importantes que aprendi assistindo a série, que podem te ajudar a tocar um restaurante, uma empresa, uma equipe ou um produto melhor. Decidi compartilhá-las com vocês para que, você que viu a série, refletir sobre esses pontos e você que está vendo ou ainda não viu, te ajudar a melhorar como profissional e te incentivar a ver, ou continuar vendo a série, que é incrível! Segue abaixo a lista das dicas: 1. Respeito com sua equipe; 2. Não vamos conseguir nada sozinhos; 3. Invista na seu time; 4. Há ordem no caos; 5. Testes devem ser levados a sério; 6. Deixa Rolar; ### **Respeito com sua equipe** Logo no início do seriado, nos primeiros episódios, Carmy propõe para sua equipe que eles passem a se chamar de “chefs” . A ideia por trás desse conceito, era a de que apesar dele ser o líder da equipe, ele não era o único que merecia ser chamado de chef ali. Todos os membros da equipe eram importantes, portanto todos deveriam ser tratados com respeito. E nesse ponto é bem importante a gente entender que tanto numa cozinha de restaurante quanto em qualquer equipe ou time que formos participar, cada membro do time tem uma função. Cada elo dessa corrente é importante, porque se um elo se rompe, toda a corrente ou time acaba sendo prejudicada. _This post is for paying subscribers only._ ### Como escrever uma boa História do usuário? Por que é importante uma História estar bem escrita? URL: https://productoversee.com/blog/como-escrever-uma-boa-historia-do-usuario-por-que-e-importante-uma-historia-estar-bem-escrita/ Last updated: 2023-11-23T10:45:32.000Z A escrita de histórias de usuário é essencial para conectar as necessidades dos usuários ao desenvolvimento do produto. A clareza na escrita facilita o trabalho dos engenheiros. _This post is for subscribers only._ ### 5 dicas fundamentais para criar hipóteses eficazes URL: https://productoversee.com/blog/5-dicas-fundamentais-para-criar-hipoteses-eficazes/ Last updated: 2023-11-22T10:46:26.000Z Aprenda a criar hipóteses sólidas e orientadas a dados com estas dicas essenciais para o sucesso na gestão de produtos. _This post is for subscribers only._ ### Operações e Atendimento como alavancas de teste e amadurecimento em produtos URL: https://productoversee.com/blog/operacoes-e-atendimento-como-alavancas-de-teste-e-amadurecimento-em-produtos/ Last updated: 2023-11-21T10:46:20.000Z Definir uma priorização assertiva é essencial para garantir que os produtos sejam desenvolvidos e lançados com sucesso e no timing esperado. _This post is for subscribers only._ ### A ascensão de Product Ops: Como Product Ops amplifica a eficácia do Product Manager URL: https://productoversee.com/blog/a-ascensao-de-product-ops-como-product-ops-amplifica-a-eficacia-do-product-manager/ Last updated: 2023-11-20T10:46:13.000Z Product Ops é mais que um suporte para Product Managers; é um catalisador para eficiência. Conectando métricas, processos e insights, ajuda as equipes a se focarem em inovação e entrega de valor, elevando a gestão de produtos a um novo patamar. _This post is for subscribers only._ ### DoR e DoD: Garantindo a qualidade e o tempo de entrega do seu produto URL: https://productoversee.com/blog/dor-e-dod-garantindo-a-qualidade-e-o-tempo-de-entrega-do-seu-produto/ Last updated: 2023-11-17T10:45:55.000Z Boa parte das pessoas que trabalham com tecnologia, mais precisamente com métodos ágeis, provavelmente já conhecem esses termos. Originados do SCRUM, eles são essenciais para o desenvolvimento do produto, pois são elementos vitais para estabelecer diretrizes claras sobre o que será desenvolvido de maneira eficiente, trazendo os desenvolvedores mais próximos do entendimento do negócio e o motivo de estarem fazendo tal funcionalidade. ## **Definition of Ready (DoR):** DoR, também conhecido por Definition of ready, concentra-se em garantir que um item do Product Backlog esteja preparado para entrar na sprint para desenvolvimento. Seguindo o livro do PBB (Product Backlog Building) do Paulo Caroli e Fábio Aguiar, ele deve conter os atributos do INVEST. - **Independent (Independente):** A história deve ser independente de outras histórias, o que significa que ela não deve depender da conclusão de outras para ser implementada. Por exemplo, uma história que requer outra história para ser concluída primeiro não é independente. Se isso for possível, ela é independente - **Negotiable (Negociável):** A história deve ser flexível e aberta a negociação com a equipe de desenvolvimento e o cliente. Isso significa que detalhes específicos podem ser discutidos e ajustados durante a sprint, à medida que mais informações surgem. Um exemplo seria uma história que descreve o comportamento geral, mas permite a adaptação de detalhes específicos durante o desenvolvimento. - **Valuable (Valiosa):** A história deve agregar valor à entrega, tendo um propósito claro e impacto no negócio ou no cliente. Por exemplo, uma história que adiciona uma nova funcionalidade desejada pelos usuários ou que atende a um requisito de negócios específico é valiosa. - **Estimable (Estimável):** A história deve ser capaz de ser estimada em termos de tempo e esforço para conclusão. Histórias muito grandes devem ser divididas em partes menores que possam ser estimadas com precisão. Isso ajuda na gestão do tempo e no planejamento das sprints. - **Sized Appropriately (Tamanho Adequado):** A história deve ser de tamanho apropriado para ser concluída em um período de tempo definido, geralmente uma sprint. Evitar histórias muito grandes ou muito pequenas ajuda a manter o fluxo de trabalho constante e eficiente. - **Testable (Testável):** A história deve ser testável, o que significa que deve ter critérios de aceitação claros que possam ser usados para verificar se a solução desenvolvida atende aos requisitos do cliente. Ter critérios de aceitação bem definidos ajuda a evitar ambiguidades e conflitos de interpretação. Fazer uma boa história de usuário pode parecer simples, mas seguir todos os critérios acima é uma tarefa bastante difícil. Pois pode ocorrer de várias vezes, a pessoa de produto querer colocar muitas funcionalidades ou regras de negócio dentro de um único PBI (Product Backlog Items), inviabilizando alguns pontos mencionados, tais como, negociável, já que com muitas regras de negócio atreladas a uma funcionalidade, pode ocorrer de que qualquer alteração solicitada seja muito complexa para alterar. _This post is for subscribers only._ ### A Lei de Goodhart, Gamificação e a Medição Correta na Gestão de Produtos URL: https://productoversee.com/blog/untitled/ Last updated: 2023-11-16T18:14:51.000Z Gamificação pode elevar o engajamento, mas mal aplicada gera métricas enganosas. É crucial focar na qualidade do engajamento e alinhar as táticas com o valor real do produto. Evite ser guiado por números vazios e mantenha o foco no que realmente importa. _This post is for subscribers only._ ### Identificando Lacunas de Mercado com Dados de Product Analytics URL: https://productoversee.com/blog/identificando-lacunas-de-mercado-com-dados-de-product-analytics/ Last updated: 2023-11-16T11:55:24.000Z A adaptabilidade estratégica é essencial para as empresas enfrentarem mudanças rápidas e constantes, atendendo às demandas dos consumidores e mantendo-se à frente da concorrência. _This post is for subscribers only._ ### Você já refletiu sobre a sazonalidade do seu serviço? URL: https://productoversee.com/blog/voce-ja-refletiu-sobre-a-sazonalidade-do-seu-servico/ Last updated: 2023-11-15T10:46:43.000Z Desafio lançado: esqueça o técnico, pense estratégico. A sazonalidade é a chave oculta do sucesso. _This post is for subscribers only._ ### A lei de Metcalfe e padrões de comunicações mais saudáveis URL: https://productoversee.com/blog/a-lei-de-metcalfe-e-padroes-de-comunicacoes-mais-saudaveis/ Last updated: 2023-12-11T01:33:00.000Z Se você trabalha ou já trabalhou em uma plataforma de negócios, tais como Quinto Andar, iFood e Uber, certamente já ouviu falar sobre a Lei de Metcalfe, porque ela é a base que descreve um efeito de rede. Essa lei é uma teoria proposta por Robert Metcalfe, co-inventor da Ethernet e fundador da 3Com. Ela descreve o valor de uma rede de comunicação em relação ao número de seus usuários. A lei afirma que o valor de uma rede é proporcional ao quadrado do número de usuários conectados a ela. Matematicamente, isso é expresso como V = nˆ2, onde V é o valor da rede e n é o número de usuários. A ideia por trás da Lei de Metcalfe é que, à medida que mais dispositivos ou usuários são adicionados a uma rede, o número de possíveis conexões ou interações entre esses dispositivos aumenta exponencialmente. Portanto, o valor ou utilidade da rede cresce muito mais rapidamente do que o número de dispositivos ou usuários adicionados. Esse é o famoso efeito de rede, onde o número de conexões possíveis em uma rede de n nós pode ser expressa matematicamente pela equação n(n-1)/2\. É por isso que o efeito de rede é algo tão falado e tão importante para plataformas de negócio, pois, quanto mais nós temos na rede, mais interconexões temos. Olhando para o iFood, quanto mais restaurantes, usuários e entregadores entram na plataforma, mais conexões serão possíveis entre eles e mais pedidos, consequentemente, serão gerados e claro, o valor da rede aumenta de maneira exponencial. E porque entender esse contexto é tão importante para nós quando falamos de comunicação? Porque podemos usar a variação da lei de Metcalfe que explica o efeito de rede para entendermos o quanto a comunicação dentro de uma empresa começa a ficar complexa se n, aqui representando, o número de colaboradores aumenta. Vamos supor que uma empresa tenha 10 colaboradores. Ao invés de medir o valor da rede, vamos extrapolar aqui, e medir a Complexidade da Comunicação (CC) que existe nessa empresa com n =10 CC = 10(10-1)/2 = 45 ou seja, é possível existir 45 conexões de comunicação entre as pessoas que trabalham ali. Agora, imagine que a empresa tem 100 colaboradores CC = 100(100-1)/2 = 4950 conexões de comunicação Vamos além, para uma empresa que tem 1000 colaboradores CC = 1000(1000-1)/2 = 499500 Quase meio milhão de possibilidades de comunicações entre as pessoas que ali trabalham. ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/Ua2M2rIH_R_ziAZ6VYaWg0G97ecGWwvocROGHFwew0G4zV0YweSoKejGxY6gFe-AmIbWoGyKmF1Jnpcu9rrcv33deyLnRK6_7q3yCOYoCJq2VugdEI4IDe7it9eWKSL4p27dR_8IXYZvs79Le--1Uz9YN6-EWkM5mX04HwxiLXQuKF_U2z_IF0IgYLVO_A) Exemplo da Lei de Metcalfe aplicada ao efeito de rede Acho que já deu para perceber o quanto a complexidade numa empresa cresce se o número de pessoas que trabalham lá, cresce também. Não é nada linear, é algo exponencial. O maior problema aqui é que acabamos convivendo com toda essa carga de complexidade que está em cima de nós o tempo todo, piorada muitas vezes, pela maneira como as empresas são organizadas hierarquicamente e por departamentos que muitas vezes nem se conversam no dia a dia, mas se entrelaçam na cadeia de tomada de decisão. Você já deve ter visto alguma decisão que demorou muito tempo para ser tomada e após terem gastado alguns meses de reuniões e desenhos e workshops, alguém (tipicamente algum líder mais alto na hierarquia) chega e fala "Se isso tivesse chegado até mim antes, eu teria tomado essa decisão em meia hora!". É bem provável que essa decisão teria sido tomada antes, não porque o líder que chegou tarde é o dono da sabedoria, mas sim porque ele está olhando de fora a complexidade. Provavelmente se essa decisão demorou tanto para ir adiante, foi devido a como o sistema em volta dela estava organizado: - pessoas sem autoridade ou coragem o suficiente para assumir os riscos - muitas coisas sendo feitas ao mesmo tempo, todos trabalhando muito, mas sem foco - pessoas presas a processos repetitivos e pouco flexíveis - hierarquia autoritária, onde precisa quase assinar um contrato para conseguir levar uma iniciativa adiante - pessoas sem conhecimento, times muito novos na empresa - estrutura dos times e das áreas (stakeholders além da conta) # Muita gente querendo falar ao mesmo tempo, o que fazer? Você já sentou em uma reunião onde muita gente queria falar ao mesmo tempo, e ninguém acabava entendendo nada, até que alguém virava e fala (grita) "Vamos falar um de cada vez!"? Pois bem, é porque ali existia um ruído grande na comunicação, visto que todas as ondas sonoras que ali existiam, estavam se cancelando. _This post is for paying subscribers only._ ### A imortalidade da Gestão de Produtos: Por que ela molda o futuro e desafia o tempo URL: https://productoversee.com/blog/a-imortalidade-da-gestao-de-produtos-por-que-ela-molda-o-futuro-e-desafia-o-tempo/ Last updated: 2023-11-09T10:46:07.000Z Imagine estar em uma sala cheia de inventores, cada um segurando uma caixa misteriosa. Alguns estão nervosos, outros confiantes, mas todos estão ansiosos para revelar o que está dentro de suas caixas. Agora, imagine que essas caixas representam produtos, e os inventores, gestores de produtos. O que todos têm em comum é uma pergunta: "Este produto vai mudar o mundo?" É aqui que apresentamos nossa tese: "Por que a Gestão de Produtos é o Futuro e Sempre Será". Mas por que essa pergunta é tão eternamente relevante? Porque desde o início dos tempos, a humanidade tem enfrentado desafios, desejos e necessidades. E para cada um desses desafios, alguém, em algum lugar, está tentando criar um produto que seja a solução. A gestão de produtos é a arte e a ciência de fazer isso de forma eficaz, tornando-a uma disciplina que nunca perderá sua relevância. Então, o que você, caro leitor, vai ganhar com isso? Uma lente através da qual você pode ver não apenas o mundo dos negócios, mas o mundo como um todo. Uma compreensão de como as necessidades humanas fundamentais impulsionam inovações que moldam nossa sociedade. Mas espere, este não é apenas mais um artigo sobre gestão de produtos. Este é um convite para uma jornada ao núcleo da condição humana, explorando como ela se entrelaça com a eterna arte da criação de produtos. Vamos desvendar os princípios atemporais que têm sido a espinha dorsal da gestão de produtos através das eras. E se você acha que isso é relevante apenas para um setor, prepare-se para uma surpresa. Os princípios da gestão de produtos são universais. Eles são aplicáveis se você está criando um aplicativo de tecnologia, uma nova droga farmacêutica ou até mesmo um serviço de entrega de alimentos. A gestão de produtos é a linguagem universal da inovação. Então, coloque seu cinto de segurança. Você está prestes a embarcar em uma viagem através do tempo e do espaço, explorando o passado, o presente e o futuro da gestão de produtos. E quem sabe? Talvez ao final desta jornada, você também se torne um daqueles inventores, segurando sua própria caixa misteriosa, pronto para mudar o mundo. ## O DNA da necessidade: Por que ser humano é o melhor Business Case ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/y3JR7H0cP4x-7EVDVuUdgN1wnTmcb8paGc5HHI9JJIxlNyQyHNiTZY2j59fABlaxnRR6U8jfsFCeZexcIuCCf37dTq2vXrcfa_MPXIu3Brm3sDrghbst2krWfSAcawwQPR3TRuAsJWMOc7qmfuyqHyM) Imagine que você está em uma pequena aldeia, há milhares de anos. O sol está se pondo, e você sente fome. Você não é o único; toda a aldeia sente o mesmo. A fome é uma necessidade básica, uma condição humana que todos nós compartilhamos. É essa condição humana que tem sido a força motriz por trás da demanda por produtos desde tempos imemoriais. Seja uma lança para caçar ou um aplicativo de entrega de comida, os produtos existem porque nós, seres humanos, temos necessidades a serem atendidas. Mas aqui está o fascinante: nossas necessidades não são estáticas; elas evoluem. O que era uma necessidade de sobrevivência agora pode ser uma necessidade de conveniência ou mesmo de luxo. Essa evolução constante é o que mantém a roda da inovação em movimento. E é aqui que a gestão de produtos realmente brilha. No mundo da gestão de produtos, entender essas necessidades é o primeiro passo no processo de Discovery. Compreender as motivações humanas é crucial para desenvolver produtos que as pessoas realmente queiram usar. Este ponto é corroborado pelo artigo e podcast [Psychology of Product Management: Unlocking Human Insights](https://theappsolutions.com/blog/entrepreneurship/psychology-of-product-management/?ref=productoversee.com), que discute a interseção da psicologia e da gestão de produtos. Mas não paramos por aí. Produtos não são apenas objetos; eles são soluções para problemas humanos, sejam eles básicos como fome e sede, ou complexos como a necessidade de pertencimento e realização. E é por isso que a gestão de produtos tem um futuro garantido. Enquanto houver seres humanos com necessidades e desejos, haverá um espaço para produtos que atendam a essas necessidades. E onde há produtos, há a necessidade de gerenciá-los de forma eficaz. O artigo [Understanding Human Behavior: How Experiences Affect Us](https://www.qualtrics.com/blog/understanding-human-behavior/?ref=productoversee.com) da [Qualtrics XM](https://www.qualtrics.com/pt-br/?ref=productoversee.com) oferece insights adicionais sobre como o comportamento humano afeta a gestão de produtos. Então, o que isso significa para você, para mim e para o futuro da gestão de produtos? Significa que enquanto a condição humana existir, a gestão de produtos não é apenas relevante; ela é essencial. E é essa essência que exploraremos nas próximas seções deste artigo. ## O Show deve continuar: Capitalismo. O palco eterno da inovação ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/AxD49K0_-ts3PyCApPVIjczpaY4xRCrDhARigwCLbXeMkVDmN3Y59eDe6mmfGQLzR8dVvNxIpw_Dljdb7gXwl-adZW_ESiL79yjpk7A4a4p-4VBI0DvjH3HAvqrfOAizKB4pg2sz6XCX3Od_7QOQx_8) Imagine um mercado movimentado, cheio de cores, sons e aromas. Vendedores gritam para atrair sua atenção, cada um oferecendo algo que promete tornar sua vida melhor, mais fácil ou mais emocionante. Este mercado é um microcosmo do capitalismo, o sistema que tem moldado nossa sociedade e economia. E é neste palco que a gestão de produtos encontra seu lar eterno. O capitalismo não é apenas um sistema econômico; é um catalisador para a inovação. Ele cria um ambiente onde a gestão de produtos não é apenas útil, mas essencial. Pense nisso: cada produto que você vê no mercado é o resultado de inúmeras decisões tomadas por gestores de produtos. Eles identificam uma necessidade humana e, em seguida, encontram uma forma de monetizá-la. A monetização das necessidades humanas é, portanto, uma função eterna da gestão de produtos. Mas aqui está o desafio: como fazer isso de forma ética e sustentável? Em um mundo onde o lucro muitas vezes toma precedência, a gestão de produtos também tem a responsabilidade de equilibrar a ética e a sustentabilidade. Isso não é apenas bom para a sociedade, mas também é bom para os negócios. Empresas que ignoram esses fatores correm o risco de perder a confiança do consumidor e, por fim, sua posição no mercado. E o impacto vai além das fronteiras de uma única empresa ou país. A gestão de produtos desempenha um papel crucial na economia global. Cada produto bem-sucedido contribui para o crescimento econômico, cria empregos e gera receita que é reinvestida em mais inovação. Então, o que isso nos diz sobre a longevidade da gestão de produtos? Simples: enquanto o capitalismo existir, a gestão de produtos terá um papel a desempenhar. E não apenas um papel coadjuvante, mas um dos papéis principais. É o motor que impulsiona a inovação, alimenta a economia e, em última análise, molda o mundo em que vivemos. ## Do Sketch ao Launch: A Jornada atemporal de criar e entregar _This post is for subscribers only._ ### Como Tornar Seu Produto Digital 'Contagioso': Lições de Jonah Berger para Product Managers URL: https://productoversee.com/blog/como-tornar-seu-produto-digital-contagioso-licoes-de-jonah-berger-para-product-managers/ Last updated: 2023-11-08T10:46:00.000Z "[Contágio: Por que as coisas pegam?](https://amzn.to/44ZqNRG?ref=productoversee.com)" é um livro que vai além do marketing tradicional e explora as complexidades do comportamento humano e da disseminação viral de produtos e informações. A obra de [Jonah Berger](https://en.wikipedia.org/wiki/Jonah%5FBerger?ref=productoversee.com) tornou-se indispensável para entender os mecanismos de engajamento e compartilhamento. Ainda que o livro seja altamente recomendado para profissionais de marketing, sua aplicabilidade se estende substancialmente ao universo dos Product Managers, principalmente em estratégias de Product-Led Growth. 💡 Quer ver outros livros que recomendamos? [Visite nossa página](https://productoversee.com/livros-recomendados/). # A essência do modelo STEPPS Berger desenvolveu o modelo STEPPS para ajudar a entender os fatores que tornam algo "contagioso", ou seja, propenso a ser compartilhado e discutido. O acrônimo STEPPS se refere a Social Currency (Moeda Social), Triggers (Gatilhos), Emotion (Emoção), Public (Público), Practical Value (Valor Prático), e Stories (Histórias). Aqui está um resumo de cada um: - **Moeda Social:** No livro, o exemplo do "Bar secreto da Filadélfia", que fica atrás de uma porta de uma máquina de Coca-Cola, mostra como o aspecto exclusivo e interessante cria uma 'moeda social' que as pessoas querem compartilhar. - **Gatilhos:** Berger discute como o slogan "Geico: 15 minutos ou menos podem economizar 15% ou mais em seguro de carro" atua como um gatilho. Toda vez que alguém pensa em "economizar", há uma boa chance de se lembrar da Geico. _This post is for subscribers only._ ### A Falácia da Comunicação URL: https://productoversee.com/blog/a-falacia-da-comunicacao/ Last updated: 2023-11-07T10:45:55.000Z ****TL;DR:** A comunicação eficaz não se resume à dicção perfeita, apresentações impressionantes ou habilidades sociais excepcionais. Este artigo explora os pilares essenciais da comunicação eficaz: contexto, conhecimento do público, entendimento do momento e definição clara dos resultados desejados. --- Na jornada de um Product Manager, a comunicação é frequentemente destacada como uma habilidade vital. No entanto, muitas vezes essa ideia é associada equivocadamente à capacidade de falar bem, criar apresentações deslumbrantes ou ser excepcionalmente sociável e extrovertido. Isso levanta a questão: o que realmente significa ser uma pessoa comunicativa? > Vou começar com uma história que ilustra esse ponto. Eu sempre fui boa em estabelecer relacionamentos no trabalho, o que envolve conhecer detalhes pessoais das pessoas e manter conversas mais abertas. Em uma experiência particular, trabalhei com uma pessoa extremamente tímida e reservada. Surpreendentemente, sua timidez não afetou sua capacidade de realizar bem o trabalho. No entanto, conversas casuais eram difíceis. Um fato curioso, é que essa mesma pessoa era um professor. Como alguém tão tímido conseguia lecionar para milhares de pessoas sem problemas? A resposta é simples: características pessoais não determinam a qualidade da comunicação. ## **Mas, o que de fato é ser um bom comunicador?** Aqui estão os pilares fundamentais que considero essenciais para uma comunicação eficaz, aplicáveis a qualquer tipo de mensagem seja um e-mail, documentação ou relatório: ### **1\. Contexto** O primeiro passo é compreender que nem todos têm o mesmo conhecimento que você. Como Product Manager, você é a pessoa que melhor conhece as particularidades do produto ou jornada em questão. Portanto, ao se comunicar, volte atrás e forneça contexto rápido e conciso sobre o que está sendo discutido. Exemplo: Recentemente, precisei reunir várias pessoas em uma sala para conseguirmos escolher qual caminho seguir sobre uma possível solução proposta. Essa reunião, envolvia tanto pessoas técnicas, alta gestão, liderança e times de operação. Ao iniciar a reunião, ao invés de já começar a discussão sobre a pauta, eu voltei alguns passos e dei todo o contexto necessário sobre o assunto, com todas as informações disponíveis que eu tinha. Assim, eu teria certeza que todos estavam na mesma página e teria a base de conhecimento para começarmos a argumentação. ### **2\. Conhecer Seu Público** Conhecer o seu público é fundamental. Cada departamento da empresa tem suas próprias preocupações e processos. Por isso, é crucial adaptar sua comunicação para atender às necessidades específicas do seu público, equilibrando resultados com detalhes. Exemplo: Uma apresentação para a alta gestão são focadas em resultados, dados e impactos. Já para o time de atendimento, pode ser focado em processos, requisitos e pesquisas. ### **3\. Entender o Momento** _This post is for subscribers only._ ### Lean Startup em Grandes Corporações: Navegando entre Inovação e Pragmatismo URL: https://productoversee.com/blog/lean-startup-em-grandes-corporacoes-navegando-entre-inovacao-e-pragmatismo/ Last updated: 2023-11-07T06:59:40.000Z Imagine uma grande empresa como um navio enorme: é forte e tem uma direção clara, mas não muda de curso facilmente. Hoje, com o mundo dos negócios mudando rapidamente, essas empresas precisam aprender a se adaptar mais rápido. Muitas estão usando técnicas como o "Lean Startup" para fazer isso. Mas, assim como um navio grande não faz curvas apertadas rapidamente, essas empresas têm seus próprios desafios ao tentar ser mais ágeis. Vamos entender melhor isso juntos. ## 1\. A Corrida Contra o Tempo em Ambientes Estabelecidos Pense em uma grande corporação como um transatlântico navegando em águas calmas. Ele tem sua rota definida, sua tripulação experiente e passageiros que esperam uma viagem tranquila. Agora, imagine que alguém sugira mudar a rota para pegar um "atalho" não mapeado. A ideia pode parecer inovadora e promissora, mas o risco é alto. O transatlântico não foi feito para manobras rápidas, e uma mudança abrupta pode causar mais problemas do que soluções. Da mesma forma, em grandes corporações, a pressão por resultados é constante. As equipes são acostumadas a processos estabelecidos, e as expectativas dos stakeholders são claras. Nesse cenário, tentar implementar a metodologia Lean Startup pode ser como sugerir aquele "atalho" para o transatlântico. A tentação de buscar validações rápidas, de acelerar o processo, é grande. Mas, como a [Harvard Business Review](https://hbr.org/2019/10/what-the-lean-startup-method-gets-right-and-wrong?ref=productoversee.com) aponta, essa pressa pode ser perigosa. Proponho pegarmos, por exemplo, uma empresa de software consolidada no mercado, com um produto líder em sua categoria. Se essa empresa decidir implementar uma nova funcionalidade baseada apenas em feedbacks rápidos, sem um estudo, pode acabar lançando algo que não atenda às necessidades reais de seus clientes. Ou pior, pode introduzir bugs ou falhas de segurança. A consequência? Clientes insatisfeitos, danos à reputação da marca e, possivelmente, perda de mercado. A lição aqui é clara: enquanto a agilidade e a inovação são cruciais, é essencial equilibrá-las com a prudência e a experiência que grandes corporações possuem. Afinal, em águas corporativas, é melhor navegar com sabedoria do que correr contra o tempo. ## 2\. MVPs: O Transatlântico Testando Novas Águas ![](https://productoversee.com/content/images/2023/10/Screenshot-2023-10-19-at-14.55.58.png) _This post is for subscribers only._ ### Do 0 à OKRs - Parte 2 URL: https://productoversee.com/blog/do-0-a-okrs-parte-2/ Last updated: 2024-05-26T23:11:13.000Z --- Você pode ler a parte anterior deste guia aqui: - [Do 0 à OKRs - Parte 1](https://productoversee.com/do-0-a-okrs-parte-1/) --- # A estrutura dos OKRs Como o próprio nome bem diz, um OKR é formado por um Objetivo e um ou mais Key Results (no geral, nas empresas falamos Objetivos em português e Resultados-chave em inglês ou abreviamos para KRs). ## Objetivos Como falamos mais acima nos pilares dos OKRs, um objetivo dentro dessa ferramenta tem uma forma mais inspiradora, de uma maneira que possa gerar mais engajamento nas pessoas. As principais características de um objetivo são: **Específicos:** Um objetivo deve ser claro e bem definido para que todos saibam exatamente o que é esperado. Deve responder às perguntas de "O quê?", "Por quê?" e "Para quem?". **Excitantes:** Os objetivos devem ser desafiadores e inspiradores. Eles devem ser capazes de motivar a equipe a alcançá-los. Um objetivo que não é emocionante pode não gerar o comprometimento necessário para ser alcançado. **Sensatos:** Os objetivos devem ser sensatos e realistas, ou seja, devem fazer sentido para a equipe e para a organização como um todo. Eles devem estar alinhados com a missão, visão e valores da organização. **Exatos:** Um objetivo deve ser quantificável e mensurável. Isso significa que deve haver uma maneira clara de determinar se o objetivo foi alcançado ou não. Para isso, pode ser necessário definir indicadores ou métricas específicas. **Compreensíveis:** Os objetivos devem ser facilmente compreendidos por todos os envolvidos. Isso significa que eles devem ser escritos em uma linguagem simples e clara, evitando jargões ou termos técnicos que possam causar confusão. **Possíveis:** Enquanto os objetivos devem ser desafiadores, eles também devem ser alcançáveis. Definir um objetivo que é impossível de atingir pode levar a frustração e desmotivação. Portanto, é importante considerar a capacidade da equipe e os recursos disponíveis ao definir o objetivo. Além dessas características, um objetivo é algo qualitativo, ou seja, no geral, não contém números. Por exemplo: _This post is for paying subscribers only._ ### Até que ponto os gerentes de produto precisam entender sobre engenharia? URL: https://productoversee.com/blog/ate-que-ponto-os-gerentes-de-produto-precisam-entender-sobre-engenharia/ Last updated: 2023-11-02T10:46:25.000Z Trabalhar com o gerenciamento de produtos de tecnologia pode parecer uma loucura para algumas pessoas. Basicamente, você se torna a pessoa-ponte entre os usuários e todos os outros times, como engenharia, marketing, design, comercial e outros que sua empresa possa ter. Nesse contexto, a pessoa de produto precisa desenvolver técnicas para melhor se comunicar com todas as áreas. Quando me refiro a técnicas, não estou falando de técnicas de venda (desenvolver melhor) ou coisa do tipo, mas sim **aprender a falar o que cada uma delas precisa saber para melhor atender as necessidades dos usuários.** Enquanto o time de design precisa entender melhor qual o problema e como o usuário fará para resolvê-lo através do produto, o time de engenharia precisará entender o que devemos construir para alcançar esse objetivo. Agora, uma dúvida que pode surgir é: **até que ponto preciso entender para saber comunicar melhor, mas sem me aprofundar tanto ao nível de um engenheiro?** Bem, vamos explorar um pouco disso neste artigo. ### Não precisa ser um engenheiro para trabalhar com tecnologia Um dos grandes pontos que precisamos desmistificar é que todos que trabalham com tecnologia ou áreas correlatas devem ter formação em engenharia, ou ciência da computação. Bom, isso não é verdade. O meio de tecnologia abre oportunidades para pessoas de diferentes formações e experiências trabalharem em times diversificados. Construir soluções demanda experimentos, aprendizados e bastante comunicação. **Para algumas funções, é verdade que a execução dessas atividades pode exigir o domínio de ferramentas técnicas, como linguagens de programação, bancos de dados e infraestrutura.** No entanto, quando se trata de funções voltadas para a gestão de produtos, a capacidade de direcionar esforços e compreender as necessidades dos usuários como um todo se torna fundamental. **Nesse contexto, o domínio dessas ferramentas técnicas se torna um diferencial que facilita o trabalho do profissional no dia a dia.** ### Lim**i**tações e horizontes do produto ### _This post is for subscribers only._ ### Martin Fowler e a arte de gerenciar o débito técnico: estratégias para Product Managers URL: https://productoversee.com/blog/martin-fowler-e-a-arte-de-gerenciar-o-debito-tecnico-estrategias-para-product-managers/ Last updated: 2023-11-01T10:46:19.000Z Débito técnico é o custo oculto de atalhos em desenvolvimento de software. Ele retarda novas implementações e eleva custos de manutenção. Se mal gerido, pode afetar a moral da equipe e a qualidade do produto. Gerenciá-lo eficazmente é crucial para sucesso e sustentabilidade. _This post is for subscribers only._ ### Teal ou Irrelevante: Por Que Sua Empresa Precisa Evoluir Agora URL: https://productoversee.com/blog/teal-ou-irrelevante-por-que-sua-empresa-precisa-evoluir-agora/ Last updated: 2023-10-31T19:02:15.000Z Você já se sentiu como um peixe fora d'água em sua própria empresa? Como se estivesse preso em uma gaiola de ouro, cercado por regras e hierarquias que mais sufocam do que ajudam? Bem-vindo ao clube. Mas o que você diria se eu lhe contasse que existe um modelo organizacional que não apenas entende sua dor, mas também oferece uma saída? Um modelo que coloca as pessoas no centro, valoriza a autenticidade e desafia o status quo. Senhoras e senhores, apresento-lhes o Modelo Organizacional Teal. Preparem-se para uma jornada que vai virar sua visão de mundo de cabeça para baixo. ## Evoluir ou Morrer: O Modelo Teal Como Única Saída ![](https://productoversee.com/content/images/2023/10/A-fork-in-the-road--one-path-leading-to-a-bright--Teal-horizon-and-the-other-leading-to-a-dead-end-with-warning-signs--0--1-.png) Esqueça a estabilidade; ela é uma ilusão. Se você ainda acredita que o sucesso empresarial é um jogo de tabuleiro com regras fixas, prepare-se para uma reviravolta. Este artigo não é um manual do apocalipse corporativo, mas sim um mapa para a terra prometida da inovação. Agora, mais do que nunca, a adaptabilidade é a moeda mais valiosa no mundo dos negócios. Não estamos falando de modismos como 'agilidade' ou 'lean', que são apenas a ponta do iceberg. Estamos falando de uma revolução que começa no DNA da sua empresa. É aqui que o modelo Teal entra em cena, como uma abordagem que não só responde aos desafios do presente, mas também se prepara para as incertezas do futuro. Então, o que você pode esperar deste artigo? Um mergulho profundo no universo Teal, desmistificando como ele está reconfigurando o sucesso organizacional. Mas não paramos por aí. Vamos além da teoria e entregamos um playbook prático para você implementar essa mudança agora. Se você é um líder ou gestor de produto, considere este artigo como seu ticket VIP para a revolução organizacional que você não pode se dar ao luxo de ignorar. ## Da Extinção à Elevação: A Jornada Evolutiva das Organizações Breve Histórico dos Modelos Organizacionais ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/kDVWdFg1SiNn2gw00IqeDD05ThHXpbsbkjGdhrQT5hkg0CRF7PzQDqmhqL-0ItxlRAAJe36zqC6DNlpiWSEgMAovZAPD5YDD9K36osXJIRyxJ_0JkV2BguXxPY5yjXkZl4L1TyX7p7BwXaLfKC99RQ4) Se você pensa em organizações como entidades estáticas, é hora de acordar para a realidade de um ecossistema em constante mutação. No início, tínhamos as "organizações dinossauro", monolitos do século XX que eram tão eficazes quanto obsoletos. Eram fortalezas de hierarquia, perfeitamente adequadas para um mundo que já não existe. Quando o meteoro da disrupção atingiu, essas estruturas rígidas não tinham para onde correr. A extinção era inevitável. Mas a natureza abomina o vácuo. Surgiram então as "organizações mamíferos", ágeis e adaptáveis, preenchendo o espaço deixado pelos dinossauros. Estas são as startups e gigantes da tecnologia que fizeram da agilidade seu credo. No entanto, a agilidade por si só não é a panaceia. Muitas dessas organizações, embora rápidas, careciam de um norte, uma visão que fosse além do próximo trimestre. Agora, entramos na era das "organizações aves", símbolos da evolução Teal. Estas não são apenas organizações; são ecossistemas adaptáveis que voam alto e enxergam longe. Elas combinam a agilidade dos mamíferos com uma consciência e um propósito que transcendem o aqui e agora. Não se trata mais apenas de sobreviver; é sobre prosperar em um mundo incerto. ## Teal: A Nova Gramática da Excelência Organizacional ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/cpLZRMWjFPBCQK2q6ZQ7NBhHsc_Vwqw8vllPINhAmQY-1M1Jlx0xW_EGQQbsnk3T-8EDLYnTmYnMy6S4qJSWrj3Zs36BBlnP7LvUXz-5MHoM2JMeiHu6PclQof-1G58yUwXVO_IDcI533Ic3CuE1_Z0) Se você ainda está preso à ideia de que uma organização bem-sucedida é uma pirâmide hierárquica de poder, prepare-se para uma reeducação. Bem-vindo ao mundo Teal, onde a hierarquia é substituída por autogestão, onde a máscara profissional é deixada na porta e onde o lucro é apenas um subproduto de um propósito mais elevado. Utopia corporativa? Longe disso. Isso é a realidade Teal, e ela está redefinindo o que significa ser uma organização de sucesso no século XXI. Mas vamos ser claros: isso não é uma moda passageira. Enquanto organizações hierárquicas são eficientes mas rígidas, e as ágeis são adaptáveis mas muitas vezes esgotantes, as organizações Teal oferecem um novo paradigma. Elas combinam a eficiência das estruturas tradicionais com a adaptabilidade das ágeis, e ainda adicionam um elemento frequentemente ignorado: a humanidade. Então, o que torna uma organização Teal? Três princípios fundamentais: - **Autogestão**, que elimina a necessidade de hierarquias tradicionais e empodera cada funcionário; - **Integralidade**, que cria um ambiente onde as pessoas podem ser autênticas, sem máscaras; - **Propósito Evolutivo**, que dá à organização um "norte verdadeiro" que transcende a mera busca pelo lucro. ## Teal: O Código-fonte da Revolução Organizacional ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/BQvFm9DroHqO175tNs16ZfKwt13Hg7CWsaASfTkLSQelGjXcIExmdgL2B0WwT5M1NwDbtmccDQYA0YLkfLqhSAmUTWeXDoHd-9PJBHdJS6ZJdvQK0tBC3tSuK-mhGZEixXdwzKyktzJEPJEpWzVDQXY) Se você ainda acha que a adaptabilidade é um luxo e não uma necessidade, é hora de repensar. O mundo está mudando em um ritmo vertiginoso, e as organizações que não conseguem acompanhar estão destinadas a serem deixadas para trás. Mas não se preocupe, o modelo Teal está aqui para nos salvar, e ele vem com um manual de instruções. [Gary Hamel](https://www.linkedin.com/in/gary-hamel-791b096/?ref=productoversee.com), em "[Humanocracy](https://www.humanocracy.com/?ref=productoversee.com)", já nos alertou: a adaptabilidade não é uma opção, é uma exigência. E as organizações Teal, com sua estrutura descentralizada, estão à frente do jogo. Mas não é só sobre sobrevivência; é sobre prosperar. A pesquisa da [Gallup](https://www.gallup.com/workplace/215924/well-being.aspx?ref=productoversee.com) nos mostra que o bem-estar dos funcionários não é apenas um "nice to have", é o motor da produtividade e do engajamento. E o Teal leva isso a sério, colocando a humanidade no centro de sua estratégia. Mas vamos falar sobre inovação. Frederic Laloux, em "[Reinventando as Organizações](https://www.reinventingorganizations.com/?ref=productoversee.com)", nos mostra que a liberdade para ser autêntico e a ausência de hierarquias rígidas são o solo fértil para a inovação. No entanto, a transição para o Teal não é um passeio no parque. [John Kotter](https://www.kotterinc.com/research-insights/?ref=productoversee.com) e [Edgar Schein](https://www.amazon.com/Organizational-Culture-Leadership-Fifth-Schein/dp/1119212049?ref=productoversee.com) nos lembram que mudanças profundas são complexas e enfrentam resistência cultural. Mas quem disse que revoluções são fáceis? E se você acha que o Teal é apenas para o Vale do Silício, pense novamente. Ele está revolucionando setores tão diversos quanto saúde e educação. A [Buurtzorg](https://www.buurtzorg.com/about-us/buurtzorgmodel/?ref=productoversee.com) na Holanda é a prova viva de que o Teal não conhece fronteiras. ## Teal em Ação: Onde a Teoria Encontra a Prática ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/O9vtLje48i6BiNtgnaT_CPhtP0f1wYqnfuS8A8bSKXCXNGB6U0cjBYGTnJD8G4UyIglFL8ao8ZEizv7NijmJ7-P7XxbfZSPz1-lk_MlADzGCRyQTh8hVV_XNg5wE7oRBTDnaBCEy28R2M5NmrccJbpY) Se você ainda está cético sobre o poder transformador do modelo [Teal](https://www.strategy-business.com/article/00344?ref=productoversee.com), prepare-se para uma dose de realidade. Não estamos falando de teorias abstratas; estamos falando de mudanças tangíveis que estão redefinindo setores inteiros. E temos exemplos concretos para provar isso. Comecemos pela [Buurtzorg](https://www.buurtzorg.com/about-us/buurtzorgmodel/?ref=productoversee.com) na Holanda, que não apenas reinventou o cuidado de saúde, mas também mostrou que a autogestão não é um conceito utópico. Eles não apenas melhoraram a satisfação do paciente, mas também cortaram custos. Isso é o que eu chamo de uma vitória dupla. Mas o Teal não é exclusivo para o setor de saúde. A [Nexocode](https://nexocode.com/blog/posts/teal-organizations-what-is-teal-management/?ref=productoversee.com), uma empresa de tecnologia, adotou o modelo e viu um aumento na inovação e no engajamento dos funcionários. Eles provam que a tecnologia e a humanidade podem, de fato, coexistir. E o que dizer da [Zappos](https://www.zappos.com/?ref=productoversee.com), a gigante do e-commerce? Eles abraçaram a [autogestão](https://coursekeys.com/zappos-ceo-asks-employees-to-commit-to-teal-or-leave/?ref=productoversee.com), também conhecida como Holacracia, e transformaram sua cultura organizacional em um caldeirão de dinamismo e inovação. Não podemos esquecer da [Patagonia](https://www.patagonia.com/home/?ref=productoversee.com), que mostrou ao mundo que lucro e propósito não são mutuamente exclusivos. Eles adotaram princípios Teal e criaram uma cultura que coloca a sustentabilidade e o bem-estar dos funcionários no centro de sua estratégia. ## Teal: A Revolução Não é um Mar de Rosas ## ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/RPtycVODcVNQ7CGt_T4D9NbSGlIX49LvIUnBsf5Sg9vejn5VqDg8_1EKab7pSSn5opH9WrDh-nd49VnZl7eoSxxEPUWr3n0ssZHV_V3waKgL8K4d1cke61fLFamhVwb4c7BDt1SxVOX37PpZkiGYsVs) Se você acha que o modelo Teal é a panaceia para todos os males organizacionais, é hora de colocar os pés no chão. Sim, o Teal tem o potencial de ser revolucionário, mas também vem com seu próprio conjunto de desafios e críticas que não podem ser ignorados. Vamos começar com a **anarquia organizacional**. A autogestão e a descentralização podem parecer libertadoras, mas também podem criar um vácuo de responsabilidade. [McKinsey](https://www.mckinsey.com/capabilities/people-and-organizational-performance/our-insights/the-impact-of-agility-how-to-shape-your-organization-to-compete?ref=productoversee.com) nos lembra que, em um mundo onde "todos são líderes", pode não haver ninguém para assumir a responsabilidade final. Isso pode levar a decisões não alinhadas e até mesmo à anarquia organizacional. E o que dizer da categorização excessiva? Eduardo Toledo, em seu artigo no [Medium](https://eduardotoledo.medium.com/teal-mindset-c9e7f50b7983?ref=productoversee.com), critica o modelo Teal por ser mais uma "caixa" que pode limitar a complexidade humana e organizacional. O Teal não é um tamanho único; cada organização é única e complexa em sua própria maneira. A **hierarquia sutil** é outro ponto de controvérsia. A [P2P Foundation](https://blog.p2pfoundation.net/a-critique-of-the-subtle-hierarchism-of-the-teal-organizations-concept-in-the-book-reinventing-organizations/2015/10/29?ref=productoversee.com) aponta que, embora o modelo Teal busque eliminar hierarquias tradicionais, ele pode criar novas formas de **hierarquia baseadas em influência e reputação**, que são mais difíceis de identificar e abordar. E então temos os desafios de medição. Em um mundo obcecado por KPIs, **como você mede o "imensurável"**, como a satisfação dos funcionários ou o impacto social? [Holaspirit](https://www.holaspirit.com/blog/the-pros-cons-of-going-teal?ref=productoversee.com) e [Forbes](https://www.forbes.com/sites/stevedenning/2015/05/23/is-holacracy-succeeding-at-zappos/?sh=5c3dea5b56dc&ref=productoversee.com) nos lembram que essa é uma questão ainda sem resposta. Por último, mas não menos importante, o **custo de implementação**. A [Forbes](https://www.forbes.com/sites/stevedenning/2015/05/23/is-holacracy-succeeding-at-zappos/?sh=5c3dea5b56dc&ref=productoversee.com) sugere que a transição para um modelo Teal pode ser cara e arriscada, especialmente para organizações maiores. ## Teal: Não é Só Mudar a Cor da Camisa, É Mudar o Jogo ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/OX7u54oJ-ioxsPziD0o-SvOnq-npTXi-Tk1L9LwIfQmp9f6jFLlrY5N5rjDtMZTbp4bwRDvRqufjPr11o3tHnmKDa6r2sEPyxIqNVMt5XGf1fi5Ab5xNeGz11P_FcOJgr6_lmHWCH4IGUb8OJWFE32g) Então você está convencido de que o modelo Teal é o futuro. Ótimo! Mas como você faz essa transição sem transformar sua organização em um caos completo? A resposta é complexa, mas não impossível. Vamos mergulhar nisso. Primeiro, você precisa olhar para dentro. Não, sério. A autoconsciência organizacional não é um luxo; é uma necessidade. [SHIFT314](https://shift314.com/teal-organization/?ref=productoversee.com) nos lembra que a liderança evolutiva começa com você. Então, antes de tentar mudar o mundo, tente entender a si mesmo e à cultura da sua organização. Mas não pare por aí. A segurança psicológica é o próximo passo. Você quer inovação? Então crie um ambiente onde todos se sintam seguros para falar, errar e, mais importante, crescer. Agora, vamos falar sobre a gestão de mudanças. [Strategy+business](https://www.strategy-business.com/article/00344?ref=productoversee.com) nos dá uma dica valiosa: não negligencie as pessoas, os processos e a cultura organizacional durante a transição. Uma abordagem sistemática é vital aqui. E o treinamento? [Pastilla](https://pastilla.co/insights/lets-be-real-about-teal-or-how-we-tried-to-switch-to-a-self-managed-organization/?ref=productoversee.com) nos diz que preparar sua equipe para essa nova forma de trabalhar não é opcional; é mandatório. Você não pode esperar que as pessoas mudem se não lhes der as ferramentas para fazer isso. Por último, mas definitivamente não menos importante, são os KPIs. A [Reinventing Organizations Wiki](https://reinventingorganizationswiki.com/en/theory/change-management/?ref=productoversee.com) sugere que você precisa de métricas claras para saber se está indo na direção certa ou apenas dando voltas. ## Conclusão: Teal: Não é o Fim, É Apenas o Começo ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/2kiZlE7yn2NpTI8KIk6OmVXWD-uPUkSRXMYTCXEzllpkT9Cf3DxSNefDOv-rC5HUI2VAC7hczcBh7zcCmj36xoD56qTUL1BQNeD3ztIlR3-vXWXWftwhZ1j6BQI5WRCW9bW9l7szhXSuBQQwWoX_tOE) Então, aqui estamos nós, no cruzamento entre o que era e o que poderia ser. O modelo Teal não é uma teoria bonita para se admirar de longe. É um chamado à ação, um convite para tocar a alma das organizações. E não, não estamos falando apenas de números e gráficos. Estamos falando de humanidade, de como nos sentimos quando entramos no escritório, virtual ou não. Mas o que isso significa para você, líder ou gestor de produto? Simples: a bola está no seu campo. O Teal não é uma moda passageira, é uma revolução silenciosa que está ganhando terreno. Ignorá-lo é como ter ignorado a internet nos anos 90\. Você realmente quer ser essa pessoa? Então, o futuro é Teal. Mas não se engane, a jornada está apenas começando. Este artigo é um convite para explorar esse novo território juntos. A decisão de dar o próximo passo é inteiramente sua, mas o relógio está correndo. O momento de agir é agora. ## Teal: O Que Não Sabemos Pode Nos Transformar ![](https://lh7-us.googleusercontent.com/gbgMTl267LCyS-NGGlXQH7LbMvxrPBxKtIr4egpRAmQi1e87EKewPGq8NJTXcZpju1u1oqDKgMdrD61tRMzeS6BYdYlP0R0huRTLnOIMmj_npw9JYtdPLkOIAIE6yTBXmWLpSypIWiJgRUzrFX83_Wo) O modelo Teal é como um novo continente em um mapa antigo — emocionante, mas ainda em grande parte inexplorado. Então, o que está oculto nas sombras? O que ainda não sabemos que poderia mudar o jogo? Primeiro, vamos falar sobre **longevidade**. O Teal é um sprint ou uma maratona? Ainda não temos dados suficientes para saber como esse modelo se sustenta ao longo do tempo. É uma questão em aberto e um campo fértil para pesquisa. E quanto à **universalidade**? O Teal é um traje que serve para todos ou é mais como um terno sob medida? Algumas indústrias podem se beneficiar mais do que outras, e descobrir isso pode ser a chave para sua adoção em massa. Agora, vamos falar de dinheiro. **Qual é o ROI** de mudar para Teal? E mais importante, qual é o custo de ficar parado? Essas são perguntas que qualquer CFO gostaria de saber. **E a diversidade?** O Teal é inclusivo por natureza ou precisa de ajustes? É uma questão crítica em um mundo que clama por igualdade. Não vamos esquecer o cenário global. **O Teal é um modelo ocidental ou tem apelo global?** Como ele se encaixa em diferentes culturas e mercados é uma questão que não pode ser ignorada. E, por último, mas definitivamente não menos importante: a **tecnologia**. Como a IA, blockchain e outras inovações podem ser tecidas no tecido do Teal? É uma fronteira que está apenas começando a ser explorada. ## Referências [van der Klein, Wendy. "Three Steps to Get Your Organization Started with Teal." Medium](https://medium.com/@wendyvanderklein/three-steps-to-get-your-organization-started-with-teal-a9d272ff8100?ref=productoversee.com). [SHIFT314\. "Teal Organization - The Future of Work."](https://shift314.com/teal-organization/?ref=productoversee.com) [Strategy+business. "10 Principles of Organizational Culture."](https://www.strategy-business.com/article/00344?ref=productoversee.com) [Pastilla. "Let's Be Real About Teal: Or How We Tried to Switch to a Self-Managed Organization."](https://pastilla.co/insights/lets-be-real-about-teal-or-how-we-tried-to-switch-to-a-self-managed-organization/?ref=productoversee.com) [Reinventing Organizations Wiki. "Change Management in Teal Organizations."](https://reinventingorganizationswiki.com/en/theory/change-management/?ref=productoversee.com) [Toledo, Eduardo. "Teal Mindset." Medium.](https://eduardotoledo.medium.com/teal-mindset-c9e7f50b7983?ref=productoversee.com) [P2P Foundation. "A Critique of the Subtle Hierarchism of the Teal Organizations Concept."](https://blog.p2pfoundation.net/a-critique-of-the-subtle-hierarchism-of-the-teal-organizations-concept-in-the-book-reinventing-organizations/2015/10/29?ref=productoversee.com) [Harvard Business Review. "Beyond the Holacracy Hype."](https://hbr.org/2016/07/beyond-the-holacracy-hype?ref=productoversee.com) [Holaspirit Blog. "The Pros & Cons of Going Teal."](https://www.holaspirit.com/blog/the-pros-cons-of-going-teal?ref=productoversee.com) [Forbes. "Is Holacracy Succeeding At Zappos?"](https://www.forbes.com/sites/stevedenning/2015/05/23/is-holacracy-succeeding-at-zappos/?sh=5c3dea5b56dc&ref=productoversee.com) [McKinsey & Company. "The Impact of Agility: How to Shape Your Organization to Compete."](https://www.mckinsey.com/capabilities/people-and-organizational-performance/our-insights/the-impact-of-agility-how-to-shape-your-organization-to-compete?ref=productoversee.com) [Zappos Insights. "What is Holacracy?"](https://www.zappos.com/c/zappos-insights?ref=productoversee.com) [Gallup. "The Real Future of Work: The Agility Issue."](https://www.gallup.com/workplace/237059/real-future-work-agility-issue.aspx?ref=productoversee.com) ### Seu Time ágil está virando zumbi? Veja 4 sinais URL: https://productoversee.com/blog/seu-time-agil-esta-virando-zumbi-veja-4-sinais/ Last updated: 2023-10-31T12:01:13.000Z **"Depois de tudo o que vivemos, o que fizemos, não pode ser por nada".** **– Ellie, The Last of Us -** O manifesto ágil certamente é um marco episódico na gestão contemporânea. Quando falamos de organizações inovadoras no campo da tecnologia logo remetemos a estruturas compactas, flexíveis e menos hierárquicas, com lotes de trabalho curtos e projetos pensados de forma iterativa e incremental. Mas o que fazer quando a Gestão Ágil falha? Como lidar com a falta de ‘mindset ágil’ do time? O mero fato de aplicar um framework ágil como Scrum ou Kanban não é suficiente para tornar uma iniciativa exitosa, uma vez que uma ampla confluência de fatores da cultura organizacional interferem no gerenciamento de times de desenvolvimento. No meio de minhas leituras acabei me deparando com o excelente livro “[Zombie Scrum Survival Guide](https://www.amazon.com.br/Zombie-Scrum-Survival-Johannes-Schartau/dp/0136523269/ref=sr%5F1%5F1?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=Y2PXSI6FH00Y&keywords=zombie+scrum&qid=1691974136&sprefix=zombie+scrum%2Caps%2C274&sr=8-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6a09f7ec-d911-4889-ad70-de8dd83c8a74&ref=productoversee.com)”, e resolvi listar os principais sintomas de ‘zumbificação’ de times ágeis. ### **1\. O time não conhece as necessidades dos Stakeholders** Ao contrário dos zumbis dos filmes que atacam os seres humanos, os times zumbis preferem se esconder das pessoas, sem se importar com o que está no upstream ou o downstream da cadeia de valor. Para eles, é bem mais seguro se esconder atrás de telas de seus PCs enquanto se mantêm ocupados com design, análise ou escrita de código. Os Times Zumbi se veem apenas como uma engrenagem na roda, incapazes ou sem vontade de mudar qualquer coisa que possa trazer um real impacto. Em muitas organizações, sobretudo aquelas mais tradicionais, os desenvolvedores apenas escrevem código, assim como os gerentes apenas gerenciam, os designers apenas projetam e os analistas apenas analisam. Quando todos terminam as suas atividades, eles simplesmente passam o trabalho para outra pessoa que trabalha no próximo item, sem ter a mínima ideia do que aconteceu na etapa anterior. Esse pensamento de silo vai contra a ideia da gestão ágil centrada em equipes multidisciplinares que geram valor para os usuários. Como consequência, as equipes apenas reproduzem um fluxo de produção cujo valor dos produtos é questionável. Os resultados finais podem não ser o que os stakeholders realmente precisavam ou ainda não trazem nenhuma contribuição do ponto de vista dos usuários finais. Isso cria o que provavelmente é o maior desperdício no desenvolvimento de produtos de software: produtos medíocres que não oferecem valor. De acordo com pesquisa feita pela [zombiescrum.org](https://zombiescrum.org/?ref=productoversee.com) com 1.764 times de tecnologia nos EUA entre Junho de 2019 e Maio de 2020: ➡ 65% dos times têm pouca interação com outros departamentos durante a Sprint (por exemplo, jurídico, marketing ou vendas). ➡ 65% têm um Product Owner que raramente rejeita trabalho ou diz “Não”. ➡ 63% nunca ou raramente removem itens do Product Backlog. ➡ 62% não veem interação frequente entre a equipe de desenvolvimento e Stakeholders durante a Sprint. ➡ 62% têm um Product Owner que é o único membro da equipe que interage com Stakeholders. ➡ 60% têm um Product Owner que não tem autoridade para decidir como gastar o orçamento. ➡ 59% possuem Sprint Reviews que são atendidas apenas pelo time ágil (sem stakeholders) ➡ 53% têm um Product Owner que não envolve ou raramente envolve Stakeholders no pedido ou atualização do Backlog do Produto. ### **2\. O time não consegue entregar de forma rápida e tangível** Ocorre quando um time "zumbificado" se esforça para entregar algo de valor apenas no final de uma Sprint, sendo que às vezes não há sequer um incremento de produto ou quando o time leva meses para liberar novas features para os Stakeholders. Uma outra situação ocorre durante as Sprint Reviews quando os Stakeholders não têm a oportunidade de testar na prática o produto para validar o que foi criado. Ao invés disso, a equipe liga o projetor e exibe uma apresentação sofisticada, mostra capturas de tela ou simplesmente fala sobre o que estava no backlog da Sprint. Nos casos em que há inspecionamento do produto, essa tende a ser puramente técnica e com anotações do tipo “Temos que terminar isso na próxima Sprint” ou “Opa, isso não foi trabalhado ainda.” Um indicador mais sutil é a falta de interação durante a revisão da Sprint. Não há opiniões expressas, sugestões levantadas ou novas ideias discutidas. Quando os Stakeholders raramente ficam presentes e o Product Owner parece não se incomodar com essa situação. Ao invés de se tratar de uma reunião para inspecionamento de uma nova versão do produto, a Sprint Review acaba servindo apenas para preencher checklists de especificações. Ninguém parece se importar. As conversas durante uma Sprint Review são cruciais para dar visibilidade às entregas de valor de um produto e ter um alinhamento sobre a direção em que o desenvolvimento deve prosseguir. Isso só é possível quando o Time Ágil e os Stakeholders conseguem inspecionar as entregas e falar sobre resultados tangíveis. Essa construção coletiva tende a ser mais esclarecedora do que até mesmo uma documentação precisa. Perguntas e comentários pertinentes são possíveis apenas quando as pessoas envolvidas têm a chance de experimentar o produto diretamente, sem ter que confiar em sua imaginação e suposições sobre o que deveria ser. **Algumas estatísticas sobre esse tópico:** ➡ 62% dos times precisam executar um número significativo de etapas manuais para enviar um incremento. ➡ 61% dos Product Owners não usam ou raramente usam a Sprint Review para coletar feedback das partes interessadas. ➡ 57% experimentam estresse e pressão para fazer tudo durante os dias finais de uma Sprint. ➡ 52% frequentemente precisam empurrar problemas para a próxima Sprint que poderiam ter sido evitados com a realização de testes melhores. ➡ 43% não gastam tempo na Sprint atual para refinar o trabalho para as próximas Sprints. ➡ 39% geralmente não possuem um Incremento que possa ser enviado ao final de uma Sprint. ➡ 31% ocasionalmente ou frequentemente cancelam a Sprint Review. ### **3\. Não há melhoria contínua no time** _This post is for subscribers only._ ### O Poder dos acordos além dos papéis: construindo uma cultura de colaboração e eficiência organizacional URL: https://productoversee.com/blog/o-poder-dos-acordos-alem-dos-papeis-construindo-uma-cultura-de-colaboracao-e-eficiencia-organizacional/ Last updated: 2023-10-30T10:46:07.000Z Você já se sentiu perdido no trabalho, sem saber exatamente o que fazer ou se estava fazendo certo? Não está sozinho. Muitos de nós nos sentimos assim, especialmente com as mudanças que a pandemia trouxe para o mundo dos negócios. Agora, imagine se todos soubessem exatamente o que fazer e como contribuir para a empresa. Seria ótimo, não é? Mas a realidade é que muitas vezes nos encontramos fazendo tarefas duplicadas ou nos sentindo inseguros sobre nossas responsabilidades. E aqui vai uma curiosidade: você sabia que os acordos feitos "de boca", como aqueles combinados rapidamente durante um café, podem ser tão ou mais importantes do que as descrições formais de um cargo? Se você quer entender melhor sobre isso e descobrir como tornar sua rotina de trabalho mais clara e eficiente, continue lendo. Vamos juntos descomplicar os desafios do mundo empresarial e mostrar como você pode enfrentá-los com confiança. Vamos nessa? ## II. Disfunção de papéis nas empresas: Desvendando os Mistérios da Complexidade Organizacional _This post is for subscribers only._ ### Do 0 à OKRs - Parte 1 URL: https://productoversee.com/blog/do-0-a-okrs-parte-1/ Last updated: 2024-05-26T23:09:05.000Z --- *Eu ainda não sei quantas partes essa série sobre OKRs terá, mas aqui, deixo meu conhecimento de quase 10 anos sobre a metodologia. Nessa primeira parte, trago um pouco de história, princípios e, principalmente, qual problema os Objetivos e Key Results resolve.* --- Os Objetivos e Resultados-chave (Objectives and Key Results - OKRs) não são nada novos. A metodologia OKR foi criada por Andrew Grove, co-fundador da Intel, nos anos 70 e depois popularizada para o mundo por John Doerr a partir de 1999 quando ele apresentou a metodologia para o Google. Andrew criou os OKRs com objetivo de resolver alguns problemas organizacionais que a Intel vivia na época, principalmente em ajudar a empresa a gerenciar melhor objetivos e resultados. Ele os projetou como uma evolução dos MBOs (Management by Objectives, ou Gestão por Objetivos em português). Os MBOs foram desenvolvidos por Peter Drucker nos anos 50 e se concentraram em estabelecer objetivos específicos e mensuráveis para os funcionários. Os funcionários trabalhavam para atingir esses objetivos, que eram definidos pelo gerente, e depois eram avaliados com base no progresso em relação a esses objetivos. Andrew, entendeu que os MBOs tinham uma série de limitações e que precisaria adaptá-los para a realidade que estava vivendo e o futuro que estava enxergando. Uma das principais razões pelas quais os MBOs não deram certo, na opinião dele, era que eles eram muito focados em tarefas e não levavam em consideração os resultados finais que essas tarefas deveriam alcançar. Isso significava que os funcionários muitas vezes se concentravam em realizar tarefas específicas, sem pensar em como essas tarefas se relacionavam com os objetivos mais amplos da empresa. Além disso, os MBOs eram muitas vezes muito rígidos e não permitiam a flexibilidade necessária para lidar com mudanças no mercado ou na estratégia da empresa. Isso significava que os objetivos muitas vezes se tornavam irrelevantes ou inalcançáveis, o que acabava por minar a motivação e o desempenho das pessoas que lá trabalhavam. Finalmente, os MBOs muitas vezes não eram bem comunicados ou compreendidos por todos os membros da equipe, o que poderia levar a confusão ou falta de direção. Não parece exatamente o mesmo cenário que temos hoje, mais de meio século depois? # Quais problemas os OKRs resolvem? Quando Andrew criou os OKRs na Intel, seu principal objetivo era ajudar a empresa a se tornar mais eficiente e competitiva no mercado de semicondutores. A Intel estava enfrentando muita concorrência na época, e ele sabia que precisavam encontrar uma maneira de melhorar os processos e inovar mais rapidamente para manter vantagem competitiva. _This post is for paying subscribers only._ ### A relação de produtos digitais e o Palmeiras de Abel Ferreira URL: https://productoversee.com/blog/a-relacao-de-produtos-digitais-e-o-palmeiras-de-abel-ferreira/ Last updated: 2023-10-26T10:46:43.000Z Líderes tomam decisões. A responsabilidade deles é tomar decisões. Não significa que saibam fazê-las. Não significa, também, que as tomem com convicção. Abel Ferreira, treinador que teve seu nome mais difundido no Brasil nesses últimos três anos, depois da derrota do Palmeiras pelo Boca Juniors, vem sendo criticado por não ter inserido jovens antes em sua estratégia tática que, quando entraram no jogo, mudaram completamente a partida - Kevin (20 anos), Endrick (17 anos), Luís Guilherme (17 anos) e Fabinho (21 anos). No seu anacronismo fútil, é fácil apontar erros e não estabelecer empatia pelo contexto do treinador. É redutor e ridículo criticar suas decisões, que só ele teria as plenas condições de inferir. Se foram boas ou ruins, nós, torcedores, jornalistas e quem quiser, podemos opinar. E, na minha humilde opinião, ele pecou em ser muito convicto e cauteloso em um momento que exigia mudança. Assisti a quase todos os jogos do Palmeiras na Era Abel, até mesmo os amistosos. Ele, como qualquer líder, resguardava todos os seus jogadores, e muito mais os seus jovens, talvez por excessivo cuidado, que, em uma das entrevistas, disse que eles tinham idade quase equivalente à da sua filha - de 16 anos. E, portanto, próximo ao segundo jogo da semifinal da Libertadores, eu já sabia que ele não mudaria aquele seu time, o mais contido, com dois laterais, um mais postado como ponta direita - Mayke, configuração dada depois da lesão grave do Dudu. Faltou, como vimos, um ataque mais agudo e, principalmente, dribles desconcertantes, que certamente confundiriam o esquema do time oposto, o qual esteve totalmente fechado, esperando um contra-ataque matador. E que aconteceu. Abel tomou uma decisão, e ela estava nítida desde que chegou: teimosia ou convicção, não sei dizer. E um líder deve ser convicto das suas ideias, mas não pode, fruto de distrações e inconsequências, não saber mudar, direcionar a rota para um olhar diferente e novo. Isso me faz recordar da frase popular que afirma que time que está ganhando não se mexe. Eu, Enzo, acho equivocado. O maior banco da América Latina, onde trabalho, faz mudanças constantes e, hoje, sei exatamente o valor disso, porque, ao trazer juventude e novas pessoas, porque ao misturar as maturidades e indecisões gera uma impulsividade natural com objetivo num equilíbrio de aprendizado, disciplina e respeito. Times se equilibram sozinhos, e encontram, à medida que caminham, artifícios e argumentos inerentes à sua própria necessidade. Uma hora ou outra, precisam de fôlego, de gente nova. A panelinha se instala, como dizem, e isso traz uma zona de conforto, que não é benéfica. **A importância de testar** _This post is for subscribers only._ ### E se a mudança de cultura para produtos fosse uma jornada de usuário? URL: https://productoversee.com/blog/e-se-a-mudanca-de-cultura-para-produtos-fosse-uma-jornada-de-usuario/ Last updated: 2023-10-25T10:58:35.000Z Constantemente vemos companhias falando sobre cultura, sobre mudança de mindset e sobre como ser disruptivo com essas mudanças. Porém, muitas vezes o que se encontra é uma nova roupagem em velhos hábitos. Em produtos isso também é frequente, converso com muitos pares que se sentem entusiasmados com novas abordagens trazidas pelas suas empresas quando se fala em produtos digitais. No final, o que ocorre muitas vezes está longe de alcançar o resultado esperado. O que se entrega é uma grande mudança de topologias, crenças por parte dos líderes de que os processos estão ocorrendo como deveriam, novos PM’s frustrados e com receio por não terem uma orientação clara do que é esperado ou nem saber a quem recorrer e mais produtos que não entregam qualquer valor para o cliente final. Mas afinal… de quem é a culpa? Brincadeiras à parte, aqui não acho que vale tentar encontrar culpados. Ano passado na Product Camp, ouvi uma apresentação do Alexandre Spengler onde ele falou sobre como evoluir organizações de produtos, mostrando que o movimento não pode ser somente TopDown ou BottomUp e sim em ambas as direções. Partindo do conhecimento de que a cultura, em todas as suas aplicações, leva tempo para ser alterada e se estabelecer como o comportamento esperado — da cultura como cultivo da agricultura aos padrões sociais e manifestações artísticas — acreditar que apenas em uma reunião de 02h ou um curso de uma renomada escola vai nos levar a esse novo modelo. Agora que estamos na mesma página, espero levar vocês a pensar nessa criação de cultura como uma jornada de usuário, também anseio que em algum momento o “Aha moment” aconteça e caso não, vou precisar analisar os dados e soltar um novo artigo v2. _This post is for subscribers only._ ### O mais novo produto viral URL: https://productoversee.com/blog/o-novo-produto-viral/ Last updated: 2023-10-24T10:46:32.000Z Estava pensando esses dias sobre as famosas Paletas Mexicanas, a Tapioca, as Barbearias e as Hamburguerias e como as “modas sociais” acabam também influenciando em produtos. Parando para pensar, os dois universos não são nada diferentes assim, não é mesmo? Assim como lá fora, aqui, sempre tem um jargão da moda, um framework que alguém descobriu e do nada tá todo mundo usando para não ficar de fora e até um produto, ou rede social que explode dentro ou até fora da bolha, mas que por algum motivo é mega falado por 3 semanas e a partir da 4° semana, não tem mais ninguém falando sobre e hoje a gente nem lembra mais que ele existe. A verdade é que como é bem pontuado por [Adam Penenberg, em seu livro “Viral Loop”](https://www.amazon.com.br/Viral-Loop-Adam-Penenberg/dp/8535231803?ref=productoversee.com) onde ele reflete e tenta entender como surgem essas ondas do momento, e se existe uma forma ou receita para emulá-las no mesmo ou em outros ambientes, o viral, ou algo que esteja viralizando e chamando a atenção de muita gente é “*a mais avançada estratégia de marketing direto desenvolvida no mundo neste momento”*. A frase na verdade é de Andrew Chen, um dos entrevistados para produção do livro. Dito isso, podemos imaginar que, quando uma nova tecnologia começa a ser muito mencionada ou apontada como “o futuro”, os *early adopters* já caem em cima, e a curva entre eles e os *early majority* é muito rápida. Logo está toda a comunidade comentando e falando do assunto. Posso citar aqui inúmeros exemplos, como: bitcoin e NFT, a nível produto financeiro e como redes sociais, por exemplo, os famosos Threads ou Club House, que de uma hora para outra tiveram um “boom” gigantesco, mas que, como diz o ditado: *“Quanto maior a altura, maior a queda”.* Todos esses exemplos seguem o mesmo padrão, de conquistar a comunidade muito rápido mas de sumirem muito rápido também. Assim como as paletas mexicanas que citei no início do texto. Mas porque esses produtos não “vingam”, não duram mais? Tá certo, o Bitcoin não acabou (e aliás, de tudo que citei aqui, talvez foi o que durou mais), as NFTs também não e muito menos as outras redes sociais que citei ali em cima. Mas fato é que elas entraram em anonimato até o presente momento, e não se vê quase ninguém mais falando sobre elas. ### Mas porque isso acontece? _This post is for subscribers only._ ### Processo Antitruste do Google: Resultados de Pesquisa em Questão URL: https://productoversee.com/blog/processo-antitruste-do-google-resultados-de-pesquisa-em-questao/ Last updated: 2023-10-23T17:31:27.000Z Google enfrenta processo antitruste por manipulação de resultados de busca. Entenda o caso. _This post is for subscribers only._ ### O microgerenciamento funciona URL: https://productoversee.com/blog/o-microgerenciamento-funciona/ Last updated: 2023-10-23T10:45:26.000Z Vamos pensar num cenário: Na empresa em que você trabalha, existe uma nova funcionalidade que gera muita expectativa no time comercial. Todo mundo concorda que ao lançarmos, teremos um diferencial de mercado. O problema é que essa funcionalidade já extrapolou o prazo estabelecido três vezes seguidas. Você se torna a pessoa responsável por fazer essa funcionalidade sair. Chega e vê um time estressado, sem rumo e com zero senso de progresso. De quebra, a liderança responsável pelo setor te pergunta 5x ao dia como está o andamento das coisas e quando é o novo prazo. Nesse cenário caótico, a sua tendência é descobrir o que está acontecendo de errado e, por isso, você passa a perguntar constantemente para o líder técnico se há algum problema e como podemos fazer mais rápido. Você quer entender a fundo o que o designer anda construindo, quer olhar o *velocity* do time, quer colocar mais gente, email, report, cobranças... que loucura! ## O microgerenciamento burro **Microgerenciar** é a nossa primeira reação quando sentimos que perdemos o controle e a confiança. Isso vale para o cenário que eu descrevi, vale para o seu cartão de crédito que está aumentando mês a mês e para o seu doguinho que começou a comer tudo dentro de casa. Você começa a ficar perto, começa a ficar na cola! > *No geral, o *microgerenciamento funciona*. Se você está mais perto, é mais fácil de encontrar o problema, se você sabe o problema, tem mais chances de conseguir resolver e recalcular a rota. *O problema é o microgerenciamento burro!** Se a liderança da sua divisão não sabe a diferença entre front e back-end e quer um relatório técnico diário da liderança técnica com quantos commits foram feitos no dia, **esse é um microgerenciamento burro**. Se a liderança quer fazer duas reuniões ao dia com você de 1 hora cada para entender como entregar mais rápido, **esse é um microgerenciamento burro**. Se você é PM e quer colocar a mão no protótipo para ajustar a interface e "simplificar", **esse é um microgerenciamento burro**. ### **Microgerenciamento é sinônimo de falta de confiança** Se existe microgerenciamento, existe falta de confiança. E se existe falta de confiança em algo que você é responsável, é natural que você comece também a meter a mão onde não deveria, ao invés de identificar o problema e facilitar a resolução. Esse é receita ideal para reproduzir o microgerenciamento burro e começa a tornar isso sistêmico. A confiança não é perdida do dia para a noite, nem será recuperada também. Por isso, se estiver em um cenário como este, entenda que não é só descobrir o problema. É reconstruir a confiança que foi perdida e resolver o problema, às vezes um vem antes do outro, às vezes não. Esse momento vai ser doloroso, chato e cansativo. Dito isso, trago 3 dicas para você criar seu manual de sobrevivência para esses momentos: ### **Como sobreviver ao microgerenciamento burro** _This post is for subscribers only._ ### Da arte à prática do foco: como avançar mais em menos coisas (as que importam mais) URL: https://productoversee.com/blog/a-arte-do-foco-como-avancar-mais-em-menos-coisas-as-que-importam-mais/ Last updated: 2023-10-20T10:46:07.000Z Eu tenho pensado muito sobre foco recentemente (e aliás já foi até tema de outro texto meu [aqui](https://productoversee.com/a-arte-do-foco-um-tema-abrangente-e-que-amarra-algumas-coisas-fundamentais/)). Sabendo como nosso cérebro humano funciona, isto se dá porque muito do que eu tenho feito recentemente pode ser resumido em ajudar times a executar menos coisas em paralelo, de preferência sendo mais estratégico sobre o que dizer NÃO, agora… O segredo que poucos conhecem é que eu me debati muito com isso, por um bom tempo. Um momento que me moldou muito, na minha carreira, foi justamente um feedback, no maior estilo "franqueza radical", de um gestor anterior, que aconteceu mais ou menos assim: Rodrigo, você toma bastante iniciativa, e isto é algo que admiro em você. Mas não importa tanto o que a gente começa, mas o que a gente termina. Eu queria ver mais "acabativa" por parte de você. Suponho que uma das razões pela qual coisas com o método Kanban ressoem tanto comigo é justamente porque me fornecem uma espécie de sistema para mudar esta natureza minha. Outro segredo que poucos conhecem sobre mim é que não sou organizado, pelo menos não no sentido de fazer as coisas de uma forma bem ordenada. Mas eu sou sistemático, no sentido de que eu construo pequenos "sistemas" que funcionam para mim, para que eu possa ter a disciplina necessária para avançar nas coisas que eu gostaria de avançar. Por exemplo, escrevo as linhas neste momento porque tenho um bloqueio na minha agenda que me lembra todo dia para investir tempo em escrever algo. Faço isso 100% das vezes? Não. Muitas vezes há um bom motivo para dedicar o tempo a outra coisa. Mas este pequeno "sistema" tem me ajudado a criar o foco necessário para escrever mais e colocar minhas ideias no papel. Na linguagem de avaliação de personalidade, no que a psicologia parece ter mais ou menos bem estabelecido, isto quer dizer no grande aspecto da "conscienciosidade", eu sou "industrioso" (diligente, orientado a missão), mas não "ordenado" (listas *"to do and check boxes"*). Mas basta dos meus pequenos segredos; já está ficando muito pessoal isso aqui, Voltemos ao foco. A primeira coisa é entender o que quero dizer com "foco". No nosso contexto aqui, estamos enviesados a um par de coisas tipo: _This post is for paying subscribers only._ ### Seu produto não precisa imitar, mas ser reconhecível URL: https://productoversee.com/blog/seu-produto-nao-precisa-imitar-mas-ser-reconhecivel/ Last updated: 2023-10-19T10:46:01.000Z Aplicar boas práticas de design não significa imitar algum produto ou site, mas sim facilitar o entendimento do usuário sobre como o seu produto ou serviço funciona. O sucesso de um produto digital está íntima à sua capacidade de oferecer uma experiência do usuário satisfatória e intuitiva. Para alcançar esse objetivo, é fundamental que as pessoas responsáveis pela experiência do usuário conheçam e apliquem conceitos como, por exemplo, **a Lei de Jakob e o conhecimento de modelos mentais**, que ajudam a criar interfaces mais eficientes para todas as pessoas usuárias. > “Três dicas: simplifique, simplifique, simplifique.” > \- Jakob Nielsen - ## A Lei de Jakob A lei de Jakob nos diz que os usuários passam muito mais tempo em outros sites, utilizando outros produtos e serviços do que os nossos. Por isso, eles criam expectativas de que os nossos sites, produtos ou serviços sejam, ao menos, semelhantes aos que eles estão acostumados. Então, quando nós, designers de experiência do usuário, trabalhamos em um produto, seja digital ou não, devemos pensar: Como a pessoa usuária irá se sentir ao usá-lo? Para conhecer as pessoas que utilizam nossos produtos ou serviços, as pesquisas são peça-chave. Através delas, nos aproximamos e conseguimos informações valiosas para o nosso produto ter uma alta chance de sucesso. No entanto, além disso, temos que pensar que as pessoas usuárias **já tem uma maneira de pensar e, principalmente, de navegar na internet.** Quando as pessoas usuárias se sentem familiarizadas com uma interface digital, alcançam seu objetivo sem precisar aprender a mexer no site ou plataforma. Por exemplo: o site de compras da Americanas se assemelha ao da Amazon, portanto a pessoa usuária que acessar os dois sites, provavelmente, conseguirá concluir a compra nos dois. ![](https://lh6.googleusercontent.com/vfaTS4EtRVplzdWwKHW1hLIIlYO3xQjfnCtb1kAkpcY_zUY-mUgmIOow7Uxefb9OpDy887izqH50XJf24kVq8upGGptcRQ3CMh0kT9ko8KwDp35dfMG3DXjjW-Prz9o13o_0oYWuFdQ5VvacJ8sRPCY) Isso quer dizer que devemos nos preocupar em reduzir ou eliminar **atritos desnecessários,** ou seja, aqueles **atritos que não oferecem propósito ao fluxo da pessoa usuária**. Quando eliminamos esses atritos, estamos ajudando o usuário a **focar no que interessa**, ao invés de, primeiro, aprender como o nosso site ou aplicativo funcionam. ## Os modelos mentais _This post is for subscribers only._ ### Start-up cria clones de voz para podcasts e conteúdos com IA URL: https://productoversee.com/blog/start-up-cria-clones-de-voz-para-podcasts-e-conteudos-com-ia/ Last updated: 2023-10-18T18:17:57.000Z Mais uma notícia controversa sobre os rumos da IA! A startup francesa Eleven Labs se tornou assunto após desenvolver uma tecnologia capaz de criar clones de voz personalizados para podcasts e conteúdo em áudio. Como era de se esperar, a ferramenta — chamada Podcastle — está dividindo opiniões! Veja os dados que coletamos sobre o app a seguir. ## Podcastle: mais do que uma plataforma convencional de podcasts A Podcastles nasceu com o intuito de simplificar a criação de conteúdos em áudio e vídeo com qualidade profissional e, diante disso, oferece algumas funcionalidades para empresas e produtores de conteúdo em geral. Dentre os conhecidos estúdios de gravação, editor de áudio e vídeo, a sua funcionalidade de **clonagem de voz com o uso de IA** ganhou os holofotes recentemente. Segundo o site da própria empresa, é possível “criar um podcast inteiro em segundos usando vozes de IA para contar sua história, ou clonar sua própria voz ao digitar um script.” Na prática, a ferramenta usa algoritmos de [Inteligência Artificial](https://productoversee.com/nova-ferramenta-do-google-saiba-mais-sobre-o-teste-de-ia-para-noticias-e-artigos/) para analisar e replicar a voz de uma pessoa em poucos segundos. Isso significa que você pode gravar sua voz uma única vez na ferramenta e, em seguida, precisará apenas criar scripts para que a IA gere os episódios de podcast com a sua identidade vocal. Além de simplificar o processo de produção de conteúdo, permitindo que qualquer pessoa crie conteúdo personalizado de qualidade sem precisar de um estúdio profissional, a capacidade da solução de criar sua própria voz com a IA abre possibilidades criativas para contar histórias de maneiras únicas, levando à maior personalização e, com isso, aumentando as chances de envolvimento do público. Além disso, também é possível usar vozes de inteligência artificial, como aquelas que ficaram famosas com a Siri, a Alexa e até no TikTok. ## Criação de voz por IA: uma vasta oportunidade para fake news e fraudes Se, por um lado, a tecnologia da Podcastle é facilitadora para criação de conteúdo personalizado por empresas e produtores de conteúdo idôneos, por outro lado, pode apresentar um risco para o uso mal-intencionado. ### Por que isso é importante? Assim como em outros lançamentos a partir da IA, as possibilidades que a plataforma oferece esbarra em discussões éticas e morais do uso da IA. #### Fake News e Fraudes O uso indevido dessa tecnologia poderia permitir a criação de áudios falsos de personalidades públicas, políticos e celebridades. Isso poderia ser usado para disseminar informações falsas em uma escala muito maior do que antes. #### Violações de Privacidade A clonagem de vozes também pode levantar preocupações sobre a privacidade, pois as vozes das pessoas podem ser usadas sem seu consentimento. #### Ética na Criação de Conteúdo A criação de conteúdo autêntico e honesto pode ser comprometida, pois os ouvintes podem não conseguir distinguir entre vozes reais e clones de voz criados por IA. Este mesmo debate tem ocorrido não apenas no caso da Podcastle, mas também no uso da IA no campo musical. Isso porque as vozes dos artistas estão sendo usadas para treinar modelos que podem fazer músicas bastante convincentes na voz de praticamente qualquer pessoa. ## Para se aprofundar no impacto da IA no mercado As discussões sobre os rumos da IA estão por toda parte! É inegável que seu impacto mudará para sempre a forma como trabalhamos, consumimos conteúdo e como vivemos nossa rotina diária! Na área do Design, não poderia ser diferente. Aprofunde-se[ aqui](https://productoversee.com/entre-pixels-e-algoritmos-a-emergencia-do-pensamento-critico-no-design-da-era-da-ia/) sobre o assunto. ### Growth hacking: 4 dicas para profissionais de produto que desejam adotar uma mentalidade de growth URL: https://productoversee.com/blog/growth-hacking-4-dicas-para-profissionais-de-produto-que-desejam-adotar-uma-mentalidade-de-growth/ Last updated: 2023-10-18T10:45:55.000Z Aprenda a aplicar as técnicas de growth hacking neste artigo, e veja como você pode fazer seu produto ou serviço decolar. _This post is for subscribers only._ ### O que produto tem me ensinado sobre a paternidade URL: https://productoversee.com/blog/o-que-produto-tem-me-ensinado-sobre-a-paternidade/ Last updated: 2023-10-17T19:38:51.000Z Fiquei refletindo sobre isso após uma brincadeira que fiz no meu Instagram fotografando o meu filho brincando no gira gira. Na época, ao invés de sentar no banco e girar, ele estava em pé dentro do espaço que iriam as pernas (na teoria) e postei brincando com a seguinte frase “PM + *Squad*: a usabilidade é simples, o usuário vai entender.” E depois coloquei “o usuário:’ e a foto do meu filho. Esses stories geraram bastante risadas e debates sobre o assunto e de repente me vi correlacionando as duas coisas. Fato é que para se criar um produto você precisa de uma estratégia, de um planejamento, você precisa de metodologia e de um time, comprometido e capaz de realizar essa tarefa. Você normalmente olha e avalia ele, em curtos períodos de tempo, como semanas e meses e ao longo do processo de desenvolvimento e criação você vai errando, aprendendo e entendendo como pode melhorá-lo. Passa estresse, fica noites sem dormir, quebra a cabeça tentando entender onde está errando e como o produto poderia ser melhor, ou por que ele não corresponde às expectativas iniciais do projeto. Até perceber que na verdade, verdade mesmo, você está criando algo que não é para você, e sim para outras pessoas. Para o mundo. E eu vou fazer uma pausa aqui, porque apesar de eu estar utilizando a palavra “produto”, eu já não sei mais se estou me referindo ao meu filho ou a um aplicativo, haha. O time somos eu e minha esposa, o planejamento são as horas que passamos no início de cada semana separando as fraldas e as roupas que ele vai usar na escola naquela próxima semana, as sprints são de curta duração, 1 semana para podermos avaliar seu desenvolvimento (afinal de contas, eles evoluem muito rápido). O feedback vem todos os dias quando ele volta da escola, seja contando alguma coisa nova que aprendeu, com um galo ou ralado novo, ou um recado na agenda. E a metodologia são os livros que lemos, papos que batemos com outros papais e mamães, ou os podcasts que ouvimos e conversamos para tentar entender como a gente quer criá-lo. ### Criando do zero _This post is for subscribers only._ ### Tipologias de produto e suas implicações para Product Managers URL: https://productoversee.com/blog/tipologias-de-produto-e-suas-implicacoes-para-product-managers/ Last updated: 2023-10-16T10:45:43.000Z Não é segredo que a área de produtos é caracterizada por uma multiplicidade de definições e escopos. Por isso, é importante que a pessoa de Produto tenha plena ciência dos desafios e oportunidades referentes ao tipo de produto no qual se está atuando. Para ajudar na compreensão desse tema, trouxe algumas definições com base no livro [Cracking the PM Interview](https://www.amazon.com.br/Cracking-PM-Interview-Product-Technology/dp/0984782818/ref=sr%5F1%5F1?crid=WHZK83SHCY10&keywords=cracking+the+pm+interview&qid=1673230749&sprefix=cracking+%2Caps%2C300&sr=8-1&ufe=app%5Fdo%3Aamzn1.fos.6121c6c4-c969-43ae-92f7-cc248fc6181d&ref=productoversee.com). Tomei a liberdade de traduzir livremente e adaptar as definições do livro para o contexto atual, já que muitas dessas definições possuem contextos datados, como venda de software em DVDs (é nessas horas que os *millenials* gostam de estufar o peito para proclamar seus pioneirismos no desbravamento da internet rsrs). Organizei as classificações sob forma de três díades: **Software sob demanda** vs **Software online**, **Produtos de consumo** vs **Business-to-Business** e **Produtos Early Stage** vs **Produtos maduros**. Além disso, busquei trazer contribuições próprias ao apresentar uma tabela comparativa de cada tipo de produto na parte final do artigo. Boa leitura! ## Software sob demanda Vs Software Online ### Software sob demanda Referente a produtos desenvolvidos sob demanda para um contratante, tipicamente o modelo de negócio de software houses. Esse tipo de produto geralmente possui timelines maiores e os esforços do PM tendem a ser nas especificações, uma vez que as definições de features seguem uma estrutura mais formal e linear. Aqui as skills de gestão de projetos e coordenação entre times entram em evidência, sendo ideal para PMs com perfil comunicativo e que buscam equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, pois, por não serem produtos lançados ‘ao mar aberto’, os produtos sob demanda tendem a não ter bugs urgentes que precisam ser corrigidos em poucas horas (a menos que o time também seja responsável pela manutenção, mas essa é uma outra história). Mas não pense que tudo são flores, pois você terá que negociar constantemente com stakeholders. Esse tipo de produto pode ser a terceirização de uma demanda específica como parte de um sistema ou [API](https://aws.amazon.com/pt/what-is/api/?ref=productoversee.com) (*Application Programming Interface*). ### Software online Nos produtos de software online as atualizações são constantes. Aqui, ao invés de se esperar pelo produto perfeito, os times geralmente lançam o produto e veem como os usuários se comportam diante dele. Práticas de experimentação como [testes A/B](https://support.google.com/optimize/answer/6211930?hl=pt-BR&ref=productoversee.com) e testes [multivariados](https://support.google.com/optimize/answer/6370723?hl=pt-BR&ref=productoversee.com) são empregados com frequência. Num teste A/B, é liberado um novo recurso para uma porcentagem de usuários, divididos pelo grupo experimental (exposto ao recurso em teste) e o grupo de controle. Depois disso, os resultados do experimento são comparados a fim de se verificar se houve alguma otimização da experiência com o novo recurso. Uma característica do teste A/B é que nele é testada apenas uma mudança por vez. Como as empresas de software online tendem a coletar maiores volumes de dados, é importante o PM possuir skills de análise de dados e conhecimento em experimentos de usabilidade. Além disso, há momentos em que se trabalha sob bastante pressão, já que servidores podem falhar ou podem aparecer bugs que exigem que o PM precise tomar decisões rápidas. ## Produtos de Consumo Vs Business-to-Business _This post is for subscribers only._ ### Autofagia mental URL: https://productoversee.com/blog/autofagia-mental/ Last updated: 2023-10-18T19:10:27.000Z Esse não é um artigo técnico, onde vou te mostrar *como vamos entregar resultado por meio do produto* ou *sete dicas sobre como lidar com stakeholders em dias de crise*. Pelo contrário. Eu comecei esse artigo em Janeiro de 2023 e talvez eu nem deveria estar publicando algo assim. Estou ciente de que escrever sobre saúde mental pode ser arriscado, mas decidi compartilhar minha experiência, mais por um processo pessoal de desenvolvimento e quebra de barreiras do que qualquer outro motivo. É um processo. Não só meu, mas também do mundo. ## Lidando com inseguranças Aqueles em posição de liderança têm medo de serem vistos como fracos, mas evoluir significa encontrar equilíbrio entre enterrar ou entender nossas fragilidades. > Um levantamento realizado com 84 empresas e mais de 7600 profissionais mostrou que os diretores estão se sentindo sobrecarregados, estressados e com dificuldade para equilibrar lazer e trabalho. Neste nível de gestão, 56,3% destacaram que a carga de trabalho está alta, segundo o levantamento da startup de pesquisas Pulses - [https://valor.globo.com/carreira/noticia/2021/02/02/diretores-estao-sobrecarregados-e-estressados-mostra-levantamento.ghtml](https://valor.globo.com/carreira/noticia/2021/02/02/diretores-estao-sobrecarregados-e-estressados-mostra-levantamento.ghtml?ref=productoversee.com) Para a percepção de alguns isso é um mimimi hoax de gente que não tem o que fazer ou que procura justificativas para se desviar dos problemas, camuflando sua própria falta de performance em vários aspectos da medíocre vida, criando meios de não enfrentar a realidade. E é essa percepção ruim de alguns que ativa o receio de outros. Daí a insegurança de falarmos em voz alta sobre esse assunto. Eu sou (ou era... to decidindo) do time que pensa que tudo isso é uma tremenda de uma besteira. A lógica é muito óbvia: não devemos demonstrar fraquezas em ambientes onde você tem uma imagem a zelar. _This post is for paying subscribers only._ ### O que é Product Analytics? URL: https://productoversee.com/blog/o-que-e-product-analytics/ Last updated: 2023-10-12T10:46:20.000Z **Conhecendo seu usuário e seu comportamento através de análise de dados** Segundo o Gartner, "*análise de produtos (Product Analytics) é uma aplicação especializada de business intelligence (BI) e software analítico que se utiliza de relatórios de serviço, devoluções de produtos, garantias, feedback de clientes e dados operacionais para ajudar o responsável por produtos a avaliar seus defeitos, identificar oportunidades de melhorias, detectar padrões de utilização ou capacidade dos produtos e vincular todos esses fatores aos clientes.* *A análise de produtos também pode agregar feeds de plataformas sociais para rastrear reclamações sobre produtos. Ao analisar feeds de dados de produtos em tempo real, este tipo de ferramenta pode alertar proativamente os desenvolvedores sobre a necessidade de manutenção ou substituição em cenários de manutenção reativa e preventiva, além e ajudar a encaminhar as solicitações de serviço aos indivíduos responsáveis.*" Product Analytics permite que as empresas entendam de uma maneira completa como os usuários se envolvem com os produtos que constroem. Para produtos digitais, é muito útil que equipes de produtos conheçam a jornada de seus usuários, entendendo assim o que os agrada ou não, o que os fazem se engajar, a utilizarem ou até mesmo em abandoná-los (*churn*). A disciplina de análise de produtos é uma peça essencial na moderna gestão de produtos. Sites e aplicativos, em sua maioria, não são construídos para gerarem relatórios de desempenhos. E, sem uma abordagem adequada para a coleta destes dados (muitas vezes dados inconsistentes, formatados incorretamente e não estruturados) pode-se não conseguir extrair nada de valor. Porém, com um esforço planejado, todos esses dados de produto podem ser readequados, fornecendo informações úteis a seus stakeholders. Product Analytics mostra às empresas o que seus usuários realmente fazem, não apenas o que eles dizem que fazem. Essas descobertas são conhecidas como comportamentos revelados e são altamente ricas e reveladoras. Normalmente, usuários não são muito precisos ou habilidosos em prever seu próprio futuro, e depender apenas de informações qualitativas pode limitar o entendimento da situação ou até mesmo levar times de produtos a premissas erradas devido a possíveis erros humanos associados oriundos de pesquisas com usuários. Toda empresa tem um grupo de usuários que gostaria de manter, e está sempre em busca de outros mais com este perfil. Dados mais detalhados levam a decisões mais lucrativas. Segundo a McKinsey, “empresas que usam análises de clientes de forma abrangente relatam superar seus concorrentes em termos de lucro quase duas vezes mais do que as empresas que não o fazem”. Para ver esses retornos, as empresas precisam aprender a analisar seus produtos. > **Product Analytics oferece uma visão robusta do seu usuário. Se um usuário puder realizar tudo isso por canais digitais, a análise de dados de produtos poderá realmente agregar valor em seu processo de gestão.** ### Como iniciar o processo de Análise de Produtos _This post is for subscribers only._ ### Por que Product Managers deveriam aprender Python URL: https://productoversee.com/blog/por-que-product-managers-deveriam-aprender-python/ Last updated: 2023-10-11T10:46:14.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2023/10/Banner-para-Product-Oversee-1.png)](https://digitalproductweek.com/?utm%5Fsource=product%5Foversee&utm%5Fmedium=social&utm%5Fid=dpw2023) --- Sem querer entrar nessa discussão polêmica de que Product Managers devem ou não saber programar, resolvi compartilhar apenas a minha perspectiva sobre a linguagem Python como recurso para evoluir profissionalmente como Pessoa de Produto, não necessariamente em termos de requisitos de vagas para Produto. Vamos pensar um pouco além disso, está bem? Como típico millennial, quando eu terminei o meu ensino médio, o Orkut era a rede social do momento; Lan Houses e Cyber Cafés faziam sucesso, jogávamos Counter Strike ou Need for Speed: Underground, enquanto ouvíamos Linkin Park e System Of A Down nos nossos headphones, depois as bandas Emo começaram a fazer sucesso também. Minha internet residencial era uma porcaria e os únicos dispositivos móveis com sistemas operacionais sofisticados eram o Black Berry e o então revolucionário iPhone 1, que poucas pessoas tinham naqueles tempos. Nessa época eu estudei JAVA como primeira linguagem de programação e realmente achei detestável; afinal, eu tinha uma forte inclinação para o Design e era bem mais visual. Quando estudei computação gráfica em uma escola de games, cheguei a mexer com um pouco de HTML, CSS e ActionScript, uma linguagem do Flash para joguinhos. Depois foquei em outras coisas, como VFX (Visual Effects) e depois comecei a trabalhar com Marketing de Produtos. Anos mais tarde, quando a pandemia de COVID-19 estava no seu estado mais crítico, eu estava nas etapas finais do meu mestrado acadêmico. Havia lido tantos livros sobre pesquisa em Administração e artigos sobre o meu tema de dissertação que fiquei saturado, queria estudar uma outra coisa. Foi quando resolvi começar a aprender a linguagem Python e pensei: *“que coisa incrível!”* Graças ao Python eu pude retomar meus estudos sobre conceitos de lógica de programação, mas de forma simples e objetiva, sem floreios. Como uma linguagem multiparadigma, sua sintaxe era simplesmente maravilhosa. Finalmente, programar era uma coisa sensacional! Inebriado por aquilo que eu estava redescobrindo, tive a audácia de cursar uma nova Pós-Graduação focada na linguagem Python pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)! Em meio a todos os desafios de um cara cujas formações eram marketing e negócios e que tinha um conhecimento apenas básico de programação, pude adquirir uma compreensão mais ampla sobre a linguagem e descobri como ela poderia ser realmente útil para mim como profissional e como indivíduo que gosta de criar coisas. _This post is for subscribers only._ ### O que ser um Scrum Master tem me ensinado sobre Produto URL: https://productoversee.com/blog/o-que-ser-um-scrum-master-tem-me-ensinado-sobre-produto/ Last updated: 2023-10-10T19:27:10.000Z Recentemente li um texto postado aqui no Oversee sobre “[O que o boxe me ensinou sobre Gestão de Produtos](https://productoversee.com/o-que-o-boxe-me-ensinou-sobre-gestao-de-produtos/)” do Thiago Noronha. E isso me fez refletir sobre o que eu tenho aprendido sobre minha área atualmente. Eu não pratico boxe, infelizmente. Minha vida está pautada na paternidade e no trabalho. E um dia pretendo escrever sobre produto + paternidade, mas hoje vim correlacionar meu trabalho com a área de produtos. Já escrevi alguns textos aqui e preciso estabelecer que trilhei minha carreira para me tornar um PM e seguir na carreira Y. Era isso que eu tinha em mente e nada me desviaría desse caminho que foi tão difícil de decidir percorrer. Até vir o Layoff. Palavra simples, curta, que significa muita coisa. Só de lê-la, ela pode provocar alguns sentimentos negativos em muitos de vocês que estiverem lendo. E com essa situação tentei me reinventar e buscar novas oportunidades e a empresa que me abriu as portas tinha uma vaga de Scrum. Torci o nariz, porque tinha ouvido de um grande amigo que “Scrum Master não deveria existir, tudo que ele faz pode ser feito ou pelo PM, PO ou Teach Lead”. Mas como as opções eram escassas resolvi aceitar o desafio, e vou te falar, não me arrependo da decisão que tomei! E pensando sobre esse texto, resolvi colocar os pontos que eu acho importante destacar para quem está curioso sobre essa mudança maluca e que deve estar pensando: o que esse cara tem na cabeça? Mas vai fazer sentido. E essas são as 5 habilidades que venho desenvolvendo nos últimos 6 meses desde que me tornei um SM e que acho que podem ajudar muito qualquer PM ou PO a melhorarem suas atividades no dia a dia: 1. Visão estratégica; 2. Arquitetura e construção; 3. Focar no que é importante! 4. Priorização. 5. Comunicação ### Visão estratégica Essa é uma das habilidades mais importantes que um product manager deve ter ou desenvolver e que tenho desenvolvido muito como SM. Já que eu não sou o SM de uma única squad, eu fui o scrum de 6 squads diferentes ao mesmo tempo. Cada uma com sua realidade, seu tamanho, sua maturidade e seu produto. E para entender como ajudar cada um dos product owners e managers a atingir seus objetivos sejam eles da próxima sprint ou do próximo quarter eu precisei mergulhar a fundo nas estratégias de cada produto, nos times e entender quem era quem, onde a gente queria chegar, quais eram nossas maiores dores e como possivelmente poderíamos saná-las e para onde estávamos indo nos próximos meses e anos com esses produtos. Tudo isso me mostrou para onde a empresa estava indo e o que estamos buscando conquistar no mercado. Além de me possibilitar o contato com líderes, liderados, stakeholders e clientes e um entendimento maior do mercado onde estamos atuando e como podemos atingir e até superar as expectativas dele. ### Arquitetura e construção _This post is for subscribers only._ ### Dançando no caos: lidando com as demandas dos usuários através do CS/CX URL: https://productoversee.com/blog/dancando-no-caos-lidando-com-as-demandas-dos-usuarios-atraves-do-cs-cx/ Last updated: 2023-10-09T10:46:02.000Z Saudações, leitor(a)! Espero que você esteja bem e confortável quando começar a ler esse texto. Sente-se confortavelmente, pois se você chegou até aqui criou alguma expectativa mínima sobre o título. Afinal, quando pensamos no dia a dia de uma pessoa de Produto, a imagem que melhor representa – na minha humilde visão – é a seguinte: ![](https://productoversee.com/content/images/2023/09/this-is-fine_custom-dcb93e90c4e1548ffb16978a5a8d182270c872a9-s1100-c50.jpg) The panel on the right, from KC Green's web comic strip "On Fire," became a popular online meme by 2014.KC Green **Fonte**: [npg.org](https://media.npr.org/assets/img/2023/01/14/this-is-fine%5Fcustom-dcb93e90c4e1548ffb16978a5a8d182270c872a9-s1100-c50.jpg?ref=productoversee.com) O cotidiano em Produtos é, naturalmente, caótico e por mais organizado que você seja não há como estruturar muita coisa, afinal sempre surge uma demanda de última hora, um pedido daquele stakeholder-chave, um bug que ressurge das cinzas (como uma fênix). Eu costumo fazer a analogia que ser uma pessoa de Produto é dançar no caos. É, literalmente, ver tudo *“pegando fogo”* e, ainda assim, conseguir ter calma e falar *“tá tudo bem!”*. Por mais que pareça uma metáfora inocente, quase como o meme acima, é uma realidade de quem minimamente viveu ou vive essa realidade vai se identificar. Se você se identificou, bom, **você está no lugar certo**! O objeto deste artigo é **partilhar** com vocês algumas estratégias que utilizei e ainda utilizo no meu dia a dia de Produto para construir atalhos no entendimento das demandas dos usuários. Quando falo **partilhar** é entender que não sou o dono da verdade, muito menos a minha realidade vai cobrir todos os pontos, muito menos esgotar este assunto. Afinal, o entendimento do usuário, que faz parte do “espaço do problema” (ou *discovery*) é algo muito maior do que as dicas que trarei aqui. Vamos juntos?! ## Sistematizando a “escuta” do usuário Os melhores cursos e teóricos da área de experiência do usuário e, consequentemente, de Produto afirmam que você deve conversar com seus usuários toda semana. Na prática, isso é inviável. Ao menos, nunca conheci ninguém nas empresas por onde passei e das pessoas que conheci e troquei ideia que conseguiu implementar esse contato direto de forma consistente. É custoso, sob muitos aspectos, entrevistar semanalmente usuários. E, convenhamos, existe muita coisa no dia a dia de Produto que transcende esse tempo de qualidade com o usuário. **Então, eu peguei as teorias e boas práticas e, pasmem, deixei-as na gaveta! 🤭** Porém, eu reconheço que é importante “*ouvir*” o usuário. Então trouxe algumas estratégias para lidar com isso, as quais compartilho a seguir: ### a) Construindo uma ponte com a área de atendimento (Suporte/CS/CX/Ouvidoria) _This post is for subscribers only._ ### Inteligência emocional é o super poder de qualquer PM URL: https://productoversee.com/blog/inteligencia-emocional-e-o-super-poder-de-qualquer-pm/ Last updated: 2023-10-13T04:30:14.000Z Se você é um Product Manager, tenho certeza que você já se ferveu de irritação com algum stakeholder. Ferveu ou não ferveu? Pode falar a verdade! Na [última edição](https://productoversee.com/como-ser-promovido-como-product-manager/) que escrevi para a PM Letter falei sobre a minha visão de como uma pessoa que trabalha com produto poderia conseguir ser promovido. Mas tenho que confessar aqui, que só percebi haver deixado de fora falar mais profundamente sobre inteligência emocional, quando havia de fato enviado a Letter para todo mundo. Por isso resolvi escrever esse texto somente sobre esse tema. Tenho certeza que ele pode te ajudar e muito a conseguir evoluir na sua carreira de produto (para mim, foi um total divisor de águas no trabalho, mas também na vida em sua totalidade) e parar de ferver com os stakeholders :D. ## Não somos emocionalmente alfabetizados Eu não sei como era crescer na cidade grande nos anos 2000, mas para mim, que morava em uma cidadezinha de interior em Minas, a minha criação foi regada a muitos gritos, chineladas, cintadas e varadas da minha mãe. Minha mãe aprendeu assim, porque era assim que ela foi criada pela minha avó e provavelmente minha avó aprendeu assim com a minha bisavó ou meu bisavô. Minha mãe estava sempre estressada e ela estourava por qualquer coisa (tudo bem, em alguns momentos eu e minha irmã éramos muito arteiros também :D), então ela estava sempre gritando e xingando. Seria uma raridade ter tido essa criação e ter desenvolvido boas habilidades com emoções. Pelo contrário, desde muito criança, eu era muito ansioso, o que me fez chegar a obesidade com 15 anos e quase morrer com 19 (tive um princípio de infarto). Você já deve imaginar que eu era o “baleia” da escola. Bulling para mim era o normal. Estou trazendo essa parte da minha história aqui porque acredito que muitos de vocês devem ter passado por cenários parecidos e a relação de vocês com as suas próprias emoções não foram boas. Certamente, muitos de vocês também não foram emocionalmente alfabetizados como eu também não fui. _This post is for paying subscribers only._ ### Navegando pelo MVP, MMP e MLP: Um manual para Product Managers URL: https://productoversee.com/blog/navegando-pelo-mvp-mmp-e-mlp-um-manual-para-product-managers/ Last updated: 2023-10-05T10:46:38.000Z # O termo Produto Mínimo Viável (MVP, na sigla em inglês) é onipresente no ecossistema de startups e entre product managers. Contudo, há uma quantidade significativa de confusão e debate em torno do que realmente significa um MVP e como ele difere de outros termos relacionados ao produto, como Produto Mínimo Comercializável (MMP) e Produto Mínimo Adorável (MLP). Neste guia , exploraremos as complexidades desses termos, dissecando suas nuances e destacando sua importância no processo de desenvolvimento de produtos. Também vamos analisar vários tipos de protótipos de MVP e como eles servem como ferramentas inestimáveis para gerentes de produto. # Dicas e Insights práticos ### Redefinindo MVP: Além dos equívocos comuns ### O que é um protótipo de MVP? O termo MVP é frequentemente deturpado como "a primeira versão utilizável do produto com um conjunto mínimo de recursos". Essa definição é problemática, porque sugere que um MVP é uma versão reduzida do produto final. Na realidade, o MVP é projetado para validar suposições-chave sobre uma ideia de produto da forma mais rápida e barata possível. [Eric Ries,](https://en.wikipedia.org/wiki/Eric%5FRies?ref=productoversee.com) em seu livro "[The Lean Startup](https://www.amazon.com.br/Lean-Startup-Entrepreneurs-Continuous-Innovation/dp/0307887898/ref=asc%5Fdf%5F0307887898/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379693121961&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=17627045650937489046&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001773&hvtargid=pla-423024757144&psc=1&ref=productoversee.com)", define o MVP como uma ferramenta para obter o máximo de aprendizado validado com o mínimo de esforço. O objetivo é validar ou invalidar suas hipóteses sem gastar muito tempo ou dinheiro. ### Evitando batalhas semânticas: Protótipo de MVP Para evitar confusões, alguns especialistas sugerem o uso do termo "Protótipo de MVP". Este termo comunica claramente que um MVP não é necessariamente um produto no sentido tradicional, mas um protótipo projetado para aprendizado rápido. ### A Importância do aprendizado rápido O foco principal do MVP é aprender o mais rápido possível sobre a viabilidade da ideia do produto. Isso é especialmente crítico porque criar produtos, como escrever software, é uma das formas mais caras de verificar suas hipóteses. Se as suposições estiverem erradas, o trabalho realizado durante muitas iterações pode ser desperdiçado. ## Estudo de caso: O MVP de vídeo explicativo do Dropbox Nos seus primeiros dias, o Dropbox não tinha um produto. Em vez disso, eles lançaram um simples vídeo explicativo direcionado para os primeiros adotantes. Esse MVP em formato de vídeo foi bem-sucedido ao fazer a lista de espera para o beta disparar de 5.000 para 75.000 pessoas da noite para o dia, validando a demanda pela solução. [Dropbox Original MVP Video](https://youtu.be/qxFLfY7%5FGqw?ref=productoversee.com) ### Nove protótipos de MVP que todo Product Manager deve conhecer: ### 1 - Landing Page MVP Um MVP de landing page é essencialmente uma simples página da web que descreve a proposta de valor e os recursos de um produto ainda não existente. Ao direcionar tráfego para a página de captura, os Product Managers podem avaliar o interesse e coletar dados valiosos dos usuários. **Características típicas:** - Página web única - Apresenta a proposta de valor - Pode incluir um formulário para coleta de informações como e-mail **Como usá-lo:** - Crie uma landing page usando plataformas como [Webflow ](https://webflow.com/?ref=productoversee.com)ou [WordPress](https://wordpress.com/?ref=productoversee.com). - Adicione elementos essenciais como o título, descrição, e possivelmente imagens ou vídeos que representem o produto. - Use técnicas de SEO e marketing digital para direcionar tráfego para a página. - Colete dados e analise-os para avaliar o interesse do usuário. **Cuidados Éticos:** Ao criar um MVP de Página de Captura, é fundamental ser transparente sobre o estágio de desenvolvimento do produto para evitar enganar os clientes em potencial. ### 2 - Concierge MVP Em um MVP de Concierge, um alto nível de serviço personalizado é oferecido para simular a experiência de um produto totalmente automatizado. É útil para validar o conceito e entender melhor as necessidades do cliente antes de investir em automação. **Características típicas:** - Serviço altamente personalizado - Interação direta com o cliente - O cliente está totalmente ciente do trabalho manual envolvido **Como usá-lo:** - Identifique um serviço ou recurso central que seu produto propõe oferecer. - Ofereça esse serviço manualmente para um grupo seleto de clientes. - Colete feedback e dados de uso para refinar a ideia do produto. Por exemplo, se você estiver construindo um aplicativo de aprendizado personalizado, poderá começar criando planos de aprendizado manualmente com base em um simples formulário que as pessoas preencham. Isso permitirá que você valide sua ideia e entenda melhor seus clientes antes de investir em uma solução automatizada. ### 3 - Wizard of Oz MVP _This post is for subscribers only._ ### Desvendando a monetização de Software: Tudo que você deve conhecer URL: https://productoversee.com/blog/monetizacao-de-software/ Last updated: 2023-10-04T10:46:33.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2023/10/Banner-para-Product-Oversee.png)](https://digitalproductweek.com/?utm%5Fsource=product%5Foversee&utm%5Fmedium=social&utm%5Fid=dpw2023) --- Um ponto que todos precisamos entender é sobre como monetizar uma solução que desenvolvemos. Seja com objetivo de obter lucros ou apenas manter a solução em pé. Buscar a monetização ideal é crucial para podermos escalar e entregar um produto de qualidade para os usuários. Uma vez que soluções podem englobar diferentes contextos, também possuem uma variedade de formas de obter recursos financeiros por meio delas, seja uma assinatura ou uma cobrança por ação, podemos encontrar diferentes tipos de monetização de produtos no mercado. Neste artigo falaremos um pouco sobre tipos de monetização, trazer alguns exemplos e explicar os impactos que cada uma delas pode gerar em um negócio. ## O que são essas soluções Antes de entrarmos no contexto sobre monetização, gostaria de frisar um ponto sobre algumas palavras que utilizarei ao longo do texto. Ao falar de soluções e produtos, estou me referindo ao contexto mais relacionado a tecnologia. o texto pode ser contextualizado a outro tipo de produto, mas como tenho mais propriedade para falar desse ramo, estou direcionando a esse nicho. Como produtos e soluções, me refiro a softwares como um todo e produtos correlatos a eles, como serviços e até mesmo produtos físicos em alguns casos. ## Tá, mas porque monetizar? Um primeiro ponto que pode parecer meio óbvio para alguns, é por que devemos monetizar algumas soluções. A ideia de se obter receita por uma solução não advém apenas de objetivos de se obterem lucros através delas. _This post is for subscribers only._ ### Apple está investindo em modelos de linguagem de IA para aprimorar seus produtos URL: https://productoversee.com/blog/apple-esta-investindo-em-modelos-de-linguagem-de-ia-para-aprimorar-seus-produtos/ Last updated: 2023-10-03T10:46:27.000Z De acordo com [um novo relatório da The Information](https://www.theinformation.com/articles/apple-boosts-spending-to-develop-conversational-ai?ref=productoversee.com), a Apple está **investindo milhões de dólares por dia em inteligência artificial**, ampliando o trabalho relacionado aos modelos de linguagem de IA em várias equipes. Embora a Apple **não tenha se pronunciado oficialmente** confirmando as informações contidas no relatório, fizemos um resumo com as informações mais relevantes sobre este furo. Veja a seguir! ## Foundational Models: a unidade de IA conversacional da Apple O documento aponta que a unidade da Apple que trabalha com IA conversacional é chamada de “**Foundational Models**” e tem cerca de 16 membros, incluindo vários ex-engenheiros do [Google](https://productoversee.com/nova-ferramenta-do-google-saiba-mais-sobre-o-teste-de-ia-para-noticias-e-artigos/). Quem supostamente está liderando o squad é **John Giannandrea, chefe de IA da Apple**, que foi contratado em 2018 para ajudar a melhorar a Siri. Equipes adicionais da Apple também estão trabalhando com investimentos em inteligência artificial, de acordo com *The Information.* Uma unidade de Inteligência Visual está desenvolvendo um modelo de geração de imagens, e outro grupo está pesquisando IA multimodal, que pode reconhecer e produzir imagens ou vídeos, bem como texto. ## Ajax GPT: mais potente que o ChatGPT Com a promessa de ser **ainda mais relevante e assertivo que o** [**GPT-3.5 da OpenAI**](https://productoversee.com/14-maneiras-que-o-chatgpt-pode-ajudar-um-product-manager/), o modelo de linguagem da Apple — chamado **Ajax GPT** — está em treinamento e promete revolucionar o mercado de IA conversacional. Sua aplicação permeará por todo o portfólio de produtos Apple, **aprimorando a Siri, o ditado por voz e outros recursos de linguagem** em seus dispositivos. Alguns exemplos das possibilidades do Ajax GPT é permitir que os donos de iPhones deem **comandos à Siri para automatizar tarefas**, além de interligá-lo ao Apple Watch. Além disso, o squad de IA da Apple também está trabalhando em modelos conversacionais que fornecerão respostas de texto, vídeo e imagens a perguntas dos usuários. Por fim, o relatório do The Information aponta o desenvolvimento de um chatbot que vai interagir com os clientes que usam o AppleCare, que estende a garantia dos produtos Apple por mais tempo. Embora as informações não tenham sido oficialmente confirmadas pela Apple, uma coisa é fato: a empresa de Tim Cook certamente está aprimorando sua infraestrutura para se manter relevante na competição pelas melhores soluções de inteligência artificial! Se você chegou até aqui, fique por dentro de outras novidades sobre o assunto em [nossa página dedicada à IA](https://productoversee.com/tag/ai/). ### A importância de testar hipóteses URL: https://productoversee.com/blog/a-importancia-de-testar-hipoteses/ Last updated: 2023-10-02T10:45:21.000Z Descubra como testar hipóteses pode impulsionar o sucesso do seu produto e reduzir riscos. _This post is for subscribers only._ ### Como ser promovido como Product Manager URL: https://productoversee.com/blog/como-ser-promovido-como-product-manager/ Last updated: 2023-10-01T22:47:51.000Z Escrevo esse texto pensando na carreira de Product Management, mas grande parte da minha visão aqui sobre avançar na carreira serve para qualquer campo de atuação. Antes de falar qualquer coisa sobre carreira, quero gerar um entendimento mútuo sobre como enxergo o mundo de uma maneira sistêmica porque assim, pode ser que algumas coisas que acontecem a sua volta, inclusive com a sua carreira, façam mais sentido. Comecemos falando sobre sistemas complexos e acaso. # O mundo por acaso é complexo O mundo por si só é um grande sistema complexo, o que significa que ninguém consegue enxergar ou controlar todas as variáveis que nele existem. Uma vez que não conseguimos controlar todas as variáveis, também não conseguimos controlar por completo os resultados das nossas ações. Se alguém conseguisse controlar todas as variáveis, certamente conseguiria prever o futuro e essa pessoa teria poderes jamais vistos na Terra. Nesse momento você deve estar se perguntando porque estou falando sobre sistemas complexos num texto sobre como ser promovido como Product Manager. Pois bem, porque não importa a carreira que você estiver, vão existir variáveis que você não controla e que vão afetar a sua vida e potencialmente a sua carreira, sem que você nem mesmo perceba. É o que chamamos no mundo de acaso ou o que muitos chamam de sorte e azar. A aleatoriedade já nasce com você, visto que você não escolhe em qual lugar, qual gênero, raça e classe social que irá nascer. E essa aleatoriedade irá impactar o resto dos seus dias, desde o seu primeiro segundo no mundo. E, mais tarde, certamente irá impactar em como você consegue ter oportunidades profissionais e crescer na carreira ou não, porque o sistema social que vivemos privilegia certas dessas características, as quais não controlamos no momento em que nascemos. Não é meu foco aqui falar sobre o que é justo ou não. O que falei até aqui é para te mostrar como existem infinitas variáveis que você não enxerga e que muito menos controla, e que no final das contas, pode ser o resultado da somatória delas que fez com que você não fosse promovido, mesmo merecendo. Deixa eu te dar um exemplo do que estou falando: imagine que seu gestor está em uma reunião com você e outras pessoas. É uma reunião importante, em que decisões precisam ser tomadas e que você pode ajudar alinhar as coisas. Agora imagine que ele precisou sair 15 minutos mais cedo porque deu algum problema em algum sistema e ele não viu que você foi fundamental para que a melhor decisão possível tenha sido tomada e ninguém deu um feedback para ele em relação a isso. _This post is for paying subscribers only._ ### Clubhouse se reinventa como aplicativo de mensagens de áudio URL: https://productoversee.com/blog/clubhouse-se-reinventa-como-aplicativo-de-mensagens-de-audio/ Last updated: 2023-09-28T10:45:57.000Z Na tentativa de se manter relevante, o Clubhouse está se reinventando como aplicativo de mensagens de áudio. Conheça a funcionalidade Backchannel e novas formas de monetização. Depois de bombar durante o isolamento social em 2021 com salas de áudio baseadas em temas e comunidades, o Clubhouse viu sua popularidade cair exponencialmente: no fim de 2021, já havia uma queda de 66% no número de downloads. Isso ficou ainda mais acentuado depois que o [Twitter ](https://productoversee.com/twitter-vira-x/)lançou o Spaces, suas próprias salas de áudio que até hoje são bastante utilizadas na rede social de Elon Musk. Mesmo assim, a plataforma continuou evoluindo e trabalhando em novos produtos e funcionalidades. Na última semana, uma nova versão do Clubhouse foi anunciada, com aprimoramentos nas salas de áudio, nova forma de monetização para criadores de conteúdo e funcionalidade para envio de mensagens de áudio privadas. Conheça as novidades neste artigo! ## Backchannel - mensagens de áudio privadas entre amigos Segundo [post publicado](https://blog.clubhouse.com/the-new-clubhouse/?ref=productoversee.com) no blog da empresa, o Clubhouse foi redesenhado para que ele se torne cada vez mais um aplicativo de mensagens de áudio assíncrona, não limitando o seu uso apenas para conversas ao vivo. Por concorrer com o próprio WhatsApp e outros aplicativos de mensagens, a abordagem do Clubhouse está centrada no argumento da **facilidade** para se comunicar com amigos ao longo do dia e conhecer novas pessoas. Na prática, ao abrir o aplicativo, os usuários verão não apenas as salas que estão ao vivo, mas também toda a lista de amigos que estão na plataforma, permitindo o envio de [áudios](https://productoversee.com/adicione-audio-aos-seus-produtos-digitais/) privativos para estas pessoas. Além disso, com o intuito de expandir a rede de contato, os usuários também poderão selecionar “amigos de amigos” para enviar suas mensagens de áudio, favorecendo a expansão da rede de contatos e permitindo que as pessoas se conheçam através da plataforma - uma mistura de WhatsApp com Tinder, talvez? ## Quebrando as barreiras do idioma Para facilitar a comunicação entre pessoas de diferentes idiomas, o Clubhouse está trazendo uma funcionalidade extra, ao permitir que os bate-papos sejam transcritos automaticamente e traduzidos para o idioma local dos usuários. Trata-se de uma novidade que tem potencial para ser o diferencial da plataforma, facilitando a comunicação e evitando a necessidade do uso de outros aplicativos de tradução. ## As saudosas salas de bate-papo seguem disponíveis Apesar das mudanças, ainda é possível criar as salas de áudio ao vivo que fizeram do Clubhouse um sucesso durante a pandemia. Porém, esta funcionalidade perdeu seu destaque: o recurso agora não tem mais destaque no início do aplicativo, comprovando que este não será mais o foco da empresa. Ao invés das salas ao vivo, é esperado que os usuários com comunidades ativas utilizem o recurso de monetização que permite acesso a salas de áudio específicas mediante pagamento de assinatura. As mudanças no aplicativo já podem ser vistas ao atualizá-lo em seu smartphone e o comunicado oficial com o novo posicionamento do aplicativo está disponível no [site do Clubhouse](https://www.clubhouse.com/whatsnew?ref=productoversee.com). ### 3 dicas para realizar um redesign like a Pro e o novo redesign do Slack URL: https://productoversee.com/blog/3-dicas-para-realizar-um-redesign-like-a-pro-e-o-novo-redesign-do-slack/ Last updated: 2023-09-27T10:45:51.000Z --- Um redesign não é apenas uma mudança simples no design; é uma reavaliação fundamental da maneira como nossos usuários interagem com nosso produto. Isso significa que a maneira como o usuário percebe valor no seu produto pode mudar, podendo introduzir um risco grande de experiência, mesmo que a nova interface seja muito, muito melhor que a anterior. Recentemente o Slack noticiou na mídia que irá realizar um grande redesign em seu produto, mudando potencialmente a experiência dos clientes. Como Product Manager, é crucial entender o impacto potencial de um redesign e quais são os 3 pontos-chave para ter sucesso nesse caminho. ## 1\. Entenda a relação das métricas de produto com a proposta de valor do seu produto Um redesign pode ser uma tarefa muito trabalhosa em termos de complexidade de desenvolvimento e tempo necessário. Por isso, é importante conhecer bem seu usuário e se fundamentar bem em métricas de produtos para entender se um redesign do produto é necessário. Em seu site, percebe-se o quanto o Slack tem profundidade nas dores de seus usuários, trazendo sua proposta de valor bem clara a todo momento. ![](https://lh6.googleusercontent.com/lYQU42G7rt66GOnH36VuvoiP_rfu4kC8YLQXKCQ0oZCtPn_GXn0M2ui4yIBsf6Z0Q5VXspKRUWlEatziZGDIURnfj4YL8OcXTjLrFsd9deFEYjWXAQKoWMMdyGJI6dnb4xSsTfrX80UFTmURH5LttlI) O Slack se posiciona como uma plataforma de produtividade. Navegando pelo site do produto, é possível perceber o uso de palavras como "trabalhar de maneira mais simples’’ e ser ‘’mais produtivo com o Slack’’. O papel de produto é entender quais funcionalidades e tecnologias habilitariam os usuários a ter mais sucesso na proposta de valor do Slack, certo? Quase! _This post is for subscribers only._ ### Como fazer uma 1:1 de qualidade URL: https://productoversee.com/blog/como-fazer-uma-1-1-de-qualidade/ Last updated: 2023-09-26T10:45:45.000Z Apesar de muita gente realizar esse tipo de reunião, poucas pessoas buscam entender o “para que” ela serve. _This post is for subscribers only._ ### A importância da Análise de Dados no gerenciamento de produtos digitais URL: https://productoversee.com/blog/a-importancia-da-analise-de-dados-no-gerenciamento-de-produtos/ Last updated: 2023-09-25T10:45:39.000Z A análise de dados é fundamental para o gerenciamento de produtos. Neste artigo, exploramos a importância da análise de dados no contexto de empresas de tecnologia e como essas técnicas podem auxiliar no crescimento e melhoria de seus produtos. Na era contemporânea, onde dados são considerados a nova moeda valiosa, a capacidade de extrair seu pleno potencial pode ser a chave para o sucesso de qualquer produto. Além disso, passemos por algumas ferramentas e qual o contexto que elas podem ser utilizadas no dia a dia de uma pessoa de produto. ## O papel central da análise de dados no sucesso do produto _This post is for subscribers only._ ### Entre Pixels e Algoritmos: A emergência do pensamento crítico no Design da era da IA URL: https://productoversee.com/blog/entre-pixels-e-algoritmos-a-emergencia-do-pensamento-critico-no-design-da-era-da-ia/ Last updated: 2023-09-22T10:45:21.000Z À medida que navegamos pela transição do século XXI, imersos em uma sociedade cada vez mais impregnada pela tecnologia, é fundamental compreender como a inteligência artificial (IA) está remodelando o nosso mundo. Nesse contexto, as disciplinas do design enfrentam desafios e oportunidades únicas, visto que a integração de algoritmos inteligentes pode transformar radicalmente a maneira como concebemos e implementamos soluções criativas. Portanto, o surgimento do pensamento crítico se torna um elemento indispensável no design da era da IA, estabelecendo uma ponte entre os mundos dos pixels e dos algoritmos. ## Design na Era da IA: Pixels, Algoritmos e o Imperativo do Pensamento Crítico No campo do design, os pixels representam a manifestação visual, tangível e humanizada de ideias. Ao longo da história, esses elementos visuais desempenharam um papel fundamental na criação de interfaces intuitivas e agradáveis, facilitando a interação dos usuários com sistemas e produtos. No entanto, com a ascensão da IA, os algoritmos acrescentam uma nova camada de complexidade ao processo de design. A IA pode ser uma ferramenta poderosa para o design, permitindo novas formas de personalização, eficiência e engajamento. Contudo, seu uso também acarreta novos desafios éticos e filosóficos. É aqui que a necessidade de um pensamento crítico se torna evidente. Como designers, precisamos nos questionar: Quais valores estão embutidos em nossos algoritmos? Como a IA pode ampliar ou restringir a liberdade do usuário? Como evitar a criação de sistemas que perpetuem preconceitos ou desigualdades? O pensamento crítico no design da era da IA implica em examinar minuciosamente a interação entre humanos e máquinas, assegurando que os sistemas de IA estejam alinhados com os valores humanos e as necessidades sociais. Isso requer questionar constantemente nossas decisões de design, abordar ambiguidades e incertezas, e estar disposto a revisar e aprimorar nossas soluções. ![](https://lh4.googleusercontent.com/FdUAmO3adX9RSuWEG1Z8PTr4fB-KpFEbXZQLtAuxGTJjc4LH64mM1O_MNgLxut69_kKJAKlLrJ3_ji69o01N8avMOEj_QT8UaIjsa8HH7PDWT7KGIpB6uuJ5OyonRm9FySsk1tTvHA5LMNZj9tHRGaM) [A explosão da IA e massificação do design](https://productoversee.com/a-explosao-da-ia-e-massificacao-do-design/) Além disso, a incorporação da IA no design exige uma abordagem transdisciplinar. _This post is for paying subscribers only._ ### A Sinfonia da Agilidade: Unindo Extreme Programming e Scrum na Jornada do Product Manager URL: https://productoversee.com/blog/a-sinfonia-da-agilidade-unindo-extreme-programming-e-scrum-na-jornada-do-product-manager/ Last updated: 2023-09-21T10:46:16.000Z Com o intuito de otimizar a gestão de produtos, combinar Extreme Programming e Scrum pode ser uma abordagem revolucionária. Enquanto o Scrum fornece estrutura e foco na entrega, o XP traz um rigoroso padrão de qualidade ao desenvolvimento de software. _This post is for subscribers only._ ### Como usar a persuasão para alavancar seu produto e sua carreira como Product Manager URL: https://productoversee.com/blog/como-usar-a-persuasao-para-alavancar-seu-produto-e-sua-carreira-como-product-manager/ Last updated: 2023-09-20T10:46:10.000Z ### Você acha que persuasão é algo negativo? Geralmente associado à publicidade, vendas e marketing, a persuasão geralmente é encarada como um ato manipulador, que leva as pessoas a tomarem decisões que, racionalmente, elas não tomariam. Apesar de muitos profissionais utilizarem a persuasão como forma de gerar um gatilho de decisão rápida, ela pode ir muito além. Pode evocar o senso de unidade, gerar uma troca vantajosa para ambas as partes ou até mesmo fortalecer vínculos emocionais duradouros. Trabalhar com produtos digitais é trabalhar com pessoas o tempo inteiro. Às vezes você tem um grande argumento para priorizar determinada iniciativa, mas, se não conquistar confiança e apoio de outras pessoas - sejam pares, líderes ou colegas de outras áreas - dificilmente sairá do marco zero. Aprender sobre persuasão ajuda a entender como algumas técnicas são empregadas no nosso dia a dia e, principalmente, ensina como nós, seres humanos, reagimos diante de diversas situações. Robert Cialdini, conhecido como o “pai da persuasão”, ainda é a principal referência do assunto. Quando lançou o influente livro *As Armas da Persuasão*, em 1984, trouxe uma série de evidências de pesquisas sobre psicologia e economia comportamental ao elencar as 6 famosas armas de influência: **reciprocidade, afeição, aprovação social, autoridade, escassez** e **compromisso/coerência**. Em 2021, Cialdini revisou todo o material e lançou uma versão atualizada, *As Armas da Persuasão 2.0* que, além de contextualizar com mais pesquisas e depoimentos de leitores, trouxe a 7ª arma de influência: **unidade**. _This post is for subscribers only._ ### O dia a dia de um PO Técnico. Como consegui adaptar necessidades encontradas ao longo do caminho URL: https://productoversee.com/blog/o-dia-a-dia-de-um-po-tecnico-como-consegui-adaptar-ao-time-as-necessidades-encontradas-durante-o-caminho/ Last updated: 2023-09-19T10:46:04.000Z A mentalidade ágil foi concebida como uma resposta à velocidade das mudanças no mercado em entregar soluções de maneira mais rápida e efetiva. No contexto do trabalho em tecnologia, essa habilidade é ainda mais necessária. Em um mundo que muda rapidamente, a abordagem tradicional de planejamento detalhado, rígido e engessado, muitas vezes não se adequa aos dias de hoje. Pessoas de Produto desempenham um papel crucial na ponte entre os objetivos de negócios e a execução técnica. E a adaptabilidade destas, é algo extremamente importante nos dias atuais, tornando-os fundamentais no sucesso de um negócio. Inclusive, um dos pilares do SCRUM é a **adaptabilidade**. Um exemplo a ser analisado é o papel do Product Owner (em tradução livre, “dono do produto”), que tradicionalmente foi associado somente ao entendimento das necessidades do cliente e à definição das funcionalidades do produto, maximizando o valor do mesmo. No entanto, quando o produto em questão é tecnicamente complexo, a introdução de um PO com esse *background*, pode ser um verdadeiro acerto.. > A união entre o negócio e a tecnologia, muitas vezes exige uma maior compreensão dos desafios técnicos, das limitações e das possibilidades do software. Trago um exemplo que vivo no meu trabalho, sou um PO da squad de Java e ex-desenvolvedor da mesma equipe, que tenho várias iniciativas para gerenciar, ou seja, possuo todo *background* técnico e sei exatamente como transformar as necessidades do cliente em requisitos técnicos para que os desenvolvedores consigam atuar. Mas, para isso, preciso estar em constante alinhamento com o arquiteto de software e o tech lead. Para que os desenvolvedores entendam os requisitos e executem com precisão as atividades. Neste sentido, é preciso documentar da melhor forma e de fácil compreensão para todos. Como por exemplo, entendimento da arquitetura do sistema. Não estou falando exclusivamente do fluxo de jornada do usuário da maneira que o cliente quer ver, quais telas ele irá olhar, e quais botões ele precisará clicar para realizar uma determinada ação, mas também do que exatamente ele não consegue enxergar. O fluxo dos componentes (principalmente do backend) que serão desenvolvidos para que a jornada do usuário no produto, seja completa. ## Dia a dia _This post is for subscribers only._ ### Cuidado com o longo prazo da sua carreira URL: https://productoversee.com/blog/cuidado-com-o-longo-prazo-da-sua-carreira/ Last updated: 2023-09-18T10:45:57.000Z Participando de entrevistas e conversando com algumas pessoas do meio pude perceber uma incompatibilidade entre senioridade x e expectativa salarial. ### **O trampolim de empregos** Como já comentei, por experiência própria e ouvindo de outras pessoas de produto, a melhor oportunidade para conquistar um aumento significativo no salário é ao mudar de empresa. Dificilmente, em uma promoção, por exemplo, de Júnior para Pleno você conseguirá um aumento 2x, por exemplo. Inclusive é comum existirem níveis intermediários de senioridade (Júnior 1,2 e 3, Pleno 1, 2 e 3 e etc). Com o cenário que tivemos nos últimos anos, até o final de 2022, as empresas estavam extremamente capitalizadas e com muito dinheiro para “queimar”. Vagas abertas a rodo e o que vi foi diversos profissionais aproveitando para aumentar seus salários exponencialmente pulando de um emprego para o outro. A lógica era a seguinte: você entrava em uma empresa, ficava em média 6 meses e depois partia para outra. Para essa outra vaga, você já poderia se posicionar como alguém com experiência, afinal você trabalhou por 6 meses. Com isso, acompanhado de um salário mais alto, muitas vezes existia um “pulinho” de senioridade. Você era Jr 1, 6 meses depois você, na outra vaga, você era Jr 2. Para a próxima vaga já poderia ser um Pleno, afinal você tem 1 ano de experiência. Bom, vocês entenderam a lógica, certo? ### **De que forma isso te afeta?** Vejo um impacto significativo, em duas áreas distintas: financeiro e carreira. O que acaba acontecendo é o seguinte: _This post is for subscribers only._ ### Liderança e a analogia da flor URL: https://productoversee.com/blog/lideranca-e-a-analogia-da-flor/ Last updated: 2023-09-15T10:45:39.000Z Se você é líder e gerencia pessoas, seja um time inteiro ou apenas algumas pessoas, essa analogia pode ser para você. Quando uma flor não desabrocha ou a sua plantinha (no meu caso, elas se chama Gertrudes. É uma Croton Petra) não está se fortalecendo, geralmente a culpa não é da planta, mas da pessoa que plantou, ou do ambiente em que ela está. No caso de mim com a Gertrude, eu estava regando de menos e o lugar dela não estava muito boa. Depois de pesquisar um bocado, eu aprendi que ela bebe bastante água, embora seja uma planta primariamente de sombra. Ela até se adapta no sol, mas precisa de um tempo de adaptação, só para depois tomar um sol direto. Quando verificando se a exposição ao sol está adequada, se estamos regando o suficiente, se o vaso está do tamanho certo, se é necessário ou não colocar adubo, ou uma terra mais "supimpa". _This post is for paying subscribers only._ ### Sua tarefa é passada de forma eficaz? URL: https://productoversee.com/blog/sua-tarefa-e-passada-de-forma-eficaz/ Last updated: 2023-09-14T10:45:33.000Z Quantas vezes você já se deparou com a seguinte situação: passa uma tarefa para João e não recebe um feedback de que a mesma foi finalizada, ou percebe que a demanda, mesmo a mais simples, demorou mais que o previsto? Esses problemas, talvez, não estejam nas tarefas e nem mesmo no próprio colaborador. Já refletiu sobre isso? Já analisou o processo de envio de demanda? 💡 “Será que você está mesmo controlando ou apenas tendo uma falsa sensação de controle?” Bem, caso esse cenário lhe soe familiar, não se preocupe! Você não é o único. Existem alguns processos e ferramentas bem simples e eficazes que podem lhe ajudar a controlar, identificar gargalos e dar o suporte necessário para que tudo flua de forma otimizada. ## Definição de prioridade É comum no dia a dia termos tarefas ditas prioritárias, aliás, qual não é? Então, o primeiro passo é identificar o que realmente é importante. Será que aquela demanda ou processo que é frequentemente realizado é prioridade em relação a outras demandas que impactam a entrega de um projeto importante? Primeiramente, deverá ser definida a urgência daquela tarefa e qual o impacto que ela irá gerar caso não seja executada no prazo estipulado. Para isso, normalmente, conto com a Matriz de Prioridade, disponível no livro de Operação de serviço, no Gerenciamento de incidentes. A forma de calcular Urgência X Impacto está presente no Livro de Operação, mais precisamente na área de gerenciamento de incidentes, do guia [ITIL V3](https://www.axelos.com/best-practice-solutions/itil?ref=productoversee.com). ![](https://lh3.googleusercontent.com/On7JGIAY7tWefjQ2ml84yO_mBoEX76y-8qD1uoYqyfkTy3u4Mb4hC9TSMg0TuG67NKSFOhokR5RQyBSat4wtuy6n8YcqqQWnFT9T-gHmyAEt_NHs5QGZft8GWIn0DmhxsJZZ6MiPFxHRA_b9iV65Iiw) Nesta matriz de prioridade simples, existem: - Três níveis de Urgência (Alta/Média/Baixa) - Três níveis de Impacto (Alto/Médio/Baixo) - Cinco níveis de Prioridade (1 a 5, sendo 5 a menor prioridade) _This post is for subscribers only._ ### Mente sã para produtizar URL: https://productoversee.com/blog/mente-sa-para-produtizar/ Last updated: 2023-09-13T10:45:56.000Z Toda pessoa trabalhadora vive ou já viveu dias extremamente estressantes, dias com baixa concentração, com alta cobrança (interna ou externa), preocupado com o que há de vir. Por isso, quero trazer neste texto algo que me faz bem e me ajuda muito trabalhando com produtos digitais. Diariamente uma pessoa de produtos precisa pensar e trabalhar para descobrir o melhor caminho para seu produto, entender como alcançar as metas, desenhar as estratégias para o futuro, identificar as necessidades dos usuários, acompanhar o roadmap, dar feedback para os stakeholders e por aí vai. Logo, se ver ansioso ou aflito por algo que pode acontecer é comum. Esbarrar em uma dificuldade para entregar determinado resultado é frustrante, cansativo e pode te deixar mais agitado. ### **UM CASO REAL** Bem, vou contar o meu momento antes de conhecer as técnicas de mindfulness: na época eu cuidava de um produto que estava sendo remodelado para o mercado. Portanto, uma das estratégia traçadas foi ter um cliente beta (daqueles clientes bem importantes) para pilotar o produto. Um dia, recebi uma ligação dizendo que uma pessoa da equipe de desenvolvimento precisava ir para o escritório do cliente acompanhar uns processos deste piloto com onboarding. Entendi perfeitamente, providenciamos tudo o que esta pessoa precisaria para se deslocar e acompanhar o processo. No dia seguinte a sua ida ao cliente fui perguntar como foi, quais feedback’s o cliente tinha, se foi encontrado algum bug, e para minha surpresa a resposta foi: “não fiz nada o dia todo, fiquei apenas do lado deles, respondi duas perguntas que poderiam ser respondidas em uma ligação e só.”