> ## Content Index
> Fetch the complete content index at: https://productoversee.com/llms.txt
> Use this file to discover other available public pages before exploring further.

# Desvendando o modelo Hooked: A ciência por trás do hábito e como aplicá-lo para atrair a atenção dos usuários
- URL: https://productoversee.com/blog/voce-tem-3-minutos/
- Published: 2023-12-05T10:45:53.000Z
- Updated: 2023-12-05T10:46:44.000Z
- Description: Aprenda a utilizar o modelo Hooked para criar produtos viciantes e atrair a atenção dos usuários. Descubra como os gatilhos, ações, recompensas e investimentos podem transformar seu produto em um hábito poderoso.
- Author: Anna Freire
- Tags: Delivery e Tático, #blog, Ops, Processos e Métodos

Tornar alguma atividade em um hábito, leva tempo. Alguns hábitos são desenvolvidos desde a infância, como a rotina de escovar os dentes antes de dormir, enquanto outros são adotados por necessidade, como frequentar uma academia.

 Existem hábitos que adquirimos sem perceber e que nem sempre são benéficos para nós, como por exemplo, verificar mais de uma vez as redes sociais antes de dormir.

Em seu livro Hooked, Nir Eyal diz: “**nós fomos fisgados pelos nossos smartphones”**. E, de fato, fomos. Nós, brasileiros, [passamos em média cerca de 5 horas por dia no celular.](https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2022/01/12/brasileiros-sao-os-que-passam-mais-tempo-por-dia-no-celular-diz-levantamento.ghtml?ref=productoversee.com) Estamos sempre acessando algum aplicativo, seja youtube, linkedin, instagram, tiktok, gmail ou mesmo que apenas passando o dedo e deixando passar uma infinidade de conteúdo dessas redes sociais.

Os psicólogos chamam de “comportamentos automáticos desencadeados por estímulos situacionais” esse comportamento pouco consciente ou totalmente inconsciente de reagir a um estímulo. Os estímulos situacionais podem ser diversos: um vídeo que dá play sozinho, outro conteúdo logo abaixo deste vídeo que começa a rodar, as curtidas, as notificações… E assim por diante.

Quanto mais tempo passamos nessas redes, mais elas ganham. É ruim? Em certa medida, sim, afinal deixamos de estar presentes em algumas situações, perdemos a capacidade de observar a vida fora das telas. E os aplicativos até tentam ajudar, criando aqueles alertas de “você chegou ao limite de minutos que você estipulou diariamente, que tal fazer outra coisa?”. A apple também desenvolveu um relatório no qual você tem acesso a quantas horas ficou no telefone e com que tipo de tarefa gastou mais tempo ou menos tempo.

Mas, falando de negócios e design: **Como, com tantas informações e tantas redes sociais, atrair a atenção de alguém para o nosso serviço, informação ou aplicativo?**

Com a força do hábito.

Porque nem tudo é ruim. Exemplo disso é o Duolingo que me manda um lembrete, todos os dias, para eu manter a minha ofensiva de 209 dias estudando espanhol. E eu continuo com o hábito de entrar no aplicativo e fazer, pelo menos, uma tarefa.

E para criar o hábito de alguém utilizar o seu produto, você pode utilizar gatilhos internos, vieses e, claro, ter **um produto que resolva um problema real**. Em Hooked, Eyal apresenta um modelo de quatro etapas para a criação de produtos e serviços que formam hábitos.

O apelidado Hook Model funciona assim:

1. Gatilho: criação de um estímulo que dispara o hábito. Pode ser interno, como um sentimento, ou externo, como uma notificação ou anúncio.
2. Ação: acontece quando o usuário interage com o produto. Vale dizer que: quanto mais fácil for a ação, melhor, e ofereça uma recompensa imediata.
3. Recompensa: A recompensa é o que motiva o nosso usuário a repetir o hábito. Ela pode ser tangível, como um novo nível ou conquista, ou intangível, como um sentimento de realização ou satisfação.

Por exemplo: o jogo League of Legends criou um sistema de “honra” que dava aos jogadores a possibilidade de dar e receber pontos. Isso foi o gatilho que gerou a ação de jogadores serem mais positivos durante a partida para ganhar a recompensa no final.

1. Investimento: Acontece quando o usuário investe tempo, recursos ou esforço no produto. Aqui ele pode criar um senso de propriedade que aumenta o seu engajamento e comprometimento.

Outro exemplo: uma loja de móveis sueca chamada IKEA vende móveis residenciais prontos para montar. Sim, você compra e você mesmo monta. Ao investir esforço físico e mental na montagem do produto, você começa a valorizar mais esse objeto. Esse fenômeno é chamado de “efeito IKEA”.

**Tudo é questão de equilíbrio.** O próprio Eyal diz que teve receio que, ao compartilhar o conhecimento da criação desse modelo, fossem criados produtos que levassem a hábitos ruins.

A criação de um hábito é uma ferramenta poderosa. Para criar produtos ou serviços que formem hábitos, o modelo apresentado por Eyal é um excelente caminho. No entanto, é importante lembrar que esses princípios só funcionam se o produto **resolver um problema real do usuário**. 

Qual a dor que o Duolingo resolve? As pessoas querem aprender um idioma e não tem tempo, não tem dinheiro, não quer gastar…

No duolingo, elas só precisam de **3 minutos** por dia. 

Um produto que não resolve um problema, por mais que use os 4 princípios do modelo, não será capaz de criar um hábito duradouro. O usuário, após ter recebido a recompensa inicial, perderá a motivação de continuar usando o produto ou serviço. 

E bom, para que o produto resolva um problema real é preciso de **pesquisa**. E muita, mas muita, empresa não faz. Mas isso é papo para outro artigo.