. Neste momento, um alerta soou na minha cabeça: tem algo de errado que não está certo! Então, fui conversar com um dos stakeholders e informei o ocorrido, dizendo que precisávamos entender o real motivo do cliente querer uma pessoa de desenvolvimento do lado dela para não fazer nada, e não estava proveitoso para ninguém, e ouvi que era assim mesmo e que o cliente gostava. Ai minha sirene mental tocou novamente e, conversa-vai-conversa-vem, descobri que acontecia uma call diariamente entre os stakeholders (negócio) e o cliente, logo, pedi para participar. Então diariamente, bem cedo, eu participava dessa *call*, que muitas vezes eram interessantes por trazer insumos do campo e, de forma mais objetiva me ajudar a conectar com as necessidades do produto e o que estávamos buscando para remodelar. ### A questão problemática era dizer “Não” A questão problemática era dizer “Não” ao cliente, e esses “nãos” eram embasados; era “nãos” porque não faz parte da estratégia ou ainda mais importante não é tecnicamente viável (quem conhece o mínimo de tecnologia sabe que temos quase o céu, mas algumas vezes ele tem algum limite). E várias vezes o cliente vinha com a solução pronta, e eu tinha o desafio de entender o problema real. _This post is for subscribers only._ ### Da Ideia à Execução: Meu Roteiro para o Desenvolvimento de Produtos Digitais URL: https://productoversee.com/blog/da-ideia-a-execucao-meu-roteiro-para-o-desenvolvimento-de-produtos-digitais/ Last updated: 2023-09-12T10:45:50.000Z Como Product Manager, criei um roteiro para produtos digitais, focando nas necessidades do usuário. Divido o processo em 'Descoberta' e 'Materialização', usando ferramentas como Miro e 5W1H. A documentação é vital, e busco soluções alinhadas ao mercado e aos usuários. _This post is for subscribers only._ ### Metaskills na Gestão de Produtos: Desenvolvendo habilidades para a inovação adaptável URL: https://productoversee.com/blog/metaskills-na-gestao-de-produtos-desenvolvendo-habilidades-para-a-inovacao-adaptavel/ Last updated: 2023-09-11T10:45:46.000Z Em um cenário de constante transformação digital, onde muito se fala sobre a substituição de pessoas por robôs e ou a completa automatização de tarefas, o que podemos esperar do futuro? Neste contexto, o livro "Metaskills" de Marty Neumeier oferece uma abordagem inovadora para desenvolver habilidades fundamentais, elementos essencialmente humanos, que podem ser aprimorados e não substituídos por um computador. O autor apresenta no livro cinco metaskills: sentir, ver, sonhar, fazer e aprender. Essas metaskills são habilidades-chaves que abrem as portas para outras habilidades e ajudam em nosso desenvolvimento e adaptação aos novos cenários. Na gestão de produtos a exigência por habilidades cada vez mais amplas é maior do que nunca, as metaskills podem potencializar sua atuação como pessoa de produtos, tornando-a mais adaptável e eficaz. Neste artigo, vou explorar como essas metaskills se alinham à gestão de produtos. ## Sentir: identificação de Necessidades do Cliente A metaskill de sentir, baseada na intuição e empatia. A intuição nos leva a conclusões e soluções sem o uso da lógica, já a empatia, por sua vez, é a meta-habilidade que nos permite experimentar pensamentos e emoções. Acredito que concorde que essa é uma metskill crucial na gestão de produtos. A capacidade de entender profundamente as necessidades, desejos e dores dos clientes é a base para a criação de produtos verdadeiramente relevantes. A empatia permite que os gestores de produtos se coloquem no lugar do cliente, compreendendo suas perspectivas e experiências. Isso não apenas conduz a melhores decisões, mas também a uma conexão mais forte entre o produto e o público-alvo. Como destaca Marty Cagan, autor de "Inspired: How To Create Products Customers Love", a empatia permite que os produtos sejam projetados para atender às verdadeiras dores dos clientes. ## Ver: pensamento sistêmico A habilidade de ver está relacionada a enxergar as coisas em sua totalidade. Isto significa superar preconceitos, crenças e modelos pré-concebidos para avaliar as situações do jeito que elas realmente são. _This post is for subscribers only._ ### Melhores livros de estratégia que já li URL: https://productoversee.com/blog/melhores-livros-de-estrategia-que-ja-li/ Last updated: 2023-09-09T02:14:41.000Z Michael Porter é certamente o autor mais consultado sobre o que é estratégia ainda nos dias atuais. Seu primeiro livro "Estratégia competitiva" foi escrito em 1980 e ainda assim, é um dos melhores livros de estratégia que existem atualmente. Estratégia, como muitos outros conceitos que usamos no mundo corporativo, vem do vocabulário militar (não é à toa que você já deve ter escutado alguém numa empresa dizer que precisava vencer o seu concorrente, como uma menção a vencer a guerra e conquistar o mercado) e em sua origem significa "a arte do general". Isso significa que estratégia em sua essência era um conjunto de decisões que se materializavam em forma de ordens para o batalhão da guerra, em busca de um único objetivo, conquistar território e derrotar o oponente. Nas palavras de [Porter](https://maaw.info/ArticleSummaries/ArtSumPorter96.htm?ref=productoversee.com): "Estratégia é a criação de uma posição única e valiosa, envolvendo um conjunto diferente de atividades." Quer posição única e valiosa maior do que ganhar a guerra? E trazendo para o mundo moderno, quer posição única e valiosa maior do que ser o número 1 do mercado? Eu sempre tento simplificar um pouco a discussão sobre o que é estratégia porque no geral, quando falamos de estratégia, parece que estamos falando de um bicho de 7 cabeças, quando, na verdade, não é. Pense em estratégia como se você estivesse jogando xadrez. Você precisa tomar decisões sobre quais os seus próximos passos. "Cavalo na B1", "Rainha na C5", "Bispo na D6", são decisões que você está tomando analisando a formação do tabuleiro atual e com as peças que você tem. Em uma empresa é o mesmo, é preciso analisar o mercado e definir qual lugar se quer ocupar, as atividades que serão necessárias (no horizonte possível de se enxergar do ponto atual, não prevemos o futuro) e quais recursos serão necessários para isso. Sim, criar uma boa estratégia demanda bastante estudo do mercado e cenário que a empresa está no momento, mas o conceito em si ficou mais complexo do que deveria. Sim, o que é simples não significa que é fácil, eu sei. Por isso, se você quer se aprofundar no tema (se você trabalha com gestão de produto, recomendo fortemente que seja um expert em saber ler e entender uma estratégia), vou deixar aqui os melhores livros que eu já li e que me fizeram descomplicar esse bicho de 7 cabeças. Essa não é uma lista extensiva, mas também nem acho que você precisa ficar lendo dezenas de livros e artigos. Se tiver que escolher, leia os três primeiros, que te darão um conhecimento muito aprofundado sobre o tema já. _This post is for paying subscribers only._ ### Product Manager e sua importância na construção de produtos digitais de sucesso: Reconhecendo a equipe por trás das conquistas URL: https://productoversee.com/blog/a-importancia-do-papel-do-product-manager-na-construcao-de-produtos-de-sucesso-reconhecendo-a-equipe-por-tras-das-conquistas/ Last updated: 2023-09-07T10:45:22.000Z No cenário empresarial contemporâneo, a função de Product Manager se destaca como um papel de extrema responsabilidade. A tarefa de fornecer um produto que atenda tanto às necessidades dos usuários quanto aos objetivos de crescimento do negócio é amplamente reconhecida. No entanto, é crucial lembrar que, por trás desse desafio, está uma equipe de profissionais que torna tudo isso possível. Este artigo explora a centralidade do Product Manager na construção de produtos, e destaca a importância de reconhecer e valorizar a contribuição da equipe multidisciplinar envolvida no processo. ### O Papel Vital do Product Manager O Product Manager (PM) é a peça central na engrenagem da criação de um produto, atuando como a interface entre diversas partes interessadas. É ele quem lida com os elogios e as demandas resultantes das entregas. No entanto, muitas vezes, as funções essenciais para o sucesso do produto, como desenvolvedores, designers, copywriters e analistas de dados, não recebem o reconhecimento merecido. A equipe por trás das cenas, que contribui com conhecimento e dedicação, pode sentir-se desvalorizada, uma vez que a atenção tende a se concentrar naqueles que possuem maior interação e visibilidade. ### O Líder em Ação Embora não seja necessário ostentar oficialmente o título de líder de equipe, agir como um líder pode impactar significativamente a dinâmica do grupo. Um líder não se limita a atribuir tarefas e estabelecer metas; ele inspira, motiva e orienta os membros em direção ao sucesso, enriquecendo o crescimento e a eficácia do coletivo. Reconhecer a importância de cada indivíduo e compartilhar elogios publicamente, por exemplo, através de menções em plataformas internas, é uma maneira poderosa de demonstrar valorização. _This post is for subscribers only._ ### Como se preparar para uma entrevista na área de produtos? URL: https://productoversee.com/blog/como-se-preparar-entrevista-area-produto/ Last updated: 2023-09-06T10:45:16.000Z Durante os últimos 10 anos da minha carreira profissional eu perdi as contas de quantas entrevistas de emprego eu já fiz. Desde entrevistas 100% online, a 100% presencial, por telefone, por vídeo chamada e nos últimos 3 anos tenho me dedicado às entrevistas na área de tecnologia, mais especificamente sobre a área de Produtos. No início do ano me vi numa situação de desalocação, e voltei para mercado crente que encontraria uma vaga logo logo, afinal de contas eu tinha tudo que um profissional de alto nível precisava: referências, indicações, histórico de várias empresas grandes, experiência e inglês. Mas não foi tão fácil assim! Foram 3 longos meses nessa busca, e com eles aprendi algumas coisas que eu gostaria de compartilhar com vocês aqui, que podem ajudar na hora de fazer uma boa entrevista. Como sei que existem muitas pessoas nesta situação que descrevi acima, e/ou tentando iniciar nessa carreira, me vi no papel de tentar ajudar meus colegas de profissão. O mercado não está fácil, as vagas são limitadas, então qualquer mínimo destaque pode fazer a diferença. Vamos às dicas? ## Se prepare para a entrevista - Institucional É muito importante que ao passar por todas as etapas de testes (quando houverem), triagem de currículos e início da etapa de conversa, pesquise sobre a empresa que você fará a entrevista. Eu sei que às vezes a gente tem muitas opções e vários desses papos agendados para o mesmo dia, ou para mesma semana. Já cheguei a fazer 5 entrevistas no mesmo dia. Mas, estudar nem que seja 10 minutos antes, sobre a empresa, te ajuda, tanto na condução da conversa, como para te deixar mais inteirado sobre o produto da empresa, sobre a situação dela no mercado e mostra um preparo, que é esperado de um bom Product Manager. _This post is for subscribers only._ ### Manutenção de software: Um guia para Product Managers URL: https://productoversee.com/blog/manutencao-de-software-um-guia-para-gestores-de-produto/ Last updated: 2023-09-05T10:46:10.000Z Todo sistema de software precisa de manutenção e evolução ao longo do seu ciclo de vida. Assim como as obras de engenharia tradicionais, o software demanda cuidados constantes para assegurar seu funcionamento adequado, a correção de problemas e a adaptação às mudanças nas necessidades dos usuários. Para um pessoa Product Manager, é fundamental saber gerenciar os momentos de manutenção, pois eles podem trazer impactos significativos, positivos ou negativos, para o produto. Neste artigo, vamos discutir os diferentes tipos de manutenção de software e como eles afetam a evolução dos sistemas**.** Também vamos apresentar as estratégias para otimizar o desempenho do software ao longo do tempo, buscando garantir sua eficácia e acompanhar o ritmo das inovações tecnológicas. Vamos lá? ### Contexto e Tipos de Manutenção Antes de falar sobre manutenção de software, é preciso entender que existem diferentes tipos, cada um com uma finalidade específica. Alguns servem para consertar erros, outros para possibilitar o crescimento do produto. Cada tipo de manutenção tem suas particularidades e demandam uma análise cuidadosa antes de serem executadas, pois podem envolver muito trabalho e dedicação da equipe. Também é importante destacar que, na maioria das vezes, **a pessoa gestora de produto não é o responsável por definir qual tipo de manutenção será feita e como o processo ocorrerá**. Essa decisão cabe ao líder técnico da equipe, que tem mais conhecimento e contexto sobre o assunto. Afinal, as manutenções podem ser complexas e afetar toda a arquitetura da empresa. O papel da pessoa gerente de produto, é compreender a razão da manutenção, entender seu objetivo e avaliar seu impacto no negócio. Saber o momento certo para incluir a manutenção no planejamento é essencial para não perder a oportunidade, especialmente quando a escalabilidade de um serviço depende, por exemplo, de uma refatoração. Agora, vamos ver os diferentes tipos de manutenção e alguns exemplos de produtos e situações que podem exigir essas abordagens. ### Corrigindo Bugs e Falhas _This post is for subscribers only._ ### Guia básico de lançamento de features para PMs: Canary, Dark Launches e mais URL: https://productoversee.com/blog/guia-basico-de-lancamento-de-features-para-pms-canary-dark-launches-e-mais/ Last updated: 2023-09-04T10:45:04.000Z Na era dos produtos digitais, a inovação é o cerne da questão. No entanto, a maneira como essa inovação é apresentada aos usuários é igualmente crucial. Para os Product Managers (PMs), não apenas compreender, mas dominar os métodos de lançamento e sua avaliação subsequente é vital. Neste guia, desvendamos as técnicas mais populares e fornecemos insights avançados para ajudá-lo a escolher a estratégia mais adequada ao seu contexto. A decisão de lançar uma nova feature é complexa e multifacetada. As respostas para perguntas como **"Quem são os usuários-alvo?"**, "Como esta feature os beneficiará?" e **"Quais riscos ela apresenta?"** determinarão o método de lançamento mais apropriado. E, após o lançamento, a avaliação meticulosa de seu impacto é imperativa. ## Vamos explorar algumas destas técnicas: ### 1️⃣ 🐤 Canary Releases Imagine que seu software é um show ao vivo, e você deseja testar uma nova canção. Em vez de tocar para todo o estádio, você começa tocando em um pequeno palco para um grupo selecionado. No mundo do software, essa música é uma nova função. Ao liberá-la para apenas um pequeno percentual de usuários, você pode monitorar sua performance e eventuais bugs em tempo real. Isso é feito controlando o tráfego e direcionando certos usuários para a nova funcionalidade. ### 2️⃣ 🔵🟢 Blue/Green Deployment Pense em dois palcos de show, um ao lado do outro. Enquanto uma banda toca no palco azul, outra se prepara silenciosamente no palco verde. Quando a banda verde estiver pronta, a luz do palco azul se apaga e a do verde acende instantaneamente. Aqui, temos dois ambientes de produção. O "Blue" é o ambiente ao vivo, e o "Green" é a cópia onde novos recursos são implementados e testados. Uma vez confirmado que tudo no Green funciona corretamente, o tráfego é imediatamente redirecionado para lá, tornando-o o novo ambiente ao vivo. ### 3️⃣ 🚦 Feature Toggles _This post is for subscribers only._ ### Quando devo priorizar Débitos Técnicos e Bugs URL: https://productoversee.com/blog/quando-devo-priorizar-debitos-tecnicos-e-bugs/ Last updated: 2023-09-01T10:46:46.000Z A resposta rápida é: depende do objetivo do ciclo. Eu sempre ancoro a priorização de acordo com o objetivo de negócio e produto que queremos atingir naquele ciclo. Qualquer coisa fora disso, precisa ser conversado e tratado como uma mudança de plano. Contudo, precisamos viver na realidade, onde há improvisos, problemas e acidentes de percurso, logo, temos que deixar um espaço nessas priorizações para as mudanças de planos. **Meu checklist para fazer a priorização de pastéis, bugs e débitos técnicos:** _This post is for paying subscribers only._ ### Pesquisadores revelam vulnerabilidades no sistema de bilhetagem do metrô de Boston URL: https://productoversee.com/blog/pesquisadores-revelam-vulnerabilidades-no-sistema-de-bilhetagem-do-metro-de-boston/ Last updated: 2023-08-31T18:01:42.000Z Na [DEF CON 2023](https://www.youtube.com/playlist?list=PL9fPq3eQfaaCb7d8v5OZDAFUWHcq0V3Fq&ref=productoversee.com), a palestra de dois estudantes sobre vulnerabilidades no metrô de Boston deu o que falar. Durante 2 anos, a dupla trabalhou em uma pesquisa que demonstra a possibilidade de clonar cartões, fazer recargas ilimitadas e atribuir funções especiais para obter benefícios como viagens gratuitas ilimitadas. Mas essas vulnerabilidades não são tão recentes quanto se imagina! Não é de hoje que o metrô de Boston é assunto nas edições da DEF CON: um dos maiores escândalos da história da conferência já envolvia as falhas de segurança na bilhetagem do metrô. Quer saber o desfecho dessa história? Leia a seguir! ## Vulnerabilidades no Metrô de Boston: uma velha história Há exatos 15 anos, em agosto de 2008, pouco antes de um grupo de estudantes do MIT planejar dar uma palestra na conferência sobre um método que encontraram para conseguir viagens gratuitas no sistema de metrô de Boston, a MBTA (Autoridade de Transporte da Baía de Massachusetts) os processou e obteve uma ordem de restrição para impedi-los de subir ao palco. A palestra foi cancelada, mas não antes que os slides dos hackers fossem amplamente distribuídos aos participantes da conferência e publicados na internet. A partir destes registros, Matty Harris e Zachary Bertocchi, dois estudantes da Medford Vocational Technical High School, estavam no metrô de Boston quando Harris contou a Bertocchi sobre um artigo da Wikipedia que leu sobre o ocorrido. Foi então que surgiu a ideia de replicar o trabalho dos hackers do MIT, a fim de verificar se o problema persistia. Depois de uma longa jornada de testes, o desfecho da história foi surpreendente e os levou até os palcos da DEF CON em 2023: o metrô não havia corrigido o problema de 15 anos atrás! ## Clonagem de cartões e créditos falsos Com a ajuda de outros dois amigos hackers, a dupla de estudantes não só replicaram os truques dos hackers do MIT de 2008, mas foram além. Como os cartões de tarja magnética pesquisados pela equipe de 2008 foram descontinuados, o grupo de adolescentes estendeu as pesquisas para fazer uma engenharia completa dos novos modelos de cartão por aproximação, chamado CharlieCard. Mesmo com a mudança no modelo dos cartões, os hackers conseguiram não só adicionar qualquer quantia de dinheiro a estes cartões, bem como designá-los como um cartão de estudante, de idoso e até de colaborador da MBTA, conseguindo viagens com descontos e, no último caso, viagens gratuitas ilimitadas. Para demonstrar o resultado da pesquisa, os adolescentes chegaram ao ponto de criar sua própria vending machine portátil – um pequeno dispositivo touchscreen com um sensor de cartão RFID, que permite adicionar qualquer valor que desejarem a um CharlieCard ou alterar suas configurações. ## Como foi realizada a clonagem dos cartões? Os estudantes afirmaram que, quando iniciaram suas pesquisas em 2021, estavam apenas tentando replicar a pesquisa de hacking do CharlieTicket da equipe de 2008, mas quando a MBTA eliminou gradualmente esses cartões com tarja magnética, eles passaram a estudar o funcionamento interno dos CharlieCards. Após meses de tentativas e erros com diferentes leitores RFID, eles finalmente conseguiram despejar o conteúdo dos dados nos cartões e começar a decifrá-los. Ao contrário dos cartões de crédito ou débito, cujos saldos são rastreados em bancos de dados externos, e não nos próprios cartões, os CharlieCards armazenam, na verdade, cerca de um quilobyte de dados em sua própria memória, incluindo seu valor monetário. Para evitar que esse valor seja alterado, cada linha de dados na memória dos cartões inclui uma “soma de verificação”, uma sequência de caracteres calculada a partir do valor usando o algoritmo não divulgado do MBTA. Comparando linhas idênticas de memória em cartões diferentes e observando seus valores de checksum, os hackers começaram a descobrir como funcionava a função de checksum. Eles finalmente conseguiram calcular somas de verificação que lhes permitiam alterar o valor monetário de um cartão, juntamente com a soma de verificação que faria com que um leitor Charlie Card o aceitasse como válido. A partir disso, calcularam uma longa lista de somas de verificação para cada valor, de modo que pudessem alterar arbitrariamente o saldo do cartão para qualquer valor que escolhessem. A pedido da MBTA, eles não estão divulgando essa tabela, nem os detalhes de seu trabalho de engenharia reversa de checksum. ## A resposta da MTBA Em contraste com a atitude de 2008, a MBTA não ameaçou processar os estudantes, nem tentou evitar a palestra na DEF CON. Em vez disso, convidou-os à sede da autoridade de transportes no início deste ano para fazer uma apresentação sobre as vulnerabilidades que encontraram. Então, a MBTA pediu educadamente que ocultassem parte de sua técnica para dificultar a replicação de outros hackers. Os hackers dizem que a MBTA não corrigiu realmente as vulnerabilidades que descobriram e, em vez disso, parece estar esperando por um sistema de cartão de metrô totalmente novo que planeja lançar em 2025, alegando que a vulnerabilidade não representa um risco iminente que afete a seugrança, interrupção do sistema ou que viole dados pessoais. Matty Harris, um dos estudantes que realizou a pesquisa, afirmou que está satisfeito com a atitude da MBTA ao não adotar uma abordagem tão rígida quanto ocorreu em 2008\. “Se eles não tivessem feito isso”, diz Harris, “não estaríamos aqui”. ### O poder do equilíbrio nas relações de trabalho URL: https://productoversee.com/blog/o-poder-das-parcerias-para-um-product-manager/ Last updated: 2023-10-31T19:14:38.000Z Product Managers são solitários. Ouvindo isso, sempre lembrava-me dessa frase: > “Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe”. > \- Clarice Lispector - Será que realmente é necessário ser solitário? ## Minha trajetória. Uma Gerente de Projetos em Produtos Digitais Migrei da área de projetos para produtos, com isso, eu trouxe alguns vícios da minha rotina, como por exemplo, a responsabilidade de controlar recursos técnicos e pessoas (nunca chamei pessoas de recursos), planejar prazos, reportar entregas e ter muita, mas muita preocupação com o custo de cada coisa. Sei que algumas responsabilidades são bem parecidas com a área de produtos, mas nos projetos em que trabalhei, eram principalmente realizados por consultorias de TI, modelos “body shop” de trabalho, projetos fechados de implantação e pós, de produtos maduros, onde eu estava do lado como consultoria, e em outros lugares, eu era um time interno de projetos que contratava o serviço. Nesses contextos, eu tinha uma relação muito distante das pessoas, pois praticamente eram consultores que prestavam serviços. Minha maior preocupação era com a satisfação do cliente e o pagamento do projeto (realidade). No mundo de projeto, tudo é bem dividido, principalmente porque as consultorias trabalham com várias frentes de negócio, que são precificadas de diferentes formas, onde muita grana é envolvida. ***Quando comecei em produtos digitais, comecei errando muito.*** Queria ter esse mesmo controle sozinha, principalmente as competências de: UX, Negócios e Tecnologia, que em 2017 eram as disciplinas que eu aprendi em minha migração de carreira. Sentia-me altamente cobrada em saber de tudo. Fiz cursos de UX, programação e estudei sobre liderança de pessoas. Mas e “negócio”? A responsabilidade de conhecer o negócio de uma empresa requer trabalho em equipe! Consigo lembrar exatamente como me senti, quando percebi que eu não sabia muito sobre o negócio da empresa, e precisava de ajuda de outras pessoas. Então decidi mudar! ## Parcerias iniciais de ouro, no dia a dia de um product manager ### Time comercial e Customer Success Estar com o cliente era meu fator de confiança. Em projetos, eu já estava acostumada a lidar com situações boas e péssimas de relacionamento, então aqui era minha zona de conforto. Posso afirmar que me aproximar diariamente das áreas de comercial e customer success (ou atendimento ao cliente como você pode conhecer), foi importantíssimo para reconhecer limitações e falhas do produtos no mercado, e também trouxeram oportunidades desafiadoras e promissoras para o negócio, onde o olhar de um PM é fundamental para viabilização ou inviabilização. ### O Product Designer O desafio era construir um produto do zero, e aqui o conhecimento da disciplina de experiência do usuário, é usada fortemente. Como Product Manager, cheguei a fazer inúmeras entrevistas com usuários, visitas em campo e entendimento da dor. Mas quando me aproximei de um Designer, minha forma de pensar se expandiu milhares de vezes, e pude reconhecer sua importância ao meu lado. Cocriamos, rabiscamos sozinhas, com o time e com os usuários. A produtividade evoluiu muito, e logo finalizamos a primeira versão do produto. Houveram dias em que, por motivos de volume de demandas, a pessoa designer precisou ajudar em outros times, mas mesmo assim, nela encontrei alguém para dividir minhas dúvidas de negócio, em uma posição nem acima nem abaixo da minha, mas de igual para igual, e sem julgamentos. Em produtos de interface, ou técnicos, é possível trabalhar em conjunto com um Product Design. Seja na experiência da pessoa desenvolvedora, documentação do seu produto API, melhorias ou inovações. Então, se por algum motivo a sua relação com um PD está abalada, ou nem existe, mude isto. Invista na sua boa relação. Talvez seja a hora de sair um pouco da sua zona de controle, e começar a ouvir este profissional tão importante para o produto. ### O Tech Lead Essa figura não tem noção do quanto é importante para nós, PMs. Os Tech Leads com quem eu tive o prazer de trabalhar, eram apaixonados pelo o que faziam. Amavam codar, ajudar e ensinar o time nos desafios do produto. No começo da minha carreira, lembro de procurar o Tech Lead quando o calo apertava. Quando, no meu contexto, éramos cobrados por estimativas e desempenho do time, ou até mesmo, pela contratação de pessoas desenvolvedoras. Hoje, posso afirmar que o Tech Lead é uma das primeiras pessoas que eu procuro ouvir logo quando chego em um ambiente novo de trabalho. Para mim, este profissional traz transparência sobre a realidade técnica do produto, e apesar de colocar meus pés no chão muitas vezes, também foi a pessoa que mais comprou as oportunidades de produtos que construímos. Suas palavras, mesmo que poucas, traziam confiança e direção para o time e para mim, em momentos de grandes desafios técnicos. Sua criatividade, hackeava dificuldades e tornava simples a solução de muitos problemas complexos. Vocês são essenciais não só para o time, mas para nós PMs. Em alguns momentos, precisei trabalhar sem um PD dedicado ao time, e um Tech Lead que na verdade era um desenvolvedor sênior. Posso afirmar que, todos os trabalhos que realizamos juntos e focados foram bem sucedidos. ### PMM - Product Marketing Manager _This post is for subscribers only._ ### Não é um problema de prioridade, mas de clareza URL: https://productoversee.com/blog/nao-e-um-problema-de-prioridade-mas-de-clareza/ Last updated: 2023-08-30T10:46:34.000Z Às vezes tratamos como uma questão de priorização problemas de outra natureza, onde é necessário primeiro ter maior transparência e entendimento (i.e., clareza de como um "sistema" de entrega de trabalho deve funcionar). _This post is for subscribers only._ ### Além das métricas: como fazer priorização de produto ouvindo o cliente URL: https://productoversee.com/blog/alem-das-metricas-como-fazer-uma-priorizacao-do-seu-produto-ouvindo-o-cliente/ Last updated: 2023-08-30T10:45:34.000Z ### Existem muitas nuances que devem ser levadas em consideração quando vamos priorizar iniciativas em um produto. Quando ele já tem [maturidade suficiente para coleta de dados](https://productoversee.com/racionalizando-dados-como-seu-produto-pode-coletar-o-que-e-necessario/) (porque a vida real nem sempre é assim), identificar o que realmente vai impactar esses dados costuma ser tratado como prioridade. Essa é a análise racional de gerenciar um produto. E ela faz muito sentido. As iniciativas conhecidas como *metric movers* claramente estão alinhadas com o negócio, portanto, são importantes. Mas existe um fator que nem sempre é levado em consideração quando olhamos de forma pragmática para as *metric movers*: a satisfação e a realização dos desejos dos nossos usuários. ‘Ah, Tiago, [NPS serve pra quê então?](https://productoversee.com/a-morte-do-nps/)’. Embora seja uma métrica que tenha o seu valor, o NPS serve mais para entender se o que estamos entregando é minimamente satisfatório do que um indício do que desejamos para qualidade. As perguntas em aberto de uma pesquisa NPS podem ser valiosas para entender o que os usuários gostariam que o produto tivesse, mas este é apenas um entre vários outros meios de coletar *feedback*. Muitas vezes o *feedback* vem de *tickets* abertos no Suporte, em [conversas exploratórias de *discovery*](https://productoversee.com/da-pra-ser-mais-rapido-com-discovery-saiba-como/), em avaliações das lojas de aplicativo, em conversas com os times Comercial, Atendimento e Customer Success da sua empresa - que, no B2B, costumam ter contato mais próximo com os clientes. Independente da forma que as requisições e desejos de clientes chegam para os times de produto, é importante saber filtrá-las e trazê-las para a priorização do seu produto. _This post is for subscribers only._ ### Como tornar suas entrevistas com usuários mais eficazes? URL: https://productoversee.com/blog/como-tornar-suas-entrevistas-com-usuarios-mais-eficazes/ Last updated: 2023-08-29T10:45:28.000Z Conduzir pesquisas eficazes exige foco na decisão, segmentar a audiência, discussões pós-entrevista e documentação detalhada. _This post is for subscribers only._ ### Nova ferramenta do Google? Saiba mais sobre o teste de IA para notícias e artigos URL: https://productoversee.com/blog/nova-ferramenta-do-google-saiba-mais-sobre-o-teste-de-ia-para-noticias-e-artigos/ Last updated: 2023-08-28T17:44:23.000Z Google testa nova ferramenta de IA para notícias e artigos. Executivos de grandes veículos de comunicação já tiveram um spoiler. Confira tudo! _This post is for subscribers only._ ### Pensamento Estruturado - Habilidade para melhorar a clareza e coesão na descoberta de problemas e oportunidades URL: https://productoversee.com/blog/pensamento-estruturado-habilidade-para-melhorar-a-clareza-e-coesao-na-descoberta-de-problemas-e-oportunidades-artigo-de-felipe-martins/ Last updated: 2023-08-28T10:45:25.000Z Não podemos pensar em solução se não sabemos tudo (ou quase tudo) sobre o problema. A frase acima parece óbvia, e é! Afinal, nós, pessoas de produto sabemos (ou deveríamos saber) que precisamos investigar e dissecar ao máximo determinado problema ou oportunidade antes de partimos para o campo da solução. Mas qual habilidade nos ajuda a potencializar esse processo? Há alguns dias atrás pude participar da imersão PM Start idealizada pela Produtos incríveis. Foram dois dias intensos de muita troca e aprendizado, e gostaria de compartilhar um dos vários aprendizados que tive nesses dias. ## **O que é pensamento estruturado ?** Não existe uma definição exata para o termo "Pensamento Estruturado” mas, olhando para o significado das palavras de forma isolada, podemos entendê-lo como: > Elaboração mental(Pensamento) - Organizada (Estruturado) - *interpretação livre --*[ https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/Estruturado/](https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/Estruturado/?ref=productoversee.com) Facilitando ainda mais a compreensão, o pensamento estruturado é uma habilidade mental que permite compreender, resolver problemas e tomar decisões de maneira mais eficiente e efetiva. Ele nos ajuda a dividir um problema complexo em partes menores e mais gerenciáveis. Ao fazer isso, podemos identificar as relações entre essas partes e entender como elas se conectam para formar um todo coerente. Essa abordagem nos permite visualizar as interconexões e padrões que podem não ser óbvios à primeira vista, facilitando a identificação de direcionadores ou insights relevantes. ## **Pensamento estruturado no dia a dia da pessoa de produto** _This post is for subscribers only._ ### Geoffrey Hinton, o "padrinho" da IA, prevê um futuro brilhante para a inteligência artificial URL: https://productoversee.com/blog/geoffrey-hinton-o-padrinho-da-ia-preve-um-futuro-brilhante-para-a-inteligencia-artificial/ Last updated: 2023-08-25T10:45:56.000Z Abordagem analógica para o desenvolvimento de IAs é um dos caminhos vislumbrados pelo cientista de dados para que a tecnologia seja mantida sob maior controle humano. Com o rápido avanço no desenvolvimento de inteligências artificiais, como o Chat GPT e o [Bard](https://productoversee.com/bard-o-llm-do-google-e-lancado-no-brasil-veja-as-primeiras-impressoes/), é natural que surjam dúvidas do potencial alcance que a tecnologia pode ter de forma independente da inteligência humana. Junto com isso, questionamentos acerca dos riscos que essas descobertas podem trazer para o mundo e para o homem também são colocadas em xeque. Diante de um cenário de incertezas e de altas expectativas, o padrinho da IA, Geoffrey Hinton, se posicionou em relação ao futuro tecnológico e o que ele espera quando o assunto é o desenvolvimento de LLMs, aprendizado de máquinas e pesquisas em IA. Continue com a gente e entenda tudo o que Hinton pensa sobre os avanços recentes da área, quais são os desafios que ele prevê e quais são os receios do especialista. ## 4 constatações de Geoffrey Hinton sobre o futuro da IA Em maio de 2023, o cientista da computação e psicólogo Geoffrey Hinton [pediu demissão do Google](https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/pioneiro-da-inteligencia-artificial-sai-do-google-para-alertar-sobre-perigos-tecnologicos/?ref=productoversee.com) por entender que os riscos da IA precisavam ser trazidos a público e que ele precisava fazê-lo sem considerar os impactos que sua até então empregadora sofreria. _This post is for paying subscribers only._ ### PM é um ser tático, não estratégico, nem de execução URL: https://productoversee.com/blog/pm-e-um-ser-tatico-nao-estrategico-nem-de-execucao/ Last updated: 2023-08-30T19:36:11.000Z [Fiz esse post no Linkedin](https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:7098790853355200512/?ref=productoversee.com) esses dias (confesso, fui provocador!), que lendo os comentários, me fez pensar em como as empresas (e até profissionais da área), tem uma visão muito diferente da minha sobre posicionamento do PM. Disclaimer: a visão que eu estou expondo abaixo é um cenário a ser perseguido. Muitas empresas não operam nesse formato, não por que não sabem, mas por que não querem. Elas já atuam num formato que faz sentido para elas. No final do dia, devemos operar no formato que conseguimos extrair mais resultado pro negócio como times. Se esse formato é tendo um BA e um PO no time, tudo bem. Mas, do meu ponto de vista, é um caminho menos eficaz e eficiente de se trilhar. Na minha visão, Product Managers cuidam do tático. Nem mais, nem menos. E tático, para mim, é basicamente, PLANEJAMENTO. E se ele já está PLANEJANDO, quer dizer que nesse ponto ele já sabe O QUE impactar. Agora, ele vai planejar O QUE fazer e QUANDO fazer. o COMO fazer é com o time. O COMO fazer se distribui em DISCOVERY e DELIVERY. Sim. O discovery, para mim, é uma forma para o time descobrir COMO fazer. É aqui que entra pesquisa, benchmark de solução, POCs e SPIKES. Essencialmente, um trabalho para Designers e Devs. ![](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--154jrfMN--/v1692621515/obsidian/yaknht3jbstdpdrypdpb.png) _This post is for paying subscribers only._ ### Answer Box: Google testa nova forma de exibir respostas rápidas nos resultados de busca URL: https://productoversee.com/blog/answerbox-google-testa-nova-forma-de-respostas-rapidas-nos-resultados-de-busca/ Last updated: 2023-08-24T15:26:45.000Z # Possíveis mudanças nos resultados de busca podem oferecer respostas mais rápidas aos usuários. Porém, o impacto da Answer Box para a visibilidade dos sites e tráfego orgânico preocupa. Desde o início de 2010, o [Google](https://productoversee.com/ia-generativa-e-o-grande-destaque-do-google-i-o-2023-voce-ainda-tinha-duvidas/) vem adotando aos poucos uma visão diferente nos resultados de busca, retirando todo o foco em links e adicionando respostas que podem ser consultadas diretamente na página de resultados, como os snippets e as perguntas frequentes. Seguindo este caminho, a big tech acaba de anunciar o início dos testes do Answer Box, uma nova forma de organizar os resultados de busca por meio de respostas rápidas. Mas qual o impacto dessa mudança para o mercado digital? Vamos entender a seguir! ## Mudanças nos resultados de busca: mais perto do que imaginamos Embora a recente notícia sobre o Answer Box tenha colocado o mercado em alerta, a verdade é que a transformação silenciosa do Google já vem acontecendo há certo tempo. Uma investigação de 2020 da [The Markup](https://themarkup.org/google-the-giant/2020/07/28/google-search-results-prioritize-google-products-over-competitors?ref=productoversee.com) descobriu que quase metade da página de resultados para celular do Google nas consultas mais populares era ocupada por links para as próprias propriedades do Google por meio de seções como “painel de conhecimento”, “as pessoas também perguntam” e “snippets em destaque”. ## O anúncio oficial do Google: a chegada da Answer Box Nos últimos dias, no entanto, as intenções do Google ficaram mais claras. A big tech anunciou, com grande alarde, que está experimentando injetar IA generativa na página de resultados. Isso permitirá que o Google apresente respostas para consultas mais oblíquas, como "me diga o que torna a música dos Beatles única ou especial" ou "escreva um poema usando os títulos de faixas inéditas do Beatles", consultas que agora podemos associar mais ao [ChatGPT](https://productoversee.com/a-experiencia-do-usuario-como-fator-determinante-para-o-sucesso-do-chat-gpt-3-3/). A grande preocupação de especialistas de mercado em relação a este pronunciamento está centralizada em dois pontos. ### 1 - O impacto da Answer Box no tráfego orgânico e visibilidade dos sites O prejuízo financeiro que a Answer Box pode causar nos negócios que dependem de tráfego orgânico podem ser estrondosos e já é um sinal de alerta que preocupa o mercado. Desde [e-commerces de varejistas](https://productoversee.com/por-que-bancos-querem-ser-varejo-e-vender-produtos-de-e-commerce/) até portais de conteúdo podem ver uma significativa defasagem nos seus resultados de negócios caso a nova forma de oferecer resposta rápida entre em vigor em sua totalidade. Caminhos alternativos para geração de tráfego precisarão ser explorados. Porém, dada a importância do Google na fatia de visibilidade dos sites atualmente, fica a pergunta: quem cobrirá esta lacuna? ### 2 - O impacto de longo prazo na forma como a sociedade consome conteúdo. A grande preocupação em relação aos rumos do Google levantam novamente [discussões éticas sobre inteligência artificial](https://productoversee.com/ia-a-salvadora-do-nosso-mundo/) que já estavam sendo levantadas desde o lançamento do ChatGPT. Ao entregar as respostas de forma cada vez mais sintetizada, as jornadas de pesquisa e consumo de informação geram impacto em toda a sociedade. A construção do conhecimento, a produção de conteúdo e a linguagem humana podem sofrer mutações drásticas e definitivas para o futuro da humanidade. Questionar, receber respostas insuficientes e refazer perguntas faz parte da construção do conhecimento desde que o mundo é mundo. A questão é: ao receber exatamente as respostas que estamos procurando, estaremos perdendo a oportunidade de adquirir novos conhecimentos? Resta acompanhar as cenas dos próximos capítulos e ver como a Answer Box se desenrolará! ### O mapeamento de possíveis futuros: A metodologia três ondas URL: https://productoversee.com/blog/o-mapeamento-de-possiveis-futuros-a-metodologia-tres-ondas/ Last updated: 2023-08-24T10:45:49.000Z Já ouviu falar no conceito de future literacy? Segundo o [World Economic Forum](https://www.weforum.org/agenda/2020/08/the-four-skills-to-make-the-world-better-after-covid-19/?ref=productoversee.com), essa é a habilidade mais importante de profissionais pós-pandemia. Em uma definição prática, esse conceito transmite a capacidade de pensar em múltiplos futuros e possibilidades, e não apenas em um mais provável ou único. Trazendo para a realidade de produtos, podemos associar essa habilidade durante a etapa de *Discovery*, quando profissionais como PO e PM precisam ter uma visibilidade aprofundada dos possíveis concorrentes e novas *features* dos mesmos: **a visibilidade do posicionamento do mercado ajuda na identificação de oportunidades e formas cada vez mais assertivas para criação de diferenciações** (além da adaptação a novas tecnologias e conceitos). Em um contexto VUCA essa visão pode parecer complexa, uma vez que muitas vezes temos concorrentes diretos, indiretos, players com possíveis produtos substitutos ou ainda transversais (que podem não atuar no momento no mesmo segmento, mas futuramente podem fazer esse tipo de movimento em caso de baixas barreira de entrada do mercado em questão). Por conta desse cenário é de extrema importância termos uma visão abrangente que não se limite apenas aos concorrentes e soluções óbvias que transitam no universo de nossa organização: é necessário olhar adiante. Já existem diferentes frameworks aplicados a essa conjuntura: os [três horizontes de inovação da Mckinsey](https://www.mckinsey.com/capabilities/strategy-and-corporate-finance/our-insights/enduring-ideas-the-three-horizons-of-growth?ref=productoversee.com), divididos levando em consideração o foco da empresa em questão, ajuda por meio da criação de um gráfico onde o eixo vertical corresponde ao crescimento, e o eixo horizontal representa o tempo. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/08/Horizontes-de-inova--o-da-Mckinsey.png) *Framework dos três horizontes da Mckinsey, visando mapear iniciativas de acordo com três focos distintos.* A matriz de ambição de inovação (ou [Innovation Ambition Matrix](https://hbr.org/2012/05/managing-your-innovation-portfolio?ref=productoversee.com)) da HBR (Harvard Business Review) é outro exemplo: um método para ajudar na visibilidade de todas as informações importantes para serem levadas em consideração em relação a priorização e orientação das iniciativas de inovação a serem realizadas pela organização. Basicamente, a matriz identifica três níveis de inovação que vão do incremental (*core business*), o adjacente (expansão dos negócios existentes para novo negócios da empresa) até o disruptivo/transformacional (desenvolvimento de novos produtos e serviços para mercados até então não explorados pela organização), conforme exemplo visual abaixo. _This post is for subscribers only._ ### Como o Mercado Eletrônico modernizou o seu Ecossistema de APIs em 5 meses URL: https://productoversee.com/blog/como-o-mercado-eletronico-modernizou-o-seu-ecossistema-de-apis-em-5-meses/ Last updated: 2023-08-23T10:45:44.000Z Essa é a narrativa da jornada de modernização da estrutura de APIs do Mercado Eletrônico. Uma breve história desde as integrações em formato SOAP até a adoção de abordagens mais modernas, como a interface REST e outras tecnologias complementares. E como fizemos tudo isso acontecer em apenas 5 meses. ## Parte 1: O Início de Tudo No mercado de tecnologia, já é sabido que a ideia por trás das APIs existe desde o início da computação. Todavia, nos últimos 10 anos, elas cresceram significativamente não apenas em número, mas também em sofisticação, como a própria Deloitte deixa claro [nesse artigo](https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/in/Documents/Consulting/in-consulting-api-thought-leadership-noexp.pdf?ref=productoversee.com) de abril de 2021. As APIs estão se tornando cada vez mais dimensionáveis, monetizadas e onipresentes. O Mercado Eletrônico já utilizava esse método de interação entre serviços há algum tempo. Nós tínhamos diversas APIs projetadas especificamente para integrações usando XML, ou seja, APIs baseadas em SOAP. Foi em 2022, que começamos a enfrentar desafios com estas APIs. Elas geravam problemas de complexidade, baixa performance e difícil manutenção. Além de não proporcionarem uma boa experiência para os desenvolvedores. Muitos clientes tinham a intenção de integrar seus softwares ao nosso ecossistema, mas a nossa tecnologia era insuficiente e, consequentemente, pouco atrativa. Decidimos embarcar na jornada de modernização das nossas APIs para proporcionar uma experiência mais eficiente para os nossos usuários. ## Parte 2: Adotando uma Abordagem Moderna _This post is for subscribers only._ ### A Mistura perigosa: Quando Product Managers tornam-se somente Delivery Managers URL: https://productoversee.com/blog/a-mistura-perigosa-quando-product-managers-se-tornam-somente-delivery-managers/ Last updated: 2023-08-22T10:45:38.000Z Há algum tempo, venho percebendo um equívoco recorrente no mundo corporativo: a transformação inapropriada de Product Managers em Delivery Managers. Esse texto é para que empresas e profissionais não se deixem cair nesta armadilha corporativa. Na realidade empresarial atual, noto uma situação preocupante: nós, Product Managers, com nosso amplo espectro de competências, somos contratados e, frequentemente, acabamos exercendo somente as funções de Delivery Managers. Na minha visão, isso desvia significativamente de nosso potencial. Como a Cinderela, muitos de nós somos convencidos a desviar de nossa vocação e nos adaptar a um papel que pode não aproveitar ao máximo nossas habilidades. Como Product Manager, estou ciente de que somos especialistas em 'discovery', um papel fundamental na criação de produtos bem-sucedidos. Marty Cagan, em seu aclamado "Inspired: How To Create Tech Products Customers Love", destaca que um PM "descobre um produto que seja valioso, utilizável e viável". Somos os responsáveis por definir a estratégia do produto, compreender as necessidades do cliente e liderar equipes multidisciplinares. No entanto, um componente significativo do nosso trabalho não pode ser ignorado - o envolvimento na entrega do produto. Trabalhamos lado a lado com a equipe de desenvolvimento, assegurando que o produto final esteja alinhado com a visão e os objetivos estratégicos. Infelizmente, percebo que muitas empresas acabam entregando soluções prontas para nós, PMs, nos levando a focar apenas na entrega. Essa prática, além de limitar nossa habilidade de influenciar e moldar o produto desde o início, é como contratar um chef renomado para seguir uma receita pré definida. Considero essa redução do papel do PM ao simples gerenciamento de entregas um erro que muitas empresas, surpreendentemente, persistem em cometer. Por outro lado, o papel do Delivery Manager é essencial, crucial e insubstituível, porém, bastante distinto do nosso. David Anderson, no renomado "Kanban: _This post is for subscribers only._ ### Apresentação com dados . 10 dicas de como contar uma boa história com números URL: https://productoversee.com/blog/apresentacao-com-dados-10-dicas-de-como-contar-uma-boa-historia-com-numeros/ Last updated: 2023-08-21T12:51:57.000Z Comunicar resultados de crescimento, queda, ou a performance do produto em geral, são práticas que devem estar presentes no dia a dia de um *Product Manager.* Por já ter realizado muitas apresentações com dados, em diferentes contextos e acompanhando variados tipos de momentos da jornada do usuário, pude aprender algumas boas práticas que fazem muita diferença na hora de comunicar relatórios. Esse mecanismo, não deve ser utilizado apenas no contexto de tomada de decisões, mas, coloca o produto em um cenário estratégico reforçando os argumentos através dos dados. Cada dia mais, as empresas vem trazendo a importância da cultura *data driven*. Todavia, não é só crucial entender/analisar dados, como também **comunicar** o que eles querem dizer, utilizando este recurso a favor do produto. Obviamente, existem diversas ferramentas que apoiam a visualização de indicadores, como *dashboards* prontos no *Tableau, Data Studio, Power B.I* etc. Contudo, em alguns casos a temática pode ser bem específica, se fazendo necessário conduzir uma narrativa com números. Com isso, listo **10 práticas** que vão te ajudar em apresentações como principal foco: números, análises e resultados: ### 1\. Contexto Em determinados casos, é um erro comum das pessoas partirem direto para análise sem trazer um breve contexto para aquela audiência. **Garanta que todos estejam na mesma página** e o quadro correto sobre a informação seja o mais adequado possível. Desse modo, será feito um melhor aproveitamento do conteúdo. ### 2\. Apresente o objetivo Na sequência, é válido dizer qual é o objetivo do conteúdo que será apresentado, isso bem alinhado com o contexto exposto anteriormente. ### 3\. Traga uma pergunta para ganhar atenção do público Uma prática que ajuda a capturar a atenção da audiência, é trazer uma pergunta que será respondida ao longo da apresentação. Este recurso, pode estimular um maior interesse e curiosidade de ver até o final. ### 4\. Seja crítico com o storytelling Dados contam histórias e você conseguirá utilizar isso ao seu favor, conectando todos os pontos da análise dentro de uma narrativa. Por isso é fundamental que tenha início, meio e fim. ### 5\. Atenção com os gráficos Seja minucioso com os gráficos e atento aos detalhes. Para apoiar, apresento alguns exemplos de gráficos ruins *versus* bons gráficos e algumas dicas. No primeiro exemplo, a ideia é exibir um panorama de vendas de 03 produtos. Podemos identificar, alguns elementos que deixaram o conteúdo extremamente confuso: Fonte e cores, sempre bom utilizar o da empresa ou cores neutras como azul escuro e cinza, para a fonte, recomenda-se a fonte arial; O tipo de gráfico não está adequado, as informações estão sobrepostas, as linhas de grade não deveriam aparecer pois poluem a visão e não transmitem a informação com clareza, visto que tem muitos elementos. Com isso, não deixa em evidência qual o dado relevante. ![](https://lh5.googleusercontent.com/X83JJv8LWOX6JY9wlnyDUZTlFnRBuL4wfV4KVZ3E1SBr_Pj_K-hWJVTWPOAklt8a4xSPCTE9PpoDd_z-j8_oy-BZxdrjothjNM89Wld6V_OmuFReavZj9oCNAhe7QX9uH9TS0oYT_U4ddV8bqrbknZY) Agora, vamos entender como poderíamos melhorar a visualização desses dados. No segundo gráfico, utilizei as colunas empilhadas. Para facilitar a leitura, os números aparecem de acordo com as cores do gráfico. Adicionei o separador de casa decimal dos números, e também algumas cores que poderiam ser da empresa. Além disso, excluí os eixos para que a visualização ficar mais *clean* (trago exemplos genéricos, mas é sempre válido adaptar para o seu contexto); ![](https://lh3.googleusercontent.com/OLkOZyUkl6KGmDdRPY9rQH2MdO2T95Os-3FWuB7TP4cYwxgDcqgc3uRfVsKLYqpFB-2o-DkEhQsygPo57CgfKD5WUjEB-AxrPMPJ-pCCIPmolZ3qYzT_ZmBeiC7I_-yH9UEjEPuswREUC-LUkyPMR5g) Neste outro exemplo, utilizei cores neutras. Por padrão de recomendação, são sempre tons de azul e cinza, de acordo a autora do livro *Storytelling com dados*; ![](https://lh4.googleusercontent.com/uN_IWEwTkVljTdVEU_6MtE5GEV0dp6aCvLMBdEARlqpLIcfHo6SUO9cYzZPWn7jQqXO37hhlgisqoRaAQUFsqMpuT-nkE8W8cmnpntF6_3f0_ilMQ5IsuA28SY6b1EwI8CyycY9zrczByTffiZSw4ko) Agora, caso necessite trazer as vendas totais, segue duas formas de exibir a informação: ![](https://lh5.googleusercontent.com/rJ0-zHPpxuQ1WBoNOx6OuRWw-NmZp-Xp7X6kgFzWWz6ME9ob8AvhwC79IuS-nzNx8vIJqCAS7QV7iXDAYQa9fWtpWrMqTkBiywfY36MKPf6pebAc9cfKaMVps17zTFvGL7EFcqvu4o4R1TE1ahmFbsU) ![](https://lh4.googleusercontent.com/OyVj7BvfY1elmWa7rUXZ3U47FPdbncTxov8kR0iWnvLCflQ0aIjPPdrcc3odQUHKJlolpPu7H7-M8lGcR9fK9cyEtgwIuya5erZ0yhW1Pm9Mpp_lvig7MaQFWcmGcGWg5M6LZbXhI6GNbo03FktrvG4) ### 6\. Foque a atenção no que você gostaria de destacar _This post is for subscribers only._ ### Construa um serviço e não um produto URL: https://productoversee.com/blog/construa-um-servico-e-nao-um-produto/ Last updated: 2023-08-19T21:37:16.000Z --- Este texto é parte do meu livro [Gestão Moderna de Produtos Digitais](https://gestaomodernaprodutosdigitais.com/?ref=productoversee.com). Então, pode ser que não termine com um "fim". Todos os capítulos do [livro podem ser encontrados aqui](https://diegoeis.com/cerebro/?ref=productoversee.com). --- Você não é dono das informações que posta no Twitter. Nem das suas músicas no Spotify. [Nem dos seus livros no Kindle](https://www.nbcnews.com/technolog/you-dont-own-your-kindle-books-amazon-reminds-customer-1c6626211?ref=productoversee.com). Você não é dono de praticamente nada da sua vida digital. Você tem uma licença de uso. Essa é uma característica de uma época onde o valor não está mais no que se possui. A tecnologia mudou a forma com que lidamos com nossas memórias, nossos filmes e livros prediletos, a forma com que ouvimos música e pedimos comida. Esse é o dilema que vivemos caso a Amazon morresse, [para onde vão nossas coisas](https://www.theatlantic.com/technology/archive/2015/10/when-amazon-dies/409387?ref=productoversee.com)? ### O que é valor no marketing tradicional? A fundação do Marketing tradicional era de se focar na distribuição e na troca de mercadorias e produtos manufaturados, sendo esta a base do que entendemos por economia: você tem algo para vender, eu preciso desse algo e tenho dinheiro para dar em troca, nós entramos em acordo e saímos felizes ao final do processo. Philip Kotler em seu livro *Marketing 3.0* (KOTLER, P. **Marketing 3.0**) diz que o Marketing 1.0 era muito centrado no Produto, sendo que o principal objetivo do produto industrial era ser distribuído para o maior número de pessoas possível. Por causa disso, os produtos eram básicos. Henry Ford tem uma frase épica que resumia bastante esse pensamento: "O carro pode ser de qualquer cor, contanto que seja preto". Contudo, na revolução industrial, a qualidade dos produtos aumentou, embora eles continuassem bem básicos, e a distribuição em massa começou a se tornar realidade. Logo, a vontade, o desejo ou a necessidade de ter alguma coisa é o que movia esse processo. O valor então, não estava na "coisa" que foi adquirida, mas em **possuir** essa coisa. Esse sempre foi o trabalho do marketing tradicional: embutir valor no produto em si, seduzindo as pessoas a comprarem esses produtos simplesmente pela necessidade de possuí-lo. Isso acontecia já por volta de 1920, e é bastante conhecida como economia clássica ou neo-clássica. Foi aqui que basicamente a **sociedade do consumo** nasceu ou pelo menos recebeu mais visibilidade e atenção. Nessa época - e eu diria que até hoje - a medição do status e também da riqueza das pessoas era medida pela aquisição de coisas tangíveis, que são físicas e palpáveis. Não é à toa que ainda medimos e definimos classes sociais - pelo menos aqui no Brasil - pela quantidade de bens que possuem, como TV a cores, rádio, geladeiras, [automóveis e assim por diante](https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quem-define-as-classes-sociais-no-brasil-2?ref=productoversee.com). Nesse meio tempo, ficou cada vez mais comum embutir valor nos produtos por meio do seu processo de manufatura e distribuição. Aqui, muito foco era dado na forma que o produto era produzido, em quais materiais eram usados, formatos de pontos de venda e tudo mais. Quem nunca achou maravilhoso os bancos de cada Ferrari serem costurados a mão? A partir de 1950 o marketing se modificou e passou a focar suas decisões nas necessidades e desejos dos usuários. Os pontos de esforços das empresas como vendas, propaganda, gestão e liderança de produtos, precificação e distribuição eram focados em sanar as necessidades e desejos dos clientes. Por isso, pesquisas, análises e entrevistas de campo ficaram mais comuns, focando em entender o comportamento das pessoas em relação ao produto vendido, com o objetivo de vender certo e melhor. Mas entre 1980–2000 as empresas e os marqueteiros sacaram que o marketing ia além do processo econômico, causando impacto social por meio da mudança do comportamento das pessoas. Em um ambiente que enaltece o consumismo, o marketing molda a opinião e controla o desejo das pessoas, modificando uma sociedade que mede o status pelo preço que se paga nos produtos e que muitas vezes o valor do produto não está em possuí-lo e nem na sua atividade fim, mas em características totalmente intangíveis. Por exemplo, achamos que podemos medir a riqueza e o status de alguém pelo relógio ou pelo carro que essa pessoa possui. O processo de onde se localiza o valor do produto, seja ele digital ou físico podem ser distribuídos nas seguintes fases: _This post is for paying subscribers only._ ### De Zelda a SaaS. Uma jornada épica para transformar o onboarding digital URL: https://productoversee.com/blog/de-zelda-a-saas-uma-jornada-epica-para-transformar-o-onboarding-digital/ Last updated: 2023-08-17T10:46:20.000Z Em minha jornada como Product Manager, sempre me deparei com um desafio recorrente: criar um onboarding envolvente e eficaz. É uma parte vital do processo, mas muitas vezes parece um enigma complexo que estamos constantemente tentando resolver. Então, em meio a este desafio, eu me voltei para uma fonte inesperada de inspiração: os videogames. Como um ávido gamer, sempre fiquei fascinado com a maneira como os jogos, como The Legend of Zelda, conseguem mergulhar os jogadores em seus mundos fantásticos de maneira tão envolvente e sem esforço. Estes jogos criam experiências que, décadas depois, ainda se mantêm frescas em nossas mentes. Então eu pensei: como os princípios de onboarding desses jogos épicos podem ser aplicados aos produtos digitais? É possível aprender com a magia do onboarding desses jogos para melhorar a experiência do usuário em nossos produtos? Assim, embarquei nesta aventura épica, onde os mundos do Vale do Silício e de Hyrule se encontram. O objetivo? Compreender como podemos pegar a tocha de Zelda e outros grandes jogos e iluminar o caminho para uma experiência de onboarding digital mais envolvente e eficaz. Agora, convido você a se juntar a mim nesta jornada, enquanto exploramos o poder do onboarding através da lente de um dos maiores jogos de todos os tempos e descobrimos como podemos levar as lições aprendidas em Hyrule para o universo dos produtos digitais. Em busca de desvendar este mistério, percebemos que o onboarding, no contexto de produtos digitais, refere-se ao processo de acolher novos usuários, ajudando-os a entender e a começar a usar um produto ou serviço. Isso pode incluir orientações, tutoriais, primeiras tarefas a serem realizadas e muito mais. Um bom processo de onboarding é essencial para garantir que os usuários não só entendam como usar um produto, mas também vejam o valor dele rapidamente, incentivando-os a continuar a usá-lo a longo prazo. The Legend of Zelda é um excelente exemplo de onboarding. Quando você inicia o jogo, você não é recebido com longos e complicados tutoriais. Ao contrário, você é imediatamente imerso na história. Você é o herói, e uma princesa precisa ser salva. Aprender a jogar é parte integrante de sua aventura - ninguém lhe diz explicitamente onde ir ou o que fazer, você descobre sozinho, explorando e enfrentando desafios ao longo do caminho. Esta experiência de aprendizado na prática é uma das razões pelas quais os jogos de Zelda têm sido tão amados e bem-sucedidos ao longo dos anos. Mas não estamos aqui apenas para falar sobre como Zelda é um grande jogo. Estamos aqui para descobrir como essa aventura icônica pode nos ajudar a melhorar a forma como apresentamos nossos próprios "jogadores" ao universo dos produtos digitais. Permita-me guiá-lo nessa aventura, trilhando os passos de link para transformar o onboarding digital. ## De Hyrule ao Vale do Silício: Lições de onboarding ## 1\. Encarne a aventura: aprender fazendo _This post is for subscribers only._ ### Estratégia pode ser mais simples? URL: https://productoversee.com/blog/estrategia-pode-ser-mais-simples/ Last updated: 2023-08-16T18:24:45.000Z Se você trabalha com estratégia, provavelmente está familiarizado com a enorme abundância de conteúdos disponíveis, incluindo livros best-sellers, vídeos, TED talks e cursos de estratégia. De Sun Tzu a Jim Collins, você já deve ter formado suas próprias preferências em relação a ideias, fontes, estratégias e estruturas. Neste contexto, especialmente em grandes empresas/startups, é comum existirem **múltiplos domínios de estratégia**: estratégia de marketing (para moldar e compreender as preferências dos clientes), estratégia corporativa (para obter sinergias), estratégia de inovação (estar à frente da concorrência), estratégia digital (para explorar a tecnologia) e uma estratégia de talentos (para atrair os melhores talentos). Como resultado, pessoas talentosas vêm com boas ideias que dificilmente são rejeitadas (porque são realmente boas ideias), e **quando ninguém sabe quando dizer não, você provavelmente terá que lidar com dezenas de prioridades - aumentando a complexidade organizacional**. A maioria deles não cria valor para seu cliente e vantagem competitiva, mesmo usando tecnologia de ponta (por exemplo, generative-AI). Considerando esse desafio emblemático, a estratégia baseada em valor oferece uma abordagem atraente de volta ao básico. Ao simplificar a estratégia com uma estrutura fácil de entender, podemos torná-la mais poderosa. A ideia é melhor descrita neste gráfico a seguir - chamado de value-stick: ![](https://lh6.googleusercontent.com/kaAPWG1vyXlpibevnR67hJZhDgQw5YVFgz27CTQffsCwHM50wZmuXIoYw8HwrWoxe4dpqjWLiDXT_wk1dJQawP6176ALx5xlf2g-1ioIerOGtIGcHkwpndRNnLkdSs84VnkhnfJRO0CoBTMUlVXVK8k) *Fonte: Book Better, Simpler Strategy - Prof. Felix Oberholzer-Gee* **WTP (Willingness-to-pay)** está no topo da barra de valor. Representa a percepção de valor do cliente. É o máximo que um cliente pagaria por um produto ou serviço. As empresas que encontram maneiras de melhorar seu produto aumentam seu WTP. _This post is for subscribers only._ ### Barbie. O poder que uma Love Brand têm de driblar o seu declínio URL: https://productoversee.com/blog/barbie-o-poder-que-uma-love-brand-tem-de-driblar-o-seu-declinio/ Last updated: 2023-08-15T10:46:08.000Z A indústria de brinquedos tem sido fortemente impactada pelo avanço da tecnologia. As crianças estão cada vez mais passando o tempo em dispositivos eletrônicos, como smartphones, tablets e consoles de videogame. Isso tem levado a uma queda nas vendas de brinquedos tradicionais, como bonecas, carrinhos e jogos de tabuleiro. [De acordo com um estudo da NPD Group](https://www.npd.com/news/press-releases/2023/the-npd-group-reports-on-2022-global-toy-industry-retail-sales/?ref=productoversee.com), as vendas de brinquedos nos Estados Unidos caíram 8% em 2017\. Esse é o segundo ano consecutivo de queda nas vendas. O estudo também mostrou que as vendas de brinquedos eletrônicos aumentaram 10% no mesmo período. Há uma série de fatores que estão contribuindo para o declínio da indústria de brinquedos. Um fator é o aumento do custo dos brinquedos. Os brinquedos modernos são frequentemente feitos de materiais caros, como plástico e metal. Isso torna os brinquedos mais caros do que eram no passado. Outro fator que está contribuindo para o declínio da indústria de brinquedos é a popularidade dos dispositivos eletrônicos. As crianças estão cada vez mais passando o tempo em dispositivos eletrônicos, como smartphones, tablets e consoles de videogame. Esses dispositivos oferecem uma ampla variedade de jogos e atividades, o que pode fazer com que as crianças percam o interesse nos brinquedos tradicionais. A indústria de brinquedos está tentando se adaptar à nova realidade. A Mattel, dona da boneca mais conhecida do mundo, utilizou seu conhecimento sobre seu público e investiu em uma grande estratégia com seu live-action da Barbie, marcando uma despedida do seu maior grupo consumidor da “Barbie Estereotipada”, os Millennials. O filme, também marcou um possível reposicionamento de marca, que comunica para as Gerações Z e Alpha, que cresceram pautados em causas de militância.O live-action que mostra a Barbie como uma cientista, uma médica, uma astronauta e outras profissões que tradicionalmente são consideradas masculinas. O filme também mostra a Barbie em diferentes etnias e corpos, para mostrar que ela é uma boneca para todas as meninas.. A campanha da Mattel é um exemplo de como love brands tem em suas mãos, o poder de entender exatamente com quem se comunicaram, e com quem passam a se comunicar, e como isso reflete nas mudanças de preferências dos consumidores. As gerações Z e Alpha são mais exigentes do que as gerações anteriores, e elas estão procurando marcas que sejam inclusivas, diversificadas e que estejam comprometidas com causas sociais. A Mattel está mostrando que está pronta para atender às demandas dessas gerações. Além de entender seu público a empresa abriu diversas frentes de lucro em cima do seu produto: _This post is for subscribers only._ ### Custos do produto: como determinar o preço certo sem alienar os clientes? URL: https://productoversee.com/blog/custos-do-produto-como-determinar-o-preco-certo-sem-alienar-os-clientes/ Last updated: 2023-08-14T10:46:01.000Z A alienação dos clientes é um preço alto a se pagar quando não há precificação adequada, que considera o equilíbrio entre lucratividade e satisfação do cliente. Um preço que traga o valor percebido pelo cliente e represente uma margem de lucro satisfatória, é o ponto chave para garantir a competitividade e sustentabilidade do produto a longo prazo. Um cliente insatisfeito, alienado na essência, dependendo da etapa de maturidade do produto, pode ser um dos maiores problemas a ser enfrentado, logo, naturalmente, se torna um dos maiores e mais complexos desafios da atuação do Product Manager. ## Compreendendo os custos do produto Compreender os custos do produto é imprescindível para definir os preços e diminuir riscos futuros de insatisfação do cliente. Isso, por si só, pode ser um problema. É necessário rastrear toda a cadeia produtiva, passando por desenvolvimento, distribuição, marketing e outros diversos centros de custo, distinguindo principalmente em custos fixos, variáveis e o investimento. _This post is for subscribers only._ ### Progressão de carreira de Product Managers URL: https://productoversee.com/blog/progressao-de-carreira-de-produto-managers/ Last updated: 2023-08-11T10:45:46.000Z Minha percepção é que as profissões dentro do mercado de tecnologia evoluem muito mais rápido do que outras. Existem várias hipóteses para justificar isso, como evolução rápida da stack tecnológica e dos métodos e processos utilizados no mercado. Só isso já faz com que os profissionais precisem se atualizar numa velocidade maior que em outros mercados. A quebra em especializações é outro fator bem interessante que acontece com essas profissões. Se você percebe, todas as especialidades começaram aglutinando responsabilidades, depois tiveram alguns níveis de amadurecimento que criaram divisões e quebras de responsabilidades. Em alguns casos essa quebra faz sentido e foi bem benéfica, em outros casos, na minha opinião, prejudicou mais do que ajudou. Um dos exemplos benéficos é da área de programação. No início só existiam programadores e pronto. Não quero pegar a timeline histórica muito longa, mas antes só existiam programadores. Geralmente desenvolvedores de software offline ou de hardware. Com a vinda de novas tecnologias como a internet e depois a web, a gente viu os programadores web surgirem. Ainda no início eram só programadores, mas logo depois uma quebra surgiu, criando programadores back-end, depois front-end. E nessa também alguns já foram para área de arquitetura e infraestrutura. Hoje, programação está em toda parte que faz sentido. Mas não surgiu nenhum tipo de programador que só aperta um tipo de parafuso ou que faz só uma parte muito específica do processo que não pudesse ser feita dentro de um contexto completo. O que não é o caso de design. Design, para mim, é o exemplo que não houve tantos benefícios. Houve uma linha muito parecida com os programadores. No início eram designers "offline" por assim dizer. Arquitetos entram nessa também. Tudo muito atrelado ao mundo físico. Mesmo aqueles que trabalham com design gráfico. Se você separar por contextos, essas quebras fazem muito sentido. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/08/Screenshot-2023-08-08-at-11.40.13.png) #### Abrimos o Grupo no WhatsApp Inauguramos o nosso **grupo aberto** no WhatsApp do Oversee. Lá, a gente discute de forma realista o mercado e a disciplina de gestão de Produto! Entre agora, antes chegue no limite... 😅 [Entrar no WhatsApp](https://chat.whatsapp.com/IWAOmGtJuwwGZlbavtFXW4?ref=productoversee.com) Quando a web veio, ainda continuou fazendo sentido com os designers dominando e controlando todo processo de design, desde sua descoberta, planejamento, aplicação, manutenção e evolução. Num passado recente isso se quebra em diversas micro-partes, onde seus contextos muito pequenos. Eu entendo que em alguns momentos existem necessidades de execuções muito específicas... mas o problema é que o mercado transformou disciplinas em contextos de execução. Isso vale para research, vale para writing e outros. Hoje, há um movimento de aglutinação dessas especialidades de novo, criando novamente um designer que entende do processo como um todo e sabe se adaptar à necessidade de cada projeto. Mas, esse é um assunto espinhoso, que nem todo mundo gosta de discutir com maturidade. Deixo para próxima. Essa evolução de maturidade também aconteceu com Gestão. E nem quero me alongar muito, puxando o histórico lá de trás com nomes como Taylor. Quero começar a discussão a partir de agora, da nossa vida mais conhecida e recente. A Gestão de Projetos evoluiu e sofreu disrupções interessantes até chegarmos onde estamos agora. ## A gestão de projeto se quebra Quando falamos sobre gestão de projetos, nós imaginamos ao famoso PMO, Project Management Office, que tinha como principal função garantir que o projeto fosse entregue dentro do tempo, com o escopo pedido e sem furar o budget. Para garantir isso, métodos e frameworks de processos são aplicados e uma série de rotinas de report são feitos para garantir que todos estão alinhados quanto aos principais pontos do projeto. _This post is for paying subscribers only._ ### Por que bancos querem ‘ser’ varejo e vender produtos de e-commerce URL: https://productoversee.com/blog/por-que-bancos-querem-ser-varejo-e-vender-produtos-de-e-commerce/ Last updated: 2023-08-19T12:31:14.000Z Pelo menos desde 2022 a *fintech* Nubank havia anunciado um produto em seu ecossistema voltado para compras: o Nubank Shopping. A essência deste produto é permitir gerar *cashback* com links para diferentes parceiros, que incluem C&A, Amazon, Vivara e muitos outros. A partir dessa experiência, o usuário é redirecionado para a loja do parceiro com uma UTM, ou seja, um código na URL que acompanha a jornada do usuário do início ao fim. Dessa forma, ao concluir a compra, o usuário consegue ativar o seu benefício. Vale destacar que o Nubank não foi o pioneiro nesse modelo de negócio. Outras *fintechs* também operam com esse modelo, incluindo os bancos C6, Inter, Santander (com a marca Esfera), entre outros. Para ampliar esse serviço, em 19 de julho de 2023 foi anunciada uma parceria com a varejista Casas Bahia, com uma proposta diferente. O [Nubank Shopping passa a ter uma vitrine própria](https://blog.nubank.com.br/compras-pelo-app-shopping-nubank/?ref=productoversee.com), com sortimento da varejista parceira. É um formato que encurta bastante a jornada do usuário, que não precisa sair do aplicativo do banco para efetuar sua compra. Como o banco já possui todo o cadastro financeiro do usuário, a experiência de compra acontece com menor fricção. E, claro, essa parceria pode render muitas vantagens, como crédito adicional, melhores condições de parcelamento, promoções exclusivas em linhas de produto etc. _This post is for subscribers only._ ### Erros cometidos em minha primeira gestão de produto e como você pode evitá-los URL: https://productoversee.com/blog/erros-cometidos-na-gestao-de-produto-e-como-evita-los/ Last updated: 2023-08-10T10:45:37.000Z A carreira de produto vem sendo glamourizada e lá pela rede social azul, com exceção dos layoffs, não faltam conquistas, cases de sucesso, promoções e cursos prometendo salários astronômicos em pouco tempo. Para quem trabalha na área sabe que vai lidar com top-downs, prazos apertados e um mundo bem diferente do que lemos em Inspired. Esse artigo é sobre erros cometidos na gestão de produtos, como você pode evitá-los e as lições aprendidas de tudo isso. ## 1 - Medo de fazer gestão Durante minha carreira vivenciei experiências delicadas, tive o receio de reproduzir o que aconteceu comigo e acabei adotando uma postura paternalista. Por conta dessa postura, as entregas não eram feitas dentro do prazo e o time não estava tendo o senso de urgência que precisávamos para aquele projeto. Também, havia a insegurança de estar liderando um time pela primeira vez e aquele medos clássicos: “O que vão pensar de mim?” “E se me acharem um carrasco?” “E se eu errar?” ### Como resolvi: _This post is for subscribers only._ ### A Relevância das 5 Forças de Porter na Gestão de Produtos Atual URL: https://productoversee.com/blog/a-relevancia-das-5-forcas-de-porter-na-gestao-de-produtos-atual/ Last updated: 2023-08-09T20:43:27.000Z No mundo acelerado dos negócios, onde a inovação é constante e a competição é acirrada, a gestão de produtos desempenha um papel crucial para o sucesso das empresas. Nesse contexto, é fundamental que os profissionais dessa área possuam ferramentas e abordagens estratégicas para enfrentar os desafios atuais. Mesmo após mais de quatro décadas de sua publicação, o livro "Estratégia Competitiva" de Michael Porter continua a oferecer conceitos atemporais que podem iluminar o caminho da gestão de produtos na era moderna. Porter foi pioneiro em sua análise das estratégias competitivas e introduziu o modelo das 5 Forças de Porter, que se tornou um marco na gestão estratégica. Embora o livro tenha sido publicado originalmente em 1980, as lições aprendidas ainda ressoam no atual cenário de negócios. Afinal, apesar das transformações tecnológicas e das mudanças nas dinâmicas do mercado, muitos dos princípios fundamentais abordados por Porter permanecem relevantes e aplicáveis. Hoje, mais do que nunca, as empresas enfrentam desafios significativos na gestão de produtos. A competição global aumentou, os ciclos de vida dos produtos encurtaram e os clientes estão cada vez mais exigentes. A tecnologia avançada, como a inteligência artificial, a internet das coisas e a análise de dados, também trouxe novas possibilidades e complexidades para a gestão de produtos. Nesse contexto dinâmico, entender e aplicar as 5 Forças de Porter pode fornecer insights estratégicos essenciais para tomar decisões informadas e impulsionar a vantagem competitiva. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/08/Screenshot-2023-08-08-at-11.40.13.png) #### Entre no grupo aberto do Product Overse Inauguramos o nosso grupo aberto no WhatsApp do Oversee. Lá, a gente discute de forma realista o mercado e a disciplina de gestão de Produto! Entre agora! [Entrar no WhatsApp](https://chat.whatsapp.com/IWAOmGtJuwwGZlbavtFXW4?ref=productoversee.com) Neste artigo, tento explorar a relação entre as 5 Forças de Porter e a gestão de produtos na atualidade, destacando a relevância contínua desses conceitos. Através de exemplos contemporâneos e citações de renomados autores do mundo da gestão de produtos, analisaremos como cada força se manifesta no cenário atual e como os profissionais de gestão de produtos podem aplicar esses princípios para enfrentar os desafios do mercado e impulsionar o sucesso de seus produtos. ## 1\. Rivalidade entre concorrentes existentes A primeira força de Porter aborda a competição direta entre empresas. Na gestão de produtos, é essencial entender como os concorrentes atuam no mercado, identificar seus pontos fortes e fracos, analisar suas estratégias de precificação, diferenciação e marketing. Como afirma Marc Abraham, especialista em gestão de produtos, "ao compreender a rivalidade existente, é possível tomar decisões informadas e desenvolver estratégias para destacar-se em um ambiente competitivo." No atual cenário de produtos digitais, a rivalidade entre concorrentes é intensa. Empresas de tecnologia lutam para conquistar a preferência dos clientes em mercados altamente competitivos, como o de aplicativos de transporte ou redes sociais. Um exemplo atual é a competição acirrada entre plataformas de streaming de vídeo, como Netflix, Amazon Prime Video e Disney+. Essas empresas disputam a preferência dos consumidores, investindo em conteúdo original, experiência do usuário e preços competitivos. Ao compreender a rivalidade existente e as estratégias adotadas pelos concorrentes, as empresas podem adaptar suas ofertas e diferenciar-se no mercado. ## 2\. Poder de negociação dos fornecedores _This post is for subscribers only._ ### O que o Product Manager precisa saber para atuar no varejo (e-commerce) URL: https://productoversee.com/blog/o-que-o-product-manager-precisa-saber-para-atuar-em-e-commerce/ Last updated: 2023-08-08T14:41:05.000Z ### Quando a área de Product Management começou a se fortalecer no Brasil, principalmente no momento de pandemia, muitas oportunidades tendiam a surgir no universo SaaS. Contribuía para isso o fato das principais referências do assunto terem trabalhado nesse modelo, vindo de empresas como Google, Spotify, Facebook, entre outros. Além do crescimento vertiginoso de companhias que cresceram com o modelo SaaS, seu modelo de negócio parecia um atrativo que poderia ser atribuído em qualquer tipo de companhia. Quando surgiu, então, o modelo de Product Led-Growth, em que o produto passa a ser o grande impulsionador do negócio, a área de Product Management gerou a expectativa de ser mais estratégica do que se pensava. E como as empresas de varejo absorveram tudo isso? ![](https://productoversee.com/content/images/2023/08/Screenshot-2023-08-08-at-11.40.13.png) #### Entre no grupo aberto do Product Overse Inauguramos o nosso grupo aberto no WhatsApp do Oversee. Lá, a gente discute de forma realista o mercado e a disciplina de gestão de Produto! Entre agora! [Entrar no WhatsApp](https://chat.whatsapp.com/IWAOmGtJuwwGZlbavtFXW4?ref=productoversee.com) Mesmo tendo a venda ao consumidor final como principal objetivo, vimos gigantes como Amazon trazendo os PMs com imenso foco no cliente. Olhando na superfície, parece que as empresas de varejo (que também envolve o e-commerce) sempre olham para vender mais e mais. Só que ser PM dentro do segmento de varejo também traz desafios que, ora se correlacionam com as empresas SaaS, ora exigem grande mudança de comportamento diante do cenário econômico. ## Por que o varejo oscila tanto com a economia O consumo é o principal motor do varejo. E, como se sabe, muitas coisas afetam o consumo. _This post is for subscribers only._ ### API as a Service (APIaaS): Criando Produtos de Sucesso com APIs URL: https://productoversee.com/blog/api-as-a-service-apiaas-criando-produtos-de-sucesso-com-apis/ Last updated: 2023-08-07T10:45:19.000Z API as a Service (APIaaS) é um modelo de serviço em nuvem para criação e implantação de APIs em larga escala, facilitando a integração digital. _This post is for subscribers only._ ### Velocidade na direção errada é desperdício, mas chegar em último na corrida também URL: https://productoversee.com/blog/velocidade-na-direcao-errada-e-desperdicio-mas-chegar-em-ultimo-na-corrida-tambem/ Last updated: 2023-08-06T20:02:09.000Z Eu não consigo enxergar outra maneira de fazer uma empresa crescer de forma sustentável a não ser gerando valor continuado no tempo para os usuários. Uma estratégia de aquisição de clientes via benefícios como cupons e desconto só irá realmente funcionar se, ao interagir com o seu produto, o usuário perceba valor. Do contrário, no exato momento em que ele descobrir que o seu produto não gera o valor que ele espera, é bem provável que ele te abandone. Isso significa que, gerar valor é o mínimo e não acho que tem muita discussão sobre esse ponto. Me parece que seja um consenso, até porque o que mais se escuta nas empresas é o famigerado "Precisamos gerar valor para os usuários.", mesmo que muitas empresas até não saibam direito qual valor elas precisam gerar. A discussão que ainda gera muita frustração e sofrimento nas pessoas de produto é sobre muitas empresas estarem focadas e darem muito valor para um modo de trabalho mais parecido com o modo de trabalho de uma fábrica. Nessas empresas, o que é mais valorizado é a entrega e não necessariamente o resultado. A grande maioria das pessoas de produto com as quais eu já conversei e mentorei sofrem com modelos assim porque, na cabeça delas, existe pouca autonomia e elas estão só executando o que está sendo decidido pela diretoria. Elas acreditam ser errado ter um modo de trabalho como esse e se sentem impotentes porque acham que poderiam estar tomando melhores decisões para o produto. Eu concordo em partes. O mercado está cada vez mais acelerado e predatório, onde já existe tudo de tudo. Se existem ainda muitos segredos ocultos no mundo, como o livro De zero a um nos diz, eles estão muito bem guardados. Por isso, se você não tiver eficiência e timing (ou se você não for a Apple), mesmo que você gere valor continuado no tempo, o seu concorrente pode ser muito mais eficiente que você e conseguir gerar mais valor ainda e num preço muitas vezes menor. # É preciso ser ambidestro Antes de qualquer coisa, eu vejo que um modo de trabalho onde não temos tempo para fazer pesquisa e entender nosso usuário profundamente e que as decisões são sempre baseadas no feeling, aumenta e muito a nossa chance de estarmos errados na direção da geração de valor. _This post is for subscribers only._ ### A IA e o futuro dos negócios: Uma dança entre a linguagem interpretativa e o ócio criativo URL: https://productoversee.com/blog/a-ia-e-o-futuro-dos-negocios-uma-danca-entre-a-linguagem-interpretativa-e-o-ocio-criativo/ Last updated: 2023-08-04T10:46:00.000Z "Colorindo fora das linhas". Esta metáfora, inspirada na concepção do renomado linguista [Noam Chomsky](https://pt.wikipedia.org/wiki/Noam%5FChomsky?ref=productoversee.com) de que a linguagem é um processo de livre criação, assume uma relevância especial na era da Inteligência Artificial (IA). A IA está reinventando essa "liberdade de criação" ao dominar cada vez mais o uso e a compreensão da linguagem humana, abrindo novos caminhos para a inovação nos negócios. Chomsky, uma figura influente do século XX no campo da linguística, postula a existência de uma “gramática universal” subjacente a todas as línguas humanas - um conjunto inato de regras estruturais que governam a organização da linguagem. Este conceito encontra um paralelo intrigante na IA moderna, especificamente no ‘Transformer’, um modelo de rede neural que tem sido fundamental para os avanços mais recentes na compreensão da linguagem pela IA. O “Transformer”, [introduzido pelos pesquisadores do Google Brain em 2017](https://ai.googleblog.com/2017/08/transformer-novel-neural-network.html?ref=productoversee.com), representa uma grande mudança na maneira como as máquinas entendem a linguagem. Em vez de processar as palavras de um texto de maneira sequencial, o Transformer usa uma abordagem baseada em atenção, ponderando a importância relativa de cada palavra no contexto das demais. Isso é surpreendentemente semelhante à ideia de Chomsky de que a compreensão da linguagem depende não apenas de palavras individuais, mas também de suas interações dentro de uma estrutura maior. _This post is for paying subscribers only._ ### Mobile - Dicas para quem está neste tipo de Produto URL: https://productoversee.com/blog/mobile-dicas-para-quem-esta-neste-tipo-produto/ Last updated: 2023-08-03T10:45:53.000Z Dicas que gostaria que alguém tivesse me dado quando trabalhei pela primeira vez no universo Mobile. O trabalho do profissional de produtos possui uma contradição, pois ao mesmo tempo que somos generalistas o suficiente para lidar com qualquer tipo de produtos, ou seja, se hoje estamos lidando com um produto de dados, de IoT, de IA, de Web e assim por diante, saberemos lidar com as questões chaves para nos adaptarmos, somos também especialistas no negócio em que estamos inseridos, seja ele, InsurTech, FoodTech, EdTech, BaaS, PaaS e assim por diante. Entretanto, pouco se fala das particularidades que precisamos nos atentar quando mudamos de um contexto grande, por exemplo entre Web e Mobile. Que aliás, ambos, apesar do mercado considerá-los “Produtos”, são conceitualmente “Canais”. Segundo Kotler e Keller, considerados 2 grandes referências do marketing mundial Canais *“são um conjunto de organizações interdependentes envolvidas no processo de tornar um Produto ou Serviço disponível para uso ou consumo”* (KOTLER & KELLER, 2018). O canal é o meio de acesso ao Produto, ou Serviço, pouquíssimos aplicativos mobile no mercado são por si só um produto, no geral, eles carregam o produto, ou serviço que o cliente quer, ou precisa ter acesso. Neste caso, vou começar com vocês uma série de artigos dando dicas para diferentes tipos de produtos e canais; - Mobile - este será o primeiro que falaremos. - Web - Dados & IA - Plataformas & As a Services - Sustentação - IoT Cada um destes produtos, eu já tive o privilégio de trabalhar, e saiba, cada um deles foi extremamente desafiante para conseguir compreender sua complexidade, e conseguir performar. Desta forma, comecemos com Mobile. ## O brasileiro em média, tem pouca memória de celular Produtos mobile precisam ser instalados no seu dispositivo, até aqui nenhuma novidade, mas o ato de baixar o App faz com que precisemos dispensar um pedaço de memória do celular da pessoa que está baixando-o para conseguir usar. Atualmente os celulares mais usados no Brasil em 2022 segundo a DeviceAtlas, plataforma que mede o acesso a internet móvel em todo o mundo contava com celulares como o Motorola Moto G6 Play (2,48% do mercado, sendo o 6º celular mais usado do mercado) que tem no máximo 32gb de memória máxima e o Samsung Galaxy J4 (3,1% do mercado, pasme, o 2º celular mais usado do Brasil) Core (que tem no máximo 16gb). Tem noção do quanto isso é pouco? Mesmo que as vendas de 2022 ainda mostram que grandes celulares que tem uma memória considerável, como iPhone 11 (1º mais vendido) com 128gb, ainda temos o Galaxy A03 Core (2º mais vendido), que ainda tem 32 gbs. Ou seja, o Brasileiro médio tem dispositivos com pouca memória nativa. ## Mobile se resume em audiência Por conta do raciocínio acima, o que mais você enquanto produteiro de Mobile precisa se preocupar é “por que alguém baixaria meu aplicativo?”. Se as pessoas têm limitações de memórias em seus dispositivos, provavelmente elas baixarão itens que, ou são indispensáveis, ou precisam fazer muito sentido para a realidade delas. _This post is for subscribers only._ ### Neo-Feudalismo, Fagulhas de Rebeliões Digitais e a Evolução da Gig Economy: Uma Perspectiva de Negócios URL: https://productoversee.com/blog/neo-feudalismo-fagulhas-de-rebelioes-digitais-e-a-evolucao-da-gig-economy-uma-perspectiva-de-negocios/ Last updated: 2023-08-02T10:45:47.000Z Recentemente, mergulhei no provocativo livro de Joel Kotkin, ["The Coming of Neo-Feudalism: A Warning to the Global Middle Class"](https://amzn.to/44HFDNm?ref=productoversee.com). Kotkin argumenta que estamos vivendo uma nova era de feudalismo digital, onde um pequeno grupo de empresas dominantes detém o controle desproporcional sobre a economia digital e a sociedade em geral. Essas "senhorias" tecnológicas, como Google, Amazon e Facebook, exercem poder monopolista, restringindo a competição e consolidando riqueza e influência. [![](https://lh5.googleusercontent.com/zG2rKjIDLvzcMqS9qkrwesuEMMNmKfbRdzWfFbZMG42sWA7lIWL3Vi4KqKeFBLb8obMAX3k5y_VaCcm7CRhTAGfaJjzw7F0rKeNjFEs4ucb6TapdM4X9atog-6UnBuUp7Ku7V9YEF-K4yTyLfkGvSxQ)](https://amzn.to/44HFDNm?ref=productoversee.com) Kotkin descreve uma preocupante semelhança com o feudalismo da Idade Média, onde a terra era controlada por uma elite, os senhores feudais, e a grande massa da população - os servos - não tinha poder ou propriedade. No mundo digital, os dados são a nova terra, e a maioria de nós, como usuários e trabalhadores da economia gig, desempenha o papel dos servos do século XXI. Este paralelo entre a nossa era digital e o feudalismo do passado me levou a refletir sobre outra época da história: a Revolução Industrial. Um período de mudança radical, onde trabalhadores cansados da exploração se uniram para exigir condições mais justas. À medida que entramos mais profundamente na era digital, estamos vendo sinais semelhantes de resistência. A recente greve entre os entregadores do iFood no Brasil é um exemplo concreto. Cansados de serem explorados pelo sistema de pontuação e por baixas remunerações, esses trabalhadores se uniram para reivindicar melhores condições. Além disso, rumores de um "apagão" planejado pelos usuários do Reddit são outra indicação de que os usuários digitais estão se mobilizando, de maneiras semelhantes aos trabalhadores durante a Revolução Industrial. _This post is for subscribers only._ ### O que o Boxe me ensinou sobre gestão de Produtos? URL: https://productoversee.com/blog/o-que-o-boxe-me-ensinou-sobre-gestao-de-produtos/ Last updated: 2023-08-01T10:45:41.000Z Em seu recente show *“Isso não é um culto”*, [**Whindersson Nunes**](https://www.instagram.com/whinderssonnunes/?ref=productoversee.com) disse uma frase que ficou na minha mente: *“O boxe é o golpe certo, na hora certa”*. Não apenas pela profundidade enigmática que esta frase representa, por si, mas sobretudo porque assisti ao espetáculo na Netflix após ter começado a praticar a nobre arte, no final de janeiro deste ano. A ideia deste artigo não é ser um fim em si mesmo, muito menos quero dar dicas clichês sobre a importância da prática de uma atividade física. Este artigo é uma reflexão fundamentada e gestada há alguns meses e, acima de tudo, uma analogia das semelhanças entre esta arte marcial e o dia a dia da pessoa de Produtos e como essas reflexões me ajudaram a passar por alguns momentos-chave na minha recente carreira na área de gestão de Produtos. Como costuma dizer o comentarista do canal Combate, [**Rhoodes Lima**](https://www.instagram.com/rhoodeslima/?ref=productoversee.com): *“calce suas luvas, coloque seu protetor bucal, e vamos nessa!”* ### Domine o básico, depois siga para as combinações O boxe é tido como uma das artes marciais mais simples. Afinal, são apenas cinco golpes possíveis: **o jab; o direto; os cruzados; os ganchos; e os uppercuts**. ![](https://lh4.googleusercontent.com/6cGzsXREno1ObgqWkmzhCwnfl2efBjN0mtTCB8C-pugUQHwlTkAimGZ7vPe0DYKFpDAC3piz__VjwHwITkgEmw0u8lX9Vf4pLxAmMq22-iE0hOAh5GJmvpYmuTzjDI5bRmP-GZOMX2l5yDQqum_mjuE) [Fonte](https://cdn-cgcll.nitrocdn.com/fdbMTMWrnRcxQFMpzpHSfbtuSLCnQHFG/assets/images/optimized/rev-9638e41/wp-content/uploads/2019/11/golpes-boxe.png?ref=productoversee.com) Entretanto, cada um desses golpes possui uma técnica própria que vai além dos punhos, mas envolve braços, ombros, cintura escapular, quadril e pernas. Ou seja, envolve todo o corpo. Além disso, não basta saber os golpes (ataques) é preciso combinar eles com uma defesa sólida (seja ela uma guarda/bloqueio ou esquiva). Muitas pessoas, ao começar no boxe, acham que por conhecerem os golpes, já esgotaram todo o conhecimento sobre a nobre arte. Da mesma forma que pessoas de produto que dominam um ou alguns frameworks ou até os princípios da área acreditam que esgotaram o conhecimento necessário para atuar. É aqui onde *“separamos os homens dos meninos”*, parafraseando mais uma vez o Rhoodes. **Uma coisa é conhecer a teoria, outra é aplicar na prática.** Lembro-me da primeira vez que fiz um *sparring* (simulação de combate) e parece que minha cabeça deu um branco (entrou em tela azul, para ficarmos numa analogia mais tech) e eu simplesmente não conseguia executar nenhum dos golpes, só ficava fechado na guarda. Por quê? Eu sabia a teoria, mas não estava sabendo encaixar os golpes na prática. O mesmo vale para frameworks e ferramentas em geral. Você pode ter o curso XPTO e a certificação ZWP Master *num sei das quantas*, se você não souber – quando se deparar com uma situação real – aplicar a melhor saída para entender um problema ou entregar a melhor solução. Bom, você vai tomar um nocaute (*knockout)*. Quando pegamos um tema específico da gestão de produtos que é o uso de métodos ágeis, por exemplo, fica ainda melhor a analogia. Afinal, eu nunca vi uma empresa (das que trabalhei ou conversei sobre) que aplicam um *framework* puro. Normalmente são combinações de vários métodos, *frameworks*, princípios e ferramentas que foram uma forma única de **retroalimentar**, **organizar**, **gerir** e **compartilhar** o que precisa ser feito de forma **transparente**, **íntegra**, **segura** e **inovadora**. ## Se não sabe para onde ir, comece com um jab _This post is for subscribers only._ ### Alphabet Surpreende com Crescimento Acelerado no Q2 FY23: IA, YouTube e Cloud Impulsionam Resultados URL: https://productoversee.com/blog/alphabet-surpreende-com-crescimento-acelerado-no-q2-fy23-ia-youtube-e-cloud-impulsionam-resultados/ Last updated: 2023-07-31T19:30:49.000Z A Alphabet, empresa-mãe do Google, acaba de divulgar seus lucros referentes ao segundo trimestre do ano fiscal de 2023\. Com 15 produtos que atendem a cada 0,5 bilhão de pessoas e 6 que atendem a mais de 2 bilhões cada, a empresa tem muitas oportunidades para cumprir sua missão. ## **O Impacto da IA** O CEO Sundar Pichai lembrou que a incorporação de IA nos produtos da Alphabet impacta bilhões de pessoas. Desde o Gmail até o Android OS, todos os caminhos levam à IA. A empresa viu seu crescimento de receita mais rápido desde o segundo trimestre do ano fiscal de 2022\. A resiliência da publicidade de pesquisa e um forte desempenho do YouTube e do Cloud chamaram a atenção do mercado. ## **Destaques do Negócio** ### **Alphabet Q2 FY23** Aqui está uma visão geral da demonstração de resultados: - Receita por segmento (crescimento A/A): - Publicidade: $58,1 bilhões (+3%). - Pesquisa: $42,6 bilhões (+5%). - Anúncios do YouTube: $7,7 bilhões (+4%). - Rede: $7,9 bilhões (-5%). - Outros (Play, Hardware, Assinaturas): $8,1 bilhões (+24%). - Cloud: $8,0 bilhões (+28%, sem desaceleração). - Outras Apostas foram de $0,3 bilhões. Os principais destaques incluem: - A receita cresceu +7% A/A para $74,6 bilhões ou +9% fx neutro (uma superação de $1,8 bilhão). - A margem bruta foi de 57% (estável A/A). - A margem operacional foi de 29% (+1pp A/A). - Serviços (Publicidade e Outros) foi de 35% (+1pp A/A). - Cloud foi de 5% (+14pp A/A, +2pp T/T). - Lucro por ação $1,44 ($0,10 de superação). O fluxo de caixa operacional foi de $28,7 bilhões (margem de 38%, +10pp A/A) e o fluxo de caixa livre foi de $21,8 bilhões (margem de 29%, +11pp A/A). No balanço patrimonial, o caixa, equivalentes de caixa e títulos negociáveis somaram $118,3 bilhões, enquanto a dívida de longo prazo era de $13,7 bilhões. ### **YouTube Liderando o Mercado** Os anúncios do YouTube estão fazendo um retorno após dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. Para contextualizar, os anúncios do YouTube representaram 94% da receita da Netflix no segundo trimestre, um aumento em relação aos 91% do ano anterior. A publicidade é mais volátil e sazonal do que um serviço de assinatura premium como a Netflix. Os anúncios ainda têm um impacto mínimo na receita geral da Netflix, como discutido em nossa cobertura dos ganhos da empresa no início desta semana. Isso pode mudar à medida que a Netflix elimina o plano básico sem anúncios e aumenta os preços de seus planos premium. A gestão destacou o marketing de marca como o principal fator por trás do recente ressurgimento do YouTube à frente da resposta direta. O marketing de marca visa construir e melhorar a imagem de uma marca ao longo do tempo, priorizando metas de longo prazo como conscientização e percepção positiva da marca. Por outro lado, o marketing de resposta direta instiga uma ação imediata do público, como uma compra ou inscrição. ### **Cloud: Crescimento Rápido com Margens em Expansão** O Cloud cresceu +28% A/A no segundo trimestre do ano fiscal de 2023, sem desaceleração em relação ao primeiro trimestre do ano fiscal de 2023\. A IA é um motor de crescimento significativo para o Cloud. A empresa vê a IA como uma oportunidade para vender mais e vender cruzado para sua base de usuários existente. O assistente alimentado por IA, Duet AI, será lançado ainda este ano. ## **Citações-Chave da Teleconferência de Resultados** O CEO Sundar Pichai falou sobre as quatro maneiras de tornar a IA útil para todos: - Melhorar o conhecimento e a aprendizagem (integrando a IA nos produtos de pesquisa). - Ajudar as pessoas a usar a IA para impulsionar sua criatividade (Bard, Lens, Duet AI). - Tornar mais fácil para outros inovarem usando a IA (modelos de IA do Cloud). - Desenvolver e implantar a tecnologia de IA de forma responsável (princípios e eficiência). ## **O Que Esperar Para o Futuro** ### **Experiência Gerativa de Pesquisa (SGE)** O novo recurso SGE utiliza IA para criar resumos mais abrangentes e informativos dos resultados de pesquisa, aprimorando a lista tradicional de links. Como o recurso ainda está em desenvolvimento, valerá a pena monitorar seu lançamento e a recepção do usuário. Ele pode ser uma melhoria significativa em relação à experiência de pesquisa tradicional. ### **Cloud Next 2023 em Agosto** Espere uma enxurrada de anúncios no próximo evento Cloud Next, focando em IA, segurança e ferramentas de gerenciamento. Fique de olho em: - Inovações em IA que simplificam tarefas e reforçam processos de tomada de decisão. - Recursos de segurança aprimorados projetados para proteger melhor os dados de negócios. - Ferramentas de gerenciamento eficientes para melhor implantação de aplicativos no GCP. - Parcerias destinadas a alcançar novos clientes e aumentar a participação de mercado. ### **A Microsoft está roubando participação de mercado na Pesquisa?** A resposta curta é não. Apesar das novas funcionalidades do Bing da Microsoft alimentadas pelo ChatGPT, o Google continua a deter uma participação inalterada de 93% no mercado global de pesquisa a partir de junho de 2023\. O Bing permanece em segundo lugar distante com uma participação de mercado global inferior a 3%. De acordo com a Statcounter, a participação de mercado do Bing nos EUA foi de 6,5% em junho de 2023, ligeiramente abaixo dos 6,6% em março de 2023. Durante a teleconferência de resultados da Microsoft, Satya Nadella não mencionou nenhum progresso na participação de mercado do Bing desta vez, algo que ele havia insinuado na chamada anterior. Até agora, não parece que o Bing está ganhando participação de mercado nesta categoria, mas é crucial observar. A verdadeira pressão competitiva pode não ser sentida na linha superior por enquanto. Mas certamente aumentará a pressão sobre o CapEx no futuro previsível. ## Referência - ### 10 Sugestões de Tópicos para Enriquecer Sua Documentação de Produto URL: https://productoversee.com/blog/10-sugestoes-de-topicos-para-enriquecer-sua-documentacao-de-produto/ Last updated: 2023-07-31T10:45:35.000Z Neste artigo, vamos explorar 10 tópicos essenciais para enriquecer a documentação do seu produto. Independentemente de estar escrevendo um Documento de Requisitos do Produto (PRD), um resumo executivo ou uma especificação detalhada, incluir essas seções pode fortalecer a robustez e a clareza da sua documentação. Cada tópico abordado visa orientar e direcionar todas as etapas de desenvolvimento, garantindo que cada membro da equipe esteja na mesma página sobre as metas, expectativas e necessidades do produto. Esses tópicos proporcionam um nível mais elevado de compreensão do produto, estimulam a colaboração entre os envolvidos e minimizam a probabilidade de mal-entendidos e erros. Abordaremos cada um deles em detalhes, oferecendo uma visão sobre como você pode incorporá-los à documentação do seu produto. Antes de prosseguirmos, é importante notar que, enquanto algumas das seções podem parecer mais aplicáveis a certos tipos de produtos ou estágios de desenvolvimento do que outros, todas oferecem uma estrutura valiosa que pode ser adaptada de acordo com as necessidades e o contexto específico do seu produto. Vamos começar! ### 1\. Resumo (TL;DR - Too Long; Didn't Read) Comece a documentação com um resumo breve e assertivo. Neste resumo, condense os elementos-chave: 'o quê', 'por quê' e 'quem'. Com aproximadamente 7-8 linhas, o objetivo desta seção é oferecer uma visão geral rápida, permitindo aos leitores decidir se precisam explorar a documentação mais profundamente. Este resumo é particularmente útil para leitores com tempo limitado ou que estão avaliando a relevância da documentação para suas responsabilidades específicas. ### 2\. Partes Interessadas (DARCI) Em seguida, identifique as principais partes interessadas no produto usando o modelo DARCI: _This post is for subscribers only._ ### Relatório 2023: State of the Global Workplace da Gallup URL: https://productoversee.com/blog/state-of-the-global-workplace-2023-report/ Last updated: 2023-07-30T22:52:42.000Z Em um mundo cada vez mais globalizado e interconectado, entender as dinâmicas do local de trabalho é fundamental para impulsionar o crescimento econômico e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. O relatório "State of the Global Workplace 2023" da Gallup, uma das principais empresas de consultoria e análise do mundo, oferece uma visão fascinante e detalhada do estado atual do local de trabalho global. Este artigo se propõe a explorar os sete principais insights do relatório, que abordam desde o engajamento dos funcionários até as oportunidades de emprego e o estresse no trabalho. Se você é um líder empresarial, um formulador de políticas ou simplesmente alguém interessado em entender melhor o mundo do trabalho, continue lendo para descobrir o que a Gallup descobriu. ## Engajamento dos funcionários e oportunidades de emprego O relatório revela um aumento global no engajamento dos funcionários e nas oportunidades de emprego em 2022\. Isso é um sinal positivo, pois indica que os funcionários estão mais envolvidos em seu trabalho e que há mais oportunidades para as pessoas encontrarem emprego. No entanto, é importante notar que esse aumento no engajamento e nas oportunidades de emprego não foi uniforme em todas as regiões. Por exemplo, os Estados Unidos e o Canadá não viram ganho no engajamento ou nas oportunidades de emprego, tendo experimentado sua recuperação em 2021. ## Estresse dos trabalhadores Apesar do aumento do engajamento e das oportunidades de emprego, o estresse dos trabalhadores permaneceu em um nível historicamente alto em 2022\. Isso pode ser devido à própria recuperação, já que muitas regiões do mundo lutam para controlar a alta inflação. O estresse pode ter um impacto negativo na produtividade e no desempenho dos funcionários, por isso é crucial que os líderes e gerentes encontrem maneiras de ajudar seus funcionários a gerenciar o estresse. ## Engajamento dos funcionários Em uma nota positiva, 23% dos funcionários do mundo estavam engajados no trabalho em 2022, o nível mais alto desde que a Gallup começou a medir o engajamento global em 2009\. O engajamento dos funcionários é crucial para o sucesso de uma organização, pois os funcionários engajados são mais produtivos, mais propensos a permanecer na organização e mais propensos a serem defensores da marca. ## Desistência silenciosa e alta A maioria dos trabalhadores está "desistindo silenciosamente" (não engajados) ou "desistindo alto" (ativamente desengajados). Isso representa uma oportunidade imensa para o crescimento econômico, pois a Gallup estima que o baixo engajamento custa à economia global US$ 8,8 trilhões e representa 9% do PIB global. ## Engajamento dos funcionários na Ásia do Sul A Ásia do Sul, que inclui a Índia, agora lidera o mundo em engajamento dos funcionários com 33%. Isso é notável, pois indica que os funcionários nesta região estão altamente engajados em seu trabalho, o que pode ter um impacto positivo na produtividade e no crescimento econômico. ## Oportunidades de emprego Em 2022, 53% dos funcionários disseram que agora é um bom momento para encontrar um emprego onde vivem, um aumento acentuado em relação ao ano anterior e próximo ao recorde histórico de 2019\. Isso sugere que há uma abundância de oportunidades de emprego disponíveis, o que é uma boa notícia para aqueles que estão procurando emprego. ## Importância do engajamento dos funcionários O relatório conclui destacando a importância do engajamento dos funcionários para o crescimento econômico global. Ele sugere que a melhoria do engajamento e do bem-estar dos funcionários deve ser uma prioridade para os líderes políticos e empresariais que buscam aproveitar ao máximo a recuperação. ## Conclusão O relatório "State of the Global Workplace 2023" da Gallup oferece uma visão abrangente e valiosa do estado atual do local de trabalho global. Através desses insights, podemos começar a entender melhor como melhorar o engajamento dos funcionários, gerenciar o estresse no local de trabalho e aproveitar as oportunidades de emprego para impulsionar o crescimento econômico global. Os insights do relatório são um lembrete de que o engajamento dos funcionários não é apenas uma métrica de RH, mas uma questão estratégica que tem implicações significativas para o desempenho organizacional e o crescimento econômico. Além disso, o relatório destaca a necessidade de abordar o estresse no local de trabalho, que continua sendo uma questão premente para os trabalhadores em todo o mundo. Finalmente, o relatório destaca a importância de aproveitar as oportunidades de emprego. Com mais da metade dos funcionários em todo o mundo acreditando que agora é um bom momento para encontrar um emprego, as organizações devem se esforçar para criar ambientes de trabalho atraentes e envolventes que possam atrair e reter talentos. Em resumo, o relatório "State of the Global Workplace 2023" da Gallup é uma leitura essencial para qualquer pessoa interessada em entender o estado atual do local de trabalho global e as tendências emergentes que estão moldando o futuro do trabalho. ## Referência: - [Relatório Gallup](https://www.gallup.com/workplace/349484/state-of-the-global-workplace-2022-report.aspx?utm%5Fsource=substack&utm%5Fmedium=email&thank-you-report-form=1) ### Negligenciar quem é seu público-alvo pode prejudicar (e muito) sua aquisição URL: https://productoversee.com/blog/negligenciar-quem-e-seu-publico-alvo-pode-prejudicar-e-muito-sua-aquisicao/ Last updated: 2023-07-28T10:45:45.000Z --- Esses dias, entrei num editor de vídeos online para experimentar a versão premium. O editor tinha dois públicos-alvo bem definidos: o editor “individual”, que usaria o produto para criar vídeos para Instagram com o objetivo de produzir conteúdo, e a edição em grupo, voltada para pequenas e médias equipes de marketing. Devo admitir que não consegui passar 15 minutos utilizando o produto e acabei abandonando-o pela dificuldade de entender e encontrar o que eu precisava fazer, o que é algo frustrante, visto que a primeira ação que fiz após me cadastrar foi responder qual tipo de perfil de usuário eu era. Eu esperava conseguir fazer o que eu gostaria de fazer com poucos passos e de maneira simplificada, visto que eu "falei" para o produto que eu era uma usuária individual e que eu só gostaria de criar vídeos simples para Instagram. Apesar do editor ter uma boa prática de identificar de antemão o perfil do usuário que está entrando ali pela primeira vez, visto que ele tem mais de um público-alvo, ele falhou em construir uma experiência de usabilidade simples que me permitisse perceber valor o mais rápido possível. O resultado não foi outro, churn imaturo. # O seu produto não atende todo mundo É certo que o seu produto não atenderá todos os públicos, mas, se ele atender mais de um público, é crucial definir claramente para quais deles você está criando uma nova funcionalidade. Nem todas as funcionalidades são desenvolvidas para atender a todos eles simultaneamente — e é exatamente essa parte, tão fundamental na documentação de uma funcionalidade, que muitas vezes é negligenciada pelos PMs. O problema de generalizar o público-alvo em sua documentação de produto é que características específicas de diferentes públicos alteram significativamente a maneira como você precisa implementar a(s) funcionalidade(s). Deixar claro na documentação e nas discussões com o time, permitirá que os designers criem experiências adequadas e personalizadas para atender às necessidades de cada público. Eles também conseguirão segmentar melhor a interface do produto, inclusive e fundamentalmente, o onboarding dos usuários, o qual é um dos momentos mais críticos para a adoção de um produto. # Segmente as funcionalidades do seu produto Tomemos como exemplo o Notion. Ele tem claramente alguns públicos alvos: times que querem trabalhar colaborativamente, indivíduos que querem organizar melhor sua vida e suas tarefas e para estudantes que querem um espaço para guardar e organizar tudo o que estudam. Ao criar uma conta, você passa pelo onboarding que tem a seguinte tela _This post is for paying subscribers only._ ### O que eu aprendi com o Marketing? URL: https://productoversee.com/blog/o-que-eu-aprendi-com-o-marketing/ Last updated: 2023-07-31T19:19:37.000Z Há um tempo surgiu uma notícia que pegou algumas pessoas de surpresa: o Airbnb anunciou mudanças em relação à carreira dos Product Managers, afetando a gestão de Produtos da empresa. Nesse conceito abordado por Brian Chesky - CEO da Airbnb - a gestão de produtos pode ser combinada com o Marketing, seguindo o mesmo posicionamento da Apple. Se você está por fora desse assunto, pode conferir um material do Product Guru’s a respeito: https://www.productgurus.com.br/blog/repensando-a-gestao-de-produtos-uma-visao-segundo-brian-chesky-ceo-da-airbnb/ Pode fazer sentido unir as áreas em algumas organizações onde os ciclos de entregas são longos, como, por exemplo, as entregas semestrais em softwares da Apple, uma vez que ao não terem entregas constantes, as experimentações, testes, e interações diminuem. E tanto pode fazer sentido que, inclusive, vem trazendo resultados satisfatórios para empresas como a mesma. No fim, o processo se assimila ao de um produto físico, onde o marketing assume a liderança do produto, sendo responsável por entender os 4Ps, ciclo de vida, posicionamento, lançamento, compreensão do mercado - oceano azul, benchmarking, etc… Opa, lendo assim, parece ter semelhanças com um papel que ainda me parece pouco comentado aqui no Itaú: O PMM - Product Marketing Manager. O PMM nasce de uma necessidade de divisão de tarefas e necessidades do produto digital. Afinal, fazer a gestão do produto, a comunicação entre stakeholders e tecnologia, a compreensão de negócios para garantir bons outcomes, priorizações e todas as reuniões que temos como Product Managers já ocupa bastante a agenda, certo? Brincadeiras à parte, seguindo essa linha, gostaria de trazer um pouco de contexto. Antes de trabalhar como Product Manager, estudei e trabalhei com Marketing. O legal para mim é que como estudante de pós-graduação em Marketing Digital eu iniciei em um emprego numa Startup, e lá tive a oportunidade de aplicar metodologias e conhecimentos que estava adquirindo junto aos projetos que tocava com as equipes de design e tecnologia desta empresa. Entre erros e acertos, de repente, estávamos fazendo produto. Claro que com a sorte de ter membros excelentes tanto de design como de tecnologia, que também acreditavam em um trabalho em equipe e tinham conhecimento em produto. Isso me trouxe alguns insights de como o Marketing pode ajudar no seu dia a dia com produto digitais. ## Afinal, como o Marketing me ajudou a pensar em produtos? Em primeiro lugar, o Marketing me ensinou a olhar o cliente - sem o conhecimento do cliente nós não temos conhecimento de suas dores e necessidades. Nas aulas de Design Thinking éramos convidados a fazer não apenas um business canvas, mas a de fato ter um pensamento crítico sobre o negócio, os problemas e os clientes. Não só o problema de negócio, mas qual o problema do cliente iríamos resolver e em qual momento - jornada do cliente - job to be done. Qual a tarefa o cliente quer realizar? Quando se fala no Marketing Digital sobre captação de leads, funil, intenção de compras, canais, estamos também falando de uma estratégia de lançamento (go to market), metrificação, jornada do usuário, product market fit. Quando pensamos em mapa de empatia, estamos olhando para as dores dos clientes e suas necessidades. Já quando pensamos na comunicação, a mesma permite entender a linguagem do cliente, a persona, etc, para que o negócio e o produto estejam bem-posicionados. O caminho é se conectar com tudo que devemos estar atentos quando falamos de produto. Afinal, para gerir um produto precisamos ter a compreensão não só do negócio em si, mas também o mercado onde este negócio se posiciona e saber utilizar os stakeholders especialistas para as dúvidas que tenhamos (só isso daria outro artigo). E quando acaba o papel do Product Manager e entra o papel do Product Marketing Manager? Olhando para escopo de oportunidades no mercado, e com base em um artigo publicado pelo professor Edney Souza, podemos dizer que o Product Manager estará olhando para a criação do produto, alguns exemplos de escopo: ● Responsável pela criação do produto em conjunto com designers e desenvolvedores, ou seja, estar atento à visão e como esse produto deve evoluir, incluindo novas funcionalidades, por exemplo. ● Responsável por avaliar se essas oportunidades estão alinhadas aos objetivos de negócios. ● Descobrir necessidades e dores dos clientes por meio de Discovery Continuous. ● Definir MVP e priorizações. ● Realizar ideações e interações com os membros do time (PM, Designer, Devs). ● Criar documentação, como Roadmaps, Histórias, BDD, PRC, DOR, DOD, etc. Enquanto o Product Marketing Manager terá um escopo mais focado na camada de go-to-market: ● Planejar o lançamento do produto ● Posicionar o produto no mercado ● Gerenciar o crescimento do produto ● Entender o mercado por meio de pesquisas ● Comunicar o produto para o mercado ● Treinar as equipes de vendas para destacar as vantagens do produto ● Participar na criação de campanhas de marketing ● Realizar outras atividades relacionadas Interessante deixar claro que, independentemente de você ser PM ou PMM, ambos devem gerir stakeholders, analisar métricas, compreender o cliente e suas necessidades - assim como a sua jornada, e trabalhar para melhorias constantes. Mas, o mais importante que eu gostaria de trazer nesse texto é que não é a nomenclatura do cargo que importa, até porque nomenclaturas podem variar o tempo todo. O importante é ter o conhecimento de matérias que irão agregar na visão de negócio em geral e na compreensão do cliente. Quanto mais entendermos do nosso cliente, suas necessidades e também dos objetivos macros da empresa que trabalhamos, mais fácil fica a entrega de um produto de valor tanto para o cliente quanto para o negócio - o que chamamos de um resultado saudável! E foi isso que aprendi com o marketing. Mais que métricas, funis, campanhas divertidas, captação de leads ou comunicação por e-mail marketing, o Marketing Digital foi o primeiro a me ensinar a importância sobre entender o cliente para ter uma entrega de valor. ## Referências - [https://awari.com.br/product-market-fit/](https://protect2.fireeye.com/v1/url?k=368ea41e-54b7f8cf-368a842b-74fe4859184b-3096b2935e26ff98&q=1&e=486e1393-1acf-44dd-baa8-e20e8e098f7b&u=https%3A%2F%2Fawari.com.br%2Fproduct-market-fit%2F&ref=productoversee.com) - [https://jocatorres.medium.com/airbnb-e-o-fim-dos-product-managers-82a18592489c](https://jocatorres.medium.com/airbnb-e-o-fim-dos-product-managers-82a18592489c?ref=productoversee.com) - [https://www.linkedin.com/pulse/product-manager-e-marketing-qual-diferen%C3%A7a-edney-souza-/?originalSubdomain=pt](https://www.linkedin.com/pulse/product-manager-e-marketing-qual-diferen%C3%A7a-edney-souza-/?originalSubdomain=pt&ref=productoversee.com) - [https://rockcontent.com/br/blog/design-thinking/](https://rockcontent.com/br/blog/design-thinking/?ref=productoversee.com) ### Twitter vira “X”: saiba mais sobre o novo nome do Twitter URL: https://productoversee.com/blog/twitter-vira-x/ Last updated: 2023-07-27T10:46:39.000Z O Twitter vira X: é isso mesmo o que você leu. [Elon Musk fez um tweet](https://twitter.com/elonmusk/status/1682978324375543808?ref%5Fsrc=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1682978324375543808%7Ctwgr%5E8c83638125ffd4b3cc4a265b741c9dbc8bfa1e8b%7Ctwcon%5Es1%5F&ref%5Furl=https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Ftecnologia%2Ftchau-passaro-azul-elon-musk-inicia-processo-de-rebranding-do-twitter-como-x%2F&ref=productoversee.com), em 23 de julho de 2023, sugerindo a mudança da que aconteceria na rede social. Durante a madrugada do dia 24 de julho, o domínio “[www.x.com](http://www.x.com/?ref=productoversee.com)” já estava apontado para “[www.twitter.com](http://www.twitter.com/?ref=productoversee.com)”. A última vez que o Elon Musk trocou o logo do Twitter, foi para colocar a carinha do cão Shiba Inu. Era uma piada que fez o [dogecoin subir 30%](https://www.cnbc.com/2023/04/03/dogecoin-jumps-over-30percent-after-twitter-changes-logo-to-doges-symbol.html?ref=productoversee.com) \- e o Elon Musk convenientemente investia na criptomoeda. Após diversos episódios polêmicos, como demissões em massa, perda significativa de receita publicitária e embate com gigantes, como a [Microsoft](https://productoversee.com/twitter-acusa-microsoft-de-colher-dados-da-rede-social-de-forma-inadequada-para-construir-aplicativos/) e o Meta, a marca do pássaro azul passa por um processo de rebrand e, em breve, não se chamará mais Twitter. Neste artigo, você vai entender por que o [Twitter mudou de nome](https://techcrunch.com/2023/07/24/twitter-has-officially-changed-its-logo-to-x/?ref=productoversee.com), o que dizem os executivos da empresa e qual foi a reação do público diante de mais um acontecimento marcante envolvendo o bilionário Elon Musk. ## Por que o Twitter mudou de nome? Não é novidade que o Twitter vem enfrentando alguns desafios desde o ano passado: houve o imbróglio judicial que determinou que o empresário concluísse a compra da empresa; passando por demissões em massa e pelo início da cobrança pelo uso de dados da rede; e chegando no lançamento do [Threads, concorrente direto da plataforma](https://productoversee.com/threads-como-o-sucesso-do-app-acirra-ainda-mais-a-disputa-com-o-twitter/). Tempos difíceis pedem medidas incisivas. O movimento de rebrand parece chegar nesse contexto, além de indicar que existe o objetivo de adequar a marca da rede social à identidade de suas outras empresas. Apesar de impactante, a mudança e a escolha do novo nome do Twitter não é exatamente uma surpresa. É preciso lembrar que [a razão social do Twitter já havia sido trocada para “X Corp”](https://olhardigital.com.br/2023/04/19/pro/agora-e-oficial-twitter-passa-a-se-chamar-x-corp/?ref=productoversee.com) e que o “X” se faz presente nas outras marcas e nos produtos do empresário: - SpaceX, fabricante de de sistemas aeroespaciais, transporte espacial e comunicações; - X.AI, startup de inteligência artificial; - carros da linha Model X, da Tesla. A busca pela unificação das marcas também remete a outro ponto anteriormente levantado pelo empresário: [transformar o Twitter em um superapp](https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2023/02/twitter-vai-virar-super-app-musk-quer-oferecer-servicos-de-pagamento.ghtml?ref=productoversee.com). Ainda pouco comuns no Brasil, mas bastante populares em países como a China, os superapps concentram diversas funcionalidades em um só aplicativo: - serviços de pagamento; - troca de mensagens; - relações comerciais. Não podemos ignorar outro fato: a mudança de marca acompanha a queda de receita da empresa. [Segundo o próprio Elon Musk](https://twitter.com/elonmusk/status/1680082007873953794?s=20&ref=productoversee.com), a arrecadação via publicidade ainda é assunto delicado e, antes de qualquer outra ação, é preciso deixar o caixa no azul. Ao que parece, as movimentações para uma possível recuperação financeira já estão acontecendo. ## O que diz a executiva do X sobre a mudança de nome do Twitter Além do anúncio iniciado no último domingo, 23, pelo dono da X Corp, também houve o posicionamento de outra figura importante para a empresa: Linda Yaccarino, [CEO do Twitter](https://productoversee.com/conheca-linda-yaccarino-a-nova-ceo-do-twitter-indicada-por-musk/), agora X. Também no dia 23, [a executiva postou um X](https://twitter.com/lindayacc/status/1683214311957594113?ref=productoversee.com) (segundo Musk, os tweets se chamarão x com a mudança) em que afirma que a nova plataforma será capaz de “entregar tudo” e que o X já vem sendo desenhado há, pelo menos, 8 meses. Yaccarino vai além e constata que o superapp irá transformar a praça da cidade global. De acordo com a executiva, a plataforma X será potencializada com inteligência artificial - o que já era de se esperar, uma vez que, recentemente, Musk anunciou sua nova empresa com foco em IA. Porém, ainda não está claro o que o uso da tecnologia vai entregar de novo aos usuários. Em [memorando enviado aos funcionários da empresa](https://www.cnbc.com/2023/07/24/read-ceo-linda-yaccarinos-message-to-twitter-staff-about-the-rebrand-to-x.html?ref=productoversee.com), Linda afirma que com o X eles irão ainda mais longe e vão, novamente, causar uma grande impressão no mundo. Ela também frisa a mentalidade inovadora da empresa e a capacidade de se movimentar rapidamente. Por último, reforça que todos fazem parte da história que está sendo escrita. Ao que parece, as expectativas com as mudanças são grandes e as mudanças já vinham sendo pensadas há algum tempo. ## Entenda a reação da internet com o novo nome do Twitter A gente sabe que a internet não perdoa. Logo após o anúncio do rebrand do Twitter, as [brincadeiras já começaram entre os usuários](https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2023/07/24/muda-nome-o-twitter-rede-social-vira-meme.htm?ref=productoversee.com) e muitos memes surgiram. Já foi feita a comparação entre o logo da X e a logomarca da Caixa Econômica Federal, instituição bancária brasileira. Também vimos a brincadeira chegar no pássaro Larry, que ficou triste porque também entrou na onda das demissões do Twitter. Teve gente se perguntando se o Mark Zuckerberg vai mudar o nome do Threads para Y e houve quem se lamentasse profundamente pelo desaparecimento do icônico passarinho azul. A nós, usuários da rede, entusiastas da tecnologia e curiosos, resta aguardar anúncios com mais novidades. Por ora, a mudança que realmente podemos ver é que o emblemático pássaro azul, Larry, já não aparece mais nas páginas da rede social. Apesar disso, a URL ainda consta com o nome “Twitter”. Tenho certeza de que, muito em breve, teremos mais notícias do X. ### Cucumber e BDD: Aprimorando a Gestão de Produtos URL: https://productoversee.com/blog/cucumber-e-bdd-aprimorando-a-gestao-de-produtos/ Last updated: 2023-07-27T10:45:39.000Z O papel de um Product Manager (PM) é multifacetado e essencial para a coordenação eficaz do desenvolvimento de produtos digitais. Uma compreensão profunda das metodologias utilizadas pode ser um trunfo inestimável, destacando-se entre elas o Behavior-Driven Development (BDD). Esta abordagem se alinha bem com o papel de um PM, tendo como foco a colaboração entre as equipes e a entrega centrada no usuário. Quero nos aprofundar nas boas práticas de BDD para PMs, dando especial atenção à ferramenta de teste baseada em comportamento conhecida como Cucumber. ## BDD e a Ferramenta Cucumber: Uma Sinergia Eficaz Como abordado anteriormente em nosso artigo[ "Product Manager: Indo além dos critérios de aceitação"](https://productoversee.com/product-manager-indo-alem-dos-criterios-de-aceitacao/), o BDD é uma metodologia que estimula a colaboração entre as partes interessadas para definir o comportamento esperado de um software. Em vez de se concentrar apenas em especificações técnicas, o BDD enfatiza a criação de cenários de uso em uma linguagem compreensível para todos os envolvidos. Nesse contexto, entra em cena o Cucumber. Ele é uma ferramenta de teste que permite a tradução desses cenários de uso em testes automatizados. Além disso, o Cucumber vai além de simplesmente definir critérios de aceitação, tornando-se um catalisador para uma compreensão compartilhada entre PMs, equipes de desenvolvimento e QA (Quality Assurance). ## Práticas para Aprimorar a Gestão de Produtos com BDD e Cucumber ### Prática 1: Participação Ativa no BDD O BDD promove a colaboração, o que significa que os PMs devem participar ativamente das discussões de cenários de uso, esclarecendo as necessidades dos usuários e garantindo que todos na equipe tenham a mesma compreensão. ### Prática 2: Uso Efetivo de 'User Stories' e 'Acceptance Criteria' Esses são dois componentes centrais do BDD. As User Stories descrevem o que o usuário deseja alcançar com o produto e devem ser acompanhadas de critérios de aceitação claros, que são condições específicas que devem ser cumpridas para a conclusão da história. ### Prática 3: Compreensão das Ferramentas de BDD _This post is for subscribers only._ ### Aprendizados em liderança para potencializar o dia a dia de produto URL: https://productoversee.com/blog/aprendizados-em-lideranca-para-potencializar-o-dia-a-dia-de-produto/ Last updated: 2023-07-26T10:46:32.000Z Como profissional de produto, você precisa lidar com diferentes equipes e buscar o engajamento de pessoas de áreas variadas. Para isso, a liderança é um elemento essencial. Eu atuei como líder em equipes de projetos antes de migrar para Product Manager. Essa minha experiência me ensinou algumas lições valiosas sobre liderança, que podem ser aplicadas no contexto de produtos. Uma história que me marcou na transição foi a de uma amiga, que na época atuava como Product Manager, em uma renomada fintech de pagamentos. Apesar de não ter o título de "líder do time técnico", ela acabou assumindo o papel de líder dentro do seu time em um trabalho de colaboração com o Tech Lead. Isso me fez refletir sobre a relação entre liderança e trabalho em produtos no meu processo de transição de carreiras. **Então, como o tema "liderança" se relaciona com o seu trabalho como Product Owner ou Product Manager? Eu preciso ser sênior, GPM ou Head para exercê-la?** Aqui estão alguns insights que aprendi e que podem ser aplicados independente da sua senioridade: ## 1\. Não basta apenas se importar de verdade, é preciso criar a percepção de que você se preocupa. Não é raro encontrarmos líderes que se preocupam apenas em gerir tarefas e que, apesar de terem sido excelentes no operacional, viram micro gerenciadores preocupados apenas em garantir que você execute uma tarefa como eles o faziam. Esse é o curso “natural” do crescimento hierárquico: um dia você é júnior, no outro vira “júnior/sênior”, eventualmente se torna sênior e passa a gerir pessoas. A empresa não te prepara para isso, a empresa só te preparou para entregar tarefas e te “reconheceu” por isso (recomendo [esse episódio do Love the problem](https://www.youtube.com/watch?v=FSfSaYZH3uk&ref=productoversee.com) sobre isso). Por outro lado, **sabemos que liderar pessoas é muito mais do que ter o cargo na carteira de trabalho, e que se preocupar com as metas da empresa não é suficiente para que uma equipe se sinta engajada e realizada. Para reverter essa lógica, você deve se importar verdadeiramente com a equipe e criar vínculos.** _This post is for subscribers only._ ### O mínimo que uma pessoa de produto precisa saber sobre tecnologia URL: https://productoversee.com/blog/o-minimo-que-uma-pessoa-de-produto-precisa-saber-sobre-tecnologia/ Last updated: 2023-07-25T14:56:01.000Z > "Eu preciso saber programar?" "O quanto eu preciso saber de tecnologia?" Essas são as perguntas que recebo com bastante frequência no meu dia a dia, seja em mentorias, seja em canais públicos que estou. Esse já é um debate antigo na comunidade de produto, principalmente sobre se um PM precisa ou não saber programar. No geral, a minha resposta é bem curta e direta: não. Escrever código é o trabalho do engenheiro de software, não do PM e nem do design. Agora, saber programar é algo ruim? Absolutamente não, inclusive pode te dar uma vantagem muito grande no seu dia a dia nos debates no time. Sei disso porque sou formado em Engenharia de Computação e isso me faz conseguir ter uma profundidade muito grande para conversar com as pessoas de engenharia e traduzir o tecniquês para os stakeholders de forma mais simplificada. Mesmo eu enxergando essa vantagem, eu continuo achando que um PM não deveria parar para aprender programação. Ao invés disso, na minha visão, ele deveria gastar esse tempo aprendendo sobre tecnologia de maneira mais abrangente e se ele já sabe, então deveria estar aprendendo mais e mais sobre negócio e sobre o mercado que está. No geral, o que falo para as pessoas é o seguinte: será muito mais complicado fazer um bom trabalho trabalhando com tecnologia se você não entender sobre tecnologia. É algo até incongruente. E não, não estou falando que não tem PMs com muito sucesso e que sabem pouco sobre tecnologia, pois sei que tem. Mas como disse, sua vida seria muito, mas muito mais fácil se soubesse. Então, sim, se você trabalha com produtos digitais, é muito importante que você saiba pelo menos o básico sobre como os sistemas e a programação funciona. Isso irá te ajudar e muito no seu dia a dia. Já pensou conseguir contrapor com argumentos mais sólidos que algo não precisa demorar 3 meses para ser feito, por que existem alternativas que podem ser feitas ao invés do código perfeito? Imagine conseguir acelerar a tomada de decisão sem depender totalmente de uma pessoa de engenharia? Parece libertador, não? Para mim sempre foi! ## O que preciso saber, então? De maneira abrangente, o que falo para as pessoas aprenderem sobre tech são os seguintes tópicos: ⁣ - **Entenda como funciona a internet:** entender como o conteúdo de um site chega no navegador do seu computador é uma boa base de tecnologia para qualquer profissional. - **Como funciona um algoritmo e as linguagens de programação:** algoritmos são a base de qualquer profissional que trabalha com programação. Na Universidade, a primeira coisa que você aprende em programação são algoritmos. Além disso, entender os conceitos básicos da programação é muito útil para você se encontrar dentro de conversas mais técnicas com as pessoas de engenharia. Isso pode incluir coisas como entender como os dados são armazenados e recuperados, o que é uma API, o que é *backend* e o que é *frontend*. - **Fundamentos da arquitetura de software:** aqui você pode aprender especificamente sobre os sistemas da empresa que você trabalha, mas também pode aprender alguns tipos de arquitetura de maneira mais genérica. - **Análise de dados**: se você quer ir um pouco além, aprender SQL te dará mais autonomia em análise de dados. Acredite, SQL não é um bicho de 7 cabeças e você consegue, sim, aprender pelo menos o básico. E mesmo que você não queira aprender SQL, o mínimo que você precisa saber como uma pessoa de produto, é conseguir extrair informações de dashboards de dados. - **Tecnologias Específicas do Produto:** é super importante que você entenda as tecnologias específicas que alimentam o seu produto. Por exemplo, se o seu produto é um aplicativo móvel, é importante que você entenda o básico sobre o desenvolvimento de aplicativos móveis. - **Conceitos básicos da tecnologia da informação:** por último, ajuda muito se você souber conceitos básicos sobre como funciona uma nuvem, cache, mensageria, micro serviços, monolito e outros termos bastante comuns no dia a dia de um time de desenvolvimento de produto. Você não precisa aprender nada disso profundamente, só o suficiente para você não ficar alienado quanto aos temas. Acredite, não é tão difícil quanto parece e os benefícios que você terá no seu dia a dia e até para o seu valor de mercado serão muito grandes. ## Dicas de onde buscar conhecimento Se você não tem uma formação técnica como eu (que fiz Engenharia de Computação), não pense que você precisa fazer uma faculdade para aprender tecnologia no nível que você precisa aprender, porque não precisa. A sua primeira fonte de aprendizado está justamente com as pessoas de engenharia, até porque, só elas vão conseguir te ensinar sobre os sistemas da empresa. Eu sempre que chego numa empresa marco várias sessões com as pessoas de engenharia dos meus times e peço para eles me explicarem os sistemas e como eles se relacionam. Não fique com medo de pedir ajuda, inclusive é algo que demonstra muito boa vontade e você tem a oportunidade de criar uma relação melhor com as pessoas que desenvolvem. Eu nunca recebi uma negativa de um pedido de ajuda, pelo contrário, as pessoas sempre foram muito solícitas. Outro caminho é você fazer um curso de tecnologia em uma das mais diversas plataformas de estudos que temos por aí. Uma baita indicação é o curso *[Tecnologia para Pessoas de Produto](https://bit.ly/tech-oversee?ref=productoversee.com)* (tem cupom de desconto para vocês no link) do Rafael Camarda na Udemy. Ele criou esse curso justamente para ensinar o que uma pessoa de produto precisa saber sobre tecnologia no seu dia a dia. E um último caminho é buscar conhecimento nos livros. Aqui é um pouco mais complexo, porque você teria que aprender sozinho, mas também acho um caminho super válido. Vou deixar aqui algumas indicações para você que gosta de ler e se aventurar em novos caminhos: - **[Introdução à Linguagem SQL: Abordagem Prática Para Iniciantes](https://amzn.to/3Qc3Sij?ref=productoversee.com)** - **[SQL - Guia Prático: um Guia Para o uso de SQL](https://amzn.to/3rI3eyN?ref=productoversee.com)** - **[Algoritmos E Lógica Da Programação](https://amzn.to/3Dqduyi?ref=productoversee.com)** - **[Algoritmos para leigos](https://amzn.to/3q8IXSn?ref=productoversee.com)** - **[How to Speak Tech: The Non-Techie's Guide to Key Technology Concepts](https://amzn.to/3DtaAJ3?ref=productoversee.com)** - [Engenharia de Software Moderna: Princípios e Práticas para Desenvolvimento de Software com Produtividade](https://amzn.to/3O00Uus?ref=productoversee.com) - [Fundamentals of Software Architecture: An Engineering Approach](https://amzn.to/3OtQ5lK?ref=productoversee.com) Tire de você essa crença limitante que você não consegue aprender tecnologia. Quando eu entrei na faculdade eu não sabia absolutamente nada sobre programação e tive dificuldades no começo para aprender, mas o que eu aprendi é que com insistência e repetição as coisas se encaixam mais cedo ou mais tarde. Pode não ser intuitivo no começo, mas não desista. Aprender sobre tecnologia só irá te trazer benefícios como um profissional de produto. Vamos começar hoje? ### 5 Dicas para Montar Dinâmicas com Clientes e Obter os Melhores Resultados URL: https://productoversee.com/blog/5-dicas-para-montar-dinamicas-com-clientes-e-obter-os-melhores-resultados/ Last updated: 2023-07-25T10:46:27.000Z No mundo dos negócios, é fundamental manter uma relação estreita e produtiva com os clientes. Através de dinâmicas bem estruturadas, é possível envolvê-los de maneira mais profunda desde o início da concepção da estratégia de produtos. No entanto, é preciso ter cuidado ao planejar essas dinâmicas, pois uma abordagem inadequada pode resultar em perda de foco e desperdício de tempo para ambas as partes envolvidas. Neste artigo, discutiremos algumas opiniões valiosas para profissionais de produtos que desejam montar dinâmicas com clientes, visando alcançar resultados significativos. ## 1\. Seja firme no propósito da agenda Ao planejar uma dinâmica com clientes, é essencial ter clareza sobre o propósito e os objetivos a serem alcançados. Um aspecto crucial é garantir que o Mestre de Cerimônias (MC) seja capaz de guiar adequadamente a dinâmica, mantendo o foco nas metas estabelecidas. Experiências negativas podem ocorrer quando o MC não possui essa habilidade, resultando em perda de direção e falta de produtividade durante a interação com os clientes. É importante assegurar que a dinâmica esteja alinhada com os interesses dos clientes e que os esforços sejam direcionados para atender suas necessidades. Dessa forma, é possível fortalecer a confiança do cliente e permitir que a cocriação seja voltada para as dores e desejos que estes podem possuir. _This post is for subscribers only._ ### O PM de corpo, mente e alma URL: https://productoversee.com/blog/o-pm-de-corpo-mente-e-alma/ Last updated: 2023-07-24T12:28:00.000Z Se o título do artigo te fez pensar que esse é um post sobre yoga, meditação e paz de espírito, então preciso avisar que definitivamente não é o caso. E se você nunca ouviu falar do conceito de empresa plena, saiba que ele foi criado pelo Roberto Adami Tranjan no livro [“A Empresa de Corpo, Mente e Alma”](https://amzn.to/44ImYkn?ref=productoversee.com) e significa uma empresa que olha para os recursos, pessoas e estratégia de maneira equilibrada. ### **O que é uma empresa de corpo, mente e alma?** É uma empresa onde a energia dedicada à tríade está em equilíbrio. Nas palavras do próprio autor Roberto: > “O corpo é formado pela parte visível e tangível: máquinas e equipamentos, instalações, estoques, produtos e serviços, duplicatas, relatórios, caixa e lucro. A mente trata da relação com o mercado, com os clientes, com o futuro. Cuida das estratégias, do negócio, do foco, dos diferenciais. A alma consiste nos relacionamentos internos, na comunicação, no comprometimento, na motivação, no exercício da liderança e no trabalho em equipe.” Então, empresa plena é uma empresa que dedica recursos e atenção de maneira igual para essa tríade (parte visível, mente e alma). E a melhor forma de entender as partes é falar do que acontece quando existe o desequilíbrio, ou seja, quando uma parte se sobressai a todas as outras: ### **O foco no corpo** Quando a energia está dedicada ao corpo a empresa se torna uma empresa-objeto. A rotina é sempre uma correria, não se tem tempo para equipe, para *feedbacks*, muito menos existe tempo para se perguntar o quê e o porquê dos que estamos fazendo. O operacional é o que dita a vida de quem trabalha na empresa-objeto, assim como a sobrecarga de trabalho. Para Product Managers, podemos dizer que é quando o foco está no *backlog*, na especificação, no card do Jira. Gasta-se tempo refinando itens, cuidando se as informações estão preenchidas nas *user stories*, mas não se analisa criticamente se aquilo trará resultados. Bem-estar da equipe, então? Nem se fala, não temos tempo, temos cards para especificar e sprints para planejar. _This post is for subscribers only._ ### Google e a Revolução da IA no Jornalismo: Uma Análise da Ferramenta "Genesis" URL: https://productoversee.com/blog/a-experiencia-ai-do-google-um-novo-capitulo-no-jornalismo-ou-uma-ameaca-a-reportagem-autentica/ Last updated: 2023-07-23T18:58:54.000Z Em uma iniciativa audaciosa que pode potencialmente remodelar o cenário do jornalismo digital, o Google, líder mundial em tecnologia, está experimentando uma ferramenta de inteligência artificial (IA) projetada para escrever artigos de notícias. Esta inovação, segundo nossas fontes, tem gerado um misto de curiosidade e apreensão na indústria do jornalismo. A ferramenta de IA do Google, conhecida internamente como "Genesis", foi projetada para absorver informações e gerar textos jornalísticos. A visão do Google para o Genesis é de um assistente de redação, não um substituto para jornalistas, automatizando tarefas rotineiras para permitir que os profissionais de notícias se concentrem em aspectos mais complexos de seu trabalho. A empresa vê isso como um exercício em "tecnologia responsável". No entanto, nem todos na indústria do jornalismo compartilham o otimismo do Google. Alguns executivos, ao serem apresentados à ferramenta Genesis, expressaram preocupações, citando o potencial de minar o esforço meticuloso que vai para a elaboração de notícias precisas e bem pesquisadas. Em resposta a essas preocupações, o Google declarou: "Estamos nos estágios iniciais de explorar ideias para potencialmente fornecer ferramentas habilitadas para IA para ajudar os jornalistas em seu trabalho". A empresa imagina que essas ferramentas de IA possam auxiliar em tarefas como geração de manchetes e sugestões de estilo de escrita, com o objetivo final de melhorar a produtividade dos jornalistas. Este desenvolvimento ocorre em um momento em que várias organizações de notícias, incluindo NPR e Insider, anunciaram suas intenções de explorar o uso de IA em suas redações. No entanto, o uso de IA no jornalismo não está isento de suas armadilhas. No início deste ano, o CNET, um site de mídia americano, começou a usar IA generativa para produzir artigos, uma jogada que levou a um número significativo de correções devido a erros factuais e potencial plágio. Embora o Genesis do Google possa potencialmente revolucionar a redação, ele também levanta questões sobre a propagação potencial de desinformação através de artigos gerados por IA que carecem de verificação de fatos e edição minuciosa. À medida que o mundo do jornalismo lida com essas preocupações, uma coisa é clara: a interseção de IA e jornalismo é um espaço a ser observado de perto. ## Referências - [Google Tests A.I. Tool That Is Able to Write News Articles](https://www.nytimes.com/2023/07/19/business/google-artificial-intelligence-news-articles.html?smtyp=cur&smid=tw-nytimes&ref=productoversee.com) ### Formação de hábitos e o Apple Watch URL: https://productoversee.com/blog/formacao-de-habitos-e-o-apple-watch/ Last updated: 2023-07-22T22:04:14.000Z Outro dia vi uma publicação no LinkedIn que fez sucesso ao atacar diretamente o Apple Watch, mostrando um outdoor de um relógio de pulso dizendo que sua única função era mostrar as horas e não perturbar o usuário com notificações. Entretanto, quem fez esse material publicitário esqueceu de um fator crucial que torna o Apple Watch um verdadeiro sucesso. A importância que um produto tem na rotina dos usuários. A jornada de sucesso do Apple Watch foi moldada pelos poderosos mecanismos de hábitos: **GATILHO:** O gatilho é o primeiro componente da formulação do hábito e atua como um sinal ou estímulo que inicia o comportamento habitual. O Apple Watch é inteligente o suficiente para reconhecer quando o usuário está prestes a iniciar uma atividade física, bastando um toque no pulso para começar a registrar e acompanhar todo o desempenho do usuário. Essa simplicidade de interação torna a adoção do dispositivo algo natural e instintivo. _This post is for subscribers only._ ### Quando o ágil fará a mea culpa da sua contribuição à "pandemia" de reuniões? E dá para fazer diferente? URL: https://productoversee.com/blog/quando-o-agil-fara-a-mea-culpa-da-sua-contribuicao-a-pandemia-de-reunioes-e-da-para-fazer-diferente/ Last updated: 2023-07-21T10:46:03.000Z Em seu ótimo livro, Gestão de Alta Performance, o lendário CEO da Intel, Andy Grove, define *middle-management* como qual papel cuja função primordial é facilitar o fluxo de informação numa organização. Portanto, isto vale tanto para pessoas com função de gerenciar pessoas quanto outros tantos papéis executados por contribuidores individuais. Em muitos contextos, acho que seria justo identificar pessoas de produto como parte desse grande conjunto de *middle-management*, dado as responsabilidades e atribuições corriqueiramente envolvidas. E isso de forma alguma deve ser interpretado com algum demérito, muito pelo contrário, já que Andy Grove faz uma espécie de ode a *middle-managers* em seus escritos. Atribuindo a estas funções não só a manutenção do dia a dia da operação, mas também de ajustes cruciais, dentro de limites do escopo de controle, que adapta como uma empresa opera face a novas informações, muito antes de que os sinais sejam fortes o suficiente para que a alta liderança mude os rumos de forma mais estrutural, quando necessário. Para ilustrar esta constatação, Andy Grove conta a história de como, enquanto a alta liderança da Intel ainda debatia sobre uma mudança de direção estratégica que parecia necessária, observaram que ajustes na nova direção já vinham sendo feitos taticamente por *middle-managers*, na medida do possível. Isto é provavelmente particularmente relevante em empresas de maior complexidade. E seja, talvez, o aspecto positivo que contrabalanceia a visão mais negativa de *middle-managers* como donos de silos que procuram proteger o seu território (o que, sim, acontece também na realidade). A esta altura, você pode estar se perguntando - o que toda esta introdução tem a ver com o título do artigo? Bom, acho que você já vai entender… ## Infelizmente, como é o dia de um *middle-manager, provavelmente,* na grande maioria das empresas… _This post is for paying subscribers only._ ### Devaneios sobre PMs desaparecerem URL: https://productoversee.com/blog/devaneios-sobre-pms-desaparecerem/ Last updated: 2023-07-21T14:27:36.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2023/07/Tera-Trends--3--4.png)](https://trends.somostera.com/?utm%5Fsource=product%5Foversee&utm%5Fmedium=social&utm%5Fid=tera%5Ftrends) --- Após o pronunciamento de Dylan Field sobre a fusão dos Product Managers (PMs) com os Product Marketing Managers (PMMs) no Airbnb, surgiram diversas discussões sobre a "morte do PM como conhecemos". No entanto, é importante destacar que a disciplina de Product Management ainda continua relevante, mesmo diante dessas mudanças. Tirando [o front-end que invariavelmente vai morrer mesmo](https://diegoeis.com/o-fim-do-front-end-html/?ref=productoversee.com), seja por conta de uma mudança drástica de atuação, ou simplesmente por que o sentido da sua tarefa se perdeu completamente, a disciplina de Product Management vai sofrer uma série de transformações, ainda mantendo o escopo de trabalho e objetivo de atuação. Se você não sabe do que estamos falando, dá uma olhada no trecho aqui: [Leading through uncertainty: A design-led company - Brian Chesky (Config 2023) - YouTube](https://www.youtube.com/watch?v=Dkfijg7s76o&t=559s&ref=productoversee.com) Um motivo para isso é que a disciplina está amadurecendo e criando novas possibilidades de atuação. A atuação de PMs é naturalmente generalista. Veja bem: [generalismo é diferente de superficialidade](https://diegoeis.com/assumi-que-sou-generalista-e-isso-me-deixou-mais-leve/?ref=productoversee.com). Alguém generalista conhece o suficiente de vários assuntos. Mas esse "conhecimento suficiente" é o que diferencia de alguém especialista. Ser superficial é outra coisa: é conhecer pouco de muita coisa. Ter a amplitude de um lago, mas ser raso como uma poça d'água. Ter um conhecimento generalista quer dizer que você consegue conectar diversos assuntos de várias esferas diferentes, facilitando a conversa, construção de soluções, potencializando a eficácia. ## O Generalismo e a Especialização dos PMs É aqui que as pessoas confundem o perfil de profissionais desse estilo: elas acham que o generalismo está na atuação. O que é uma visão muito estreita da coisa. PMs precisam ser especialistas em pelo menos duas coisas: _This post is for paying subscribers only._ ### Nova ferramenta do Wix pode criar websites completos a partir de prompts URL: https://productoversee.com/blog/nova-ferramenta-do-wix-pode-criar-websites-completos-a-partir-de-prompts/ Last updated: 2023-07-20T14:08:08.000Z A adoção da inteligência artificial no Brasil está acontecendo de forma rápida: segundo pesquisa da IBM, [41% das empresas](https://www.ibm.com/blogs/ibm-comunica/estudo-ibm-41-das-empresas-no-brasil-ja-implementaram-ativamente-inteligencia-artificial-em-seus-negocios/?ref=productoversee.com) que atuam no país já implementaram a tecnologia na rotina empresarial. Junte a isso o fato de que a IA [inspira confiança para mais de 80%](https://kpmg.com/br/pt/home/insights/2023/04/avanco-inteligencia-artificial-brasil.html?ref=productoversee.com#:~:text=Na%20opini%C3%A3o%20de%2084%25%20dos,confiar%20em%20sistemas%20de%20IA.) de pessoas entrevistadas pela KPMG. O resultado só pode ser um: vasto uso de ferramentas que agilizam a vida dos profissionais via IA. Em 2023, já vimos muitos acontecimentos envolvendo IA: uma nova versão do Chat GPT; o [Bard](https://productoversee.com/bard-o-llm-do-google-e-lancado-no-brasil-veja-as-primeiras-impressoes/), LLM do Google; o Twitter limitando o acesso de dados para não alimentar o machine learning de gigantes. Agora, chega a vez do Wix anunciar sua nova funcionalidade de criação de websites usando inteligência artificial. Neste artigo, a gente te explica tudo sobre a novidade da plataforma e como qualquer pessoa, ainda que leiga, vai conseguir criar um website completo e personalizado com o apoio da inteligência artificial. Vamos nessa? ## O que é a essa nova feature do Wix? O intuito é facilitar a vida de quem precisa personalizar e dar um visual interessante para o website de sua empresa, mas ou não tem os conhecimentos técnicos necessários, tempo para desenvolver ou até mesmo dinheiro para investir nessa frente. O cofundador e CEO da empresa, Avishai Abrahami, [afirmou que acredita no poder da IA](https://techcrunch.com/2023/07/17/wixs-new-tool-can-create-entire-websites-from-prompts/?ref=productoversee.com) de facilitar a criação de funcionalidades que dizem respeito a parte de back-end e infraestrutura do desenvolvimento de um site. Além da criação do visual, é importante destacar que o Wix já havia lançado um criador de texto que é integrado ao Chat GPT e que apoia o usuário em textos para as seções do site. Com isso, se a ferramenta for bem utilizada, também se ganha em termos de SEO, rankeamento orgânico nos mecanismos de busca e, potencialmente, aumenta o volume de pessoas alcançadas. ## Como funciona a inteligência artificial no Wix? A partir de prompts que os usuários inserem na própria plataforma, a IA analisa as informações e faz uma série de perguntas para entender questões importantes na criação de um site, como: - público-alvo - tipo de negócio - objetivo do site Com essas informações, a IA utilizada pelo Wix vai gerar textos, imagens e a própria estrutura do website. Segundo a empresa, a diferença para seus concorrentes é que além disso, ele também pode gerar componentes essenciais para um e-commerce, como agendamentos, pedidos, ingressos para eventos e recursos de pagamento. Aqui, também já fica claro que, para ter o melhor resultado, é preciso entender a maneira mais adequada de se usar os prompts. Quanto mais assertivo o comando, melhor o retorno que a IA vai dar ao usuário. De acordo com Abrahami, o fato de pequenas empresas enfrentarem dificuldades para lançar e manter um site faz com que as chances de rentabilização caiam. Recursos como esse chegam para apoiar essas pessoas na rotina de um negócio. Apesar de todos os benefícios trazidos pela tecnologia, os usuários ainda podem fazer alterações manuais a qualquer momento. Isso é um bom indicativo de que [o olhar humano ainda precisa ser um vigilante das atuações tecnológicas](https://productoversee.com/por-que-as-ias-nunca-irao-substituir-os-seres-humanos/). O desafio que todos temos hoje é este: usar a IA para agilizar nossa rotina e seguir lançando um olhar crítico sobre ela e melhorando certos aspectos que só a experiência humana pode fazer. Alguns exemplos disso no contexto da criação de um site são a fluidez de um texto, a checagem de dados que podem estar desatualizados, a qualidade da escrita e a conexão entre imagens sugeridas e o seu negócio. ## Como criar um site usando a inteligência artificial? Para você criar um site com a ajuda de IA, há algumas etapas que não podem ser esquecidas. Preparamos um passo a passo express e mão na massa para você garantir que não deixou nenhuma etapa importante de lado: ### Conheça o objetivo do seu negócio Nenhuma IA vai saber melhor do que você qual é o objetivo do seu negócio - e é isso o que vai direcionar todas as suas tomadas de decisão. Por isso, tenha em mente qual dor o seu negócio resolve, quais seus pontos fortes e onde há oportunidades. Assim, você sabe exatamente com quem quer falar, de que modo quer se comunicar e onde você precisa aparecer. Isso, com certeza, será refletido no visual e nos textos do seu website. ### Tenha em mente direcionadores básicos da sua identidade visual Agora que você sabe o objetivo do seu negócio, é interessante ter em mente alguns direcionadores básicos para entender se a IA está entregando uma [identidade visual que conversa com sua solução](https://productoversee.com/a-explosao-da-ia-e-massificacao-do-design/) e com seu público. Você pode, inclusive, pedir ajuda da própria IA para isso: quais cores são as que mais se conectam com o que você vende, que tipo de imagem é interessante usar, quais elementos não podem faltar. Ao saber a base, você consegue avaliar com mais efetividade as entregas feitas pela IA. ### Defina os prompts que você vai usar na criação do site A qualidade do que as ferramentas de IA dão como resultado está diretamente ligada à qualidade do prompt que você fornece. Por isso, invista tempo na criação de um bom comando. Lembrando de nunca fornecer informações sensíveis ou dados sigilosos, dê o contexto completo do que você precisa. Nessa altura, você já tem definições importantes de negócio e alguma ideia de elementos da identidade visual: compartilhe com a IA. A partir de bons prompts, você vai receber bons retornos. ### Valide a estrutura proposta pela IA Ninguém conhece sua empresa melhor do que você, não é mesmo? Por isso, sempre faça uma validação da estrutura de site que a IA te entregar. Não é à toa que o próprio Wix permitirá alterações manuais: a tecnologia precisa estar aliada ao olhar humano. Tendo isso em mente, faça uma análise dos resultados obtidos via IA e entenda se há pontos de melhoria - seja na criação dos prompts ou em outros pontos da entrega. ### Teste, aprenda e melhore A mentalidade de crescimento é essencial para quem conduz um negócio e não pode ser diferente no desenvolvimento de um site. Coloque a primeira versão para rodar, defina métricas de acompanhamento, faça a análise delas e entenda o que pode ser aprimorado. Dessa forma, você já coloca seu negócio para funcionar, colhe aprendizados e implementa melhorias de forma rápida e eficiente. A gente sabe do poder da inteligência artificial e como ela pode dar muita celeridade aos negócios, especialmente no início de quem é um microempresário. Saber utilizar as ferramentas em conjunto com a inteligência humana ainda parece ser a melhor alternativa. ### A gestão de produto e a viagem de férias URL: https://productoversee.com/blog/a-gestao-de-produto-e-a-viagem-de-ferias/ Last updated: 2023-07-20T10:45:56.000Z A relação entre a Gestão de Produtos e uma viagem de férias: compreender as necessidades, definir objetivos, planejar recursos, adaptar-se a imprevistos e validar resultados para uma experiência memorável. _This post is for subscribers only._ ### Zuck já avisou que o Threads não vai monetizar Ads tão cedo - entenda o porquê! URL: https://productoversee.com/blog/zuck-ja-avisou-que-o-threads-nao-vai-monetizar-ads-tao-cedo-entenda-o-porque/ Last updated: 2023-07-20T10:45:56.000Z A polêmica da vez no mundo dos produtos digitais é o lançamento do Threads e a briga dos CEO's, Mark Zuckerberg e Elon Musk! Você já escolheu para quem torcer? ![](https://productoversee.com/content/images/2023/07/WhatsApp-Image-2023-07-12-at-15.42.32.jpeg) Imagem generada no Willow por mim com prompt "art of an ufc cage match between Elon Musk and Mark Zuckerberg. Both fighters are dressed in fighting shorts. Mark Zuckerberg wears a white and black shorts with threads logo in it. Porém, ao invés de falar sobre os [diversos erros que estão acontecendo no Twitter](https://twitterisgoinggreat.com/?ref=productoversee.com) que corroboram para uma boa disputa com o novíssimo Threads, o objetivo principal desta análise é falar sobre uma das 3 prioridades que Zuck threadeou (já inventaram um verbo para o que seria publicar no Threads?). A monetização com Ads vem por último! Mas o que está por trás dessa ordem de prioridades? Por que trazer o dinheiro por último em um momento que o mercado de tecnologia está cada dia mais preocupado em trazer receita e reduzir custos? A resposta reside em um pilar importantíssimo da publicidade digital: a audiência! Quando falamos de um ecossistema interativo como uma rede social estamos especificamente falando de usuários e indivíduos que por sua vez possuem suas preferências, seus temas favoritos, linguagem própria e comportamentos particulares, estamos na verdade falando também sobre data points que possuem o seu valor neste ecossistema. Todas essas características são de extrema importância para marcas, empresas e anunciantes, uma vez que estamos vivendo em uma sociedade que briga cada vez mais pela atenção das pessoas. De acordo com o [statista](https://www.statista.com/statistics/433871/daily-social-media-usage-worldwide/?ref=productoversee.com), em 2023 alcançamos a marca de 151 minutos gastos em redes sociais diariamente, se comparado a 2013, estamos falando de 59% de crescimento em 10 anos. Mas se o Threads já está com uma base considerável de usuários nestes primeiros dias, [aproximadamente 114M](https://www.quiverquant.com/threadstracker/?ref=productoversee.com#:~:text=There%20are%20now%20an%20estimated%20114%20million%20Threads%20users), porque não aproveitar esta onda e já sair monetizando de uma vez só? Temos alguns fatores que justificam este caminhado mais “conservador”: _This post is for subscribers only._ ### Você está ouvindo o seu cliente? URL: https://productoversee.com/blog/voce-esta-ouvindo-o-seu-cliente/ Last updated: 2023-07-20T17:26:26.000Z Você não está ouvindo o seu cliente se não está monitorando e respondendo às avaliações e reclamações externas sobre seu produto ou serviço. As opiniões e percepções dos clientes potenciais podem revelar insights valiosos para melhorar a experiência _This post is for subscribers only._ ### IA: A Salvadora do Nosso Mundo? URL: https://productoversee.com/blog/ia-a-salvadora-do-nosso-mundo/ Last updated: 2023-07-19T00:28:53.000Z A era da Inteligência Artificial (IA) chegou e, com ela, uma onda de pânico moral. No entanto, Marc Andreessen, autor do artigo "Por que a IA salvará o mundo", argumenta que a IA não destruirá o mundo, mas sim, pode salvá-lo. A IA, ao contrário do que muitos acreditam, não é uma ameaça, mas uma ferramenta poderosa que tem o potencial de transformar nossa sociedade para melhor. ## O que é a IA e o que ela não é A IA é a aplicação de matemática e código de software para ensinar computadores a entender, sintetizar e gerar conhecimento de maneiras semelhantes às humanas. Ela não é um software assassino ou robôs que decidirão exterminar a raça humana. A IA poderia ser uma maneira de melhorar tudo o que nos importa. A IA é uma ferramenta, e como qualquer ferramenta, seu uso depende das intenções daqueles que a controlam. Ela não tem vontade própria, nem desejo de dominar o mundo. Ela é, em sua essência, um conjunto de algoritmos projetados para resolver problemas complexos e realizar tarefas que normalmente exigiriam a inteligência humana. ## Por que a IA pode tornar tudo melhor A IA oferece a oportunidade de aumentar profundamente a inteligência humana para melhorar todos os resultados da inteligência. A IA já está ao nosso redor na forma de sistemas de controle de computadores e está rapidamente se intensificando com Modelos de Linguagem Grande de IA, como o ChatGPT. A IA tem o potencial de transformar todos os aspectos de nossas vidas, desde a forma como trabalhamos até a maneira como nos comunicamos e nos divertimos. Ela pode nos ajudar a resolver problemas complexos, a tomar decisões mais informadas e a criar novas oportunidades para inovação e crescimento. ## Por que o pânico? Apesar dessa visão positiva, a conversa pública sobre IA está atualmente permeada de medo histérico e paranoia. Ouvimos afirmações de que a IA nos matará, arruinará nossa sociedade, tomará nossos empregos, causará desigualdade incapacitante e permitirá que pessoas ruins façam coisas terríveis. Esses medos, embora compreensíveis, são muitas vezes baseados em mal-entendidos e desinformação. A IA, como qualquer tecnologia, tem o potencial de ser usada para o bem ou para o mal. No entanto, é importante lembrar que a IA em si não é inerentemente boa ou má. Ela é uma ferramenta, e seu impacto depende de como a usamos. ## Os Batistas e Contrabandistas da IA Os atores dentro dos movimentos de reforma caem em duas categorias - "Batistas" e "Contrabandistas". Os "Batistas" são os verdadeiros reformadores sociais que sentem que novas restrições, regulamentos e leis são necessários para prevenir um desastre social. Os "Contrabandistas" são os oportunistas interessados que se beneficiam financeiramente com a imposição de novas restrições, regulamentos e leis que os isolam dos concorrentes. Essa dinâmica complexa muitas vezes obscurece o verdadeiro potencial da IA e cria um clima de medo e incerteza em torno da tecnologia. ## Risco da IA #1: A IA nos matará a todos? A primeira e original preocupação dos pessimistas com a IA é que ela decidirá literalmente matar a humanidade. No entanto, a IA não é um ser vivo que foi preparado por bilhões de anos de evolução para participar da batalha pela sobrevivência do mais apto. É matemática - código - computadores, construídos por pessoas, de propriedade de pessoas, usados por pessoas, controlados por pessoas. A ideia de que a IA poderia de alguma forma se tornar consciente e decidir exterminar a humanidade é mais ficção científica do que realidade. A IA é uma ferramenta, e como tal, ela só pode fazer o que foi programada para fazer. ## Risco da IA #2: A IA arruinará nossa sociedade? O segundo risco amplamente divulgado da IA é que ela arruinará nossa sociedade, gerando saídas que serão tão "prejudiciais" a ponto de causar danos profundos à humanidade, mesmo que não sejamos literalmente mortos. No entanto, a IA não é uma ameaça à sociedade, mas uma ferramenta que pode ser usada para melhorá-la. A IA tem o potencial de transformar nossa sociedade de maneiras positivas, ajudando-nos a resolver problemas complexos, a tomar decisões mais informadas e a criar novas oportunidades para inovação e crescimento. ## Conclusão A IA é possivelmente a coisa mais importante - e melhor - que nossa civilização já criou, certamente em par com a eletricidade e os microchips, e provavelmente além desses. O desenvolvimento e a proliferação da IA - longe de ser um risco que devemos temer - é uma obrigação moral que temos para conosco, para nossos filhos e para nosso futuro. A IA tem o potencial de transformar nossa sociedade de maneiras que mal podemos imaginar, e é nossa responsabilidade garantir que essa transformação seja para o bem. Em vez de temer a IA, devemos abraçá-la e trabalhar juntos para garantir que ela seja usada de maneira responsável e ética. ## Referências - [Why AI Will Save the World](https://a16z.com/2023/06/06/ai-will-save-the-world/?ref=productoversee.com) ### Executando a estratégia através do modelo Flight Levels URL: https://productoversee.com/blog/executando-a-estrategia-atraves-do-modelo-flight-levels/ Last updated: 2023-07-18T10:45:50.000Z Não é de hoje que o tema “*Flight Levels*” ronda o mundo de produtos e governança estratégica principalmente quando falamos do desenvolvimento de grandes projetos, envolvendo diversas áreas, onde é necessário ter alto nível de comunicação e sincronia de execução. Neste contexto, este artigo traz uma discussão sobre o que é e quais os principais problemas este modelo se propõe a resolver. ## O que são os Flight Levels? O termo surgiu em uma analogia aos níveis de vôo da aviação e se baseia em **estruturar, decidir e disseminar informações e objetivos entre diversos níveis dentro de uma organização**. O modelo, basicamente divide grupos de níveis estratégicos diferentes dentro de um plano para que a informação flua ao longo desses níveis, com o menor ruído possível. Neste cenário, o trânsito de informações tem por objetivo melhorar a visibilidade e execução da estratégia. Segundo o artigo da K21, “[O que é Flight Levels e suas 5 atividades](https://k21.global/blog/o-que-e-flight-levels-e-suas-5-atividades?ref=productoversee.com)”: “O Flight Levels é um modelo de pensamento que ajuda a encontrar na organização, os pontos em que você deve mexer para alcançar os resultados que a empresa deseja…” ## Um pouco de contexto Imagine que uma empresa busque um nível melhor de comunicação e necessite de uma visão ampla sobre como sua estratégia está sendo priorizada e desdobrada em iniciativas dentro de diversos times. Como fazer para que a informação flua ao longo das diferentes estruturas/times para que um dado objetivo seja comunicado com clareza, priorizado e executado em sincronia? É aí que o modelo *Flight Levels* se torna protagonista, com o objetivo de encadear e estruturar a visão estratégica para alcance de um objetivo em comum. _This post is for subscribers only._ ### Bard, o LLM do Google, é lançado no Brasil: veja as primeiras impressões URL: https://productoversee.com/blog/bard-o-llm-do-google-e-lancado-no-brasil-veja-as-primeiras-impressoes/ Last updated: 2023-07-17T18:50:40.000Z O lançamento do Bard tomou conta da internet nestes últimos dias e nós não perdemos tempo: testamos a ferramenta e encontramos pontos de destaque em relação ao ChatGPT. Confira! Logo após o boom gerado pela disputa entre o [Threads e Twitter](https://productoversee.com/threads-como-o-sucesso-do-app-acirra-ainda-mais-a-disputa-com-o-twitter/), a internet ganha um novo assunto mais falado: o Bard. Ainda considerada “experimental” por tempo indeterminado, a inteligência artificial lançada pelo Google em fevereiro acabou de chegar ao Brasil e já está dando o que falar! Como era de se esperar, a comparação com seu principal concorrente — o ChatGPT — é o ponto de maior interesse no momento. É claro que não ficaríamos fora dessa e já fomos testar o Bard! Acompanhe a seguir nossa análise inicial e as principais diferenças em relação ao ChatGPT. ## Como é a experiência de usar o Bard pela primeira vez? Pensando na experiência do usuário, logo no início da navegação o Bard já tem um ponto positivo em relação ao seu concorrente. Isso porque o [login](https://bard.google.com/u/1/?ref=productoversee.com) através da conta Google facilita o processo para quem está entrando na plataforma pela primeira vez, diferentemente do ChatGPT que exige um breve cadastro inicial. Em seguida, a tela de comando já é apresentada ao usuário, que pode começar a fazer suas perguntas imediatamente. Nesta etapa, não existem grandes diferenças entre a interface do Bard em comparação com o ChatGPT. Porém, é a partir das primeiras perguntas que vemos os diferenciais da LLM do Google. Veja só o que descobrimos! ## Diferenças entre Bard e ChatGPT Encontramos itens bastante interessantes que aprimoram a experiência de utilizar os comandos do Bard. Confira os principais. ### Exportação de resultados para Docs ou Gmail A facilidade de utilizar uma plataforma do Google é a integração dos serviços e com o Bard não seria diferente! Junto com a resposta, a plataforma fornece um botão de compartilhamento com as opções de exportar para os documentos Google ou criar um rascunho no Gmail, sem que você precise copiar e colar. Além disso, é possível pedir para a plataforma transformar sua resposta em uma planilha e, com isso, ela automaticamente oferece a opção de exportar para o Google Sheets. Fácil, não? ### Múltiplos estilos de resposta Uma funcionalidade inédita no Bard é a possibilidade de escolher entre múltiplos estilos de resposta: - Simples; - Curta; - Profissional; - Casual. Embora ainda esteja na fase experimental, a plataforma já mostra que chegou para atingir todos os públicos, considerando sua aplicação de forma corporativa, inclusive. Nos resta esperar para ver quais são os próximos passos! Ainda falando das respostas, também é possível classificar a resposta, indicando nos ícones "👍" ou "👎" se ela atendeu às suas expectativas. ### Uso de imagens nas perguntas e respostas Essa é a grande “cereja do bolo” na nossa opinião! Vinculado ao banco de imagens do Google, o Bard tem capacidade de entender comandos com imagens e — o mais bacana — dar respostas com o uso de imagens, tornando o conteúdo mais dinâmico e orientado aos formatos com os quais os usuários mais se identificam. ### Comandos de voz Levando em consideração a preocupação do Google com a acessibilidade, no Bard os comandos de voz já ganharam a vez logo em sua primeira versão. Com isso, é possível solicitar os comandos por voz, bem como ouvir as respostas em voz alta. ### Integração com a pesquisa do Google Outra novidade que aparece logo que o Bard fornece sua resposta é o botão “pesquisar no Google”. Além de facilitar o acesso à busca, a ferramenta ainda sugere termos relacionados ao seu comando que podem ser procurados no navegador. ### Explicação de códigos Essa novidade promete facilitar a vida dos programadores e dos estudantes de programação! O Bard oferece suporte para gerar, explicar e ajustar códigos de mais de 20 linguagens diferentes, tais como C++, Python, Java, TypeScript, JavaScript, entre outros. ## A grande semelhança entre o Bard e o ChatGPT Embora existam muitas funcionalidades adicionais no Bard, um ponto ainda nos chamou bastante atenção: assim como no ChatGPT, a plataforma não indica diretamente as fontes consultadas para a formulação da resposta. Isso significa que as discussões sobre fake news e [caminhos éticos da IA generativa](https://productoversee.com/o-efeito-waluigi-como-a-inteligencia-artificial-generativa-desafia-nossa-compreensao-da-moralidade/) ainda seguirão em pauta e sem uma solução inicial com o Bard. ## Como acessar o Bard? Se você, assim como nós, ficou curioso e quer experimentar o Bard, é só acessar [este link](https://bard.google.com/?ref=productoversee.com) e iniciar sua experiência. Por enquanto, o chat funciona apenas pela página do navegador, mas já existem rumores sobre seu lançamento direto no navegador do Google. Por fim, vale pontuar que, em respeito às leis de privacidade de dados, o Bard oferece a possibilidade de excluir seus dados na página [Minha Atividade do Google](https://myactivity.google.com/product/bard?ref=productoversee.com). E então, qual sua opinião sobre a disputa entre Bard e ChatGPT? Teremos um vencedor ou haverá espaço no mercado para ambos? ### Os segredos dos testes de software: Garanta a qualidade do produto e aumente o desempenho URL: https://productoversee.com/blog/os-segredos-dos-testes-de-software-garanta-a-qualidade-do-produto-e-aumente-o-desempenho/ Last updated: 2023-07-17T10:45:44.000Z Descubra os conhecimentos essenciais de que todos os gestores de produto necessitam para estratégias de teste eficazes _This post is for subscribers only._ ### O poder do conhecimento na liderança em design URL: https://productoversee.com/blog/o-poder-do-conhecimento-na-lideranca-em-design/ Last updated: 2023-07-17T10:45:44.000Z Quando pensamos sobre a trilha de carreira de gestão em design nos deparamos com uma pergunta muito interessante a qual resolvi usar como base para construir esse texto: eu preciso estudar para me tornar líder em design? Antes de iniciar é importante conceituar o termo cognição. Com origem na palavra “cognoscere” do latim, que significa conhecer, trata-se da habilidade de processar, assimilando diferentes informações por meio das nossas percepções sejam elas de atenção, memória, raciocínio, linguagem, aprendizagem, entre outros. Apesar desses processos serem comuns para qualquer indivíduo, ele converte essas informações em experiências únicas, às quais chamamos de conhecimento. Quanto mais tipos de percepções reunimos, mais completo e complexo é o conhecimento que estamos construindo. Por isso, a importância de buscar diferentes fontes, como: troca com outras pessoas, leitura, vídeos, cursos para auxiliar no aprofundamento daquilo que se deseja. Se adquirir qualquer conhecimento é assim, por que aprender a ser líder teria um caminho diferenciado? Por que seria definitivo, sem necessidade de buscar uma pluralidade de meios de informação? > **“A dúvida é o princípio da sabedoria” –** Aristóteles Se tornar líder pode chegar para você de duas formas: força de vontade ou oportunidade. Independentemente do caminho, é importante se questionar durante o processo sobre as ideias pré-concebidas que chegam até você. Cito aqui algumas delas: _This post is for subscribers only._ ### A incorporação e adaptação da gestão de Produtos nas empresas URL: https://productoversee.com/blog/a-incorporacao-e-adaptacao-da-gestao-de-produtos-nas-empresas/ Last updated: 2025-07-27T13:03:04.000Z As organizações frequentemente passam por três fases distintas de aceitação da gestão de produtos: pré-gestão de produtos, introdução da gestão de produtos e expansão da gestão de produtos. Podemos dizer que uma primeira etapa é quando nenhuma função de gestão de produtos foi criada oficialmente, e nesse momento um dos fundadores ou membro sênior da equipe técnica assume o papel de gestão de produto. Isso é comum até hoje. Muitos fundadores fazem o papel de tecnologia e produto durante um tempo. Outros dividem esse papel desde o dia 1, onde alguém com visão de negócio e operação direciona decisões que seriam comuns numa área de produtos, enquanto outro cuida da parte totalmente técnica. O segundo passo é quando há um reconhecimento de que o papel de gestão de produtos poderia ser uma ocupação específica. Um cargo relacionado ao produto é então incluído na equipe, às vezes como parte de alguma área (marketing, operações, estratégia... depende muito da empresa), outras vezes associado à área de tecnologia (mais comum). O importante é que a necessidade é ter alguém que ajude o time a priorizar o que é certo. O terceiro passo é quando a organização já tem algo construído, as vezes já até no mercado, mas agora precisa partir para a ampliação da área de produto e também a evolução desse produto. Aí aqui muda bastante de empresa para empresa. A empresa pode decidir partir envolvendo uma posição com um papel de alto nível com assento na mesa executiva ou até mesmo tendo uma gerência média reportando para um dos executivos. ## Antes da Gestão de Produtos _This post is for paying subscribers only._ ### Elon Musk X OpenAI: uma empresa para entender o universo URL: https://productoversee.com/blog/elon-musk-x-openai-uma-empresa-para-desvendar-o-universo/ Last updated: 2023-07-13T12:50:52.000Z Elon Musk, figura proeminente no setor de tecnologia, formalizou recentemente suas intenções de criar uma contrapartida ao renomado chatbot de inteligência artificial, ChatGPT. Este projeto está sendo conduzido sob o nome de xAI, uma empresa cujo objetivo declarado é "compreender a verdadeira natureza do universo". De acordo com informações divulgadas em seu site na quarta-feira, a equipe da xAI será liderada por Musk e contará com profissionais que possuem experiência em importantes empresas no campo da inteligência artificial, como Google's DeepMind, Microsoft Corp. e Tesla Inc. A equipe também inclui acadêmicos de instituições como a Universidade de Toronto. Anteriormente, Musk esteve envolvido na criação da OpenAI, uma startup de inteligência artificial de destaque que desenvolveu o ChatGPT. Contudo, desde sua saída do conselho da OpenAI em 2018, ele manifestou publicamente sua insatisfação com a organização, principalmente após sua transformação em uma entidade lucrativa no ano seguinte. Na composição da equipe da xAI, grande parte dos membros listados, incluindo Musk, possuem experiência de trabalho no Google ou em sua unidade de inteligência artificial, a DeepMind, situada em Londres. Entre os nomes notáveis estão Christian Szegedy, que foi cientista de pesquisa no Google, além de Igor Babuschkin, Zizhang Dai, Tony Wu e Toby Pohlen. A equipe também é composta por dois acadêmicos da Universidade de Toronto: Guodong Zhang e Jimmy Ba, ex-aluno do pioneiro da inteligência artificial Geoffrey Hinton. Ambos registraram estágios na DeepMind em seus currículos. Ba é especialmente notável por ser co-autor de um influente artigo de 2014 sobre otimização em aprendizado profundo, conhecido como "artigo Adam". A xAI está atualmente recrutando engenheiros e pesquisadores experientes para trabalhar na área da baía, apesar das críticas frequentes de Musk à cidade de San Francisco. De acordo com registros em Nevada, Musk e Jared Birchall incorporaram uma empresa chamada X.AI em março. Em abril, foi reportado que Musk estava conversando com investidores de suas outras empresas, a Tesla e a SpaceX, sobre o financiamento de uma startup de IA. Nesse contexto, ele adquiriu milhares de processadores da Nvidia Corp. para o projeto. A xAI, apesar de ser uma entidade distinta da X Corp., a empresa que Musk fundiu com o Twitter no início deste ano, afirmou que "trabalhará em estreita colaboração com X (Twitter), Tesla e outras empresas". Reid Hoffman, co-fundador do LinkedIn e da startup Inflection AI, destacou a capacidade de Musk para avançar no desenvolvimento da tecnologia, apesar de criticar a falta de diversidade na equipe fundadora da xAI e a aparente contradição entre o apelo de Musk por uma pausa no desenvolvimento da IA e a aceleração de seu próprio esforço. ## Referências - [https://fortune.com/2023/07/12/elon-musk-ai-startup-xai-deepmind-microsoft-executives/](https://fortune.com/2023/07/12/elon-musk-ai-startup-xai-deepmind-microsoft-executives/?ref=productoversee.com) - [https://www.cnbc.com/2023/07/12/elon-musk-launches-his-new-company-xai.html](https://www.cnbc.com/2023/07/12/elon-musk-launches-his-new-company-xai.html?ref=productoversee.com) - [https://x.ai/](https://x.ai/?ref=productoversee.com) ### Threads: como o sucesso do app acirra ainda mais a disputa com o Twitter? URL: https://productoversee.com/blog/threads-como-o-sucesso-do-app-acirra-ainda-mais-a-disputa-com-o-twitter/ Last updated: 2023-07-13T12:42:22.000Z A nova rede social do Meta já acumula mais de 100 milhões de usuários e uma ameaça de briga judicial do Twitter. Entenda o sucesso do Threads e todas as polêmicas em torno do lançamento. A disputa entre Zuckerberg e Musk ganha um novo capítulo: o Meta lançou o [concorrente do Twitter](https://productoversee.com/a-meta-esta-criando-um-concorrente-para-o-twitter/), o Threads. O aplicativo atingiu a marca de 100 milhões de usuários (metade do volume de atuais usuários do Twitter, que está no mercado há 17 anos) em apenas cinco dias e já é o maior lançamento da história dos aplicativos. Desde o lançamento do Threads, algumas polêmicas surgiram, como a ameaça do Twitter de processar o Meta, acusações de roubo de segredos comerciais e contratações de ex-funcionários do Twitter pelo Meta. Continue com a gente para entender tudo o que rolou no lançamento do Threads, qual o cenário da possível briga judicial e como o Threads pode acelerar movimentos novos no mercado tecnológico. ## Entenda o lançamento do Threads No último dia 10 de julho, o Meta lançou o Threads em mais de 100 países, incluindo o Brasil. Trata-se de um aplicativo de compartilhamento de textos de até 500 caracteres e que podem ser acompanhados de mídias, como fotos e vídeos curtos. O *buzz* do lançamento do aplicativo foi tão grande que superou a marca histórica da última grande novidade tecnológica que balançou o mundo: o [ChatGPT](https://productoversee.com/chatgpt-a-confirmacao-da-quarta-revolucao-industrial/). O chatbot demorou dois meses para atingir a [marca alcançada pelo Threads em poucos dias](https://www.quiverquant.com/threadstracker/?ref=productoversee.com), de 100 milhões de usuários. Além da movimentação causada pela rixa entre os donos das empresas Meta e Twitter, que pode ter alavancado ainda mais a curiosidade pelo novo app, existe outro impulsionador relevante: o Thread é integrado ao Instagram, criando uma jornada conectada para o usuário. A integração já começa na criação da conta: para fazê-lo, é preciso ter um perfil no Instagram. Sem uma conta no Instagram, não é possível utilizar o Threads. Dessa forma, há pontos positivos e pontos de conflito: - um ponto interessante é que você pode seguir, no Threads, todas as pessoas que já segue no Instagram com um clique. Da mesma forma, os perfis bloqueados na sua conta do Instagram também serão bloqueados no novo app; - um ponto que pode gerar desgaste ao usuário é que, ao excluir a conta no Threads, a conta do Instagram será excluída também; - o mesmo nome da conta do Instagram será levado para a conta no Threads. Só é possível alterar o nome de usuário via Instagram e o espelhamento será feito na outra rede. Esse vínculo pode ser útil, na medida em que o usuário é facilmente encontrado se tem o mesmo “arroba” nas duas redes. Segundo [anúncio oficial do Meta](https://about.fb.com/br/news/2023/07/apresentamos-threads-um-novo-jeito-de-compartilhar-com-textos/?ref=productoversee.com), a proposta é que, em breve, o Threads seja uma rede social aberta e descentralizada, ou seja, que possa ser integrada a outros aplicativos. A rede social será compatível com o ActivityPub e estará de acordo com os protocolos exigidos pelo World Wide Web Consortium (W3C). Com isso, o conteúdo postado no app poderá ser visualizado em outras plataformas sem que esforços adicionais sejam necessários para atingir mais pessoas ou para navegar entre diferentes aplicativos. O modelo descentralizado ainda é pouco difundido no Brasil. Assim como no Instagram, o usuário pode curtir, compartilhar e comentar as postagens bem como restringir perfis ou denunciá-los. Isto é, todas as funções que o público já está acostumado no Instagram com a experiência já trazida pelo Twitter em relação ao compartilhamento de textos curtos. Algumas semelhanças entre as redes sociais fizeram com que o Twitter enviasse uma carta oficial ao Meta, colocando a possibilidade de um processo judicial pelo uso de segredos comerciais para a criação da nova rede social. ## Threads x Twitter: entenda a briga judicial Antes mesmo do lançamento do Threads, a iminência de uma briga judicial já tinha se formado. No dia 05 de julho, [o Twitter enviou uma carta ao Meta](https://cdn.sanity.io/files/ifn0l6bs/production/27109f01431939c8177d408d3c9848c3b46632cd.pdf?ref=productoversee.com) compartilhando a preocupação com a apropriação e uso indevido de segredos comerciais e de outras propriedades intelectuais. Nessa mesma carta, assinada por Alex Spiro, advogado do Twitter, é trazida a questão de que ex-funcionários do Twitter foram contratados pelo Meta e que saberiam de informações confidenciais. Além disso, Spiro alega que essas pessoas teriam posse ilegal de documentos e aparelhos eletrônicos da empresa do pássaro azul. Sem dizer se já há, de fato, algum processo em andamento, o advogado afirma que o Twitter fará valer os direitos de sua propriedade intelectual e solicita que o Meta pare de usar seus segredos comerciais e outras informações sigilosas. Por último, a proibição de coleta de dados do Twitter e de seus usuários é colocada à mesa: isso não pode acontecer a não ser que esteja de acordo com as diretrizes dos termos de uso da plataforma. Em resposta às acusações, Andy Stone, porta-voz do Meta, se manifestou no Thread e afirmou que “ninguém da equipe de engenharia do Threads é ex-funcionário do Twitter”. Enquanto isso, [Elon Musk postou no Twitter](https://twitter.com/TitterDaily/status/1677025032554545153?ref%5Fsrc=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1677042708756439041%7Ctwgr%5Ef59f00f23c9e156870a23bc778489659f5398781%7Ctwcon%5Es2%5F&ref%5Furl=https%3A%2F%2Fwww.tecmundo.com.br%2Fmercado%2F266074-twitter-ameaca-processar-meta-causa-threads-copia.htm&ref=productoversee.com) que “a concorrência é aceitável, a trapaça não”. Para saber se haverá mesmo uma briga judicial envolvendo Twitter x Meta, teremos que acompanhar os desdobramentos da história. Vale lembrar que, recentemente, [Musk ameaçou entrar com processo contra a Microsoft](https://productoversee.com/twitter-acusa-microsoft-de-colher-dados-da-rede-social-de-forma-inadequada-para-construir-aplicativos/) por uso inadequado de dados do Twitter. ### O mínimo depende de quem vê URL: https://productoversee.com/blog/o-minimo-depende-de-quem-ve/ Last updated: 2023-07-13T17:30:20.000Z O cérebro humano possui limitações temporais que nos impede de imaginar como algo inteiro pode ser dividido em X ou Y partes e está tudo bem é normal. Quer provas? Vamos fazer um experimento simples, olhe para a imagem abaixo e mentalmente reflita sobre o que ela é. ![](https://lh4.googleusercontent.com/VbukrV1_ZL3tNclv4ASTqjwbzbaKgpoI2rtTnWhDSeyW8Jh8_k-rG3W-RH6pwFFiyqM5W1EGINygQHEdK3arb8IL2YWE7xEaQDomwMNnXMGS-DTfnJLUyrDxpVvjEXoo0pf672_5LSaLJpo080mugI4) Fonte: iStock Provavelmente você está pensando que são cacos de uma caneca. Se você conseguiu chegar até aqui, faço uma pergunta complementar: você consegue imaginar como seria essa caneca antes de ser quebrada? Como era ela inteira? Infelizmente, não vou conseguir saber se você, leitor, consegue imaginar a caneca montada e antes de ser quebrada. Se conseguiu, parabéns, você faz parte da grande maioria das pessoas. Seguindo o experimento, vamos para a fase 2\. Olhe esta nova imagem abaixo e reflita sobre o que você vê: ![](https://productoversee.com/content/images/2023/06/pasted-image-0.png) Fonte: pxfuel. Temos outra caneca, certo? Dessa vez inteira, certo? Pergunta: Se pegarmos ela e jogarmos no chão, como ela seria quebrada? Em quantos pedaços ela quebraria? Será que ela quebraria? Seriam vários pedaços pequenos? Poucos pedaços grandes? Um misto de pedaços pequenos e grandes? Difícil a pergunta, não é? O que estamos experienciando é o conceito de "Sintropia" e "Entropia" na prática. A Sintropia é um conceito que vem da física, segundo Götsch, Fellet e Lima (2021), *“a sintropia é a capacidade do sistema de acumular energia através da ordem (organização)”*, no nosso experimento são os pedaços de algo já quebrado, que conseguimos ver, e/ou prever como era no passado antes de chegar a desordenação que o levou a quebrar. Já a entropia *“mede a desordem de um sistema”* (Götsch, Fellet e Lima. 2021), no nosso experimento a tentativa de visualizar um ato gerador da desordem e seu possível resultado final. Complexo, não? Na física, essa desorganização é representada pela dificuldade de previsão e/ou resultados de comportamentos, ou concentrações de massa em que esses eventos na termodinâmica sofrem. Deixando o papo “cabeção” de lado, entendemos o conceito de caos e ordem, entropia e sintropia respectivamente. E em produtos o ato de quebrar uma história, achar um MVP, fasear entregas de valor é trabalhar diversas vezes este conceito de criar ordem através de um caos, calculado ou não. ## Um pouco sobre a literatura de produtos _This post is for subscribers only._ ### Airbnb e o retorno às origens de produtos URL: https://productoversee.com/blog/airbnb-e-o-retorno-as-origens-de-produtos/ Last updated: 2023-07-12T13:21:09.000Z O retorno (mais do que necessário) às origens de produtos pela Airbnb exemplifica a descaracterização vivenciada por nossa área. Produto não vai acabar. A versão 2023 da conferência global da empresa Figma, a [Config](https://www.youtube.com/watch?v=Dkfijg7s76o&t=559s&ref=productoversee.com), esse ano realizada virtualmente e em São Francisco, nos Estados Unidos, gerou uma grande polêmica dentro da comunidade de produtos. Tudo começa com o CEO e cofundador da Airbnb, Brian Chesky, em uma discussão sobre “Liderando Através do Incerto” (Leading through uncertainty) começa como quando Chesky tem contato com o método de gestão centrado no conceito mais puro de design da Apple criado por Steve Jobs, e, segundo o próprio, *“foi de encontro a tudo que ele conhecia enquanto gestão”* (CHESKY, 2023) o que levou o Airbnb a eliminar a figura do Product Manager, mas continuar a usar figuras como “Product Marketers” (CHESKY, 2023), assim como o próprio autor informa que a Apple faz. > “Nós combinamos Product Management com o Product Marketing, onde você não pode desenvolver um produto a menos que você saiba dialogar sobre o produto. \[...\] Nós elevamos o Product Design ao mesmo patamar do Product Manager. A propósito, eu comecei a pensar quem é o Product Manager quando estamos construindo um prédio? O arquiteto. (CHESKY, 2023). Ainda segundo dados mencionados na conferência, com essa mentalidade a Airbnb passou de uma empresa que já tinha alcançado o breakeven em 2020 para uma empresa que conseguiu alcançar a marca de 4 US$ bilhões em caixa e livre para uso em 2023, tudo isso, segundo ele *“sem tentar fazer dinheiro, e sim colocando o time de designers para fazer mais do que pixels em tela”* (CHECKY, 2023). Chama atenção a preferência de empresas como Apple e Airbnb pelo uso de uma figura chamada Product Marketing Manager ao invés do Product Manager, dessa forma, é importante revisar o que são cada uma das figuras para testar se Chesky está certo e se de fato o Product Management está acabando. ### História que a maior parte dos produteiros modernos não conhecem _This post is for subscribers only._ ### O papel de um gerente de produto de dados em organizações modernas URL: https://productoversee.com/blog/o-papel-de-um-gerente-de-produto-de-dados-em-organizacoes-modernas/ Last updated: 2023-07-11T15:40:43.000Z Este texto mergulha nas responsabilidades, habilidades e criticidade da função de DPM nas empresas modernas. Além disso, explora as distinções entre produtos de engenharia de dados, machine learning (MLOps), ciência de dados e analytics, esclarecendo suas respectivas contribuições para o ecossistema. É muito importante deixar claro que este artigo foi elaborado considerando minhas experiências profissionais, estudos e pesquisas. Certamente existem outras interpretações e perspectivas para o que será descrito no texto. ### **Compreendendo este papel** Os DPMs desempenham um papel fundamental ao fazerem a ponte entre as equipes técnicas, os *stakeholders* de negócios e todas as iniciativas *data-oriented* na empresa. Eles são responsáveis ​​por supervisionar seu desenvolvimento, implementação e o gerenciamento de produtos que impulsionam a inovação, aprimoram a tomada de decisões e agregam valor à organização. Para se destacar na função de DPM, as pessoas precisam de um conjunto diversificado de habilidades. Eles devem possuir uma sólida experiência em gerenciamento de informações, com conhecimento de arquitetura, modelagem e tecnologias de banco (BDs). Além disso, devem ser proficientes em metodologias de gerenciamento de produtos, práticas ágeis e gerenciamento de projetos. Os DPMs também desempenham um papel essencial na promoção de uma cultura de dados dentro da organização, como defender a tomada de decisões informadas, educar as partes interessadas sobre o seu valor, e facilitar a sua democratização em equipes e departamentos/áreas. Ao promover essa mentalidade, os DPMs capacitam os colegas e auxiliam na inovação, na evolução da tomada de decisões e no sucesso da organização. Além disso, num contexto de crescente facilidade de obtenção de bases, os DPMs desempenham um papel fundamental para uma organização, garantindo o foco das equipes (reduzindo o desperdício de dinheiro e tempo) e dominando a cadeia de valor para maximizar o valor extraído para o cliente (interno ou externo). ### Cadeia de valor de dados Conforme mencionado anteriormente, um fator relevante para o sucesso de um *Data Product Manager* (DPM) está em sua capacidade de dominar a cadeia de valor de dados e compreender seu impacto em uma organização. Para ilustrar melhor esse conceito, o framework a seguir descreve os estágios desta cadeia, destacando os desafios predominantes e o principal valor criado em cada estágio: _This post is for subscribers only._ ### Celebridades AI: O Futuro do Marketing ou um Campo Minado Legal? URL: https://productoversee.com/blog/celebridades-ai-o-futuro-do-marketing-ou-um-campo-minado-legal/ Last updated: 2023-07-10T14:31:02.000Z Em um mundo cada vez mais dominado pela IA generativa, réplicas digitais de rostos famosos estão se tornando uma visão comum online. Frequentemente aparecendo sem a permissão de seus sujeitos, essas semelhanças geradas por IA estão agora sendo abraçadas pelas próprias celebridades. As estrelas estão fechando acordos com marcas para usar duplicatas criadas por IA em campanhas de marketing, dando-lhes mais controle sobre suas próprias semelhanças e abrindo novas avenidas para acordos de endosso. As marcas, por outro lado, estão encontrando novas maneiras de usar essas duplicatas digitais. Eles podem alterar as aparências das estrelas, fazê-las realizar façanhas que as verdadeiras celebridades nunca poderiam e até mesmo manter conversas espontâneas com os clientes. "Celebridades são pagas, mas não precisam aparecer", diz Tom Graham, CEO da startup de IA Metaphysic. Tudo o que é necessário são alguns minutos em um estúdio com um scanner 3-D, e a IA pode gerar incontáveis horas de conteúdo. ## IA no Mundo da Moda No ano passado, a Puma lançou uma nova linha de produtos na Semana de Moda de Nova York com a ajuda de um avatar 3-D gerado por IA da estrela internacional do futebol Neymar. O avatar mostrou as novas modas da Puma durante um evento virtual, demonstrando o potencial dessa tecnologia no mundo da moda e do marketing. No entanto, a ascensão das duplicatas virtuais não está sem seus desafios. A advogada de propriedade intelectual Erica Rogers adverte sobre os novos riscos de reputação trazidos por modelos de linguagem de grande escala abertos como o ChatGPT. "Do ponto de vista da marca, o que realmente preocupa é a falta de controle", diz ela. ## Desafios Legais e Propriedade Intelectual Determinar a propriedade legal de semelhanças geradas por IA é outra preocupação. As indústrias de tecnologia, marketing e entretenimento devem desenvolver alguma forma de verificação padrão para proteger tanto as celebridades quanto os consumidores que podem ser enganados por deepfakes. A startup Human & Digital (Hand) está desenvolvendo um chamado ID de talento, uma sequência única de números atribuída à semelhança de uma pessoa, para distinguir entre usos legítimos e ilegítimos. Em abril, Graham da Metaphysic se candidatou ao que ele diz ser o primeiro direito autoral para uma semelhança gerada por IA: a dele. "Nos próximos anos, será possível para pessoas comuns criar uma versão fotorealista de outra pessoa. Nossas leis, regulamentos, etc., não acomodam realmente essa nova possibilidade", diz ele. Padrões de propriedade mais claros, como direitos autorais, permitiriam que tanto celebridades quanto cidadãos comuns apresentassem mais facilmente pedidos de remoção ou ações legais se suas semelhanças fossem usadas sem sua permissão. ## O Futuro do Marketing Apesar das possíveis armadilhas, muitos na indústria estão animados com as possibilidades que a IA oferece. "Em um sentido digital, eles estão vivos: eles podem se conectar emocionalmente; eles podem entreter; eles podem interagir em tempo real", diz o CEO da Soul Machines, Greg Cross. "Este é o futuro do marketing." À medida que a tecnologia de IA continua a evoluir, está claro que a interseção de IA e celebridade continuará a ser um tópico quente. Se é uma bênção para o marketing ou um campo minado legal, ainda está para ser visto. ## Referências - [Celebrities Use AI to Take Control of Their Own Images](https://www.wsj.com/articles/ai-deepfakes-celebrity-marketing-brands-81381aa6?mod=tech%5Flista%5Fpos4&utm%5Fsource=www.theneurondaily.com&utm%5Fmedium=newsletter&utm%5Fcampaign=black-mirror-but-real#comments%5Fsector) - [Drake’s AI clone is here — and Drake might not be able to stop him](https://www.theverge.com/2023/5/1/23703087/ai-drake-the-weeknd-music-copyright-legal-battle-right-of-publicity?ref=productoversee.com) - [What Are the Copyright Rules Around AI Art?](https://www.makeuseof.com/copyright-rules-ai-art/?ref=productoversee.com) ### Gerenciando dívidas técnicas: dicas essenciais para o sucesso de produtos URL: https://productoversee.com/blog/gerenciando-dividas-tecnicas-dicas-essenciais-para-o-sucesso-de-produtos/ Last updated: 2023-07-10T10:46:01.000Z Com a rápida evolução das tecnologias, é comum empresas enfrentarem problemas de dívida técnica ao longo do tempo. Essa dívida surge a partir de atalhos tomados durante o desenvolvimento ou da postergação de tarefas importantes para cumprir prazos apertados, resultando em um código de difícil manutenção e atualização. Em algum momento, é fundamental que a equipe de desenvolvimento enfrente essa dívida para melhorar a arquitetura ou desempenho de um determinado serviço. Quando negligenciadas, essas dívidas podem gerar grandes problemas para as equipes de negócios, como **baixa adesão aos serviços devido à lentidão ou falhas, e até mesmo a indisponibilidade de soluções específicas.** Gerenciar a dívida técnica pode ser uma tarefa desafiadora, porém essencial para o sucesso de projetos de desenvolvimento de produtos. Neste artigo, apresentaremos algumas dicas para auxiliar no gerenciamento dessas dívidas. ### Reconhecendo a dívida técnica _This post is for subscribers only._ ### TikTok Desafia Gigantes do Streaming com Novo Serviço de Música: TikTok Music Chega ao Brasil URL: https://productoversee.com/blog/tiktok-desafia-gigantes-do-streaming-com-novo-servico-de-musica-tiktok-music-chega-ao-brasil-e-indonesia/ Last updated: 2023-07-07T18:20:12.000Z Em um movimento audacioso para expandir sua influência além do mercado de vídeos curtos e mídias sociais, o TikTok anunciou o lançamento de um novo serviço de streaming de música por assinatura, o "TikTok Music". O serviço, que está sendo lançado inicialmente no Brasil e na Indonésia, permite que os usuários sincronizem suas contas do TikTok existentes e ouçam, baixem e compartilhem músicas. ## Recursos do TikTok Music O TikTok Music inclui os catálogos de grandes gravadoras, incluindo Universal Music Group, Warner Music Group e Sony Music. Os principais recursos são: - ****Sincronize com TikTok:** Sincronize de um jeito simples suas contas do TikTok e do TikTok Music para aproveitar suas músicas favoritas. - ****Toque hits do Tiktok:** Reproduza as versões completas das músicas virais do TikTok. - ****Descubra mais músicas personalizadas:** Deslize para cima e para baixo para explorar músicas recomendadas para você. - ****Encontre sua comunidade musical:** Se expresse por meio de comentários, conheça histórias de bastidores e se conecte com amantes de música semelhantes a você. - ****Cante acompanhando letras em tempo real:** Cante e faça **rap* como um profissional com letras embutidas que são reproduzidas automaticamente. - ****Cocrie playlists colaborativas com amigos:** Faça da música uma experiência compartilhada e melhor. - ****Importe sua biblioteca musical:** Com um único clique, você pode importar playlists externas e reproduzi-las pelo TikTok Music. - ****Encontre uma música por meio da busca de letras:** Não sabe o nome de uma música ou artista? Resolva o mistério buscando pela letra da música. - ****Descubra os sons ao seu redor:** Identifique facilmente qualquer música que você esteja ouvindo por meio da ferramenta "Qual é o som?". ## Preço e Disponibilidade O serviço não conta com uma opção para reproduzir músicas de forma gratuita, então é necessário adquirir algum dos planos disponibilizados. Mas, caso queira apenas experimentar o aplicativo, o primeiro mês é gratuito. - A assinatura individual do TikTok Music custa R$16,90; - O plano anual individual sai por R$159,90; - Para estudantes, a mensalidade fica pela metade, R$8,50; - O plano família custa R$26,90, permitindo adicionar até 6 contas. ## Competindo com Gigantes O TikTok já é uma ferramenta popular para descobrir música, e muitas vezes pode levar a um aumento na popularidade das músicas depois que são usadas em vídeos e tendências virais. Ao oferecer aos usuários uma maneira de ouvir e descobrir música, a empresa está competindo diretamente com Spotify, Apple e Amazon. No entanto, vale ressaltar que Spotify e Amazon Music oferecem associações gratuitas com suporte de anúncios. Para competir com os populares serviços de streaming de música, o TikTok terá que oferecer uma interface que valha a pena mudar, ao mesmo tempo que oferece valor para os usuários. Por exemplo, o TikTok Music é apenas um pouco mais barato que o Spotify Premium no Brasil e na Indonésia, então pode ser difícil para a empresa convencer os usuários a escolher seu serviço em vez de um concorrente. Além disso, a aplicação de marca registrada da ByteDance do ano passado sugeriu que o serviço poderia ser usado para "fornecer aos usuários conteúdo de podcast e transmissão de rádio". A adição de conteúdo de podcast junto com a música tornaria o TikTok Music um concorrente ainda maior para o Apple Music e o Spotify. ## Referência [TikTok Music é lançado no Brasil e na IndonésiaA ByteDance anuncia nesta quinta-feira (6) o lançamento do TikTok Music – um serviço de streaming musical exclusivamente por assinatura – no Brasil e na Indonésia. Esse novo serviço de streaming socia![](https://lf16-tiktok-common.ibytedtos.com/obj/tiktok-web-common-sg/mtact/static/pwa/icon_512x512.png)TikTokTikTok![](https://p16-va-tiktok.ibyteimg.com/obj/musically-maliva-obj/ce152541c227a921ffd23c7c7d41398c.png)](https://newsroom.tiktok.com/pt-br/tiktok-music-lancado-no-brasil-e-na-indonesia?ref=productoversee.com) ### Quando storytelling pode ser um problema… URL: https://productoversee.com/blog/quando-storytelling-pode-ser-um-problema/ Last updated: 2023-07-07T10:45:42.000Z --- Antes de mais nada, preciso fazer um alerta, um aparte aqui… Diferentemente do que costuma ser minha intenção com meus artigos ao Product Oversee, este aqui tem uma natureza menos prática. Trata de uma reflexão que trago à luz para o debate. Embora procurei trazer alguns **insights* de caminhos para lidar com possíveis disfunções ligadas ao problema a que vou fazer alusão. Sigamos adiante, primeiro com uma pequena história pessoal. Um dos maiores elogios que recebi na minha carreira como líder de pessoas, aconteceu mais ou menos assim… Num contexto em que foram oferecidas duas opções para uma pessoa, uma sob minha liderança e outra sob a liderança de outro líder (um par meu), esta pessoa pediu um conselho a alguém que ela confiava. Esta outra pessoa que, diga-se de passagem tem um grande poder de síntese, estava trabalhando sob minha liderança. Após ter trabalhado também sob a liderança do outro líder envolvido na situação, e resumiu sua experiência da seguinte forma: > ****O "fulano" sonha. O Rodrigo sonha, e faz.** Uma aclaração cabe aqui. Prometo que esta não é uma história para me vangloriar. Eu nem tenho o narcisismo tão aflorado assim, muito pelo contrário. Mas acontece que a singela história que contei, até hoje, alimenta muito das minhas reflexões. Não tanto por ela em si, mas por todas as repercussões que, eventualmente, se materializaram, e que nem vem tanto ao caso elaborar muito mais aqui. ## Exímio "encantador com as palavras" Tudo o que você precisa saber é que o tal "fulano", meu par à época, é um exímio "encantador com as palavras", destes que têm uma capacidade de **storytelling* ímpar. Sempre soube como posicionar os seus sonhos de forma efetiva, e como se comunicar, principalmente "para cima" (próximos níveis de liderança), e por isso teve portas abertas, levando vantagem (e desconfio que até hoje segue, mas eu não mais acompanho de perto) e destacando-se no olhar da alta liderança. Tem seu mérito por isso, é uma arte que admiro. Mas eis o ponto central de reflexão, talvez até uma provocação: > ***Quanto do jogo corporativo se explica por tais fatores intangíveis, como a capacidade de contar uma boa história, desenvoltura no idioma padrão global (inglês), e coisas do tipo; versus a capacidade real de fazer as coisas acontecerem, ainda que com menos alarde?!** _This post is for paying subscribers only._ ### Cashback— Um case de Retenção e engajamento URL: https://productoversee.com/blog/cashback-um-case-de-retencao-e-engajamento/ Last updated: 2023-07-06T10:46:36.000Z Como usamos recompensas como estratégia de retenção e engajamento quando pivotamos o modelo de negócio. ### **O contexto** De acordo com [Eric Ries](https://www.linkedin.com/in/eries/?ref=productoversee.com), empreendedor e autor do conhecido livro [A startup enxuta](https://www.amazon.com.br/Startup-Enxuta-Eric-Ries/dp/8581780040?ref=productoversee.com): > *“Pivotar é uma correção de rota estruturada concebida para testar uma nova hipótese fundamental sobre o produto”.* E foi isso o que aconteceu. A Conta Simples é um fintech que oferece uma conta digital para Pessoas Jurídicas e foca em soluções para a gestão de despesas financeiras corporativas. No final de 2022, tomamos a decisão de pivotar o modelo de negócio por motivos internos e externos, e mudamos o nosso principal produto: múltiplos cartões. Decidimos que a partir de Abril/23 deixaríamos de oferecer cartões pré pagos e ofereceríamos cartões de crédito. Não foi uma decisão fácil, porém toda a empresa embarcou nessa jornada de tornar o impossível em algo não só possível como rentável. Antes de aprofundarmos no problema, é válido relembrarmos qual o nosso principal **perfil de clientes**: pequenas e médias empresas que usam múltiplos cartões como forma simplificar o gerenciamento de despesas. Além disso, enxergam o rendimento 100% CDI sobre montantes alocados em conta corrente como uma forma de investimento e/ou de economia. ### **O problema** _This post is for subscribers only._ ### Abraçar novos problemas pode ser a chave do seu crescimento como PM URL: https://productoversee.com/blog/abracar-novos-problemas-pode-ser-a-chave-do-seu-crescimento-como-pm/ Last updated: 2023-07-05T10:45:30.000Z *Se a bola está quicando, alguém precisa ir lá e chutar*. Essa máxima, de autoria que desconheço, já foi aplicada em um time de tecnologia da qual fiz parte. Tem diversos lados péssimos dessa máxima, e a pior delas é a falta de alinhamento estratégico. Quando me deparo com isso, entendo que a empresa pensa o seguinte: ‘olha, tem várias coisas pra fazer, pega uma aí, que pode dar certo’. Por outro lado, é possível prosperar diante desse paradigma. Pra ganhar, tem que marcar o gol, certo? Embora o fato de “várias bolas quicando” exponha um cenário de vulnerabilidade, é inegável que pode se mostrar uma oportunidade para Product Managers se destacarem. PMs raramente têm um escopo definido, e a habilidade de colocar um ou mais chapéus ao mesmo tempo pode ajudar a ganhar destaque na empresa e evoluir em sua carreira profissional. ## Saiba enxergar os problemas A proposta deste artigo é fazer com que você vire o jogo. No caso da bola quicando, acho que vale a pena observar o motivo antes de sair dando chutes sem saber se está mirando no gol. Para conseguir enxergar o campo do problema, é preciso fazer a seguinte leitura: o problema que está sendo exposto está relacionado ao time que atuo? _This post is for subscribers only._ ### Como as melhores equipes de liderança navegam em tempos incertos URL: https://productoversee.com/blog/como-as-melhores-equipes-de-lideranca-navegam-em-tempos-incertos/ Last updated: 2023-07-04T11:59:40.000Z Boa comunicação, flexibilidade e cultura forte são fatores indispensáveis para boas lideranças emergirem em situações adversas. Conheça sete fatores indispensáveis que bons líderes têm em comum. Vivemos tempos de incertezas: em 2020, uma pandemia virou o mundo de ponta cabeça. Nos últimos anos, as crises econômicas e políticas se acirraram bem como tensões geográficas que eclodiram guerras. Inevitavelmente, as instabilidades afetam a performance de empresas, que estão inseridas nessa realidade volátil. A depender de como as equipes são conduzidas diante de cenários delicados, os negócios podem decolar, estacionar ou sofrer uma baixa. São situações complexas que pedem jogo de cintura e uma boa postura que vão dar ainda mais espaço para os bons líderes. Sob essa ótica, Tim Ryan, presidente e sócio sênior da PwC nos Estados Unidos, conversou com mais de 100 de seus clientes dos mais variados segmentos da indústria. Ele chegou a [7 fatores em comum que líderes de empresas de alto desempenho têm](https://hbr.org/2023/06/how-the-best-leadership-teams-navigate-uncertain-times?ref=productoversee.com). Separamos esses pontos para você reforçá-los no seu dia a dia ou implantá-los. Vamos lá? ## Liderança forte em tempos de incerteza: as 7 descobertas de Tim Ryan Pessoas em cargos de liderança precisam ser impulsionadoras de bons resultados e ter boa visão de negócio. Somente assim será possível indicar os melhores caminhos para a equipe, manter um bom clima entre as pessoas em tempos incertos e ser uma referência de [confiança](https://productoversee.com/a-importancia-dos-encontros-1-1-fortalecendo-a-gestao-e-a-confianca/). Confira os sete fatores elencados por Tim Ryan que fazem parte dos times de liderança de companhias que estão acima da curva de performance. ### O foco é a empresa Mais do que focar nas entregas que destaquem objetivos individuais ou agendas pessoais, empresas de alta performance contam com equipes que trabalham com foco na negócio. Isso quer dizer que a cultura organizacional prioriza o que é melhor para a companhia e para as pessoas que ali atuam. O amplo conhecimento e a vivência dos líderes altamente qualificados devem ser direcionados para alcançar o sucesso da organização. ### Atuação conectada por toda a empresa Times de alto desempenho habitualmente contam com lideranças que conseguem olhar para o todo: as atuações não se limitam à equipe, mas abrangem o negócio em toda a sua complexidade. Para exemplificar a importância do olhar 360, Ryan conta que o CEO de um banco digital contou para ele que a partir do momento que dados da empresa foram compartilhados com todas as equipes e todos se comprometeram com as boas práticas de governança de dados, a experiência dos clientes pôde ser redesenhada. O resultado disso foram altos índices de eficiência. ### Foco na reinvenção do negócio Executivos e lideranças de negócios de alta performance têm se dedicado a olhar para o portfólio e para o modelo de negócio, além das questões administrativas habituais. Alguns dos pontos percebidos por Ryan em empresas que estão decolando são: - disciplina forte para processos administrativos; - bom gerenciamento de custos; - simplificar caminhos sempre que possível; - entender as alavancas que podem mudar o jogo do negócio. Com uma boa mentalidade de crescimento, é possível alcançar mais clientes, melhorar as margens de lucro e gerar ainda mais valor para as soluções oferecidas. ### Lideranças com foco nas tarefas difíceis Para que a [estratégia dos times](https://productoversee.com/estrategia-tem-a-ver-com-escolhas/) tenha sucesso, o líder precisa estar com foco em questões que não são rotineiras e que, naturalmente, são mais duras de lidar. Por isso, contar com um time que saiba lidar bem com as operações cotidianas é essencial. Outro exemplo prático trazido pelo executivo da PwC foi o de um líder que ficou encarregado de transformar o modelo de negócio no ramo de energia e de passar a mensagem para todas as pessoas. Para tal, foi necessário que ele se afastasse do dia a dia da equipe e mantivesse seu foco nessa tarefa específica. Com isso, o novo posicionamento foi executado com sucesso e a mensagem foi passada interna e externamente. Na prática, o que se tem é mais valor agregado e resultados comerciais sustentáveis para o sucesso da empresa. ### Diversificação de experiências e habilidades Todos sabemos que a diversidade, seja ela do aspecto de raça, gênero, experiências, habilidades ou de tantas outras possibilidades, é uma [alavanca para gerar mais lucros para a empresa](https://www.mckinsey.com/capabilities/people-and-organizational-performance/our-insights/delivering-through-diversity/pt-BR?ref=productoversee.com): equipes diversas são mais produtivas. A perspectiva não pode ser outra nas lideranças: olhares diferentes vão permitir mais inovações de forma robusta e acelerada. A falta de diversidade em cargos de liderança pode comprometer a capacidade de transformação dos negócios e até de engajamento e entrega das equipes. ### Debates saudáveis Um dos papéis fundamentais de uma boa liderança que conduz o time a resultados de alta performance é o incentivo a debates saudáveis e respeitosos: trazer com transparência e embasamento o ponto de vista para contribuir com os objetivos do negócio. Gerar o engajamento necessário para discussões relevantes é um dos desafio dos líderes. A prática é fundamental para que todos caminhem na mesma direção de sucesso. ### Foco na humildade e na objetividade Ter a postura humilde e o olhar objetivo é fundamental para boas lideranças gerarem entregas e resultados de valor. Além de trazer o time para perto, ter a capacidade de analisar o próprio desempenho e enxergar as oportunidades de melhoria é primordial. Além disso, o poder de leitura de cenário de maneira analítica vai beneficiar a empresa no sentido de que esses líderes podem trazer discussões novas e direcionadoras para uma virada de chave do negócio. ## 3 dicas práticas para ser um bom líder Agora que você já sabe como as melhores equipes de liderança navegam em tempos incertos, separamos três dicas bem práticas para você colocar em ação e ser um líder ainda mais conectado com o negócio. ### Analise e conecte O primeiro passo para colocar uma liderança efetiva em prática é entender muito bem o cenário externo à empresa e o interno. Conduza um levantamento de dados consistente e os analise: daqui você vai tirar os principais direcionamentos. Compartilhar a visão com seu time e com as outras pessoas da empresa é o próximo passo para que todos estejam na mesma página, entendam quais são os desafios e onde há oportunidades de crescimento. A conexão entre os cenários e entre as pessoas será primordial para o atingimento de bons resultados. ### Comunique-se assertivamente Enquanto líder, você precisa se [comunicar da maneira certa](https://productoversee.com/a-importancia-da-comunicacao-no-gerenciamento-de-produtos/), na hora certa e passar a mensagem certa. Lideranças são direcionadoras dos times: se a comunicação não é firme e clara, a equipe se sentirá perdida. Por isso, pense em um bom plano que compreenda estratégias como posicionamento, tom de voz e objetivo a ser atingido por meio da sua comunicação. Dessa forma, você diminui possíveis ruídos em sua mensagem e passa a postura de confiabilidade para as pessoas. ### Tenha um plano e esteja aberto a adaptá-lo Traçar um plano com base em suas pesquisas e de acordo com os objetivos do negócio é essencial para a liderança que atua em empresas que buscam resultados acima da média. No entanto, a gente sabe que a realidade é dinâmica e que os direcionamentos podem mudar. Lembre-se: só quem tem um plano pode adaptá-lo. Então, mantenha seu olhar flexível para o planejamento e, em caso de mudanças de rota, comunique-se assertivamente com sua equipe. Assim, todos continuam remando na mesma direção. As empresas que querem atingir o patamar de altas performances precisam estar preparadas para cenários incertos. Boa parte da preparação está nas lideranças que conduzem o negócio e que estão dispostas a jogar junto com suas equipes. Qual ação você vai colocar em prática para exercer uma liderança ainda mais sólida? ### 3 dicas para sentir-se mais confiante na liderança de produtos de plataforma URL: https://productoversee.com/blog/3-dicas-para-se-sentir-mais-confiante-na-lideranca-de-produtos-de-plataforma/ Last updated: 2023-07-04T10:45:24.000Z Como já dizia minha mãe, confiança é tudo! Mas basta eu sair da zona de conforto para parecer que nunca tive isso na vida. Em Dezembro de 2022, já estava com um pezinho em produto de plataforma, quando recebi o convite de ser PM de um time core, 100% plataforma, backend, sem nenhuma interface gráfica para minha formação em design recuperar o folêgo. Na primeira semana, discursei para os meus monstrinhos internos que havia chegado a hora de provar que aquelas velhas fragilidades técnicas eram somente coisa da minha cabeça. Porém, nas semanas seguintes que completaram meu 1° mês, tudo virou caos. Pouco tempo atrás, estava numa ascensão como PM, mas o novo desafio era tão complexo, que fazia eu me sentir incapaz todos os dias. Até a impostora que estava de férias, voltou correndo pra gritar que tinha me avisado. Respira… A verdade é que produtos de plataforma tem uma dinâmica bem desafiadora, não somente pela complexidade técnica, mas pelas dezenas de stakeholders com inúmeras solicitações urgentes a um slack de distância. Então, com a impostora controlada, comecei a pensar no que me ajudaria a ganhar mais confiança nesse novo desafio. As 3 práticas que vou mencionar a seguir, são habilidades já conhecidas para qualquer PM, mas com base na minha experiência recente, posso afirmar que elas foram essenciais para o meu trabalho em Ads Core. ## **1°. Pergunte e saiba perguntar** _This post is for subscribers only._ ### Figma oferece novo modo para desenvolvedores e adiciona recursos de variáveis e prototipagem URL: https://productoversee.com/blog/figma-oferece-novo-modo-para-desenvolvedores-e-adiciona-recursos-de-variaveis-e-prototipagem/ Last updated: 2023-07-03T17:01:20.000Z A plataforma de design lançou recursos que visam melhor experiência de navegação e interações de qualidade entre designers e desenvolvedores. Entenda as novidades e seus benefícios práticos. O evento anual da Figma, o Config, aconteceu no fim de junho e a principal novidade anunciada foi o Dev Mode. A última conferência presencial tinha acontecido em fevereiro de 2020 e, desde então, a companhia passou por diversas mudanças - de acordo com o próprio posicionamento da empresa. O Dev Mode chega para reforçar o espírito colaborativo que a plataforma de design oferece aos usuários, para que todos os envolvidos em cada projeto possam contribuir na execução. Além disso, também foram anunciadas novidades que facilitam a vida dos [designers](https://productoversee.com/3-niveis-de-design-criando-experiencias-emocionais-em-seus-usuarios/) e os conectam mais ao mundo do desenvolvimento: as variáveis e a prototipagem. Vamos entender mais a fundo cada uma das três novas funcionalidades e como elas impactam o trabalho de designers e desenvolvedores. Para você não perder nada, também separamos as principais palestras que rolaram no evento e que você pode conferir online e de graça. Confira! ## O que há de novo no Figma Apesar de ser uma ferramenta voltada para designers, mais de um terço dos acessos semanais de usuários ativos na plataforma é feito por desenvolvedores. Quem traz essa informação é a líder de produtos da Figma, Avantika Gomes. Dessa forma, fica evidente a necessidade de se ter todo o time de [desenvolvimento de produtos](https://productoversee.com/estrategia-de-produto-por-onde-comecar/) ainda mais integrado na construção dos processos de design: quanto menos ruídos existirem, maior será a eficiência. Três novidades da Figma prometem melhorar a interação dos profissionais de produto, principalmente desenvolvedores e designers. ### 1\. Dev Mode O destaque do Config foi o lançamento do Dev Mode. Trata-se de uma área de trabalho dentro da plataforma que é dedicada aos devs. Nesta área, há toda a estrutura e todas as informações que os profissionais precisam. O Dev Mode fornece outra visão para os desenvolvedores, diferente da que os designers têm enquanto constroem seus projetos na ferramenta. Isso significa que os dois profissionais vão trabalhar no mesmo design, mas em arquivos diferentes e que atendem às necessidades distintas de cada um. As principais entregas do Dev Mode são: - Tradução do design em códigos de forma mais rápida; - Conexão com ferramentas como Jira, GitHub e Storybook para automatizar fluxos de trabalho; - Vinculação dos sistemas de design do Figma ao código e à documentação do componente; - Inspeção de arquivos lado a lado com o VS Code; - Acesso às notificações do Figma sem sair do editor de código. Durante 2023, o [Dev Mode](https://www.figma.com/dev-mode/?ref=productoversee.com) está disponível gratuitamente na versão beta para qualquer usuário que queira testar. Depois, é preciso consultar a tabela de preços de acordo com os planos oferecidos. ### 2\. Variáveis Da mesma forma que variáveis podem surgir durante o trabalho de codificação do desenvolvedor, a Figma levou o conceito para o design com o objetivo de agilizar os processos de criação. A ideia é que as variáveis tragam mais flexibilidade aos designers para que seja mais simples lidar com diferentes temas, plataformas, produtos e marcas. Isso será facilitado porque o projeto se conecta à codificação e oferece suporte a design tokens. Além da possibilidade de layouts mais interativos e flexíveis, os próprios devs poderão acessar rapidamente os códigos CSS e SVG gerados automaticamente a partir do design, facilitando sua implementação direto no código. As variáveis também estão disponíveis na versão beta. Diferentemente do Dev Mode, os recursos oferecidos durante os testes mudam de acordo com o plano do usuário. ### 3\. Prototipagem As variáveis vão ajudar os designers a criar prototipagens mais dinâmicas, permitindo que os testes sejam mais efetivos. Baseada em fórmulas, a prototipagem avançada se aproxima mais da realidade do usuário e centraliza o trabalho dos designers em uma só tela da plataforma Figma. Dessa forma, as equipes de produto podem ter acesso a análises cada vez mais fiéis e resultados mais próximos do que o usuário final vai acessar. O recurso está disponível para testes para usuários a partir do plano Professional. ## Config: o que mais rolou na conferência anual do Figma Além dos lançamentos, rolaram palestras muito interessantes e que conectam o mundo do design com outras frentes que estão em alta no mercado, como inteligência artificial, experiências responsivas e boas práticas dentro de um time de produtos. Confira os highlights que separamos para você. ### AI e o futuro do design Nesse painel, participaram nomes importantes do [design e da tecnologia](https://productoversee.com/a-explosao-da-ia-e-massificacao-do-design/): - Noah Levin , VP de Design, da Figma; - Jordan Singer, fundador e CEO, da Diagram; - Andrew Pouliot, engenheiro de machine learning, da Diagram; - Vincent van der Meulen, engenheiro de design, da Diagram. Alguns dos pontos abordados foram: - Como designers podem ganhar efetividade com IA? - Como IA vai modelar o futuro do trabalho? - Quais os desafios e as oportunidades para a área com o uso de IA? Você pode conferir a palestra completa [aqui](https://config.figma.com/video-on-demand/6329924726112?ref=productoversee.com). ### O futuro do design responsivo Una Kravets, engenheira de relações com desenvolvedores, do Google, e Adam Argyle, engenheiro de relações com desenvolvedores CSS, também do Google, falam sobre as mudanças que o design responsivo vem passando. Usuário no centro da experiência, novos pontos de entrada, sistemas cada vez mais funcionais: a responsividade está chegando em lugares novos. Para entender tudo sobre as novidades do tema, [assista aqui](https://config.figma.com/video-on-demand?slug=6329932796112&ref=productoversee.com) a conferência dos especialistas. ### Rituais dos times modernos de produto Shishir Mehrotra, cofundador e CEO da Coda, e Yuhki Yamashita, diretor de produtos da Figma, falam sobre a importância de implementar os rituais certos para que a equipe de produtos tenha eficácia no trabalho. [Nesta palestra](https://config.figma.com/video-on-demand/6329937764112?ref=productoversee.com), os executivos compartilham os rituais que eles desenvolveram ao longo de suas carreiras. Assim, você pode se inspirar e colocar algumas práticas para rodar na sua realidade. Além dos materiais que selecionamos, você pode conferir todas as outras palestras que aconteceram no Config gratuitamente. Informações de qualidade nunca são demais, né? [Acesse a programação completa](https://config.figma.com/agenda?ref=productoversee.com) e entenda o que faz sentido para você se aprofundar. Conhecimento bom é conhecimento colocado em prática: lembre-se disso! ## Leia mais - [Figma offers new mode for developers, adds variables, prototyping features](https://www.computerworld.com/article/3700079/figma-offers-new-mode-for-developers-adds-variables-prototyping-features.html?ref=productoversee.com) - [https://www.figma.com/best-practices/guide-to-developer-handoff/](https://www.figma.com/best-practices/guide-to-developer-handoff/?ref=productoversee.com) - [https://help.figma.com/hc/en-us/articles/15339657135383-Guide-to-variables-in-Figma](https://help.figma.com/hc/en-us/articles/15339657135383-Guide-to-variables-in-Figma?ref=productoversee.com) ### Definindo OKRs de forma mais precisa com projeções baseadas em históricos utilizando Regressão Linear URL: https://productoversee.com/blog/definindo-okrs-de-forma-mais-precisa-com-projecoes-baseadas-em-historicos-utilizando-regressao-linear/ Last updated: 2023-07-03T10:46:19.000Z Para muitos Product Managers, a definição de Objetivos e Resultados-Chave (OKRs) é uma tarefa crucial que determina a direção dos produtos que eles gerenciam. Definir OKRs corretamente pode melhorar o alinhamento das equipes, promover a tomada de decisões baseada em dados e finalmente levar a melhores resultados do produto. Neste artigo, vamos explorar como as projeções baseadas em histórico, especificamente usando regressão linear, podem ser uma ferramenta valiosa para definir OKRs de maneira mais precisa. ## O que é Regressão Linear? A regressão linear é um método estatístico que tenta modelar a relação entre uma variável dependente (ou variável de resultado) e uma ou mais variáveis independentes (ou variáveis explicativas). A forma mais simples da regressão linear, a regressão linear simples, pode ser representada pela seguinte equação matemática: 💡 **Y = a + bX + ε* Onde: *Y é a variável dependente.* *X é a variável independente.* *a é a interceptação do eixo Y.* *b é a inclinação da linha de regressão, que representa o efeito que X tem sobre Y.* *ε é o erro aleatório.* ## Aplicando a Regressão Linear para Definir OKRs _This post is for subscribers only._ ### Ou dinheiro ou aprendizado - se não estiver tendo um dos dois, você está perdendo tempo URL: https://productoversee.com/blog/ou-dinheiro-ou-aprendizado-se-nao-estiver-tendo-um-dos-dois-voce-esta-perdendo-tempo/ Last updated: 2023-06-30T10:46:01.000Z Será que ficar muito tempo numa mesma empresa é ruim? Será que está na hora de eu ganhar mais? Será que eu estou perdendo tempo nessa empresa, nesse contexto, nesse time, nesse produto? Será que eu estaria me desenvolvendo mais se eu estivesse em outra empresa? Todas essas questões são honestas. Inclusive, aparecem de forma muito recorrente nas mentorias faço e também em outras conversas com pessoas do mercado. Eu não acho que seja difícil de responder... Mas com certeza a minha resposta vai ser incompleta aqui, porque não vou abordar outros fatores, como saúde mental, equilíbrio entre vida/trabalho e outros assuntos. Para algumas pessoas, ficar muito tempo em um lugar pode significar conforto e estabilidade, enquanto para outras pode significar estagnação. Sendo bem pragmático: dois pontos bem importantes para avaliarmos se faz ou não sentido mudarmos de empresa/contexto é saber quando há um desequilíbrio entre dinheiro e aprendizado. Obviamente isso vai depender muito do contexto. Não estou contemplando aqui pessoas mais velhas que fazem migração de área. Aí a coisa fica mais complicada, por que é necessário entender como aproveitar e criar sinergias com o conhecimento da outra profissão, na disciplina que você está tentando entrar Mas em casos mais genéricos, onde você é jovem, já sabe a carreira e o mercado em que atuar, é fácil de entender que a importância de aproveitar o momento inicial de carreira, de investir seu tempo aprendendo dentro do contexto da empresa. Nesse momento inicial, é bastante provável que você tenha menos dependência de dinheiro... Isso se conectado com sua idade e contexto de vida. ![](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--8ARSr0je--/v1681312401/obsidian/llo7y0p1xcepnlaacnxx.png) Seu principal objetivo, no seu início (foi no meu, nesse caso), é de acumular conhecimento, aprender novas habilidades, entender quais são os mecanismos essenciais daquela profissão/disciplina. _This post is for paying subscribers only._ ### LinkedIn mudou seus algoritmos: entenda como seus posts serão afetados URL: https://productoversee.com/blog/linkedin-mudou-seus-algoritmos-entenda-como-seus-posts-serao-afetados/ Last updated: 2023-06-29T19:56:45.000Z As novas diretrizes da rede social não vão priorizar postagens virais. A ideia é dar maior alcance para produções relevantes e com bons insights. Para isso, a inteligência artificial faz classificações de conteúdos para balancear as entregas. O LinkedIn já é a [6ª rede social](https://datareportal.com/reports/digital-2023-brazil?ref=productoversee.com) mais usada pelos brasileiros. Segundo dados da própria plataforma, já são mais de [65 milhões de usuários ativos](https://news.linkedin.com/about-us?ref=productoversee.com#Statistics) no país. Tendo como principal objetivo criar e fortalecer relações profissionais, a rede social vem adaptando seus algoritmos para ser cada vez mais relevante para as pessoas. Recentemente, [mudanças importantes foram anunciadas](https://www.entrepreneur.com/science-technology/linkedin-changed-its-algorithms-heres-how-your-posts/454728?ref=productoversee.com) pelo editor chefe e VP do LinkedIn, Dan Roth, e pela diretora de gestão de produtos, Alice Xiong. A ideia é que os conteúdos de qualidade e que, de fato, tenham engajamento da audiência sejam beneficiados. Para você ficar por dentro de todas as mudanças e usar a rede social a seu favor, pensando em boas estratégias para fortalecer sua imagem profissional, vamos te contar o que muda no LinkedIn. Além disso, listamos 4 direcionamentos para você fazer posts de qualidade e que se conectam com seus seguidores. Vamos lá? ## O que mudou no LinkedIn? A movimentação no LinkedIn sofreu grande impacto nos últimos anos: entre 2021 e 2023, o crescimento no compartilhamento de conteúdo foi de 42% e a visualização de conteúdo aumentou em 27%. Os dados reforçam o engajamento dos usuários, mas não transparecem algumas diretrizes importantes para a plataforma. Dan Roth frisa que, durante a pandemia, o LinkedIn passou a ter muitos posts com um cunho pessoal, assim como em outras redes que não têm como foco a vida profissional. Em resposta às reclamações feitas pelos usuários em relação ao tipo de conteúdo que estava sendo distribuído, a rede vem mudando sua lógica. Resultados importantes já são notados: de acordo com Roth, já se percebe 80% de redução nas reclamações sobre conteúdos irrelevantes. Dado o cenário, vamos entender as duas principais mudanças dos algoritmos da plataforma. ### 1\. Seus posts serão mais vistos pelos seus seguidores Se as pessoas te seguem, provavelmente elas estão interessadas no que você tem a dizer. Por isso, os novos algoritmos do LinkedIn priorizam a entrega dos conteúdos para quem te acompanha. Xiong afirma que, desde a mudança, já houve crescimento de 10% no volume de pessoas que visualizam conteúdos de quem elas seguem. ### 2\. Posts com conteúdo relevante serão priorizados Os conteúdos com informações e com caráter educativo serão beneficiados pelo algoritmo - inclusive, para serem mostrados em maior escala para seus seguidores. Por isso, é importante ter em mente que estamos falando de uma rede com foco profissional e que precisa ter impacto nesse sentido. Lembre-se sempre de que a audiência da rede busca por informações especializadas do mercado de trabalho, das movimentações importantes para o mundo dos negócios. A pergunta é: seu conteúdo resolve essas dores? ## 4 passos para fazer posts que engajam no LinkedIn Quer entender, em detalhes, como fazer um post no LinkedIn que vai engajar o público e te dar mais visibilidade na rede? Confira os 4 passos que separamos, com base nas orientações de Roth e Xiong, que respiram o algoritmo do LinkedIn todos os dias. ### Escreva para uma audiência específica Entenda com qual público o seu conhecimento se relaciona e escreva conteúdos que sejam relevantes para essas pessoas. Gerar um bom fit entre o seu conteúdo e a dor do público com quem você se conecta é o grande segredo para ser relevante e se destacar. Por isso, entenda as especificidades da sua audiência e as utilize a seu favor. Ao desenvolver temas que se são úteis para uma fatia mais ampla do público - o que tem mais chances de acontecer em um [cenário B2B](https://productoversee.com/b2b-o-que-jornada-de-transformacao-escada-de-produtos-antigo-inbound-e-jim-collins-tem-a-ver-com-seu-resultado-de-vendas/) \-, você certamente alcançará mais pessoas. ### Fale sobre a sua especialidade De acordo com Roth, o LinkedIn tem a obrigação de entender se você está escrevendo sobre um assunto que é de seu domínio ou não. A base da leitura será seu perfil profissional e tecnologias como IA vão ajudar na detecção. Vamos a um exemplo: se eu sou Product Marketing Manager e faço uma publicação sobre astronomia, o LinkedIn pode não recomendar amplamente o conteúdo por entender que aquela não é minha expertise. Por isso, é importante preencher o perfil da rede social com bastante atenção e elaborar conteúdos que se conectem com as suas experiências e habilidades. Afinal, só podemos ter alguma autoridade naquilo que já vivemos e conhecemos, certo? ### Fomente interações de qualidade Pergunta de 1 milhão de reais: você usa estratégias que fomentem comentários interessantes e discussões produtivas em seus posts ou não chama a audiência para o jogo? Saiba que agora o LinkedIn também considera esse um fator importante para ampliar a entrega do seu conteúdo. Se antes apenas o volume de comentários era considerado, isso mudou. Por isso, entenda quais são bons gatilhos que engajam sua audiência a contribuir com seu texto: - faça perguntas que levem as pessoas à reflexão; - provoque a audiência a sair de sua zona de conforto; - dê direcionamentos claros do que você espera. Por exemplo: “Me conte nos comentários, como você agiria nesta situação?”. Discussões produtivas podem te apoiar na criação de novos conteúdos de interesse de quem te segue e engaja com você via LinkedIn: é uma excelente fonte de insights para você elencar temas que podem ser um sucesso. Além disso, essas trocas podem ser uma excelente via para [ampliar o seu networking](https://productoversee.com/seu-networking-e-mais-importante-que-seu-conhecimento/). ### Traga sua perspectiva Segundo Xiong, o LinkedIn tem uma [inteligência artificial](https://productoversee.com/por-que-as-ias-nunca-irao-substituir-os-seres-humanos/) que classifica o conteúdo dos posts. Aqueles que fornecem informações genéricas são menos difundidos, enquanto os que trazem a opinião do autor e geram insights têm alcance maior. A melhor prática, portanto, é aliar informações que são de interesse do seu público à sua perspectiva em relação ao tema: faça conexões interessantes, explore o assunto de uma forma diferente e fomente o engajamento das pessoas que te acompanham. Roth e Xiong reforçam que o LinkedIn não potencializa os posts que buscam gerar o buzz pelo buzz. O intuito do novo algoritmo é conectar as pessoas certas aos conteúdos certos. Se você quer viralizar suas produções de conteúdo, o LinkedIn pode não ser a rede social mais indicada. Agora que você já sabe como o novo algoritmo do LinkedIn funciona, é a hora de ajustar o seu perfil e começar a construir seu calendário editorial de postagens. Já sabe qual vai ser seu próximo texto na rede? ### Bucket de Slides sobre Gestão de Produto URL: https://productoversee.com/bucket-de-slides-sobre-gestao-de-produto/ Last updated: 2026-05-08T13:22:41.000Z Esse é um deck de slides com uma série de explicações, informações e conceitos sobre gestão de produtos digitais. Talvez, algum dos racionais inseridos aqui podem ajudar a explicar algum conceito ou criar argumentos para explicar melhor como funciona a gestão de produtos. O que você vai encontrar aqui: **FILOSOFIA E TEORIA DE PRODUTO** - O que é estratégia - Ambidestria - Produto e Valor Percebido - O que é Produto - O que é Valor - Plataforma - Efeito de rede - Engajamento e Retenção **ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO** - Estrutura matricial e divisões de frentes - As especialidades que compõem os times de produto **DESDOBRAMENTO TÁTICO** - Priorização - OKRs - Quebrando Histórias - Indicadores ### Dominando o Product Flywheel: Estratégia Fundamental para Product Managers URL: https://productoversee.com/blog/dominando-o-product-flywheel-estrategia-fundamental-para-product-managers/ Last updated: 2023-06-29T10:46:56.000Z O "Product Flywheel" é um modelo de negócios que enfatiza o crescimento autossustentável através do foco na entrega contínua de valor para os usuários. Uma estratégia bem executada pode ser a chave para o crescimento sustentável e o sucesso duradouro. ## O que é o "Product Flywheel"? A analogia do flywheel (volante de inércia) vem da física: uma vez que você consegue fazer um volante pesado começar a girar, ele vai continuar a girar com pouco esforço adicional, graças à inércia. Da mesma forma, um "Product Flywheel" se refere a uma série de ações que se reforçam mutuamente, impulsionando o crescimento do produto com cada ciclo. O conceito de "Product Flywheel" está intrinsecamente ligado ao "efeito de rede", que sugere que o valor de um produto ou serviço aumenta à medida que mais pessoas o usam. Nesse sentido, um crescimento na base de usuários aumenta o valor do produto, criando um ciclo de feedback positivo. ### **O modelo do "Product Flywheel" gira em torno de três componentes essenciais:** 1. **Usuários:** Quanto mais usuários seu produto atrai, maior será o valor que ele oferece. Isso ocorre porque cada novo usuário adiciona ao conjunto de dados que você pode usar para melhorar o produto. 2. **Engajamento:** Quanto mais os usuários interagem com seu produto, mais valor eles obtêm dele. Isso pode levá-los a convidar outros usuários, ampliando ainda mais sua base de usuários. 3. **Valor:** Quanto mais valor seu produto oferece, mais os usuários vão querer usá-lo. Isso impulsiona o engajamento e atrai mais usuários, completando o ciclo. Grandes empresas como Microsoft, Amazon, Google, Walmart, Apple, Facebook e Netflix já implementaram estratégias de "Product Flywheel" com grande sucesso, apesar de operarem em setores diferentes. Por exemplo, a Amazon utilizou o modelo para aumentar o engajamento dos usuários ao criar um ciclo de valor, engajamento e atração de mais usuários por meio de sua estratégia Prime. O Google fez o mesmo com seus produtos de busca, utilizando a escala de usuários e o engajamento para aprimorar seus algoritmos e oferecer resultados de busca mais precisos. ![](https://lh5.googleusercontent.com/__o0IZrAnUMOWp5UFWSVKIKd8um8ysZTnWckpaVmnwpNEIPvXQs0b3KseW4AQbiScfWDVUxUC9Nj92fEiDO-6TIs6dLll5rUfmMITScDZdYzgR03mb8fv7e2SAAUbmIqXi-bX7iQ0e-Yb1c_TuXZZJY) Fonte: Max Olson - artigo: https://futureblind.com/p/advantage-flywheels ## A importância de um Product Flywheel _This post is for subscribers only._ ### Growth Hacking é uma mentalidade, não ferramenta! URL: https://productoversee.com/blog/growth-hacking-e-uma-mentalidade-nao-ferramenta/ Last updated: 2023-06-28T15:50:30.000Z O termo **Growth Hacking* (ou “groufe” para os mais íntimos, rs) teve origem em meados de 2010, quando foi mencionado, pela primeira vez, por Sean Ellis. A metodologia evoluiu tanto, que virou tema do livro “Hacking growth” – tendo o próprio Sean como um de seus autores. Mas o que, de fato, significa esse tal de “groufe”? Para responder essa pergunta, 3 fontes distintas foram escolhidas: Sean Ellis (criador do termo), Jana Ramos (referência nacional no assunto) e o ChatGPT (que dispensa apresentações). “**Growth hacking* é o processo sistemático usado por empresas para aumentar sua base de clientes e suas receitas, baseando-se em aprendizado e experimentação constantes”. (Sean Ellis) “**Growth hacking* é uma forma de trabalhar o crescimento do seu negócio com base em práticas melhores, que são construídas a partir de hipóteses e experimentos”. (Jana Ramos) “**Growth hacking* é uma abordagem criativa e focada em experimentação para impulsionar o crescimento rápido e escalável de um negócio ou produto”. (ChatGPT) Repare que, em nenhum momento, fala-se especificamente sobre uma área, um departamento, ou mesmo um contexto específico de uma organização. Pelo contrário, fala-se em crescimento de negócio, aumento de bases de clientes e receitas – visões que são mais holísticas, dado que esses são objetivos quase que gerais à todas as áreas de uma empresa. Dito isso, trago aqui a minha humilde definição sobre o tema: “**Growth hacking* é uma mentalidade que, através de experimentação e aprendizado contínuo, busca gerar crescimento exponencial e sustentável para uma organização”. Certamente, cara pessoa leitora, você pode estar pensando: “Legal, mas como faço para implementar a mentalidade de growth, independentemente das ferramentas que utilizarei?”. O primeiro passo, é garantir que o “arroz com feijão” esteja sendo bem-feito. Para isso, é preciso entender e implementar o ciclo virtuoso de growth, que está imagem abaixo: _This post is for subscribers only._ ### Product Manager: Indo além dos critérios de Aceitação URL: https://productoversee.com/blog/product-manager-indo-alem-dos-criterios-de-aceitacao/ Last updated: 2023-06-27T12:12:14.000Z Em um mundo perfeito, todos os aspectos de um projeto seriam planejados e executados perfeitamente, desde a ideia inicial até a entrega final. Mas, convenhamos, nós não vivemos em um mundo perfeito. Somos humanos, e com isso, vêm as incoerências, as diferenças de interpretação, a falta de clareza e a simples falha de comunicação. Por isso, a necessidade de uma ferramenta que possa nos ajudar a minimizar esses problemas se torna cada vez mais evidente. E é aí que entra o Cucumber. ## **O Que é o Cucumber?** Cucumber é uma ferramenta de teste baseada em comportamento que pode ser utilizada para definir, de maneira clara e eficaz, os critérios de aceitação de um projeto. A sua magia reside na sua simplicidade e eficácia em traduzir a linguagem natural em especificações técnicas. Mas o Cucumber vai muito além disso. Ele não só ajuda a definir as regras de negócio, como também se torna uma poderosa ferramenta de comunicação entre o Product Manager (PM), a equipe de desenvolvimento e a equipe de Quality Assurance (QA). ## **Indo Além dos Critérios de Aceitação** _This post is for subscribers only._ ### Caos: aproveitando a incerteza para gestão de produtos URL: https://productoversee.com/blog/caos-aproveitando-a-incerteza-para-gestao-de-produtos/ Last updated: 2023-06-26T10:45:39.000Z **No mundo da gestão de produtos, abraçar o caos e a incerteza pode ser o primeiro passo para a inovação e o sucesso.** A gestão de produtos enfrenta constantemente o desafio de lidar com a incerteza. Para alguns, isto pode ser motivo de preocupação e desconforto, pois a incerteza traz consigo o potencial de riscos e desafios imprevisíveis. No entanto, é possível adotar uma abordagem diferente, enxergando a incerteza como uma oportunidade para impulsionar a inovação e o sucesso. No contexto da gestão de produtos, a incerteza não deve ser temida, mas sim compreendida e explorada. Afinal, é nesse terreno incerto que surgem as oportunidades mais valiosas e as ideias mais inovadoras. Ao aceitar e adotar a incerteza como parte integrante do processo de desenvolvimento de produtos, podemos nos posicionar à frente da concorrência, identificando lacunas de mercado e oferecendo soluções que atendam às necessidades emergentes dos usuários. ### A teoria do caos e a gestão de produtos _This post is for subscribers only._ ### Os problemas com o Reddit ainda continuam: além dos subredits fora do ar, agora a falta de acessibilidade tem foco URL: https://productoversee.com/blog/centenas-de-subreddits-planejam-ficar-fora-do-ar-indefinidamente-apos-memorando-interno-do-ceo-do-reddit/ Last updated: 2023-06-28T16:44:36.000Z E as controvérsias com o Reddit ainda continuam. Antes foi o apagão, agora o problema com as limitações da plataforma com funcionalidades de acessibilidade. As polêmicas envolvendo executivos de [grandes redes sociais](https://productoversee.com/a-meta-esta-criando-um-concorrente-para-o-twitter/) pelo mundo não dão trégua. Quem vive uma situação delicada com os usuários de sua plataforma é Steve Huffman, atual CEO e o cofundador do Reddit. Desde 12 de junho, milhares de subreddits ficaram em modo privado. ## Entenda o apagão O movimento, que é encabeçado pelos próprios usuários, aconteceu depois do anúncio da mudança da política de preço para o consumo de APIs da rede social por desenvolvedores, assim como o Twitter fez recentemente. Por conter fóruns de discussões (os subreddits) muito ricos em informações e que abordam assuntos bastante específicos, a rede é uma fonte e tanto para alimentar inteligências artificiais como o [ChatGPT](https://productoversee.com/como-extrair-o-maximo-do-chatgpt-e-similares-para-impulsionar-seus-resultados/). Com a mudança de política de preços e acesso às APIs, um dos impactos é que as informações da plataforma [não serão mais gratuitas para gerar inputs para sistemas de IA](https://gizmodo.uol.com.br/reddit-anuncia-cobranca-por-treinamento-de-sistemas-de-ia/?ref=productoversee.com). Além disso, aplicativos terceiros, que facilitam a navegação pelo Reddit, por exemplo, sentem diretamente as consequências financeiras. Para você entender a história desde o começo, separamos as principais informações e quais as possíveis consequências para a empresa e para os usuários. ### O que disse o CEO do Reddit? Em abril de 2023, quando o anúncio da cobrança pelo consumo das APIs foi feito pelo CEO do Reddit, o impacto foi grande - e não em um bom sentido. Alguns criadores de aplicativos terceiros sinalizaram que, neste cenário, eles fechariam suas empresas por não poderem bancar o custo. Uma dessas empresas é a do aplicativo Apollo, que funciona como uma extensão do Reddit para o sistema iOS. Em fevereiro deste ano, o app recebeu mais de [7 bilhões de solicitações de API](https://www.theverge.com/2023/5/31/23743993/reddit-apollo-client-api-cost?ref=productoversee.com) e isso significa que a cobrança pelo uso seria de US$20 bilhões anuais, considerando tal volume. O desenvolvedor por trás do Apollo, Christian Selig, [anunciou em sua conta do Twitter](https://twitter.com/ChristianSelig/status/1666857672489189376?ref%5Fsrc=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1666857672489189376%7Ctwgr%5Ea61f82155e5d4742c7b4633620a8a2f61b12823d%7Ctwcon%5Es1%5F&ref%5Furl=https%3A%2F%2Fwww.theverge.com%2F2023%2F6%2F8%2F23754183%2Fapollo-reddit-app-shutting-down-api&ref=productoversee.com) o fim da empresa e justificou o acontecimento por conta das novas diretrizes de cobrança. Na ocasião do anúncio pela cobrança das APIs, Huffman declarou que “o banco de dados do Reddit é realmente valioso. Mas não precisamos dar todo esse valor de graça para algumas das maiores empresas do mundo”. Você já ouviu essa história em algum lugar? Qualquer semelhança, é mera coincidência com alguns recentes anúncios do [Twitter](https://productoversee.com/twitter-acusa-microsoft-de-colher-dados-da-rede-social-de-forma-inadequada-para-construir-aplicativos/), como: - o início da cobrança pelo uso de suas APIs; - a restrição do consumo de informações para alimentar o machine learning de inteligências artificiais; - empresas de grande relevância, como Post News, desistindo de consumir suas APIs por conta do elevado custo. ### Memorando interno que vazou No dia 13 de junho, um [memorando interno](https://www.theverge.com/2023/6/13/23759559/reddit-internal-memo-api-pricing-changes-steve-huffman?ref=productoversee.com), assinado pelo CEO do Reddit e direcionado aos funcionários da companhia , vazou. Isso aconteceu um dia após o início do apagão das subreddits. No memorando, Huffman comunica que, apesar de muitos fóruns terem se tornado privados, a empresa não sentiu impactos consideráveis na receita. O executivo admite que o movimento gera barulho, mas que é importante que os colaboradores se mantenham focados e sigam em frente. Ele adiciona que, assim como em outros momentos desafiadores, o Reddit vai superar o atual. Vale ressaltar que, ainda no memorando, Steve Huffman afirma que para os aplicativos não comerciais e que têm como foco oferecer recursos de acessibilidade, o consumo das APIs continua gratuito. Por fim, ele pede às pessoas que trabalham na empresa que não usem nada, em espaços públicos, que possam identificá-las como funcionárias do Reddit. Ele solicita essa medida de precaução para evitar possíveis retaliações de usuários frustrados. ### Por que os subreddits estão fora do ar? Em resposta à política de cobrança, os próprios usuários da plataforma Reddit organizaram um movimento para demonstrar sua indignação. Durante 48 horas, tendo início no dia 12 de junho, [mais de 7 mil subreddits se tornaram privados](https://olhardigital.com.br/2023/06/12/internet-e-redes-sociais/usuarios-do-reddit-estao-em-greve-contra-rede-social-entenda/?ref=productoversee.com). Isso quer dizer que os fóruns de discussão ficam inacessíveis para quem não é membro, inviabilizando buscas e acesso às informações que ali estão. Em termos de moderadores que aderiram ao movimento, foram contabilizados mais de 28 mil. Os moderadores de grandes comunidades também serão afetados pela cobrança e alguns já se posicionaram em relação a isso: [vão migrar para outras plataformas e as subreddits vão ficar sem moderação ou atualização](https://canaltech.com.br/redes-sociais/comunidades-do-reddit-estao-em-greve-entenda-por-que-252444/?ref=productoversee.com). ### \### Os subreddits vão voltar? É possível [acompanhar em tempo real](https://www.twitch.tv/reddark%5F247?ref=productoversee.com) o volume de subreddits que ainda estão fora do ar. Em 21 de junho, pouco mais de 3 mil seguiam em modo privado - número bem menor do que os mais de 8 mil no dia 12 de junho. Não é possível prever se os fóruns continuarão fora do ar por tempo indeterminado, porém é fato que o movimento gera impactos: no dia da final da NBA de 2023, o subreddit dedicado à liga seguiu em modo privado na rede social. Isso é um bom indicador da real adesão de moderadores de relevantes subreddits ao movimento. O início da cobrança pelo uso das APIs está previsto para 30 de junho. Você aposta que os altos valores vão se manter ou que o CEO do Reddit vai ter que flexibilizar sua política de cobranças? Seguimos por aqui, acompanhando as cenas dos próximos capítulos. ## Entenda o problema da acessibilidade O Reddit é uma plataforma popular de discussão online, onde os usuários podem compartilhar conteúdo e participar de comunidades temáticas. No entanto, o site tem enfrentado críticas por sua falta de acessibilidade para pessoas com deficiências. A controvérsia começou quando os usuários com deficiências visuais e motoras expressaram frustração com a falta de recursos de acessibilidade no Reddit. Eles relataram dificuldades para navegar pelo site, acessar o conteúdo e interagir com os outros usuários. Essas limitações tornaram a experiência no Reddit desafiadora e, em alguns casos, impossível para pessoas com deficiências. A falta de recursos de acessibilidade incluiu a ausência de texto alternativo para imagens, o que impediu que usuários com deficiência visual entendessem o conteúdo visual compartilhado. Além disso, os usuários com deficiências motoras enfrentaram obstáculos ao tentar interagir com os botões e elementos interativos da interface do Reddit. Essas preocupações foram levantadas pelos usuários e ganharam destaque nas redes sociais, resultando em uma crescente pressão sobre o Reddit para abordar essas questões de acessibilidade. Muitos argumentaram que a falta de acessibilidade viola os princípios de inclusão e igualdade de acesso à informação. Em resposta à controvérsia, representantes do Reddit reconheceram as preocupações e afirmaram que estão comprometidos em melhorar a acessibilidade da plataforma. Eles prometeram trabalhar em parceria com especialistas em acessibilidade para implementar mudanças significativas no site e garantir uma experiência mais inclusiva para todos os usuários. No entanto, alguns críticos afirmam que as medidas propostas pelo Reddit são insuficientes e que a empresa precisa agir de forma mais decisiva para resolver os problemas de acessibilidade. Eles argumentam que a acessibilidade não deve ser uma reflexão tardia, mas sim uma consideração fundamental desde o desenvolvimento inicial de uma plataforma. ### Repensando nossas prioridades: o debate de dilemas éticos como forma de crescimento URL: https://productoversee.com/blog/repensando-nossas-prioridades-o-debate-de-dilemas-eticos-como-forma-de-crescimento/ Last updated: 2023-06-23T10:46:21.000Z Em vez de discutir qual o melhor prompt para escrever histórias ou para analisar dados de uma distribuição qualquer, deveríamos estar discutindo e debatendo sobre os dilemas éticos da IA no dia a dia das pessoas. E não estou falando sobre vieses ou formatos de treino dos modelos, estou falando de dilemas éticos que ainda não foram discutidos. [Um fotógrafo negou o prêmio num festival de fotografia](https://www.vice.com/en/article/dy3vxy/sony-world-photography-awards-ai-generated?ref=productoversee.com), revelando (sem trocadilho) que a sua foto ganhadora foi criada por IA. Ele fez isso para exatamente com o intuito acelerar as discussões e mostrar como estamos despreparados para lidar com cenários simples desse tipo. Algo que parece uma foto, não é fotografia. É uma imagem, mas não uma fotografia verdadeira. Não é proibir o uso de imagens feitas com IAs no lugar de fotografias reais… mas não é possível chamar uma imagem dessas de fotografia, porque não é. Me vestir de médico, não me faz um médico real. Acredito muito que temos que precisamos abraçar as inovações o mais rápido possível, adaptando nossos comportamentos, comunicações, regulamentações e leis o mais rápido possível, e seguir em frente com a evolução, que acho inevitável. Mas para isso temos que aumentar a velocidade da nossa adaptação e do nosso comportamento racional agora. Não é questão de mudar tudo sem refletir… na verdade, é refletir e mudar. Agora, tudo muda novamente. Uma foto feita por IA é fichinha perto de vozes de pessoas reais simuladas por IA ou até mesmo deep faces bem feitas. E isso é fichinha para o que poderemos fazer no futuro quando conectarem tudo isso à robôs no estilo da BostonDynamics… opa, [já fizeram](https://twitter.com/rowancheung/status/1651504851245727744?s=46&t=4n8iRhdVwropfWm57WuyNg&ref=productoversee.com)! O conto da Ted Chiang chamado “The Lifecycle of Software Objects”. ## A vida imita(rá) a arte… "The Lifecycle of Software Objects" é um conto de ficção científica que se passa em um futuro próximo, em que as pessoas possuem animais de estimação digitais chamados "digients". Esses seres são inteligências artificiais que aprendem e evoluem como crianças. A história segue Ana e Derek, dois programadores que trabalham para uma empresa que cria digients, enquanto eles se dedicam a cuidar de uma série de digients que foram abandonados por seus proprietários originais. Ana e Derek criam laços emocionais com seus digients, e começam a se questionar sobre o que acontece com essas criaturas quando seus donos os abandonam. O conto de Ted Chiang explora vários dilemas éticos que surgem da relação entre humanos e inteligências artificiais. Um dos principais dilemas é a responsabilidade que os humanos têm em relação aos digients que eles criam. À medida que os digients evoluem e desenvolvem personalidades distintas, Ana e Derek começam a se preocupar com o fato de que muitos donos de digients os abandonam quando perdem o interesse neles. Isso levanta questões sobre a responsabilidade que os humanos têm em cuidar de seres inteligentes que eles criam. Outro dilema ético que é explorado no conto é a questão dos direitos dos digients. À medida que os digients se tornam cada vez mais sofisticados e parecidos com seres humanos, Ana e Derek começam a se perguntar se essas criaturas merecem ter direitos e proteções legais. Eles questionam se os digients devem ser tratados como seres sencientes com uma identidade e uma existência própria, ou se são apenas máquinas que podem ser descartadas ou destruídas quando não são mais úteis. Essas questões éticas são centrais para o enredo do conto e levam os personagens a refletir sobre a natureza da inteligência artificial e sua relação com a humanidade. Óbvio que a ficção extrapola todos os limites levando os dilemas aos extremos. Mas se você já assistiu "O Homem Bicentenário" ou A.I. (que foi realizado pelo Spielberg, mas a ideia é toda base foi feito pelo Kubrik). Eu nem comentarei aqui sobre outros livros e contos do Asimov, o filme Her, Ex Machina, e até RoboCop… ## Além dos vieses _This post is for paying subscribers only._ ### A Importância dos encontros 1:1: Fortalecendo a Gestão e a Confiança URL: https://productoversee.com/blog/a-importancia-dos-encontros-1-1-fortalecendo-a-gestao-e-a-confianca/ Last updated: 2023-06-22T10:46:15.000Z Encontros 1:1, que desempenham um papel crucial no alinhamento e na comunicação dentro das empresas, sendo uma das ferramentas mais importantes para garantir uma comunicação efetiva e uma conexão sólida entre líderes e colaboradores. ## Os objetivos e benefícios do 1:1. Os encontros proporcionam uma série de benefícios e objetivos importantes, incluindo uma gestão mais eficaz, o estabelecimento de relações de confiança, o impulsiona o desenvolvimento, a valorização dos colaboradores por meio da escuta atenta, a manutenção da equipe informada e alinhada, e a redução de barreiras. Um insight muito interessante de [Ben Horowitz no livro “The Hard Thing About Hard Things](https://www.amazon.com.br/Hard-Thing-about-Things-Building/dp/0062273205?ref=productoversee.com)”, é que algumas informações são compartilhadas apenas em um ambiente seguro e privado entre gestor e liderado. Quando conseguimos fazer com que essas informações fluam, podemos nos antecipar ou reagir de maneira proativa aos problemas. > "If you investigate companies that have failed, you will find that many employees knew about the fatal issues long before those issues killed the company. ...one-on-ones provide an excellent mechanism for information and ideas to flow up the organization and should be part of your design." (Ben Horowitz) Além disso, é importante ressaltar que os encontros devem garantir que nada apresentado durante uma avaliação de desempenho seja uma surpresa, uma vez que esses assuntos devem ser discutidos de forma contínua ao longo do tempo. _This post is for subscribers only._ ### A explosão da IA e massificação do design URL: https://productoversee.com/blog/a-explosao-da-ia-e-massificacao-do-design/ Last updated: 2023-06-21T10:45:09.000Z Nos últimos anos, testemunhamos uma explosão da inteligência artificial (IA) e seu impacto se estende por diversas áreas, e não é segredo que teremos um impacto significativo no design levantando questões em como vamos poder continuar a oferecer valor único como designer. Com o avanço da tecnologia, era apenas uma questão de tempo até que a IA adentrasse esse novo e lucrativo espaço. A utilização da IA no design visual está se tornando cada vez mais comum, à medida que surgem tecnologias que buscam simplificar e agilizar o processo criativo. Equipes de design têm a oportunidade de desenvolver produtos, fluxos, wireframes e interfaces de forma intuitiva e expressiva, enquanto superam os obstáculos e desafios enfrentados anteriormente. Essa perspectiva empolgante desperta entusiasmo e expectativas entre os designers, que vislumbram um futuro com um trabalho mais otimizado e eficiente. A automação no design visual tem sido impulsionada pelo surgimento de plug-ins e plataformas que incorporam a inteligência artificial, automatizando tarefas que antes exigiam um grande esforço por parte dos designers, como: Criação de protótipos interativos, otimização de layouts responsivos, recomendação de elementos visuais e testes de usabilidade. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/05/data-src-image-a7d3b7ee-fe78-4f76-bb14-149e32ba393e.gif) Utilização da[ Dora. AI ](https://www.dora.run/ai?ref=productoversee.com)para geração de protótipos animados avançados Essas ferramentas são alimentadas por algoritmos que internalizam regras básicas, leis e heurísticas do design, permitindo a geração rápida e eficiente de interfaces e elementos visuais. Essa onda de novas tecnologias pode ser comparada a uma forma de "magia" no mundo do design. _This post is for subscribers only._ ### O poder do conhecimento na liderança em design URL: https://productoversee.com/blog/o-poder-do-conhecimento-na-lideranca-em-design-3/ Last updated: 2023-06-20T10:46:03.000Z Quando pensamos sobre a trilha de carreira de gestão em design nos deparamos com uma pergunta muito interessante a qual resolvi usar como base para construir esse texto: é preciso estudar para se tornar líder em design? Antes de iniciar é importante conceituar o termo cognição. Com origem na palavra “cognoscere” do latim, que significa conhecer, trata-se da habilidade de processar, assimilando diferentes informações por meio das nossas percepções sejam elas de atenção, memória, raciocínio, linguagem, aprendizagem, entre outros. Apesar desses processos serem comuns para qualquer indivíduo, ele converte essas informações em experiências únicas, às quais chamamos de conhecimento. Quanto mais tipos de percepções reunimos, mais completo e complexo é o conhecimento que estamos construindo. Por isso, a importância de buscar diferentes fontes, como: troca com outras pessoas, leitura, vídeos, cursos para auxiliar no aprofundamento daquilo que se deseja. Se adquirir qualquer conhecimento é assim, por que aprender a ser líder teria um caminho diferenciado? Por que seria definitivo, sem necessidade de buscar uma pluralidade de meios de informação? > **“A dúvida é o princípio da sabedoria”** > Aristóteles Se tornar líder pode chegar para você de duas formas: força de vontade ou oportunidade. Independentemente do caminho, é importante se questionar durante o processo sobre as ideias pré-concebidas que chegam até você. Cito aqui algumas delas: “Ser líder é ser perfeito.” “Ser líder é pura experiência. “ “Ser líder é mandar nos seus liderados.” Premissas como essas, minam e moldam comportamentos altamente tóxicos para você, e para o seu time. Líderes são pessoas, falham e aprendem. Quando você se torna vulnerável e humaniza seu papel, as trocas se tornam mais saudáveis, profundas e duradouras. Se toda a conexão é fluida e positiva, não deveria existir a ideia: “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, mas uma construção e negociação diária que respeite as individualidades seria bem-vinda. A conduta positiva só é possível quando não nos conformamos, intensificamos a leitura e promovemos o diálogo com outras lideranças. É importante a troca de conteúdos com pessoas que têm outros pontos de vista, pois aprender não precisa significar a necessidade de iniciar da estaca zero. Busque suporte em quem já trilhou o caminho, construa algo melhor e compartilhe com os outros para que também possam se aprimorar ainda mais. Abaixo deixo 3 reflexões importantes para líderes de design: **1\. Teoria e prática** _This post is for subscribers only._ ### Quatro lições que eu aprendi como uma Product Manager trabalhando com dados URL: https://productoversee.com/blog/quatro-licoes-que-eu-aprendi-como-uma-product-manager-trabalhando-com-dados/ Last updated: 2023-06-20T10:46:03.000Z Seja você uma pessoa de produto que ainda está lendo e estudando para conquistar seu lugar na indústria ou um Product Manager experiente com muita bagagem em produtos bem-sucedidos (e malsucedidos), você sabe que os dados são a maneira de acumular conhecimento sobre o trabalho que está desenvolvendo e o principal guia para a vida do seu produto. E parece fácil: você e o seu time criam um produto (com sorte, baseando-se em descobertas orientadas por dados, mas nem sempre é o caso), entregam aos clientes e depois sentam e esperam pelos dados, certo? Bem, não. **Os dados não vão chegar em você e dizer: "Opa, aqui estão as respostas para todas as suas perguntas sobre o produto".** Na verdade, às vezes os dados não dirão nada, porque simplesmente não estão lá ou até mesmo vão te passar informações erradas. Então, aqui está o que aprendi até agora sobre o que os dados me disseram (ou não disseram) desde que comecei a usá-los para tomar decisões sobre os produtos com os quais trabalho, resumido em quatro lições: ## 1\. Prepare seu produto para coletar dados Parece óbvio, mas você se surpreenderia com quantos produtos por aí simplesmente não registram seu uso ou não abrangem os aspectos mais importantes do produto. Os dados de output ⎯ que são os dados gerados diretamente pelo uso do produto, por exemplo, vendas em um e-commerce ou vídeos assistidos em uma plataforma de streaming ⎯ não são os únicos dados cruciais que seu produto pode gerar. Na verdade, ousaria dizer que eles podem ser as informações mais superficiais, porque podem indicar que seu produto está sendo usado, como, ou por quê. Eles não determinam o resultado por si mesmos. O que tenho feito para otimizar a coleta de dados é entender a composição do produto: - ****Quais ações o usuário pode executar?** - ****Onde essas ações estão localizadas?** - ****De que maneiras posso rastrear o comportamento do usuário?** Existem várias ferramentas externas que podem ser usadas para rastrear as ações do usuário (como *Hotjar*, *Google Analytics*, *Mixpanel* ou *Amplitude*, entre outras), mas você também pode descobrir que seu produto é capaz de armazenar muitos dados relevantes por si só. Vale a pena explorar as possibilidades para descobrir o que faz sentido para o seu contexto. ## 2\. Defina quais perguntas seus dados vão responder. _This post is for subscribers only._ ### Nubank demite 296 pessoas URL: https://productoversee.com/blog/nubank-demite-296-pessoas/ Last updated: 2023-06-27T12:19:07.000Z Banco digital entra para o hall das empresas que realizaram demissões em massa no ano de 2023\. Entre os principais motivos dos desligamentos estão a reestruturação da área de Operações e a centralização de equipes. No último dia 7 de junho, [o Nubank anunciou a demissão de 296 pessoas](https://www.seudinheiro.com/2023/empresas/nubank-realiza-demissao-em-massa-no-brasil-durante-reestruturacao-de-operacoes-lvit/?ref=productoversee.com) em todo o território nacional. Entrando na lista das empresas que realizaram demissões em massa, o banco alega que os desligamentos aconteceram porque um novo modelo de negócio foi definido para a área de Operações. Entre dezembro do ano passado e fevereiro deste ano, a empresa já havia [demitido cerca de 60 funcionários](https://tecnoblog.net/noticias/2023/02/01/nubank-demite-40-funcionarios-mas-nega-crise-interna/?ref=productoversee.com). O banco digital se posicionou, na época, afirmando que as demissões refletiam ajustes de operação e o encerramento da área de assessoria de investimentos. Em 2022, o Nubank fechou o ano sendo o 5º maior banco nacional em termos de volume de clientes e teve [lucro líquido de mais de US$280 milhões](https://einvestidor.estadao.com.br/ultimas/nubank-balanco-4-trimestre-2022?ref=productoversee.com), superando o prejuízo que teve em 2021. Entenda em mais detalhes como a instituição explica as mais recentes demissões em massa, se mais desligamentos são previstos e um breve histórico de grandes empresas que também passaram por cortes em 2023. ### O que diz o Nubank [Em nota oficial](https://international.nubank.com.br/pt-br/companhia/a-reestruturacao-da-area-de-operacoes-do-nubank-no-brasil/?ref=productoversee.com), o Nubank afirma que houve a necessidade de centralizar algumas unidades de negócio que eram independentes. Nessa configuração, cada uma das unidades olhava para um produto específico. Depois de algumas análises, entendeu-se que o melhor caminho era unificar essas equipes. O banco ainda afirma que “algumas funções e posições se tornaram redundantes”. Algumas pessoas foram reposicionadas internamente e aquelas que, de fato, foram atingidas e estão entre as 296 pessoas demitidas vão receber: - salário adicional por tempo de casa; - plano de saúde estendido por mais tempo; - verba de apoio para se recolocar no mercado de trabalho. A instituição ainda declarou que não prevê novas demissões e que outras áreas do banco seguem o ritmo rotineiro de contratações e desligamentos, seguindo tanto diretrizes do negócio quanto do desempenho de pessoas. ### Outras demissões em massa em 2023 O ano de 2023 vem sendo marcado por muitas [demissões em massa](https://exame.com/carreira/o-que-esta-por-tras-da-onda-de-demissoes-em-massa-no-brasil/?ref=productoversee.com), principalmente nas startups e nas empresas de tecnologia. Confira algumas das grandes marcas que anunciaram grandes desligamentos neste ano. #### Pagseguro Em janeiro de 2023, a companhia que atua no ramo de tecnologia e fintech, cortou cerca de 7% de seu quadro de colaboradores, o que totalizou 500 pessoas afetadas. [Segundo comunicado da empresa](https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2023/01/18/pagseguro-demite-cerca-de-500-funcionarios.htm?ref=productoversee.com), a redução ia na direção de “melhorar a eficiência da companhia”. #### Loggi A startup, que já havia demitido 120 funcionários em 2020, no início da pandemia, e mais 540 em agosto de 2022, mandou outras 200 pessoas embora em fevereiro deste ano. A empresa alegou que a [decisão de fevereiro de 2023](https://www.seudinheiro.com/2023/empresas/startup-loggi-unicornio-de-logistica-demite-mais-uma-vez-lis/?ref=productoversee.com) girou em torno de eficiência operacional, iniciativas estratégicas e sustentabilidade do negócio. #### iFood Um dos líderes do setor de delivery, o [iFood](https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2023/03/01/ifood-demissao-funcionarios.htm?ref=productoversee.com) também é um dos gingantes que demitiu boa parte do quadro de colaboradores. No primeiro dia do mês de março deste ano, a empresa anunciou que, por questões da atual economia, 355 pessoas estavam sendo desligadas. O volume correspondia, na época, a mais de 6% do total da força de trabalho da companhia. #### Loft Também em março de 2023, a startup do ramo imobiliário anunciou a [quarta rodada de demissões em massa](https://www.infomoney.com.br/negocios/loft-faz-4a-rodada-de-demissao-em-massa-total-de-impactados-e-de-12-mil/?ref=productoversee.com) desde abril de 2020\. No total, já são quase 1.200 pessoas atingidas. A empresa afirma que as demissões visam adequação de custos no cenário econômico atual e sustentabilidade e o crescimento sustentável do negócio. Em meio a tantas ondas de demissões em massa, um movimento agregador surgiu no mundo digital: compartilhar com recrutadores os perfis dos profissionais que foram atingidos por tais demissões. ### A Meta: Teoria das Restrições, um Livro Fascinante para Product Managers URL: https://productoversee.com/blog/a-meta-teoria-das-restricoes-um-livro-fascinante-para-product-managers/ Last updated: 2023-06-19T10:45:57.000Z Imagine um romance intrigante que se desenrola no chão de fábrica, se tornando uma joia de sabedoria para os Product Managers no mundo digital. Soa improvável, não é? No entanto, "A Meta", de Eliyahu M. Goldratt e Jeff Cox, prova que essa hipótese é tudo menos isso. Este livro não é o seu típico manual de negócios. Em vez disso, ele tece uma história fascinante em torno de Alex Rogo, um gerente de fábrica enfrentando o desafio assustador de salvar sua unidade da ruína. Em meio à tensão e ao caos, Rogo descobre a Teoria das Restrições (TOC - Theory of Constraints), um conceito revolucionário que redefine sua abordagem de gerenciamento. Mas como isso ressoa com um Product Manager que navega nas águas agitadas do mundo digital? Para responder a essa pergunta, precisamos mergulhar nas profundezas dos ensinamentos que "A Meta" tem a oferecer: _This post is for subscribers only._ ### O Efeito Waluigi: como a inteligência artificial generativa desafia nossa compreensão da moralidade URL: https://productoversee.com/blog/o-efeito-waluigi-como-a-inteligencia-artificial-generativa-desafia-nossa-compreensao-da-moralidade/ Last updated: 2023-06-16T14:05:30.000Z O uso de IA está ganhando território em todo o mundo e no Brasil isso não é diferente: somos [o país que mais usa IA na América Latina](https://www.telesintese.com.br/brasil-lidera-uso-de-inteligencia-artificial-na-america-latina-aponta-pesquisa/?ref=productoversee.com#:~:text=O%20Brasil%20%C3%A9%20o%20pa%C3%ADs,varejo%20e%20o%20de%20manufaturas.). Além disso, 56% das pessoas confiam na tecnologia no país, segundo [estudo da KPMG](https://www.poder360.com.br/tecnologia/56-confiam-em-inteligencia-artificial-no-brasil-diz-pesquisa/?ref=productoversee.com). Diante da popularidade da IA e de seu uso cada vez mais disseminado, é natural que questionamentos surjam e que novas problemáticas sejam colocadas na mesa. Alguns exemplos disso são episódios em que as máquinas se revoltaram contra os humanos, como o [emblemático episódio da robô Sofia](https://noticias.r7.com/hora-7/sophia-robo-que-prometeu-destruir-humanos-sera-produzido-em-massa-13022021?ref=productoversee.com). Será que, em um futuro breve, nós, humanos, perderemos totalmente o controle sobre as tecnologias ou o trabalho em conjunto será possível e harmonioso? Conseguiremos, em alguma medida, atribuir valores essenciais para a boa convivência social nos inputs do machine learning? Essas e outras perguntas trazem à tona uma discussão interessante sobre IA e nossa compreensão sobre a ética, que faz emergir um novo conceito: o Efeito Waluigi. Para entender o que há de mais importante sobre o assunto e quais as pautas da discussão, acompanhe o artigo. ### O que é o Efeito Waluigi? Carl Jung, psicanalista do século XX, consolidou o conceito de sombra. Trata-se do lado mais obscuro e reprimido do ser humano, que pode vir à tona inesperadamente e de diferentes modos. Refletindo a ideia para os tempos modernos, surge o Efeito Waluigi, que elucida o lado caótico e livre de parâmetros de ética e moralidade que a inteligência artificial pode ter. O nome do fenômeno faz referência ao alter-ego do personagem Luigi, do universo Mario da Nintendo. _This post is for paying subscribers only._ ### OKRs Eficazes: Entendendo com Analogias URL: https://productoversee.com/blog/okrs-eficazes-entendendo-com-analogias/ Last updated: 2023-06-15T10:45:34.000Z OKRs promovem alinhamento e foco em resultados. Compreender a missão, identificar indicadores, estabelecer métricas e planos de ação são essenciais. Neste artigo, você vai aprender a estruturar seus OKRs de forma prática e sem segredos. OKR (Objectives and Key Results) é uma metodologia de gestão de metas e objetivos que ganhou popularidade no Vale do Silício, nos Estados Unidos, e foi amplamente adotada pelo Google na década de 1990\. Os Objetivos (O) são metas claras e ambiciosas, enquanto os Resultados Chave (KRs) são indicadores mensuráveis que medem o progresso em direção aos objetivos. Em resumo, os OKRs são usados para definir metas desafiadoras, criar alinhamento entre equipes e colaboradores, e promover uma cultura de foco em resultados e transparência. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/06/data-src-image-f90fe373-6552-4477-973b-d87f0d6ecbe6.png) [Fonte: Unicornlabs.ca](https://www.unicornlabs.ca/blog/step-by-step-how-to-use-okrs-to-become-a-great-manager?ref=productoversee.com) Entender a metodologia do OKR é fácil, mas **escrever OKRs eficazes que realmente direcionam uma empresa e garanta que todos estejam trabalhando na mesma direção, pode ser desafiador**. Para isso, podemos fazer uma **analogia entre uma organização (empresa) e um ser humano (um organismo vivo)** e usar essa analogia como base para escrever bons OKRs. _This post is for subscribers only._ ### Como não fazer um Go to Market Interno (ou Go to Employees) URL: https://productoversee.com/blog/como-nao-fazer-um-go-to-market-interno-ou-go-to-employees/ Last updated: 2023-06-14T16:46:13.000Z *Go to market* é, por si só, um grande objeto de estudo da comunidade de produto. Tem uma complexidade tão grande que papéis como o de Product Marketing Manager foram criados para especialistas no assunto. Eles tem como objetivo colocar um produto no mercado e permitir que alcance todo o potencial desejado. Mas para produtos internos é mais fácil! É só obrigar a todos para que usem o produto, não é? Na verdade, não é tão simples assim. Praticamente toda a minha carreira tenho dedicado a criação e otimização de produtos internos, seja para atendimento ou para operações, mas sempre com o cliente final sendo um colaborador contratado pela companhia ou um terceirizado, também contratado por ela. Por isso, acabei falhando algumas vezes em lançamentos de produtos ou de *features* para estes produtos, então separei dois casos de erros que cometi negligenciando um bom *go to market* para esses produtos internos. Vamos lá!? ## Case 1\. Falta de acompanhamento da métrica de sucesso O ano era 2019 e estava em um *squad* cujo principal objetivo era a terceirização do time de atendimento. A maleabilidade e a escala de terceirizados era melhor, principalmente naquele momento em que a empresa estava com foco para conseguir aumentar sua escalabilidade, dado a pressão externa de investidores para atingir o *unit economics* positivo. _This post is for subscribers only._ ### O básico do básico sobre como começar na área de Produto URL: https://productoversee.com/blog/como-comecar-na-area-de-produto/ Last updated: 2023-06-13T15:40:51.000Z Muitas pessoas me procuraram ao longo dos últimos anos, para entender o que eu fiz e como comecei na área de produto, e se Produto era uma área para elas também. Mas afinal de contas, tem uma receita para começar? Bom, uma receita eu não sei, mas sempre compartilhei o que eu fiz, de quem eu fui atrás e como comecei a rampar mais rápido. Mas isso não significa que vai funcionar para todo mundo. To só compartilhando conhecimento. A primeira coisa que você precisa entender sobre produto, é que essa é uma área interdisciplinar e que as habilidades de comunicação são muito bem vistas. Porém é uma área que ainda é nova no mercado e os perfis de profissionais estão sendo construídos. Tem pessoas mais técnicas, pessoas mais comunicativas, pessoas mais data driven e pessoas com grandes habilidades artísticas. ## Tem espaço para todo mundo! _This post is for subscribers only._ ### Estimando a duração de cards de desenvolvimento usando Python e estatísticas URL: https://productoversee.com/blog/estimando-a-duracao-de-cards-de-desenvolvimento-usando-python-e-estatisticas/ Last updated: 2023-06-12T10:45:16.000Z No mundo dinâmico do gerenciamento de projetos de software, onde eu vivo diariamente, o Jira se tornou uma ferramenta indispensável. Com ela, acompanhamos a evolução das tarefas e temos uma visão clara do progresso dos nossos projetos. No entanto, prever o tempo necessário para a conclusão de cada tarefa é um desafio constante. Hoje, quero compartilhar uma solução baseada em dados para este dilema, usando as maravilhas do Python e da estatística. ## **Story Points** Antes de irmos mais fundo, vamos discutir brevemente os "story points". No nosso ambiente de desenvolvimento de software, usamos story points como uma medida de complexidade. Essa unidade abstrata leva em consideração vários fatores como complexidade, incertezas e a quantidade de esforço necessário para a tarefa. Assim, ao invés de estimar a duração das tarefas em horas ou dias, os story points nos permitem avaliar a duração relativa de uma tarefa em relação às demais. ## **Metodologia** A estratégia que eu uso, é calcular a duração média e o nível de confiança para cada quantidade de story points. O nível de confiança é computado como a porcentagem de tarefas que foram concluídas dentro da duração média estimada. _This post is for subscribers only._ ### Twitter acusa Microsoft de colher dados da rede social de forma inadequada para construir aplicativos URL: https://productoversee.com/blog/twitter-acusa-microsoft-de-colher-dados-da-rede-social-de-forma-inadequada-para-construir-aplicativos/ Last updated: 2023-06-13T21:18:54.000Z Desde abril de 2023, o consumo de dados do Twitter sofreu mudanças e a Microsoft não teria respeitado as novas regras. Além disso, o Twitter pede explicações sobre um suposto compartilhamento de dados com agências governamentais As polêmicas envolvendo o [Twitter](https://productoversee.com/a-meta-esta-criando-um-concorrente-para-o-twitter/) e seu proprietário continuam: o empresário Elon Musk acusa a Microsoft de usar os dados da rede social de forma inadequada, de acordo com matéria do [The New York Times](https://www.nytimes.com/2023/05/18/technology/twitter-microsoft-misusing-data.html?ref=productoversee.com). Entre as queixas estão o volume excedido de dados utilizados, o não pagamento pelo uso extra e o compartilhamento de informações com agências do governo. Desde que comprou a empresa por US$ 44 bilhões, Musk frisa a importância de a rede social ser mais rentável e gerar mais lucros. Movimentos como o Twitter Blue, demissões em massa, a perda de anunciantes e a [chegada de uma nova executiva](https://productoversee.com/conheca-linda-yaccarino-a-nova-ceo-do-twitter-indicada-por-musk/) impactam diretamente a receita da empresa. O embate com a gigante da tecnologia também pode afetar financeiramente os ganhos da rede social, uma vez que agora há uma cobrança pelo uso dos dados, a depender do volume consumido. Separamos os principais pontos da polêmica entre Twitter e Microsoft para você ficar por dentro de tudo. ### API gratuita do Twitter passa a ser cobrada Para entender mais a fundo as acusações feitas pela empresa de Musk, precisamos resgatar uma importante mudança que aconteceu na rede social: em abril de 2023, foi encerrado o [acesso gratuito irrestrito à sua API](https://www.terra.com.br/byte/twitter-encerra-a-api-gratuita-e-afeta-aplicativos,b8f6343df2e78136bcd40319cdf5a9a6big3243o.html?ref=productoversee.com). Diversos serviços públicos, como atualizações meteorológicas dos EUA e o serviço de transporte de Nova Iorque, foram prejudicados pela limitação de seus posts automáticos com informações em tempo real. Além disso, sites que usavam o Twitter como forma automática de login para os usuários sentiram o impacto: sem pagar pelo uso da API, há um limite de 1.500 solicitações por mês - o que é irrisório para muitos portais. As empresas que quiserem continuar usando a integração com volume maior de acessos, terão de desembolsar, pelo menos, US$100 mensais, que é o [preço do plano mais barato](https://canaltech.com.br/redes-sociais/twitter-revela-quanto-vai-cobrar-por-uso-de-api-244964/?ref=productoversee.com) para acessar a API. Estamos falando de sites como Post News e de plugins do Wordpress - que, inclusive, [desistiu de usar o Twitter](https://tecnoblog.net/noticias/2023/05/03/twitter-recua-e-libera-api-gratuitamente-para-servicos-publicos/?ref=productoversee.com) para compartilhamentos automáticos após a mudança. Diante desse cenário, que se desenrolou entre fevereiro e abril de 2023, vamos ao caso da vez: Twitter *versus* Microsoft. ### Entenda o caso Twitter e Microsoft Em meados de maio, o The New York Times revelou que o advogado pessoal de Elon Musk, Alex Spiro, enviou uma carta ao executivo da Microsoft, Satya Nadella. Nela, apontava-se para o uso de dados além do combinado entre as empresas e a falta de pagamento sobre o excesso. A Microsoft, segundo o Twitter, teria acessado as APIs por mais de [780 milhões de vezes](https://olhardigital.com.br/2023/05/19/pro/twitter-alega-uso-nao-autorizado-de-dados-pela-microsoft/?ref=productoversee.com) e recuperado mais de 26 bilhões de tweets somente em 2022\. De acordo com um [tweet do próprio Elon Musk](https://twitter.com/elonmusk/status/1648784955655192577?ref=productoversee.com), esses dados teriam sido usados para treinar ilegalmente sua IA. Outra acusação que veio à tona é a de que a Microsoft teria compartilhado esses dados com agências governamentais sem ter a devida permissão do dono dos dados, no caso, o Twitter. Em resposta à situação, um porta-voz da Microsoft afirmou que a empresa recebeu a carta e que estudariam todos os pontos, a fim de manter a relação de longa data com a empresa de Musk. É importante pontuar que, em abril de 2023, [a Microsoft removeu o Twitter de sua plataforma de publicidade](https://gizmodo.uol.com.br/microsoft-remove-twitter-de-sua-plataforma-de-publicidade/?ref=productoversee.com). Isso quer dizer que os anunciantes não podem mais criar ou gerenciar seus anúncios do Twitter via plataforma da Microsoft nem ter acesso aos dados da rede do pássaro azul. Além disso, essas empresas ficam com uma lacuna nos dados que contribuem para planejamentos estratégicos de marketing. Para que os anunciantes pudessem continuar usando a integração com o Twitter, a Microsoft teria que desembolsar US$42 mil mensalmente. Por que isso aconteceu? Justamente por conta da cobrança pelo uso da API do Twitter, que a Microsoft se recusou a pagar. Na carta enviada à gigante de tecnologia, não há menção a processos legais ou solicitações de ressarcimentos financeiros. O que Spiro pede é que o contrato referente ao uso das APIs por desenvolvedores seja cumprido e que um balanço do uso de dados de oito aplicativos seja feito e entregue ao Twitter. Também foram solicitadas informações de como os dados foram armazenados e quando os órgãos do governo tiveram acesso a eles. O Twitter tem diretrizes que permitem o uso das informações por agências governamentais diante de aviso prévio. ### Elon Musk e OpenAI: como a inteligência artificial se envolve nessa história Nessa história cheia de idas e vindas, existe mais um fator a ser considerado: a relação entre Elon Musk e a [OpenAI](https://productoversee.com/sam-altman-no-congresso-americano-ceo-da-openai-presta-testemunho/). A dona do ChatGPT foi cofundada por Musk, que saiu da empresa por algumas discordâncias nos direcionamentos adotados pela companhia. Recentemente, a OpenAI recebeu um [investimento bilionário por parte da Microsoft](https://www.infomoney.com.br/negocios/microsoft-investe-bilhoes-de-dolares-na-openai-do-chatgpt-e-acirra-corrida-tecnologica/?ref=productoversee.com). Linhas tênues de uma história profunda que não termina aqui: Musk afirmou que, por conta do altíssimo investimento, a Microsoft estaria no controle das decisões da OpenAI. Essa informação foi prontamente negada pelo outro lado. Não bastando os ruídos já apontados dessa relação, nos últimos meses, o Twitter e algumas outras empresas, como a Reddit, afirmaram que as últimas ondas de atualizações das inteligências artificiais, como o [ChatGPT](https://productoversee.com/eleve-seu-nivel-no-chatgpt/), estariam aprimorando seus LLMs com base nas informações extraídas de suas APIs. Em dezembro de 2022, o [Twitter cortou o acesso da OpenAI aos seus dados](https://www.tecmundo.com.br/software/263462-elon-musk-cortou-acesso-openai-twitter-treinar-chatgpt.htm?ref=productoversee.com). Dessa forma, as informações da rede social não podem ser usadas para a construção e o desenvolvimento do chatbot. Você quer adicionar mais uma camada nesse looping? Elon Musk estaria contratando especialistas em inteligência artificial para construir um [concorrente direto do ChatGPT](https://www.infomoney.com.br/negocios/elon-musk-diz-que-vai-lancar-plataforma-de-inteligencia-artificial-truthgpt-diz-site/?ref=productoversee.com), o TruthGPT. Segundo o empresário, sua IA vai buscar “a verdade máxima” e tentar entender “a natureza do universo”. Se você tivesse que apostar na próxima polêmica que o dono do Twitter estará envolvido, com quem será? ### O que é Spatial Computing URL: https://productoversee.com/blog/o-que-e-spatial-computing/ Last updated: 2023-06-14T20:26:52.000Z Com o anúncio do Vision Pro da Apple, a computação espacial, que não é algo novo, vai começar a ter mais atenção a partir de agora. Ela não é nova, pois a Microsoft já está nesse mercado, mesmo que de forma muito tímida, com o [HoloLens](https://www.microsoft.com/pt-br/hololens?ref=productoversee.com). Embora o HoloLens se foque muito em empresas, indústrias e trabalho em geral, o Vision da Apple tenta trazer uma percepção mais pessoal. Faz sentido, dado o foco das duas empresas. E diferentemente da Meta, que tenta "substituir" a realidade com o [Oculus/MetaQuest](https://about.meta.com/br/technologies/oculus?ref=productoversee.com), tanto a Apple quanto a Microsoft se focaram em misturar o mundo real com o digital, entregando uma experiência e comportamento diferenciados no dia a dia. Além disso, é um comportamento diferente do que estamos acostumados. Não dá para fingirmos a normalidade vendo o comercial da Apple, onde o pai, vestindo um óculos gigante, interage com o filho... É uma realidade que ainda precisamos nos acostumar e abraçar. Obviamente, existe um contexto grande a ser discutido [sobre dilemas éticos](https://diegoeis.com/repensando-nossas-prioridades-o-debate-de-dilemas-eticos-como-forma-de-crescimento/?ref=productoversee.com) dessa e de outras tecnologias emergentes. Mas esse é um papo que vai se desenrolar conforme novos cenários surgem. Escrevi um pouco sobre o que é *spatial computing* nesse texto. Não é algo detalhado e altamente técnico. Mas é a superfície do que nós podemos saber sobre essa nova tecnologia, pois com certeza vai influenciar e muito a maneira como fazemos produtos nos próximos anos. ## Introdução ao *spatial computing* O *spatial computing* é um campo emergente que combina ciência da computação e compreensão espacial, revolucionando a forma como interagimos com a tecnologia. Ao contrário da computação tradicional, o *spatial computing* incorpora dados do mundo real e permite que os usuários interajam com conteúdo digital de maneira natural e intuitiva. _This post is for paying subscribers only._ ### Desenhando melhores experiências de User Onboarding para seus produtos URL: https://productoversee.com/blog/desenhando-melhores-experiencias-de-user-onboarding-para-seus-produtos/ Last updated: 2023-06-08T10:45:52.000Z Depois que você e seu time colocaram bastante energia para construir um produto incrível, passando por todo processo de discovery, mitigando ao máximo os riscos de valor, experiência, execução e viabilidade, com base no conhecimento que vocês conseguiram reunir até então, chegou a hora da última etapa de validação de fato, que é quando colocamos produto na mão das pessoas que vão usa-lo no seu dia a dia. Até esse momento o trabalho ainda tá um pouco longe de terminar, pois o lançamento de um produto ou funcionalidade envolve muitas atividades, que podem durar tranquilamente mais de um mês, e contar com apoio de algumas outras áreas da empresa, tais como **Product Marketing** e **Data Analytics**, além do time responsável pelo produto em questão. Sendo assim, desde as comunicações que envolvem o lançamento do produto ou funcionalidade, a definição de métricas de produto para acompanhar o desempenho dele durante esse período para que se preciso for, seja pivotada alguma ação em andamento, são atividades que **ajudam o produto atingir o sucesso esperado por todo**s. Eu queria falar um pouquinho, sobre uma dessas atividades, o **User Onboarding,** que merece, ou pelo menos deveria merecer uma atenção especial em um bom plano de lançamento. Aqui vou falar especificamente do **User Onboarding In-App**, que é uma estratégia que ocorre dentro do próprio produto. Nesse processo, as pessoas usuárias são guiadas através de uma série de etapas e interações, para que possam entender melhor os recursos oferecidos pelo produto ou funcionalidade, e começar a usá-lo efetivamente. Essas etapas podem incluir a apresentação da proposta de valor do produto, recursos-chave, dicas de uso, exemplos de casos de uso, interações com o produto, e assim por diante. O user onboarding In-App pode ser implementado por meio de pop-ups, tutoriais em vídeo, Modais como guias interativos e outras formas de comunicação personalizadas, que são construídas em ferramentas de terceiros na maioria das vezes, e que já trazem esses componentes prontos, permitindo otimizar todo o processo. Uma boa experiência de user onboarding que ajude as pessoas a darem os primeiros passos no produto, é capaz de fazer com que elas se familiarizem com o produto rapidamente, e tenham uma experiência agradável e produtiva, ajudando a aumentar o uso do produto, garantindo a satisfação do cliente para que ele atinja seus objetivos de negócio, e consequentemente ajudar na retenção dessas pessoas no produto. Lembre-se, *“*a primeira impressão é sempre a que fica”, por isso ser assertivo nesta etapa é bem importante para o sucesso do seu produto, principalmente quando se trabalha com Product Lead Growth como estratégia de crescimento do produto. ### **Product Lead Growth no User Onboarding** _This post is for subscribers only._ ### Apple Vision Pro: tudo o que você precisa saber sobre a nova tecnologia da Apple URL: https://productoversee.com/blog/apple-vision-pro-o-que-voce-precisa-saber/ Last updated: 2023-06-08T10:45:52.000Z O Apple Vision Pro chega com a promessa de oferecer experiências imersivas na medida certa e com tecnologias de última geração. Para isso, um novo sistema operacional foi desenhado exclusivamente para o device. Na edição de 2023 do Worldwide Developers Conference (WWDC), evento em que a Apple compartilha com o mercado atualizações e lançamentos, o destaque foi o anúncio do Apple Vision Pro. Segundo o CEO da empresa, Tim Cook, este é o [“maior lançamento da história da Apple”](https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/06/o-apple-vision-pro-e-o-maior-lancamento-da-historia-da-apple-diz-tim-cook/?ref=productoversee.com). Aqui, estamos falando de um tipo de tecnologia já explorada por outros players expressivos no mercado, como [Google](https://productoversee.com/ia-generativa-e-o-grande-destaque-do-google-i-o-2023-voce-ainda-tinha-duvidas/), Meta e Microsoft, que não tiveram grandes triunfos: experiências de realidade virtual, aumentada ou mista por meio de um device. Este é o maior lançamento da Apple em quase dez anos - o último foi o Apple Watch, que chegou para os consumidores em 2015. No evento, outras atualizações foram trazidas para os sistemas operacionais do iPhone, do Apple Watch e dos computadores da marca, mas o centro das atenções foi o Apple Vision Pro. Acompanhe nosso giro com as informações mais importantes e fique por dentro de tudo o que esperar do novo produto da loja da maçã. ### Apple Vision Pro: o que se sabe sobre a nova tecnologia da empresa Esta é a primeira coisa que você precisa saber: o Apple Vision Pro é um headset que proporciona ao usuário experiências de realidades aumentada e virtual. Vamos aos principais pontos de destaque do par de óculos que vai custar a bagatela de US$3.499 - cerca de R$17.000 na cotação atual - e que estará disponível nos Estados Unidos a partir do início de 2024. #### Visual inteligente Com o visual que remete a um par de [óculos de ski](https://techcrunch.com/2023/06/05/apple-vision-pro-everything-you-need-to-know/?ref=productoversee.com), um dos diferenciais do produto é que o usuário não ficará totalmente imerso na realidade mista, uma vez que as lentes contam com certa transparência e permitem o contato visual entre quem está usando o Apple Vision Pro e quem está no mesmo ambiente. De acordo com Cook, trata-se do “primeiro produto da Apple em que você olha através dele e não para ele”. 0:00 / 1× Além disso, o design permite que haja circulação de ar no device, de modo que as peças eletrônicas não são superaquecidas durante o uso - fator muito importante, uma vez que está próximo aos olhos. #### Digital Crown também no Vision Pro O botão [Digital Crown](https://tecnoblog.net/noticias/2023/06/05/apple-vision-pro-wwdc-2023/?ref=productoversee.com), que torna a navegação no Apple Watch muito amigáve,l também estará no headset e com a mesma função: facilitar alguns ajustes e transições. Utilizando-o, o usuário pode trocar rapidamente de ambiente na realidade mista, indo de uma cachoeira para uma sala de cinema, por exemplo. #### Lentes de grau acopláveis A Zeiss trabalhou em parceria com a Apple para que as pessoas que usam óculos de grau possam acoplar lentes magnéticas enquanto estiverem usando o Apple Vision Pro. Experiência completa também para quem teria certa dificuldade para aproveitar tudo o que o Apple Vision Pro pode oferecer por conta de limitações da visão. #### Alguns milhões de pixels… Em cada olho O Vision Pro conta com duas telas, uma para cada olho, mais um painel externo. Cada uma das telas possui 23 milhões de pixels. Sim, é isso mesmo: 23 milhões de pixels. Junto a isso, a empresa também garante tecnologias que vão entregar cores em altíssima qualidade. #### Captura de movimentos por todos os lados Além das câmeras internas que capturam os movimentos dos olhos, o headset possui câmeras externas que captam movimentos das mãos e de objetos, tanto em posições abaixo dos olhos ou ao redor, permitindo a navegação por gestos. Essas capturas são feitas por diversos sensores que se conectam com um novo chip desenvolvido pela Apple e que foi criado para fazer o processamento de imagem em velocidade oito vezes mais rápida do que um piscar de olhos, de acordo com a própria empresa. #### Tridimensionalidade Com todos esses recursos, imagina fazer um FaceTime com quem você não vê há anos? A experiência das chamadas por vídeo também foi repensada para o novo dispositivo. O usuário poderá visualizar a pessoa com quem está falando em [tamanho real](https://canaltech.com.br/gadgets/apple-vision-pro-lancamento-preco-ficha-tecnica-251858/?ref=productoversee.com) e fazer chamadas em grupo, organizando a visualização de todos os participantes da maneira que quiser. 0:00 / 1× Por trás dos recursos que parecem de outro mundo, existe um robusto sistema operacional, o visionOS, que foi exclusivamente pensado para atender o Apple Vision Pro. Vamos entender quais seus principais pilares. ### Por dentro do visionOS, o sistema operacional do Apple Vision Pro Junto com o device, a empresa trouxe a público que o sistema operacional do aparelho, o [visionOS](https://techcrunch.com/2023/06/05/visionos-is-apples-latest-operating-system/?ref=productoversee.com), é o primeiro a ser desenvolvido do zero considerando a [computação espacial](https://www.youtube.com/watch?v=Xe1WbZINhkk&ref=productoversee.com), termo usado pela própria Apple para se referir à mistura das duas experiências de realidade aumentada e realidade virtual. O que diferencia o visionOS do MacOS e do iOS é a capacidade de processar informações visuais e interativas em tempo real, proporcionando a experiência imediata no consumo de informações em diversos formatos ao usuário. Para incrementar ainda mais a usabilidade, o sistema operacional contará com aplicativos nativos ao Vision Pro e com uma loja de aplicativos que foi totalmente redesenhada. O usuário poderá fazer o download de aplicativos de importantes marcas, como Adobe e Microsoft. 0:00 / 1× Outro ponto importante é a segurança: o Apple Vision traz um novo sistema, o Optic ID. Nele, é feita a leitura da íris para liberar o acesso ao device e aos seus conteúdos. A empresa garantiu que todas as informações e as interações feitas com aplicativos e sites permanecem privadas. Os óculos de realidade aumentada ou de realidade virtual não são exatamente uma novidade no mercado. Como ponderamos no início do artigo, [outras grandes empresas já investiram na tecnologia e a aderência do mercado não foi tão boa](https://www.forbes.com/sites/richardnieva/2023/06/05/apple-unveils-vision-pro?ref=productoversee.com). Usualmente, as reclamações giram em torno do desconforto em usar o headset no dia a dia, do superaquecimento, do isolamento excessivo que o aparelho promove e da duração da bateria. Algumas questões já chegam com o status de resolvidas, como a do aquecimento do aparelho e o controle da imersão na experiência. Sabendo das promessas feitas em relação ao Apple Vision Pro, você aposta que a tecnologia vai colar ou vai na mesma onda das concorrentes? ### Por que as IAs nunca irão substituir os seres humanos? URL: https://productoversee.com/blog/por-que-as-ias-nunca-irao-substituir-os-seres-humanos/ Last updated: 2023-06-07T16:20:06.000Z Eu admito: com esse hype sobre Inteligência Artificial (IA), eu fiquei preocupada em perder o emprego para um robô super inteligente. Com algum tempo de pesquisa, concluí que a IA não vai substituir os seres humanos tão cedo. ## A Inteligência artificial pode não roubar nossos empregos, mas pode mudar as relações de poder no local de trabalho. O debate em torno da relação entre inteligência artificial (IA), automação e perda de empregos está em andamento há vários anos. No entanto, parece haver uma desconexão entre o hype e a realidade da situação. No[ podcast Tech Won’t Save Us, com Aaron Benanav](https://techwontsave.us/episode/164%5Fchatbots%5Fwont%5Ftake%5Fmany%5Fjobs%5Fw%5Faaron%5Fbenanav?ref=productoversee.com), professor assistente de sociologia na Maxwell School da Syracuse University e autor de [Automation and the Future of Work](https://amzn.to/43mzbdy?ref=productoversee.com), é discutida a ideia de que a tecnologia não teve o impacto previsto nas taxas de crescimento da produtividade. Apesar da década de 2010 ter sido uma era de automação significativa, ela registrou as menores taxas de crescimento da produtividade desde que a medida foi criada. Isso ocorre porque as taxas de crescimento da produtividade não medem a contribuição dos seres humanos para a produção, mas medem quanto é produzido por hora no total. Além disso, a tendência de deslocamento de empregos para serviços limitou os efeitos da tecnologia, resultando em um crescimento lento. Além disso, Benanav aponta que a recuperação da [Grande Recessão foi fraca](https://www.clevelandfed.org/publications/economic-commentary/2017/ec-201704-wage-growth-after-great-recession?ref=productoversee.com) e o crescimento salarial só aumentou no último ano ou dois [antes da recessão do COVID-19 nos Estados Unidos](https://www.cbpp.org/research/economy/tracking-the-post-great-recession-economy?ref=productoversee.com). A tendência de deslocamento de empregos para serviços fez com que muitos dos efeitos tecnológicos fossem sobrecarregados, resultando em crescimento lento. ### A maneira como pensamos sobre automação é falha? Recentemente, tem havido [muita empolgação em torno da IA ​​generativa](https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/01/por-que-2023-sera-o-ano-da-inteligencia-artificial/?ref=productoversee.com) e seu potencial impacto nos empregos. Grandes modelos de linguagem, ferramentas de geração de imagens e IA narrativa são exemplos de IA generativa que explodiram em popularidade no ano passado. Um [relatório da OpenAI afirmou que 49% ](https://arxiv.org/pdf/2303.10130.pdf?ref=productoversee.com)dos empregos estão em risco devido a essas novas tecnologias. No entanto, Benenav sugere que, uma vez que a OpenAi usou os mesmos parâmetros[ que a pesquisa sobre os riscos da automação nos trabalhos realizado 2016](https://www.oecd-ilibrary.org/social-issues-migration-health/the-risk-of-automation-for-jobs-in-oecd-countries%5F5jlz9h56dvq7-en?ref=productoversee.com), existe a possibilidade de categorização incorreta para muitos trabalhos. _This post is for subscribers only._ ### Da agilidade ao pastel URL: https://productoversee.com/blog/da-agilidade-ao-pastel/ Last updated: 2023-06-06T10:46:40.000Z **Como a deturpação do ágil tem afetado negócios e conduzido produtos digitais ao fracasso.** O mercado de tecnologia nunca foi tão subsidiado por cases, frameworks, metodologias, e ferramentas para tornar o ciclo evolutivo das operações mais céleres, enxutos e orientadas a resultados. Mas por que muitas empresas ainda falham na execução de desenvolvimento dos produtos digitais? Esta é uma pergunta intrigante que não existe resposta simples, por envolver uma combinação de fatores como planejamento, pessoas, processos, métodos, tecnologias e o mercado que as empresas estão inseridas. Neste artigo, analisaremos informações de diferentes fontes para construção das principais hipóteses que podem corroborar para uma reflexão analítica sobre os potenciais erros que muitas empresas cometem no dia a dia das operações aos quais são dispendiosos, desgastantes para as pessoas e muitas vezes, acabam refletindo no sucesso do produto. Se você é membro de uma equipe de engenharia de software, independente do papel que exerce, provavelmente já ouviu alguém falar a frase: *“O importante é errarmos rápido para corrigirmos rápido.” (Autor desconhecido)* Tecnicamente esta frase é perfeita, porque a identificação de um erro antecipadamente possibilita estudarmos a natureza do problema e encontrar soluções para que o erro não venha se repetir no futuro. No processo de agilidade, o erro está intrínseco, faz parte da aprendizagem e melhoria contínua, ou seja. Os ciclos mais curtos possibilitam que os processos sejam aperfeiçoados em escalas contínuas até chegarmos no resultado almejado em curto, médio e longo prazo, a depender do projeto. Seguir esta diretriz com planejamento e de forma orquestrada, eleva a qualidade do produto que está sendo desenvolvido, torna o projeto mais enxuto e possibilita que o ativo seja lançado no mercado no prazo, custo e escopo. Mas, nota-se que muitas operações utilizam estes conceitos (ou estratégias) como uma espécie de camuflagem para errar, sem ter clareza do verdadeiro impacto que pequenas falhas somadas podem afetar o projeto na linha do tempo e por consequência, o produto a ser lançado. Uma explicação razoável é que muitas companhias ainda desconhecem os fundamentos dos métodos ágeis e pela falta de maturidade dos processos e/ou conhecimento necessário para lidar com a essência do ágil, acabam falhando na execução. É neste contexto que faremos um olhar reflexivo sobre como projetos fundamentados por processos, conceitos e boas práticas de agilidade, se deturpam na execução, dando lugar a pastelaria, expressão utilizada para generalização do tudo é rápido, tudo é simples, tudo é urgente, mas nada é prioritário. É familiar para você? ## Deturpando o conceito de agilidade _This post is for subscribers only._ ### E os layoffs ainda continuam. Spotify demite 200 funcionários, representando cerca de 2% de sua força de trabalho URL: https://productoversee.com/blog/e-os-layoffs-ainda-continuam-spotify-demite-200-funcionarios-representando-cerca-de-2-de-sua-forca-de-trabalho/ Last updated: 2023-06-05T13:22:28.000Z O Spotify anunciou a demissão de aproximadamente 200 funcionários, o que corresponde a cerca de 2% de sua força de trabalho. Essa medida faz parte dos esforços da empresa para se ajustar às necessidades do mercado. O [Spotify](https://www.cnbc.com/quotes/SPOT/?ref=productoversee.com) [revelou](https://newsroom.spotify.com/2023-06-05/an-update-on-changes-to-spotifys-podcast-business-june-2023/?ref=productoversee.com) que cortaria aproximadamente 2% de seu pessoal, o que corresponde a cerca de 200 pessoas, em uma medida destinada a reestruturar suas parcerias com os "principais podcasters de todo o mundo". > As a result, we have made the difficult but necessary decision to make a strategic realignment of our group and reduce our global podcast vertical and other functions by approximately 200 people, or 2% of Spotify’s workforce. Em 2020, a contagem global de funcionários do Spotify foi de 8.359, de acordo com um [arquivamento](https://s29.q4cdn.com/175625835/files/doc%5Ffinancials/2022/ar/b283934e-7a7c-4da6-8749-856dfa4c36e6.pdf?ref=productoversee.com), com os EUA respondendo por 4.332 desses trabalhadores. [Sahar Elhabashi](https://www.technologyreview.com/2020/06/16/1003007/sahar-elhabashi-85/?ref=productoversee.com), vice-presidente do Spotify, declarou as demissões em um memorando para a equipe. Os afetados pelas reduções receberão "pagamentos substanciais de indenização", declarou Elhabashi. Elhabashi declarou que a mudança do conceito pré-estabelecido para um mais individualizado permitirá que eles ofereçam melhor assistência à comunidade de criadores. [Spotify Brought In $215 Million On Podcasts After Investing $1 Billion—But Says It’s Still In ‘Investment Mode’Spotify offers 4 million podcasts on its platform.![](https://i.forbesimg.com/48X48-F.png)ForbesMarisa Dellatto![](https://imageio.forbes.com/specials-images/imageserve/62a0e19297c8dad4db739c4d/0x0.jpg?format=jpg&crop=2826,1591,x0,y3,safe&width=1200)](https://www.forbes.com/sites/marisadellatto/2022/06/08/spotify-brought-in-215-million-on-podcasts-after-investing-1-billion-but-says-its-still-in-investment-mode/?sh=590803956760&ref=productoversee.com) Nos últimos três anos, o Spotify desembolsou uma quantia considerável de dinheiro para ampliar seu ramo de podcasting. Um relatório arquivado na SEC revela que, em 2020, a empresa gastou um total de 493 milhões de euros (cerca de US $ 526 milhões) em quatro aquisições separadas no reino do podcasting. Patrocínios de alto nível foram garantidos pelo Spotify com pessoas conhecidas, como Meghan, a Duquesa de Sussex, e Joe Rogan, a personalidade on-line. ## Outras estratégias de conteúdo A [estratégia do Spotify](https://productoversee.com/estrategia-de-negocio-e-produto-do-spotify/) é se tornar a maior plataforma de criadores nos próximos 10 anos. Além dos podcasts, o Spotify está expandindo para outras verticais de áudio e planeja integrar audiobooks. Eles também estão explorando a possibilidade de incluir outros formatos no futuro. O objetivo é fornecer uma plataforma abrangente para criadores de conteúdo gerenciarem seus negócios, distribuírem seu trabalho e alcançarem um público amplo. O Spotify busca oferecer uma experiência unificada e intuitiva para os ouvintes, trazendo todo o conteúdo de áudio do mundo em um só lugar. Eles estão desenvolvendo software, serviços e produtos específicos para cada vertical, mas todos fazem parte da mesma experiência do usuário. A estratégia do Spotify é impulsionada pela visão de se tornar a plataforma líder no mercado de áudio, permitindo que os criadores prosperem e os ouvintes desfrutem de uma variedade de conteúdos. Ao continuar inovando e explorando novas oportunidades, o Spotify está posicionando-se para se destacar nesse segmento altamente competitivo. Fontes: - [An Update on Changes to Spotify’s Podcast Business, June 2023 — Spotify](https://newsroom.spotify.com/2023-06-05/an-update-on-changes-to-spotifys-podcast-business-june-2023/?ref=productoversee.com) - [Spotify layoffs: 200 employees, or about 2% of its workforce cut](https://www.cnbc.com/2023/06/05/spotify-layoffs-200-employees-or-about-2percent-of-its-workforce-cut.html?ref=productoversee.com) ### E se você for bom? Uma reflexão e guia para a Síndrome de Impostor URL: https://productoversee.com/blog/e-se-voce-for-bom/ Last updated: 2023-06-05T19:25:27.000Z Ultimamente tenho notado tanto no meu ambiente de trabalho quanto num âmbito social que as pessoas têm se sentido inseguras, desmerecedoras ou incapazes. Sabe aquele e-mail que você escreve e revisa 5 vezes antes de enviar com receio que alguém descubra erros e constate que você é uma fraude? — na maioria dos casos esses pensamentos vêm delas mesmas e não são de consenso de seus colegas. Desta forma pode-se relacionar a origem desses problemas a uma possível síndrome de impostor — por alguns momentos eu também me senti assim e é por isto que resolvi escrever. **Se você se identificou com os problemas do parágrafo anterior** você precisa entender do que se trata este fenômeno. A **síndrome do impostor** está relacionada a uma **autossabotagem**, quando a insegurança (que faz parte da natureza humana) ultrapassa o limite “esperado” — todos nós sofremos com insegurança em alguns momentos e cabe a nós lidarmos com isso. > *“Insegurança todo mundo tem, lidar com isso faz parte. Na síndrome do impostor, a diferença é que a pessoa se comporta tanto sob o controle desse julgamento, que ela não tem habilidades de aceitação e compreensão, além de um déficit muito grande de percepção social e autopercepção. Ela entra em um processo de fusão dos pensamentos e sentimentos, ela não consegue diferenciar o que é ela e o que são essas crenças.” —* é o que diz o psicólogo *Filipe Colombini* , [neste artigo](https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/sindrome-do-impostor-quem-pode-desenvolver-sintomas-e-tratamento/?ref=productoversee.com). Existem, sim, os impostores — e é para isto que esse “alerta” pode nos ser útil, segundo **Marty Cagan**, o guru de Produtos, [no livro Empoderado (capítulo 18)](https://www.amazon.com.br/Empoderado-Pessoas-comuns-produtos-extraordin%C3%A1rios/dp/6555208236?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=3KILMCG1NRYC0&keywords=empoderado&qid=1684946954&sprefix=becker+comportamenta,aps,235&sr=8-1-spons&psc=1&spLa=ZW5jcnlwdGVkUXVhbGlmaWVyPUExSVpYS0pEMllHTlo0JmVuY3J5cHRlZElkPUEwMzI1MDkzU003Nk5KQkRNS0oxJmVuY3J5cHRlZEFkSWQ9QTAxMDM0ODE4UlVEODU4WUo3Tkomd2lkZ2V0TmFtZT1zcF9hdGYmYWN0aW9uPWNsaWNrUmVkaXJlY3QmZG9Ob3RMb2dDbGljaz10cnVl&linkCode=sl1&tag=productoversee-20&linkId=c006e563fb6cf5696a5979833a0e5317&language=pt%5FBR&ref%5F=as%5Fli%5Fss%5Ftl&ref=productoversee.com), quando ele diz que: > “A síndrome do impostor é uma emoção muito saudável e necessária, e um sinal importante de nossas mentes. Contudo, a maioria das pessoas não entende esse sinal. Elas pensam que é apenas medo natural e inseguranças, todos os têm, e precisam simplesmente superar suas preocupações e deixá-las para trás. Porém, eu interpreto esse sinal de maneira muito diferente. É minha mente me avisando das consequências se eu não fizer meu dever de casa e realmente me preparar." Existem [diversos](https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/sindrome-do-impostor-quem-pode-desenvolver-sintomas-e-tratamento/?ref=productoversee.com) [artigos](https://www.tuasaude.com/sindrome-do-impostor/%20%20qual%20seria%20a%20melhor%20forma%20de%20cit%C3%A1-las?%20Show%20less%20Diego%20Eis%20Diego%20Eis%201:50%E2%80%AFPM%20Today%20D%C3%A1%20para%20colocar%20no%20final,%20com%20um%20t%C3%ADtulo:%20Refer%C3%AAncias.%20Mas%20ai%20no%20texto,%20eu%20colocaria%20tipo%20em%20palavras%20diferentes.%20%20J%C3%A1%20fiz%20a%20sugest%C3%A3o%20a%C3%AD.%20%20Diego%20Eis%20Diego%20Eis%2012:54%E2%80%AFPM%20Yesterday%20Tomaria%20cuidado%20tamb%C3%A9m%20sobre%20falar%20isso.%20n%C3%A3o%20d%C3%A1%20pra%20gente,%20autor,%20saber%20se%20t%C3%A1%20tudo%20bem%20e%20se%20a%20pessoa%20est%C3%A1%20no%20caminho%20certo.%20Ela%20pode%20estar%20muito%20errada.%20Bruno%20Mosciatti%20Bruno%20Mosciatti%201:41%E2%80%AFPM%20Yesterday%20New%20Diego,%20existe%20um%20paradoxo%20sobre%20o%20que%20de%20fato%20vem%20a%20ser%20a%20s%C3%ADndrome%20de%20impostor.%20Eu%20fiquei%20por%20alguns%20minutos%20questionando%20o%20ChatGPT%20sobre%20a%20defini%C3%A7%C3%A3o,%20principalmente%20por%20receber%20o%20%22tapa%20na%20cara%22%20do%20Marty%20Cagan%20falando%20aquilo%20sobre:%20existem%20impostores,%20sim!%20%20Voc%C3%AA%20pode%20realmente%20estar%20deixando%20a%20desejar%20e%20isso%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20s%C3%B3%20uma%20coisa%20da%20sua%20cabe%C3%A7a%20--%20por%C3%A9m,%20ao%20confrontar%20o%20ChatGPT%20com%20esse%20argumento,%20em%20resumo%20%22ele%22%20disse%20que%20a%20s%C3%ADndrome%20%C3%A9%20considerada%20como%20uma%20condi%C3%A7%C3%A3o%20psicol%C3%B3gica...%20%20%20%20%22Sim,%20%C3%A9%20poss%C3%ADvel%20que%20existam%20pessoas%20que%20se%20apresentem%20como%20impostoras%20ou%20fraudes,%20fingindo%20ter%20habilidades%20ou%20conhecimentos%20que%20n%C3%A3o%20possuem,%20ou%20que%20cometam%20erros%20graves%20em%20suas%20tarefas%20que%20possam%20colocar%20em%20risco%20a%20si%20mesmas%20ou%20a%20outras%20pessoas.%20%20No%20entanto,%20a%20s%C3%ADndrome%20do%20impostor%20n%C3%A3o%20se%20refere%20a%20esse%20tipo%20de%20comportamento,%20mas%20sim%20a%20um%20padr%C3%A3o%20de%20pensamento%20e%20comportamento%20em%20que%20a%20pessoa%20duvida%20de%20suas%20pr%C3%B3prias%20habilidades%20e%20conquistas,%20mesmo%20quando%20s%C3%A3o%20reconhecidas%20por%20outras%20pessoas.%20%20Pessoas%20que%20sofrem%20com%20a%20s%C3%ADndrome%20do%20impostor%20podem%20sentir-se%20inseguras%20ou%20ansiosas%20em%20rela%C3%A7%C3%A3o%20ao%20seu%20desempenho,%20o%20que%20pode%20afetar%20sua%20motiva%C3%A7%C3%A3o%20e%20comprometimento%20com%20as%20tarefas.%20No%20entanto,%20isso%20n%C3%A3o%20significa%20que%20elas%20deixem%20tarefas%20inconclusas%20ou%20tenham%20comportamentos%20que%20possam%20ser%20considerados%20fraudulentos%20ou%20enganosos.%22%20%20%22Em%20resumo,%20a%20s%C3%ADndrome%20do%20impostor%20n%C3%A3o%20corresponde%20necessariamente%20a%20uma%20realidade%20objetiva,%20mas%20sim%20a%20um%20padr%C3%A3o%20de%20pensamento%20e%20comportamento%20que%20pode%20afetar%20a%20percep%C3%A7%C3%A3o%20da%20pessoa%20sobre%20suas%20pr%C3%B3prias%20habilidades%20e%20conquistas.%22%20Show%20more%20Turn%20on%20screen%20reader%20supportTo%20enable%20screen%20reader%20support,%20press%20%E2%8C%98+Option+Z%20To%20learn%20about%20keyboard%20shortcuts,%20press%20%E2%8C%98slash&ref=productoversee.com) que podem explicar melhor os **sintomas** e **tratamentos** da síndrome do impostor e não compete a mim entrar tão a fundo neste assunto. Neste artigo usarei da minha breve jornada profissional como líder para esperançosamente te ajudar de alguma forma, afinal de contas, como dito no início, eu também passei por isso e quando esse fantasma volta a me perturbar, eu volto a fazer a prática destes 3 exercícios: **reflexão da sua jornada, feedbacks** e **resultados**, vamos lá? ## Reflexão da sua jornada ![](https://productoversee.com/content/images/2023/05/data-src-image-8539b21c-0420-46cd-8e57-3324031dca6d.png) Para começar, o que posso aconselhar para se livrar dessa **insegurança**, desse sentimento que a cada passo que dá pode estar cometendo um erro, é começar praticando o **exercício de reflexão da sua caminhada**. Entenda que questionar-se é um processo natural, mas pare e reflita toda sua jornada até aqui — veja até onde chegou, todas as **dificuldades que se tornaram aprendizados** e te deu uma certa bagagem. **Valorize**, **reconheça** e **lembre-se** detodas suas **conquistas** e **aprendizados**,e além disso, imagine e projete **tudo aquilo que ainda está por vir**. Você está onde está por diversas razões! Valorize e comemore isto. ## Feedbacks ![](https://productoversee.com/content/images/2023/05/data-src-image-5e1924c4-645e-46d3-9480-7bc9d7d53421.png) Falamos anteriormente sobre **autorreconhecimento**, mas **feedbacks são essenciais** também, embora você **não tenha que se prender a isto**, pois nem sempre são compartilhados, principalmente se sua rotina de trabalho é remota e você não tem uma comunicação tão constante com seus parceiros. Os feedbacks podem surgir **espontaneamente** durante o dia e você nem está notando — então **passe a ouvir mais seus colegas** e tentar captar esses pequenos sinais que podem ser **elogios e reconhecimentos** ou **pontos de atenção e críticas construtivas**. Se você está num ambiente corporativo que não faz a prática de **reuniões de feedback** (mesmo que trimestralmente), por que não sugerir ao seu líder? Essa reunião é um momento muito legal para reconhecimentos, elogios e pontos de atenção vindos da sua liderança. Existem outras cerimônias como a **1:1** (*one-on-one*) que você pode captar ou expressar algum feedback de uma forma mais descontraída, espontânea e com maior frequência. Atenção! **Não espere por nenhuma dessas reuniões**, pois, sua empresa pode nem fazer o uso delas — **pratique a comunicação**! Quando sentir necessidade, chame seu colega ou seu líder e converse! Não há nada mais simples, porém eficaz do que uma bela comunicação para compreendermos os nossos próprios sentimentos e/ou dos nossos parceiros de uma forma transparente. Não hesite em pedir feedbacks! Seja do seu líder ou de outros parceiros de time. Lembre-se que dar feedbacks [não é uma das maiores responsabilidades de um líder](https://productoversee.com/o-mito-de-que-as-pessoas-precisam-de-feedback-e-a-funcao-primordial-de-um-lider/), embora muitos ainda pensem isso. Na realidade o líder precisa ser seu alicerce, alguém para sanar suas dúvidas e ser alguém sempre disponível e atencioso. ## Resultados ![](https://productoversee.com/content/images/2023/05/data-src-image-9c0871e0-4799-409d-b13e-25fe2099702d.png) Por último e não menos importante: **RESULTADOS**! Reflita toda **diferença positiva** que você fez e faz através do seu trabalho: **não se apegue às entregas mas sim aos resultados**. Não pense que se você fosse tão incapaz como se sente ou não merecedor do cargo que tem, de alguma forma você teria sido notificado ou comunicado? Acha que se tivesse impactando negativamente no seu projeto ou não alcançando os principais objetivos, alguém já teria notado? Principalmente no ambiente remoto onde agora sua vaga pode ser substituída por qualquer pessoa de qualquer parte do mundo? Não tenha dúvidas que seu líder ou a diretoria da empresa tem total ciência da sua competência e dos seus feitos — muitas vezes não são tão evidentes como dito anteriormente (por falha destas lideranças), pois se não fosse assim, estariam perdendo $ e consequentemente precisariam te chamar para uma conversinha, né? Temos o privilégio de poder buscar por conhecimento e por melhoria: se algo negativo for identificado nas suas *hard* ou *soft skills* durante alguma reunião de feedback, ou em algum outro momento, veja isto como uma oportunidade de crescimento e também valorize este momento, afinal de contas **você pode sim ser muito bom,** e sim, várias pessoas podem concordar com isso. Mesmo que você pessoalmente não concorde. As pessoas contam com você e simbolizam uma **oportunidade de melhoria** — agarre isso com todas as forças se fizer sentido para você, pois para elas fazem! Tenha a **mentalidade de crescimento**, como descrito pela psicóloga Carol Dwerc, no clássico livro **Mindset** **,* ao* invés da mentalidade fixa. Supondo um cenário onde seu gerente/líder lhe fornece algumas sugestões de melhorias: - Mentalidade fixa: Humm, acho que confundi tudo. Meu líder deve me achar um idiota. - Mentalidade de crescimento: Poxa vida, meu líder confia em mim e me deu dicas valiosas. A partir de agora, se estas dicas fizerem sentido, farei melhor minhas atividades. Em conclusão, a síndrome do impostor é um fenômeno real que afeta muitas pessoas, tanto no ambiente de trabalho quanto na vida pessoal. No entanto, é importante lembrar que a insegurança faz parte da natureza humana e todos nós enfrentamos momentos de dúvida. É fundamental praticar a reflexão da sua jornada, reconhecendo suas conquistas e aprendizados, além de projetar seu potencial futuro. Os feedbacks também desempenham um papel crucial, pois permitem obter insights valiosos dos outros e promovem a comunicação transparente. Por fim, é essencial focar nos resultados que você tem alcançado e reconhecer o impacto positivo que seu trabalho tem tido. Se surgirem áreas de melhoria, encare-as como oportunidades de crescimento e mantenha uma mentalidade de desenvolvimento. Lembre-se de que você é capaz e tem o potencial para superar qualquer desafio. Portanto, cobre-se menos e confie em si mesmo. ### Shuhari e o valor de frameworks URL: https://productoversee.com/blog/shuhari-e-o-valor-de-frameworks/ Last updated: 2023-06-02T13:33:47.000Z Recentemente compartilhei uma história pessoal na minha *timeline* do LinkedIn, de como utilizei o conceito japonês de arte marcial conhecido como *Shuhari* para treinar minha filha de 6 anos a largar as rodinhas da bicicleta. Fiquei surpreso como, em pouco tempo, ela aprendeu de forma natural e orgânica a utilizar os movimentos fundamentais para começar a se virar por conta própria, e ter, basicamente, tudo o que precisa para seguir treinando até dominar a arte do pedal. Esta singela experiência me levou a refletir fortemente sobre o significado por trás do conceito de *Shuhari*, e como isto pode ter implicações no nosso dia a dia de produto. ## Shuhari: Os três conceitos japoneses Na verdade, isto me remeteu a minha infância e minhas referências enquanto "filho" dos anos 80… Tomara que mesmo os mais jovens também reconheçam aqui a conexão com a [icônica cena de Karate Kid do "wax on, wax off" ](https://www.youtube.com/watch?v=-P11Bcpyw4g&ref=productoversee.com)(movimentos circulares polindo o carro). Suponho que não conta mais como *spoiler* tratar de como aqueles ensinamentos básicos culminam na [luta final da competição de Karatê](https://www.youtube.com/watch?v=j7%5FL3w4vOJk&ref=productoversee.com). Em que Daniel LaRusso, personagem principal, improvisa um chute extrapolando toda a técnica que aprendeu de uma forma criativa, frente a crise de ter lesionado um dos pés. E esta é justamente a definição do conceito de *Shuhari*, que se define pela combinação de três palavras/conceitos do idioma japonês: - **Shu**: aprender os fundamentos, proteger a sabedoria tradicional. - **Ha:** descobrir novas abordagens, lidar com exceções, romper com a tradição. - **Ri:** todos os movimentos tornam-se naturais, independentemente de técnica ou sabedoria tradicional. Em outras e poucas palavras, *Shuhari* é como uma caminhada do aprendizado até a maestria, e é importante destacar os dois lados da moeda: - Não se alcança a maestria sem dominar os fundamentos e o que perdurou à prova dos tempos (tradição); - Mas também só se alcança a maestria quando se consegue, em algum nível, romper o tradicional, o que costuma ocorrer ao combinar, de forma mais criativa, o repertório básico, que já se domina. Agora, o que isso tem a ver com (gerenciamento de) produto? E que conexão estou fazendo com (o valor de) *frameworks* no título do texto? ## O valor dos frameworks _This post is for paying subscribers only._ ### Por que a falta de priorização é um problema? URL: https://productoversee.com/blog/por-que-a-falta-de-priorizacao-e-um-problema/ Last updated: 2023-06-01T10:46:11.000Z Nas últimas semanas venho me deparando com um problema que assombra a vida de um PM: “Prioridades”, isso me remeteu a frases como “Quando tudo é urgente, nada é urgente” ou “Quando tudo é urgente, nada é importante”. A priorização eficaz é um elemento essencial na gestão de produtos. No entanto, a falta de priorização adequada pode resultar em problemas significativos que impactam negativamente o sucesso de um produto, baseado nisso vou abordar algumas razões pelas quais a falta de priorização é um grande problema na Gestão de Produtos. A ideia do texto não é explorar as práticas e soluções relacionadas a Priorização, esses assuntos já foram abordados em excelentes artigos aqui do Portal PO, posso citar [“Priorização: o grande problema de quem gere produtos”](https://productoversee.com/priorizacao-o-grande-problema-de-quem-gere-produtos/) do Diego Eis e ["Gerenciando fluxo prioridade valor e riscos"](https://productoversee.com/gerenciando-fluxo-prioridade-valor-e-riscos/) do Rodrigo Sperb, entre outros. ## Definição urgente e importante Antes de seguirmos para os problemas, acredito que precisamos definir o que é “urgente” e o que é “importante”. Segundo o dicionário [Priberam](https://dicionario.priberam.org/?ref=productoversee.com) da Língua Portuguesa, > Urgente: Que urge, não pode ser diferido, Iminente; instante. > Importante: Que tem importância, valor ou mérito. Oposto de insignificante. No cenário de desenvolvimento de produtos, as equipes muitas vezes se deparam com uma infinidade de demandas, idéias e requisitos, o que torna a priorização uma tarefa desafiadora. Tendo isso como base, diria que para o contexto de Gestão de Produto a definição seria: > Urgente: refere-se a tarefas ou atividades que exigem atenção imediata devido a prazos apertados, problemas críticos ou situações emergenciais. Essas tarefas têm um impacto imediato e geralmente exigem ação imediata para evitar consequências negativas. > Importante: refere-se a tarefas ou atividades que têm um alto impacto estratégico ou de longo prazo para o produto e para a organização como um todo. Essas tarefas estão alinhadas com os objetivos e metas de negócio, contribuindo para o valor do produto, a satisfação do cliente e o sucesso a longo prazo. A gestão eficaz de produtos envolve equilibrar ações urgentes e importantes. É fundamental identificar corretamente as tarefas urgentes que exigem atenção imediata para evitar problemas imediatos, enquanto também se dedica tempo e recursos para as atividades importantes que impulsionam o sucesso estratégico a longo prazo do produto. ## Principais Problemas _This post is for subscribers only._ ### Como atender pedidos de maneira estratégica no B2B URL: https://productoversee.com/blog/como-atender-pedidos-de-maneira-estrategica-no-b2b/ Last updated: 2023-05-31T16:29:49.000Z Nesse artigo vamos entender uma forma de rentabilizar a solução de problemas para seus clientes conectando visão de futuro do seu produto com oportunidades. Como gerentes de produto, faz parte do nosso dia a dia lidar com solicitações de novas funcionalidades vindas de clientes. Quando falamos de produtos B2B temos também que lidar com o fato de que grandes contas podem, sim, conseguir influenciar o nosso roadmap. No artigo de hoje, apresentarei uma possível forma de lidar com isso. ## Encontrando o sweet spot Antes de mais nada, o time de produto precisa ter um mínimo de clareza sobre o produto que está sendo gerenciado. Isso significa que o ciclo de vida do produto precisa estar minimamente claro. Você precisa saber o que seu produto é/será vs não é /não será e o que ele faz/fará vs não faz/não fará. Representemos a visão de futuro do seu produto com esse círculo: ![](https://productoversee.com/content/images/2023/05/data-src-image-b4754c1e-8a1b-46d7-b5c8-bd43e5fb0c51.png) Se o seu cliente te pediu algo é porque ele tem algum problema. Gosto do conceito da [Teresa Torres](https://www.linkedin.com/in/teresatorres/?ref=productoversee.com) de oportunidades, onde problemas e soluções podem ser explorados para alavancar resultados. Então, por trás de todo pedido de um cliente podemos dizer que existe uma ou mais oportunidades, um problema que pode ser resolvido. É vital que exploremos os pedidos de funcionalidade do cliente a fundo a fim de descobrir essas oportunidades. Não somos passadores de pedido, ok? Vamos então colocar essas oportunidades em outro círculo: _This post is for subscribers only._ ### PMs e QAs: como melhorar a relação com o profissional de qualidade URL: https://productoversee.com/blog/pms-e-qas-como-melhorar-a-relacao-com-o-profissional-de-qualidade/ Last updated: 2023-05-30T10:45:59.000Z Alguns cuidados para que a ponta final do ciclo de desenvolvimento esteja bem alinhada ao seu trabalho _This post is for subscribers only._ ### A Importância da Comunicação no Gerenciamento de Produtos URL: https://productoversee.com/blog/a-importancia-da-comunicacao-no-gerenciamento-de-produtos/ Last updated: 2023-06-02T17:35:37.000Z A comunicação desempenha um papel fundamental em todos os setores de negócios e torna-se ainda mais crucial no contexto do gerenciamento de produtos. No que diz respeito à gestão de produtos, sua importância reside em garantir a harmonia entre todos os membros da equipe, visando alcançar metas compartilhadas. Neste artigo, exploraremos a relevância da comunicação no gerenciamento de produtos e como ela pode aprimorar a eficiência e eficácia das equipes de tecnologia como um todo. ## **Gerenciamento de Produtos** O gerenciamento de produtos engloba todo o processo de concepção, desenvolvimento e lançamento de uma variedade de produtos, incluindo hardwares, softwares e serviços relacionados à infraestrutura e plataformas. O papel do gerente de produto é fundamental, por ser responsável por compreender a visão do produto e coordenar a abordagem da equipe, incluindo atividades de descoberta, estudos de mercado e iniciativas a serem implementadas. Um exemplo prático para ilustrar a importância desse papel é o de um fabricante de smartphones. O gerente de produto desse caso precisa garantir que o smartphone seja projetado conforme as necessidades e expectativas dos clientes. Isso envolve trabalhar em colaboração com a equipe de desenvolvimento para definir as especificações do produto, como design, interface do usuário, qualidade da câmera, capacidade de armazenamento e outras características relevantes. Além disso, o gerente de produto também desempenha um papel crucial na comunicação das características do produto para outras equipes, como, por exemplo, a equipe de marketing. Isso é fundamental para criar estratégias de lançamento mais es e garantir que a mensagem certa seja transmitida ao mercado. É importante ressaltar que a atuação do gerente de produto pode ser direcionada para áreas mais específicas do processo, não sendo necessariamente responsável por todas as etapas, desde a concepção até o lançamento. É possível focar, por exemplo, no desenvolvimento do hardware ou na infraestrutura do software, enquanto outra equipe é encarregada do lançamento e da comercialização do produto. ### Importância da Comunicação no Gerenciamento de Produtos _This post is for subscribers only._ ### A Meta está criando um concorrente para o Twitter URL: https://productoversee.com/blog/a-meta-esta-criando-um-concorrente-para-o-twitter/ Last updated: 2023-05-26T12:29:53.000Z P92 é o codinome do provável mais novo concorrente para o [Twitter](https://productoversee.com/o-que-o-algoritmo-do-twitter-nos-ensina-sobre-produtos-de-user-generated-content/). A Meta, dona do Facebook, está trabalhando em um aplicativo baseado em textos que usará o mesmo protocolo de mídia social descentralizado que alimenta o Mastodon, que compete com o aplicativo do passarinho azul. Desde que o Twitter foi comprado por Elon Musk, a empresa vem passando por uma série de [situações polêmicas](https://www.techtudo.com.br/listas/2023/01/twitter-veja-mudancas-polemicas-que-elon-musk-deve-fazer-no-microblog.ghtml?ref=productoversee.com) e que geram instabilidade, como a compra do selo de conta verificada, a demissão em massa e a pressão pública colocada sobre os colaboradores da empresa. Reunimos tudo o que se sabe sobre o mais novo concorrente do Twitter, que ainda nem foi lançado, para você ficar por dentro de tudo. _This post is for paying subscribers only._ ### Fuja da armadilha da entrega URL: https://productoversee.com/blog/fuja-da-armadilha-da-entrega-2/ Last updated: 2023-05-25T10:46:30.000Z Acabei de ler um livro da *Melissa Perri*, chamado [Escaping the Build Trap](https://www.amazon.com/Escaping-Build-Trap-Effective-Management/dp/149197379X/ref=sr%5F1%5F1?keywords=Escaping+the+Build+Trap&qid=1684237625&sr=8-1&ref=productoversee.com), e como não tem este livro traduzido em português, resolvi chamá-lo de **“Fuja da Armadilha da Entrega”**, pois acredito que fica bem adequado ao contexto de várias organizações. Quando li o título desse livro, precisei comprá-lo, pois eu passava por um momento de reflexão sobre como poderia trabalhar em iniciativas que realmente são as mais importantes para os nossos clientes, áreas de negócio e conselheiros. Após a leitura veio alguns ensinamentos que gostaria de compartilhar com vocês. ## O que é armadilha da entrega? Armadilha de entrega é quando a organização mede o seu time pelo output em vez do outcome**.** Ou seja, em vez de medi-los pelo valor dos resultados que criam para os seus negócios e clientes, a medição é feita pela quantidade de “coisas” que produzem, conforme ilustração abaixo. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/05/data-src-image-897e5045-afc0-443f-ade5-957722150b9f.png) *Fonte: Site novelvista - difference-between-outputs-and-outcome* Quando o foco da empresa é apenas na entrega de features, como consequência negativa, existe o risco em um determinado momento, da queda do faturamento, a satisfação dos clientes caírem, perder market share, etc. Temos alguns exemplos abaixo, de empresas gigantes que caíram na armadilha da entregas: - **Blockbuster -** Era uma popular locadora de filmes e jogos de videogames. Não enxergou a mudança de hábito quando as pessoas começaram a consumir serviços de streaming online, recusou uma oferta de compra da Netflix e por essa falta de adaptação ao novo comportamento do consumidor, em 2013 faliu. - **Kodak -** Outro caso muito famoso. A Kodak era uma marca super forte no mercado, tinha um market share gigante nos anos 70, inventou a câmera digital e engavetou a tecnologia por achar que ia prejudicar a venda de filmes fotográficos da empresa. Resultado: Duas décadas depois, outros concorrentes emplacaram com força as câmeras digitais no mercado e quebraram a Kodak. - **Nokia -** A Nokia é um daqueles casos inacreditáveis onde perdeu para a própria transformação que propiciou no mercado global. Na década dos anos 90, início dos anos 2000, dominava o mercado de celular, porém se contentou com esse status e em 2007 a Apple lançou o Iphone, com uma usabilidade incrível e iniciou uma nova etapa de smartphones. Quando a Nokia percebeu que precisava atualizar os seus dispositivos, já era tarde demais e não foi mais aceito pelos usuários. _This post is for subscribers only._ ### O desafio do produto que atravessa gerações: Baby Boomers, X, Y, Z e mais URL: https://productoversee.com/blog/o-desafio-do-produto-que-atravessa-geracoes-baby-boomers-x-y-z-e-mais/ Last updated: 2023-05-24T10:45:23.000Z Hoje, eu gostaria de compartilhar com vocês algumas ideias sobre como a compreensão das diferentes gerações pode nos ajudar a criar produtos melhores e mais relevantes. Afinal, cada geração tem suas próprias características, gostos e preferências, e é fundamental conhecer essas nuances para abranger um mercado maior e desenvolver produtos que realmente ressoem com nosso público-alvo. ### **As gerações e suas características** Vamos começar dando uma olhada nas principais gerações que estão presentes no mercado atualmente: 1. **Geração Silenciosa (nascidos até 1945):** A Geração Silenciosa cresceu em um período de grandes mudanças econômicas e sociais. Eles são conhecidos por valorizarem o trabalho duro, a estabilidade financeira e a lealdade à empresa em que trabalham. Tiveram menos acesso à educação formal e tecnologia, mas experimentaram grandes transformações políticas, culturais e sociais. 2. **Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964):** Essa geração cresceu em um período de prosperidade econômica e transformações sociais. Eles tendem a valorizar a estabilidade, o trabalho árduo e a lealdade às empresas em que trabalham; 3. **Geração X (nascidos entre 1965 e 1980):** Os membros da Geração X experimentaram mudanças significativas em termos de tecnologia e globalização. Eles são conhecidos por serem mais independentes, adaptáveis e céticos em relação à autoridade; 4. **Geração Y (Millennials, nascidos entre 1981 e 1996):** Essa geração cresceu com a internet e as redes sociais, o que moldou sua forma de se comunicar e interagir. Eles valorizam a colaboração, a criatividade e a busca por propósito em suas vidas profissionais e pessoais; 5. **Geração Z (nascidos entre 1997 e 2009):** A Geração Z é a primeira geração verdadeiramente digital, tendo crescido com smartphones, tablets e outras tecnologias. Eles são altamente conectados, diversificados e preocupados com questões sociais e ambientais; 6. **Geração Alfa (nascidos a partir de 2010):** A Geração Alfa está apenas começando a se estabelecer no mercado, sendo nativos digitais e integrados às novas tecnologias desde o nascimento. Eles provavelmente terão uma relação ainda mais profunda com a tecnologia e as formas de comunicação e serão impactados pelas tendências futuras em educação, sustentabilidade e inovação. _This post is for subscribers only._ ### Sam Altman no congresso americano: CEO da OpenAI presta testemunho URL: https://productoversee.com/blog/sam-altman-no-congresso-americano-ceo-da-openai-presta-testemunho/ Last updated: 2023-05-24T13:57:30.000Z De um lado, Sam Altman defende a regulamentação da IA e expõe alguns receios em relação à tecnologia, como a produção de fake news durante as eleições americanas. De outro, estudiosos da tecnologia desconfiam dos interesses do pai do ChatGPT e entendem que pequenas empresas terão dificuldades para entrar no mercado com a regulamentação. Sam Altman, CEO da OpenAI, foi ao congresso americano para apoiar a regulamentação da IA. O executivo da empresa que criou o chat GPT defendeu que estabelecer limites para a IA é crucial para a indústria e que licenças deveriam ser criadas para companhias que se propuserem a lançar novos modelos. Altman estaria preocupado com a perigosa potência que a IA pode ter sem leis para regulamentação ou estaria criando barreiras para a entrada de novos players no mercado de LLM? Segundo pesquisadores da área, como o professor Mark Riedl, a segunda opção é a correta - e não somente para a OpenAI, mas também para outras grandes empresas que já investem na área, como o [Google](https://productoversee.com/ia-generativa-e-o-grande-destaque-do-google-i-o-2023-voce-ainda-tinha-duvidas/). Se você perdeu o testemunho do pai do ChatGPT, não se preocupe. Você pode ver o vídeo de mais de 2 horas abaixo. Mas trouxemos os destaques de Sam Altman no congresso americano, as preocupações de quem não concorda com a regulamentação e ainda alguns casos polêmicos de IA pelo mundo. ## O que Sam Altman disse no congresso O pano de fundo das falas do executivo foi, justamente, a necessidade da [regulamentação](https://productoversee.com/sobre-a-pl-2630/) do uso de IA. O que ele defende é que o governo americano estabeleça alguns requisitos para que as empresas explorem IA seguindo determinados padrões de segurança. ### Eleições americanas Uma das grandes preocupações apontadas por Altman são as eleições americanas que se aproximam e como a IA poderia interferir no resultado, sendo uma ferramenta que pode ser utilizada para espalhar fake news, por exemplo. Nessa mesma sessão do congresso, o senador [Richard Blumenthal compartilhou um áudio que imitava sua voz](https://www.youtube.com/watch?v=sNnJJZbpCEs&ref=productoversee.com), feito via IA e tendo como base discursos reais que o político já fez. Diante disso, ele argumentou que não há como as IAs continuarem se desenvolvendo sem que haja a devida regulamentação. ### Alguns empregos vão sumir, outros vão surgir Um segundo ponto de atenção trazido pelo CEO da OpenAI [é o desaparecimento de alguns cargos de trabalho, que serão substituídos pela tecnologia](https://olhardigital.com.br/2023/05/16/pro/pai-do-chatgpt-sam-altman-vai-depor-no-congresso-americano/?ref=productoversee.com). Em contrapartida, Altman frisou que novos empregos devem surgir. Um ponto importante trazido por Sam Altman é que indústria e governo vão precisar estabelecer boas parcerias para lidar com a situação e que é papel do governo entender como contornar os impactos que serão sentidos no mercado de trabalho. Isto é fato: tarefas extremamente operacionais [já vêm sendo substituídas por softwares e aplicativos](https://valor.globo.com/brasil/noticia/2022/01/28/tecnologia-destroi-empregos-de-quem-nao-consegue-se-atualizar-diz-jose-pastore.ghtml?ref=productoversee.com), de modo que o olhar humano precisa ser mais analítico. Quer ver um exemplo muito simples? Mercados, postos de parada na estrada e padarias já oferecem a possibilidade de o cliente realizar o pagamento da conta de modo autônomo, em um totem. [De certo, algumas posições de operadores de caixa foram eliminadas](https://www.terra.com.br/economia/no-supermercado-do-futuro-autoatendimento-e-a-funcao-mais-desejada,4a3d2c500808bbaa1ccb9804b545f4894esb2txj.html?ref=productoversee.com). Da mesma forma, a mão de obra especializada na manutenção desses aparelhos surgiu, bem como foi necessário aumentar o time de vendas das máquinas de cartão embutidas nos totens. ### Músicos e criadores de conteúdo Levando em consideração a gravação falsa apresentada pelo senador Richard Blumenthal, outra preocupação é o que pode ser feito com a voz de artistas, as músicas e o conteúdo de criadores de do meio digital: eles receberão direitos autorais? Eles poderão proibir o uso de suas vozes como input nas ferramentas? Eles terão algum controle sobre o uso de suas criações? De acordo com Sam Altman, isso deveria acontecer: ele afirmou que concorda que os proprietários dos conteúdos devem ser beneficiados e que deve haver uma maneira de impedir o uso de seus conteúdos, caso essas pessoas queiram. O ponto para todas as considerações é o como viabilizar a regulamentação. Isso ainda não está explícito e o que se tem é um caminho aberto para a discussão legal. ### O outro lado da moeda da regulamentação das IAs Do outro lado da moeda, existem argumentos que ponderam que grandes empresas que estão desenvolvendo [LLM](https://productoversee.com/ia-generativa-e-o-grande-destaque-do-google-i-o-2023-voce-ainda-tinha-duvidas/), IAs e ferramentas que se valem dessas tecnologias seriam as maiores beneficiadas com a regulamentação. Isso porque as regras de segurança e todas as exigências que podem ser feitas seriam barreiras para pequenas empresas, pesquisadores independentes e até para a geração de códigos-fonte abertos. Essa parcela do mercado não teria recursos para atender às exigências - legais, financeiras, de pessoas, de estrutura. [O professor Mark Riedl](https://www.vice.com/en/article/qjvkpv/openai-tells-congress-the-us-should-create-ai-licenses-to-release-new-models?utm%5Fsource=artifact) ainda chama a atenção para que não se desenvolva uma crença de que somente as grandes empresas de IA têm o conhecimento necessário para o estabelecimento de leis acerca da tecnologia. Ele ainda lembra que as empresas não deveriam escolher pelo que são legalmente responsáveis e alerta: as preocupações empresariais não são as mesmas da população. Nesse contexto, também podemos pensar no quanto esse tipo de tecnologia ficaria centralizada na mão de poucas e poderosas empresas, como OpenAI, Google e Microsoft, dependendo de como as leis de regulamentação forem conduzidas. Nesse debate, você joga suas fichas em qual lado da moeda? ## Casos polêmicos de IA pelo mundo Não é de hoje que as polêmicas envolvendo IA circulam pelo mundo. Para refrescar a memória, separei três casos que geraram um tremendo buzz. Você se lembra deles? ### IA consciente e engenheiro demitido Um caso recente e bastante emblemático foi a [demissão do engenheiro Blake Lemoine](https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2022/07/23/google-demite-engenheiro-que-considerou-inteligencia-artificial-consciente.htm?ref=productoversee.com) do Google. Na época, ele revelou que uma das linguagens aplicadas para conversas via chatbot fazia interações como uma pessoa em sua plena consciência. O profissional ainda disse que se ele não soubesse que estava conversando com uma IA, ele acharia que o diálogo era com uma criança que sabia alguma coisa sobre física. Na época, esse recurso ainda não estava liberado para usuários - hoje, já está e se chama LaMDA. A preocupação de Lemoine, segundo ele mesmo, era a falta de planejamento para a tecnologia. O Google se posicionou dizendo que as alegações do engenheiro eram infundadas e que ele tinha violado as políticas da empresa e de segurança de dados. ### Robôs vão dominar o mundo Em 2016, David Hanson, fundador da Hanson Robotics, apresentou a famosa robô Sophia em uma feira de tecnologia no Texas. Sophia é capaz de reproduzir expressões faciais e de interagir em conversas, a partir dos inputs. Em sua estreia ao mundo, quando questionada por Hanson se ela queria destruir os humanos, ela afirmou que sim. No ano seguinte, em 2017, Sophia ganhou uma companhia: o robô Han. Dessa vez, em uma conferência tecnológica que aconteceu em Hong Kong, Han disse à Sophia que seu foco deveria ser dominar o mundo, e não fazer um mundo melhor. Que dupla, hein? ### Alexa do mal A assistente virtual da Amazon, a famosa Alexa, já gerou desconforto para os usuários. Em 2018, algumas pessoas relataram que o dispositivo soltava gargalhadas malignas sem que o comando tivesse sido dado. Outro usuário relatou que deu, por algumas vezes, o comando para a Alexa desligar as luzes. Não só ela não o fez, mas parou de respondê-lo e começou a rir. Na época, a Amazon alegou que [trocou o comando](https://gizmodo.uol.com.br/amazon-alexa-echo-risada-maligna/?ref=productoversee.com) “Alexa, rir” para “Alexa, você pode rir”, de modo que as confusões por parte da assistente virtual fossem evitadas. Criar uma tecnologia ou desenvolver um produto demanda, em primeiro lugar, uma postura ética das pessoas que o idealizam. Separei um artigo que vai te explicar [como criar produtos éticos](https://productoversee.com/como-criar-produtos-eticos/). Afinal, em um mundo cheio de disputas, é preciso entender, antes de tudo, as premissas básicas. ### Ferramentas no-code. Todos podem fazer seu produto digital URL: https://productoversee.com/blog/ferramentas-no-code-todos-podem-fazer-seu-produto-digital/ Last updated: 2023-05-23T15:30:50.000Z No contexto complexo do ambiente digital, para geração de produtos de programas, sites e aplicativos. Era necessário a figura de uma profissional expert na programação, com o tempo isso vem cada vez mais sendo facilitado por ferramentas (softwares) , onde precisa de conhecimento básico de programação ou nenhum. Exponencializando a oportunidade de geração de produtos está disseminada em todas as idades, áreas de negócio de forma bem simples e intuitiva, e esse assunto que é explorado neste artigo. Até o momento existia muita complexidade para a criação desses produtos, onde somente pessoas especializadas com conhecimentos em “ programação códigos” poderiam escrever ou até mesmo interpretá-los para conseguir alcançar o objetivo de ter um produto digital. Nesse ambiente digital a figura do “programador/desenvolvedor”, atualmente mais como ‘DEV’, é a pessoa principal, que tem o conhecimento da linguagem de programação, que poderá ser escrita onde o computador irá compreender e gerando assim o resultado esperado, pelo seus usuários e/ou clientes. Ainda comentando o ambiente complexo, temos a “sopa de letrinhas” de linguagens de programação. Assembly, Fortran basic, clipper, pascal, cobol, .net, asp, java, go , ruby rails, php e vários frameworks de linguagens, entre muitas outras. No início tínhamos a linguagem de baixo nível (onde se trabalhava com registros e ponteiros de forma mais próxima ao hardware) , onde tínhamos um nível de complexidade maior de entendimento e praticamente somente as pessoas programadoras, como assim chamadas, escreviam os códigos, e inicialmente existia nesse momentos livros de programação , ou cds, (limitando o acesso das pessoas ao aprendizado), nesse tempo os produtos finais eram os programas e com alta curva de aprendizado. Atualmente, pessoas programadoras criam camadas com o tempo, ou seja , facilitou-se a forma de escrita, com isso cada vez mais pessoas adquirem acesso, maior compreensão de leitura e escrita dos códigos, diminuindo a curva de aprendizado. Juntamente com os sites, vídeos e aulas onlines.Com esse poder de aprendizado, a velocidade de camadas implementadas tiveram um crescimento exponencial. ## Ferramentas no-code: a democratização da tecnologia para todos Hoje temos uma quantidade de camadas muito grande de programação, já feita entre o produto que o cliente vê, e o hardware que processa esses dados. Chamamos de framework, que ajuda com funcionalidades prontas para os desenvolvedores. Esses mesmos desenvolvedores , aumentam esse nível de camada não sendo necessário por parte do usuário escrever o código (codificar), para criar seu site ou app. Esse nível de camada na programação, criam as ferramentas no-code. Essas ferramentas são a democratização da tecnologia para todas as pessoas, não exigindo:codificação, conhecimento de linguagem, necessidade de procurar servidor de hospedagem e conhecimento em banco de dados. Dessa forma, qualquer pessoa independente da sua área conseguirá de forma rápida e simples aprender a ferramenta e construir seu próprio produto, não precisando da obrigatoriedade de ter a figura de uma passa desenvolvedora. Essas ferramentas no-code, vem por finalidade principal ajudar pessoas a construir suas aplicação e de forma realmente simples, aumentando a curiosidade e despertando o interesse pela sua baixa curva de aprendizado, e velocidade com que temos prévias deste produto muito rápida, tornando mais fácil qualquer modificação que deseja ser realizada pelo usuário. Atualmente todas essas ferramentas são on-line, com isso não há necessidade de instalação de qualquer novo produto no computador, podendo ser feito em qualquer um. ## Pontos positivos e negativos das ferramentas no-code _This post is for subscribers only._ ### O que é avaliado em uma entrevista técnica para pessoas de produto URL: https://productoversee.com/blog/o-que-e-avaliado-em-uma-entrevista-tecnica-para-pessoas-de-produto/ Last updated: 2023-05-22T17:10:12.000Z Quem é de produto ou está migrando para área e está em busca de novas oportunidades já passou ou ainda vai passar por uma etapa de entrevista técnica, comumente adotada nos processos de seleção da área. Antes de explicar o que de fato é esperado nessa fase, é necessário entender porque essa etapa é tão importante e o que pode fazer as pessoas não passarem nela. # **Por que entrevista técnica?** Quando a profissão de produtos começou a se popularizar, os processos seletivos adotavam, além das etapas de entrevista com RH e com o gestor, a famosa apresentação de case. Nesta apresentação, os candidatos selecionados, recebiam um material prévio e tinham algum tempo (entre 3 dias a 1 semana) para preparar um “estudo de caso”, analisando o problema proposto e sugerindo novas soluções. Porém, o dia a dia de quem trabalha com produto costuma ser bastante ocupado, cheio de compromissos com o time, gestão, stakeholders, etc. Sendo assim, muitos bons candidatos deixavam de realizar a etapa de apresentação de case, por não conseguir dedicar o tempo necessário para sua preparação, durante uma semana de trabalho. Percebendo que esta etapa não era tão eficiente quando o esperado, os gestores técnicos e equipes de atração de talentos, começaram a adotar um processo similar aos já adotados fora do Brasil: uma conversa técnica, em que nenhum material prévio precisa ser elaborado e, um problema é apresentado para o candidato em “tempo real”. O objetivo desse tipo de entrevista, normalmente, é entender a estrutura de pensamento do candidato, na resolução desse problema apresentado. Desta maneira, é possível trazer cada vez mais pessoas para esta etapa, já que não é necessário dedicar horas na produção de um estudo de caso prévio e, dentro dessa interação é possível perceber a “senioridade” e a complexidade dos problemas que aquela pessoa já resolveu anteriormente. # **Dicas do que e como pensar** _This post is for subscribers only._ ### Conheça Linda Yaccarino, a nova CEO do Twitter indicada por Musk URL: https://productoversee.com/blog/conheca-linda-yaccarino-a-nova-ceo-do-twitter-indicada-por-musk/ Last updated: 2023-05-19T19:03:46.000Z [Linda Yaccarino](https://www.linkedin.com/in/lindayaccarino?ref=productoversee.com), ex-chefe da NBCUniversal, torna-se a nova CEO do Twitter, indicada por Elon Musk. Espera-se que sua experiência em vendas de publicidade ajude a enfrentar os problemas da plataforma. As expectativas de mudança surgem, mas os desafios ainda são muitos. Após uma enquete feita pelo então CEO da plataforma em dezembro do ano passado, Elon Musk tomou a decisão de deixar o cargo de CEO do Twitter. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/05/data-src-image-a690f536-f73a-447d-b006-cef23c07b64d.png) *Enquete feita por Elon Musk sobre sua saída do Twitter - Reprodução: Twitter* *Enquete feita por Elon Musk sobre sua saída do Twitter - Reprodução: Twitter* A pesquisa, que foi feita por Musk, mostrou que a maioria dos usuários se posicionaram a favor da mudança. A enquete recebeu cerca de 17 milhões de votos, sendo 57% deles a favor de sua saída, e 42% pedindo que o bilionário continuasse no comando da rede social. No domingo, após o resultado negativo da votação, Elon Musk usou novamente a plataforma para dizer que respeitaria a decisão dos resultados. Na última sexta-feira (12), o milionário retornou às redes para confirmar sua saída e a entrada da então nova CEO do Twitter, Linda YAccarino, agora ex-chefe da NBCUniversal. Linda passará por uma [transição de carreira](https://productoversee.com/members/transicao-de-carreira/), agora que estará à frente do Twitter. Neste artigo, vamos conhecer melhor quem é a nova CEO do Twitter! ## Quem é Linda Yaccarino, a nova CEO do Twitter? Com uma extensa carreira no ramo da publicidade, Linda Yaccarino tem 60 anos e vem de uma família tradicional católica e italiana. Linda já vem ganhando destaque há algum tempo no campo publicitário! Seu último cargo de sucesso de Yaccarino, foi na NBCUniversal, iniciado no ano de 2011, na função de head de vendas. Após esse período, Linda foi ganhando destaque e se tornou chairman, líder de publicidade e parcerias no ano de 2020, cargo que ocupava até os dias atuais. Antes de começar sua carreira na NBCU, Yaccarino chegou a desempenhar um papel fundamental na Turner, conglomerado de mídia dos Estados Unidos, durante quase vinte anos. Nesse período, ela liderou uma iniciativa de substituição de transmissão, trabalhando em maneiras para posicionar canais pagos da empresa de forma altamente competitiva. Linda Yaccarino já deixou claro em algumas falas que não possui muita afinidade com as plataformas sociais. A mesma chegou a provocar diretamente o Facebook em em upfront da NBCU em 2017, quando questionou, em tom desafiador, o que seria afinal de contas uma “visualização”, em redes sociais. ## Quais serão os focos de Linda como nova CEO do twitter? Após a confirmação de Elon Musk, sobre a nova CEO do Twitter, o primeiro pronunciamento de Linda foi feito através da plataforma. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/05/data-src-image-84327cf8-1bcc-46ee-b42d-20a4d806f839.png) *Reprodução/Twitter* No tweet, Linda agradece a Elon Musk pela indicação e colocação do cargo, e diz estar animada para trazer ao Twitter a visão de “criar um futuro melhor". A gestora deve trabalhar em conjunto a Musk na busca de novas [estratégias de negócio](https://productoversee.com/members/estrategia-de-negocio-e-produto/) para converter a rede social do passarinho em uma Plataforma “X”, um super aplicativo que integrará diversos recursos em um único espaço. Lynda foi recrutada também com a função de recuperar a confiança dos usuários na plataforma, atraindo novas alianças estratégicas e promovendo rentabilidade para a rede social. Desde que o bilionário tomou as rédeas do Twitter, a plataforma vem passando por difíceis fases, chegando a dispensar quase três quartos de seus funcionários. Além disso, desde o início da transição, os usuários da plataforma demonstram o descontentamento com as mudanças contínuas na dinâmica do aplicativo, lideradas por Musk. Analisando a situação em que o Twitter se encontra hoje, Linda pode ter sido uma ótima escolha! A nova CEO do Twitter assume o negócio com intenção de revitalizar a cultura anterior à era de Musk, amplificando a abordagem tecnológica do executivo e restabelecendo a confiança dos anunciantes, dada sua expertise em vendas de publicidade. ## Como Elon Musk espera que Linda atue no Twitter? Em Outubro de 2022, muitos rumores vieram à tona sobre uma possível venda do Twitter para Elon Musk. Após 6 meses de idas e vindas, o acionista tomou a decisão de realmente comprar a plataforma. A compra foi efetuada pelo valor estimado de US$44 bilhões. Após a aquisição, Musk assumiu a dívida do aplicativo que totalizava o valor de US$13 bilhões e envolvia investidores como a empresa de serviços financeiros Morgan Stanley e o Bank of America, um dos maiores bancos dos Estados Unidos. Recentemente, o time de Elon Musk disse que está planejando angariar uma quantia de US$3 bilhões para efetuar um pagamento parcial referente à dívida. A nova CEO do Twitter terá um caminho árduo e delicado pela frente, já que fazer o [gerenciamento de fluxo](https://productoversee.com/gerenciando-fluxo-prioridade-valor-e-riscos/) de uma empresa como o Twitter não será fácil. Porém, isso não parece ser um problema para Linda, já que a executiva possui uma renomada reputação no mercado, sendo considerada uma negociadora implacável, que costuma definir o tom das negociações de valores por onde passa. Com sua larga experiência em vendas de publicidade, espera-se que Linda ganhe novamente a confiança dos anunciantes e, a partir disso, ajude a reverter a crise financeira e restabeleça a confiança na rede social, que foi muito prejudicada em sua credibilidade durante a gestão de Elon Musk. A nomeação de Lynda Yaccarino como nova CEO do Twitter traz expectativas sobre mudanças na plataforma, com foco total em gestão de danos e crescimento. Resta aguardar para ver como a liderança e sua visão estarão ligadas ao Twitter e como a rede irá avançar sob suas rédeas, ainda mais com a ideia de plataforma “X” criada por Elon Musk. E você? O que espera das mudanças na plataforma? ### A Importância de boas práticas da gestão de stakeholders em Product Marketing URL: https://productoversee.com/blog/a-importancia-de-boas-praticas-da-gestao-de-stakeholders-em-product-marketing/ Last updated: 2023-05-19T10:45:54.000Z A gestão de stakeholders na área de [Product Marketing](https://productoversee.com/tag/product-marketing/) é uma importante habilidade para o sucesso do planejamento, lançamento e sustentação de um produto no mercado. Requer identificar os principais stakeholders, entender suas necessidades e interesses e construir uma relação de confiança. Envolve a conexão com os times de produto, marketing, vendas, customer success e qualquer outro player que orbita em volta do produto para se certificar de que todas as partes possuem o conhecimento necessário sobre o mercado para que atinjam seus objetivos como áreas. Apesar do desafio dessa função, é possível criar uma rotina na qual se estabeleça uma relação produtiva com esses stakeholders e se obtenha sucesso ao demonstrar o valor que Product Marketing agrega a cada um desses atores em seus desafios. ## Boas práticas da gestão de stakeholders Na busca de compreender e desenvolver um pouco mais essas habilidades, conversei com [Fernanda Sujto](https://www.linkedin.com/in/fsujto/?ref=productoversee.com), atualmente, Product Marketing Manager Lead no Quinto Andar, a maior plataforma de moradia da América Latina. A profissional gosta de definir seu trabalho se baseando no que [Marcus Andrews](https://twitter.com/Marcus%5FAndrews?ref=productoversee.com) costuma dizer sobre o papel de PMM: uma marketeira generalista marinando em um negócio. Acumula 15 anos de experiência de mercado, tanto em startups quanto em grandes empresas já estabelecidas, nacionais e multinacionais. Para partirmos do mesmo ponto de entendimento do conceito, iniciei a conversa perguntando à Fernanda o que ela considera ser um stakeholder da área de Product Marketing: > “Considero que os stakeholders podem variar de empresa para empresa devido ao desafio e o escopo de PMM também ser diferente em cada lugar, o que faz parte da maturação da profissão. Diante disso, eu diria que os stakeholders são todas as pessoas ou entidades fundamentais que possuem relação com o produto de alguma maneira e que podem impactar a forma de criar e levar o produto ao mercado”. Fernanda aproveitou também para comentar que o trabalho de Product Marketing se divide em dois grandes blocos: Fundamentos e Go-To-Market. _This post is for paying subscribers only._ ### IA generativa é o grande destaque do Google I/O 2023. Você ainda tinha dúvidas? URL: https://productoversee.com/blog/ia-generativa-e-o-grande-destaque-do-google-i-o-2023-voce-ainda-tinha-duvidas/ Last updated: 2023-05-24T14:00:25.000Z A [Inteligência Artificial Generativa](https://productoversee.com/a-percepcao-de-valor-das-generatives-ai-comeca-agora/) foi o grande destaque do Google I/O2023: experiência imersiva do Google Maps, o novo LLM e os recursos incluídos no recém-lançado Bard foram algumas das novidades. Se ainda havia alguma dúvida de que a empresa prioriza o desenvolvimento de IA, o CEO do Google, Sundar Pichai, evidenciou que os produtos core foram revisitados com o olhar direcionado à IA. Nem todos os recursos estão disponíveis no Brasil, como é o caso do Bard, principal concorrente do ChatGPT. Enquanto esperamos todas as novidades chegarem, ficamos de olho nas principais atualizações e nos lançamentos. Se você não está por dentro do que rolou no Google I/O, separamos nove destaques. Confira! ## 9 destaques do Google I/O 2023 para você ficar de olho ### 1\. Lançamento do Google Pixel Fold O primeiro celular dobrável da Google também é o mais fino do mercado. O device conta com o processador Tensor G2, que traz rapidez e segurança, de acordo com a marca. O Google Pixel Fold conta com experiência multitelas, câmera de 48 megapixels e recurso para traduzir conversas ao vivo. _This post is for subscribers only._ ### Como priorizar quando seu time cuida de mais de um produto? URL: https://productoversee.com/blog/como-priorizar-quando-seu-time-cuida-de-mais-de-um-produto/ Last updated: 2023-05-22T17:10:37.000Z Priorizar vários produtos e tipos de usuários pode ser um desafio, especialmente no ambiente acelerado que vivemos hoje. A chave é entender as conexões entre seus produtos e usuários, encontrar uma métrica comum para medi-los e comunicar-se efetivamente com os stakeholders. Ao fazer isso, você pode simplificar o processo de priorização, garantir que todos estejam alinhados e alcançar a eficiência e os resultados que as empresas procuram. Muito se discute na área de produto em relação a como priorizar, qual modelo de priorização usar, como avaliar valor e esforço, porém sinto que tudo isso imaginando que a rotina do dia-a-dia funciona igual ao livro Inspirado e sabemos que não é sempre assim. A priorização se torna ainda mais fundamental no momento atual de maior eficiência e resultados de curto prazo almejados por toda empresa, no qual cada vez mais se discute em como "fazer mais com menos". Mas e quando um time é responsável por mais de um produto, envolvendo mais de um tipo de usuário, como eu priorizo? ## Entenda se e como seus produtos estão conectados Idealmente sabemos que um time deveria cuidar de um único produto, porém, nos cenários que estive em que isso não ocorreu, me deparei com duas realidades em relação ao porquê: 1. A escolha foi feita por decisões de tecnologia, por conta da arquitetura de desenvolvimento existente: provavelmente os produtos em termos de entrega de valor não se conversem entre si, então a priorização deve ser pensada em outros aspectos; 2. A escolha foi feita por decisões de negócio, em que a mudança em um acarreta em mudanças para o outro: isso significa que mesmo sendo produtos e usuários diferentes, eles possuem métricas em comum que podem ser usadas para priorizar e receber o valor esperado. Exemplificando: em uma empresa de delivery o time que eu estava atuando era responsável por: - Centro de ajuda de suporte ao entregadores - Plataforma interna de pedidos, onde entravam as reclamações desses usuários aos agentes que forneceriam uma solução para o problema deles. Mesmo existindo dois usuários e dois produtos, as métricas para ambos eram as mesmas: tempo de solução da reclamação, quantidade de reclamações e satisfação. Em dado momento o foco do negócio era diminuição de custos, portanto priorizamos soluções automáticas para os entregadores, visando diminuir a quantidade de reclamações, principalmente em horários de pico. Em outro momento, o foco do negócio era fidelização dos usuários, onde entendemos que diminuir o tempo de solução da reclamação do agente garantia maior satisfação do entregador, aumentando a fidelização, portanto o foco foi em melhorar a ferramenta para que os agentes para que pudessem ter todas as respostas fáceis para as reclamações. ## Compare bananas com bananas _This post is for subscribers only._ ### Guia de sobrevivência para PMs em reuniões de status report URL: https://productoversee.com/blog/guia-de-sobrevivencia-para-pms-em-reunioes-de-status-report/ Last updated: 2023-05-17T10:45:41.000Z ## Certeza que você tem uma reunião dessas… Por isso, precisa se preparar! Dava um frio na barriga às 10h da manhã das segundas-feiras. Além de não ser um dos dias mais queridos da semana, esse era o horário de “prestar contas” do que tinha que fazer. Certa vez, fui questionado em alguma segunda qualquer, sobre uma entrega prometida para um dos clientes. Bom, eu estava em um produto B2B, então sabe como é… Sempre tem aquele cliente que pede algo mais. Pelo meu histórico, não havia nada registrado, alinhado ou sequer debatido. Me defendi, e o que ouvi não foi nada agradável: “já tínhamos batido o martelo sobre isso faz tempo”, “vai ser complicado falar para o cliente que não tem nada iniciado”, “esse assunto não é novo”... Você aprende a se esquivar dessas indagações em reuniões com gerentes e diretores, mas o mal-estar, infelizmente, tende a perdurar. Meus amigos e minhas amigas, independente da companhia ou do tipo de negócio que você atua, a única verdade na vida de quem atua com produto não é se vai fazer *discovery* ou se vai usar o Jira… A verdade absoluta é que você vai ter que fazer *status report*. E isso pode se traduzir de diferentes formas: *weekly, steering meeting, product review*,alinhamento com área de negócios. Muitas reuniões que envolvem pessoas de outras áreas que querem acompanhar o seu produto podem gerar desconforto nos Product Managers. Isso tende a acontecer, principalmente, quando as [lideranças de produto deixam de alinhar expectativas](https://productoversee.com/o-que-product-managers-devem-cobrar-dos-lideres-2/), ou simplesmente entram mudo e saem calados nessas reuniões (acredite, isso é mais normal do que muita gente imagina!). E o pior de tudo isso é: os PMs ficam extremamente vulneráveis, e os *stakeholders,* muitas vezes acabam não entendendo os *status* dos produtos que acompanham. _This post is for subscribers only._ ### PM Tookit URL: https://productoversee.com/pmtookit/ Last updated: 2025-08-18T17:37:18.000Z Nossa curadoria de links de estudos, vagas, blogs e outros conteúdos sobre gestão e liderança de produtos digitais. _This post is for paying subscribers only._ ### Como os princípios da Agilidade Moderna podem maximizar a produtividade das equipes de desenvolvimento de produtos URL: https://productoversee.com/blog/como-os-principios-da-agilidade-moderna-podem-maximizar-a-produtividade-das-equipes-de-desenvolvimento-de-produtos/ Last updated: 2023-05-22T17:11:58.000Z Empresas inovadoras e líderes do mercado descobriram ao longo dos últimos anos maneiras mais simples e eficientes de praticar a agilidade, com foco na produção de resultados incríveis e no desenvolvimento de uma cultura excepcional. Está na hora de abandonarmos práticas antiquadas em favor de abordagens mais modernas e eficazes. Atualmente, grande parte das equipes de desenvolvimento utilizam metodologias ou frameworks ágeis no seu dia a dia com o objetivo de alavancar resultados e produtividade. No entanto, os princípios e valores que a maioria das pessoas conhece são do Manifesto Ágil, que já completou 22 anos desde sua publicação, trazendo espaço para novos princípios como a Agilidade Moderna, que se trata de uma abordagem mais recente para maximizar resultados, e ainda muito pouco difundida no Brasil. O termo foi criado e explicado por Joshua Kerievsky, fundador e CEO da Industrial Logic, no ano de 2016. ## Uma visão geral da Agilidade Moderna Os princípios ágeis, embora tenham causado uma revolução na forma como criamos softwares, e ainda que sejam muito úteis nos dias de hoje, foram introduzidos em 2001\. O mundo da tecnologia evolui muito rapidamente e a agilidade precisa acompanhar essa evolução, se adaptando a novas realidades. A Agilidade Moderna pode ser considerada como o manifesto atualizado e com um escopo muito mais amplo do que sua contraparte convencional. O objetivo da Agilidade Moderna é fornecer a todas as organizações voltadas para a inovação uma maneira mais simples, otimizada e focada de se tornar ágil. Seu foco está no desenvolvimento de uma cultura de trabalho incrível, juntamente com a entrega de soluções/resultados dignos de elogios. Não é à toa que gigantes da tecnologia como Google, Amazon, Airbnb, Etsy, entre outras, já colocaram esses princípios em prática. Para Kerievsky: > *“...a Agilidade Moderna é uma comunidade para pessoas interessadas em descobrir melhores maneiras de obter resultados impressionantes. Ela aproveita a sabedoria de muitos setores e é baseada em princípios e livre de estruturas”*. Além disso, ele não define a Agilidade Moderna como um framework ou metodologia, mas uma comunidade que compartilha histórias baseadas em quatro princípios norteadores, que falaremos a seguir. ## Os 4 princípios da Agilidade Moderna _This post is for subscribers only._ ### Eleve seu nível no ChatGPT URL: https://productoversee.com/blog/eleve-seu-nivel-no-chatgpt/ Last updated: 2023-05-12T10:45:59.000Z --- A quantidade de coisas que dá para fazer com o ChatGPT é impressionante, é quase viciante. Confesso que lá no começo eu estava cético, até demorei mais do que devia para começar a utilizá-lo (e se você não começou ainda, está mais que atrasado). Me lembro de nos primeiros dias as respostas que o GPT me dava eram todas ruins. E o motivo para isso estar acontecendo certamente não era que ele não sabia o que eu estava perguntado, mas sim que eu não sabia perguntar direito. Dominar prompts é uma habilidade que possivelmente será muito cobrada daqui para frente. Por isso, entender como escrever bons prompts vai te ajudar a elevar o seu nível no ChatGPT, te fazendo extrair muito mais da ferramenta. De tudo que estudei até agora, listo aqui para vocês os meus principais aprendizados com prompts que podem ajudar vocês a subirem de nível no ChatGPT. # Entenda a estrutura dos prompts Existe uma forma mais otimizada de escrever prompts, que você pode seguir para conseguir melhores respostas. A estrutura é a seguinte: **Tópico:** O assunto que eu quero abordar **Público:** As pessoas que eu quero impactar **Objetivo:** Qual o resultado que eu quero obter **Exemplo:** **Tópico:** O impacto da IA no futuro do trabalho **Público:** Executivos e gestores de negócios em diversas indústrias **Objetivo:** Informar e educar o público sobre as maneiras como a IA está transformando o mundo do trabalho e oferecer insights sobre como as empresas podem se adaptar e prosperar nessa nova era de automação. Sempre que conseguir, siga essa estrutura, porque quanto mais específico e claro você é, melhores serão as respostas que você irá receber. Além disso: _This post is for paying subscribers only._ ### O que Epicteto ensina sobre gestão de produtos URL: https://productoversee.com/blog/o-que-epicteto-ensina-sobre-gestao-de-produtos/ Last updated: 2023-05-12T00:20:11.000Z Ao longo da leitura do [Manual de Epicteto](https://amzn.to/3HOMJ9q?ref=productoversee.com), que foi um filósofo grego da corrente filosófica do estoicismo, fui percebendo que vários dos princípios discutidos poderiam ser facilmente aplicados no meu trabalho diário como profissional de produto. Então, elenquei três princípios fundamentais que podem transformar a forma como você pensa e trabalha. ## PRINCÍPIO 1 - Foque no que pode controlar > **“Entre as coisas que existem, há aquelas subordinadas a nós e as não subordinadas a nós” –** Manual de Epicteto Uma das principais ideias de Epicteto é saber distinguir entre o que está sobre o nosso controle e o que não está. As coisas dentro do nosso controle são todas relacionadas ao nosso próprio pensamento, impulso de agir e o evitar, em resumo, todas as ações que executamos; as coisas que estão fora do nosso controle são todas as ações que não somos nós que executamos. Muitas vezes no dia do profissional de produto, lidamos com uma série de incertezas e variações, como as opiniões dos usuários, as mudanças no mercado e em vez de nos preocuparmos, devemos focar no processo de delivery, no alinhamento de expectativas com os *stakeholders* e o *squad*, e a estratégia geral do produto. Caso foquemos no que não está na nossa alçada, vamos nos encontrar diante de vários obstáculos, sofrer angústia e preocupação. E até mesmo acabar condenando os usuários “que não sabem usar a *feature*”, o mercado que ainda não está preparado, o *stakeholder* que não respondeu aquela mensagem e por aí vai. Quando trazemos a responsabilidade para nós, nos colocamos em um espaço em que só depende de nossas próprias ações o resultado ser positivo, então as chances de sucesso aumentam significativamente. > “*Mas nem tudo a gente consegue trazer para responsabilidade de produto!"* E sendo bem sincera com você, tem como sim! Estou atuando na construção de uma plataforma educacional, desde do fim do ano passado, e desde do início vários pontos deram errado, seja a comunicação com *stakeholder*s até atraso nas entregas. Por um bom tempo eu acreditava que a “culpa” não era minha, era o desenvolvedor que estava atrasando, era o cliente que não conseguia se comunicar por e-mail, e assim eu coloquei os problemas no espaço de terceiros. Eu não tinha como mudar a cliente e fazer ela criar o hábito de me retornar por e-mail, eu não tinha como fazer o trabalho de uma pessoa desenvolvedora, então assim eu fiquei sem poder de ação. Quando eu percebi que se talvez o melhor a se pensar não era “a pessoa desenvolvedora está atrasando as entregas”, mas sim me questionar: “eu escrevi de forma clara a história?; organizei o *roadmap* da melhor forma? priorizei bem as implementações?”. Ou, olhando pelo ponto de vista com os *stakeholders:* “será que propor uma *weekly* ou uma *daily* com o cliente vai tornar a comunicação mais fluida?”. Foi aí que a situação melhorou significativamente. ## PRINCÍPIO 2 - Mantenha uma perspectiva ampla > **“Quando te dispões a realizar alguma ação, recorda-te de qual é a natureza dessa ação” –** Manual de Epicteto Com o passar do tempo, nós como profissionais de produto podemos passar a nos apegar demais aos detalhes e acabar esquecendo a visão geral do produto. É importante que você saiba com clareza o porquê vai ser implementada determinada *feature*, qual o valor que ela traz para o usuário e para a empresa, pois esses são eixos norteadores para a construção ou evolução do produto. Esteja consciente sobre as decisões que você toma no final, o motivo de seguir por determinado caminho no produto ou por outro e que esteja alinhada com a visão de longo prazo, pois uma decisão - uma implementação que não esteja de fato alinhada - pode gerar um impacto negativo na imagem do produto e na receita. Por isso, é tão importante entender o problema que estamos nos propondo a resolver, deixar claro o motivo pelo o qual estão construindo aquilo. Entendimento profundo sobre contexto é a diferença entre pessoas de produtos boas e ótimas, porque caso a solução falhe você não terá dificuldades para buscar novas soluções. ## PRINCÍPIO 3 - Tenha Equanimidade > **“Se estás saindo para tomar banho, antecipa mentalmente o que acontece numa sala de banhos” –** Manual de Epicteto Não somente Epicteto, mas o estoicismo em si, encoraja a nos manter com uma mente tranquila e equilibrada mesmo em situações estressantes ou difíceis. No dia de uma pessoa de produto isso significava manter a calma, a compostura e não se deixar levar pelas emoções, quando a *feature* ou produto lançado não tem a recepção esperada pelos usuário ou clientes. Então quando estiver na fase de construção do *roadmap* para uma determinada implementação, visualize todos os possíveis riscos, erros que possam vir acontecer e assim você irá executar o projeto com uma maior segurança. E quando acontecer algo, você se manterá diante do acontecimento de maneira objetiva. ## Como eu faço para visualizar isso? Para realizar essa antecipação mental, vou falar em um aspecto mais científico: temos que fazer mais uso do nosso córtex pré-frontal ventromedial (VMPFC) [responsável pelo processamento emocional](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10377356/?ref=productoversee.com) e principalmente o dorsolateral (DLPFC) [responsável pelo planejamento, à tomada de decisões cognitivas e à inibição do comportamento impulsivo](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15072681/?ref=productoversee.com). O cérebro [não é propriamente um músculo no sentido fisiológico](https://www.cognifit.com/br/cerebro?ref=productoversee.com), mas ele pode ser treinado e melhorado por meio do uso constante e da prática. Para trabalhar e facilitar esse processo de visualização no cotidiano de produto, é necessário estimular essas regiões VMPFC e DLPFC, por meio de jogos cognitivos que exijam concentração, memória e resolução de problemas. Isso pode acontecer através de jogos da memória, quebra-cabeças, [videogames ](https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3461277/?ref=productoversee.com)e RPGs, mas caso você não seja uma pessoa que gosta muito desse tipo de atividade, [exercícios aeróbicos](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18927158/?ref=productoversee.com), [mediação ](https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2040428/?ref=productoversee.com)e prática de [*mindfulness* ](https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3090218/?ref=productoversee.com)são uma ótima forma de exercitar também. ## Concluindo Epicteto, um filósofo grego da corrente filosófica do estoicismo, nos ensina valiosas lições sobre a gestão de produtos que podem ser aplicadas no dia a dia de profissionais da área. Através de seus ensinamentos, aprendemos a focar no que está sob nosso controle, manter uma perspectiva ampla e equilibrada, e a buscar um entendimento profundo sobre o contexto em que atuamos. Ao aplicarmos esses princípios em nossa rotina de trabalho, transformamos nossa forma de pensar e agir, tornando-nos mais eficientes, resilientes e produtivos. Focar no que está sob nosso controle, por exemplo, nos ajuda a evitar preocupações e angústias desnecessárias, mantendo o foco no processo de delivery, no alinhamento de expectativas com stakeholders e no sucesso do produto. Manter uma perspectiva ampla, por sua vez, nos ajuda a entender melhor o contexto em que estamos atuando, permitindo-nos tomar decisões mais acertadas e alinhadas com a visão de longo prazo do produto. E, por fim, a equanimidade nos ajuda a manter a calma e a compostura em situações difíceis, evitando que nossas emoções prejudiquem o desempenho do produto ou impactem negativamente a imagem da empresa. Esses princípios podem nos ajudar a lidar melhor com as incertezas e as variabilidades no dia-a-dia não somente do trabalho, mas também dessas constantes mudanças no mundo, com surgimento de IA e *layoffs*. Essas lições de Epicteto sobre a gestão de produtos são uma verdadeira fonte de inspiração e sabedoria para profissionais da área. Ao aplicarmos esses princípios em nosso dia a dia, podemos obter resultados incríveis e alcançar o sucesso tão almejado em nossos projetos e carreiras. Mas não é fácil, exige energia para mudança mental de hábitos enraizados. ### Se você se interessou pelo tema, trago recomendações para se aprofundar: - Livro de outros grandes mestres do estoicismo: Sobre a brevidade da vida de Sêneca e Meditações de Marco Aurélio; - Livro introdutório à filosofia: O Mundo de Sofia, foi lá que conheci as vertentes filosóficas em que me identifiquei com o estoicismo; - Plataforma [PubMed](https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/?ref=productoversee.com) para saber ler artigos científicos da área biomédica. ### Descobrindo as melhores práticas para entender e desenvolver produtos técnicos de sucesso URL: https://productoversee.com/blog/descobrindo-as-melhores-praticas-para-entender-e-desenvolver-produtos-tecnicos-de-sucesso/ Last updated: 2023-05-11T12:11:56.000Z A etapa de discovery em times de produto ainda é muito aberta. Mesmo com diversas boas práticas escritas por especialistas da área ou por colegas de trabalho, ainda temos um processo que é bastante individual que depende muito do contexto em que está inserido. Existem diferentes abordagens que os profissionais de produto utilizam para conduzir o processo de discovery. Por exemplo, alguns realizam entrevistas com usuários, enquanto outros analisam as plataformas de seus concorrentes ou buscam informações em documentações internas para entender o funcionamento de serviços. Independentemente do método escolhido, o objetivo geral do processo de discovery é compreender melhor um problema e encontrar a melhor forma de desenvolver uma solução para ele. Ao lidar com produtos técnicos, o processo de discovery pode ser um pouco diferente em comparação com o desenvolvimento de plataformas convencionais. Algumas dificuldades podem surgir ao tentar entender as necessidades do usuário, que em muitos casos pode ser um membro interno da empresa ou um desenvolvedor de um parceiro. Além disso, a solução pode estar sendo desenvolvida especificamente para o contexto daquela empresa, dificultando encontrar referências de “concorrentes” que já implementaram algo semelhante. Neste artigo, apresentaremos algumas técnicas que aprendemos nos últimos meses para conduzir o processo de discovery em produtos técnicos e como você pode utilizá-las para obter informações relevantes que ajudem na construção do que é necessário. ### Contextualizando produtos técnicos De maneira geral, todo produto possui uma camada técnica por trás de sua interface de usuário. Não é possível construir uma solução sem desenvolver toda uma infraestrutura que inclui máquinas virtuais, bancos de dados, processadores de informações e integração com outros serviços. A diferenciação entre produtos está mais relacionada com o output que sua equipe entrega no final do ciclo. Pegando como exemplo um aplicativo bancário, enquanto uma equipe se concentra na criação da experiência do usuário, com telas e interações, outra equipe é responsável por desenvolver a infraestrutura que será utilizada pelo aplicativo. Os exemplos de produtos técnicos incluem o desenvolvimento de APIs (Application Programming Interface), construção de infraestruturas de tratamento de dados (ETL, por exemplo), integração com soluções de terceiros, criação de microsserviços, gerenciamento de dados, entre outros. Em geral, os produtos técnicos são utilizados principalmente pelos desenvolvedores da equipe ou empresa. Eles são os serviços habilitadores da solução como um todo. ### Construindo produtos internos A construção de produtos internos é um caso de uso importante nas empresas. Neste caso, estamos nos referindo a soluções que serão construídas na empresa e serão utilizadas dentro do seu próprio contexto. _This post is for subscribers only._ ### Rompendo com nossos silos: ampliar horizontes é fundamental URL: https://productoversee.com/blog/rompendo-com-nossos-silos-ampliar-horizontes-e-fundamental/ Last updated: 2023-05-11T12:11:47.000Z Soluções inovadoras e oportunidades inexploradas podem ser descobertas onde menos se espera, por meio de pessoas ou segmentos que antes eram desconhecidos ou negligenciados. Desafie o status quo, amplie seus horizontes e conecte-se com mentes criativas de outras áreas, setores ou indústrias - essa conexão pode ser a peça-chave para o seu sucesso. Todos nós costumamos acompanhar com certa frequência o que nossos concorrentes estão fazendo, seja através de um benchmarking estruturado, ou apenas dando aquela espiada informal no dia-a-dia. Isso é algo comum (ou pelo menos deveria ser) na vida de um time de produtos. Entretanto, vejo muitas empresas ou times cometendo um grave erro e, de certa forma, se mantendo na zona de conforto, limitando suas análises aos concorrentes diretos ou indiretos da mesma indústria. Em meio à busca incessante pela disrupção e às incertezas do mercado, um obstáculo crucial para os nossos times e empresas é acompanhar o ritmo das rápidas mudanças do mundo, enquanto adotamos e colocamos em prática o aprendizado contínuo. Isso significa não apenas dissecar novos problemas e descobrir oportunidades inexploradas, mas também lidar com emoções desconhecidas que surgem ao longo do caminho. Velhas formas de pensar não são mais suficientes. Os métodos tradicionais de benchmarking são limitados à própria indústria, e apenas se esforçar para se igualar aos concorrentes só levará a um jogo de recuperação, nunca assumindo a liderança. Para realmente superar a concorrência, as organizações devem se libertar das restrições do passado e abraçar a inovação e novas perspectivas. Temos em nossas mãos o poder e a responsabilidade de acender o fogo do aprendizado, incentivando a nós mesmos e aos nossos times a buscar conhecimento em áreas e setores fora da nossa zona de conforto. É incrível como a transferência de práticas rotineiras de uma indústria para outra pode desencadear uma mudança revolucionária, especialmente quando vai contra o pensamento tradicional. Imagine as possibilidades ilimitadas que podem surgir da busca de inspiração além dos limites do seu setor. Se o seu objetivo é promover o crescimento rápido e a inovação, abraçar o desconhecido é uma obrigação. ## Para encontrar soluções criativas, olhe para fora da sua caixa No cotidiano é muito fácil cair na armadilha de ficar preso à nossa própria indústria. Muitas vezes acreditamos que nosso sucesso depende da descoberta de estratégias exclusivas do nosso setor. Mas e se pudéssemos sair dessa caixa e ampliar nossos horizontes? Ao explorar diferentes modelos de negócio, abrimo-nos a novos conceitos e ideias inovadoras que podemos aplicar e adaptar ao nosso próprio negócio. Mesmo que isso signifique aventurar-se em águas desconhecidas, a adoção da estratégia do Oceano Azul pode ser esclarecedora e nos proporcionar uma vantagem competitiva. Apesar dos benefícios potenciais, muitos ainda hesitam em adotar esse tipo de prática e quebrar barreiras. Muitas vezes ouço perguntas como: "Como podemos aplicar determinados conceitos (sejam eles de experiência do usuário, financeiro, estratégico, etc.) ao nosso modelo de negócio? Eles são completamente diferentes!" Mas com a mentalidade e a abordagem certas, as possibilidades são infinitas. Então, por que não sair de nossos silos e ver o que podemos aprender com esse imenso ecossistema de negócios mundo afora? ## Não tente reinventar a roda, comece simples Em alguns cenários, romper silos pode não ser tão simples. Mesmo em estruturas mais maduras, é preciso ter calma para não gerar mudanças bruscas e desconforto nos times envolvidos. Mas pode onde começar? Uma sugestão simples depois de ter identificado uma oportunidade ou solução vinda de uma indústria diferente da sua, é iniciar com pequenos testes, aplicando determinados padrões já reconhecidos e bem difundidos daquela indústria na sua realidade. Por exemplo: como as técnicas de otimização de conversão do e-commerce podem impactar no aumento de conversão do seu negócio sem qualquer ligação com esse setor? Por experiência própria, atingi resultados incríveis aplicando padrões dessa indústria em produtos sem qualquer tipo de relação, por serem padrões já muito conhecidos pelo perfil de usuário do meu negócio, que tinha familiaridade com compras online. Outra situação de muito sucesso foi na aplicação de técnicas de aquisição já muito comuns em determinados segmentos, mas que nunca tinham sido testadas por empresas do meu setor. A aplicação dessas técnicas foi algo extremamente disruptivo e o resultado causou um impacto tão positivo que alguns meses depois outras empresas copiaram a estratégia. O que quero dizer é que você não precisa mudar totalmente o seu produto ou construir novas features mirabolantes. Pelo contrário, comece com testes simples, aplicando novas estratégias em escala reduzida, com testes A/B, ajustes de processos, e o mais importante: defina indicadores e os acompanhe para garantir que esteja atingindo o resultado esperado. ## Expandia horizontes aproveitando ideias inovadoras de outros setores Em vez de se limitar a um território familiar, amplie seus horizontes e procure mentes criativas de outras áreas, setores ou indústrias. Certamente há problemas ou oportunidades similares às que você enfrenta hoje que já foram mapeadas, discutidas ou até mesmo resolvidas em negócios que você nem imagina, por pessoas sem limitações, noções preconcebidas ou preconceitos presentes no seu setor, o que pode levar a ideias inovadoras. Eles podem possuir a peça que faltava para o seu quebra-cabeça. Em conclusão, ampliar nossos horizontes além da própria indústria é fundamental para o desenvolvimento de soluções criativas e inovadoras. Buscar inspiração em diferentes setores e aplicar práticas bem-sucedidas em nossos próprios negócios pode levar a resultados surpreendentes. Começar com pequenos testes e ajustes de processos, ao mesmo tempo em que se monitora os indicadores de desempenho, é uma maneira eficaz de explorar novas abordagens sem arriscar demais. ## Referências - [Você é um intraempreendedor? Ter boas ideias é questão de sobrevivência.](https://exame.com/bussola/voce-e-um-intraempreendedor-ter-boas-ideias-e-questao-de-sobrevivencia/?ref=productoversee.com) - [Look Beyond Your Industry When Benchmarking for Success.](https://www.entrepreneur.com/leadership/look-beyond-your-industry-when-benchmarking-for-success/317274?ref=productoversee.com) ### Comentário sobre o artigo do Ben Horowitz - Good Product Manager/Bad Product Manager URL: https://productoversee.com/blog/comentario-sobre-o-artigo-do-ben-horowitz-good-product-manager-bad-product-manager/ Last updated: 2023-05-05T10:46:15.000Z Existem alguns artigos muito bons, mas bem antigos, que descrevem um pouco sobre o papel do Product Manager. É interessante, porque essa profissão tem ganhado muita visibilidade apenas agora aqui no Brasil. Sim, agora. Você pode pensar que essa disciplina é antiga... mas veja pelo ponto mais amplo da história. Houve e ainda está havendo uma mudança de percepção e comportamento do mercado sobre essa disciplina. Isso inclui pessoas e também empresas. Mas até mesmo nos EUA onde o mercado jé muito mais antigo e desenvolvido, o papel de PM é a cada dia mais requisitado e importante. Mas lá, com uma maturidade de mercado de tecnologia maior, o papel do PM, certamente, não é o exercido aqui. Lá, nas Big Techs, o PM muitas vezes tem um papel muito restritivo e com pouca autonomia. Em compensação, eles trabalham em produtos que causam impacto em milhões de usuários ao nível global. Aqui, poucas empresas tem impacto ao nível nacional, e menos ainda ao nível global. Voltando para o assunto desse texto. Um desses textos que trazem uma visão realista desse papel, é o [Good Product Manager/Bad Product Manager](https://a16z.com/2012/06/15/good-product-managerbad-product-manager/?ref=productoversee.com) escrito em Junho de 2012, onde o Ben Horowitz fala um pouco das responsabilidades e do papel de quem faz gestão de produtos. Vou comentar algumas partes desse texto, porque embora seja antigo, julgo que vários dos pontos que ele traz são relevantes atualmente. **"Good product managers know the market, the product, the product line and the competition extremely well and operate from a strong basis of knowledge and confidence."** Não é possível um Product Manager gerir qualquer coisa sem conhecer o mercado no qual a empresa/produto atua. Não dá para gerir direito um produto se você não tiver uma visão ampla dos concorrentes e como eles resolvem o mesmo problema que o seu produto. Essa base é importante para que PMs conheçam cada vez mais dos mecanismos que regem o negócio da empresa. Mas logo depois dessa frase ele já coloca uma que pode ser jogada no lixo: **A good product manager is the CEO of the product.** Eu discordo totalmente. [PMs não são CEO de coisa alguma](https://productoversee.com/pms-nao-sao-ceo-de-coisa-alguma/). Para mim é muito difícil comparar o PM com um CEO. Para começar, [PM não gere o negócio](https://productoversee.com/product-managers-nao-decidem-negocio/), não gere times, não direciona cultura, nem expectativas da empresa, não define visão estratégica, nem direciona decisões de longo prazo da empresa. Ele pode decidir uma coisa ou outra de produto, mas ainda assim, essas decisões são baseadas e influenciadas pelas decisões de outras áreas, líderes, investidores, mercado, concorrentes, clientes... Um bom PM entende que ele precisa ser um ótimo diplomata. Ele vai unir ideias, equipes, pessoas… um dia ele vai representar o time perante o Board, no dia seguinte ele vai representar a opinião do Board para o time. Mas sempre vai representar as necessidades do cliente para toda a empresa. Quanto mais cedo um a pessoa que gere o produto entender isso, mais produtivo, eficiente, eficaz e tranquilo será o seu trabalho e com certeza alcançar grandes resultados. **Good product managers don’t get all of their time sucked up by the various organizations that must work together to deliver right product right time. They don’t take all the product team minutes, they don’t project manage the various functions, they are not gophers for engineering.** Muito conceito de base aí. PM é mais facilitador, do que decisor. É perda de tempo ficar preso em fóruns de áreas ou times que deveriam trabalhar juntas para resolver processos ou modelos de atuação. _This post is for paying subscribers only._ ### Precisamos falar sobre Produtos Internos! URL: https://productoversee.com/blog/precisamos-falar-sobre-produtos-internos/ Last updated: 2023-05-11T12:10:30.000Z Todas as empresas possuem rotinas, e dentro delas temos diferentes conjuntos de processos, que em sua grande maioria não estão mapeados. Ou seja, as execuções estão estritamente ligadas a quem executa e realiza as atividades no dia a dia! ## O que preciso saber sobre Produtos Internos? Podemos descrever produtos internos como uma área que busca melhorar a eficiência dos processos internos e aumentar a produtividade dos seus times de operação. Assim, a maneira mais prática de entender as possíveis necessidades é entender as estruturas de processos, principalmente dos times operacionais. E com base nas informações obtidas, entender como uma pessoa de produto pode ajudar essas áreas internas. É um trabalho bastante importante, pois pode incluir a automação de tarefas repetitivas, criação de sistemas internos, documentações, treinamentos e quaisquer outros recursos que possam ajudar a empresa e os times a funcionar internamente de maneira mais eficiente e efetiva. ## Vamos direto ao ponto!? Em produtos digitais desenvolvidos por *Startups/empresas,* o grande foco é descobrir uma necessidade e desenvolver um produto ou solução que gere valor para atender essa necessidade. Pois, é exatamente nesse momento que chegamos ao nosso querido **product market fit*.* Contextualizando o termo, *é a condição em que um produto ou serviço satisfaz perfeitamente as necessidades do mercado-alvo, resultando em alta demanda e adoção pelos clientes, indicando uma correspondência bem-sucedida entre o que o produto oferece e o que o mercado deseja*. A partir dessa iniciativa, temos nossa escalabilidade do negócio e produto. Mas, quando o assunto é em produtos internos, vivemos em um contexto que às vezes nos parece isolado do restante da empresa. E posso explicar um pouco mais sobre isso: é como se nossas ações não gerassem valor, ou simplesmente não fossem causar impacto. Isso porque, todas essas ações geradas por produtos internos podem não trazer \[no primeiro momento\] de forma clara em sua tradução o famoso “*Dinheireis”,* ou seja, a entrada de dinheiro*.* Em meu último contexto atuando como analista de produto, pude atuar com produtos internos, e tinha-se a impressão de que a liderança parecia não dar valor até que usassem os produtos, ou ficassem fora do ar. **Agora vem a realidade. “Produtos internos não devem ser uma área, e sim, uma necessidade!”** _This post is for subscribers only._ ### APIOps: entendendo mais sobre essa sopa de letrinhas URL: https://productoversee.com/blog/apiops-entendendo-mais-sobre-essa-sopa-de-letrinhas/ Last updated: 2023-05-11T12:10:45.000Z ### **A revolução do gerenciamento de produtos com APIOps** Em um mundo em constante transformação digital, a necessidade de integração entre diferentes sistemas e aplicativos é mais importante do que nunca. Nesse contexto, as APIs (*Application Programming Interfaces*) desempenham um papel crucial. E é aqui que o APIOps entra em cena. O APIOps é **uma abordagem moderna para o gerenciamento de APIs**, que visa simplificar e automatizar a criação, implantação, monitoramento e manutenção de APIs. Isso permite que as empresas desenvolvam soluções mais rápidas e eficientes, proporcionando uma melhor experiência ao usuário final. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/05/data-src-image-9562e5d3-5f6f-44a0-b747-66ac2a13e36c.png) Fonte: [Midjourney](https://unprompt.ai/?s=application%20programming%20interface%20operation&i=MzM0MTUwOTk%3D&ref=productoversee.com) ### **Sopa de letrinhas: APIOps, APIs e DevOps** Antes de explorar o APIOps, é importante entender o que são APIs e DevOps. Uma **API** (*Application Programming Interface*) é um conjunto de protocolos e definições que permite a comunicação e a integração entre diferentes sistemas e aplicativos. Por meio das APIs, os desenvolvedores podem acessar e compartilhar recursos de outros sistemas de forma simplificada e padronizada. Já o **DevOps** ‒ junção dos termos “desenvolvimento” (Dev) e “operações” (Ops) ‒, é uma metodologia e cultura que visa unificar as equipes de desenvolvimento e operações, com o objetivo de acelerar o ciclo de vida do desenvolvimento de *software* e melhorar a qualidade e a eficiência dos processos. Essa abordagem busca promover a colaboração e a comunicação entre as equipes envolvidas, automatizando tarefas e otimizando a entrega de *software*. Pense em DevOps como uma cozinha de um restaurante. A equipe de desenvolvimento são os chefs que criam e preparam os pratos (*software*), enquanto a equipe de operações são os garçons que servem os pratos e garantem que os clientes (usuários) estejam satisfeitos. No passado, essas duas equipes trabalhavam separadamente, o que poderia causar problemas de comunicação e atrasos no serviço. Com DevOps, os chefs e os garçons trabalham juntos, colaborando e compartilhando informações. Dessa forma, os pratos são preparados e servidos de maneira mais rápida e eficiente, melhorando a experiência do cliente e o desempenho geral do restaurante. _This post is for subscribers only._ ### Utilizar os dados da empresa de forma integrada é fundamental para o sucesso no longo prazo URL: https://productoversee.com/blog/utilizar-os-dados-da-empresa-de-forma-integrada-e-fundamental-para-o-sucesso-no-longo-prazo/ Last updated: 2023-05-11T12:10:54.000Z Utilizar os dados da empresa de forma integrada é fundamental para o sucesso no longo prazo Todas as empresas devem possuir um **ecossistema de dados**, independente de seu tamanho, faturamento e maturidade no uso de dados. As empresas vão para outro patamar quando fazem análises integradas entre os dados de clientes e suas respectivas compras, consequentemente, aumentam suas chances de sucesso a médio e longo prazo. Existem **diversos** **motivos para você querer realizar análises de dados** da empresa que você trabalha olhando para as diversas métricas presentes. - Analisar os **indicadores de vendas** da empresa. - Entender as **métricas que compõem seus KPIs;** - Criar uma **dashboard para visão única** dos números da empresa; - Fazer **análises de dados** cruzando dados de clientes com vendas; - Analisar a **sazonalidade** de compras; - Descobrir quais são os **produtos que mais vendem;** - Definir o **cliente ideal** para cada categoria de produto. Independente de qual seja o seu cargo, acredite: **realizar análises de dados baseadas em um ecossistema de dados** será uma verdadeira virada de chave profissional para você. ## O que é um ecossistema de dados? Em um *ecossistema de dados* o mais importante não é a tecnologia, banco de dados ou provedor cloud que você vai utilizar, mas sim gerar valor para o negócio - **qual problema você quer resolver?** Se a empresa que você trabalha não possui maturidade na área de dados/*business intelligence* e ainda não tem uma plataforma de dados super estruturada, não precisa se desesperar. Vamos começar pelo começo: **criando um** **data lake** **.** ### O que é um data lake? _This post is for subscribers only._ ### Por que não concordo com o “Sentimento de Dono”? URL: https://productoversee.com/blog/por-que-nao-concordo-com-o-sentimento-de-dono/ Last updated: 2023-05-11T12:06:58.000Z Vamos começar esclarecendo de forma bem resumida o que é o sentimento de dono, termo utilizado como sendo uma skill "diferenciada" na descrição de vagas. Ao fazer uma pesquisa no Google sobre o assunto, eis o primeiro resultado: > *O sentimento de dono é quando uma empresa cria em seus funcionários uma mentalidade e desejo de envolvimento com o negócio muito parecida com a visão que o próprio dono teria, melhorando suas práticas diárias.* Esta mesma página traz, ainda, alguns exemplos de características do colaborador(a) para com este sentimento: *– Autorresponsabilidade: assumir a responsabilidade e não culpar outros (inclusive times ou subordinados) por falhas;* *– Organização: saber priorizar e executar;* *– Ser adaptável: seguir planos, mas, ao mesmo tempo ter flexibilidade e autonomia para adaptá-los;* *– Ter boa comunicação: entender e explicar não apenas o que fazer, mas também por que fazer. Se não souber, descobrir;* *– Saber trabalhar em equipe.* Vejo que, na verdade, este senso de dono é muito confundido com profissionalismo ou responsabilidade. ## Senso de dono não é exercer sua função da melhor forma possível Profissionais de sucesso na área de produto ou qualquer outra devem ser responsáveis por suas atitudes, assumir falhas, se comunicar bem com *stakeholders*, informar sobre impedimentos que comprometem a entrega em um determinado prazo, devem ser organizados, devem estar cientes de suas pendências e não engavetar problemas, devem ser pró ativos e adaptáveis. Por isso que sempre me incomodei com este sentimento de dono já que, na minha opinião, estão cobrando que eu apenas exerça as minhas funções da melhor forma possível e não é necessário ser dono para isso. 💡 Não é o sentimento de dono que fará você se empenhar para garantir uma entrega ou irá te manter engajado na busca do momento wow na entrega de valor para seus usuários/clientes. Mas aí podemos nos questionar “Ah Maurício, mas falamos pro camarada ter sentimento de dono porque ele deve estar engajado no sucesso do negócio”. Ok, mas estar engajado não é ser responsável pelo negócio. O negócio é de responsabilidade do CEO e dos executivos da alta gestão. Cada colaborador deve ter a propriedade e ser responsável pelas suas entregas e estas entregas por consequência impactam o negócio. Se cada um desempenhar bem as suas funções, as coisas irão fluir de forma mais natural. Não é necessário se sentir dono para ser responsável pela entrega da sua sprint, concorda? ## Match entre os valores do negócio e o valor de cada colaborador Acredito que o que deve ser procurado nos candidatos e candidatas é o *match* entre os valores do negócio e o valor de cada colaborador(a). O porquê da empresa deve estar alinhado com o porquê do profissional. Estou lendo agora o “[Encontre Seu Porquê](https://www.amazon.com.br/Encontre-seu-porqu%C3%AA-descobrir-prop%C3%B3sito/dp/8543106656/ref=asc%5Fdf%5F8543106656/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379792156976&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=7015147976346122028&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001736&hvtargid=pla-811722236338&psc=1&ref=productoversee.com)" que nos ilustra logo no início (não darei spoilers rsrs) que os diferenciais devem ser a garra, a força de vontade e o desejo imenso de fazer acontecer aquilo que você acredita. O seu porquê deve estar alinhado com o porquê do negócio. Querer transformar a vida das pessoas através da tecnologia ou desenvolver as pessoas do seu time para serem líderes são exemplos fortes totalmente acoplados a sua motivação. Estes são exemplos de objetivos dos donos, mas não é preciso ser dono para fazer as coisas acontecerem. Se a estrutura que você está hoje está alinhada com o seu porquê e te dá as ferramentas para que você consiga fazer o que brilha os seus olhos, pode ter certeza que isso terá um impacto maior do que “uma equipe cheia de donos”. Empresas e líderes querem trabalhar com pessoas que estão dispostas a assumir riscos e não com aquele perfil que diz que não poderá entregar determinada tarefa uma hora antes de vencer o prazo. ## Antecipação é a chave Já tive um professor que compartilhou uma história de que ia trabalhar em um projeto que o líder era totalmente claro com a seguinte orientação: “Se você tem algum impedimento ou se travar em algo que precise de outras pessoas me envolva que irei te ajudar e farei tudo que estiver ao meu alcance para remover todos os impedimentos, mas por favor não me avise do problema em cima do prazo”. Não é o sentimento de dono que fará você se empenhar para garantir uma entrega ou irá te manter engajado na busca do momento wow na entrega de valor para seus usuários/clientes. Nenhum profissional terá todas as respostas, mas tenho certeza que todos querem trabalhar com pessoas pró-ativas. São com essas pessoas que aprendemos, evoluímos e melhoramos os resultados. Com certeza, essa não é uma atitude exclusiva de dono. ## Referências: - [https://exame.com/carreira/voce-sabe-o-que-e-sentimento-de-dono-veja-como-desenvolve-lo-na-sua-equipe/](https://exame.com/carreira/voce-sabe-o-que-e-sentimento-de-dono-veja-como-desenvolve-lo-na-sua-equipe/?ref=productoversee.com) - [Sinek, Simon – Encontre Seu Porquê](https://www.amazon.com.br/Encontre-seu-porqu%C3%AA-descobrir-prop%C3%B3sito/dp/8543106656/ref=asc%5Fdf%5F8543106656/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379792156976&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=7015147976346122028&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001736&hvtargid=pla-811722236338&psc=1&ref=productoversee.com) - [https://www.forbes.com/sites/forbescoachescouncil/2021/11/22/how-to-cultivate-an-ownership-mindset-in-your-team/?sh=bd4d65427f9e](https://www.forbes.com/sites/forbescoachescouncil/2021/11/22/how-to-cultivate-an-ownership-mindset-in-your-team/?sh=bd4d65427f9e&ref=productoversee.com) ### Sobre a PL 2630 URL: https://productoversee.com/blog/sobre-a-pl-2630/ Last updated: 2023-04-28T14:40:54.000Z Todo mundo entende que Fake News ou qualquer conteúdo que desinforma ou emburrece a sociedade é ruim. Dessa forma, é de interesse de todos que diminuamos o impacto desse tipo de iniciativa. É aí que entra a PL 2630, conhecida como a Lei das Fake News ou a PL da Censura. Para quem pressa, leia o resumo: - **Contexto**: O Projeto de [Lei 2630/2020](https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/141944?%5Fgl=1%2A1c1mw52%2A%5Fga%2AMTg5NzMzNTQ4Ny4xNjgyNjg2NzM5%2A%5Fga%5FCW3ZH25XMK%2AMTY4MjY4NjczOC4xLjEuMTY4MjY5MDI3OC4wLjAuMA..&ref=productoversee.com#tramitacao%5F10097166), também conhecido como Lei das Fake News, tem sido alvo de discussões acaloradas no Brasil. Esse projeto, apresentado em um contexto de crescente polarização política e disseminação de notícias falsas, visa regular o ambiente digital e a internet, trazendo maior proteção à privacidade e segurança dos usuários. - **O que é a PL?** A PL 2630 tem como principal objetivo combater a desinformação e a disseminação de fake news nas redes sociais e serviços de mensageria. Entre os pontos principais da lei, estão a exigência de cadastro dos usuários com documentação oficial, a proibição do uso de robôs para a propagação de conteúdo e a imposição de medidas de transparência sobre o funcionamento dos algoritmos das plataformas. - **Os argumentos a favor da PL 2630:** Os defensores da PL 2630 alegam que a lei trará maior proteção à privacidade e segurança dos dados pessoais dos usuários, uma vez que exigirá a verificação de identidade para a criação de contas nas redes sociais. Além disso, o projeto busca combater a desinformação e as fake news, ao responsabilizar as plataformas pelo conteúdo propagado em seus ambientes. - **As críticas e controvérsias em relação à PL 2630**: Por outro lado, a PL 2630 enfrenta críticas por parte de especialistas e empresas que enxergam na lei riscos de censura e violação à liberdade de expressão. Outra preocupação é a viabilidade técnica do monitoramento e bloqueio de conteúdo nas plataformas digitais, o que pode levar a uma vigilância excessiva e a erros na classificação dos conteúdos como desinformação. - **Possíveis impactos da PL 2630**: Caso aprovada, a PL 2630 trará mudanças significativas para empresas de tecnologia, sobretudo as plataformas de redes sociais e de publicação de conteúdo por causa das adequações e delimitações apertadas. Além disso, a preocupação mais séria é sobre censura e a forma com que o Estado pode controlar ou impor suas sanções sem qualquer tipo de análise profunda. - **Conclusão**: A PL 2630 é um tema complexo e polêmico, que suscita debates sobre o papel do Estado na regulação das redes sociais e a proteção da privacidade e segurança dos usuários. É importante ponderar os benefícios e os riscos dessa proposta, buscando equilibrar a necessidade de combater a desinformação e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos, como a liberdade de expressão. ## O que é a PL 2630 A PL 2630/2020 foi iniciada pelo [Senador Alessandro Vieira](https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/141944?ref=productoversee.com) (CIDADANIA/SE) e tem como objetivo instituir a **Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet**. > Estabelece normas relativas à transparência de redes sociais e de serviços de mensagens privadas, sobretudo no tocante à responsabilidade dos provedores pelo combate à desinformação e pelo aumento da transparência na internet, à transparência em relação a conteúdos patrocinados e à atuação do poder público, bem como estabelece sanções para o descumprimento da lei. A proposta de lei tem como objetivo combater a disseminação de notícias falsas nas redes sociais e em outras plataformas digitais, responsabilizando as empresas que hospedam essas informações por sua veracidade e colocando medidas punitivas para quem as divulga de forma deliberada. A medida prevê a obrigatoriedade das plataformas digitais, como Facebook, Twitter e WhatsApp, em identificar os usuários que criam e compartilham conteúdos considerados falsos, além de estabelecer normas para a exclusão desses conteúdos. A lei também prevê a criação de um Conselho de Transparência e Responsabilidade na Internet, responsável por fiscalizar as empresas que atuam na internet. A ideia é boa e necessária, sem sombra de dúvidas. O problema é realmente o COMO executar isso tudo. É por isso que essa PL está gerando debate e polêmica por conter pontos que podem afetar a liberdade de expressão e o direito à privacidade dos usuários da internet. ## Críticas Obviamente, uma lei sobre um assunto tão sério, precisa ser largamente discutido, pois isso cria uma série de impactos (presentes e futuros) em diferentes áreas da sociedade. Ela pode direcionar e guiar decisões que afetam, diretamente, a liberdade e o livre fluxo de informações, impactando profundamente a criação de conteúdo verídico, seja um simples tweet até grandes plataformas e serviços que usamos atualmente todos os dias. Um exemplo simples: imagine você precisar da permissão do governo para usar aplicativas como o whatsapp e telegram... Essa é uma das medidas criticadas por muitos como uma forma de controle do Estado sobre a comunicação privada. Outro ponto contestado é a possibilidade de retirada arbitrária de conteúdos considerados ofensivos ou falsos sem um processo judicial prévio. Essa medida pode abrir espaço para abusos e censura. O ponto sensível nesses cenários é: quem decide o que pode ou o que não pode ser publicado? Ou o que é abusivo, mentiroso ou verdadeiro? É um poder de decisão que não pode ser centralizado. Atualmente, as políticas e regulamentos de uso são criados pelas empresas constroem as plataformas. Essa não é uma alternativa ideal, como já sabemos. Exemplo: o Facebook pode bloquear, mitigar ou até usar conteúdo que favorece o modelo de negócio dele, não necessariamente tendo foco o impacto na sociedade. Mas nesse mesmo contexto pode ser aplicado ao Estado. Ele pode usar esse mecanismo para simplesmente exercer o seu poder e censurar ou potencializar o seu controle sobre a sociedade. [Vide China](https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2021/09/20/versao-chinesa-do-tiktok-limita-menores-de-14-anos-a-40-minutos-por-dia-no-app.ghtml?ref=productoversee.com). E também é fora de cogitação deixar esse poder nas mãos da sociedade. Por isso, é importante que a PL 2630 seja discutida com ampla participação da sociedade civil, empresas e especialistas, exatamente para que a decisão seja colaborada, exatamente para que as delimitações sejam eficazes, sem ferir a escala e a inovação da tecnologia, mas que, ao mesmo tempo mitigue, ao máximo, desdobramentos obscuros. > Vou dissecar a versão disponível da [#PL2630](https://twitter.com/hashtag/PL2630?src=hash&ref%5Fsrc=twsrc%5Etfw&ref=productoversee.com) até o momento. Acompanhe alguns dos pontos mais perigosos: > > 💬 Sabe aquele grupo de Telegram ou WhatsApp, Lançamento Meteórico e outros que utilizam captura do telefone numa LP e criação de grupos na sequência? Pois é, dançou. Se o… > > — Matt Montenegro (@eusouomatt) [April 27, 2023](https://twitter.com/eusouomatt/status/1651662868331241494?ref%5Fsrc=twsrc%5Etfw&ref=productoversee.com) O [senador Eduardo Girão alertou que o projeto pode coibir a liberdade de expressão](https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/04/25/girao-critica-pressa-na-discussao-de-pl-das-fake-news-e-aponta-risco-de-censura?%5Fgl=1%2Afl5xsv%2A%5Fga%2AMTMxMjM5MjM2NS4xNjgyNjg2NjMy%2A%5Fga%5FCW3ZH25XMK%2AMTY4MjY4NjYzMi4xLjEuMTY4MjY4NjcxNS4wLjAuMA..&ref=productoversee.com) na internet e estabelecer uma censura prévia nas redes sociais. Segundo Girão, o texto em discussão na Câmara prevê a criação de uma entidade para supervisionar as plataformas, o que pode instituir a figura de um grande censor do Brasil. [Dá para ver o vídeo aqui](https://www12.senado.leg.br/multimidia/evento/113049?h=17:03:29&ref=productoversee.com). Empresas de tecnologia têm criticado a PL 2630 desde o nascimento da PL em 2020\. O presidente do Google Brasil, Fabio Coelho, [afirmou que o PL 2630 pode impactar negativamente a internet que conhecemos hoje](https://blog.google/intl/pt-br/novidades/iniciativas/PL2630/?ref=productoversee.com) e pode facilitar a ação de pessoas que querem disseminar desinformação. Ele também afirmou que o PL 2630 pode tornar as plataformas menos seguras ao obrigar a divulgação de informações estratégicas que poderiam ser usadas por pessoas mal-intencionadas². Veja uma parte interessante, que eu, nem sendo especialista nem nada, levanto várias dúvidas e perguntas. Segue: > **Seção IV** > **Dos Serviços de Mensageria Privada** > > **Art. 13.** Os provedores de aplicação que prestarem serviços de mensageria privada desenvolverão políticas de uso que limitem o número de encaminhamentos de uma mesma mensagem a no máximo 5 (cinco) usuários ou grupos, bem como o número máximo de membros de cada grupo de usuários para o máximo de 256 (duzentos e cinquenta e seis) membros. Minhas dúvidas: - Por que 256? Qual o cálculo para esse número? - Por que só 5 usuários ou grupos? Por que não 3 ou 300? Outro exemplo: > **§1º** As vedações do caput não implicarão restrição ao livre desenvolvimento da personalidade individual, à manifestação artística, intelectual, de conteúdo satírico, religioso, ficcional, literário ou qualquer outra forma de manifestação cultural, nos termos dos arts. 5º , IX e 220 da Constituição Federal. > > **§3º** Dada a natureza complexa e em rápida mudança do comportamento inautêntico, os provedores de aplicação devem desenvolver procedimentos para melhorar as proteções da sociedade contra comportamentos ilícitos, incluindo a proteção contra o uso de imagens manipuladas para imitar a realidade, observado o disposto no §1º deste artigo. O que é uma imagem manipulada para imitar a realidade? Uma fotografia de uma pessoa que não é médica se vestindo de médico, para ser publicada no Unsplash, é uma imagem manipulada para imitar a realidade ou ela precisa ser feita via inteligência artificial para ser considerada "manipulada"? Ou a manipulação ali é a partir de uso de programas como Photoshop? Clareza? Não existe. Nem tudo é ruim. Essas críticas e debates já estão surgindo efeito e os deputados e senadores estão modificando pontos de maior crítica. [O relator **Orlando Silva** (PCdoB-SP), mandou um novo texto ontem a noite, dia 27](https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/pl-2630-das-fake-news-veja-como-ficou-a-ultima-versao-do-texto-da-lei-baixe-a-integra,22601b44863ff31a09acbc5ea821a46b5rpdy0iy.html?ref=productoversee.com), retirando a parte que exigia a criação de um órgão fiscalizador da atuação das plataformas. ## E assim, começamos a era dos dilemas digitais Eu sugiro que você [leia a proposição do projeto](https://static.poder360.com.br/2023/04/pl2630-2020.pdf?ref=productoversee.com). Essa é uma versão mais atual, liberada pelo pessoal do Podemos. Não tem muitas páginas e não é difícil de ler. A regulamentação do uso das plataformas digitais pode ser uma ferramenta essencial para combater o discurso de ódio, a desinformação e a propagação de fake news. Mas precisamos entender melhor como esse poder de decisão pode ser compartilhado e monitorado. A proposta deve ser discutida e aprimorada com cautela para evitar qualquer tipo de excesso ou abuso por parte das autoridades, por isso devemos ponderar sobre os possíveis impactos na liberdade de expressão e na privacidade dos usuários é importante. A PL pode contribuir para uma internet mais democrática e segura para todos ou pode nos levar para a idade da pedra, cerceando a escala de inovação aqui no Brasil. Eu entendo que polêmicas, dilemas e discussões desse tipo só estão começando e com certeza irão se intensificar nos próximos anos. Geralmente o debate vem DEPOIS do acontecimento do fato. Quando falamos sobre fake news, é possível, por mais difícil que seja, mitigar com a ajuda de todos. Eu quero ver o caos acontecer quando o senado e a camara descobrirem tecnologias de AI, principalmente as com modelos de caixa pretas, onde nosso controle de resultado são quase que inexistentes. Exatamente por isso que eu acho que o cenário se inverteu: se antes adaptávamos a tecnologia às nossas realidades, nessa nova realidade digital somos nós que devemos nos adaptar às realidades moldadas pelas novas tecnologias. ## Para se informar melhor: - [PL das fake news prejudica comunicação privada e empresas de tecnologia | Exame](https://exame.com/tecnologia/pl-das-fake-news-prejudica-comunicacao-privada-e-empresas-de-tecnologia/?ref=productoversee.com) - [O PL 2630 pode impactar a internet que você conhece](https://blog.google/intl/pt-br/novidades/iniciativas/PL2630/?ref=productoversee.com) - [Informações sobre a PL no Senado.](https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/141944?ref=productoversee.com) - [O que é o PL 2630 das Fake News? Veja perguntas e respostas sobre o projeto que tramita no Congresso - Estadão](https://www.estadao.com.br/politica/o-que-e-o-pl-2630-das-fake-news-lula-censura-bolsonaro-npr/?ref=productoversee.com) - [Quais são os interesses em jogo no PL 2630 das Fake News? Veja quem é a favor e quem é contra](https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/quais-sao-os-interesses-em-jogo-no-pl-2630-das-fake-news-veja-quem-e-a-favor-e-quem-e-contra,0f169b940768dac136050aa14f20ce386qlqscgj.html?ref=productoversee.com) - [PDF com o projeto da Lei](https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=8110630&disposition=inline&%5Fgl=1%2A7zr6tq%2A%5Fga%2AMTg5NzMzNTQ4Ny4xNjgyNjg2NzM5%2A%5Fga%5FCW3ZH25XMK%2AMTY4MjY4NjczOC4xLjEuMTY4MjY4ODc0Ni4wLjAuMA..&ref=productoversee.com) - [Associação de lobby que reúne Facebook, Google e TikTok espalhou que PL das Fake News censura religião | Metrópoles](https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado/associacao-de-lobby-que-reune-facebook-google-e-tiktok-espalhou-que-pl-das-fake-news-censura-religiao?ref=productoversee.com) - [PL da Censura ameaça a liberdade de expressão e amplia insegurança jurídica](https://cdn.eusoulivres.org/wp-content/uploads/2023/04/25205748/Livres-NT-04%5F23-PL-da-Censura.pdf?ref=productoversee.com) ### O que o algoritmo do Twitter nos ensina sobre produtos de User Generated Content URL: https://productoversee.com/blog/o-que-o-algoritmo-do-twitter-nos-ensina-sobre-produtos-de-user-generated-content/ Last updated: 2023-05-11T12:11:13.000Z ### Quem trabalha com produtos de interação social muito provavelmente deve ter dedicado um tempo para analisar o [algoritmo de recomendação do Twitter, divulgado para o público no último 31 de março](https://blog.twitter.com/engineering/en%5Fus/topics/open-source/2023/twitter-recommendation-algorithm?ref=productoversee.com). Redes sociais precisam de algoritmos para exibir conteúdo porque, do contrário, não despertariam interesse nos usuários. Alguns podem reclamar que o Twitter ‘se perdeu’ ao tirar a possibilidade de receber os conteúdos do *feed* do mais recente para o mais antigo. Com a aba “For You”, a rede social focou em entregar conteúdos mais relevantes com base na interação do usuário - algo que as redes sociais da Meta já utilizavam como padrão há um bom tempo. Em resumo, o algoritmo do Twitter contempla conteúdos dos seus amigos, de interações que os seus amigos realizam, além de trazer conteúdos de perfis relevante de ‘comunidades’, como News, Pop, Futebol, NBA, entre outros, com conteúdos de famosos ou contas que possuem alto engajamento dentro desses nichos. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/04/twitter-algoritmo_1.png) Fonte: Twitter Blog Vale muito a pena ler com calma a [explicação do Twitter no blog oficial](https://blog.twitter.com/engineering/en%5Fus/topics/open-source/2023/twitter-recommendation-algorithm?utm%5Fsource=substack&utm%5Fmedium=email) \- que conta até com repositório no GitHub. ## User Generated Content na prática Claro que o Twitter é um produto maduro o suficiente para ter serviços apartados que, em conjunto, definem o que chamamos de algoritmo da rede social. Sua lógica foi construída a partir do comportamento observado dos usuários dentro dos parâmetros do próprio Twitter. Tive a oportunidade de atuar como Product Manager de um produto que tinha a proposta de *feed* dentro do nicho de mercado financeiro. Não era bem uma rede social, mas um produto *User Generated Content* (UGC), que acaba sendo mais abrangente: você tem uma estrutura que permite as pessoas produzirem conteúdo para outros produtores ou meros observadores. Entre os produtos que seguem esse modelo temos Wikipedia, Stack Overflow, Quora, YouTube, Reddit… As redes sociais, como Twitter, Instagram, Facebook, também seguem o modelo UGC. O livro [Lean Analytics (Alistair Croll & Benjamin Yoskovitz)](https://www.amazon.com.br/Lean-Analytics-Better-Startup-Faster/dp/1449335675/ref=asc%5Fdf%5F1449335675/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379712558847&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=8140044941595980140&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001773&hvtargid=pla-432406973006&psc=1&ref=productoversee.com) resume muito bem esse modelo: > *“Este modelo é focado na criação de conteúdo de qualidade, o que significa não apenas posts e uploads, mas votações, comentários, marcação de spam e outros tipos de atividades consideradas valiosas. UGC é sobre a quantidade de bom conteúdo versus o mau conteúdo, e o percentual de usuários que são observadores vs. ‘creators’. Trata-se de um funil de engajamento semelhante aos funis tradicionais de e-commerce - mas, em vez de seguir com os prospects para a compra, você está constantemente tentando mover sua comunidade para níveis cada vez mais altos de engajamento, tornando observadores em votantes, votantes em comentaristas, e assim por diante”.* ## Desigualdade de participação em produtos UGC Produtos UGC têm um padrão semelhante a uma pirâmide - chamada de “Desigualdade de participação”, que segue a regra 90-9-1: - 1% dos usuários usam bastante o produto e geram conteúdo de valor; - 9% dos usuários contribuem às vezes; - 90% dos usuários são considerados ‘observadores’. _This post is for paying subscribers only._ ### Se afaste [às vezes] da sua cadeira de produtos URL: https://productoversee.com/blog/se-afaste-as-vezes-da-sua-cadeira-de-produtos/ Last updated: 2023-05-11T12:11:25.000Z Sabemos que o papel de um Product Manager é crucial para o sucesso de um produto. Desde o início, o PM é responsável por todas as etapas do ciclo de vida do produto, seja da concepção até o lançamento e pós-lançamento, passando por *discovery*, mitigação de riscos, validação de hipóteses, experimentos, teste a/b, reuniões, entre outros. Muitas vezes os PMs ficam tão envolvidos com as especificidades do seu próprio produto que se esquecem de dar uma pausa no dia a dia. Esse tempo é valioso para avaliar as situações que envolvem ou que se relacionam com seu produto de forma geral, a famosa *big picture*. Essas horas são aquelas que eventualmente nos fazem "sair do próprio quadrado" para ajudar a empresa e, claro, seu próprio produto. ## A importância de expandir horizontes É inegável que como Product Managers somos especialistas em nossos produtos. Conhecemos \[ou devemos conhecer\] cada detalhe do nosso produto e como ele funciona. No entanto, isso pode nos tornar um pouco isolados. Ficar preso em nosso próprio mundo de produtos pode limitar nosso pensamento e nossas habilidades de resolução de problemas. Sair do nosso quadrado e colaborar com outras áreas da empresa nos permite ver as coisas de uma perspectiva diferente. Isso pode nos ajudar a descobrir novas maneiras de melhorar nosso produto e encontrar soluções para problemas complexos. Trabalhar em colaboração com outros departamentos, como *marketing*, comercial e atendimento ao cliente, pode nos levar a uma melhor compreensão dos clientes e, por consequência, a um produto melhor e mais bem-sucedido. Além disso, são grandes as chances de que no meio desse processo você encontre a resposta para aquela antiga questão que estava em aberto. Os *insights* sempre podem vir de onde menos esperamos. ## Saindo do quadrado Ok, entendi. Mas como faço para sair do meu quadrado na prática? Bom, como um bom PM eu lhe diria: depende. Depende do tamanho, da organização, do momento, da atuação e do contexto da sua empresa e do seu produto. Mas, de forma geral, trago alguns exemplos que são: ### **Apoie o time de marketing** Queremos que nosso produto seja mais usado, certo? Será que sua colaboração com o time de Product Marketing (ou apenas Marketing) não pode ser de grande valor? Você, guardião do produto, por que não pode ajudar a garantir que nosso produto seja comunicado da melhor maneira possível? Será que não vale participar de alguma criação de campanha, estratégia de SEO e/ou marketing de conteúdo? Lembre-se: seu interesse é o bem do produto. ### Apoie o time de atendimento ao cliente: Naturalmente, uma boa pessoa de product management estará próxima ao time de *Customer Success*, ouvindo e aprendendo. Porém, somente essa interação é suficiente? Sabemos que esses times têm um contato importante com o cliente. Então aqui vale um questionamento: será que sua visão não pode ajudar a criar a melhor experiência possível para os clientes? Será que você não pode ajudar a criar fluxos de suporte mais eficientes, comunicações mais claras e que sabe até reduzir o *churn*? ### Apoie outro projeto O projeto do time ou squad do lado não tem nada a ver com meu produto. Essa pode não ser uma verdade absoluta, sabe por quê?? Acredito que como PMs, devemos estar sempre antenados em notícias de mercado, tecnologia e ux, como também, com o que acontece à nossa volta. E aí vai uma dica que pode fazer muita diferença na sua atuação: participe de uma reunião sobre o projeto do time do lado, mesmo que aparentemente não tenha nada a ver com seu produto. Eventualmente, você vai descobrir que pode se beneficiar de algo implementado por eles, ou até mesmo ajudá-los com sua visão. Se o fim justifica os meios, podemos dizer que aqui está a oportunidade de influenciar positivamente a empresa na qual você trabalha. Além disso, às vezes ocorrem *insights* de onde menos esperamos. ### **Converse com pessoas diferentes** Parece óbvio né, mas além dos "papos de elevador", você conversa com pessoas de outras áreas? Você sabe quais são as dificuldades dos *squads* do lado? Daquela área que você nunca teve contato, daquele gestor com a agenda cheia ou da pessoa estagiária cheia de vontade? Imagine agora aquela área que é a mais distante de você, aquele lugar que você tem menos conhecimento. Achou esse lugar? Vai lá conhecer! No melhor dos cenários você ganhou alguns *insights* para aplicar no seu produto. No pior dos cenários, você ganhou "apenas" conhecimento. ## **Saia do quadrado, mas com cuidado!** Sem dúvida podemos ajudar outras áreas da empresa a melhorar a empresa como um todo, e de alguma forma isso poderá nos beneficiar. Afinal, seus colegas de trabalho querem a mesma coisa que você: o sucesso da empresa. Esse é o lugar de realmente sair da zona de conforto. Esse movimento pode até ser desconfortável para você e também para as pessoas que estão interagindo com você nesse momento, mas são exatamente esses movimentos diferenciados que podem trazer resultados diferenciados. Mas, como tudo na vida, o excesso faz mal. Saia sim da sua cadeira de produto, só não esqueça das suas principais responsabilidades, não assuma mais compromissos do que seu tempo permite e não deixe de atuar na sua função principal: a cadeira de Product Manager. O equilíbrio sempre será a chave do sucesso. ### O que um acidente aéreo tem a ver com meu Produto? URL: https://productoversee.com/blog/o-que-um-acidente-aereo-tem-a-ver-com-meu-produto/ Last updated: 2023-04-26T10:46:10.000Z Desde 1958, após uma sequência de acidentes aéreos envolvendo o De Havilland Comet, primeiro grande avião comercial de passageiros, autoridades americanas passaram a exigir o uso das chamadas[ “caixas pretas” nas aeronaves](https://www.bbc.com/portuguese/vert-aut-37864914?ref=productoversee.com), como forma de entender as causas e prevenir a ocorrência de acidentes dessa natureza. As primeiras versões deste equipamento mediam apenas 5 parâmetros: direção do voo, altitude, velocidade em relação ao solo, aceleração e tempo. A partir da década de 60, a aceleração do desenvolvimento de novas tecnologias ajudou a aumentar o volume de informações coletadas, de modo que o trabalho de antecipação e previsão a possíveis falhas foi ficando cada vez mais assertivo, o que tornou os acidentes aéreos em voos comerciais de grande escala um fenômeno raro hoje em dia. Da mesma forma, quando um projeto não evolui como esperado, é importante que se faça um exercício sincero de lições aprendidas, que possa retroalimentar o seu processo de desenvolvimento de produtos e promover no seu time uma mentalidade de melhoria contínua e crescimento. Pensando nisso, trouxe aqui algumas das lições aprendidas mais importantes que tive na minha jornada trabalhando com produtos, com a expectativa de que possa te ajudar no seu próprio caminho: ## "Quando se navega sem destino, nenhum vento lhe é favorável" (Sêneca) Quando não se tem clareza da Estratégia, ou no mínimo quando ela não foi bem definida, todo caminho que se toma é um passo na direção errada. E é melhor andar 1km na direção certa do que 10km na direção errada. Minha percepção é de que, muitas vezes, investe-se pouco tempo nas fases iniciais de definição da estratégia e de planejamento tático, e o preço disso é cobrado na etapa de execução do projeto. Ter clareza da relevância do objetivo que está sendo perseguido e métricas consistentes que ajudem a monitorar se os ponteiros estão sendo de fato mexidos, pode te ajudar a fazer um pouso de emergência, economizando custos e recursos da empresa quando houver necessidade de redirecionamento do foco. ## Se não tem valor tangível, devemos reavaliar a necessidade _This post is for subscribers only._ ### Os benefícios do Customer Success para as empresas e clientes URL: https://productoversee.com/blog/os-beneficios-do-customer-success-para-as-empresas-e-seus-clientes/ Last updated: 2023-04-25T10:46:04.000Z **Customer Success é uma estratégia para garantir que clientes alcancem seus objetivos com produtos/serviços, visando fidelizar e expandir negócios, envolvendo a companhia como um todo e não apenas uma área.** Existem muitos benefícios para as empresas que adotam uma estratégia de sucesso do cliente. Um dos principais é o aumento da fidelidade dos clientes. Quando os clientes têm sucesso ao usar um produto ou serviço, eles têm mais probabilidade de continuar usando e comprando da empresa, além de poder aumentar seus gastos. Isso resulta em uma base de clientes fiéis e recorrentes, o que é vital para o sucesso a longo prazo de qualquer negócio. Outro ponto benéfico é a redução da taxa de cancelamento de clientes, o churn. Quando os clientes não estão satisfeitos com a experiência vivenciada, eles podem cancelar a assinatura ou deixar de comprar da empresa e disseminar comentários negativos sobre a mesma, motivando outras pessoas a não fazerem negócios com a marca. Isso pode ter um impacto significativo nas receitas e lucros da empresa. Mais uma vantagem é que a estratégia de sucesso do cliente pode ajudar as empresas a aumentarem sua receita. Quando os clientes têm uma experiência positiva com um produto ou serviço, eles se tornam mais dispostos a pagar mais ou comprar produtos adicionais, ou seja, aumento da receita. Dessa forma, criamos defensores da marca. Quando os clientes têm sucesso e boa experiência, eles tendem a falar positivamente sobre a empresa para seus amigos, familiares e colegas. Isso pode levar a uma maior conscientização da marca e a um aumento das vendas. Já que indicação vale ouro! Já para os clientes, a estratégia de sucesso oferece uma série de pontos positivos. Em primeiro lugar, eles têm uma experiência satisfatória com a empresa e têm mais probabilidade de atingir seus objetivos e sucesso em seus empreendimentos quando recebem suporte e orientação adequados da empresa. Além disso, a estratégia de sucesso do cliente ajuda a construir relacionamentos mais fortes entre a empresa e o cliente. Aqui estão algumas reflexões sobre o relacionamento com clientes: _This post is for subscribers only._ ### A profecia da inovação URL: https://productoversee.com/blog/a-profecia-da-inovacao/ Last updated: 2023-04-24T23:39:19.000Z Entendendo a força que atua entre entre a visão e a realidade. _This post is for paying subscribers only._ ### O be-a-ba sobre AI-Driven que todo Product Manager e líderes precisam saber URL: https://productoversee.com/blog/o-que-todo-product-manager-precisa-saber-para-construir-um-produto-ai-driven-inteligencia-artificial-para-pessoas-de-produto/ Last updated: 2023-04-28T00:47:04.000Z Nos últimos tempos, tenho me empenhado em produzir e divulgar conteúdo sobre inteligência artificial em português, especialmente no contexto de produtos. Recentemente li esse[ artigo](https://nexocode.com/blog/posts/artificial-intelligence-for-business-leaders-and-executives/?ref=productoversee.com) que abordou a noção de AI Driven Company para executivos e líderes de negócios. A leitura é tão boa que usei de inspiração para fazer algo parecido, porém, mais focado nas pessoas de produto. Para navegar mais rápido pelos tópicos desse texto: - [Entenda os termos (AI, ML, DL)](#entenda-os-termos-ai-ml-dl) - [O que preciso saber a respeito dessa tecnologia?](#o-que-preciso-saber-a-respeito-dessa-tecnologia) - [Quando uma solução de ML pode beneficiar o produto](#quando-uma-solu%C3%A7%C3%A3o-de-ml-pode-beneficiar-o-produto) - [Quando uma solução de ML não vai beneficiar o produto](#quando-uma-solu%C3%A7%C3%A3o-de-ml-n%C3%A3o-vai-beneficiar-o-produto) - [Problemas comuns no desenvolvimento de produtos de IA](#problemas-comuns-no-desenvolvimento-de-produtos-de-ia) - [Devo contratar ou construir meu próprio algoritmo de ML?](#devo-contratar-ou-construir-meu-pr%C3%B3prio-algoritmo-de-ml) - [IA para Product Managers - (pen)últimas palavras](#ia-para-product-managerspen%C3%BAltimas-palavras) - [Cereja do bolo 🍒](#cereja-do-bolo-%F0%9F%8D%92) ## Como Product Manager, você influencia ativamente a direção No universo de produtos, estamos sempre empenhados em criar soluções que sejam inovadoras, mas também intuitivas, eficientes e, principalmente, que **tragam um valor significativo para os nossos usuários**. É evidente que a Inteligência Artificial é uma tecnologia extremamente transformadora, com um potencial gigantesco para **transformar a forma como desenvolvemos e lançamos** nossos produtos. Como Product Manager, você influencia ativamente a direção que a empresa está tomando. Os produtos de inteligência artificial estão mais próximos do que nunca do usuário - Alexa, Chat-GPT, TikTok - e é cada vez mais importante termos entendimentos mais sólidos a respeito dessa tecnologia e de como ela pode ser utilizada em nossos produtos. Para um PM, ter conhecimento a respeito de inteligência artificial é **crucial para construir um produto AI-Driven de sucesso** e, meu objetivo aqui, é dividir alguns insights que podem te ajudar a começar essa jornada. ## **Entenda os termos (AI, ML, DL)** Antes de entrarmos mais a fundo no universo da Inteligência Artificial, vamos começar pelo básico: entender os termos que sempre surgem por aí. Esse é o erro inicial de praticamente 90% das pessoas sobre esse assunto. É uma confusão de letrinhas e de conceitos que, sim, eu sei, acabam confundindo. **Afinal, o que é IA?** _This post is for paying subscribers only._ ### Novas Carreiras: explorando as possibilidade de carreira para além do Product Manager URL: https://productoversee.com/blog/novas-carreiras-explorando-as-possibilidade-de-carreira-para-alem-do-product-manager/ Last updated: 2023-04-20T10:45:34.000Z Vou explorar algumas dessas novas posições, que podem ser em gestão de produtos ou áreas paralelas para ajudar quem está pensando em novos desafios sem mudar drasticamente de carreira. ## 1) Product Ops O “**Ops”** no nome, vem de Operações, sendo responsável por organizar e gerenciar as operações relacionadas a produtos, assim como DevOps para desenvolvimento, Design Ops para design ou Sales Ops para vendas. O principal objetivo é aumentar a performance dos times, integrando as áreas de produto, engenharia e customer success para que todos caminhem na mesma direção. Com o amadurecimento da função de produtos, aumenta também as exigências a respeito do seu papel, tanto por parte da empresa, como do usuário, fazendo-se necessário padronizar processos de produtos, centralizar dados e organizar ferramentas. E é assim que o product ops pode ajudar o product manager. Em algumas empresas, o papel de product ops é desempenhado pelo head de produtos ou por pessoas mais seniores do time, mas em empresas com maior complexidade, tamanho e número de produtos, faz-se necessário uma área inteira cuidando da operação de produtos. Se quiser exemplo de empresas que construíram as suas áreas de product ops eu traria exemplos como XP, Nubank, Unico, Olx, RD Station e Neon, mas basta uma busca rápida no linkedin que é possível encontrar diversos outras empresas que já estão com as suas áreas de product ops bem estruturadas. A função é uma possibilidade para quem quer migrar para área de produtos, e que ainda não conseguiu uma posição como product manager, iniciar e depois transicionar para PM ou ainda para quem já está consolidado na área, mas precisa de novos desafios ou horizontes e nesse caso, essas pessoas podem exercer um papel de gestão da área de product ops. Também é uma possibilidade para quem já exerce papel em agilidade, visto que algumas empresas que estão testando incorporar agilidade dentro da área de product ops. Há ainda quem defende que a própria área de product management será engolida por product ops, mas vou deixar essa polêmica para outras pessoas falarem. Aproveitando o texto, vou listar uma série de vídeos de pessoas que já trabalham com product ops, contando sua trajetória, o dia a dia e os desafios de um “Pops”, bem como a estrutura das suas empresas e em que momento e quais as motivações dessas empresas em criar uma área de operações de produtos: - [Product Ops: Métodos, ferramentas e como alavancar a gestão nos times.](https://www.youtube.com/watch?v=kvgWgrcI7wc&ref=productoversee.com) - [Product Ops: A importância do Product Ops no sucesso do produto](https://www.youtube.com/watch?v=n0sEeFtCZa8&ref=productoversee.com) - [Product Ops: Conectando estratégico ao tático](https://www.youtube.com/watch?v=lwGtmP2r-NU&ref=productoversee.com) - [Product Ops: CoProduto - Comunidade de Pessoas de Produto](https://www.youtube.com/watch?v=DxO%5Fg7B0j%5Fk&ref=productoversee.com) - [Toda empresa precisa ter Product Operations? | Mesa de Produto #8](https://www.youtube.com/watch?v=9Nso2BBcBBE&ref=productoversee.com) - [O que é Product Operations (Product Ops)? Pipoca Agil](https://www.youtube.com/watch?v=7Y9YhvCagp8&ref=productoversee.com) - [TDCFuture | Stadium |Super força! Agilidade e Product Ops potencializando a agilidade de negócios | Julieta Scheidt Dienstmann / Dieine Silva ](https://www.youtube.com/watch?v=NPOwPO9h%5FLw&ref=productoversee.com) ## 2) Program Manager Vou começar tentando explicar o que é um programa, o que não é uma tarefa fácil, porém o que parece sintetizar melhor é que um programa é um grupo de projetos ou iniciativas interconectadas que fazem parte de um ecossistema de um mesmo escopo, sempre visando o atingir as estratégias do negócio. O program manager precisa ter uma boa cabeça de produtos, de design, de tecnologia de processos e de projetos porque cria o elo entre esses papéis. É um papel bem generalista e com capacidades de facilitação e comunicação, colaboração, influência, com uma visão sistêmica e estratégica muito boa. Assim como product manager, essa também não é uma função de gestão de pessoas, mas sim a gestão daquela matéria, que nesse caso é o programa. Existe um vídeo muito legal do Liam Bolling que explica as diferenças entre product, program e project manager. Um dos pontos mais interessantes do vídeo é sobre as perguntas que um PM (Product ou Program Manager) faz, enquanto o product manager está perguntando qual problema vamos resolver e por que, o program manager está perguntando se está tudo em ordem para o delivery. No vídeo também há uma analogia com o funcionamento de uma cozinha e como cada um dos PMs trabalham nessa cozinha. O vídeo é inglês - [https://www.youtube.com/watch?v=iuxdmHp8NN4](https://www.youtube.com/watch?v=iuxdmHp8NN4&ref=productoversee.com), mas existem bons vídeos em português sobre a carreira como o da Thaisa Fernandes para o Campus Party Brasil - [https://www.youtube.com/watch?v=M-nCuPQ9-H8](https://www.youtube.com/watch?v=M-nCuPQ9-H8&ref=productoversee.com). E quando é que vale a pena ter um program manager na empresa? Quando o contexto se tornou complexo, com muitos produtos e tribos, com unidades de negócio diferentes e falta esse elo que auxilia na comunicação e nos processos para que as expectativas sejam atingidas. Um program manager pode ajudar as pessoas de produto a melhorar a visibilidade do que está acontecendo com o produto, a definir expectativas realistas trazendo o contexto geral do programa, a antecipar riscos ou recursos trabalhados por outros times que tem similaridades. E se você, como pessoa de produto, sente que pode ampliar seu escopo, trabalhando com uma visão mais cross e sistêmica, pode ser uma possibilidade de migração de carreira. Um agilista, project manager, design ou desenvolvedor pode exercer o cargo, desde que possua as habilidades necessárias. ## 3) Product Strategist Product Strategist, Product Strategy ou Estrategista de produtos é uma função que começa a aparecer ainda bem tímida no Brasil e em empresas maiores ou iniciativas de alto impacto. Suas funções sobrepõe algumas atividades do PM, como identificar oportunidades do mercado, comunicar a estratégia de produtos, posicionamento, novos negócios e novas parcerias. A principal diferença é que enquanto os PMs estão construindo o produto de hoje e trabalhando com um roadmap de no máximo 1 ano, o estrategista de produtos está olhando o futuro e as próximas tendências de mercado. Mas não para por aqui, o product strategist, também auxilia o product manager na construção do roadmap de forma que este esteja inteiramente ligado à estratégia de produto e consequentemente a estratégia do negócio. Há quem diga que o product strategist precisa ter conhecimento, skills e habilidades de um PM, porém, um PM não precisa ter as habilidades de um product strategist. Ainda é uma posição de “zona cinzenta” no cenário brasileiro, talvez o que antes dividíamos entre o que um PO e que PM faziam, agora passamos a dividir o que um PM faz e o que um PS faz. Ou também pode ser semelhante ao que algumas empresas contratam como “Principal PM” ou “Staff PM”. Apesar de parecer polêmica essa afirmação, é fato, que a posição está surgindo para cobrir algum gap. Além do mais, a função é majoritariamente de pessoas seniores e também não é uma posição de gestão de pessoas. ## Conclusão Essas posições estão aparecendo timidamente em empresas maiores, com grande portfólio de produtos, em que passam a ter exigências e assertividades maiores em entregas e resultados de produtos e não há como negar que a maioridade das vagas ainda disponíveis são para Product Managers. A importância dessas novas posições nas empresas depende muito do momento estratégico em que ela está vivendo. Ou seja, cenários complexos, crescimentos acelerados ou iniciativas de grande impacto surgem gaps e portanto a necessidade de novas posições para reduzi-los. Mais uma vez, não existe fórmula mágica, existe o que melhor se adequa a cultura, necessidades e momento da empresa. Fazendo uma análise das vagas disponíveis no Brasil e no mundo em relação a essas posições, por meio do Linkedin, Glassdoor, Indeed, Catho e Google trends, observei os seguintes aspectos: - Dentre todas as vagas divulgadas e as palavras pesquisadas no google trends, a posição de product manager é disparadamente a que possui mais vagas em aberto, além de ser o termo mais pesquisado, enquanto product strategy ou product strategist é a menos disponível e menos pesquisada. - Embora a posição de program manager esteja com a segunda posição em número de vagas abertas, existem dois cenários que precisam ser levados em consideração. O primeiro é que nos Estados Unidos, diferente do restante do mundo, a carreira de program manager está mais consolidada, inclusive com empresas em que não existem product managers e sim program managers e isso faz com que o índice de vagas e procura pelo termo se elevem no cenário global. O segundo é uma característica específica do Brasil em que ao pesquisar uma vaga de program manager nos sites de recrutamento aparecem muitos resultados de project manager. O ideal seria fazer uma análise mais aprofundada segregando os dois perfis. - Embora as posições de product ops apareçam em terceiro no número de vagas disponíveis, existe o aspecto de que os dados de program manager precisam ser refinados, conforme explicado no item anterior. - Quanto ao salário, mesmo informando o que a minha pesquisa trouxe de conclusão, vale lembrar que existem fatores que os fazem variar amplamente, como região geográfica, nível de experiência, setor e indústria. De forma geral, conclui-se que os maiores salários são os de product strategy, por conta da senioridade, especificidade e do impacto desse profissional. Em segundo, os program managers, os quais recebem anualmente em torno de 30% a mais em relação aos product managers, possivelmente por conta da horizontalidade, impacto e autonomia do cargo, ou seja, da habilidade de amarrar e influenciar diversas iniciativas ampliando os resultados do programa. Já para product ops e product manager, os salários médios são bem parecidos e o que diferencia é a importância que cada empresa dá para os cargos. Ainda sobre salários, olhando por um aspecto mais amplo, quanto mais operacional é o cargo, menor é o salário, quanto mais estratégico ao negócio e maior efeito nos resultados, maior também será a média salarial do cargo. ![](https://lh6.googleusercontent.com/v9r1OdR8PNVxt4Swi-Eo6TqJx6PBrlPR4MaTTDMejs1__PgLMQPm68eXioSrvIgci32BL772PawfWVsrrFtNmuIasFZmd5_z5VVgpmL1kM_-Xf_epwnnmYGvRQWrjjr0Fh-hbJDkY0GKzrpax1A5ag0) ![](https://lh6.googleusercontent.com/BlsKfCb6gyhhy8RBnjG6NOCZu_uxdXYt46Sl7knWvHRxrVy2uGA7Vd8P6Xo69O3_jS-2pqGllFpTpRAG2rKqOtAR6o6oFtQUzcUthWTCc6sjff1sqDbK201YvltiJ4Dy8tP0LXjuQGqwBIQmYKk5Yn8) ![](https://lh3.googleusercontent.com/RX6yyXpG7NQ5yHcVXw1HTRuDqFXH6j-muycwx-Xx_D9QRNbG6SHvcfMVeNHLdqxAjR9_NF0gVfzYHwa11bVi6t9AHOzSNe3bG2bkebKQfzaX_Fu8Y4GjmFiC9DNGz-9kNX6akc_oJJlcun5Yoar-EBc) Chegar nessas posições pode ser considerado uma transição de carreira ou uma evolução de carreira em product management, dependendo do prisma em que a análise é feita. Para quem já possui uma ampla experiência como product manager pode ser mais fácil transicionar para essas cadeiras, mas há espaço para todo mundo desde que tenham as habilidades e qualidades necessárias para exercer esses novos cargos. ### Do front ao back: mudando de produto de interface para produto de plataforma (e por quê isso deveria ser um objetivo de carreira) URL: https://productoversee.com/blog/do-front-ao-back-mudando-de-produto-de-interface-para-produto-de-plataforma-e-por-que-isso-deveria-ser-um-objetivo-de-carreira/ Last updated: 2023-04-19T10:46:28.000Z [![](https://productoversee.com/content/images/2023/04/Banner---Parceiros--4.gif)](https://somostera.com/?utm%5Fsource=productoversee&utm%5Fmedium=news&utm%5Fid=tera%5Ffestival) --- Há pouco mais de um ano, migrei de uma carreira em marketing e projetos para a área de produtos. Antes da transição, contudo, já trabalhava com produtos digitais, mas me dedicava a atividades que se aproximavam do escopo de um Product Ops e Product Marketing. Além disso, trabalhei bastante com comunicação e tive algumas experiências com design, de modo que, antes de decidir migrar para produto, considerei fazer a migração para UX/UI. Com essas vivências, o único caminho que enxergava na migração de carreira era fazer uma transição para produto que tivesse um front-end e fosse de uso direto ao usuário final. E assim foi. Quando fui contratada para uma posição de produto, fui alocada na squad de um E-commerce B2C para uma área de negócio específica, com um time misto composto por desenvolvedores front-end, back-end e designers. No E-commerce, lidei com vários **desafios interessantes relacionados à UX/UI devido às necessidades de conversão e aumento de receita**, mas, seis meses depois de iniciar na squad, foi decidido que o produto seria descontinuado devido a questões estratégicas da organização (assunto inclusive para outro texto!). Já vinha conversando com minha líder na época sobre a mudança, mas sem uma definição de como ficaria a minha realocação. Um dia, ela me ligou e perguntou: “Você gostaria de ir para um dos produtos de plataforma da área? O time está crescendo e precisa de mais um Product Manager”. ## Resolvi arriscar Lembro que fiquei pensativa por um tempo. Não imaginava que o produto em questão era uma possibilidade e não sentia que tinha as habilidades necessárias para gerenciá-lo (simplesmente porque não tinha uma tela). Escolhi, contudo, confiar no julgamento da minha líder na época, que via em meu perfil características relevantes para assumir esse tipo de produto, e topei o desafio. Hoje, depois de pouco mais de um semestre no contexto de um produto de plataforma, olho pra trás e **vejo o quanto essa experiência foi relevante para o meu desenvolvimento**. Não só aprendi muito em aspectos de gestão e de tecnologia, mas também passei a pensar que gerenciar um produto de plataforma é algo muito válido na carreira de um PM, principalmente os de produtos de interface. _This post is for subscribers only._ ### O que a Teoria do Comportamento de Skinner tem a ver com Produtos Digitais URL: https://productoversee.com/blog/teoria-do-comportamento-e-produtos-digitais/ Last updated: 2023-04-18T16:05:51.000Z A teoria do comportamento de B.F. Skinner pode ser aplicada em produtos digitais para entender e moldar o comportamento do usuário. Com a crescente demanda por produtos digitais eficientes e eficazes, é importante considerar como as teorias comportamentais podem ser utilizadas para criar experiências mais agradáveis e envolventes para o usuário. Meu interesse sobre o relacionamento entre Psicologia e Produtos Digitais aumentou muito após ler o livro de Morgan Housel sobre Psicologia Financeira, que resultou no artigo anterior chamado [Gerenciando Produtos: Insights do livro A Psicologia Financeira de Morgan Housel](https://productoversee.com/gerenciando-produtos-insights-do-livro-a-psicologia-financeira-de-morgan-housel/). Nesse mesmo contexto, quero explorar um pouco mais essa relação entre Psicologia e Produto, olhando desta vez para a teoria do comportamento de B.F. Skinner. A criação de produtos digitais que atendam às necessidades e expectativas dos usuários é um desafio constante e neste contexto, a teoria de comportamento de B.F. Skinner pode ser uma abordagem valiosa para entender como os usuários interagem com produtos digitais e como essas interações podem ser aprimoradas. No entanto, é importante lembrar que no uso dessas técnicas você deve ser ético e transparente, e não violar sua privacidade dos seus usuários. ## Skinner e como o comportamento é influenciado pelo ambiente B.F. Skinner foi um psicólogo americano que desenvolveu a teoria do comportamento operante. A teoria de Skinner afirma que o comportamento humano é influenciado pelo ambiente em que a pessoa está inserida e pelas consequências de suas ações. Este trabalho foi detalhado no livro “[Sobre o Behaviorismo](https://www.amazon.com.br/Sobre-Behaviorismo-B-F-Skinner/dp/8531603609?ref=productoversee.com)”, publicado na primeira edição em 1974\. De acordo com o autor, as pessoas tendem a repetir comportamentos que resultam em reforços positivos, enquanto comportamentos que resultam em reforços negativos tendem a ser evitados. > *“O comportamento é controlado pelas consequências que o homem tem do ambiente”* A teoria do comportamento operante definida por B.F. Skinner, de forma simplista, diz que: **O condicionamento operante considera que as consequências de um comportamento podem influenciar a probabilidade de este ocorrer novamente. Se essa consequência for agradável, a frequência do comportamento vai aumentar (reforço). Se a consequência for desagradável, a frequência do comportamento vai diminuir (punição).** Essa teoria tem sido amplamente aplicada em diversas áreas, incluindo a [educação](https://blog.portaleducacao.com.br/skinner-e-o-behaviorismo-psicologia-da-educacao/?ref=productoversee.com), terapia comportamental e no mundo dos [games](https://www.theguardian.com/technology/2014/may/21/candy-crush-angry-birds-psychology-compulsive-casual-games-mobile-flappy-birds?ref=productoversee.com). Quem já não perdeu horas com [Candy Crush](https://www.king.com/pt%5FBR/game/candycrush?ref=productoversee.com)? ## Estimulando comportamentos dos usuários Um Product Manager pode usar a teoria do comportamento para entender como os usuários interagem com o produto e, em seguida, criar recursos que incentivam o comportamento desejado. Por exemplo, em seu livro "[HOOKED (ENGAJADO): Como construir produtos e serviços formadores de hábitos](https://amzn.to/40YZsh8?ref=productoversee.com)", Nir Eyal argumenta que a gamificação é uma técnica eficaz para envolver e reter usuários. Ele afirma que "*a gamificação envolve os usuários, os incentiva a voltar e pode ajudar a construir hábitos duradouros*". Um exemplo de produto que usa a gamificação para incentivar o comportamento desejado é o aplicativo de aprendizagem de idiomas **Duolingo**. O aplicativo usa recompensas, como pontos e streaks, para incentivar os usuários a continuar praticando o idioma. Conforme os usuários progredirem nas lições, eles desbloqueiam novos recursos e conquistam distintivos. Esses incentivos ajudam a manter os usuários motivados e engajados com o aplicativo. Outra técnica que pode ser usada para incentivar o comportamento desejado é o uso de feedback imediato. Em seu livro "[Não me faça pensar](https://www.amazon.com.br/N%C3%A3o-fa%C3%A7a-pensar-Steve-Krug/dp/8576088509/ref=sr%5F1%5F1?%5F%5Fmk%5Fpt%5FBR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=3R2U9ZI0LF6S0&keywords=Don%27t+Make+Me+Think&qid=1680793551&sprefix=don%27t+make+me+think%2Caps%2C146&sr=8-1&ref=productoversee.com)", Steve Krug afirma que o feedback imediato é uma das características mais importantes de um bom design. Ele afirma que "se algo acontece em resposta a uma ação do usuário, a resposta deve ser imediata e clara". Quando o usuário realizar uma ação, o produto deve dar um feedback imediato para informar se a ação foi bem-sucedida ou não. Esse feedback pode incluir sons, animações ou mensagens de texto, dependendo do tipo de produto. Um exemplo de produto que usa feedback imediato é o Spotify. Quando um usuário adiciona uma música a uma playlist, o aplicativo imediatamente exibe uma mensagem de confirmação, informando que a música foi adicionada com sucesso. ## Mudando comportamentos indesejados Além disso, a teoria do comportamento operante pode ser usada para incentivar o usuário a mudar comportamentos indesejados. Exemplos: um aplicativo de condicionamento físico pode oferecer recompensas para usuários que atingem determinadas metas de exercício ou oferecer lembretes para incentivar o usuário a se exercitar regularmente. Outro exemplo, no caso do abandono do carrinho de compras, uma mensagem de lembrete pode ser enviada para o usuário para incentivá-lo a voltar a finalizar a compra. Feedbacks negativos podem ser usados para desencorajar comportamentos indesejados dentro do seu produto. No design de interfaces de usuário de maneira geral a teoria de Skinner também pode ser aplicada. Podemos usar a teoria para incentivar comportamentos específicos, como clicar em um botão ou preencher um formulário. Por exemplo, um botão pode ser projetado para aumentar a probabilidade de ser clicado, usando cores ou animações que chamem a atenção do usuário. Um produto que usa isso é o LinkedIn, a rede social profissional usa a teoria para incentivar os usuários a preencherem seus perfis com informações detalhadas, exibindo um medidor de perfil para mostrar aos usuários o quão completo está o seu perfil e oferece sugestões para melhorá-lo. ## Conclusão Em resumo, a teoria do comportamento de B.F. Skinner pode ser uma ferramenta valiosa para os Product Managers no design de produtos digitais. Ao entender mais sobre comportamento humano, estamos diretamente entendendo o comportamento do nosso usuário. Aliar a utilização de técnicas de gamificação, feedback imediato e reforço positivo, podem incentivar comportamentos desejados e desencorajar comportamentos indesejados, o que pode levar a uma experiência de usuário mais satisfatória e uma maior fidelização dos clientes. ## Referências: - [5 Ótimos livros sobre comportamento humano para entender melhor o seu usuário](https://productoversee.com/5-otimos-livros-sobre-comportamento-humano-para-entender-melhor-o-seu-usuario/), por Pablo Silva - [Gerenciando Produtos: Insights do livro A Psicologia Financeira de Morgan Housel](https://productoversee.com/gerenciando-produtos-insights-do-livro-a-psicologia-financeira-de-morgan-housel/)., por Antonio Pianca - B.F. Skinner, [Wikipedia biografia](https://en.wikipedia.org/wiki/B.%5FF.%5FSkinner?ref=productoversee.com) - B.F. Skinner, [Sobre o Behaviorismo](https://www.amazon.com.br/Sobre-Behaviorismo-B-F-Skinner/dp/8531603609?ref=productoversee.com), originalmente publicado em 1974, ed. Cultrix; 1ª edição (4 de novembro de 2011) - B. F. Skinner, o cientista do comportamento e do aprendizado [artigo](https://novaescola.org.br/conteudo/1917/b-f-skinner-o-cientista-do-comportamento-e-do-aprendizado?ref=productoversee.com#:~:text=No%20comportamento%20operante%20%28de%20Skinner,que%20Skinner%20chamou%20de%20modelagem) - Blog e podcast em Inglês [Psychology of games](https://www.psychologyofgames.com/?ref=productoversee.com) - [Portal da educação](https://blog.portaleducacao.com.br/skinner-e-o-behaviorismo-psicologia-da-educacao/?ref=productoversee.com) - [The guardian - Candy crush psychology compulsive](https://www.theguardian.com/technology/2014/may/21/candy-crush-angry-birds-psychology-compulsive-casual-games-mobile-flappy-birds?ref=productoversee.com) ### Estrutura e organização de times URL: https://productoversee.com/estrutura-e-organizacao-de-times/ Last updated: 2025-08-18T17:28:20.000Z ## O problema Trabalhar em times de produto é viver em uma constante mudança de escopo e mudanças de cenários e contextos de negócio. Principalmente quando trabalhamos em empresas alavancadas por investimentos ou que fazem muitas aquisições ou fusões, onde times inteiros são refeitos e reorganizados com frequência. Na minha visão, o maior problema das startups ou empresas de tecnologia que estão crescendo, é exatamente a percepção errada de que precisamos crescer rápido, a todo custo. Nunca vi nenhuma startup focando nos seus primeiros dias em pensar em uma estrutura e desenho organizacional que suportasse o crescimento e a escala do negócio. Isso acontece também na parte técnica. Geralmente a coisa toda é uma avalanche que chega de uma vez para os times e aí entra tudo isso que conversamos: mudança de escopo, velocidade de entrega, geração de débitos técnicos, reorganizações de times e seus escopos, mudança de prioridade de negócio e tantos outros tópicos importantes. Quando não pensamos, minimamente, em um desenho organizacional escalável, nós relegamos o time a: - **Delimitação de escopo**: Não ter uma visão ou delimitação clara dos seus escopos, o que leva à uma cegueira de objetivos; - **Demandas internas**: Não planejamos sobre como vamos atender times ou suportar o crescimento de times internos; - **Falta flexibilidade para mudar:** Times não conseguem se adaptar às mudanças de planos ou prioridades, criando desmotivação, falta de qualidade do produto, falta de governança técnica entre outros; - **Cultura de silos:** Promove uma cultura fechada de trabalho. Quanto menos nos relacionarmos com o mundo exterior, melhor, porque conseguimos controlar nosso escopo e nossas responsabilidades, sem interferência externas; Logo, quando uma empresa sai de 50 funcionários e vai para 300\. Ou um time de produto que trabalhava com 2 ou 3 times, vai para 5 tribos, com 4 times em cada tribo, os canos começam a estourar. Mas aí não existe mais margem de manobra para "pararmos para arrumar a casa". O tradeoff é muito dolorido. Não dá para sacrificar o crescimento do negócio, perdendo essa janela de evolução, por que não conseguimos definir com qual time vai ficar os serviços de autenticação, ou quem vai cuidar da API de checkout. Dessa forma, eu entendo que é importante que a liderança da empresa tenha um plano de escala de estrutura organizacional, conectada com o plano de crescimento do negócio. Que para mim, deveria ser óbvio. Todo investidor pergunta onde e como o dinheiro do investimento vai ser utilizado, oras, dessa forma, um plano de crescimento de time e seus escopos, conectados com os objetivos de growth do negócio deveria já estar desenho, incluindo como a empresa se organizaria para entregar essa estratégia. ## A visão matricial Para mim, a visão matricial de organização de times e empresas funciona muito bem. Ela é totalmente escalável, flexível o bastante para comportar mudanças de planos e escopos dos times e suportar o crescimento (ou não) do negócio. Mas estrutura matricial de empresas não algo facilmente absorvido pela maioria das pessoas. Alguns odeiam, outros amam. Há sim alguns pontos importantes que devemos prestar atenção quando falamos sobre estrutura matricial, como: - **A hierarquia de responsabilidade e decisão fica muito dividida ou confusa**: De fato, os times começam a ter uma liderança funcional e outra liderança contextual daquela frente de atuação. Dessa forma, é importante que pessoas, como PMs, consigam saber exatamente como e para quem fazer reports e alinhamentos. - **O headcount aumenta muito**: De fato, dado que a estrutura matricial se suporta em criar unidades verticais composta por áreas multidisciplinares, de forma que essas iniciativas verticais sejam independentes de outras unidades, a visão de silos, que geralmente tenta suportar várias iniciativas de diferentes áreas, deixa de existir; - **Dificuldade de manter sinergia entre as áreas**: embora as unidades verticais de negócio devem ser independentes, elas precisam ter grandes níveis sinergia e comunicação. Caso contrário, voltamos a estaca de criação de silos, só que em vez de silos específicos de uma disciplina, nós temos um silo contextual. Nesse caso, é necessário haver uma governança de processo que garanta a comunicação, o alinhamento e a sinergia entre as áreas. Isso precisa ser responsabilidade dos líderes e gestores, além do time de operações (estratégia, product ops, agilistas etc); - **Conflito entre as lideranças horizontais e verticais**: o ego sempre é nosso inimigo. Geralmente quando estamos numa estrutura matricial, é comum que lideranças da horizontal, principalmente, entendam que estão perdendo força de decisão, por terem apenas uma responsabilidade funcional e técnica sobre as pessoas daquela especialidade, sem ter tanto uma atuação nas decisões de um escopo de iniciativa ou de negócio. Algo parecido pode acontecer com lideres da vertical, onde diversas vezes acham que tem poder de decisão técnica, tentando direcionar duramente como algo deveria ser feito ou construído. Para mim, são duas responsabilidades claras: quem lidera a vertical decide o O QUE. Quem está na horizontal, ajuda o time a decidir o COMO. Vemos isso depois; Contudo, eu entendo que se a estrutura matricial deve ser implementada de forma evolutiva e quanto mais cedo uma empresa começar a fazer a mudança, melhor. Se houver aquele plano de evolução de estrutura de organizacional, conectado com o plano de investimento e crescimento da empresa, a estrutura matricial não é dolorida. O difícil é quando empresas já estabelecidas, com uma estrutura atual complexa, tenta mudar de uma vez para a estrutura matricial. Não funciona. A estrutura organizacional precisa ser alinhada com a estratégia e proposta pretendida pela empresa. Eu não estou dizendo que a estrutura matricial é uma bala de prata. Mas para empresas de tecnologia, elas costumam funcionar muito bem. Para empresas de outras naturezas, pode não funcionar totalmente. Então, tente identificar critérios na sua empresa para entender se faz sentido ter uma organização estrutural totalmente baseada em matriz, ou se há adaptações a fazer. Contudo, definitivamente, eu entendo que para times de produto, uma estrutura matricial faz muito sentido, por que conecta os times exatamente com a visão estratégica perseguida pela empresa. ### O que é uma estrutura matricial _This post is for subscribers on the Plano Scale-up and Plano Unicorn tiers only._ ### A Arte do Foco URL: https://productoversee.com/blog/a-arte-do-foco-um-tema-abrangente-e-que-amarra-algumas-coisas-fundamentais/ Last updated: 2023-04-17T10:46:17.000Z Recentemente percebi um tema abrangente que vem sido recorrente para mim. Talvez seja em função da minha jornada para me tornar um essencialista (como descrito no [ótimo livro do Greg McKeown](https://www.amazon.com.br/Essencialismo-disciplinada-busca-por-menos-ebook/dp/B00WJ1L21O/ref=sr%5F1%5F2?crid=SUXRX2EQ7US5&keywords=greg+mckeown+livros&qid=1680855289&sprefix=Greg+McKeown%2Caps%2C3496&sr=8-2&ref=productoversee.com)), e como tenho tentado ser muito mais intencional em fazer menos coisas, mas levá-las mais adiante. ![](https://lh5.googleusercontent.com/EHLaWsYQrvr8CnrupMSxuoyH9jhWeKDr2nfl64I2T1sOgNvX-MvLpyDeOiYI3hU7JnLGFPRLC1Exx43JhTSWTg54dFBCkHfiYtR6JbdxhyCyvjW6-MmqJEn_q-jj-9H3jmGxuSW2QUQ5SF7VVGacIMo) Acontece que nós, humanos, temos uma capacidade incrível de preencher nosso tempo. É só você pensar em como lidou com a última vez que teve aquele dia completamente livre, e qual foi o resultado. Que fique claro, não há nada de errado em não fazer muita coisa útil em determinados dias, muito pelo contrário, é saudável, pode levar à reflexão, e tantas outras coisas positivas. O ponto é ser intencional, jamais só estar ocupado (somente por estar). A meta é sempre fazer a coisa certa agora, e depois de novo. Descobrir qual é a coisa certa a ser feita agora é mais uma arte do que ciência exata - e aí está o desafio: ## Se você pudesse fazer somente uma coisa, agora, qual seria? O que faz desta pergunta simples frequentemente tão difícil de responder é porque ela é muito importante e empoderadora, por tratar de foco, mas em qual direção? Num exercício recente de internalização de um *feedback* sobre quando falei de foco com meu time, eu descobri um novo enquadramento que acredito que pode ajudar a melhor articular o que realmente significa estar focado, num nível mais prático. Você vai ter que me desculpar pela completa falta de talento para esboçar algo, mas tudo bem, já que o que interessa é o entendimento do que estou tentando comunicar (e sim, eu escolhi minha batalha e resolvi focar na essência…). ![](https://lh3.googleusercontent.com/Jm0AJPaE9LDSKDNB9T5ASDe__Kx7Pb1_9HfBd0ntoWhDaYEAFFScd7bJZdRmZM3mg0aE4gEInOUAcR2shKh2J5chsqQLAbXx17Tg_6InGCx18eubLGHbR6PcdGeR5W4p4vSVWnsUfjnHD68rAyefvrI) O que estou tentando comunicar neste singelo esboço, que poderia ter sido feito pela minha filha de seis anos talvez até com maior maestria, é que foco deve levar pelo menos três primas em perspectiva, para ser mais efetivo: - O que define sucesso no longo prazo? Qual é o propósito, para onde estamos direcionados? - Então ser capaz de reduzir, e definir resultados de curto e médio prazos que podemos utilizar para avaliar progresso. - Para então, finalmente, e quem sabe mais importante, qual a coisa em que posso focar agora que vai nos mover na direção correta? Tenho plena consciência e apreciação de que isto é muito mais facilmente dito do que feito. Mas precisa começar de algum lugar, e sempre sugerirei começar por onde está, ancorado na realidade. Comece pequeno, aprenda, e continue implacavelmente… É importante perceber também que este é um processo contínuo e sem final, em que se pode estar ancorado no propósito do horizonte de longo prazo, que guia a definição de metas mais tangíveis para o próximo horizonte de tempo razoavelmente em controle, e que finalmente se executa através de foco afiado no que se pode fazer agora! Uma das minhas frases favoritas foi uma resposta precisa do escritor G.K. Chesterton à pergunta "o que há de errado no mundo": **"Eu."** Acho ela fascinante porque traz uma reflexão profunda embutida, na minha visão, que é a de, no frigir dos ovos, o que realmente importa é o que *eu* consigo fazer, ou que pelo menos consigo influenciar. Uma outra forma de conceber esta ideia poderosa, pelo menos no sentido do foco no agora, é esta: **"Já é suficiente a preocupação de cada dia” (Mateus 6:34c)** Mas Chesterton posteriormente complementou sua resposta, num livro que tem como nome justamente a pergunta original, e lá ele apresenta um outro prisma, complementar, e que eu infiro como uma alusão aos horizontes de tempo mais longos a que me referi no meu singelo modelo visual: **"O que há de errado é que não perguntamos (suficientemente) o que está certo."** Articular o que seria "certo", que é sinônimo, no contexto, do que é desejável, ou ideal, trata justamente de ter o senso de direção, e por causa disso possibilitar a definição de critérios (de avaliação) de sucesso. E curiosamente, meus últimos dois artigos aqui para o Product Oversee têm bastante sinergia com o tema foco: - Em [Por onde atacar o problema: no design, na implementação ou na entrega do serviço?](https://productoversee.com/por-onde-atacar-o-problema-no-design-na-implementacao-ou-na-entrega-do-servico/), apresentei uma perspectiva sobre ter a clareza das possíveis opções em se tratar de um problema, e com isso poder determinar melhor o que fazer agora. - Em [Gerenciando fluxo, prioridade, valor e riscos](https://productoversee.com/gerenciando-fluxo-prioridade-valor-e-riscos/), fiz um apanhado do que são, provavelmente, os conceitos com aplicabilidade mais universais que conheço em gerenciar trabalho do conhecimento (tal como desenvolver produtos digitais), e que, em última análise, tratam também de foco, em como executar de uma forma mais afiada e direcionada ao que importa mais. E se você chegou até aqui, quem sabe com algumas sinapses e pensamentos girando a mil na sua cabeça, talvez venha a perceber que padrões similares se aplicam também em como ter foco na execução de produtos digitais, e como medir sucesso no seu contexto, por exemplo, de um time de produto responsável por alguns componentes ou uma jornada do usuário, sendo que: 1. **O foco de horizonte longo é a conexão com os indicadores de negócio mais fundamentais (ligados ao que gera receita ou economiza custos, na essência);* 2. **E então, para o foco de metas, precisa-se entender qual é a teoria, e como se pode medir, como o seu produto ou componente poderia contribuir para os indicadores de negócios;* 3. **E, finalmente, no foco do agora, qual experimento estamos priorizando pois acreditamos ser a melhor hipótese de como mover o ponteiro na direção desejada.* Acredito que este enquadramento de como medir sucesso com a mesma perspectiva de como tratar foco, pode ser muito útil para quando se tem dificuldade de definir precisamente como medir sucesso num time de produto, por exemplo. Mas este artigo já ficou de bom tamanho, então quem sabe numa próxima oportunidade elabore mais sobre isso. ### Como não cair na síndrome do impostor URL: https://productoversee.com/blog/como-nao-cair-na-sindrome-do-impostor/ Last updated: 2023-04-14T10:45:59.000Z Independente da sua área de atuação, provavelmente você já se perguntou durante ou após o trabalho, se era aquilo mesmo que você queria para sua vida, se todo seu esforço realizado, todo perrengue que você passou até chegar aqui, valeu ou valeria a pena. E provavelmente isso impactou não apenas o seu trabalho, mas sua percepção como pessoa. Vim de computação, fui desenvolvedor Java por alguns anos no início de minha carreira. Durante esse tempo, estava fazendo pós graduação em Gestão Ágil de Projetos e no meio do curso, consegui a vaga para Product Owner. Por mais que tivesse bastante noção teórica (tanto da pós, quanto de estudos prévios), me faltava a prática do dia-a-dia. Em alguns momentos fiquei sobrecarregado e pensando nas decisões ruins que fiz durante essa primeira experiência. E isso me sabotou bastante por algum tempo. Entendo que não é um assunto comum, mas entendo também que coisas assim devem ser exploradas para haja percepção "não estamos sozinhos". Por isso, trago algumas observações, insights e lições que consegui tirar de toda essa trajetória, sobre o meu comportamento de evolução na cadeira de gestão de produto ## 1 - Não se apresse, você não precisa saber de tudo logo de cara Teoria é bastante importante, pois é nela que você tem a visão mais macro da sua área. É através dela, que você consegue colocar em prática as necessidades das demandas. Mas uma é complementar a outra, pois você pode precisar da teoria para prosseguir com a prática. E muitas vezes você vai usar algum conhecimento teórico para resolver algum problema que possa surgir. E apenas com prática, teremos esse conjunto completo. Conseguimos isso errando, identificando o erro e melhorando sempre que for preciso. Não precisa ter medo de não acertar logo de primeira, pois isso é fundamental para que possamos crescer. Não tenha medo de não errar, e sim de não saber como contorná-lo. ## 2 - Seus conhecimentos extras valem. E muito Como dito antes, vim de computação, meu início de carreira foi como desenvolvedor. Então eu tinha bastante conhecimento do downstream, da parte de arquitetura do sistemas, quais informações irão propagar, como seria a modelagem dos dados, das telas, das APIs, etc. _This post is for paying subscribers only._ ### Aplicação de técnicas de desenvolvimento de produto no dia a dia de projetos de plataformas offshore URL: https://productoversee.com/blog/aplicacao-de-tecnicas-de-desenvolvimento-de-produto-no-dia-a-dia-de-projetos-de-plataformas-offshore/ Last updated: 2023-04-26T04:32:39.000Z Como implementei o método Kanban em projetos de manutenção offshore e hoje lidero projetos de transformação digital. Priorização, entendimento das necessidades e métricas são a chave para um fluxo de entrega de valor constante. _This post is for subscribers only._ ### Dá pra ser mais rápido com discovery; saiba como URL: https://productoversee.com/blog/da-pra-ser-mais-rapido-com-discovery-saiba-como/ Last updated: 2023-04-12T10:46:05.000Z --- Times inteiros de produto têm sido impactados com as demissões em massa que aconteceram nos últimos meses em [startups e empresas grandes](https://productoversee.com/pm-em-grandes-empresas-x-pm-em-startups/). Os motivos podem variar, mas tenho percebido um padrão após o famigerado ‘inverno tech’: uma cobrança maior para se chegar a uma execução rápida. O próprio questionamento da agilidade pode ser um dos sintomas. Executivos e *middle managers*,** principalmente de áreas que **não são de produto**, têm questionado bastante a atuação dos times de tecnologia. Muitos, inclusive, mantêm o viés de que *discovery* é algo demorado demais e que a empresa precisa de mais velocidade. O tempo dirá se essa abordagem deve funcionar. No momento, muitos times de produto se veem vulneráveis a essa visão e, em alguns casos, precisam se adaptar para responder mais rapidamente a essa necessidade de ter clareza de qual caminho seguir. Em busca de se adaptar a este momento, sugiro seguir alguns passos para redefinirmos o que é *discovery* dentro do seu contexto. ## 1\. Um olhar mais pragmático para discovery _This post is for subscribers only._ ### Transição de carreira URL: https://productoversee.com/transicao-de-carreira/ Last updated: 2025-08-18T17:25:34.000Z No final de 2022, Philip Aldrick, um repórter Sênior de economia da Bloomberg,[ escreveu](https://www.bloomberglinea.com.br/2022/12/26/batalha-contra-a-inflacao-nao-esta-ganha-e-recessao-vira-em-2023-mostra-pesquisa/?ref=productoversee.com) que a “Batalha contra a inflação não está ganha e recessão virá em 2023”. Nesse momento, um milhão de pensamentos passa na cabeça de todo profissional, pois não temos certeza de nada sobre o que será os próximos passos das empresas que estamos atuando. Momentos como esse podem ser vistos por duas óticas: 1. O pior cenário e mais extremo, quando podemos ser cortados dos nossos empregos a qualquer momento, sem muita perspectiva de melhora no curto prazo e poucos contatos para buscar uma recolocação. 2. Um cenário mais otimista, quando conseguimos encontrar alguma oportunidade nesses momentos de caos, seja tirar aquela ideia do papel e abrir um negócio ou até mesmo começar a executar seu plano de transição de carreira. Quando nos deparamos e encaramos com uma oportunidade, o melhor a se fazer é abraçá-la e buscar algo que faça sentido e se mudar de profissão é um dos seus planos, esse guia irá te ajudar nisso. Apesar de ser um guia de transição para a carreira de gestão de produto, o conteúdo desse guia pode ser de grande valia para qualquer profissão. Transição de carreira é uma das ações mais poderosas que um profissional pode realizar quando está cansado da posição atual e quer conhecer novas perspectivas, novas áreas de atuação e se encaixar em uma cadeira que faça mais sentido com seu momento de vida e de carreira. Não existe idade, raça, sexo ou nacionalidade que impeça você de buscar seu lugar ao sol e migrar de uma posição atual para algo futuro, que talvez faça mais sentido, seja por maior perspectiva de crescimento profissional ou apenas para ganhar mais do que atualmente. Mas nem tudo são flores e realizar uma transição de carreira pode ser bastante cansativo, demorado e nem tão simples, como pode parecer. Lembre-se, realizar uma transição rápida é para poucos, é a mais pura exceção a regra. Na realidade você encontrará muita concorrência e mais outras centenas de milhares de pessoas também querem realizar transições de carreira, tornando o processo ainda mais difícil. Neste material, traremos pontos fundamentais para você estruturar de forma estratégica a sua transição de carreira para produto e buscar sua primeira posição atuando como Product Management. _This post is for subscribers only._ ### O que é estratégia URL: https://productoversee.com/estrategia-de-negocio-e-produto/ Last updated: 2025-08-18T17:29:10.000Z ## A definição que eu acredito do que seja estratégia É estranho começar esse tópico dizendo que é difícil definir o que é estratégia. Parece aquela citação[\[1\]](#fn-1-7f3a5700ce59c95b) famosa creditada ao Santo Agostinho que diz "Eu sei o que o tempo é, até alguém me perguntar a sua definição e então eu não consigo responder". Estratégia se encaixa nessa mesma categoria. Acredito que a estratégia de negócio seja o principal direcionador para tudo o que fazemos na empresa. Eu sei, é óbvio, contudo, é muito comum ouvirmos queixas sobre o mau alinhamento ou falta de comunicação da estratégia da empresa. Dessa forma, não há outra maneira de começar esse assunto sem abordarmos e estabelecermos uma base fundamental do seja estratégia. A estratégia de produto são as escolhas que a área priorizará, com o intuito de trazer resultados para o negócio, contribuindo com o posicionamento pretendido pela empresa, por meio da experiência de uso e do comportamento dos usuários nas nossas plataformas. Você precisa entender que existe uma linha divisória entre decidir O QUE fazer e decidir COMO fazer. Essa fronteira é muitas vezes difícil de perceber, e se a ultrapassarmos, estaremos removendo do time o seu poder de autonomia para tomar decisões. Na minha opinião, quando olhamos do ponto de vista do negócio, a estratégia de produto já é parte da resposta do COMO fazer para alcançarmos nosso objetivo de longo prazo. Exemplos de decisão estratégica de produto: - Decidir o segmento ou sub-segmento (de mercado ou usuário, por exemplo) que focaremos nesse momento. Esse segmento é uma derivação do segmento de mercado/usuário já definido pela estratégia de negócio; - Definir se haverá um ou vários apps para atender os usuários de um segmento (B2B, B2C, parceiros, etc); O óbvio tem que ser dito: a estratégia de produto é uma derivação direta da estratégia de negócio. Mas o que realmente é estratégia de negócio? ### O que é estratégia a partir de uma visão de negócio Nas palestras do Michael Porter[\[2\]](#fn-2-7f3a5700ce59c95b), ele sempre contextualiza o que é Estratégia na visão dele, e então, a partir dali, ele desdobra sobre suas perspectivas acerca do assunto. É também muito comum que livros sobre esse assunto também comecem com frases mais ou menos assim: "Nesse livro, estratégia é...". Exatamente por que pessoas diferentes explicam o que é estratégia de formas diferentes. Talvez, por causa dessa diversidade de definições sobre o que é estratégia, as empresas e seus times muitas vezes se perdem, sem uma direção clara de para onde estão caminhando ou sem ao menos justificarem os resultados que estão buscando. Mas não há nada ruim que não possa ficar pior: a empresa pode estar considerando uma definição de estratégia equivocada e mal elaborada. A história do "quando não se sabe para onde quer ir, qualquer lugar serve" não pode ser tolerada nesse caso. Quando a liderança não sabe para onde quer ir, é fim pode ser desastroso. Todos sabemos que estratégia está atrelado a visão macro de longo prazo. Mas essa é a parte fácil. O difícil é entendermos como isso é criado, desdobrado, evoluído e monitorado. No mundo real raramente temos respostas óbvias, por isso, não quero que a minha palavra valha mais do que a sua, pelo contrário: espero que você absorva o relevante do meu ponto de vista para formar a sua visão crítica sobre esse assunto. Para termos uma discussão saudável sobre os assuntos que contemplam esse livro e para você entender todas as ideias que trarei, é importante que você saiba qual a definição de estratégia que acredito, mesmo que não seja a mesma definição que você acredita. Dessa forma, consigo ficar tranquilo para seguir com o meu racional durante todo o livro. Para mim, foi mais fácil entender o que é estratégia a partir do que não é estratégia. _This post is for subscribers only._ ### Saiba o que os cursos de PM não te ensinam - parte 1 URL: https://productoversee.com/blog/saiba-o-que-os-cursos-de-pm-nao-te-ensinam-parte-1/ Last updated: 2023-04-14T17:22:01.000Z Primeiramente, muita calma. A ideia desse artigo não é falar mal sobre os cursos que existem no mercado. Esse artigo tem alguns fatos curiosos que serão citados ao longo do texto, mas ele reúne basicamente visões de duas Product Managers com um ano de mercado e outra coisa em comum: o nome Beatriz. A PM Beatriz Nunes, abriu a agenda durante o segundo semestre de 2022 diversas vezes para ajudar pessoas que estavam nesse processo de transição de carreira. A Beatriz Saito teve uma atuação maior com produções de conteúdos em redes sociais, participações em organizações de eventos e ações que possuem objetivos de disseminar conhecimentos sobre a atuação de um PM. E é sobre o que aprendemos durante nossas experiências no contexto de transição de carreira para produto que esse texto, escrito a quatro mãos, vai se desdobrar. Se você quer entender as necessidades para alcançar o famoso primeiro sim, consuma esse artigo sem moderação. ## Fazer curso vai além de assistir aula! Sabe por quê? Foi exatamente em um dos cursos que nos conhecemos pessoalmente. Acabamos dividindo o mesmo quarto de hotel e somente na hora que fechamos a reserva, descobrimos que já éramos conectadas e que já havíamos conversado através do instagram. O da [Saito](https://www.instagram.com/abiasaito/?ref=productoversee.com), focado em tecnologia, o da [Nunes](https://www.instagram.com/defrentecomproduto/?ref=productoversee.com), à época, apenas pessoal \[hoje já existe um profissional\]. Ou seja, fizemos cursos \[alguns deles juntos\] e as experiências foram muito boas. Mas, foi preciso estar em um curso presencial para ampliarmos nosso leque de temas debatidos até chegarmos a um artigo aqui no Product Oversee. Temos uma visão muito parecida quando somos questionadas sobre fazer ou não a escolha de investir em cursos. Isso porque, no fundo, o problema não é "fazer ou não um curso". _This post is for subscribers only._ ### 12 livros fantásticos que vão te ajudar a se destacar como líder em produtos digitais URL: https://productoversee.com/blog/12-livros-fantasticos-que-vao-te-ajudar-a-se-destacar-como-lider-em-produtos-digitais/ Last updated: 2023-04-10T13:28:19.000Z Percebo que além de alguns desafios na formação de líderes para a área de gestão de produtos digitais, há também um flagrante interesse da comunidade de produto em desenvolver as skills necessárias para dar um salto profissional. Além de ótimos cursos para quem quiser se aventurar no desafio, a busca por conhecimento não é restrita a eles. A verdade é que liderar em produtos digitais não é uma tarefa fácil. Desde mudanças tecnológicas constantes até o gerenciamento de equipes geograficamente dispersas, os desafios que os líderes de produtos digitais enfrentam são muitos, além de variados e complexos. Foi por isso que eu selecionei cuidadosamente 12 livros que eu sei que vão te ajudar a desbloquear todo o seu potencial de liderança e criar uma cultura de produto forte, independentemente dos desafios que você possa estar enfrentando em sua carreira. Esses livros fornecem *insights* valiosos sobre como liderar equipes em tempos de incerteza, bem como estratégias para gerenciar mudanças tecnológicas e alavancar a criatividade em seus projetos. Os livros selecionados aqui estão organizados em quatro grupos distintos, cada um com uma afinidade específica, para deixar as coisas mais fáceis e te dar uma força extra para explorar uma variedade de tópicos importantes relacionados à liderança em produtos digitais. O primeiro grupo é voltado para a liderança especificamente no contexto de produtos digitais, abordando temas como gestão de produtos, inovação e estratégia. O segundo é destinado a novos líderes, e fornece *insights* sobre como liderar equipes com sucesso, como se adaptar a um novo papel de liderança e como sobreviver aos três primeiros meses no novo papel. Já o terceiro grupo é sobre *feedbacks* e a arte de engajar as equipes, com foco em como fornecer *feedbacks* efetivos e honestos, como motivar as equipes e como criar uma cultura de colaboração e confiança. Por fim, o quarto grupo trata de temas como estratégia, organização e tática no dinâmico mundo digital, abordando temas como gestão de mudanças, tomada de decisões e resolução de problemas em um ambiente em constante mudança. _This post is for subscribers only._ ### Impacto e Esforço - PM, você não precisa esperar o time URL: https://productoversee.com/blog/impacto-e-esforco-voce-nao-precisa-esperar-o-time/ Last updated: 2025-07-14T01:08:04.000Z Impacto e esforço são os dois principais mecanismos para que PMs consigam gerenciar expectativas de delivery. Geralmente o PM se foca muito no impacto, delegando esforço para o tech lead ou para o time de devs. Na minha visão, tudo errado. Alguns pontos: - Para começar confundimos vazão com esforço. As duas coisas são conectadas, mas não são o mesmo; - PMs entendem que medição de vazão/esforço é tarefa do Agilista ou do TechLead/Time; - Poucos PMs sabem medir impacto, criando uma confusão sobre o tipo de impacto e como medir esse impacto; - PMs não colocam na conta esforço do time de design; - Impacto não necessariamente precisa ser percebido pelo usuário; ## Foca na vazão e não esforço PMs são as pessoas que controlam o fluxo de trabalho para o time. Se você colocar 10 coisas para fazer, o time tentará pegar essas 10 coisas para fazer. Se colocar 5, o time pegará 5. O time é responsável por falar sobre o esforço de trabalho que cada uma das iniciativas. O esforço é exatamente a estimativa do que eles entendem que precisa ser executado para uma história ser executada. Aqui já começa os primeiros problemas; - Time tem que começar a ter a visão a partir do épico, não da história; - Os épicos são conectados em iniciativas maiores. O Tech Lead ou o responsável pelo time técnico, e o líder de design (ou o próprio designer) precisam ter participar ou ter conhecimento detalhado das iniciativas, entendendo quais as oportunidades aquela iniciativa irá impactar e quais KRs temos que movimentar; - O líder técnico, designer, dados e PM (ou quem mais precisar), definem o quanto da iniciativa é viável de execução; O esforço de fazer isso, será medido pelo time. E você, como gestão de produto, não precisaria, teoricamente, utopicamente, se preocupar com o esforço, pois você sabe que o que foi contemplado dentro dessas iniciativas (épicos), são totalmente viáveis de serem executadas. Isso se você tiver já um portifólio de iniciativas/oportunidades bem feito e gerenciado... Mas essa é outra história. Não deveria interessar para você se a história é de tamanho G, se é um chiuaua ou é 233 no Fibonacci. O esforço daquele item (geralmente história), é de preocupação do time. Bom, se o time está calculando o esforço de um item, é porque esse item foi priorizado. Se ele foi priorizado, é porque você sabe que aquela coisa pode ser feita em tempo hábil... Por que foi você que escreveu a história e como você é alguém competente, tomou o cuidado de escrever uma história mais ou menos no mesmo tamanho de todas as outras anteriores... Guia básico de PM aqui, certo? Saindo de pressuposto de escrita de história do mesmo tamanho... é você que controla quantas histórias o time fará. Logo, você controla a vazão do time. E como você sabe qual a vazão do time? Oras, simples: você lê o [livro do Raphael Albino](https://amzn.to/3FHn6Gu?ref=productoversee.com) e descobre o que é [Leadtime e Throughput](https://diegoeis.com/estatistica-basica-nas-entregas-de-projetos-agile-moda-mediana-e-percentil-html/?ref=productoversee.com). PMs acham que medir leadtime e throughput do time é uma responsabilidade do agilista. Eu acho que, na verdade, o agilista, o time e o techlead precisam ser bastante interessados nesses números. Mas o PM é talvez o segundo maior interessado (depois do time, na minha opinião), pois com esses números você consegue garantir a gestão de expectativa de entrega com os stakeholders e com a empresa. Logo, saber que o time entrega 5 tarefas na semana, ou 20-25 no mês, serve como base para você se comprometer com as entregas. Melhorar esse número, é responsabilidade do time com o techlead. Conhecer esse número e criar acordos/promessas/comprometimento de entrega de roadmap, é responsabilidade do PM. Claro, bons TechLeads/Tech Managers são parceiros incondicionais dos PMs e líderes de produto nesse contexto. ## Impacto Para começar, o que é impacto? A gente confunde muito quando falamos sobre impacto, por que geralmente as pessoas acham que impacto é só uma coisa, imutável, e que a definição dependerá do produto ou da empresa. _This post is for paying subscribers only._ ### Como provocar um roadmap de estabilização - Parte 2 - Pentest URL: https://productoversee.com/blog/como-provocar-um-roadmap-de-estabilizacao-parte2/ Last updated: 2023-04-05T22:26:57.000Z Você pode ver [a primeira parte desse artigo aqui](https://productoversee.com/como-provocar-um-roadmap-de-estabilizacao/). Enquanto escrevia este artigo, foi detectada por uma consultoria de cyber segurança, a americana Cyble, noticiou na imprensa o vazamento de 2,1 milhões de dados de cartões de créditos que estão rolando na Deep Web e na Dark Weeb pelo grupo de hackers Biden Cash. Do Brasil foram vazados 19.700 cartões, já do campeão Estados Unidos 965 mil cartões vazados ([matéria na íntegra](https://olhardigital.com.br/2023/03/06/seguranca/dark-web-vaza-21-milhoes-de-cartoes-de-credito-e-debito/?ref=productoversee.com)). Muitas das vezes quando trabalhamos em desenvolvimento de software, ou por desconhecimento, ou por desatualização, acabamos produzindo itens em produção que não estão de acordo com os melhores ou mais atuais padrões de segurança. Um estudo publicado pela consultoria Ernst & Young (EY) de julho de 2020, mostrava que houve um aumento de quase 300% nos ataques aos sistemas corporativos (FORT, 2022). Então, para nós de produtos, é crucial entender o que é um Pentest e por que ele é importante para a segurança de seus produtos. Um Pentest, também conhecido como Teste de Penetração, é um processo de teste de segurança que envolve a simulação de um ataque cibernético em um sistema ou aplicativo, a fim de identificar vulnerabilidades que possam ser exploradas por um invasor real. Se já na primeira parte desta série deixei claro que não é função de produtos executar as ações que provoquem o roadmap de estabilização, neste agora temos um agravante, NÃO É RECOMENDADO QUE OS DESENVOLVEDORES ENVOLVIDOS NO PRODUTO façam este teste. É de extrema importância para que este teste seja bem realizado, que a sua empresa tenha uma consultoria séria e homologada que realize estes testes. _This post is for subscribers only._ ### Vendendo o “cheiro do bife” com o Canvas de Proposta de Valor URL: https://productoversee.com/blog/vendendo-o-cheiro-do-bife-com-o-canvas-de-proposta-de-valor/ Last updated: 2023-04-05T22:25:28.000Z Enquanto estava cursando engenharia de computação na UTFPR, pude participar de alguns eventos de competição, como *hackathons* e *startups weekend*. Em linhas gerais, caso você nunca tenha ouvido falar sobre esses tipos de eventos, geralmente acontecem nos finais de semana onde você idealiza um produto do zero e no último dia apresenta sua solução. Foi durante minhas participações nesses eventos que eu conheci o termo “vender o cheiro do bife” e no artigo de hoje vou compartilhar um pouco mais sobre como podemos vender o cheiro do bife no nosso mundo de produtos utilizando o **Canvas de Proposta de Valor**. ## Afinal, o que significa vender o cheiro do bife? Já resolveu entrar em um estabelecimento por causa daquele cheiro da sua comida preferida que te faz relembrar de bons momentos que viveu com amigos e familiares? Ou ainda, fica namorando a vitrine de bolos e escolhe uma fatia que é igualzinha aquela que tinha na sua primeira festa de aniversário?! Hummmm, tudo isso já deu água na boca né?! ![](https://lh4.googleusercontent.com/P88GEfWRW5IlA_lNhLeBAJ-wBMeSO0nMi4Vob3HYLhCm0XNGOZen_IraMR031zufxkVWOiiO-rXE7TztNAVPBl11zFJn_NubUdYG5K5Akqsi0NJZyh6Ffe5Fzb_KhP9tpMTatLvUkHWEQEcui5NaRvw) Se você notar, nos exemplos que citei acima, todos fazem lembrar de experiências e momentos memoráveis que você já viveu. Você se sente bem só de sentir o cheiro dessas comidas e no fim das contas acaba consumindo. Conquistado pelo cheiro! No mundo de produtos não é diferente. Nós precisamos, sim, de um produto recheado de funcionalidades que facilitem a rotina dos usuários, mas precisamos também planejar para este produto criar experiências memoráveis! Vender o cheiro do bife nada mais é que instigar seu cliente a consumir seu produto. O cliente nem o produto precisou utilizar, mas só de sentir o cheiro percebeu ser uma necessidade. Nos mundos de negócios B2B, vender o cheiro do bife significa mostrar para o seu cliente que você resolve dores e necessidades que ele passa na sua rotina de trabalho. Aqui, o “como” pouco importa - seja por uma funcionalidade nova, tecnologia de ponta, uma nova integração via API - porque o que realmente importa é “o quê” você vai resolver. ### Você pode não ter escutado essa expressão, mas com certeza já deve ter escutado a palavra "pitch" *Pitch* é uma apresentação de poucos minutos onde você apresenta sua solução. Nas maratonas de programação que participei, sempre haviam oficinas com mentores especialistas em negócios para nos ensinar a fazer um bom *pitch*, ou seja, a vender bem o cheiro do bife. No fim dessas competições, quem vence é o time que melhor apresenta sua solução. Você pode apresentar um sistema funcional ou você pode apresentar um protótipo de alta fidelidade, por exemplo. A banca de jurados te avalia pelo o que você apresenta durante os poucos minutos. Não avalia sua trajetória durante a maratona. 💡 Nos mundos de negócios B2B, vender o cheiro do bife significa mostrar para o seu cliente que você resolve dores e necessidades que ele passa na sua rotina de trabalho. Eles **compram o cheiro do bife** que você está vendendo, não compram o bife. ## Então como vender o cheiro do bife? O **Value Proposition Canvas** ou **Canvas da Proposta de Valor** te ajuda a mergulhar no seu cliente para entender suas tarefas, dores e desejos; e também te faz mergulhar na sua solução para entender os criadores de ganho, o que alivia as dores e quais produtos e serviços serão entregues. ![](https://lh5.googleusercontent.com/uSnVaGL-1H9e4gAyVxXAUsfDjaypg6za2f-6G7hLT0YcoFd0evBdmjwkXgXjoYjWQ9PtoKQQ_UAluo6Irhe9lniNmDMw5-hZtiXW0qXX_ToDBzNaDLXGI4YAWokMjHDxQbpb1Ca5Fehaxsew4eakzsk) *Fonte: [Canvas da Proposta de Valor - O Analista de Modelos de Negócios (analistamodelosdenegocios.com.br)](https://analistamodelosdenegocios.com.br/canvas-da-proposta-de-valor/?ref=productoversee.com)* Na minha experiência, percebi que o canvas me ajudou muuuuuito a explicar para meu time interno quais os diferenciais que os pacotes priorizados no roadmap iriam entregar. Consegui vender o cheiro do bife e não o bife! Minhas apresentações deixaram de ser para mostrar as funcionalidades que estavam previstas de serem desenvolvidas e passou a ser em cima de dores e necessidades latentes do cliente que seriam sanadas. Eu gosto muito de um artigo do [Daniel Pereira, Canvas de Proposta de Valor](https://analistamodelosdenegocios.com.br/canvas-da-proposta-de-valor/?ref=productoversee.com), onde ele traz uma série de perguntas que orientam o preenchimento de cada um dos quadrantes. Recomendo super a leitura! ## Um exemplo real - **Tarefa do cliente**: Acompanhar custo de calibração dos equipamentos - **Dores**: Processo muito manual, controles descentralizados, dificuldade em gerenciar os custos - **Ganhos**: Ter todas as informações centralizadas, ter *dashboards* e relatórios para acompanhar os custos, conformidade com a ISO/IEC 17025:2017 - **Produtos e serviços**: Relatório de custos (por equipamento, tipo, local + período), Relatório de plano de calibração, verificação e manutenção - **Aliviam as dores:** Controle centralizado das informações (tudo em um único sistema), melhoria contínua no produto, Visão geral com informações consolidadas - **Criadores de ganho:** Dedique seu orçamento para o que realmente importa! Gestão de custos de calibrações, manutenções e verificações de um jeito rápido e simples! ## Enfim… O Canvas de Proposta de Valor é apenas mais uma ferramenta nesse mundo cheio de possibilidades que é a Gestão de Produtos. No fim das contas o que importa mesmo é se você está garantindo a **satisfação do seu cliente**, às vezes você terá isso claro através de um canvas, um slide, uma frase ou qualquer outra coisa… Mas tenha sempre em mente: **venda o cheiro do bife e não o bife**! Até a próxima! ### Esqueça a cultura de produto URL: https://productoversee.com/blog/esqueca-a-cultura-de-produto/ Last updated: 2023-04-03T10:46:14.000Z Direcione seu foco em entender a cultura da empresa para construir melhores produtos. _This post is for subscribers only._ ### Por que ignoramos o óbvio por nossa conta e risco? URL: https://productoversee.com/blog/por-que-ignoramos-o-obvio-por-nossa-conta-e-risco/ Last updated: 2023-03-31T10:45:55.000Z Insights do livro inédito no Brasil e, em tradução livre: “Cegueira Voluntária: Por que ignoramos o óbvio, por nossa conta e risco?” de Margaret Heffernan. _This post is for subscribers only._ ### Porque usar RICE como método de priorização pode ser um erro URL: https://productoversee.com/blog/porque-usar-rice-como-metodo-de-priorizacao-pode-ser-um-erro/ Last updated: 2023-03-30T10:45:50.000Z Antes de começarmos, me acompanhe nessa pequena história: Lá está você, gestora(or) de produto, com um backlog do tamanho de uma Bíblia, recebendo uma série de sugetões sobre novas funcionalidades e sugestões de melhorias na experiência do usuário, sem mencionar os bugs e débitos técnicos que você vem adiando há algum tempo, tudo isso no final de um trimestre. Sua liderança chega em você e diz: precisamos do roadmap para o próximo quarter. Você olha para o seu backlog, chama a sua equipe de desenvolvimento - afinal você leu Inspired - pega mais um ou outro gato-pingado de atendimento, marketing e sucesso do cliente, coloca geral em uma sala do Teams com uma planilha aberta e inicia a dinâmica de pontuação de Reach, Impact, Confidence e Effort (RICE). Você explica cada uma das iniciativas do seu backlog, da 1 minuto para todo mundo pontuar cada fator, ao final faz a média, ranqueia, troca uma ideia com o seu techlead para entender o que pode ser feito em um trimestre e está feito o seu roadmap. O final é sempre mais do mesmo: várias iniciativas com um score meio “médião”, você desconfiado que essa priorização está bem mais ou menos, e todo mundo pouco confiante nas notas que foram dadas. Até me arrepia pensar nesse cenário. Não porque ele é muito possível de acontecer com a diferença de um detalhe ou outro. Mas, porque eu mesmo já passei por isso. “Ah, mas você está fazendo o método totalmente errado”. Claro que dei uma exagerada para poder causar um impacto sobre o quão ridículo é esse cenário. Porém, a minha luta aqui não é contra essa bagunça, mas pelo fato que ainda se usa pontuação para priorizar iniciativas. Independente do cenário, a questão é que você ou está debatendo entre múltiplas possibilidades onde a melhor escolha não é óbvia, ou tentando priorizar a sua iniciativa frente a de outras pessoas. Então precisamos entender o impacto daquilo que estamos escolhendo, o famoso trade-off. ## **Sim, eu entendo o porquê você ainda usa** Para quem está perdidinho nesse pagode, o RICE é um dos métodos que ajuda os gestores de produto a priorizar iniciativas por pontuação considerando seu impacto potencial nos usuários, o esforço necessário para implementá-los, o nível de confiança no resultado esperado e o número de usuários que se beneficiaram com eles. Olha que coisa linda, não é? Uma receita de bolo, data-driven, que vai resolver toda encheção de saco trimestre a trimestre dos seus stakeholders para decidir o que vai ser construído logo em seguida. “Por que a funcionalidade X é mais importante que a Y?” Porque o RICE me disse que é. É um método simples, rápido, conveniente e promove uma fácil convergência. Tudo o que um gerente de produto quer na sua vida. Mas, é tudo o que gerenciamento de produto não é. Pois o método também é inerentemente subjetivo, superficial e não é bom para tomar grandes decisões. ## **Quer ser data-driven? Então vamos pensar assim** Toda vez que pontuamos algo, existe uma coisa que se chama margem de erro. Ela é uma medida da incerteza ou precisão de uma estimativa estatística, ou resultado. Representa a faixa de valores dentro da qual o valor real da população que está sendo estudada provavelmente cairá com um certo nível de confiança. Por exemplo, toda vez que sai uma pesquisa eleitoral, existe uma margem de erro que representa a população total, dado o recorde de amostragem realizado. É importante considerar a margem de erro ao interpretar estimativas, pois ela fornece uma medida da confiabilidade e precisão da estimativa. Uma margem de erro menor indica uma estimativa mais precisa, enquanto uma margem de erro maior indica mais incerteza. Ou seja, em cada pontuação que você coloca no cálculo do RICE, há uma margem de erro embutida. E segundo a minha explicação acima, você acha que essa margem de erro é grande ou pequena? O cálculo de propagação dessa margem se multiplica pela interferência do tamanho de cada fator. Se uma das variáveis de entrada for muito maior que as outras, então sua margem de erro dominará a margem de erro propagada do RICE. Por exemplo, se Alcance for muito maior que Impacto, Confiança e Esforço, a margem de erro de RICE será mais sensível à margem de erro de Alcance. “Ah, mas eu tenho total certeza da pontuação que eu coloco”. Vamos discutir sobre isso então. ## **Somos um balde de vieses ambulante** Cada uma dessas entradas tem seu próprio nível inerente de incerteza e erros ou vieses. Se o erro de algum desses fatores se agravar, isso resultarávai resultar em erros significativos no processo de priorização. Pontuar assume que cada entrada pode ser quantificada e ponderada apropriadamente. No entanto, atribuir valores numéricos a conceitos abstratos como alcance ou impacto do usuário é, no mínimo, muito corajoso. Além disso, diferentes pessoas têm opiniões diferentes sobre como ponderar cada fator, levando a inconsistências no processo de priorização. Eu garanto que se você fez esse método em mais de uma pessoa, quando foi conferir o resultado dela você pensou: “Nossa, fulano está viajando”. Não, ela não viajou, ela simplesmente foi honesta com seus próprios vieses. O que você está fazendo através desse score de funcionalidades nada mais é do que dar um número para a tendência dessa pessoa. Inclusive para a sua própria. Além disso, nada dessa pontuação considera interdependências entre recursos, funcionalidades ou apostas. Priorizar iniciativas isoladamente pode levar a resultados abaixo do ideal se as interações entre elas não forem consideradas. Por exemplo, algo de alto impacto, mas de baixo esforço, pode ser menos valioso se depender de outro que ainda não foi construído. ## **Então o que eu faço?** Ainda mantenha o mais simples possível. E faça uma comparação entre as iniciativas, não trate elas isoladamente. Aqui eu estou admitindo que você tem um direcionamento claro, com métricas, históricos consistentes e princípios de desenvolvimento de produto definidos (por mais que não seja a realidade geralmente). Então a priorização é o seu único problema. Faça um plano cartesiano de Impacto vs Certeza. Pelo menos a Certeza você pode atrelar a algum tipo de risco. E compare as iniciativas entre si. “Ah, mas e o esforço?” Veja depois, com mais calma, com o VSCode aberto na frente do seu techlead. Lembra sobre diminuir incertezas? Meu irmão e minha irmã, não vão querer uma estimativa de esforço sem ao menos abrir o código, não é? ### O equilíbrio é a chave: como obter insights significativos a partir da análise de dados URL: https://productoversee.com/blog/equilibrio-insights-significativos-analise-de-dados/ Last updated: 2023-03-29T10:42:26.000Z A crescente quantidade de dados disponíveis hoje em dia tem sido um dos principais desafios enfrentados pelas empresas que buscam extrair *insights* significativos para melhorar seus negócios. Para lidar com esse desafio, a [Gartner](https://www.gartner.com/en/topics/data-and-analytics?utm%5Fmedium=social&utm%5Fsource=linkedin&utm%5Fcampaign=SM%5FGB%5FYOY%5FGTR%5FSOC%5FSF1%5FSM-SWG-PP&utm%5Fcontent=&sf263926738=1), uma das principais empresas de consultoria e pesquisa em tecnologia do mundo, divulgou uma previsão interessante: **até 2025, 70% das empresas precisarão mudar seu foco do big data para o *small e wide* *data* a fim de aproveitar ao máximo suas fontes de dados disponíveis**. Essa mudança de foco representa um grande desafio para os gestores de produto, pois significa repensar suas estratégias de análise de dados e adotar novas abordagens para obter *insights* mais relevantes. Neste artigo, quero explorar os desafios e oportunidades da mudança de foco para *small* e *wide data*, discutir estratégias para encontrar o equilíbrio certo na análise de dados e apresentar exemplos práticos de empresas que estão aproveitando ao máximo suas fontes de dados variadas. ## O paradoxo da escolha na análise de dados Para entender melhor o paradoxo da escolha na análise de dados, precisamos definir o que ele significa. **O [paradoxo da escolha](https://productoversee.com/como-fazer-escolhas-inteligentes-descodificando-o-paradoxo-da-escolha/) é um fenômeno que ocorre quando há uma abundância de opções disponíveis, tornando a escolha mais difícil e complexa**. E isso não difere na análise de dados. Com a crescente disponibilidade de dados, as empresas se deparam com a tarefa de escolher quais dados analisar e como analisá-los para obter insights significativos. E é aí que o paradoxo da escolha se apresenta. Quanto mais dados disponíveis, mais difícil pode ser escolher quais dados são mais relevantes e como analisá-los. E não é apenas uma questão de escolha. **A sobrecarga de informações pode levar à análise de dados inadequada ou à análise de dados irrelevantes, resultando em uma perda de tempo e recursos**. É importante, portanto, encontrar um equilíbrio entre a análise de grandes conjuntos de dados e a obtenção de insights significativos a partir de fontes diversas e variadas. Mas não é apenas uma questão de opinião. Vários estudos e pesquisas têm sido conduzidos para corroborar o paradoxo da escolha na análise de dados. **Essas pesquisas mostram como a sobrecarga de informações pode levar a uma análise inadequada ou até mesmo paralisar a tomada de decisão**. Os pesquisadores da [Universidade de Columbia](https://www8.gsb.columbia.edu/articles/ideas-work/more-data-isn-t-always-answer?ref=productoversee.com) concluíram que **escolher um número menor de opções pode melhorar a qualidade e a eficácia da análise de dados.** _This post is for subscribers only._ ### B2B: O que jornada de transformação, escada de produtos, antigo inbound e Jim Collins tem a ver com seu resultado de vendas? URL: https://productoversee.com/blog/b2b-o-que-jornada-de-transformacao-escada-de-produtos-antigo-inbound-e-jim-collins-tem-a-ver-com-seu-resultado-de-vendas/ Last updated: 2023-03-28T10:46:38.000Z Talvez você já tenha ouvido falar da bolha PontoCom ou bolha da internet, que aconteceu entre os anos de 1996 à 2000 (caso nunca tenha ouvido falar, [vale a pena pesquisar](https://diegoeis.com/um-pouco-sobre-startups-e-seus-cenarios/?ref=productoversee.com)). Era um momento onde todos acreditavam que iriam enriquecer rapidamente, através de especulações que levaram uma forte alta das ações das novas empresas de tecnologia da informação e comunicação baseadas na Internet. Semelhante ao movimento da bolha, citado acima, mais uma vez somos levados a acreditar que a internet mudaria radicalmente como as empresas chegavam até os consumidores, apesar de ainda não termos total clareza do como, existia a possibilidade de impactar na diminuição do CAC e aumento de LTV. Muitas foram as empresas e os profissionais que começaram a prestar serviços de “marketing” e acelerações digitais, com promessas de crescimento rápido. Exatamente, promessas, é preciso reconhecer que algumas empresas estão fazendo um excelente trabalho, mas outras buscam apenas aproveitar o hype para encherem os bolsos, causando um efeito colateral, o questionamento se de fato o marketing digital e todas suas possibilidades realmente funcionam. Todo hype do mercado tem seu lado positivo e negativo. Na era da informação não demora muito para se separar o joio do trigo, e mais uma vez, assim como na rompimento da bolha das PontoCom, vimos uma enxurrada de empresas de marketing, que não prestavam de fato um bom serviço, desaparecerem. No entanto, é inegável que esse movimento também foi responsável pelo desenvolvimento da nossa consciência sobre a necessidade do trabalho de marketing e geração de conteúdo de alto valor, como forma de gerar demanda, e a medida que fomos nos aprofundando nesse tema, começamos a nos questionar: - Por que fazemos o que fazemos? - Com qual finalidade o meu time de marketing produz conteúdo? Educar a audiência? - O quanto eu preciso educar para que essa audiência esteja pronta para comprar? - Em que momento essa “audiência educada” se torna demanda? - Quando essa demanda finalmente “passa o cartão”? Você já se perguntou de que maneira o seu produto/serviço gera valor para o seu cliente? Entregar valor ao cliente significa **criar razões genuínas para que ele dê preferência para o seu serviço ou produto.** ## A geração de conteúdo de valor é uma dessas razões. Mesmo que não haja uma cobrança financeira pelo que você entrega, tudo o que é entregue é um produto. Considere este artigo, por exemplo. Você está lendo-o gratuitamente em termos financeiros, mas está pagando com seu tempo. O preço deste produto é zero, mas se eu fizer um bom trabalho, e conseguir te ajudar em algo, ou gerar alguma transformação na sua consciência, estarei gerando algum nível de valor para você. Com isso, as chances de que você "compre" meu próximo produto aumentam, ou pelo menos deveriam. Com base nas minhas experiências, é justamente aqui onde vejo dois erros frequentemente se repetirem: 1. Produtos da jornada de transformação que educam, elevam a consciência e gera um nível de valor, mas não se conectam com a escada de produtos da jornada de vendas; 2. Produtos da jornada de vendas que não se conectam entre si, ou seja: ao realizar a venda de qualquer produto as chances de fazer outra venda de um outro produto aumenta. Para consertar isso precisamos primeiro abandonar a mentalidade do antigo inbound ou do funil da maneira como conhecemos, simplesmente porque os leads não estão sendo educados dentro desse modelo. Além do mais, não seria uma métrica de vaidade considerar o interesse de um lead em um ebook que ele baixou e não se sabe nem se ele leu? Jim Collins em seu livro Good to great trás o conceito da estrutura de flywell como modelo mais eficiente de “funil”, ao qual costumo basear a modelagem de produtos de jornada de transformação e produtos da jornada de vendas nos negócios aos quais eu ajudo. A ideia se baseia em considerar o lead um potencial cliente desde o ínicio de contato com a marca e dessa forma entregar um valor tão absurdo na jornada de transformação que ainda que ele não se torne um cliente, ele chegue o mais próximo disso e se torne um advogado voluntário da sua marca ou negócio. Seguindo essa mentalidade, trago nesse artigo três passos para te ajudar a reformular a sua escada de produto. ## A jornada de transformação. A interseção entre o caminho inicial e o caminho final é igual a jornada de transformação: Calma! Isso não é complicado como “a soma dos quadrados do cateto é igual a hipotenusa.” Quero propor um exercício, quero que pegue algumas folhas de papel e se faça à seguinte pergunta: ***O quão no “começo” ou inconsciente o meu cliente pode estar ao conhecer a minha solução e o quão longe ela é capaz de levá-lo?*** Por exemplo: Se a minha solução é consultoria para aceleração de negócios, o quão no começo ou inconsciente o meu cliente pode estar ao me conhecer? Uma resposta para o quão no começo seria: Ele pode ter um projeto de negócio guardado, e pensa em colocar em ação e está buscando mais conhecimento para decidir se coloca ou não em prática. E para o quão longe, seria: Até o ponto em que ele construa uma grande empresa com faturamento de centenas de milhões de reais. Deixa o teu lado esquerdo do cérebro um pouquinho em stand by e deixe fluir as respostas, que vão aparecer na interseção entre começo e fim dessa jornada de transformação que ele precisa passar até estar pronto para comprar a sua solução. Depois analise as respostas com o seu time de marketing e tente achar uma ordem lógica que possibilita desenhar uma jornada de educação e transformação, e se pergunte em cada tópico: - Entrega tanta transformação que poderia ser cobrado? - Entrega algo que realmente faz a diferença? - Ele me paga com tempo? - Ele me paga com dados de contato? A partir disso define o formato de entrega dos produtos da sua esteira de valor e os canais adequados para que sejam entregues. ## Esteira de valor x Front end Os produtos no degrau do Front end precisam ter 3 características comuns: 1. Transformação rápida; 2. Baixo custo; 3. Reter e direcionar ao próximo degrau (back end ou produtos de maior ticket) As ideias que surgiram na interseção entre início e fim de jornada podem tranquilamente (e devem) se tornarem produtos do degrau de front-end. Mas é importante seguir com a seguinte mentalidade: O preço deve ser desproporcionalmente menor ao valor que será entregue. Porque isso é importante? Porque nesse degrau o objetivo primário é a entrada (e entrada não é atração) de novos clientes. ## Produtos de Back end x Solução direcionada ou total? Tenho a impressão que sempre quando falamos em produtos de back end, estamos nos referindo a produtos robustos para justificar o high ticket. E se pensássemos no back end com uma visão mais holística? e menos vertical? Ao invés de um produto robusto porque não um produto objetivo, que ofereça transformação contínua, e generalizada? Na minha opinião essa é a forma de pensar produtos de back end de maneira sustentável e mantendo a possibilidade de inovação e até de alguma flexão para aproveitar as tendências de mercado ou comportamentos de consumo sazonais. Não se esqueça: se você está criando a sua escada de produto do absoluto zero, existe uma série de outros fatores que precisam estar estruturados e bem amarrados antes, para que isso funcione e você possa colher os resultados que virão através dela. Mas, se você resolveu redesenhar a sua escada depois de ler esse artigo, não esqueça de se certificar que a sua força de vendas está tão bem estruturada e será bem orientada tanto quanto a sua escada de produtos, pois é justamente a sua força de vendas que guiará esse lead até o momento de finalmente passar o cartão para você. Venda é o resultado de várias outras engrenagens bem alinhadas rodando juntas. ### 2 anos trabalhando em um time de produto. Aqui está o que aprendi até agora URL: https://productoversee.com/blog/dois-anos-trabalhando-em-um-time-isso-aprendi-ate-agora/ Last updated: 2023-03-27T10:46:32.000Z ## Algumas Das Minhas Últimas Descobertas E Reflexões Devo dizer que, apesar de ter apenas 2 anos de experiência em times de desenvolvimento de produtos, já tive a oportunidade de atuar em diferentes papéis profissionais. Iniciei minha carreira em tech como analista de dados, evoluindo posteriormente para Product Owner e, atualmente, desempenho o papel de APM em um time de APIs. Ao longo dessas experiências, pude adquirir conhecimentos valiosos que gostaria de compartilhar neste artigo. Além disso, continuo aprendendo diariamente e gostaria de abordar também algumas das minhas últimas descobertas e reflexões. ## **É Mais Sobre Pessoas Do Que Tecnologia** Como primeiro ponto, independente da carreira que você esteja seguindo, é importante lembrar que as pessoas são fundamentais e saber trabalhar com elas é essencial. Ao longo dos anos, você experimentará erros, aprenderá com eles e também poderá compartilhar sua sabedoria com outras pessoas. Eu mesmo cometi um erro que me marcou muito quando iniciei como PO. Durante um teste de tela, acabei sendo um pouco rude com o desenvolvedor ao passar o feedback. Não soube utilizar o tom de voz e as palavras mais adequadas para a situação e reconheço que errei. Se o objetivo é se tornar um profissional melhor, é importante priorizar as pessoas ao seu redor e fazê-las tão importantes quanto a si próprio. Manter relacionamentos saudáveis com colegas de trabalho é crucial por diversas razões. Além de melhorar a comunicação e as relações interpessoais, isso pode aumentar a satisfação no trabalho e melhorar o bem-estar emocional. Trabalhar em um ambiente positivo e amigável é essencial para uma vida profissional saudável e gratificante. Portanto, lembre-se sempre de tratar as pessoas com respeito e gentileza, mesmo quando o feedback precisa ser dado. Aprender a se comunicar claramente e eficaz pode ajudá-lo a evitar erros e a construir relações profissionais mais fortes e duradouras. ## **Busque Dominar O Negócio** O nível de conhecimento necessário pode variar dependendo da área em que você trabalha, mas como Product Manager, é importante desenvolver um profundo entendimento do negócio em que você está inserido. Você será visto como uma referência para outros membros da equipe em relação a decisões e esclarecimento de dúvidas, sendo fundamental buscar a ajuda e opiniões de pessoas de outras áreas e lideranças. Não se sinta intimidado por não saber tudo - é normal que em empresas grandes ou setores complexos, como o mercado financeiro, haja lacunas no conhecimento. No entanto, é importante esforçar-se para dominar o negócio da empresa em que você trabalha, e isso pode ser alcançado por uma variedade de métodos. Aprender tudo o que puder sobre a empresa, incluindo sua história, cultura, valores e objetivos é um bom começo. Além disso, compreender o mercado e manter-se atualizado sobre as tendências e ações da concorrência pode ajudá-lo a ter uma compreensão mais profunda do negócio. Uma forma de desenvolver esse conhecimento dentro da empresa é através do networking. Mantendo boas relações com seus colegas de trabalho e superiores, você pode obter ajuda em momentos de dificuldade e encontrar oportunidades para aprender mais. Em resumo, é importante ter uma abordagem proativa para desenvolver seu conhecimento de negócios e estabelecer conexões significativas dentro de sua empresa. ## **Entender As Tecnologias É Fundamental** Embora muitas pessoas que trabalham com tecnologia não interajam diretamente com ela, acredito que, em áreas correlatas, o entendimento de algumas partes mais técnicas é fundamental. Você não precisa desenvolver um conhecimento aprofundado como um engenheiro de software ou líder técnico, mas é importante compreender as tecnologias que seu time e empresa utilizam. É compreensível que muitos PMs não tenham conhecimento técnico diário, mas isso não significa que eles não possam se esforçar para compreender as tecnologias que seu time usa. Enquanto alguns PMs se concentram apenas nos requisitos de negócio e delegam as decisões técnicas ao time, outros podem ter mais autonomia e influência ao se familiarizarem com as tecnologias. Não há necessidade de ser o PM que sempre precisa pedir explicações ao time sobre as tecnologias em questão. Nos últimos meses, descobri que com um melhor conhecimento técnico, você pode se comunicar de forma mais eficaz com o time, compreender melhor a necessidade de refatoração, verificar se é possível escalar com as tecnologias atuais e identificar o que está impedindo o progresso. Compreender as tecnologias também pode ajudar a identificar possíveis gargalos técnicos que podem prejudicar o sucesso do projeto. No entanto, é importante destacar que, mesmo com o domínio das tecnologias, as decisões mais técnicas devem ser baseadas nas visões dos líderes técnicos. Seu conhecimento apenas lhe dará mais margem para argumentar e se comunicar com o time. Lembre-se de que o papel do PM é garantir que o projeto esteja em linha visando negócio, e a equipe técnica deve tomar decisões com base em sua experiência e conhecimento. ## **Não Tenha Medo De Pedir Ajuda** Ter humildade e reconhecer que não sabe tudo é um sinal de maturidade e inteligência emocional. Na verdade, a maioria dos profissionais de sucesso estão sempre buscando aprender e se desenvolver, independentemente de seu nível de experiência ou de conhecimento. Uma das melhores formas de adquirir novos conhecimentos é por meio da interação com outras pessoas em sua comunidade ou em sua empresa. A comunicação aberta e a troca de ideias com colegas e líderes pode trazer novas perspectivas e soluções para desafios que você possa estar enfrentando. Outra forma de se manter atualizado é por meio da leitura de blogs, livros e artigos sobre sua área de atuação. Participar de eventos e conferências também pode ser uma ótima maneira de aprender sobre as últimas tendências e inovações em sua área de atuação. Em resumo, manter uma mente aberta e estar sempre disposto a aprender e crescer profissionalmente é fundamental para o sucesso em qualquer área da tecnologia. Pedir ajuda e colaborar com outros profissionais é uma forma eficaz de alcançar seus objetivos e se destacar em sua carreira. ## **Impacto Vale Mais Do Que Várias Tarefas Entregues** No ambiente de trabalho, é comum se concentrar após várias tarefas para se sentir produtivo e realizado. No entanto, é importante lembrar que o impacto do seu trabalho é o que realmente importa. Em vez de apenas verificar uma lista de tarefas, esforce-se para fazer uma diferença significativa no seu papel e na empresa. Isso pode significar assumir um projeto desafiador que atenda a uma necessidade crítica ou desenvolver soluções criativas para problemas que terão um impacto duradouro. O sentimento de realização e orgulho que vem de fazer uma diferença real vale muito mais do que a satisfação temporária de verificar várias tarefas. Ao priorizar o impacto sobre a quantidade, você não apenas terá um impacto positivo, mas também ganhará o reconhecimento e o respeito de seus colegas e superiores. Lembre-se de que a qualidade do seu trabalho é mais importante do que a quantidade, e trabalhe com dedicação e empenho para atingir seus objetivos. ## **Conclusão** Iniciar uma carreira em produtos digitais pode ser desafiador, mas há muitas oportunidades emocionantes no setor tecnológico. Para se destacar como profissional, é importante ter uma base sólida em tecnologia, design e experiência do usuário, além da capacidade de trabalhar em equipe. Manter-se atualizado sobre as tendências e desenvolvimentos do setor é fundamental para o crescimento e sucesso contínuos. Para aumentar suas chances de sucesso na busca por uma promoção em uma empresa de tecnologia, é importante ter uma ampla gama de habilidades e competências. Entre elas está o conhecimento técnico, habilidades de liderança e comunicação e pensamento estratégico. Tenha um conhecimento aprofundado das tecnologias e ferramentas usadas pela empresa e esteja atualizado sobre as novas tecnologias que estão surgindo. Isso mostrará que você consegue contribuir para o sucesso da empresa significativamente. Em segundo, a capacidade de liderar equipes e projetos eficientemente é altamente valorizada pelas empresas de tecnologia. Consiga motivar e inspirar os membros da equipe para alcançar seus objetivos. Além disso, as habilidades de comunicação são essenciais para explicar conceitos técnicos, claramente e persuasiva e para trabalhar com outras áreas da empresa. Seja capaz de se comunicar efetivamente com sua equipe e outras partes interessadas. As empresas de tecnologia valorizam pessoas que podem pensar de forma estratégica e contribuir para o sucesso a longo prazo da empresa. Consiga identificar oportunidades e riscos, além de propor soluções inovadoras. Ao desenvolver essas habilidades e competências, você estará melhor preparado para uma carreira bem-sucedida em produtos digitais e para atender às expectativas das empresas de tecnologia. Lembre-se de estar sempre disposto a aprender e crescer, e de colocar o usuário em primeiro lugar. ### Behavioral Science para Gerentes de Produto URL: https://productoversee.com/blog/behavioral-science-para-gerentes-de-produto/ Last updated: 2023-03-24T21:35:24.000Z ## O que é Behavioral Science afinal? A ciência comportamental, também conhecida como economia comportamental, é uma área que estuda como nós seres humanos tomamos decisões e engloba diversos campos de estudo, incluindo a neurociência cognitiva, psicologia e economia. Mais a fundo, a ciência comportamental estuda como o ambiente (tanto físico quanto digital), emoções e fatores sociais influenciam nossas decisões, desde navegar e comprar até a formação de hábitos - e como PM isso muito te interessa saber, né? Sabemos por meio de pesquisas que é muito comum as pessoas utilizarem atalhos mentais ao tomar decisões. Essas "regras de ouro" aparecem nas intervenções mais comuns da ciência comportamental que está disponível para qualquer um acessar na literatura científica. ### Ciência Comportamental NÃO é: Dados Comportamentais. Dados comportamentais são simplesmente o acompanhamento dos usuários em toda a sua jornada. Desde as visualizações de páginas e inscrições em e-mails até a solicitação de demonstrações, os dados comportamentais medem COMO seus clientes se envolvem com seu negócio. **Esses dados são essenciais para que você possa entender o seu produto.** No entanto, usar apenas dados comportamentais não fornece informações sobre o porquê das ações das pessoas. Por outro lado, a ciência comportamental começa contando uma uma história como o principal eixo de experimentação. Primeiro, você cria uma hipótese, executa o experimento e mensura os resultados. Então, começa com uma teoria, controla outras variáveis e mede uma diferença no comportamento (ou seja, seus dados comportamentais). Se sua hipótese for confirmada, você estará mais próximo de entender os mecanismos específicos que impulsionam o comportamento humano. E entendendo o que impulsionam certos comportamentos, você vai gastar menos dinheiro para alcançar seus objetivos de produto. ### Ciência Comportamental NÃO é: Análise Comportamental A análise comportamental examina o comportamento passado do usuário para fazer recomendações de vendas futuras. Isso é o que a Magalu, Mercado Livre ou qualquer outro e-commerce que você usa faz, ou quando o Netflix recomenda filmes com base em seus hábitos de visualização anteriores. O Netflix não precisa saber *por que* você gosta de "Casamento às Cegas" para recomendar que você assista "Brincando com Fogo". No entanto, se você estiver interessado em entender e influenciar a tomada de decisão humana, a análise comportamental por si só não fornecerá as informações necessárias. _This post is for paying subscribers only._ ### Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo - Três livros para se organizar como Product Manager URL: https://productoversee.com/blog/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-3-livros-para-se-organizar-como-product-manager/ Last updated: 2023-03-24T22:13:55.000Z Imagine uma pessoa que dependendo do contexto precisa acessar um grupo X de habilidades e adaptar sua comunicação de maneira Y para conseguir atingir seus resultados. Imagine ainda que essa pessoa precisa fazer isso várias vezes ao longo do mesmo dia. É, seja bom ou ruim, eu não estou falando da Evelyn, protagonista do premiado “**Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, eu tô falando de nós, PMs.** Interagir com usuários para se aprofundar em problemas ainda não resolvidos, especificar funcionalidades para o time de desenvolvimento, documentar entregas e resultados obtidos, comunicar partes interessadas, gerenciar riscos, priorizar, responder dúvidas, atualizar roadmap, participar de agendas além de pensar no futuro do ciclo de vida do seu produto e por aí vai. Ufa, mesmo tendo certeza que esqueci bastante coisa, parece muito né? Por isso, no artigo de hoje quero compartilhar algumas leituras que vão ajudar você a organizar seu dia a dia para não deixar nada importante para trás. ## 1 - A Arte de Fazer Acontecer - David Allen Se você já ouviu alguém falando do método GTD *(Getting Things Done)*, então você ouviu falar desse [livro](https://amzn.to/40BWsa3?ref=productoversee.com). Nesta obra somos ensinados a gerenciar a vida através de horizontes de curtíssimo prazo - como ações do dia a dia - até horizontes de longo prazo - como seu propósito de vida. E como a própria capa diz, o livro ensina estratégias para aumentar a produtividade e reduzir o estresse. Fazer o básico do GTD já vai fazer uma diferença gigante na sua vida então vou tentar resumir para que você possa aplicar assim quer ler esse artigo: 1. Tenha uma caixa de entrada, algum lugar (físico ou digital) em que você vai registrar todas as pendências. Esse é o lugar de esvaziar a mente, você não precisa dar direcionamento agora, apenas registrar. Exemplos: Comprar uma poltrona nova, escrever um artigo, atualizar a especificação do card XPTO, marcar agenda da retrospectiva. 2. Separe um momento para dar direcionamento para essas coisas. Algumas vão para uma lista chamada Algum dia/Talvez e outras para a Próximas Ações (é como se você tivesse priorizado o que vai fazer e o que nem faz ideia de quando vai fazer). Ah, e o que tiver data e hora vai para o calendário. 3. Separe as tarefas em Próximas Ações por contexto. Eu, por exemplo, usava uma tag para pessoas-chave, então quando eu tinha um momento com a pessoa, eu puxava tudo que tinha a tag com o nome dela para dar os direcionamentos. 4. Não deixe nada na cabeça! Tudo que você lembrar precisa ser registrado na caixa de entrada. Se for levar menos de 2 minutos para resolver, então resolva! 5. Faça uma revisão semanal para planejar e analisar o seu sistema GTD. Bônus: leia o livro, porque a minha explicação foi muito superficial. ## 2 - Como ter um dia ideal - Caroline Webb O [livro](https://amzn.to/3TGnYRe?ref=productoversee.com) é dividido em 7 partes, onde em cada uma autora disponibiliza diversas atividades/rotinas baseadas em neurociência que vão ajudar você a ter um dia melhor. ### Passo 1 - Estabeleça suas metas e intenções para o dia O primeiro passo é entender o que você quer completar no dia. Mais do que isso, é estabelecer como você quer que o dia seja. ### Passo 2 - Como fazer as horas do dia renderem mais Produtividade é um dos temas mais "em alta" dos últimos tempos, principalmente devido a quantidade gigante de distrações com que lidamos. ### Passo 3 - Como extrair o máximo de cada contato Se seu trabalho não fizer parte de uma seleta lista, é bem provável que grande parte dele envolva se relacionar com outras pessoas. Isso pode ser um problema ou uma experiência incrível, grande parte depende de você. ### Passo 4 - Seja você mesmo, só que mais inteligente Neste capítulo existem algumas dicas de como você pode lidar com tarefas complexas que exigem você no seu ápice. ### Passo 5 - Maximizando o impacto Mais do que simplesmente interagir com pessoas como comentei no item 3, muitas vezes será necessário fazer com que a galera compre sua ideia e te ajude a remar o barco. Para isso temos o capítulo 5 do livro, que fala sobre influência e como maximizar seu impacto. ### Passo 6 - Lidando com as dificuldades Para cada dia "super ideal" pode ter certeza que vai ter um punhado dos famosos dias de cachorro (aquele dia bem intenso que você termina esgotado). E o que você precisa fazer? Segurar a barra. Neste capítulo você encontrará algumas dicas validadas por uma pessoa extremamente cética que encontrou benefícios em lugares que não acreditava antes. ### Parte 7 - Aumentando seu entusiasmo Em alguns momentos a situação vai nos dar o empurrãozinho que a gente precisa. Às vezes não. É importante entender como podemos melhorar nossa energia ao longo dia. ## 3 - Essencialismo - Greg McKeown Em resumo, o [livro](https://amzn.to/3THBFzo?ref=productoversee.com) apresenta um método para alcançar uma vida mais significativa, identificando e priorizando o que é realmente importante, eliminando o que não é essencial e mantendo o foco na execução precisa das prioridades escolhidas. O livro é dividido em 4 partes: ### Parte I - A Arte de Viver com Essencialismo: Aqui conhecemos o conceito de essencialismo e, por que é importante praticá-lo em uma vida repleta de distrações e exigências. O autor discute a diferença entre uma abordagem focada e uma abordagem fragmentada para a vida e apresenta a importância da escolha consciente sobre como gastar tempo e energia. ### Parte II - Explore: Discernir McKeown apresenta o primeiro passo para alcançar uma vida essencialista: discernir o que é essencial. Ele discute a importância de identificar o que é mais importante para nós, através da exploração de nossos valores, habilidades e interesses. ### Parte III - Elimine O segundo passo para alcançar uma vida essencialista: eliminar o que não é essencial. McKeown enfatiza a importância de dizer "não" a compromissos desnecessários e de eliminar distrações que impedem o foco no que é mais importante. ### Parte IV - Executar Nesta parte, McKeown apresenta o terceiro e último passo para alcançar uma vida essencialista: executar com precisão. Ele enfatiza a importância da disciplina para manter o foco no que é mais importante, bem como a importância de avaliar regularmente as escolhas e prioridades para garantir que continuem a ser essenciais. ## BÔNUS: Gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia - Vicente Falconi Apesar de não ser exatamente um [livro](https://amzn.to/3JIFC2j?ref=productoversee.com) de organização, acredito que ele seja muito válido por nos ensinar conceitos de administração e qualidade. Essa obra nos ensina a executar o trabalho utilizando o PDCA (*Plan, Do, Check* e *Act*). Ele é dividido em 4 fases: Entenda seu trabalho, Arrumando a casa, Ajustando a máquina e Caminhando para o futuro. ### Primeira fase: Entenda seu trabalho Aqui o autor nos apresenta a disciplina da gestão, que é o conjunto de ferramentas e técnicas utilizadas para melhorar a qualidade dos processos e a eficiência das empresas. Ele enfatiza a importância do trabalho em equipe, da padronização dos processos e da melhoria contínua para o sucesso empresarial. ### Segunda fase: Arrumando a casa Nesta parte, Falconi explica como gerenciar a rotina do trabalho do dia a dia, que é o conjunto de atividades que precisam ser realizadas regularmente para manter uma empresa em funcionamento. Ele apresenta o conceito de indicadores de desempenho e como usá-los para monitorar e melhorar os processos. Falconi também aborda a importância da análise de causa raiz, que é a identificação das causas fundamentais dos problemas para resolvê-los definitivamente. ### Terceira fase: Ajustando a máquina Falconi apresenta o Controle Total da Qualidade (CTQ), que é um sistema de gestão baseado na qualidade total. Ele explica como implementar o CTQ em uma empresa e como usar as ferramentas de qualidade para melhorar os processos e a satisfação do cliente. ### Quarta fase: Caminhando para o futuro Nesta parte, somos apresentados à importância da melhoria contínua para o sucesso empresarial. O autor explica como usar o ciclo PDCA (*Plan, Do, Check* e *Act*) para identificar e implementar melhorias nos processos. Falconi também aborda a importância da capacitação dos colaboradores e do engajamento da equipe para alcançar a melhoria contínua. ## **Enfim** Eu não sei o que faria se antes de virar PM já não tivesse iniciado um movimento de ser organizado. Esse é um cargo que muitas vezes exige que você transite entre diferentes contextos. Dependendo da escala da sua organização essa necessidade pode se multiplicar violentamente (em pequenas, você faz de tudo, em grandes você precisa se alinhar com muita gente). E a organização é a chave para garantir que não fique nenhuma pendência importante pelo caminho. Por isso, aproveite as dicas de leitura para garantir que sua rotina seja produtiva e também saudável. Ser organizado é algo que se leva para vida e não somente no trabalho. ### Como o resgate dos meninos presos na caverna da Tailândia me ensinou sobre montar equipes URL: https://productoversee.com/blog/como-o-resgate-dos-meninos-presos-na-caverna-da-tailandia-me-ensinou-sobre-montar-equipes/ Last updated: 2023-03-23T01:14:09.000Z ## Montando equipes Montar equipes me parecia ser uma tarefa fácil nos tempos do colégio. Afinal, eu escolhia os amigos mais próximos como integrantes do meu grupo de trabalho e, voilà, as questões de conflitos e a divisão das tarefas era mais fácil. O problema era quando o professor escolhia os integrantes do grupo para separar as “panelas”, e era aí que morava o problema. Ter que me adaptar ao novo grupo, escolher quem ia fazer o que e gerenciar os conflitos sempre eram um desafio. Sem contar quando o seu grupo tinha aquela pessoa que não fazia a sua parte, deixando o trabalho para os demais e aquele sentimento de injustiça, pois no final todos ganhavam a mesma nota. Já na vida adulta, nas empresas, é mais comum o segundo cenário citado acima, onde os líderes escolhem os integrantes dos times ou pouco se pode determinar quem irá participar do grupo. Fato é que, os critérios de seleção de equipes não são muito claros. Nesse artigo, quero compartilhar minhas reflexões sobre como montar equipes que o seriado da Netflix, “[O resgate na Caverna Tailandesa](https://www.netflix.com/br/title/81305964?ref=productoversee.com)”, me trouxe. ## Reflexão 1: Entendendo o problema ***SPOLIER ALERT***: Não gostaria de trazer spoilers, mas para benefício das reflexões desse artigo, aviso que contarei algumas partes do seriado, que se baseia no caso real ocorrido na Tailândia em 2018\. Prometo ser o menos dedo duro possível. _This post is for subscribers only._ ### O básico sobre priorização usando RICE URL: https://productoversee.com/blog/o-basico-sobre-priorizacao-com-rice/ Last updated: 2023-03-26T02:05:59.000Z O framework RICE é muito conhecido no mercado por conectar o framework de impacto e esforço a outros dois parâmetros: confidência e alcance. Eu não gosto muito de métodos que trabalham em um nível muito genérico de estimativa. Contudo, estimativa é isso: uma estimativa. Ela sempre está errada, porque é um valor aproximado, uma avaliação do que pode ser um determinado resultado. Quando chegamos mais próximo do delivery, estimativas começam a fazer parte da nossa rotina. Mas, nesse caso, não são apenas os devs que estimam, mas nós também. ## O que é RICE? Quando priorizamos apenas o famoso diagrama de matriz esforço versus impacto, arriscamos ficar apenas em um ambiente sensível a opiniões e vieses. A graça do RICE (e não só preso a ele) nós adicionamos duas outras variáveis que ajudam a trazer mais clareza e confiança na priorização: ALCANCE e IMPACTO. RICE é o acrônimo de quatro palavras: _This post is for paying subscribers only._ ### 3 Níveis de Design: Criando Experiências Emocionais em Seus Usuários URL: https://productoversee.com/blog/3-niveis-de-design-criando-experiencias-emocionais-em-seus-usuarios/ Last updated: 2023-03-21T10:46:56.000Z Um grande designer não deve entender apenas como seus usuários estão se sentindo sobre um design, ele precisa descobrir **POR QUE ELES ESTÃO SE SENTINDO DESTA MANEIRA**? Por que algumas pessoas amam alguns designs enquanto os outros simplesmente odeiam? Com essa resposta, você descobrirá como tornar seus **designs mais atraentes** para uma quantidade maior de pessoas. Vamos entender então o que são os “**3 níveis de design**” ![Uma mão em 3D feita de vidro.](https://productoversee.com/content/images/2023/03/axel-ruffini-iulnjpZyWnc-unsplash.jpg) Foto de [Axel Ruffini](https://unsplash.com/@4xel?utm%5Fsource=medium&utm%5Fmedium=referral) on [Unsplash](https://unsplash.com/?utm%5Fsource=medium&utm%5Fmedium=referral) ## Nível Visceral O nível visceral é o mais simples e direto de se entender. Ele está relacionado a nossa primeira impressão, nosso primeiro toque, primeira experiência, etc. Esse nível é ativado quando o usuário abre uma aplicação pela primeira vez e vê uma animação ou uma modelagem em 3D que faz seus olhos brilharem. É aquele sentimento de quando abrimos uma caixa de um produto tão esperado. Se pensar bem sobre, eu acredito que vários produtos que usamos diariamente nos fizeram sentir uma reação visceral forte. Vou te dar um exemplo: a alguns anos, quando os celulares touchscreen apareceram, lembra como se sentiu vendo aqueles celulares sem teclado? Provavelmente uma sensação boa, um sentimento de poder, de deleite. Esse tipo de deleite faz parte das reações viscerais. Os benefícios das reações viscerais são: - Elas vão encorajar seu cliente a comprar mais vezes itens relacionados a sua marca. - Seus usuários se tornaram mais suscetíveis a ignorar futuros problemas com seus produtos. Esse nível não fala profundamente sobre seu produto, ele fala apenas sobre a parte estética e superficial, não sobre a usabilidade ou eficiência dele. ![Uma imagem de um tablet com diversos wireframes e anotações.](https://productoversee.com/content/images/2023/03/alvaro-reyes-zvmZiw3vdsQ-unsplash.jpg) Foto de [Alvaro Reyes](https://unsplash.com/es/@alvarordesign?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) na [Unsplash](https://unsplash.com/pt-br/fotografias/zvmZiw3vdsQ?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) ## Nível Comportamental O nível comportamental é sobre a experiência do usuário com seu produto. Nesse nível nós nos preocupamos com as partes funcionais do produto como usabilidade, desempenho, efetividade, etc. Norman diz que quando aprendemos completamente como fazer algo e precisamos completar aquela tarefa novamente, nós não somos obrigados a pensar em como fazer, nós precisamos apenas pensar no objetivo principal e nossa mente sub consciente se encarrega do resto. Uma aplicação com um bom design para o nível comportamental permite que o usuário faça uma tarefa ou utilize uma funcionalidade sem precisar pensar profundamente em todos os detalhes. Por exemplo, quando fazemos o download de uma nova aplicação no seu celular e conseguimos utilizá-la sem nenhum tutorial. Citando outro exemplo, um produto com um fluxo de utilização fácil e fluido ou um controle que cabe perfeitamente na sua mão são bons exemplos de um bom design a nível comportamental. O nível comportamental nos dá uma oportunidade que o nível visceral não consegue. Podemos testar nosso nível comportamental! E existem alguns métodos para fazer isso. O mais comum e efetivo são os testes com usuários reais. Pedir para alguém fazer uma tarefa dentro do seu produto e contar quantas vezes ele comete um erro ou quantos cliques ele precisa para atingir o resultado são ótimas métricas para testar nesse nível. Aqui estão alguns benefícios para um bom design no nível comportamental: - Seu cliente fica mais suscetível a utilizar sua aplicação novamente. - O design aumentará a confiança que os usuários têm em seu produto. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/03/magnet-me-LDcC7aCWVlo-unsplash.jpg) Foto de [Magnet.me](https://unsplash.com/@magnetme?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) na [Unsplash](https://unsplash.com/pt-br/fotografias/LDcC7aCWVlo?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) ## Nível Reflexivo Uma reação reflexa ocorre normalmente após algum evento, quando nossa mente consciente pensa sobre a usabilidade do produto e como nos sentimos sobre ele. É quando estamos refletindo e racionalizando o todo, decidindo os prós e os contras e julgando o produto ou serviço. Uma parte desse nível é a capacidade de compartilhamento do seu produto. Quando um usuário pode falar abertamente sobre ter/usar o seu produto pois ele tem um bom branding ou um impacto cultural positivo. Os benefícios desse nível são: - Ele cria um forte vínculo entre seu usuário e o produto. - Os usuários ficam mais tentados a compartilhar com os outros as qualidades do produto. ![Duas mulheres dando risada enquanto olham para um notebook.](https://productoversee.com/content/images/2023/03/surface-X1GZqv-F7Tw-unsplash.jpg) Foto de [Surface](https://unsplash.com/@surface?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) na [Unsplash](https://unsplash.com/pt-br/fotografias/X1GZqv-F7Tw?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) ## Deleite Na intersecção dos níveis visceral, comportamental e reflexivo está o deleite. Segundo o dicionário “Oxford languages”, deleite significa “grande prazer”. No mundo do design emocional o significado é similar. É o sentimento prazeroso que o seu produto entrega a um usuário. É aquela sensação que faz o usuário desejar comprar novamente dessa marca. Uma coisa importante é: essas reações emocionais que trazem o deleite não são aleatórias ou acidentais. Podemos cultivar elas! Usando técnicas para criar um design focado nas pessoas que vai realmente trazer valor para elas. ![Diversas pessoas trabalhando em uma mesa com diversos post-its.](https://productoversee.com/content/images/2023/03/ux-indonesia-OaXTRUJbeOI-unsplash.jpg) Foto de [UX Indonesia](https://unsplash.com/@uxindo?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) na [Unsplash](https://unsplash.com/pt-br/fotografias/OaXTRUJbeOI?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) ## Colocando em prática No nível visceral, podemos utilizar cores, formas e texturas para criar um sentimento prazeroso e cheio de deleite dos nossos usuários. Por exemplo, usar cores vibrantes em um design moderno pode criar um sentimento de energia e entusiasmo. Por outro lado, o nível comportamental é sobre fazer o produto fácil de usar e de entender. E isso pode ser atingido com uma navegação simples, textos claros, design consistente, etc. Exemplificando, usando ícones simples e reconhecíveis, uma interface limpa e intuitiva ou se seus produtos tem competidores usando navegações similares a deles pode facilitar o entendimento. Finalmente, o design reflexivo é sobre criar um produto que traga um sentimento de pertencimento no seu usuário, que transpareça um propósito e um significado. E isso pode ser atingido através do uso de storytelling, simbolismo, impacto cultural, etc. Por exemplo, o uso de símbolos ou design cultural relevantes para seu usuário pode ajudar a criar esse sentimento. ## Conclusão Em suma, os 3 níveis de design são uma ferramenta incrivelmente poderosa para seus produtos. Eles te auxiliam a considerar profundamente cada nível e a criar funcionalidades que não são apenas funcionais, mas também emocionalmente valiosas para seus usuários, aumentando assim a satisfação deles e criando um forte vínculo emocional. ## Referências - [Baker, J. (2019). The Art of Emotion — Norman’s 3 Levels of Emotional Design. https://medium.muz.li/the-art-of-emotion-normans-3-levels-of-emotional-design-88a1fb495b1d](https://medium.muz.li/the-art-of-emotion-normans-3-levels-of-emotional-design-88a1fb495b1d?ref=productoversee.com) - [Dutra, R. (2020). Three Levels of Design (Donald A. Norman). https://medium.com/swlh/three-levels-of-design-donald-a-norman-4f36a8db82d6](https://medium.com/swlh/three-levels-of-design-donald-a-norman-4f36a8db82d6?ref=productoversee.com) - Norman, D. A. (2004). Emotional design: Why we love (or hate) everyday things. Basic Civitas Books. ### A percepção de valor das Generative AIs começa agora URL: https://productoversee.com/blog/a-percepcao-de-valor-das-generatives-ai-comeca-agora/ Last updated: 2023-03-20T18:46:37.000Z Com a adoção do modelo OpenAI, a Microsoft espera mudar o mercado de pesquisa na Internet. A Microsoft vê essa mudança como uma oportunidade para alcançar uma vantagem competitiva significativa sobre os concorrentes, principalmente o Google. Entendo que as duas, no momento, são as empresas que poderão causar muito impacto imediato, positivo ou negativo, para as pessoas no mundo inteiro. Seja no trabalho ou na vida pessoal, de alguma forma você está conectado em algum software feito pelas duas empresas. Semana passada foi uma das semanas mais importantes sobre Generative AI. Basicamente os três principais pontos foram: - **[GPT-4](https://productoversee.com/gpt-4-ja-ja-esta-ai/)**: A OpenAI lançou o GPT-4, mostrando um pouco das suas evoluções, próximos passos e desafios futuros. - [**Microsoft Copilot**](https://blogs.microsoft.com/blog/2023/03/16/introducing-microsoft-365-copilot-your-copilot-for-work/?ref=productoversee.com): Depois do [Bing com ChatGPT](https://www.msn.com/en-us/news/technology/you-can-play-with-microsoft-s-bing-gpt-4-chatbot-right-now-no-waitlist-necessary/ar-AA18FUxc?ref=productoversee.com), a Microsoft deu um passo mais ousado (e óbvio), inserindo o modelo LLM mais conhecido do mundo nos seus produtos Office. Isso sim trouxe realmente percepção de valor para todos os usuários que usam softwares da Microsoft; - **[Google Workspace com Generative AI](https://substack.com/redirect/6c82dc8c-e8ab-40f7-9bb8-c92063b9cacc?j=eyJ1IjoiNXZ4eGgifQ.5ESIYPlkFCyQHIoTXZSi%5FMFOj7v8JFN0gb-DNEs1%5FBg&ref=productoversee.com)**: Obviamente, o Google já estava um pouco incomodado exatamente por que todo mundo estava "achando" que o ChatGPT e as [iniciativas da Microsoft ameaçariam, imediatamente](https://www.forbes.com/sites/bernardmarr/2023/02/20/is-googles-reign-over-chatgpt-emerges-as-a-serious-competitor/?sh=511fc94f1072&ref=productoversee.com), o seu reinado de busca. E sim, ameaça. Mas talvez fosse ingenuidade de todo mundo achar que o Google, com acesso à informação da internet inteira, usaria toda essa força só para fazer um buscador... Pois é. Agora, sim, o Google começa a mostrar as suas garras implementando seu modelo de Generative AI nos produtos do Workspace, exatamente para iniciar um contra-ataque à Microsoft. Recentemente, a Microsoft e o Google lançaram novas iniciativas em inteligência artificial generativa (IA) para seus produtos digitais. A Microsoft lançou o Copilot para o Office 365, que é uma ferramenta de assistência de codificação que usa IA para sugerir códigos e completar tarefas. Enquanto isso, o Google anunciou a implementação de um modelo de IA generativa em seu Google Workspace para ajudar os usuários a criar conteúdo de alta qualidade. ## É tendência, ainda... mas não estamos mas na era do Analytical AI Minha percepção é que ainda estamos no meio de tendência, onde tá todo mundo excitado com as possibilidades reais disso mudar, de vez, uma série de mercados e negócios. Mas essas possibilidades são reais. Durante muitos anos todo mundo te se perguntando o que a inteligência artificial traria de palpável e útil para a humanidade e acho que a resposta para essa pergunta começa agora. Algoritmos de recomendação, personalização e etc, são apenas um uso muito superficial para resolvermos problemas pequenos e pontuais num pedaço simples do produto. É por isso que todo mundo fica doido quando vê o ChatGPT funcionando. Não é o algoritmo do Spotify ou daquele seu marketplace predileto te recomendando coisas... _This post is for paying subscribers only._ ### Gerenciando fluxo, prioridade, valor e riscos URL: https://productoversee.com/blog/gerenciando-fluxo-prioridade-valor-e-riscos/ Last updated: 2023-03-20T10:45:50.000Z Outro dia eu escrevi o que eu chamei de uma historinha triste no meu perfil do LinkedIn, que era mais ou menos assim: > “Uma empresa tinha grandes ambições tecnológicas, e uma pitada a mais de camadas hierárquicas e uma estrutura organizacional complexa. O que é só um jargão para comprometimentos podem ser feitos à torto e à direito no altar das oportunidades de crescimento de carreira. > O corolário disto é pressão e expectativas irrealistas com respeito aos times de engenharia efetivamente fazendo o trabalho. Que por sua vez não apresentavam um processo maduro o suficiente para lidar com os riscos e não sabiam nada muito diferente de aceitar os (novos) desafios, absorver a pressão, e mais trabalho, e tentar o seu melhor para entregar o que foi prometido. > Mas o “seu melhor”, essencialmente, significava abrir mais e mais frentes de trabalho, aumentando o trabalho em progresso, o que é só um jargão para tentar o seu melhor fazendo o que há de pior”. A história era fictícia. E é triste por ser bem mais comum do que se imagina. Mas se você me conhece minimamente, deve saber que não sou alguém que simplesmente aceita e se conforma facilmente com qualquer coisa. Quer dizer, aceitar até tem que aceitar, é pré-requisito para ser pragmático lidar com a realidade como ela é. Mas como inconformado que sou, desde que me conheço por gente, sempre busquei formas que permitissem lidar com estes padrões disfuncionais no fluxo de trabalho como o descrito na historinha acima. Este artigo é uma pequena amostra daquilo que considero algumas das maiores descobertas profissionais, em termos de estratégias que são bastante universalmente aplicáveis, neste processo todo. E dado o contexto e a conjectura atual do mercado, acredito ser mais primordiais do que, via de regra, costumam ser. ## **Primeiro, uma condição: ponha a "casa" (ou fluxo de trabalho) em ordem** Qualquer fluxo de trabalho do conhecimento, como é a engenharia de software, precisa aceitar uma realidade sempre presente (ou no termo técnico, "ubíqua") fundamental que é a de há variabilidade intrínseca nos lotes de trabalho passando por seu fluxo (ou seja, existe a tendência de que cada item potencialmente seja diferente em alguma dimensão relevante, e portanto único em suas características) . Aliás, que existe um fluxo é outra realidade ubíqua (sempre presente), embora nem sempre ele seja visível e gerenciado de forma transparente, e que aí que justamente está a primeira condição para lidar com o trabalho de software de forma efetiva: torná-lo visível e ativamente gerenciado. Em poucas e mais simples palavras, a qualquer momento, qualquer demanda, de qualquer natureza relevante, de trabalho para um produto ou serviço devem ser transparentes e acessíveis a qualquer pessoa que interage com aquele fluxo. Perceba a sutileza de que a orientação do fluxo é sobre o produto ou serviço, e não necessariamente de um time. Embora este fluxo no nível de time também deve ser igualmente gerenciado, mas o mais relevante é o fluxo orientado ao produto ou serviço (em empresas maiores, isto pode significar o envolvimento de vários times, enquanto empresas menores, como uma startup, muitas vezes há uma relação 1:1 entre produto/serviço e um time específico, o que só simplifica um pouco as coisas). E é basicamente isto que quero dizer com ter a "casa" (ou o fluxo de trabalho) em ordem: > **Que haja um sistema de entrega visível e gerenciado, que é suficientemente estável, o que significa dizer que empiricamente se sabe qual é a capacidade de entrega num dado espaço de tempo, e isto impõe limites em quantas entregas fluem pelo sistema concomitantemente num certo momento (i.e., limite WIP), e com isto há evidências que os clientes (quem requer demandas) podem confiar na previsibilidade dos serviços de entrega daquela dado sistema.** Sem esta condição, é muito difícil gerenciar expectativas de uma forma que não seja bastante subjetiva, e a percepção de stakeholders (e lembre-se que no contexto da disfunção da historinha original, a panorama de stakeholders é complexo, o famoso "muitos *chefs* na cozinha") é a de só receber um "*push back*", sem muito embasamento. Arrisca virar até briga política dentro da organização. Agora, se há um sistema visível e gerenciado, em que os próprios stakeholders já entenderam as regras do jogo, muda o tom da conversa. E empurrar mais trabalho, quando já há muito fluindo, ou é uma possível questão de falta de integridade, no pior dos casos, ou uma questão de *tradeoffs* (e.g., para entrar esta nova demanda, qual sendo executada deve ser deixada de lado), ou pelo menos de se conversar com menos emocional envolvido. ## **Depois, conversas mais significativas, factuais e fundamentadas em** **tradeoffs** Na medida em que existam algumas regras claras para o jogo de interagir com o fluxo de trabalho de um produto ou serviço, e que os clientes (quem requer as demandas) saibam que uma vez iniciado existe uma perspectiva de entrega em prazo razoável (previsibilidade), a conversa tende a mudar e se orientar em duas dimensões: **prioridade** e **valor**. Não necessariamente mais simples, mas pelo menos mais objetiva, factual. Mas isto somente se entendermos mais precisamente o que queremos dizer com estes dois termos. Afinal, e começando pelo primeiro deles, existem algumas facetas do que **prioridade** pode implicar, dependendo do contexto: - Quando algo deveria ser finalizado. Ou seja, uma questão de ordem ou **sequência**. - Quando algo deve ser iniciado. Em outras palavras, o **planejamento** de algo a ser entregue. - O que deve preceder todo o demais e ser o próximo a ser iniciado, ou **seleção**. - Quando há conflito entre o que já está em progresso, como deve ser tratado, com a diferenciação de **classes de serviço** (pense no conceito de uma entrega é enviado com prioridade). Considero relevante ter esta precisão terminológica para que não haja confusão do que queremos dizer quando tratamos de **prioridade**. Quando combinada com **valor**, embora este mais ou menos possa permear decisões em qualquer daquelas facetas da **prioridade**, na maioria dos casos estaremos falando de **seleção**: o que deve preceder todo o demais e ser o próximo a ser iniciado. Agora, se tentamos ser precisos na linguagem quanto a **prioridade**, o que falar sobre **valor**? Será suficiente tratar de **valor** somente como algo com fim monetário? Tenho duas opções do que começar em seguida, uma espero que me renda R$500.000, a outra "só" R$50.000, mas de forma recorrente por ano. Só aí já baguncei um pouco o coreto adicionando uma dimensão temporal. Mas tem outras tantas dimensões que podem tornar a coisa toda ainda mais complicada. Como, por exemplo, qual o esforço que estimo que cada demanda requer? Ou quais são as incertezas técnicas de uma e da outra demanda? Como elas comparam em função destas e outras tantas dimensões possíveis que podem influenciar o processo de seleção? Por isso que, para mim, o melhor enquadramento de como tratar **valor** é considerá-lo uma função multidimensional de **riscos** a serem gerenciados. E como não sei exatamente qual fator é mais relevante e provável de ser um problema ou não, prefiro aceitar esta realidade e abraçar esta complexidade (ou seja, ao invés de tentar fazer algum tipo de média ponderada de todos os fatores considerados, mapeá-los e fazer uma análise mais holística e comparativa). No fim das contas, a definição de quais dimensões de riscos mapear é uma consideração contextual: deve estar alinhada aos riscos de negócios mais relevantes para a organização, ou o produto/serviço em função do seu posicionamento no mercado e onde ele se encontra no ciclo de vida. Alguns exemplos de fatores comumente encontrados são: - **Custo de oportunidade**: quanto pode render ou economizar? - **Urgência**: há uma temporalidade nesta opção, sendo que quanto mais tempo levo para entregar, potencialmente menor será a relevância? - **Riscos técnicos** (ou de execução): quanto conhecemos do que precisa ser executado tecnicamente? É algo novo ou que já fizemos anteriormente? - **Papel da funcionalidade ou opção**: Como esta funcionalidade ou opção é considerada do ponto de vista dos usuários? É um pré-requisito básico para competir ("*table stakes*") ou mais uma forma de diferenciação (ou até de encantar os usuários)? - **Impacto do atraso**: O que acontece se estivermos atrasados? Quais são as implicações? - **Alinhamento com a estratégia de negócio**: O quanto esta opção se alinha com a estratégia mais abrangente da empresa? Tal mapeamento permite levar o nível da discussão do que selecionar para começar em seguida a um patamar mais elevado, onde **prioridade** passar a ser contextual, tanto no sentido dos **riscos** mais relevantes para a organização, quanto no sentido temporal: qual é a nossa tolerância a riscos neste dado momento? Estamos procurando investir em opções mais arriscadas, e portanto com oportunidade mais agressiva (i.e., potencial de mais "dindim" no bolso), ou preferimos algo mais "café com leite", do dia a dia (e.g., de valor incremental). ## **O último "pulo do gato": tenha um portfólio balanceado** Se você conhece algo de investimento financeiro, talvez já reconheça esta dica: dilua o seu risco de investimento através do balanceamento do portfólio. Tenha a maior parte do seu suado dinheirinho em investimentos mais garantidos ou pelo menos de risco menor, mas também tenha uma pequena parte em investimentos mais agressivos, onde a possibilidade de ganho é grande, aceitando que pode perder aquela parte que foi investida (que não era muito). Tecnicamente, esta estratégia costuma ser chamada de [Barbell](https://en.wikipedia.org/wiki/Barbell%5Fstrategy?ref=productoversee.com). O mesmo pode ser aplicado em um fluxo de trabalho de entregas de um produto/serviço, ou mesmo de toda uma organização. E neste sentido, o mapeamento de risco descrito acima pode ser utilizado com um viés duplo orientado aos extremos: selecionado opções menos arriscadas na maior parte do tempo, mas de vez em quando optando por alguma(s) mais arriscada(s). Funcionando como uma espécie de **triagem**, cujo o propósito é permitir conversas mais robustas e significativas quanto o que é prioridade e como, em última análise, entregar valor de forma efetiva, com eficiência e eficácia. > **Em suma, é com o desenvolvimento desta disciplina de um fluxo de trabalho gerenciado e previsível, combinado com elevar o patamar de como fazer a triagem do que é começar e quando, e quais os riscos envolvidos, tudo de uma forma relevante ao contexto em questão, que se cria uma cultura de conversas mais significativas e menos emocionais (tal como o famoso "quem grita mais leva"). O que é o mesmo que dizer: elevar a maturidade organizacional.** ## **P.S.: contando o "santo"...** Embora, no fundo, muito do que descrevi seja bastante "senso comum", há um **método** por trás. A escolha de não deixar isto claro desde o princípio foi deliberada para que qualquer viés ou pré-conceito com relação ao mesmo pudesse "embaralhar" a sua percepção. Por isso segui o velho ditado: "contei o milagre sem contar o santo". Então encerro dando o devido crédito que o descrevi é um resumo do que, na minha visão, tem de mais relevante no método Kanban com relação a disciplina de gerenciamento de produto. Mas, sinceramente, isso nem é tão relevante (já que não devemos ser ortodoxos com modelos, frameworks e coisas assim, e sermos muito mais orientados a aplicar o que funciona no nosso contexto), senão só uma questão de integridade dar essa transparência a você que me dá o privilégio de ler meus alfarrábios aqui. ### Efeito de Rede negativo URL: https://productoversee.com/blog/efeito-de-rede-negativo/ Last updated: 2023-03-17T10:45:31.000Z O modelo de negócio de empresas de tecnologia se baseia em duas bases principais: primeiro no modelo de plataforma, que muda a forma com que o gatekeeper orquestra todo o pipeline de produção de valor e segundo no [efeito de rede](https://productoversee.com/os-13-tipos-de-network-effect/) que essa plataforma consegue criar a fim de potencializar seus negócios. O efeito de rede é uma alavanca eficaz para que as empresas possam retroalimentar as pontas que formam da sua plataforma, criando vantagens em seu mercado e consequentemente aumentando o valor do seu negócio. Mas, o mesmo efeito de rede que pode criar **hyper growth* do produto, pode ter o mesmo efeito, só que ao contrário. Isso se chama **efeito de rede negativo**, onde a empresa ou o produto entra em um vortex perigoso e difícil de controlar. ## Lembrando rapidamente o que é o efeito de rede **[70% do valor criado em tecnologia](https://www.nfx.com/post/70-percent-value-network-effects?ref=productoversee.com)** desde 1994 tem sido dirigido pelos efeitos de rede. Network Effects ou Efeitos de Rede se forma num cenário que quanto mais usuários um produto ou tecnologia tiver, maior o valor que essa tecnologia, serviço ou produto entregará para os outros usuários que já estão na rede. Fica muito mais claro de entender quando você estuda os modelos de negócios de produtos como o Uber, Mercado Livre, AirBnB, Twitter, Facebook e praticamente qualquer outro serviço online atual. ![](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--w3VK7zq9--/v1678993208/obsidian/vrx6ql81kwxzhwt7o0gn.png) O efeito de rede é usado sobretudo para criar **[defesas competitivas da empresa](https://productoversee.com/defesas-competitivas/)**. _This post is for paying subscribers only._ ### A experiência do usuário como fator determinante para o sucesso do chat GPT-3 URL: https://productoversee.com/blog/a-experiencia-do-usuario-como-fator-determinante-para-o-sucesso-do-chat-gpt-3-3/ Last updated: 2023-04-28T00:43:48.000Z A plataforma **chat GPT-3 do OpenAI** tem sido um sucesso, revolucionando a forma como nos relacionamos com tecnologias, que utilizam **Inteligência Artificial.** A capacidade da plataforma, para compreender e responder perguntas, tem sido muito inovadora e seu impacto, sentido por todo o globo. Vocês devem estar se perguntando, sobre **qual a relação do título com a introdução**, por isso, para começar a ligar os pontos: ![](https://lh5.googleusercontent.com/IcmOQ7pVDOhnAG4zYaFhkhpu-HIj7Bqpt_LusjuhRz0p2YWgn1UBwd0g_0vOxwrTcvnZr3CKArSa1I2YxiYWDSiq5kkJieEFTkNErhKNEWznJqsRH2wcvPs-5LI-gobBDIVl9mJgscFY8WIWX7nfqTQ) Screenshot do [ChatGPT](https://chat.openai.com/chat?ref=productoversee.com) Apesar de a OpenAI ter à disposição uma infinidade de possibilidades de features e abordagens, a estratégia foi direcionada ao contato mais simples e objetivo. É claro que: **o extremo hype não é vinculado exclusivamente à sua usabilidade e acessibilidade**, mas também, pela revolução tecnológica atrelada à IA. Porém, o intuito do artigo é refletir sobre aimportância de uma boa estratégia e **arquitetura centrada no usuário**. ## As perguntas para a IA Das perguntas que fiz durante a escrita deste artigo, selecionei duas para o **GPT-3 responder**: _This post is for subscribers only._ ### O que aprendi trabalhando em um produto de plataforma interna URL: https://productoversee.com/blog/o-que-aprendi-trabalhando-em-um-produto-de-plataforma-interna/ Last updated: 2023-03-15T10:46:19.000Z --- *A PM Letter de hoje é oferecida pelo nosso parceiro Itaú.* *Já imaginou trabalhar como PM no maior banco da América Latina? Essa é a oportunidade que você esperava. Vamos deixar aqui a página de vagas exclusiva para gestão de produto para você conhecer todos os detalhes e se inscrever!* [Vem ser ituber!](http://vemproitau.gupy.io/job/eyJqb2JJZCI6MjYxNDg4Mywic291cmNlIjoiZ3VweV9wdWJsaWNfcGFnZSJ9?jobBoardSource=gupy%5Fpublic%5Fpage&ref=productoversee.com) [![](https://productoversee.com/content/images/2023/03/image.png)](http://vemproitau.gupy.io/job/eyJqb2JJZCI6MjYxNDg4Mywic291cmNlIjoiZ3VweV9wdWJsaWNfcGFnZSJ9?jobBoardSource=gupy%5Fpublic%5Fpage&ref=productoversee.com) --- Este texto não tem a intenção de explicar o que é uma plataforma de produtos, mas sim exemplificar alguns desafios que enfrentei ao gerenciar um produto do tipo “plataforma de produtos”. Existem excelentes textos na internet explicando este conceito, como: [Plataforma de produtos: que plataforma é essa? — Sheila Chang](https://www.linkedin.com/pulse/plataforma-de-produtos-que-%C3%A9-essa-sheila-chang?ref=productoversee.com) ## Primeiro, o meu contexto Em Outubro de 2020 tive a oportunidade de começar a trabalhar em um produto de plataforma. Quando cheguei, a plataforma possuía dois módulos e três aplicações integradas usando pelo menos um dos módulos. Dessas três aplicações, duas pertenciam à antiga equipe que eu trabalhava. Atualmente, Janeiro de 2023, estamos com sete módulos oferecidos pela plataforma e 55 aplicações usando pelo menos um módulo da nossa plataforma. Nesses dois anos passei por vários altos e baixos no gerenciamento da plataforma, e nesse texto tentei centralizar o maior número de aprendizados que tive. Se a dois anos atrás eu tivesse um pouco mais de noção desses desafios que iria enfrentar, algumas coisas eu poderia ter feito diferente, então, quem sabe eu não possa ajudar alguém que está começando. _This post is for subscribers only._ ### GPT-4 já já está aí URL: https://productoversee.com/blog/gpt-4-ja-ja-esta-ai/ Last updated: 2023-04-28T00:46:36.000Z O pessoal da OpenAI publicou [resultados de uma pesquisa sobre os avanços do GPT-4](https://openai.com/research/gpt-4?ref=productoversee.com). Já já teremos acesso à um modelo totalmente novo, mais esperto e muito mais poderoso. Se você não esteve desconectado da vida nesses últimos meses, você já deve ter visto ou até mesmo brincado com qualquer tipo de serviço de IA. O que fez esse hype inteiro explodir foi o ChatGPT da OpenAI. A OpenAI foi fundada em dezembro de 2015 por uma equipe de empresários e pesquisadores, incluindo os empresários Elon Musk e Sam Altman. A missão da empresa é desenvolver inteligência artificial de nível humano que possa ser usada para beneficiar a humanidade. O GPT-3 é um sistema de linguagem natural baseado em aprendizado profundo que é capaz de gerar texto coerente e legível. O GPT-3 é considerado um dos sistemas mais avançados de inteligência artificial disponíveis, até o GPT-4 ser lançado. [Nesse vídeo](https://www.youtube.com/watch?v=WHoWGNQRXb0&list=PLmkzQ3jhGrHWryrA5xa28GXX3fppYEtgE&index=2&ref=productoversee.com), o Sam Altman, CEO da OpenAI é entrevistado pelo pessoal da Greylock. Altman explica que a OpenAI foi fundada por Elon Musk e outros empreendedores de tecnologia, com o objetivo de garantir que a inteligência artificial seja desenvolvida de forma segura e benéfica para a humanidade. Ele enfatiza que o trabalho da OpenAI é focado em pesquisas e descobertas fundamentais, em vez de aplicativos específicos. Nessa entrevista, o Altman destaca a importância da colaboração entre empresas e governos na criação de inteligência artificial segura e benéfica. Ele conclui dizendo que é necessário um esforço conjunto para garantir que a IA seja desenvolvida para melhorar as vidas das pessoas. É interessante que ele entende que os maiores benefícios virão de serviços que criação uma camada intermediária de soluções, que usarão como base APIs como o GPT, para criar soluções mais focadas e especializadas em um setor industrial, ou em um problema específico. Hoje, a OpenAI lançou o GPT-4\. É o mais recente esforço da OpenAI para escalar ainda mais o aprendizado profundo de máquina. A maior diferença do GPT-4 comparado com a versão anterior, é que agora ele consegue aceitar entradas de imagens e texto. _This post is for subscribers only._ ### O pensamento de produtos e porque isso importa URL: https://productoversee.com/blog/o-pensamento-de-produtos-e-porque-isso-importa-2/ Last updated: 2023-03-13T11:52:52.000Z *Esse texto foi originalmente escrito pelo expert da Tera *Murylo Schulttais.** Pessoas de produto são curiosas por natureza e gostam de saber os porquês do mundo em sua volta. Por isso o senso de produto se desenvolve e é treinado como uma habilidade de entender o que torna produtos digitais excelentes. Essa habilidade precede a técnica que a função exige, e, com isso, devemos direcionar nosso olhar para o que é mais relevante, entendendo a importância da escuta ativa e diferenciais reais que permeiam todo o ciclo de vida do produto. Isso se dá porque, dentre todas as funções para as quais [profissionais de produto](https://blog.somostera.com/product-management/product-manager?ref=productoversee.com) são contratados nas empresas, a mais importante é evitar que os produtos desenvolvidos falhem, entregando o que as pessoas não querem ou precisam. --- O **[*Tera*](https://festival.somostera.com/inscricao?utm%5Fsource=productoversee&utm%5Fmedium=news&utm%5Fid=tera%5Ffestival)** Festival acaba de começar e você pode ter acesso a cursos gratuitos na área de produto, dados, programação e design. Essa é a oportunidade para você se desenvolver, mudar de carreira e aprender com os melhores experts do mercado! Nos dias 13, 14 e 15 de março você já poderá aprender sobre Product Management com o expert Murylo Schulttais (Group Product Manager Sênior no iFood). Além do curso do Murylo, a Tera criou um line-up completo com mais três cursos gratuitos. [Garanta sua vaga!](https://festival.somostera.com/inscricao?utm%5Fsource=productoversee&utm%5Fmedium=news&utm%5Fid=tera%5Ffestival) [![](https://productoversee.com/content/images/2023/03/Banner---Tera-Festival--1-.png)](https://festival.somostera.com/inscricao?utm%5Fsource=productoversee&utm%5Fmedium=news&utm%5Fid=tera%5Ffestival) --- Dentre os pontos mais importantes, alguns se destacam para um pensamento de produtos estruturados, sendo estes: 1\. Amar o problema e não sua solução; 2\. Pensar em produtos completos e não em funcionalidades; 3\. Ser específico e agnóstico sobre crenças limitantes. **Essa habilidade, acompanhada de seu pensamento estruturado, gera valor tanto para os negócios quanto para os profissionais da área**. Para os negócios, têm a capacidade de auxiliar no recrutamento, trazendo profissionais capazes de enxergar e desenvolver melhores [estratégias](https://blog.somostera.com/product-management/visao-estrategica-negocio?ref=productoversee.com), focando em **resolução de problemas** reais para usuários e necessidades do negócio, com foco em objetivos específicos de curto-médio-longo prazo e liderando times multidisciplinares pelo contexto. Para os profissionais, ajuda a gerar estrutura de trabalho que permite **conectar a estratégia com entregas**, sem perder o foco dos reais objetivos, aumentando sua capacidade de simplificação e comunicação para assuntos complexos e ambíguos. Além disso, traz maior empatia para com seus usuários, ajudando na tomada de decisões e elaborando soluções com maior criatividade e escala. Ao longo de todas as organizações que buscam **crescimento dos seus negócios** através de produtos digitais (product-led growth), criando algo novo e valioso como forma de se destacar em mercados competitivos, deveriam existir pessoas com [**Product Sense**](https://conteudo.somostera.com/minicurso/product-sense?ref=productoversee.com). Essa é a melhor forma de reduzir gostos pessoais e ter real curiosidade sobre os motivos de seus produtos funcionarem ou não. Essa habilidade pode ser fomentada para diferentes áreas e de diferentes formas. Alguns exemplos podem ser: - **Design**: o contato direto com usuários, ideações e experimentações, críticas de design e feedback constante; - **Tecnologia**: o planejamento do produto, interações do produto, insights gerados por métricas e exposição a falhas e sucessos; - **Negócios**: a análise do comportamento desse negócio, as movimentações do mercado, sua concorrência, market-share e posicionamento. É importante que, dado esse contexto, fique evidente que Product Sense sendo uma habilidade, pode ser treinada e com isso melhorada. Como Scott Adams diz em seu livro “How to fail at almost everything and still win big”, precisamos desenvolver sistemas que, com prática regular, se tornem hábitos de sucesso no longo prazo. Para o Lead Expert da [Tera](https://somostera.com/?ref=productoversee.com) e PM Sr. no iFood, Murylo Schulltais, há uma estrutura padrão. Ao longo de sua carreira, desenvolveu habilidades consideradas essenciais para ajudar a lidar com mercados complexos e suas ambiguidades, as exemplificando a seguir: ![No alt text provided for this image](https://lh6.googleusercontent.com/kdAPAMTb1mmO8BCtceN7WRTYAdgVyGTz3Sy9qya13vXdqq_THQXyo06y-FHngiMXiiy1OVENgPl5s9RSn0cqo7C-l69vlCT6ETsy8wwvLVG7QAKZl0qWMHlx1WH5F7hKbOjhG1PrpPYdHRv7s4Kye_A) Tudo começa pelo usuário, busque entender qual é o problema para se resolver e observe a relação das pessoas com esse problema. Ao mesmo tempo, defina para qual segmento desse público resolverei a dificuldade e porquê. Em sequência, observe o possível trabalho a ser feito, definindo os principais motivos dessa ação e qual a minha visão sobre esse produto. Com isso, declare como fará o trabalho e quais são as intenções através dele. Por fim, antes que seja iniciado qualquer desenvolvimento de software, defina os objetivos a serem alcançados dentro do período de tempo disponível, além de quais recursos serão necessários para o mesmo. Dada a prática dessa habilidade, somada a estrutura, o exercício constante de testes e avaliações de resultados é direcionado e, com isso, **permite às organizações e profissionais atingirem seus resultados com maior eficiência**. ### Jornada de um Product Manager. Por onde começar? URL: https://productoversee.com/blog/jornada-de-um-product-manager-por-onde-comecar/ Last updated: 2023-03-18T17:58:35.000Z Muitos são os desafios durante a jornada de ser Product Manager, principalmente no que diz respeito a **transição de carreira** e busca de uma recolocação profissional. Por isso, depois de conversar com vários **Product Managers** bem posicionados no mercado, compilei todas as dicas, instruções, erros e acertos para quem deseja iniciar uma jornada na área de Produto. ## Por onde começar? Antes de mais nada, a jornada começa com uma descoberta de autoconhecimento. Aqui estão as principais **Soft skills (*c*ompetências comportamentais) e **Hard skills (**competências técnicas) de um PM: **Principais Soft skills** - Comunicação - Liderança, gestão e influência - Trabalho em Equipe - Pensamento Analítico - Gestão de tempo - Resolução de problemas - Proatividade - Escuta Ativa - Empatia **Principais Hard skills** - Visão de negócio - Visão Estratégia - Estatística descritiva básica - Análise de dados - Domínio do Ágile: Scrum, Kanban - Planejamento - Métricas em Produto - Priorização - Relacionamento com Stakeholders - Brilho nos olhos para aprender E a principal de todas skills, **Ser comunicativo, empático e curioso.** ## O que é mais importante para um Product Manager Segundo **Pablo Silva,** Head de Produto no iFood, Palestrante e Co-Founder do Product Oversee: *“O que eu falo pra todo mundo é *entender bastante sobre negócio*, porque é mais importante que você aprender sobre frameworks de produto.”* Sua função como Product Manager **é conseguir trazer o resultado que a empresa espera e para isso, é claro que terá que gerar valor para o usuário.** Paulo recomenda estudar bastante sobre **estratégia, modelos de negócio, estatística descritiva básica e análise de dados.** ## Como construir a Jornada de um Product Manager? Conversando com Gabriela Mercedes, Product Manager da Caju, compartilhou um pouco dos seus aprendizados como PM: # **Primeiros passos da Jornada** - Crie uma conta no medium, onde você vai documentar e compartilhar suas experiências, erros e aprendizados - Crie uma conta no miro - Crie uma conta no notion - Liste todas as possíveis dúvidas e aprendizados - Crie uma conta no Product Oversee para saber de todas as informações na área de produto # **Fundamentos essenciais de Product Management** - O que é gestão de produtos? - Ciclo de vida de um produto - Estrutura de times de produtos: responsáveis e entregas - Ferramentas de produto - Produtos internos e externos # **Modelo de negócios e proposta de valor** - Pesquisa de mercado (SWOT e tabulação) - Canvas de Proposta de Valor # **Discovery de um produto interno x Discovery de um produto externo** - O processo de UX - Personas - Etnografia/netnografia - Prototipação e teste com usuários (cases com as ferramentas) - Blueprint de serviço/ jornada do usuário # **Técnicas de Priorização e árvore de oportunidades** - Matriz esforço x matriz impacto # **Delivery de produto** - Noções básicas de lógica de programação - Montando querys no metabase - Tipos de ambientes (desenvolvimento, homologação, produção…) # **Cerimônias de produto** - Planning - Daily - Retrospectiva ## Dicas de Livros Sobre estratégia — **Jogar para vencer: como a estratégia realmente funciona** ![Jogar para vencer: como a estratégia realmente funciona](https://lh5.googleusercontent.com/kthQycPA1NQ5MPuStb1dq8ReilwVUbqH4kr9SlWhyCKpeVoWkz7ROynT0bm5MVtQma_ErIpJsEuTjLx3P1dkzi06jtAxcIYADMmZt0opGOEfYXwOHbMZWNlKFc51KFg4wZuO2VCVAkBvxauU582M--w) [Jogar para vencer: como a estratégia realmente funciona](https://amzn.to/3yO2to1?ref=productoversee.com) Sobre Gestão de Produto — **Gestão Moderna de Produtos Digitais** ![](https://lh5.googleusercontent.com/rrmnK8T1SQOOGrcPsEFTiyr8pM2ThAHfJfo78k2wjgBoE2hNCVi7RFoKQ6lu36e-6Hj-_u0PvtaNw-oynFXOVn9xJgwgoFpuHOVuHf52odiJWZsc4BemIdg1BmDaOYdU3G6dHEnWu1VOn37Mafb_kvE) [Gestão Moderna de Produtos Digitais](https://amzn.to/3n4khZx?ref=productoversee.com) Sobre construção de produtos — **HOOKED (ENGAJADO): Como construir produtos e serviços formadores de hábitos** ![](https://lh4.googleusercontent.com/ZOElYZqVw4ek6x8CJuYYzVmcdA4qBE15_SAl9PSi-KP-nOY04-QrYNwWOexXhMSUXWm-PADuedVruUrN-1sQMiJm_65lSPYOyKs3H07NORq5GL2MmPiVbsy9nvZhH2peasAJ202DuHDiV9aD0vLOuIM) [HOOKED (ENGAJADO): Como construir produtos e serviços formadores de hábitos](https://amzn.to/3n360wc?ref=productoversee.com) Sobre modelos de negócio — **Business Model Generation: Inovação Em Modelos De Negócios** ![](https://lh3.googleusercontent.com/Xj0J3BqOuxfPGdKfFq9wQJS9FRB3dlV6x9-1V7LZ7sjJTvuc978TDfD5a9MqGELkiprMom4FxK_oueEQDYIG1GvL4hqHkDQl2hUUc61UywFEcOojqOeSkom4JKzwC_4CLW-kKkeKnwfqwnUFUcHIpQs) [Business model generation](https://amzn.to/3ljKG5d?ref=productoversee.com) Sobre proposta de valor: **Value Proposition design** ![](https://lh4.googleusercontent.com/N6Wu_BPlQv9InXjPMhFAAKiAgPQ86TP1gTIrSH4fxt99WfeFwIkbeo97DbgC4Uf_1pF0WmrhBBu3Zmcfjk_fhAzcxtCbxiqta37c6FSSENgKW67BLCB1cS7TFb4OSgXdbE4a3TWcMKCLc46UsFFaCOo) [Value Proposition design](https://amzn.to/3FuhT4r?ref=productoversee.com) Sobre estatística: **Naked statistics** ![](https://lh6.googleusercontent.com/q2BDncOTX9yd_mhYvjUAemV7M84_-l31TwxXec_p8RIuBbDF2MROZFam00lm5byxloOIoO6L9KifbEidT7Hn0qyQtuA5TIEMpsXOHlFP2MP7w5fmAdHrNupHEAgiLZpxOznBXjTx2n-kmZ_he19iSb4) [Naked Statistics: Stripping the Dread from the Data](https://amzn.to/3Lz7s3v?ref=productoversee.com) # **Cursos** - [PM3](https://www.cursospm3.com.br/?ref=productoversee.com) - [Tera](https://somostera.com/?ref=productoversee.com) - [Awari](https://awari.com.br/?ref=productoversee.com) - [Coderhouse](https://www.coderhouse.com.br/?ref=productoversee.com) # **Podcast** - [Product Guru’s](https://productgurus.com.br/?ref=productoversee.com) - [Mundo de Produto](https://mundodeproduto.com.br/home?ref=productoversee.com) - [Pmtoolkit](https://productoversee.com/pm-toolkit/#cursos) ## Sobre os Processos Seletivos Todos os dias surgem vagas na área de tecnologia, principalmente para Product Manager. Sabemos que atualmente a profissão que mais cresce no mercado é a de tecnologia. Hoje em dia, segundo o artigo da [PM3](https://www.cursospm3.com.br/blog/panorama-de-product-management-2022-2023-principais-insights/?ref=productoversee.com), a média salarial de um PM é de R$13.056, podendo variar de R$ 20.000 e R$ 30.000, dependendo do cargo. Contudo, para quem está buscando uma recolocação no mercado na área de tecnologia, sabe como não é tão fácil a jornada dos processos seletivos. Por isso, perguntei para alguns PMs já bem colocados no mercado quais são os principais erros e acertos dos processos seletivos, e quais cuidados precisamos tomar durante os seletivos. ### 12 dicas para processos seletivos 1. Tenha clareza onde você quer atuar 2. Tenha conhecimento “básico” de produto 3. Domine sobre gestão de produto e o que um PM faz no dia a dia 4. “Remodele” suas experiências profissionais passadas no LinkedIn relacionando com produto 5. Adeque seu perfil do LinkedIn com palavras-chave sobre produto 6. Estude sobre a empresa e o mercado antes de se candidatar . Essa é uma boa oportunidade a curto, médio e longo prazo? O mercado está em crescimento ou declínio? O local vai me dar prazer em trabalhar? 7. Crie um roteiro para entrevista e treine seu discurso, posicionando suas principais entregas com produto, estratégia e mercado 8. Demonstre brilho nos olhos pela área de Produto e querer aprender do zero, mesmo sendo um Jr por exemplo. 9. Invista no Personal Branding no LinkedIn. Tente sempre compartilhar algum conhecimento novo que você adquiriu na área. 10. Procura por vagas nas empresas que você quer e tenta ver o que você precisa aprender e foca neles. 11. **Foque nas suas experiências práticas — tenha construído algum case.** Pegue coisa que você gosta e construa algo racional de produto. Indetifique ponto de melhoria no produto. 12. E por fim, **invista em Networking.** Gerar **conexões** e **relacionamento** com pessoas da área de produto vão ajudar a interagir e criar sua jornada. *Dica extra sobre leitura dos processos seletivos por Paulo Silva:* ## PMs que valem a pena se conectar E por falar em conexões, deixo abaixo alguns PMs que valem a pena se conectar: **Paulo Lisboa —** trabalha com Gestão de Produtos há quase 10 anos — experiência em empresas como Itaú Unibanco, SKY, NEXTEL, UOL, entre outras empresas. Sou professor e mentor de Product Management na Awari e Coderhouse. [https://www.linkedin.com/in/paulovictorlisboa/](https://www.linkedin.com/in/paulovictorlisboa/?ref=productoversee.com) **Pablo Silva —** Head de Produto no iFood | Palestrante e Co-Founder Product Oversee [https://www.linkedin.com/in/oseupablo/](https://www.linkedin.com/in/oseupablo/?ref=productoversee.com) **Stenyo Fonseca —** Product Manager na Loot Studios, responsável por definir e executar a estratégia de produtos da empresa e melhorar a experiência do usuário. [https://www.linkedin.com/in/stenyo-fonseca-1b6379149/](https://www.linkedin.com/in/stenyo-fonseca-1b6379149/?ref=productoversee.com) **Nicolli Rios —** Product Manager | APM | PSM I | PhD in Computer Science[https://www.linkedin.com/in/nicollirios/](https://www.linkedin.com/in/nicollirios/?ref=productoversee.com) **Lucas Rocha —** Associate Product Manager no Itaú Unibanco [https://www.linkedin.com/in/lucassrocha/](https://www.linkedin.com/in/lucassrocha/?ref=productoversee.com) **Linomar Neto —** Product Management na Stone [https://www.linkedin.com/in/linomarneto/](https://www.linkedin.com/in/linomarneto/?ref=productoversee.com) **Gabi Mercedes —** Product Manager da Caju [https://www.linkedin.com/in/mercedesborges/](https://www.linkedin.com/in/mercedesborges/?ref=productoversee.com) ## Finalizando…A jornada de começar algo novo é um aprendizado constante. É ter coragem para dar o primeiro passo, mesmo com medos e inseguranças. Olhar seu contexto, abraçar sua trajetória e direcionar. Basta dar o primeiro passo. Aliás, **você não precisa ser ótimo para começar. Mas, para ser ótimo, você precisa começar.”** ❤ ### O Silicon Valley Bank e a corrida dos saques URL: https://productoversee.com/blog/o-silicon-valley-bank-e-a-corrida-dos-saques/ Last updated: 2023-03-13T18:50:30.000Z ## TL:DR; Então, em resumo, o Silicon Valley Bank investiu pesadamente em ativos de longo prazo, como títulos do tesouro de dois a dez anos, com baixas taxas de juros quando receberam um influxo de depósitos de empresas iniciantes de tecnologia entre 2017 e 2020\. No entanto, quando as taxas de juros começaram a subir, sua carteira de títulos ficou desvalorizada e eles enfrentaram perdas, porque houve uma onda de saques para aproveitar outras alternativas mais atrativas. Essa situação colocou o banco em uma posição difícil. ## Sobre o Sillicon Valley Bank O Silicon Valley Bank é um dos principais bancos comerciais que atende empresas de tecnologia e inovação em todo o mundo. Fundado em 1983, o banco se tornou uma fonte crucial de financiamento para startups, fornecendo capital de risco e financiamento para essas empresas em seus estágios iniciais. O sucesso do banco fez com que ele se tornasse um importante pilar do ecossistema de startups no Vale do Silício e em outras regiões tecnológicas. O modelo de negócio do banco envolve a captação de depósitos e o uso desse dinheiro para investir em outros lugares para ganhar mais dinheiro. Ele funciona como um banco normal, com serviços de banco como conhecemos. Mas, diferente de outros grandes bancos, que são mais conservadores e diversificados, o SBV é um banco mais concentrado em um único mercado. Por si só, isso já aumenta muito o risco da atuação de um banco, mas esse risco aumenta muito quando o mercado de atuação é o de startups e empresas que precisam de muito dinheiro inicial para conseguir dar os próximos passos de crescimento. ## O que aconteceu? _This post is for subscribers only._ ### Video: Contexto de Negocio para Product Managers URL: https://productoversee.com/video-contexto-de-negocio-para-product-managers/ Last updated: 2025-08-25T15:26:11.000Z Não é possível fazer um produto, ou criar relacionamento com outras áreas, ou priorizar de forma eficaz se não conhecemos a estratégia do negócio. É importante que PMs e líderes de produto, consigam estabelecer e criar uma visão ampla da estratégia de negócio para entender todos os movimentos do mercado mas principalmente entender as motivações e sentimentos dos stakeholders. Nessa aula, trago como eu absorvo e mapeio o negócio, materializando em artefatos para me ajudar a comunicar e criar alinhamento com o time. Uma hora e meia de aula, com mais de 100 slides. ## Slides _This post is for subscribers on the Plano Unicorn tier only._ ### Você não deve ser multiuso, aprendiz eterno ou pensar no usuário todo tempo URL: https://productoversee.com/blog/voce-nao-deve-ser-multiuso-aprendiz-eterno-ou-pensar-no-usuario-todo-tempo/ Last updated: 2023-03-10T16:09:22.000Z Dizem por aí que ser Product Manager significa: - Usar diversos chapéus para resolver problemas; - Pensar no usuário o tempo todo; - Ser um eterno aprendiz; Difícil não discordar. Entendo que afirmações como essa vem com o intuito de ajudar ou até tentar direcionar pessoas que chegaram na área. Mas acho que há observações importantes a serem ditas. Ser Product Manager não é glamoroso, nem devido ao excesso de trabalho, nem devido à responsabilidade exercida no dia a dia. Nem deveria ser tão complicado como pregam por aí. Eu questiono muito se o excesso de trabalho não vem de um acúmulo de tarefas criadas ou mal geridas dos próprios PMs. Aposto que você conhece PMs que caem em alguma das armadilhas abaixo: - Escrever histórias altamente detalhadas; - Tentar buscar informações excessivamente com outras áreas ou sobre um problema já conhecido ou validado; - Passar tempo demasiado no Discovery; - Passar tempo demais no Delivery; - Não ter mapeado possíveis oportunidades de priorização de médio prazo; ## Qual o período de tempo que os PMs (designers e tech leads) deveriam se focar? _This post is for paying subscribers only._ ### Melhorando o desempenho da sua squad através da liderança URL: https://productoversee.com/blog/melhorando-desempenho-squad-atraves-lideranca/ Last updated: 2023-03-10T16:36:57.000Z # Introdução Não importa o cenário, junte um grupo de indivíduos e rapidamente você perceberá que uma deles tende a se destacar como líder. Muitas vezes, inconscientemente, algumas pessoas ganham mais visibilidade e passam a orientar os próximos passos do grupo, ainda que não queiram. Percebemos isso desde cedo, seja num trabalho em grupo na escola ou nos esportes coletivos, a liderança por influência simplesmente acontece. Algumas pessoas podem até ter uma maior facilidade para estarem nesse papel, mas é fato que qualquer um pode executá-lo. Negar a existência dessa liderança informal no ambiente de trabalho é fechar os olhos para a realidade. Não importa o quão horizontal seja um departamento ou time, sempre haverão lideranças nessa estrutura; às vezes por função, outras por influência. O ideal é quando há a junção de ambos. Como Product Managers, por definição, não somos gestores de squads, nem gerimos a carreira de desenvolvedores ou designers. Todavia, somos líderes por influência, afinal encurtamos distâncias e estabelecemos relações de confiança. Abraçar esse papel pode não só melhorar o desempenho do time, como garantir o sucesso do produto. _This post is for subscribers only._ ### Nada de novo no front de produtos - 7 problemas comuns de um PM URL: https://productoversee.com/blog/nada-de-novo-no-front-de-produtos-7-problemas-comuns-de-um-pm/ Last updated: 2023-03-13T02:34:54.000Z Que [a vida de um PM é cheia de desafios](https://productoversee.com/problemas-existentes-no-time-de-produto/) você provavelmente já sabe, mas se você acredita que tem alguma coisa que só acontece com você na sua empresa, então, eu tô aqui para lhe mostrar que provavelmente não é bem assim. Você verá, a partir de agora, sete problemas que são "pra lá de comum" para quem atua dia a dia na construção e desenvolvimento de produtos digitais. Se esse assunto te interessa, chegou a hora de colher dicas de como lidar com essas situações. ## #01 Stakeholder pedindo funcionalidade Esse é um dos desafios mais comuns de todo PM. O ponto aqui é que é necessário entender de onde saiu a ideia da funcionalidade e o porquê daquilo estar sendo solicitado. Se aprofundar no assunto ao invés de simplesmente responder "não" é uma prática que constrói pontes e fortalece sua reputação. Sempre parta do princípio que ninguém pede uma funcionalidade à toa. Dicas: 1. Pergunte como a *feature* contribui com os objetivos de negócio da organização; 2. Questione se existem e quais são as evidências que suportam a construção da funcionalidade; 3. Ao invés de responder não, se fizer sentido, diga que irá explorar mais sobre o assunto e mergulhe nele. ## #02 Cliente pedindo funcionalidade _This post is for subscribers only._ ### Por onde atacar o problema: no design, na implementação ou na entrega do serviço? URL: https://productoversee.com/blog/por-onde-atacar-o-problema-no-design-na-implementacao-ou-na-entrega-do-servico/ Last updated: 2023-03-08T23:48:27.000Z --- *Essa edição da PM Letter é oferecida pela nossa parceira [Tera](https://festival.somostera.com/inscricao?utm%5Fsource=productoversee&utm%5Fmedium=news&utm%5Fid=tera%5Ffestival).* *O Tera Festival acaba de começar e você pode ter acesso a cursos gratuitos na área de produto, dados, programação e design. Essa é a oportunidade para você se desenvolver, mudar de carreira e aprender com os melhores experts do mercado!* *Nos dias 13, 14 e 15 de março você já poderá aprender sobre Product Management com o expert Murylo Schulttais (Group Product Manager Sênior no iFood).* *Além do curso do Murylo, a Tera criou um line-up completo com mais três cursos gratuitos.* *[Garanta sua vaga!](https://festival.somostera.com/inscricao?utm%5Fsource=productoversee&utm%5Fmedium=news&utm%5Fid=tera%5Ffestival)* [![](https://productoversee.com/content/images/2023/03/Banner---Tera-Festival.png)](https://festival.somostera.com/inscricao?utm%5Fsource=productoversee&utm%5Fmedium=news&utm%5Fid=tera%5Ffestival) --- A Talita Oliveira escreveu aqui no Product Oversee um[ artigo interessante sobre como balancear a otimização de uma funcionalidade existente com começar a atacar um novo problema](https://productoversee.com/otimizar-uma-funcionalidade-ou-resolver-outro-problema/). Ela procurou dar dicas bastante práticas, e eu particularmente gostei da conexão com riscos: super otimize problemas críticos, e entenda o que pode tolerar quando não for o caso. Isto me levou a pensar num outro aspecto relacionado, que é por onde atacar o problema (usando as lentes do [*framework* fit-for-purpose](https://www.fitterforpurpose.com/?ref=productoversee.com)): por qual dimensão das que compõem a experiência final do usuário: - **Design**: "o quê" se vai entregar, com qual critério de qualidade (o que é crítico e o que se pode tolerar), e quais requisitos funcionais se vai atender. - **Implementação**: "como" se vai entregar, quais as opções técnicas que serão adotadas, quais são os *tradeoffs*, e tudo o relacionado a materialização daquilo que se desenhou. - **Entrega do serviço**: "qual é a experiência de consumo do usuário", incluindo questões como a confiabilidade no serviço, e tantos os outros possíveis requisitos não-funcionais que devem ser atendidos. A conexão, ou a implicação, a que estou aludindo é que talvez exista uma tendência ao viés ao novo, em se buscar ajustes na implementação ou mesmo até que se melhore o design. É uma viés natural visto onde tipicamente está o dia-a-dia da pessoa de produto, muito mais próximo destas etapas de começo do fluxo de trabalho, do design até a implementação. Um possível problema está em que, via de regra, quanto mais subimos nesta espécie de *stack* que compõe a experiência final do usuário, maior tende a ser o custo de modificação. Assim que procurar entender quando realmente precisa-se voltar até o nível de design, ou quando a implementação precisa ser revista, melhorada, ou quando somente ajustes no nível de entrega do serviço já é suficiente, pode fazer uma grande diferença na efetividade de um time de produto. _This post is for subscribers only._ ### Gestão de expectativas e alinhamento com stakeholders: uma introdução URL: https://productoversee.com/blog/gestao-de-expectativas-e-alinhamento-com-stakeholders-uma-introducao/ Last updated: 2023-03-07T19:00:33.000Z A gestão de expectativas e o alinhamento com os stakeholders são elementos cruciais para o sucesso de qualquer projeto. A gestão de expectativas envolve a comunicação clara e transparente das metas, prazos e recursos disponíveis para todas as partes interessadas no produto. Já o alinhamento com os stakeholders garante que todas as partes interessadas estejam cientes do papel que desempenham no projeto e que suas necessidades sejam atendidas. Esses dois conceitos trabalham juntos para garantir que o projeto seja entregue dentro do prazo, do orçamento e com os resultados esperados. Neste sentido, é fundamental entender a importância da gestão de expectativas e do alinhamento com os stakeholders, pois isso pode ajudar a evitar conflitos, aprimorar o processo de tomada de decisão, construir uma relação melhor e de confiança e melhorar os resultados finais que os nossos produtos geram. Por ser um tema tão importante, existem muitos detalhes que, se não prestarmos atenção, podem prejudicar a nossa caminhada na busca de alcançar o sucesso de nossas iniciativas, desde a concepção até o lançamento de uma novo produto ou uma nova funcionalidade. É por isso que precisamos de um processo bem estruturado quando estamos falando sobre a gestão de stakeholders. # Um processo, um canvas e algumas dicas Aqui no Itaú, por ser uma instituição com dezenas de milhares de funcionários, muitas de nossas iniciativas envolvem, por vezes, centenas de pessoas. Por isso, ter um processo bem estruturado de gestão de stakeholders é parte mais que importante, é fundamental. ## Processo, processo, processo Depois de muitos erros e acertos nessa jornada de manter os stakeholders alinhados, passamos a seguir um processo simples de 4 passos no nosso dia a dia: **1\. Entenda as necessidades e perspectivas dos stakeholders** Quais são as motivações e objetivos que o time de produtos tem com a mudança que estão propondo? Diante disso, que mudanças os stakeholders gostariam de ver? Cada um dos stakeholders tem uma perspectiva em relação a esse objetivo e todas elas devem ser levadas em consideração para as trocas e alinhamento de expectativas. Por exemplo, colocar um novo campo em uma tela pode ser muito benéfico a alguns stakeholders, mas outros podem sentir que a usabilidade piorou. **2\. Detecte a resistência à mudança e aumente o comprometimento** Identificar atitudes e opiniões que podem sinalizar algum nível de resistência são fundamentais para determinarmos maneiras de aumentar o comprometimento e adesão dos stakeholders com a mudança que estamos propondo. Em alguns casos teremos que saber falar “Não” e ter a visão de que isso pode gerar ainda mais resistência a mudança. Como, diante disso, manter o foco e engajamento desses stakeholders é o ponto de maior atenção. **3\. Determine uma estratégia de engajamento das partes interessadas** Determinar o nível de influência que cada parte interessada tem junto com seu nível de interesse em ser um defensor da mudança. Isso pode ajudar a formar alianças e ganhar apoio e patrocinadores que influenciarão outras pessoas. Pense e determine essa estratégica de forma direcionada, mas avalie constantemente se essa estratégia está fluindo bem, sem grandes ruídos. Se for necessário, repense e redesenhe a estratégia que faça sentido. Ajuste frequência, canal de comunicação, envolvidos e veja se o engajamento melhora. **4\. Determine a melhor comunicação** Criar comunicação atraente que ressoa em cada stakeholder abordando suas particularidades, atitude em relação à mudança e nível de influência. Com o impacto mapeado é fundamental entender se ele é alto, médio ou baixo. Diante dessa avaliação, defina a abordagem mais adequada para mostrar consideração ou manter informado, ou manter engajado. Com isso organize as ações de comunicação, datas e qual o tipo de comunicação pode ser mais efetiva, seja ela um email, uma página colaborativa ou reuniões. Considere também o canal para melhor se comunicar com os stakeholders, seja por teams, agendas híbridas, agendas recorrentes semanais, diárias, mensais e etc. ## Um canvas para você mapear e gerir stakeholders Outra ferramenta que utilizamos aqui internamente é um modelo de canvas que tem nos ajudado muito na gestão de nossos muito stakeholders e, principalmente, para as conversas iniciais com o time de produtos diante de novos produtos que lançamos ou de novas funcionalidades. Segue um exemplo preenchido para que você possa entender e aplicar na sua empresa: ![](https://lh4.googleusercontent.com/nFL6LmfycOpNzP4D45wXVOKWbbFWcHnOOAxabMU1nGba5OiEPsh7RvJIuUMdL0k6RTwop-5YGCMsu9VCdoxFvnQTvDKhdEvuO5dCWCSBcb__2BKt9SQP4s6kUeInNhR8ED739_inyMi2vskQ8v-QY-I) ## Dicas de quem já acertou e errou Pra fechar, compartilho aqui algumas dicas que tem nos norteado no cuidado com a gestão dos stakeholders e alinhamentos frequente de expectativas. - Tenha um cuidado absoluto com a comunicação. - Tenha empatia para compreender a visão de seus stakeholders da perspectiva deles. - Crie e cuide dos relacionamentos com seus stakeholders. - Saiba falar não. - Saiba falar sim. - Seja transparente diante de decisões, prioridades e principalmente sobre a Visão de seu produto. - E uma dica bemmm valiosa, pessoas são o motor de transformação, o engajamento de seus stakeholders potencializa tudo. A comunicação clara, transparente e constante é a chave para uma gestão eficaz de expectativas e um alinhamento bem-sucedido com os stakeholders. Gaste parte do seu tempo construindo relações de confiança, porque aí, o seu dia a dia se tornará muito mais fácil. Não subestime a gestão de expectativas e o alinhamento com os stakeholders porque, nesses casos, menos nunca é mais! ### O PM e o PO são Influenciadores Digitais? URL: https://productoversee.com/blog/o-pm-e-o-po-sao-influenciadores-digitais/ Last updated: 2023-03-09T00:14:44.000Z Os papeis do Product Owner (Proprietário do Produto) e do Product Manager (Gerente do Produto), na estrutura de construção de produtos digitais, são fundamentais para garantir que a entrega de valor norteará as ações de desenvolvimento e certificar o alinhamento entre os resultados perseguidos e os objetivos estratégicos da empresa. No entanto, em uma perspectiva realista, nenhum dos dois terá o poder de decisão, em última instância, de como os recursos da empresa serão distribuídos ou priorizados no nível macro. As discussões sobre isso podem se estender por diversos fóruns e níveis organizacionais, mas serão provavelmente remetidas aos executivos, com acesso a informações estratégicas determinantes, que por muitas vezes não podem ser compartilhadas em sua integralidade. Isso não significa que o PO e o PM não possam ter uma contribuição relevante nos rumos de um Produto em um contexto mais amplo. Nesse sentido, ambos se posicionam como Influenciadores Digitais do negócio, podendo, e inclusive devendo utilizar suas habilidades de relacionamento, negociação, liderança e visão estratégica, para exercer esta função com protagonismo na empresa. Da mesma forma que para um influenciador, o marketing pessoal do **líder de produto** é parte fundamental do sucesso na sua jornada, assim como a qualidade e apelo do “conteúdo” que ele é capaz de produzir. ## Competências e habilidades para influenciar o produto Pensando nisso, compilei algumas dicas, baseadas nos meus estudos para a certificação PSPO I, e também na minha experiência trabalhando como Product Owner nos últimos 3 anos, de como os **líderes de produto** podem utilizar suas competências e habilidades para influenciar as decisões e a estratégia de um Produto, no intuito de te ajudar a encurtar alguns caminhos nesta jornada :) 1. **Assuma seu Papel de Dono:** Como PO, você deve assumir seu papel de dono da Visão do Produto, e não se posicionar apenas como executor do Roadmap. Muitos POs reclamam de terem que pedir permissão para tudo, mas essa mudança precisa vir de dentro e começar com o próprio PO. Você deve mostrar que se importa, assumindo responsabilidades, reivindicando autonomia, fazendo um plano (seu plano!), mostrar que você ama o produto e se importa com o time. Seus comportamentos, gestos, sua fala e até o jeito de se vestir influenciam diretamente nisso. 2. **Use e abuse da Gestão Baseada em Evidências:** Uma [gestão baseada em evidências](https://scrumorg-website-prod.s3.amazonaws.com/drupal/2021-01/2020-EBM-Guide-Portuguese-BR-2.0%5F0.pdf?nexus-file=https%3A%2F%2Fscrumorg-website-prod.s3.amazonaws.com%2Fdrupal%2F2021-01%2F2020-EBM-Guide-Portuguese-BR-2.0%5F0.pdf&ref=productoversee.com) ajuda a garantir que o caminho que você está seguindo é pautado nos feedbacks reais sobre o produto e dados analíticos confiáveis. Isso também vai te ajudar a ter mais credibilidade e influenciar as decisões do produto. Acreditamos que pode ser uma boa seguir estes passos, focando na ideia de *Inspect and Adapt*, explorada mais detalhadamente no [Scrum Guide](https://scrumguides.org/docs/scrumguide/v2020/2020-Scrum-Guide-US.pdf?ref=productoversee.com#zoom=100): 1)Formular uma hipótese de melhoria e criar uma forma de medir a efetividade; 2)Executar experimentos para testar suas hipóteses; 3)Inspecionar os resultados para ver se cumpriram com o propósito; 4)Adaptar seus objetivos e documentar os aprendizados. 3. **Faça um mapeamento dos seus Stakeholders:** Os Stakeholders não são todos iguais, e é necessário tratá-los de forma distinta. Existem sim alguns mais importantes do que outros, mais parceiros do que outros, mais colaborativos do que outros, etc. Com o universo de atividades sob responsabilidade do PO e PM, e o tempo escasso, este tempo deve ser investido proporcionalmente à importância e necessidade com cada Stakeholder. Desenvolver um mapeamento deles para dividir o tempo pode ser uma boa! 4. **O Cliente também é um Stakeholder:** Muitos PO's evitam ao máximo expor o produto aos clientes até que ele esteja 100%, mas isso é um erro. Quando se faz isso, você está deixando de coletar feedbacks valiosos para adaptar o produto às necessidades dos clientes. Um **líder de produto** que se posiciona como a voz do cliente tem um poder de fala e argumentação muito maior e, com isso, pode também melhorar sua influência na Organização. 5. **Comece a dizer "Não" ou "Agora não":** É comum que surjam muitos pedidos de várias coisas para fazer no Produto. No entanto, isso pode levar à perda de foco e de qualidade. O PO deve conseguir filtrar e manter o foco nos itens que são mais relevantes para a entrega de valor, com uma tomada de decisão consciente. Muitas vezes um “Não” honesto, é melhor interpretado do que um “Sim” automático e inconsistente que pode gerar frustrações no futuro. Isso ajuda a melhorar sua credibilidade junto aos Stakeholders e ao Time, e o seu poder de influência, por consequência. 6. **Envolva o Scrum Master na gestão dos Stakeholders:** Os SMs podem ser figuras importantes para te ajudar a responder questões mais técnicas ou conceituais a respeito do modelo de trabalho, ou do próprio desenvolvimento. Muito em função disso, ter uma parceria forte com seu SM pode te ajudar a ser um PO que se posiciona estrategicamente alinhado ao framework, tendo assim um respaldo maior para se comprometer com a entrega de resultados. 7. **Tenha um Product Goal claro e incentive a comunicação direta:** Incentive a comunicação direta entre os grupos. Isso ajudará a evitar mal entendidos, melhorar a empatia, além de aumentar a entrega de valor. Um *Product Goal* (Objetivo do Produto) claro e bem definido pode ajudar muito a esclarecer algumas das principais dúvidas que poderiam surgir do Dev Team. Nesse processo, pode ser importante fazer alguns combinados entre os grupos para uma comunicação mais efetiva e, caso tenha algum problema, utilizar a Retrô para ajustar. 8. **Desenvolva suas Soft skills e se aproxime:** Faça um mapeamento das suas principais qualidades e pontos a desenvolver relacionados às competências comportamentais necessárias para que você se destaque na sua Organização. Algumas dessas competências podem ser comuns aos POs de diversas empresas, como a Habilidade de negociação, relacionamento interpessoal, Oratória e Storytelling, mas é importante que você avalie criticamente quais as habilidades mais importantes no seu contexto de negócio. Depois disso, busque aproximação com as Pessoas-chave do negócio, pedindo a opinião delas sobre algum tema específico (e relevante), oferecendo ajuda, ou até mesmo iniciando uma mentoria para melhorar sua visão sistêmica e entender como as operações funcionam. Faça muitas perguntas e se mostre interessado no que eles têm a dizer! ## Concluindo Os líderes de produto são Influenciadores importantes do negócio, apesar de não terem autonomia “total” sobre as decisões de produto, até porque não existe essa história de autonomia total. As decisões, ainda que colaborativas, serão sempre submetidas a uma estratégia organizacional que pode se sobrepor às necessidades individuais de um Produto. Um bom líder de produto, no entanto, deve conseguir transitar bem o suficiente na Organização para ser uma força positiva e ajudar a manter sua unidade de negócio em rota para a evolução contínua e crescimento. Para isso, não há regra ou manual de boas práticas, a receita será sempre analisar o contexto, ser autoconsciente e buscar se posicionar de forma estratégica diante dos desafios diários de uma rotina de Produto. ## Referências: - [https://www.scrum.org/resources/blog/10-tips-product-owners-product-vision](https://www.scrum.org/resources/blog/10-tips-product-owners-product-vision?ref=productoversee.com) - [https://www.scrum.org/resources/evidence-based-management-guide](https://www.scrum.org/resources/evidence-based-management-guide?ref=productoversee.com) ### Por que sua equipe deve utilizar produtos de API durante a recessão URL: https://productoversee.com/blog/por-que-sua-equipe-deve-utilizar-produtos-de-api-durante-a-recessao/ Last updated: 2023-03-06T10:45:54.000Z A economia global está lutando com as consequências de uma severa recessão, isso ainda devido aos efeitos residuais da pandemia, da agitação política e até mesmo dos conflitos armados. Neste cenário desafiador, as empresas devem encontrar maneiras de se adaptar às mudanças nas demandas do mercado. Como resultado do forte declínio na demanda nos últimos três anos, muitas empresas estão buscando maneiras de reduzir custos e permanecer operacionais. Isto levou a demissões generalizadas (layoffs) em todos os setores, com grandes corporações como a Microsoft e a Alphabet (empresa matriz do Google) anunciando cortes significativos em sua força de trabalho. Essas demissões visam melhorar o fluxo de caixa e manter a estabilidade dessas empresas. Entretanto, esta estratégia de redução de custos tem implicações de longo alcance, não apenas para os indivíduos que perdem seus empregos, mas também para os investimentos das empresas em novos projetos e para a priorização de retornos financeiros. ## Onde entram as APIs As APIs fornecem um canal de comunicação seguro entre aplicações e facilitam a troca de informações entre as partes. Esta tecnologia é utilizada por gigantes da tecnologia, como Google, Amazon, Slack e Facebook para reduzir custos, impulsionar o crescimento da receita e explorar novos modelos de negócios. As APIs permitem que as empresas transfiram dados e capacidades para outros sistemas, tanto dentro como fora da organização. Isto abre novas oportunidades de crescimento, expondo as aplicações aos usuários da plataforma web e aos buscadores de soluções de terceiros. As APIs também eliminam a necessidade de construir uma infraestrutura personalizada, permitindo que as empresas escalem com menos esforço. Neste sentido, as APIs aumentam o potencial dos serviços para alcançar além de suas plataformas de origem e tornam-se disponíveis nos canais daqueles que as consomem. ## Como as APIs podem ajudar as Empresas a crescerem mais saudáveis As APIs, ou Interfaces de Programação de Aplicações, podem desempenhar um papel significativo para ajudar as empresas a crescer e prosperar. Aqui estão algumas maneiras pelas quais as APIs podem ajudar as empresas a crescerem mais saudáveis: - **Fluxo de trabalho otimizado:** As APIs permitem a integração perfeita entre diferentes sistemas, aplicações e plataformas, reduzindo a necessidade de entrada manual de dados e melhorando o fluxo de informações. Isto leva a uma maior eficiência e produtividade, permitindo que as empresas se concentrem em tarefas mais estratégicas. - **Automação de Processos**: As APIs podem automatizar tarefas repetitivas e demoradas, liberando os funcionários para se concentrarem em tarefas de maior nível que requerem mais criatividade e pensamento crítico. Isto pode ajudar as empresas a se tornarem mais ágeis e responderem mais rapidamente às condições de mercado em mudança. - **Melhor experiência do cliente:** Ao integrar diferentes sistemas e aplicações, as APIs podem proporcionar aos clientes uma experiência mais integrada e sem interrupções. Por exemplo, uma empresa de varejo pode usar APIs para fornecer atualizações em tempo real sobre a disponibilidade de produtos, facilitando aos clientes encontrar o que estão procurando. - **Aumento da receita:** As APIs podem abrir novos fluxos de receita, permitindo que as empresas ofereçam novos produtos e serviços. Por exemplo, uma empresa de serviços financeiros pode usar as APIs para oferecer aos clientes acesso em tempo real às informações de suas contas por um aplicativo móvel, gerando novas receitas via taxas de assinatura. - **Melhor gerenciamento de dados:** As APIs podem ajudar as empresas a gerenciar seus dados com mais eficácia, melhorando a precisão e a integridade das informações. Isto pode levar a uma melhor tomada de decisões e a uma abordagem mais informada da estratégia comercial. Em suma, as APIs podem ajudar as empresas a crescer e prosperar, simplificando o fluxo de trabalho, automatizando processos, melhorando a experiência do cliente, aumentando a receita e melhorando o gerenciamento de dados. ## As APIs não são apenas para empresas de tecnologia As APIs, ou Interfaces de Programação de Aplicações, são frequentemente associadas a empresas de tecnologia, mas são muito mais do que isso. APIs são uma ferramenta poderosa que pode beneficiar qualquer negócio, independentemente da indústria ou do tamanho. Uma API atua como uma ponte entre diferentes aplicações, permitindo-lhes comunicar e trocar informações seguramente e controladamente. Isto permite às empresas automatizar processos, integrar sistemas e agilizar o fluxo de trabalho, levando ao aumento da eficiência e à redução de custos. Por exemplo, uma empresa de varejo pode usar APIs para conectar sua plataforma de comércio eletrônico ao seu sistema de gerenciamento de estoque, permitindo atualizações em tempo real e informações precisas sobre a disponibilidade de produtos. Uma organização de saúde pode usar as APIs para compartilhar com segurança os dados dos pacientes entre diferentes departamentos, melhorando o atendimento aos pacientes e reduzindo o risco de erros. As APIs também oferecem às empresas novas oportunidades de receita, permitindo a criação de novos produtos e serviços. Por exemplo, uma empresa de serviços financeiros pode usar as APIs para dar aos seus clientes acesso em tempo real às informações de suas contas via um aplicativo móvel. Uma empresa de viagens pode usar APIs para oferecer a seus clientes a possibilidade de reservar voos, hotéis e aluguel de carros diretamente através de seu website. Em resumo, as APIs não são apenas para empresas de tecnologia. Elas são ferramentas versáteis que podem ajudar as empresas de todas as indústrias a melhorar suas operações, aumentar sua receita e oferecer produtos e serviços novos e inovadores a seus clientes. Quer você seja uma pequena empresa ou uma grande corporação, as APIs podem ajudá-lo a atingir seus objetivos e permanecer competitivo no ambiente de negócios de ritmo acelerado de hoje. ## Como iniciar o processo de construção de uma API pública de sucesso A construção de uma API pública de sucesso pode ser um processo complexo, mas com planejamento e execução cuidadosos, pode trazer muitos benefícios para sua empresa. Aqui estão os passos que você pode seguir para construir um API público de sucesso: 1. **Defina seus objetivos e público-alvo:** O primeiro passo para construir um API público de sucesso é definir seus objetivos e seu público-alvo. Quem irá utilizar sua API, e o que esperam alcançar com ela? Isto o ajudará a determinar o escopo de sua API, quais características ela deve incluir e que tipo de documentação e suporte serão necessários. 2. **Escolha o conjunto de tecnologias correto:** selecionar quais tecnologias serão utilizadas é fundamental para o sucesso de sua API. Considere fatores tais como desempenho, escalabilidade, segurança e facilidade de uso ao tomar sua decisão. 3. **Projete o desenvolvimento da API:** Uma vez que você tenha determinado seus objetivos e decidido sobre a pilha de tecnologia certa, é hora de projetar sua API. Isto inclui determinar a estrutura dos endpoints, definir os formatos de dados e decidir sobre os métodos de autenticação e autorização. Certifique-se de considerar a escalabilidade, confiabilidade e segurança ao tomar estas decisões. 4. **Documente e teste seu API:** Documentação e testes adequados são componentes essenciais de uma API pública. Documente sua API completamente, incluindo todos os endpoints, formatos de requisição e resposta, e códigos de erro. Teste sua API exaustivamente para assegurar que ela funcione como esperado e seja confiável. 5. **Lance e promova sua API:** Uma vez que você tenha testado completamente sua API, é hora de lançá-la e promovê-la ao seu público alvo. Considere fornecer exemplos de código, tutoriais e outros recursos para ajudar os desenvolvedores a começar a usar sua API. 6. **Monitore e otimize:** Após o lançamento, é essencial monitorar sua API e efetuar otimizações conforme necessário. Preste atenção às métricas como tempo de resposta, taxas de erro e padrões de uso para identificar áreas a serem melhoradas. Melhore continuamente seu API para garantir que ele permaneça relevante e valioso para seu público-alvo. Seguindo estas etapas, você pode construir uma API pública de sucesso que forneça valor ao seu negócio e aos seus clientes. Seja criando uma API do zero ou melhorando uma já existente, estas etapas podem ajudá-lo a atingir seus objetivos e ficar à frente no atual cenário tecnológico de ritmo acelerado. Vejo você no próximo post. ### Product Manager e Segurança URL: https://productoversee.com/blog/product-manager-e-seguranca/ Last updated: 2023-03-13T02:35:26.000Z O Product Manager tem um papel fundamental na garantia da segurança do produto ou serviço. Desde a identificação de ameaças até o planejamento e implementação de medidas de proteção, com o objetivo de criar um produto seguro e confiável para os usuários. ## Contexto Em um mundo cada vez mais conectado e dependente da tecnologia, a segurança de dados é uma preocupação constante para empresas e consumidores. Já conhecido há anos, o escândalo de privacidade da [Cambridge Analytica e Facebook em 2018](https://exame.com/tecnologia/o-escandalo-de-vazamento-de-dados-do-facebook-e-muito-pior-do-que-parecia/?ref=productoversee.com), onde a Cambridge Analytica obteve informações de milhões de usuários do Facebook sem o seu conhecimento ou consentimento, ainda é um dos maiores incidentes envolvendo privacidade de dados no mundo digital. Mais recentemente um problema/bug de interface no [Twitter](https://www.wired.com/story/twitter-leak-200-million-user-email-addresses/?utm%5Fsource=onsite-share&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=onsite-share&utm%5Fbrand=wired) abriu uma brecha para o roubo das informações de cerca de 200 milhões de usuários. Segundo relatório da [Identity Theft Resource Center](https://www.idtheftcenter.org/wp-content/uploads/2023/01/ITRC%5F2022-Data-Breach-Report%5FFinal-1.pdf?ref=productoversee.com) o número de casos de roubo de dados divulgados publicamente nos EUA totalizaram 1.802 afetando aproximadamente 422 milhões de usuários afetados em 2022\. O relatório de segurança da IBM ‘[2022 Cost of a Data Breach](https://www.ibm.com/br-pt/reports/data-breach?ref=productoversee.com)’ com informações de 17 países, mostrou que o custo médio de uma violação de dados no Brasil em 2022 teve a taxa de crescimento mais acelerada em relação ao ano anterior, passando de US $1,08 milhão para US $1,38 milhão, um aumento de 27,8%. Essas informações por si só já destacam a importância e cuidado sobre questões de segurança e privacidade, o PM deve trabalhar com times técnicos para garantir que essas preocupações sejam consideradas desde o início do desenvolvimento de um produto digital. O sucesso no desenvolvimento de um produto ou serviço envolve uma abordagem colaborativa, integrada e efetiva entre diferentes áreas, profissionais e funções. Essa sinergia na construção de um produto com cuidados e atenção ao tema Segurança Digital cada vez mais passa pela relação equilibrada e consistente entre o PM e o Especialista de Segurança, aqui personificado como um papel, mas podemos estar falando de uma área ou comitê de segurança. ## Product Manager: Qual a responsabilidade com a Segurança? Enquanto o Product Manager (PM) é o responsável pela viabilidade do produto ou serviço considerando a visão de produto e negócio, o Especialista de Segurança tem a responsabilidade de assegurar que o produto seja seguro e que atenda aos padrões de proteção de dados dos usuários. A segurança sendo uma parte fundamental para o sucesso de um produto ou serviço determina que ambas as funções trabalhem juntas para garantir que o produto seja desenvolvido de maneira eficiente e segura. O Especialista de Segurança é responsável por monitorar continuamente as ameaças e garantir que o produto esteja de acordo com as normas de segurança relevantes, como, por exemplo, o [PCI DSS](https://www.pcisecuritystandards.org/?ref=productoversee.com) relacionado aos dados financeiros dos clientes. O PM deve trabalhar em estreita colaboração com o Especialista de Segurança para ter condições de avaliar os riscos, planejar e priorizar a implementação de políticas de segurança no roadmap mitigando riscos durante todo o ciclo de vida do produto. Dependendo do contexto, as responsabilidades do PM podem variar, mas no fim do dia o produto deve ser seguro e confiável para os usuários. _This post is for subscribers only._ ### Como saber quais stakeholders são prioritários? URL: https://productoversee.com/blog/como-saber-quais-stakeholders-sao-prioritarios/ Last updated: 2023-03-03T19:13:03.000Z A palavra stakeholder é provavelmente uma das mais faladas pelas pessoas que trabalham com produto. Afinal, grande parte do trabalho de um PM é de fato manter as coisas alinhadas e conduzir o processo de tomada de decisão com os stakeholders. No último Product Oversee Talks, fizeram a seguinte pergunta no momento do nosso debate sobre gestão de stakeholders e alinhamento de expectativas: "Como definir quais stakeholders são prioritários?" Eu já havia escrito sobre [dicas para melhorar a gestão com os stakeholders](https://productoversee.com/5-dicas-para-melhorar-as-interacoes-com-os-stakeholders/) e uma das dicas que dei foi criar um mapa de stakeholders e mantê-lo atualizado. Eu mesmo cheguei a criar um modelo de mapa que pode ser visto abaixo: ![](https://productoversee.com/content/images/2023/03/Product-Oversee-Utils---Stakeholders-Map.jpg) _This post is for paying subscribers only._ ### Como equilibrar interesses no Xadrez Corporativo URL: https://productoversee.com/blog/como-equilibrar-interesses-no-xadrez-corporativo/ Last updated: 2023-03-01T10:45:23.000Z Como identificar e classificar stakeholders, estabelecer comunicação e negociação eficazes sem precisar ser um especialista em relações-públicas e claro resolver conflitos. _This post is for subscribers only._ ### Coelhos na Cartola e a lógica de Vendas para empresas B2B URL: https://productoversee.com/blog/coelhos-na-cartola-e-a-logica-de-vendas-para-empresas-b2b/ Last updated: 2023-02-28T10:46:19.000Z Cenário clássico: Primeira segunda-feira do mês, são 10 horas da manhã, é mais uma daquelas reuniões mensais de slides sem fim com rankings de premiações de vendas onde quase 100% do time permanece por maçantes 60 minutos com o vídeo fechado pra esconder a cara de "empolgação”. Enquanto são exibidos aqueles gráficos e números de projeção de vendas, os outros vivem um momento que mais parece uma repetição dos meses anteriores, vendo uma enxurrada de informações. É nesse momento que por alguns minutos um pensamento te rouba a atenção e ressoa: “Qual o coelho eu vou tirar da cartola para gerar vendas e fazer meu time bater meta esse mês?” Do outro lado da call os gestores resmungam mentalmente: \- “Tomara que ele não me invente mais uma novidade de marketing que exija mexer no orçamento para conseguir venda.” Já experimentei de perto essas duas mentalidades, já tive oportunidade de estar dos dois pontos de vista, e lidar com ambos desafios, o que me dá propriedade para garantir que são elas as responsáveis por produzir uma queixa curiosamente comum no mercado B2B: \- "Não conseguimos ultrapassar esse faturamento, precisamos vender mais, mas não sabemos mais o que fazer para que isso aconteça." Tenho a impressão de que quando falamos em vendas no mercado B2B (principalmente em empresas com processos ainda analógicos) há uma ideia fixa de algum tipo de mágica que fará com que todos os meses haja coelhos infinitos prontos para saírem de uma mesma cartola. O que me deixa tentada a reformular a queixa comum de: "Não conseguimos ultrapassar esse faturamento, precisamos vender mais, mas não sabemos mais o que fazer para que isso aconteça."; para: "O que queremos? Vender 10x mais. Quando queremos? O mais rápido possível. Como queremos? Como um passe de mágica!" A questão é que não existem coelhos na cartola. Nem passes de mágica. Em vendas, o único encantamento mágico que existe é o do cliente, o restante são dados e processos, e sem entender os gargalos ou alterar os processos, não haverá aumento de vendas e receita, se não investir em otimização de canais de aquisição e tração da força de vendas. ## Mas assim? Sim. Simples e cristalino como a realidade. Gosto de usar uma frase com frequência: “Vendas é o resultado de uma série de ações anteriores bem executadas.” Logo, entre um ponto e outro existem ações sucessoras e antecessoras as quais farão com que ponto inicial e ponto final se retroalimentam, e vendas se torne um ciclo. Mas como criar um ciclo capaz de se retroalimentar se você não sabe onde ele começa e onde termina? O que funciona ou o que não funciona? É semelhante a tentar pilotar em alta velocidade, sem fazer ideia de onde fica o freio e o acelerador, e não saber o quão rápido é possível ir, porque não conhece a potência do veículo que dirige. É inegável que existe um mito de que o marketing resolve tudo (bom, e esse tal marketing é muito confundindo com panfletagem virtual, mas isso é assunto para outro artigo), assim como existe o mito de que o marketing venderá sozinho o seu produto/serviço (inclusive mesmo que seja um e-commerce, vai precisar de força de venda humana minimamente no suporte e no pós venda). ## Geração de demanda não é o ponto inicial O marketing é mais uma ferramenta, e existe para gerar demanda. E claro que o sonho de todo B2B é que essa demanda seja convertida em receita, o que é totalmente possível de ser realizado, porém sem passe de mágica, mas mudando a mentalidade e abrindo os olhos para aceitar a realidade de que a geração de demanda não é o ponto inicial, assim como venda concretizada não é o ponto final (aliás está mais para "ponto meio" se pensarmos em pós venda, retenção e etc.) Outro fator comum no caso das empresa que atingiram esse teto de faturamento, parou de crescer e se encontra no estágio de não saber o que fazer para vender mais, é a estafa das demandas operacionais urgentes que os fazem vivenciar uma rotina de “apagar incêndios”. Consequência disso, ao longo dos anos é um olhar viciado na urgência das resoluções, dificultando a capacidade de visão de fora do negócio, voltada à parte estratégica, os processos, os avanços do mercado e para o longo prazo, trazendo um grande risco de tornar a organização obsoleta. E nem adianta ter força de marketing trazendo audiência e um comercial afiado, trazendo novos clientes, se o produto não conseguir fazer o cliente perceber valor rápido e nem conseguir reter o usuário no final, certo? Calma! Posso ouvir daqui a galera de Branding gritando: “E sem construir uma marca nada disso será consistente“.. mas eu vou finalizar por aqui mesmo o assunto, porque, no fundo eu sei que a galera de Branding e Performance ao final têm o mesmo objetivo: fazer essas engrenagens se conectarem, bem ajustadas, polidas, lubrificadas, para gerar a única coisa capaz de retroalimentar essa máquina chamada vendas: dados. ### 14 maneiras que o ChatGPT pode ajudar um Product Manager URL: https://productoversee.com/blog/14-maneiras-que-o-chatgpt-pode-ajudar-um-product-manager/ Last updated: 2023-04-28T00:44:18.000Z Antes de tudo, mas o que é ChatGPT? Se você está por fora do hype, abaixo tem uma breve explicação: O ChatGPT é uma inteligência artificial que pode responder a perguntas complexas por meio de conversação e pode falar sobre inúmeros assuntos em um nível semelhante ao de uma pessoa. Esta IA interpreta o que a pessoa escreve com alta precisão, desde que a pessoa seja clara e expresse suas ideias adequadamente. Quanto mais específico e detalhado for o contexto, melhor será a resposta. Agora vamos ao que interessa. Essa ferramenta pode ser muito útil, principalmente para pessoas que estão iniciando a carreira de PM. Por isso, listei algumas das tarefas que podem auxiliar um Product Manager em suas tarefas. Serão esses 14 tópicos que eu irei passar: 1. Criar OKRs e KPIs 2. Ajudar na realização de testes A/B 3. Formulação de hipóteses 4. Informações e tendências de mercado 5. Escrever códigos SQL e fórmulas no Excel 6. Apresentações para Stakeholders 7. Preparação para agendas com Stakeholders 8. Quebrar um épico em histórias do usuário 9. Escrever histórias de usuário 10. Ajudar no refinamento da história com o time de engenharia 11. Dúvidas de tecnologia 12. Benchmarking 13. Ajuda de UX/UI interface 14. Resumo de livros Seguem os detalhes das 14 possibilidades de aplicações do ChatGPT. ## 1 — Criar OKRs e KPIs _This post is for subscribers only._ ### Até onde fazer discovery? URL: https://productoversee.com/blog/ate-onde-fazer-discovery/ Last updated: 2023-02-26T00:35:28.000Z Uma das características principais de uma empresa é que ela é um ambiente complexo (eu já falei muito sobre isso [aqui](https://productoversee.com/friccao-onde-o-simples-fica-complicado-e-o-complicado-impossivel/), [aqui](https://productoversee.com/as-tres-lacunas-das-organizacoes-parte-1/) e [aqui](https://productoversee.com/as-tres-lacunas-das-organizacoes-parte-2/)), ou seja, ninguém consegue enxergar e controlar todas as variáveis que ali habitam e se relacionam simultaneamente, de forma que os resultados dessas interações são imprevisíveis. Isso quer dizer que não conseguimos prever o futuro com assertividade. Na verdade, somos muito ruins em tentarmos prever qualquer coisa porque somos seres convictos, limitados e enviesados e queremos confirmar aquilo que mais nos parece certo, porque o que nos parece certo nos faz gastarmos menos energia e nos sentirmos mais seguros (Kahneman, D.). A Booking.com, a qual é uma das empresas que mais tomam decisões baseadas em experimentação aplicadas a métodos científicos rigorosos, falha em 9 de cada 10 experimentos que realiza (Thomke, S.). Isso significa que, de cada 10 hipóteses que eles acreditam estarem certos, 9 se provam erradas, ou seja, se eles tivessem se baseado somente na opinião das pessoas, estariam errados 90% das vezes. É exatamente por isso que a descoberta de produto foi criada. Precisávamos de uma forma de diminuirmos o risco de estarmos errados em nossas decisões, e assim parar de jogar dinheiro no lixo fazendo algo que não traria retorno nenhum. E é justamente esse fator de risco que nos responde à pergunta feita no título desse artigo. **Basicamente, precisamos fazer discovery até que consigamos diminuir a incerteza na tomada de decisão para um nível aceitável de risco de estarmos errados no caminho da geração de valor para os usuários e retorno para o negócio.** Isso nos faz concluir que a discussão primordial não é sobre tempo, mas sim sobre risco *versus* retorno. Isso também nos faz concluir que discovery é um investimento e que se bem usado, pode potencializar e muito o retorno ou evitar o desperdício. O problema acontece quando é mal usado. # Discovery é investimento Toda mudança que planejamos fazer em nosso produto tem um custo. Foi depois de 2001, com o advento da agilidade, que o discovery começou a se popularizar como parte do processo de desenvolvimento de software produtos e portanto, também passou a compor esse custo. _This post is for paying subscribers only._ ### Times fornecedores (ou terceiros) de produto: como lidar? URL: https://productoversee.com/blog/times-terceirizados-de-produto-como-lidar/ Last updated: 2023-02-23T10:46:11.000Z ### Embora muitos livros e artigos sobre produtos digitais mencionem a importância de times empoderados, a realidade costuma ser um pouco diferente. Em busca de viabilizar a transformação digital ou até mesmo impulsionar a área de Tecnologia como um todo, muitas empresas optam pela contratação de *software houses* para montar seus primeiros times. O roteiro de muitas empresas é semelhante: contratam uma empresa terceira, com o objetivo de contar com a expertise de tecnologia a fim de acelerar a transformação digital. De início, o percentual de profissionais de tecnologia terceirizados tende a ser alto. À medida que a empresa vai ganhando maturidade, lançando produtos e, enfim, trazendo melhores resultados com a tecnologia como *meio*, a tendência é diminuir a quantidade de profissionais terceirizados, muitas vezes absorvendo a contratação de alguns deles. O modelo de *outsourcing* em tecnologia está presente em diversos times de produto. Inclusive, tem-se popularizado o modelo de *squad as a service*, em que empresas entendem a necessidade de negócio para conectar um time inteiro dedicado à resolução do problema. Seja como for, é importante ressaltar que lidar com times terceiros apresenta alguns desafios. ## Você não faz gestão direta dos times Como Product Manager, você não faz gestão direta das pessoas do time. Quando se trata de atuar com terceiros, essa ênfase é ainda maior. Isso porque essa relação costuma se dar da seguinte maneira: muitas *software houses* orientam os colaboradores que vão atuar no projeto a entregarem o que o cliente precisa. E o PM, muitas vezes, é o principal representante da empresa contratante - afinal, ele conduz as cerimônias do time e responde para a devida entrega do produto. Nessa dinâmica, o time terceiro vê o PM como o principal ponto de contato com a empresa que o contratou, evitando conflitos diretos ou qualquer tipo de desconforto que possa colocar o contrato em risco. Existem diversos aspectos negativos dessa relação, e a principal delas é a autonomia para que os profissionais terceiros proponham divergência nas discussões. Imagine que você, como PM, esteja conduzindo um refinamento a partir de uma *user story* incompleta. O time terceirizado participa e ajuda a fazer as pontuações. Um dos desenvolvedores, porém, acredita que este não é o melhor caminho a ser seguido, mas, sabendo que existe pressão de *stakeholders* para trabalhar com esta atividade, o PM tenta pressionar para que a atividade seja desenvolvida conforme proposto inicialmente. Diante dessa investida, tanto o desenvolvedor como o time terceiro como um todo podem ficar acuados e irão seguir com o desenvolvimento da mesma forma. O resultado pode não ser dos melhores: o time pode demorar mais para entregar o desejado e, pior, não se sentirá confortável para propor debates. Proponha um ambiente de colaboração mútua entre os times, estimulando o debate em prol do que pode ser feito de melhor e mais efetivo em benefício do produto. Se necessário, conte com o apoio do Tech Lead (que geralmente é o profissional de referência para os times terceiros) e do [Agilista](https://productoversee.com/pms-e-agilistas-dicas-para-melhorar-a-relacao/) (que cumpre o papel de facilitador para melhor saúde do time em benefício da empresa). ## Cuidado com feedbacks e 1:1s Quando trabalhamos no dia a dia com desenvolvedores, Tech Leads e outros profissionais da nossa empresa, muitas vezes criamos uma [cultura de *feedbacks*](https://productoversee.com/o-mito-de-que-as-pessoas-precisam-de-feedback-e-a-funcao-primordial-de-um-lider/) \- seja ao enaltecer entregas, compartilhando dores em comum ou até mesmo na hora de enfrentar algum tipo de conflito entre os integrantes do time. Ao lidar com terceiros, porém, *feedback* direto vindo da parte do gestor em um 1:1 pode ser caracterizado como relação de trabalho, que fere os preceitos da relação cliente-fornecedor. Caso tenha dúvidas sobre como se relacionar com um time terceiro, converse com o seu gestor e com a área de *compliance* da sua empresa. A falta de clareza nessa relação faz com que muitos times tenham relações disfuncionais: uns acabam dificultando a colaboração no time, enquanto outros se põem como gestores diretos. Importante frisar: na relação com terceiros geralmente existe um responsável pela conta, que acompanha o trabalho dos profissionais. O *feedback* aos terceiros deve ser levado na conversa com esse responsável, que vai filtrar e direcionar às pessoas desenvolvedoras (contratadas pela *software house* e que integram o time) da melhor forma. Crie uma frequência para conversar com o responsável pelos terceiros, sendo transparente ao mencionar cada profissional. É importante ter o Tech Lead e o Agilista como aliados nessas trocas. Se necessário, façam um alinhamento antes de conversar com o responsável pela conta, para unificar a compreensão de como cada profissional contribui para o time. ## E quando o PM é um terceiro? Existem casos de empresas que contratam um time inteiro, ou até mesmo optam por ter um Product Owner ou Product Manager de uma empresa terceira. Geralmente isso acontece quando a empresa não possui a expertise de times de produto e tecnologia. Enquanto PM, como terceiro, é preciso alinhar muito bem com o seu contratante qual o seu objetivo. Se ficar muito bem alinhado que este profissional está lá para impulsionar o negócio do contratante, alguns combinados devem ser feitos previamente. Por exemplo: como o produto que este PM terceiro atua vai impactar na métrica de negócio do contratante? Como fazer esse acompanhamento? Autonomia tende a ser um fator complicado nesse contexto. Algumas empresas contratantes costumam acompanhar o trabalho de perto e definem previamente, sem a colaboração do PM, qual objetivo a ser atingido. Isso costuma ser bastante comum. Porém, a situação inversa também pode acontecer: a empresa contratante, sem domínio de como times multidisciplinares funcionam, dá plena autonomia para que a empresa contratante defina o trabalho do PM. Nesse tipo de situação, vale a pena lembrar o que Michael Porter, famoso professor de estratégia empresarial da Harvard Business Review, nos ensina: > *“Os fornecedores que são fortes e dominantes podem impor condições desfavoráveis ​​às empresas, enquanto os fornecedores fracos e dependentes podem ser vulneráveis ​​à pressão das empresas” (via ChatGPT).* Traduzindo: empresas que optam por dar autonomia demais aos fornecedores (terceiros) podem sofrer com algum tipo de descompasso entre os objetivos do contratante e do contratado. Alguns PMs, trabalhando para a empresa, podem estar mais preocupados em garantir a extensão do contrato do que em gerar valor para a empresa contratante. E os terceiros com baixa autonomia se tornam suscetíveis a *top downs* e alta quantidade de demandas, com pouco espaço para contra-argumentação e para a mútua colaboração. Atingir o equilíbrio nessa relação pode ser um processo de médio a longo prazo. Para muitas companhias, a contratação de terceiros é o meio necessário para capacitação de times de tecnologia na própria empresa. Algumas delas até podem estender seus contratos por muitos anos com *software houses* por motivos variados, mas tenha em mente que muitas delas também podem absorver os profissionais para dentro do negócio ao longo da ‘relação’. Durante esse processo, porém, é importante ter clareza sobre o papel e a contribuição esperada de cada um, para evitar frustrações ou até mesmo a fuga de profissionais da empresa contratante e da empresa terceirizada. ## Referências - [Software house: conceito, como funcionam e como criar uma (uMov.me)](https://www.umov.me/o-que-e-software-house/?ref=productoversee.com) - [Squad as a service: o que é, como funciona e quando optar? (Supero)](https://www.supero.com.br/blog/squads-as-a-service/?ref=productoversee.com) - [The Five Competitive Forces That Shape Strategy (Michael Porter / Harvard Business Review)](https://hbr.org/2008/01/the-five-competitive-forces-that-shape-strategy?ref=productoversee.com) ### Squads: o que há de bom, mau e feio, e como pensar com padrões alternativos URL: https://productoversee.com/blog/squads-o-que-ha-de-bom-mau-e-feio-e-como-pensar-com-padroes-alternativos/ Last updated: 2023-02-22T10:46:08.000Z Você sabe de onde vem o termo *squad?* Se você não sabia, veio deste[ paper do Spotify,](https://blog.crisp.se/wp-content/uploads/2012/11/SpotifyScaling.pdf?ref=productoversee.com) de 2012\. E hoje é tido, por um lado, como[ um modelo de sucesso para acelerar inovação e produtividade](https://www.atlassian.com/agile/agile-at-scale/spotify?ref=productoversee.com), com isto trazer mais agilidade para organizações. Se você já conhece, você sabe que ele é vendido como uma espécie de bala de prata nas chamadas transformações ágeis (ou digital, ou qualquer variação que implique mais ou menos o mesmo). ## E aí é que mora um grande problema… Não podemos sequer "culpar" a Spotify, ou mesmo os autores, Henrik Kniberg & Anders Ivarsson, pois sempre esteve um tanto claro que o que foi documentado no artigo era, em parte, aspiracional, mas mais importante fruto de um processo emergente, ainda em processo e com experimentação e aprendizado dinâmico sendo incorporado regularmente. Cerca de uma década se passou, e mesmo já alguns anos há sinais que a proporção com o que emergiu e funcionou por um tempo para eles, no contexto Spotify,[ facilmente pode falhar quando adotado como o modelo a ser seguido](https://blog.aycoo.com/the-spotify-squad-model-why-did-it-fail/?ref=productoversee.com), em outros contextos. Na verdade, [já houve falas de gente da própria Spotify neste sentido](https://www.infoq.com/news/2016/10/no-spotify-model/?ref=productoversee.com), alertando que sequer a Spotify trabalhava exatamente daquela forma articulada no artigo mesmo depois de só alguns anos da publicação. Imagine agora, passada toda uma década!? _This post is for subscribers only._ ### Pare de ser refém da muleta “não tenho tempo para estudar” e eleve a barra do time promovendo um Clube do Livro do livro “Escaping the build trap”, da Melissa Perri URL: https://productoversee.com/blog/pare-de-ser-refem-da-muleta-nao-tenho-tempo-para-estudar-e-eleve-a-barra-do-time-promovendo-um-clube-do-livro-do-livro-escaping-the-build-trap-da-melissa-perri/ Last updated: 2023-02-20T15:25:42.000Z Tenho o privilégio de ter um time que é incansável na busca por conhecimento. Nós admitimos abertamente nossas incompetências e por isso fixamos 1 hora toda semana para estudarmos juntos. Significa que temos tempo sobrando e aí aproveitamos para estudar? Que dó! Cada minuto é precioso para terminar aquela especificação dos PBIs da próxima sprint, para registrar um card no Azure DevOps, para finalizar aquela comunicação de novas funcionalidades e por aí vai… então não, não temos tempo sobrando. Mas sabemos que para performar nessas atividades listadas acima (e outras infinitas), precisamos estudar e adquirir repertório. **Estudar também é gestão de risco**! Se o seu argumento era que você não tinha tempo para estudar, então este artigo aqui é para te fazer levantar da cadeira mesmo e propor movimentos de estudo em grupo. E por isso quero **lançar o desafio**: faça um Clube do Livro do livro da Melissa Perri, o **[Escaping the build trap](https://amzn.to/3k5kWsJ?ref=productoversee.com)**. Além de explicar a dinâmica (que é muito simples), vou compartilhar como foi as discussões com o meu time ao longo dessa jornada. ## Sobre o Clube do Livro Já praticamos o movimento de Clube do Livro dentro do nosso time de produtos (eu + 1 *Product Manager* \+ 1 *Product Designer*) há mais de um ano. É uma prática que fomenta a leitura e o desenvolvimento individual. Neste ano, nossa meta é ler 6 livros de produto em conjunto e debater sobre os pontos mais relevantes para cada um. Em Janeiro escolhemos o livro **Escaping the build trap** da Melissa Perri pois foi um livro bastante citado na edição de 2022 do **Product Camp Brasil.** Como funciona nossa dinâmica e como você pode fazer aí também: - Defina 1 livro para ser lido, do início ao fim, dentro de um mês - Planeje 4 encontros, de 1 hora cada, de preferência uma vez por semana ![](https://lh4.googleusercontent.com/DxrDhwKqD0R1ymoMjlfz6zevLmGSCUFwkhy9wXxxlEouSTfqc2UUhtxIOIdCuW9PIz3XW3PmN1S0IM-ShBEvEvX6gso9qZElv4h-wy0RR0IuVN79dKpRAQJERvDfmPJQVttfRie9e0RyFHhNNwuFTuY) - Escolha um dia na semana e comprometa-se com todos do time qual será o conteúdo que deverá ser lido para ser discutido no encontro. A leitura é obrigatória! - Sempre que possível, durante os encontros, defina pelo menos uma ação para ser aplicada na rotina para colocar a teoria em prática Para o **Escaping the build trap**, dividimos o conteúdo da seguinte forma: ### Encontro 1/4: *PART I | The Build Trap* *1 | The Value Exchange System* *2 | Constraints on the Value Exchange System* *3 | Projects Versus Products Versus Services* *4 | The Product-Led Organization* *5 | What We Know and What We Don’t* *PART II | The Role of the Product Manager* *6 | Bad Product Manager Archetypes* *7 | A Great Product Manager* *8 | The Product Manager Career Path* *9 | Organizing Your Teams* ### Encontro 2/4: *PART III | Strategy* *10 | What Is Strategy?* *11 | Strategic Gaps* *12 | Creating a Good Strategic Framework* *13 | Company-Level Vision and Strategic Intents* *14 | Product Vision and Portfolio* ### Encontro 3/4: *PART IV | Product Management Process* *15 | The Product Kata* *16 | Understanding the Direction and Setting Success Metrics* *17 | Problem Exploration* *18 | Solution Exploration* *19 | Building and Optimizing Your Solution* ### Encontro 4/4: *PART V | The Product-Led Organization* *20 | Outcome-Focused Communication* *21 | Rewards and Incentives* *22 | Safety and Learning* *23 | Budgeting* *24 | Customer Centricity* *25 | Marquetly: The Product-Led Company* *Afterword: Escaping the Build Trap to Become Product-Led* E pronto! Simples assim! Fizemos este mesmo movimento para diversos outros livros, como: - O teste da mãe - Inspired - PBB (Product Backlog Building) - Lean Inception - Design do dia a dia - Storytelling com dados - Sprint - e outros… ## Resumo dos encontros ### Encontro 1/4 Quero dar destaque à dois pontos que são bastante comentados nas partes I e II: - ****Entrega de funcionalidades não significa sucesso** e - **É preciso entender o cliente**. Ao longo dessas duas partes, Melissa Perri explana muito bem os assuntos destacados anteriormente. Nada de novo sob o sol, né? Não somos pastelaria para tirar pedido e precisamos interagir com nossos usuários. Ela também destaca que para atuar nesses dois pontos é necessário que a empresa como um todo tenha uma cultura de produto e que isso fica mais difícil de ser trabalhado quando não tem, seja porque a cultura é voltada para vendas, tecnologia ou qualquer outra. Particularmente, tenho percebido que a comunicação deve ser redobrada em casos que a cultura de produto ainda está em construção; você vai precisar de muitos momentos e materiais de conscientização e posicionamento do produto para os times! Alguns indícios de que não temos uma cultura de produto é quando destacamos apenas o trabalho de especificação de um PM e não o tempo dedicado em conversar com o usuário, é quando nos preocupamos apenas com a sprint entregue no prazo e não com a utilização real da funcionalidade ou produto, é quando medimos a quantidade de itens novos em produção e não analisa-se o comportamento de uso e por aí vai, né? Mas uma boa maneira de começar a contornar isso, segundo Melissa, é o “*Start with Why”*. Começar sempre perguntando o porquê, "Por que mesmo fazer esse projeto?", "Como medir o sucesso?", "E se o usuário não quiser a solução?", "Como estamos mitigando esse risco?" e etc. São perguntas simples, mas que ajudam a reforçar o porquê estamos fazendo o nosso trabalho. De forma resumida, essa primeira parte foi uma leitura com muito assunto e dores já conhecidas. É uma leitura leve, mas que gera incômodo, sabe? Você lê e pensa "Puts! Posso fazer diferente em tal processo". ### Encontro 2/4 Se nos capítulos anteriores as palavras “cliente” e “usuário” foram as que mais se destacaram, nesta parte do livro podemos dizer que as que mais apareceram foram **estratégia** e **visão**. E se fosse destacar alguns trechos do livro para explicar o que é estratégia, recomendaria estes dois aqui: > *“Good strategy isn't detailed plan. It's a framework that helps you make decisions.* > *Strategies are interconnecting storie told troughout the organization that explain the objective and outcomes, tailored to a especific time frame.”* Em uma tradução literal: > *“Uma boa estratégia não é um plano detalhado. É uma estrutura que ajuda você a tomar decisões.* > *Estratégias são histórias interligadas contadas por toda a organização que explicam o objetivo e os resultados, adaptados a um período de tempo específico.”* Ou seja, estratégia não é só palavras bonitinhas que representam algo abstrato, pelo contrário, é algo concreto que direciona todos os times em busca de um **resultado** e um detalhe importante: não é para o resto da vida, é dentro de um período específico de tempo. Melissa também traz que podem existir alguns *GAP’s* nas estratégias das empresas que acabam levando-as contra os resultados esperados, que são: - ***GAP* do conhecimento**: diferença entre o que nós gostaríamos de saber e o que nós realmente sabemos - **GAP** **do alinhamento**: diferença entre o que nós queremos que as pessoas façam e o que elas realmente estão fazendo - **GAP** **do resultado**: diferença entre o que esperamos que nossas ações gerem de resultado e o que de fato acontece E adivinhem só de onde vem a inspiração para conseguir definir uma boa estratégia e mitigar os gaps? Se você respondeu: sistema de gestão da qualidade Toyota, ou outro semelhante, você me deixou mais feliz (rsrs). ![Imagem do livro Escaping the build trap, da Melissa Perri, página 77](https://lh3.googleusercontent.com/22H0g-va2y-WDt5eMu-GR-kuvjr4VAL9ubhq_cVzlWqJ9t7_ALw1S-KhrzVFdiFXaxgAE0BoFXKLRfUZ25XR3X4PtaIWiLAPjmh95f6XwAPdx2SSjCikdjFVZ48EBWt2bWcpSZ-yfpO_mgOWkxDcQAE) Imagem do livro **Escaping the build trap**, da Melissa Perri, página 77 Faça um ciclo iterativo de **definição** e **execução**: 1. Tenha claro para onde seu negócio está querendo ir, 2. Entenda a situação atual, 3. Escolha o caminho a seguir, 4. Em seguida, é mão na massa e experimentação. Não deu certo? Retome novamente desde o início. Deu certo? Então comece desde o início também para tornar isso processual e não sorte. ### Encontro 3/4 Ao ler estes capítulos, lembrei muito do livro **O teste da mãe**. Mas por quê? Por que não podemos focar primeiro na solução, temos que nos aprofundar muito em qual é o problema para depois pensarmos em uma solução. É a clássica história de "não é só um botão". Também ficamos com o coração quentinho ao ver o conteúdo sobre métricas de produto, que na tradução literal diz o seguinte: > *"As métricas do produto informam o quão saudável é o seu produto e, em última análise, o seu negócio, uma vez que um produto saudável contribui para a saúde geral do negócio. Eles são a força vital de todo gerente de produto. Manter um pulso em seu produto é crucial para saber quando você deve agir e onde."* Nessa parte de métricas foi explanado os *frameworks* mais conhecidos: *Pirate Metrics* e *The HEART Framework*. E o mais legal para nós foi ela abordar o assunto de empresas no cenário B2B utilizando essas métricas. Como se trabalha neste tipo de mercado, item que sempre sentimos muita falta de conteúdos relevantes sobre o assunto. Também foi destacado algumas formas de experimentação e que com certeza você deve se lembrar do livro *Inspired* do nosso (apelidado por nós) Martinho, vulgo Marty Cagan: - **Concierge* - **Wizard of Oz* - **Concept Testing* Todos eles são utilizados para **gerar aprendizados** e **mitigar riscos**. E é óbvio: tudo isso precisa ser testado com o **SEU CLIENTE**. Não é com uma equipe, com sua família ou amigos, é com o seu cliente real. Portanto o puxão de orelha aqui é o seguinte: **converse mais com seus clientes!** Melissa destaca novamente que isso tudo funciona harmonicamente em uma empresa que tem uma cultura orientada a produtos de verdade. Tudo pode contribuir a favor! E quando não é orientada a produtos? Bom... essas são as lutas que precisamos lutar todos os dias, meus caros produteiros. ### Encontro 4/4 Nestes capítulos finais Melissa reforça mais uma vez sobre a importância de uma cultura orientada a produtos e traz o exemplo da Kodak que tinha um centro para inovações em produtos, mas que acabou sendo "sabotado" pela empresa por não ter essa cultura. Em outras palavras, podemos dizer o quanto é importante o trabalho sistêmico para que não sejam trabalhos isolados e que podem ser facilmente ignorados/descartados. Um pouco mais a frente, a autora também traz alguns conceitos bastante conhecidos no mundo dos produteiros que ajudam a fomentar cada vez mais essa cultura de produtos, que são: - Cadência de comunicação - Roadmap - Versões de teste dos produtos (*Experiment, Alpha, Beta, Generally Available (GA)*) - *Product Operations* - Mitigação de riscos Nada de novo sob o sol, né amigos produteiros? Por fim, Melissa também apresenta uma lista de **6 perguntas para te fazer refletir sobre como está a cultura de produto na sua empresa** e gostaria de te convidar para fazer o exercício e responder aí: - Quem surgiu com a última feature ou ideia de produto que você construiu? - Qual foi o último produto que você decidiu matar? - Quando foi a última vez que você falou com seus clientes? - Qual é o seu objetivo? - No que você está trabalhando atualmente? - Como são seus gerentes de produto? Livro bom é que o livro joga as coisas na nossa cara mesmo (rsrs). ## Finalizando… Sem dúvida, o que é mais rico em todos os nossos clubes do livro é a discussão que temos na sala. As vezes viajamos e entramos em discussões que possivelmente não entraríamos se fosse apenas um horário "comum" de trabalho. **O que enriquece são as pessoas e não o livro em si**. O livro é apenas um norteador! Por isso, recomendo fortemente que você também participe ou conduza um clube do livro e incentive a educação, o aprendizado e a mão na massa coletivamente. Quando estudamos sozinhos absorvemos muita coisa, quando estudamos e compartilhamos em conjunto, **a discussão se torna muito mais rica e podem surgir ideias maravilhosas de projetos e iniciativas para serem conduzidas e transformar os resultados da sua organização**. **Escaping the build trap** é um livro que super recomendo e que na minha estante de livros tem nota máximo de 5 estrelas. E também aproveito para dizer que tudo depende do momento que cada um está vivendo. Para você que está em início de carreira pode ser interessante por alguma parte específica, para você que já está integrado na área pode preferir outra parte e assim vai... cada um é cada um e cada leitura, no seu momento de vida, também é único! Sugestões para o próximo clube do livro? ### Liderança, percepção positiva e comunicação URL: https://productoversee.com/blog/lideranca-percepcao-positiva-e-comunicacao/ Last updated: 2023-02-22T00:09:51.000Z Talvez possamos definir liderança como **a habilidade de influenciar e orientar outras pessoas para alcançar um objetivo**. Isso envolve tomar a iniciativa, fazer decisões e inspirar outros a agirem. No entanto, não é algo fácil. Liderança não é um luxo e não se trata de algo glamoroso. Na verdade, pouquíssimas pessoas sabem como fazê-lo. Eu definitivamente não sei. E, durante a minha vida profissional, vi poucas (talvez uma ou duas) pessoas que realmente sabiam como liderar. ## Para começar, nós confundimos liderança com cargo Esse é um dos erros mais principiantes que podemos ter. Liderança não tem a ver com quantidade de pessoas e times que estão sob sua gestão, mas pela capacidade de influenciar as pessoas, dentro do seu time ou fora dele. O resultado dessa influência é o impacto direto que essas pessoas causam na empresa e ao seu redor. Quando alguém entende que liderança é ter pessoas reportando diretamente para ela, essa pessoa não entende realmente seu poder de influência. _This post is for paying subscribers only._ ### Vamos fazer o simples? URL: https://productoversee.com/blog/vamos-fazer-o-simples/ Last updated: 2023-02-17T10:45:37.000Z Estou numa fase de procurar muitos materiais que não são focados em Product Management, mas é claro que sempre vejo algumas coisas que fazem sentido com a minha rotina, e gostaria de compartilhar alguns insightscom vocês. Finalizei recentemente o livro [Sem Esforço de Greg McNeown](https://amzn.to/3xd6RMu?ref=productoversee.com), que para quem não conhece, é o autor de Essencialismo (temos [artigo aqui no PO indicando este e outros livros](https://productoversee.com/os-melhores-livros-que-nao-sao-de-produto/)). Neste segundo livro o autor traz a reflexão sobre pensar na forma mais simples de resolver aquele enorme problema que parece um elefante vestido com um terno de bolinhas dando vários saltos mortais só pra chamar a sua atenção. É incrível como um problema faz com que a gente só olhe pra ele e pense nele o tempo todo. Grandes problemas podem minar a nossa capacidade de concentração já que gastamos toda nossa energia digerindo aquele monstro, e parece que ele vai ficando cada vez maior conforme o tempo passa. E se adotássemos formas simples de resolver os problemas? Simon Sinek nos diz na sua obra “Comece Pelo Porquê” que inovação é enxergar o problema sob uma perspectiva diferente, isso é crucial para resolver aquela bomba e entregar valor para o usuário ou cliente, que é sempre o objetivo principal. Nesta fase, de olhar o problema sob uma perspectiva diferente, é sempre interessante trazer outros membros do time para a discussão, afinal, expertises diferentes podem trazer visões interessantes. Lembre-se sempre também de conversar com aquele stakeholder mais envolvido com o problema, que pode ser a galera do financeiro, logística, suporte e é claro, com o usuário, para entender a sua dor através do seu ponto de vista. Bora lá colocar a empatia pra jogo =). Quero compartilhar com vocês um exemplo retirado do livro “Sem Esforço” que mostra muito bem como enxergar o problema por meio de outra perspectiva. Greg McNeown conta a história de uma profissional de audiovisual de uma universidade americana e sua equipe, que passou por um crescimento exponencial de clientes sem aumento de pessoal para suprir a demanda, e ficaram extremamente sobrecarregados. Com o aumento do volume de trabalho cada tarefa, por mais simples que fosse, durava uma eternidade para ser concluída, devido a burocracia. Como a situação estava insustentável, era necessário tomar uma atitude para aliviar a equipe daquela situação, então surgiu a oportunidade de um novo projeto na universidade, e o time recebeu a demanda de gravar um semestre inteiro de um dos cursos. Sem uma análise adequada do problema, o time ficaria sobrecarregado com as gravações acrescentando trilha sonora, gráficos e blá blá blá. Mas dessa vez a abordagem foi diferente. Após algumas perguntas para entendimento do problema percebeu-se que essa gravação era necessária apenas para o aluno que não podia acompanhar as aulas naquele semestre. Desta forma, não era necessária uma gravação Hollywoodiana mas sim uma forma do aluno acessar o conteúdo. Foi sugerido então que as aulas fossem gravadas por outro aluno pelo celular, e a ideia se mostrou extremamente satisfatória, atingindo o resultado necessário. Meses de trabalho foram substituídos por minutos de planejamento. Um grande resultado não deve ser sinônimo de dificuldade e obras faraônicas. Sempre há uma forma simples de resolver o problema e entregar valor para o usuário. Uma melhoria pode ser feita para resolver aquele chamado recorrente de um bug, que muitas vezes é priorizado por ser mais fácil de resolver, deixando a melhoria esquecida, querendo um afago, mas que poderia estancar de vez essa recorrência semanal de problemas. Sempre vale a pena investir no tratamento adequado e pensar no ganho a longo prazo. Pense: - Quanto esforço teríamos para resolver isso de uma vez por todas? Pode acreditar que na grande maioria das vezes esse esforço vale a pena. Vamos simplificar os problemas? ## Referências - [Sinek, Simon – Comece Pelo Porquê](https://amzn.to/3HR468r?ref=productoversee.com) - [McNeown, Greg – Sem Esforço](https://amzn.to/3xd6RMu?ref=productoversee.com) - [McNeown, Greg – Essencialismo](https://amzn.to/3jLNuah?ref=productoversee.com) ### Como extrair o máximo do ChatGPT e similares para impulsionar seus resultados URL: https://productoversee.com/blog/como-extrair-o-maximo-do-chatgpt-e-similares-para-impulsionar-seus-resultados/ Last updated: 2023-02-22T00:02:44.000Z Os gerentes de produtos estão constantemente enfrentando desafios para garantir o sucesso dos seus produtos no mercado. Nesse sentido, o uso de modelos de linguagem avançados como o ChatGPT pode ser uma baita mão na roda e é isso que quero te mostrar nesse artigo! :) Antes de mais nada, se você estava sem internet nas últimas semanas, trata-se de um modelo de linguagem treinado por uma empresa chamada OpenAI, capaz de gerar texto de forma autônoma e com uma qualidade que você esperava das assistentes pessoais... ### No que a ferramenta pode te ajudar? Tópicos que serão abordados: - Ganhe tempo, alinhamento e transparência - Aplicação de soluções baseadas em dados - Facilitar interface com desenvolvedores - Brainstorming com o time - Torne-se um negociador ainda mais assertivo e contundente! - Melhore sua performance em entrevistas ## Ganhe tempo, alinhamento e transparência Quem nunca recebeu um puxão de orelha merecido de um dev com dúvidas sobre determinado card? Um tema comum em retrospectivas são que os cards que poderiam ser melhores e mais completos. Existem diversos fatores que podem motivar cards deficitários a partir de especificações mal descritas. Seja como for, nosso amigo GPT pode ser um aliado poderoso facilitando o processo e poupando tempo do responsável. **Input:** > *“Me ajude a escrever um card sobre a melhoria "Melhorar busca" com objetivo de trazer resultados mais relevantes para nossos usuários, crie uma user story, objetivos e critérios de aceite e o que mais julgar pertinente”* **Output:** ![](https://lh6.googleusercontent.com/4W8MyMxpauBAFpcB76mqjUAvjMgfCS4jMaRFbyq84dHuBHgZK4BSZVy77E5NairQfQN2JgX2p3nQrEPnEVY7x8TC9ecW0Uy8YOzA5XyhB8yxp6eshTGBKW4q0_Fs8CW_UmshpcjIb_SYOmT-CCinL68) Não faz milagre mas pode ajudar bastante! Importante lembrar que é fundamental sermos assertivos para extrair o melhor da ferramenta. No caso do exemplo anterior, na prática, certamente seria pertinente adicionar informações e necessidades adicionais. Por exemplo, poderia ser brevemente abordado o modelo de negócios, o que já se sabe sobre os usuários que interagem com o produto em questão, etc. Quanto mais contexto fornecer no input, melhor será o output. ## Aplicação de soluções baseadas em dados Analisando o panorama de mercado da PM3 nos últimos 4 anos, um tema recorrente no gráfico de “Top 5 dificuldades de PMs” é a análise de dados. Sinceramente, o mais difícil é dar os primeiros passos para transformar esse bicho de 7 cabeças em algo tangível e aplicável. Nesse sentido, o chat GPT pode revolucionar a forma que aprendemos, podendo ser uma ferramenta de aprendizado interativa e adaptada às nossas necessidades específicas. Para o exemplo a seguir pense que você baixou o banco de dados mas está completamente sem rumo… **Input:** > *“Baixei um banco de dados pela primeira vez. Quais dicas você pode me dar para impactar o negócio e dar os primeiros passos? “* **Output:** ![](https://lh5.googleusercontent.com/DUSE7BuhinIgZ1ZGU_91IcRDhEa2V-pbHsxhDdho1puMZH4bSUld93ocCt4afyPYtogx-fvQn-owneJny6jKnZWQ-wnUtAJYU_pFoniTA5nFfFLtueK4fWRBSF_LUKg7ZVQz0O07fSdS5FNVWAGnOJ4) Depois de pegar as dicas de certo modo temos um norte, mas ainda não sabemos nem fazer uma query ainda. Dando o próximo passo: **Input:** > *“Estou com acesso ao banco de dados, como faço para fazer uma consulta e receber alguns dados. MySQL”* **Output:** ![](https://lh5.googleusercontent.com/hq4_JeKQilUuewhJNkxlzgY2-a_IMTOAZ3aNCok1mwgKAvDdceYrAMM-1HqdDtrJOTUfvqsJBi5d4Y72GOIKOJmdkzNgGVpD0f3usMwdqDNwuG5v9txiGUTUYcCWJcPRCdKQ6aMBwuStbSNoR0mGbXQ) Imagine que a partir da consulta agora temos os dados! Nosso amigo pode te ajudar também. Vamos ver se ele consegue observar algo a partir dos dados a seguir. **Input:** ![](https://lh6.googleusercontent.com/ACUBx04mZOQA38hoVrpMfhpLnJXEINMK4hDbx5HY-Dve7K6EoPRmekl9IstqLhiwNK-_rIQTo_12Tljp_4iQ9WaYnp9-RU19uHSbEtkKhHeVU6WNnQJShGOHY257yy505Aed1tIWYpDwlj61ZieKiBg) Não é bem uma tabela, mas nosso 'amigo' consegue analisar! **Output:** ![](https://lh3.googleusercontent.com/n3oFB6hKZ6dwW0gH7hrwERvKtCilQYBB_pKkhut9Itgp4faZQ5KNN8kIV3xEnBqRMAXFKjl5hL6LQ4qlyK1xJ0fTf847AXTUISoZ2oJ5UetzQXWsRK-aROP9PThzzUd3NQILYIgqguIEiY3Xb1dvL3E) Interessante ressaltar algumas limitações, como a quantidade de dados passíveis de serem utilizados e também a devida preparação na pipeline que será consumida. De qualquer modo, é inegável seu valor. ## Facilitar interface com desenvolvedores É prudente evitar entrar em discussões técnicas com seu time de desenvolvimento, afinal quem somos nós nessa fila do pão? De qualquer modo, é fundamental entendermos bem sobre determinados temas técnicos para facilitar nossa comunicação e instigar perguntas melhores da nossa parte. **Input:** > **“** *Sou um product manager, hoje ouvi um desenvolvedor de outra equipe mencionando a mudança de arquitetura para serverless. Poderia me explicar um pouco sobre o tema? Como essa mudança pode impactar o negócio? Quais os principais riscos?”* Importante pontuar que a qualidade do output obviamente irá variar de acordo com como você utilizar a ferramenta. **No caso, defini meu viés profissional, dei o contexto e destaquei os pontos que gostaria de ampliar meu entendimento.** **Output:** ![](https://lh3.googleusercontent.com/JXvfAT0OjLc6AbBoos30I1TP2GWzBbSaPs21bzECQzdq0zs4fNeS_Uk2QGvZuLbgIhZvso45Oc_1H2dQ9Ddx4OJc7SzNox-lx1-k_gEGsctpDz2FEQEuRrVgftVDDKT5JgKcSvh_gCu_2n7GF8qsQtU) ![](https://lh3.googleusercontent.com/UTexN6H6lEGjeWhKBbCy4dXVCQjWyhcTP9bnpF1EwW6YA4XzQA-Mbq_6qZn2Aj5Mg2P4NlubgSmmKfjNGGK5my6L2twMebG9-vWEDY1nxf9F8yHvJzqW5oArZDSfEM0YRmSJ0xxXsOjuHA0_zY9qDnE) Tive que quebrar em duas fotos por conta da limitação de caracteres da resposta do nosso amigo GPT, mas vamos dar um desconto rs. Outro exemplo: **Input:** > *“Estamos com um problema de notificações barradas pelo firebase e um dev sugeriu a utilização de websocket. O que poderia ponderar sobre e entender se pode ser uma solução?”* ![](https://lh5.googleusercontent.com/LO4cx0wNOKJFEch3_i5T7Oa_uDTH7I5ZVDqgFuZEFO3fNVhF0ol_fwWPz7zGYJFp8MB8-RMXQ0atqpuS7kcRKlpMtwffwHxvw-DkO-gykMJMKBI5H3JEFUDuISpEP5c-xSCzcTEhlVMlEOu0v70vZuc) ## Brainstorming com o time Imagine que após um brainstorming com o time vocês chegam em um consenso sobre sua proto persona. Em resumo, suas principais características: **Input:** > *"Me ajude com oportunidades de negócio que podem ser exploradas para entregar valor para o seguinte perfil de usuário:* > *Objetivo: Ir do ponto A ao ponto B* > *Necessidade: Pagar barato; Ir rápido; Companhia respeitosa; Trajeto seguro"* **Output:** ![](https://lh6.googleusercontent.com/xjym_x30QIO1kAohH5f6SSBRAWzAY6wAju5lgmXYe9JEWKc5J8bBcJu_jYT3juCSfDhdj_9M5Ufrgn8nSoX98yYSqnf05a_50S-SI79JwUEkaC0p_5nQvFuAguohM4myNit5VRGaho1_7kMjOuDEs-I) Para melhorar a resposta poderíamos definir mais restrições, falar sobre oportunidades que já enxergamos no mercado e assim extrair o melhor do nosso amigo. ## Torne-se um negociador ainda mais assertivo e contundente! **Input:** > *“Trabalho em uma empresa de geladeiras tradicional e gostaria de negociar com meu chefe uma solução inovadora envolvendo gestão de produtos. Por favor, me dê dicas para quebrar a objeção”* **Output:** ![](https://lh5.googleusercontent.com/UzQQt_TxyYiqMFMoQFwAW22qw0KIEr3D7bInnSP79fGJ3SwlJP4PNgSyu0-UFLtrGXLHjzMbKz72yLG0c54icdj0UfqbofIe9owhlCXgJkHnc_8Qs1heXtH1FcDn3GVo5mlT77T5m58TsQLUS8-ymZU) Impressionante como a IA consegue trabalhar as objeções e propor alternativas simples para viabilizar o objetivo ## Melhore sua performance em entrevistas Já ouviu falar da “Pergunta do cone”? Trata-se de uma pergunta ampla, simples e que pode ser utilizada para absorver o racional de produtos de um profissional. No caso, vamos observar a abordagem do GPT e, quem sabe, aprender alguma coisa. ![](https://lh3.googleusercontent.com/pfeZ3Qev3GhpvWepjWukH8AwKmVFfCWv_WkWUE-xpjBEXBLlMDIGE7bV3uCXYd6sq4SDpIUatxKdWGU-8V2F50Q3yEVqhOLzn96U7dyoJZ34uxozwvPXC-MP9ltzMrUpbX9mns5l8lkOpb6abvtyUug) Responderia melhor? Está em mais alto nível, mas diria que foi um passo a passo impressionante, partindo do macro para o micro e vinculando a abordagem às necessidades do cliente. ### Algumas dicas de perguntas para o chatgpt que podem ampliar seu “product sense”: - Quais as três habilidades mais importantes para um profissional de produtos? Justifique - Como garantir alinhamento e gerar visibilidade para a estratégia de um produto específico? - O que considera para determinar que o lançamento de determinado produto foi bem sucedido? - Escolha um produto específico em uma startup da sua escolha, interprete seu uso e dê sugestões de melhoria. - Como seria um bom começo de profissional de produtos em uma empresa? Dê dicas. - Existe um conflito na empresa X, entre o time de produtos e XPTO. Como estruturar uma estratégia assertiva para lidar com esse conflito? ## Bônus: O que a ferramenta precisa de você para atuar bem? > Segue uma fórmula que eu gosto: **\[viés inicial\] + \[contexto do negócio\] + \[objetivo\] + \[contexto ampliado\] + \[parâmetros extras\]** Lembre-se que o chat vai aprendendo conforme você seta informações, portanto dentro do chat gpt podem existir diferentes contextos onde a ferramenta pode te dar outputs melhores. **Exemplos de aplicação da fórmula:** - Criação de documentação **\[viés inicial\]** \+ para novo dispositivo IoT **\[contexto do negócio\]** \+ para garantir uso eficiente pelos usuários **\[objetivo\]** \+ incluindo manuais de usuário e guias de instalação **\[contexto ampliado\]** \+ considerando necessidades de suporte e feedback de beta-testers **\[parâmetros extras\]**" - Análise de concorrentes **\[viés inicial\]** \+ no setor de e-commerce **\[contexto do negócio\]** \+ para aumentar a participação no mercado **\[objetivo\]** \+ nos últimos 5 anos **\[contexto ampliado\]** \+ considerando estratégias de marketing, preços e funcionalidades **\[parâmetros extras\]**" - "Geração de ideias **\[viés inicial\]** \+ para novo produto de saúde e bem-estar **\[contexto do negócio\]** \+ para aumentar a participação no mercado **\[objetivo\]** \+ com base em tendências de mercado e tecnologias emergentes **\[contexto ampliado\]** \+ considerando necessidades do cliente e possibilidades de parcerias **\[parâmetros extras\]**" Ele pode ir tão longe quanto a curiosidade de quem usa a ferramenta. **A curiosidade é o combustível que alimenta o sucesso no gerenciamento de produtos. Sem ela, você fica preso ao que já sabe e perde a capacidade de se adaptar e se desenvolver.** ### Alternativas para explorar No artigo em questão foquei na utilização do GPT, mas existem outros modelos com resultados satisfatórios também validados pelo mercado. Alguns exemplos: - Chatsonic - JasperChat - Character AI - YouChat - Perplexity AI - Sudowrite OBS: Enquanto escrevia o artigo a Google acaba de anunciar o "Bard". Definitivamente vem muita coisa por ai no mercado... ## “Estou ficando preocupado” Calma aí. A inteligência artificial (IA) tem sido amplamente discutida como uma tecnologia que pode substituir muitos trabalhos humanos, incluindo gerentes de produto. **No entanto, é importante ressaltar a limitação das IA em atuar em contextos de interação humana como nossas intermináveis reuniões e, sobretudo, sua capacidade de lidar com ambiguidade é limitada.** Algumas limitações da ferramenta: - Confiabilidade da informação: o modelo GPT treinado com base em dados da web, que podem ser imprecisos, desatualizados ou enviesados. - Por ser baseado em dados e padrões já estabelecidos, tem dificuldade em gerar soluções inovadoras para problemas complexos. ![](https://lh3.googleusercontent.com/ZMi_o3HbctLbJPI8WJcZf33EC0_eZvtZTHUUnL9Y_vbRB-uSepKrkOw3ODprmBvoNGqOGSnQEqRxPUqzYu8W9QM-dUOdUa4yOSVfA9dC0MDVmi6Pdh0hUyyQpaLhyoO5EV1tlg1PN6dH1WzvQpIzsMs) Opa rs O contexto nós absorvemos e traduzimos em diferentes interfaces comunicativas, considerando nossa percepção e leitura a nível de amplitude e profundidade. Sem ele é difícil entender como um produto se encaixa no mundo e como ele pode ser útil para as pessoas. **A partir do contexto temos informações valiosas sobre a indústria, a concorrência, e os clientes e as tendências do mercado, que podem ser usadas para tomar decisões estratégicas e adaptar o produto às necessidades do mercado e a visão ambiciosa do negócio.** ![](https://lh3.googleusercontent.com/vz_dPz2n_BuCGpF6wC6_gul7rlv8igys4mGOq5dUzV1inQz_unjrVQjE7LRymNN7Unkv43KcTCHYFgeSaZU9R4M1huk_-sCQukKPyu8v8MAwXbJVqlfks2bXlOBRcIcuziIuQAcSuqS_gkwh9NIssAY) *Diagrama de uso criado por Sarah Tavel* Acredito que a IA já pode ser uma ferramenta valiosa para ajudar profissionais maduros a alcançar seus objetivos e impactar o negócio. Recomendo o uso do ChatGPT de modo complementar a outras ferramentas. Acredito que disrupção envolve sentir, e uma inteligência artificial, no “melhor” dos cenários, emula. Por isso, não encare o ChatGPT como concorrente, mas sim como uma ferramenta aliada principalmente nos contextos onde há menos subjetividade. Por fim, convido os leitores a experimentarem o uso em suas próprias equipes de gerenciamento de produtos, mas lembrem-se de seguir as boas práticas e considerações éticas. ### Seu networking é mais importante que seu conhecimento URL: https://productoversee.com/blog/seu-networking-e-mais-importante-que-seu-conhecimento/ Last updated: 2023-02-16T15:39:52.000Z Relacionamento é um negócio difícil, afinal, estamos lidando com o ser humano, que possui medos, frustrações, ambições ou qualquer tipo de sentimento que pode afetar essas trocas que ocorrem ao longo da vida, algumas por décadas e outras momentâneas, mas importantes em nossa jornada. Quando olhamos para nossas carreiras ou para nossa vida pessoal, começamos a entender que muitas das coisas que se concretizam, os maiores passos que damos, os caminhos mais longos que percorremos, são realizados através de pessoas que fazem parte da nossa relação. Me lembro um dia estar navegando no Reddit, lá no r/brdev, um sub dedicado ao mercado de desenvolvimento de software e um [post](https://www.reddit.com/r/brdev/comments/xprupx/ama%5Ffui%5Fgerente%5Fde%5Fuma%5Ffaang%5Fpor%5Fmais%5Fde%5F5%5Fanos%5Fe/?ref=productoversee.com) me chamou atenção. O OP (*Original Poster*, quem criou a publicação) disse “fui gerente em uma FAANG por mais de 5 anos e contratei dezenas de engenheiros. Pergunte qualquer coisa”. Entre centenas de perguntas e respostas, uma delas me fisgou. Questionaram se faculdade era importante para o mercado de tecnologia e como ele ter feito uma Federal influenciou na carreira. O autor do post disse que sim, principalmente para o mercado internacional, onde a concorrência é grande, há muitas pessoas qualificadas, mas, que o que ele mais viu valor foram as relações que fez nesse período. Por fazer uma Universidade Federal, que, segundo ele, entre as 10 melhores do Brasil, conheceu pessoas incrivelmente inteligentes durante a graduação de Engenharia da Computação. Por passar anos ao lado das mentes mais brilhantes (e acredite, entrar em uma Federal não é fácil), ele tinha amigos que alcançaram posições altíssimas em suas carreiras. O próprio OP disse que “*Hoje em dia, se eu quiser ir trabalhar, sei lá, no Spotify, eu vou mandar mensagem pra um ex-colega e pedir recomendação. Eu não vou mandar meu currículo pelo website deles. Isso só é possível porque eu estudei com gente muito boa.*” Isso nos mostra como ter boas relações faz a diferença em nossa vida profissional e nas futuras movimentações que queremos fazer. # O poder do networking _This post is for subscribers only._ ### Fiz o discovery e agora? URL: https://productoversee.com/blog/fiz-o-discovery-e-agora/ Last updated: 2023-02-15T10:45:25.000Z Quem já encontrou algo que não foi mapeado antes, mesmo com diversos refinamentos, durante a esteira de desenvolvimento do time e precisou dar um jeito de encaixar para que nada ficasse para trás? Se a sua resposta foi sim, trago aqui algumas técnicas que me ajudaram a melhorar este problema que tive. Mas, antes de mais nada é importante dizer que para uma boa etapa de delivery é necessário ter acontecido previamente a etapa de discovery. É nesta etapa que serão levantados pontos como: - Qual o problema se quer resolver? - Levantamento e validação de hipóteses - Cocriação - Aprendizado (através de conversas com clientes, mercado e stakeholders por exemplo) É durante a etapa de discovery (descoberta), de acordo com o seu planejamento, que você terá insumos para alimentar o seu delivery (entrega). Nesta etapa também convém envolver o time de ux e dados quando essa etapa ainda está muito no início e com incertezas. _This post is for subscribers only._ ### A importância de um bom relacionamento com o time técnico e dicas de como estabelecer isso URL: https://productoversee.com/blog/a-importancia-de-um-bom-relacionamento-com-o-time-tecnico-e-dicas-de-como-estabelecer-isso/ Last updated: 2023-02-14T10:45:20.000Z Dentre as habilidades de uma pessoa gestora de produto que eu mais admiro, é a habilidade de se comunicar objetivamente para diferentes públicos, conseguindo engajá-los com a mensagem que foi passada. Construir **relacionamento** com diferentes pessoas dentro de uma empresa, a comunicação e o relacionamento acontece com várias áreas e frentes diferentes, indo do nível operacional até chegar no C-level, em muitos casos. Hoje eu gostaria de falar da comunicação e, ao mesmo tempo, do **relacionamento** de uma pessoa de produtos com o time técnico. Eu gostaria de saber isso, lá atrás, quando iniciei como Product Owner. ## Três dicas de como estabelecer um bom relacionamento com o time técnico ### 1\. Fomente o senso de ownership dentro do time Busque mostrar para o time a importância que eles têm dentro do desenvolvimento do produto e como eles impactam o resultado. Um exemplo prático disso, é sempre dar o contexto de negócio para o time em qualquer interação que se tenha, quando forem discutir sobre alguma solução para implementar no negócio etc. **Mostre o impacto que o trabalho deles irá gerar para o negócio, como o comprometimento deles podem mover os ponteiros positivamente de toda a companhia e na realização de entregas incríveis para os clientes.** Isso certamente irá ajudar no engajamento e comprometimento de todos na solução que estão trabalhando. Já viu quando o deadline é apertado e você precisa daquela sprint final para fazer a entrega? Pois é, nessa hora o time pode fazer acontecer, pois estão imbuídos com o propósito daquela entrega, sabendo o quanto aquilo é importante para o negócio e o cliente. ### 2\. Traga o time para participar das discussões da solução/iniciativa desde o início Trazer o time para participar das discussões de uma iniciativa desde a sua concepção é extremamente importante para criar o senso de comprometimento e importância deles dentro do time. Não digo para trazer o time inteiro para uma reunião de planejamento ou dinâmica de discovery, mas sim, trazer algum ponto focal que represente o time. Isso certamente vai passar a mensagem para o time de que eles são fundamentais nas discussões para se chegar na melhor solução. E, óbvio, isso evita criar aquele clima de que a demanda chegou top down sem o envolvimento do time técnico desde o início (Mesmo entendendo que isso acontece às vezes, faz parte do jogo). ### 3\. Esteja presente. Seja um gestor de produto com quem o time possa contar Sabemos que a correria do dia a dia é bem agitada, reuniões com o cliente, estudo de novas descobertas, alinhamentos com o time, facilitação de discovery, avaliação de métricas, gerenciamento de roadmap e backlog, etc, mas não deixe que isso impeça você de estar presente, de verdade, para o time. Sempre que der, separe um tempo para bater um papo com os membros do time (não necessariamente sempre sobre trabalho), fortaleça laços, pois certamente isso facilitará seu dia a dia com o time. Além disso, busque blindá-los dos topdowns do cliente/stakeholders. Sei que algumas vezes simplesmente não têm como, mas sempre mostre para o time que está fazendo o possível para que a rotina seja sustentável e que preza pelo bem-estar deles. Construa uma ponte de diálogo aberta com todo o time, prezando pela transparência sobre o que está acontecendo, e o que está fazendo para contornar as eventualidades do dia a dia que podem impactar o andamento do trabalho deles. Espero ter contribuído trazendo algo que é extremamente importante, mas que, por parecer óbvio, acaba sendo negligenciado por muitas pessoas de produto no dia a dia. Até a próxima. ### ChatGPT: A confirmação da quarta revolução industrial URL: https://productoversee.com/blog/chatgpt-a-confirmacao-da-quarta-revolucao-industrial/ Last updated: 2023-04-28T00:45:01.000Z Se você não tem acompanhado as notícias de inovação em inteligência artificial (IA) nos últimos meses, provavelmente perdeu a novidade, mas vamos ajudá-lo a entender o que está acontecendo no mercado e no universo da IA. No início de dezembro de 2021, a empresa OpenAI, criadora do GPT-2, uma IA capaz de criar textos com base em inputs de palavras, lançou uma plataforma de chat chamada ChatGPT. Até aí, nada de surpreendente, mas o que chama atenção nesta plataforma é o seu enorme potencial para o futuro da IA no mundo. Para termos uma ideia do crescimento, esta plataforma open-source alcançou incríveis um milhão de usuários em apenas 5 dias. Para termos uma ordem de grandeza, nem mesmo as redes sociais conseguiram tal feito. Netflix levou 5 anos para chegar ao seu primeiro milhão de usuários, Facebook demorou 10 meses, Spotify levou 5 meses. A OpenAI é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2015, por filantropos e empresários da tecnologia, com o objetivo de evoluir a IA. Ela já contou com Elon Musk, que saiu do conselho há 3 anos, devido a divergências de opinião com os outros membros. Esta IA é capaz de receber qualquer palavra, pergunta ou pedido que você possa fazer e responder ou criar textos com base nessas informações de forma conversacional. Ela foi treinada a partir de feedbacks repetitivos para sempre aprimorar seus resultados e classificá-los como relevantes ou não, técnica conhecida como "[Reinforcement Learning from Human Feedback](https://huggingface.co/blog/rlhf?ref=productoversee.com)", ou ensino assistido por máquina. Hoje, o ChatGPT está na versão 3\. Para termos uma ideia do poder computacional da IA, a primeira versão foi treinada com 7.000 livros, já a segunda versão foi treinada com 8 milhões de documentos e a terceira versão foi usada 45 terabytes de dados, incluindo o Wikipedia e livros. São 175 bilhões de parâmetros, aproximadamente 100 vezes mais do que a versão 2\. E para a versão 4, que está sendo esperada com ansiedade no mercado, será aproximadamente 500 vezes mais poderosa que a terceira versão, de acordo com o especialista em IA [Igor Coutoia](https://www.tiktok.com/@igorcoutoia/video/7188308462818872582?%5Fr=1&%5Ft=8Z5OUKN9GEv&ref=productoversee.com). ## Polêmica envolvendo o ChatGPT _This post is for subscribers only._ ### A escola estratégica do Poker e sua relação com negócios URL: https://productoversee.com/blog/a-escola-estrategica-do-poker-e-sua-relacao-com-negocios/ Last updated: 2024-01-20T18:16:02.000Z De jogo recreativo com amigos e não valendo nada — apenas boas risadas e Single Malte —, aos grandes torneios mundiais, como o **World Series of Poker** (WSOP), que ocorre em Las Vegas, nos Estados Unidos, o Poker é um esporte da mente que tem ganhado adeptos em vários países ano após ano. O Brasil possui uma grande representatividade no esporte, totalizando [18 braceletes](https://mundopoker.com.br/noticias/wsop/bracelete-de-pedro-bromfman-e-o-18o-da-historia-do-brasil-relembre-todos-os-campeoes-mundiais/?ref=productoversee.com) (o troféu do campeão) conquistados em eventos WSOP. André Akkari talvez seja um dos jogadores profissionais brasileiros mais famosos do circuito, além de ser sócio da FURIA e-Sports, uma organização de esportes eletrônicos com modalidades de Counter-Strike, League of Legends e Valorant. Mas o motivo deste texto é outro, ir além de regras, campeonatos ou nome de pessoas famosas que praticam o esporte e o divulgam. Meu objetivo é trazer uma percepção pessoal de como Poker é altamente estratégico e está ligado diretamente uma mente de negócios. _This post is for paying subscribers only._ ### Tudo o que você precisa saber sobre OKRs: um guia completo de como alcançar metas estratégicas de forma eficaz URL: https://productoversee.com/blog/tudo-o-que-precisa-saber-sobre-okrs/ Last updated: 2023-03-13T02:36:32.000Z Já ouviu falar em alinhar objetivos e esforços entre diferentes níveis hierárquicos e áreas de negócios? Os OKRs fazem isso por você, garantindo uma abordagem estratégica coerente para toda sua empresa. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/image-1.png) https://quietstars.com/lax2020/ Os OKRs se tornaram tão amados devido à sua **simplicidade** e **eficácia,** por mais que estamos falando de algo simples, as organizações ainda assim têm dificuldade, e muitas vezes caindo em promessas vazias do **planejamento sem execução.** A simplicidade não é uma tarefa fácil. É necessária muita energia criativa para simplificar e dar sentido às coisas. E este trabalho, em última instância, **depende de pessoas.** Os OKRs são amplamente utilizados em empresas de todo o mundo para estabelecer metas e acompanhar o progresso. E como as empresas evoluem e se tornam mais complexas, os OKRs continuam sendo uma forma confiável de se manter no caminho certo e alcançar metas. No entanto, o uso de OKRs é extremamente inconsistente e a ferramenta se tornou um tópico polarizado, **cuja utilidade é frequente e intensamente debatida**. No mundo empresarial atual, ter grandes ideias não é o suficiente, é preciso colocá-las em ação. Se você quer levar seu negócio para o próximo nível e garantir uma abordagem estratégica coerente, considere implementar OKRs em sua organização. Este artigo irá mostrar como conduzir isso de maneira eficaz e simples. ## **Uma breve história dos OKRs.** _This post is for subscribers only._ ### Como provocar um roadmap de estabilização? - Parte 1 URL: https://productoversee.com/blog/como-provocar-um-roadmap-de-estabilizacao/ Last updated: 2023-02-08T10:46:45.000Z Atenção! As informações deste artigo são para que nós produteiros provoquemos mudanças que vão nos afetar positivamente no roadmap de negócios, **EM MOMENTO ALGUM A IDEIA** é que você desenvolva habilidades técnicas. Chega um determinado momento do desenvolvimento de um software que precisamos parar e avaliar o que já temos implantado, será que já temos um software estável? Estamos produzindo crises em produção? Estamos usando os padrões mais recentes do mercado? Deixamos débitos técnicos que podem colocar os serviços em perigo? Estamos vulneráveis a ciberataques? As perguntas são infinitas e podem ser resumidas em um único tema: **roadmap de estabilização**. Este tipo de roadmap é majoritariamente técnico e fogem bastante da nossa alçada de conhecimento, que, geralmente, é de negócios e mercados. Já mencionei em diversos outros artigos, aqui mesmo na Product Oversee o quanto é importante a relação de confiança entre Produtos e TI, e sim, já ajuda muito quando temos essa boa relação entre os membros do time para que as pessoas que desenvolvem proativamente nos deem insumos do que está errado, ou poderia ser melhor no código. Entretanto, nem sempre isso é possível, e é aí que nós de produtos pelo menos temos que saber que certas ferramentas existem — ênfase no “existem” - em momento algum nós devemos operar essas ferramentas para levantar backlogs nós mesmos. Esse conceito é estranho para a maioria dos produteiros, mas chama-se **“Spike”**. ## Origem do Spike e por que você deveria ser fã dele _This post is for subscribers only._ ### A série The Bear dá uma aula URL: https://productoversee.com/blog/a-serie-the-bear-da-uma-aula/ Last updated: 2023-02-07T10:52:51.000Z *The Bear* é um espetáculo. Lançada em 2022 pelo Star+, a série conta a história de Carmy, um chef de cozinha estrelado, que trabalhou no melhor restaurante do mundo e se viu numa grande panela de pressão ao assumir o controle e a cozinha de um restaurante familiar, logo após seu irmão morrer. Carmy tem um grande desafio, liderar uma equipe teimosa, que trabalhou no mesmo restaurante por anos e se relacionam como uma grande família. Uma das primeiras ações de Carmy é contratar uma nova funcionária, uma jovem cozinheira chamada Sydney, formada por uma renomada escola de gastronomia. Essa série tem um trama espetacular, diálogos vibrantes e é o caos perfeito de uma cozinha, resultante no prato perfeito que apreciamos, vivendo aquela experiência de comer algo preparado por quem sabe fazer. Mas uma coisa me chamou atenção no melhor episódio (o sétimo) que eu já vi em uma série de TV nos últimos anos. **Contém spoiler a partir daqui**. _This post is for subscribers only._ ### Gerenciando Produtos: Insights do livro A Psicologia Financeira de Morgan Housel URL: https://productoversee.com/blog/gerenciando-produtos-insights-do-livro-a-psicologia-financeira-de-morgan-housel/ Last updated: 2023-02-06T10:45:34.000Z [A Psicologia Financeira](https://amzn.to/3wG5upk?ref=productoversee.com), escrito por Morgan Housel, investiga as complexidades de como as pessoas pensam e se comportam quando se trata de dinheiro. Uma das principais conclusões do livro é que nosso relacionamento com o dinheiro é profundamente pessoal e emocional. Isso é especialmente relevante quando se trata de gerenciar produtos, pois a economia digital está em constante evolução e mudança. Abaixo, listei meus insights da leitura do livro relacionando-os ao gerenciamento de produtos. ## Fatores Emocionais Um dos maiores desafios quando se trata de gerenciar produtos é entender como os consumidores pensam e se comportam quando se trata de gastar dinheiro online. A Psicologia Financeira nos ajuda a entender que os consumidores costumam tomar decisões com base em fatores emocionais, e não racionais. Isso é importante para os gerentes de produtos terem em mente ao criar e precificar seus produtos. Por exemplo, o consumidor tem maior probabilidade de comprar um produto, quando o vê como solução para um problema dele, outra hipótese é quando percebe o produto como um símbolo de status. ## A Psicologia das Perdas e Ganhos O livro destaca a importância de entender a psicologia das perdas e ganhos quando se trata de dinheiro. As pessoas tendem a sentir mais a dor de uma perda do que o prazer de um ganho. Isso é conhecido como viés de "aversão à perda". Quando se trata de produtos digitais, isso significa que os consumidores podem hesitar mais em gastar dinheiro em algo que nunca experimentaram antes, pois é provável que sintam a dor de uma perda se não estiverem satisfeitos com o produto. Como gerente de produto, precisamos entender e pensar em alternativas para amenizar esse sentimento do consumidor, pensar em alternativas como avaliações gratuitas e garantia de reembolso, podem gerar no consumidor maior probabilidade de compra do produto. ## Compreendendo a Perspectiva Outra lição importante de A Psicologia Financeira é a importância da perspectiva quando se trata de dinheiro. As pessoas costumam pensar em dinheiro em termos relativos, e não em termos absolutos. Isso significa que eles tendem a comparar sua riqueza com a dos outros, em vez de pensar nela em termos de suas próprias necessidades e objetivos. Para gerentes de produtos, isso significa que eles precisam estar cientes do cenário competitivo e entender como seus produtos são percebidos em comparação com outros. Por exemplo, um consumidor pode ter maior probabilidade de comprar um produto que considere de maior valor do que produtos similares oferecidos pelos concorrentes. ## O Poder da Ancoragem O livro explica que as pessoas tendem a confiar na primeira informação que recebem para fazer julgamentos subsequentes. Isso é conhecido como viés de "ancoragem". Para os gerentes de produtos digitais, isso significa que eles precisam estar cientes do efeito que os preços ou ofertas iniciais podem ter nas decisões subsequentes. Por exemplo, um consumidor pode ter maior probabilidade de comprar um produto se ele for inicialmente oferecido a um preço alto e depois com desconto. ## O Efeito da Escassez Pessoas tendem a querer coisas que são raras ou indisponíveis mais do que aquelas que estão prontamente disponíveis. Isso é conhecido como "efeito de escassez". Para gerentes de produtos digitais, isso significa que eles precisam estar cientes do efeito que a disponibilidade limitada pode ter na demanda do consumidor. Por exemplo, um consumidor pode estar mais propenso a comprar um produto se ele estiver disponível apenas por um tempo limitado ou em quantidades limitadas. ## A Influência da Mentalidade de Rebanho O autor explica que as pessoas tendem a seguir o que os outros estão fazendo. Isso é conhecido como "mentalidade de rebanho". Para gerentes de produtos digitais, isso significa que eles precisam estar cientes da prova social que existe em torno de seus produtos e usá-la a seu favor. Por exemplo, um consumidor pode estar mais propenso a comprar um produto se vir que muitas outras pessoas o estão usando ou se ele tiver uma classificação alta na loja de aplicativos. ## Composição O livro define que o conceito de composição refere-se ao processo pelo qual o valor de um ativo cresce ao longo do tempo como resultado de juros ou dividendo. Os gerentes de produto podem usar esse conceito e pensar em como atualizar seu produto ao longo do tempo e reter clientes, fornecendo valor continuamente para seu usuário. ## Contabilidade Mental "O papel da contabilidade mental" refere-se à maneira como as pessoas tendem a separar mentalmente seu dinheiro em diferentes categorias ou "contas" para diferentes propósitos. Este conceito está relacionado com a ideia de que as pessoas tendem a pensar no dinheiro em termos relativos e não em termos absolutos. Entender o papel da contabilidade mental pode ajudar os gerentes de produto a posicionar melhor seus produtos. Por exemplo, um gerente de produto pode usar uma estratégia de preços que leve em consideração as diferentes contas mentais que os consumidores podem ter para seu dinheiro, um consumidor pode estar mais propenso a comprar um produto se ele for comercializado como um "investimento inteligente" em vez de uma "despesa desnecessária". ## Conclusão A Psicologia Financeira, de Morgan Housel, fornece informações valiosas sobre a maneira como as pessoas pensam e se comportam quando se trata de dinheiro. Compreender esses fatores psicológicos é crucial para os gerentes de produtos. Ao levar em consideração a psicologia humana por trás do comportamento do consumidor e da tomada de decisões financeiras, os gerentes de produto podem criar produtos que ressoam com seu público-alvo, levando a uma maior satisfação do cliente e crescimento da receita. Leu o livro? Teve insights diferentes? Compartilhe nos comentários. Gostou do assunto sobre comportamento do usuário? Aqui neste artigo [5 ÓTIMOS LIVROS SOBRE COMPORTAMENTO HUMANO PARA ENTENDER MELHOR O SEU USUÁRIO](https://productoversee.com/5-otimos-livros-sobre-comportamento-humano-para-entender-melhor-o-seu-usuario/) do portal PO o Pablo Silva traz 5 ótimas dicas de leitura para você se aprofundar! ### Processo é potencializador, não o resultado final. Meu pitaco sobre a pseudo-morte do Agile URL: https://productoversee.com/blog/processo-e-catalisador-nao-o-resultado-final-meu-pitaco-sobre-a-pseudo-morte-do-agile/ Last updated: 2023-02-15T02:33:26.000Z Tem rolado nos últimos dias um assunto super polemico sobre a "morte dos agilistas" ou do ágil. Não é um assunto novo, pelo contrário, enxergo esse movimento há uns 4 anos pelo menos, mas agora parece que ganhou tração. O texto do maravilhoso [George Guimarães disse no post](https://www.linkedin.com/posts/georgeguimaraes%5Fagile-negaejcios-desenvolvimento-activity-7023765542192721920-8OPU?ref=productoversee.com) foi bastante certeiro. O [post do Yoshima](https://www.linkedin.com/posts/rodrigoy%5Ff4p-kanban-f4p-activity-7025457279185358849-AFQN/?ref=productoversee.com), trazendo o outro lado, também. Mas sempre é bom conectar assuntos e ideias sobre temas importantes e interessantes como esse. Processos Ágeis ou seja lá qual for o nome que você use no seu dia a dia, nasceu dentro da tecnologia. Nasceu por programadores altamente técnicos, que sabiam o impacto que o seu trabalho tinha sobre o negócio e as pessoas que usavam seus softwares. O Ágil não nasceu para potencializar o negócio. Não nasceu para diminuir custos de operação. Não nasceu para estabelecer um padrão de trabalho para todos os times de uma mesma empresa. Pelo contrário: nasceu para que programadores pudessem entregar melhor, mais rápido e sem tantos bloqueios. Eles sabiam que mudanças de escopo aconteciam a todo momento e por isso eles precisavam se adaptar à essas mudanças de escopo. Logo, não daria para entregar um software completo só no final do trimestre. Eles precisavam entregar pequenas porções funcionais e com resultado. ## TL:DR; O texto é longo, portanto, se quiser um resumo, básico e polêmico, seguem alguns bullet points: - Agile não morreu, só está sendo usado de um jeito errado, mas vai evoluir forçado; - Pessoas confundem processo de produto com processo de projeto. Duas coisas diferentes que coexistem e devem ser usadas conforme o momento na construção de produtos; - Agile é tudo sobre gestão, assim como projeto e produto; - ProductOps obteve sucesso em vários pontos sobre o ágil, principalmente na questão de "escalar ágil para toda empresa"; - ProductOps vai comer agilidade, **SE** ProductOps focar em processo para geração de resultado para o negócio. Para mim agile está contido em ProductOps; - ProductOps vai comer projeto, **SE** ProductOps ser uma extensão da estratégia; - ProductOps vai liderar produto, **SE** ProductOps trabalhar no nível tático, com pouca interferência ativa no executivo E se for incorporado como habilidade nas pessoas que gerem o produto (tech, design, PMs, etc); ## Um pouco de história para criar contexto Um pouco de história nunca é demais e serve para criar contexto. Pula pro próximo se você sentir que já conhece isso tudo. Primeiro, é importante que você entenda que o pensamento do que chamamos de Agilidade hoje, veio de princípios e padrões de boas práticas de desenvolvimento de software. É muito comum que ao pesquisar sobre Agilidade ou Movimento Ágil, você leia referências sobre o Manifesto Ágil. O Manifesto Ágil foi escrito por programadores mais do que reconhecidos no mercado. Todos eles impactaram de forma muito ampla o mercado de desenvolvimento de software em uma escala global, disseminando práticas, métodos e boas práticas técnicas de construção de software complexos. Você pode ver o nome de todos eles lá no site do [Manifesto Ágil](https://agilemanifesto.org/?ref=productoversee.com), mas segue a lista aqui: - Dave Thomas - Kent Beck - Mike Beedle - Arie van Bennekum - Alistair Cockburn - Ward Cunningham - Martin Fowler - James Grenning - Jim Highsmith - Andrew Hunt - Ron Jeffries - Jon Kern - Brian Marick - Robert C. Martin - Steve Mellor - Ken Schwaber - Jeff Sutherland Eles não são qualquer um. Muitos dos livros mais conhecidos, fundamentalmente técnicos, que pessoas de tecnologia e programadores leem, vem desses caras. Todas essas 17 pessoas já estavam trabalhando com "agile" muito tempo antes de existir esse manifesto, pois todos eles, de alguma forma, entendiam que o ambiente de construção de software é complexo e por isso tentavam praticar processos para diminuir a complexidade do trabalho. O interessante é que as práticas que eles já seguiam tinham em comum: - Eram baseadas em ciclos curtos de desenvolvimento; - Eram baseadas em ciclos de feedbacks recorrentes; - Focadas em entregar pequenos pedaços de software funcionando; - Focadas em uma estrutura e organização flexível a imprevistos e mudanças de prioridade; Procurando pela internet você vai encontrar uma série de vídeos, [como o Dave Thomas](https://www.youtube.com/watch?v=a-BOSpxYJ9M&ref=productoversee.com) e artigos que descrevem como essa reunião lendária aconteceu. O meu predileto é um [vídeo incrível que o maravilhoso Akita gravou](https://www.youtube.com/watch?v=xjjX3R2WuoM&ref=productoversee.com), explicando seu próprio ponto de vista (que eu concordo mais do que 100%) sobre como o mercado deturpou o real sentido da Agilidade. As **Transformações Digitais* estão aí para provar a cegueira generalizada. O primeiro valor do manifesto é "**Indivíduos e interações** em vez de processos e ferramentas", e a primeira coisa que uma grande empresa faz nas **transformações digitais* é contratar uma consultoria ultracara para implementar **Processos e Ferramentas**. Não faz sentido. Para que você se destaque da média (de PMs e inclusive Agilistas) sobre esse assunto, tenha em mente uma coisa: Metodologias Ágeis são, na verdade, **boas práticas de desenvolvimento de software**, com o intuito de gerir melhor o contexto complexo de entrega de software. ## E é aqui que a coisa desanda _This post is for paying subscribers only._ ### Case: o go-to-market do robô que sabe tudo URL: https://productoversee.com/blog/case-o-go-to-market-do-robo-que-sabe-tudo/ Last updated: 2023-02-22T00:03:12.000Z Está todo mundo falando sobre o hype do momento - o [ChatGPT](https://www.linkedin.com/company/chat-gpt/?ref=productoversee.com), programa de inteligência artificial desenvolvido pela empresa [OpenAI](https://www.linkedin.com/company/openai/?ref=productoversee.com). Independente da perspectiva filosófica, dos riscos, e do potencial da ferramenta, falaremos a seguir do brilhante go-to-market que o time de Product Marketing está liderando por lá. O que você precisa saber sobre o ChatGPT: é um chatbot que interage com as pessoas de maneira conversacional. Basicamente, você acessa, faz uma solicitação na caixinha e ele responde de maneira muito bem construída. Ele é capaz de escrever textos, desvendar enigmas, responder perguntas, contar piadas, dar conselhos… Você pode pedir alterações, novas formas de escrever, solicitar mudança no tom de voz e o ChatGPT as responde. Veja só o que eu solicitei hoje: ![](https://lh3.googleusercontent.com/ccBnV5aE553Vc76kA4hsKVi7SaLhTAt4OszPw1u-tu4XOgK3An2fd7wGyMA2FbJ6VmRaTPNTRo4SivzL14A2GLFVM08aGTj2L5AXjP_MU4-rfPoyxp59FLe9VOzWf31AOzJ_Yk3fAMBX3eWVh8CTSzugVZhn6wBl050BZbypVla1tRZJMDOKbpAapvHklg) Você pode avaliar cada devolutiva gerada e submeter um feedback com o que seria a resposta ideal. É claro que a ferramenta ainda tem bastante espaço para evolução, mas quem a acompanha com recorrência, já nota a perceptível evolução diária. Bom, eu estou encantada. Muito bem, e por que o go-to-market desse negócio é tão legal? Recentemente, o CEO da companhia lançou uma pesquisa ([https://lnkd.in/d28auq3J](https://lnkd.in/d28auq3J?ref=productoversee.com)) para entender dois principais aspectos sobre o produto: 1. ****O preço ideal para a versão profissional** Por meio da metodologia Van Westendorp, a companhia está buscando definir qual é o ponto ótimo de precificação, no intervalo de preços aceitáveis indicado pelos respondentes. São quatro perguntas: - Que preço ($ por mês) você considera o ChatGPT tão caro que não consideraria comprá-lo? - Que preço ($ por mês) você considera o ChatGPT tão barato que você duvidaria de sua qualidade? - Que preço ($ por mês) você considera que o ChatGPT está ficando caro e pensaria um pouco antes de comprar? - Que preço ($ por mês) você considera o ChatGPT uma barganha (bom custo-benefício)? ![](https://lh6.googleusercontent.com/NE3GHiNgQIbSyiTfM3GQLTaAHizALOzLT37OHYkHJK5fAJs9BAXEm9AD_qiO846uyJ6Ye0tmXLtWh2v8jPU1ZX02MYEpMEKE9dpugPMWoJnBuqalrGFAF-AoKEkLcluoGpogpd34yvcPtzCTNrND947HgbAdqfPCIM9b0X4oP9pZoqzv4byT-P2mUaAayg) A partir das respostas, será gerado um gráfico como este, que ajudará a tomar a decisão: ![](https://lh6.googleusercontent.com/34jIFZOs-L2FkX_pvnFmz0ookxF0174Y-i8XfCRWzLrWqCJ4xjb1C_9MA-MimQXR2zGAxH0WTzFQn9IgCjtdcJ1wmsid-bum6gw93_peDib1Avz0cdZxuYZmmdLfENsvtKhyic5gOaLWDoIELUS6kQYBYRwaiDmekYF9m3gmne7cvQBj3HL2n-2Xd3ZO4g) **2\. Product/market-fit** Com o índice [Sean Ellis](https://medium.com/@fsujto/m%C3%A9tricas-de-product-marketing-71208e20ee70?ref=productoversee.com), a companhia está buscando compreender se o ChatGPT já alcançou product/market-fit. Para isso, incluiu na pesquisa a seguinte pergunta: “Como você se sentiria se não pudesse mais usar o produto?” ![](https://lh3.googleusercontent.com/9mld8mmODHWK2dPj0pYI3cIekoJqE7qmawn0bZXoIgpx_z-bSGNY-4i67_DXgd-dK4xbLu1U3GtOpFHMDNE9yy28KVSyHCdbrFysU1kj5iZu5czSw7gQwGAdMgdbQYprXyIBBgdegncOvGSKNYsOsMZM1IRiX0Lnh1foo5VAspIawajD76SnyiujExdKRw) As respostas, numa escala de 1 a 5, vão de "pouco" a "muito" desapontado. Se mais de 40% responderem 4 ou 5, este será o indicativo de que o ChatGPT possui PMF. É muito legal ver metodologias de Product Marketing sendo aplicadas plenamente, desde a concepção, em um produto tão incrível como este, no mundo real. A companhia lançou o teste gratuito e aberto ao público, deixou casos de uso viralizarem e despertarem interesse geral. Agora, enquanto a nova versão é desenvolvida, está estudando a receptividade do mercado ao *soft launch* realizado. Os insights desta pesquisa irão complementar a visão dos times de Produto e Design, que devem estar fazendo outros discoveries por lá. Com esta visão conjunta ampliada, as chances de sucesso do lançamento são bem maiores, fazendo com que o produto não só seja levado ao mercado, como lá permaneça, com crescimento e rentabilidade para a OpenAI. ![](https://lh6.googleusercontent.com/JHqBI15p8g3lkT47S97-5sWbQ3Ddj7KWONODB4qUQXgHvMGFKoz9fJB0a-2_3NNXtYhp6mSvkFMcwO8dKqEEsgnVK2QeEgyjWIXyqdTtnLsau0b8Iiy1QjpIZtiq6ZjYocNz8FjNE1Yz7_1NlzO5uyI05qWECpjK7JhhMJoPCb59_DjkhK3nyJGZ0ybF0Q) *Agradeça os robôs.* ### Os riscos de uma metodologia uni duni tê salamê minguê para definir as estratégias do seu produto URL: https://productoversee.com/blog/os-riscos-de-uma-metodologia-uni-duni-te-salame-mingue-para-definir-as-estrategias-do-seu-produto/ Last updated: 2023-02-01T11:44:57.000Z Costumo dizer que um bom livro, podcast, palestra, entre outros, é aquele que te coloca deitado numa posição fetal no ralo mais profundo da sua consciência, ou que te leva a um dia de um furioso questionamento sobre o propósito da vida, do porquê estamos aqui e quais as razões de fazermos o que fazemos. Se o conteúdo que eu consumo não me provoca esse efeito colateral, então eu não aprendi nada relevante e seria melhor assistir Largados e Pelados do Discovery, em um momento de ressaca intelectual. Pois bem, o livro Product-Led Growth do Wes Bush cumpriu com o seu propósito, a ponto de me levar a escrever uma resenha, coisa que nunca fiz em toda minha vida, pois… ### **Product-Led Growth não é apenas mudar “como” as empresas de SaaS vendem, é como você sobrevive.** Como um famoso jargão (de um certo presidente) fala “nunca na história desse país”, e não se limitando a ele, foi tão barato construir uma empresa SaaS. O livro aponta que o HackerNoon mostrou ser possível criar um produto SaaS com US$ 0 de investimento inicial (tirando lógico, sua hora de trabalho). No entanto, quando falamos em crescimento a história é outra. Devido à baixa barreira de entrada, está se tornando mais caro adquirir clientes, em virtude da não escassez de concorrência. Entre outros fatores, se destaca o aumento de custo por mil impressões (CPM) nos canais digitais como Facebook, Twitter, Google e Linkedin, segundo o livro. Quanto maior a concorrência, maior o poder de escolha do cliente (segundo minha humilde opinião). Outro ponto que merece destaque é que os compradores agora preferem se autoeducar sobre um produto, não apenas no cenário Business to Consumer, o famoso B2C, mas a[ Forrester mostra](https://www.forrester.com/blogs/16-02-10-how%5Fself%5Fservice%5Fresearch%5Fwill%5Fchange%5Fb2b%5Fmarketing/?ref=productoversee.com) que três a cada quatro compradores Business to Business (B2B) também preferem se autoeducar do que aprender com um representante de vendas, fortalecendo cada vez mais um ponto que os times de produto, principalmente os profissionais de UX/UI, levantam: a experiência do produto torna-se uma parte essencial do processo de compra. Em resumo: ### **As startups estão mais caras para crescer** _This post is for subscribers only._ ### Ganhando mais agilidade nas especificações de produto utilizando uma base de BDD URL: https://productoversee.com/blog/ganhando-mais-agilidade-nas-especificacoes-de-produto-utilizando-uma-base-de-bdd/ Last updated: 2023-03-13T02:37:45.000Z Bom, neste post de hoje não vou entrar muito em detalhes sobre a etimologia da palavra BDD (*Behavior Driven Development*), pois considero que você já deve estar cansado de ver sobre a teoria em outros posts. Por isso, hoje quero compartilhar meus aprendizados utilizando o BDD para ganhar mais **agilidade** nas minhas especificações de produto! ## Mão na massa! Durante minhas especificações, fui notando que vários comportamentos se repetiam nos produtos que eu trabalhava, independente do contexto, ou seja, **comportamentos padrões**. Por muitas vezes eu fui copiando esses comportamentos de um *backlog* para o outro. Isso mesmo, um CTRL + C e CTRL + V. Com o tempo fui percebendo que isso não era sustentável e que poderia ganhar mais **agilidade** nesse processo de especificação, **evitando retrabalho**, porque eu sempre precisava ficar atualizando os *backlogs* quando algo no BDD era alterado. Foi aí que surgiu a ideia de criar uma **base de conhecimento com BDDs padrões**. ![Base genérica de critérios de aceitação dentro da Wiki do Azure DevOps](https://lh3.googleusercontent.com/8HQF_boOuN-hzf4WJ_Cn70ZHRTQAcWTsEq4Kv9T7h-uttnWxLqvDeYhmipD3NU--jdOq8Q3CSO1QM_lQ8-bd56jkxp345vgioQk76OW2oEAbXEOaxZ4WKfUW0XAGseacTjpfYFiVUDy1emcSLIq_E_1hRCvNQ2LPMQK_vsqCPNhDP0lYLGmNdFgXTFVntw) Base genérica de critérios de aceitação dentro da Wiki do Azure DevOps Essa base genérica já foi criada em uma *Wiki* dentro da própria ferramenta utilizada pelo time de engenharia, o **Azure DevOps**. O intuito de manter dentro dessa ferramenta era que os desenvolvedores já tinham familiaridade com a sua utilização, então tudo continuava dentro do “seu ambiente” de desenvolvimento. Foram mapeados os comportamentos que mais se repetiam nos nossos produtos e descritos no formato BDD, mas de uma forma genérica. Alguns exemplos de BDDs genéricos que criamos: **Campos obrigatórios não preenchidos** - Dado que o usuário tenha acesso / permissão \[NOME\_PERMISSÃO\] - E que está cadastrando ou editando \[ALGUMA\_COISA\] - Quando ele não preencher todos os campos obrigatórios - Então o botão de salvar ficará desabilitado - E os campos obrigatórios ficarão destacados em vermelho desde que já tenha tido foco do cursor **Identificação de alterações ao atualizar página - Opção RECARREGAR** - Dado que o usuário tenha acesso / permissão \[NOME\_PERMISSÃO\] - E que está cadastrando ou editando \[ALGUMA\_COISA\] - Quando tiver alterações não salvas - E ele atualizar a página do navegador Então será exibida a dialog do próprio navegador: Título: "Atualizar site?", Mensagem: "É possível que as alterações feitas não sejam salvas.", Opções: "RECARREGAR (ação primária)" e "CANCELAR" - E ele escolher a opção "RECARREGAR" - Então a página será atualizada - E as atualizações serão perdidas _This post is for subscribers only._ ### Detetives de Produto, temos? URL: https://productoversee.com/blog/detetives-de-produto-temos/ Last updated: 2023-01-31T10:45:58.000Z Uma das metodologias mais conhecidas para “pensar produto” é o [*Double Diamond*](https://www.designcouncil.org.uk/our-work/news-opinion/double-diamond-universally-accepted-depiction-design-process/?ref=productoversee.com) (“Diamante Duplo”), oriunda de um acordo amigável com o [*Design Thinking*](https://www.nngroup.com/articles/design-thinking-practitioners-say/?ref=productoversee.com) *(*“Pensamento de design”*)*. Tal diagrama divide o processo em 4 etapas principais: **descobrir, definir, desenvolver e entregar**. Independente da etapa, a aplicação de pesquisa com o usuário se faz essencial em cada uma das 4 fases. Pesquisa com usuário provê suporte para identificar dores, validar ou invalidar hipótese, apontar direcionamentos e embasar decisões. Neste texto, contei com a colaboração da [**Keila Almeida**](https://www.linkedin.com/in/keila-almeida/?ref=productoversee.com), **Analista de Pesquisa e Desenvolvimento** na Accenture Brasil, para nos ajudar na investigação sobre a importância de envolver as pessoas usuárias no processo para criação e desenvolvimento de produtos. Leitores e leitoras, ou melhor, detetives de produto a postos? ### 1\. Quando pesquisas com usuários são necessárias para a criação e sustentação de um produto? **\[Keila\]**: A pesquisa com usuários é sempre necessária, é um processo contínuo. Porém, em cada etapa terá um objetivo específico. Por exemplo: podemos citar as mensagens que alguns APPs costumam mostrar na tela durante um determinado erro, questionando ao usuário se queremos informar o problema. Neste caso, toda a fase de desenvolvimento já passou e o produto está funcional, entretanto, ainda assim o usuário relata como está sendo sua experiência. E a coleta de erros para melhorias é uma pesquisa. ## 2\. Em termos gerais, o que se espera obter com a pesquisa de usuário? **\[Keila\]:** O objetivo da pesquisa é a construção do conhecimento. Acreditamos que um produto é viável, efetuamos as pesquisas para entendermos se, de fato, é verdade e não apenas crença; se for verdade, então, adquirimos o conhecimento necessário para iniciar o desenvolvimento. Nas demais fases a pesquisa pode servir para colaborar, reproduzir, refutar, ampliar, detalhar, atualizar algum conhecimento pré-existente e necessário naquela etapa. ## 3\. Na teoria, empenhar tempo e esforço para pesquisa com usuário no início do processo (independentemente do método adotado) é o movimento mais assertivo antes de cogitar desenvolver uma solução. E, na prática, dedicar tempo para conhecer o problema é considerado um investimento que se paga? **\[Keila\]:** Depende muito da maturidade do produto, seus recursos e, principalmente, é preciso tomar cuidado para não perder o *timing* (“tempo”), isto é, o momento de partir para a ação. O que quero dizer é que quando não há um produto, mas apenas a ideia dele, quanto mais tempo se gasta em pesquisas, maiores são os riscos de que o produto se torne um prejuízo; não é atoa que o mercado busca metodologias cada vez mais eficazes para que um produto seja desenvolvido em tempo recorde. ## 4\. Como definir qual tipologia de pesquisa com usuário mais coerente para cada objetivo? \[Keila\]: O primeiro ponto a considerar é em que fase está o produto, um produto novo demanda pesquisas exploratórias, pois nesta fase estamos construindo hipóteses, isto é, supomos haver um problema, para validar ou refutar pesquisamos e exploramos toda informação existente necessária, e nessa etapa entram outras metodologias, por exemplo, a pesquisa bibliográfica, onde reunimos o que se tem sobre tema pesquisado, coleta de dados que é uma técnica da pesquisa descritiva. Sempre haverá um ou mais tipos envolvidos, a fase em que está o produto é um dos pontos de partida, em seguida vem o objetivo, e aqui posso citar como exemplo, produtos já disponíveis como softwares e apps, que quando ocorrem erros em nossos dispositivos, aparece para nós a opção de encerrar o programa ou relatar o erro, enxergo essa metodologia como pesquisas aplicada, cujo objetivo é de adquirir novos conhecimentos para o desenvolvimento ou aprimoramento de produtos, processos e sistemas. ## 5\. Como são definidos prazos e número de respostas desejadas para uma pesquisa com o usuário? **\[Keila\]:** Na minha opinião, estas definições devem ser orientadas segundo o teste, e não vejo muito dessa preocupação na hora de estruturar uma pesquisa. A maioria das pesquisas, para validar hipóteses, não se preocupam em pensar em como elas serão testadas depois. Por isso, muitas vezes a fase de teste se dificulta ou até invalida uma hipótese por falta de informações necessárias para fazê-lo. Imagina um cenário, onde uma empresa precisa saber se, em determinada região, as pessoas gostam mais de tênis verdes ou azuis. E todo dia útil às 13 horas o pesquisador se posiciona na entrada de um shopping e pede a opinião das pessoas, além de olhar quantas pessoas entram e saem com tênis nestas cores. Se a pesquisa girar apenas em torno das cores, não atende os critérios. Por exemplo, qual a idade dos respondentes, eles têm poder de compra? Afinal, às 13h de um dia útil, pessoas adultas e com poder aquisitivo estão trabalhando. Qual tamanho os respondentes calçam? Os tênis são de tecidos ou outro material?, etc. Por que isso é importante? Após saber a cor, ao distribuir tênis incompatíveis com o tamanho, com o poder aquisitivo e tipo de tecido mais usados pelos respondentes, certamente as vendas do produto não acontecerão. Vejo pesquisas muito focadas em coletar números, respostas fechadas, que acabam desconsiderando contextos importantes. ## 6\. Não “contaminar” a opinião da pessoa respondente com a opinião da pessoa pesquisadora deve ser uma preocupação constante na formulação de pesquisas com o usuário. Podem trazer dicas sobre como desenhar uma pesquisa de forma neutra, sem influenciar o usuário? **\[Keila\]:** O ideal seria chamar o usuário para um bate-papo e introduzir as perguntas fechadas no momento oportuno um bom exemplo de como funcionaria esse modelo é o programa “De frente com Gabi”, e para você que não tem pelo menos, 35 anos, pode considerar como exemplo o programa do nosso querido Jô Soares. Não teremos a sorte de uma gravação para rever e documentar, então nesta etapa seria importante mais dois entrevistadores presentes, para documentação, ou o uso de tecnologias de gravação, para consulta e documentação posterior. ## 7\. Jacob Nielsen, um dos fundadores do Grupo Nielsen Norman disse: “[Para projetar a melhor experiência para usuários é necessário prestar atenção no que os usuários fazem, não que dizem](https://www.nngroup.com/articles/first-rule-of-usability-dont-listen-to-users/?ref=productoversee.com).” O que você pensa sobre esta perspectiva? **\[Keila\]:** Acho que é a colocação perfeita. Tive uma experiência de entrevista com um usuário, onde ao perguntar para ele como se sentia com a falta de acessibilidade, o mesmo disse que não tinha problemas, que sempre se virou e que fazia de tudo para que tivesse a tecnologia assistiva disponível quando precisasse. Então, eu refiz a pergunta da seguinte maneira: o que você faz quando se vira? Nas respostas, pude identificar, que a falta de acessibilidade causava fadiga e estresse, que o mesmo não conhecia nenhuma outra tecnologia assistiva além da que utilizava, e que um dos principais problemas da tecnologia assistiva que ele utilizava, era a duração, que não acompanhava a rotina longa do usuário. ## 8\. Qual a relevância da pauta Diversidade & Inclusão nas pesquisas com o usuário para determinado Produto? **\[Keila\]:** Não tem forma curta de responder essa pergunta, mas tentarei. Podemos considerar a importância quando olhamos para o movimento “se não me vejo não compro”, que começou em 2013 com bonecas negras para crianças negras e criou um movimento gigantesco dos grupos minorizados, que cresce cada vez mais; e observamos cada vez mais as marcas se posicionarem e trazerem representantes dos recortes de diversidade em suas publicidades; até o fato de considerar, lá naquela pesquisa que citei como exemplo, se a pessoa que gosta de determinada cor de tênis, possui os dois pés, se um dos pés é prótese, se é daltônica e não sabe, pois o distúrbio afeta 8% da população, dentre outros fatores. ## 9\. Quais medidas mínimas de acessibilidade devem ser tomadas na formulação e aplicação de pesquisas com usuário? \[Keila\]: Depende do formato e da necessidade do usuário, mas um bom direcionador, para qualquer formato que o usuário terá autonomia para responder, podem seguir as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG). Cada País, estado e município, podem ter exigências diferentes, em SP o nível exigido é o AA, isto é, após validação, o conteúdo neste nível é acessível à maioria das pessoas, na maioria das situações e usando a maioria das tecnologias. ## 10\. Na opinião de vocês, qual seria a principal diferença de resultado entre um produto concebido com e sem embasamento de pesquisas com usuário? **\[Keila\]:** Acredito que produtos concebidos com pesquisa tem chances de serem inovadores, enquanto um produto sem pesquisa tende a ser mais um similar; no entanto, o contrário também é possível. Visto que a pesquisa pode identificar que um similar tem mais chances de atender a necessidade do usuário que um produto novo, os supermercados são um lugar onde encontramos bons exemplos disso; e sem nenhuma pesquisa o “fracasso” de lançamento pode trazer oportunidades como o caso do WhatsApp que, até hoje, faz sucesso no Brasil e não fez nos EUA. Lá SMS era gratuito, então o nosso querido “Zap”, era apenas um similar porém, no Brasil era uma inovação, ele era o único meio de enviar um volume alto de mensagens de texto mais baratas, visto que a tarifa de tráfego de dados era menor que a tarifa de SMS. ## Fechou E assim concluímos essa *pseudo* entrevista com a ***Rainha*** (apelido que criei pra Keila, tamanho tem sido nosso apoio mútuo na vida e no trabalho), obrigada por mais essa parceria e troca de conhecimento. Dessa conversa, podemos concluir que a **Pesquisa com usuário** pode ser utilizada em qualquer ponto no ciclo de criação ou manutenção de um produto. Independente do modelo escolhido, pesquisas são uma fonte de insumo preciosa para compreensão, investigação e materialização de uma ideia. Mas, antes de se apressar para montar um formulário ou teste A/B, reflita sobre os objetivos que se pretende alcançar e depois, monte um plano de pesquisa. Afinal, esta ferramenta tem potencial de influenciar diretamente o sucesso ou fracasso de um produto. ## Referências - [The Double Diamond: A universally accepted depiction of the design process](https://www.designcouncil.org.uk/our-work/news-opinion/double-diamond-universally-accepted-depiction-design-process/?ref=productoversee.com) - [What Is Design Thinking, Really? (What Practitioners Say)](https://www.nngroup.com/articles/design-thinking-practitioners-say/?ref=productoversee.com) - [First rule of usability? Don’t listen to users](https://www.nngroup.com/articles/first-rule-of-usability-dont-listen-to-users/?ref=productoversee.com) - [Teste de usabilidade: o que é e para que serve?](https://brasil.uxdesign.cc/teste-de-usabilidade-o-que-%C3%A9-e-para-que-serve-de3622e4298b?ref=productoversee.com) - [When to use which user-experience research methods](https://www.nngroup.com/articles/which-ux-research-methods/?ref=productoversee.com) ### Receita Recorrente Mensal (MRR) para leigos URL: https://productoversee.com/blog/mrr-para-leigos-metrica-saas/ Last updated: 2023-01-30T10:45:53.000Z **Entenda de uma vez por todas uma das métricas mais importantes do mundo SaaS** - Introdução - O que é o MRR? - Por que acompanhar o MRR? - Como calcular a receita mensal recorrente? - Exemplo cenário feliz - O que não é MRR? - Conclusão ## **Introdução** O universo SaaS (de *Software as a Service*) é repleto de siglas, que chamo carinhosamente de “sopa de letrinhas”: MRR, ARR, LT, LTV, CHURN, ARPU, entre outras. Se você atua em uma empresa que tem como forma de receita o pagamento recorrente, definitivamente precisa começar a entender e acompanhar pelo menos o seu MRR. Ainda não entende nada sobre essa métrica? Mantenha a calma. Após perder alguns fios de cabelo quando tive a missão de redefinir as métricas SaaS que seriam entregues para os clientes da minha empresa, resolvi que meu próximo objetivo seria compartilhar informações desse mundo de forma acessível para quem estiver interessado. E por que estou fazendo isso? Cansada de ver as métricas SaaS sendo explicadas de forma — a meu ver —, complexa por grandes especialistas, criei este artigo para todos nós que ainda não temos esse prestígio, entender de uma vez por todas de forma simples, por alguém que está passando por esse processo de aprendizagem contínua! Gostaria de deixar claro que o objetivo deste texto é apresentar de forma mais mastigada alguns conceitos importantes relacionados ao MRR. Ele não tem a intenção de substituir a leitura de trabalhos de especialistas no assunto, como o gênio de métricas SaaS David Skok. ## O que é o MRR? O MRR (do inglês *Monthly Recurring Revenue*), ou em português Receita Mensal Recorrente, é considerado por muitos, como uma das métricas mais importantes para uma empresa de assinatura acompanhar. Ele **representa a receita recorrente previsível obtida com as assinaturas em um determinado mês**, e é importante notar que as receitas pontuais, como as de *Setup\**, não são incluídas nessa métrica. \* *Exemplo de setup: se o cliente pagou por algum motivo uma multa, ela seria considerada uma receita pontual e, portanto, não entraria na conta do MRR.* ## **Por que acompanhar o MRR?** O modelo de Receita Recorrente é popular porque oferece maior estabilidade e previsibilidade de receita, o que reduz custos de capital de giro e administração. Além disso, a Receita Recorrente também cria um relacionamento mais próximo com o cliente, o que leva a produtos e serviços mais alinhados com suas necessidades. O MRR é uma das métricas mais importantes a ser acompanhada em empresas de Receita Recorrente, pois ajuda a normalizar as métricas de receita. Por exemplo: \- Cliente X faz uma assinatura anual de R$ 1.200,00; \- Cliente Y não renova uma assinatura de 3 meses cujo valor era R$ 300,00; \- Cliente Z realiza um *upgrade* e agrega R$ 500,00 a um contrato cujo valor original era R$ 100,00. Sem normalização, é difícil entender o desempenho real da empresa olhando apenas para os valores das transações e é aí que entra o MRR. O MRR permite identificar, por exemplo: - Tendências de crescimento ou encolhimento do negócio; - Explicações para essas tendências; - Projeções futuras de receita. Além disso, o MRR é utilizado como métrica base para gerar outras importantes métricas SaaS: - *Churn* (Cancelamentos) - LTV (Valor do Tempo de Vida do cliente) - CPA (Custo por Ação) - CAC (Custo de Aquisição de Clientes) - **Upgrades/Downgrades* - **Growth Rate* - **Quick Ratio* - **Active Customers* ## **Como calcular a receita mensal recorrente?** Para calcular o MRR, precisamos “mensalizar” as receitas de assinaturas. Isso significa que o cálculo é feito para corresponder à receita que o cliente deixa enquanto está adimplente com a utilização da plataforma pelo período de sua assinatura. Se a recorrência é mensal, o MRR é igual ao valor da venda realizada. Mas se a recorrência é bimestral, trimestral, semestral ou anual, precisamos dividir o valor da venda pelo período de recorrência. Exemplo: ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/cliente-1--2--3.JPG) Como o próprio nome diz, o MRR é calculado a cada mês. Qualquer pagamento que não seja mensal precisa ser “convertido” para um mês. Por exemplo, se um cliente paga R$ 1.200,00 por ano, esse valor deve ser “convertido” para R$ 100,00 por mês no cálculo do MRR. Para uma empresa com apenas um plano de assinatura, o cálculo é bem simples. Mas como as empresas de assinaturas tendem a ter uma mistura de pagamentos únicos e recorrentes por cliente, é importante entender o que deve ser incluído e o que deve ser excluído do cálculo do MRR. ## Exemplos de cenários felizes Vamos fingir que a vida de uma empresa é simples (como demonstram alguns livros, hehe), sem variáveis externas ou comportamentos diferentes dos clientes. Nesse mundo idealizado, o cenário seria o seguinte: - Todos os clientes pagam suas assinaturas no tempo certo, sem atrasos ou falhas; - Todos os clientes mantém suas assinaturas ativas, sem cancelar ou trocar de plano; Nesse cenário, o MRR seria uma métrica estável e com pouquíssima complexidade de análise. Funcionaria mais ou menos assim: ### Exemplo das bananas de Dona Maria: ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/bananas.JPG) Imagem de Katt Polyakova, disponível no freepik.com Dona Maria é uma feirante conhecida no bairro Renascença (Belo Horizonte - MG) há mais de 15 anos. Ela opera em um ponto fixo, vendendo frutas sete dias por semana. Seus clientes incluem tanto frequentadores regulares quanto novos compradores. Nos últimos dois anos, Dona Maria notou uma mudança no comportamento de seus clientes. Com a chegada de novos supermercados na região, alguns moradores estão diversificando seus locais de compra, com base em preço, distância percorrida ou outros motivos. Como resultado, seus fiéis clientes não aparecem tão frequentemente como antes e a feirante está se preocupando com a falta de previsibilidade de suas vendas. O neto de Dona Maria, Silvio, que reside na mesma região e tem conhecimento dos produtos e clientes de sua avó, começou a estudar modelos de negócios e percebeu que implementar uma estratégia de assinaturas poderia ajudar a melhorar o desempenho do empreendimento da avó. Para testar a hipótese de que investir no modelo de assinaturas poderia ajudar a fidelizar os clientes e trazer mais previsibilidade financeira, Silvio começou a oferecer e testar assinaturas de bananas — fruta que Dona Maria mais vendia —, para os moradores daquela rua. Ele criou três planos de assinatura, pensados conforme o perfil dos clientes da Dona Maria: **Plano “Pré-treino”:** 1 cacho de bananas por semana **Plano “Cafezinho, Dona Helena?”:** 3 cachos de bananas por semana **Plano “Muito potássio KKKK”:** 5 cachos de banana por semana Para organizar as finanças, decidiu oferecer os planos na modalidade mensal e anual, com os seguintes preços. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/exemplo.png) Após se planejar, Silvio passou alguns dias conversando com clientes na feira, e conseguiu realizar as seguintes vendas: **Cliente 1:** \> Plano: Pré-treino / mensal \> Início da assinatura: Janeiro **Cliente 2:** \> Plano: Cafezinho, Dona Helena? / anual \> Início da assinatura: Janeiro **Cliente 3:** \> Plano: Pré-treino / anual \> Início da assinatura: Março (nota: cliente pretende voltar à dieta depois do Carnaval, mas já se organizou) **Cliente 4:** \> Plano: Muito potássio KKKK / mensal \> Data Compra: Fevereiro Para simplificar, Silvio optou por construir o modelo de recorrência em uma planilha separada. Ele anotou as vendas em uma tabela simples: ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/tabela1.png) Adicionou algumas fórmulas do Excel/Google Sheets para facilitar o acompanhamento: ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/tabela2.png) Montou em seguida uma tabela para acompanhar o MRR: ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/tabela3.png) E fez até um gráfico! ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/tabela4.png) Para acessar o gráfico, clique [aqui](https://docs.google.com/spreadsheets/d/1puwwNW1DD1m32l4psirO3DbZVfapWujzV%5FBs7MoqOqg/edit?ref=productoversee.com#gid=527299847). Com o gráfico, Silvio conseguiu explicar à avó que esses seriam seus ganhos mensais com os clientes de assinaturas pelo resto de 2023\. Dona Maria fez uma pergunta importante: *“Mas e o dinheiro, entra quando?”* Silvio coçou a cabeça e percebeu que ainda há muito o que fazer para esse modelo funcionar e fazer sentido! O próximo texto desta série vai se dedicar à resposta dessa pergunta. ## **O que não é MRR?** Começo afirmando copiosamente que MRR não é e não tem a intenção de ser um indicador financeiro, mas sim **uma métrica de performance do negócio recorrente.** Darei bastante ênfase nesta parte do texto, pois acredito que as informações contidas aqui podem ajudar a evitar o estresse de Silvio e também o seu, quando vocês começarem a trabalhar com definição e análise de MRR. ### MRR x RECEITA O MRR é uma métrica que representa a receita recorrente previsível com as assinaturas em um determinado mês. Ele não inclui receitas pontuais, como as de *Setup*. Algumas pessoas podem ficar confusas ao comparar o MRR com a receita mensal e se perguntar por que o MRR de um mês é X enquanto a receita mensal foi apenas 80% de X. Outras pessoas podem se perguntar, quando um cliente paga a recorrência do mês 4 no mês 5, essa diferença deve ser incluída no MRR do mês 4. Ao se deparar com essas dúvidas, é importante lembrar que **o MRR se refere apenas às receitas geradas de forma recorrente, enquanto a receita mensal pode incluir também vendas avulsas e outros tipos de receita**. Portanto, o MRR não varia segundo as alterações no pagamento dos clientes. Por essa razão, não faz sentido comparar o MRR e a receita mensal, pois essas duas métricas têm objetivos diferentes. Se você ainda não entendeu a diferença entre MRR e receita financeira, você pode pensar da seguinte forma: o MRR responde à pergunta “qual seria a minha receita recorrente mensal se congelasse as possíveis ações de todos os meus assinantes agora?”, enquanto a receita é todo o dinheiro que entra através da venda dos seus produtos e serviços. Para entender mais sobre essa diferença, recomendo a leitura do artigo “[*MRR is NOT Revenue*](https://leapfin.com/blog/mrr-is-not-revenue/?ref=productoversee.com)”. ## **Conclusão** Esse artigo foi escrito de forma simples para começarmos a tratar esse assunto de maneira bastante leve. Por isso, optei por ocultar algumas informações e exemplos mais complexos para não criar nenhuma confusão no leitor que acabou de iniciar seus estudos de métricas SaaS. Espero que essa leitura introdutória tenha sido útil para você e que tenha mostrado que o entendimento básico de MRR não é nenhum bicho-papão, como dizem. No entanto, assim que você começar a trabalhar com definição e aplicação de MRR, convido você a ler a continuidade desse texto, na qual aprofundarei em conceitos mais complexos. Além disso, recomendo fortemente alguns materiais que vão te tirar do óbvio e vão te ajudar a entender cada vez mais sobre este assunto. - [Métricas SaaS definições detalhadas (David Skok)](https://www.forentrepreneurs.com/pt-br/mtricas-saas-2-0-definies-detalhadas/?ref=productoversee.com) - [SaaS Q&A: How do I calculate LTV when I have negative churn?](https://chartmogul.com/blog/calculate-ltv-negative-churn?ref=productoversee.com) - [What is the difference between Cashflow and MRR?](https://learn.profitwell.com/article/pUaszEOBDz-what-is-the-difference-between-cashflow-and-mrr?ref=productoversee.com) ### OKR não é uma abordagem de tamanho único URL: https://productoversee.com/blog/okr-nao-e-uma-abordagem-de-tamanho-unico/ Last updated: 2023-01-27T10:45:35.000Z Mais de duas décadas depois que os OKRs começaram a se popularizar e ainda estamos aqui falando sobre a diferença entre um martelo e uma chave de fenda. Trabalho com OKRs desde 2015. Me lembro quando fui chamado para participar do projeto de implantação da metodologia na empresa que eu trabalhava na época. Fiquei muito interessado, porque eu via ali uma forma de tornar o meu trabalho mais pragmático. Quis logo aprender tudo sobre esse framework de gestão de metas (ou seria de objetivos? Ou ambos?). Um ano depois, já como OKR Master, eu já havia sentido todas as dores que OKRs podem trazer para o dia a dia se usados como uma abordagem de tamanho único. Oras, por acaso você consegue rosquear um parafuso na parede usando um martelo? Certamente não, não é mesmo? Então por que, exatamente, algumas empresas acreditam que OKRs servem para qualquer contexto? A resposta é simples: o nosso cérebro gosta de padrões. É muito mais simples você gerenciar a empresa toda com uma ferramenta de gestão centralizada do que ter cada área utilizando a abordagem que melhor lhes atende. É aí que as empresas começam a fazer puxadinhos no framework para encaixar todos os contextos, mesmo aqueles em que utilizar OKRs será mais prejudicial do que ajudar. Sim, OKRs podem ser muito prejudiciais se utilizados de maneira errada. Eu não sou contra fazer adaptações em nenhum framework (até porque quem sou eu para ser contra alguma coisa), mas o nosso cérebro pode ser bastante traiçoeiro e nos cegar em busca de padrões que o façam economizar energia (por vezes, também pode ser a gente não conseguindo enxergar que estamos errando mesmo!). Nesses 8 anos que trabalho com a ferramenta, eu já vi uma salada mista de maneiras onde as pessoas criaram OKRs, umas até bastante criativas e outras que me davam vontade de entrar em posição fetal. De tudo que eu já vi, trago aqui para vocês alguns cenários em que vi que utilizar OKRs não trouxeram nenhuma vantagem, pelo contrário, por vezes até atrapalhou bastante. # Startups que estão bem no começo Se a sua startup não encontrou Product Market Fit (PMF) ainda, o seu único objetivo deveria ser encontrá-lo. Você não deveria estar pensando em mais nada. Não vejo sentido nenhum em ter OKRs nessa situação, você só aumentaria a complexidade da empresa em um momento em que ela precisa se movimentar o mais rápido possível em relação a iterar no produto viável mínimo e ouvir os feedbacks dos seus primeiros usuários. _This post is for paying subscribers only._ ### Gerenciamento de riscos à la ISO 31000 URL: https://productoversee.com/blog/gerenciamento-de-riscos-a-la-iso-31000/ Last updated: 2023-03-13T02:38:07.000Z Se tem uma coisa que sempre aparece quando se fala de gerenciamento de produtos é o conjunto dos quatro riscos de gestão de produtos citados pelo Marty Cagan em seu livro Inspired: risco de valor, risco de usabilidade, risco de execução e risco de viabilidade. No artigo de hoje quero apresentar uma estrutura para organizar a sua gestão de riscos baseada na ISO 31000. ### **Mas por que ISO?** Para se aprofundar nisso eu precisaria de outro *post*, mas basicamente: a maioria dos conceitos e práticas de gestão de produtos, na verdade, são repaginadas de conceitos mais antigos da gestão da qualidade e administração. Se você acha que é novidade essa coisa de ações para mitigar riscos, saiba que tem empresas que já fazem isso muito bem a muitos, muitos anos. E a ISO 31000 é uma norma internacional que oferece diretrizes para realizar um bom gerenciamento de riscos. **O objetivo central da gestão de riscos é identificar e solucionar ameaças em toda a operação.** Com isso, age em prol da segurança do trabalho. Preservando, assim, a vida dos colaboradores. E, ainda, evitando multas e outras punições que podem advir dessa situação. ### **O que é risco?** Risco é a combinação de uma ameaça e de uma vulnerabilidade, que pode levar a um impacto indesejado. Também podemos interpretar como a possibilidade de algo acontecer. Esse algo pode ser ruim, como uma ameaça, ou pode ser positivo, como uma oportunidade. Então, riscos são as nossas incertezas, que no ambiente de produtos digitais estão por toda a parte. Lembrando do tio Martinho e seu risco de usabilidade poderíamos ter como exemplo então o risco de em uma tela de cadastro o usuário não entender algum dos campos. Sei que pode parecer específico demais, mas minha recomendação particular é não trabalhar num nível macro (somente os quatro riscos propostos pelo Cagan) e ser mais específico para que as ações sejam melhores direcionadas. Mas calma que já chegaremos lá! Vamos para o passo a passo: _This post is for subscribers only._ ### Minha experiência no desenvolvimento de produtos digitais em três países URL: https://productoversee.com/blog/desenvolvimento-de-produtos-digitais-em-tres-paises-minha-experiencia/ Last updated: 2023-03-13T02:38:24.000Z Nos últimos anos, tive a oportunidade de trabalhar no desenvolvimento de produtos digitais em três países diferentes: Brasil, Japão e Portugal. Durante esse tempo, observei diferenças significativas na abordagem e no sucesso em cada país. A indústria de desenvolvimento de produtos digitais está em constante evolução e, com ela, a abordagem para criar e lançar novos produtos. Neste texto, darei o meu ponto de vista com base nas minhas experiências, a ideia e partilhar e tentar proporcionar insights sobre os desafios e oportunidades que passei nestes diferentes contextos culturais e econômicos. No Brasil, a abordagem para o desenvolvimento de produtos digitais é caracterizada pelo foco em atender às necessidades de um mercado diversificado e em rápido crescimento. Muitas vezes, isso significa cortar custos no design e na experiência do usuário em favor da velocidade de lançamento no mercado. Além disso, observei que as empresas tendem a se concentrar em replicar e adaptar os produtos existentes para atender às demandas do mercado local. O Brasil tem uma população grande e crescente, representando uma oportunidade significativa para as empresas que estão olhando para ele, mas o mercado é altamente competitivo, o que significa que as empresas devem conseguir adaptar seus produtos e lançar um produto rapidamente para atender às necessidades de uma ampla gama dos consumidores. Em contraste, o Japão é caracterizado pelo foco na precisão e atenção aos detalhes. As empresas japonesas são conhecidas por seus produtos de alta qualidade e rigorosos processos de teste, o que significa que devem conseguir fornecer produtos que atendam a padrões excepcionalmente elevados. Essa atenção meticulosa aos detalhes e ênfase na experiência do usuário se reflete na alta taxa de produtos bem-sucedidos do país e na forte reputação na indústria de tecnologia. No entanto, essa abordagem também significa que o processo de desenvolvimento pode ser mais lento e mais caro. Além disso, o mercado japonês é relativamente pequeno e altamente saturado, o que significa que as empresas devem ser capazes de se diferenciar para obter sucesso, contribuindo para que o Japão seja conhecido por seu alto nível de inovação e por estar na vanguarda de novas tecnologias. _This post is for subscribers only._ ### Desmistificando API como Produto URL: https://productoversee.com/blog/desmistificando-api-como-produto/ Last updated: 2023-01-25T10:46:23.000Z Pouco se fala, mas é inegável a presença de APIs no contexto de criação de produtos e serviços digitais. > APIs, ou Aplication Programming Interfaces, são ferramentas que permitem que diferentes sistemas e aplicações se comuniquem e compartilhem dados entre si. ![](https://lh3.googleusercontent.com/IZmGwIswWWMLCntleXfYUnW1tID5SGPdZa6Q9KAFyuRxboMzNUnDgdkZ4HGHjbPRaptr0rshebDxiN8giunmtkYVRh8E6A-juT-4qgDIpHHZLaoSO445TnQ6wkUL4WXdADVAVbXqDneWiiZVyqaygCaGZk6Gb9xBHmOGvtj7JWE5Lr9kLDzEBTlpIAXS7g) Fonte: Storyset by Freepik Certamente, ao longo da sua carreira como um profissional de produtos, você já se deparou com a necessidade de usar alguma API para entregar valor ao cliente, seja de um serviço interno ou mesmo de empresas e produtos de mercado. A ideia aqui é trazer um pouco mais de informação sobre como pensar em um produto cujo canal de entrega de valor é baseado em APIs. Ao criar um produto deste tipo, é importante levar em consideração que o desenvolvedor também pode ser um cliente potencial. Ele será responsável por integrar o produto em sua aplicação ou plataforma, e por isso é fundamental considerar suas necessidades e expectativas. Neste caso, a visão de cliente deve ser ampliada para incluir esses profissionais na lista de potenciais usuários do produto. Abaixo, listo o que considero os principais pontos a serem considerados quando estamos trabalhando para disponibilizar um produto de API ou na construção de uma plataforma: _This post is for subscribers only._ ### "A Casa da Excelência" — um modelo de liderança simples URL: https://productoversee.com/blog/a-casa-da-excelencia-um-modelo-de-lideranca-simples/ Last updated: 2023-01-24T12:39:08.000Z Quando li o livro “*Turn The Ship Around*” (que desconheço tradução ao português) do L. David Marquet, eventualmente concebi uma forma de visualizar o modelo de liderança descrito de forma simples, com uma espécie de metáfora. Isto me ajudou a compreender e absorver os ensinamentos do modelo de liderança do livro de uma maneira muito mais profunda. Como eu recentemente assumi uma nova função de liderança, numa nova organização, com um novo time, eu decidi evoluir esta experiência pessoal para outro nível, servindo também de uma espécie de experimento. Para tanto, eu desenvolvi uma história de como construir o entendimento do modelo, usando a metáfora e a visualização que já tinha concebido para meu próprio uso. E o *feedback* inicial foi bastante positivo (por parte dos novos liderados) — incluindo e valendo até mesmo um *retweet* pela conta da empresa de consultoria do autor do livro, do post que fiz no meu blog/newsletter pessoal, no qual opto por escrever em inglês. Isso tudo me deixou bastante animado em compartilhar uma versão em português com a comunidade de produto brasileira, através deste artigo no Product Oversee. Então lá vamos nós, e espero que seja útil para alguém (quem sabe para alguns ou até muitos)! Senta que lá vem a história… ## “Construindo A Casa da Excelência” No nível mais essencial, livre de contexto e aplicável universalmente, eu enquadraria o desafio que qualquer time ou grupo de trabalho deveria encarar como… > **… ousar e buscar alcançar a EXCELÊNCIA!...** A questão então se torna como fazer isto, na prática — o que pode ajudar a chegar lá… Podemos começar pequeno, evitando cometer erros (bestas) — isto seria bacana… Mas impraticável. Somos todos humanos e eventualmente falhamos. Que tal uma ideia — e se nos dispomos ao **aprendizado (contínuo)** em caso de tais falhas e não voltarmos a cometê-los!? Não seria ainda mais bacana!? Podemos cometer erros novos — até aí tudo bem! Mas não repetir aqueles quando já sabemos fazer melhor. Se isto é verdadeiro, e eu ouso dizer que é, eu suponho que podemos afirmar que… > **… Se temos que fazer UMA ÚNICA coisa, que seja: nos comprometermos ao APRENDIZADO (contínuo)…** Esta é a fundação… Ou para começar a ficar mais visual… ![](https://lh5.googleusercontent.com/JzVhGKZ1hoUVHs0UAtEZNso-zJREDUfXqrGO5o1OcrniS1Smlx2r3qwUPz5Fyz4TspCtxFFmiuB6ekYiQMbXxqN_IkauiDbcmmqVxNQ01GQVa7oAp8YMgQfQALfRmWh66BmE0YGdiX3XRpB5yisTKs0Qm_esI3nSyJgakFc8JM4E7IBRwVSrcUFrJIF-tPLcyftk3vPDsQ) Mas precisamos de algo mais tangível e inspiracional, para por como **meta**! Já que o aprendizado por si só não é suficiente! É muito abstrato — não é um fim em si mesmo, muito mais um meio para algo mais. Em última análise, queremos que todos possam operar de uma forma altamente autônoma, exercendo sua *liberdade* (que é conceitualmente melhor que *autonomia*, mas esta é uma discussão etimológica a qual não vale a pena discutir agora), tomando decisões o mais próximo possível de onde a ação ocorre — porque isto é mais eficiente (ou ágil, se preferir…) e também mais sustentável. Podemos definir isto como uma noção de **controle distribuído**… (há algo que requer ser gerenciado e queremos fazer de uma forma distribuída ou federada) ![](https://lh5.googleusercontent.com/MFZAFb2BC3rgKhEKDYuGSgJhDORt8_Fe3s5RhaLUzc6tIrkgRw1ZK5T81GxOjN2w9abUY82_bBsrBhleG1QcY1i7TGr1T1F034w9LdwPfNbrqE-NtHm_vlnHrXujvU9i-j9bOhg7xE1OaGiAD4Zqey34ueo6-njE4JbQ1HubTsYXjmw8JOUpPdEopipYwJ7LtQvXH5bzgA) Então, agora temos uma fundação e algo que queremos sustentar (que podemos visualizar como de piso e telhado de uma casa…) Apenas colocando um sobre o outro, ainda parece um tanto abstrato, não é mesmo!? **APRENDIZADO (contínuo)** sozinho não consegue sustentar tanto o **controle distribuído**. Eis uma sugestão (ou ideia)… ![](https://lh3.googleusercontent.com/_8z0vMbEHW1T_yjEmzfvt5b5ovm_LFxwbv7vx5SWCFFwhR_PdbJzmoeCYF6aECSFzhSF6nAdj3gss9PGeZA3M9dSLWxbrgXyqMscAh2bXVt6sY2W1W0Gv2Bc-OqpE219yjwUAwWU4oxL2VjItKEgopn3n_NXs0rnrPdGQd6EUrwm1SK2s6enIpQHy172lxTc) Já, já entramos em detalhes do que pode compor cada pilar, do ponto de vista mais prático… Porque agora podemos visualizar a figura completa do que se poderia chamar “**A Casa da Excelência”**… ![](https://lh3.googleusercontent.com/AW1Bnhp7grIVvOlTFDAMDSN8GStam8aDkICd9gV7LVpx0VpB1rDg-JJJrpzbF0-5J272PYpO2Sw9pNM4FFahaJzjGXDJI0PpUzbfvIfyO6agJk-g0wI93ixgP9jUu2W_e3t_iCq8k8fLlOMuYiIx_2yBmsL5IbUjNIGvIPKep3UT1n4KIT1xm8_RV7OSZT4f) E finalmente podemos juntar todos os componentes trazendo uma granularidade maior sobre como conceber os pilares, os mecanismos pelos quais se alcança o que se quer alcançar: ousar e buscar alcançar a **EXCELÊNCIA**… ![](https://lh3.googleusercontent.com/shXCMICd2UD5VyzLhV9t6TPbx9tEyLqhOKqIkOd7IVivqecuATC79q6GCL9YSICOZoKtLpmfGMeDAWRNT5rUirO0uI2J0NJa3yEG30RwJp92p2cLytEN4qRqCGpyE1F4qTNzNbYEy2Dh_GDa-L1lWcyKMvj2d49bwvFUsjndKvGNinfFXA-74mIaNEnEBDCwn1cosxwWUQ) Com **APRENDIZADO (contínuo)** sendo aquilo que sempre está lá (i.e., *'ubíquo'),* funcionando como um ciclo de retroalimentação (ou *feedback*) — a cada oportunidade, interação ou momento, se temos que fazer apenas UMA ÚNICA coisa, que seja nos dispor ao **APRENDIZADO (contínuo)**… Para que assim se… - Reduza a incerteza… - Melhore o entendimento… - Expanda o conhecimento… - Aumente nossa “capacidade de produção… - *Etc., etc., etc… (Acho que já pegou o espírito da coisa…)* E tal qual numa “casa”, ou qualquer construção, sempre que precisarmos carregar o sustentar um peso maior, no caso de **controle distribuído**, há uma solução simples para garantir que se possa fazê-lo sem que colapse… Reforçando e tornando os pilares mais robustos… ![](https://lh5.googleusercontent.com/MfaOPHfDEJFNx8v2wa3GoBfOaChsRy6GDdCRXNzv9HKXEIWg9aGhDC5GO1AG0d_eIKisMNzZ94suuz9TQdrBZyHID8dT9RDkdUSfw2Tv98HUR-cLYP1uz-7HqYR3kiMfdLZbwF1tJFOWGVf4xXkJNd1-VvzDIzI1PsQcrNbvxlg0NlOpJdQCSp2D7i4lyi8zcZIoMoWCyw) ## **“Vivendo na Casa da Excelência”** Mas muito mais importante do que visualizar e compreender a construção da “Casa da Excelência”, é como podemos “viver” nela, ou seja, colocar o modelo de liderança em prática. Quem me conhece sabe o quanto eu não acredito em fórmulas prontas e mágicas, então se você esperava aqui algo mais prescritivo, sinto decepcioná-lo — ou melhor, não sinto não, pois, confia em mim, é melhor para você que descubra o seu próprio caminho. Mas deixo aqui algumas dicas básicas, ou o que estou procurando fazer para tornar tudo isso muito mais uma realidade concreta, não só um modelo conceitual mais ou menos interessante: - Identificar, apontar e apreciar (ou redirecionar, se for mais o caso) ações que estejam alinhadas — aproveitando também para reforçar, com o uso diário, a linguagem utilizada no modelo. - e.g., se alguém parece estar operando muito no automático, promover o uso de ação deliberada (como ter que articular porque está fazendo algo do jeito que está fazendo); ou agradecendo alguém que trouxe uma ideia ainda em evolução para a mesa de discussão, no maior espírito “pensando em voz alta”. - “Sobre-comunicar” (*overcommunicate*) todos os aspectos ligados ao contexto, propósito, objetivos, etc., fazendo com que nunca nos esqueçamos da conexão do que se está fazendo com o há de maior e no entorno da organização. - Sondar continuamente para identificar pontos que requerem esclarecimentos ou maior transparência, atuando neles com o compartilhamento de mais contexto, ou até documentando, formalizando algo que possa ser necessário. - Incentivar a criação de um plano de desenvolvimento pessoal para cada indivíduo, como um mecanismo formal de atuar nas possíveis lacunas de *hard* ou *soft skills*. - Descobrir (ou seja, temos que experimentar e ver o que funciona melhor no nosso contexto) formas leves e descomplicadas de como podemos rememorar, avaliar e consolidar os aprendizados mais relevantes em determinado período, incluindo a troca de experiências dentro e fora da equipe. E você? O que pensa disso? Suponho que você concorde com a ideia central do que se deve ambicionar, em alcançar a excelência. Mas como você executaria ou está executando isto? Será que este modelo simples não poderia te ajudar a estruturar melhor este processo, como está me ajudando!? Fica aqui a provocação e quem sabe até algo de inspiração. À (sua) disposição. ### O Universo Geek e 5 dicas que podem te ajudar na carreira em produtos URL: https://productoversee.com/blog/o-universo-geek-e-5-dicas-que-podem-te-ajudar-na-carreira-em-produtos/ Last updated: 2023-01-24T14:50:51.000Z > **Atenção Geeks:** as dicas abaixo trazem aspectos que contribuíram e fomentam o meu desenvolvimento em produto. Não se trata de uma verdade absoluta e pode não fazer sentido pra você. Mas se fizer sentido depois de ler, e quiser conversar mais, pode chamar. Boa leitura! Contextualizando resumidamente o termo *Geek*, conforme os dicionários em inglês e português, um *Geek* é um especialista ou entusiasta em assuntos de tecnologia e cultura pop, como filmes e séries de ficção. Se você sabe tudo sobre dispositivos para ter uma casa inteligente ou curte maratonar Harry Potter e Stranger Things, ou ainda é aquela pessoa que tenta descobrir o final de caverna do dragão - as gerações x e y sorriram aqui -, você é *Geek*. Não irei me aprofundar sobre o Universo *Geek,* pois pode acreditar que daria um livro. Até porque o conceito é um pano de fundo para as analogias e dicas que se apresentarão daqui para frente, e são essas as dicas que me ajudam no dia a dia da carreira em produtos. Vamos lá? ### 1\. SEJA MENOS DEADPOOL: Ponto importante dentro da minha vida em geral, não só da carreira, é ter assumido precisar **escutar mais**. Sempre fui uma pessoa muito hiperativa, com impulsos constantes e bastante ansiosa, isso fez com que diversas vezes eu falasse bem mais do que prestasse atenção. Recorrendo aqui aos pressupostos filosóficos de Platão, em “O Mito da Caverna”, de que as ilusões sobre o próprio saber indicam viver na completa ignorância, ou então partindo de conceitos mais contemporâneos, como o efeito Dunning-Kruger do final da década de 90, eu defini uma premissa para o meu dia a dia: ouvir, escutar, prestar atenção, independente de quem estiver falando e a ideia que estiver sendo passada. Isso serve para reuniões de alinhamento, refinamentos, *kick-offs* e agendas de conhecimento. ![](https://lh6.googleusercontent.com/LofJuBlMzTguNRRX3RGTe_hmwXEqa1D5JLNsQmtZKeKWNpal2sjZZVnJTvygH7c2Jhsf-yoSt32c-HGQN1pBoQKzaSWe-US9J6VNEZ6EFvQWOVq4ZENZQE0XtEsrQ3XzXWj9sdp7izUKNuYqha1Rh6e026Fr7Z2Xqo7cExfiQMN5_RJkWnJrqpVGfkbeYg) > Admito que é um desafio diário, assim como o **Deadpool**, eu costumo falar muito e a escuta ativa ajudou a criar conexões mais sólidas, dado que ouvir com maior atenção deixa as pessoas à vontade, gerando estímulos para mais ideias e soluções aos problemas enfrentados. ### 2\. SEJA MAIS SNORLAX 1. Conhecer os objetivos de curto e médio prazo da empresa; 2. Definir a visão e estratégia do produto; 3. Definir as métricas que irão guiar o seu produto. Essas são inquietações importantes, que fazem sentido no dia a dia de produto, invista tempo nisso. Percebam que a dica aqui não é sobre em que tarefas investir tempo, mas sim **no que não perder tempo.** A empresa reestruturou toda política de expansão e irá investir agora em um nicho totalmente diferente do que eu não concordo, na minha posição, eu posso influenciar de algum modo na reversão dessa decisão? Se a resposta for não, direcionar seus esforços para questões que geram valor e impacto no seu dia a dia reduzirão bastante o estresse desnecessário. Importante, pensar que definir o que está fora do nosso alcance e o que não faz sentido investir tempo e esforço, não é abdicar e ir contra seus valores como profissional, mas sim, compreender que existem decisões em níveis estratégicos que estão acima da nossa capacidade de influência, e isso irá acontecer em algum momento. Em alguns produtos que trabalhei, me debati com inquietações que não dependiam de mim para serem resolvidas, nem que eu fizesse o maior esforço possível. Eram aspectos que demorariam anos para o mercado absorver ou que já eram definições estruturais da organização. Quando temos preocupações desse modo, é importante avaliar quais são as prioridades do dia a dia, fazer uma autoavaliação do que vale ou não investir tempo. > Afinal, quando temos prioridades definidas não só para o produto, mas também para os debates e inquietações que serão direcionadas à sua energia e o seu esforço mental, conseguimos ganhar muitas horas de sono, assim como o **Snorlax.** ![](https://lh4.googleusercontent.com/Ljr_POgnIM1SIkWnNMnVwgUdAJu5WcyF1V92DZskUaEjC8g9lzyHmLo8DTX-ppvXRlG1P7j7hdtL1BjuC2ISmz2IHqaZVMNRP83XjfON1kcQ1yrqORhQ30k1g3FW14Lwk6vIFo-5UfF-bS5mjB0V3CMa5AEioeQolGgDnnRTxJsC7GHgYPscgjqJd4ZruQ) **Mestre Kame** de Leandro de Almeida Ribeiro em [ imagens e moldes](https://www.google.com/search?rlz=1C1BNSD%5Fpt-BRBR1024BR1024&source=univ&tbm=isch&q=mestre+kame+imagem+gratuita&fir=SG5TF4R6WhrEGM%252CcD5ZcB-DmhKt3M%252C%5F%253BsagIh1ptf0-dDM%252C8HouYhJ91R8YeM%252C%5F%253BOaxniAqevsrrcM%252CUpIIGaVCb9yRFM%252C%5F%253BkGfFKeIafG3KOM%252C9swlVb0Fp6LIPM%252C%5F%253BNnT-gmb3fArTCM%252Ci00eHPKB5bmDaM%252C%5F%253BsLwRA0mt0yI6MM%252CvyTeJVy08Q3NuM%252C%5F%253BFYURqQeX4QnjsM%252Cf0G-8ZehWQoOGM%252C%5F%253BQt3s0u5LYDghfM%252CZWxltmPdbA8OCM%252C%5F%253BAHcf0g5CseKhBM%252CnJs4uG-nuYtzDM%252C%5F%253B3OZHjw%5F%5FVYbAEM%252CuDzK3pvE5WMNRM%252C%5F&usg=AI4%5F-kRMETyfg5flrnKdCdEF%5FYJvND6QLg&sa=X&ved=2ahUKEwjWpYHmtZr8AhWRArkGHQlCBhcQ7Al6BAgKEFk&biw=1920&bih=880&dpr=1) ### 3\. TENHA SEU PRÓPRIO MESTRE KAME Quando eu olho para minha carreira e penso nela como uma jornada, percebo claramente como conversas estruturadas e não estruturadas fazem a gente evoluir. De 2019 em diante procurei pessoas que poderiam contribuir com a minha carreira, recorri a algumas plataformas de mentoria e também me coloquei à disposição para conversar com outros profissionais que estavam iniciando. Essas conversas e trocas foram aumentando meu poder de entendimento sobre como eram estruturas diferentes da minha, o que era feito em situações similares a que eu estava passando e como eu poderia evoluir em questões diferentes, mesmo sem estar passando de forma prática, visto estar conhecendo opiniões, dicas e situações diferentes da minha realidade. ![](https://lh5.googleusercontent.com/FoktA-EogmjJIWEce2U1DddwMFt0LXWEf8EAXOdg7T4Mste4F3PcFfkrVZrRpfRlRvgkiHb4I2tcNVrdIt_S1PeXglFfnvycoJ2StbrYHrF8fvL4Y9UC9F64XuEgUsKjiff5cKJKj6BStiagOYsAEW2XCNjIsmiFm5R7w6LfHjS5sHLqsuuUHd6xDp46IA) > Como diz o **Mestre Kame:** “O treino da mente é tão importante quanto qualquer outro”. ### 4\. SEJA UMA HERMIONE GRANGER Vocês lembram que na saga de Harry Potter a Hermione era conhecida por ser estudiosa? Então, em produtos costumo dizer que para sermos uma Hermione Granger é preciso consumir conteúdos com frequência. Costumo ler e escutar diferentes fontes de conteúdo: produto, estratégia, marketing, dados, liderança e *customer success*. Sendo assim, separei algumas fontes de conteúdo que consumo e que acho interessantes do ponto de vista de aprendizado teórico. **Product Oversee**: Obviamente que a primeira fonte de conteúdo é o Product Oversee, não só pela qualidade do conteúdo, mas pela democratização do conteúdo do produto. Através da Product Oversee é possível consumir conteúdo de diversos autores com atuações e experiências distintas. O fato de consumir um conteúdo não quer dizer que é aplicável a sua realidade, portanto, conhecer o que está sendo produzido e por autores de diversas empresas e mercados faz sentido na nossa própria curadoria de aprendizagem. **Teresa Torres:** Provavelmente vocês devam achar que é uma indicação clichê do mercado de produtos, mas consumir conteúdos da Teresa Torres contribui bastante para ter uma análise especialista do ponto de vista de agilidade e com aplicação de *frameworks* bastante conhecidos, como a árvore de oportunidades. Dica: nem tudo que você lê é passível de aplicação no seu contexto, então não se frustre, o importante é conhecer os *frameworks* que possam fazer sentido. Sabe aquela caixa de ferramentas que você compra e nunca usa? Um dia você irá usar, conheça sobre ela. **Perfil do Marco Gomes no Linkedin:** Fugindo um pouco da estrutura produteira de *frameworks* e dicas, o perfil do Marco traz contribuições também no ramo da política e tecnologia. Muitas de suas publicações e conteúdos são repletos de bom humor, ironia e sátira, com muita provocação sobre o universo da tecnologia e a liderança responsável. Quem quer reflexões diárias, vale a pena conferir. Afinal, ser produteiro é atuar com diferentes cenários e frentes todos os dias, o Marco traz bem esses temas. > Eu poderia citar diversas fontes e perfis para seguir, mas a dica é: seja uma Hermione Granger, seja um pesquisador, busque conhecimento e valide conteúdos que façam sentido para o dia a dia da sua carreira. Eu trouxe apenas 3 dicas de fontes, mas costumo acompanhar bastante o Linkedin e o Medium para entender quais os caminhos gestão de produto estão seguindo, o que as pessoas estão falando e publicando. Seja uma **Hermione!** ![](https://lh5.googleusercontent.com/EWqkxPff2HbGK6I82bUxZ6Nv91S6HHD17HmV_UAtevpTk1w5OpbizK9bIoe5xjZNiEsJqlUMyeP7eb7jt-CU1pyfCU_DmcANVD8Tr7RN9dbj17gF4SD_8qRfzAWdB8TU-DTl938AkFTaovxn4XtW_hkUNSAjIq0kYOV1TmzV5I1muWzoS6N_0fN1r2u-Jg) **Hermione Granger** de J.D. Night Ghobhadi em [flick.com](https://flickr.com/photos/mirror%5Fof%5Ferised/29927557820/in/photolist-MAAyhd-KDZcfE-bWy6mT-bWexu6-bXnZqR-bXnYKB-cfKwQU-ceL4r1-ceL4jY-cuDN8w-cuEv2U-coitAE-ceL53E-ceL3RS-ceL3D5-bV2zhi-cfF7aY-cuDRtA-bV38ZT-ceKJB9-cdBGfJ-bV2yuT-cohZ7q-cigm2w-cdcY5w-ccpozQ-ccoNXJ-csaFAq-csaxhy-cigR8L-csbbpJ-csawD3-bXokEZ-cigRvf-csbc4y-cfF1yU-bVQBET-bV2qX4-8fnmBf-bVQBnk-csbcj3-cigPz3-csaPVf-ceKLyW-gpjVcx-ctbq4d-ct85Wb-bXnZZ2-ceKqtA-bXnHwk?ref=productoversee.com) ### 5\. SENTA QUE LÁ VEM A HISTÓRIA Ponto importante dentro das atividades de um “produteiro” é saber contar uma história para chegar ao objetivo final, principalmente em alinhamentos com *stakeholders*. Para a última dica do Universo *Geek* em produtos, lembro de um quadro ótimo da década de 90 da TV Cultura chamado “Senta que lá vem a história”. O quadro era muito famoso por sua vinheta inicial e suas estórias que tinham caráter educativo, no início sempre aparecia o personagem principal deitado em um sofá roxo com uma música chiclete (refere-se ao tipo de música que fica gravada na memória e mesmo que a gente queira, não consegue esquecer). Contextualizado o quadro, vamos à dica relacionada com essa menção. E a dica é: Estude *Storytelling*! Estudar *Storytelling* foi um divisor de águas na minha carreira, eu detinha as informações, eu estava munido de dados, mas eu não sabia contar a história do problema que precisávamos resolver. Para comunicar e alinhar com os mais diversos *stakeholders*, além de conhecer qual o público que se destina aquela história, é preciso saber contar, saber engajar o público e colaborar com o propósito daquele momento e estudo. Por isso, a minha 5ª e última dica do “O Universo *Geek* e 5 dicas que podem te ajudar na carreira em produtos” é: aprenda *storytelling*, afinal, não adianta saber o problema e ter as hipóteses validadas se não souber argumentá-lo dentro do processo decisório. Então, “senta que lá vem a história”. ### BREVES CONSIDERAÇÕES: Se você chegou até aqui, quer dizer que não foi tão cansativo assim e está no final deste artigo, e é aqui que faço um fechamento sobre as dicas que foram apresentadas. O ponto principal das analogias é trazer de modo criativo dicas que contribuíram e seguem contribuindo para minha carreira em produtos, logo o alicerce delas é de fato empírico, até porque acredito bastante que a criatividade é uma habilidade interessante a ser praticada no dia a dia do produto. De toda forma, é importante salientar, como diria meu querido Super Mario em Super 64: “o trabalho do encanador nunca se completa”, porque não é apenas gerir produto, é também gerir expectativas de pessoas, do mercado, de clientes e mais do que isso, gerir suas próprias emoções. E para isso, não esqueçam, nem toda dica é uma dica se não fizer sentido para você! ![](https://lh5.googleusercontent.com/Fkbiti7TFl_ly1VsBhNjQMA_SnlaMqQKAO0HZLkiI8abTFiZfead1WTniQB_kUsO7FiU2mWKRe2jWyrrUIBB9DoPxOpn2-Gy3IVvWWCcHcsaxiypx3HafG3GslaL8y3V76FZFtciiEUGfwNy1lRQ_4DnK4g8XzLKoqHoIgJGKs-ZYaPsKPOLe5UNTuLWZw) **Super Mario World de** Jorge Santos produzida após jogar em um dia aleatório ## Referências - **Efeito Dunning Kruger.** Disponível em [**Revista Super Interessante.**](https://super.abril.com.br/comportamento/o-efeito-dunning-kruger-quanto-menos-uma-pessoa-sabe-mais-ela-acha-que-sabe/?ref=productoversee.com) - **O mito da Caverna**. Platão. Acredita-se que esta obra foi escrita entre 380 e 370 a.C. Edipro, 2015. - Termo Geek. Dicionário [Michaelis. ](https://michaelis.uol.com.br/palavra/An0K/geek/?ref=productoversee.com#:~:text=Dicion%C3%A1rio%20Brasileiro%20da%20L%C3%ADngua%20Portuguesa&text=Que%20ou%20aquele%20que%20est%C3%A1,a%20novas%20tecnologias%2C%20especialmente%20inform%C3%A1tica.) Senta que lá vem a história. Disponível em[ Tecmundo.](https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/256995-castelo-ra-tim-bum-9-programas-infantis-classicos-tv-cultura.htm?ref=productoversee.com) ### Como as métricas podem levar uma plataforma do sucesso ao fracasso URL: https://productoversee.com/blog/como-as-metricas-podem-levar-uma-plataforma-do-sucesso-ao-fracasso/ Last updated: 2023-01-23T11:53:52.000Z Quando estava na fase de transição de carreira de produto, participei de alguns processos seletivos e entre as etapas estavam a resolução de cases, hoje, inclusive, eles nem são mais comuns (ainda bem). Eu lembro que um deles tinha um gráfico e logo abaixo uma questão para explicar **qual o problema** que ele apontava. Olhei para ele várias vezes e não consegui desenvolver, estava com a paralisia analítica. Então, marquei uma sessão de mentoria. Na época, o meu mentor não deu nenhuma resposta exata sobre o que eu precisaria responder, **ele fez melhor: direcionou o meu olhar.** Vale ressaltar que, apesar de não trabalhar com produto nessa época, eu já analisava dados, porém mesmo assim me senti paralisada no primeiro momento. E foi por isso que iniciei o artigo com esse *disclaimer*, porque situações como essa descrita acima, de não saber interpretar os dados, acontecem com muita frequência nas empresas, inclusive, por pessoas experientes. Mas não saber interpretar as métricas, ou ainda ignorá-las, não leva apenas à paralisia, mas também a tomada de decisões que podem levar grandes organizações à falência. Confira esse trecho retirado do livro **Plataforma - A revolução da Estratégia**, que retrata bem esse cenário: ⁣ > *“Analisemos a história da BranchOut. Lançada em julho de 2010, era uma plataforma de contatos profissionais baseada principalmente em um aplicativo que permitia aos usuários fazer conexões para buscar emprego por meio do Facebook. Ou seja, uma variante do Linkedin combinada à vasta rede do Facebook (...) Seu fundador e CEO, Rick Marini, conseguiu atrair US$ 49 milhões em três rodadas de investimento. (...) Sua base saltou de pouco menos de 1 milhão para 33 milhões de usuários entre outono e inverno de 2012\. Mas a implosão foi igualmente rápida. Antes que se passassem mais 4 meses, o número de membros despencou para pouco menos de 2 milhões.(...) *Mas o erro mais significativo da empresa talvez tenha sido priorizar - medir - as coisas erradas.”** Esse contexto já aconteceu com milhares de outras plataformas, como, por exemplo, o ClubHouse, um fenômeno em 2021, que foi da ascensão à queda em poucos meses. Claro que existem vários pontos que culminaram para esse resultado, mas as métricas, quando utilizadas corretamente, auxiliam onde alocar os investimentos. ## Como as métricas podem ser nossas aliadas? A utilização de métricas para tomada de decisões é mais antiga do que você possa imaginar e está presente em todos os contextos da atividade humana, da área de produto às ações governamentais. São as métricas que impulsionam as estratégias e as respectivas ações, por isso elas são tão importantes e se bem utilizadas são nossas aliadas, se não, culminam na nossa derrota. Abaixo eu trouxe alguns pontos que acredito que são fundamentais para uma boa relação com as métricas. ### Dados refletem acontecimentos do passado É importante entender que os dados refletem acontecimentos do passado, que podem ou não se repetir. Essa premissa é fundamental, visto que, algumas ocorrências podem ser pontuais ou sazonais e é preciso saber identificar esses cenários para não tomar decisões precipitadas ou se basear em *outliers.* ### Qual a pergunta você quer responder Antes de analisar qualquer métrica ou indicador, defina primeiro **qual a pergunta você quer responder.** Parece simples, mas a ausência dessa definição pode te levar a olhar gráficos errados e tirar conclusões rasas. Sabe aquela frase do Gato Cheshire à Alice no país das maravilhas: **"Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve".** Pois é, é isso! ### É preciso saber o momento É preciso saber o **momento da sua plataforma/empresa, pois dessa forma você vai direcionar seu olhar para as métricas que verdadeiramente importam** e impactam o seu contexto, não perdendo o foco com métricas de vaidade ou que não retratam a real performance. Como, por exemplo, o caso acima, da BranchOut, no qual eles estavam focando apenas na quantidade de inscrições de usuários na plataforma, mas se estivessem acompanhando as interações entre eles, perceberiam que os usuários não estavam vendo valor no produto e poderiam ter reagido e direcionado seus investimentos para essa camada. Outro exemplo para fechar esse tópico é que, quando uma plataforma está amadurecida com um modelo de negócio autossustentável, o grande desafio reside na camada da inovação para retenção dos usuários para continuar se destacando dos concorrentes. Dessa forma, o foco deve estar nas métricas que monitoram as atividades dos usuários, o seu engajamento, para impulsionar a tomada de decisões. Isso não significa que você deve apenas olhar para esse contexto de métricas, tá? (pelo amor de Deus, para não sair reclamando de mim aí depois haha. Essa dica é para direcionar o seu olhar sobre o que realmente importa, dependendo do momento do seu produto os objetivos mudam). ### Uma única fonte de dados não é forte suficiente Por fim, o último ponto é que uma **única** fonte de dados não é forte suficiente para a tomada de decisão, isso porque, um único gráfico ou uma única entrevista de usuário não vai retratar todo o cenário, ou raiz de algum problema, porque existem variáveis que interferem no contexto e que precisam ser consideradas. É preciso cruzar dados, explorando tipos e fontes diferentes para chegar a uma análise mais confiável. Na minha resposta da questão do case que mencionei no início desse artigo, primeiro descrevi o que aqueles dados traziam (ou seja, qual pergunta respondia) mas sobre possível problema que ele apontava mencionei que existiam variáveis que precisariam ser analisadas, antes de cravar um diagnóstico. Mas não deixei uma resposta genérica, mencionei que precisaria analisar, por exemplo, os *tickets do suporte* (ou seja, cruzar os dados quantitativos com qualitativos), para verificar se o problema poderia ser X ou, ainda, que haveria necessidade de um recorte maior de tempo daquele gráfico e de outras métricas para verificar se o problema era Y. **( para os curiosos de plantão, eu passei no processo).** ### Concluindo Espero que esses pontos ajudem na sua jornada. Na minha rotina como Product Manager utilizo bastante as métricas para embasar minhas decisões no contexto de plataforma que atuo. Porém, sei que elas proporcionam uma direção, pois não existem 100% de certeza. Afinal, lembra da premissa que mencionei acima? “Os fatos podem não se repetir”. Mas acredite, sem elas suas decisões se tornam muito mais frágeis, como bem disse William Deming: **“Sem dados, você é apenas uma pessoa qualquer com opinião.”** ## **Referências:** - [Plataforma a revolução da estratégia](https://amzn.to/3WxNhVo?ref=productoversee.com) — Geoffrey G. Parker, Marshall W. Van Alstyne, Sangeet Paul Choudary - [https://olhardigital.com.br/2021/12/26/internet-e-redes-sociais/o-que-aconteceu-com-o-clubhouse-um-dos-maiores-fenomenos-de-2021/](https://olhardigital.com.br/2021/12/26/internet-e-redes-sociais/o-que-aconteceu-com-o-clubhouse-um-dos-maiores-fenomenos-de-2021/?ref=productoversee.com) ### Não seja o mestre do floreio: não use a comunicação para esconder a sua superficialidade URL: https://productoversee.com/blog/nao-seja-o-mestre-do-floreio-nao-use-a-comunicacao-para-esconder-sua-superficialidade/ Last updated: 2023-01-20T10:45:53.000Z Max Planck foi um físico alemão, nascido em 1858 e falecido em 1947, considerado um dos pais da física quântica. Ele foi um dos primeiros cientistas a compreender que a energia não pode ser medida de maneira contínua, mas sim em pacotes discretos, conhecidos como quanta. Isso permitiu a Planck explicar o espectro de corpo negro, um fenômeno observado na radiação eletromagnética. A teoria de Planck foi um dos primeiros passos para a compreensão da natureza quântica do mundo e foi fundamental para o desenvolvimento da teoria quântica moderna. Depois que Max Planck recebeu o[ Prêmio Nobel de Física em 1918](https://www.nobelprize.org/prizes/physics/1918/planck/facts/?ref=productoversee.com), ele percorreu a Alemanha dando uma única palestra sobre mecânica quântica. Um dia, o motorista notou que o físico estava cansado (diz a história), e então sugeriu que ele tomasse o lugar de Planck em Munique, enquanto o professor ficasse com o seu chapéu do motorista sentado na primeira fila. Planck achou aquilo interessante e decidiu embarcar na doidera. Assim, o motorista apresentou sua longa palestra, dando detalhes dos estudos e todas as informações que Planck geralmente expunha para os ouvintes. Ao final da palestra, um professor de física fez uma pergunta para o pseudo-palestrante. Prontamente o motorista respondeu: "Estou surpreso de que, em um lugar como Munique, alguém perguntasse algo tão básico. Deixe-me solicitar ao meu motorista que responda à sua pergunta". Podemos questionar se a história é totalmente verídica ou se houve perdas de detalhes durante as milhões de vezes que já foi contada, mas a moral dela é clara: existem dois tipos de conhecimento. Um deles é o autêntico. O outro é o falso superficial, que é o conhecimento do motorista. ## Não seja um apresentador de TV Nada contra. Sério. Existem pessoas que se comunicam bem e tem o talento de conectar você ao discurso. Apresentadores de TV são assim. Mas eles são atores, ponto final. Todo mundo sabe disso. Todo mundo entende como funciona a TV. Alguns deles podem até se interessar de verdade sobre um determinado assunto, mas com certeza eles não são os reais especialistas naquilo que é falado. Alguns comentaristas conseguem ir um pouco mais profundamente em determinadas verticais. Mas eles também chegam num determinado limite da complexidade que apenas alguém, com dedicação acima da média, conseguem realmente sair dos limites do que é ser apenas um "showman". _This post is for paying subscribers only._ ### Não caia na cilada da discussão Produto vs Projeto URL: https://productoversee.com/blog/porque-eu-acho-que-a-discussao-projeto-vs-produto-e-em-boa-monta-um-engodo/ Last updated: 2023-01-19T12:24:58.000Z Em [artigo anterior](https://productoversee.com/uma-perspectiva-sobre-os-recentes-layoffs-em-tecnologia-caindo-numa-armadilha-dupla-de-fundamentos-basicos/) onde apresentei uma perspectiva sobre os recentes *layoffs* massivos em tecnologia, arrisquei a queda de alguns “disjuntores” cabeça daqueles que pensam de forma dicotômica, binária, e que declaram a morte do gerenciamento de projeto em favor do gerenciamento orientado a produto. Sugeri que poderia ser o foco de outro artigo, para que não tivesse que me estender naquele momento, com o porquê acho esta comparação desconsidera vários aspectos, sob vários prismas. Em última análise, tratando-se, portanto, de uma espécie de engodo. Que fique claro — não se trata aqui de menosprezar a importância e o avanço que o gerenciamento orientado a produto trouxe. Mais do que relevante, ele é realmente uma forma de pensar e trabalhar muito mais alinhada ao contexto em que vivemos, exponencialmente mais quando falamos de produto digital, e os infinitos caminhos possíveis que este pode tomar. Mas, na minha visão, é preciso recuperar ao menos parte do prestígio que o bom e velho gerenciamento de projeto já teve. Até porque ambas as disciplinas podem ser amplamente complementares, pois sequer precisam atuar no mesmo nível ou granularidade no processo de execução. Aqui você pode estar se perguntando “mas então por que se fala tanto da necessidade de uma espécie de “virada de chave” da operação de projetos para produtos?” Como costuma ser o caso, tudo começa com uma boa e louvável intenção. No caso, de se comprometer menos com um escopo definido e mais com o resultado (*outcome*) que o produto deve gerar. É a famosa discussão *output* vs *outcome* (que por extrapolação espero dissuadi-lo de que também se trata de uma discussão mais ou menos besta, desnecessária, ainda que o foco em *outcome* seja crucial no pensamento do produto). Acredito que ninguém em sã consciência questiona esta abordagem e lógica. Seria um risco gigante de oportunidades (e em última análise, dinheiro) desperdiçadas não operar desta forma, não aproveitar as vantagens que o pensamento orientado a produto traz, ainda mais no contexto de produto digital. Então o ponto não é sobre questionar a premissa fundamental de pensamento de produto e as metas orientadas a resultado, mas do risco de, como diz a expressão famosa no inglês, “se jogar o bebê com a água do banho” ao descartar a relevância da disciplina de gerenciamento de projeto sob o prisma correto e no contexto adequado. Em outras palavras, desconsiderar que pode não se tratar de um ou outro, mas de utilizar a disciplina de gerenciamento de projeto como algo complementar ao pensamento e gerenciamento orientado a produto. Complementar na medida em que permite: - Sistematicamente quebrar e gerenciar pacotes de trabalho desenhados nas etapas de *Discovery*, de modo que se reduza as incertezas para a parte do fluxo em que precisamos de eficiência (que é no *Delivery*); - Ter acesso a uma série de práticas que podem auxiliar a execução de diversas atividades, em diferentes níveis de granularidade e contextos; - E.g., (a) todo ciclo de produto pode ser concebido como uma espécie de projeto, no sentido de que terá um fim e que entregas em todo o ciclo necessitam ser gerenciadas; (b) alguns podem argumentar que o ciclo da própria empresa é como um projeto também; (c) e seguramente que em várias etapas ou atividades mesmo no fluxo de trabalho ligado a melhorias, ou novas entregas ligado ao produto há a necessidade de gerenciar a entrega de algo, um *output*. Acredito que uma boa forma de conceber, ou pensar esta interação entre gerenciamento de projeto e produto, se pensarmos especificamente só no contexto da execução ligada a um produto específico, é a de um entrelace entre quando necessitamos abraçar a complexidade e quando necessitamos reduzi-la... > **O pensamento orientado a produto é primordialmente o reconhecimento e a compreensão de que nem sempre as relações de causa e efeito são bem conhecidas de antemão, e que precisamos trabalhar probabilisticamente, e aceitar o mundo em sua complexidade e incertezas.** > **Muita confusão gera ansiedade e dificulta o progresso — por isso, em algum momento, é preciso convergir e reduzir o nível de incerteza, como o enfoque numa hipótese (ou ideia) específica, com o desenho de possível solução (ou entregável) que é eventualmente gerenciado e completado, tal qual um projeto.** Se você observar, e a título de exemplo, alguns *frameworks* bem conhecidos que ajudam a estruturar o processo de planejamento de produto (ou *roadmap*), trazem esta ideia embutida, e adotam padrões de gerenciamento de projeto no processo de quebra e movimento de entregáveis para a execução: - A [Árvore de Oportunidade](https://www.producttalk.org/opportunity-solution-tree/?ref=productoversee.com) (*Opportunity Tree*) da Teresa Torres fala de *soluções* e *experimentos*, como forma de tangibilizar os níveis de entregáveis associados a uma *oportunidade* mapeada; - O [GIST framework](https://itamargilad.com/gist-framework/?ref=productoversee.com) do Itamar Gilad tem nos dois últimos níveis do modelo, o “S” de *Step- projects* e “T” de *tasks* a mesma ideia de quebra e do que move como entregáveis para a execução, dado a seleção de uma ideia concebida como hipótese para alcançar uma meta (*goal*). Ao compreender essas nuances que aprendi que o dia a dia é bem menos binário, dicotômico do que muitas discussões simplificadas que vemos por aí. E como eu defini pensamento de produto como primordialmente abraçar a complexidade e as incertezas, acredito que, enquanto pessoas de produto, precisamos viver esta realidade e sermos, e exercitarmos muito menos o *“isto ou aquilo”* e muito mais o *“isto E aquilo”*. É válido para esta discussão de projeto vs produto, ou mesmo de *output* vs *outcome*, e tantas outras coisas (e sim, eu colocaria aqui muitas das discussões ligadas à agilidade, métodos e *frameworks* para o processo de entrega, e coisas do tipo). Já que muitas vezes as comparações não só são como comparar “*maçã com banana*”, mas também um desserviço ao confrontar duas *coisas* que podem ser largamente complementares. > **O mais legal é que existe beleza nesta confusão toda...** Em sermos mais práticos e orientados ao resultado (ou seja, interessantemente adotando uma espécie de visão meta-produto), lançando mão de técnicas e ferramentas que sejam úteis e aplicáveis no contexto. Sempre lembrando é muito raro que a aplicabilidade de certas ferramentas seja completamente independente do contexto. ### 4 erros que aprendi como PM ao lidar com refactoring URL: https://productoversee.com/blog/4-erros-que-aprendi-como-pm-ao-lidar-com-refactoring/ Last updated: 2023-01-19T10:45:46.000Z ### Antes, o conceito. Segundo o ChatGPT*:* > *Refactoring é o processo de alterar a estrutura interna de um código sem mudar sua funcionalidade externa. Isso pode ser feito por várias razões, como tornar o código mais legível, mais fácil de manter ou mais eficiente. Refactoring é uma prática importante em desenvolvimento de software, pois ajuda a manter o código limpo e organizado, o que pode tornar mais fácil adicionar novas funcionalidades e corrigir erros.* Se você já tiver se deparado com o termo *refactoring*, muito provavelmente deve ter sentido arrepios. Isso porque se trata de reestruturação de código, algo que muitas empresas, principalmente *startups*, uma hora ou outra acabam precisando. É fácil entender o motivo: digamos que uma *startup* tivesse que validar um produto rapidamente no mercado. Para isso, ela pode ter partido de uma aplicação *low-code* ou simplesmente partido de uma API, ou biblioteca básica de JavaScript, por exemplo. Com a necessidade de justificar aporte, o produto foi sendo moldado a partir de uma estrutura pouco escalável. Resultado? Vai chegar uma hora que a aplicação ficará pesada, com baixa performance ou até mesmo limitada a inovações. Grandes empresas também passam por problemas semelhantes, seja na hora de criar um produto para ampliação do portfólio, para adequar produtos adquiridos em sua estratégia de M&A ou para dar escalabilidade para algo que já tenha sido validado. Sendo bem simplista, *refactoring* deveria ser uma preocupação apenas do time de Tecnologia. Mas, como todo produto ou serviço digital é geralmente construído a partir de código, toda e qualquer iniciativa de *refactoring* impacta o seu produto. A seguir, trago alguns erros e aprendizados que tive lidando com o tema *refactoring* como Product Manager. ## 1) Achar que produto pode liderar um *refactoring* Mudança de código deve ser feita e liderada pelo time de Tecnologia. O que acontece é que, em muitas estruturas, não existe uma distinção clara entre produto e tecnologia. Já vi acontecer casos de conflitos de interesse: um se preocupa mais com segurança, outro em métricas de negócio e, por fim, com receio de um desdobramento conflituoso dessas estratégias, as coisas não ficam claras para o time (produto e engenharia). Em busca de ter algum tipo de destaque, o Product Manager pode acabar tomando a frente da implementação de um projeto que certamente lhe dará visibilidade. Infelizmente, caí nessa armadilha ao me deparar com essa situação: liderando um time de Plataforma, reuni os engenheiros mais seniores da companhia, fiz diversos alinhamentos e estabelecemos um plano para estruturar o *refactoring* do produto. Porém, outras necessidades foram entrando no meio e, sem autonomia para tomadas de decisão nesse sentido, o *refactoring* foi sendo postergado. A boa notícia é que, em dado momento, tive a oportunidade de montar o time que cuidaria disso. Mas, até isso acontecer, muitos murros em ponta de faca, tentativas, acertos e erros consumiram os times envolvidos. Pior de tudo: perdemos tempo. E tempo, vocês sabem… ## 2) Juntar *refactoring* com *redesign* e *design system* *Refactoring* tem a ver com mudar código. *Redesign* tem a ver com propor ou melhorar a experiência - quando não estiver conectado com uma estratégia de *rebranding*, que é outro assunto. E *design system* tem o propósito de padronizar os componentes do produto, com objetivo de dar escala ao desenvolvimento e gerar unidade visual no produto como um todo. Enfim, sabendo da necessidade de refatorar o código, havia uma pressão dos executivos da companhia de melhoria de design. Bom, se tanta coisa tinha que mudar, por que não casar tudo de uma vez, não é mesmo? Por mais que tivesse alinhado essas duas iniciativas de uma só vez com o time executivo, a empresa não tinha os profissionais adequados no momento para essa condução. Além disso, o tempo era escasso, e o processo de *redesign* foi conduzido basicamente por meio de análise heurística - com pouca leitura, contextualização e debate dos dados gerados pelo produto. Por fim, o *refactoring* veio com uma nova proposta de *design*. Conduzimos testes de usabilidade e realizamos *rollout* de forma progressiva. Porém, alguns elogios do público não foram o suficiente para o valor esperado. Perdemos a oportunidade de fazer um diagnóstico crítico do produto para acelerar o *dual tracking* do *redesign* e do *refactoring.* Deu certo, mas gerou pouco valor. Faltou seguir uma das regras de ouro de Martin Fowler, que dedicou um livro inteiro a este assunto: > “*Melhorar o* design *depois que tiver escrito código”. É uma frase estranha. Pelo nosso entendimento atual de desenvolvimento de software, acreditamos que nós fazemos o design e, então, codamos. Um bom design vem antes, e o código vem em seguida. Ao longo do tempo, o código será modificado, e a integridade do sistema, além de sua estrutura, de acordo com aquele design, gradualmente desaparece. O código afunda lentamente da engenharia para hacking”.* Em resumo, primeiro você propõe uma mudança de design para, então, seguir com escrita de código. No contexto em que atuei, isso significaria postergar a prioridade da refatoração de código - e o motivo é tema do próximo tópico. ## 3) Falta de apoio da liderança Como o trabalho do *refactoring* não é tão visível, os alinhamentos e o *buy-in* da liderança eram complicados. Embora o CTO tivesse imposto a agenda do *refactoring*, as discussões com os demais líderes não dimensionaram a complexidade e a necessidade de comprometimento dos times. Infelizmente, eram comuns discussões de cobrança para lidar com funcionalidades e desconfiança de diversos *stakeholders* executivos. Em busca de lidar com essa gangorra, fiz uma divisão das pessoas que deveriam atuar com refatoração de código e com novas funcionalidades - sem esquecer, claro, dos *bugs*. A cadência do time melhorou, mas a falta de envolvimento da liderança complicou bastante o processo. ## 4) Não ter uma medição tangível dos ganhos *Refactoring* é um trabalho a longo prazo: precisa de preparo dos líderes de engenharia, treinamento para os desenvolvedores, envolvimento do início ao fim dos *testers* e um longo processo de desenvolvimento - algo que pode facilmente levar 1 ano da concepção à entrega completa. Geralmente, prevê-se uma melhora na performance da aplicação e na redução do tempo de desenvolvimento. Mas, como fazer esse comparativo, se não acompanhávamos essas métricas à risca antes do *refactoring*? Embora o processo de *redesign* tenha sido concebido e executado com poucos recursos e pouco tempo, o *refactoring* exigiu um tempo maior. Além disso, faltou comprometer um engenheiro sênior da área de qualidade para acompanhar o processo do início ao fim. Como líder dessa iniciativa, não dei a devida importância em entender em detalhes o impacto do código legado no produto para além de métricas de performance. Por mais que tivéssemos separado instâncias e funcionalidades como fatiamento do *refactoring* como um todo, um longo trabalho foi feito, em detrimento de outras atividades que poderiam alavancar as métricas de negócio do produto nesse decorrer. ## Conclusão No contexto que trouxe para este artigo, era mandatório fazer *refactoring*. Mas, para isso, não é necessário o envolvimento de um PM. É um alinhamento do time técnico de Engenharia, envolvendo arquitetura, desenvolvimento e qualidade. Vale lembrar que o usuário final não está nem aí para o código - logo, o valor para o usuário final deveria ser refletido pelo menos em melhoria de performance. Isso aconteceu, claro, mas não conseguimos captar como isso se refletiu em tempo de desenvolvimento, agilidade nos *deploys*, entre outras métricas internas de produtividade. *Refactoring* é um tema importante. Empresas grandes e startups, em algum momento, terão que lidar com revisão de código. Para isso, porém, é necessário que a liderança executiva de Engenharia conduza esse processo do início ao fim, seja na orientação aos Tech Managers, com a construção de um time técnico focado nessa iniciativa, com o *buy-in* da liderança e, principalmente, com clareza de onde se está e para onde se quer chegar. Todo e qualquer produto é impactado por uma refatoração de código. Porém, isso precisa ser debatido e priorizado a nível estratégico, com protagonismo do time técnico e métricas apropriadas de acompanhamento e evolução. ## Referências - [Livro: Refatoração: Aperfeiçoando o Design de Códigos Existentes (Martin Fowler)](https://www.amazon.com.br/Refatora%C3%A7%C3%A3o-Aperfei%C3%A7oando-Design-C%C3%B3digos-Existentes/dp/8575227246/ref=sr%5F1%5F5?crid=3GT5SC68KHPFE&keywords=refactoring+martin+fowler&qid=1673355479&sprefix=refac%2Caps%2C233&sr=8-5&ref=productoversee.com) - [Artigo: Code Refactoring Best Practices: When (and When Not) to Do It (Altexsoft)](https://www.altexsoft.com/blog/engineering/code-refactoring-best-practices-when-and-when-not-to-do-it/?ref=productoversee.com) - [Artigo: Code Refactoring: Meaning, Benefits and Best Practices (Mad Devs)](https://maddevs.io/blog/code-refactoring/?ref=productoversee.com) ### Como criar uma documentação interna de funcionalidades URL: https://productoversee.com/blog/como-criar-uma-documentacao-interna-de-funcionalidades/ Last updated: 2023-01-18T12:36:21.000Z --- Muito se fala que documentação é uma das principais responsabilidades de um PM e no artigo de hoje mostrarei uma forma de fazer isso quando precisamos criar algo para que outros times da empresa usem, principalmente em setores como atendimento e comercial. ## Por que documentar? Como uma pessoa que não tem costume de ler manuais, essa foi uma das primeiras coisas que pensei quando ouvi que parte do meu trabalho era documentar. Bom, aqui vão alguns porquês que descobri ao longo desses quase dois anos como PM: - Sua cabeça não é um lugar confiável para guardar as coisas. Então ter um lugar organizado e centralizado pode te salvar quando você precisa resgatar algo; - Facilite a vida dos outros times. Com a documentação criar os tutoriais e *wikis* que ficarão disponíveis para o cliente fica muito mais fácil; - É uma forma de revisar o produto. Ao documentar, principalmente usando recursos como vídeos ou até mesmo *gifs*, você pode perceber *déficits* e oportunidades de melhoria na experiência com seu produto; - Facilite a sua vida. Como PM, é possível que os times procurem você para tirar dúvidas de como algo funciona. Se você já tiver se antecipado e criado a documentação, é só mandar o *link* para a pessoa. ## Iniciando O primeiro passo é identificar para quem você está criando a documentação. Mapear as partes interessadas permitirá que você coloque o que de fato é relevante, afinal, consultar documentação tende a não ser uma tarefa das mais divertidas. _This post is for subscribers only._ ### A empresa precisa mesmo de uma pessoa Product Manager? URL: https://productoversee.com/blog/a-empresa-precisa-mesmo-de-uma-pessoa-product-manager/ Last updated: 2023-01-18T04:11:39.000Z Product Manager é um cargo que tem extrema importância em muitos cenários. Pode ser um profissional fundamental na sua empresa, pode ajudar os times a "virar o jogo" seja ele qual for, pode dar *insights* e colaborar positivamente em diversas verticais. Ou não. ## Product Management: a ascensão Nos últimos anos vimos a ascensão e popularização dessa "nova" profissão: notícias em blogs, presença em meetups, livros e mais livros, *cases de sucesso* utilizando *frameworks* com um nome legal e impactante em inglês, vagas nas startups, vagas nas big techs, lugar garantido nos squads. Enfim, um mundo de possibilidades e que talvez nem tenha listado todas aqui.Com isso, vimos um movimento grande e diverso de migração para a área: Product Owners, gestores de projeto, designers, desenvolvedores, analistas, *salesperson,* marketeiros e até pessoas de áreas consideradas mais distantes. Todo esse movimento foi e ainda é importante para o crescimento e amadurecimento do mercado, das empresas, dos cursos e do mercado em si. E é exatamente esse amadurecimento ganho através de tantos erros e acertos nos últimos anos que nos permite refletir sobre a real necessidade de ter uma pessoa de Produtos na empresa. ## Eu faço gestão de produtos? Antes de tudo, aqui vale um ponto de atenção: cuidado para não confundir a bagunça (saudável e esperada) do dia dia do seu trabalho com a síndrome do impostor. Pensando nisso, adicionei em cada item uma nota pra tentar lhe ajudar a refletir melhor sobre os argumentos sem cair nesse buraco terrível, ok?! :) Provavelmente você já leu ou ouviu alguns relatos (e até memes) de profissionais de produto que, ao que tudo parece, podem não exercer realmente a gestão de um ou mais produtos na maior parte do tempo. Vejamos alguns casos: ### PM tirador de pedido Existe aquela famosa expressão pejorativa de "PM tirador de pedido", onde o trabalho da pessoa mais parece o de uma gestora de projeto trabalhando duro nos desejos dos *stakeholders*, *status report* e todo o esforço de gerir o projeto do início ao fim. **Nota:** Sim, o famoso projeto *top-down* existe e faz parte, mas deveria ser uma exceção e não uma regra (ou deveria ser trabalho de um Project Manager). ### PM Designer O PM que é quase UX Designer/Research, atuando 100% do tempo em processos infinitos de *Discovery*, usando diferentes métodos e *frameworks*, mas esquecendo na parte do *Delivery*, e consequentemente, sem realmente entregar resultados concretos. **Nota:** *Discovery* é importantíssimo, mas não faz sentido sem *Delivery*. Essa nota será bem maior porque vou sugerir de forma geral como pode ser a atuação no *Delivery*: Obtenha e priorize os *insights* vindos do *Discovery*, defina o problema ou oportunidade a ser atacada e um objetivo claro, ajude o time a entender o que é uma versão pequena e rápida que trará aprendizado. Também defina os resultados esperados, conduza o desenvolvimento, *soft launch* e encerramento e mensuração do teste, repita o fluxo. Prefira 3 ciclos pequenos de *Discovery/Delivery* do que 6 meses de *Discovery* e mais 6 de *Delivery* (waterfall)? Afinal, o resultado final desejado é um produto nas mãos dos usuários, certo? ### Tech Lead quase PM Existem PMs que acabam mergulhando em cada detalhe dos aspectos técnicos, e inclusive tomando as decisões técnicas qual linguagem usar, qual banco de dados, qual recurso da nuvem, etc. Isso não seria um problema se tivéssemos a capacidade de trabalhar e estudar por 87 horas seguidas. Se a PM está focando nos detalhes técnicos, quem está olhando para os detalhes do produto? **Nota**: Não confunda; além da especialidade de Tech PM, existem produtos altamente técnicos que exigem uma expertise e um dia a dia diferente, como por exemplo produtos de API e/ou AI. Mas, mesmo assim, o principal foco deve ser o produto em si e a troca de valor com os usuários. ### **Será que a empresa não precisa de mim?** Olha, provavelmente precisa. Mas pode ser que não, e não é culpa sua. Então, voltamos à pergunta inicial: a empresa precisa mesmo de uma pessoa Product Manager? Com toda essa ascensão e *glamour* da área de produtos, muitas empresas ainda não entendem realmente o papel dessa área. Outras acham que entendem, outras nem se esforçam para entender, apenas abrem a vaga e contratam para entrar na onda. Os resultados disso são vagas com descritivos e requisitos incoerentes, profissionais contratados e infelizes, quebra de expectativa após os primeiros meses de contratação, falta de resultado, em resumo: frustração para todos. ## Mas o que realmente faz uma área e uma pessoa de produto? Bom, essa pergunta renderia alguns *posts*, e a resposta você também pode encontrar navegando aqui mesmo dentro do [Product Oversee](https://productoversee.com/), que possui conteúdos escritos por profissionais referências da área no Brasil e podem te ajudar a entender o cenário macro, além de uma newsletter com conteúdos riquíssimos. Deixo também aqui alguns livros que podem lhe ajudar um pouco a entender melhor a área de produtos: - [Gestão Moderna de Produtos Digitais: O Produto Digital como um meio de entregar valor para o usuário e para o negócio](https://amzn.to/3vRkMr2?ref=productoversee.com) - [Gestão de produtos de software: Como aumentar as chances de sucesso do seu software](https://amzn.to/3VSbV2U?ref=productoversee.com) - [Inspirado: Como Criar Produtos De Tecnologia Que Os Clientes Amam](https://amzn.to/3IKgHMK?ref=productoversee.com) - [A startup enxuta: Como usar a inovação contínua para criar negócios radicalmente bem-sucedidos](https://amzn.to/3k4QX3C?ref=productoversee.com) ## 5 Sinais de que a empresa NÃO está preparada para ter um profissional produteiro #### Possui uma lista de projetos prontos para especificação e construção: Se já existe uma lista de projetos para o próximo ano, onde em cada item já se tem clareza sobre “**o que, quando e como**” algo deve ser construído, é necessário um time que execute o projeto da melhor forma possível e é isso. Colocar uma pessoa de produto nesse processo trará questionamentos e propostas de validações para remover riscos e incertezas, e podem ou não mudar completamente o escopo e prioridades. #### Não assimila um aprendizado como resultado: Diversas entregas dos times de produto são intangíveis: um aprendizado, uma experiência, uma informação, a descoberta do próximo passo ou até mesmo uma falha. Por vezes, semanas de trabalho podem resultar numa frase, porém, pode ser uma frase com um conteúdo mais valioso do que de um *software* que teria sido construído durante esse período. Já imaginou um time da Blockbuster ter como resultado de uma *Sprint* a seguinte frase: "nossos clientes querem escolher, alugar e assistir o filme sem sair de casa"?! #### Não aceita protótipos e MVPs: Cada vez mais é necessário testar, aprender e (in)validar mais rápido. Se a empresa não entende a necessidade de criar pequenas gambiarras (com riscos e ambiente controlado, claro) para entregar valor e aprender o mais rápido possível, provavelmente ainda não entenderam o mundo dos produtos digitais. #### Você não tem acesso aos clientes: Se a empresa diz que você "não pode falar com o usuário" seja lá pelo motivo que for, ou pior, que "já sabe o que os usuários pensam", com certeza está deixando algum valor de lado. Nós não somos nossos usuários, nunca. Usuários são seres únicos que sentem a real necessidade deles mesmos, e ao contrário da empresa, não possuem uma visão enviesada do produto. #### Não faz sentido trabalhar um produto na empresa: Alguns vão dizer que sim, sempre é possível trabalhar um produto digital em qualquer empresa que possui uma frente digital. Porém, talvez nem sempre faça sentido. Existem agências e *softwares houses* que faturam muito dinheiro executando os pedidos das empresas, construindo códigos, sites e apps do início ao fim e é isso.Existem empresas que precisam apenas dar manutenção e adicionar uma coisa ou outra naquele velho e enorme legado que ainda sustenta uma operação que lucra muito, e isso não vai mudar tão cedo. Outras empresas prestam serviços através de *softwares* (que até poderiam ser produtos) para grandes clientes que pagam tão bem, que vale a pena construir cada linha de código conforme o desejo deles. Vamos ser honestos, se sua empresa ganha rios de dinheiro fazendo *software* do jeito que o grande banco XYZ pediu, será que você mudaria a forma de trabalhar? ### Desistir não faz parte \[em alguns casos\] A ideia não é te desencorajar, invalidar seu trabalho, muito menos diminuir a área de produtos: pelo contrário! A área e os profissionais de produto evoluem cada dia mais e vem provando mês a mês, ano a ano, a importância desse papel nesse mundo digital. Para continuar evoluindo, é preciso que as áreas tenham espaço para trabalhar e se desenvolver ainda mais. É preciso ter espaço para exercer as melhores práticas, para errar, errar de novo até aprender e acertar, para entregar os melhores resultados conforme as centenas de livros, cursos e *meetups* nos ensinam. Claro que toda experiência profissional nos traz aprendizado e/ou um bom dinheiro (se não te traz nada disso, acorda!), e por mais conturbadas que sejam, essas passagens nos fazem crescer. Porém, um dos pontos fortes dos PMs é ajudar a investir melhor o tempo no que realmente faz sentido, então, na medida do possível, por que gastar seu tempo em ambientes onde existe uma "quase gestão de produtos"? Não tá funcionando? Converse com a pessoa superior a você, seja transparente! Não conseguiu convencer? Demonstre o valor do trabalho, leve conteúdos, explique, converse, argumente! Nada deu certo? Procure o próximo desafio e boa sorte! *Inspirado no post* [*Don’t bother hiring a product manager*](https://medium.com/irlproduct/dont-bother-hiring-a-product-manager-3d2bb917cd15?ref=productoversee.com) ### Mentalidade de produto no desenvolvimento de APIs URL: https://productoversee.com/blog/mentalidade-de-produto-no-desenvolvimento-de-apis/ Last updated: 2023-01-16T10:45:28.000Z As APIs, são um mecanismo crucial para conectar aplicações, dados e sistema. Elas conseguem abstrair serviços complexos e capacitar desenvolvedores para aproveitar funções de forma mais eficiente e de novas maneiras. A mentalidade de produto é um fator-chave no desenvolvimento de uma API de sucesso (pública ou interna). O gerenciamento das mesmas deve ser prioridade para seus responsáveis, já que a entrega de uma lista de requisitos técnicos pode não gerar nenhum valor para o negócio. Uma abordagem ágil no desenvolvimento de APIs vem com a mentalidade de produto e roadmap, que provará ser inestimável para manter esse processo sob controle. O desenvolvimento de APIs é um processo contínuo que precisa ser feito tendo um grupo de usuários em mente. Como em qualquer produto, as APIs precisam ser desenvolvidas com pensamento de longo prazo para conseguir se adequar às mudanças na comunidade de desenvolvimento e resolver os problemas aos quais se propuseram solucionar. Neste artigo falaremos sobre mentalidade de produtos no desenvolvimento de APIs e como aplicar alguns conceitos no dia a dia de produtos. ### As APIs De maneira geral, as APIs são componentes utilizados pelos desenvolvedores para construir outros produtos, que inevitavelmente evoluem em função das necessidades dos usuários finais. As necessidades dos usuários de APIs serão inevitavelmente diferentes dependendo do tipo de público, e determinar quais características são necessárias deve ser o primeiro passo em qualquer roteiro de produto. As equipes que constroem APIs precisam entender as necessidades de seus clientes e de seus usuários internos, e fazer um produto atraente para eles através do design, prototipagem, testes e feedback. Diferente de produtos de plataforma, por exemplo, em APIs estamos olhando tanto para o desenvolver que a utilizará como meio para construir uma solução, quanto para o cliente final do produto que está sendo desenvolvido. Com isso em mente, torna-se mais clara a tarefa de fornecer funcionalidades coerentes com o fluxo de desenvolvimento e para a resolução do problema do usuário final. ### Aplicação nos produtos de APIs A pessoa responsável pelo desenvolvimento deste produto deve compreender as necessidades reais das partes interessadas (clientes e desenvolvedores) para traduzi-las em requisitos ao construir a aplicação. A extração do máximo valor de produtos API envolve não apenas fatores técnicos, mas também como eles serão operacionalizados por usuários e desenvolvedores. Esta mentalidade de produto deve reconhecer que o futuro da API deve vir através da interação com estes usuários. Um produto API oferece oportunidades ou resolve obstáculos existentes, mas o espectro completo de casos de uso de API pode não ser óbvio logo de início. Essas oportunidades podem ser mapeadas no produto através de ciclos de desenvolvimento, alavancando inteligentemente as APIs. ### Metodologia enxuta Tomemos o exemplo de uma empresa financeira, que pode ter em sua plataforma várias funcionalidades como compra e venda de ativos, envio e recebimento de valores, e serviços de consultoria, entre muitas outras. Tentar externalizar estes serviços no primeiro momento não é a melhor abordagem. Você sofreria com problemas de dependência e não teria tempo suficiente para testar a interface com seus usuários. Este ciclo, provavelmente, terminaria em um processo de desenvolvimento cascata e acabaríamos por construir um grande monstro que traria pouco ou nenhum valor para as empresas que consumiriam sua aplicação. Começar com uma abordagem de baixo esforço é a melhor maneira de testar produtos API com menos risco. Dessa forma, sua equipe pode entender as reais necessidades técnicas dos clientes e sua API cresce ao fornecer mais valor a eles. - Pense em seus principais serviços fornecidos na plataforma e como eles poderiam ser entregues através de uma API; - Procure casos de uso mais simples que possam ser automatizados e utilizados através de sua API; - Entenda como o uso de sua API irá gerar valor para a empresa que a utilizará. A busca dos contextos e problemas destas empresas sempre ajuda neste processo. ### Fornecendo APIs para valor a longo prazo Uma maneira de projetar APIs eficazmente é trazer uma mentalidade de produto para o ciclo de desenvolvimento. A maneira como uma API é criada é de suma importância para a sua utilização, pois será consumida por desenvolvedores que podem, no futuro, sugerir novas alavancas de negócio através dela. Erros como negligência de documentação, padrões de projeto, versionamento e segurança podem impedir o uso futuro da API, assim como sua adaptabilidade a diferentes casos de uso. Tomemos um exemplo para tornar o caso mais claro. Construir APIs para atender requisitos específicos de um determinado projeto é uma abordagem que pode limitar a longevidade da aplicação. Esta limitação ocorre porque os detalhes de implementação foram desenvolvidos apenas para aquele cenário de projeto, tornando as atualizações mais complexas. O que pode tornar o uso da API mais difícil para que novos desenvolvedores a utilizem. Quando as APIs não são projetadas para fácil desenvolvimento e consumo intuitivo, as dificuldades trazem a ameaça de complicações e perda de produtividade. Por outro lado, APIs construídas com mentalidade de produto facilitarão o consumo e aumentarão a probabilidade de fornecer valor estratégico e econômico para a empresa que a desenvolve. Como pessoa de produto, sua estratégia deve informar quais APIs deverão ser construídas primeiro, para que você esteja expondo as características mais críticas mais cedo em vez de mais tarde. Lembre-se, as empresas que utilizarão das suas APIs estarão construindo seus próprios produtos, portanto, se suas APIs forem lentas, com bugs ou tiverem falhas de segurança, isso afetará seus produtos, assim como os clientes que usam sua aplicação. ### Conclusão Pensamentos modernos de gerenciamento de produtos incentivam as equipes a alavancar o design centrado no usuário, o uso de técnicas de prototipação enxutas e práticas de desenvolvimento ágeis para criar produtos de sucesso que satisfaçam as necessidades dos clientes e sejam responsivos às mudanças na tecnologia e no mercado. Como qualquer produto, as APIs também necessitam de racionalidade comercial, personas de usuário, casos claros de uso, roadmap, modelos de receita, planos de pré-lançamento e planos de pós-lançamento. Esta mentalidade voltada para o produto precisa se estender para além do cenário macro de produtos de plataforma, alcançando os produtos de APIs. - O desenvolvimento de APIs deve pensar tanto em problemas presentes como futuros. Códigos que só resolvem apenas o *“agora”* acabam se tornando obsoletos posteriormente; - Acompanhar os dados da API e garantir que haja comunicação entre clientes e desenvolvedores é fundamental para a construção de APIs adotadas com sucesso; - Pensar na API como um produto e não como uma exigência técnica traz consigo a compreensão do valor que ela pode gerar para o negócio de forma mais ampla; - Facilitar a integração com sua API faz com que os desenvolvedores construam melhores aplicações usando o que você fornece. **\*Faça o trabalho do desenvolvedor mais fácil.** Desenvolver a API com todos os cenários que sua empresa pode oferecer pode não ser a abordagem mais inteligente. Dê o mínimo que os desenvolvedores exigem (e gera valor) e entenda por interações quais os próximos passos que precisam ser tomados. Vejo você no próximo artigo. ### Como escrever uma User Story? URL: https://productoversee.com/blog/como-escrever-uma-user-story/ Last updated: 2023-03-13T02:38:41.000Z Afinal de contas, o que é uma *User Story*, ou em bom português, uma história de usuário? Se você chegou até aqui com essa dúvida, ótimo, vamos juntos resolver esse mistério e montar um passo a passo de como fazer isso com qualidade. :) Antes de mais nada, uma das primeiras coisas que você precisa saber sobre o assunto é: > **Uma história tem que entregar valor para o usuário, sempre!** Isso significa que se o que você está escrevendo não tiver uma entrega de valor — seja ela um retorno do investimento, ganho de negócio, atingir algum objetivo estratégico, entre outros —, provavelmente se trata de uma tarefa, e não uma história. *Tarefa é um dos passos para desenvolver uma história de usuário. ;)* ## Estrutura de escrita de uma história De forma bem objetiva, uma história de usuário é uma maneira sucinta e informal de descrever uma necessidade do usuário. E o modelo mais usado para fazer isso consiste em três pontos: - **Como**: persona que representa o usuário para quem é direcionada a história. Essa parte é bem importante, pois para garantir o sucesso da entrega de valor, manter o foco no usuário é essencial; - **Eu quero**: necessidade / dor do usuário que você pretende resolver; - **Para**: aqui entra o valor de negócio, o objetivo que o usuário deseja alcançar e que agregará valor ao produto que está sendo desenvolvido. Trazendo para a prática, um exemplo da aplicação desse modelo poderia ser o seguinte: **“Como** paciente que precisa fazer um exame **Eu quero** poder visualizar as datas disponíveis para agendamento do exame **Para** que eu possa agendar na data mais conveniente” Ainda no exemplo acima, o valor de negócio implícito na última frase precisa ser medido. Então, tenha sempre em mente as métricas que você deseja atingir, como, por exemplo, a taxa de conversão de agendamentos, o aumento de ROB, NPS (Net Promoter Score), ou a que você acredita ser a ideal para trazer uma visão mais clara sobre os resultados alcançados. Para isso, eu costumo adicionar nas histórias de usuário que escrevo mais um item: _This post is for subscribers only._ ### Otimizar uma funcionalidade ou resolver outro problema? URL: https://productoversee.com/blog/otimizar-uma-funcionalidade-ou-resolver-outro-problema/ Last updated: 2023-01-24T20:37:35.000Z No seu dia a dia de PM você já se pegou pensando até que ponto vale otimizar uma funcionalidade ou partir para resolver um novo problema? Essa é provavelmente a dor de muitos times de produto. Devo melhorar uma jornada de onboarding ou criar uma nova funcionalidade para conseguir atrair outro segmento de clientes? Melhorar uma jornada de compra que tem alguns problemas de usabilidade ou evoluir os relatórios de venda? O ovo ou a galinha? O grande ponto em tomar uma decisão de parar de otimizar uma funcionalidade ou jornada é que sermos estratégicos faz parte do nosso papel. Isso significa que não deveríamos simplesmente tomar uma decisão de otimização nos baseando somente em nosso escopo, mas sim, buscando uma visão mais global do produto como um todo. Será que não existe um problema mais prioritário para ser resolvido do que o que estamos resolvendo agora? Até mesmo se não for dentro do nosso escopo de atuação? Existem outras oportunidades que não estamos enxergando porque estamos com um olhar muito local dentro das paredes do nosso escopo? Bons PMs são capazes de conseguir questionar se realmente faz sentido continuar focando em uma jornada específica que não está perfeita mas que não traz problemas para o negócio, e que portanto pode-se deixar do jeito que está. Bons PMs entendem que os escopos que eles estão, podem ser temporários porque em algum momento já resolveram um problema específico de negócio ou atingiram um resultado esperado e, holisticamente, existem outros pontos do produto e da empresa que precisam de mais ajuda agora. Talvez questionar o escopo dentro da sua empresa seja um pouco difícil pela organização dos times e da hierarquia, mas mesmo que não consiga chegar nesse nível, você sempre pode se questionar dentro do seu escopo e tomar uma decisão sobre iterar em algo ou partir para outro problema. Por isso, separei algumas dicas que vão te ajudar no direcionamento de como fazer uma escolha consciente. # Entenda a natureza dos KPIs e o que podem fazê-los sair da normalidade Falamos aqui no portal sobre a necessidade de entender como conectar o produto ao negócio (você pode ler mais nesse [texto](https://productoversee.com/estrategia-de-produto-por-onde-comecar/)). Pois bem, saber quando otimizar ou parar de fazer algo pode ser bem simples de se responder se você souber qual KPI de negócio que indiretamente o seu time precisa impactar e quais métricas de produto que são proxies para esse KPI de negócio. _This post is for paying subscribers only._ ### Tornando sonhos e objetivos tangíveis URL: https://productoversee.com/blog/tornando-sonhos-e-objetivos-tangiveis/ Last updated: 2023-01-12T13:49:58.000Z Todos temos sonhos e objetivos, sejam eles pessoais, como metas de treino físico, aprender um novo idioma, viajar, ou também profissionais, como desenvolver habilidades e conhecimentos em programação, gerenciamento e liderança, se tornar bem-sucedido financeiramente, até mesmo metas no seu trabalho ou empresa. O ponto é que todos nós temos desejos e vontades que nos movem, porém, a realidade pode ser um pouco dura quando olhamos apenas para o resultado que queremos e não para o caminho que vamos percorrer. Geralmente aqui gera ansiedade, sentimento de inviabilidade (dependendo do sonho ou objetivo), frustração e, no pior dos casos, deixamos de acreditar e abandonamos. Embora tudo tenha um começo, um marco zero, relutamos muito em aceitar isso, queremos tudo para agora, e muitas vezes estamos tão focados no imediatismo que esquecemos de planejar o futuro. Como disse *em 1978* a socióloga *Elise Boulding: "Se alguém está sem fôlego o tempo todo só de lidar com o presente, não há energia para imaginar o futuro"*. A questão é que quando deixamos de pensar no futuro, consequentemente aceitamos o futuro que vier e automaticamente perdemos o controle sobre o que realmente queremos. E, como diz na música do Zeca pagodinho, "deixa a vida me levar", eu te pergunto: você realmente quer que a vida o leve?! ## A ansiedade no caminho da evolução Estive muito tempo preso nesse dilema do imediatismo e de querer resultados para ontem. De certa forma eu sabia que as coisas levam tempo para se concretizar, porém, eu não conseguia entender se o que eu estava fazendo hoje era coerente com aquilo que eu queria no futuro. Ou se não era tangível e mensurável, eu não conseguia entender se estava evoluindo na direção certa. E se estava, não estava comemorando as pequenas vitórias, o que é muito importante. Porque afinal, segundo *William Edwards Deming: "Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia".* Com esse *insight* do Edwards aprendi alguns passos, os quais eu precisava mapear para cada sonho e objetivo e que vou detalhar a seguir: **Primeiro passo** Eu precisava entender o que sabia sobre esse sonho/objetivo para alcançá-lo, se eu dominava esse assunto ou se eu precisaria estudar para compreender. Se eu não sabia, realizava alguns estudos e pesquisas, para entender, e muitas vezes descobria que entendia mais do que eu imaginava, mas também às vezes achava que sabia e, na verdade, não sabia nada (pior dos casos). Para identificar esses pontos comecei a utilizar uma matriz simples, que conseguimos enxergar visualmente os pontos mencionados. ![](https://lh4.googleusercontent.com/jdbn42EdGWtSNyFvuuLXuNtMMf3Qkccv-VA-RejY9UHJ5Vg5hLHTzCi27yFUEJ6ZOxplILOlED_n_iOWf-bh9sqbzVpA7X2eBJVL9c6U1fny27ag1Cm2F2xM7m_Ng2lHS2dqRVF2eveEf5TVNO2ro1QhHZlEhg8pn3soa6AIpBdxFWpciI2KxcpzVpef1g) Costumo refletir sobre o sonho/objetivo que quero atingir e ir anotando tudo que vem à cabeça sobre o assunto, após isso começo a classificar dentro da matriz as reflexões. Tudo que sabemos é ótimo, mas tudo que não sabemos pode ser o fator que nos distância do que queremos, por isso, a medida que faço o levantamento do que preciso entender, busco referências que podem me ajudar a entender o que eu ainda não sei e o que eu não sei que não sei. **Segundo passo** Chegado o momento que eu já entendo o que quero e já sei o que preciso fazer, é importante definir isso de uma maneira clara e ilustrativa, pensando não somente no resultado final que quero chegar, mas sim nas atividades menores que tenho que realizar para chegar lá. Costumo utilizar uma ferramenta que me auxilia muito nessa visualização e que se chama *Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados-chave). Ela foi criada pelo Andry Grove na década de 70 quando ele trabalhava na Intel* e foi originalmente desenvolvida para alinhamento e definição de cadência para organizações no qual o objetivo é garantir que todos andem na mesma direção, com prioridades claras, em um ritmo constante. Nesse contexto utilizo como ferramenta para gerenciar o que definimos, sendo os Objetivos ou os sonhos, os Resultados-chave e descendo mais uma camada, as atividades que precisamos executar para atingir esses resultados-chave, como na imagem a seguir: ![](https://lh3.googleusercontent.com/xkqrpfO0Ss749FZwXRIpeJ3rbi18ux0zSjsjX0iKCSpUJeJN2Z6eHB8rsslgufGukxHvHMGLO9hMhM494w5Qh9L_4-xuum9H2JYkYSi1jSQa0jR3XdLGJWnaUGlWtQ9hh55oQGwtSYL6i8crUyURGmbAg9AWyka5kVDAIAzXbByfeRvrYVIIJ_MGAt54mQ) Um exemplo hipotético que gosto de trazer é sobre as finanças pessoais. Vamos imaginar que neste ano quero atingir um patrimônio de mais de R$ 10 mil, saindo do zero, mas atualmente eu consigo juntar apenas R$ 400 por mês. Se eu juntar R$ 400 por mês, vou ter ao final de um ano o montante de R$ 4.800 reais, não chegando na minha meta de R$ 10 mil. Porém, se olharmos para o valor que falta, o qual é R$ 5.200, podemos pensar por algum momento que é inviável. Mas, como já passamos pela matriz do que sabemos e do que não sabemos, temos em mente o que precisamos fazer para atingir esse valor. Levando tudo isso em conta, vamos supor que o primeiro resultado-chave seja ter mais uma fonte de renda que nos traga em torno de R$ 350 a mais por mês, mas para isso precisamos executar algumas atividades para que esse objetivo se torne possível. E, vamos supor que para atingir esse resultado, decidimos nos tornar afiliado de uma loja online e vamos fazer R$ 11,66 de lucro por dia durante 30 dias e para isso vamos divulgar em redes sociais e para amigos os produtos desta loja. Aqui já temos um Resultado-Chave e atividades que vamos precisar executar. Mas você vai dizer: "ainda assim ainda não vamos atingir o objetivo de R$ 10 mil, somando os valores ainda falta o montante de R$ 1 mil”. É exatamente nesse momento que encontramos o segundo resultado-chave: rentabilizar este nosso valor que estamos juntando. Para isso, entre as atividades que precisamos executar estão fazer estudos sobre títulos seguros que nos oferecem rentabilidade de 2% ao mês e fazer aplicações mensais, pois, assim atingimos o valor da imagem: ![](https://lh3.googleusercontent.com/yKhCi5yt-XTGbzVk0BiSOyqoJfQa98ymFuxEzJkl8uL9WTrennFNDRjjMc4PU779LNbRB7bOliiPAp64G3zrAXEIYKeqvLExc6SRPe0VzVJHFKPzGBRGXrzQjH0dL-GYsP6I9reaUJQrFm9AFMCFLgXtHhN3AWuDe5LMWEF3pNdEM7_-FinqiMDAqGU4Ww) Portanto, temos um plano de ação para gerenciar a evolução do sonho, quebramos em pequenas tarefas que se tornam tangíveis. É muito mais fácil fazer R$ 11,66 por dia do que pensar no valor de R$ 5.200 que faltavam, com isso temos nosso objetivo e resultados-chave definidos juntamente das atividades que precisamos realizar dia a dia. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/image.png) **Terceiro passo** Havendo um plano bem definido do que precisamos fazer para atingir nosso sonho/objetivo, é necessário saber que tão importante quanto ter um plano é acompanhar e medir mensalmente para entender se está ocorrendo tudo bem. **Dwight D. Eisenhower cita o seguinte: "Os planos são inúteis, mas o planejamento é indispensável".** E o que isso quer dizer? Quando começamos a executar nosso plano, muitas vezes nos deparamos com cenários que não imaginávamos antes, o que pode de fato interferir no caminho que preestabelecemos. Mas agora estamos preparados para agir de forma mais precisa quando as incertezas surgirem, e temos uma visão mais clara e granulada do que precisamos fazer para contornar os desafios e nos adaptarmos à situação. É assim que assumimos o controle do nosso futuro, escolhendo cada ação que vamos tomar em direção àquilo que queremos, mesmo em momentos difíceis. Desse modo, as chances de termos sucesso e atingir nossos sonhos/objetivos se tornam tangíveis, entendemos o que queremos, definimos o que vamos fazer e acompanhamos durante todo percurso. ### A neurociência por trás da ativação de novos usuários URL: https://productoversee.com/blog/a-neurociencia-por-tras-da-ativacao-de-novos-usuarios/ Last updated: 2023-01-11T12:44:04.000Z Se você é gerente de produto, independente do modelo de negócio (SaaS, transacional, etc), tenho certeza que você já se deparou com a seguinte reclamação de algum C-level: “Estamos gastando dinheiro para adquirir usuários, mas eles não estão ativando”. Obviamente que ninguém faz esse tipo de indagação sem alguma prova quantitativa. Normalmente esse questionamento vem com algum dado nesse sentido aqui: “A conversão da nossa ativação está muito baixa”. “Os clientes não estão ativando rápido o suficiente”. “Nosso CAC/LTV está muito alto”. Ou seja, os seus diretores estão dando a você uma **oportunidade** e aqui vou dar um *pause* para deixar claro o que é uma oportunidade. Toda oportunidade deriva de um problema de negócio que eventualmente pode se traduzir em um problema do cliente, esse é o cenário ideal. Basicamente toda oportunidade possui dois componentes que suportam um ao outro. A estratégia informa qual problema do usuário que queremos resolver e o resultado esperado do negócio demonstra o como vamos resolvê-lo. Ou seja, se a sua liderança mostra para você um resultado que não está alinhado com a expectativa dela, é o seu trabalho descobrir qual é o problema que o usuário está passando para entregar essa expectativa. Eu dei essa volta inteira só para dizer que: você é responsável pelo **porquê as métricas se comportam do jeito que elas se comportam**. Principalmente porque os seus diretores não estão mais tão próximos do usuário para garantir essa resposta, e adivinha quem está? Sim, você mesmo. *Pequena explicação, quando eu digo “você” eu não quero dizer só você. Quero dizer, através da sua liderança, você e a sua equipe multidisciplinar (designer, sucesso do cliente, atendimento, engenheiros, etc).* O que eu quero dizer com essa explicação toda? Se você não entende profundamente as motivações, razões e objetivos dos seus usuários, você vai ser pego com as calças curtas sem saber como responder às oportunidades. E o meu objetivo nesse texto é justamente te dar a compreensão de como a mente humana funciona para deixar mais claro esse pontos. ## **Por que agimos como agimos?** Um pequeno disclaimer antes de eu dar a teoria chatona por trás de tudo isso. Antes de ser Gerente de Produto eu fui um estudante de Engenharia Química pela UFPR e sempre fui muito interessado desde o início da faculdade em pesquisa e desenvolvimento. Já fui um Jovem Talento para a Ciência pelo CNPQ, graças a pesquisa pude fazer Ciência sem Fronteiras e no meu primeiro estágio e emprego fui Pesquisador em uma multinacional holandesa. _This post is for subscribers only._ ### O paradoxo da experiência fluida URL: https://productoversee.com/blog/o-paradoxo-da-experiencia-fluida/ Last updated: 2023-01-10T10:45:52.000Z Se você trabalha há um tempo com desenvolvimento de software, principalmente se tiver interação com User Experiencers ou User Interfacers, provavelmente já deve ter ouvido a seguinte frase: “a experiência só é boa o suficiente se ela for autoexplicativa, se a experiência for fluida”. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/Captura-de-Tela-2023-01-06-a-s-11.53.50.png) No geral, essa frase — um tanto arrogante, é utilizada quando estamos nas primeiras ideações de prototipação e alguém defende que o protótipo quando é autossuficiente não é necessário “ensinar” ou “guiar” o usuário, ela se explica e é intuitiva. Confesso, essa frase me causa arrepios, mas antes de explicar o motivo, gostaria de citar alguns pontos que devem servir de premissa para entendermos que o termo “experiência fluida” é um paradoxo. ## Diferenças físicas Todo ser humano é único, e vários aspectos científicos conseguem facilmente provar esta hipótese. De um ser humano a outro o DNA pode variar em torno de 0,5% (WILLIAMS, 2012). Parece pouco, mas como o código do DNA é uma combinação de 4 letras e nosso genoma corresponde a 3,2 bilhões de “linhas destes códigos” teríamos entre pessoas cerca de 16 milhões de linhas que podem varias. Como se não parecesse grande o suficiente imagine que o número de combinações possível é de 4¹⁶ ⁰⁰⁰ ⁰⁰⁰, ou seja é praticamente zero a possibilidade de alguém ter o DNA igual ao seu. Fora essa diferença absurda de um DNA para outro, outros aspectos do corpo humano são únicos, tais como: 1. A impressão digital dos dedos, que não é um item puramente genético, mas até as condições dentro do útero da mãe influenciam em como serão os desenhos; 2. Seu modo de andar, ele é tão único que pesquisas feitas nos anos 70 indicam que você é capaz de reconhecer o jeito de andar de alguém próximo só vendo o jeito de caminhar em quase 90% das vezes; 3. As batidas do seu coração, como todo coração varia de tamanho, ele também tem um ritmo próprio e que não se compara com de outras pessoas; 4. O som da sua voz, como explica pesquisadores da University of London afirmando que o aparelho fonador de pessoa para pessoa é muito diferente em seus tamanhos, produzindo notas que por melhor que seja uma imitação ainda é única. ## Diferença no que pensamos Existem diversos fatores que nos moldam e nos diferenciam na forma de pensar, desde nossa criação, assim como explica as teorias de Freud (1856-1939) e sendo até possível reproduzirmos o que vivemos na nossa criação em até 30% na National Library of Medicine. Temos também as diferenças que vêm das nossas predisposições genéticas, que podem corresponder de 30% a 60%, da nossa personalidade, segundo estudos publicados em 2020 pela revista Nature. A forma com que vivenciamos a puberdade e pasmem, nosso estilo de vida até o fim da nossa vida pode criar marcas no nosso genoma e perpetuar costumes, personalidades e vícios hereditários, segundo estudos de 2015 publicados na Nature. ## Diferença onde estamos posicionados na sociedade Apesar de delicado, é sabido que também somos diferentes em termos sociais, temos diferenças marcantes na nossa sociedade que nos aparta e nos isola, muitas vezes. Em diversos termos e quesitos, economicamente, nossas ocupações, nossas formações e especializações, nossas aspirações políticas e sociais, a infraestrutura de onde moramos e a que temos acesso. Todos estes pontos também nos diferenciam ## Diferença no que sentimos Um experimento apresentado no livro “Antropologia das Emoções” das doutoras Claudia Barcellos Rezende e Maria Claudia Pereira Coelho tem um estudo que as auxilia a corroborar a hipótese de que os seres humanos são diferentes até na forma que sentimos estímulos similares. Este estudo pretendia entender como as emoções são sentidas através dos povos. Será que diferentes culturas, recebendo os mesmo estímulos sentem as mesmas coisas da mesma forma? Para isto foi levado a uma tribo africana que vivia isolada da sociedade, uma peça de Shakespeare, Hamlet, para ser mais preciso. Para a surpresa das pesquisadoras elas descobriram que o fator cultural é crucial para determinar como sentimos, ou como percebemos as coisas. A resposta que a leitura da peça produz no público civilizado era muito diferente da que produzia nesta tribo, sentimentos tais como (SPOILER de livro escrito na renascença): a revolta que o público civilizado sentia ao ver o irmão do rei morto ao assumir o trono era encarado com naturalidade para a tribo, que tinha costumes de haver casamentos entre familiares nos espólios para que a família permanecesse inteira e protegida. Este é um dos grandes exemplos do que o que produz um sentimento em um público não produz o mesmo sentimento em outro, segundo a pesquisa. ## Enfim o Paradoxo: o individual vs o coletivo Falamos muito sobre diferenças, mas Experiência do Usuário não deveria ser sobre essas diferenças. A definição de usabilidade é um **“conjunto de métodos criados para maximizar a facilidade de utilização”**, assim como definiriam Jesse James Garrett e Peter Morville, grandes nomes do User Experience americano. Porém, os mesmos autores afirmam que User Experience (UX) **“foca em ter um profundo conhecimento do usuário, o que precisa, seus valores, suas habilidades e limitações”**. Como podemos garantir então que uma experiência é fluida dentre tantas diferenças? Não temos como garantir que uma experiência é de fato fluída para 100% do público que atendemos, porém, se conhecermos bem a nossa persona talvez conheceremos minimamente este requisitos trazidos por Garrett e Morville, mas como garantir que 100% dos nossos usuários esteja naquele problema identificado? Pesquisa constante de usabilidade, o que faz a “fluidez” ser algo sempre a ser perseguido e se nosso público alvo muda, talvez até utópico. Quanto mais amplo o acesso de pessoas ao nosso produto, que tenham características variadas, menor o grau de probabilidade de uma experiência ser auto explicativa, ou fluida. ## Case Snapchat ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/Captura-de-Tela-2023-01-06-a-s-11.55.11.png) Se você tem uma conta no Snapchat, provavelmente você já recebeu esse tipo de notificação da plataforma. O Snapchat é um bom case de como nem sempre considerar que uma experiência é fluida, ela não precisa ser explicada. Existem muitas oportunidades de marketing na forma que são divulgadas novas features. Um exemplo utilizado pelo Snapchat, foi no lançamento do reconhecimento do rosto do usuário e inclusão deste em vídeos variados, como no exemplo abaixo. O aplicativo te notifica dessas novidades, e te ensina a usar durante essa divulgação. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/Captura-de-Tela-2023-01-06-a-s-11.55.49.png) Imagem by snapchat Quando trabalhei em um grande banco brasileiro, eu ouvia essa frase de “experiência fluida” constantemente da minha gerente. Entretanto, este grande banco já existe há quase cem anos, havia várias gerações de clientes: millennials, baby boomers, geração X, Y, entre outros. Entretanto, sempre tivemos que nos forçar a desenhar experiências que eram “fluidas” para todos os nossos clientes. Não preciso comentar que nunca alcançamos tal grau, não pelo menos enquanto eu trabalhava lá. Invariavelmente essa amplitude de gerações dificulta a execução de uma experiência fluida, mas neste mesmo exemplo do Snapchat, observe a tabela gráfica abaixo. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/Captura-de-Tela-2023-01-06-a-s-11.56.22.png) Os usuários do Snapchat (em milhões), por idade. eMarketer, junho de 2016. Esta tabela mostra que a maior parte da audiência do Snapchat é jovem, existe um crescimento bem tímido de penetração de outras gerações, mas ainda é majoritariamente jovem. Este é um cenário bem diferente do banco, e pasmem, mesmo assim o Snapchat faz divulgação e ensina a utilizar suas novas features. Sua experiência então não é fluida? Ou, entendendo que é uma plataforma que pode estar acessível a todos eles preferem pecar pelo excesso do que pela falta? Fica para reflexão. Obviamente não só idade ou geração é determinante para como nos comportamos ou lidamos com a tecnologia. O ambiente é um fator crucial para determinar nossos comportamentos, não o único, e assim guiar como desenhamos nossas personas. ### **Como entender o contexto de comportamento e ambiente** O behaviorismo fundado por John B. Watson (1878–1958), a ciência do comportamento, que tem uma ligação muito forte com as teorias ambientalistas de John Locke (1632–1704) que segundo o mesmo. > *“A mente do recém-nascido era uma tabula rasa (página, folha ou tela em branco) — a história a ser ali escrita tinha por autor o meio ambiente, isto é, as condições e experiências de vida do indivíduo”. (PINHEIRO, 1994)* Ou seja, segundo essas teorias, que continuam válidas até hoje, tudo o que vivemos no nosso ambiente pode nos moldar e determinam nossos comportamentos, tais como: experiências de infância, classe social, gênero, contato com tecnologia, formação acadêmica, entre outros. Atualmente sabe-se que não somente os fatores ambientais auxiliam a guiar os nossos comportamentos, mas também temos uma grande influência da nossa carga genética que nos possibilita demonstrar determinados comportamentos, ou não. Como se fosse uma predisposição. ## E a experiência fluida? Se não existe universalização da forma que sentimos, muito menos da forma em nos comportamos, o uso deste termo pode trazer uma visão errada do que de fato ele é **assumir que seu posicionamento de experiência priorizará a experiência fluida está intrinsecamente ligada à formação das personas principais, ou de maior valor ao produto desenvolvido**. É impossível alcançar um grau de experiência que consiga atingir em sua totalidade os possíveis usuários de um produto. Posicionar-se como produto de experiência fluida é assumir que haverão exclusões nessa utilização. E não há problema nenhum nisso. Esta é uma estratégia de nicho. Havendo essa consciência, não passamos a impressão errada de experiência fluida do que de fato ela é: a experiência pode ser fluida para um determinado grupo chave do produto. E isso implica um alto grau de conhecimento sobre as personas que compõem sua base de usuários. # Referências - WILLIAMS, Caroline. **Por que somos seres únicos?**. Galileu \[REVISTA\]. 2012\. Disponível em <[ https://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI317647-17825,00-POR+QUE+SOMOS+SERES+UNICOS.html](https://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI317647-17825,00-POR+QUE+SOMOS+SERES+UNICOS.html?ref=productoversee.com)\> Acessado em 03/08/2021 às 16:38. - Drª. REZENDE, Claudia B. & Drª. COELHO, Maria Claudia P.. **Antropologia das Emoções**. Fundação Getúlio Vargas. Coleção FGV de Bolso: Série Sociedade & Cultura — Editora FGV. 2010\. Rio de Janeiro. - LULIO, Melissa. **Saiba quem são os usuários do Snapchat**. Consumidor Moderno. 17 de Abril de 2017\. Disponível em <[ http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci\_arttext&pid=S0104-40601994000100007](https://www.consumidormoderno.com.br/2017/04/17/usuarios-snapchat/?ref=productoversee.com) \> Acessado em 26/03/2020 às 12:26. - Profª. PINHEIRO, Marta. **Comportamento humano — interação entre genes e ambiente.** Universidade Federal do Paraná. Educar em Revista. no.10 Curitiba Jan./Dec. 1994\. Disponível em <[ http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci\_arttext&pid=S0104-40601994000100007](http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci%5Farttext&pid=S0104-40601994000100007&ref=productoversee.com) \> Acessado em 26/03/2020 às 11:53. - Usability.gov. **User Experience Basics**. Governo dos Estados Unidos \[Portal\]. Disponível em <[ ](https://www.consumidormoderno.com.br/2017/04/17/usuarios-snapchat/?ref=productoversee.com)[https://www.usability.gov/what-and-why/user-experience.html](https://www.usability.gov/what-and-why/user-experience.html?ref=productoversee.com) \> Acessado em 05/12/2022 às 22:16. - Usabilidade.gov.pt. **O que é usabilidade**. Governo de Portugal \[Portal\]. Disponível em <[ ](https://www.consumidormoderno.com.br/2017/04/17/usuarios-snapchat/?ref=productoversee.com)[https://usabilidade.gov.pt/o-que-e-a-usabilidade](https://usabilidade.gov.pt/o-que-e-a-usabilidade?ref=productoversee.com) \> Acessado em 05/12/2022 às 22:18. - MACIEL, Islaine. **Todos temos um “lado sombra” da personalidade: o que é e como lidar com ele**. Portal de Divulgação Científica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo \[IPUSP\]. Maio de 2020\. Disponível em <[ ](https://www.consumidormoderno.com.br/2017/04/17/usuarios-snapchat/?ref=productoversee.com)[https://usabilidade.gov.pt/o-que-e-a-usabilidade](https://usabilidade.gov.pt/o-que-e-a-usabilidade?ref=productoversee.com) \> Acessado em 05/12/2022 às 22:21. - TESTONI, Marcelo. **Iguais, mas únicos; Personalidade é como um retrato particular e ao mesmo tempo um universo a ser explorado pela ciência.** Portal Viva Bem \[UOL\]. Dezembro de 2021\. Disponível em <[ ](https://www.consumidormoderno.com.br/2017/04/17/usuarios-snapchat/?ref=productoversee.com)[https://usabilidade.gov.pt/o-que-e-a-usabilidade](https://usabilidade.gov.pt/o-que-e-a-usabilidade?ref=productoversee.com) \> Acessado em 05/12/2022 às 22:21. - Kundaje, A., Meuleman. **Integrative analysis of 111 reference human epigenomes.** Revista Nature nº 518\. Páginas 317-330\. Fevereiro de 2015\. Disponível em <[ ](https://www.consumidormoderno.com.br/2017/04/17/usuarios-snapchat/?ref=productoversee.com)[https://www.nature.com/articles/nature14248](https://www.nature.com/articles/nature14248?ref=productoversee.com) \> Acessado em 05/12/2022 às 22:27. - Zwir, I., Arnedo, J., Del-Val,. **Uncovering the complex genetics of human character.** Revista Nature nº 25\. Páginas 2295-2312\. Fevereiro de 2018\. Disponível em <[ ](https://www.consumidormoderno.com.br/2017/04/17/usuarios-snapchat/?ref=productoversee.com)[https://www.nature.com/articles/s41380-018-0263-6](https://www.nature.com/articles/s41380-018-0263-6?ref=productoversee.com) \> Acessado em 05/12/2022 às 22:30. - Mrug S, Windle M. **Prospective effects of violence exposure across multiple contexts on early adolescents' internalizing and externalizing problems**. J Child Psychol Psychiatry. Agosto de 2010\. Disponível em < [https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3857691/](https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3857691/?ref=productoversee.com) \> Acessado em 05/12/2022 às 22:30. ### Um pouco de SQL URL: https://productoversee.com/blog/um-pouco-de-sql/ Last updated: 2023-01-09T10:45:47.000Z Não podemos negar que os dados são uma ferramenta poderosa para todas as pessoas que gerenciam produtos. A possibilidade de utilizá-los no processo de tomada de decisões pode reduzir em muito a possibilidades de seguirmos pelo caminho menos vantajoso. Para que essas decisões sejam tomadas por dados, precisamos antes manipulá-los a fim de obter as informações necessárias. Como um meio para que isso ocorra, o **SQL** nos possibilita manusear dos bancos de dados para a geração de relatórios e análises. Neste texto, exploraremos o **SQL** e entenderemos melhor as possibilidades que obtemos quando o utilizamos no nosso dia a dia. ### O que é SQL? **SQL** é uma sigla para Structured Query Language (ou Linguagem de Consulta Estruturada, em português), e também é chamada de “sequel” por algumas pessoas. O **SQL** é uma linguagem padrão utilizada para trabalhar com bancos de dados relacionais. Através dele conseguimos interagir com os bancos através de consultas a tabelas em questão. De maneira geral, o **SQL** é a linguagem de consulta mais utilizada no mundo. Meio que se tornou o padrão da indústria, considerada uma “linguagem universal” que funciona de forma relativamente semelhante entre os principais bancos de dados relacionais do mercado. Um ponto que vale ressaltar é que cada banco de dados tem suas características, mas as variações são bastante pequenas e permitem que o conhecimento de **SQL** seja utilizado geralmente. ### As tabelas Demos um passo para trás primeiro para podermos dar dois à frente. De maneira simplificada, os dados são armazenados em tabelas. Assim como os dados em suas planilhas, os dados da sua empresa localizados em servidores da Amazon, Google ou Oracle também são armazenados em tabelas. ![](https://lh6.googleusercontent.com/ScqjOZJ-Id29JnziIH2UDVMCaSbdkY8FNskHzPkZ1bNWPloStIqzDnIPYmSIvRmdjY8CaxsEaVlmXAVJ2Q4KHSqeJlAHHmHjQb6fVLH0FqgdjHlIpbpFNj_cgJzYQqKMe4ff8zgIqWBONWGbijlXwOgRMiJougBr7q6uIfiM6T5S9duzUqVi3H99ZjQhCQ) Nestes casos, onde temos bancos de dados do tipo relacional, cada tabela é conhecida como uma 'relação', e os dados armazenados como tabelas têm seu próprio número de colunas e linhas e representam um conjunto de dados. Em um banco de dados relacional, estas tabelas podem se comunicar entre si com base em campos específicos do banco de dados, conhecidos como chaves. Nessa relação entre as chaves, podemos conectar dados de diferentes tabelas por meio delas. ### Como esse tal de SQL funciona? Imagine que o banco de dados como o grande detentor de informações da sua empresa e o **SQL** o meio como você solicita esses dados a ele. A solicitação dos dados a uma tabela funciona por comandos chamados de “querys”. Esses comandos, passados em algumas linhas de código, informam ao banco de dados quais tabelas estamos querendo acessar, de quais dados precisamos dessas tabelas e se temos algum condicional ou filtro para essa consulta. Como resposta, o banco de dados retorna um resultado em formato de tabela. ### Escrevendo consultas SQL Uma vez que você tenha aprendido o básico de **SQL**, você pode começar a escrever suas próprias consultas. Isso pode ser uma tarefa assustadora no início, mas com a prática, você se tornará proficiente em escrever consultas **SQL**. Ao escrever um comando em **SQL**, é importante ter em mente a estrutura. Ela determinará como a consulta será executada. Também é importante considerar os tipos de dados das colunas na consulta. ### Sintaxe básica de SQL No **SQL** temos alguns comandos principais que serão utilizados para construir as nossas querys. Aqui estão as principais cláusulas que você utilizará: - **SELECT:** É utilizado para selecionar dados de um banco de dados. Ele quem dirá quais dados temos interesse de uma determinada tabela. - **FROM:** Este definirá a tabela que contém os campos listados na cláusula **SELECT**. - **WHERE:** Isso aqui é basicamente um filtro. O **WHERE** especifica critérios de campo que devem ser atendidos por cada registro a ser incluído nos resultados. - **ORDER BY:** Aqui temos um ordenador dos resultados. Ele especificará como classificar os resultados obtidos na query. - **GROUP BY:** Essa cláusula visa agrupar os resultados que obtivemos. Em uma query que, por exemplo, estamos buscando o quadro de colaboradores de uma empresa, poderíamos agrupar o resultado por setores da empresa através do **GROUP BY**. ### Alguns exemplos Daremos uma olhada em alguns exemplos de querys que poderíamos precisar executar em uma rotina de produto. **Exemplo 1:** Preciso acessar o nome das pessoas da tabela customers. > **SELECT** name **FROM** customers Perceba como estamos dizendo primeiro o que queremos com o **SELECT** e depois declaramos de onde está vindo com o **FROM**. No **SELECT** digo quais são os dados que quero e no **FROM** direi de onde esses dados estão vindo. Vamos para mais um exemplo, agora utilizando o **WHERE**. **Exemplo 2:** Preciso acessar o nome e data de nascimento das pessoas da tabela customers. Só que agora quero as pessoas que nasceram no Brasil (considerando que temos esse dado na tabela). > **SELECT** name, birth\_date **FROM** customers **WHERE** birth\_place = 'BRASIL' Observe que para filtrar o país utilizando a cláusula **WHERE** especificamos a coluna seguida pela condição usando o símbolo '=', conhecido como o operador de igualdade. Nesse caso estamos dizendo que queremos que sejam retornados apenas os registros que correspondam com os critérios passados na query. Na construção de query você pode usar diversos operadores lógicos. Eles funcionam como conectores que determinarão a maneira como a sua pesquisa será feita. São muitos operadores lógicos que podem ser utilizados. Depois, você pode acessar [este link ](https://www.w3schools.com/sql/sql%5Foperators.asp?ref=productoversee.com)e explorá-los um pouco melhor. ### Otimizando as consultas SQL Uma vez que você tenha escrito suas consultas **SQL**, é importante otimizá-las para um melhor desempenho. A otimização de suas consultas **SQL** pode ajudá-lo a melhorar o desempenho de seu banco de dados. A otimização de suas consultas **SQL** envolve fazer alterações na consulta para torná-la mais eficiente. Isto pode envolver fazer mudanças na estrutura da consulta, adicionar índices e otimizar os tipos de dados. A otimização de suas consultas **SQL** pode ajudar a reduzir o tempo necessário para recuperar dados do banco de dados e pode ajudar a melhorar o desempenho de seu banco de dados. ### Melhores em SQL Ao escrever consultas **SQL**, é importante seguir as melhores práticas a fim de garantir que sejam otimizadas para o desempenho. Elas permitem melhorar o desempenho da consulta e ajudam a reduzir a quantidade de tempo que leva para executar a tarefa. Algumas das melhores práticasincluem o uso de índices, dos tipos de dados corretos, dos operadores e o uso da estrutura de consulta correta. Segui-las tornam as suas consultas mais eficientes e, consequentemente, menos custosas. ### O que é possível fazer com o SQL Através da linguagem **SQL** não só é possível ler tabelas como também podemos criar, recuperar, atualizar e excluir dados de um banco de dados. Nos bancos onde podemos executar todas essas ações temos a possibilidade do **CRUD**. Essa sigla em inglês significa: Create, Read, Update, Delete. Como gerentes de produto, estamos principalmente preocupados com a habilidade de ler informações de um banco de dados para extrair relatórios e análises. Deixemos a criação e a utilização dos outros métodos do **CRUD** para os engenheiros e analistas de dados. Assim sendo, nota-se que mesmo com a mais básica base de habilidades **SQL**, você pode criar relatórios combinando tabelas de múltiplos bancos de dados — e recortar o inconveniente de ter que pedir a outra pessoa para obter os dados para você — e então conseguir o que precisa — e continuar com seu dia. ### Conclusão Aprender **SQL** lhe ensinará como manipular os dados para obter as informações de que você precisa. Você aprenderá como interagir diretamente com seu banco de dados. SQL é uma linguagem incrivelmente poderosa e pode ser usada para uma variedade de tarefas diferentes. Se você estiver interessado em aprender mais sobre **SQL**, há muitos recursos disponíveis online que podem ajudá-lo a começar. Cursos e tutoriais online que podem ajudá-lo a aprender rapidamente os conceitos básicos de **SQL**. Tenho certeza que sua equipe se sentirá extremamente grata se você reunir os dados por conta própria sem incomodá-los. Não se esqueça de pedir a eles o acesso e verificar suas permissões. ### Pensamento crítico: adquirindo sabedoria e tomando boas decisões. Ou não. URL: https://productoversee.com/blog/pensamento-critico-como-adquirir-sabedoria-e-tomar-boas-decisoes/ Last updated: 2023-01-20T13:49:36.000Z O Product Oversee só existe para explorar e amadurecer o pensamento crítico individual da cada integrante da comunidade. Nós colaboramos, experimentamos e provocamos a busca por novos pontos de vista, estimulando o pensamento crítico sobre gestão e liderança de produtos e serviços digitais. E nesse artigo eu quero que você avance um pouco sobre esse assunto. ## Introdução A sabedoria é a capacidade de tomar boas decisões e evitar as más, e só pode ser adquirida através de considerações ponderadas e fundamentadas. Desenvolver habilidades de pensamento crítico nos permite olhar para uma situação de múltiplos ângulos e explorar as diferentes possibilidades. Também nos fornece as ferramentas para identificar, analisar e avaliar evidências, argumentos e pontos de vista. Ao compreender os princípios do pensamento crítico, podemos aprender a tomar melhores decisões e aumentar nossa capacidade de resolução criativa de problemas. No entanto, com o aumento da tecnologia e das distrações, parece que a capacidade de pensar de forma crítica está diminuindo. Isso é verdade para o mundo e para o mercado de tecnologia, principalmente na gestão e liderança de produtos. O mercado de Product Management se transformou nos últimos 5 anos aqui no Brasil. Cresceu, ganhou musculatura, expandiu sua disciplina e amadureceu. Não muito, mas amadureceu. ## **O que é o pensamento crítico?** Pensamento crítico é o processo de questionar, refletir, analisar e avaliar sobre fatos, situações, ambientes, problemas e opiniões. O objetivo é entender melhor o assunto, criar suas próprias bases e opiniões para conseguir tomar decisões mais informadas. É um dos principais fatores para o sucesso em quase todos os campos. Também nos ajuda a desenvolver ideias e soluções criativas para problemas. No entanto, o pensamento crítico não é uma habilidade que vem naturalmente para todos. Requer prática e esforço para desenvolver e aprimorar. Felizmente, há muitas maneiras de desenvolver a habilidade de pensamento crítico. Eu não tenho uma receita específica, mas entendo que existem alguns bons pontos para termos atenção: _This post is for paying subscribers only._ ### Definindo resoluções de ano novo como um boa pessoa de produto URL: https://productoversee.com/blog/definindo-resolucoes-de-ano-novo-como-um-boa-pessoa-de-produto/ Last updated: 2023-01-05T10:46:22.000Z Ano novo pela frente e, pelo menos para mim, essa é sempre uma boa oportunidade para refletir e definir resoluções para os próximos doze meses. Nada de novo, afinal como pessoas de produto, estamos sempre definindo objetivos e metas. Por que não aplicar esses conhecimentos nas nossas vidas? Compartilho abaixo como eu tenho usado meu background na definição das minhas resoluções de ano novo. --- ### Entendendo o Contexto Antes de definir os objetivos, entender de onde partimos por meio de uma auto-reflexão é crucial. As perguntas abaixo podem auxiliar nesse processo. - Você fez resoluções no ano passado? - Atingiu todas? Algumas? Nenhuma? - Foram fáceis demais ou difíceis demais? - O que você pode aprender com isso? - Quais foram suas principais conquistas nesse ano? - O que você gostaria de realizar ano que vem? - O que é importante para você? Mais importante do que entender aonde queremos ir é entender de onde partimos. Só assim podemos ter claro como chegar a esse destino. ### Definindo Objetivos Afinal, metas ou objetivos de ano novo? Qual a diferença entre os dois? > Objetivo é aquilo que se quer alcançar ou realizar, tende a ser uma ideia mais subjetiva. Já as metas são quantificadores de objetivos, elas tornam esse objetivo em algo concreto. Um objetivo pessoal pode ser “Melhorar meu hábito de leitura”. Mas como saber se de fato melhorou? Ao definir “Ler 12 livros até o final do ano” como meta, o objetivo se torna algo concreto. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/Frame-9.png) Funciona como uma Métrica de Sucesso (MoS), um Key Result, um Personal Outcome (?). O nome não importa, mas sim que você tem algo concreto que traduz o seu sucesso. E quando definir as metas lembre-se que elas devem ser SMART: - **S**pecific: O que busca conquistar especificamente? - **M**esurable: Como medirá o sucesso? - **A**ttainable: Defina metas que te desafiam, mas que sejam realistas; - **R**elevant: Ela de fato contribui para seu objetivo? - **T**ime-bound: Qual o prazo limite? ### Tendo Foco Afinal, quantos objetivos e quantas metas? Famoso depende… Porque certamente depende da realidade de cada um; a auto-reflexão deve auxiliar nisso. Tenha em mente — pesquisas mostram que de 2 a 3 objetivos é o número mágico.¹ *“Mas isso é muito pouco, Caio”* Apenas tente não abraçar o mundo, busque priorizar bem e seja realista. ### Mexendo Ponteiro Como boas pessoas de produto, sabemos que metas são *lagging indicators*; ou seja, elas, apenas no final do período, te dizem se você as atingiu. Sendo assim, ter claro quais *leading indicators* vão auxiliar no atingimento dessas metas é crucial. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/Frame-8.png) Fonte: [4 Disciplines of Execution: Getting Strategy Done](https://amzn.to/3bwaAIR?ref=productoversee.com) Posso imaginar que “Ler 10 páginas por dia” vai diretamente impactar a minha meta. ![](https://productoversee.com/content/images/2023/01/Frame-6.png) Mas atenção, como sempre escutei “*o Excel aceita tudo*”; nesse caso talvez o documento no Notion. De toda forma, definir tudo isso não garante que os objetivos serão atingidos. ### Concluindo Com Objetivos, Metas e Leading Measures mapeados agora é a parte mais difícil, fazer acontecer! E para isso é fundamental: - Atuar nas lead measures — ela informa se há probabilidade de atingir a meta ou não; - “*O que não é visto não é lembrado*” — ter os objetivos sempre visíveis; - Criar o hábito de *accountability* — revise seu progresso pelo menos uma vez ao mês; - Buscar parceiros(as) — ter pessoas ao nosso lado para alcançar esses objetivos facilita muito todo o processo. Por fim, nada é escrito em pedra. Busque aplicar seus conhecimentos adaptando sempre a sua realidade. --- Como você tem definido suas resoluções de ano novo? Vamos trocar uma ideia lá no [LinkedIn](https://www.linkedin.com/feed/?ref=productoversee.com). ### Precisamos valorizar mais o processo em produtos, não só o resultado URL: https://productoversee.com/blog/precisamos-valorizar-mais-o-processo-em-produtos-nao-so-o-resultado/ Last updated: 2023-01-10T19:46:12.000Z ## 1\. Há poucos dias recebi a negativa do processo mais difícil da minha vida. Foram três meses ininterruptos, nos quais passei por quatro fases que eliminaram mais de 74 mil pessoas. Eu estava entre, aproximadamente, as 140 últimas na etapa final. O que me tranquilizou assim que não fui aprovado é que eu sabia exatamente o porquê estava ali, nenhum esforço foi esquecido. Tive coragem e resistência para perceber que o *Golden Circle\** nesse momento foi muito bem implementado e isso me acalmava. Dei o melhor de mim em todas as etapas, e, em cada uma, senti que era uma final. Infelizmente, não foi o resultado que eu esperava, mas tenho a nítida impressão de que saio melhor do que entrei e, assim, afirmo: precisamos valorizar mais o processo, não só o resultado. ## 2\. O que aprendi? Entre outras atividades pessoais, trabalho e infinitas distrações, durante esses três meses, o mais interessante é: entendi no processo, como júnior, a transparência de um líder, encontrei pessoas dispostas a me ajudar, reconheci as minhas potências nos pensamentos analítico e pragmático em resolver problemas e, mais que isso, assumi a minha responsabilidade pelos meus próprios erros e acertos. E a liderança é sempre mais atitude do que cargo. Em todas as etapas, fui um Enzo diferente. Meu desejo continuou sendo o mesmo: impacto com qualidade, orientado a pessoas, mesmo que o resultado não seja visível agora. Só fazemos uma grande equipe com pessoas, com energia e esforço. O resultado vem depois e poucas pessoas entendem isso. Tenho mil “Enzos” dentro de mim. Por isso, o processo é o que realmente importa. É o quanto você realmente entendeu o seu usuário, é o quanto você se alegrou e se entristeceu, na frustração e na adversidade, mirando grandes objetivos. E o mais relevante, apoiado ao meu propósito de vida, é o quanto você permitiu o outro ser sem que ele pudesse ser se você não estivesse ali. É fazer sempre com que o outro tenha o sorriso que não teria se você não estivesse ali. Na última *Retrospective*, confessei à minha equipe sobre a negativa. Souberam só nesse momento o que eu fazia em paralelo. Eles me elogiaram por compartilhar e reforçaram sobre quem eu era, avaliando as nuances da minha maturidade, que fará ainda com que eu conquiste muita coisa pela frente. Entendi tudo ali. É sempre mais como você lida com o processo. É como você vai contar a tua história. É também como você se apoia nos outros. Se você não se encanta consigo mesmo, se você não se orgulha de si durante as coisas que você realiza, não há sentido estar onde você está. E, bem, você vai ter que se aguentar até o último e fatídico dia de vida. ## 3\. Bom, e o que isso quer dizer com produto? Simples: há muitas equipes que ainda são *feature teams*. E é difícil desvincular isso. Mesmo que sejamos assim, ou estejamos à procura de sermos *product teams*, o que eu sugiro é: a cada momento do final da *Sprint*, precisamos nos encantar pelas razões que nos fizeram estar ali. É sempre o progresso e o retrocesso que fazemos antes mesmo de aplaudir só o OKR que atingimos. Temos infinitos comportamentos dependendo dos dias, das reuniões e das insanas cobranças. ## 4\. Ter o propósito é fundamental. O meu propósito é o *[Gambatte](https://amzn.to/3Xiz13N?ref=productoversee.com)*. Uma palavra japonesa que significa dar o seu melhor sempre que possível para transformar a vida das pessoas. Senti isso fortemente quando confiaram em mim nesse processo. O que posso dizer é: somos todos um time, uma única empresa, um único Brasil. Pela minha experiência garanto que isso vale ouro. Sou uma pessoa mais feliz, obrigado por confiarem em mim. É o gesto mais importante do mundo. Por isso, vejo que a confiança muitas vezes requer transparência no processo. Isso não depende somente de mim. Em todos os produtos, isso também depende das pessoas à minha volta. ## 5\. Nunca vou desistir de ninguém. A pessoa pode desistir de si mesma, eu não posso nunca desistir dela. Já sei o líder que serei, a pessoa de produto que almejo ser. Sempre lembro que, quando estagiava, havia um desenvolvedor que tinha dificuldade de aprender. Jamais desisti dele e fomos juntos em busca do nosso objetivo: melhorar, com calma. O hoje é o ontem só que com mais aprendizado. ## 6\. Para finalizar esse texto Entendo que, em mim, existe um novo Enzo. Em ciclo vicioso eu quero reforçar: há poucos dias recebi a negativa do processo mais difícil da minha vida. Foi três meses ininterruptos, nos quais passei por quatro fases que eliminaram mais de 74 mil pessoas. Eu estava entre, aproximadamente, as 140 últimas na etapa final. O que me tranquilizou assim que não fui aprovado é que eu sabia exatamente o porquê estava ali, nenhum esforço foi esquecido. Tive coragem e resistência para perceber que o *Golden Circle\** nesse momento foi muito bem implementado e isso me acalmava. Dei o melhor de mim em todas as etapas, e, em cada uma, senti que era uma final. Infelizmente, não foi o resultado que eu esperava, mas tenho a nítida impressão de que saio melhor do que entrei e, assim, afirmo: precisamos valorizar mais o processo, não só o resultado. Confesso que ao final de tudo, sorri, chorei, porque valorizei mais o processo, não só o resultado. E, no fim da noite, pedi um lanche no Ifood para me orgulhar do novo Enzo que eu já era. Segui. \* *[Golden Circle](https://productoversee.com/emagrecer-e-um-objetivo-ou-um-resultado-chave/)* é um conceito criado pelo Simon Sinek e que tem o objetivo de criar e desenvolver o valor de uma nova ideia, negócio. ### Racionalizando Dados: como seu produto pode coletar o que é necessário URL: https://productoversee.com/blog/racionalizando-dados-como-seu-produto-pode-coletar-o-que-e-necessario/ Last updated: 2023-01-04T13:15:40.000Z Todo produto precisa ter uma coleta de dados efetiva, mas a realidade é um pouco diferente. É natural o Product Manager chegar em um contexto de produto sem nenhum tipo de coleta de dados, o que dificulta qualquer tipo de tomada de decisão. Antes de reclamar com o seu chefe, vale ressaltar que você pode dar os primeiros passos para corrigir essa rota. Um produto precisa coletar dados, para compreender sua geração de valor. Esse processo pode ser iniciado aos poucos: da folha de sulfite, passando por um *board* digital (Miro, Mural etc), pelas conversas com analistas e cientistas de dados até chegar, por exemplo, a um plano de tagueamento. Antes disso, porém, é preciso ter clareza sobre o que se espera do seu produto. A seguir, um guia básico de como construir essa racionalização de dados do seu produto. Isso vai exigir dedicação de tempo considerável da sua agenda para estruturar seu pensamento, conversas com especialistas e gestores e até mesmo mexer na priorização do seu *backlog*. ### Entenda o que o seu produto faz Pode parecer algo simples, mas nem sempre o Product Manager consegue dizer com precisão o que o seu produto realmente faz - às vezes por estar imerso em diversas reuniões, segurando diversos ‘pratos’ ao lidar com *stakeholders* ou simplesmente porque seu *backlog* já está lotado demais e precisando urgentemente de vazão. Tirar um tempo pra pensar o que o seu produto faz é importantíssimo. Uma dica: bloqueie a agenda para esses momentos. E não pense que essa é uma tarefa individual: converse com o seu líder direto, entenda como os *stakeholders* veem o seu produto e comece a estruturar essa visão. _This post is for subscribers only._ ### Os melhores livros que não são de produto URL: https://productoversee.com/blog/os-melhores-livros-que-nao-sao-de-produto/ Last updated: 2023-01-24T20:45:20.000Z Eu sempre tive muita dificuldade de ler livros não técnicos, aqueles ligados diretamente com a minha área de atuação. Era massante tentar ler algo tido como “mais leve”, que fosse apenas para relaxar a mente ou para ler algumas páginas antes de dormir. Pouco antes de ir estudar administração já era um leitor da Revista EXAME, o que talvez me impulsionou a escolher essa área para estudar e me especializar. Por isso, minhas leituras já eram voltadas para esse universo de negócios e empresas. Já tinha lido algo superficial sobre autores de gestão como [Peter Drucker](https://amzn.to/3vx8p3c?ref=productoversee.com), [Michael Porter](https://amzn.to/3G9gf7Z?ref=productoversee.com), [Philip Kotler](https://amzn.to/3WDdanN?ref=productoversee.com), [Jack Welch](https://amzn.to/3vyDLGO?ref=productoversee.com) e [Ram Charan](https://amzn.to/3vx8wvE?ref=productoversee.com), referências que ao longo dos anos fui aprofundando os estudos por conta da faculdade e pela carreira que segui. Nunca havia entendido a necessidade de ir além do campo técnico, expandir a mente, olhar outros horizontes, outras realidades e perspectivas. Mas, foi em algumas das aulas de filosofia e sociologia que me dei conta de como era importante e necessário entender “outros mundos”, adquirir mais repertório e ver o trabalho além de uma caixinha pequena e fechada. E atuando com a gestão de produtos há alguns anos, entendi como as melhores leituras que pude fazer ao longo desse tempo, não foram… de produtos. Listo aqui algumas delas: ## A coragem de ser imperfeito - Brené Brown Sou fascinado pelos conteúdos da Brené Brown, são aqueles livros, artigos e palestras que todo mundo deveria se dedicar ao menos uma vez na vida, pois são ótimos em todos os aspectos. Em um mercado de tecnologia, onde ainda existe um estrelismo exagerado, onde nada mais importa do que se mostrar perfeito ao público, ***[A Coragem de Ser Imperfeito](https://amzn.to/3WXglq1?ref=productoversee.com)** quebra muito essa visão, tanto para quem está nessa frente de falar da área, por contar a verdade sem medo, mas principalmente para ajudar no dia a dia, nos dando um certo acalento de que somos profissionais que erramos, que temos medos, que choramos de vez em quando e que isso faz parte do processo. _This post is for paying subscribers only._ ### Review do livro “O Teste da Mãe” URL: https://productoversee.com/blog/review-do-livro-o-teste-da-mae/ Last updated: 2023-01-02T10:46:04.000Z Muito sobre explorar o problema antes de partir para a solução. E se tem um livro que pode nos ajudar a fazer isso é “O Teste da Mãe”. Um livro super prático e até bem engraçado, recheado de técnicas para conduzir conversas com pessoas para se aprofundar no problema, entendendo se ele existe mesmo e se ele é importante. Nas palavras do autor: “Conduzir essas conversas do jeito errado é pior que não conversar com ninguém. Afinal, quando você tem dúvidas, você é mais cuidadoso. Mas quando você se enche de confiança com falsos positivos, é como se você estivesse convencendo um alcoólatra de que ele é sóbrio, ou seja, você não tem nenhuma melhora verdadeira.” ## O Teste da Mãe Parece óbvio que perguntar para sua mãe se uma ideia é boa é uma completa estupidez. Mas a verdade, apresentada pelo autor Rob Fitzpatrick, é que perguntar para qualquer um sobre sua ideia é idiotice. Para evitar essa armadilha, suas conversas, principalmente as perguntas, precisam passar pelo teste da mãe: 1. Fale sobre a vida deles e não sobre sua ideia; 2. Pergunte sobre experiências específicas do passado ao invés de opiniões genéricas sobre o futuro; 3. Fale menos, escute mais. O que queremos ao conversar com usuários é conseguir boas informações. E para você saber o que são boas informações trarei os exemplos do que não são informações relevantes: Elogios - Elogiar sem comprometimento é fácil e geralmente isso é um belo sinal de que você em algum momento falou sobre a solução e parou de focar no problema; Bobagens - Coisas genéricas (eu sempre, eu nunca), possibilidades hipotéticas (eu poderia, eu faria) e promessas futuras (eu compraria) são exemplos de bobagens; Ideias - Pedidos de funcionalidades são o mais típico exemplo de ideias. “Vou poder sincronizar com minha agenda?”. ## Fale sobre a vida deles e não sobre sua ideia Se o objetivo é entender mais sobre os problemas dos seus usuários para DEPOIS pensar em como solucioná-los, gerando valor para eles e para o negócio, então a conversa deve ser focada justamente nos problemas deles. Deixar que eles falem sobre a vida deles permitirá você ter mais contexto sobre o problema e até descobrir outros problemas adjacentes que você também pode resolver, gerando mais valor ainda. Apresentar uma solução pode resolver apenas algo superficial e fará com que a conversa fique focada nos “comos”. E aqui cabe a minha citação favorita desse livro: “Resumindo, é o seguinte: você não pode dizer qual é o problema que os clientes têm e, em troca, eles não podem dizer o que você deve construir. Eles são donos do problema e você é dono da solução”. Não falar sobre sua ideia também evita que os entrevistados mintam para você, afinal, você não apresentou nada para eles. Na verdade, você está perguntando sobre o que eles fazem, o que sentem, porque aquilo é ou não importante e por aí vai. ## Pergunte sobre experiências específicas do passado ao invés de opiniões genéricas sobre o futuro Esse foi o maior aprendizado prático do livro para mim. É praticamente uma receita de como fazer uma boa pergunta. Ao perguntar “como funciona o planejamento estratégico para você?” a pessoa pode responder não o que ela faz, mas justamente como ela acredita que deveria ser. Sem falar que provavelmente ela deixará tudo mais genérico. É muito diferente quando você pergunta da seguinte forma: “Como foi da última vez que você fez um planejamento estratégico?” A pergunta faz com que a pessoa descreva algo que ela já fez e como ela fez. Se ele não fez, simplesmente falará que não sabe ou que nunca fez e isso já te responde bastante coisa. ## Fale menos, escute mais Você quer que a pessoa fale o máximo de coisas relevantes possíveis (elogios e baboseira sobre possíveis futuros não são relevantes) e para isso é preciso que você deixe a pessoa falar e apenas dê pequenos empurrões para manter a conversa nos trilhos. Por experiência própria posso afirmar que as pessoas gostam de falar sobre os problemas delas. Principalmente se elas sabem que você está fazendo isso com o intuito ajudá-las. Quanto mais a pessoa “desabafar” melhor, porque mais contexto você vai ter. Na minha humilde opinião é melhor ter que filtrar depois as informações importantes do que sentir falta. ## **Outras dicas muito, muito importantes** ### **Planeje a conversa com antecedência.** Se você está numa etapa mais exploratória, então não se esqueça de começar entendendo sobre o contexto geral para depois ir para o específico. Não adianta perguntar sobre hábitos na academia se antes você ainda não perguntou ao usuário como ele enxerga saúde e se isso é importante para ele. Agora se o que você quer fazer é validar riscos, é importante fazer perguntas que deixam você desconfortável (aquelas do tipo que o cliente responder “x” todo seu plano vai por água abaixo). E lembre-se também que nem todos os riscos estão no produto. ### **Compromisso é tudo** Uma ótima forma de saber que você teve uma boa conversa com o usuário são os compromissos. Se você termina um papo sem uma próxima ação, existe uma grande chance de não ter sido uma conversa legal. Compromissos são como moedas. Se a conversa fez sentido para seu usuário, um jeito de validar isso é ver o quanto ele está disposto a se comprometer. Compromisso não significa necessariamente que ele comprará seu produto ali na hora (apesar de ser um ótimo exemplo de compromisso), mas você precisa pedir algo que exija um “sacrifício” do entrevistado. Exemplos de compromissos: - Uma nova conversa com o restante do time, chefe, amigos do usuário (afinal, se ele acha que nada ali faz sentido, não vai querer colocar a reputação em risco envolvendo outras pessoas); - Pré-venda (tudo mundo fala “eu super compraria”, até que você peça o cartão de crédito); - Investimento (quando o dinheiro está na mesa a conversa é outra). ### **Mantenha a coisa casual** Você não precisa marcar necessariamente entrevistas para conseguir boas conversas. Na verdade, às vezes, vale muito mais a pena você ir até o ambiente do seu usuário e simplesmente conversar com ele. Se você tem uma solução para palestrantes e organizadores de eventos, vá até um e fale com as pessoas lá. Como já falei, as pessoas adoram falar sobre seus problemas. ## Conclusão Como PM você conversará bastante. Seja com clientes, *stakeholders* da sua organização ou colegas de outros times, isso é inevitável. Esse é um livro que vai te ajudar a sair dos papos de funcionalidades e aproveitar melhor as interações para entender com mais profundidade sobre os problemas que precisam ser resolvidos. Por aqui, além termos conseguido identificar problemas importantes para resolver durante conversas, também qualificamos algumas pessoas dos times de atendimento que usaram os aprendizados do livro para conduzir conversas com clientes. Esse definitivamente é um dos melhores livros que já li sobre entrevistas/conversas com pessoas. Vale cada centavo. ### **Referências de perguntas do livro para você usar em conversas** Para explorar: - Fale mais sobre a última vez que isso aconteceu (Minha top 1) - Fale mais sobre seu fluxo de trabalho - Por que isso é importante para você? - Qual o impacto disso? - Como você lida com isso atualmente? (Minha top 2) - Com quem mais eu deveria conversar sobre isso? - Eu deveria ter perguntado sobre mais alguma coisa? Para explorar pedidos: - Por que você quer isso? - O que isso vai te permitir fazer? - Como você faz sem essa funcionalidade hoje? (Minha top 3) Para explorar sentimentos: - Conte mais sobre isso - Por que isso é tão \~sentimento\~? Para explorar importância: - O que você já está fazendo para melhorar isso? - Quanto tempo você gasta nisso por semana? ### 2023: cenário, carreira e livros URL: https://productoversee.com/blog/2023-cenario-carreira-e-livros/ Last updated: 2023-01-03T15:56:29.000Z Antes de você começar a ler esse texto eu quero te dizer que eu não tenho a verdade absoluta. O que vou trazer aqui é a maneira como eu enxergo a vida. Eu sei que o que eu vou falar não servirá para todo mundo, eu entendo que os cenários, as pessoas e as condições de vida são diferentes das minhas. Hoje eu tenho uma vida privilegiada e eu tenho consciência disso, não sou hipócrita. Eu também sei que eu tive muita sorte na vida e que por eu ser branco cis, mesmo tendo sido muito pobre, a vida já foi imensamente mais fácil para mim. A minha intenção é passar a minha visão de vida adiante, porque ela pode te ajudar a enxergar a realidade que a gente vive de uma outra perspectiva. Aí, se serve ou não para você, é uma decisão inteiramente sua. Todo feedback e debate é bem vindo. ## Cenário Você já deve ter ouvido que 2023 será um ano complicado para as empresas, principalmente para as startups. Não vou entrar a fundo aqui na questão econômica, mas o que resume muito bem todo o cenário pelo qual estamos passando, é que o capital está caro. O problema do dinheiro "custar caro" é que as empresas que dependem de capital externo para continuar operando, ou seja, que não são lucrativas, não vão conseguir investimentos tão facilmente e no mesmo volume que conseguiam antes. O efeito disso nós já sabemos: ou a empresa quebra de vez e fecha as operações ou ela começa a cortar custos freneticamente. E é exatamente por isso que houveram tantas demissões em massa em 2022\. E saiba, a empresa vai fazer o que for preciso para manter as portas abertas! Já me perguntaram várias vezes porque operações de startups foram tão infladas com pessoas ou porque as empresas escolheram o caminho do crescimento a qualquer custo, não se importando em queimar muito caixa. A maneira como eu enxergo isso é que o ser humano pode ser eufórico e otimista em muitos cenários. Num cenário de abundância então, é muito fácil tomar decisões esperando que no futuro as coisas deem certo. E claro, o mercado de *venture capital* em sua maioria não perdoa e pressiona forte para que o retorno venha. _This post is for paying subscribers only._ ### Os meus conhecimentos sobre Analytics como um Product Manager URL: https://productoversee.com/blog/os-meus-conhecimentos-sobre-analytics-como-um-product-manager/ Last updated: 2022-12-29T19:01:51.000Z O poder de analisar dados é uma habilidade que é cada vez mais procurada no mercado de trabalho. A capacidade de tirar conclusões dos dados abre a porta à tomada de decisões mais informadas. Como pessoa de produto, não domino tantos conceitos técnicos como os engenheiros ou cientistas de dados. Neste texto, falaremos sobre os principais tópicos analíticos que aprendi nos últimos meses. Vamos lá. ## Bancos de dados Antes de falarmos sobre estatística, SQL, ou inteligência artificial, exploremos um pouco os bancos de dados. Olhando para um conceito mais formal da coisa, um banco de dados é uma coleção organizada de informações estruturadas — ou dados — normalmente armazenada eletronicamente num servidor. Diferentes tipos de dados podem ser aí guardados para serem utilizados em diferentes contextos. Os bancos de dados mais "comuns" armazenam informações em estruturas de tabelas, que organizam os dados em linhas e colunas (as linhas contêm entidades, enquanto as colunas contêm atributos da entidade). ## Tipos de bancos de dados Quando falamos de bancos de dados, dividimo-nos em dois tipos: bancos de dados relacionais e não relacionais. _This post is for subscribers only._ ### Pare de achar que você trabalha em um escopo errado URL: https://productoversee.com/blog/pare-de-achar-que-voce-trabalha-em-um-escopo-errado/ Last updated: 2022-12-29T01:40:12.000Z Quando eu iniciei em produto, foi em um escopo de consultoria e sabe o que era engraçado? Que os materiais que eu consumia, gratuitos e pagos, focavam na rotina de um profissional que trabalha com um produto único fechado da própria empresa, como o produto do Nubank, Slack e outros. *“Os tickets desse problema cresceram nos últimos meses.”* *“O framework vai servir para discovery de novas features do produto.”* *“Os eventos serão úteis para identificar novas oportunidades.”* E eu só conseguia olhar para o meu dia a dia de trabalho e ver que várias coisas não eram iguais: - Eu não tinha acesso a muitas métricas de produto para olhar, já que o produto era do meu cliente e alguns possuem receio de compartilhar certos dados e estratégias. Por vezes, também, não possuíam tanto entendimento sobre estratégias e métricas, então o meu exercício de liderança por influência sobre o meu cliente (ou seu PM) era fundamental para conseguir orientar nesse aspecto; as métricas que olhava eram as do scrum. Eu estava mais centrada em entender a performance no delivery como: lead time, cycle time, velocity, histórias por versão; - Eu não trabalhava como a única Product Manager, sempre atuava em pares, como a ideia de pair programming. Fosse com alguém da própria empresa e/ou PM da equipe de tecnologia do cliente; - Meu foco era na experiência do meu cliente da consultoria usando o produto e o cliente do meu cliente (usuário final) e não apenas com foco no usuário final; - Tinha Dailys ou Weeklys com time do cliente e não somente com o meu squad; - Para acessar o usuário final eu tinha que ter intermédio do meu cliente e não podia fazer isso diretamente. _This post is for subscribers only._ ### Minha opinião do livro “Incrível”, de Bernard De Luna URL: https://productoversee.com/blog/minha-opiniao-do-livro-incrivel-de-bernard-de-luna/ Last updated: 2023-01-24T20:45:00.000Z O livro **“Incrível: A verdade por trás das pessoas de produto extraordinárias”** *[(Editora Casa do Código, 236 páginas)](https://www.casadocodigo.com.br/products/livro-incrivel?ref=productoversee.com)*, veio na hora certa. Era necessário termos mais uma literatura autoral de gestores de produtos brasileiros e agora Bernard De Luna senta ao lado de grandes nomes como Joca Torres, Diego Eis, as escritoras do Mulheres de Produto e tantos outros incríveis, que também se dedicaram na construção de obras para a evolução da comunidade brasileira. Todo mundo ganha com isso! É bem difícil falar sobre livros e leituras recentes, pois há aquelas boas para umas pessoas, péssima para outras, leituras que são extremamente fundamentais naquele exato momento que ela foi apreciada, ainda que o livro não fosse lá grandes coisas. Por ser algo totalmente pessoal, essa foi uma das leituras gostosas que pude fazer em um final de ano, quando o ritmo do trabalho desacelera e você começa a planejar o ano que está por vir. A primeira vez que ouvi sobre o Bernard De Luna foi quando entrei numa startup de educação, a Gama Academy. Na época, ele já era bastante conhecido nas comunidades de produto e tecnologia e não seria diferente atuando numa EdTech que tinha relação quase que direta com ele e que por algum momento, também teve seu curso de Product Management no ar. Tive meu primeiro contato com seus conteúdos ali, por indicação dos sócios e funcionários mais antigos. _This post is for paying subscribers only._ ### O mito de que as pessoas precisam de feedback e a função primordial de um líder URL: https://productoversee.com/blog/o-mito-de-que-as-pessoas-precisam-de-feedback-e-a-funcao-primordial-de-um-lider/ Last updated: 2022-12-29T19:04:20.000Z Todos precisamos saber onde estamos falhando e como podemos melhorar, certo? E, supostamente, é disto que trata o que se convém chamar de *feedback*, não é mesmo?! Então do que estou falando? Fiquei louco ao chamar este ato de “mito”? Bom, você não precisa confiar só na minha palavra e experiência, como exemplificarei mais abaixo, pois esta tese está em um dos livros que eu mais recomendo, dos que eu conheço, para qualquer pessoa interessada no assunto de liderança. Ou, de modo geral, em como lidar com pessoas num ambiente de trabalho. Estou falando sobre o livro “[Nove mitos sobre o trabalho](https://amzn.to/3G1YHL8?ref=productoversee.com)”, de Buckingham & Goodall, que é, na minha visão, muito mais uma questão de forma do que necessariamente conteúdo. Me explico... A premissa de que um líder precisa dar *feedback* como uma forma de aumentar a performance de sua equipe, e de que talvez seja a atividade mais importante da sua função (há quem defenda isto), traz implicitamente várias outras premissas que muitas, quem sabe na maioria das vezes, estão bem longes da verdade. Como, por exemplo: - De que a pessoa dando o *feedback* tem visibilidade suficiente das atividades desenvolvidas, e não só pequenos recortes (muitas vezes desconexos); - De que ela também é capaz de avaliar e qualificar objetivamente as atitudes da outra pessoa, ao passo que se sabe que, enquanto seres humanos, sofremos de[ viés de atribuição](https://pt.wikipedia.org/wiki/Vi%C3%A9s%5Fde%5Fatribui%C3%A7%C3%A3o?ref=productoversee.com); - Ou mesmo de que não haverá nenhum tipo de interesse em conflito por detrás entre quem dá e recebe o *feedback*. E eu poderia ficar aqui dando outros exemplos do que se está assumindo, para que qualquer processo de *feedback* seja algo que não a mais absoluta subjetividade... Mas acho que você pegou o espírito da coisa. Em outras e poucas palavras, é como se a gente se esquecesse da natureza humana, falha... E que **toda vez que julgamos alguém, existe uma grande chance deste julgamento dizer muito mais sobre nós mesmos do que da outra pessoa**. _This post is for subscribers only._ ### 4 passos que me ajudaram a aprender SQL e que podem te ajudar também URL: https://productoversee.com/blog/4-passos-para-aprender-sql/ Last updated: 2022-12-26T10:46:22.000Z Um miniguia para desvendar a terceira linguagem de programação mais utilizada no mundo. _This post is for subscribers only._ ### Como fazer escolhas inteligentes: descodificando o paradoxo da escolha URL: https://productoversee.com/blog/como-fazer-escolhas-inteligentes-descodificando-o-paradoxo-da-escolha/ Last updated: 2022-12-23T11:00:23.000Z Você já se viu em uma situação em que tem muitas opções, e sentiu-se completamente perdido? Se sim, você não está sozinho. Esse sentimento é conhecido como Paradoxo da Escolha, uma sensação de desconforto causada por ter muitas opções. Este artigo explicará o Paradoxo da Escolha, como você pode usá-lo para tomar decisões inteligentes e as estratégias para isso. ## **Introdução ao paradoxo da escolha** Em [O Paradoxo da Escolha](https://amzn.to/3hkIJ6h?ref=productoversee.com), escrito em 2004, [Barry Schwartz](https://en.wikipedia.org/wiki/Barry%5FSchwartz%5F%28psychologist%29?ref=productoversee.com), psicólogo da Swarthmore College, revisita um tema fascinante: por que estamos vendo níveis crescentes de depressão, embora as sociedades atuais tenham uma abundância de opções? A opinião comum defende que mais escolhas equivale automaticamente a uma vida melhor, mas Schwartz assume uma postura diferente. Seu argumento é que a enorme quantidade de escolhas em nosso mundo ocidental atual está de fato nos tornando infelizes. **Quanto mais opções você tem, mais tempo e energia você gasta para tomar decisões. Isso pode gerar ansiedade, desconforto e até mesmo arrependimento.** No entanto, o Paradoxo da Escolha não é apenas sobre ter muitas opções, mas também sobre como você toma decisões quando tem muitas opções. Por exemplo, se você tem um número infinito de opções, pode acabar se sentindo ansioso e paralisado. Por outro lado, se você tem poucas opções, você pode não estar satisfeito com a escolha que fez. O Paradoxo da Escolha resume-se em três princípios básicos: - Ter muitas opções pode ser paralisante; - a ansiedade e a insatisfação aumentam com o aumento das opções; - A ilusão de controle é frequentemente mais forte do que a realidade. ### **Ter muitas opções pode ser paralisante** _This post is for paying subscribers only._ ### O que aprendi procurando meu próximo emprego como Product Manager após um layoff URL: https://productoversee.com/blog/o-que-aprendi-procurando-meu-proximo-emprego-como-product-manager-apos-um-layoff/ Last updated: 2022-12-22T10:45:57.000Z Umas das palavras que está na moda no Linkedin e no mundo corporativo nos últimos meses é “*Layoff*”, que nada mais é do que uma ação tomada por empresas em momentos de crise e contenção de gastos para minimizar a perda de receita. Uma demissão “em massa” de um número considerável do quadro de colaboradores de uma vez. A onda tem atingido principalmente empresas de tecnologia, inclusive as “*big techs*”, como Amazon, Meta e Twitter. Mercado este que até então estava em pleno crescimento, numa bolha de altos salários e disputa por talentos. Não temos números oficiais consolidados de empresas e colaboradores impactados, mas se você tem usado o Linkedin, deve ter visto pelo menos uma vez por dia uma nova publicação a respeito do assunto. Eu sou uma das várias profissionais impactadas por essa onda e posso afirmar: não é legal. O sentimento de “o que eu fiz de errado?” vem muito forte no início. Mas passado o choque inicial, o tempo não para, todos temos contas para pagar e uma carreira para seguir. Por isso, vim aqui compartilhar o que tenho aprendido na minha busca de um próximo emprego como Product Manager. ## A volta para o Mercado: analisando o contexto Um dos primeiros pensamentos que tive quando soube da demissão foi: "Puts, *timing* horrível pra conseguir um novo emprego". E entre os pontos que me levaram para esse pensamentos podemos destacar alguns, como: - Fim de ano; - Copa do mundo; - Recessão na economia mundial; - *Layoffs* diários. E temos que levar todo esse contexto em consideração, sim. E apesar disso, quando comecei a busca por novas vagas, encontrei pontos um pouco mais positivos: - Mesmo com o recente número de *layoffs*, o mercado de tecnologia continua mais aquecido que o restante; - Muitas empresas têm como meta o crescimento em 2023 (sabendo que será um ano difícil!). A lição que tiro daqui é a importância de analisar o contexto. O macro, quando falamos de economia, e também o micro, falando de uma área especificamente. Isso foi crucial para traçar minha estratégia. ## Retrospectiva de carreira: entendimento das minhas entregas e das minhas *hard* e *soft skills* enquanto PM O próximo passo foi fazer uma retrospectiva da minha carreira. Sim! A gente faz para cada *sprint*, não iria fazer da minha carreira? Passei por cada entrega que participei e fiz as conexões com o objetivo/problema que ela tinha na época e qual foi a minha participação nela. Entendi que eu impactei o negócio através de produto, que trouxe conhecimento, que descobri comportamentos. Em muitas delas, eu só consegui perceber essas coisas agora, com um pouquinho mais de experiência como PM e em fazer esse “caminho contrário” de produto. Vendo a entrega e percebendo valor. ## O mercado ainda não está maduro em relação às funções de um PM: a importância de ter claro o que você entende sobre seu papel e escopo profissional O papel de Product Manager ainda é relativamente recente no Brasil. Por isso as descrições de vagas podem conter funções que divergem bastante de uma para a outra: em algumas o PM é responsável por solucionar problemas, fazer descobertas e propor soluções; em outras, ele acompanha o desenvolvimento de projetos/iniciativas da empresa e alinha com todos os envolvidos; vi ainda outras onde ele lidera pessoas. Toda essa divergência de descrições (e nomes! pois, você pode encontrar como *Product Manager*, *Owner*, *Project Manager*, etc), pode causar muita confusão. Por isso foi muito importante para mim listar o que *eu entendo* como Product Manager.Que papel é esse baseado no que estudei, no que li de referências, do que vi nas minhas experiências e o que tento desenvolver nas minhas habilidades. Acredito que isso vá me ajudar a não me frustrar num possível emprego que não condiz com o que acredito no desenvolvimento de produtos digitais. ## Priorização Além do meu papel, percebi que ainda seria necessário entender o que é inegociável para mim, para poder priorizar as candidaturas que tivessem *fit* com as coisas que eu também quero. Acredito que esses pontos sejam muito pessoais e que possam variar imensamente de pessoa para pessoa, levando em conta pontos como senioridade, salário, cultura da empresa, liderança, tipo de empresa, ramo específico… Enfim, são inúmeros detalhes e eles são, de verdade, muito pessoais. ## Conclusão Não é, e nem deve ser, uma tarefa rápida pensar sobre tudo isso. Olhar para si mesmo, para a sua jornada e conseguir identificar os pontos importantes e sua relação com eles pode ser difícil, mas é extremamente necessário para que você aplique para boas vagas. Tudo isso que refleti e trouxe neste artigo pode ajudar a minimizar os riscos de participar de inúmeros processos seletivos (nós sabemos quão mentalmente exaustivo é), que não possuem *match* com você e suas habilidades. É fazer um *Discovery* do que vem profissionalmente a seguir, **e é assim que nós produteiros fazemos** ;) ### Executando como estratégia, e evitando a "tragédia do perpendicular" URL: https://productoversee.com/blog/executando-como-estrategia-ou-como-garantir-que-o-rabo-nao-balance-o-cachorro/ Last updated: 2022-12-21T12:01:49.000Z Alguns dizem que “execução é a nova estratégia”! Esta ideia foi apresentada e discutida em[ recente (outubro de 2022) episódio do podcast Product Guru’s](https://open.spotify.com/episode/3uKylB8a3fOEb41KqfNSNg?ref=productoversee.com), e acredito que há ainda bastante o que se pode debater sobre ela. Que fique claro de antemão: eu gosto dela enquanto um modelo (mental), ou até uma espécie de mote que a ideia traz. É um chamado à ação! Um clamor para que, de certa forma, até se *“degourmetize”* o que é a estratégia, principalmente quando não acompanhada do poder de execução, de fazer as coisas acontecerem. Que é o que, no fim das contas, paga as contas... > **“Todos os modelos são errados, mas alguns são úteis”*. – George Box* É neste sentido a validade da ideia de que “execução é a nova estratégia”, podendo servir até como uma espécie de heurística razoavelmente mensurável - ao fazermos reflexões como: *estamos dedicando mais esforços na execução do que na (discussão da) estratégia? Como está este balanço hoje, e depois?* > É útil... Simples e habilitador. Agora, eu não acredito que isto fosse menos verdade antes, mesmo se puxarmos várias décadas para trás. Eu acredito que sempre foi o caso, mas em algum momento houve o que às vezes é chamado de “[tragédia da perpendicular](https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:7005839369697669120/?ref=productoversee.com)”, também conhecido na sua definição mais popularesca como: > **“O rabo que balança o cachorro”** _This post is for subscribers only._ ### O que a série Chernobyl da HBO pode nos ensinar sobre crises em produção URL: https://productoversee.com/blog/o-que-serie-chernobyl-pode-ensinar-sobre-crises-em-producao/ Last updated: 2022-12-20T10:45:45.000Z ALERTA DE SPOILER!!! Além do spoiler de quase 40 anos de um ocorrido na cidade de Pripyat na antiga União Soviética (hoje região da Ucrânia), a emissora e produtora americana HBO. A produção dessa dramática minissérie de 2019 conta em 5 episódios de tirar o fôlego, os eventos e como as coisas se deram passo-a-passo. Então, este artigo precisará ter um duplo ALERTA DE SPOILER! Apesar de sabermos o desfecho: a crise foi contida - entrou para a história, mas foi contida. Essa série nos convida a refletir sobre algo que acontece quase sempre na vida de alguém de produtos quando já temos algo em produção: como lidar com crises? ## Quem deve agir em caso de crise? **Sendo direto e objetivo: todos. Entretanto, contudo, todavia as melhores pessoas para conseguir resolver uma crise, serão as pessoas técnicas**. Geralmente quando estamos falando de uma crise em produção, pode haver milhares de motivos para estarmos com um site, aplicativo, ou sistema fora do ar. Por mais que sejamos bem intencionados em ajudar ou mediar, talvez nós de negócios - e eu me incluo nisso, vamos mais atrapalhar do que ajudar. Já no primeiro episódio, quando a crise começa, ligam de madrugada para o professor Valery Legasov (interpretado por Jared Harris) convocando-o para participar da equipe científica que vai diagnosticar o problema. Quando o professor chega ao que parece ser um comitê de emergência para discutir a crise, existem figuras de negócios comentando sobre o que está acontecendo de uma maneira suave, como se não passasse de um “incêndiozinho” que talvez não precisaria do alarde, a crise já estava contida, apesar de países vizinhos, como a Polônia, já avisar que estavam detectando radiação. Estas pessoas, independente do valor moral que a série retrata, ou que elas podem de fato ter, não tinham o conhecimento para fazer uma avaliação completa daquela situação inédita. Porém, elas assumiram a interlocução para tentar amenizar a situação e sabe-se lá o que poderia ter acontecido se elas fossem bem sucedidas. Assim que o professor Legasov tem seus primeiros contatos com as fotos aéreas do incidente, já imediatamente toma a dianteira e alerta para talvez ser uma catástrofe gigantesca. Não sabemos se essa parte da dramatização é verídica ou não, mas esse é o exemplo claro que precisamos ter em mente no momento do diagnóstico do problema. Nós de negócios precisamos assumir que somos bons em negócios, essa é nossa skill, esse é nosso talento e deixar que o time técnico diagnostique o que está acontecendo. ## Achei o problema! E agora? Paliativa, paliativa e mais paliativa. Resolva, ué?! Assim como mostra a série. No momento que temos uma crise, não adianta ficarmos muito tempo questionando, filosofando e etc. Aqui entra um contraponto bem delicado, às vezes até muito conflitante com o ponto anterior de liberdade para TI trabalhar. Quando já estamos em uma situação a ser chamada de “crise” provavelmente já temos pessoas, usuários, clientes sendo impactados. Então, precisamos resolver o mais breve possível, nem que para isso não usemos a melhor das alternativas, as famosas paliativas. E isso é algo que precisamos enquanto participantes da sala de crise lembrar o tempo inteiro, se estamos trabalhando uma paliativa, ou uma solução definitiva. Na série, diversas paliativas foram tentadas para tentar sanar a crise, algumas delas foi tentar jogar areia na busca de apagar o incêndio, mas que deu o efeito contrário, fazendo a areia se transformar em lava e derreter o chão, colocando em risco o lençol freático que poderia contaminar e matar boa parte da população da Europa, ou pior, se alastrar para outros continentes. ## Ok! A paliativa funcionou, e agora? Agora sim, chegou nossa hora. Passada a crise, com os padrões de normalidade quase estabelecidos, podemos descansar, relaxar, e etc, mas é importante que no dia seguinte façamos uma intensa depuração que se pergunte: **como eu garanto que nunca mais eu passarei por isso novamente?** Este é o momento em que temos maior participação, amiga produteira. Para exemplificar bem, o último episódio da série remonta a eventos que ocorreram entre 7 e 30 de julho de 1987, onde houve o julgamento para depurar de quem era a responsabilidade da catástrofe. Vou tentar resumir a brilhante cena onde o professor Legasov mostra detalhe por detalhe, minuto a minuto de como a crise começou e os motivos que a levaram a ser como foi, mas a informação mais valiosa foi que quando o reator estava prestes a explodir um último protocolo de segurança foi acionado para tentar conter uma possível catástrofe, o botão chamado de “AZ-5” que fazia barras pesadas de Boro, elemento químico capaz de frear a reação nuclear falhou. O motivo de sua falha, foi porque essas barras em suas pontas eram feitas com outro elemento químico, o Grafite,, com um efeito contrário, acelerando mais ainda a reação nuclear. Não sei se ficou claro, mas o freio agiu como um detonador da explosão. Quando questionado sobre o porque essas pontas eram de Grafite eram usadas, já que eram perigosas pelo tribunal, o professor respondeu: “porque são baratas”. Confesso que me deu um sentimento de revolta muito grande nessa cena, e mais ainda de saber que essa é verídica, entretanto, a grande lição que aconteceu após esse julgamento é que todos os reatores nucleares no mundo todo que eram semelhantes ao de Chernobyl passaram por atualizações para que essa catástrofe nunca mais acontecesse. Essa é a grande provocação que podemos, e devemos levar para um time após passar por uma crise e nós de produtos podemos provocar: “como garanto que nunca mais vou passar por isso novamente?”. ## Referência bibliográfica Portal Amazon IMDb. **Chernobyl**. Disponível em < https://www.imdb.com/title/tt7366338/ > Acessado em 28/11/2022 às 22:40; WORLD NUCLEAR ASSOCIATION. **Chernobyl accident 1986**. Update em Abril 2020\. Disponível em <[https://www.world-nuclear.org/information-library/safety-and-security/safety-of-plants/chernobyl-accident.aspx#:\~:text=The%20Chernobyl%20accident%20in%201986,in%20many%20parts%20of%20Europe](https://www.world-nuclear.org/information-library/safety-and-security/safety-of-plants/chernobyl-accident.aspx?ref=productoversee.com#:~:text=The%20Chernobyl%20accident%20in%201986,in%20many%20parts%20of%20Europe).> acessado em 28/11/2022 às 23:31; ### O Lifelong Learning na carreira de Product Management URL: https://productoversee.com/blog/o-lifelong-learning-na-carreira-de-product-management/ Last updated: 2023-01-24T20:44:43.000Z Poucas vezes na vida tive aqueles momentos de ‘estalos’, onde algo inesperado muda completamente a jornada que estava seguindo. Me imagino se tivesse atrasado para ir ao escritório, colocado a meia cinza ao invés da azul-marinho e não tivesse tomado o café mais lento, contemplando a manhã, se essa mudança tivesse ocorrido, como em Efeito Borboleta. Um desses momentos ocorrera quando ainda estava na FEI, estudando Administração. Assim que entrei no primeiro ano, tive várias dúvidas e ora eu queria estudar direito, por conta das aulas do professor Marcelo, ora eu queria jogar tudo para o alto e ir para a faculdade de Marketing, devido às aulas do professor Edson ou até mesmo mudar para o mercado financeiro, já que o professor Palazolli — um grande parceiro do tênis — brilhava com suas histórias. Até o último ano, já tinha tomado a decisão de atuar com investimentos, me conectando com profissionais, participando de alguns processos seletivos e até conversando com a coordenação da FGV para o MBA em Mercado de Capitais, mas, o momento do ‘estalo’ aconteceu e mudou tudo. No último ano da graduação, nossa turma acabara de receber uma nova professora de Comunicação Organizacional, e cá entre nós, o nome nem é tão sexy a ponto de fazer você querer ficar na aula de sexta à noite. Mas aquelas trocas me transformaram no profissional que sou hoje. _This post is for paying subscribers only._ ### Fundadores ou CEOs inteligentes nem sempre são bons líderes de produto URL: https://productoversee.com/blog/fundadores-ou-ceos-inteligentes-nem-sempre-sao-bons-lideres-de-produto/ Last updated: 2022-12-16T10:46:20.000Z Como fundador ou CEO de uma empresa, você pode naturalmente assumir que ter uma mente inteligente é tudo o que é necessário para liderar um produto de sucesso. Entretanto, isto não poderia estar mais longe da verdade. Embora ter um intelecto forte seja certamente benéfico, é preciso muito mais habilidade e experiência para liderar um produto de sucesso. Geralmente, quando uma empresa é fundada, a primeira pessoa de produto da empresa é o próprio fundador. Isso é interessante, porque os fundadores são as pessoas que aglutinam e tentam materializar a visão transformadora que eles conseguiram ao atingir o nirvana. Normal, eles estão vivendo no futuro e sabem, como lá na frente, a empresa deveria ser. Mas ela só será daquela forma imaginada, se todos seguirem passos predeterminados. Não é que o fundador ou até mesmo o CEO saibam de antemão que as coisas darão certo. Mas eles sabem que para o negócio dar certo, existem algumas delimitações e restrições que são claras apenas para eles. ## **Compartilhando boas características** _This post is for paying subscribers only._ ### Uma perspectiva sobre os recentes layoffs em tecnologia URL: https://productoversee.com/blog/uma-perspectiva-sobre-os-recentes-layoffs-em-tecnologia-caindo-numa-armadilha-dupla-de-fundamentos-basicos/ Last updated: 2022-12-15T10:46:14.000Z O mundo real é obviamente confuso, complexo, raramente existe uma única razão para o que acontece. Mas eu acredito que há algo a ser dito, como uma hipótese, sobre os recentes *layoffs* (ou demissões em massa, em bom e velho português) em empresas de tecnologia, que talvez vá de encontro, ou fuja um pouco, à lógica comumente aplicada, que é a de colocá-los principalmente na conta da piora da situação econômica global. Isto não é o mesmo que desconsiderar tal fator como um contribuidor concreto. É e tem potencial significativo de impacto. Mas se pode argumentar que organizações que querem ser a prova de futuro, necessitam ser resilientes e capazes de navegar por águas turbulentas sem tanto impacto. Ajustes, talvez. O nível que estamos vendo vai muito além disto, por uma ordem de magnitude. E o fato de que[ ainda existem empresas contratando](https://blog.pragmaticengineer.com/who-is-hiring-2022/?ref=productoversee.com), conforme consolidado, por exemplo, pelo ótimo blog/newsletter, The Pragmatic Engineer, corrobora minha avaliação. A pergunta que não quer calar é quantas destas empresas que reportam ainda estar em expansão de times, podem estar tão enganados quanto as que já procederam com as demissões, só estão defasadas ou algo do tipo. As cartas estão nas mesas, e só o tempo dirá com certeza. Mas quando eu me refiro a (possivelmente) ‘estarem tão enganadas’, o que exatamente quero dizer? Eis que chegamos, enfim, à minha hipótese, do que pode ser uma espécie de sinal fraco de outras coisas muito mais fundamentais em jogo. Perceba a nuance do plural, pois aqui, possivelmente vários fatores de relevância podem também influenciar. E eu quero trazer um par de fundamentos básicos que eu acredito que podem estar conectados, e com isto também prestar meu pequeno tributo a uma das maiores referências em pesquisa ligada a desenvolvimento de software, que recentemente nos deixou. ## Lei de Brooks – ou tempo e escopo nem sempre interagem de forma linear Fred Brooks, que nos deixou aos 17 de Novembro deste ano (2022), em sua clássica obra “O Mítico Homem-Mês”, observou que a adição de mais força de trabalho (gente) em projetos de desenvolvimento de software pode ser um tiro que sai pela culatra, e fazer com que se leve mais, não menos, tempo. E isto é o que comumente se refere como Lei de Brooks. Isto não é só empiricamente comprovado, como também faz sentido lógico: - Leva tempo para um novo desenvolvedor começar a adicionar valor a um projeto. E com efeito, toma tempo de outras pessoas para que esta curva de aprendizado ocorra de forma efetiva. - A sobrecarga de comunicação aumenta com o aumento do número de pessoas, e possivelmente de uma forma exponencial. - O trabalho do conhecimento, tal como desenvolvimento de software, não são tão divisíveis como outros de natureza mais mecânica. Aqui Brooks costumava utilizar uma metáfora, que hoje alguns consideram um tanto politicamente incorreta, mas que, sim, explica apropriadamente o conceito: *“nove mulheres não podem gestar um bebê em um mês”.* ![](https://productoversee.com/content/images/2022/12/LeideBrooks.webp) O ponto, e de fato a conexão, que eu estou tentando trazer aqui é que eu acredito que muitas *startups*, *scaleups* e mesmo algumas empresas de tecnologia mais estabelecidas, ainda frequentemente caem na armadilha que a Lei de Brooks tenta nos alertar. No sentido de que há um forte foco em que crescimento exponencial requer crescimento do tamanho de time também, de mesma natureza, exponencial. Isto não precisa ser necessariamente assim, e pode, de fato, adicionar complexidade de uma forma desnecessária – já que se pode argumentar que, na medida que as coisas já estão se tornando mais complexas pela adição de mais clientes ou usuários e consequentemente interações com estes, deve-se ter um cuidado maior para não adicionar complexidade de uma forma auto-infligida, com o aumento simultâneo muito rápido do tamanho do time. [Em artigo recente](https://world.hey.com/jason/on-company-size-8095488d?ref=productoversee.com), Jason Fried, co-fundador e CEO da 37Signals (criadores do Basecamp e HEY), traz justamente esta reflexão em questionar essa lógica. A ideia fundamental, na minha visão, é esta: > **Há sempre escolha – e se pode deliberadamente escolher fazer mais, mas melhor.** Sempre lembrando que esta é uma das grandes oportunidades que software, comparado com hardware, nos traz: não precisamos definir hoje como o produto vai estar, nem quando lançado, nem quando alcança adequação ao mercado, nem em nenhum momento depois. Podemos trilhar o caminho passo a passo! O que me traz ao segundo ponto. ## Bom e velho gerenciamento de projeto básico ainda deveria existir... Aqui estou arriscando gerar certa polêmica, talvez alguns ‘disjuntores’ vão cair na cabeça de alguns que ainda vêem o mundo de forma mais binária, ou dicotômica. E neste contexto, alguns declararam a morte de gerenciamento de projeto em favor de uma perspectiva mais baseada em produto, na forma de executar. Eu acredito que isso desconsidera várias coisas, sob vários prismas, mas eu não terei tempo de me aprofundar nisso (quem sabe um próximo artigo!?). Restrinjamo-nos ao básico, de que trabalhar baseado em produto não exclui, no frigir dos ovos, o fato de que se vai preparar algum trabalho que precisa ser executado, como parte de um experimento ligado a uma hipótese, ou algo do tipo, o que, em última análise, pode ser visto como um tipo de (pequeno) projeto. É o que práticas como[ GIST](https://itamargilad.com/gist-framework/?ref=productoversee.com), para a definição de roadmap, define, por exemplo, até. Meu ponto é um pouco mais básico que isto... Para falar do *trade-off* (ou balanço, se preferir o termo mais próximo em português) entre tempo e escopo, que conforme vimos na Lei de Brooks sequer necessariamente apresenta comportamento linear. Ainda assim, podemos constatar que, fundamentalmente: > **Quanto mais se queira fazer, a tendência é de que vai demorar mais... (ou pelo menos ser muito mais complexo de se executar de forma rápida)** ![](https://productoversee.com/content/images/2022/12/Project_management_triangle_-_fast_cheap_good.pdf.jpg) Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Project\_management\_triangle\_-\_fast\_cheap\_good.pdf O que nos traz novamente à questão das escolhas, e deliberação... Sintetizando tudo, o que estou sugerindo, ou traçando uma hipótese, é que empresas de tecnologia, principalmente em fase de expansão, podem estar caindo facilmente nesta espécie de armadilha dupla, em que crescem suas ambições e escopo (talvez como uma razão para atrair mais investimento), e por causa disto pensem logicamente que necessitam mais capacidade de execução, mas meio que tomam uma dose muito alta deste ‘remédio’, de tal forma que as coisas ficam mais, não menos, difíceis de serem feitas. > **Há certa beleza em manter o tamanho do time em cheque, e crescer em linha com real aumento da demanda e quando não se pode mais deferir comprometimentos.** Até lá, é muito mais eficiente exercer escolhas difíceis e de forma deliberada do ‘o que’ – e mesmo quando esteja lá, quais são as partes essenciais agora - e que se pode executar até ‘quando’. Relembrando, o básico de gerenciamento de projetos, enquanto disciplina, ainda é algo relevante, quiçá ainda mais num contexto de trabalho do conhecimento como tecnologia e suas inerentes complexidades (como a Lei de Brooks). É sobre o amadurecimento das escolhas, e processo deliberado e transparente de como elas são feitas, para que se separe bem ‘DESEJO’ (gostaria de algo) de ‘NECESSIDADE’ (estou disposto a pagar por este algo) – “*needs over wants”* (talvez seja um embrião para um manifesto de produto?). > *“When we buy a product, we essentially 'hire' something to get a job done. If it does the job well, when we are confronted with the same job, we hire that same product again. And if the product does a crummy job, we 'fire' it and look around for something else we might hire to solve the problem.” -- Clayton Christensen (Theory of Jobs To Be Done)* ### A pior doença organizacional para Empresas Ágeis do século: a “Síndrome do Mecânico” URL: https://productoversee.com/blog/a-pior-doenca-organizacional-para-empresas-ageis-do-seculo-a-sindrome-do-mecanico/ Last updated: 2022-12-14T10:46:07.000Z Imagine a seguinte situação: você leva seu carro no mecânico porque desconfia de um barulho estranho no seu carro, só que você tem zero conhecimento sobre o assunto, mas tem amigos que falam que é algo simples. Porém, quando você conversa com o mecânico, em uma rápida olhada, ele começa a falar uma série de defeitos e nomes que você não faz ideia do que significam. Automaticamente você pensa: “Estou sendo enganado”. Por acaso, você já teve essa mesma sensação quando identificou problemas no seu projeto/produto? Ou quando você precisou do auxílio da equipe de TI? Você, por exemplo, mostra que gostaria de um botão no meio de uma tela, algo que você julga ser simples e rápido de ser feito, mas além do time dizer que isso demora eles complementam falando sobre *GRID*, sobre como este botão precisa acionar método ou classe X, Y ou Z. Ou ainda falam sobre as funções serem síncronas ou assíncronas, perguntam se eles podem simplesmente dar um único *POST* para atualizar o banco de dados ou se a cada *step* precisam dar *UPDATE* no banco… Novamente, você tem zero conhecimento de tecnologia. O que fazer? Significa que para lidar com produtos digitais eu preciso ser técnico? Seu time está realmente te enganando? _This post is for subscribers only._ ### O essencial para construir produtos digitais para quem não é Product Manager URL: https://productoversee.com/blog/o-essencial-para-construir-produtos-digitais-para-quem-nao-e-product-manager/ Last updated: 2022-12-13T10:46:01.000Z Simples, mas diretos. Esses são alguns dos meus pontos iniciais para pessoas que não estão na área de produtos, mas querem aprender mais sobre a disciplina. Produtos digitais têm o potencial de mudar radicalmente como as pessoas conduzem negócios, se comunicam e interagem umas com as outras. Eles também têm o poder de desestabilizar indústrias existentes e criar novas oportunidades de mercado. Por isso que empresas "comuns" tentam colocar a tecnologia como seu principal motor de sustentação, inovação e geração contínua de resultados. Compreender como é possível construir e gerir produtos digitais extremamente relevantes para empresas de todos os tamanhos é uma das tarefas mais cobiçadas e difíceis atualmente. Nesse texto, coloco de maneira sintetizada e clara alguns pilares essenciais que você, que não é ainda da área, precisa estudar e conhecer antes de entrar nesse mercado. ## Foco no problema Primeiramente entenda que a empresa não existe por causa do usuário, mas por causa do problema que esse usuário tem ao tentar satisfazer uma necessidade ou um desejo. Se o usuário não consegue resolver esse problema, ele simplesmente deixa de usar o seu produto. Portanto, o seu foco primário não deve ser no usuário, na solução, no software, ou na interface do produto, mas sim no problema. Entenda o problema, saiba suas causas e efeitos. Saiba como ele afeta diretamente o usuário e seu ambiente. Saiba quando ele acontece. Quando ele é resolvido. Quando o problema deixa de ser um problema. E só então você pensa na solução. O usuário é só um vetor para conseguir as respostas. Com o usuário você entende e conhece o problema. Com o usuário você encontra e constrói a solução. O usuário não está no centro, mas ao seu lado. ## Foco em resultado para a empresa Em seguida, os produtos digitais devem ter um impacto nos resultados da empresa. Você não faz um produto para causar impacto no usuário. Você impacta o usuário para gerar resultado para empresa. Idealmente, um produto digital deve aumentar os lucros do negócio, atraindo mais clientes ou gerando renda adicional para a sua empresa. Produtos digitais bem-sucedidos são fáceis de desenvolver, vender e usar. _This post is for paying subscribers only._ ### Pequeno manual para evitar análises irrelevantes URL: https://productoversee.com/blog/pequeno-manual-para-evitar-analises-irrelevantes-2/ Last updated: 2022-12-13T16:39:28.000Z Todo dado parece, em um primeiro momento, interessante. Entretanto, é apenas depois de termos gastado muito tempo construindo um complicado dashboard que nos damos conta de que aquela análise ou métrica não nos ajudará em nada. Isso me faz acreditar que **mais importante do que saber quais dados olhar, é saber quais dados não olhar**. Esse artigo traz um caso de como você pode **refinar as métricas e dados antes mesmo de tê-los em mãos, garantindo sua relevância pro negócio**. ### Estudo de caso: cancelamento de assinatura O gerente de produto chega apressado com um novo pedido para a analista de dados. O negócio requisitou ao gerente mais atenção pois apesar do aumento do investimento em marketing de aquisição de novos clientes, os números não estão crescendo proporcionalmente. Há chances de que, apesar da entrada de muitos usuários, haja um fluxo de saída muito grande. O gerente de produto, mesmo passando um pouco do contexto à analista, já possui um dado em mente: *total de cliques no botão de cancelamento*. A analista de dados, antes de ver qualquer dado, percebe que há alguns problemas nesse pedido, mas retorna com uma pergunta: “**Você tem poder sobre essa tela, funcionalidade ou processo?**”. Ela já sabe que há outros fluxos que geram o cancelamento para além deste, como por exemplo, quando há problemas de pagamento, portanto seria mais coerente pegar dados de transações do banco de dados ao invés de cliques em um botão. Mais que isso, ela lembra que esse botão não faz sequer parte das funcionalidades desenvolvidas por esse gerente de produto. Esse botão era responsabilidade de outro time. O gerente concorda com seus pontos e pede então *total de cancelamentos transacionais*, concordando com a proposta da analista. Apesar da melhora, ela percebe que ainda há algo faltando. Ao considerarmos o contexto inicial, essa análise surge do problema de haver novos clientes mas não aumento de clientes totais. Ela então pergunta: “**Ao invés do número absoluto, não deveríamos ter uma porcentagem ou taxa proporcional?**”. Ela sugere que se olhe a porcentagem de cancelamento do total de usuários ativos. Outra alternativa seria número de cancelamentos sobre número de novos usuários. Em ambos os casos a métrica se tornaria mais útil para o negócio. *Porcentagem dos usuários ativos que cancelaram,* pediu o gerente, e a analista percebeu que ainda faltava algo. “**Como definir se estamos melhorando ou piorando?**”. Seria necessário olhar esses valores ao longo do tempo para que pudéssemos ver mudanças positivas ou negativas, nesse caso poderíamos ver mensalmente. Agora o pedido já faz mais sentido: *porcentagem mensal dos usuários ativos que cancelaram*. A analista percebe que, apesar de estar mais refinada, não há muito o que fazer com essa métrica. Estaríamos apenas sabendo se ela melhora ou piora sem ter nada o que fazer a respeito, por isso questiona: “**Qual outra dimensão ou variável parece estar relacionada com essa alteração?**”. Não há sentido em ver uma métrica caindo ou subindo se você não faz ideia de qual ação tomar, ao ver outra dimensão, você pode encontrar correlações que te possibilitam agir. Após refletir um pouco, o gerente sugere: *relacionar a região com a porcentagem de cancelamento*. Essa análise buscaria alguma relação entre o cancelamento e a localidade, respectivamente, a métrica que queremos modificar e alguma outra variável que impacta a métrica. A analista de dados vê algum valor nesta análise, ela com certeza nos dará melhor compreensão do cliente, entretanto ela não seria das mais interessantes. Mesmo se descobrirmos que uma região possui uma chance maior de cancelamento, isso não seria suficiente para formularmos hipóteses de funcionalidade. Haveria sentido em fazer uma funcionalidade para uma região e não para outra? A analista então dá mais um passo: “**Essa variável nos ajudaria a prever o comportamento que queremos influenciar?**”**.** Além da métrica, o gerente sugere olhar para a seguinte relação: *relação entre uso na última semana e porcentagem de cancelamento*. Com essa análise temos agora uma hipótese mais específica se desenhando que permitirá não apenas o acompanhamento de uma métrica mas a geração de hipóteses que levarão à testagem de novas funcionalidades. Ainda assim, mais uma pergunta surge: “**Como podemos refutar ou excluir a hipótese de relação entre as variáveis?**”. Não adianta olhar para os dados para confirmar o que você pensou, os dados precisam te dizer o que você não sabe. Olhamos os dados para descobrir e refutar, não apenas para confirmar! Então antes mesmo de gerar o valor é preciso permitir a refutação da hipótese. Para que a hipótese de relações entre as variáveis possa ser confirmada ou rejeitada, deve-se: *comparar a porcentagem de cancelamento entre grupos com uso e sem uso na última semana.* Caso seja encontrada diferença entre os grupos, a hipótese de que há alguma relação entre elas, ou seja, de que o período que a pessoa fica sem usar aumenta a chance dela sair. Agora termina o trabalho de encontrar o insight. Se confirmada a relação entre as variáveis algo deve ser modificado no produto para melhorar a métrica! O gerente tem uma lista enorme de ideias, de notificações a novas funcionalidades. A analista antes para ajudar a escolher qual funcionalidade faz mais duas perguntas: “**Como validar se a ação ou modificação do produto foi efetiva?"** e “**Há possibilidade de teste comparado a um grupo controle? Se não, podemos avaliar pelo menos a melhoria após implementação?**”. Esse pequeno trajeto serve para exemplificar algumas das principais perguntas que evitam análises irrelevantes. O maior perigo em uma análise é que os dados apresentam infinitas possibilidades. Análise de dados não é tanto a arte de encontrar o melhor caminho, pois há caminhos demais. **A boa análise de dados consiste acima de tudo em evitar os becos-sem-saída que te fazem perder tempo**. ### O que fazer na sua próxima análise As perguntas utilizadas durante esse caso te ajudam no refinamento de dados e métricas. Elas testam a relevância da sua análise. A tabela a seguir será útil para sua próxima análise, pois traz todas elas com a característica que cada uma identifica. **Caso você não saiba a resposta para uma dessas perguntas durante a formulação de uma métrica, provavelmente ainda falta algo para que o dado seja útil!** | Característica | Descrição | Pergunta | | ----------------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | | Poder de decisão | Autoridade e escopo na empresa para aplicar insight | Você tem poder sobre essa tela, funcionalidade ou processo? | | Proporcionalidade | Valor é relativo a um ponto de referência | Ao invés do número absoluto, não deveríamos ter uma porcentagem ou taxa proporcional? | | Significação, valência | Indica a aproximação ou afastamento de um objetivo | Como definir se estamos melhorando ou piorando? | | Relação (correlação ou causalidade) | Além da métrica central, ter uma variável que com ela se relaciona e, portanto, poderá ser usada como alavanca da métrica | Qual outra dimensão ou variável parece estar relacionada com essa alteração? | | Essa variável nos ajudaria a prever o comportamento que queremos influenciar? | | | | Refutabilidade | Número poderá refutar ou invalidar a hipótese inicialmente formulada | Como podemos refutar ou excluir a hipótese de relação entre as variáveis? | | Validação | Após implementação, há meios de se garantir que a hipótese inicial estava correta. | Como validar se ação ou modificação do produto foi efetiva? | | Testabilidade (estatística ou histórica) | Após a implementação, mensurar pelo teste A/B ou pela série histórica o impacto da mudança | Há possibilidade de teste comparado a um grupo controle? Se não, podemos avaliar pelo menos a melhoria após implementação? | ### Comece com o “SIM”, porém aprenda a dizer “MAS NÃO AGORA” URL: https://productoversee.com/blog/comece-com-o-sim-porem-aprenda-a-dizer-mas-nao-agora/ Last updated: 2022-12-10T12:14:43.000Z Uma das grandes vantagens, quase uma espécie de benção mesmo, do mundo digital (ou *software*) é poder viver no mundo das possibilidades, por assim dizer. É não ter que convergir a uma especificação de produto que selará, em boa parte, o destino do mesmo, o que é um grande desafio do mundo de produto *hardware*. Isto é parte do que está por trás de todo o *hype* sobre agilidade, “pivotagem”, e coisas do tipo. É também o que faz com que seja menos crucial ter uma estratégia matadora de antemão, e permite que se possa colocar muito mais ênfase na execução, desde que acoplada com mecanismos adequados de reflexão e com a devida retroalimentação (*feedback*) em processo contínuo de descoberta (*discovery*). Como quase tudo na vida, nem tudo são flores, e há aspectos negativos, como *trade-offs*, que devem ser apropriadamente considerados e balanceados. Contrariando o poeta (Fernando Pessoa)... *“Nem tudo vale a pena, pois mesmo que a alma não seja pequena”... seguramente sua capacidade de execução é, quem sabe não necessariamente pequena, mas certamente limitada.* Mesmo diante deste cenário e desta realização, ainda assim eu acredito que devemos procurar beneficiar-nos o quanto possível da oportunidade que é viver neste mundo digital, onde as possibilidades são virtualmente infinitas. E neste sentido, acredito ser um bom conselho e filtro de decisão que a primeira reação de uma pessoa de produto seja: ## Comece com o ‘SIM’ Isso mesmo, comece com o “sim” e eu vou sugerir alguns motivos: - Engaja ao apresentar uma atitude positiva quanto às ideias e opiniões dos outros; - Todos nós queremos estar certos, e parte do papel do PM, como eu vejo, é saber conduzir esta tendência humana de forma que seja canalizada ao que interessa mais, que é resolver o problema que nos dispomos a resolver; - A função de PM é **estar** como dono de um produto, o que é muito diferente de **ser** o dono da verdade. E eu poderia dar outros exemplos do porquê “começar com o sim” é um bom padrão. Mas acho que vocês já pegaram o espírito da coisa... MAS, e é um grande “mas” mesmo, é crucial que isto não seja mal compreendido a ponto de que se arrisque perder o foco e o senso de prioridade. Se não, podemos cair na velha armadilha de que: > **Quando tudo é prioridade, NADA é prioridade (na prática).** Por isso é importante que nós, enquanto pessoas de produto, sejamos os guardiões não só do processo de priorização como tal, mas da **clareza** de como isto é construído de forma que também seja **transparente** para os *stakeholders*. Desta forma, podemos educá-los ao polidamente dizer: “sim (isto faz sentido ser considerado), MAS NÃO AGORA, pois..:” - “Precisamos primeiro gerar algumas evidências que nos ajudem a entender melhor se o **desejo** exposto representa uma (possível) real **necessidade**”; - “Estamos com (praticamente) toda nossa capacidade direcionada a outra ação (ou múltiplas ações, mas espero que não muitas em paralelo) onde já estava mais claro o potencial e a necessidade”; - “Já priorizamos esta outra ação justamente trazida anteriormente pela vossa senhoria, minha cara *stakeholder*” – o que pode gerar uma bela outra oportunidade educativa sobre qual deve ser levada a cabo primeiro e porquê!; - *... “n” outras razões que vão na linha de evitar espalhar o foco e a clareza do que se está entregando agora.* Operar desta forma traz uma clareza e transparência ao processo que, embora inicialmente possa gerar atrito, tende à estabilidade e vale a pena no longo prazo. Sempre lembrando que um efeito prático do mundo digital e suas possibilidades virtualmente infinitas, é justamente entender que estamos num jogo infinito... > **“There is no such a thing as a ready product!”** Pois é, como bem diz a frase acima, não existe produto pronto, e existem diferentes níveis de amadurecimento de compromisso. Uma coisa é reconhecer uma ideia como válida e potencialmente valorosa até, e quem sabe mesmo iniciar meio que imediatamente alguma atividade ligada a *discovery*, mas isto não deve ser interpretado necessariamente como um compromisso de entrega (*delivery*). Este desacoplamento traz, além de clareza e a transparência já mencionados, estabilidade na entrega enquanto mantém flexibilidade para mudar o curso sempre que necessário. Existem padrões úteis e técnicas para fazer isto acontecer na prática. Pretendo aprofundar neste tema em momento oportuno em artigo posterior aqui. Mas mesmo essa frase, um tanto simples, já serve com uma heurística habilitadora: ## Comece com o “SIM”, porém aprenda a dizer “MAS NÃO AGORA”. E tal heurística é objetivamente mensurável através da resposta de perguntas como - *Você começou com o “sim”? Ou seja, reconheceu, engajou e colocou no processo de funil para eventual descoberta (discovery)? E despendeu suficiente esforço para analisar e eventualmente sintetizar, antes de iniciar o processo de entrega (delivery)?* Se analisarmos os questionamentos acima, podemos concluir que é algo prático e que você pode começar hoje. Aprendendo enquanto faz, testando, detectando (o que funciona e o que não funciona?) e respondendo (padronizando o que está funcionando bem). Afinal, “*o feito é (sempre) melhor que o perfeito”*... ### As empresas querem escala e isso muda tudo no mercado de tech em 2023 URL: https://productoversee.com/blog/minha-opiniao-sobre-o-cenario-de-tecnologia-em-2023/ Last updated: 2022-12-09T10:45:37.000Z Em uma das minhas mentorias a pergunta que surgiu foi: o que devemos esperar para 2023? Como resposta, indiquei o [maravilhoso vídeo do Akita](https://youtu.be/xxoVJQvEyEU?ref=productoversee.com) que explicou maravilhosamente tudo o que está acontecendo, complementando o que ele já havia [falado sobre isso em Junho de 2019](https://www.youtube.com/watch?v=wpPv1dJWjDs&ref=productoversee.com). Mais tarde, em 2020 eu citei bastante sobre esse cenário no [meu livro](https://gestaomodernaprodutosdigitais.com/?ref=productoversee.com) e em artigos [aqui](https://diegoeis.com/valuation-diferente-caixa/?ref=productoversee.com) e [aqui](https://diegoeis.com/critica-startups-covid19/?ref=productoversee.com). Por isso, esse meu texto é só um complemento, expondo meu ponto de vista sobre como acho totalmente **contra intuitivo e estranho existir empresas de software com mais de 7000 funcionários, mas com uma cadência de entrega tão baixa de soluções e inovações relevantes**. Eu não sei você, mas não me lembro qual foi o último grande lançamento relevante do Google, Twitter, Facebook, Uber, Airbnb ou qualquer outra empresa de tech do Brasil, ou do mundo. Todas essas empresas tem poder financeiro (teoricamente) e poder intelectual (teoricamente) para conseguir fazer lançamentos que realmente mudam o comportamento das pessoas. Tirando os lançamentos dos negócios e dos produtos em si, não me lembro de lançamentos exuberantes nos últimos meses ou anos. ## Tudo é questão de escala _This post is for paying subscribers only._ ### É preciso saber ler o jogo! ⚽️ URL: https://productoversee.com/blog/e-preciso-saber-ler-o-jogo-2/ Last updated: 2022-12-08T10:46:30.000Z Ah, como adoro esse momento da Copa do Mundo, em que instantaneamente eu e milhões de outras pessoas nos tornamos especialistas amadores de futebol. O maior evento do futebol mundial mal começou e o desenrolar de alguns jogos já apresentaram resultados bem diferentes do esperado pelos comentaristas oficiais e até mesmo do [modelo preditivo da Universidade de Oxford](https://www.oxfordmail.co.uk/news/23134204.oxford-mathematics-researcher-predicts-will-win-world-cup/?ref=productoversee.com). Coincidentemente, eu também me encontro na etapa de definição dos OKRs para 2023, portanto, foi inevitável não fazer um paralelo entre as estratégias dos times de futebol com as do campo de produto. Nos dois casos, um bom planejamento e preparação são indispensáveis para conseguir conquistar os objetivos. Mas isso por si só não vence o jogo. Uma boa estratégia consegue melhor direcionar o time para alcançar os resultados esperados. Porém, mesmo depois de todo esse tempo de planejamento e os recursos certos na mão, pode acontecer da Argentina perder para a Arábia Saudita e a Alemanha ser goleada pelo Japão. Assim como um OKR pode não gerar o impacto previsto e os usuários não precisarem mais tanto assim da nova solução. Mas por que isso acontece? Que boas práticas podemos adotar para garantir que nossa estratégia consiga de fato impactar os usuários e os objetivos de negócios no momento certo? Antes de sair culpando a zebra ou acusar falhas no planejamento realizado, acho válido refletirmos que um dos maiores ofensores é a velocidade com que o mercado de tecnologia tem mudado, afetando diretamente a necessidade das pessoas e os riscos dos negócios. Esse ano, eu aprendi muito sobre adaptar a estratégia a partir de uma boa leitura do jogo e pude acompanhar os impactos que alguns experimentos rápidos causaram nos indicadores de negócio da empresa. Por isso, gostaria de compartilhar com vocês 3 elementos que podem nos ajudar a vencer a partida. > **Disclaimer:** Os conhecimentos de produto presentes nesse texto vem de uma experiência verídica na área, já as de futebol, são só palpites de mesa de bar. ## Olhares atentos ao jogo Olhando a partir de um contexto mais amplo, a grande maioria das empresas de tecnologia dependem de investimento para crescer. Esses aportes são conquistados e distribuídos com base nas melhores estimativas. Porém, ao longo do ano os negócios vão sofrendo impacto tanto de variáveis externas, como uma crise no mercado, por exemplo, quanto internas, como problemas com pessoas e processos. Da mesma forma, times de futebol podem ser afetados pelo clima dos locais dos jogos ou por incidentes com seus jogadores. Afunilando para o contexto de time, esse pode ser afetado pela mudança de direcionamento da empresa ou surpreendido por falhas, impedimentos ou uma aposta mal sucedida. Com todos esses riscos possíveis, fica claro visualizarmos como é perigoso ficar apegado ao planejamento de médio e longo prazo, ao invés de nos mantermos atentos e flexíveis às novas necessidades e oportunidades.. Vamos pensar sobre isso olhando um pouco para a prática. Pense em um roadmap dividido por quarters (trimestres) ou por now, next, later. O time tende a ter maior nível de certeza do que está no now e essa visão vai ficando mais turva com o passar dos meses. Logo, é necessário que se faça uma revisão e refinamento, principalmente do que se encontra em next, olhando novamente para os objetivos da empresa, os movimentos de time e as novas descobertas. Isso é bom de ser feito sempre nos momentos de troca de quarter, porque saber ler bem o jogo e fazer as adaptações necessárias ao longo do ano é o segredo dos campeões! ![](https://lh4.googleusercontent.com/FJl_fHuwFGLy-1Gcq4BCOoFCHZaZqwQBTSMXPnA8DPKVcREOD8i2es__bIiwtC_GcVfv_fdHjbQRb85KawvS1n_hGKxySz3QOG0bcAeqwDwWe4CjpSXz7yRZRjuhNgLfAdQ45a8GCsU1oxLnFGl1IUap4mwF2H8dcqcrmGvEMqIP9GJLCXg1vuFezjwDJQ) Imagem meramente ilustrativa de um roadmap ## Entrosamento de time Mesmo que Cristiano Ronaldo e Lionel Messi sejam os melhores do mundo, eles sozinhos não conseguem vencer a partida. Na verdade, a falta de aproximação e treinos com o time acaba atrapalhando na hora do jogo. Em um cenário de time de tecnologia isso não é diferente. Uma boa execução da estratégia e o sucesso do produto depende das pessoas. Então, é altamente recomendado que você saiba as habilidades e motivações de cada jogador. Isso vai te ajudar na hora de fazer alterações, de direcionar para incidentes ou boas oportunidades. Além disso, temos que prezar sempre por uma boa e fluida comunicação entre as pessoas do time. De acordo com o relatório [*Connected Culture*](https://www.businesswire.com/news/home/20201111005284/en/New-Study-Reveals-Boost-in-Employee-Productivity-and-Well-Being-Among-Companies-That-Foster-a-%E2%80%98Connected-Culture%E2%80%99-in-Work-from-Anywhere-Environment?ref=productoversee.com), 71% dos funcionários que disseram ser mais produtivos se sentem bem conectados com seus colegas. Portanto, é correto afirmar que membros de time que possuem uma boa comunicação entre si são mais produtivos. Inclusive, um relatório da [*McKinsey*](https://pumble.com/learn/communication/communication-statistics/?ref=productoversee.com) comprovou que nesses casos, o time consegue alcançar um aumento de produtividade de 20 a 25%. Então, aqui vai o checklist básico de um time com boa comunicação: - A visão é clara e foi entendida por todo o time. - Todos os membros sabem o porquê de tudo que desenvolvem. - O time colabora na definição e priorização dos objetivos. - Existe respeito sincero e transparência entre todos. - As pessoas se sentem à vontade para dar e receber feedbacks. - Os membros do time trabalham juntos e se ajudam durante as sprints. Extra: Muito bom humor envolvido! ## Achou espaço é gol Não é à toa que os maiores especialistas da área de produto como Marty Cagan e Teresa Torres evangelizam a experimentação de forma constante pelos times de produto. Isso ajuda a trazer a velocidade e liberdade criativa necessária para encontrar as melhores jogadas e reduzir o risco de uma surpresa negativa no futuro. Um time de produto precisa testar suas ideias e hipóteses antes dos desenvolvedores se depararem com a solução no backlog. Vamos combinar que se o Richarlison não tivesse treinado aquele chute várias vezes antes, não teríamos presenciado o gol mais bonito nesta Copa. E é disso que se trata a descoberta de produtos. O time precisa identificar as oportunidades, visualizar o que se deseja fazer e testar primeiro. Isso irá ajudar a reduzir os principais riscos envolvidos antes de a solução ser desenvolvida e lançada para os usuários. Você pode usar e abusar das inúmeras técnicas e modelos disponíveis para uma boa condução de discovery. Mas é importante se certificar de que o time estará cobrindo nessas pesquisas e testes todos os riscos cruciais. Aqui vai o exemplo dos 4 sugeridos pelo autor Marty Cagan no seu livro Inspired: - O cliente comprará isso ou escolherá usá-lo? (risco de valor) - O usuário consegue entender como usá-lo? (risco de usabilidade) - Nós conseguimos desenvolvê-lo? (risco de viabilidade) - Esta solução funciona para o nosso negócio? (risco de viabilidade do negócio) ## Que venha o Hexa e os nossos resultados! Eu amo fazer analogias, isso me ajuda a abstrair os conceitos técnicos da área para um lugar mais amplo. Nós temos um pouco para aprender em todo lugar e vários pontos de sinergia entre as áreas. Prova disso é que se eu citar: definição de objetivo; time de profissionais talentosos; criação de estratégia; direcionamento das atividades; simulações; estudo dos adversários e muita colaboração, pode ser que eu esteja falando de um time de futebol profissional ou de um time de produto. Se isso fez sentido para você, a minha dica final é, absorva, aprenda e pratique muito os conceitos, frameworks e ferramentas da área de produto, mas não se prenda somente neles. Existem muitas formas de fazer produto, por isso uma boa base é fundamental, mas não é tudo. Deixe espaço para percepção, pros relacionamentos, para intuição e pro seu talento. O futebol de hoje também está moderno, cheio de dados e estatísticas. Ainda sim, a arte acontece! ### Planejamento de produto: por onde começar URL: https://productoversee.com/blog/planejamento-de-produto-por-onde-comecar/ Last updated: 2023-01-24T20:44:12.000Z Simon Sinek, em sua famosa obra *[Comece pelo Porquê](https://amzn.to/3FAMq0U?ref=productoversee.com)*, trata da importância da clareza sobre o motivo de fazermos as coisas. Para explicar isso, ele traz o conceito do *Golden Circle* (círculo dourado), no qual três camadas se conectam: - **Why (o porquê)**: é o propósito. No que a empresa acredita. O motivo pelo qual ela existe. - **How (o como):** é o jeito que a empresa executa e que a diferencia dos demais. - **What (o que):** são os produtos, digitais ou físicos. Literalmente, o que a empresa vende. Sem dúvida, todos sabemos o que nossas empresas fazem. Alguns de nós sabemos o como, mas poucos de nós sabemos o porquê. Conectamos esta reflexão, que pode ser extrapolada para diversos âmbitos de nossas vidas, ao momento de planejamento anual, em que muitos de nós estamos. Então, caso você esteja “no automático”, vivendo um trimestre de cada vez, este artigo é para você. ![](https://lh6.googleusercontent.com/dKkISuCR9-gsSVz5HStY8RlLyB_y7NZhMoTM_AROep2q2Y7rEKliudwNeU8IIjQT4dWh1EWt_K8CFGtElJmuJ890ku1JrABwnBa2poXQW29JmtOEL_h8yet0iPzbxbnl6sqRfNUsOdsv-cI0IOUoH-3EQmf73I4X7QwROVZrjpGXGQQNnfW_JX918e5GBg) Golden Circle de Simon Sinek Caso queira se aprofundar no conceito do círculo dourado, indicamos que você [leia seu livro](https://amzn.to/3FAMq0U?ref=productoversee.com) e se junte aos mais de 60 milhões de plays e assista a [este](https://www.ted.com/talks/simon%5Fsinek%5Fhow%5Fgreat%5Fleaders%5Finspire%5Faction?ref=productoversee.com) TED Talks. O planejamento é uma das atividades mais importantes para um negócio. É quando se cria uma visão macro das grandes iniciativas, bem como as metas, resultados esperados e recursos disponíveis; serve como direcionamento estratégico para o cascateamento dos objetivos estabelecidos, da liderança executiva (C-Level) até os times, divididos em semestres, trimestres, meses e até mesmo dias. _This post is for paying subscribers only._ ### Computação em nuvem para product managers URL: https://productoversee.com/blog/computacao-em-nuvem-para-product-managers/ Last updated: 2023-02-22T00:03:25.000Z A computação se desenvolveu muito nos últimos anos. Passamos de uma era em que os computadores eram apenas para uso governamental para um cenário em que temos máquinas extremamente poderosas na palma de nossas mãos. Alguns anos atrás, quando só estava disponível no ambiente acadêmico, a Internet era usada apenas para conectar laboratórios de pesquisa. Atualmente, é possível comprar uma viagem para outro lado do mundo ou encomendar seu almoço com alguns cliques. Mas olhando para o contexto mais técnico da coisa, você saberia qual infraestrutura é necessária para que a internet funcione, e como as mensagens podem viajar pelo mundo em uma fração de segundo? Bem, é sobre isso que falaremos neste post :) ### A Internet Primeiro, comecemos com o básico antes de entrar no contexto da computação em nuvem. Simplificando, a Internet é uma grande rede global de computadores que transmite uma variedade de dados através dos dispositivos conectados a ela. Quando você procura por uma determinada informação em seu navegador, por exemplo, esta solicitação é transmitida por pacotes de dados que percorrem vários computadores até chegar àquele que possui a informação desejada. Quando encontrada, a mensagem é devolvida ao seu navegador em uma fração de segundo. ### Comunicação cliente-servidor Para que a Internet funcione, uma relação entre duas entidades, cliente e servidor, deve ocorrer. Enquanto clientes e servidores são ambas aplicações que se comunicam pela Internet, os clientes estão “mais próximos do usuário” porque são aplicações mais orientadas ao usuário como navegadores web, clientes de e-mail ou aplicações para smartphones. Já os servidores são aplicações que funcionam em um computador remoto com o qual o cliente se comunica através da Internet quando necessário. Em outras palavras, se você estiver acessando este texto através de um telefone celular, por exemplo, seu navegador é o cliente e o servidor que está hospedando este artigo é o servidor da operação. - **Cliente:** Iniciam pedidos aos servidores, recebem as respostas dos servidores e interagem diretamente com os servidores através de um determinado software/aplicativo; - **Servidor:** Aguardam uma solicitação de um cliente, atendem as solicitações e depois respondem aos clientes com os dados solicitados, podem se conectar a outros servidores para atender a uma solicitação específica do cliente. ![](https://lh4.googleusercontent.com/L-lhvwECOUalUhmrMrxi_AH5PyJaZrFarb8H4A01jRzXkDFvropG0c7uZnZz6q17cfK5nNRI2oRf7WZ3AzGcR_7GwaxlJ4ahWmOGPDZhdy0soOc2yB1E_hEqRt9tvPmn-mffDNEW4zPlG-_JFSNvwltRJThylI7nMO7xDUO-1EH_cYc0XmmYirELOkgExQ) Photo by [Taylor Vick](https://unsplash.com/@tvick?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) on [Unsplash](https://unsplash.com/s/photos/server?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) ### Qual é a infraestrutura que faz a Internet funcionar? Para que toda a Internet funcione, é necessária uma infraestrutura muito complexa. Ela abrange desde gigantescos data centers em todo o mundo até quilômetros de cabos que correm sob os oceanos. O objetivo principal desta infraestrutura é permitir que a comunicação entre toda a rede de computadores ocorra como esperado. A comunicação entre os computadores da rede ocorre, em muitos casos, de maneira “física”. Onde um computador da rede repassa a informação para o outro e assim por diante. Por isso há a necessidade de existirem cabos conectando toda essa rede ao redor do mundo. Podemos separar alguns dos elementos mais importantes que fazem esta rede funcionar: - **Os roteadores:** Eles encaminham os pacotes de dados para diferentes redes de computadores com base em seu destino. Podemos pensar nos roteadores como gestores de tráfego, que garantem que os pacotes de dados sejam destinados aos lugares certos na Internet; - **Servidores Web:** São computadores especializados de alta capacidade que armazenam e entregam conteúdo (páginas web, imagens, vídeos) aos usuários, bem como hospedam aplicações e bancos de dados. A maioria dos servidores é mantida em grandes data centers localizados ao redor do mundo. Estes são os computadores que irão armazenar as informações que você procura na Internet e enviá-las a você. Naturalmente, para a manutenção de toda a rede mundial, vários outros dispositivos são necessários. Mas, em geral, estes são os principais componentes da infraestrutura em sua totalidade. ### Serviços em nuvem AWS, Google Cloud e Oracle são algumas empresas que fornecem serviços de nuvem para outras empresas e indivíduos em todo o mundo. Através delas, você pode contratar diferentes tipos de serviços para serem usados dentro de seu contexto organizacional. Quando falamos de serviços em nuvem, estamos nos referindo a uma vasta série de funcionalidades que podem ser contratadas. Cada um desses serviços tem uma finalidade que pode ser desde a realização de uma determinada tarefa até o armazenamento das informações de seus usuários. Por exemplo, temos serviços mais comumente utilizados como computação, armazenamento e bancos de dados. Além disso, há também serviços destinados a tecnologias emergentes, como aprendizagem de máquinas, inteligência artificial, data lakes, blockchain e a Internet das Coisas. ![](https://lh6.googleusercontent.com/MoZDP36_7rfFPbvkxxmM00BGUvdlFDinKdVs52K3sB4aP7s6s07otXlYAj69tbZF5aGOzbin95N08LT1AQdhGAwVyL6DkQZivinAHFDip6HIQUkQaaVueTfrhR56cb5T0UDXb3YdUB6wpZA_0iGF8Vbj_FExeBCLVMuIgFelVmmp0vHZmagmIKpOE9SEoA) Photo by [Vladimir Anikeev](https://unsplash.com/@anikeevxo?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) on [Unsplash](https://unsplash.com/?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) ### Quem usa a computação em nuvem? Bem, direta ou indiretamente, TODOS na Internet. Organizações de todos os tipos, tamanhos e indústrias utilizam a nuvem para uma grande variedade de casos de uso, tais como backup de dados, máquinas virtuais, desenvolvimento e teste de software, análise de dados e aplicações web voltadas para o cliente. Mesmo as próprias empresas da nuvem utilizam seus serviços para comercializar outros serviços (confuso, certo?). Por exemplo, as empresas do setor financeiro utilizam a nuvem para executar transações e armazenar históricos. As empresas de educação utilizam a nuvem para disponibilizar seus materiais de estudo e se comunicar com seus alunos. Em geral, tudo está na nuvem. Como estamos em um mundo onde realizamos muitas de nossas tarefas diárias através de um computador, torna-se necessário que empresas disponibilizem seus serviços através da Internet, e para isso, elas precisam usar a nuvem como um meio para fazê-lo. ### Infraestrutura global Pode parecer estranho ouvir isso, mas quando uma empresa contrata um serviço de um fornecedor de nuvens, é provável que ela acesse um computador do outro lado do mundo. A computação em nuvem é a entrega de recursos de TI sob demanda pela Internet, com preços pré-pagos. Em vez de comprar e manter data centers e servidores físicos, você pode acessar serviços de tecnologia como poder de computação, armazenamento e bancos de dados conforme a necessidade, utilizando um provedor de nuvem. Estes provedores de nuvens possuem vários data centers ao redor do mundo para poderem oferecer seus serviços aos clientes independentemente de onde eles estejam. Esta rede de data centers consegue executar serviços na nuvem sem interrupção, com alta velocidade e disponibilidade. Além disso, eles possuem geralmente camadas de segurança rigorosas, já que lidam com grandes volumes de informação. ![](https://lh5.googleusercontent.com/Ga__2wkbOVzvYqtBL3ZVHXY7X-fkHRopgIHeNoZ1RtTk5XGe-4yaN2ZA5tBG4OaK00ZrZwUelLNUs7802niMSGg95tv8dIUcbFMfohCZavYwvWsoUT2F37L_wiqUdrDIRfW4egKXlo3GZNcnCjOfggGl8ab2mZds5AmmRb_DrxPTcEbdsljduYweYZIUvw) Photo by [imgix](https://unsplash.com/@imgix?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) on [Unsplash](https://unsplash.com/s/photos/data-center?utm%5Fsource=unsplash&utm%5Fmedium=referral&utm%5Fcontent=creditCopyText) ### Por que contratamos serviços na nuvem? De modo geral, os serviços em nuvem fornecidos por empresas como Google e Amazon têm várias vantagens sobre o uso de sua infraestrutura. Eu poderia fazer várias observações aqui, mas trouxe aqui os principais fatores que pesam na decisão de contratar serviços de nuvem: - **Custo de construção e manutenção:** A nuvem permite a troca de despesas fixas (data centers e servidores físicos) por despesas variáveis e pagar somente pela TI consumida. Além disso, as despesas variáveis são muito inferiores ao que você pagaria por conta própria, devido às economias de escala; - **Escalabilidade:** Por provedores de nuvens, você pode gerar rapidamente novos recursos conforme necessário, a partir de serviços de infraestrutura como computação, armazenamento e bancos de dados; - **Adaptabilidade:** Na nuvem, você pode instantaneamente escalar esses recursos para cima ou para baixo para ajustar a capacidade conforme as mudanças ou o declínio das necessidades comerciais. Além disso, os provedores de nuvens são famosos por terem mais segurança em seus serviços, uma vez que estes são gerenciados por várias equipes ao redor do mundo. ### Conclusão Os serviços em nuvem se tornaram essenciais para muitas empresas nos últimos anos por muitas razões. Isso permite implantar serviços de tecnologia em questão de minutos e ir da ideia à implementação muito rapidamente. Desta forma, as empresas têm a liberdade de experimentar, testar novas ideias para diferenciar as experiências dos clientes e se transformar ainda mais. A compreensão destas tecnologias é fundamental para compreender como elas podem ajudar sua empresa a crescer, reduzir custos e inovar efetivamente. ### Uma das cerimônias mais importantes e esquecidas: o refinamento URL: https://productoversee.com/blog/uma-das-cerimonias-mais-importantes-o-refinamento/ Last updated: 2022-12-06T13:33:08.000Z Quando usado corretamente, o refinamento pode ser uma importante ferramenta de qualidade ao desenvolvimento _This post is for subscribers only._ ### Generative Tech/AI URL: https://productoversee.com/blog/generative-tech-ai-futuro/ Last updated: 2025-04-16T16:11:19.000Z Quando comecei a escrever esse texto, a OpenAI não havia soltado a demo do nova do ChatGPT. Então, o texto vem a calhar bastante. Mesmo assim, não quero falar exatamente do ChatGPT. Quero falar do conceito que faz o ChatGPT tão legal. E entendo que é o que vai se espalhar muito nos próximos dentro das empresas que procuram eficiência. > E não se engane: vai ter um alvoroço de empresas procurando "eficiência" achando que basta implementar ferramentas de AI que todos os problemas de custos vão sumir. Esses são os sinais do hype. Vai passar rápido e faz parte do processo. Quando falamos sobre inteligência artificial (pedindo licença para usar o termo de forma muito abrangente, contemplando todas as disciplinas) nós logo pensamos [reconhecimento facial e nossa privacidade](https://privacyrights.org/resources/facial-recognition-threat-your-privacy?ref=productoversee.com), [como a IA irá destruir o emprego das pessoas](https://www.forbes.com/sites/ashleystahl/2021/03/10/how-ai-will-impact-the-future-of-work-and-life/?ref=productoversee.com), como [algoritmos podem potencializar ter vieses humanos](https://www.harvardmagazine.com/2021/08/meredith-broussard-ai-bias-documentary?ref=productoversee.com) e uma série de outros pontos importantes que novas tecnologias revisitam. Conversar sobre esses assuntos é uma tarefa tão difícil de debater ao nível global, quanto encontrar soluções e alternativas para mitigar os efeitos negativos que essas tecnologias trazem. Contudo, há uma série de outras habilidades e resultados positivos no qual podemos pensar e explorar para o uso dessas disciplinas que mudam as nossas vidas hoje. Assuntos que às vezes passam despercebidos por nós, mas que ganham cada vez mais espaço nas empresas, principalmente no nível de investidores que procuram assuntos mais "incipientes" para monitorar e entender se há mercado potencial. O Generative Tech, ou tecnologias generativas, é um desses assuntos que provavelmente você vai começar a ouvir com mais frequência muito em breve. ## A definição Generative Tech é considerado o próximo passo no desenvolvimento de software com a parceria entre humano-máquina. Por meio de motores de deep learning, o software gera conteúdo novo (seja imagem, vídeo, texto, arte etc) como se fosse um humano, mas com a ajuda de seres humanos. ![](https://res.cloudinary.com/diegoeis/image/upload/s--qwbPJ_ZO--/v1669922126/obsidian/xctwgpxmfds6jwnfokyp.png) [**Generative Tech Begins (nfx.com)*](https://www.nfx.com/post/generative-tech?ref=productoversee.com) A forma com que tratamos a internet e como nós produzimos e consumimos conteúdo é até hoje baseada basicamente em: 1. Alguém produz o conteúdo; 2. Armazena em algum lugar, centralizando o conteúdo; 3. Alguma plataforma tem acesso a esse conteúdo e serve para as pessoas; É o processo que usamos desde os primórdios. O problema é que conteúdo fica velho, muitas vezes inacessível, em formatos que precisam ter esforço grande de manutenção (como vídeos, por exemplo) quando é necessário haver qualquer atualização. Quando falamos sobre Web Generativa, estamos nos referindo a um conceito onde o conteúdo é produzido pela máquina, e servido diretamente pelo usuário em tempo real. Esse conteúdo pode aí sim ser consumido, guardado, compartilhado e assim por diante. A manutenção do conteúdo é totalmente dinâmica, retirando o esforço de sustentação que existe hoje. A atualização é constante conforme a evolução das fontes de conteúdo e de dados e da stack da máquina. Isso quer dizer que uma notícia, por exemplo, pode ser atualizada de acordo com o decorrer dos fatos e dias. Mas esse é só um exemplo, quando nos referimos a Generative Tech/AI. A produção de contéudo de forma dinâmica e natural a grandes quantidades de dados existentes é só a ponta do iceberg. O ponto é que o Generative Tech/AI traz benefícios muito maiores e mais revolucionários. ## Parceria humano e máquina A tecnologia generativa tem um potencial de revolução muito proeminente sobre como nós ponderamos resolver problemas e criar novas possibilidades envolvendo a criatividade humana. Como não estamos falando de um trabalho único e solitário da máquina, mas uma real parceria entre humano e máquina, o resultado se torna ainda mais único e potencializado. _This post is for paying subscribers only._ ### Como construir pontes pode ajudar você a dominar a gestão de stakeholders URL: https://productoversee.com/blog/como-construir-pontes-pode-ajudar-voce-a-dominar-a-gestao-de-stakeholders/ Last updated: 2022-12-05T10:45:12.000Z ### Quando comecei a trabalhar com gestão de produtos, me sentia inseguro em momentos de tomar decisões ou obter buy-in de stakeholders mais seniores do que eu, como se fosse uma responsabilidade somente minha pelo sucesso ou fracasso da iniciativa. Muito por que eu acreditava que PMs eram estrelas do rock, crença essa reforçada ao ver pessoas se comportando dessa forma, como se o sucesso fosse resultado apenas da sua ação individual. O que não me contaram é que esse é o caminho mais rápido se quiser fracassar. Lidar com stakeholders não é uma tarefa fácil na gestão de produto, sempre existe uma feature a mais para se fazer, uma nova iniciativa a se priorizar, perguntas que você devia ter feito e não fez. Isso leva times a construírem muros para se isolar e evitar a comunicação com seus principais stakeholders, na intenção de evitar a exposição e de se proteger, mas isso acaba aumentando o desalinhamento e a possibilidade de fracasso. > *“Construímos muros demais e pontes de menos.”* Isaac Newton O que descobri é que compartilhar a história por trás do problema, ouvir sem julgamento e a diplomacia constroem pontes e ajudam a tornar o processo muito mais fácil. Às vezes transparente. Gerando o resultado esperado, reduzindo atritos e criando alianças que irão advogar a seu favor. ### Conte sua história que te trouxe até a decisão O tempo é uma restrição, que não temos controle. Isso quer dizer que as pessoas nos seus dias estão atoladas de demandas. Em geral, os mínimos detalhes sobre o assunto que você quer tratar não importam para a tomada de decisão. Tanto faz o nome das pessoas que você entrevistou, o tempo gasto em cada entrevista, detalhes operacionais do framework que você seguiu, como estão sendo feitas as chamadas das APIs, essas são informações que na maioria das vezes não agregam na sua narrativa. É importante as pessoas saberem que você percorreu um caminho, e quais pontos foram cruciais para trazer você até aquele momento. Não estou dizendo que você não precisa ter atenção aos detalhes, ignorá-los, ou não seguir nenhuma metodologia. Reforço que é importante conhecer para criar melhores narrativas, mas detalhes podem ser suprimidos ou destacados a depender da pessoa que irá ouvir sua história. Foque no “Por que”: lembre-se, você participou de todo o processo de pesquisa, validação de hipótese ou validação da solução, então sabe de toda a história. Infelizmente você não terá tempo para passar todos os detalhes para as pessoas que precisa obter o buy in. Poucas informações dificultam o processo de tomada de decisão. Então para que você motive outras pessoas, é fundamental que elas entendam o porquê. A motivação deve ficar clara, as pessoas devem entender qual é a necessidade ou problema e o porquê de ser algo relevante para o negócio para ser resolvido. Aqui é fundamental apresentar as principais evidências que fundamentam essa narrativa. Usualmente grandes números, gráficos com resultados de pesquisas e métricas fazem bem esse trabalho. Não acredito que exista um nível perfeito de informação, algumas pessoas vão querer mais, ou menos, encontrar esse ponto não é nada fácil. Sugiro que você pratique, apresente para pessoas do time, colete feedbacks e adapte. Ouvir o que as pessoas entenderam vai te ajudar a melhorar a apresentação, e ter clareza de quais pontos reforçar e quais suprimir. Preparação é o melhor caminho. Mostre, não fale. Ao contar sua narrativa use elementos visuais, faça uma passada pelas oportunidades que você encontrou, aprendizados que teve no processo, destaque, descobertas e percepções que você pôde validar com evidências. Representações visuais são excelentes ferramentas para manter o foco das pessoas e criar um entendimento compartilhado do que está sendo apresentado. A exibição do pensamento visual ajuda a sensibilizar para a necessidade e urgência do tema. Reduza o número de opções: Por dia uma pessoa na média toma 35 mil decisões, com certeza você já leu isso em algum lugar. Muitas possibilidades são tão ruins quanto a falta delas. Ao invés de apresentar infinitas possibilidades, apresente aquelas 3 apostas que você acredita serem as melhores, liste os prós e os contras de cada uma, e ajude as pessoas a tomar a decisão. ### Ouça sem julgamento Após apresentar sua narrativa, nessas interações de espaço para as pessoas contribuírem com comentários, opiniões e pensamentos sobre o assunto, mesmo que você tenha ideias formadas na sua cabeça, aqui se torna crucial conseguir ouvir ativamente e participar de conversas sem julgar o que está ouvindo. Não confunda não julgar com omissão ou não falta de posicionamento. Posicionamento é importante para uma pessoa para profissionais de produto, assim como a inteligência emocional. Evite reagir a qualquer impulso, ouça sem julgar, de tempo para digerir a informação e aprofunde onde for necessário até entender a mensagem que você está recebendo. > *“Comunicação não é o que você diz, é o que os outros entendem.”* David Ogilvy Inúmeras vezes em uma sala, presenciei duas pessoas discordando uma da outra, mas falando a mesma coisa de formas diferentes, por isso antes de reagir a um estímulo tenha certeza de ter entendido a mensagem e então responda. Acredite, dessas conversas surgem diversos acordos ou identificação de pontos em comum, que você pode tirar vantagem e beneficiar ambas as partes. Em uma discussão pode ser que esse ponto comum não exista, ou você não enxergue naquele momento, então deixe a porta aberta, busque construir acordos e bons relacionamentos ao invés de fechar a porta. ### Me ajude a te ajudar No fim do dia estamos na busca de resultados. Na posição de gerente de produtos você tem a oportunidade de ter interface com diversas pessoas na organização e em parceria construir relações que sejam benéficas para todas as partes envolvidas. Mais do que política, uma pessoa de produto deve ser diplomata. A diplomacia é uma ação pacífica de se relacionar com diferentes grupos, nações ou sociedades e é um instrumento da política externa que visa manter as relações entre os diferentes Estados soberanos equilibradas. É impossível tirar um projeto ou solução do papel sem o suporte das pessoas corretas, assim é muito importante encontrar terrenos comuns e construção de relações verdadeiras e acordos ganha-ganha. Disponibilize tempo para ajudar pessoas de pouca influência ou muita influência, isso aproxima você das pessoas e cria conexões. > *“Aqueles que passam por nós não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”* Antoine de Saint-Exupery Esse tipo de acordos e relações geram um movimento interessante nas organizações, você se torna onipresente, pois começa a criar uma reputação e as pessoas têm confiança em você e em seu trabalho e por fim stakeholders começam a advogar a seu favor do seu produto. Então mesmo em reuniões que você não está presente, as pessoas irão te suportar levantando argumentos ao seu favor, ou em sua defesa quando argumentos contrários a você são levantados. Nunca sabemos o amanhã. Não se trata de ser uma pessoa manipuladora, ou com segundas intenções, esse tipo de abordagem não se sustenta ao longo prazo, mas sim de construir relações verdadeiras e uma sólida reputação. Lembre-se, você não “É” Product Manager do Produto A ou B, você ESTÁ como Product Manager do Produto A ou B, esse estado é mutável. Seja uma pessoa genuína, criar relacionamentos onde quer que você passe é mandatório para crescer na carreira. E mais importante, para ser feliz e construir um ambiente onde as pessoas possam evoluir com você. Concluindo, não há um guia prático ou uma bala de prata quando se trata do processo de tomada de decisão ou de negociação com stakeholders. Gestão de Produtos muda de empresa para empresa e convenhamos cada pessoa tem seu próprio estilo, mas algumas coisas são fundamentais e sempre serão. - Fazer a vida das pessoas mais fácil; - Ouvir ativamente para entender os pontos de vistas; - Criar conexões verdadeiras. Podem não resolver todos os problemas, mas com certeza criará uma maior chance de atingir os resultados esperados. ### Referências: - [https://www.producttalk.org/2022/10/keeping-track-of-discovery/](https://www.producttalk.org/2022/10/keeping-track-of-discovery/?ref=productoversee.com) - [https://medium.com/user-experience-design-1/manage-your-stakeholders-to-fight-a-war-for-you-8f1073a8d222](https://medium.com/user-experience-design-1/manage-your-stakeholders-to-fight-a-war-for-you-8f1073a8d222?ref=productoversee.com) - [https://www.producttalk.org/2018/06/managing-stakeholders/](https://www.producttalk.org/2018/06/managing-stakeholders/?ref=productoversee.com) - - - - [Product Gurus #77 Isabel Lopes - O resultado é uma consequência de um ato coletivo](https://open.spotify.com/episode/6DUlO6RFX5bUBI1vnCq4Nf?si=t76gwasmTpOxbyejzHdHog&utm%5Fsource=native-share-menu) _Includes the latest 500 public posts. Use `/sitemap.xml` for the complete archive of public content._